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ARQUITETURA E URBANISMO – CAMPUS ARARAQUARA DISCIPLINA: PA – HAB. UNIFAMILIAR PROF. CRISTIANE KRÖLING CASA EM UBATUBA II – ANGELO BUCCI Estudo de caso FELIPE OLIVEIRA (C9850F-5) ISABELA LOURENÇO (C803CI-7) ARARAQUARA 2016 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 2 CASA EM UBATUBA II 2.1 Sobre o autor 2.2 Sobre a obra 2.3 Informações complementares 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 1 INTRODUÇÃO Neste trabalho falaremos sobre o arquiteto Ângelo Bucci e uma de suas obras, a Casa em Ubatuba II, pertencente à arquitetura contemporânea, que por ser construída sobre um terreno íngreme apresenta características peculiares e soluções específicas para cada desafio encontrado na sua construção. Figura 1 - Vista lateral (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) 2 CASA EM UBATUBA II 2.1 Sobre o autor Angelo Bucci Arquiteto pela Universidade de São Paulo, 1987. Mestre, 1998, Doutor, 2005, ambos pela mesma instituição. Honorary Fellow of the American Institute of Architects (HF AIA), 2011. Além de professor visitante em vários países. Fundou e dirige o escritório SPBR arquitetos desde 2003. Professor da Universidade de São Paulo FAU USP, desde 2001. Figura 2 - Angelo Bucci (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) 2.2 Sobre a obra Pertencente à arquitetura contemporânea, a Casa em Ubatuba II traz, além da releitura de outros movimentos, como o modernismo, a preocupação com o conforto ambiental. Figura 3 - Vista lateral (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) Sendo uma casa de fim de semana na praia, a principal preocupação foi fugir do convencional. Por se tratar de um terreno onde a topografia tinha aproximadamente 50% de inclinação, a ideia do escritório responsável, o SPBR, era de uma casa que não tocasse o chão, criando uma plataforma independente de qualquer peça plana de terra. É organizada com uma praça principal - denominado satélite - em formato de prisma medindo 10m por 10 m e 6m de altura. Esse volume foi colocado separado da rua onde o nível do solo era profundo o suficiente para acomodar dois andares fechados e um espaço aberto embaixo. (Observe a figura 3)Figura 4 - Corte longitudinal (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) Intervenções na base: dos alunos. Sua cobertura oferece essa plataforma externa, como um belvedere (boa vista, em Italiano), acolhendo pessoas para a casa (Observe a figura 4). Figura 5 - Vista da cobertura (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) No térreo, primeiro atingimos o nível dos quartos e abaixo, o Sub.1, onde localiza-se a sala de estar e a cozinha. Debaixo, ligado ao nível do solo, a parte sob o abrigo da casa tornou-se uma varanda, nesse nível também encontra-se a piscina. Área íntima Área social externa Área serviço/social interna Áreas de acesso/circulação Residência de empregados Varanda Sub.1 Cobertura Térreo Figura 6 - Divisão por áreas de utilização/ identificação dos pavimentos (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) Intervenções na base: dos alunos. O volume entre a casa e a rua foi completado por dois satélites, dois volumes laterais pequenos: o primeiro joga entre a extensão da rua e do último piso com uma plataforma de estacionamento e uma casa para empregados abaixo dela; a segunda é uma extensão da varanda para fazer a piscina e um espaço mecânico na parte inferior.Estacionamento Casa de máquinas Residência de empregados Figura 7 - Identificação de volumes (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) Intervenções na base: dos alunos. A partir da varanda, no nível mais baixo, há uma trilha sinuosa através do jardim que dá acesso à praia. Figura 8 - Varanda à praia (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) A Casa em Ubatuba II pode ser vista como um longo caminho íngreme da rua até a praia. Figura 9 - vista panorâmica (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) Intervenções na base: dos alunos. A Casa em Ubatuba II permite uma circulação bastante livre, uma vez que é possível acessá-la pela cobertura e pela parte inferior, além disso, há uma relação entre os cômodos, uma espécie de “caminho”, reforçando a ideia de continuidade e liberdade, única dessa edificação. Figura 10 - Detalhe na planta de cobertura (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) Intervenções na base: dos alunos. 2.3 Informações complementares Residencial Ubatuba - SP Projeto 2011-2012Figura 11 - Escadaria exterior (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) Obra 2013-2014 ARQUITETURA Angelo Bucci Tatiana Ozzetti Nilton Suenaga Ciro Miguel Juliana Braga Fernanda Cavallaro Victor PrósperoFigura 12 - Fronte (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) ESTRUTURA Inner Engenharia Marcelo José Bianco Ricardo Bozza CONSTRUÇÃO José Bernardino E. de Sousa INSTALAÇÕES JPD PAISAGISMO Raul Pereira ÁREA DO TERRENO 887,50 m² ÁREA CONSTRUÍDA 350,40 m² FOTOS Nelson KonFigura 13 - Interior (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) Figura 14 - Belvedere (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/) 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Casa em Ubatuba II é um projeto inovador e surpreendente, assim como a Casa em Ubatuba I.Figura 15 – Nature (Disponível em: http://www.spbr.arq.br/portfolio-items/casa-em-ubatuba-ii-2/ ) Bucci resolve a questão da grande inclinação do terreno de uma maneira livre, contínua e atraente. Utiliza o concreto armado dando uma noção absurda de leveza, a casa aparenta estar pousando sobre aquele local. A relação que o arquiteto promoveu entre a construção e a paisagem natural, é um dos fatores que torna a residência ainda mais incrível. Enfim, Ubatuba II deve ser entendida na sua impostação como uma casa–praiana, uma “casa mirante” que privilegia a construção em constante contato visual com o mar, em detrimento de arranjos que esboçam uma eficiente rede circulatória (Hallal. Costa, 2016). Área íntima Estacionamento Casa de máquinas Área social externa Área serviço Área social interna Áreas de acesso/circulação Residência de empregados