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Apostila  sobre Criacao Bezerros

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Curso de Pós-Graduação em Pecuária Leiteira 
ReHAgro – Recursos Humanos no Agronegócio 
Centro Universitário Newton Paiva 
Coordenadoria de Pesquisa e Pós-Graduação 
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Curso de Pós-Graduação em Pecuária Leiteira 
 
 
 
CRIAÇÃO DE BEZERROS 
 
 
Sandra Gesteira Coelho 
Flavia Adriana Pereira Vieira 
 
Apoio: 
 
 
 
 
 
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CRIAÇÃO DE BEZERROS 
Índice 
INTRODUÇÃO ..............................................................................................................................4 
DESENVOLVIMENTO FETAL E NUTRIÇÃO MATERNA DURANTE O PERÍODO SECO 5 
Déficit nutricional de proteína: ...............................................................................................6 
Déficit de Energia....................................................................................................................6 
Déficit de Minerais..................................................................................................................6 
Deficiência de Vitaminas ........................................................................................................6 
FORMAÇÃO DO COLOSTRO .....................................................................................................7 
MANEJO E CUIDADOS COM AS VACAS E BEZERROS PRÉ E PÓS PARTO......................8 
Cura do Umbigo ......................................................................................................................8 
Adaptações Fisiologicas após o Nascimento ..........................................................................9 
Ingestão do Colostro..............................................................................................................10 
Absorção das imunoglobulinas .............................................................................................10 
Colostro e metabolismo neonatal ..........................................................................................11 
Colostro e desenvolvimento do trato gastrointestinal ...........................................................12 
Função de nutrição do colostro .............................................................................................13 
DESENVOLVIMENTO E FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO .....................................15 
Consumo de Água .................................................................................................................20 
Utilização de Fontes de Fibra na Dieta de Bezerros .............................................................21 
Enzimas e Secreções Digestivas ...........................................................................................22 
Digestão, Absorção e Metabolismo de Carboidratos ............................................................25 
ALIMENTAÇÃO..........................................................................................................................27 
ADMINISTRAÇÃO DO COLOSTRO ....................................................................................27 
REFLEXO DE FECHAMENTO DA GOTEIRA ESOFÁGICA .............................................29 
DIGESTÃO DO LEITE ............................................................................................................30 
SISTEMAS DE ALEITAMENTO............................................................................................31 
Sucedâneos de Leite ..............................................................................................................31 
UTILIZAÇÃO DO COLOSTRO EXCEDENTE .....................................................................34 
Colostro Fermentado .............................................................................................................34 
 
 
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CONSUMO DE ALIMENTOS SÓLIDOS...............................................................................36 
Características do concentrado de bezerros ..........................................................................37 
VOLUMOSOS..........................................................................................................................38 
DESMAMA ..............................................................................................................................39 
VACINAÇÕES .........................................................................................................................41 
INSTALAÇÕES PARA BEZERROS ......................................................................................43 
MANEJO NAS PRIMEIRAS SEMANAS DE VIDA..............................................................44 
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS..........................................................................................45 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
A criação de bezerros é uma etapa de custos elevados devido às altas taxas de mortalidade e 
morbidade, aos altos custos do aleitamento (leite ou sucedâneo) e custos com mão de obra. 
Traduzindo desta forma em alto risco financeiro. Para enfrentar adequadamente este cenário é 
necessario estabelecer um bom programa de criação. 
Este programa deve se iniciar na decisão do peso, da idade à cobertura e do touro adequado para 
o acasalamento e continua durante todo o período de gestação. No caso do peso recomenda-se 
para as raças puras grandes (Holandês e Pardo Suíço) entre 360 e 400 kg, para o gado mestiço 
peso entre 280 e 320 kg. Já a dificuldade de partos para novilhas deve estar entre 7 a 9% e para 
as vacas entre 10 e 11%. O objetivo destas ações é o de reduzir as distocias nos partos de 
novilhas a 15% e nos das vacas a 8%. 
 
 
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DESENVOLVIMENTO FETAL E NUTRIÇÃO MATERNA DURANTE O PERÍODO 
SECO 
O período de transição entre o final da gestação e o início da lactação representa uma enorme 
mudança metabólica para as vacas de leite. Estratégias de manejo geral e manejo da alimentação 
precisam ter como base o conhecimento da quantidade e da qualidade dos nutrientes necessários 
para suportar o crescimento do feto, durante o final da gestação, e a síntese de leite durante o 
início da lactação. 
A demanda de nutrientes para o feto torna-se particularmente importante durante o último 
trimestre da gestação, sendo observado que 60% do ganho de peso fetal ocorre durante os 2 
últimos meses da gestação. 
Durante o final da gestação a taxa metabólica fetal representada pelo consumo de oxigênio é 
duas vezes maior no feto que na mãe. As taxas de incorporação tecidual de energia, proteína, 
gordura são lineares entre os dias 190 e 270 da gestação. As taxas de incorporação de cálcio e 
fósforo são exponenciais. Este aumento provavelmente reflete a grande mineralização que ocorre 
no feto próximo ao final da gestação. 
A taxa de deposição de proteína é de 74 g/dia entre os dias 190 e 270 da gestação com um peso 
ao nascimento de 45 kg. A necessidade de aminoácido metabolizável para crescimento fetal