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Direito Empresarial: Títulos de Crédito
TÍTULOS DE CRÉDITO
I - CONCEITO:
Documentos necessários para o exercício de um direito autônomo e literal nele contido, conforme dispõe o artigo 887, do Código Civil:
Art. 887. O título de crédito, DOCUMENTO necessário ao exercício do direito LITERAL e AUTÔNOMO nele contido, somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei.
II - LEGISLAÇÃO EM MATÉRIA DE TÍTULOS DE CRÉDITO:
Artigos 887 a 926 do Código Civil, devendo ser observada a Legislação Especial para cada título de crédito.
a) Letra de câmbio e nota promissória:
Decreto nº 57.663/66 e Decreto nº 2.044/1908. Lei Saraiva: aplicação subsidiária. 
b) Cheque: Lei nº 7.357/85. 
c) Duplicata: Lei nº 5474/68.
 467 ENUNCIADO = Conselho de justiça federa l CJF as disposições relativas ao titulo de credito do cc aplicam aqueles regulados por leis especiais no caso de opção ou lacuna 
III - PRINCÍPIOS:
a) O principio da - CARTULARIDADE: necessidade de apresentar o documento; Os títulos de crédito materializam o próprio direito.mencionado na cártula não existe sem ela ,não pode ser transmitido sem a sua tradição , nem mesmo pode ser exigido sem a sua apresentação . Aula dia 15/02
EXCEÇÃO: POSSÍVEL PROTESTAR UM TÍTULO DE CRÉDITO MESMO NÃO ESTANDO NA SUA POSSE, PELAS SIMPLES INDICAÇÕES. Ex: art. 13, Lei 5474: 
Art. 13. A duplicata é protestável por falta de aceite de devolução ou pagamento. 
§ 2º O fato de não ter sido exercida a faculdade de protestar o título, por falta de aceite ou de devolução, não elide a possibilidade de protesto por falta de pagamento.
b) LITERALIDADE: tudo o que estiver escrito no título de crédito representa o direito. Da mesma sorte, tudo que não estiver escrito, o não poderá ser cobrado/exigido. Portanto somente assim será possível seus efeitos jurídicos , este principio assegura as partes a exata correspondência , entre o teor do titulo e o direito que ele representa ..
c) AUTONOMIA: cada transferência simboliza um negócio jurídico autônomo, independente..por este principio entende-se que o titulo de credito configura documento constituivo de direoto novo , autônomo , originário, e completamente desvinculado , da relação que o originou . Desta forma as relaçoes juridicas representadas num titulo de credito, são autônomas e independentes entre si, razao pela qual o vicio que atinje uma delas, não afetara as outras. 
Subprincípios:
c. 1) Abstração: quando posto em circulação, o título de crédito desvincula-se do negócio que lhe deu origem, abstraindo-se do mesmo. Segundo principio da abstração entende-se que quando o titulo circula , ele se desvincula da relação que lhe deu origem .
Obs.: a prescrição do titulo opera não apenas na sua executividade , mais também a perda da sua cambearidade . ou seja o titulo perde suas características de titulo de credito dentre elas o da abstração ..
Resp 457. 556 SP MINISTRA NANCI ..
2ª SUBPRINCIPIOS - 
SUMULA – 387 DO STF ..A cambial emitida ou aceita por emissões ou em branco , pode ser completada ,pelo credor de boa fe ,antes da cobrança ou protesto ...
c. 2) Inoponibilidade: inoponibilidade das exceções pessoais aos terceiros de boa-fé, ou seja, mesmo que o negócio jurídico inicial, aquele que resultou a emissão do título, esteja viciado, o terceiro de boa-fé que recebeu o título posteriormente tem direito ao crédito. Assegurado pela lei uniforme de genebra – segundo qual as pessoas acionadas em virtude de uma letra , não podem opor ao portador exceções fundadas sobre as relações pessoais pelo sacador ou com os portadores anteriores , a menos que o portador ao adquirir a letra , tenha procedido conscientemente em detrimento do devedor . 
ENUNCIADO = 460 e 461 CNJ 
AS duplicatas eletrônicas podem ser protestadas por indicação , e constituíram titulo executivo extra judicial mediante exibição PELO CREDOR DO INSTRUMENTO DE PROTESTO Acompanhado do instrumento de protesto e comprovação da comprovação de serviços 
Enunciado - 461 – os títulos de credito podem ser emitidos , aceitos endoçados ou avalizados eletronicamente , mediante assinatura certificação digital , respeitadas as exceções previstas em lei .ERE – RELATOR RAU ARAUJO O STJ entende que o boleto do banco ,pode ser utilizado para provar a existência de uma duplicata virtual 
Atenção: Só serão oponíveis aos possuidores de Boa-fé as defesas fundadas em vícios formais do título de crédito ou do seu conteúdo literal. Exemplo: "falsidade da assinatura do emitente; a incapacidade do emitente; não vencimento do título".
IV - CARACTERÍSTICAS:
a) Força executiva: presunção de liquidez, certeza e exigibilidade; Satisfação de um direito inquestionável. 
b) Formalismo: requisitos formais devem ser atendidos para gozar de eficácia.*
* Súmula 387, STF: A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto. 
A lei 8021/90 proibiu a emiçao dos títulos ao portador artigo 907 C.C.
c) Circulabilidade: fazer circular riqueza.
V - ACEITE, AVAL e ENDOSSO == aula dia 22/02 
a) Aceite: é a declaração produzida pela assinatura de quem o procede, se comprometendo ao pagamento do título ao seu beneficiário. O aceite pode ser parcial, podendo o tomador protestar o título pela fração que não foi aceita, consequentemente o vencimento antecipado e responsabilizando do sacador e dos coobrigados. O sacado não é obrigado aceitar".
b) Aval: é a garantia cambial, constituída pela simples assinatura de quem o procede, a fim de garantir o pagamento de título de crédito. Pode ser firmado por terceiro estranho ao título ou por alguém que já seja obrigado. No aval surgem duas posições jurídicas: Avalista x Avalizado. 
Artigos 31 e 32 da LUG:
Art. 31. O aval é escrito na própria letra ou numa folha anexa. Exprime-se pelas palavras" bom para aval "ou por qualquer fórmula equivalente; e assinado pelo dador do aval. O aval considera-se como resultante da simples assinatura do dador aposta na face anterior da letra, salvo se se trata das assinaturas do sacado ou do sacador. O aval deve indicar a pessoa por quem se dá. Na falta de indicação, entender-se-á pelo sacador.
Art. 32. O dador de aval é responsável da mesma maneira que a pessoa por ele afiançada.
b.1) Aval em preto: indica o nome da pessoa que está garantido aval e identificado .
b.2) Aval em branco: não indica o nome da pessoa. Se o avalista não indica para quem deu aval, será para o sacador. 
b.3) Aval parcial: a letra de câmbio e a nota promissória permitem ter aval parcial.
b.4) Aval simultâneo: vários avalistas garantindo simultaneamente o mesmo devedor.
Súmula nº 189/STF: "Avais em branco e superpostos consideram-se simultâneos e não sucessivos". 
b.5) Aval sucessivo: Um avalista garante outro avalista. Os avais são superpostos. O avalista só gerente quem avalizou, não sendo obrigado pelos demais avalistas. 
c) Endosso: É o meio através do qual os títulos cumprem a sua função de circulação, não existindo uma limitação de quantidade de endossos...SAO IGUALMENTE TRASMITIDOS PARA O ENDOSSATARIO .Trata-se de negocio jurídico unilateral onde a eficácia e vereficada com a comstituiçao formal do endoço “” AASSINATURA VERSO TITULO’’ e com a saida do titulo das mãos do endossante e posse pelo endossatário 
Classificaçao dos títulos de credito - 
Ainda, imperioso destacar que o endosso parcial é nulo.
Nesta modalidade foram duas posições jurídicas: Endossante (quem transfere) x Endossatário (quem recebe).
Efeitos: art. 12 ao 20 LUG 
I) Circulação do título; e 
II) Investe endossante como co-devedor solidário. Podendo o último endossatário cobrar tanto do emitente, quanto dos avalistas e endossantes. 
c.1) Endosso em preto: indica o nome da pessoa para a qual o título está sendo transferido. / assinatura do indossante seguida da identificação do beneficiaria ou endossatário 
c.2) Endosso em branco: não indica a pessoa que receberá o título. Equipara-se ao título ao portador. Assim, a circulação é feita mediante simples entrega,não sendo necessário novo endosso. 
c.3) Endosso sem garantia: Só irá produzir o efeito de transferência.
c.4) Endosso tardio: É o endosso realizado APÓS O PROTESTO do título ou promovido APÓS O PRAZO LEGAL PARA O PROTESTO. Produz apenas os efeitos de uma Cessão civil de crédito, art. 20 da LUG.
Art. 20. O endosso posterior ao vencimento tem os mesmos efeitos que o endosso anterior. Todavia, o endosso posterior ao protesto por falta de pagamento, ou feito depois de expirado o prazo fixado para se fazer o protesto, produz apenas os efeitos de uma cessão ordinária de créditos.
Cláusula NÃO À ORDEM: Cláusula lançada para evitar o ENDOSSO. Essa cláusula não impede a circulação do título, mas uma vez lançada, o título só pode ser transferido mediante CESSÃO CIVIL DE CRÉDITO, artigo 11 da LUG. Lembrando que o cedente não é coobrigado.
Presumisse que o avalizado e o devedor principal artigo 899 cc . na letra de cambio o avalizado e o sacados artigo 31 do decreto 57663
‘’Atenção... Se o avalisado for o devedor principal será tratado como devidamente como devedor principal em relação a desnecessidade do protesto e contagem do prazo prescricional ,por outro norte se o avalizado for endossante ou ou avalista será tratado como devedor indireto, dependendo da nescessidade do protesto para sua execução e na contagem do prazo principal . 
AVAL PARCIAL
Lei Uniforme de Genebra - L.U.G. (Decreto 57.663/1966):
Art. 30 - O pagamento de uma letra pode ser no todo ou em parte garantido por aval.
Esta garantia é dada por um terceiro ou mesmo por um signatário da letra.
2
Aval
AVAL PARCIAL
Lei das Duplicatas (Lei 5.474/1968):
Art . 25. Aplicam-se à duplicata e à triplicata, no que couber, os dispositivos da legislação sobre emissão, circulação e pagamento das Letras de Câmbio.
3
Aval
AVAL PARCIAL
Lei do Cheque (Lei 7.357/1985):
Art . 29 O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro, exceto o sacado, ou mesmo por signatário do título.
4
Aval
AVAL PARCIAL
CCB. Art. 897. O pagamento de título de crédito, que contenha obrigação de pagar soma determinada, pode ser garantido por aval.
Parágrafo único. É vedado o aval parcial.
*não aplicável aos títulos típicos, com regra expressa em contrário.
5
Aval
AVAIS SIMULTÂNEOS E SUCESSIVOS..
O AVAL pode ser simples (quando dado por apenas uma pessoa) ou plural (quando lançado por duas ou mais pessoas)
6
Aval
AVAIS SIMULTÂNEOS E SUCESSIVOS.
Hipóteses de aval plural:
A) Dois ou mais avais dados em favor de obrigados cambiários distintos;
B) Dois ou mais avalistas de uma mesma obrigação cambiária (avais simultâneos ou coavais)
C) Aval de aval (avais sucessivos).
7
Aval
AVAIS SIMULTÂNEOS OU COAVAIS
“Ocorrem quando o aval é dado, em conjunto, por duas ou mais pessoas em relação a uma mesma obrigação cambiária, como devedores do mesmo grau.” Luiz Emydio F. da Rosa Jr.
A relação entre avalistas simultâneos é de solidariedade do direito comum. Perante o credor respondem pela integralidade da obrigação e, entre eles (relação interna) um só poderá exigir do outro coavalista sua quota parte (art. 283 do CCB).
8
Aval
AVAIS SIMULTÂNEOS OU COAVAIS
CCB. Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os codevedores.
9
Aval
AVAIS SUCESSIVOS ou AVAL DE AVAL
Ocorrem avais sucessivos quando há aval de aval, que não é vedado por lei porque as obrigações cambiárias são autônomas e independentes e porque o avalista não garante pessoa determinada mas o pagamento do título.
10
Aval
AVAIS SUCESSIVOS ou AVAL DE AVAL
Nos avais sucessivos, somente existem relações jurídicas de natureza cambiária e todos os signatários do título serão devedores solidários cambiários, inclusive os avalistas, e a solidariedade terá natureza sucessiva e não simultânea.
11
Aval
AVAIS SUCESSIVOS ou AVAL DE AVAL
Como os avalistas sucessivos são obrigados de grau diverso, aquele que pagar terá direito de recobrar dos demais avalistas o total pago e a ação será cambiária.
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Aval
Espécies: Aval em preto e em branco
Aval em preto: ocorre quando o avalista identifica a pessoa avalizada;
Aval em branco: ocorre quando o avalista não identifica a pessoa avalizada, porque o aval pode resultar da simples assinatura do avalista lançada na face anterior do título (frente), desde que não seja assinatura do sacado ou sacador (letra de câmbio), do emitente da Nota Promissória e do Cheque.
13
Aval
AVAIS SUPERPOSTOS EM BRANCO: “SUCESSIVOS ou SIMULTÂNEOS”
Súmula 189 do STF
“Avais em branco e superpostos consideram-se simultâneos e não sucessivos.”
14
Aval
AVAIS SUPERPOSTOS EM BRANCO: “SUCESSIVOS ou SIMULTÂNEOS”
LUG
Art. 31 - O aval é escrito na própria letra ou numa folha anexa.
Exprime-se pelas palavras "bom para aval" ou por qualquer fórmula equivalente; e assinado pelo dador do aval.
O aval considera-se como resultante da simples assinatura do dador aposta na face anterior da letra, salvo se se trata das assinaturas do sacado ou do sacador.
O aval deve indicar a pessoa por quem se dá. Na falta de indicação entender-se-á ser pelo sacador.
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Aval
AVAIS SUPERPOSTOS EM BRANCO: “SUCESSIVOS ou SIMULTÂNEOS”
LUG
Art. 77 - São aplicáveis às notas promissórias, na parte em que não sejam contrárias a natureza deste título, as disposições relativas as letras e concernentes:
(...)
São também aplicáveis às notas promissórias as disposições relativas ao aval (artigos 30 a 32); no caso previsto na ultima alínea do artigo 31, se o aval não indicar a pessoa por quem é dado entender-se-á ser pelo subscritor da nota promissória.
16
Aval
AVAIS SUPERPOSTOS EM BRANCO: “SUCESSIVOS ou SIMULTÂNEOS”
Lei do Cheque (Lei 7.357/85)
Art . 30 O aval é lançado no cheque ou na folha de alongamento. Exprime-se pelas palavras ‘’por aval’’, ou fórmula equivalente, com a assinatura do avalista. Considera-se como resultante da simples assinatura do avalista, aposta no anverso do cheque, salvo quando se tratar da assinatura do emitente.
Parágrafo único - O aval deve indicar o avalizado. Na falta de indicação, considera-se avalizado o emitente.
17
Aval
AVAIS SUPERPOSTOS EM BRANCO: “SUCESSIVOS ou SIMULTÂNEOS”
Lei das Duplicatas (Lei 5.474/68)
Art . 12. O pagamento da duplicata poderá ser assegurado por aval, sendo o avalista equiparado àquele cujo nome indicar; na falta da indicação, àquele abaixo de cuja firma lançar a sua; fora desses casos, ao comprador.
Parágrafo único. O aval dado posteriormente ao vencimento do título produzirá os mesmos efeitos que o prestado anteriormente àquela ocorrência.
18
Aval
AVAL DADO POR PESSOA CASADA – vênia conjugal 
CCB. Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta de bens 
(...) III - prestar fiança ou aval;
19
Aval
AVAL DADO POR PESSOA CASADA
Conselho da Justiça Federal
I Jornada de Direito Civil
Enunciado nº114:
“O aval não pode ser anulado por falta de vênia conjugal, de modo que o inc. III do art. 1.647 apenas caracteriza a inoponibilidade do título ao cônjuge que não assentiu.”
20
Aval
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ANULATÓRIA DE AVAL JULGADA IMPROCEDENTE. RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDA. AUTORIZAÇÃO DO CONJUGE VENCIDA. AVAL NÃO PODE SER ANULADO POR AUSÊNCIA DE VÊNIA CONJUGAL. SUBSISTÊNCIA DA GARANTIA PRESTADA, PRESTIGIANDO-SE A BOA FÉ DO CREDOR. RESSALVADA, PORÉM, A MEAÇÃO DA CONJUGE DO AVALISTA QUE NÃO ANUIU COM A GARANTIA. PRECEDENTES. ÔNUS DE SUCUMBÊNCIA. INVERSÃO. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.
(TJPR - 14ª C.Cível - AC - 1136975-8 - Região Metropolitana de Maringá - Foro Central de Maringá - Rel.: Celso Jair Mainardi - Unânime - - J. 12.02.2014)
21
Aval
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ANULATÓRIA DE AVAL PRESTADO EM NOTA PROMISSÓRIA SEM ANUÊNCIA DO CÔNJUGE DO GARANTIDOR.PEDIDO INICIAL JULGADO PROCEDENTE. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO À MEAÇÃO.APELAÇÃO PROVIDA. SENTENÇA REFORMADA.RECURSO ADESIVO. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL REJEITADO."O aval não pode ser anulado por falta de vênia conjugal, de modo que o inciso III do art. 1.647 apenas caracteriza a inoponibilidade do título ao cônjuge que não assentiu." (Enunciado 114 do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) do Conselho da Justiça Federal).APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA.RECURSO ADESIVO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
(TJPR - 15ª C.Cível - AC - 1109148-4 - Umuarama - Rel.: Shiroshi Yendo - Unânime - - J. 20.11.2013)
22
Aval
AVAL DADO POR PESSOA CASADA
APELAÇÃO CÍVEL - ANULATÓRIA DE AVAL C/C TUTELA ANTECIPADA - AVAL PRESTADO SEM OUTORGA UXÓRIA - OFENSA AO ART. 1.647, INC. III, DO CÓDIGO CIVIL - NULIDADE DO ATO - HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA - READEQUAÇÃO AOS CRITÉRIOS DO ART. 20, §§ 3º E 4º, DO CPC - SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA - RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.
(TJPR - 16ª C.Cível - AC - 1027178-8 - Foz do Iguaçu - Rel.: Maria Mercis Gomes Aniceto - Unânime - - J. 19.02.2014)
23
Aval
AVAL DADO POR PESSOA CASADA
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO ANULATÓRIA
VI - TÍTULOS DE CRÉDITO EM ESPÉCIE:
a) LETRA DE CÂMBIO promissória : É um título à ordem, ou seja, é emitido em favor de uma pessoa determinada, mas que é transferível através de endosso. Trata-se de uma ORDEM de pagamento.
Partes: sacador:
I) Sacador: emitente da letra
II) Sacado: pessoa contra qual a letra foi emitida, ou seja, que realizará o pagamento.
III) beneficiário/tomador: que receberá o crédito.
Atenção: uma mesma pessoa pode ocupar duas posições: o sacador e sacado podem ser a mesma pessoa.
Após a emissão da Letra de câmbio existem duas possibilidades: 
I) Se o sacado aceita: este se torna devedor principal. 
II) Se não houver o aceite do sacado: o tomador deve protestar o título, ocasionando o vencimento antecipado do mesmo. Assim, o tomador pode cobrar diretamente do sacador e dos coobrigados (avalistas e endossantes) se houver.
Requisitos formais (Art. 1º LUG): 
1 - A palavra" letra "inserta no próprio texto do título é expressa na língua empregada para a redação desse título; 
2 - O mandato puro e simples de pagar uma quantia determinada; 
3 - O nome daquele que deve pagar (sacado); 
4 - A época do pagamento; 
5 - A indicação do lugar em que se deve efetuar o pagamento; 
6 - O nome da pessoa a quem ou a ordem de quem deve ser paga; 
7 - A indicação da data em que, e do lugar onde a letra é passada; 
8 - A assinatura de quem passa a letra (sacador).
Atenção: se faltar algum dos requisitos não produzirá efeito como letra, salvo se: 
a) não indicar a época do pagamento = pagamento será a vista; 
b) não houver indicação especial do lugar para pagamento = o pagamento será no domicílio do sacado; 
c) se não houver lugar onde foi passada = será considerado como tendo-o sido no lugar designado, ao lado do nome do sacador.
Prazo prescricional:
Cabe para Letra de câmbio e para Nota promissória - Art. 70 e 71 c/c 77 LUG. 
I) Contra o aceitante: 3 anos a partir do vencimento. 
II) Contra endossantes e contra o sacador: 1 ano a partir do protesto feito em tempo útil ou da data do vencimento.
b) NOTA PROMISSÓRIA: Trata-se de uma promessa de pagamento, que pode ser transferida por endosso e garantida por aval, porém não comporta aceite.
Atenção para o artigo 77 da LUG:
Art. 77. São aplicáveis às notas promissórias, na parte em que não sejam contrárias à natureza deste título, as disposições relativas às letras e concernentes: endosso (artigos 11 a 20); vencimento (artigos 33 a 37); pagamento (artigos 38 a 42); direito de ação por falta de pagamento (artigos 43 a 50 e 52 a 54); pagamento por intervenção (artigos 55 e 59 a 63); cópias (artigos 67 e 68); alterações (artigo 69); prescrição (artigos 70 e 71); dias feriados, contagem de prazos e interdição de dias de perdão (artigos 72 a 74).
c) CHEQUE: (Lei nº 7.357/85) Trata-se de uma ordem de pagamento em dinheiro e a vista. Transfere-se por endosso e pode ser garantido por aval, porém não comporta aceite.
Data que começa a contar o prazo de apresentação: a partir da emissão do cheque.
Três posições jurídicas:
I) Sacador (Emitente);
II) Sacado (Banco); e
III) Tomador/Beneficiário. 
O cheque admite o aval parcial, conforme estabelece o artigo. 29 da Lei do cheque.
Art. 29 O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro, exceto o sacado, ou mesmo por signatário do título.
Prazos:
Lei de genebra 
a) Apresentação:
a.1) 30 dias: cheque apresentado na mesma praça da agência em que o cheque foi emitido;
a.2) 60 dias: cheque apresentado em praça DIFERENTE da agência em que o cheque foi emitido
b) prescricional: 06 meses a partir da expiração do prazo de apresentação.
c) Ação de regresso de um obrigado ao pagamento do cheque contra outro prescreve em 06 meses, contados do dia em que o obrigado pagou o cheque ou do dia em que foi demandado
d) Ação de enriquecimento ilícito contra o emitente ou outros obrigados, que se locupletaram injustamente com o não-pagamento do cheque, prescreve em 02 anos, contados do dia em que se consumar a prescrição prevista no art. 59, da Lei do Cheque.
d) DUPLICATA: (Lei nº 5474/68). Trata-se de uma ORDEM DE PAGAMENTO. Transfere-se por endosso; Garante-se por aval; O aceite na duplicata é OBRIGATÓRIO, pois é requisito formal, porém, nas situações expressas nos Art. 8º e 21, não será necessário o aceite.
Art. 8º O comprador só poderá deixar de aceitar a duplicata por motivo de:
I - avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues por sua conta e risco;
II - vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados; I
II - divergência nos prazos ou nos preços ajustados.
Art. 21. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de serviços por motivo de:
I - não correspondência com os serviços efetivamente contratados;
II - vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados, devidamente comprovados;
III - divergência nos prazos ou nos preços ajustados.
Forma duas posições jurídicas:
I) Sacador (Credor/emitente): é aquele que vendeu um determinado produto ou prestou um serviço.
II) Sacado (Devedor): é aquele que comprou um determinado produto ou tomou um serviço. 
Título causal: só pode ser estabelecida nas duas causas permitidas na lei: compra e venda mercantil ou serviço. Não se tratando de um título abstrato quanto a sua emissão. 
E
Ex = DUPLICATA MERCANTIL: Em todo contrato de compra e venda mercantil entre partes domiciliadas no Brasil, com prazo não inferior a 30 dias, contado da data de entrega ou despacho das mercadorias, emitirá o vendedor a respectiva fatura para apresentação ao comprador. No ato da emissão desta fatura poderá ser extraída a duplicata para circulação.
Atenção: uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura. 
Prescrição: Artigo 18 da Lei nº 5474/68.
Art. 18 A ação de execução prescreve:
I- contra o sacado e respectivos avalistas, em 3 (três) anos, contados da data do vencimento do título; 
II - contra endossante e seus avalistas, em 1 (um) ano, contado da data do protesto; 
III- de qualquer dos coobrigados contra os demais, em 1 (um) ano, contado da data em que haja sido efetuado o pagamento do título.
Genebra empresarial ver=====
Títulos próprios e impróprios = 
Da Transmissão das Obrigações
CAPÍTULO I = Da Cessão de Crédito
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios.
Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se mediante instrumento público,ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1o do art. 654.
Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel.
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita.
Art. 291. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito, prevalece a que se completar com a tradição do título do crédito cedido.
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao credor primitivo, ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta, com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar de escritura pública, prevalecerá a prioridade da notificação.
Art. 293. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido.
Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que, no momento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente.
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.
TITULOS IMPROPRIOS – NEGOCIO JURIDICO EXISTENTE .OS TITULOS IMPROPRIOS PODEM SER COMPROVANTES, DE LEGITIMAÇAO 
DIREITO EMPRESARIAL II 
Abordagem dos tópicos sob o ponto de vista de Fabio Ulhoa Coelho 
Curso de Direito Comercial 
 – 
 
Direito de Empresa 
 – 
 1° Bimestre 
Considerações Iniciais: 
O resumo foi elaborado conforme as aulas ministradas pelo  professor, na mesma ordem de temas, tópicos, subtópicos etc. O que não pude extrair do livro, coloquei a classificação do professor ou alguma observação subseqüente ao tema.
 Apontamentos Gerais Empresário (art. 966, CC):
 - Busca lucro; - Atividade deve ser Profissional e Habitual (constante); - Organização. 
Não se considera empresário (exceções): aqueles que exercem profissão intelectual, de natureza artística, científica ou literária, salvo se constituir elemento de empresa. São chamados de Profissional Liberal ou Autônomo
. 
(Classificação do Empresário a) Empresário Singular : É aquele que exerce a atividade econômica organizada de forma singular (empresário individual); 
b) Empresário Coletivo
: É a exploração em conjunto (sociedade empresária). 
(Classificação dos Não Empresários a) Singular
: Profissional autônomo ou Liberal; 
b) Coletivo
: Sociedade simples. 
Obs.
 Até 2002, era S/c (sociedade civil); após, passou a ser S/s (sociedade simples). 
Quadro Comparativo Sociedade Simples e Empresária SOCIEDADE EMPRESÁRIA SOCIEDADE SIMPLES 
É regulada pelo Código Civil e outras legislações Regulada apenas pelo Código Civil Registro perante a Junta Comercial Registro no Cartório Do Registro Civil Das Pessoas Jurídicas Está sujeita ao processo de falência É impossível falir Exemplo: Banco Itaú S/a Exemplo: Cocamar. 
Obrigação Inicial
: atribuição de Nome Empresarial. 
Resumo de Direito Empresarial II 
1. Empresário 
Empresário é a pessoa que toma a iniciativa de organizar uma atividade econômica de produção ou circulação de bens ou serviços dentro do fundo de comércio. Essa pessoa pode ser tanto a física, que emprega seu dinheiro e organiza a empresa individualmente (empresário individual), como a jurídica, nascida da união de esforços de seus integrantes (sociedade empresária). 
Dispõe o art. 966 do Código Civil que: “considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços”. 
Doutrinariamente, o profissionalismo implica em habitualidade, pessoalidade e monopólio de informações. A pessoalidade seria evidenciada na questão d a contratação e da responsabilidade do empresário perante a sociedade. 
Considerar-se-á uma atividade organizada quando reunir os fatores de prod Resumo de Direito Empresarial II 
1. Empresário 
Empresário é a pessoa que toma a iniciativa de organizar uma atividade econômica de produção ou circulação de bens ou serviços dentro do fundo de comércio. Essa pessoa pode ser tanto a física, que emprega seu dinheiro e organiza a empresa individualmente (empresário individual), como a jurídica, nascida da união de esforços de seus integrantes (sociedade empresária). 
Dispõe o art. 966 do Código Civil que: “considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços”. 
Doutrinariamente, o profissionalismo implica em habitualidade, pessoalidade e monopólio de informações. A pessoalidade seria evidenciada na questão d a contratação e da responsabilidade do empresário perante a sociedade. 
Considerar-se-á uma atividade organizada quando reunir os fatores de produção, quais sejam: capital, insumo, mão-de-obra e tecnologia. 
O empresário individual, também conhecido como firma individual (nome empresarial – deve ser adotado para exercer a atividade – art. 968, II e 1056, CC) é a própria pessoa física ou natural, dotada de capacidade de fato, que exerce atividade empresarial, respondendo os seus bens pelas obrigações que assumiu, quer sejam civis, quer comerciais (art. 591, CPC). 
Sociedade empresária é a entidade resultante de u m acordo de duas ou mai s pessoas, 
que se tem a necessidade de um objetivo de uma atividade própria de um empresário, ou seja, que exerce atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços, além das sociedades acionárias. Quando criada, adquire personalidade jurídica, podendo ser sujeito de direito, ganhando autonomia e se separando das pessoas que a constituíramução, quais sejam: capital, insumo, mão-de-obra e tecnologia. 
O empresário individual, também conhecido como firma individual (nome empresarial – deve ser adotado para exercer a atividade – art. 968, II e 1056, CC) é a própria pessoa física ou natural, dotada de capacidade de fato, que exerce atividade empresarial, respondendo os seus bens pelas obrigações que assumiu, quer sejam civis, quer comerciais (art. 591, CPC). 
Sociedade empresária é a entidade resultante de u m acordo de duas ou mai s pessoas, que se tem a necessidade de um objetivo de uma atividade própria de um empresário, ou seja, que exerce atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços, além das sociedades acionárias. Quando criada, adquire personalidade jurídica, podendo ser sujeito de direito, ganhando autonomia e se separando das pessoas que a constituíram. 
2. Empresa 
A pessoa jurídica empresária é cotidianamente denominada “empresa”, e os seus sócios são chamados “empresários”. Em termos técnicos, contudo, empresa é a atividade, e não a pessoa que a explora; e empresário não é o sócio da sociedade empresarial, mas a própria sociedade. 
No Direito Empresarial, atividade empresarial, ou empresa, é um a atividade econômica organizada exercida profissionalmente pelo empresário individual ou societário, destinada a produção ou circulação de bens ou de serviços. O conceito jurídico de empresa não pode ser entendido como um sujeito de direito, uma pessoa jurídica, tampouco o local onde se desenvolve a atividade econômica.3. Atividades econômicas civis 
São atividades econômicas civis a cooperativa, a atividade rural familiar (força de lei – art. 982, parágrafo único), quando faltar um dos requisitos de atividade empresária e aquelas estabelecidas no parágrafo único d o art. 966 , quando não constituírem elemento de empresa: atividade intelectual, natureza literária, artística ou científica. 
4. Sociedade anônima 
Os elementos para conceituar a sociedade anônima estão contidos no art. 1º da Lei 6.404/76. É a uma sociedade empresária de capital (pessoa jurídica d e direito privado) com fins lucrativos, cuja responsabilidade do acionista limita-se ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas e cujo capital é dividido em ações que são de livre negociabilidade, 
A sociedade anônima é designada por denominação acompanhada das expressões companhia ou sociedade anônima, expressas por extenso ou abreviadamente, todavia, vedado a utilização da abreviação "Cia" ao final da denominação. 
Somente as próprias ações são usadas como garantia financeira da companhia. Nenhum dos sócios precisa responder com seu patrimônio particular pelas dívidas da empresa; 
CASOS CONCRETOS CORRIGIDOS Direito Empresarial II.
Aula 1- Caso Concreto: Uma sociedade limitada, formada por DOIS sócios, atua no ramo de mecânica. O nome empresarial adotado pelos sócios foi denominação social: “O Rei da lata Velha Ltda”. A Junta Comercial impugnou o nome empresarial por inadequação às exigências legais para a formação da denominação social. Foi correta a deci
são da Junta Comercial ? Fundamente.
Resposta: Sim, a decisão foi correta, pois o objeto social da empresa deve ser designado, de acordo com o art. 1158, § 2 do cc; o nome empresarial adotado está inadequado por não constar a expressão que denote a atividade fim da empresa que é mecânica
QUESTÃO OBJETIVA 01: Paulo, sócio de uma sociedade limitada em formação e com objeto de Empresa, ainda sem registro na Junta Comercial, é surpreendido ao ler um jornal, que uma outra sociedade estava utilizando o nome empresarial da LTDA. Indignado ingressa em juízo, objetivando impedir o uso do nome da sua sociedade. O que poderia ser alegado em defesa da outra sociedade empresaria l?
correta ⇒ a) A defesa da sociedade empresarial é no sentido que não assiste razão a Paulo, tendo em vista que a proteção pretendida somente ocorre após o arquivamento dos atos constitutivos na Junta Comercial. Lei 8934/94, Art.33
b) A defesa da sociedade empresarial é no sentido que assiste razão a Paulo, tendo em vista que a proteção pretendida ocorre antes do arquivamento dos atos constitutivos na Junta Comercial.
c) A defesa da sociedade empresarial é no sentido que assiste razão a Paulo, tendo em vista que a proteção pretendida ocorre pelo Princípio da Anterioridade.
d) A defesa da sociedade empresarial é no sentido que não assiste razão a Paulo, tendo em vista que a proteção pretendida somente ocorre após o arquivamento dos atos constitutivos no INPI.
e) A defesa da sociedade empresarial é no sentido que não assiste razão a Paulo, tendo em vista que a proteção pretendida somente ocorre após o arquivamento dos atos constitutivos no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
QUESTÃO OBJETIVA 02: 1. O Código Civil 10.406/2002, alterou a disciplina das limitadas que antes era disciplinada pelo Decreto 3.708/19, para:
a)Torná-las pequenas anônimas.
correta ⇒ b) Dar-lhes estrutura típica
c) Redesenhar o controle da sociedade.
d) Facilitar a ação das minorias societárias.
e) Dificultar a criação de sociedades de pequeno porte, notadamente aquelas entre marido e mulher, que facilitam a separação patrimonial.
Aula 2 – Caso Concreto: Marluce e João são sócios de uma sociedade limitada no ramo de restaurantes fast food’s. Marluce se encontra adoentada e deseja se retirar da sociedade. Pergunta-se: A sociedade limitada composta por dois sócios será extinta de pleno direito com a retirada de um deles?
Resposta: Não. A sociedade continuará a existir por 6 meses até que João possa encontrar outro sócio para tomar o lugar de Marluce ou transformar a sociedade numa firma pessoal.
João poderá se valer das seguintes opções: a sociedade terá que ser reconstituída em 180 dias, afim de determinar a pluralidade de sócio. Ou, fundamentando-se no art. 1033 paragrafo único a sociedade poderá ser transformada em EMPRESÁRIO INDIVIDUAL ou EIRELI.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Em relação às sociedades LIMITADAS empresárias é possível afirmar que:
I) tem somente caráter estatutário. (errado, pois normalmente é sociedade contratual)
correta ⇒ II) seus sócios somente poderão contribuir para formação do capital social com dinheiro, bens ou direitos, jamais com serviços. Art. 1055, CC
III) poderão adotar somente denominação, seguida da palavra ltda. (ou nome dos sócios – Art. 1158, CC)
correta ⇒ IV) sua personalidade jurídica autônoma só nasce com o arquivamento dos atos constitutivos na Junta Comercial.
SOMENTE é correto o que se afirma em:
a) I e II; b) I e III; c) II e III; correta ⇒ d) II e IV; e) III e IV.
QUESTÃO OBJETIVA 02: No estudo do capital social nas sociedades limitadas e obrigações dos sócios, observamos que:
a) A sociedade responde até o limite do capital social pelas obrigações contraídas em seu nome.
correta ⇒ b) Em regra, os sócios respondem pelas obrigações da sociedade até o limite do valor das cotas por eles subscritas, embora sejam solidariamente responsáveis pela integralização do Capital Social. Art 1052, CC
c) Somente em caso de falência da sociedade, o sócio remisso pode ser responsabilizado pelos demais sócios, pelo valor que faltar para a integralização da respectiva cota.
d) Somente os administradores, respondem, solidariamente, pela integralização de todas as cotas não inteiramente integralizadas.
e) Os sócios nunca respondem pelas obrigações da sociedade, pois na limitada não se aplica a Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica.
Aula 3 – CASO CONCRETO: Lucas, Daniel e Oswaldo são sócios de uma Limitada, que possui como objeto social uma rede de Supermercados em todo o Estado do Ceará. Lucas observou que Daniel, responsável pela escrituração da sociedade, vem lançando mão de negócios escusos ao objeto societário. Lucas não concorda com tais atitudes, mas Oswaldo acata tais deliberações. Você estudou nesta aula os direitos e obrigações dos sócios. Então, como você resolveria esta questão para Lucas, em razão da prática de atos infringentes à lei, por parte de Daniel?
Resposta: Lucas poderá convocar reunião e registrar em ata e depois na junta comercial que é contra as atitudes de Daniel. De acordo com art. 1080 CC as deliberações infringentes ao contrato a lei tornam ilimitada a responsabilidade dos que expressamente as provem. Neste caso serão responsáveis somente Oswaldo e Daniel ilimitadamente.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Em relação ao sócio remisso, não integralizadas as suas cotas, os outros sócios podem:
I. Tomá-las para si, mas jamais transferi-las a terceiros.
II. Somente transferi-las a terceiros.
III. Expulsar o sócio remisso sem o pagamento do valor já pago.
correta ⇒ IV. Sem prejuízo do disposto no artigo 1004 e seu § único, tomá-la para si ou transferi-las a 3ºs, excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago, deduzidos os juros da mora e despesas. Estão corretos os itens:
a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. correta ⇒ e) Somente o IV.
QUESTÃO OBJETIVA 02: São direitos dos sócios na Sociedade Limitada:
correta ⇒ a) Voto, recebimento dos lucros, fiscalização da sociedade, fazer parte da administração, retirar-se da sociedade.
b) O voto somente por parte dos administradores, fiscalizarem a sociedade, fazer parte da administração, retirar-se da sociedade.
c) Receber os lucros, mesmo se não houver lucros a distribuir.
d) Não integralizar as cotas nos prazos determinados e sim quando receberem parte dos lucros.
e) Retirar-se da sociedade somente com a autorização do administrador.
Aula 4 – AULA 04: CASO CONCRETO: Antônio, Sérgio e Carlos desejamconstituir uma Sociedade Limitada no Estado de Alagoas, na Capital. O objeto social será uma Concessionária de automotivos. Antônio é Funcionário Público, mas deseja ser o administrador da sociedade. Os demais sócios concordaram com o seu desejo e levaram a registro os atos constitutivos da sociedade na Junta Comercial do referido Estado. Você estudou nesta aula a administração da sociedade. Portanto, responda: Será possível a pretensão de Antônio?
Resposta: Não será possível, pois Antônio é legalmente impedido de constitui sociedade limitada, de acordo com a lei 8112, Art. 117 e 132, X
No caso em tela qualquer um dos sócios poderia exceto Antônio, por ser funcionário público ele esta impedido de exercer a função de atividade empresarial. Segundo art. 1011, CC
QUESTÃO OBJETIVA 01:
(28º Exame de Ordem – 1ª fase). Na sociedade limitada, se o contrato permitir administradores não sócios, já estando integralizado o capital social, a designação deles dependerá da aprovação dos sócios que representem, no mínimo:
correta ⇒ A) 2/3 do capital; B) 1/4 do capital; C) 1/2 do capital;
D) 3/4 do capital. E) Maioria do Capital social
QUESTÃO OBJETIVA 02:Quanto à administração da sociedade limitada, o novo Código Civil permitiu que a mesma seja realizada por:
a) Somente sócios.
b) Somente não sócios.
correta ⇒ c) Sócios e não sócios, respeitando-se as questões legais de impedimentos e do quorum de aprovação dos sócios, quando o capital não estiver integralizado.
d) Sócios e não sócios, independente de qualquer deliberação.
e) Somente sócios fundadores.
Aula 5 – CASO CONCRETO: A Sociedade, MRV Materiais de Construção e Serviços ltda. é composta por 10 sócios. Os sócios estão pretendendo modificar o Título de Estabelecimento do Ponto, onde a logística atua há mais de vinte anos. Antes, porém, consultam você, advogado especialista na matéria, com a seguinte indagação: A deliberação dos sócios acerca da designação do novo Título de Estabelecimento será feita por Assembléia ou Reunião? Justifique indicando o dispositivo legal.
Resposta: Poderá optar por reunião, salvo disposição ao contrario em contrato social, pois a obrigatoriedade de assembléia só se faz para mais de 10 sócios, conforme art. 1072, § 1º cc.
Em assembleia, de acordo com o art. 1072 § 1º cc. quando superior a 10 sócios (entende-se por ≥10), abaixo ou igual a 10 l sócios, através de reunião. Se todos os sócios assinarem, ficam dispensadas as reuniões ou assembleias.
Se enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte, dispensa-se reunião ou assembléia, conforme L.C. 123/2006, Art. 70.
QUESTÃO OBJETIVA 01:
(17º Exame de Ordem – 1ª fase)
Com relação às sociedades limitadas, é correto dizer-se que:
A) A unanimidade do capital votante prevalece para quaisquer decisões;
B) A vontade da maioria do capital, votante ou não, vigora em quaisquer deliberações, independentemente de previsão contratual;
correta ⇒ C) O princípio da deliberação majoritária é regra geral, tendo, porém exceções;
D) O quotista minoritário está sempre protegido dos abusos que a maioria queira cometer, por força da aplicação subsidiária da lei que rege as sociedades por ações.
E) A deliberação segue as normas da Lei das Sociedades por Ações, independente de acionista majoritário ou minoritário.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Quando poderá ocorrer a dispensa das formalidades de convocação de Assembléia, nos termos do artigo 1072 do Código Civil, em relação às Sociedades Limitadas, com um nº de sócios igual ou superior a dez?
correta ⇒ a) Quando todos os sócios comparecerem ou se declararem por escrito, cientes do local, data, hora e ordem do dia.
b) Quando for enviada carta contendo a ordem do dia.
c) Quando o nº de sócios for superior a vinte, o que não é o caso.
d) Não existem formalidades na LTDA, somente nas S/As.
e) Quando todos concordarem verbalmente sobre as decisões.
Aula 6 – CASO CONCRETO: Luciano, Paula e Antônio desejam constituir uma sociedade, com o objeto social de uma fábrica de calçados em Santa Catarina. Para tanto, consultam você, advogado (a) sobre o tipo societário mais indicado, pois desejam que a sua responsabilidade seja exclusivamente limitada ao valor do capital que contribuírem para a formação desta sociedade, mas em nenhuma hipótese, solidários com a integralização do mesmo. O que você respondeu aos consulentes?
Resposta: Se não houvesse a limitação na composição do capital, poderiam formar uma sociedade limitada no qual será dividida em cotas de capital, o que indica que a responsabilidade pelo pagamento das obrigações da empresa é limitada a participação dos sócios.
Neste caso é indicada uma sociedade anônima, a responsabilidade dos sócios é limitada exclusivamente ao preço de emissão de ações jamais solidaria a integralização do capital social conforme disposto na Lei S/A 6404/76 em seu artigo 1°, e não deveriam ser controladores.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Com relação à sociedade anônima, assinale a opção INCORRETA:
A. A responsabilidade do acionista é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.
B. É uma sociedade de Capital.
correta ⇒ C. As ações em que se divide o seu capital são consideradas bens móveis.
D É sempre uma sociedade empresária.
E. Admite a Affectio Societatis, pois esta é elemento específico do Estatuto Social.
QUESTÃO OBJETIVA 02: A respeito das sociedades existentes no Brasil:
correta ⇒ A. O tipo mais antigo de sociedade em que a responsabilidade dos sócios é limitada é a sociedade anônima.
B. O tipo mais antigo de sociedades em que a responsabilidade dos sócios é limitada é a sociedade limitada. (Só surgiu em 2002).
C. Na sociedade em conta de participação, o ato constitutivo deve ser levado a registro na Junta Comercial. (Art. 982 e 993)
D. A cooperativa independente da forma societária será sempre classificada como sociedade empresária.
E. A Sociedade de Capital e Indústria do Código Comercial de 1850 foi substituída no Código Civil de 2002 pela Sociedade Simples.
Aula 7 – CASO CONCRETO: João de Barros, Carlos Fernandes e Alfredo Souza, constituíram em fevereiro de 2013, uma sociedade anônima com o objeto social de construção de imóveis em Maceió, Alagoas. A confiança entre eles é tão grande, que resolveram incluir no estatuto social a limitação à circulação das ações nominativas, regulando no ato constitutivo tais limitações. Pergunta-se: Qual o tipo de Cia., Aberta ou Fechada?
Resposta: Fechada, uma vez que esta companhia pode impor limitações a circulação das ações normativas, como também, está presente no artigo 36 da Lei 6404/76 (Sociedade por Ações).
QUESTÃO OBJETIVA 01: Compete à Comissão de Valores Mobiliários fiscalizar a emissão de:
A)Todos e quaisquer títulos emitidos por companhias abertas para negociação no mercado de balcão.
correta ⇒ B) Todos e quaisquer títulos emitidos por companhias abertas para negociação no mercado. (art. 4º, Lei 6404/76)
C)Títulos admitidos à negociação nos mercados de bolsa ou balcão.
D)Títulos emitidos por sociedades ligadas ao Sistema Financeiro Nacional.
E) Títulos emitidos por sociedades ligadas ao BACEN.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Assinale a alternativa correta: As Companhias Fechadas:
a) Poderão negociar suas ações somente no mercado de Balcão.
b) Poderão negociar suas ações na Bolsa de Valores e no mercado de Balcão.
correta ⇒ c) Suas ações poderão ser negociadas no Mercado de Balcão.
d) Não poderão emitir debêntures e nem partes beneficiárias.
e) Possui o elemento específico da Affectio Societatis.(Nem sempre existe confiança entre os sócios)
Aula 8 – CASO CONCRETO: Mario de Andrade, Fernando Pessoa e Graciliano Ramos são sócios de uma sociedade anônima no ramo editorial. O capital social foi constituído por meio de subscrição de 100.000 ações – todas com valor nominal de R$ 1,00 cada. Mario – preferencialista de classe “A” – é o acionista titular de 48.000 do total das ações. Fernando Pessoa é o acionista controlador é titular de 50.000 de ações ordinárias que – por força de lei – pertencem a uma única classe. E GracilianoRamos – por sua vez – é titular do restante (2.000) de ações preferenciais da classe “B”. Todos os sócios já integralizaram seus montantes, com exceção de Graciliano que realizou apenas 30% do preço de emissão das ações subscritas por ele.
Considerando o texto apresentado, diga – atendendo as normas do direito societário – se o percentual de distribuição das ações ordinárias e preferenciais atende à norma da lei específica. Fundamente.
Resposta: Sim, com fundamento art. 15 § 2º da Lei 6404/76. O número de ações preferenciais não pode ultrapassar 50% do total das ações emitidas.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Respeitando as normas doutrinárias das sociedades anônimas, no que se refere ao capital social da companhia, pode-se afirmar, SALVO:
incorreta ⇒ A) O capital social de uma companhia é o resultado da soma de todas as entradas decorrentes da contribuição de cada acionista. (Art. 5 e 6 da Lei 6404/76)
B) A doutrina do direito societário, não obstante previsão no Código Civil de 2002, não admite constituição do capital social de uma companhia em prestação de serviços.
incorreta ⇒ C) A assembléia geral poderá deliberar a redução do capital social se houver perda, até o montante dos prejuízos acumulados, ou se julgá-lo excessivo.
D) A conversão, em ações, de debêntures ou partes beneficiárias emitidas pela companhia implica no aumento do seu capital social.
E) Se o subscritor aceitar o valor aprovado pela assembléia do seu bem imóvel, a sua incorporação ao patrimônio da companhia não exige escritura pública.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Assinale a alternativa correta, quanto ao Capital Social das Sociedades Anônimas:
correta ⇒ a) O Capital Social é dividido em ações e expresso em moeda nacional.
b) O Capital Social é dividido em ações, debêntures e cotas.
c) O Capital Social é dividido somente em cotas.
d)O Capital Social é dividido em ações ou debêntures, e a responsabilidade dos sócios até o valor do capital social.
e) O Capital Social é expresso em moeda nacional e em demais moedas estrangeiras, independente da nacionalidade da Cia.
Aula 9 – CASO CONCRETO: Uma empresa formada por três amigos, pretendendo explorar uma atividade econômica, funda, com sede no Rio Grande do Sul, Porto Alegre, uma S.A., sob a denominação social “BANCO LUCRO CERTO S.A”, teve seu capital formado com 40% das ações – todas preferenciais sem direito a voto, subscritas por duas instituições financeiras. As ações ordinárias restantes, correspondentes a 60% do capital social, foram subscritas pela Fundadora, que não deseja que as ações da Cia. sejam negociadas em Bolsa. Na Assembléia de constituição da Cia., após deliberação, os acionistas presentes deram por constituída a Cia. e escolheram os primeiros administradores e membros do Conselho Fiscal. Pergunta-se: Quais as formalidades exigidas por lei para constituição desta sociedade, de acordo com o estudo da formação das sociedades no Brasil?
Resposta: Além das formalidades exigidas pela Lei S/A quando da sua constituição (art. 80 e incisos), como se trata de uma instituição financeira bancaria deverá ter autorização do Banco Central.
QUESTÃO OBJETIVA 01:A constituição da Sociedade Anônima por subscrição particular do capital deverá ser feita por deliberação de subscritores.
A) Em Assembléia Geral ou por Contrato particular.
B) Somente em Assembléia Geral.
correta ⇒ C) Em Assembléia Geral ou por Escritura Pública.
D) Somente por Escritura Pública.
E) Através da emissão pública de ações.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Quais as providências preliminares para a Constituição de uma Sociedade Anônima seja Aberta ou Fechada?
correta ⇒ A.Subscrição de todas as ações por pelo menos dois sócios.
B. Subscrição de todas as ações por pelo menos sete sócios.
C. 30% no mínimo das entradas deverão ser realizadas em dinheiro para toda e qualquer sociedade.
D. 50% no mínimo das entradas deverão ser realizadas em dinheiro para toda e qualquer sociedade.
E. Registro e Publicação.
Aula 10 – CASO CONCRETO: Uma empresa formada por três amigos, pretendendo explorar uma atividade econômica, funda, com sede no Rio de Janeiro, uma S.A., sob a denominação social “BANCO FIMASA S.A”, teve seu capital formado com 40% das ações – todas preferenciais sem direito a voto, subscritas por duas instituições financeiras. As ações ordinárias restantes, correspondentes a 60% do capital social, foram subscritas pela Fundadora, que não deseja que as ações da Cia. sejam negociadas em Bolsa. Na Assembléia de constituição da Cia., após deliberação, os acionistas presentes deram por constituída a Cia. e escolheram os primeiros administradores e membros do Conselho Fiscal. Poderia a Cia, apresentar diversidade de classes de ações ordinárias?
Resposta: Sim; trata-se de uma companhia fechada que admite a adversidade de classes de acordo com art. 15 § 1º da Lei 6404/74 (Lei S/A)
QUESTÃO OBJETIVA 01: Assinale a opção correta:
correta ⇒ A. Valor patrimonial da ação é aquele atribuído no caso de liquidação da sociedade ou amortização total da ação.
B. Valor nominal resulta da divisão do capital social integralizado pelo número de ações com direito à voto.
C. Valor de negociação é o preço pago em mercado primário por quem subscreve a ação com ágio.
D.Valor nominal resulta da divisão do capital social integralizado pelo número de ações sem direito à voto.
E. O Ágio pago pela ação é desviado para a conta de capital.
QUESTÃO OBJETIVA 02: As ações preferenciais de uma sociedade por ações, sem direito de voto, adquirirão o exercício desse direito.
correta ⇒ A) se a companhia, pelo prazo previsto no estatuto, não superior a três exercícios consecutivos, deixar de pagar os dividendos fixos ou mínimos a que fizerem jus, direito que conservarão até o pagamento, se tais dividendos não forem cumulativos, ou até que sejam pagos os cumulativamente em atraso.
B) se a companhia, independentemente do prazo previsto no estatuto, deixar de pagar os dividendos fixos ou mínimos a que fizerem jus, a partir de dois exercícios consecutivos, direito que conservarão até o pagamento, se tais dividendos não forem cumulativos, ou até que sejam pagos os cumulativamente em atraso.
C) a partir do momento em que a companhia deixar de pagar os dividendos fixos ou mínimos a que fizerem jus, direito que conservarão até o pagamento, se tais dividendos não forem cumulativos, ou até que sejam pagos os cumulativamente em atraso.
D) a partir do momento em que não são aprovadas as contas da Administração da companhia.
E) A partir do momento da Assembléia que aprovar o balanço da Cia.
Aula 11 – CASO CONCRETO: A Companhia do Aço, Companhia Aberta, emitiu em Agosto de 2013 três mil debêntures conversíveis em Ações Ordinárias, com o valor nominal de $ 1.500,00 cada. Os acionistas, Evandro Menezes e Josecelmo Rodrigues não obtiveram o direito de preferência destes títulos, conforme o disposto no artigo 171 da Lei das S/As e procura você, como advogado empresarial societário, para em Juízo reivindicar a anulação da emissão destes valores. Pergunta: Você entende pretensa a proposta de ação dos autores? Justifique na lei a sua resposta.
Resposta: Foi correta a decisão da junta, a lei exige o nome de pelo menos 1 sócio na firma art. 1156. Em retação a denominação, essa deverá prev^o objeto social (atividade econômica) conforme art. 1158 § 2º CC.
QUESTÃO OBJETIVA 01:Assinale a alternativa INCORRETA, de acordo com a lei das sociedades anônimas:
correta ⇒ A. Na conversão de debêntures conversíveis em ações, os acionistas não terão direito de preferência das ações convertidas.
B.A representação da sociedade anônima cabe ao Conselho de Administração.
C.O estatuto social pode estabelecer, previamente, autorização para o aumento de capital, sem reforma estatutária, o que será deliberado pelo Conselho de Administração.
D. A diretoria é órgão obrigatório em todas as sociedades anônimas.
E. Na conversão de debêntures conversíveis em ações, os acionistas terão direito de preferência das ações convertidas.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Qual das proposições abaixo é a correta,relativamente ao capital das sociedades anônimas?
a) As debêntures são estranhas ao capital social.
correta ⇒ b) As ações em que se divide o capital social devem Ter sempre valor nominal.
c) As ações não podem, em caso algum, ser resultado de conversão de debêntures.
d) As ações preferenciais dão aos seus titulares meros direito de crédito contra a sociedade.
e) As Partes Beneficiárias fazem parte do capital Social da Companhia.
Aula 12 – CASO CONCRETO: Paulo é acionista da EBX há mais de dois anos. No ano passado, antes do processo de recuperação da empresa, foi veiculado pela imprensa que a citada Cia. tinha obtido um lucro estimado em dois bilhões de reais no exercício de 2012, mas Paulo não recebeu nenhuma parcela dos dividendos e nem dos lucros. Paulo é acionista preferencialista, sem direito de voto. Responda fundamentadamente na Lei, em quais momentos os acionistas preferencialistas, sem direito a voto, exercem tais direitos?
Resposta: Fundamentando-se no art. 111 § 1º esses acionistas adquirirão o direito de voto se a companhia (CIA) por prazo não superior a três exercícios consecutivos deixar de pagar os dividendos a que fizerem jus.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Uma pessoa, que haja adquirido ações de determinada companhia, tem garantido, como qualquer acionista, o direito essencial de:
correta ⇒ (a) Fiscalizar a vida societária da companhia. Art 109cc
(b) Participar dos lucros sociais da companhia sejam os mesmos reais ou fictícios.
(c). Receber dividendos durante todo o ano e cumulativos.
(d) Manifestar seu voto em Assembléia Geral Ordinária.
(e) Receber Partes beneficiárias ao final de cada exercício social.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Têm preferência para adquirir os Bônus de Subscrição:
correta ⇒ A. Os acionistas da Companhia emissora. Art 109
B. Os debenturistas da Companhia emissora.
C. Os titulares de partes Beneficiárias.
D. Qualquer investidor.
E. Os empregados e colaboradores da Cia.
Aula 13 – CASO CONCRETO: Vitor subscreveu oito mil ações da Cia. do Aço em março de 2011, todas com direito de voto, deixando de integralizá-las no prazo e condições estabelecidas no Contrato de Subscrição. A Assembléia Geral de Acionistas deliberou suspender o direito de voto deste acionista inadimplente. Justifique com base na Lei das S/As, se foi correta a decisão da Companhia?
Resposta: Sim. De acordo com art. 120 Lei S/A a Assembleia Geral poderá suspender os direitos dos acionistas, inclusive o de voto, por descumprimento de obrigação imposta pelo Estatuto da lei, cessando esta suspenção tão logo seja cumprida a obrigação.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Respeitando as normas doutrinárias das sociedades anônimas, quanto à diretoria e o voto, pode-se afirmar:
A) Trata-se de um órgão, em regra, facultativo nas sociedades anônimas.
B) Apresenta a função deliberativa nas decisões da companhia.
correta ⇒ C) A eleição de seus membros não admite o voto múltiplo.
D) Deve ser composta por, no mínimo, três membros todos acionistas.
E) A eleição de seus membros admite o voto plural.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Quanto ao direito de voto, assinale a alternativa correta:
a. É um direito essencial do acionista.
correta ⇒ b. É um direito não essencial do acionista.
c. Todos os acionistas detentores de ações preferenciais têm este direito destituído.
d. Todos os acionistas detentores de ações preferenciais têm este direito.
e. Nas S/As admite-se tanto o voto múltiplo, como o voto plural.
Aula 14 – CASO CONCRETO: Determinada Companhia, pretendendo se constituir da forma de capital aberto, seguindo a orientação do artigo 80, inciso I da Lei das S/As, teve o seu registro negado tanto na CVM, como no Registro de Empresa, pois se constituiu com quatro sócios, tendo no Conselho de Administração dois deles e mais um componente não sócio. Foi correta a decisão da Junta Comercial e da CVM? Justifique a sua resposta.
Resposta: Fundamentando-se no art. 146 da lei S/A a decisão foi correta, pois a administração deverá ser exercida por pessoas naturais devendo os membros do conselho de administração serem acionistas.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Respeitando as normas doutrinárias das sociedades anônimas, quanto ao conselho de administração, pode-se afirmar:
correta ⇒ A. Trata-se de um órgão, em regra, facultativo nas sociedades anônimas.
B. Apresenta a função de executar as deliberações da Diretoria.
C. A eleição de seus membros não admite o voto múltiplo.
D. Deve ser composto por, no mínimo, dois, membros acionistas ou não.
E. Deve ser composto por, no mínimo, TRÊS membros obrigatoriamente acionistas.
QUESTÃO OBJETIVA 02: A ação de responsabilidade civil contra o administrador de uma sociedade por ações pode ser:
A) proposta por acionistas, bastando, unicamente, que reúnam a maioria das ações com direito a voto, dispensada prévia deliberação em assembléia geral.
B) promovida por qualquer acionista se não for proposta no prazo de 30 trinta dias da deliberação da assembléia geral.
C) promovida por acionistas que representem pelo menos 10% dez por cento do capital social, desde que a assembléia geral delibere não a promover.
correta ⇒ D) promovida por acionistas que representem pelo menos 5% cinco por cento do capital social, desde que a assembléia geral delibere não a promover.
E) promovida por acionistas que representem pelo menos 15% cinco por cento do capital social, desde que a assembléia geral delibere não a promover.
Aula 15 – CASO CONCRETO: A Sociedade Raoni Construtora SA ingressou com execução por título executivo extrajudicial em face de vários devedores. Os executados alegam que a CIA. é parte ilegítima no feito, vez que, antes do ajuizamento da execução, foi incorporada pela Cia. De Cimentos Juruna, juntando os documentos comprobatórios do alegado. Pergunta-se: Você entende que os executados têm razão? Pode uma sociedade pleitear direito seu após ser incorporada por outra? Que documento fundamental deve ter sido juntado pelos executados? Fundamente as suas respostas:
Resposta: Sim. Como a companhia foi incorporada por outra, por não mais existir, não esta legitimada para executar os devedores. Tal direito passou à incorporadora, sucessora da Raoni construtora S/A. a ata da Assembleia geral que aprovou o laudo de avaliação e o Instrumento de incorporação propriamente dito. (instrumento de corporação ou arquivamento no órgão competente)
QUESTÃO OBJETIVA 01:Dentre as modificações sociais estudadas, diga em qual delas ocorre a transferência de parte do patrimônio de uma sociedade para outra já existente ou criada especialmente para isso?
A) Fusão. B) Transformação. C) Incorporação. correta ⇒ D) Cisão. E) Extinção.
QUESTÃO OBJETIVA 02: A operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações é a definição de qual dos institutos abaixo indicados:
A) Fusão. B) Transformação. correta ⇒ C) Incorporação. D) Cisão. E) Extinção.
Segunda Avaliação de Títulos de Crédito
1° semestre de 2009 
Questões I II III IV V
I – Quanto ao aceite nos títulos de crédito, é CORRETO afirmar que: (OAB/MG – 04/2009):
a) é imprescindível na letra para a validade do título. (Falso).
O aceite é a declaração cambial em virtude da qual o sacado (ou outro sujeito, em caso de intervenção) aceita a ordem contida na letra de câmbio, tornando-se o obrigado principal do título. O aceite não está enumerado no art. 1° da Lei Uniforme, e não constitui elemento essencial para a existência da letra.
Decreto 57.663/66 - Promulga as Convenções para adoção de uma Lei Uniforme em matéria de letras de câmbio e notas promissórias 
LUG - Anexo I Art. 
1º. A letra contém: 
1. a palavra "letra" inserta no próprio texto do título e expressa na língua empregada para a redação desse título; 2. o mandato puro e simples de pagar uma quantia determinada; 
3. o nome daquele que deve pagar (sacado); 
4. a época do pagamento; 
5. a indicação do lugar em que se deve efetuar o pagamento; 
6. o nome da pessoa a quem ou à ordem de quem deve ser paga; 
7. a indicação da data em que, e do lugaronde a letra é passada; 
8. a assinatura de quem passa a letra (sacador).
Na falta de aceite a letra existe, é valida, e obriga os seus signatários na justa medida de suas declarações lançadas na cártula. 
b) é obrigatório na nota promissória para a validade da cártula. (Falso)
A nota promissória, diferentemente da letra de câmbio, não veicula uma ordem de pagamento, mas tão somente uma promessa. De tal modo que, na promissória, não há o que ser aceito. 
O que se aceita, em um título, é a ordem, e a nota promissória não traz ordem. Pela própria natureza da nota promissória, o aceite não é essencial para a validade da cártula, e nem mesmo é aplicado a ela.
c) não pode ser riscado, nos moldes do Decreto 57.663/66. (Falso)
A afirmativa “c” contradiz o que está previsto, expressamente, no artigo 29 da LUG, que autoriza o sacado a, antes da restituição da letra, riscar o aceite que porventura tenha dado, e que, assim, será tido como recusado.
LUG - Anexo I Art. 
29. Se o sacado, antes da restituição da letra, riscar o aceite que tiver dado, tal aceite é considerado como recusado. Salvo prova em contrário, a anulação do aceite considera-se feita antes da restituição da letra.
Admite-se, portanto, que o aceite seja riscado, nos moldes da Lei Uniforme, introduzida no ordenamento pátrio através do Decreto 57.663/66 
d) é prescindível na duplicata para a propositura da ação executiva. (Verdadeiro)
A duplicata é um título causal, ou seja, traz em si a referência a um negócio jurídico subjacente, e que deu fundamento ao saque do título. Sendo assim, não há, para o sacado (comprador) a livre possibilidade de negar o seu aceite na duplicata.
Na medida em que exista um negócio jurídico subjacente devidamente cumprido, ao sacado impõe-se o dever de aceitar o título. Tanto assim que, nos termos da lei de duplicatas (LEI Nº 5.474, DE 18 DE JULHO DE 1968), a negativa de aceite deve estar fundada em um dos motivos previstos no art. 8°. De outro modo, a duplicata deve ser aceita
Lei das Duplicatas - Lei n° 5.474/1968
Art . 8º O comprador só poderá deixar de aceitar a duplicata por motivo de: 
I - avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues por sua conta e risco; 
II - vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados; 
III - divergência nos prazos ou nos preços ajustados 
Até que, por fim, se o sacado não apuser sua assinatura na duplicata, sem que haja causa justa para a negativa, poderá o sacador (vendedor) protestar o título com a comprovação de entrega das mercadorias (ou prestação dos serviços) e, assim,instruir execução contra o sacado, a despeito da ausência do aceite na cártula. 
II – Quanto às declarações cambiais, é CORRETO afirmar: (OAB/MG – 04/2009): 
a) O saque é ato original e dispensável para a criação da letra de câmbio. (Falso)
Originária, ou necessária, é a declaração cambial que cria o título, fazendo-o existir. É, deste modo, insusbstituível e indispensável para a criação do mesmo. São originárias a emissão e o saque.
b) O aceite é uma declaração unilateral de vontade e é ato sucessivo. (Verdadeiro)
Declaração sucessiva, ou eventual, é qualquer declaração que possa ser lançada no título, e das qual não dependa a sua existência. São declarações eventuais o endosso, o aceite e o aval. 
Por outro lado, a doutrina é unânime no reconhecimento de que o aceite é um ato unilateral do sacado, cuja validade não depende da manifestação de outrem, mas tão somente do mero lançamento de sua firma no título.
c) O endosso é ato sucessivo e sempre vincula o endossante. (Falso)
O endosso é, sim, ato (jurídico) eventual ou sucessivo. Todavia, não é correto afirmar que sempre vincule (obrigue) o endossante. 
No art. 15 da Lei Unifrome, por exemplo, esta previsto que o endosso obriga o signatário, mesmo que não haja cláusula expressa neste sentido, e desde que não haja clausula expressa em sentido contrário. Ou seja, a vinculação é a regra, mas sendo a vontade do endossante a de não se obrigar, basta, para tanto, estabelecer tal regra junto a seu endosso.
Decreto 57.663/66 - Promulga as Convenções para adoção de uma Lei Uniforme em matéria de letras de câmbio e notas promissórias 
LUG - Anexo I 
Art. 15. O endossante, salvo cláusula em contrário, é garante tanto da aceitação como do pagamento da letra.
O Código Civil, por sua vez, determina que a regra seja o endosso não obrigar o endossante. Em tais termos, o endosso só vincula o signatário por exceção, mediante previsão expressa neste sentido. 
Vejamos: 
Código Civil 
Art. 914. Ressalvada cláusula expressa em contrário, constante do endosso, não responde o endossante pelo cumprimento da prestação constante do título. 
Assim, não é correta a afirmação de que o endosso sempre vincule o endossante. Pode ser que obrigue, ou que não. Tudo dependerá das regras referentes ao título no qual foi lançado o endosso, e de eventual cláusula no sentido da responsabilização ou de seu afastamento.
d) Não existe a figura do pagamento parcial no Direito Brasileiro. (Falso)
Em se tratando de títulos de crédito, não só o pagamento parcial existe, como está previsto em uma série de dispositivos dentre os quais, a título de exemplo, podemos arrolar: 
O Código Civil:
Código Civil 
Art. 902. Não é o credor obrigado a receber o pagamento antes do vencimento do título, e aquele que o paga, antes do vencimento, fica responsável pela validade do pagamento. 
§ 1° No vencimento, não pode o credor recusar pagamento, ainda que parcial. 
§ 2° No caso de pagamento parcial, em que se não opera a tradição do título, além da quitação em separado, outra deverá ser firmada no próprio título. 
A Lei Uniforme relativa a letras de câmbio e notas promissórias:
Decreto 57.663/66 - Promulga as Convenções para adoção de uma Lei Uniforme em matéria de letras de câmbio e notas promissórias 
LUG - Anexo I 
Art. 39. O sacado que paga uma letra pode exigir que ela lhe seja entregue com a respectiva quitação. O portador não pode recusar qualquer pagamento parcial. 
No caso de pagamento parcial, o sacado pode exigir que desse pagamento se faça menção na letra e que dele lhe seja dada quitação.
E a Lei das Duplicatas:
Lei das Duplicatas 
Art . 9º É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. 
§ 1º (...) 
§ 2º Constituirá, igualmente, prova de pagamento, total ou parcial, da duplicata, a liquidação de cheque, a favor do estabelecimento endossatário, no qual conste, no verso, que seu valor se destina a amortização ou liquidação da duplicata nêle caracterizada. 
III – No que se refere ao aval, é INCORRETO afirmar: (OAB/MG – 04/2009):
a) De acordo com o Código Civil de 2002, não pode ser parcial. (Verdadeiro)
Contrariamente ao que dispõe a LUG, que, em seu art. 30 autoriza o lançamento de aval parcial nos títulos que rege, o Código Civil, no parágrafo único do art. 897, veda-o expressamente. 
Código Civil - Lei n° 10.406/2002
Art. 897. O pagamento de título de crédito, que contenha obrigação de pagar soma determinada, pode ser garantido por aval. 
Parágrafo único. É vedado o aval parcial. 
Nos títulos regidos pelo Código Civil (Lei 10.406/2002), portanto, o aval não pode ser parcial.
b) Pode ser total ou parcial em se tratando de nota promissória. (Verdadeiro)
No que tange ao aval, aplicam-se à nota promissória as mesmas regras previstas, na Lei Uniforme, para as letras de câmbio, tal como determinado em seu art. 77.
Decreto 57.663/66 - LUG - Anexo I
Art. 77 - (...)
São também aplicáveis às notas promissórias as disposições relativas ao aval (artigos 30 a 32); no caso previsto na ultima alínea do artigo 31, se o aval não indicar a pessoa por quem é dado entender-se-á ser pelo subscritor da nota promissória.
Assim sendo, vale, para a nota promissória, a regra prevista no artigo 30, e que autoriza as modalidades total e parcial do aval.
Decreto 57.663/66 - LUG - Anexo I
Art. 30. O pagamento de uma letra pode ser no todo ouem parte garantido por aval. 
Esta garantia é dada por um terceiro ou mesmo por um signatário da letra 
c) Pode ser parcial na duplicata, nos termos da Lei 5474/68. (Falso)
A Lei n° 5.474/68, conhecida como Lei das Duplicatas, silencia sobre a possibilidade do aval parcial. E nessa medida, abre espaço para a aplicação subsidiária da regra prevista no parágrafo único do art. 897 do Código Civil, que veda o aval parcial.
Código Civil - Lei n° 10.406/2002
Art. 897. O pagamento de título de crédito, que contenha obrigação de pagar soma determinada, pode ser garantido por aval. 
Parágrafo único. É vedado o aval parcial. 
E ainda que a Lei das Duplicatas tenha estabelecido em seu art. 25, que a LUG deva servir de norma subsidiária para algumas matérias, dentre estas não incluiu a garantia dada por meio de aval, restringindo-se às questões concernentes à emissão, circulação e pagamento.
Lei n° 5.474/68 
Art . 25. Aplicam-se à duplicata e à triplicata, no que couber, os dispositivos da legislação sôbre emissão, circulação e pagamento das Letras de Câmbio. 
O aval, assim, por força da aplicação subsidiária do Código Civil, não pode ser parcial na duplicata.
d) Admite a forma sucessiva ou simultânea, em havendo mais de um avalista. (Verdadeiro)
Havendo pluralidade de avalistas, os respectivos avais poderão ser sucessivos ou simultâneos. 
Simultâneos, como o nome indica, são avais dados (em tese) a um só tempo e, portanto, em favor de um mesmo sujeito obrigado. Se os sujeitos A, B e C forem avalistas simultâneos, não poderão ser avalistas uns dos outros mas, apenas, de um mesmo obrigado. 
Sucessivos, por sua vez, são avais dados (em tese) em ordem cronológica, de modo que cada avalista seja tido como avalista do anterior. Se os sujeitos A, B e C forem avalistas sucessivos, C será avalista de B que será avalista de A. 
IV – Assinale com “V” as afirmativas corretas e com “F” as incorretas. (14,0) 
a) [ F ] na nota promissória, avais superpostos e em branco consideram-se como sucessivos. (vide súmula 189 do STF)
b) [ F ] declaração sucedânea é aquela que não obriga o signatário, mas, sim, o sujeito que este represente. 
c) [ V ] apenas por exceção é que o aceite pode ser negado na duplicata.
d) [ F ] o cheque não aceito pode ser levado a protesto por tal motivo.
e) [ V ] a nota promissória não comporta aceite de nenhuma espécie.
f) [ F ] o visto do cheque tem o efeito de aval.
g) [ V ] o cheque comporta mais de um endosso, sem restrições ou limitações. 
V – Um cheque com data de emissão de 13 de maio de 2009, emitido na praça de pagamento, apresentado para pagamento em 01 de abril de 2009, e não pago por falta de fundos, em que data prescreverá? (4,0) 
Responda aqui: dia _______ / mês ____________________________ / ano __________ 
Antes de dar início a qualquer contagem de prazo, é imprescindível determinar quais sejam os termos iniciais de tais contagens. Em outras palavras, para que saber quando prescreve o cheque é preciso, antes: a) especificar o termo inicial da contagem do prazo prescricional, e; b) especificar o termo inicial da contagem do prazo de apresentação em um cheque pós-datado;
a) Expressamente, a Lei do Cheque estabelece que a prescrição do cheque ocorre em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação. 
Lei 7357/85 
Art . 59 Prescrevem em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador. 
Quanto à aplicação deste dispositivo, contudo, dividiu-se a jurisprudência, no sentido de admitir duas interpretações. 
De um lado, o entendimento (aparentemente) majoritário, segundo o qual o art. 59 da Lei do Cheque deve aplicado em sua literalidade. Assim, independentemente da data em que o cheque tenha sido efetivamente apresentado, a prescrição deve contar da expiração do prazo legal de apresentação.
Outro entendimento, que pode se encontrado, inclusive, em julgados do STJ, vem defender que o termo inicial para a contagem do prazo prescricional deve ser o da efetiva apresentação do título, caso esta tenha se verificado. Apenas para os cheques não apresentados no prazo é que valeria o termo inicial previsto na Lei
Como ilustração das duas posições, sugiro a leitura do Recurso Especial n° 274633-SP, em que é tratado o referido dissenso jurisprudencial, com decisão favorável à interpretação literal do art. 59 da Lei do Cheque. 
Considerando o exposto, para efeito desta avaliação, considerarei respostas que tenham partido de qualquer das duas interpretações referidas. O importante, acima de tudo, é conhecer o dissenso, e acompanhar o desenrolar dos julgados a respeito. Aparentemente, vingará a posição contemplada no julgado supra.
b) Considerando que o caso envolve um cheque pós-datado (data de emissão de 13 de maio, e apresentado no dia 01 de abril), é de se determinar se o prazo de apresentação conta do verdadeiro dia de emissão, ou do dia de emissão contido no cheque. 
Quanto a isto, a jurisprudência parece entender que a data de emissão contida no cheque (e não aquela data com a referência “bom para”, e nem a data real de emissão) é que vale para a determinação do prazo de apresentação. No caso em tela, a data de emissão a ser utilizada é 13 de maio. Como exemplo, indico a leitura do Recurso Especial n° 767055-RS.
Feitos os esclarecimentos, contemos os prazos, considerando que, nos termos do art. 64 da Lei do Cheque, "o cômputo dos prazos estabelecidos nesta Lei obedece às disposições do direito comum". A lei comum, por sua vez, é o Còdigo Civil, que em seu art. 132 estabelece:
Código Civil
Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento.
§ 1° Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. 
§ 2° Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia.
§ 3° Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar exata correspondência. 
§ 4° Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto.
Assim:
I - Entendendo-se que o prazo de prescrição deva ser contado da expiração do prazo de apresentação (30 dias), independentemente da efetiva data de apresentação, chega-se ao seguinte:
Aula 16 – CASO CONCRETO: Luma Costa, administradora da Santa Lola Comércio e Representações Ltda., indaga sobre a possibilidade de essa sociedade emitir debêntures com a finalidade de adquirir caixa e ainda permitir a conversibilidade das debêntures em cotas sociais, todas com direito a voto. Pergunta-se: É possível a intenção da sociedade no caso mencionado?
Resposta: O TIPO SOCIETÁRIO EM TELA NÃO PODE FAZER O USO DE DEBÊNTURES POIS É UM TÍTULO QUE É USADO SOMENTE NA S.A.
QUESTÃO OBJETIVA 01: Assinale a alternativa correta, quanto à natureza jurídica da Debênture:
a) Valor mobiliário em que se divide o capital.
b) A parte do lucro atribuída a cada acionista.
c) Um título de crédito próprio como a Letra de Câmbio, a Nota promissária e o Cheque.
correta ⇒ d) Título de Crédito Impróprio, representativo de empréstimo tomado pela S/A.
e) Título Executivo Judicial.
QUESTÃO OBJETIVA 02: Determinada Sociedade Anônima possui como nome empresarial, “Gomes de Almeida Fernandes Incorporações S/A”. Diante desta assertiva responda:
correta ⇒ A. Trata-se de denominação e Gomes de Almeida é o nome do seu Fundador.
B. Trata-se de razão e não Denominação, pois Gomes de Almeida se refere ao nome de um dos sócios.
C. Embora seja denominação, ao final do nome deve constar a expressão & Companhia.
D. Não se trata de denominação, pois somente deve constar em seu nome fantasia e obrigatoriamente companhia a frente da razão social.
E. Embora seja denominação, ao final do nome deve constar a expressão Ltda.
SIMULADO:
1a Questão: Joaquim dos Santos e Torquato Araújo pretendem constituir uma sociedade limitada cujo objeto será atuar no mercado de varejo de roupas masculinas. Joaquim concorrerá com 80% do capital e ,Torquato, com os restantes 20%. A parte de Joaquim será integralizada com a transferência de um estabelecimento que ele explora como empresário individual, no mesmo ramo de atividade da sociedade a se constituir. No que se refere ao capital da sociedade a ser constituída por Joaquim e Torquato, bem como a sua divisão em quotas, assinale a opção correta:
a) Caso um dos sócios se torne remisso, ao outro caberá, apenas, cobrar em juízo o valor faltante para a integralização da participação inadimplida
b) O capital da limitada não se orienta pelo princípio da intangibilidade.
c) O contrato social poderá admitir que Torquato realize suas quotas com prestação de serviços.
correta ⇒ d) O capital poderá ser dividido em duas quotas de valores desiguais.
e) O capital social será dividido em ações.
2a Questão: Julgue os itens que se seguem, acerca das sociedades limitadas.
I Considere a seguinte situação hipotética. Lana, Taís e Bruna constituíram a LTB Móveis Usados Ltda. e, no momento da integralização do capital social, apenas Taís integralizou suas quotas. Nessa situação, Taís permanece solidariamente responsável pela integralização das quotas de Lana e Bruna.
II A lei veda expressamente a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas aplicáveis às sociedades anônimas.
III O capital social das sociedades limitadas divide-se em quotas, as quais são sempre indivisíveis em relação à sociedade.
IV Considere a seguinte situação hipotética Irandir é sócio de sociedade limitada e pretende ceder a integralidade de suas quotas sociais a pessoa estranha ao quadro de sócios. Nessa situação, Irandir somente poderá ceder suas quotas, no caso de omissão do contrato social a respeito, se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social.
A quantidade de itens certos é igual a:
a) 0 b) 3 c) 4 d) 1 correta ⇒ e) 2
3a Questão: ( Adaptada concurso) Assinale dentre as alternativas abaixo: (i) a sociedade que só pode adotar a forma de denominação para constituição do seu nome empresarial e independente do seu objeto será sempre empresária e (ii) a sociedade que não possui nome empresarial, não tem firma ou denominação, não precisa ser registrada, e tem como sócios o ostensivo e o sócio participante, são elas respectivamente:
correta ⇒ a) Sociedade Anônima e Sociedade em Conta de Participação;
b) Sociedade Limitada e Sociedade Comum;
c) Sociedade Simples e Sociedade Empresária ;
d) Sociedade em Comandita Simples e Sociedade em Comandita por Ações
e) Sociedade em Nome Coletivo e Sociedade Cooperativa;
4a Questão: Joaquim dos Santos e Torquato Araújo pretendem constituir uma sociedade limitada cujo objeto será atuar no mercado de varejo de roupas masculinas. Joaquim concorrerá com 80% do capital e , Torquato, com os restantes 20%. A parte de Joaquim será integralizada com a transferência de um estabelecimento que ele explora como empresário individual, no mesmo ramo de atividade da sociedade a se constituir. Caso o contrato da sociedade mencionada na situação hipotética venha a silenciar sobre o tema da alienação de quotas,
a) Joaquim não poderá se opor a eventual alienação a terceiros da participação de Torquato.
b) as quotas dessa sociedade serão amplamente alienáveis a terceiros.
c) a sociedade, por disposição expressa do Código Civil, poderá adquirir suas próprias quotas.
correta ⇒ d) Joaquim poderá opor-se a eventual alienação a terceiros da participação de Torquato.
e) Torquato poderá opor-se a eventual alienação a terceiros da participação de Joaquim
5a Questão: De acordo com as normas expressas no Código Civil brasileiro, o contrato social de uma sociedade limitada deverá expressar, EXCETO:
a) Nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas.
b) A quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la.
c) A quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la.
d) A quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la.
correta ⇒ e) As prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços.
AULA DIA 01/03/
Os títulos de créditos surgiram na Idade Média, como documentos que representavam direitos de crédito; os quais, a princípio, só poderiam ser utilizados apenas pelos que figuravam nos documentos como seus titulares (credores) e que posteriormente passaram a ser transferidos por esses seus titulares a outras pessoas que, de posse dos documentos, podiam exercer, como proprietários, os direitos mencionados nos papéis. A chamada cláusula à ordem, nada mais é que a faculdade que tem o titular de um direito de crédito (credor) de transferir esse direito à outra pessoa, juntamente com o documento que o incorpora.
Conceito Título de Crédito
É um documento, portanto não pode ser uma declaração oral, necessário para o exercício do direito nele mencionado. É indispensável o documento para que os direitos nele mencionados sejam exercidos. Daí ser ele um título de apresentação, porque no momento em que desejar exercer os direitos mencionados no título, deve o atual possuidor (chamado de portador ou detentor) apresentar o documento ao devedor ou a pessoa indicada para pagar. Por isso é indispensável. Os direitos mencionados no título são sempre direitos de crédito.
Com o passar do tempo foram surgindo os títulos impróprios, que são documentos que tomaram as características de títulos de crédito sem, contudo, se referirem a verdadeiras operações de crédito pecuniário, em que há o gozo de dinheiro presente em troca de dinheiro futuro. Pontes de Miranda acrescentou a denominação de títulos cambiariformes, que embora contenham alguns elementos da letra de câmbio ou da nota promissória não apresentam outros de sua natureza. Assim: a duplicata, o cheque não representam uma verdadeira operação de crédito, de confiança, mas se beneficiam dos princípios que regulam aqueles títulos dando segurança aos que com ele transacionam.
Por fim, os títulos de crédito somente produzem efeitos quando preenchidos os requisitos da lei.
Características do Título de Crédito
I. Literalidade = só vale nos títulos o que neles está escrito, logo, o que nele não está escrito não pode ser alegado. → Ex: declaro, com minha assinatura no documento, que pagarei o título se o obrigado principal não o pagar; no futuro, não poderei escusar-me de fazer esse pagamento. Por outro lado, se prometo ao portador desse título pagá-lo se o obrigado principal não pagar, mas minha assinatura não constar no documento, não poderei depois ser forçado judicialmente a efetuar o pagamento, pois minha declaração não consta no documento.
II. Autonomia = cada pessoa que se obriga no título está assumindo uma obrigação autônoma, ou seja, não depende das obrigações já assumidas por outros no mesmo título nem a elas vinculada. Cada obrigação é autônoma e o obrigado (aceitante) tem que cumpri-la, em favor do portador, sem poder fugir a esse dever alegando algo sobre as relações com os obrigados anteriores do título. Assim, a autonomia das obrigações assumidas dá ao portador a segurança do cumprimento dessas obrigações por qualquer uma das pessoas que tenham assinados no documento.
→ Quanto mais o título circular, recebendo assinaturas, tanto mais segurança terá o portador de que, no momento aprazado, seja reembolsado da importância mencionada no documento, facultando-lhe a lei recebê-la não apenas do obrigado principal mas, na falta dele, qualquer dos que lançaram as suas assinaturas no título e, desta forma, assumiram a obrigação de pagá-lo, se a isso forem justamente chamados.
III. Abstração = são direitos que não dependem do negócio que deu lugar ao nascimento do título. Uma vez emitido o título, este se liberta de sua causa e, assim, a mesma não poderá ser alegada futuramente para invalidar as obrigações decorrentes do título, pois esse, uma vez emitido, passa a conter direitos abstratos, não cabendo a exigência de contraprestação para poder ser satisfeita a obrigação.Por isso, as obrigações decorrentes do título, por serem abstratas, terão que ser cumpridas não se admitindo qualquer recusa baseada na causa que originou o título.
E então, juntos com a abstração, serão aplicados os princípios da autonomia e da literalidade, isto é, os princípios de que as obrigações são independentes entre si e que, no título, vale tudo e somente o que nele está escrito.
→ Ex: se, por acaso, uma letra de câmbio contiver a assinatura falsa de um dos obrigados, tendo entretanto, o título circulado apesar dessa falsidade, a lei reconhece o documento como um título de crédito e, assim, amparado pelos princípios que regem esses títulos. Isso em virtude do princípio da autonomiadas obrigações, de que resulta que cada obrigação é independente das demais. Se o título circulou com um desses defeitos, as obrigações dos que dele participaram perduram, não podendo um obrigado esquivar-se de satisfazer sua obrigação alegando aquela falha. Exceção: os casos de má-fé. (preza-se a aparência do título, em alguns casos).
Inoponibilidade das exceções (art. 17 Lei Uniforme)
O obrigado em uma letra não pode recusar o pagamento ao portador alegando suas relações pessoais com o sacador ou outros obrigados anteriores do título (ex: não pode o obrigado recusar o pagamento alegando que é o credor do sacador). Tais exceções ou defesas são inoponíveis ao portador, que fica, sempre, assegurado quanto ao cumprimento da obrigação pelo obrigado. Se houver relações pessoais entre o portador e o devedor, este poderá opor-se ao pagamento.Exceção: quando há má-fé por parte do portador ao adquirir o título, com a finalidade de prejudicar o devedor.
Classificação dos Títulos de Crédito
Há 4 maneiras pela qual há a promoção da transferência da propriedade dos créditos (forma e circulação):
I. Títulos nominativos = sua circulação se faz mediante um termo de cessão ou de transferência. O nome do credor (pessoa indicada como beneficiária da prestação a ser realizada) vem mencionado no texto do título de crédito. A posse e a propriedade transferem-se através da tradição, juntamente à assinatura no livro do emitente. → Ex: debêntures, letras financeiras.
II. Títulos à ordem (títulos endossáveis) = a transmissão da propriedade do documento se realiza com a somatória de uma declaração (endosso) e a tradição do documento. O texto do documento menciona a identidade do credor por meio de uma declaração de vontade (o endosso). → 85% dos títulos de crédito estão nesta categoria.
O aparecimento da cláusula ‘à ordem’ possibilitou a circulação dos direitos incorporados nos títulos de crédito. E para tornar mais fácil a utilização dessa cláusula, surgiu o endosso, que consiste na simples assinatura do beneficiário. É necessário que quem assinar esteja legitimado na propriedade do título.
III. Títulos ao portador = não se menciona a identidade do credor (beneficiário da prestação). Será considera titular dos direitos incorporados nos documentos a pessoa que com ele se apresentar e, ainda, a sua circulação se faz por simples tradição manual, basta a transmissão da posse do documento. É a forma menos segura, porque se houver o extravio do título eu perco também o crédito. No Brasil, a Lei 8021/90 (art. 4º) proibiu os títulos ao portador; porém o CC permitiu novamente com a ressalva que deve haver uma norma específica para sua criação. → caso o portador se identifique sem que indique a pessoa a quem o título deverá ser pago, este se tornará coobrigado pelo pagamento ao lançar sua assinatura no verso do título.
IV. Títulos não à ordem = é uma alteração dos títulos ‘à ordem’. Sua circulação se faz através de uma cessão, que requer um termo de transferência assinado pelo cedente e pelo cessionário. Como consequência da cessão, o cedente se obriga apenas com o cessionário, não em relação aos posteriores possuidores do título.
Categorias dos títulos de crédito
1) Títulos abstratos = sem importância na causa; uma vez criado e posto em circulação, passa a valer por si mesmo. → Ex: letra de câmbio, nota promissória.
2) Títulos causais = só existem em função de um determinado negócio fundamental, o qual influencia sua existência. → Ex: duplicatas, que para serem emitidas, necessitam que tenha havido uma venda de mercadorias, a prazo, em território nacional.
3) Títulos próprios = aqueles que encerram uma verdadeira operação de crédito, subordinada a sua existência à confiança que inspiram os que deles participam; são os mais puros títulos de crédito. → Ex: letra de câmbio, nota promissória.
4) Títulos impróprios (cambiariformes) = não apresentam uma verdadeira operação de crédito (não há abstração), mas contêm forma de título cambiário. São formais e com conteúdo pecuniário. → Ex: cheque, duplicata.
5) Títulos representativos = a obrigação auferida ao devedor possui conteúdo não pecuniário (≠ de $). Envolve mercadorias. Possuem rigidez formal e são títulos causais. → Ex: conhecimento de transporte, de depósito e warrant.
6) Títulos de financiamento = prestação mista (obrigação de dar - $ - + obrigação de fazer). São mais utilizados no mercado de capitais e possuem forma flexível. → Ex: cédula de crédito, debêntures e letras imobiliárias.
Forma de criação do título: há, na criação, a declaração de vontade; a qual, na maioria das vezes, faz surgir um título de crédito (ex: cheque e duplicata). Para cada título, há uma declaração, mas há aqueles em que uma declaração de vontade gera vários títulos (ex: debêntures). São os títulos seriados, os quais são idênticos (pertencem a mesma classe) na conferência de direito a credores, que atuam em conjunto.
Títulos considerados uns com relação aos outros: são títulos principais aqueles em que a validade independe da existência de outros títulos, já os títulos acessórios são aqueles que têm sua validade dependendo da existência de outros títulos de crédito (ex: warrant, que é acessório do título de conhecimento de depósito).
Títulos de acordo com o grau de cartularidade: são títulos absolutos aqueles que apresento fisicamente o título de crédito toda vez que quiser extrair efeitos da obrigação cartular (ex: a maioria → os cambiários). Já os títulos relativos só apresento o título para a transmissão do crédito (ex: títulos de financiamento → cédula de crédito, não preciso do título, pois é endossável)
Previsão legislativa do Título de Crédito: são títulos típicos (formais) os que possuem um modelo fixado pelo legislador e são títulos atípicos aqueles que não seguem um modelo criado, porém devem obedecer a normas.
LETRA DE CÂMBIO
Entende-se por letra de câmbio uma ordem dada, por escrito, a uma pessoa para que pague a um beneficiário indicado, ou à ordem deste, uma determinada importância em dinheiro.
 Requer 3 elementos pessoais: o que dá a ordem (é o criador da ordem de pgto.), chamado sacador; a quem a ordem é dada (realiza o pgto.), chamado sacado; e aquele a favor de quem é emitida a ordem (é o 1º credor), chamado beneficiário ou tomador. Uma mesma pessoa, física ou jurídica, pode figurar no título como sacador, sacado e mesmo como tomador.
É um título de crédito cambiário, abstrato, endossável, principal, autônomo*, típico e absoluto; que contem uma ordem pura e simples de pagar quantia certa e determinada.
*autônomo: cada pessoa que se obriga na letra de câmbio o faz como um obrigado independente das obrigações até então assumidas por outras pessoas.
Criação da letra de câmbio não é a mesma coisa que emissão. A primeira se entende o ato de dar vida ao título, com a sua feitura material, cujo momento decisivo é aquele em que o sacador lança sua assinatura na letra. Já emissão é o ato de pôr a letra em circulação, com a sua transferência ao tomador.
→ A lei brasileira procurava distinguir saque de emissão dando àquele o significado de feitura e lançamento em circulação da letra de câmbio, reservando a palavra emissão para a feitura e lançamento em circulação da nota promissória. 
Assim, o sacador era o subscritor de uma letra de câmbio e emitente o de uma nota promissória.Por fim, a letra de câmbio tem como importância econômica o fato de ser considerada um ‘papel-moeda internacional’. Não só se destina ela a efetuar o transporte fácil de valores, como também faz com que possam ser utilizadas no presente importâncias que só em tempo futuro serão exigidas. Por tal razão, serve a letra de câmbio para facilitar a realização de transações comerciais.
 PROTESTO
É muito importante para o direito cambiário que o cumprimento de certas obrigações seja formalizado de modo inequívoco, assegurando-se uma prova da realização de determinados atos, com a celeridade que exige o direito comercial. Para dar solução a este problema é que surge o PROTESTO.
O protesto é o ato solene destinado principalmente a comprovar a falta ou recusa do aceite ou pagamento de determinado título. Esse ato é de natureza cambial que não consta do próprio título.
8.1. Conceito:
O protesto, para os efeitos cambiais (protesto cambial), é a formalidade extrajudicial, mas solene, destinada a servir de prova da apresentação do título, no tempo devido, para o aceite ou para o pagamento, não tendo o portador, apesar da sua diligência, obtido este ou aquele.
8.2. Obrigação:
Pode ser portable (ou, ainda, portável), na qual o devedor oferece o pagamento ao credor; ou pode ser quérable (ou chiedibile, ou, ainda, quesível), na qual o devedor deve ser procurado pelo credor para pagar (registra-se que, no Brasil, há presunção da dívida ser quérable, justificando-se, assim, o protesto, onde se formaliza a apresentação para o pagamento do título.
PROTESTO EXTRAJUDICIAL E JUDICAIL:
O protesto extrajudicial ou cambial não cria direitos, constituindo-se tão-somente em prova de que o devedor deixou de pagar no vencimento obrigação líquida e certa, não se podendo alçar à categoria do protesto judicial, previsto no art. 867 – CPC.
De acordo com a redação do art. 15 da Lei 9492/97, antes do título ser protestado, o Tabelião de Protesto expedirá intimação ao devedor, onde fará constar os requisitos a que se refere o § 1º, precipuamente o prazo limite para o cumprimento da obrigação.
Para melhor compreensão da LP, abaixo segue anexado um aviso de protesto:
Entregue o aviso do protesto no endereço do devedor fornecido pelo credor, caso não ocorra o pagamento do título, o Tabelião irá protestá-lo.
Permita-se colacionar um exemplo de protesto extrajudicial ou cambial:
8.3. Interrupção da Prescrição:
De acordo com o art. 202, II e III do C.C., interrompe-se a prescrição, uma única vez, por protesto e por protesto cambial.
O protesto do art. 202, II do CC é o judicial (art. 867 e segs. do C.P.C.).
O protesto do art. 202, III do CC é cambial (Lei nº 9.492/97).
8.4. Protesto facultativo: O protesto cambial é facultativo com referência aos obrigados principais: sacado, aceitante, emitente e seus avalistas, que a ele são equiparados para todos os efeitos legais.
8.5. Protesto Obrigatório:
a) Na falta de aceite ou de pagamento, para conservar os direitos do portador contra o sacador e contra os outros coobrigados, à exceção do aceitante;
b) No caso de ter sido indicada uma pessoa para aceitar ou pagar, por intervenção, e esta não o tenha feito, para exercer o seu direito de ação antes do vencimento, contra o que fez a indicação;
c) No caso de letra pagável a certo termo de vista, em que houver falta de data, para o efeito de constatar essa omissão, e o portador conservar os seus direitos de regresso contra os endossantes e contra o sacador;
d) Não ter sido a letra aceita por intervenientes e não ser paga, para conservar o direito de regresso contra aquele que tiver indicado as pessoas para pagarem em caso de necessidade;
e) No caso de pluralidade de exemplares, para que o portador possa exercer seu direito de regresso, quando o que enviar ao aceite uma das vias, e a pessoas em cujas mãos se encontrar não entregue essa via ao portador legítimo do outro exemplar, para poder exercer o seu direito de ação;
f) No caso de cópia, e a pessoas em cujas mãos se encontre o título original se recuar a entregá-la ao legítimo portador da cópia, para exercer o seu direito de ação contra as pessoas que tenham endossado ou avalizado a copia.
É obrigatório o protesto para ação de regresso contra os coobrigados, endossantes e seus respectivos avalistas.
CANCELAMENTO:
O protesto não se caracteriza pela perpetuidade e pode ser cancelado por autorização judicial ou, ainda, pelo pagamento.
8.6. FINALIDADES DO PROTESTO:
►comprovação da mora;
►comprovação da apresentação do título ao devedor (obrigação querable)
►comprovação da falta ou recusa, total ou parcial, do aceite e do pagamento do título cambial no vencimento;
►interrupção da prescrição (art. 202, III C.C.);
►garante o direito de regresso contra os coobrigados;
►torna público o ato contra terceiros.
8.7. LEGISLAÇÃO: Lei nº 9.492/97 (Lei do Protesto – LP)
8.7.1. Prazos para o protesto:
- Por falta de pagamento (art. 38 da LUG, com a reserva do art. 6º do Anexo II, o que remete ao art. 28 do Dec. 2.044/08): entendimento dominante: 1º dia útil subseqüente ao vencimento do título;
Exceção: (art. 13, § 4º, da Lei nº 5.474/68): Para duplicatas o prazo é de 30 dias após o vencimento.
- Por falta de aceite (art. 44, LUG): durante o prazo de apresentação.
8.7.2. Conceito legal do protesto:
Art. 1º da LP: “Protesto é o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.
Ao conceito legal são feitas severas críticas, pois o protesto nada mais é do que a prova insubstituível da apresentação do título, que pode ser para pagamento, aceite, ou até mesmo para datar título com vencimento a certo termo de vista. Nesse último caso é muito difícil ocorrer na prática, pois na forma da súmula nº 387 do S.T.F., o preenchimento da data pode ser feito de boa-fé.
João Eunápio Borges, em seu livro Títulos de Crédito, conceitua o protesto como sendo o ato formal (oficial) e solene por meio no qual se faz certa e se prova a falta ou recusa, total ou parcial, do aceite ou do pagamento de um título cambial.
Observa-se que a os títulos de crédito, por serem querable, dependem da apresentação do credor ao devedor para pagarem, e isso se comprova pelo protesto.
8.7.3. Finalidades Legais do protesto: art. 2º da LP.
* Autenticidade;
* Publicidade;
* Segurança;
* Eficácia dos atos jurídicos.
8.7.4. Lugar do protesto:
* Local do pagamento; ou, na sua ausência, no domicílio do devedor.
* Quanto ao cheque, art. 6º da LP (lugar do pagamento ou domicílio do emitente).
8.7.5. O Tabelião poderá não aceitar a lavratura do protesto se constatar qualquer vício formal no documento. Assim, a avaliação do tabelião deverá ser meramente formal.
Não compete ao tabelião do protesto reconhecer prescrição e decadência (caducidade).
8.7.6. Protesto emitido em moeda estrangeira:
* Emitido fora do Brasil;
* Tradução obrigatória do título, por tradutor juramento (como auxiliar do comércio, o tradutor é matriculado na Junta Comercial);
* O meio liberatório é a moeda nacional, sendo imposto ao apresentante o título, a conservação dos valores na data da apresentação, pela cotação do dia.
* O registro do protesto conterá a descrição e tradução do documento.
8.7.6.1. Se o título tiver sido emitido no Brasil, em moeda estrangeira, aplica-se o disposto no Dec-lei nº 857, de 11/09/69, que estabelece o curso forçado da moeda brasileira em território nacional.
8.7.6.2. Se o título estiver indexado, impõe-se a conversão na data da apresentação.
8.8. Prazo do protesto:
* O protesto deve ser lavrado no prazo de 03 dias úteis contados da protocolização.
É dentro desse prazo que a Medida Cautelar de Sustação Protesto deve ser ajuizada, para se sustar o protesto.
A Ação Principal deve ser proposta no prazo de 30 dias (art. 806 do C.P.C.), contados da efetivação da medida, ou seja, da data da sustação do protesto (entendimento jurisprudencial dominante).
O prazo de 30 dias a que alude o art. 806 do C.P.C. é decadencial, e nãoprescricional. Sendo assim, é fatal e improrrogável. Nesse sentido, se o último dia do prazo cair num dia em que não há expediente forense (sábado, domingo ou feriado), a Ação Principal deve ser proposta antes desse dia.
Se a Ação Principal não for ajuizada em tempo, cessam imediatamente os efeitos da sustação do protesto (art. 808, I do C.P.C.), e o protesto é efetivado.
Caso a Ação Principal seja julgada procedente, o protesto é sustado em definitivo.
* Dias úteis: expediente bancário com horário normal;
* Na contagem do prazo exclui-se o dia a quo e inclui-se o ad quem;
* Caso a intimação seja feita no dia do vencimento do prazo ou após ele, por motivo de força maior o protesto ser tirado no 1º dia útil subseqüente.
8.9. Intimação do protesto:
8.9.1. Pessoa: Será feita no endereço fornecido pelo apresentante, sendo considerada cumprida pela simples entrega da intimação no endereço fornecido (Se foi entregue no endereço declinado errado pelo apresentante, a responsabilidade é sua).
* Meios: Pelo tabelião;
- Por AR (carta registrada com aviso de recebimento) ou documento equivalente;
- Qualquer meio que assegure o recebimento e comprovado por protocolo;
* Requisitos: Nome e endereço do devedor;
- Identificação da dívida;
- Prazo limite para o cumprimento no tabelionato;
- Número do protocolo;
- Valor a pagar;
8.9.2. Edital: Afixado no tabelionato e publicado na imprensa (onde há jornal diário);
* Hipótese de admissibilidade: - Desconhecido o devedor;
- Localização incerta ou ignorada;
- Residir ou domiciliar fora da competência territorial do tabelionato;
- Negativa do recebimento do endereço fornecido.
8.9.3. Responsabilização: O apresentante ou credor são civil, penal e administrativamente responsável pelo fornecimento incorreto do endereço do devedor, agindo de má-fé.
8.10. Desistência e Dúvida:
a) A desistência é possível antes da lavratura do protesto, desde que pagos os emolumentos e demais despesas;
b) As dúvidas (processo de dúvida) serão dirimidas pelo juízo competente.
8.11. Sustação:
a) Sustado, o título ou documento fica à disposição do juízo, só podendo ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial;
# Revogada a ordem: - Não é necessária nova intimação;
- Lavra-se o protesto no 1º dia útil subseqüente, salvo necessidade de consulta de apresentante, caso em que o prazo começa a correr da resposta.
# Tornada definitiva: O tabelião remeterá ao juízo o título, quando não for designado também pelo juízo a quem entregar o documento.
- Remeter-se, ainda, ao juízo, quando a parte designada não procurar o título no prazo de 30 dias.
8.12. Pagamento:
* Apresentado o título para o protesto, o pagamento será feito no tabelionato;
O valor deverá ser igual ao declarado pelo apresentante acrescido dos emolumentos e demais despesas;
Não é possível haver a recusa se o pagamento for feito perante o cartório competente e no horário de funcionamento;
A quitação deve ser dada no ato de pagamento pelo tabelionato, sendo o valor disponibilizado ao apresentante no 1º dia útil subseqüente;
Pagamentos com cheques, se adotado esse meio pelo cartório, a quitação fica condicionada à liquidação. Mesmo que se trate de cheque administrativo.
Subsistindo parcelas vincendas, a quitação será dada em documento em apartado e o original será devolvido ao apresentante.
8.13. A intervenção:
a) No aceite: a responsabilidade do interveniente se equipara à do sacado;
Depende da aquiescência do detentor ou portador;
É realizado por terceiro, sendo que o Professor João Eunápio Borges entende que mesmo que se trate de coobrigado no título. Esse entendimento não pacífico.
A intervenção para aceite visa afastar o vencimento antecipado do título pela recusa ou pelo aceite parcial.
b) No pagamento: no ato do protesto por falta de pagamento, qualquer pessoas – salvo o devedor principal e seus avalistas – pode intervir para efetuar o pagamento por honra de qualquer das firmas apostas no título;
- No silêncio do interveniente, presume-se ter sido honrada a firma do devedor principal;
- Havendo vários intervenientes: aceita-se o que desonerar o maior número de firmas houver vários intervenientes para a mesma firma: ordem legal (art. 35, § 3º, Dec. 2.044/08).
c) Havida a intervenção: o registro e o instrumento de protesto indicarão os intervenientes, a firma honrada e, se o caso, a anuência do apresentante.
8.14. Requisitos do instrumento de protesto: art. 22 da LP.
8.15 Protesto de título com endosso e/ou aval:
Os devedores e os indicados pelo apresentante como responsáveis pelo cumprimento da obrigação não poderão deixar de figurar no termo de lavratura e registro do protesto.
8.16. Formalização e registro do protesto:
Transcorrido o prazo legal (03 dias úteis) sem o pagamento, sustação ou desistência. Lavra-se e registra-se o protesto, entregando-se ao apresentante o respectivo instrumento.
8.17. Cancelamento:É feito pelo tabelião titular, seus substitutos ou escrevente autorizado.
É solicitado diretamente ao tabelionato:
- Por pessoas apresentando o documento protestado – cuja cópia ficará arquivada no cartório;
- Se impossível a apresentação do original, é necessário DECLARAÇÃO DE ANUÊNCIA, como identificação e firma reconhecida daquele registrado como credor;
- Havendo endosso-mandato é suficiente a declaração de anuência do credor endossante;
O cancelamento, se não for pelo pagamento, só poderá ocorrer por ordem judicial, mas deverão ser pagos os emolumentos;
O cancelamento decorrente de processo judicial pode ser solicitado com a apresentação de certidão expedida pelo juízo, constando o trânsito em julgado da sentença. Isso substituirá o título ou documento protestado.
No protesto registrado sob a forma de microfilme ou gravação eletrônica, o cancelamento será dado em documento apartado, que será arquivado com os documentos que instruíram o pedido de anotada no índice respectivo.
8.18. Certidões:
Serão dadas no prazo máximo de 05 dias e relativas a um período mínimo de 05 anos da data do pedido, salvo se referir ao protesto específico.
a) Requisitos: Art. 27, § 1º, LP;
Forma de elaboração: Art. 30, LP.
b) Vedação: Não se dará certidão constando os registros cancelados, salvo se requerido, por escrito, pelo próprio devedor ou por ordem judicial.
Sempre que a homonímia se verificar pelo simples confronto de documento de identidade, o tabelião dará certidão negativa;
As certidões serão dadas a qualquer um que requerer, por escrito, e serão relativas aos protestos não cancelados.
c) Certidão diária, constando protesto e cancelamentos, poderão ser fornecidas às entidades representativas da indústria, comércio e entidades de proteção ao crédito.
Nesse caso, é vedada a divulgação, mesmo que parcial, pela imprensa, sob pena de suspensão do fornecimento. Essa nota é obrigatória no texto desse tipo de certidão.
8.19. Livros:
a) Livro de registro de protesto (que deverá ser arquivado, juntamente com os respectivos títulos, pelo prazo de 10 anos).
Há um termo de abertura e encerramento pelo tabelião, seus substitutos, ou escrevente autorizado, com folhas numeradas e rubricadas.
b) Livro de protocolo (que deverá ser arquivado pelo prazo de 03 anos):
- A escrituração pode ser manual, mecânica, eletrônica ou informatizada;
- Em folhas soltas e com colunas destinadas às seguintes anotações:
* Número de ordem;
* Natureza do título ou documento;
* Valor;
* Apresentante;
* Devedor;
* Ocorrências.
- A escrituração deste livro é diária, com termo de encerramento, o número de documentos apresentados no dia.
* A data do protocolo = a do termo diário do encerramento.
c) Arquivamentos obrigatórios e prazo de conservação: art. 35, LP.
ATENÇAO = OS PRAZOS NÃO IMPEDEM O protesto anterior , mais produzem o efeito de impedir a ação contra os credores indireto credores avalistas 53 lei de genebra da lei 4574/68 art.13 e o artigo 47 da lei 7387/85
Obs: o protesto tempestivo interrompe o prazo prescricional dos títulos 
Titulos em Especie = próxima aula 
LETRADE CÂMBIO
Conceito
Entende-se por Letra de Câmbio uma ordem dada, por escrito, a uma pessoa, para que pague a um beneficiário indicado, ou à ordem deste, uma determinada importância em dinheiro. A letra de câmbio é um título de crédito, dotado de literalidade e de autonomia das obrigações. Desempenha importantíssima função econômica pela ampla utilização do crédito que proporciona.
Diplomas legais que regulam a Letra de Câmbio, vigentes no Brasil:
Decreto 2.044/1908 nas partes não derrogadas;
Decreto 57.663/1966 que introduziu no Direito brasileiro a (LUG) Lei Uniforme da Convenção de Genébra de 07/06/1930, constante do Anexo I, excetuados alguns artigos do Anexo II. (PARTE DE 27 PAISES ) E AS NÃO NECESSARIAS AS QUAIS PODERIA NÃO SE APLICAM 
Tanto a lei brasileira n. 2.044, como a Lei Uniforme tratam da Letra de Câmbio e da Nota promissória - são esses títulos diferentes, se bem que tenham muitos princípios em comum - dada a existência de tais princípios, a letra de câmbio e a nota promissória são chamadas de títulos cambiários ou, simplesmente, cambiais.
Figuras intervenientes
Na letra de câmbio os intervenientes possuem, no título, funções diversas:
SACADOR, SUBSCRITOR ou EMITENTE - é aquele que dá a ordem, aquele que cria e emite a letra, dando a ordem de pagamento - é também denominado credor.
SACADO ou DEVEDOR ( ACEITE )- é aquele a quem a ordem é dada, contra quem a ordem é dirigida...MAIS SO SE TORNA OBRIGADO A CUMPRIR ESTA ORDEM SE ASSUMIR UMA OBRIGAÇAO ,ASSINANDO O TITULO .
TOMADOR ou BENEFICIÁRIO - é aquele a favor de quem é emitida a ordem - é aquele que porta o título e que fica no lugar do credor.
Em virtude do princípio da autonomia das obrigações cambiárias, e sendo diversas as funções exercidas na letra por cada um desses elementos, uma mesma pessoa, física ou jurídica, pode figurar no título como sacador, como sacado e mesmo como tomador.
COMENTÁRIOS:
Muitas vezes o sacador é também beneficiário - neste caso o sacado aceitante pagará àquele que criou a letra de câmbio - ocorre nos contratos de alienação fiduciária, por exemplo, onde a financeira emite o título de crédito para que o sacado (a pessoa que está alienando o carro) pague a ela mesma.
Muitas vezes o sacador ocupa o lugar do sacado - A dá uma ordem para que B pague e este não dá o aceite - o beneficiário vai cobrar do sacador.
Todos os que fazem parte da obrigação cambiária são coobrigados (quem emite a letra é que é o obrigado a pagar quando o sacado não paga).
A letra de câmbio é muito usada no comércio de importação e exportação.
A letra de câmbio é sempre nominativa.
Enquanto não houver o aceite não há qualquer obrigação por parte do sacado se houver uma dívida entre o sacador e o sacado, o primeiro tem outras formas admitidas em Direito para buscar o cumprimento da obrigação - se o sacador pagar ao beneficiário há o direito de regresso, mas não no Direito Cambiário, ou seja, nesse caso não há o que se falar em execução.
Quando houver o aceite, o sacado passa a ser coobrigado, mas o sacador também o é, e se o primeiro não pagar é ele quem assume essa responsabilidade.
Todos se obrigam na relação, ou seja, são coobrigados e a responsabilidade pelo pagamento é subsidiária e autônoma. Não confundir (o que é muito comum) SUBSIDIARIEDADE e SOLIDARIEDADE - ex.: responsabilidade solidária é aquela do pai e da mãe na criação e sustento dos filhos, ou seja, ambos são responsáveis - responsabilidade subsidiária é aquela dos padrinhos ou tutores, que na falta dos pais são responsáveis pela criação e sustento das crianças.
NATUREZA JURÍDICA
Documento de uma garantia formal de dívida abstrata de uma obrigação pecuniária.
SAQUE
A Lei Uniforme, no Capítulo I do Título I, trata da criação e forma da letra de câmbio, tendo a tradução brasileira, adotada pelo Decreto n. 57.663, substituído a palavra criação por emissão. A Lei n. 2.044, intitulava o Capítulo I,
 DO SAQUE. Em ambas as leis, nesses capítulos, é regulada a criação da letra, com os requisitos essenciais para a sua validade. A criação, segundo tais dispositivos legais, é equivalente à emissão.
Em resumo, temos que criar a letra é dar a forma escrita ao título e emitir é fazer o título, já criado, entrar em circulação. Com a criação da letra de câmbio, alguém, denominado sacador, ordena a outra pessoa, chamada sacado, que pague a um terceiro, designado tomador, em certa época, uma importância determinada.
Sacador, sacado e tomador têm, na letra, posições definidas e diversas. E, como ao participarem do título, assumem direitos e obrigações autônomas (não dependentes dos demais direitos ou obrigações dos que estão vinculados à letra), sacado e tomador podem ser a mesma pessoa física ou jurídica que deu a ordem (sacador). Não regesse o título o princípio da autonomia das obrigações cambiárias, certamente isso não seria possível; mas, como a figura e a responsabilidade do sacador, do tomador e do sacado divergem, pode, uma mesma pessoa, física ou jurídica, constar na letra como aquele que dá a ordem (sacador), beneficiário da letra (tomador) e o indicado para cumprir a ordem dada (sacado).
REQUISITOS ESSENCIAIS NAS LETRAS DE CÂMBIO (art. 1o da Lei Uniforme)
A denominação “letra de câmbio”, inserta no próprio texto do título e expressa na língua empregada para a redação desse título.
O mandato puro e simples de pagar uma quantia determinada - na realidade a palavra mandato está mal empregada; deveria mandado, pois trata-se de uma ordem - puro e simples significa não sujeito a condição alguma.
O nome da pessoa que deve pagar (ou seja, do sacado) - pode conter ou não, mais abaixo, a sua assinatura.
O nome da pessoa a quem, ou à ordem de quem a letra deve ser paga (ou seja, tomador) - não se admite ao portador.
A indicação da data em que a letra é passada - somente poderá ser considerado um título que vale por si mesmo, independente da causa que lhe deu origem, a partir da data em que foi passado.
A assinatura do sacador - contendo, o título, uma ordem de pagamento, necessário é que alguém responda por esse pagamento se a pessoa a quem ele foi ordenado não o realizar - o sacador, que deve lançar sua assinatura na letra, necessita ser capaz para poder responder pela obrigação.
REQUISITOS NÃO ESSENCIAIS NAS LETRAS DE CÂMBIO
Época do pagamento - a Lei Uniforme admite a existência e validade do título sem esse requisito, uma vez que, semelhantemente à lei brasileira, dispõe que “a letra em que não se indique a época do pagamento será pagável à vista”, ou seja, no ato da apresentação (art. 2o, 2).
Lugar do pagamento - quando se executa uma letra, pode-se faze-lo ou no lugar do aceite ou onde deveria ser paga.
Lugar da emissão - tem por finalidade saber qual a lei a aplicar nas relações internacionais - só é permitida a ausência do lugar de emissão se constar da letra o lugar do domicílio do sacador, que é o que vem ao lado do seu nome - havendo omissão de ambos a letra não terá os efeitos da letra de câmbio.
Quantia determinada - letra de câmbio indexada - proibição somente para as cambiais vinculadas a contrato de aquisição da casa própria pelo SFH em razão de normas próprias autorizadas e aos contratos de crédito nacionais.
Os requisitos devem estar totalmente cumpridos antes da cobrança do título ou do protesto, não precisando constar do instrumento no momento do saque (art. 3o do Decreto n. 2.044 em consonância com a súmula 387 do STF)- caso contrário, o sacado pode alegar defeito formal do título.
ACEITE (ato unilateral de vontade do sacado = não está obrigado a aceitar a letra, mas se o fizer, passa a ser o obrigado principal)
É ato cambial pelo qual o sacado concorda em acolher a ordem incorporada pela letra de câmbio. É de livre iniciativa do sacado aceitar ou não a ordem recebida. O aceite é ato exclusivo de sua vontade. Resulta da simples assinatura do sacado no anverso do título; no verso, a assinatura vem seguida da palavra “aceito” ou qualquer outra equivalente. O aceitante é o devedor principal da letra de câmbio.
Vencimentoantecipado da letra - a recusa do aceite é comportamento lícito - neste caso, poderá o credor ou o tomador cobrar o título de imediato, pois o vencimento, obrigatoriamente fixado pela cambial, é antecipado com a recusa do aceite.
Recusa parcial ou aceite parcial - também provocam o vencimento antecipado da letra. Pode ser:
Aceite limitativo - o aceitante concorda em pagar uma parte do valor do título;
Aceite modificativo - é o aceite em que o sacado adere à ordem, alterando parte das condições fixadas na letra, como por exemplo, a época do vencimento.
Art. 22 da Lei Uniforme - como evitar que a recusa do aceite produza o vencimento antecipado da letra: o sacado poderá valer-se do expediente previsto na lei, consiste na cláusula “não aceitável” (salvo nas hipóteses proibidas pelo dispositivo legal) - a cláusula “não aceitável” faz com que o portador não possa antecipar o pagamento e não possa protestar por aceite.
Assim, o credor somente poderá apresentar o título ao sacado no seu vencimento e para pagamento, portanto. Não tendo nenhuma conseqüência excepcional para o sacador pois a recusa do aceite ocorre após o vencimento do título, época em que ele, o sacador, já deveria estar preparado para honrá-lo.
ENDOSSO
Para que a letra de câmbio possa facilmente ser transferida e se opere a circulação dos direitos de crédito nela incorporados, emprega-se um meio próprio dos títulos de crédito chamado de endosso, que consiste na simples assinatura do proprietário no verso ou anverso da letra, antecedida ou não de uma declaração indicando a pessoa a quem a soma deve ser paga - com essa assinatura a pessoa que endossa o título, chamada endossante, transfere a outrem chamado endossatário, a propriedade da letra (L. U., art. 14)- nessa condição, o endossatário ao receber a letra torna-se o titular dos direitos emergentes nela contidos, podendo, assim, praticar todos os atos que se fizerem necessários para resguardar a sua propriedade.
O endosso é ato cambiário que opera a transferência do crédito, representado por título “à ordem”. A alienação do crédito fica condicionada, também, à tradição do título, levando-se em conta o Princípio da Cartularidade. Já que se está transferindo um direito, quem pode faze-lo é o possuidor do título.
Partes: Endossante ou endossador = alienante do crédito.
Endossatário = adquirente.
Somente o credor poderá ser o endossador - assim, o primeiro endossante em qualquer letra de câmbio será sempre o tomador.
Não há limites para o número de endossos - quando o documento não é suficiente, é possível anexar um papel que servirá como sua extensão - prolongamento da letra.
O endosso produz dois efeitos:
a) Transfere a titularidade do crédito
b) Vincula o endossante ao pagamento do título na qualidade de coobrigado (L. U., art. 15).
SOLIDARIEDADE - todos são responsáveis pela totalidade do pagamento. Na cadeia de anterioridade pode-se desobrigar alguns e nos casos de limitação (aceite, aval, intervenção).
SUBSIDIARIEDADE - cada um é responsável pela totalidade do pagamento e tem ação de regresso contra o (s) anterior (es) (uns contra os outros).
Espécies de endosso:
1 - ENDOSSO PRÓPRIO
a) ENDOSSO EM BRANCO - quando não identifica o nome do beneficiário transformando o título nominativo em ao portador, transferindo o crédito por mera tradição - a assinatura é feita no verso com a expressão “pague-se”, hipótese em que o endossante não fica como coobrigado - desonera os demais coobrigados.
b) ENDOSSO EM PRETO - indica o nome do endossatário - pode ser feito no verso ou no anverso.
2 - ENDOSSO IMPRÓPRIO (aquele que não transfere a titularidade do título, mas, somente o título) - Tipos:
a) ENDOSSO MANDATO - é aquele em que, por cláusula especial, o portador do título o transfere a outra pessoa, que passa a exercer todos os direitos emergentes da letra, mas só pode endossá-la na qualidade de procurador (L. U., art. 18)- legitima a posse - fica com a posse do título mas não é proprietário dele.
b) ENDOSSO CAUÇÃO - cumprida a obrigação pelo penhor, deve a letra retornar à posse do endossante - dado como garantia; pago o débito a instituição devolve o título.
c) ENDOSSO SEM GARANTIA - efeitos similares à cessão civil de crédito - o endossante transfere a titularidade da letra sem se obrigar com o seu pagamento.
O endosso de uma letra na qual foi inserida a cláusula “não à ordem” também terá o efeito de uma cessão civil de crédito.
É proibido o endosso parcial (L. U., art. 12).
Tanto a cessão civil de crédito como o endosso são transferências de um crédito a um determinado tomador.
Diferença entre endosso e cessão civil de crédito:
ENDOSSO 
Instituto do Direito Cambiário.
O endossante se obriga com a existência do crédito e pela solvência do devedor.
O endossante não poderá se opor ao pagamento total da letra alegando não possuir mais fundos pois já pagou ao anterior endossador - essa alegação não pode ser feita levando-se em conta o princípio da autonomia (abstração e inoponibilidade das exceções aos terceiros de boa fé).
CESSÃO CIVIL DE CRÉDITO
Instituto do Direito Civil.
O cedente só se obriga com a existência do crédito.
Pode se opor ao pagamento da letra alegando as relações anteriores entre os coobrigados no título.
Ocorre quando no título de crédito o endossador coloca a cláusula “não à ordem”, ou seja, ele não se obriga com os posteriores endossantes - ex.: “endosso à Simone e não à ordem” - quando se coloca “sem garantia” não se garante nem a quem estamos passando o título - quando é feito após o protesto é chamado de endosso póstumo ou posterior.
AVAL
Entende-se por aval a obrigação cambiária assumida por alguém no intuito de garantir o pagamento da letra de câmbio nas mesmas condições de um outro obrigado. É uma garantia especial, que reforça o pagamento da letra, podendo ser prestada por um estranho ou mesmo por quem já se haja anteriormente obrigado no título. A pessoa que dá tal garantia tem o nome de avalista e aquela a quem ele se equipara, e por intermédio da qual é assumida a obrigação de pagar o título, denomina-se avalizado.
Para assumir tal obrigação o avalista necessita ser capaz, como, aliás, deve acontecer com todos quantos se obrigam cambialmente.
Aval é a garantia pessoal de dívida (pagamento), de que a obrigação constante do título de crédito será paga por um terceiro ou por um dos signatários (muitas vezes o endossante ou o próprio sacador avalizam o título), prestada mediante assinatura do avalista no anverso do próprio título ou em folha anexa.
O avalista é solidariamente responsável com aquele em favor de quem deu o seu aval. A sua obrigação é autônoma e equivalente (ele é devedor do título da mesma maneira que o avalizado - L. U., art. 32)à obrigação do avalizado.
OBS.: 
1) O aval pode ser prestado mediante a assinatura do avalista no anverso do título ou no verso da letra com as seguintes expressões: “por aval”, “bom para aval” ou qualquer outra expressão equivalente. Numa folha anexa, o aval será dado através do prolongamento da letra.
2) Na falta de indicação (aval em branco) de quem está sendo avalizado, entende-se que o aval foi dado em favor do sacador (L. U., art. 31)
Letra de Câmbio
Disciplina Direito Empresarial III
Títulos de crédito
13. LETRA DE CÂMBIO 
13.1 – ORIGEM 
A letra de câmbio, praticamente, começou a se formar na Itália, no século XIV. Para não transportar dinheiro de uma cidade para outra, estando uma pessoa sujeita à emboscada e à perda, procurava um banqueiro de sua própria cidade, que tinha relação comercial com outro banqueiro onde pretendia se dirigir, e entregava-lhe o dinheiro. Em troca, recebia uma carta, uma ordem de pagamento, que dava tal incumbência ao banqueiro de outra cidade, onde faria o pagamento. Assim, em vez de as pessoas transportarem dinheiro, transportavam a carta, documento representativo da soma a ser paga. Essa prática deu origem ao atual título de crédito, hoje de uso universal. Portanto, enviava-se dinheiro de um local para outro através do instrumento do contratode câmbio: uma ordem de pagamento.
Facilmente podemos imaginar a intervenção de, pelo menos, três pessoas nessa operação: o banqueiro que recebia o dinheiro e expedia a carta – o sacador; aquele que recebia a carta – o tomador ou beneficiári o; e o encarregado do pagamento – o sacado. Atualmente, o mecanismo é o mesmo: há o sacador que emite a letra de câmbio, entregando-a ao tomador (credor), para que este receba do sacado (devedor).
13.2 – SAQUE 
“Não se pode transformar obrigação civil em dívida cambiária líquida e certa emitindo letra de câmbio sem expressa previsão legal ou contratual, pois sem esta o saque é ilegal, configurando abuso de direito, inclusive por coagir o apontado devedor ao pagamento através de seu protesto sem que tenha reconhecido a dívida” (in RT 625/188).
A ementa do acórdão destacado retrata a hipótese do saque de uma letra de câmbio para o recebimento de certa quantia a título de despesas financeiras; não em decorrência de um contrato.
O Tribunal considerou tal saque como abuso de direito, pois a emissão de letra de câmbio só é possível com expressa previsão legal ou contratual. De fato, caracteriza abuso de direito, saque de letra de câmbio sem lei ou contrato que o autorize. Vale dizer, só será legítima a emissão de letra de câmbio quando existir previsão legal ou contratual expressa que autorize o saque.
A letra de câmbio é uma ordem de pagamento. Uma pessoa dá a ordem de pagamento, determinando que certa quantia seja paga para uma outra pessoa. É o sacador quem dá a ordem ao sacado, para realizar o pagamento. Há, ainda, o beneficiário da ordem, que é o credor, conhecido como tomador. Quem cria a letra de câmbio é o sacador. O saque é o ato de criação, de emissão do título.
Após a entrega da letra de câmbio ao tomador, este procura o sacado para obter o aceite ou o pagamento, conforme o caso. Contudo, o saque produz outro efeito: o de vincular o sacador ao pagamento da letra de câmbio. Caso o sacado se negue a pagar o título, o tomador poderá cobrar do próprio sacador (LU23 , art. 9.º). “É ensinança tradicional da melhor doutrina que o sacado, enquanto não aceitar, não é um obrigado cambial24 ” 
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23 LU = Lei Uniforme de Genebra (O Brasil é signatário de uma convenção internacional adotando uma lei uniforme sobre a letra de câmbio e nota promissória, firmada em 1.930, embora existisse, desde 1.908, o Decreto n.º 2.044, disciplinando a matéria. Assim, a Lei Uniforme de Genebra é a aplicada, mas havendo omissão, utiliza-se a Lei 2.044).
24 Paulo de Lacerda, A Cambial, p. 22.
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Para melhor entendimento, apresentamos a seguir o modelo do anverso de uma letra de câmbio:
13.3 – CONCEITO DE LETRA DE CÂMBIO 
A letra de câmbio é o saque de uma pessoa contra outra, em favor de terceiro. É uma ordem de pagamento que o sacador dirige ao sacado, seu devedor, para que, em certa época, este pague certa quantia em dinheiro, devida a uma terceira, que se denomina tomador. É, enfim, uma ordem de pagamento à vista ou a prazo. Quando for a prazo, o sacado deve aceitá-la, firmando nela sua assinatura de reconhecimento: é o aceite. Nesse momento, o sacado se vincula na relação jurídico-material, obrigando-se ao pagamento.
Portanto, a relação se estabelece entre três pessoas: o sacador, o sacado e o tomador. Entretanto, a lei faculta que uma mesma pessoa ocupe mais de uma dessas posições. Nada impede que a letra de câmbio possa ser sacada em benefício do próprio sacador ou o sacador seja a mesma pessoa do sacado (LU, art. 3.º).
13.4 – REQUISITOS ESSENCIAIS DA LETRA DE CÂMBIO 
O formalismo é da essência da letra de câmbio, devendo, portanto, conter determinados requisitos essenciais preestabelecidos por lei. Faltando um dos requisitos essenciais, a letra de câmbio deixa de ser uma letra de câmbio. Assim, ela deve trazer:
1. denominação “letra de câmbio” no seu contexto;
2. a quantia que deve ser paga, por extenso;
3. o nome da pessoa que deve pagá-la (sacado);
4. o nome da pessoa que deve ser paga (tomador);
5. Assinatura do emitente ou do mandatário especial (sacador).
A declaração da quantia em cifra não é requisito essencial, tanto que, se surgir uma disparidade entre a importância declarada por cifra e a declarada por extenso, valerá esta última.
O nome do sacado, por força de hábito, deve ser colocado abaixo do contexto e do lado esquerdo, enquanto que a assinatura de próprio punho do sacador ou de seu mandatário especial, deve ser firmada, obrigatoriamente, abaixo do contexto, do lado direito, como acontece em uma carta.
A letra de câmbio não pode deixar de levar o nome do sacado, pois ela não pode ser emitida ao portador. Porém, se ela for emitida incompleta, por exemplo, sem o nome do tomador, poderá circular. Mas os requisitos devem estar totalmente cumpridos, antes da cobrança judicial ou do protesto do título. É que o portador de boa-fé, é considerado procurador bastante do sacador para completá-la.
Registre-se que é somente o sacador quem a assina. A assinatura do sacado ou aceitante não figura entre os requisitos indispensáveis à sua validade. A falta dela faz apenas permanecer a vinculação entre o emitente (sacador) e o tomador, não vinculando o sacado na obrigação cambial.
13.5 – REQUISITOS NÃO-ESSENCIAIS DA LETRA DE CÂMBIO 
São os seguintes:
1. o lugar do pagamento;
2. a importância declarada por cifra;
3. a data do vencimento do título;
4. a data da emissão.
“Considera-se lugar de emissão e de pagamento, quando não indicado no título, o domicílio do emitente” (§ 2º do art. 889, CC).
A falta da época do vencimento não afeta a validade do documento. “É à vista o título de crédito que não contenha indicação de vencimento” (§ 1º do art. 889, do CC).
“Deve o título de crédito conter a data da emissão,…” (CC, art. 889). A data da emissão, a partir da vigência do novo Código Civil, passou a ser requisito essencial. Contudo, dispõe o art. 888 do CC que a “omissão de qualquer requisito legal, que tire ao escrito a sua validade como título de crédito, não implica a invalidade do negócio jurídico que lhe deu origem”, apenas, deixa de ser um título executivo extrajudicial.
13.6 – VENCIMENTO DA LETRA DE CÂMBIO 
O pagamento do título deve ser efetuado pelo devedor no dia do vencimento.
Pode ser:
a) à vista.
O sacado deve pagá-lo no ato de sua apresentação.
b) em dia certo.
O sacado deve pagá-lo:
1. no dia do vencimento indicado no título;
2. a tempo certo da vista, significando a tantos dias a partir da data do aceite, ou seja, da data em que o título é exibido ao sacado;
3. a tempo certo da data, isto é, tantos dias contados da data da emissão do título.
13.7 – ACEITE 
“Letra de câmbio” sem aceite não enseja execução forçada contra o sacado. “O saque da letra é ato unilateral do sacador.
 O aceite é que a transforma num contrato perfeito e acabado, completando-lhe a cambiariedade” (in RT 495/225).
 “Sem o aceite o sacado não se vincula, não se torna devedor, não se gerando para ele qualquer obrigação decorrente do título” (in RT 625/188).
O aceite é o ato praticado pelo sacado que se compromete a pagar a letra de câmbio no vencimento, assinando no anverso do título. Basta a sua assinatura, ou a de seu mandatário especial, podendo ser acompanhado da expressão esclarecedora tal como: “aceite” ou “pagarei”, ou ainda, “honrarei”. 
A falta de aceite não extingue a letra de câmbio. O sacador continua o responsável e o sacado nenhuma obrigação assumiu em relação ao título, embora haja a menção do seu nome na letra.
 Se o sacado ao receber a letra de câmbio para o aceite não a devolve, retendo-a indevidamente, está sujeito à prisão administrativa. Basta requerer ao juiz. O art. 885 do CPC indica essa situação:
 “O juiz poderá ordenar a apreensão de título não restituído ou sonegado pelo emitente, sacado ou aceitante; mas só decretará a prisão de quem o recebeu para firmar aceite ou efetuar pagamento, se o portador provar, com justificação ou por documento,a entrega do título e a recusa da devolução. 
Parágrafo único. O juiz mandará processar de plano o pedido, ouvirá depoimento se for necessário e, estando provada a alegação, ordenará a prisão”.
13.8 – ENDOSSO DA LETRA DE CÂMBIO 
Sendo a letra de câmbio um título de crédito, o endosso é perfeitamente admissível e, havendo uma cadeia de endossos em. 89 preto, o último endossatário é considerado o legítimo proprietário da letra.
Se o sacador inserir a expressão “não à ordem”, a letra não poderá circular por meio de endosso (LU, art. 11). Entretanto, normalmente a letra de câmbio contém a cláusula “à ordem” e, assim, o credor poderá negociar o crédito mediante um ato jurídico denominado endosso, consistente da sua assinatura no verso ou anverso do título. O primeiro endossante será sempre o tomador; o segundo endossante é o endossatário do tomador e assim sucessivamente. Não há qualquer limite para o número de endossos.
Quando o proprietário do título o endossa, torna-se coobrigado solidário no pagamento (LU, art. 15).
13.9 – O AVAL DA LETRA DE CÂMBIO 
A letra de câmbio, como título de crédito que é, pode receber aval. O avalista é responsável da mesma forma que o seu avalizado (LU, art. 32), ou seja, o avalista responde pelo pagamento do título perante o credor do avalizado e, realizado o pagamento, poderá voltar-se contra o devedor.
13.10 – PAGAMENTO 
O pagamento é o resgate da letra e, para que ocorra, é indispensável a sua apresentação. Isto porque o título é circular e o devedor não tem como saber quem é o último portador da cambial.
O pagamento, validamente feito, acarreta uma série de efeitos. Destacam-se dois básicos:
1. o pagamento extintiv o: encerra o ciclo cambiário, desobrigando todos os responsáveis. É o caso do pagamento feito pelo sacado que desonera todos os coobrigados;
2. o pagamento recuperatório: desonera apenas os coobrigados posteriores, mas os demais ficam obrigados ao pagamento e o avalista do aceitante pode propor ação regressiva contra este.
13.11 – PRESCRIÇÃO DA LETRA DE CÂMBIO 
A prescrição é a perda do direito de propor ação judicial em conseqüência do não uso dela, durante um determinado espaço de tempo previsto em lei. A prescrição da letra de câmbio é a perda da execução judicial pelo seu não-exercício dentro do prazo de três anos.
Vencida a letra e não paga, o credor tem o direito de propor ação executiva e, para tanto, terá o prazo de três anos a contar da data do vencimento da cambial. Se deixar passar esse prazo prescritivo, essa ação não será cabível. No entanto, se deixar passar o prazo de 3 anos para o exercício da referida ação contra o devedor principal e seu avalista, ocasião em que a letra perde a natureza de título executivo extrajudicial, terá, ainda, o direito de propor ação monitóri a, que é ação de conhecimento, a partir de prova escrita sem eficácia de título executivo, para constituição de título judicial. É o que se extrai da dicção textual do art. 1.102-A do CPC: “A ação monitória compete a quem pretender, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível ou determinado bem móvel”. Para melhor conhecimento, veja nosso “Curso Básico de Direito Processual Civil, vol. 4, cap. 132. O prejuízo assim será enorme: a correção monetária começa a incidir a partir da propositura da ação, enquanto que, propondo ação executiva em tempo, a correção monetária incidirá a partir da data do vencimento do título. O pior é o credor ter que provar a origem do título, pois, com a prescrição, o documento “letra de câmbio” deixou de ser um título de crédito. Também traz prejuízo a demora da penhora, pois antes virá a contestação, a instrução, a sentença e o recurso.
Direito Empresarial
Letra de Câmbio
INTRODUÇÃO 
A letra de câmbio é uma ordem de pagamento (à vista ou a prazo) que o sacador dirige ao sacado para que este pague uma importância consignada a um terceiro denominado tomador. 
Como toda ordem de pagamento, nela encontramos três personagens cambiários:
• EMITENTE/SACADOR ‐pessoa que emite o título.
• SACADO ‐pessoa que recebe a ordem e deve cumpri‐la.
• TOMADOR/BENEFICIÁRIO – pessoa que se beneficia da ordem de pagamento.
Diante da descrição das situações jurídicas das partes envolvidas na letra de câmbio, e sendo o sacador a pessoa que dá a ordem ao sacado para efetuar o pagamento ao beneficiário, tem‐se assim o seguinte exemplo para a redação de uma letra de câmbio:
“aos trinta dias do mês de outubro de ........, V.Sa.(sacado) pagará por esta única via de letra de
câmbio, a importância de R$.......(.................) ao Sr. Fulano de Tal (beneficiário). Local........,
data..........., assinatura (sacador)............”
O título é emitido pelo sacador e em seguida entregue ao beneficiário ou tomador, cabendo a este procurar o sacado para que proceda ao aceite. Isto concretizado, na data do vencimento o sacado deverá pagar ao beneficiário a quantia estabelecida na letra.
Destacamos ainda que é possível que a letra de câmbio seja garantida por aval, isso ocorrendo, o avalista passa a ser responsável pelo pagamento da mesma forma que o avalizado. Assim, não sendo efetivado o pagamento do título na data de vencimento, poderá ser efetuado protesto, possibilitando assim posterior ação de execução judicial visando o recebimento da dívida.
REQUISITOS
A letra de câmbio é um título formal e para que seja emitida deve obedecer aos aspectos legais. Seus requisitos básicos segundo Fábio Bellote Gomes (2003:172) são:
a) A denominação letra de câmbio escrita no texto do documento.
b) A quantia que deve ser paga.
c) O nome do sacado, isto é, a pessoa que deve pagar.
d) O nome do tomador, isto é, a pessoa a quem o título deve ser pago.
e) A data e o lugar onde a letra é sacada.
f) A assinatura do sacador, isto é, a pessoa que emite o título.
COMO FUNCIONA A LETRA DE CÂMBIO COM ACEITE E SEM ACEITE
Letra de Câmbio Aceita ‐É a Letra de Câmbio assinada pelo devedor e poderá ser protestada por falta de pagamento, desde que vencido o título. Assim, no esquema acima, o “B” quando aceita a letra de câmbio torna‐se o obrigado principal.
Letra de Câmbio Sem Aceite ‐É a Letra de Câmbio sem assinatura do devedor e poderá ser protestada por falta de aceite, desde que não vencida. Neste caso o cartório intimará o devedor para que ele compareça em cartório para aceitá‐la (assiná‐la).
O protesto por falta de pagamento só se configurará após colhido o aceite do devedor.
SACADOR E BENEFICIÁRIO
Podemos notar que o modelo de Letra de Câmbio especificado acima, tem como sacador e beneficiário o Sr. ALBERTO ROBERTO DA SILVA, ou seja, a mesma pessoa. E isso é perfeitamente possível, senão veja o esquema abaixo.
ENDOSSO DA LETRA DE CÂMBIO 
A pessoa a qual recebeu o endosso em seu favor (endossatária) será denominada 'credora', para fins de preenchimento do formulário de protesto.
Em havendo endosso, deverá ser transcrito no verso da Letra de Câmbio:
'Pague‐se a (fulano de tal....) assinatura do emitente (endosso em preto), ou a simples assinatura de quem está endossando (endosso em branco).
Exemplo: João emite um título em razão de Maria e coloca Pedro como sacado. Existem três relações:
1. Relação Cambiária ‐ O título
2. Relação entre João e Maria ‐ João ser devedor de Maria
3. Relação entre João e Pedro ‐ Pedro se obriga a aceitar a ordem de João
DÚVIDAS
A letra de câmbio só poderá ter juros se estiver escrito? Ou seja, mesmo que o título esteja vencido e não exista nada dizendo sobre cobrança de juros na letra de câmbio, o valor a ser pago será o constante no título sem acréscimo nenhum de juros?
R: Sim, pois em decorrência do princípio da literalidade só deverá haver cobrança do que está expressamente escrito no título. Ademais, juros judiciais são outra coisa.
O que ocorre com A (sacador/emitente) e B(sacado/devedor), na letra de câmbio, se:
B aceitar = A se torna apenas coobrigado e B se torna o obrigado principal
B não aceitar = A se torna apenas coobrigado e B nãofará parte de nenhuma relação jurídica
B aceitar e não pagar = A deverá aguardar o protesto para ser obrigado a pagar e terá direito de regresso sobre B;
B aceitar parcialmente = A responderá pela diferença como coobrigado e B pela parte que aceitou;
B alterar a data (não aceitou) = Ocorre o vencimento antecipado e A é obrigado a pagar imediatamente.
Requisitos essenciais nas Letras de Câmbio
Segundo o art. 1º da Lei Uniforme, para a validade da letra de câmbio deve a mesma conter os seguintes requisitos essenciais:
1) Cláusula cambiária = é a inserção da denominação ‘letra’ ou ‘letra de câmbio’ no próprio texto do título e expressa na linguagem empregada para a redação desse título. Deve constar na parte frontal do título.
2) Ordem (mandado) pura e simples de pagar quantia certa e determinada = é necessário que no título seja especificado o montante da importância a ser paga, de modo que se saiba o valor total que a letra representa (é a ordem formulada pelo sacador ao sacado). Não pode conter condição ou encargo e sempre é obrigação pecuniária.
3) Nome do sacado = deve ser mencionado o nome da pessoa que deve pagar (a quem é dada a ordem para efetuar o pagamento). Se o sacado é menor absolutamente incapaz, far-se-á a indicação do seu representante legal, mencionando-se na letra o fato (ex: ao menor X, na pessoa do seu representante Y); se relativamente incapaz, seu aceite terá a assinatura também de seu assistente. Pode-se identificar o sacado através de seu encargo ou parentesco.
4) Nome do beneficiário = deve conter o nome da pessoa a quem, ou à ordem de quem a letra deve ser paga. É o primeiro credor. O título é endossável, assim pode o beneficiário transferir a letra sem mencionar o nome da pessoa a quem faz a transferência, bastando lançar sua assinatura no verso do título.
5) Data de criação = deve constar a data em que a letra é passada. Motivos: auferir capacidade (a pessoa que emitiu o título de crédito, pois esta deve ter alcançado a maioridade), dirimir conflitos de lei no tempo e evitar fraudes (especialmente na falência, para bater na contabilidade).
6) Assinatura do sacador = deve constar a assinatura da pessoa que dá a ordem ou da pessoa a quem ele tenha outorgado poderes especiais para praticar tal ato. É importante pois contendo o título uma ordem de pagamento, necessário é que alguém responda por esse pagamento, se a pessoa a quem ele foi ordenado não o realizar. O sacador deve ser capaz e ninguém pode se eximir do cumprimento de sua obrigação argüindo a incapacidade do sacador (princípio da autonomia). Somente o que recebe diretamente do incapaz pode arguir, se outra pessoa capaz lançar sua assinatura na letra ficará esta por responder o pagamento do título perante o portador...
Artigo 9 da LUG...
Requisitos não essenciais ‘’SUPRIVEIS ‘’
São elementos cuja ausência na letra não a invalida. 
1) Época do pagamento = a letra que não se indique a época do pagamento será pagável à vista.
→ são 4 formas de vencimento do título: vencimento à data certa (neste caso no texto do título de crédito fica mencionado um dia específico do calendário), à vista (o título é considerado quando o credor do título de crédito apresenta o documento ao sacado), a tempo certo da data (o texto do título prevê um prazo para o vencimento do título de crédito, que é contado a partir da data de criação do título; não desprezo o 1º dia) e à tempo certo da vista (o credor apresenta o título uma 1ª vez ao sacado e numa outra oportunidade cobra-se o pagamento do sacado).
2) Lugar do pagamento = será pagável no lugar mencionado ao pé do nome do sacado a letra que não indicar o lugar do pagamento. → letra domiciliada, é aquela em que o sacador ou aceitante indica o domicílio de outra pessoa para aí ser efetuado o pagamento. Consta junto ao nome da pessoa indicada para fazer o pagamento.
3) Lugar de emissão = na sua ausência, será considerada como tendo sido emitida no lugar designado ao lado do nome sacador. Havendo omissão do lugar da emissão e do domicílio do sacador, a letra no terá os efeitos da letra de câmbio (o título se desnatura).
→ é importante constar o lugar da emissão pois os efeitos provenientes das assinaturas dos outros coobrigados na letra ou na nota promissória são determinados pela lei do país em cujo território as assinaturas foram apostas.
Vontade cambiária suficiente
Para que uma pessoa se vincule a um título de crédito além da declaração de vontade é preciso uma declaração escrita, que é a assinatura e, assim, a pessoa se tornará devedora. Não há assinaturas inocentes no título de crédito, logo, basta uma assinatura e a pessoa se tornará devedora.
Capacidade cambiária ativa e passiva
A ativa é a aptidão para ser credor no título de crédito e é conferida a todas as pessoas, basta que se tenha personalidade jurídica para sê-lo. Por sua vez, a passiva é a aptidão para ser devedor e é preciso ter capacidade de direito, de fato e de gozo (capacidade livre e consciente).
 Nesta, aplica-se as regras do CC (pessoa capaz, relativamente incapaz e absolutamente incapaz). → casos em que não se aplica CC (capacidade cambiária passiva): analfabeto, não se obriga por si mesmo, pelo fato de não saber ler e escrever, mas pela atuação de um representante; falido, pessoa física ou jurídica cuja falência foi decretada e, com isso, perdeu a disponibilidade sobre seus bem (patrimônio). Esta pessoa (falida) não poderá mais se obrigar perante um título de crédito e eleger-se-á um administrador judicial, que arrecadará os bens do credor para pagamento de dívidas. Também, pessoas submetidas à liquidação extrajudicial, através da Lei 6024/74 a pessoa perde a capacidade passiva por não ter mais disponibilidade sobre o próprio patrimônio (certos funcionários do financeiro) e, por último, mulher casada (bens reservados);
 Com a Lei 4121/62 criou-se um sistema de proteção à mulher casada, onde através do regime parcial universal de bens haveria uma reserva dos bens arrecadados pela mulher ao longo do casamento, os quais iriam compor o pecúnio, uma reserva dos bens do casal que seria usada para quitar eventuais dívidas. Em 1988 houve a plena igualdade dos cônjuges e, desta forma, extinguiu-se essa reserva de bens para os casados após outubro de 88. Como consequência, os bens da comunhão não são mais vinculados.
SAQUE
Saque é um negócio jurídico unilateral (apenas uma declaração de vontade), complexo (é necessário formar todos os elementos formais, os essenciais e não essenciais) e formal (possui forma específica designada pelo legislador, ou seja, possui rigor cambiário). Sua função é criar um título de crédito, assim, tem-se que para todo título de crédito há um saque.
Pode haver o saque incompleto, onde até o momento da cobrança ou do protesto é possível completar o título ou a letra que estejam incompletos. A partir daí, o título vira definitivo e não será possível completá-lo.
SÚMULA Nº 387: ‘A cambial emitida ou aceita com omissões, ou em branco, pode ser completada pelo credor de boa-fé antes da cobrança ou do protesto’.
Aspectos relevantes:
I. Direção do saque = é possível que uma mesma pessoa assuma 2 funções (sacador, sacado e beneficiário) numa mesma letra de câmbio. Neste caso ter-se-á um saque a ordem e por conta de terceiro.
Saque a ordem do sacador: o sacador também é beneficiário (âmbito bancário)
Saque sobre o próprio sacador: o sacador cumula a função de sacado e fica diante de um beneficiário. É uma promessa de pagamento por meio de título de crédito.
II. Responsabilidade do sacador = o sacador assume uma posição de devedor, de forma a garantir o cumprimento da ordem de pagamento que ele próprio formulou.
III. Letra em branco = trata-se de um título em que o saque não foi completado ainda (mas há, p. Ex., a assinatura do sacador). É necessário completá-lo até o momento da cobrança ou do protesto. 
O sacador pode, por meio de um contrato de preenchimento, encarregar alguém de completar o título, seja um terceiro ou beneficiário. Se houver desrespeito às instruções fornecidaspelo sacador haverá o inadimplemento do contrato de preenchimento.
I. Cláusula de juros = possui requisitos próprios como ser expressa no texto do título e em um percentual fixo. Também, o título precisa ter vencimento à vista ou a tempo certo da vista e serão sempre juros remuneratórios (e não moratórios).
II. Moeda estrangeira e saque = o saque deverá ser feito em moeda nacional, não se permitindo, assim, moeda estrangeira para efetuação de pagamentos (caso o sejam, serão nulos). → Exceção: no direito bancário é possível uma operação de internalização da moeda estrangeira, ou seja, o título criado no exterior pode ter indexação em moeda estrangeira mesmo que seja para pagamento no Brasil. De mesmo modo, o título criado aqui no Brasil, que deva ser pago no exterior, pode ser indexado em moeda estrangeira.
III. Saque por procuração = o sacador confere poderes especiais a um procurador para atuar em seu nome, através de uma procuração, a qual acompanha o título de crédito. Se alguém sem poderes suficientes saca o título de crédito, este terá problema quanto à sua eficácia; porém não será invalido, contudo tornar-se-á o novo devedor aquela pessoa que atuou sem poderes suficientes (protege-se, desta forma, o credor). A situação de ratificação é conferida pelo representado para que seja saneado o erro que, em um primeiro momento, o procurador cometeu.
IV. Saque abusivo (art. 51, VIII CDC)= cria-se desvantagem do consumidor perante o fornecedor através das chamadas ‘cláusulas abusivas’. 
Ex: cláusula contratual que impõe um procurador para elaborar título de crédito em nome do contratante, neste caso o saque é ineficaz, pois não produz efeitos contra o contratante, uma vez que a causa contratual que estipula procurador é nula e abusiva.
ENDOSSO
Para que a letra de câmbio possa facilmente ser transferida e se opere a circulação dos direitos de crédito nela incorporados, emprega-se um meio fácil, próprio dos títulos de crédito: o endosso. Consiste na simples assinatura do proprietário da letra no verso (dorso) ou anverso (face) da mesma, antecedida ou não de uma declaração indicando a pessoa a quem a soma deve ser paga. Com essa assinatura a pessoa que endossa o título, chamada endossante, transfere a outrem, chamado endossatário, a propriedade da letra. Assim, o endossatário torna-se titular dos direitos emergentes da letra e pode praticar todos os atos que se fizerem necessários para resguardar a sua propriedade. → A lei brasileira só acatava o endosso no verso do título, mas a Lei Uniforme permite-o também no anverso, admitindo a obrigatoriedade de ser escrito no verso apenas quando se tratar de endosso em branco.
Por fim, é um negócio jurídico unilateral, formal e simples (somente possui a assinatura como elemento exigível, diferentemente do saque). Não haverá endosso se a assinatura do endossante não constar no título.
Se, por acaso, o título for transferido várias vezes, esgotando-se o espaço em branco do mesmo, sendo necessário um novo endosso usa-se o processo chamado de alongamento da letra, isto é, coloca-se à mesma um pedaço de papel que a prolongue para que o novo endosso continue a série daqueles que lhe são anteriores. O que não é possível é que, em um documento isolado, o proprietário do título faça o endosso, ainda que anteceda sua assinatura com uma declaração de transferência da letra.
Modalidades de Endosso
Endosso em preto é aquele em que o proprietário da letra a transfere a uma outra pessoa, designando-a; isto é, identifica-se quem é o endossatário e consta a assinatura do endossante. É a modalidade mais segura. Em contrapartida, endosso em branco é aquele em que o endossante não designa a pessoa a quem transfere a letra. O endosso é feito mediante assinatura do endossante, no verso da letra, ou a assinatura do mandatário que tiver poderes especiais para tal. Será legítimo proprietário da letra aquele que a detiver (a posse identifica quem será o endossatário – assemelha-se a um título ao portador).
Por fim, num mesmo título podem existir endossos em preto e em branco, desde que, em seguida a um endosso em preto, o endossatário, que receber o título com o seu nome nele especificado, lance a sua assinatura nas costas sem determinar a pessoa a quem faz a transferência.
Efeitos do endosso
Sendo o efeito principal do endosso transmitir os direitos emergentes da letra, tornando, por via de dispositivo legal, o endossante solidariamente responsável pelo aceite e pelo pagamento. Ao endossatário cabe não somente praticar todos os atos para o resguardo e garantia desses direitos como, igualmente, reclamar o embolso da soma especificada dos obrigados na letra (ex: dos demais endossantes, avalistas ou sacador, se o sacado não se obrigou a pagar –não aceitou-, ou tendo se obrigado se recusou a pagar). Por ser legalmente o novo titular dos direitos que emanam do título é que o endossatário, a quem a letra foi transferida pelo endosso, pode, por vontade própria, transmitir o título a outra pessoa.
Em relação à responsabilidade do endossante ao transferir a letra de câmbio (art. 14, LUG), quem lançar a assinatura na cambial ficará à mesma vinculada e passa a responder, solidariamente, com os outros que também o fazerem, pelo pagamento da letra.
O proprietário da letra, que a transfere mediante endosso, se perde a titularidade dos direitos incorporados no título não se desvincula do cumprimento das obrigações contidas na letra, pelo princípio legal da garantia de aceitação e de pagamento assumida no lugar da assinatura no título. Daí resulta que, se a letra não for paga no vencimento, o endossante fica com a obrigação de pagá-la. Essa obrigação é solidária com as daqueles que lançaram suas assinaturas no título. Mas, em se tratando de solidariedade passiva o atual titular dos direitos da letra pode escolher qualquer dos endossantes para que ele cumpra sozinho a obrigação. Desse modo, o endossante garante, como todos quantos assinaram o título, o pagamento deste. Isso, sem dúvida, representa uma maior segurança para o credor, pois quanto maior for o número de endossantes, mais cresce a garantia do cumprimento da obrigação do título. → a solidariedade cambiária difere da solidariedade passiva comum ou civil. Enquanto nesta a dívida paga por um deverá ser repartida por todos, na solidariedade cambiária qualquer coobrigado escolhido tem a obrigação de pagar mas poderá reaver a totalidade da importância paga dos obrigados anteriores, não ocorrendo, assim, a divisão da dívida por todos, como na solidariedade civil.
Os endossos, sendo lançados sucessivamente na letra, formam uma cadeia, pela qual se pode acompanhar a sucessividade dos proprietários no título. Essa cadeia em endossos é importante para o último proprietário da letra (o último endossatário), pois se desejar reclamar seus direitos de algum endossante ele o fará exercendo o direito de regresso. Quer dizer que ele tem direito de agir em sentido contrário ao da cadeia formada, contra um, alguns ou todos os coobrigados, no caso de endossantes e seus avalistas, o tomador e o sacador. → Ex: ‘X’ é sacador do título e ‘A’ o tomador, que endossa a ‘B’, que endossa para ‘C’, que endossa para ‘D’ e, finalmente, este para ‘E’. Vencendo o título e o sacado não tendo efetuado o pagamento. ‘E’ pode exigir de todos os anteriores o pagamento deste. Não é preciso seguir uma ordem, tanto poderá exigir de ‘D’, que foi o anterior proprietário da letra, como de ‘C’, ‘B’, ‘A’ ou ‘X’. → Sendo o pagamento feito pelo sacador, endossantes ou respectivos avalistas, ficam desonerados de responsabilidade os coobrigados posteriores. Ex: tendo a letra passado por ‘B’, ‘C’, ‘D’ e o portador, ‘E’, escolhendo ‘B’ para pagar os obrigados posteriores a esse – ‘C’ e ‘D’ – ficam eximidos da responsabilidade do pagamento. ‘B’ só pode ter ação contra ‘A’, ou contra ‘X’, que é o sacador.
Espécies de Endosso
I. Endosso translativo = transmite os direitos emergentes da letra transferindo a propriedade do título (são os endossos em preto e em branco)
II. Endosso mandato= por cláusula especial, o portador do título o transfere a outra pessoa, a qual só poderá endossar a letra na qualidade de procurador. É, na verdade, um falso endosso, pois nem transmite os direitos emergentes do título nem transfere a propriedade da letra, mas simplesmente a posse. O endossante (ou mandante) continua credor. → O mandato que resulta de endosso por procuração não se extingue por morte ou sobrevinda incapacidade legal do mandante. Se o endossante vier a falecer nada muda, já se for o endossatário há a extinção da relação de representação.
III. Endosso pignoratício (ou por penhor) = é a letra de câmbio que é dada em penhor mediante simples endosso. Confiro o título de crédito em garantia do pagamento de uma dívida e na hipótese de inadimplemento, há o penhor desta dívida. O credor pignoratício (endossatário) não é proprietário do título, somente possui a garantia deste.
IV. Endosso fiduciário = é aquele em que o banco recebe o título do portador em cobrança. Aqui, diferentemente do endosso-penhor, eu tenho a propriedade (e não a posse). → Lei 4728/65, art. 66
V. Endosso parcial = não é permitido que a letra de câmbio seja endossada parcialmente, pois há a obrigação é unitária (não posso dividir o crédito). É nula esta espécie de endosso. → § ú, art. 912 CC
VI. Endosso póstumo = é o endosso que foi feito após a vida útil do título ter terminado, ou seja, foi feito após o protesto do título ou após o prazo necessário para protesto (1 dia após o vencimento). Os efeitos que produz são apenas os de uma ‘cessão de crédito’, ou seja, o endossante tem a mesma responsabilidade que tem um cedente de crédito e, por isso, não responde mais pela solvência do título. → art. 20 LUG
→ quando houver a pluralidade ou multiplicidade de endosso, deverá haver continuidade de endossos, para que estes sejam eficazes e válidos.
Desconto bancário
Constitui um contrato de compra e venda que é feito por endosso translativo e tem como comprador o banco. Se houver inadimplemento, o cliente (vendedor) terá responsabilidade e o banco poderá cobrar o valor do título sem o desconto dado. O preço do título é: a dedução dos juros (juros regressivos) contados da data da operação (contrato de compra e venda) até o vencimento e o valor da comissão. → o factoring não se confunde com o desconto bancário, pois naquele se aliena o faturamento total ou parcial, sendo que a faturadora assume o risco da atividade por inteiro (inclusive o de inadimplemento).
Pluralidade de endosso e cancelamento do endosso
Não há limite numérico de endossos no título e caso não haja espaço físico utiliza-se o chamado alongamento da letra. Na pluralidade de endosso é necessário cumprir a continuidade, de forma que quem tem a legitimidade para fazer o endosso é o beneficiário e seus endossados na ordem em que foram transferidos; se não se observar a continuidade o endosse será ineficaz (não produzirá efeitos).
O cancelamento do endosso é um ato jurídico em sentido estrito, por meio do qual os efeitos de um determinado endosso são extintos. É feito riscando a assinatura do endossante e todos os atos que forem praticados após esse cancelamento se tornarão ineficazes. Assim, o endosso cancelado é o endosso não escrito. Finalmente, o cancelamento só se justifica se houver a circulação concêntrica, ou seja, o sujeito, por algum motivo, volta o título de crédito para ele mesmo para facilitar o cancelamento. 
ACEITE..
Entende-se por aceite o ato unilateral, formal e simples, segundo o qual o sacado se obriga a efetuar, no vencimento, o pagamento da ordem que lhe é dada. Tal ato pode consistir ou numa declaração subscrita pelo sacado (ex: ‘aceito a presente letra de câmbio etc.’) ou na sua simples assinatura lançada na face da mesma. Poderá o aceite ser dado por mandatário com poderes especiais, o qual agirá como representante legal do sacado e assumirá a obrigação. Desta forma, o aceite só pode ser praticado pelo sacado e enquanto a letra não for aceita ele não possui nenhuma responsabilidade pela solvabilidade do título.
Quando o sacado aceitar a ordem que lhe é dada passará a se chamar aceitante e se constituirá o obrigado principal da letra. As demais pessoas que lançarem suas assinaturas na letra e, assim, assumirem a obrigação de pagá-la só serão compelidas a cumprir essa obrigação se o aceitante não o fizer. Esses coobrigados são, assim, responsáveis indiretos ou subsidiários pelo pagamento do título. O terceiro interveniente é um aquele que aparece, excepcionalmente, e concorda com a ordem de pagamento; desde que o portador ou detentor da letra concorde com isso. É o chamado aceite por intervenção, ato espontâneo de um terceiro honrar a ordem dada pelo sacador. Com isso, ele torna-se obrigado principal pelo cumprimento da obrigação contida no título (torna-se devedor).
Classificação..
Parte da persistência ou não do dever jurídico do credor de apresentar o título ao sacado para mostrar sua concordância (aceite).
I. Necessário = está presente o dever jurídico de apresentar o título ao sacado para aceite, nas seguintes hipóteses: quando existir cláusula especial no título de crédito, inserida pelo sacador, tornando obrigatória a apresentação do título ao sacado antes do vencimento; ou quando o título tiver vencimento a tempo certo da vista (terá prazo para vencimento, que começa a correr a partir do aceite). Caso não seja apresentado o aceite, o título não terá eficácia. Há um prazo para apresentação do aceite e se nada for mencionado ele será de 1 ano → art. 23 LUG
Se o credor não apresentar o título para aceite ele sofrerá uma sanção civil, a qual chama-se desoneração dos coobrigados secundários. Neste caso, a sanção é a conversão das obrigações do sacador, endossantes e avalistas; as quais passam de civis a naturais. Eles continuarão com a dívida, mas não na com a responsabilidade patrimonial e, por isso, não haverá como o credor compelir os devedores ao cumprimento da obrigação.
II. Facultativa = é uma opção do credor, de forma que a apresentação do título para aceite é feita conforme a conveniência do credor (não há sanção). As hipóteses são definidas por exclusão, os que não são necessários são facultativos. → se o credor tiver a necessidade de comprovar o cumprimento de aceitação do prazo será por meio de protesto.
Aceite prévio
Aceite é conferido em um título de crédito em branco, incompleto. Conseqüentemente o aceite se submete a uma condição suspensiva implícita e não produz efeitos imediatos, pois não há título de crédito ainda. Só terá eficácia se até o momento da cobrança ou do protesto o título for completado. Há a confiança do aceitante de que o título será preenchido de maneira aceitável e, caso não seja, há o inadimplemento ao contrato de preenchimento, ensejando responsabilidade civil. 
Apresentação para aceite e Retenção
O credor apresenta o título de crédito ao sacado para que este o aceite e, esta apresentação, pode ser feito presencialmente ou por via postal. Pode, após a apresentação, o sacado solicitar 1 dia para declarar ou não o aceite. Possibilidades:
a) Há o aceite pelo sacado
b) Há a recusa pelo sacado (ele não concorda com a ordem de pgto.) = o credor terá a possibilidade de argüir a responsabilidade do sacado, que deve garantir a ordem que ele mesmo formulou.
 Assim, o título poderá ser levado ao protesto ou ser ajuizada ação cambial para argüir a falta de aceite. Esta hipótese de recusa é considerada por alguns autores como um vencimento antecipado do título.
c) Há a retenção indevida do título pelo sacado = o credor, possuidor legítimo do título, poderá ajuizar medida cautelar de busca e apreensão do título de crédito ou elaborar um resumo contendo os elementos essenciais e não essenciais do título para ser levado a protesto.
→ não há prisão civil do sacado desde 1946.
Protesto
A falta ou recusa do aceite não pode ser simplesmente alegada, necessário é que seja provada. Essa prova se faz mediante um ato solene, com procedimento especial, chamado protesto. O título, para ser protestado,deve ser apresentado ao oficial competente no primeiro dia útil seguinte à falta ou recusa do aceite, sob pena de perder o portador direito regressivo contra endossadores, sacadores e avalistas.
Aceite bancário
O aceite bancário começa como uma ordem a um banco, feita por um cliente, para pagar uma soma de dinheiro em data futura. Quando o banco endossa o pedido para pagamento com ‘aceito’ ele assume a responsabilidade pelo pagamento final ao possuidor do aceite. Com isso, o aceite pode ser comercializado. São amplamente usados no comércio exterior onde o merecimento de crédito de um comerciante não é reconhecido pelo parceiro comercial.
Cancelamento do Aceite
Para que o cancelamento seja válido é preciso que ele seja feito antes que o aceite chegue ao conhecimento do credor do título, caso contrário, o título será irrevogável e o cancelamento nulo.
AVAL
É um negócio jurídico unilateral (portanto, não é contrato), formal e simples; por meio do qual alguém (avalista) assume a posição de garante do pagamento de um título de crédito, equiparando sua responsabilidade a de um dos coobrigados existentes. Concretiza-se por uma assinatura na parte frontal do título. Não existe aval sem escritura pública.
A obrigação do pagamento é objetiva, ou seja, o avalista não está garantindo que o devedor vai pagar e sim que o título será pago, haja o que houver. O avalista se coloca em determinado grau de responsabilidade diante dos outros coobrigados e equipara-se a uma delas. 
O avalizado é uma das pessoas que já está obrigada no título e ele não se manifesta, apenas é usado como parâmetro para o avalista. Se nada for mencionado, o avalizado será o sacador.
Aval, Fiança e Endosso
AVAL (1) x FIANÇA (2)
(1) O avalista garante o pagamento e não o comportamento dos coobrigados. É uma garantia objetiva. X (2) O fiador garante o comportamento do afiançado. É uma garantia subjetiva.
(1) Não existe benefício de ordem, o avalista não pode requerer que o avalizado seja acionado primeiro que ele, pois sua obrigação é autônoma e independente. X (2) Cabe benefício de ordem, ou seja, o fiador pode requerer que o afiançado seja executado primeiro.
(1) Só pode ser utilizado no título de crédito, nunca em contratos. X (2) Atua no âmbito contratual e não pode ser utilizado nos títulos de crédito.
AVAL (1) x ENDOSSO (2)
(1) É uma garantia suplementar dada por pessoa que vem ocupar posição especial no título, não necessitando que esta seja a detentora legítima. X (2) É um meio de transferência dos direitos do título, mediante assinatura do detentor legítimo, garantindo o endossante o aceite e pagamento da letra.
(1) Não transfere a propriedade ou disponibilidade da letra. X (2) Transfere a propriedade e disponibilidade da letra.
→ Antes do CC/2002 era necessária, na fiança, a outorga marital (uxória), porém não era necessária para o aval. Após 2002, passou a ser necessária também para o aval, desde que o casamento não tenha sido realizado em separação total de bens. Se não houver a outorga, o aval será anulável. 
Multiplicidade de avais
Ocorre quando várias avalistas se indicaram no mesmo título e quando indicaram o mesmo avalizado. Solução:
I. Avais simultâneos = os avalistas não distinguiram os graus de responsabilidade quando indicaram o avalizado. A relação entre os avalistas será resolvida por solidariedade passiva simples, onde há a divisão proporcional da responsabilidade entre eles, porém diante do credor é pelo valor completo.
II. Avais sucessivos = graus de responsabilidade diferente entre os avalistas, que indicaram o mesmo avalizado. Solução será por solidariedade solta, onde não há rateio, mas regresso. Assim, não haverá divisão proporcional de responsabilidade, o avalista que fez o pagamento pode, por sua vez, solicitar o valor integral para qualquer outro avalista que tenha mais responsabilidade que ele, não podendo, apenas, solicitar de alguém com menos responsabilidade.
→ SÚMULA Nº 189: ‘Avais em branco e superpostos consideram-se simultâneos e não sucessivos’.
Responsabilidade do avalista
O avalista ocupa, na letra, a mesma posição daquele a quem avalizou. Não toma o avalista o lugar do avalizado, pois ao pagando poderá receber do mesmo a importância paga. Mas, apesar disso, a sua obrigação é semelhante à do avalizado, donde poder o credor agir contra um ou contra outro, indiferentemente. Pagando, o avalista adquire os direitos emergentes da letra contra o avalizado, podendo exercê-los a fim de reembolsar-se da importância paga. Assim, poderá cobrar do avalizado ou de quem tiver mais responsabilidade que ele, nunca de quem tiver menos.
Aval antecipado
É o aval submetido a uma condição suspensiva implícita. São 2 as hipóteses:
I. Aval fornecido com saque incompleto (título em branco) = se não for completado até a cobrança ou protesto do título ele não produzirá efeitos e ficará submetido a uma condição suspensiva implícita (se interpreta, não vem escrito)
II. Quando o avalista escolhe um coobrigado não existente para ser avalizado = o aval só produzirá efeitos se até o momento da cobrança ou protesto do título o supracitado avalizado se vincular ao título (declarar sua vontade de se vincular).
Aval póstumo
É aquele conferido no título de crédito após o seu vencimento. Ele será válido mesmo após o inadimplemento anterior. O avalista assume uma garantia que produz os mesmos efeitos que um aval comum. → art. 12, Lei 5474/68 (Lei de Duplicatas)
Cancelamento do aval
Se o avalista pagar a importância da letra a endossatário ou avalista posterior pode riscar do título o seu aval, bem como dos endossadores e avalistas posteriores.
Direito empresarial: Saque, Aceite e Endosso
OD OAB Dicas 
Saque 
Saque é a emissão de um título de crédito, o seu ato de criação, e, por esse motivo, quem realiza a emissão é chamado sacador do título.
Na Nota Promissória o sacador é o próprio devedor principal, já na Letra de Câmbio e na Duplicata, o título é sacado por um coobrigado.
No cheque o sacador é o devedor da obrigação que enseja a emissão do título, mas como a pessoa que deve pagar o cheque é o banco (desde que o cliente que o emitiu tenha fundos para isso) este consta como devedor, sendo o emitente (cliente) coobrigado.
Portanto o conceito de saque não se confunde com o de desconto ou retirada, que é o ato praticado quando trocamos um cheque por dinheiro no banco, na boca do caixa.
Aceite 
É o ato pelo qual o destinatário da ordem de pagamento aceita pagar o título de crédito, tornando-se devedor principal.
Nenhum devedor está obrigado a ver sua dívida representada num título de crédito, portanto o aceite não lhe é um ato obrigatório, podendo perfeitamente ser recusado. Mas, a partir do momento que aceita o Título de Crédito, torna-se seu devedor, podendo ser acionado, após seu vencimento, pelo não cumprimento da obrigação nele documentada.
O aceite é necessário nos títulos de crédito em que o sacador não é o devedor principal, mas outra pessoa, isto é, quando a pessoa que emitiu um Título de Crédito não é a que deve pagá-lo. O aceite é necessário para que esta se consubstancie como devedora, o que ocorre na Letra de Câmbio e na Duplicata.
Como pode recusar todo o título de crédito, o devedor poderá recusar-lhe parcialmente. Neste passo o aceite poderá ser parcial nas seguintes situações:
a) aceite limitativo: O sacado aceita valor inferior ao constante originariamente no título de crédito, reduzindo o valor da obrigação assumida.
b) aceite modificativo: O sacado promove mudanças na forma de cumprimento da obrigação, alterando dispositivos constantes no Título de Crédito (como data de vencimento e praça, podendo também ser a inserção de condições resolutivas ou suspensivas para satisfação do crédito).
 Na duplicata, por exemplo, pode ser recusado por: a) avaria ou não recebimento das mercadorias; b) vícios ou defeitos de qualidade ou quantidade.
Observação: Apenas a Duplicata e a Letra de Câmbio necessitam de aceite para constituir o sacado em devedor. 
A recusa do aceite,total ou parcial, provoca o vencimento antecipado do título. Se o sacado não se comprometeu a satisfazer a obrigação documentada no título de crédito, ou comprometeu-se apenas parcialmente, o tomador ficará sem a satisfação de seu crédito ou com o mesmo satisfeito parcialmente.
 Para sua garantia e também para dar maior segurança aos títulos de crédito em geral, este comportamento do sacado (a recusa) antecipa o vencimento do título. A antecipação é do valor integral, se houve recusa total, mas será equivalente à quantia recusada no caso de aceite parcial.
O sacador e demais coobrigados que pretendam se prevenir do vencimento antecipado do Título de Crédito por recusa do aceite O PROTESTO ARTIGO 43 LUG ‘’ LAI UNIFORMAE DE GENEBRA ‘’
FORMA SOLEME = PROTESTO = DE
NÃO ACEITÁVEL, Pela qual o tomador somente poderá apresentá-la para aceite na data do vencimento.
Endosso..
É a transferência do Título de Crédito, a transmissão de propriedade. Está autorizado nos títulos com cláusula?
À ORDEM?. Se o título contiver cláusula ?
NÃO À ORDEM? significa que não é passível de endosso, mas, se não houver cláusula autorizadora ou limitadora de endosso, entende-se que o título é endossável, por conta de seu atributo da circulabilidade.
Ao passar o crédito para o endossatário, o endossante passa a ser codevedor deste crédito, pois garante seu pagamento no caso do inadimplemento do devedor principal.
Se o endossante pretender não se responsabilizar pelo crédito documentado num título de crédito, e o credor concordar com isso, poderá exonerar-se de tal responsabilidade pela cláusula ?SEM GARANTIA? (ex.: Pague-se, sem garantia, a Fulano).
O endosso não pode ser parcial; aliás, é importante ressaltar que com o endosso o endossatário passa a ser titular de todos os direitos constantes no título.
O endosso pode ser em preto ou em branco. 
No endosso em preto determina-se o endossatário, no em branco, este é indeterminado, ficando o título ao portador, passando a circular pela simples tradição.
Endosso impróprio 
O endosso impróprio tem o objetivo de legitimar a posse de alguém sobre um Título de Crédito sem transferir-lhe o crédito nele representado.
O endosso impróprio pode ser: endosso mandato ou endosso caução.
A terminologia empregada é bastante apropriada. Endosso mandato permite ao endossatário cobrar o valor do título de crédito, que deve ser entregue ao endossante. Trata-se de uma procuração que o credor realiza no próprio Título de Crédito para que a terceira pessoa o receba por ele.
Este tipo de endosso é viabilizado, na prática, pelas expressões: ?para cobrança?, ?por procuração? ou ?endosso mandato?, lançadas no título.
Endosso caução é a garantia dada em um negócio pelo endossante, representada pelo título de crédito, que não se transfere permanentemente para aquele que esteja recebendo a garantia, mas provisoriamente, até que satisfeita a obrigação garantida. É o penhor (bens móveis) constituído sobre o Título de Crédito como garantia de um negócio qualquer.
Viabiliza-se pela expressão ?valor em garantia?, lançada no título.
Observação 
Endosso Póstumo É o endosso realizado no título de crédito após o prazo para realizar o protesto por falta de pagamento ou do prazo para protestar. Transfere a propriedade do título de crédito (art. 20 da LU), produzindo efeitos de uma cessão civil de créditos. 
NOSSA PROMISSORIA – E UMA PROMESSA INCONDICIOANL DE AGAMENTO QUE UMA PESSOA FAZ A OUTRA – OBS: NA NOTA PROMISSORIA NÃO EXSTE A FIGURA DAQUELE QUE DA A ORDEM , DESSA FORMA O PROPRIO DEVEDOR E RESPONSAVEL PELA EMIÇAO E PAGAMENTO DO TITULO 
SUJUITOS DA NOTA PROMISSORIA – SACODOR – EMITENTE , AQUELE QUE SE COM PROMETE DE FORMA INCONDICIONADA A PAGAR A QUANTIA DETERMINADA . E o devedor principal do titulo , o sacado e beneficiário do titulo o credor
Requisitos essenciais = ausência de qualquer um deles , gera a perda do valor do documento como nota promissória .
E a identificação do titulo , a chamada cláusula cambial 
2ª a promessa de pagar determinada quantia e a essência desse título, de forma que em toda nota promissória deve haver uma promessa de pagamento , o emitente deve prometer ao beneficiário pagar determinada c quantia 
ATENÇAO = Se trata de uma promessa simples e pura , ou seja sem condições ou encargos .
Nome do beneficiaria - nossa legislação não admite nota professora ao portador dessa forma e essencial identificar o credor originário que poderá receber ou transferir o direito de receber .
Data emissão = e importante PARA Aferir a capacidade do emitente no momento em que assumiu a obrigação bem como para contagem de prazos .
Assinatura do emitente = representa a declaração de vontade no sentido da promessa de pagamento ....
São requisitos que podem ser supridos por autras 
LOCAL DE EMIÇAO = A LUG admite o suprimento por um local indicado ao lado do nome do emitentes , normalmente o seu endereço .
Atenção = não havendo nenhuma das informações o documento não vale como titulo de credito 
2]ª local de pagamento = onde o emitente deve honra a promessa que foi feita . na falta de indicação deste lugar , considerasse o lugar onde o titulo foi passado .
Atenção – o vencimento e dispensável isso porque o artigo 76 ‘’LUG’’ Afirma que se a nota promissória não indicar o vencimento , ela devera ser considerada a vista .
STJ - Súmula nº 258 - Nota Promissória vinculada a Contrato de Abertura de Crédito
A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de autonomia em razão da iliquidez do título que a originou.
Prazo prescricional – o credor da nota promissória tem um prazo de três anos para executar o credor principal e seu avalista , e um ano a partir do protesto os endossantes e seus avalistas . 
OBS: ATENÇAO – DENTRO DO PRAZO PRESCRICIONAL A NOTA PROMISSORIA CONSERVA SUA ALTONOMIA .Apos o prazo prescricional ainda será possível cobrar a nota promissória por meio de ação de cobrança ou ação monitoria . todavia diante da prescrição da nota promissória ,autonomia se perde e a causa do titulo deve ser demonstrada , alem disso o único que pode ser atingido e o devedor principal , aquele vinculado a causa .
O prazo da ação monitoria da nota promissória e de 5 anos contados do dia seguinte ao vencimento do titulo sumula 504 STJ .
DE ACORDO COM INFORMATIVO 580 , do STJ na ação de locupletamento ( enriquecimento ilícito ); prevista artigo 48 do decreto 2044 de 1908 que tem o prazo de três anos contados da prescrição da ação executiva não precisa provar a causa , apeasr do titulo ter perdido sua abstração Resp 1323468 ,
Empresarial II QUESTOES 
Questionário para revisão da disciplina “Direito Empresarial Aplicado II 
 
I) questões discursivas: 
(OAB BA 2000/03) Por que se pode afirmar que a nota promissória, na condição de título cambiário, é um título de crédito cartular, literal, autônomo e abstrato? 
 R - Não gozam deste princípio todos os títulos de crédito, mas se pode observar ser ele válido para as notas promissórias e letra de câmbio.
= Obs: O principio da autonomia se subdivide em dois princípios inopunibilidade de exceções pessoais e ao 3ª de boa fé. 
Sacador- é o emitente; Sacado é quem recebe a ordem de pagar e Tomador é o credor do titulo. 
(OAB MG 2003/02) Quais são os intervenientes na relação cambiária envolvendo o cheque, a nota promissória, a letra de câmbio e a duplicata? 
 R = Títulos de credito são documentos necessários para o exercício do direito literal e autônomo nele mencionado
(OAB CESPE 2006/01) Paulo Silva é o principal devedor de certa letra de câmbio. Seus colegas de trabalho, José Bento e Henrique Neto garantiram, conjuntamente, por aval, a referida obrigação cambiária, a pedido de Paulo. 
Considerando a situação hipotética apresentada, redija um texto respondendo se houve, na hipótese, avais simultâneos ou sucessivos, discorrendo, ainda, sobre a distinção entre ambos. 
R: Os avais prestados foram simultâneos, porque todos os avalistas garantiram o mesmo avalizado conjuntamente. Diferente é o avalsucessivo, em que o aval ocorre um após o outro. A distinção é importante no que diz respeito ao direito de regresso do avalista que paga o título. No aval simultâneo, poderá o avalista que pagar, cobrar dos outros avalistas a parte que cada um teria na obrigação. Já no aval sucessivo, o avalista posterior pode cobrar dos anteriores. Por fim, importante dizer que a Súmula 189 do STF fixou entendimento de que “avais em branco e superpostos consideram – se simultâneos e não sucessivos”
 
(OAB BA 2000/03) Distinga a fiança do aval indicando as características próprias dessas modalidades de garantia, no âmbito das transações comerciais. 
 R= Aval 
É o ato pelo qual o avalista se compromete a pagar o titulo nas mesmas condições do avalizado. O aval pode ser parcial. 
Características do aval: 
 Autônomo 
 Não tem beneficio de ordem 
No dia do vencimento o sacado deve pagar liberando os demais envolvidos se não receber deverá ser feito o protesto em 02 dias úteis se não houver protesto haverá a perda do direito de cobrar todos os demais co devedores. 
R = Fiança =
(OAB GO 2005/01) Em consonância com a Lei de Protestos de Títulos de Crédito (Lei 9.492/1997) pergunta-se: Podem ser protestados títulos e outros documentos de dívida em moeda estrangeira emitidos fora do Brasil? Fundamentar 
 R- O tabelião de protesto de títulos tem competência privativa e ampla quanto a títulos e outros documentos de dívidas emitidos em território nacional. Essa competência, porém, não se estende a títulos de dívida em moeda estrangeira, que não podem ser protestados se emitidos no exterior, ainda que haja tradução feita por tradutor público juramentado.
(OAB RJ 2007/02 EXAME 33) Mário, empresário individual do ramo imobiliário, emitiu nota promissória em favor de Yara, arquiteta, no valor de R$ 100.000,00, com vencimento vinculado ao cumprimento por Yara da prestação consubstanciada na entrega de projeto de arquitetura, na condição de profissional liberal. Tendo sido realizada a entrega do projeto, Yara apresentou a nota promissória para pagamento. Mário recusou-se a pagar, sob o argumento de que o projeto fora elaborado de modo inadequado, cabendo a Yara, ademais, emitir duplicata de serviços, caso quisesse tornar líquido seu suposto crédito. Considerando a situação hipotética acima, responda, de modo fundamentado, aos seguintes questionamentos: 
a) É exigível a nota promissória em questão? 
b) É procedente o argumento de Mário, no sentido de que caberia a Yara emitir duplicata de serviços? 
GABARITO OFICIAL:
(a) Sim. A lei não reconhece a modalidade de vencimento cogitada na questão, que, portanto, deve ser reputado como cláusula não escrita. Como a época do pagamento consiste em requisito de forma suprível, deve-se entender o vencimento da nota promissória como vencimento à vista (art. 76, § 2º, LUG).
(b) O profissional liberal não é obrigado e tampouco legitimado a emitir duplicata de serviços (art. 22, § 1º, L. 5474/68).
 II) questões alternativas: 
01. (TJSP/JUIZ/2011) Leia as afirmativas sobre as Duplicatas. 
I. Poderão ser extraídas da fatura no ato de sua emissão para circulação como efeito comercial, não sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao comprador. 
II. O foro competente para a cobrança judicial da duplicata ou da triplicata é o da praça de pagamento constante do título, ou outra de domicílio do comprador e, no caso de ação regressiva, a dos sacadores, dos endossantes e respectivos avalistas. 
III. Quando o comprador tiver direito a qualquer rebate, a duplicata indicará exclusivamente o valor líquido que o comprador deverá reconhecer como obrigação de pagar. 
IV. As empresas, individuais ou coletivas, fundações ou sociedades civis, que se dediquem à prestação de serviços, poderão, também, na forma da lei, emitir fatura e duplicata. 
É correto apenas o que se afirma em 
a) I. 
b) I, II e III. 
c) I, II e IV. 
d) II. 
e) I e III. 
Com relação à duplicata descrita no texto, assinale a opção correta. 
(A) A denominação duplicata não precisa estar expressa no título para que este valha como tal. 
(B) Para que o aval de Josué seja eficaz, não é necessária autorização de Maria. 
(C) Conforme a jurisprudência do STJ, mesmo sem aceite e desprovida de prova d e e ntrega da mercadoria ou da prestação do serviço, a duplicata pode ser executada contra o sacadorendossante e seus garantes. 
(D) A validade da obrigação de Josué, como avalista, depende da existência e d a validade das obrigações de Mateus, Marcos e Lucas. 
RESPOSTA (A) Art. 2º, § 1º, I, Lei n. 5.474/68. (B) Art. 1.647, III, 
CC. (C) Den tre outros, o REsp 823.1 51/GO. (D) Art. 32 , LUG, c /c 
art. 25, Lei n. 5.474/68. Alternativa C
02. (FGV – Auditor-PM de Angra dos Reis – RJ/2010) Em relação aos títulos de crédito, assinale a afirmativa incorreta. 
a) Aquele que possui um título ao portador pode exigir o cumprimento da prestação nele indicada. Entretanto, se o título entrou em circulação contra a vontade do emitente, a prestação já não é mais devida. 
b) Caso o título de crédito seja omisso quanto à data de vencimento, considera-se que ele seja à vista. 
c) O título de crédito é um documento necessário ao exercício do direito nele contido, que somente produz efeito quando preenchidos os requisitos da lei. Assim, a transferência do título que atende a todos os requisitos da lei implica a dos direitos que lhe são inerentes. (
d) Qualquer negócio ou medida judicial que tenha por objeto o título só produz efeito perante emitente ou terceiros, uma vez feita a competente averbação no registro emitente. 
e) O título de crédito corresponde a bem móvel, estando, portanto, sujeito aos princípios que disciplinam a circulação de tais bens. 
12 (IESES/TJ-PA/2016) Cartório Sobre o endosso na letra de câmbio pode-se afirmar: 
I. É possível o endosso parcial da letra de câmbio, especificando a parcela. 
II. Para a validade do endosso, é suficiente a simples assinatura do próprio punho do endossador ou do mandatário especial, no verso da letra. (RESPOSTA Em conformidade com o art. 13, 2ª alínea, LUG. Errada
III. É possível o endosso e com ele se transmite a propriedade da letra de câmbio. 
IV. A cláusula “por procuração”, lançada no endosso, indica o mandato com todos os poderes, salvo o caso de restrição, que deve ser expressa no mesmo endosso. 
A seqüência correta é: 
a) Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas+. 
b) Apenas a assertiva I está correta. 
c) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
d) Apenas as assertivas I e II estão corretas
RESPOSTA (A) Art. 60, Lei n . 7.357/85 (há ilegitimidade passiva, em razão da perda de eficácia do aval – REsp 1.022.068/SP). (B) Art. 1.647, III, CC. (C) Súmula 258, STJ. (D) Súmula 370, STJ. (E) Súmula 388, STJ. Alternativa B
 (E) ordem de pagamento em dinheiro emitida por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira ou a esta equiparada, decorrente de operação d e crédito, de qualquer modalidade. 
RESPOSTA Em conformidade com o art. 26, Lei n. 10.931/2004. 
Alternativa A. 
3916. (Advogado – CEF – 2012 – CESGRANRIO) No complexo sistema de crédito adotado no Brasil, existem vários títulos que podem circular no mercado. Um deles é a Letra de Crédito Imobiliário. Nos termos da legislação especial, NÃO é item obrigatório para constar no referido título o(a) 
(A) nome da instituição emitente 
(B) nome do titular 
(C) valor nominal 
(D) número de ordem 
(E) cláusula não à ordem, se endossável 
RESPOSTA Em conformidade com o art. 12, § 1 º, Lei n. 
10.931/2004. Alternativa E. 
3917. (Juiz – TJ-RS – 2009) Sobre protesto, considere as assertivas abaixo. 
I. A l egislação vigente exime o tabelião de protesto da responsabilidade de investigar a ocorrência de prescrição ou caducidade do título ou documento de dívida, responsabilizando-o apenas pela observância dos seus caracteres formais que obstam o registro do protesto. 
II. Segundoo caput d o art. 21 da Lei n . 9.492/1997, o protes to será tirado por falta de pagamento, de aceite o u de devolução. 
No caso de duplicata ou triplicata encaminhada a protesto, aceita ou não, depois de vencida, o protesto será necessariamente por falta de pagamento. 
III. Para o cancelamento do registro do protesto, na hipótese de protesto em que tenha figurado apresentante por endosso -mandato, será necessária, alé m da declaração de anuência passada pelo credor-endossante, a do apresentante-mandatário. 
Quais são corretas? 
(A) Apenas I 
(B) Apenas II 
(C) Apenas III 
(D) Apenas I e II 
(E) I, II e III 
RESPOSTA O item I está correto, de acordo com o art. 9º, Lei n. 9.492/97. O item II está correto, de acordo com o § 2º, do art. 21, Lei n. 9.492/97. O item III está incorreto, de acordo com o art. 26, § 2º, Lei n. 9.492/97. Alternativa D. 
3918. (Juiz – TJ-MG – 2012 – VUNESP) É correto afirmar que o cancelamento do protesto, após quitação do débito, 
(A) é ônus do credor. 
(B) é ônus do devedor. 
(C) é ônus do tabelião de protes tos, que deverá proceder de ofício. 
(D) dependerá semprede intervenção do Poder Judiciário, mediante alvará ou mandado, conforme seja jurisdição voluntária ou contenciosa. 
RESPOSTA Em conformidade com o art. 26, Le i n. 9.492/97. 
Alternativa B. 
V. Títulos de Crédito 
4019. (OAB/FGV – 2011-1) Em relação ao Direito Cambiário, é correto afirmar que 
(A) o protesto é necessário para garantir o direito de regresso contra o(s) endossante(s) e o(s) avalista(s) do aceitante de uma letra de câmbio. 
(B) o aval dado e m uma no ta promissória pode ser parcial, ainda que sucessivo. 
(C) a duplicata, quando de prestação de serviços, pode ser emitida a tempo certo da vista. 
(D) o aceite no cheque é d ado pelo banco ou instituição financeira a ele equivalente, devendo ser firmado no verso do título. 
RESPOSTA (A) É fac ultativo o protesto para a cobrança do avalista do aceitante. (B) Art. 30, LUG. (C) A d uplic ata só admite vencimento à vista e a dia certo, nos termos do art. 2º, § 1º, III, Lei n . 5.474/68. (D) O cheque não admite aceite, segundo o art. 6º, Lei n. 6.404/76. Alternativa B. 
4020. (OAB/FGV – 2012-3 ) Com relação ao s títulos d e crédito, assinale a afirmativa correta. 
(A) No endosso de letra de câmbio após o protesto por falta de pagamento, o portador tem ação cambiária contra o seu endossante. 
(B) A cláusula não à ordem inserida no cheque impede sua circulação tanto por endosso quanto por cessão de crédito. 
(C) O endosso de cheque poderá ser realizado pelo sacado ou por mandatário deste com poderes especiais. 
(D) A duplicata pode ser apresentada para aceite do sacado pelo próprio sacador ou por instituição financeira. 
RESPOSTA (A) O art. 20, LUG, de termina que o endosso após o protesto produz efeitos de cessão ordinária. (B) O art. 11, alínea 2ª, LUG, determina que a cláusula não à ordem impede a circulação por via de endosso. (C) O art. 18, § 1º, Lei n. 7.357/85, determina que é nulo o endosso do sacado. (D) Art. 6º, Lei n. 5.474/68. Alternativa D. 
4021. (OAB/FGV – 2011-3) Com relação a o instituto do aceite de títulos de crédito, assinale a alternativa correta. 
(A) A duplicata pode não ser aceita, sem qualquer fundamentação pelo sacado; neste caso, ele não será responsável pelo pagamento do título. 
(B) Para a cobrança de uma duplicata não aceita, é necessária apenas a realização de seu protesto. 
(C) O aceite d e ch eque é condição essencial para que o beneficiário possa executar o sacado. 
(D) O aceite de uma letra de câmbio torna o sacado devedor direto do título. 
RESPOSTA (A) Na duplicata, o aceite é obrigatório. O sacado só pode deixar de aceitar a duplicata nos termos do art. 8º, Lei n. 5.474/68. (B) Art. 15, II, Lei n. 5.474/68. (C) O cheque não admite aceite, segundo o art. 6º, Lei n. 6.404/76. (D) Art. 28, LUG. 
Alternativa D. 
4022. (OAB/FGV – 2012-1) Com relação ao instituto do aval, é correto afirmar que 
(A) é necessário o protesto para a cobrança dos avalistas do emitente e dos endossantes de notas promissórias. 
(B) o avalista, quando executado, pode exigir que o credor execute primeiro o avalizado. 
(C) o aval pode ser lançado em documento separado do título de crédito. 
(D) a obrigação do avalista se mantém, mesmo no caso de a obrigação que ele garantiu ser nula, exceto se essa nulidade for decorrente de vício de forma. 
RESPOSTA (A) O protesto para a cobrança dos avalistas do emitente de notas promissórias é facultativo. (B) Não há benefício de ordem entre o avalista e o avalizado. (C) Nos termos do art. 31, LUG, o aval pode ser escrito na própria letra ou numa folha anexa. (D) Art. 32, alínea 2ª, LUG. Alternativa D. 
4023. (OAB/FGV – 2012-2) Com relação ao instituto do cheque, assinale a afirmativa correta. 
(A) O cheque pode ser sacado contra pessoa jurídica, instituições financeiras e instituições equiparadas. 
(B) O portador não pode recusar o pagamento parcial do cheque. 
(C) O cheque pode consubstanciar ordem de pagamento à vista ou a prazo. 
(D) A ação de execução do cheque contra o sacador prescreve em 1 (um) ano contado do prazo final para sua apresentação. 
RESPOSTA (A) O cheque não pode ser sacado contra pessoa jurídica
(B) Art. 38, parágrafo único, Lei n. 7.357/85. (C) Segundo o art. 32, Lei n. 7.357/85, o cheque é pagável à vista. 
(D) O cheque prescreve em seis meses, contados do fim do prazo de apresentação, n os termos do art. 59, Lei n. 7.3 57/85. 
Alternativa B.

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