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UTILIDADES DE PROCESSOS
Eng° Nivaldo Bernardo Ferreira
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capítulo 1: PROCESSOS INDUSTRIAIS
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1. Conceitos Básicos
1.1. Definição de Processo
É o conjunto de equipamentos, escolhidos pelas suas funções específicas e
interligados de modo a possibilitar a transformação de uma matéria-prima em um
produto de interesse, de forma econômica, segura e em escala comercial.
Os processos químicos podem ser constituídos por uma seqüência de etapas muito
diferentes, que têm princípios fundamentais independentes da substância que está
sendo operada e de outras características do sistema. No projeto de um processo,
cada etapa a ser usada pode ser investigada individualmente. Algumas etapas são
reações químicas, enquanto outras são modificações químicas. O conceito de
operação unitária está baseado na filosofia de que uma seqüência amplamente variável
de etapas pode ser reduzida a operações simples, ou a reações, que são idênticas
independentemente do material que está sendo processado.
1.2. Reação Química
Transformação de uma ou mais substâncias, denominadas reagentes, em outras
substâncias, denominadas produtos.
1.3. Definição de Operações Unitárias
Qualquer processo químico, qualquer que seja a sua escala, pode ser decomposto
numa série coordenada do que se pode denominar ―ações unitárias‖, como moagem,
mistura, aquecimento, absorção condensação, lixiviação, precipitação, cristalização,
filtração, dissolução, eletrólise, entre outras. O número destas operações unitárias
básicas não é muito grande, apesar de que nos últimos anos há uma tendência
constante de introdução de novas técnicas de processamento.
1.3.1. Operações Mecânicas
Operações com Sólidos: Fragmentação, Transporte, Peneiramento, Mistura,
Armazenamento
Operações com Fluidos: Escoamento de fluidos, Bombeamento de líquidos,
movimentação e Compressão de Gases, Mistura e Agitação de Líquidos
Operações com Sólidos e Fluidos: Fluidização de Sólidos e Separações
mecânicas (sólido-sólido, líquido-sólido, sólido-gás, líquido-gás, líquido-líquido)
1.3.2. Transferência de Calor
Transferência de Calor por Condução
Aquecimento e Resfriamento de Fluídos
Condensação
Ebulição
Evaporação
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Transferência de Calor por Radiação
1.3.3. Transferência de Massa
Destilação
Absorção e ―Stripping‖ de Gases
Adsorção
Extração Líquido-Líquido
Lixiviação
Secagem e Umidificação de Gases
Secagem de sólidos
Cristalização
Troca Iônica
1.4. Conceito de Balanço de Massa
O Balanço de Massa (BM) é uma restrição imposta pela natureza. A lei da conservação
de massa nos diz que a massa não pode nem ser criada, nem destruída. Logo, não
havendo acúmulo de massa no interior de um equipamento, tem-se ao longo de um
determinado intervalo de tempo que: massa total na entrada = massa total na saída.
Fazendo o intervalo de tempo tender a zero, ao invés de quantidades de massa,
passamos a falar em termos de vazões: vazão mássica total que entra = vazão
mássica total que sai
2. Classificações dos Sistemas
2.1. Quanto ao Regime de Operação
Um sistema pode ser operado da seguinte maneira:
Operação em Batelada: a massa não cruza as fronteiras do processo durante o
tempo da batelada. O sistema é alimentado e os produtos são retirados de uma
só vez, no início e ao final do tempo de processo, respectivamente. Assim, o
processo ao longo da batelada se comporta como um sistema fechado.
Normalmente, esta estratégia de operação é usada para produzir pequenas
quantidades de especialidades químicas, produtos sazonais ou feitos por
encomenda.
Operação Contínua: há continuamente a passagem de massa através das
fronteiras do processo através das correntes de entrada e de saída. Desta forma
o processo se comporta como um sistema aberto. Esta operação é característica
de grandes volumes de produção, como ocorre, por exemplo, no refino do
petróleo.
Operação Semi-batelada ou Semi-contínua: qualquer processo que não é
operado em batelada ou em regime contínuo. Um exemplo deste tipo de
processo é aquele em que uma massa de líquido é alimentada em um reator e
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gás é borbulhado durante um certo tempo através do líquido. Ao final, a
passagem de gás é interrompida e o líquido retirado do reator.
2.2. Quanto ao Comportamento ao Longo do Tempo
A operação de um processo também pode ser classificada conforme o comportamento
das variáveis ao longo do tempo:
Operação em Regime Estacionário: os valores das variáveis de processo -
temperatura, vazões, concentrações, por exemplo – não variam com o tempo
em qualquer posição fixa.
Operação em Regime Transiente: os valores das variáveis variam com o tempo
em alguma posição fixa do processo. Os processos em batelada têm uma
natureza tipicamente transiente, enquanto os processos contínuos operam
normalmente em regime estacionário.
3. Fluxos Especiais em um Processo
Existem algumas correntes de processo que têm um objetivo específico e aparecem
em uma grande quantidade de fluxogramas. Estas correntes são apresentadas a
seguir, bem como uma discussão inicial de suas finalidades.
3.1. Reciclo
A corrente de reciclo é uma corrente que retorna parte ou a totalidade da massa de um
ponto avançado do processo para um outro em uma posição pela qual esta massa já
tenha passado. Uma representação esquemática de uma corrente de reciclo é
apresentada na figura abaixo. Note que a corrente de reciclo nasce em um ponto de
divisão que não necessariamente é um divisor de corrente. Muitas vezes a sua origem
é em um equipamento de separação, o que trás como conseqüência que a sua
composição é diferente da composição das outras correntes que saem de tal
equipamento.
As correntes de reciclo servem para a recuperação de reagente não consumido na
etapa de reação, para a recuperação de catalisador que seja arrastado para fora do
reator, assim como podem auxiliar no controle de processos através da diluição da
corrente que é alimentado no reator, situação importante em reações altamente
exotérmicas. Nesses casos, o reciclo é parcial. Há ainda sistemas onde um fluido opera
em circuito fechado, por exemplo em ciclos de refrigeração e o circuito de água de
resfriamento em plantas de processo. Nesses sistemas a totalidade da corrente é
recirculada.
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3.2. ―By-pass‖
As correntes de by-pass podem ser entendidas como correntes de reciclo com o
sentido do escoamento invertido. Assim, o fluido que passa por uma corrente de
bypass não atravessa o(s) equipamento(s) posicionado(s) na direção principal do
processo entre o início do by-pass e o seu retorno para a corrente principal (vide figura
abaixo). As correntes de by-pass, via de regra, são originadas em um divisor de
correntes e terminam em um misturador.
A corrente de bypass tem a sua utilização ligada principalmente ao controle
operacional da planta, ou especificamente, de equipamentos. Assim, é comum ocorrer
o by-pass de um equipamento, com a vazão que passa por esta corrente sendo
manipulada para manter as condições de saída desejadas.
3.3. Purga
A corrente de purga é uma corrente que é retirada de uma outra e é descartada. Seu
objetivo é promover o descarte de substâncias que, sem a purga, iriam se acumular,
principalmente em circuitos de reciclo.
Imagine que haja a formação de um produto secundário na reação e que o processo de
separação não seja capaz de separá-lo da matéria prima não reagida que é reciclada.
Desde modo, a corrente de reciclo conterá toda a quantidade deste produto
secundário. Assim, a corrente de purga retirada do reciclo é o único ponto de descartedeste produto secundário. Caso isto não fosse feito, haveria um acúmulo deste produto
secundário, pois ele é continuamente formado na reação.
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3.4. ―Make-up‖
A corrente de make-up é a corrente que repõe perdas em um circuito fechado. Seja,
por exemplo, o circuito de água de resfriamento em uma planta de processos. Este
circuito disponibiliza água, a temperatura ambiente, para retirar energia de qualquer
ponto do processo. Ele é formado, principalmente, por uma bomba, que joga a água
fria para o processo, e por uma coluna de resfriamento, que recebe a água aquecida
que sai do processo e torna a resfriá-la até a temperatura ambiente, disponibilizando-a
para ser novamente bombeada, fechando assim o circuito. Neste circuito, vazamentos
e evaporação na torre de resfriamento são as principais causas da diminuição da água
que circula. Para manter a quantidade constante, há a necessidade de repor esta água
perdida, o que é feito através de uma corrente de make-up.
4. Controle de Processo: Instrumentação e Automação
4.1. Definições
4.1.1. Medição
Ato de medir.
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4.1.2. Medida
Resultado da medição.
4.1.2.1. Instrumento de medida
é o dispositivo pelo qual pode-se avaliar (medir) uma quantidade física, atribuindo-lhe
um valor numérico ou uma qualificação. Por exemplo : a quantidade a ser medida pode
ser uma temperatura, massa, pressão, velocidade, nível, etc. O valor numérico pode
ser 34 ºC, ou 45 kg, ou 3,5 kgf/cm2, ou 122 km/h, etc. Uma qualificação da medida
pode ser um aviso (luz de alerta) de pressão acima do permitido, ou um sinal (sonoro)
de temperatura muito elevada, etc.
4.1.2.2. Sistema de medida
são vários instrumentos de medida usados em conjunto. Por exemplo, o medidor de
nível de combustível de um automóvel é composto de uma bóia, uma resistência
elétrica, condutores elétricos, e um mostrador (amperímetro ou voltímetro). Todo esse
conjunto é usado para mostrar no painel do carro o nível de combustível do tanque.
4.2. Utilização dos Instrumentos de Medida
4.2.1. Monitoração de Processos e Operações
Certas aplicações de instrumentos de medida podem ser caracterizadas por terem
essencialmente a função de monitorar. Como exemplo os termômetros, barômetros e
anemômetros usados em uma estação meteorológica, simplesmente indicam as
condições do tempo, sem qualquer função de controle. Da mesma forma, os medidores
domésticos de consumo de água, eletricidade, gás, apenas indicam o consumo,
controlá-los.
4.2.2. Controle de Processos e Operações
Outra aplicação de extrema importância para os instrumentos de medida é utilizá-los
como componentes num sistema automático de controle. É claro que, para controlar
uma variável é necessário, inicialmente medi-la. Por isso todos os sistemas com
"feedback" têm como elemento principal um instrumento de medida.
Um exemplo bastante comum é o controle de temperatura do refrigerador doméstico.
Um termômetro lê, continuamente, a temperatura interna do refrigerador. Quando ela
aumenta e atinge um valor especificado, o termômetro aciona um contato elétrico que
liga o motor de refrigeração. A temperatura diminui até atingir um valor mínimo, quando
o o termômetro desliga o motor. Desta forma, a temperatura do refrigerador permanece
continuamente entre dois valores de temperaturas pré-estabelecidos. Percebe-se
claramente a função do termômetro como controlador do processo.
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4.2.2.1. Controle por realimentação (feed-back):
O controle é feito com base na comparação entre o resultado obtido e o desejado.
4.2.2.2. Controle feed-forward (chamado às vezes de preditivo):
O controle é feito com base nos dados de entrada. Para sua aplicação, o controlador
deve entender as relações de causa e efeito relativos ao comportamento do processo.
4.3. Abrangência da automação
4.3.1. Funções da automação
A automação pode ter as seguintes funções em um processo:
Controle: controle de variáveis de processo (temperatura, vazão, pH, pressão,
etc), balanceamento de passes, controle de razão, etc.
Segurança: válvulas de segurança, discos de ruptura, intertravamentos,
diagrama de causa e efeito e lógicos, etc.
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4.3.2. Níveis de automação
No início da revolução industrial, o objetivo da automação se restringia a controlar (no
sentido de manter constante) uma variável específica. Atualmente, o objetivo é a
otimização do processo para maximização dos resultados, utilizando-se de ferramentas
avançados de previsão e desenvolvimento de modelos.
4.4. Motivação para controle de processo
As principais causas que levam a um controle de processo mais eficaz são os
seguintes:
Segurança operacional e pessoal
Adaptação a perturbações externas
Estabilidade operacional
Especificação do produto
Redução do impacto ambiental
Adaptação às restrições inerentes à operação do sistema
Otimização
Resultado econômico do processo
Desta forma, um sistema de controle é justificável economicamente, quando permite
operar próximo aos limites impostos pela segurança, pelo meio-ambiente e pelo
processo (temperatura máxima, pureza mínima), alterando as condições de operação
anteriores (linha tracejada) para uma condição mais favorável (linha contínua).
Os ganhos associados a uma menor variabilidade se tornam ainda maiores em
processos onde existem transições entre produtos com diferentes graus ou
especificações, como ocorre freqüentemente no refino do petróleo e em unidades de
polimerização. Inevitavelmente, durante a transição, haverá um período em que será
gerado um produto fora de especificação, que será reciclado (maior gasto de energia)
ou vendido (a preços mais baixos). A seleção de uma boa estratégia de controle
permite reduzir o tempo de produção fora da especificação, e conseqüentemente
melhora o resultado econômico do processo.
4.5. Equipamentos convencionais de controle
4.5.1. Sensores e transmissores
Os elementos primários de medição têm por função medir alguma propriedade do
sistema e convertê-la em um sinal que possa ser utilizado para controle. Em alguns
casos, o elemento sensor gera um tipo de sinal que não é diretamente compatível com
o sistema de controle. Neste caso, utiliza-se um transmissor para gerar um sinal
compatível a partir do sinal recebido do sensor. Em muitos casos, o próprio transmissor
é também o elemento sensor.
Tipicamente, o sensor e o transmissor estão localizados perto do processo, e por isso
são denominados "elementos de campo".
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Existem diversas padronizações para o envio de sinais a um sistema de controle. O
padrão pneumático (pressões de ar de 0,2 a 1,0 kgf/cm2 ou de 3 a 15 psi), usual há
alguns anos, está praticamente em desuso. O padrão eletrônico consiste em sinais de
corrente de 4 a 20 mA. Cada vez mais se impõe a comunicação digital entre os
elementos de campo e o sistema de controle. Recentemente foi padronizado, depois de
anos de teste, o protocolo fieldbus de comunicação digital, em que os elementos de
campo trocam informações entre si.
4.5.1.1. Medição de Pressão
Há séculos que se conhecem métodos mecânicos de medição de pressão. Os
manómetros de tubo em U, foram os primeiros medidores de pressão. Originalmente,
estes tubos eram feitos de vidro e as escalas eram adicionadas conforme fosse
necessário. Mas os manómetros são largos, tornando-se incómodos, e não estão bem
ajustados para integração nas cadeias automáticas de controlo. No entanto, os
manómetros encontram-se usualmente no laboratório, ou são usados como indicadores
locais. Dependendo da pressão de referência usada, podem indicar pressões
absolutas, atmosféricas e diferenciais.
Os medidores de pressão podem ser classificados de acordo com os seus princípios defuncionamento:
Por equilíbrio com uma coluna de liquído de densidade conhecida
o Manómetros de tubo em U
o Manómetros de tipo reservatório
o Manómetros de ramo inclinado
o Manómetro diferencial
o Manómetro com flutuador
Por equilíbrio de uma força produzida sobre uma área conhecida com uma força
mensurável
o Anel basculante
o Campânula
o Êmbolo
Por equilíbrio de uma força produzida sobre uma área conhecida com a tensão
actuante num meio elástico
o Bourdon
o Diafragma
o Cápsula
o Fole
4.5.1.2. Medição de Temperatura
O parâmetro temperatura é um dos mais medidos em um processo industrial. Por ser
um parâmetro cujo resultado é conseqüência de outros, a sua medição é bastante
crítica.
Os principais elementos primários de medição são:
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Termômetros comuns:
o Expansão de fluído (de mercúrio ou outros líquidos como álcool)
o Bimetálicos
Termistores: são resistores sensíveis à temperatura. Os elementos resistivos
são óxidos de metais como manganês, níquel, cobalto, cobre, ferro, titânio.
Sensores de Semi–Condutor: É sabido que os parâmetros elétricos dos
semicondutores variam com a temperatura. E eles podem ser usados como
sensores térmicos.
RTDs (Termoresistência): RTD é abreviação inglesa de "Resistance
Temperature Detector". A base do funcionamento é o conhecido fenômeno da
variação da resistência elétrica dos metais com a temperatura. Os metais mais
usados são platina, níquel, cobre, ferro, molibdênio e/ou ligas dos mesmos.
o Cobre.
o Molibdênio
o Níquel
o Níquel-Ferro
o Platina
Termopares: Os sensores anteriores operam basicamente pela variação da
resistência elétrica com a temperatura. Isso significa que uma corrente elétrica
deve ser fornecida ao elemento sensor
4.5.1.3. Medição de Nível
O parâmetro nível é fundamental para estabilizar a operação de um processo.
É possível medir o nível através de:
Medidores de contato:
o Bóia e fita
o Corpo Imerso
Medidores de pressão diferencial:
o D/P Cell
o Caixa de Diafragma
Medidores sonares ou por Raios γ
5. Engenharia de Processo
A área da Engenharia Química que se preocupa com a visão sistemática dos
Processos Químicos, é a chamada Engenharia de Processos. Esta pode ser definida
da seguinte forma: ―Conjunto de atividades que incluem a concepção, o
dimensionamento e a avaliação de desempenho do processo para obter um produto
desejado.‖ Definido o produto desejado, informações quanto as possíveis matérias-
primas, o seu preço no mercado, a sua demanda e a qualidade requerida pelo mercado
devem ser conhecidas de modo que sejam iniciadas as atividades da Engenharia de
Processos.
Estas atividades são normalmente realizadas em equipes multidisciplinares e podem
ser divididas em três níveis: nível tecnológico (NT), nível estrutural (NE) e nível de
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processos (NP). Os dois primeiros níveis são tratados durante o ESTUDO BÁSICO do
projeto, e o último é desenvolvido nas etapas de ENGENHARIA BÁSICA deste mesmo
projeto.
NT - Nível Tecnológico: definição da rota química a ser utilizada. Com esta
definição fica decidido o tipo de matéria-prima a utilizada, bem como a natureza
da reação química, quando presente, ou do processo físico preponderante.
NE - Nível Estrutural definição da estrutura do processo, ou seja, escolha dos
principais equipamentos a serem utilizados bem como especificação da forma
de interligá-los.
NP – Nível de Processo neste nível, conhecida a estrutura do processo, deve-se
definir os valores dos principais parâmetros operacionais, de modo que as
operações ocorram de forma segura e maximizando o lucro.
À medida que a concepção do processo evolui e que o equipamento passa a ser
projetado, o trabalho de engenharia evolui da área do processamento químico para as
especialidades da mecânica, elétrica e civil. Os equipamentos são especificados de
forma completa e passam a integrar um projeto capaz de ser montado, testado e
operado. Esta fase é denominada de FASE DE DETALHAMENTO.
Encerrada esta fase, os equipamentos serão montados e testados. Após o ―startup‖
da planta, inicia-se a FASE DE OPERAÇÃO do sistema. O avanço no estudo e
desenvolvimento do processo veio a demonstrar que para aplicação correta da
ENGENHARIA DE PROCESSO, além da necessidade da fundamentação científica
para a transformação da matéria, através dos princípios da Física, Química,
Matemática e Computação é também indispensável o estudo em termos de
Administração, Sociologia, Economia, visando conhecer a influência social e
econômica das aplicações tecnológicas. Outra avaliação indispensável é a questão da
legislação aplicável, especialmente, nas questões ligadas à Segurança do Trabalho e
ao Controle de Poluição.
6. Materiais de Construção
A Ciência dos Materiais teve um desenvolvimento histórico bastante acentuado nas
recentes décadas, mas seu início ocorreu quando o homem preparou qualquer
ferramenta ou utensílio usado para atender suas necessidades de sobrevivência
natural.
Materiais naturais: são materiais que apresentam-se prontos ou quase prontos
para uso na natureza. Exemplos: madeira, couro, ossos, pedras, etc.;
Materiais desenvolvidos empiricamente: materiais desenvolvidos a partir da
observação e reprodução de ocorrências naturais. Exemplos: ligas de ferro,
bronze, cerâmicas, vidro, papel e concreto;
Materiais desenvolvidos pelo conhecimento: materiais cuja descoberta foi
orientada por considerações técnicas. Exemplos: ligas mais antigas de alumínio,
de titânio de magnésio, metal duro, aços inoxidáveis, termoplásticos,
termorígidos, elastômeros e fases de ligas de ferro.
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Materiais projetados: são materiais quase que exclusivamente preparados a
partir de conhecimentos científicos e cujas propriedades podem ser
quantitativamente previstas. Exemplos: semicondutores, materiais para reatores
nucleares, aços de ultra-alta resistência mecânica, materiais compósitos
reforçados com fibras, ligas com memória de forma e vidros metálicos.
6.1. Seleção de materiais
Visando selecionar um material destinado para certa aplicação é necessário elaborar
uma especificação, que determine qual o material mais adequado para a construção do
equipamento, considerando-se fatores técnicos e econômicos.
Fatores técnicos:
o quanto às propriedades mecânicas: o material deve resistir aos esforços
solicitados, o que também determina a espessura adequada.
o quanto às propriedades térmicas: maior ou menor capacidade que o
material tem de transmitir o calor, estabilidade à elevadas temperaturas e
tensões mecânicas originadas com dilatações térmicas.
o quanto às propriedades químicas: resistência à corrosão do material,
considerando o fluido de contato e tempo útil de vida dentro da vida
prevista para toda unidade.
o quanto ao serviço de uso: condições de escoamento do fluido de contato
sobre o material.
o quanto à segurança: quando o risco do equipamento ou do local onde se
encontra for alto, usa-se materiais mais nobres de forma a evitar a
ocorrência de problemas de vazamentos ou paradas.
o quanto às experiências anteriores e novas tecnologias: referências
anteriores, tanto em literatura, como também através da similaridade no
emprego de materiais em outras aplicações.
Fatores econômicos
o quanto ao preço: é fator decisivo na escolha e tem implicação direta no
custo de fabricação e tempo de vida.
o quanto à disponibilidade: facilidade de obtenção, necessidade de
importação, prazo de entrega, quantidades mínimas de compra e outros
fatores de fornecimento.
o quanto à qualidade do fornecimento: as características de um mesmo
material podem variar entre vários fornecedores.
o quanto a urgência: quando a parada de certo equipamento,
principalmenteos pequenos como válvulas, filtros, etc., implica em parar
toda uma grande unidade, esses devem ser fabricados com materiais
mais nobres.
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6.2. Classificação dos principais materiais
materiais para vasos de pressão e
trocadores de calor
metais ferrosos
aços-carbono;
aços-liga;
aços inoxidáveis.
metais não-ferrosos
alumínios e ligas;
cobre e ligas;
níquel e ligas;
titânio, zircônio e ligas.
materiais para caldeiras
e fornos
metais ferrosos
aços-carbono;
aços-liga;
aços inoxidáveis
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materiais para tanques
de armazenamento e
outros reservatórios
sem pressão.
metais ferrosos
aços-carbono;
aços-liga;
aços inoxidáveis.
metais não-ferrosos
alumínios e ligas;
cobre e ligas;
níquel e ligas;
titânio, zircônio e ligas.
materiais não-metálicos
concreto armado;
materiais plásticos com
fibras.
materiais para
tubulações, válvulas e
acessórios de tubulação
metais ferrosos
aços-carbono;
aços-liga;
aços inoxidáveis;
ferros fundidos.
metais não-ferrosos
alumínios e ligas;
cobre e ligas;
níquel e ligas;
chumbo e ligas;
titânio, zircônio e ligas.
materiais não-metálicos
concreto armado;
materiais plásticos com
fibras;
vidro.
No passado os materiais metálicos eram de muito maior importância, entretanto, com o
advento de tecnologias para produção à preços razoáveis de materiais cerâmicos
(materiais inorgânicos) e de materiais poliméricos (materiais orgânicos), esses últimos
estão assumindo maiores aplicações. Exemplo: a larga aplicação de materiais
poliméricos nos veículos automotivos.
6.3. Principais materiais utilizados
6.3.1. Metais Ferrosos
Aço Carbono
o O aço carbono é o que apresenta menor relação custo/resistência
mecânica, além de ser um material fácil de soldar e de se conformar. E,
por estes motivos, é o material mais largamente utilizado na indústria. Em
uma refinaria de petróleo, por exemplo, mais de 90% de todas as
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tubulações são feitas em aço-carbono. Emprega-se o aço carbono para
água doce, vapor de baixa pressão, condensados, ar comprimido, óleos,
gases e muitos outros fluidos corrosivos, em temperaturas desde –45°C,
e a qualquer pressão.
o Devido ao fato de que o aço carbono é bastante susceptível às condições
ambientais – umidade, temperatura e qualidade do ar, muitas vezes os
materiais são fornecidos com uma película de proteção de zinco, sendo
conhecido por galvanizado.
o São fatores limitantes ao uso:
Temperatura de operação inferior a 450°C
uso com álcalis, desde que a temperatura de operação não supere
a 40°C
O material não é recomendado para uso com ácidos ou para
aplicações que exijam o contato direto com o solo.
Aços-Liga ou Inoxidáveis
o Denomina-se aço-liga a todos os aços que possuem qualquer quantidade
de outros elementos, além dos que entram na composição dos aços-
carbono. Dependendo da quantidade total de elementos de liga,
distinguem-se os aços de baixa liga - com até 5% de elementos de liga,
aços de liga intermediária – contendo entre 5 e 10%, e os aços de alta
liga – com mais de 10%.
o Os aços inoxidáveis sãos os que contém pelo menos 12% de cromo, o
que lhes confere a propriedade de não se enferrujarem mesmo em
exposição prolongada a uma atmosfera normal.
o Em geral, estes materiais somente são utilizados em condições especiais
devido aocusto. Os principais casos em que se justifica o emprego destes
aços são:
Altas ou baixas temperaturas: fora da faixa adotada pelos aços
carbono.
Alta corrosão; salvo em condições especiais, como por exemplo a
água salgada.
Exigência de não contaminação do fluido
Segurança de instalações.
Ferro Fundido
o O ferro fundido é utilizado para água, gás, água salgada e esgoto, em
serviços de baixa pressão, temperatura ambiente, e onde não ocorram
grandes esforços mecânicos. Esses tubos têm boa resistência à corrosão,
principalmente ao solo, e grande duração.
Em geral, é um material cuja utilização vem sendo reduzido pela
excessiva fragilidade, pela dificuldade de manutenção e pelo tipo de
fabricação.
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6.3.2. Metais Não ferrosos
Fazendo-se uma comparação geral entre os metais não-ferrosos e o aço carbono,
podemos dizer que os metais não-ferrosos têm bem melhor resistência à corrosão. Em
outros fatores, especialmente quanto ao custo, levam desvantagem. Devido a este
fator, muitas vezes tem sido substituído por materiais plásticos em condições de alta
corrosão.
Cobre e suas Ligas
o O cobre é comercializado puro ou em ligas de cobre-niquel e latões.
Possui excelente resistência ao ataque da atmosfera, da água (inclusive a
salgada), álcalis, ácidos diluídos, muitos compostos orgânicos e outros
produtos corrosivos. É especialmente susceptível à corrosão quando em
contato com amônia, aminas e compostos nitrados. São muito utilizados
em sistemas de refrigeração, sendo proibido o seu uso em processos que
envolvam produtos alimentares ou farmacêuticos.
Alumínio e suas ligas
o O alumínio é uma material muito leve, com alto coeficiente de transmissão
de calor e muito boa resistência ao contato com a atmosfera, a água e
compostos orgânicos. Possui resistência mecânica baixa. São mais
utilizados em sistemas de refrigeração.
Chumbo
o O chumbo é um material de baixa resistência mecânica, porém com
excelente resistência química. Resiste bem à atmosfera, ao solo, às
águas (inclusive salgadas ou ácidas), álcalis, halógenos e outros meios
corrosivos. É muito utilizado para equipamentos que operem com ácido
sulfúrico.
Níquel e suas ligas
o São materiais de excelente resistência mecânica e química. O mais usual
destes materiais é o monel (67% Ni, 30% Cu), que é empregado para
tubulações de água salgada, ácido sulfúrico diluído, ácido clorídrico
diluído, ácido fluorídrico, álcalis aquecidos e outros serviços corrosivos ou
com exigência de não contaminação.
Titânio, Zircônio e suas ligas
o Metais de propriedades extraordinárias quanto a resistência química,
mecânica e térmica, sendo muito mais leves que os aços. Sua principal
desvantagem é o preço.
6.3.3. Materiais não metálicos
Materiais Plásticos
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o Os materiais plásticos são atualmente o grupo mais importante dos
materiais não metálicos utilizados na indústria, especialmente pelo custo
dos materiais metálicos. Destaca-se dentre as vantagens do uso destes
materiais: baixo peso, alta resistência a corrosão e facilidade de
fabricação e manuseio. São desvantagens: baixa resistência ao calor,
baixa resistência mecânica, pouca estabilidade dimensional e risco maior
de propagação de incêndio.
Destacam-se duas classes específicas: os termoplásticos e os
termoestáveis, cuja diferenciação básica é que o primeiro pode ser
facilmente conformado sob calor. São exemplos de termoplásticos, o
polietileno e o PVC, e de termoestáveis, os epóxis e os poliésteres. Os
termoestáveis são normalmente utilizados com fibra de vidro para
aumentar a resistência mecânica do equipamento fornecido.
De um modo geral, os plásticos se comportam bem perante aos ácidos
inorgânicos diluídos, álcalis e halógenos. Resistem bem também à água
salgada e a outros produtos químicos, com exceção dos orgânicos. Para
alguns solventes, o ataque é muito rápido e o material é rapidamente
consumido.
Em geral, são utilizados em aplicações em temperatura ambiente, com
baixos esforços mecânicos e para produtos altamente corrosivos. São
largamente utilizados em plantas de tratamento de água ou de efluentes
industriais.
Cimento ou Concreto
o São materiais utilizados especialmente para o tratamento de água e
efluentes. Não possuem resistênciaquímica, especialmente a soluções
ácidas e a álcalis fortes. Sua resistência mecânica é baixa. A grande
vantagem destes materiais é a baixa manutenção, quando bem aplicado.
Vidro
o É material utilizado em condições bastante especiais, em processos que
os produtos sejam muito corrosivos. É utilizado como revestimento de
metais nestas condições, melhorando a resistência mecânica dos
equipamentos.
Elastômeros
o São materiais naturais ou sintéticos, cujas resistências mecânica, térmica
e química variam entre os diversos tipos de materiais comercializados.
São empregados especialmente para tubulações flexíveis, possuindo
características similares ao plástico. Os materiais sintéticos mais
largamente utilizados são o neoprene e o SBR (estireno butadieno).
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TRABALHO LIVRE
Com base no que foi apresentado na aula de Introdução a Processos prepare o
trabalho a seguir.
Você pretende montar uma empresa para produção de suco de _________________
1) Apresente:
O nome desta empresa.
O lay-out com a localização geográfica da sua empresa em relação ao
municipio onde ela será estabelecida apontando os recursos naturais que
serão utilizados bem como as vias de acesso, empresas vizinhas e
comunidade de entorno.
2) Determine:
Os benefícios socio-econômicos que a sua empresa apresentará para o seu
município, estado e pais.
O relacionamento com a sociedade de seu municipio e a interação com a
população vizinha à sua empresa apresentando os projetos sociais
implantados em prol desta comunidade.
O comprometimento com o meio ambiente (ar, água e solo) da sua região.
O tipo de tecnologia que será utilizado pela sua empresa e os projetos
previstos para a adequação destas tecnologias visando a utilização de
energias renováveis e economia no consumo dos recursos finitos.
A proposta de reaproveitamento dos resíduos gerados nas áreas
administrativas e operacionais desta empresa.
3) Informe:
O nome do produto final.
O tipo de público que se pretende atingir e o tipo de abordagem que será
utilizado para promover a venda do produto.
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capítulo 2: Energia
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ENERGIA:
Em geral, o conceito e uso da palavra energia se refere "ao potencial para executar
trabalho ou realizar uma ação".
A palavra é usada em vários contextos diferentes. O uso científico tem um significado
bem definido e preciso enquanto muitos outros não são tão específicos.
O termo energia também pode designar as reações de uma determinada condição de
trabalho, por exemplo o calor, trabalho mecânico (movimento) ou luz. Estes que podem
ser realizados por uma fonte inanimada (por exemplo motor, caldeira, refrigerador, alto-
falante, lâmpada, vento) ou por um organismo vivo (por exemplo os músculos, energia
biológica).
A etimologia da palavra tem origem no idioma grego, onde εργος (erfos) significa
"trabalho".
Qualquer coisa que esteja trabalhando - por exemplo, movendo outro objeto,
aquecendo-o, atravessando ou sendo atravessado por uma corrente elétrica - está
―gastando" energia (uma vez que ocorre uma "transferência", pois nenhuma energia é
perdida, e sim transformada ou transferida a outro corpo). Portanto, qualquer coisa que
esteja pronta para trabalhar possui energia e enquanto o trabalho é realizado, ocorre
uma transferência de energia.
O conceito de Energia é um dos conceitos essenciais da Física. Nascido no século XIX,
pode ser encontrado em todas as disciplinas da Física (mecânica, termodinâmica,
eletromagnetismo, mecânica quântica, etc.) assim como em outras disciplinas,
particularmente na Química.
FORMAS DE PRODUÇÃO DE ENERGIA
Apesar de não se restringir a isso, a energia pode ser entendida como a capacidade de
realizar trabalho. As sociedades humanas dependem cada vez mais de um elevado
consumo energético para sua subsistência. Para isso, foram sendo desenvolvidos, ao
longo da história, diversos processos de transformação, transporte e armazenamento
de energia. Na realidade, só existem duas modalidades de energia: a potencial e a
cinética. Mas elas se apresentam de várias formas: hidráulica, nuclear, eólica, solar
entre outras.
1. Energia hidrelétrica
A energia hidrelétrica é a energia que vem do movimento das águas, usando o
potencial hidráulico de um rio de níveis naturais, queda d'água ou artificiais. Essa
energia é a segunda maior fonte de eletricidade do mundo. Frequentemente
constroem-se represas que reprimem o curso da água, fazendo com que ela se
[acumule] em um reservatório denominado barragem. Toda a energia elérica gerada
dessa maneira é levada por cabos, dos terminais do gerador até o transformador
elevado. A energia hidrelétrica apresenta certos problemas, como consequências
socioambientais de alagamentos de grandes áreas.
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1.1. Energia hidrelétrica no Brasil
Devido à sua enorme quantidade de rios, a maior parte da energia elétrica disponível é
proveniente de grandes usinas hidrelétricas. A energia primária de uma hidrelétrica é a
energia potencial gravitacional da água contida numa represa elevada. Antes de se
tornar energia elétrica, a energia primária deve ser convertida em energia cinética de
rotação. O dispositivo que realiza essa transformação é a turbina. Ela consiste
basicamente em uma roda dotada de pás, que é posta em rápida rotação ao receber a
massa de água. O último elemento dessa cadeia de transformações é o gerador, que
converte o movimento rotatório da turbina em energia elétrica. As usinas elétricas
transformam a energia hidráulica em eletricidade. As usinas elétricas são uma fonte de
energia limpa mas sua contrução impacta o ambiente. A formação do lago artificial
alaga vastas áreas,destruindo a vegetaçao,matando animais e obrigando moradores da
área alagada a procurar outro lugar para viver.
1.1.1. Hidroelétrica de Itaipu
Construída sobre o Rio Paraná, que divide Brasil e o Paraguai, Itaipu é a maior usina
hidrelétrica do mundo. O rio corre ao longo da fronteira dos dois países e durante as
negociações diplomáticas iniciais de construção da barragem, ambos os países
estavam sofrendo das secas. O objetivo inicial era fornecer uma melhor gestão e
aproveitamento dos recursos hídricos para o uso da irrigação de culturas. A Argentina
também foi mais tarde incorporada em alguns planejamentos e acordos porque é um
dos afetados diretamente pela construção. Se a barragem ficar completamente aberta
para o fluxo de água, áreas ao sul, como Buenos Aires, teriam grande potencial de
serem inundadas. A construção da barragem começou em 1975 e o primeiro gerador
foi inaugurado em 1983. Hoje, a barragem fornece mais de 75% das necessidades de
energia elétrica do Paraguai e atende a quase 25% da demanda de eletricidade do
Brasil. Estima-se que 10.000 moradores foram desalojados pela construção da
barragem e cerca de 40.000 pessoas foram contratadas para ajudar na construção do
projeto. Muitas preocupações ambientais foram negligenciados durante a construção
da barragem, porque a barragem iria produzir uma quantidade tão grande de energia
com quase nenhuma emissão de poluentes e sem subprodutos indesejáveis, tal como
acontece com a energia nuclear.
1.1.2.Hidroeletricidade
Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, no Rio
São Francisco, é algumas das usinas operadas
pela Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso
(CHESF).
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Usinas hidrelétricas produzem mais de 90% da energia elétrica consumida no Brasil.
Eles dependem das águas dos rios em níveis adequados em suas represas para gerar
energia. A falta de chuvas, de investimentos e aumento do consumo resultou em
racionalização de energia elétrica, conhecido como apagão,nos anos 2001 e 2002. A
construção de novas usinas hidrelétricas significa impactos ambientais como grandes
áreas que são inundadas, alterando o ecossistema.
Tentar não usar muita energia durante o horário de pico, entre 18 e 21 horas, é
necessário para evitar a necessidade de construir novas centrais de energia e linhas de
transmissão só para atender a demanda nesse período. Novas barragens causma
elevados custos sociais e ambientais devido à inundação da terra e pela destruição dos
habitats de animais, plantas e comunidades inteiras que, muitas vezes, não são
compensadas (reassentamento ou indenização). Grandes usinas hidrelétricas inundam
imensas áreas de florestas e emitem grandes quantidades de metano para a
atmosfera. Só existe desenvolvimento sustentável com energia vinda de novas fontes
renováveis. Pequenas hidrelétricas podem produzir energia de forma descentralizada,
com impacto ambiental reduzido. Essa opção pode ser implementada em várias
regiões do país fazendo uso de cascatas naturais. Muitos agricultores brasileiros
escolheram esta forma de produção de energia hidrelétrica.[]
1.2. Apagões
Um blecaute ou apagão é o corte ou colapso temporário do suprimento de energia
elétrica em uma determinada área geográfica, que pode variar desde uma localidade
ou bairro, até uma grande área metropolitana ou regiões inteiras de um ou mais países.
Pode ser provocado por diferentes motivos, como acidentes, queda de linhas de
transmisão, sobrecargas, pane parcial do sistema de geração ou de distribuição, ou
ainda por medida de segurança nacional, como durante ataques aéreos contra cidades
em períodos de guerras.
No Brasil, o fenômeno passou a ser conhecido também pelo nome de "apagão". O
termo em inglês blackout se popularizou depois do colapso elétrico ocorrido em 1965,
quando o Nordeste dos Estados Unidos e parte do Canadá ficaram às escuras por
cerca de 12 horas.
Dentre os maiores apagões da história destaca-se o ocorrido entre 14 e 16 de agosto
de 2003 nos Estados Unidos, que deixou mais de 50 milhões de pessoas sem luz por
mais de um dia, afetando todo o sudeste do Canadá e nordeste dos Estados Unidos
por cerca de três dias.
Em relação ao número de pessoas atingidas, os maiores apagões da história foram os
ocorridos na Índia, em janeiro de 2001, que deixou mais de 220 milhões de pessoas
em luz, e o ocorrido na Indonésia, em agosto de 2005, afetando mais de 100 milhões
de pessoas. Em novembro de 2006 vários países da parte ocidental da União Européia
foram afetados por um rápido apagão de cerca de 2 horas.
Os seguidos apagões na Califórnia entre 2001 e 2003 estão entre os que provocaram
os maiores prejuízos econômicos da história, devido à frequência com que ocorreram e
ao fato de provocarem a paralização das atividades produtivas no estado mais rico dos
Estados Unidos.
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1.2.1. Principais causa dos Apagões
A maior parte dos apagões regionais ou locais é causado por
danos aos sistema de alimentação ou de transmisão das
redes de transmissão de energia elétrica. Estes danos
geralmente são pontuais e localizados, na maior parte das
vezes relacionados a acidentes locais como queda de
árvores, postes ou torres de transmissão, principalmente
durante tempestades ou vendavais.
Os danos à infra-estrutura de transmissão de energia elétrica
também podem ocorrer como decorrência de descargas
elétricas (raios) simultâneas na rede ou em subestações,
desde que provocando sobrecargas nos sistemas de
transmissão, fusíveis ou transformadores. Nestes casos,
ocorre a chamada sobrecarga elétrica geralmente ligada a
um curto-circuito, quando a passagem de corrente elétrica é
maior do que um circuito suporta devido à redução abrupta
da impedância do mesmo. Normalmente o curto-circuito provoca danos tanto no
circuito elétrico em que ocorre como no elemento que causou a redução de
impedância.
A sobrecarga de uma estação elétrica pode provocar o
chamado efeito em cadeia, quando a queda de uma
unidade transmissora ou um transformador provoca
sobrecarga nos equipamentos similares em sequência,
resultando em colapso da rede elétrica de uma região.
A escassez relativa de energia, ou seja, a demanda maior
que a capacidade de produção de energia, levou a um nível
crônico de risco de apagões no Brasil entre 1999 e 2001.
Isto levou o país a criar um programa de racionamento de
energia elétrica de quase um ano, durante o ano de 2001, que ficou popularmente
conhecido como o "apagão elétrico de 2001". Aquele "apagão" foi resultado da
conjunção de vários fatores, principalmente a ausência de investimetnos estatais na
construção de novas hidroelétricas ou na ampliação da rede de distribuição elétrica por
mais de uma década. Isto provocou uma sobrecarga crônica do sistema elétrico, deixou
o nível dos reservatórios baixos demais, a ponto do sistema colapsar diante de um
curto período de seca regional mais prolongada, com chuvas menos intensas no país.
1.2.3. Apagões no Brasil
No Brasil, na década de 1990, houve o blecaute de 11 de Março de 1999, que atingiu
grande parte do território do Brasil, deixando mais de 60 milhões de pessoas sem luz
por cerca de quatro horas. Este episódio causou algumas horas de verdadeiro caos em
metrópoles como Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.
Na noite de 10 de Novembro de 2009, uma possível falha no Sistema Integrado de
Distribuição de energia elétrica provocou o maior apagão da história do Brasil,
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atingindo 18 estados, além de um corte de 30 minutos no fornecimento em 87% do
território do Paraguai, afetando diretamente mais de 60 milhões de pessoas.
A Usina de Itaipu alegou que não ocorreu nenhuma falha no sistema de geração de
energia, mas que a falha deve ter ocorrido no sistema de
transmissão nas linhas de Furnas. Este tem sido
considerado um dos maiores apagões que o país já
enfrentou, tendo grande repercussão em redes de
comunicação instantânea como o Twitter e também
repercussão internacional, noticiadas por redes como:
CNN, The New York Times, CBS e BBC. A rede CBS
difundiu a hipótese de que este episódio, assim como
apagões anteriores provocados no Brasil em 2005 e 2007, foram provocados por
ataques de hackers (crackers]) contra o sistema de computadores de controle da rede
elétrica. O governo descartou completamente esta hipótese.
A Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica
(Abrate) descartou as hipóteses de queda de linhas de transmissão e de sobrecarga
devido a tempestade de raios ocorridas simultaneamente em diversas linhas de
transmissão. A Abrate manteve a explicação de que uma falha inicial em um disjuntor
ou subestação teria desencadeado um efeito dominó que desligou preventivamente
outras linhas, sem definir exatamente como isto teve início. A ONS defende que o
desligamento de parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) teve início com a pane de
três linhas de 750 quilovolts (kV) e do elo de corrente contínua da rede que leva
energia de Usina Binacional de Itaipu ao SIN no Sudeste e Centro-Oeste do país.
O apagão regional de 2005 foi considerado por alguns como resultado da grave seca
na região norte e nordeste, as mais afetas pela redução parcial do nível dos
reservatório das hidrelétricas brasileiras. Entretanto, a rede de televisão estadunidense
CBS levanta a hipótese de sabotagem ocorrido através de um ataque de hackers.
Semelhanças com o apagão regional ocorrido em 2007, quando o nível das usinas
hidrelétricas estava elevado, levaram muitos especialistas a defender que estes
processos teriam sido causados por um ciber ataque (do inglês cyberwar) de hackers
mal intencionados (crackers), que atacaram o sistema de computadores de controle
digital da redede distribuição elétrica brasileira. Outros técnicos levantam a falta de
investimentos em linhas de transmissão e mau gerenciamento do sistema. A tese de
ataque hacker foi reforçada por declarações de especialistas americanos em guerra
cibernética e popularizada pelo video documentário "60 Minutes" produzido pela CBS
sobre este tema. O vídeo defende explicitamente que estes episódios ocorridos no
Brasil foram obra de crackers.
Entretanto, as autoridades responsáveis no Brasil reforçam que não existem evidências
que comprovem esta hipótese. O Brasil ainda não possui grandes equipes
permanentes de especialistas em computação trabalhando para o governo com o
objetivo de defender a infra-estrutua estratégica do país de ciber ataques ou de
ciberterrorismo, como alguns países já vêem criando.
2. Energia potencial
É a energia que um objeto possui pronta a ser convertida em energia cinética. Um
martelo levantado, uma mola enroscada e um arco esticado de um atirador, todos
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possuem energia potencial. Esta energia está pronta para ser modificada em outras
formas de energia e, consequentemente, realizar trabalho: quando o martelo cair,
pregará um prego; a mola, quando solta, fará andar os ponteiros de um relógio; o arco
disparará uma flecha. Assim que ocorrer algum movimento, a energia potencial da
fonte diminui, enquanto se modifica em energia do movimento (energia cinética).
Levantar o martelo, enrolar a mola e esticar o arco faz o uso da energia cinética
produzir um ganho de energia potencial.
Existem diferentes tipos de energia potencial, relacionados às diferentes formas de
energia dos quais se destacam: a elástica, a gravitacional e a elétrica.
2.1. Energia Potencial Gravitacional
A energia potencial gravitacional na superfície da Terra é proporcional à altura (h) do
corpo (medido em relação a um determinado nível de referência que pode ser por
exemplo o chão nessa localização).
É calculada pela expressão:
ou
2.2. Energia Potencial Elástica
A energia potencial elástica está associada a uma mola ou a um corpo elástico.
É calculada pela expressão (no caso ideal):
Onde:
K= Constante da mola (varia para cada tipo de mola, por exemplo a constante da mola
de um espiral de caderno é bem menor que a constante da mola de um amortecedor
de caminhão).
X= Variação no tamanho da mola.
2.3. Energia Potencial Elétrica
A energia potencial elétrica está relacionada com uma carga qualquer "q" de uma
partícula situada a uma distância "d" de uma carga de prova "Q".
É calculada pela expressão:
,
sendo ,
podemos substituir:
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Onde:
k= constante eletrostática do meio em que as cargas estiverem inseridas.
V= potencial elétrico.
q= carga da partícula.
d= distância entre a partícula e o referencial.
Q= carga do referencial.
3. Energia Cinética
Uma velha locomotiva a vapor transforma
energia química em energia cinética. A
combustão de madeira ou carvão na caldeira é
uma reação química que produz calor, obtendo
vapor que dá energia à locomotiva.
É a energia que um corpo em movimento possui
devido à sua velocidade.
É calculada por:
Onde:
m= massa do corpo.
v= velocidade do corpo.
Isto significa que quanto mais rapidamente um objeto se move, maior o nível de
energia cinética. Além disso, quanto mais massa tiver um objeto, maior é a quantidade
de energia cinética necessária para movê-lo.
Para que algo se mova, é necessário transformar qualquer outro tipo de energia neste.
As máquinas mecânicas, automóveis, tornos, bate-estacas ou quaisquer outras
máquinas motorizadas, transformam algum tipo de energia em energia cinética.
4. Energia Mecânica
Energia mecânica é a energia que pode ser transferida por meio de força. A energia
mecânica total de um sistema é a soma da energia potencial com a energia cinética. Se
o sistema for conservativo, ou seja, apenas forças conservativas atuam nele, a energia
mecânica total conserva-se e é uma constante de movimento. A energia mecânica "E"
que um corpo possui é a soma da sua energia cinética "c" mais energia potencial.
5. Energia Química
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É a energia que está armazenada num átomo ou
numa molécula. Existem várias formas de
energia, mas os seres vivos só utilizam a energia
química.
A Energia Química está presente nas ligações
químicas. Existem ligações pobres e ricas em
energia. A água é um exemplo de molécula com
ligações pobres em energia. A glicose é uma
substância com ligações ricas em energia.
Os seres vivos utilizam a glicose como principal
combustível (fonte de energia química);
entretanto, esta molécula não pode ser utilizada
diretamente, pois sua quebra direta libera muito
mais energia que o necessário para o trabalho
celular. Por isso, a natureza selecionou
mecanismos de transferência da energia química
da glicose para moleculas tipo ATP (adenosina
trifosfato). Os primeiros seres vivos criaram o
primeiro destes mecanismos: a fermentação. A
fermentação anaeróbia, além do ATP, gera também etanol e dióxido de carbono (CO2).
A presença de CO2 na atmosfera possibilitou o surgimento da fotossíntese. Este
processo fez surgir o O2 (oxigênio) na atmosfera. Com o oxigênio, outros seres vivos
puderam desenvolver um novo mecanismo de transferência de energia química da
glicose para o ATP: a respiração aeróbica.
As reacções químicas geralmente produzem também calor: um fogo ardendo é um
exemplo. A energia química também pode ser transformada em qualquer forma de
energia, por exemplo em eletrica (uma bateria) e em energia cinética (os músculos ou
os motores a gasolina).
6. Energia Nuclear
É a energia produzida pelas reações nucleares: isso é, pela fissão ou pela fusão de
átomos, os quais são transformados sobretudo em energia mecânica e calor, quer sob
controle num reator nuclear, quer numa explosão de uma arma nuclear. O Sol produz o
seu calor e a sua luz por fusão nuclear de átomos de, hidrogênio em hélio.
Em 1939, os cientistas alemães Otto Hahn, Lise Meitner e Fritz Strassmann,
bombardeando átomos de urânio com nêutrons, descobriram que eles se dividiam em
dois fragmentos. A descoberta, chamada fissão nuclear, não teria saído dos limites
estritos do laboratório não fosse pelo fato de que no processo de divisão do núcleo de
urânio desprendia-se grande quantidade de calor.
7. Energia Eletromagnética
Está associada aos fenômenos eletromagnéticos: a electricidade, o magnetismo e a
radiação electromagnética (luz). Exemplo do seu uso: nas nossas casas a energia
elétrica é convertida em trabalho pelos eletrodomésticos (normalmente através de
motores que usam o princípio da indução electromagnética) ou em luz pelas lâmpadas,
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entre diversas outras formas de uso em que esta forma de energia é convertida em
outra.
A Energia elétrica é medida em Kwh (kilowatts-hora) e equivale ao produto da potência
e o tempo em que é utilizada.
Onde:
Eel= Energia elétrica.
P= Potência.
t= Tempo.
Esta fórmula é útil para calcular e/ou prever certos dados sobre a conversão de
energia, por exemplo, em um aparelho que use eletricidade para produzir calor poderá
ser usada para prever a temperatura máxima alcançada por este aparelho, bastando
para isso igualá-la a fórmula da energia calorífica
( ),
considerando o rendimento (porcentagem de potência convertida de fato em calor) do
aparelho elétrico.
Energia de fácil obtenção, é utilizada como alternativa no desenvolvimento de
equipamentos cada vez mais modernos que antes usavam outras formas de energia
(em especial a mecânica) devido à crescente modernização da indústria eletrônica. As
usinas,em especial as hidrelétricas, nos fornecem essa energia. Visto que existe uma
constante preocupação em desenvolver cada vez mais meios de obtenção de energia
alternativa que não agridam o meio ambiente e nos proporcionem eletricidade da
maneira mais eficiente possível.
8. Energia Maremotriz
é o modo de geração de eletricidade através da utilização da energia contida no
movimento de massas de água devido às marés. Dois tipos de energia maremotriz
podem ser obtidas: energia cinética das correntes devido às marés e energia potencial
pela diferença de altura entre as marés alta e baixa.
Em qualquer local a superfície do oceano oscila entre pontos altos e baixo, chamados
marés, a cada 12h e 25min. Em certas baías e estuários, como em São Luís, essas
marés são bastante amplificadas, podendo atingir alturas da ordem de 15 metros. As
gigantescas massas de água que cobrem dois terços do planeta constituem o maior
coletor de energia solar imaginável. As marés, originadas pela atração lunar, também
representam uma tentadora fonte energética. Em conjunto, a temperatura dos oceanos,
as ondas e as marés poderiam proporcionar muito mais energia do que a humanidade
seria capaz de gastar — hoje ou no futuro, mesmo considerando que o consumo global
simplesmente dobra de dez em dez anos. A energia das marés é obtida de modo
semelhante ao da energia hidrelétrica.
Trata-se de uma obra complexa de Engenharia hidráulica. Constrói-se uma barragem,
formando-se um reservatório junto ao mar. Quando a maré é alta, a água enche o
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reservatório, passando através da turbina hidráulica, tipo bulbo, e produzindo energia
elétrica. Na maré baixa, o reservatório é esvaziado e a água que sai do reservatório
passa novamente através da turbina, em sentido contrário, produzindo a energia
elétrica. Este tipo de fonte é também usado no Japão, na França e na Inglaterra. A
primeira usina maremotriz construída no mundo para geração de electricidade foi a de
La Rance, em 1963 e antes de 1500, em Lameiras município de Sintra para uso direto
em moendas.
9. Energia solar
É a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa (e, em certo
sentido, da energia térmica) proveniente do Sol, e posterior transformação dessa
energia captada em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para
aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica.
No seu movimento de translação ao redor do Sol, a Terra recebe 1 410 W/m² de
energia, medição feita numa superfície normal (em ângulo recto) com o Sol. Disso,
aproximadamente 19% é absorvido pela atmosfera e 35% é reflectido pelas nuvens. Ao
passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar está na forma de luz
visível e luz ultravioleta.
As plantas utilizam diretamente essa energia no processo de fotossíntese. Nós usamos
essa energia quando queimamos lenha ou combustíveis minerais. Existem técnicas
experimentais para criar combustível a partir da absorção da luz solar em uma reação
química de modo similar à fotossíntese vegetal mas sem a presença destes
organismos.
A radiação solar, juntamente com outros recursos secundários de alimentação, tal
como a energia eólica e das ondas, hidro-electricidade e biomassa, são responsáveis
por grande parte da energia renovável disponível na terra. Apenas uma minúscula
fracção da energia solar disponível é utilizada.
A Terra recebe 174 petawatts (GT) de radiação solar (insolação) na zona superior da
atmosfera. Dessa radiação, cerca de 30% é reflectida para o espaço, enquanto o
restante é absorvido pelas nuvens, mares e massas terrestres. O espectro da luz solar
na superfície da Terra é mais difundida em toda a gamas visível e infravermelho e uma
pequena gama de radiação ultravioleta. [1]
Distribuição diária média entre
1991-1993 da energia solar
recebida pela Terra ao redor do
Mundo. Os círculos pretos
representam a área necessária
para suprir toda a demanda de
energia do planeta Terra.
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A superfície terrestre, os oceanos e atmosfera absorvem a radiação solar, e isso
aumenta sua temperatura. O ar quente que contém a água evaporada dos oceanos
sobe, provocando a circulação e convecção atmosférica. Quando o ar atinge uma
altitude elevada, onde a temperatura é baixa, o vapor de água condensa-se, formando
nuvens, que posteriormente provocam precipitação sobre a superfície da Terra,
completando o ciclo da água. O calor latente de condensação de água aumenta a
convecção, produzindo fenómenos atmosféricos, como o vento, ciclones e anti-
ciclones. A luz solar absorvida pelos oceanos e as massas de terra mantém a
superfície a uma temperatura média de 14 ° C. A fotossíntese das plantas verdes
converte a energia solar em energia química, que produz alimentos, madeira e
biomassa a partir do qual os combustíveis fósseis são derivados.
O total de energia solar absorvida pela atmosfera terrestre, oceanos e as massas de
terra é de aproximadamente 3.850.000 exajoules (EJ) por ano.
A energia solar pode ser aproveitado em diferentes níveis em todo o mundo.
Consoante a localização geográfica, quanto mais perto do equador, mais energia solar
pode sr potencialmente captada.
As áreas de deserto, onde as nuvens são baixas e estão localizadas em latitudes
próximas ao equador são mais favoráveis à captação energia solar.Os desertos que se
encontram relativamente perto de zonas de maior consumo em países desenvolvidos
têm a sofisticação técnica necessária para a captura de energia solar realizações estão
cada vez mais importante como o Deserto de Mojave (Califórnia), onde existe uma
central de energia solar com uma capacidade total de 354 MW.
De acordo com um estudo publicado em 2007 pelo Conselho Mundial da Energia, em
2100, 70% da energia consumida será de origem solar.
9.1. Tipos de energia solar
Os métodos de captura da energia solar
classificam-se em diretos ou indiretos:
Direto significa que há apenas uma
transformação para fazer da energia solar
um tipo de energia utilizável pelo homem.
Exemplos:
A energia solar atinge uma célula
fotovoltaica criando eletricidade. (A
conversão a partir de células fotovoltaicas é
classificada como direta, apesar de que a
energia elétrica gerada precisará de nova conversão - em energia luminosa ou
mecânica, por exemplo - para se fazer útil.)
A energia solar atinge uma superfície escura e é transformada em calor, que
aquecerá uma quantidade de água, por exemplo - esse princípio é muito
utilizado em aquecedores solares.
33/127
Indireto significa que precisará haver mais de uma transformação para que surja
energia utilizável. Exemplo: Sistemas que controlam automaticamente cortinas,
de acordo com a disponibilidade de luz do Sol.
Também se classificam em passivos e ativos:
Sistemas passivos são geralmente diretos, apesar de envolverem (algumas
vezes) fluxos em convecção, que é tecnicamente uma conversão de calor em
energia mecânica.
Sistemas ativos são sistemas que apelam ao auxílio de dispositivos elétricos,
mecânicos ou químicos para aumentar a efetividade da coleta. Sistemas
indiretos são quase sempre também ativos.
9.2. Vantagens e desvantagens da energia solar
9.2.1. Vantagens
A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação
dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é
totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.
As centrais necessitam de manutenção mínima.
Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu
custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução
economicamente viável.
A energia solar é excelenteem lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua
instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de
transmissão.
Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em
praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção
energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e
consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.
9.2.2. Desvantagens
Um painel solar consome uma quantidade enorme de energia para ser
fabricado. A energia para a fabricação de um painel solar pode ser maior do que
a energia gerada por ele.
Os preços são muito elevados em relação aos outros meios de energia.
Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação
atmosférica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção
alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia
produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à
rede de transmissão de energia.
Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul
da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de
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inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com
frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações
diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando
comparadas, por exemplo, aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a
energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da
laranja).
9.3. Energia solar no mundo
Em 2004 a capacidade instalada mundial de energia solar era de 2,6 GW, cerca de
18% da capacidade instalada de Itaipu. Os principais países produtores, curiosamente,
estão situados em latitudes médias e altas. O maior produtor mundial era o Japão (com
1,13 GW instalados), seguido da Alemanha (com 794 MWp) e Estados Unidos (365
MW).
Entrou em funcionamento em 27 de Março de 2007 a Central Solar Fotovoltaica de
Serpa (CSFS), a maior unidade do gênero do Mundo. Fica situada na freguesia de
Brinches, Alentejo, Portugal, numa das áreas de maior exposição solar da Europa. Tem
capacidade instalada de 11 MW, suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações.
Entretanto está projetada e já em fase de construção outra central com cerca de seis
vezes a capacidade de produção desta, também no Alentejo, em Amareleja, conselho
de Moura.
Muito mais ambicioso é o projeto australiano de uma central de 154 MW, capaz de
satisfazer o consumo de 45 000 casas. Esta se situará em Victoria e prevê-se que
entre em funcionamento em 2013, com o primeiro estágio pronto em 2010. A redução
de emissão de gases de estufa conseguida por esta fonte de energia limpa será de
400.000 toneladas por ano.
10. Energia Eólica
É a energia que provém do vento. O termo eólico vem do
latim aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, Deus dos
ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou
relativo ao vento.
A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade
para mover os barcos impulsionados por velas ou para
fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover as
suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era
transformada em energia mecânica, utilizada na moagem
de grãos ou para bombear água. Os moinhos foram usados
para fabricação de farinhas e ainda para drenagem de
canais, sobretudo nos Países Baixos.
10.1. Conversão em energia elétrica
Na atualidade utiliza-se a energia eólica para
mover aerogeradores - grandes turbinas colocadas
Parque Eólico Eco Energy, na cidade
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em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um catavento ou um
moinho. Esse movimento, através de um gerador, produz energia elétrica. Precisam
agrupar-se em parques eólicos, concentrações de aerogeradores, necessários para
que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente,
para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão. É possível
ainda a utilização de aerogeradores de baixa tensão quando se trate de requisitos
limitados de energia elétrica.
Um aerogerador é um dispositivo que aproveita a energia eólica e a converte em
energia elétrica.
A energia eólica pode ser considerada uma das mais promissoras fontes naturais de
energia, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota, limpa, amplamente
distribuída globalmente e, se utilizada para substituir fontes de combustíveis fósseis,
auxilia na redução do efeito estufa. Em países como o Brasil, que possuem uma
grande malha hidrográfica, a energia eólica pode se tornar importante no futuro, porque
ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e que também vai ficar
cada vez mais controlado. Em países com uma malha hidrográfica pequena, a energia
eólica passa a ter um papel fundamental já nos dias atuais, como talvez a única
energia limpa e eficaz nesses locais. Além da questão ambiental, as turbinas eólicas
possuem a vantagem de poderem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas
como em lugares isolados, não sendo necessário a implementação de linhas de
transmissão para alimentar certas regiões (que possuam aerogeradores).
Em 2009 a capacidade mundial de geração de energia elétrica através da energia
eólica foi de aproximadamente 158 gigawatts (GW), o suficiente para abastecer as
necessidades básicas de dois países como o Brasil(o Brasil gastou em média 70
gigawatts em janeiro de 2010). Para se ter uma idéia da magnitude da expansão desse
tipo de energia no mundo, em 2008 a capacidade mundial foi de cerca de 120 GW e,
em 2008, 59 GW.
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil foi de 606 megawatts (MW) em
2009, onde houve um aumento de 77,7% em relação ao ano anterior. A capacidade
instalada em 2008 era de 341 MW. O Brasil responde por cerca da metade da
capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total
mundial.
Os EUA lideram o ranking dos países que mais produzem energia através de fonte
eólica. O total instalada nesse país ultrapassa os 35 GW. Atrás deles vem a Alemanha,
com cerca de 26 GW instaladas, e a China, com 25 GW.[]
Em alguns países, a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa
parcela da demanda. Na Dinamarca esta representa 23% da produção, 6% na
Alemanha e cerca de 8% em Portugal e na Espanha (dados de setembro de 2007).
Globalmente, a energia eólica não ultrapassa o 1% do total gerado por todas as fontes.
O custo da geração de energia eólica tem caído rapidamente nos últimos anos. Em
2005 o custo da energia eólica era cerca de um quinto do que custava no final dos
anos 1990, e essa queda de custos deve continuar com a ascensão da tecnologia de
produção de grandes aerogeradores. No ano de 2003 a energia eólica foi a forma de
energia que mais cresceu nos Estados Unidos.
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A maioria das formas de geração de eletricidade requerem altíssimos investimentos de
capital e baixos custos de manutenção. Isto é particularmente verdade para o caso da
energia eólica, onde os custos com a construção de cada aerogerador podem alcançar
milhões de reais, os custos com manutenção são baixos e o custo com combustível é
zero. Na composição do cálculo de investimento e custo nesta forma de energia levam-
se em conta diversos fatores, como a produção anual estimada, as taxas de juros, os
custos de construção, de manutenção, de localização e os riscos de queda dos
geradores. Sendo assim, os cálculos sobre o real custo de produção da energia eólica
diferem muito, de acordo com a localização de cada usina.
Apesar da grandiosidade dos modernos moinhosde vento, a tecnologia utilizada
continua a mesma de há 1000 anos, tudo indicando que brevemente será suplantada
por outras tecnologias de maior eficiência, como é o caso da turbovela, uma voluta
vertical apropriada para capturar vento a baixa pressão ao passar nos rotores axiais
protegidos internamente. Esse tipo não oferece riscos de colisões das pás com objetos
voadores (animais silvestres) e não interfere na áudiovisão. Essa tecnologia já é uma
realidade que tanto pode ser introduzida no meio ambiente marinho como no terrestre.
Capacidade instalada de produção de energia eólica no final de 2009
País EUA Alemanha China Espanha Índia Itália França
Reino
Unido
Portugal Brasil
MW 35.159 25.777 25.104 19.149 10.926 4.850 4.492 4.051 3.535 606
% 22,3 16,3 15,9 12,1 6,9 3,1 2,8 2,6 2,2 0,4
10.2. Energia Eólica no Brasil
Parque eólico de Osório no Rio Grande do Sul, a
energia eólica responde por 0,2% da energia
produzida no país.
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A energia eólica no Brasil tinha uma capacidade instalada de 602 MW no final de 2009,
suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 300 mil residências. Os 36 parques
eólicos e fazendas eólicas do país, em 2009, estavam localizadas no Nordeste (5
estados), Sul (3 estados) e Sudeste (1 estado). O potencial da energia eólica no Brasil
é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de menor intensidade
de chuvas. Isso coloca o vento como uma potencial fonte suplementar de energia
gerada por hidrelétricas. Em 2009, 10 projetos estão em construção, com uma
capacidade de 256 MW, e em 2010, 45 iniciaram sua construção para gerar 2.139 MW,
em vários estados. A empresa estadunidense General Electric tem uma indústria no
Brasil, na cidade de Campinas, e uma parceria com a Tecsis em Sorocaba, para
atender a demanda dos novos projetos.
Em 14 de dezembro de 2009, cerca de 1.800 megawatts (MW) foram contratados com
71 usinas de energia eólica programados para serem entregues a partir do 1 de julho
de 2012. Ao focalizar internamente na geração de energia eólica, o Brasil é parte de
um movimento internacional para tornar a energia eólica uma fonte primária de energia.
Na verdade, a energia eólica tem tido a maior taxa de expansão de todas as fontes
renováveis de energia disponíveis, com um crescimento médio de 27% por ano desde
1990, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC).
10.3. Suporte do governo
A primeira turbina de energia eólica do Brasil foi instalada em Fernando de Noronha em
1992. Dez anos depois, o governo criou o Programa de Incentivo às Fontes
Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para incentivar a utilização de outras fontes
renováveis, como eólica, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Estas
estações podem usar energia hidrelétrica, o carro-chefe da matriz energética do Brasil,
que compreende cerca de três quartos da capacidade energética instalada do Brasil.
O alto custo da produção de energia, juntamente com as vantagens da energia eólica
como uma fonte de energia renovável, amplamente disponível, tem levado vários
países a estabelecer incentivos regulamentando e dirigindo investimentos financeiros
para estimular a geração de energia eólica.
10.4.Crescimento da energia eólica
Desde a criação do Proinfa, a produção de energia eólica no Brasil aumentou de 22
MW em 2003 para 602 MW em 2009, como parte dos 36 projetos privados. Outros 10
projetos estão em construção, com uma capacidade de 256,4 MW, e 45 outros projetos
foram aprovados pela ANEEL, com um potencial estimado de 2,139.7 MW.
O desenvolvimento destas fontes de energia eólica no Brasil está ajudando o país a
alcançar seus objetivos estratégicos de aumentar a segurança energética, reduzir as
emissões de gases de efeito estufa e criando empregos. O potencial para este tipo de
geração de energia no Brasil poderia chegar a até 145.000 MW, segundo o Relatório
de Potencial de Energia Eólica de 2001 do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
(Cepel).
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11. Energia elétrica
Energia elétrica é uma forma de energia
baseada na geração de diferenças de
potencial elétrico entre dois pontos, que
permitem estabelecer uma corrente
elétrica entre ambos. Mediante a
transformação adequada é possível obter
que tal energia mostre-se em outras
formas finais de uso direto, em forma de
luz, movimento ou calor, segundo os
elementos da conservação da energia.
É uma das formas de energia que o
homem mais utiliza na atualidade, graças
a sua facilidade de transporte, baixo índice
de perda energética durante conversões.
A energia elétrica é obtida principalmente através de termoelétricas, usinas
hidroelétricas, usinas eólicas e usinas termonucleares porém ela pode ser produzida
em grandes quantidades a partir de diversas fontes.
Abaixo é mostrado uma tabela que indica diversas origens e fontes de energia e o
equipamento utilizado para a produção.
Origem Fonte Equipamento
calor
reação nuclear central nuclear
nascentes hidrotermais central geotérmica
queima de resíduos incinerador
queima de outros tipos de combustível central termoeléctrica
luz sol célula fotoeléctrica
movimento
vento aerogerador
motor gerador
ondas do mar central talassomotriz
peso
maré central talassomotriz
água dos rios turbina hidráulica
química reacções químicas célula electrolítica
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11.1. Geração de eletricidade
A geração de eletricidade é o primeiro processo na entrega da eletricidade aos
consumidores. Outros três processos são transmissão de energia elétrica , distribuição
da eletricidade e a venda da eletricidade .
A importância da geração, da transmissão
e da distribuição seguras de eletricidade
foi revelada quando se tornou aparente
que a eletricidade era útil para fornecer o
calor, a luz e a energia em geral para
atividades humanas. A geração de energia
descentralizada tornou-se altamente
atrativa quando se reconheceu que as
linhas de energia elétrica em corrente
alternada podiam transportar a
eletricidade a baixo custo através de
grandes distâncias.
A eletricidade foi concebida com a
finalidade de alimentar as tecnologias
humanas. As primeiras plantas de energia
funcionavam com madeira, quando hoje
nós confiamos principalmente no petróleo,
no gás natural, no carvão, no potencial
hidroelectrico e nuclear e em uma quantidade pequena do hidrogênio, na energia solar,
e em geradores do vento .
11.1.1. Métodos de geração de eletricidade
As turbinas girando unidas aos geradores elétricos
produzem a eletricidade. As turbinas podem ser movidas
usando o vapor, a água, o vento ou outros líquidos como
um portador de energia intermediário. As fontes de
energia mais comuns são o vapor, combustíveis fosseis,
reatores nucleares, e da energia potencial gravitacional
das barragens das usinas hidroelétricas. As pilhas
produzem a eletricidade pelas reações de óxido-redução
com uma variedade de produtos químicos.
O mundo confia principalmente no carvão e no gás natural para fornecer energia. As
exigências elevadas do Energia nuclear e seus perigos impediram requisitar estruturas
de poder nuclear para a America do Norte desde os 1970 .
As turbinas de vapor podem produzir energia usando o vapor produzido das fontes
geotermicas, da energia solar , ou dos reatores nucleares , que usam a energia criada
pela fissão do plutônio ou do urânio radioativo para gerar o calor.
O poder hidroelectrico usa a água que flui diretamente através das turbinas para dar
energia aos geradores. As turbinas do vento usam o vento as girar as turbinas que são
enganchadasaté um gerador.
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A geração de poder pela fusão termonuclear foi sugerida como uma maneira possível
de gerar a eletricidade. Atualmente um número de obstáculos técnicos e de interesses
ambientais existem, mas se a fusão realizada puder fornecer uma fonte relativamente
limpa e segura de poder elétrico, a construção de um reator experimental espera-se
começar em 2005-2006.
A geração de energia elétrica se leva a cabo mediante diferentes tecnologias. As
principais aproveitam um movimento rotatório para gerar corrente alternada em um
alternador. O movimento rotatório pode provir de uma fonte de energia mecânica direta,
como a corrente de uma queda d'água ou o vento, ou de um ciclo termodinâmico.
Em um ciclo termodinâmico se esquenta um fluido e se consegue com que realize um
circuito no qual move um motor ou uma turbina. O calor deste processo se obtém
mediante a queima de combustíveis fósseis, as reações nucleares ou outros
processos, como o calor proveniente do interior da Terra ou o calor do Sol.
A geração de energia elétrica é uma atividade humana básica já que está diretamente
relacionada com os requerimentos primários do homem. Todas as formas de utilização
das fontes de energia, tanto as convencionais como as denominadas alternativas ou
não convencionais, agridem em maior ou menor medida o nosso meio ambiente.
11.2. Transporte de energia elétrica
É o segmento responsável pelo transporte de
energia elétrica desde as unidades de geração até
os grandes centros de consumo. A atividade
também pode ser dividida em operação e
expansão. Exemplos: Cabos e outros condutores.
Que formam as linhas de transmissão.
A rede de distribuição de energia elétrica é uma
etapa do sistema de distribuição elétrica que é
responsabilidade das companhias distribuidoras
de eletricidade.
A rede de distribuição propriamente dita, opera
com tensões na classe de 15 KV normalmente
com 13800volts.
Esta rede cobre a superfície dos grandes centros
de consumo (população, grandes indústria, etc.)
unindo as subestações com os transformadores
de distribuição , sendo este o ultimo estágio de
redução de tensão , as tensões ao sair destes
transformadores trabalham com tensões de
(127/220 ou 220/380).
Os estabelecimentos grandes como: prédios, lojas e mercados consomem mais
eletricidade, e necessitam de transformadores mais fortes de 70kw, 100kw, 150kw e
também só para eles normalmente a tensão é distribuida em 380volts. Casas e
estabelecimentos menores tem um transformador para determinado bairro ou rua,
sendo que os transformadores são mais fracos normalmente com 30kw, 50kw, 70kw e
a tensão é distribuida em 220volts.
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Todo o sistema de distribuição é protegido por fusíveis, em caso de curto a rede é
desligada.
11.3. Componentes de um sistema de transmissão
11.3.1. Torres
Para linhas aéreas, é necessário erguer os cabos a uma distância segura do solo, de
forma a evitar contato elétrico com pessoas, vegetação e veículos que eventualmente
atravessem a região. As torres devem suportar os cabos em condições extremas,
determinadas basicamente pelo tipo de cabo, regime de ventos da região, terremotos,
entre outros eventos.
11.3.2. Isoladores
Os cabos devem ser suportados pelas torres através de
isoladores, evitando a dissipação da energia através da
estrutura. Estes suportes devem garantir a rigidez dielétrica e
suportar o peso dos cabos. Em geral são constituídos de
cerâmica, vidro ou polímeros.
[editar] Subestações
As linhas de transmissão são conectadas às subestações, que
dispõe de mecanismos de manobra e controle, de forma a
reduzir os transitórios que podem ocorrer durante a operação
das linhas.
ENERGIA X SOCIEDADE
O termo Energia, no contexto da sociedade humana e das humanidades, geralmente é
usado no sentido de recursos energéticos, e muito frequentemente refere-se a
substâncias como combustíveis, derivados do petróleo e electricidade em geral. Estas
são as fontes de energia utilizável, no sentido em que podem ser facilmente
transformadas em outros tipos de fontes de energia que podem servir um objetivo
particularmente útil. Esta diferença em relação à energia nas ciências naturais pode
causar alguma confusão, uma vez que os recursos energéticos não se conservam na
natureza do mesmo modo que a energia é conservada no contexto da física. O
conteúdo real de energia é sempre conservado, mas quando é convertido em calor, por
exemplo, habitualmente torna-se menos útil para a sociedade, parecendo, portanto,
que foi gasto.
A utilização de energia tem sido crucial para o desenvolvimento da sociedade humana
ao ajudá-la a controlar e a adaptar-se ao meio ambiente. Gerir o uso da energia é
inevitável em qualquer sociedade funcional. No mundo industrializado o
desenvolvimento de recursos energéticos tem se tornado essencial à agricultura,
transportes, recolha de desperdícios, tecnologia da informação, telecomunicações que
são hoje pré-requisitos de uma sociedade desenvolvida. O uso crescente de energia
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desde a Revolução Industrial trouxe consigo um número de problemas sérios, alguns
dos quais, como o aquecimento global, apresentam riscos potencialmente graves para
o mundo.
Em relação a expressões populares como crise energética e a necessidade de
conservar energia a utilização do termo energia pode ser vista como uma contradição à
lei da conservação de energia das ciências naturais. As práticas de eficiência
energética exigem um esforço direcionado à conservação dos recursos energéticos
disponíveis.
CONSUMO DE ENERGIA
O consumo de energia no mundo está resumido, em sua grande maioria, pelas fontes
de energias tradicionais como petróleo, carvão mineral e gás natural. Essas fontes são
poluentes e não-renováveis, o que significa que, no futuro, serão substituídas
inevitavelmente. Há controvérsias sobre o tempo da duração dos combustíveis fósseis
mas devido a energias limpas e renováveis como biomassa, energia eólica e energia
maremotriz e sanções como o Protocolo de Quioto que cobra de países industriais um
nível menor de poluentes (CO2) expelidos para a atmosfera, além de incentivar
(financeiramente) os países que já o fazem. As energias alternativas são um novo
modelo de produção de energias económicas e saudáveis para o meio ambiente.
O consumo de energia pode refletir tanto o grau de industrialização de um país como
um grau de desenvolvimento e bem estar da sua população em termos médios. O
consumo de energia nos países mais industrializados é aproximadamente 88 vezes
superior ao consumo dos países menos desenvolvidos.
ENERGIAS NO MUNDO
Geração de energia no mundo em 2002, estatísticas pela Agência Internacional de
Energia.
Consumo de energia per capita por país (2001).
Matizes de vermelho indicam aumento, matizes de
verde indicam diminuição de consumo durante os
anos 1990.
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Produto % Porcentagem
Petróleo 43,00
Gás Natural 16,20
Eletricidade 16,10
Biomassa 14,10
Carvão mineral 7,10
Outros 3,50
CRISE DO PETRÓLEO
Das reservas de petróleo do mundo 67%
estão concentradas no Oriente Médio,
devido a instabilidade política da região
ocorrem crises de produção e distribuição
causando grandes distúrbios no mercado
com aumentos de preços e mudança de
ramo de consumo.
A crise do petróleo aconteceu em cinco
fases, todas depois da Segunda Guerra
Mundial provocada pelo embargo dos
países membros da Organização dos
Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e
Golfo Pérsico de distribuição de petróleo
para os Estados Unidos e países da
Europa. Crisedo petróleo
EVOLUÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO.
A região petrolífera do Golfo Pérsico foi descoberta em 1908 no Irão ou Irã, a partir daí,
toda a região começou a ser visada estrategicamente e explorada. Em 1960, na cidade
de Bagdá, os cinco principais produtores de petróleo (Arábia Saudita, Irão, Iraque,
Kuwait e Venezuela) fundaram a Organização dos Países
Exportadores de Petróleo. A criação da OPEP foi uma forma de
reivindicar perante uma política de achatamento de preços
praticada pelo cartel das grandes empresas petroleiras
ocidentais – as chamadas "sete irmãs" (Standard Oil, Royal
Dutch Shell, Mobil, Gulf, BP e Standard Oil da California).
Os três objetivos da OPEP, definidos pela organização na
conferência de Caracas em 1961, eram: aumentar a receita dos
países-membros, a fim de promover o desenvolvimento;
assegurar um aumento gradativo do controle sobre a produção
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de petróleo, ocupando o espaço das multinacionais; e unificar as políticas de produção.
A OPEP aumentou os royalties pagos pelas transnacionais, alterando a base de
cálculo, e as onerou com um imposto.
A crise do petróleo foi desencadeada num contexto de déficit de oferta, com o início do
processo de nacionalizações e de uma série de conflitos envolvendo os produtores
árabes da OPEP, como a guerra dos Seis Dias (1967), a guerra do Yom Kipur (1973), a
revolução islâmica no Irã (1979) e a guerra Irã-Iraque (a partir de 1980). Os preços do
barril de petróleo atingiram valores altíssimos, chegando a aumentar até 400% em
cinco meses (17/10/1973 – 18/3/1974)[1], o que provocou grande recessão nos Estados
Unidos e na Europa e desestabilizou a economia ao redor do mundo.
[editar] Fases da crise
Ausência de combustíveis em 1973-74, durante a crise do petróleo.
FASES DA CRISE
A primeira fase ocorreu em 1956 depois que o presidente do Egito na época
Gamal Nasser nacionalizou o Canal de Suez até então propriedade de uma
empresa Anglo-Francesa. O canal é uma importante passagem para exportação
de produtos da região para países ocidentais, pelo que em virtude dessa crise, o
abastecimento foi interrompido, com o bloqueio do Canal, levando a um
aumento súbito do preço do petróleo.
A segunda fase aconteceu em 1973 em protesto pelo apoio prestado pelos
Estados Unidos a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, tendo os países
árabes organizados na OPEP aumentado o preço do petróleo em mais de 300%.
A terceira fase, ocorreu durante a crise política no Irã e a consequente
deposição de Xá Reza Pahlevi o que desorganizou todo o setor de produção no
Irã, onde os preços aumentaram em mais de 1000%. Na sequência da
Revolução iraniana, travou-se a Guerra Irã-Iraque, na qual foram mortos mais de
um milhão de soldados de ambos os países, tendo o preço disparado em face
da súbita diminuição da produção de dois dos principais produtores mundiais.
A quarta fase foi a Guerra do Golfo em 1991, depois que o Iraque governado por
Saddam Hussein ter invadido o país vizinho Kuwait, um dos maiores produtores
de petróleo do mundo. Com a invasão das forças militares dos EUA e dos
países aliados, os iraquianos foram expulsos do Kuwait. Contudo incendiaram
alguns poços de petróleo do emirado provocando uma crise econômica e
ecológica.
A quinta fase deu-se no ano de 2008 quando os preços subiram mais de 100%
entre Janeiro e Julho, em virtude de movimentos especulativos em nível global.
[editar] Maiores produtores
MAIORES PRODUTORES
A produção anual do mundo atinge a 24 bilhões de barris, consome-se 23 bilhões e 1
bilhão ficam em depositos. As reservas existentes no mundo são calculadas em
aproximadamente 1 trilhão de barris de petróleo, 67% se encontram no Oriente Médio.
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Veja as estatísticas:
Países % Porcentagem
Golfo Pérsico 21,76
Europa 14,53
Américas 18,52
Ásia 3,62
África 2,51
Outros 39,06
Somente os membros da OPEP produzem 27,13%.
ETANOL
O programa de etanol do Brasil começou em 1975,
quando a crise do petróleo abalaram a economia
brasileira. Em resposta, os governantes militares
do país lançaram um esforço para libertar-se do
petróleo estrangeiro, que então representava
quase 90% do consumo de petróleo do país,
através do desenvolvimento de combustíveis
inovadores. O etanol, feito de cana-de-açúcar, foi
um candidato óbvio, dada quantidade quase
infinita do Brasil de terras agricultáveis e de clima
favorável.]
A maioria dos carros em funcionamento hoje no Brasil funcionam com misturas de até
25% de etanol e fabricantes de automóveis já produzem veículos concebidos para
funcionar em misturas de etanol muito mais elevadas. Várias empresas
automobilísticas vendem "automóveis flex", que podem usar gasolina e misturas de
etanol variando de gasolina pura até 85% de etanol (E85). Em 2009, 90% dos carros
produzidos funcionavam com etanol.
O Brasil é um dos maiores produtores de etanol do mundo e é o maior exportador do
combustível. Em 2008, o Brasil produziu 454.000 barris/dia de etanol, contra 365.000
em 2007. Toda a gasolina no Brasil contém etanol, misturada com níveis variando de
20-25%. Mais da metade de todos os carros no país são do tipo flex-fuel, o que
significa que podem funcionar com 100 por cento de etanol ou com uma mistura de
etanol e gasolina. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), o Brasil também produziu cerca de 20.000 barris/dia de
biodiesel em 2008 e a agência adotou um requisito de três por cento de mistura de
vendas de diesel doméstico.
A importância do etanol no do mercado doméstico de transporte de combustíveis
brasileiro só vai aumentar no futuro. Segundo a Petrobras, o etanol é responsável por
mais de 50 por cento da demanda atual de combustíveis de veículos leves e a empresa
espera que aumente para mais de 80% em 2020. Como a produção de etanol continua
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a crescer mais rapidamente do que a demanda interna, o Brasil tem procurado
aumentar as exportações de etanol. De acordo com fontes do setor, as exportações de
etanol no Brasil atingiu 86.000 barris/dia em 2008, com 13.000 barris/dia para os
Estados Unidos. O Brasil é o maior exportador de etanol do mundo, controlando mais
de 90% do mercado mundial de exportação.
BIOMASSA
Plantação de cana-de-açucar em Avaré, no
estado de São Paulo, restos de cana são
utilizados para produção de energia de biomassa.
Eucalipto no estado do Espírito Santo, restos da
árvore são reutilizadas para geração de energia
de biomassa.
A biomassa é uma fonte de energia limpa utilizada no Brasil. Ela reduz a poluição
ambiental, pois utiliza lixo orgânico, restos agrícolas, aparas de madeira ou óleo
vegetal para produzir energia. Restos de cana, com seu alto valor energético, têm sido
utilizados para produzir eletricidade. Mais de 1 milhão de pessoas no país atuam na
produção de biomassa e esta energia representa 27% da matriz energética do Brasil.
O recente interesse na conversão de biomassa em eletricidade vem não só do seu
potencial como do seu baixo custo, o fornecimento de energia para comunidades
indígenas, mas também por seu potencial de benefícios ambientais e de
desenvolvimento. Por exemplo, a biomassa pode ser uma opção de mitigação global
importante para reduzir a taxa de acúmulo de CO2 por sequestro de carbono e por
permitir deixar de utilizar combustíveis fósseis. o crescimento renovável de biomassa
contribui com apenas uma pequena quantidade de carbono para a atmosfera.
Localmente, as plantações podem reduzir a erosão do solo, fornecem um meio para
restaurar áreasdegradadas, a neutralização de emissões e os impactos locais de
geração de energia fóssil e, talvez, reduzir as exigências sobre as florestas existentes.
Além do poder direto e os benefícios ambientais, sistemas de energia de biomassa
oferecem vários outros benefícios, especialmente para os países em desenvolvimento,
como o Brasil. Alguns destes benefícios incluem emprego para mão-de-obra
subutilizada e a produção de co-produtos e subprodutos, por exemplo, lenha.
47/127
Quase todas as experiências com biomassa para geração de energia são baseadas na
utilização de resíduos e de resíduos de combustíveis (principalmente madeira/resíduos
de madeira e resíduos agrícolas). A produção de energia eléctrica a partir de madeira é
uma tecnologia emergente, com grandes chances de sucesso. No entanto, o uso
comercial de plantações para geração de energia é limitada a algumas experiências
isoladas. Madeira proveniente de plantações não é uma matéria-prima da energia
barata e enquanto os preços mundiais de carvão, petróleo e gás forem relativamente
baixos, o estabelecimento de plantações dedicadas ao fornecimento de energia elétrica
ou outras formas superiores de energia só ocorrerá quando os subsídios financeiros ou
incentivos existentes em outras fontes de energia não estiverem mais disponíveis.
As plantações de biomassa são fornecedores de energia em uma base comercial,
como ocorre no Brasil, nas Filipinas e na Suécia, ela pode ser demonstrada que uma
combinação de políticas governamentais e/ou alta dos preços da energia convencional,
têm estimulado o uso de plantações de curta rotação para a energia. O Brasil utilizou
incentivos fiscais a partir de meados da década de 1960 para iniciar um programa de
reflorestamento para fornecer a energia de madeira industrial e produtos de madeira.
Como consequência dos incentivos fiscais favoráveis do Código Florestal Brasileiro, a
área de florestas plantadas no Brasil aumentou de 470.000 hectares para 6,5 milhões
de hectares até 1993. Com a suspensão dos incentivos fiscais em 1988, o
estabelecimento de plantações no Brasil diminuiu, embora a viabilidade comercial da
utilização do eucalipto para a energia e outros produtos tem sido demonstrada
claramente.
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Exercícios:
01. Dentre as alternativas citadas abaixo, assinale aquela que contenha apenas as
fontes de energia renováveis mais utilizadas no Brasil:
a) Solar, hidrelétrica e eólica.
b) Hidráulica, lenha e biomassa.
c) Hidráulica, xisto e solar.
d) Petróleo, solar e lenha.
e) Álcool, eólica e solar.
02. A Usina de Itaipu é um empreendimento conjunto:
a) Brasil – Paraguai;
b) Brasil – Argentina;
c) Brasil – Paraguai – Argentina;
d) Argentina – Paraguai;
e) Brasil – Uruguai.
03. Sobre o consumo de energia no Brasil é correto afirmar que:
a) A Região Sudeste não consegue consumir toda a energia que produz;
b) o setor residencial e de comércio representam 80% do consumo total de
energia;
c) mais da metade da energia consumida no país provém de fontes renováveis,
como a hidráulica e a biomassa;
d) nesta década, devido às sucessivas crises econômicas, não tem havido
aumento do consumo de energia;
e) o petróleo e o carvão mineral representam mais de 70% de energia produzida
para consumo no país.
04. A energia elétrica, no Brasil, contribui de maneira significativa para atender às
necessidades do país em fontes de energia. O setor que mais utiliza ou consome
energia elétrica no Brasil é:
a) a indústria
b) os domicílios
c) o comércio
d) a iluminação pública
e) os transportes
05. O que é o horário de verão?
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O texto abaixo corresponde as questões 06 e 07:
GEOPOLITICA E ESTRATÉGIA
Qualquer tipo de trabalho que realizamos gastamos energia, uma energia que é
limitada pelos nossos dotes físicos. Assim, o homem desde a antiguidade, até os
nossos dias tem procurado novas fontes de energia para realizar suas tarefas diárias.
No começo, usava-se apenas a força de animais para transportar mercadorias ou arar
a terra. Mas, com o tempo, os progressos técnicos foram avançando e novas fontes de
energia foram sendo descobertas, tornando o trabalho humano mais eficiente.
Desde a revolução Industrial, quando houve a entrada das maquinas, o trabalho
humano vem se tornando cada vez necessário. Quando uma maquina é aperfeiçoada,
a produtividade aumenta e, como, hoje em dia, a energia já não é mais tão barata
como antes, o homem tem se preocupado com as formas de economiza-la. Desde a
Segunda Guerra Mundial o consumo vem aumentando sem parar, e o desenvolvimento
tecnológico busca meios de economizar os meios de produzir e transportar
mercadorias.
O consumo de energia está intimamente relacionado com a qualidade de vida do país.
Em países desenvolvidos o consumo é maior, devido ao grau de industrialização e o
nível de consumo residencial em aparelhos domésticos.
O setor energético quase sempre é controlado pelo Estado, através de política de
planejamento da produção, concessão de exploração de grupos privados ou
intervenção direta na produção da atração de empresas estatais.
O setor energético está inserido diretamente na geopolítica e economia de um país.
Qualquer aumento nos custos ou problemas na produção de energia afeta todas as
atividades desenvolvidas no país. A produção industrial, os sistemas de transportes, de
segurança, de saúde, de educação, lazer, comercio, agricultura dependem de energia,
por isso a falta dela, afeta todo o país.
A energia gasta na produção industrial é necessariamente um fator que pode tomar a
mercadoria mais ou menos competitiva no comércio internacional. Assim, qualquer
nação almeja atingir a auto-suficiência e baixos custos na produção de energia, para
que as atividades econômicas não sejam afetadas pelas oscilações de preço de
mercado internacional e nem dependam de boa vontade de terceiros para o
fornecimento de energia.
O petróleo é a principal fonte de energia do planeta, seguida pelo carvão mineral e pelo
gás natural. Isso é preocupante, visto que 90% da energia consumida no planeta é
provida de fontes não-renováveis, quer dizer, que um dia vã se esgotar. Isso não quer
dizer que faltará energia no mundo, mas que haverá, um trabalhoso e caso período de
transição para nos acostumarmos com a utilização de um novo tipo de energia.
06. Porque o setor energético é considerado estratégico?
07. O consumo de energia é maior em que tipo de país? E porque?
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08. A ampliação e a diversidade da matriz energética brasileira é uma necessidade
frente às possibilidades de crescimento econômico e industrial do país. O mapa ilustra
o gasoduto Brasil-Bolívia.
a) O gás natural é um recurso natural renovável, encontrado em bacias
sedimentares e formado pela decomposição de matéria orgânica em ambientes
periglaciais;
b) A substituição do petróleo e do carvão mineral e vegetal por gás natural, apesar
de reduzir custos, não é recomendável, pois o gás é mais poluente que os
demais;
c) O gasoduto, que no Brasil passa somente por estados do centro-sul, é
responsável pelo fornecimento de gás natural a importantes atividades
industriais;
d) A construção do gasoduto pode representar o esgotamento rápido do gás
natural boliviano, pois além do Brasil, a Bolívia abastece ainda a argentina, que
não possui reservas deste recurso;
e) Após a construção do gasoduto, o gás natural passou a ser a fonte de energia
mais consumida no país, pelo baixo custo sua obtenção e facilidade de
distribuição.
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09. Os impactos advindos da queima de combustíveis fósseis têm intensificado a busca
por combustíveis alternativos. É nesse contexto que surge no Brasil, propostade
utilização de um combustível de origem vegetal, denominado biodiesel, em substituição
ao óleo diesel. Sobre a utilização de combustíveis menos poluidores, assinale a
alternativa correta.
a) A substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de origem vegetal será
insignificante para a melhoria da qualidade de vida, pois os primeiros têm
participação mínima na poluição dos grandes centros urbanos;
b) Doenças respiratórias e agravamentos de doenças cônicas são comumente
relacionados a áreas poluídas, portanto, a utilização de combustíveis menos
poluidores poderá melhorar a qualidade de vida;
c) Apesar de melhorar a qualidade de vida dos centros urbanos, a substituição de
combustíveis fósseis por combustíveis de origem vegetal é economicamente
inviável;
d) Os investimentos necessários para a substituição do diesel pelo biodisel são
justificáveis, pois a redução da poluição beneficiaria uma pequena parcela da
população;
e) Ao longo do tempo, a população dos centros urbanos desenvolveu mecanismos
de absorção da poluição que dificultam o aparecimento de doenças, portanto, a
substituição de combustíveis é uma medida desnecessária.
10. "A Matriz energética brasileira" – aborda as fontes brasileiras de energia e, onde
destaca-se o óleo diesel (produto derivado do petróleo) como o combustível mais
usado para transporte no país. Este fato tem estreita relação com o (a):
a) expansão do rodoviarismo (marca do atual espaço da circulação), que pode ser
associado com o estímulo ao aumento do consumo de combustíveis e a
instalação de indústrias automobilísticas no país, eixos presentes no Plano de
Metas do Governo Juscelino Kubistchek;
b) predominância do uso de ferrovias no transporte da produção econômica, traço
herdado do período áureo da cafeicultura, quando o transporte ferroviário ligava
centros produtores aos portos de escoamento;
c) baixo preço do petróleo no mercado interno, uma vez que a grande produção
deste combustível, através da Petrobrás, torna o país auto–suficiente neste
aspecto, sendo, inclusive, exportador da produção excedente emembro efetivo
da OPEP (Organização dos países exportadores de petróleo);
d) grande produção deste combustível, considerando-se que o mesmo é facilmente
renovável pela natureza, daí existir no país uma equidade entre demanda e
produção;
e) todas as anteriores.
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capítulo 3: TROCADORES DE CALOR
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1. Transferência de Calor
Quando em duas regiões do universo existe uma diferença de temperatura, esta tende
a desaparecer espontaneamente pelo aparecimento da forma de energia CALOR. O
conjunto de fenômenos que caracterizam esta passagem da forma de energia calor é
que denominamos Transmissão de Calor.
Teoricamente a transmissão de calor pode ocorrer isoladamente por condução,
convecção ou radiação. Mas, praticamente as três formas citadas acima ocorrem
simultaneamente, ficando a critério do interessado o estudo da possibilidade de serem
desprezadas uma ou duas das formas em presença das demais.
As formas de transmissão de calor são definidas como:
CONDUÇÃO é a passagem da energia calor entre elementos de um sistema ou
de sistemas em contacto, devido a um gradiente de temperatura, porém sem
variação apreciável da posição relativa dos elementos do sistema ou dos
sistemas. Resumidamente, a condução é a forma de transmissão de calor sem
transporte de massa.
CONVECÇÃO é a passagem da energia calor com variação da posição relativa
dos elementos do sistema ou
de sistemas. Assim, a
convecção é a forma de
transmissão de calor pela
mistura de elementos que
possuem maior energia
térmica com os de menor
energia térmica. Esta mistura
é a causadora das chamadas
correntes de convecção que
aparecem no interior do
sistema ou sistemas.
Resumidamente, a
convecção é a forma de
transmissão de calor com
transporte de massa.Quando
este trabalho é ocasionado
unicamente por uma
diferença de temperatura,
temos a convecção natural.
Quando ele ocorre com
auxílio de meios externos,
temos a convecção forçada.
RADIAÇÃO é a passagem da energia calor através de ondas eletromagnéticas.
Podemos também dizer que é a forma de transmissão de calor com transporte
de energia. Convém alertar desde já que a radiação eletromagnética não é
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forma de energia calor em um sentido amplo, apesar de ser assim denominada
em um intervalo conveniente de frequência. O efeito da radiação
eletromagnética neste intervalo somente aparece quando é cruzada a fronteira
de um sistema material absorvente. Quando isto ocorre há absorção de energia
sendo esta energia a causa do aumento da energia interna do sistema. Por outro
lado, convém lembrar que a forma de energia calor é uma forma de energia
desordenada, contrário da radiação eletromagnética que é perfeitamente
ordenada.
2. Trocadores de Calor
Freqüentemente, há interesse em transferir energia térmica de um sistema para a
vizinhança ou entre partes de um sistema. Isto é feito através de um equipamento,
chamado de Trocador de Calor, muito comum de ser encontrado em indústrias.
Podemos classificar os trocadores de diversas maneiras: quanto ao modo de troca de
calor, quanto ao número de fluidos, tipo de construção, etc. De uma forma mais básica,
duas classificações vão nos interessar: aquela que divide os trocadores entre aqueles
que utilizam o contato direto e os de contato indireto e uma outra que os classifica em
função das suas características de construção.
O processo de troca de calor entre dois fluidos que estão em diferentes temperaturas e
separados por uma parede sólida ocorre em muitas aplicações da engenharia. Os
equipamentos usados para implementar esta troca são denominados trocadores de
calor, e aplicações específicas podem ser encontradas em aquecimento e
condicionamento de ambiente, recuperação de calor, processos químicos, etc. Como
aplicações mais comuns destes equipamentos, temos: aquecedores, resfriadores,
condensadores, evaporadores, torres de refrigeração, caldeiras, etc. O projeto
completo de trocadores de calor pode ser subdividido em três fases principais : análise
térmica, projeto mecânico preliminar e projeto de fabricação.
2.1. Tipos de Trocadores de Calor
Os trocadores de calor podem ser classificados conforme o processo de transferência
de calor em:
Contato direto
Contato indireto
2.1.1. Contato Direto
Quando o trocador é de contato direto, os dois fluidos se misturam. Aplicações comuns
de um trocador de contato direto envolvem transferência de massa além de
transferência de calor; aplicações que envolvem só transferência de calor são raras.
Comparado a recuperadores de contato indireto e regeneradores, são alcançadas
taxas de transferência de calor muito altas. Sua construção é relativamente barata. As
aplicações são limitadas aos casos onde um contato direto de dois fluxos fluidos é
permissível.
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São exemplos de aplicação: torres de resfriamento e aquecedores de água de
alimentação.
2.1.2. Contato Indireto por Armazenamento
Em um trocador de armazenamento, os ambos fluidos percorrem alternativamente as
mesmas passagens de troca de calor . A superfície de transferência de calor
geralmente é de uma estrutura chamada matriz. Em caso de aquecimento, o fluido
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quente atravessa a superfície de transferência de calor e a energia térmica é
armazenada na matriz. Posteriormente, quando o fluido frio passa pelas mesmas
passagens, a matriz ―libera‖ a energia térmica (em refrigeração o caso é inverso). Este
trocador também é chamado regenerador. Este tipo de troca é comum em fornos.
2.1.3. Contato Indireto por TransferênciaDireta
Neste tipo, há um fluxo contínuo de calor do fluido quente ao frio através de uma
parede que os separa. Não há mistura entre eles, pois cada corrente permanece em
passagens separados. Este trocador é designado como um trocador de calor de
recuperação, ou simplesmente como um recuperador.
Alguns exemplos de trocadores de transferência direta são trocadores de ―duplo-tubo‖,
multitubulares, espirais e de placa.
Estes recuperadores constituem uma vasta maioria de todos os trocadores de calor.
2.1.3.1. Duplo Tubo
São formados por dois tubos concêntricos. Pelo interior do tubo do primeiro (mais
interno) passa um fluido e, no espaço entre as superfícies externa do primeiro e interna
do segundo, passa o outro fluido. A área de troca de calor é a área do primeiro tubo.
Tem as vantagens de ser simples, ter custo reduzido e de ter facilidade de
desmontagem para limpeza e manutenção.
O grande inconveniente é a pequena área de troca de calor.
2.1.3.2. Multitubular ou Casco-Tubo
São formados por um feixe de tubos paralelos contidos em um vaso cilíndrico
denominado de casco. Um dos fluidos (fluido dos tubos) escoa pelo interior dos tubos,
enquanto que o outro (fluido do casco) escoa por fora dos tubos e dentro do casco.
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Defletores (ou chicanas) são normalmente utilizados para aumentar o coeficiente de
película do fluido do casco pelo aumento da turbulência e da velocidade de
escoamento deste fluido.
São os mais usados na indústria, porque oferecem uma grande área de troca de calor.
A principal desvantagem destes trocadores é a área necessária para instalação,
obrigando que o projetista faça vários passes internos dos fluidos, dificultando a sua
fabricação e manutenção.
Se um dos fluidos do trocador condensa ou evapora, o trocador é também denominado
condensador ou evaporador, respectivamente.
Para facilitar a limpeza do equipamento, é possível projetar o trocador com feixe
removível.
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2.1.3.3. Espirais
Este tipo de trocador consiste em uma ou mais
serpentinas (de tubos circulares) ordenadas em uma
carcaça. A transferência de calor associada a um
tubo espiral é mais alta que para um tubo duplo. Além
disto, uma grande superfície pode ser acomodada em
um determinado espaço utilizando as serpentinas. As
expansões térmicas não são nenhum problema.
Outro uso deste tipo de troca térmica é a serpentina
inserida em vasos ou tanques, cuja função é de
efetuar o aquecimento de um banho.
Possui maior área de troca de calor que o anterior e tem grande flexibilidade de
aplicação. Sua principal desvantagem é a limpeza e a manutenção, pelo acesso aos
seus internos.
2.1.3.4. De Placas
Este tipo de trocador normalmente é construído com placas planas lisas ou com
alguma forma de ondulações. Geralmente, este trocador não pode suportar pressões
muito altas, comparado ao trocador tubular equivalente.
O seu uso é extensivo nas indústrias químicas, devido à grande superfície de troca
térmica e ao pouco espaço ocupado na planta industrial, bem como a facilidade de
ajuste tanto no que se refere a capacidade de troca de calor, como pela perda de
pressão pelo aumento da quantidade de placas.
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Suas principais desvantagens são:
O sistema de vedação é feito
através de juntas especiais que,
normalmente, sofrem desgaste
maior ou menor pelo tempo de
contato com os produtos e, por
isso, limita o seu uso para
líquidos.
Em velocidades muito baixas,
ocorre deposição de resíduos. Isto
gera caminhos preferenciais,
reduzindo a área de transferência.
A perda de carga em um trocador
de calor de placas é alta, se
comparado com os tipos
anteriormente apresentados.
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Exercícios:
1. Com relação a forma de transmissão de calor, quais as diferenças entre
condução, convecção e radiação?
2. O que são Trocadores de Calor?
3. Defina e explique o funcionamento de um trocador de calor de contato direto.
4. Defina e explique o funcionamento de um trocador de calor de recuperação.
5. Defina e explique o funcionamento de um trocador de calor multitubular.
6. Defina e explique o funcionamento de um trocador de calor de duplo tubo.
7. A invenção da geladeira proporcionou uma revolução no aproveitamento dos
alimentos, ao permitir que fossem armazenados e
transportados por longo períodos. A figura apresentada ilustra
o processo cíclico de funcionamento de uma geladeira, em
que um gás no interior de uma tubulação é forçado a circular
entre o congelador e a parte externa da geladeira. É por meio
dos processos de compressão que ocorre na parte externa, e
de expansão, que ocorre na parte interna, que o gás
proporciona a troca de calor entre o interior e o exterior da
geladeira. Nos processos de transformação de energia
envolvidos no funcionamento da geladeira,
a) a expansão do gás é um processo que cede a energia
necessária ao resfriamento da parte interna da geladeira.
b) o calor flui de forma não-expontânea da parte mais fria, no
interior, para a mais quente, no exterior da geladeira.
c) a quantidade de calor cedida ao meio externo é igual ao calor retirado da
geladeira.
d) a eficiência é tanto maios quanto menos isolado termicamente do ambiente
externo for seu compartimento interno.
e) a energia retirada do interior pode ser devolvida a geladeira abrindo-se a sua
porta, o que reduz seu concumo de energia.
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capítulo 4:
CALDEIRAS E QUEIMADORES
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1. Sistemas Geradores de Vapor
No início do século XVIII surgiram as primeiras máquinas destinadas a gerar vapor. A
necessidade de se encontrar uma fonte de calor, que substituísse os inconvenientes
apresentados pela queima direta do carvão, estimulou o desenvolvimento das unidades
geradoras de vapor. A questão principal era captar a energia liberada pelo combustível
numa unidade central e distribuí-la aos pontos de consumo da empresa. Atualmente, o
vapor d’água é indispensável em diversos setores industriais.
A aplicação do vapor produzido em um gerador de vapor é bastante abrangente,
atendendo necessidades diversas e podendo ser empregado em indústrias de bebidas
e conexos, madeireiras, químicas, têxtil, metalúrgicas, de papel, de doces em geral, de
vulcanização e recauchutagem, de petróleo e seus derivados, de laticínios, frigoríficos,
curtumes, hospitais, hotéis e similares. O equipamento utilizado para a geração de
vapor pode ser entendido como um trocador de calor complexo, que produz vapor
mediante a transferência da energia de uma fonte térmica a um fluido, que
normalmente é a água, estando constituído por diversos equipamentos associados e
perfeitamente integrados para permitir a obtenção de um maior rendimento térmico
possível. Para aproveitar melhor a energia liberada pela queima de um determinado
tipo de combustível, as unidades geradoras de vapor são construídas de acordo com
normas ou códigos vigentes no país.
Classifica-se o esquema genérico de um gerador de vapor em três setores distintos:
Seção pré-
caldeira: inclui
todos os
equipamentos e
tubulações
destinadas ao
acondicioname
nto da água
antes da sua
entrada na
caldeira;
Caldeira: é
responsável,
pela geração
de vapor pelo
sistema;
Seção pós-
caldeira: inclui
todos os equipamentos e tubulações após a caldeira, com exceção do
aquecedor-desaerador.
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Os geradores de vapor ou qualquer aparelho de vaporização são caracterizados pelos
seguintes elementos:
Máxima pressão de trabalho admissível (PMPT);
Pressão de prova;
Capacidade de evaporação ou potência do gerador em uma hora;
Superfície de aquecimento ou calefação;Superfície das grelhas ou volume da fornalha nas caldeiras que queimam carvão
ou petróleo respectivamente.
Além dessas características mencionadas, caracterizam-se também as caldeiras por:
peso,
superfície dos superaquecedores de vapor,
economizadores de água de alimentação ou de ar,
volumes das câmaras de água e vapor.
Na seleção de um gerador podem-se observar outras considerações adicionais, tais
como:
Tipo de combustível e características;
Equipamento de combustão;
Pressão e temperatura do vapor;
Variação da demanda de vapor;
Eficiência térmica desejável;
Custo de instalação, operação e manutenção;
Espaço necessário e/ou disponível;
Amortização do investimento.
2. Caldeiras a Vapor
Segundo a NR-13 item 13.1.1., caldeiras a vapor são equipamentos destinados a
produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte
de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em
unidades de processo.
Todos os tipos de caldeira sempre possuem três partes essenciais, que são:
fornalha ou câmara de combustão,
câmara de água e
câmara de vapor.
Os condutos para descarga dos gases e a chaminé não formam parte integral da
caldeira, pois constituem construções independentes que são adicionadas ao corpo
resistente da mesma, não estando expostas à pressão do vapor.
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As caldeiras podem ser classificadas de acordo com:
as classes de pressão;
o grau de automação;
o tipo de energia empregada;
o tipo de troca térmica.
De acordo com as classes de pressão, as caldeiras foram classificadas segundo a NR-
13 em:
Categoria A: caldeira cuja pressão de operação é superior a 1960 KPa (19,98
kgf/cm²);
Categoria C: caldeiras com pressão de operação igual ou inferior a 588 KPa
(5,99 kgf/cm²) e volume interno igual ou inferior a 100 litros;
Categoria B: caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores.
Conforme o grau de automação, as caldeiras podem se classificar em:
manuais,
semi-automática e
automática.
Com relação ao tipo de energia empregada (combustível), elas podem ser:
sólido,
líquido,
gasoso,
caldeiras elétricas e
caldeiras de recuperação.
Existem outras maneiras particulares de classificação, como por exemplo:
tipo de montagem,
circulação de água,
sistema de tiragem e
tipo de sustentação.
Como primeira tentativa e antes de comentar o tratamento particular de diversos tipos,
dividiremos os geradores em:
Caldeiras flamotubulares,
Caldeiras aquatubulares e
Caldeiras elétricas.
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2.1. Caldeiras Flamotubulares
Também conhecidas como Pirotubulares, Fogotubulares ou, ainda como Tubos de
Fumaça, são aquelas em que os gases provenientes da combustão (gases quentes)
circulam no interior dos tubos,
ficando por fora a água a ser
aquecida ou vaporizada. A
superfície de aquecimento das
caldeiras flamotubulares é muito
pequena, tendo como
conseqüência uma baixa
vaporização específica (12 a 14
kg de vapor gerado/m²); e o
espaço ocupado por ela é
proporcionalmente maior,
embora atualmente já existam
modelos compactos desse tipo
de caldeira.
As caldeiras flamotubulares têm
uso limitado às instalações de
pequeno porte, com pressões
inferiores a 1500 KPa ou
capacidade inferior a 15 ton/h
de vapor saturado. Sua
aplicação é restrita apenas as
operações que admitem o uso
de vapor saturado.
São vários os métodos de
classificação das caldeiras
flamotubulares (segundo o uso, a capacidade, a pressão, a posição da fornalha, a
posição dos tubos, os tamanhos, etc.). Assim, podemos dividi-las em:
Verticais
o Com fornalha externa
o Com fornalha interna
Horizontais
o Com fornalha externa
Multitubulares
o Com fornalha interna
o Com uma tubulação central (Cornovaglia)
o Com duas tubulações (Lancashire)
Locomotivas e Locomoveis
o Escocesas
o Marítimas
o Estacionárias
o Compacta
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As caldeiras flamotubulares apresentam as seguintes partes principais: corpo,
espelhos, feixe tubular ou tubos de fogo e caixa de fumaça. Tem a vantagem do custo
de aquisição mais baixo, de exigir pouca alvenaria e atender bem aumentos
instantâneos de demanda de vapor.
Como desvantagens, apresentam baixo rendimento térmico, partida lenta devido ao
grande volume interno de água, limitação de pressão de operação (máx. 15 kgf/cm²),
baixa taxa de vaporização (kg de vapor/m².hora), capacidade de produção limitada, e
dificuldades para instalação de economizador, superaquecedor e pré-aquecedor.
2.2. Caldeiras Aquatubulares
A necessidade de caldeiras com maior rendimento, menos consumo, rápida geração e
grandes quantidades de vapor, aumentou muito com a evolução dos processos
industriais. Baseados nos princípios
da transferência de calor e na
experiência com os tipos de
caldeiras existentes, os fabricantes
inverteram a forma de geração de
calor, ou seja, os tubos de fogo
foram trocados por tubos de água, o
que aumentou muito a superfície de
aquecimento, surgindo a caldeira
aquatubular.
Também conhecidas como Caldeiras
Tubos de Água, se caracterizam
pelos tubos situarem-se fora dos
tubulões da caldeira (tambor),
constituindo com estes um feixe
tubular. Diferenciam-se das
flamotubulares, pois a água circula
no interior dos tubos e os gases quentes encontram-se em contato com sua superfície
externa. Operam a média e alta pressão, resultando em alta produção de vapor.
As caldeiras aquatubulares são classificadas em três grandes grupos:
Caldeiras de tubos retos, com tubulão transversal ou longitudinal;
Caldeiras de tubos curvos, com diversos tubulões transversais ou longitudinais
utilizados na geração (máx. 5);
Caldeiras de circulação forçada.
As partes principais de uma caldeira aquatubular são:
tubulão superior (ou tambor de vapor),
tubulão inferior (ou tambor de lama),
67/127
feixe tubular,
parede de água,
fornalha e
superaquecedor,
Outros equipamentos denominados como auxiliares ou periféricos ajudam a boa
operação de uma caldeira, são eles:
economizador,
pré-aquecedor e
soprador de fuligem.
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2.3. Caldeiras Elétricas
A caldeira elétrica é um equipamento cujo papel
principal é transformar energia elétrica em térmica,
para transmití-la a um fluido apropriado, geralmente
água. Sua aplicação é bastante restrita, pois são
utilizadas quando houver disponibilidade de energia
elétrica e que os custos sejam compensadores, além
de serem projetadas para fornecerem apenas vapor
saturado.
A geração de energia elétrica através de vapor é
obtida nas usinas termoelétricas e outros pólos
industriais, os quais são compostos basicamente de
um gerador de vapor superaquecido, uma turbina,
um gerador elétrico e um condensador. Na produção
de vapor a corrente elétrica, ao atravessar qualquer
condutor, encontra resistência a sua livre circulação
e desprende calor (Efeito Joule).
As caldeiras elétricas oferecem certas vantagens,
tais como:
ausência de poluição ambiente;
modulação de carga de 0 a 100%;
resposta rápida à variação de consumo de vapor;
manutenção simples – apenas bombas;
a falta d’água não provoca danos à caldeira;
área reduzida de instalação;
não necessita de área para estocagem de combustível;
redução considerável no custo do vapor em relação ao produzido por óleo
combustível;
melhora o fator de potência como conseqüência do aumento da potência ativa;
melhora o fator de carga elétrica instalada, e com isto reduz o preço médio de
KWh consumido na indústria.
3. Rendimento Térmicoe Pressão de Trabalho
Atualmente o rendimento ou eficiência térmica total que pode ser obtido nas caldeiras
aquatubulares supera o correspondente às caldeiras flamotubulares, pois nas primeiras
têm-se obtido rendimento de 80 a 82 % ou maiores em caldeiras com
superaquecedores, economizadores e aquecedores de ar, sendo que as últimas não
superaram valores de 75 a 78 % nas melhores condições de limpeza.
69/127
De acordo com a pressão de trabalho as caldeiras são classificadas conforme a Tabela
abaixo:
4. Vida Útil de um Gerador de Vapor
A vida útil de um gerador é equivalente a quantidade de horas de fogo que pode
suportar em condições normais de funcionamento, isto é, vaporizando a pressão
máxima de trabalho admissível para a qual tem sido projetada.
A vida útil de uma caldeira depende fundamentalmente do método de trabalho que
tenha sido realizado, do sistema de vaporização (regime constante ou variável), da
qualidade da água de alimentação, freqüência das limpezas externas e internas etc.,
motivo pelo qual não é possível determinar sem cometer erros consideráveis o tempo
médio de vida para cada caldeira.
5. Falhas no Gerador de Vapor
As falhas que podem ocorrer em um gerador de vapor são:
Falhas por superaquecimento:
o superaquecimento por longo período;
o superaquecimento por curto período.
Fadiga térmica – esse tipo de corrosão é resultante de esforços de tração
cíclicos, que são acelerados quando operados em um ambiente corrosivo.
Ocultamento (hide-out) – é o decréscimo de concentrações de sais minerais
solúveis na água da caldeira, tais como fosfato, sulfato, cloreto e hidróxido de
sódio. Acontece em zonas de elevada taxa de transferência de calor. As
conseqüências são a falta de refrigeração das paredes dos tubos onde ele se
estabelece.
6. Purgadores de Vapor
Os purgadores de vapor (steam-traps) são dispositivos automáticos que separam e
eliminam o condensado formado nas tubulações de vapor e nos aparelhos de
aquecimento, sem deixar escapar o vapor. Os bons purgadores, além de removerem o
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condensado, eliminam também o ar e outros gases incondensáveis (gás carbônico por
exemplo) que possam estar presentes.
Os motivos pelos quais o condensado deve ser retirado da linha de vapor são:
Conservar a energia do vapor (o condensado
não tem ação motora e nem ação aquecedora
eficiente);
Evitar vibrações e golpes de aríete nas
tubulações causados pelo condensado
arrastado pelo vapor em alta velocidade;
Evitar erosão causada pelo impacto das gotas
de condensado;
Diminuir os efeitos da corrosão evitando a
formação de ácido carbônico;
Evitar o resfriamento do vapor.
Os purgadores de vapor são empregados em dois casos típicos:
Eliminação de condensado das tubulações de vapor (drenagem de tubulações
de vapor).
Reter vapor nos aparelhos de aquecimento a vapor (aquecedores, refervedores,
serpentinas de aquecimento, autoclaves, estufas etc.).
O sistema de instalação do purgador, em um caso ou em outro, é completamente
diferente
6.1. Tipos de Purgadores de Vapor
Os purgadores de vapor podem ser classificados em três categorias gerais:
Purgadores mecânicos – agem por diferença de densidades
o Bóia;
o Panela Invertida;
o Panela Aberta
Purgadores Termostáticos – agem por diferença de temperatura
o Expansão Metálica;
o Expansão Líquida;
o Expansão Balanceada (de fole)
Purgadores Especiais
o Termodinâmicos;
o Impulso
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6.1.1. Purgador de Bóia
Consiste em uma caixa com uma entrada de vapor e uma saída de condensado que é
fechada por uma válvula comandada por uma bóia que flutua abrindo a saída de
condensado que é expulso pela própria pressão do vapor.
6.1.2. Purgador de Panela Invertida Inverted Bucket)
É um tipo de purgador muito usado
para a drenagem de tubulações de
vapor. Consiste em uma caixa com
entrada de vapor e saída de
condensado dentro do qual existe
uma panela com o fundo para cima,
comandando a válvula que fecha a
saída do condensado.
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6.1.3. Purgador de Expansão Metálica
A parte atuante deste purgador consiste em um conjunto
de lâmi nas bi-metálicas que se curvam com o
aquecimento devido a diferença de coeficientes de
dilatação dos dois metais.
6.1.4. Purgador Termostático (de Fole)
Consiste em uma caixa contendo no interior um pequeno
fole que comanda a válvula de saída do condensado. O
fole contém um líquido de ponto de ebulição inferior ao da
água. O purgador funciona pela diferença de temperatura
que existe entre o vapor e o condensado a mesma
pressão.
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6.1.5. Purgador Termodinâmico
Este purgador possui apenas uma peça
móvel (um disco) que trabalha dentro
de uma pequena câmara abrindo e
fechando simultaneamente para
proporcionar a entrada de vapor e saída
de condensado.
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6.2. Escolha e Dimensionamento
São os seguintes os fatores que influem na escolha de um purgador:
Natureza da instalação e finalidade do purgador;
Pressão e temperatura do vapor na entrada;
Descarga do condensado;
Pressão e temperatura do condensado;
Quantidade de condensado eliminada;
Tipo de descarga (contínua ou rápida);
Perda de vapor;
Quantidade de ar (ou outros gases) no vapor;
Golpes de aríete ou vibrações na tubulação;
Ação corrosiva do vapor ou condensado;
Facilidade de manutenção;
Custo inicial.
Abaixo temos um quadro resumo comparativo das principais características dos tipos
mais importantes de purgadores de vapor.
A tabela abaixo apresenta alguns serviços que usualmente empregam purgadores e os
tipos mais recomendados em cada uso.
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7. Incineradores Para Gases e Vapores
A combustão que é o processo utilizado na
incineração, é uma oxidação que transforma os
gases e vapores combustíveis, constituído
basicamente de carbono e hidrogênio, em
dióxido de carbono e vapor de água, no caso de
combustão completa. A incineração também
pode ser utilizada para a oxidação de compostos
inorgânicos como por exemplo o gás sulfídrico,
que é um gás de odor desagradável. A
incineração não deve ser utilizada para
compostos clorados.
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7.1. Tipos de Incineradores
Três tipos básicos de equipamentos são utilizados para a incineração de gases e
vapores:
Incinerador de chama direta (incinerador térmico)
Incinerador catalítico
Flare (incineração auto-sustentável)
7.1.1. Incinerador Térmico
Este incinerador consiste basicamente em uma câmara de
combustão onde os gases ou vapores a serem queimados
entram em contato com os gases quentes provenientes da
queima de um combustível auxiliar.
A incineração em uma câmara de combustão já existente,
na qual existe um outro uso principal, como é o caso da
utilização de câmaras de combustão de caldeiras,
enquadra-se como incinerador de chama direta.
Os parâmetros operacionais e de projeto dos
incineradores térmicos, de ordem prática são:
Tempo de residência na câmara: 0,3 a 2,0
segundos;
Temperatura de Operação: 650 a 1.100°c;
Velocidade do gás na câmara: 6 a 12 m/s.
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7.1.1.1. Recuperadores de calor
Deve-se utilizar sempre um trocadorde calor para diminuir o consumo de combustível
auxiliar, pois seu custo pode inviabilizar o uso de incineradores térmicos. Abaixo é
mostrado o fluxo dos poluentes num sistema de incineração com recuperação de calor.
Existem dois modelos de Incineradores Térmicos com recuperadores de calor:
Recuperativo – mais comumente utilizado;
Regenerativo – desenvolvido mais recentemente e com maior eficiência térmica.
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7.1.1.2. Recuperadores de calor
Abaixo é mostrado uma tabela com as temperaturas utilizadas em incineradores
térmicos para controle de odor.
7.2. Incinerador Catalítico
O incinerador catalítico consiste basicamente de uma câmara que contém o
catalisador, usualmente num suporte cerâmico, que promoverá a oxidação do poluente.
A incineração catalítica necessita de temperaturas mais baixas quando comparada com
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a incineração com chama direta mas na maioria dos casos há a necessidade de uma
câmara de pré aquecimento.
Os catalisadores mais comumente utilizados são feitos de metais e óxidos metálicos
(platina, paládio, rutênio). Ele aumenta a velocidade da reação e não é modificado pelo
processo de combustão que ocorre, sem chama, em sua superfície.
A temperatura na entrada do leito catalisador está na faixa de 340ºc a 540ºc. A
eficiência do incinerador catalítico é deteriorada com o tempo de uso e com os gases
que por ele passam e pode variar
desde alguns meses até vários
anos. Substâncias que entopem o
catalisador (resinas) devem ser
evitadas.
A principal vantagem do
incinerador catalítico sobre o
incinerador de chama direta é o
baixo custo operacional devido a
menor quantidade de combustível
auxiliar requerida. Como
desvantagem temos menor
eficiência e a disponibilidade do
catalisador no mercado interno.
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Exercícios:
1. O que são Caldeiras a vapor?
2. O que são caldeiras elétricas?
3. Defina e explique o funcionamento de uma Caldeira Fogotubular.
4. Explique o funcionamento de uma Caldeira Aquatubular
5. O que causa a corrosão em Caldeiras?
6. O que causa as incrustações em Caldeiras?
7. O que são Purgadores de vapor?
8. Descreva um Purgador de bóia.
9. Descreva um Purgador de panela invertida.
10. Descreva um Purgador de expansão metálica.
11. Descreva um Purgador termostático.
12. Descreva um Purgador termodinâmico.
13. O que é Combustão?
14. O que é um Incinerador Catalítico?
15. O que é um Incinerador Térmico?
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capítulo 5:
TRATAMENTOS DE ÁGUA
EM SISTEMAS DE AQUECIMENTO E
RESFRIAMENTO
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1. Água Para Uso em Caldeiras Industriais
Atualmente a água é o principal fluido utilizado em sistemas de geração de vapor. Na
natureza encontram-se diversos tipos de águas, sendo que todas são impuras, pois
apresentam quantidades diversificadas de impurezas iônicas ou moleculares, cuja
composição e proporção estão relacionadas com a constituição geológica dos solos.
Os constituintes geralmente encontrados junto com a água são sais dissolvidos
inorgânicos e orgânicos, matéria orgânica em suspensão, material coloidal, gases
dissolvidos e microorganismos. O alto poder calorífico aliado à ampla disponibilidade
da água no meio industrial justifica a preferência do vapor da mesma como fluido de
trabalho. Atualmente, o vapor é utilizado em grande escala, tanto para serviços de
aquecimento, quanto para serviços acionados mecanicamente. Sua aplicação é
bastante abrangente, pois atende diversas necessidades das empresas, como por
exemplo, indústria de alimentos, bebidas, papel e celulose, têxtil, metalúrgica, química
e outras
Os componentes das máquinas geradoras de vapor são constituídos de materiais
metálicos, que em contato com a água tendem a sofrer patologias, como:
incrustação,
corrosão e
arraste.
1.1. Corrosão
A corrosão em caldeiras é geralmente causada pela presença de gases dissolvidos
(principalmente o oxigênio) e sua reação com o ferro presente no aço do equipamento.
Como medida preventiva, é feita a desaeração na água de alimentação da caldeira,
através de métodos mecânicos (desaeradores) complementados quimicamente pela
adição de seqüestrantes de oxigê-nio, tais como o sulfito de sódio
ou hidrazina. A corrosão é um dos entraves mais sérios em sistemas geradores de
vapor, pois pode ocasionar decomposição dos equipamentos e tubulações, acidentes,
perda de material e parada do equipamento para a manutenção.
1.2. Incrustação
As incrustações são originadas pelo aumento de concentração de sais e outras
substâncias dissolvidas e/ou suspensas na água, uma vez que estes materiais não
saem junto com o vapor em condições normais de operação. Ao atingirem o ponto de
saturação, estas substâncias (principalmente sais de cálcio e magnésio – dureza – e
sílica) se precipitam, formando um agregado muito duro e aderente nas superfícies de
troca térmica das caldeiras. Como conseqüência, temos a diminuição da transferência
de calor, aumento no consumo de combustível e queda na produção de vapor,
podendo até mesmo causar o rompimento de tubulações devido ao superaquecimento.
Nas fotos abaixo, a tubulação de caldeira coberta por lama (argila) ressecada,
originada da utilização direta de água bruta proveniente de rio. Este problema pode ser
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facilmente resolvido através de um processo convencional de tratamento de água
(floculação – decantação – filtração), ou até mesmo por um processo de filtração direta
da água bruta.
Para eliminar este sério inconveniente, deve-se proceder com um correto tratamento
químico interno da água do equipamento, através da adição de agentes
dispersantes/seqüestrantes, fosfatos (se for o caso) e um adequado regime de
descargas; o retorno de condensado para a caldeira é outra prática fortemente
recomendada, visto que o mesmo possui baixíssimo teor de sais e apresenta
temperatura elevada. Porém, é de fundamental importância que a água utilizada para
reposição na caldeira tenha um pré-tratamento satisfatório, através de processos de
floculação/decantação e filtração, se for captada de rios ou lagos e, adicionalmente,
passe por processos avançados de remoção de impurezas, tais como o abrandamento,
a desmineralização ou a osmose reversa. Nestes três sistemas, a presença de
materiais em suspensão pode prejudicar irreversivelmente as resinas ou membranas,
demandando uma especial atenção aos filtros que precedem estes equipamentos. A
presença de cloro livre ou outros agentes oxidantes também é um fator preocupante,
normalmente solucionado com a instalação de filtros de carvão ativo.
1.3. Arraste
O último dos ―vilões‖ do sistema gerador de vapor, embora não menos preocupante, é
o arraste. Como o próprio nome diz, trata-se de um fenômeno caracterizado pelo
arraste de água da caldeira para a linha de vapor, causando os mais diversos
inconvenientes, como: formação de depósitos em superaquecedores, turbinas, válvulas
e acessórios da seção pós-caldeira, queda acentuada no rendimento de equipamentos
que utilizam vapor para aquecimento, formação de golpes de aríete nas linhas, entre
outros. O arraste é combatido através de alguns procedimentos simples, porém
eficientes, destacando-se: manutenção dos limites de sólidos dissolvidos e suspensos
na água da caldeira; evitando-se a contaminação por materiais orgânicos e dosagem
excessiva de soda cáustica; equilibrando produção e demanda de vapor, evitando as
elevações bruscas de consumo; operação com nível de água de acordo com
recomendações do fabricante e observação detalhada do projetodo equipamento,
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incluindo os dispositivos emprega dos para eliminação de gotinhas localizadas no
interior das caldeiras (chamados popularmente de ―chevrons‖ ou ―filtros de vapor‖).
2. Águas de alimentação
Diversos mananciais, como: águas superficiais de rios, lagos e represas, águas de
poços artesianos, águas da rede pública, etc., podem ser utilizados como fonte de
captação para a alimentação de sistemas geradores de vapor.
A água considerada ideal para alimentação de caldeiras é aquela que não corrói os
metais da caldeira e seus acessórios, não deposita substâncias incrustantes e não
ocasiona arraste ou espuma. Entretanto, água com essas características é difícil de se
obter, pois antes é preciso proceder a um pré-tratamento que permita reduzir as
impurezas a um nível compatível, para não prejudicar o funcionamento da caldeira.
3. Tratamentos primários para águas
Tratamentos primários são todos os processos físico-químicos a que é submetida à
água, para modificar seus parâmetros de qualidade, tornando-a com características
que atendam as especificações e padrões solicitados por normas específicas, onde
determinam padrões específicos para uma aplicação industrial ou de potabilidade.
3.1. Processos externos de tratamento de água
Quando não se aplicam os tratamentos internos e externos adequados e eficientes
para uma água, esta pode ocasionar uma série de inconvenientes indesejáveis num
processo industrial, resultando em perdas de eficiência, segurança e combustível.
Pode-se obter o máximo proveito útil de um sistema gerador de vapor com os mais
baixos custos, por meio de uma manutenção preventiva e com cuidados
indispensáveis. Por esse motivo são necessários o controle e tratamento da água
utilizada nestes processos. A análise química de uma água permite avaliar sua
composição bruta, que aliada às características técnicas da caldeira oferece subsídios
quanto a escolha dos tratamentos físicos e químicos propriamente ditos.
Essas análises efetuadas no laboratório químico têm o objetivo de verificar se o
tratamento proposto ao equipamento está sendo eficiente. Os valores máximos e
mínimos pré-estabelecidos devem ser observados, cabendo ao laboratório determinar
instruções de operação para contorno de alguma variação nos parâmetros, além de
verificar o desempenho dos instrumentos, das resinas de troca iônica, dos
equipamentos de purificação de água, dos reagentes analíticos, e dos produtos
químicos utilizados no tratamento do sistema. As análises de uma água devem ser
feitas regularmente, para se verificar eventuais alterações nas qualidades da mesma, o
que fornece subsídios necessários para as correções posteriores e controle das
dosagens de produtos químicos adicionados. A periodicidade de uma análise varia
muito com as condições de operação da caldeira, da natureza e gravidade dos
problemas constatados. Para um tratamento químico preventivo ser eficiente num
sistema de geração de vapor, é necessário fazer um estudo completo das
características do equipamento e da água a ser usada no mesmo, e posteriormente
utilizá-lo de forma correta, garantindo a manutenção da eficiência do mesmo.
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O tratamento externo é definido como processos utilizados para alterar a qualidade da
água antes do ponto de utilização. Os processos externos de tratamento de água agem
no sentido de concentrar um contaminante em particular, ou contaminantes, produzindo
assim um efluente que deve ser tratado. São considerados tratamentos externos:
Clarificação: Esse processo engloba três passos importantes (Coagulação,
Floculação e Sedimentação);
Pré-decantação;
Cloração;
Filtração;
Troca iônica;
Desmineralização;
Desaeração mecânica;
Remoção do ferro (desferrização);
Abrandamento com cal;
Abrandamento com cal a quente;
Redução da alcalinidade.
3.2. Parâmetros de qualidade para águas de geração de vapor:
Parâmetros físicos: Cor e Turbidez.
Parâmetros químicos: pH, Alcalinidade, Dureza, Cloretos, Oxigênio dissolvido,
Gás carbônico, Sulfatos, Sulfitos, Fosfatos, Sílica, Ferro, Manganês e Sólidos
totais.
A análise físico-química da água a ser utilizada fornece subsídios para a identificação
dos contaminantes, permitindo a escolha de um ou mais métodos de tratamento
externo, cuja finalidade é alterar a qualidade da água antes do ponto de utilização.
Sempre que solicitada uma análise de água, devem-se selecionar os parâmetros a
serem investigados pela análise.
A partir dos resultados obtidos quanto aos parâmetros físico-químicos da água de
alimentação, água de caldeira e água de condensado pode-se inferir sobre as
operações de tratamentos externos e internos adequados nos sistemas geradores de
vapor.
3.3. Tratamento químico interno
O primeiro método utilizado para corrigir as impurezas provenientes da água de
alimentação foi o tratamento químico interno da água de caldeira através de compostos
químicos, o qual possui uma intensa aplicação nos dias de hoje. Para este propósito,
utiliza-se uma grande variedade de substâncias de composições diferenciadas, visando
retardar o efeito da corrosão, incrustação, possíveis arrastes e espumação nos
equipamentos.
O tipo de tratamento a ser adotado depende das características da água que vai ser
injetada na caldeira, da sua pressão de trabalho, da taxa de vaporização e do modo de
utilização do vapor.
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Os principais tipos de tratamento interno são:
Controle de precisão;
Controle de coordenação pH-PO4;
Controle congruente pH-PO4;
Tratamento zero sólido;
Tratamento com sulfito de sódio;
Tratamento com hidrazina;
Tratamento convencional;
Tratamento com quelatos;
Tratamento com polímeros;
Tratamento conjugado.
Os métodos de tratamento interno de água são desenvolvidos através de uma
formulação combinada de Fosfatos, Dispersantes poliacrílicos, Sulfitos, Quelantes,
Aminas voláteis, Hidrazinas e Antiespumantes.
3.4. Limpeza química de caldeiras
O processo de limpeza química de caldeiras pode ser dividido em limpeza pré-
operacional e limpeza de caldeiras em operação. O roteiro para o procedimento de
uma limpeza química em caldeiras segue a seguinte metodologia: acomodação das
crostas, limpeza ácida, neutralização e cuidados com a atmosfera de hidrogênio.
4. Água Para Uso em Sistemas de Resfriamento
Outra aplicação muito utilizada para a água é o resfriamento de processos, através de
recirculação da mesma em sistemas semi-abertos e remoção final do calor em torres
de resfriamento. Observamos estes circuitos nos mais variados segmentos, entre os
quais enumeramos: operações de siderurgia, metalurgia e fundição; resfriamento de
reatores, compressores e equipamentos de refrigeração, incluindo instalações de ar
condicionado e frio alimentar; condensação de vapores e resfriamento em usinas
termelétricas e nucleares, entre muitos outros.
Nestes sistemas, grande parte do calor é removida por evaporação da água, o que
também causa aumento de concentração de sais e outros materiais indesejáveis, tal
como ocorre nas caldeiras. A corrosão, como é de se esperar, também é um problema
sempre presente neste processo. Por fim, devido às temperaturas relativamente
amenas que encontramos na água de resfriamento, temos um terceiro inconveniente
bastante indesejável: o crescimento microbiológico, sobretudo de certas classes de
organismos tais como algas, bactérias e fungos. Para minimizarmos os problemas com
incrustações, além do uso de água com boa qualidade e um controle das descargas,
pratica-se a dosagem de dispersantes de sais e íons metálicos, principalmente cálcio e
magnésio.
A corrosão em sistemas de resfriamento é normalmente combatida através da
aplicação de inibidores de corrosão, responsáveispelo bloqueio das reações químicas
que a promovem e/ou através da formação de filmes protetivos sobre a superfície do
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metal.
Para se controlar o desenvolvimento microbiológico, é comum o uso de agentes
denominados biocidas, capazes de eliminar os microrganismos presentes no circuito,
através de mecanismos específicos. Em sistemas com alta tendência à infestação,
recomenda-se ainda a dosagem dos chamados biodispersantes, substâncias capazes
de penetrar e dissolver a camada mucilaginosa que alguns organismos produzem,
efeito este altamente indesejável quando ocorre de forma aderida às superfícies de
troca térmica, compondo o chamado ―slime‖ ou ―biofouling‖.
Lembramos ainda que algumas espécies particulares de bactérias são causadoras
diretas de corrosão (elas praticamente ―comem‖ o ferro), tais como as bactérias
anaeróbias redutoras de sulfa-to. Com tantos problemas ocorrendo simultaneamente
nos sistemas de resfriamento, é comum encontrarmos excesso de materiais em
suspensão nessa água. Esta presença agrava ainda mais os problemas existentes,
pois o material suspenso serve de
suporte e nutriente para
microrganismos, ajuda na formação
de incrustações que, por sua vez,
acentuam os processos corrosivos.
Como medida complementar ao
tratamento químico, em muitos
sistemas de resfriamento é
recomendada a instalação de um
filtro em paralelo, denominado ―side
stream filter‖, cujo objetivo é reter o
material em suspensão, removendo-
o da água de resfriamento. Com a
instalação desses filtros, observamos uma significativa redução na dosagem de
insumos químicos, além da diminuição das taxas de corrosão e formação de depósitos
indesejáveis.
Normalmente, esses filtros são encontrados em configurações de leito de areia ou
similar, operando a gravidade ou pressão, bastante eficientes na remoção do material
suspenso e de baixo custo fixo e operacional.
Um tipo particular de filtro bem sucedido empregado nestes sistemas é o filtro auto-
limpante, que realiza automaticamente as operações de limpeza do meio filtrante e
descarte do material retido, sem a necessidade da interrupção da operação.
5. Tratamento com Resinas Trocadoras de Ions
Na natureza, a água de um modo geral, depois de submetida aos processos de
tratamento por clarificação e filtração, apresenta-se praticamente isenta de sólidos em
suspensão, embora ainda não seja um composto quimicamente puro, pois apresenta
sais e ácidos, além de algumas substâncias dissolvidas.
Os sais e ácidos não se dissolvem na água como moléculas, mas se dissociam nela
em partículas bem menores, eletricamente carregadas, chamadas íons.
Para se ter uma idéia melhor, o Cloreto de Sódio (NaCl) em solução aquosa, não
apresenta moléculas dissolvidas de NaCl (eletricamente neutras), mas moléculas
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dissociadas na água, como íons positivos (cátions sódio) e íons negativos (ânions
cloreto).
5.1. Clarificação
O processo de clarificação consiste nas etapas de floculação, decantação e filtração.
Para que essas etapas ocorram, é dosado na entrada de água bruta o floculante que
pode ser o cloreto férrico, por exemplo, que através de processos químicos é o
responsável pela aglomeração das partículas em suspensão. A quantidade dosada
varia de acordo com a quantidade e tipos de partículas em suspensão na água a ser
tratada.
Para fazer a correção do pH, de modo que a floculação e a decantação ocorram de
maneira satisfatória, é feita uma dosagem de soda cáustica. O pH ideal varia de acordo
com a qualidade da água que será tratada.
A dosagem de cloreto férrico é feita por bombas dosadoras automáticas com set points
de vazão ajustados de acordo com a vazão de alimentação de água bruta. A dosagem
de soda cáustica (para correção do pH) é efetuada por gravidade, a partir de um
reservatório de estocagem, e a sua vazão é definida por válvulas pneumáticas.
Os flocos que se depositam no fundo do decantador formam o lodo do tratamento. O
sobrenadante, livre de sólidos suspensos, é coletado por cima e enviado para os filtros
de areia. No fundo do decantador existem válvulas que se abrem durante um
determinado período de tempo, purgando constantemente o lodo que se forma no
fundo.
O lodo purgado do fundo dos decantadores é enviado por gravidade para uma caixa de
recuperação de água. Na entrada desta caixa é feita uma dosagem de polieletrólito
para realizar o adensamento do lodo no compartimento intermediário da caixa. Dessa
forma o sobrenadante mais limpo da caixa transborda para um tanque, sendo
posteriormente bombeado de volta para a entrada do tratamento com resina trocadora
de íons. O lodo adensado vai para o compartimento de saída da caixa e é bombeado
para um filtro prensa.
A última etapa da clarificação compreende a filtração do sobrenadante dos
decantadores, que consiste na passagem da água através de um leito poroso, capaz
de reter materiais em suspensão e até mesmo substâncias coloidais. O leito poroso é
formado por uma mistura de areia e antracito. Quando o filtro está limpo pode-se
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passar por ele maior volume de água e, à medida que ele vai sendo obstruído pela
sujeira, a vazão diminui gradativamente.
5.2. O Processo de Tratamento com Resinas
Como vimos anteriormente algumas aplicações industriais exigem uma água com
características específicas como, por exemplo, para alimentação de caldeiras. Essa
água não deve conter sais de Cálcio, Magnésio, Óxido de Silício e nem apresentar
substâncias dissolvidas ou ainda combinações dessas substâncias.
O processo normalmente utilizado para a obtenção de água, com as características e
condições acima é o da permutação iônica, onde íons dissolvidos na água entram em
contato com determinadas substâncias sólidas, insolúveis na água, pelas quais são
adsorvidos e permutados por outros íons. Essa permutação de íons, somente pode ser
efetuada com íons de mesma carga elétrica, isto é, permuta de cátions/cátions e
ânions/ânions. As substâncias que efetuam essas permutas de íons são resinas
obtidas sinteticamente, em forma de pequenos grânulos (~ 0,5mm) denominados de
resinas permutadoras de íons ou, mais comumente, resinas trocadoras catiônicas e
aniônicas.
O processo de tratamento que emprega as resinas trocadoras catiônicas e aniônicas é
denominado desmineralização. Neste tipo de tratamento temos a substituição dos íons
catiônicos (Ca, Mg, Na) por íons hidrogênio e dos íons aniônicos (Cloretos, Sulfatos,
Carbonatos, Sílicatos, Bicarbonatos e Nitratos) por íons hidroxila. Deste modo, elimina-
se grande parte dos sais presentes na água, tornando-a equivalente à água destilada,
eliminando assim os problemas de incrustações, cristalizações e corrosões.
5.3. Definição de desmineralização
A desmineralização é um processo em que se remove os sais minerais da água
mediante troca iônica.
Somente as substâncias que se ionizam
na água podem ser removidas através
de resinas trocadoras de íons.
A desmineralização inclui duas reações
de troca iônica. Os cátions como Cálcio,
Magnésio removem-se com resinas
catiônicas (Ciclo Hidrogênio). Os ânions
como Cloretos, Sulfatos e Nitratos,
removem com resinas aniônicas.
A água a ser tratada passa
opcionalmente primeiro por um Filtro de
Carvão para remover o íon cloro
presente na água potável com o objetivo
de aumentar a vida útil das resinas, em
seguida por um Trocador Catiônico,
fluindo no sentido ascendente, deixando por troca iônica os minerais que lhe dão
dureza, levando consigo íons H+.
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A troca iônica, sendo um fenômeno superficial, para ser bem efetuada, necessita que a
resina esteja com sua capacidade de troca prolongada o maior tempo possível.
Portanto, a água deve ser livre de materiais em suspensão e oleaginosos, pois a sua
presençaproduz a colmatação da resina, necessitando proceder nesse caso lavagem
freqüente.
5.4. Regeneração das resinas
A regeneração da resina catiônica é feita por meio de solução de Ácido Clorídrico, que
com a sua passagem, retira os íons de minerais retidos, deixando íons H+ em seu
lugar, permitindo obter uma água contendo somente os ácidos dos sais dissolvidos na
água.
Esta regeneração deve ser feita em contracorrente e após o abaixamento de nível.
A resina catiônica regenerada com solução ácida permite obter a redução completa da
alcalinidade e realizar assim uma desmineralização parcial por simples filtração. Após
passar pelo Trocador Catiônico, a água flui através do Trocador de Ânion, e em
presença de resinas aniônicas a água tratada desta forma ficará isenta de quase todos
os sais dissolvidos.
A regeneração da resina aniônica é feita por meio de solução de Soda Cáustica, que
em passagem retira da água os íons de minerais retidos, deixando íons OH+ em seu
lugar concluindo assim o processo de desmineralização com uma qualidade de água
superior a da água destilada.
Os vasos trocadores de cátion e ânion possuem distribuidores internos, para otimizar a
distribuição homogeneamente da água durante a operação, bem como a perfeita
distribuição da água em toda a área interna do vaso durante a fase de contra lavagem
das resinas. Estes vasos possuem internamente coletor e distribuidor superior de água,
para permitir o perfeito desempenho da unidade nas fases de operação e regeneração
das resinas trocadoras.
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Reiterando, a água tendo passado pelos Trocadores de Cátion e de Ânion, é
considerada uma água desmineralizada, sendo utilizada em processos industriais,
principalmente nos químicos, farmacêuticos, alimentação de caldeiras de média ou alta
pressão, na geração de vapor por turbinas, além de outras finalidades que necessitem
de água pura, com reduzido teor de sólidos dissolvidos e sem contaminantes. A pureza
é medida através da condutividade elétrica, provocada pela presença de íons
inorgânicos (cátions e ânions), sendo necessário removê-los para atingir a qualidade
requerida.
5.5. Resinas trocadoras de íons
As resinas trocadoras de íons utilizadas no tratamento de água são polímeros ou
copolímeros orgânicos tais como fenóis, aldeídos, estirenos e derivados de vinil. A
maioria são sólidos granulares. Na fabricação das resinas são adicionados via reação
química de grupos ácidos ou básicos. Desta forma, pode-se obter resinas que trocam
cátions e outras que trocam ânions, com propriedades físicas e químicas adequadas
(resistência à abrasão, capacidade de troca, etc.).
Na eliminação da dureza de águas com tratamento por resinas catiônicas e aniônicas,
primeiro deixa-se a água passar pelo leito das catiônicas, pois estas são mais
resistentes química e mecanicamente. Por último, a água passa pelo leito das
aniônicas que são mais fracas tanto química quanto mecanicamente.
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Exercícios:
1. Qual a água ideal para alimentação de caldeiras?
2. O que são e para que servem os Tratamentos Primários da água?
3. Quais as etapas de clarificação de águas?
4. Qual a finalidade do processo de desmineralização de águas?
5. O que são as resinas trocadoras de ions utilizadas no tratamento de água?
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TRABALHO:
COMBATE ENTRE GRUPOS
Leia o capítulo 5 ―TRATAMENTOS DE ÁGUA EM SISTEMAS DE AQUECIMENTO E
RESFRIAMENTO‖ na íntegra.
Em um papel sulfite formule 10 perguntas com suas respectivas respostas. Este folha
deverá ser entregue ao professor para correção das respostas as perguntas solicitadas
Em uma cartolina escreva ―nitidamente‖ somente as 10 perguntas formuladas pelo seu
grupo.
A cartolina deverá ser presa a parede com fita adesiva de modo que o outro grupo
participante deste combate possa ler suas perguntas.
Selecione entre os participantes de seu grupo a ordem para respostas as perguntas
que lhes serão feitas.
O grupo que responderá as perguntas é o grupo que está se defendendo e o grupo que
esta perguntando é o grupo que está atacando.
O grupo que está se defendendo entra no jogo com o score de 10 (dez) pontos.
O participante da vez se levantará, se apresentará e em seguida deverá responder a
pergunta que lhe for solicitada exatamente como está escrito na folha entregue ao
professor.
Caso o participante não saiba a resposta, o lider do grupo se levantará e deverá
responder a questão formulada exatamente como esta escrito na folha entregue ao
professor.
Caso este também não saiba a resposta, qualquer outro participante do grupo poderá
responder. Para isso ele deverá se levantar e pedir permissão ao grupo que lhe esta
atacando para responder. Após ser admitido na rodada o mesmo deverá se apresentar
e responder a pergunta exatamente como está escrito na folha entregue ao professor.
Para cada resposta certa o grupo que esta se defendendo manterá seu score e para
cada resposta errada, além de ser penalizado, perderá 1 (um) ponto.
Todos os grupos atacarão 1 vez e se defenderão 1 vez.
Este trabalho vale de 10 (nota inicial) a zero (caso a equipe defensora não responda
corretamente a nenhuma das perguntas realizadas).
ATENÇÃO: O foco deverá estar centrado no combate, toda e quaisquer atividades
paralelas serão penalizadas
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Capítulo 6:
TRATAMENTOS DE EFLUENTES
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1. Tratamento de Efluentes
A grande diversidade das atividades industriais ocasiona durante o processo produtivo,
a geração de efluentes, os quais podem poluir/contaminar o solo e a água, sendo
preciso observar que nem todas as indústrias geram efluentes com poder impactante
nesses dois ambientes. Em um primeiro momento, é possível imaginar serem simples
os procedimentos e atividades de controle de cada tipo de efluente na indústria.
Todavia, as diferentes composições físicas, químicas e biológicas, as variações de
volumes gerados em relação ao tempo de duração do processo produtivo, a
potencialidade de toxicidade e os diversos pontos de geração na mesma unidade de
processamento recomendam que os efluentes sejam caracterizados, quantificados e
tratados e/ou acondicionados, adequadamente, antes da disposição final no meio
ambiente.
De acordo com a Norma Brasileira — NBR 9800/1987, efluente líquido industrial é o
despejo líquido proveniente do estabelecimento industrial, compreendendo emanações
de processo industrial, águas de refrigeração poluídas, águas pluviais poluídas e
esgoto doméstico. Por muito tempo não existiu a preocupação de caracterizar a
geração de efluentes líquidos industriais e de avaliar seus impactos no meio ambiente.
No entanto, a legislação vigente e a conscientização ambiental fazem com que
algumas indústrias desenvolvam atividades para quantificar a vazão e determinar a
composição dos efluentes industriais.
As características físicas, químicas e biológicas do efluente industrial são variáveis com
o tipo de indústria, com o período de operação, com a matéria-prima utilizada, com a
reutilização de água etc. Com isso, o efluente líquido pode ser solúvel ou com sólidos
em suspensão, com ou sem coloração, orgânico ou inorgânico, com temperatura baixa
ou elevada. Entre as determinações mais comuns para caracterizar a massa líquida
estão as determinações físicas (temperatura, cor, turbidez, sólidos etc.), as químicas
(pH, alcalinidade, teor de matéria orgânica, metais etc.) e as biológicas (bactérias,
protozoários, vírus etc.).
O conhecimento da vazão e da composição do efluente industrial possibilita a
determinação das cargas de poluição / contaminação, o que é fundamental para definir
o tipo de tratamento, avaliar o enquadramento na legislação ambiental e estimar a
capacidade de autodepuraçãodo corpo receptor. Desse modo, é preciso quantificar e
caracterizar os efluentes, para evitar danos ambientais, demandas legais e prejuízos
para a imagem da indústria junto à sociedade.
1.1. Alternativas de Tratamento
A prevenção à poluição refere-se a qualquer prática que vise a redução e/ou
eliminação, seja em volume, concentração ou toxicidade, das cargas poluentes na
própria fonte geradora. Inclui modificações nos equipamentos, processos ou
procedimentos, reformulação ou replanejamento de produtos e substituição de
matérias-primas e substâncias tóxicas que resultem na melhoria da qualidade
ambiental.
Qualquer que seja a solução adotada para o lançamento dos resíduos originados no
processo produtivo ou na limpeza das instalações, é fundamental que a indústria
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disponha de sistema para tratamento ou condicionamento desses materiais residuais.
Para isso é preciso que sejam respondidas algumas perguntas, como:
Qual o volume e composição dos resíduos gerados?
Esses resíduos podem ser reutilizados na própria indústria?
Esse material pode ser reciclado e comercializado?
Quanto custa coletar, transportar e tratar esses resíduos?
Existe local adequado para destino final desses resíduos?
Processos de tratamento
A tabela abaixo lista as operações usualmente empregadas para os diferentes tipos de
contaminantes existentes nos efluentes industriais.
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Os processos de tratamento utilizados são classificados de acordo com princípios
físicos, químicos e biológicos:
Processos físicos: dependem das propriedades físicas do contaminante tais
como, tamanho de partícula, peso específico, viscosidade, etc.
Exemplos: gradeamento, sedimentação, filtração, flotação,
regularização/equalização, etc.
Processos químicos: dependem das
propriedades químicas dos contaminantes o
das propriedades químicas dos reagentes
incorporados. Exemplos: coagulação,
precipitação, troca iônica, oxidação,
neutralização, osmose reversa, ultrafiltração.
Processos biológicos: utilizam reações
bioquímicas para a eliminação dos
contaminantes solúveis ou coloidais. Podem ser
anaeróbicos ou aeróbicos. Exemplo: lodos ativados, lagoas aereadas, biodiscos
(RBC), filtro percolador, valas de oxidação, reatores sequenciais discontinuos
(SBR).
O tratamento físico-químico apresenta maiores custos, em razão da necessidade de
aquisição, transporte, armazenamento e aplicação dos produtos químicos. No entanto,
é a opção mais indicada nas indústrias que geram resíduos líquidos tóxicos,
inorgânicos ou orgânicos não biodegradáveis.
Normalmente, o tratamento biológico é menos dispendioso, baseando-se na ação
metabólica de microrganismos, especialmente bactérias, que estabilizam o material
orgânico biodegradável em reatores compactos e com ambiente controlado. No
ambiente aeróbio são utilizados equipamentos eletro-mecânicos para fornecimento de
oxigênio utilizado pelos microrganismos, o que não é preciso quando o tratamento
ocorre em ambiente anaeróbio.
Apesar da maior eficiência dos processos aeróbios em relação aos processos
anaeróbios, o consumo de energia elétrica, o maior número de unidades, a maior
produção de lodo e a operação mais trabalhosa justificam, cada vez mais, a utilização
de processos anaeróbios. Assim, em algumas estações de tratamento de resíduos
líquidos industriais estão sendo implantadas as seguintes combinações:
unidades anaeróbias seguidas por unidades aeróbias;
unidades anaeróbias seguidas de unidades físico-químicas.
Operações de tratamento físico-químico
Oxidação de cianetos - Para eliminar os cianetos presentes nos efluentes, há a
necessidade de previamente oxidá-los pela ação de oxidantes fortes, como o
hipoclorito de sódio, em meio alcalino, que se pode obter através da adição de
soda cáustica.
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Redução de cromo hexavalente - Este processo é efetuado por adição de um
agente redutor, como o bissulfito de sódio, num meio ácido, como o ácido
sulfúrico, necessário para se dar a reação.
Homogeneização e Neutralização - Nesta etapa procede-se à homogeneização
dos diferentes tipos de efluentes e ao ajuste de pH de forma a serem criadas as
condições necessárias à precipitação dos metais pesados. Normalmente, dão
entrada nesta operação os efluentes da linha de oxidação de cianetos, de
redução de cromo e restantes efluentes, ácidos e alcalinos, com metais
pesados.
Floculação - Nesta operação adiciona-se ao efluente homogeneizado uma
substância floculante para que assim se verifique a aglutinação dos flocos de
menores dimensões de forma a ficarem mais densos e com maior velocidade de
sedimentação.
Decantação - É nesta fase que se dá a separação dos flocos sólidos em
suspensão que se formaram na fase anterior, por sedimentação, num
decantador de tipo lamelar.
Desidratação mecânica - Por este processo, consegue-se uma lama desidratada
com uma percentagem de humidade em torno dos 35%. Para tal, pode recorrer-
se a filtros banda por placas. As lamas com origem nesta operação, são
recolhidas em recipientes tipo big-bag, sendo levados para uma zona de
armazenagem temporária de lamas.
Operações unitárias, processos e sistemas de tratamento
Os tratamentos do tipo físico-químico aplicam-se na depuração de águas residuárias
geradas, normalmente, pelos processos de tratamento de superfícies e podem ser
agrupados nos seguintes processos:
Operações de óxido-redução
o Redução de Cr VI
o Oxidação de ions ferrosos, cianetos e matéria orgânica
Operações de neutralização e precipitação
o Hidróxidos metálicos
o Sulfatos, fosfatos e fluoretos
Operações de floculação e decantação
Operações de desidratação de lamas
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Objetivos do tratamento físico-químico
Recuperação de algumas substâncias
Recuperação de metais pesados por precipitação química
Diminuir a perigosidade e a toxicidade
Oxidação de cianetos obtendo cianatos
Redução do Cromo (VI) para Cromo (III)
Substâncias susceptíveis de sofrer tratamento físico-químico
Ácidos e bases
Resíduos contendo metais pesados (Fe, Cu, Ni, Cr, Zn, Pb)
Resíduos contendo cianetos (CN)
Os resíduos que necessitam sofrer este tipo de tratamento físico-químico são
originados por empresas que fazem o tratamento de superfície, tal como as
cromagens, pinturas, latonagens, zincagens, etc.
O tratamento de superfície consiste num tratamento químico que utiliza produtos
químicos que são nocivos e agressivos para a natureza como por exemplo os banhos
tóxicos, que podem conter ácidos, cromo (VI) e/ou cianetos.
O próprio tratamento físico-químico origina lamas com metais pesados que têm que ser
enviadas para aterros controlados para resíduos industriais perigosos.
Infelizmente, existe ainda um número considerável de empresas que continuam a
despejar, de uma forma irresponsável , resíduos classificados como perigosos para o
solo e/ou para a água sem sofrerem o adequado tratamento físico.
A figura abaixo representa uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) de
processo físico-químico.
2. Tratamento de Esgotos
Os processo biológicos foram concebidos para serem aplicados na remoção de
material orgânico carbonáceo, geralmente medido em termos de Demanda Bioquímica
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de Oxigênio (DBO) ou Demanda Química de Oxigênio (DQO), nitrificação,
denitrificação, remoção de fósforo e estabilização do lodo gerado no sistema primário e
secundário. Podendo-se assim corrigir
as características inde sejáveis dos
esgotos propiciando a sua disposição
final de acordo com as regras e
critérios definidos pela legislação para
proteger o meio ambiente.
2.1.Primórdios do
tratamento de esgotos
O tratamento de esgotos convencional
é a combinação de processos físicos e
biológicos projetados para remover o material orgânico presente nos despejos. O
primeiro método utilizado para tratar esgotos foi a sedimentação e os tanques sépticos
através do sistema batizado como Tanques de Imhoff. Esse sistema contava com dois
tanques de acumulação que possuíam uma zona de decantação na parte superior e
uma zona de digestão na parte inferior.
A sedimentação primária de esgotos domésticos tinha uma eficiência limitada, pois
apenas uma pequena parte da matéria orgânica é sedimentável. Assim iniciou-se o
tratamento secundário pela adição de coagulantes para melhorar a sedimentabilidade
do esgoto. Esse processo melhorou bastante o tratamento, porém a dosagem de
grandes quantidade de produtos químicos resultaram em altos custos e os substratos
orgânicos solúveis não eram removidos. A observação de que a passagem lenta de
esgoto através de uma camada de pedras reduziam rapidamente o material orgânico,
foi o primeiro ensaio de tratamento de esgotos a nível secundário. Este processo foi
chamado de filtro biológico e foi desenvolvido para instalações municipais em 1910.
O segundo maior avanço no tratamento biológico se deu quando foi observado que os
sólidos biológicos, desenvolvidos em águas poluídas floculavam como colóides
orgânicos. Essa massa microbiológica, denominada de lodo ativado, rapidamente
metabolizava os poluentes da solução e podiam ser subseqüentemente removidos pela
sedimentação por gravidade, assim o processo de lodo ativado começou a se
desenvolver em 1914 na Inglaterra pelos pesquisadores Ardern e Lockett, a primeira
ETE foi a de Salford com capacidade para tratar 303 m3/d.Em 1916 foi inaugurada nos
Estados Unidos a ETE San Marcos, localizada no Texas, com capacidade para tratar
454 m3/d; dez anos depois, em 1927, a ETE de Chicago North, também nos Estados
Unidos consagra o processo de lodos ativados tratando 7,5 m3/s.
O Sistema de Tratamento de Esgotos
Atualmente existem diversas variantes de tratamento de esgotos incluindo o tratamento
primário, industrial visando a remoção de poluentes específicos, o tratamento
secundário e o terciário.
O tratamento secundário pode ser esquematizado como segue:
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A etapa preliminar de tratamento incluem o gradeamento para remover sólidos
grosseiros e a remoção de areia para proteger os equipamentos mecânicos. O
tratamento primário remove o material orgânico sedimentável, o substrato solúvel é
enviado para os tanques de aeração onde os microrganismos o utilizarão para obter
energia e sintetizar novas células.
A massa proveniente do tanque de aeração é enviada para os decantadores
secundários, onde será separada. O sobrenadante depurado é enviado para o corpo
receptor e uma parte da massa ativa retorna aos tanques de aeração e a outra parte é
descartada para ser tratada nos digestores anaeróbios.
Os digestores anaeróbios são utilizados para estabilizar o lodo (primário + secundário)
antes da prensagem e disposição final. Esse processo típico de tratamento secundário
é efetivo para remover o substrato orgânico contido nos esgotos, compreendendo a
remoção dos sólidos suspensos e a DBO. Sais dissolvidos e outros poluentes
refratários são removidos em pequena quantidade. No efluente final fica remanescente
cerca de 50% de sólidos totais voláteis, 70% de nitrogênio total e 70% de fósforo total.
Sistemas de lodos ativados
convencional
Existem diversas variantes do processo e lodos
ativados, a distinção entre os processos é
verificada somente através das variáveis de
processo tais como tempo de retenção celular
e fator alimento/microrganismo.
Os sistemas de lodos ativados convencional
necessitam ainda uma etapa preliminar de
tratamento, o decantador primário que é
utilizado para remover os sólidos
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sedimentáveis dos esgotos, reduzindo assim a carga orgânica que irá para os tanques
de aeração.
Substâncias orgânicas nos esgotos
O substrato orgânico nos esgotos é a fonte de energia para os microrganismos e são
divididos em três grandes categorias:
proteínas (40 - 60%),
carboidratos (25 - 50%) e
gorduras (10%).
Além dessas substâncias encontra-se nos esgotos pequenas quantidades de um
número muito grande de moléculas sintéticas orgânicas compreendendo desde as
estruturas mais simples até as mais complexas. A presença dessas substâncias tem
nos últimos anos, complicado o sistema de tratamento de esgotos pois muitos desses
compostos não podem ser ou são muito lentamente decompostos biologicamente.
Para um esgoto de concentração média, aproximadamente 75% dos sólidos suspensos
e 40% dos sólidos filtráveis são de natureza orgânica. Esses sólidos são derivados dos
reinos animais e vegetais e atividades do homem em relação a síntese de compostos
orgânicos.
Assimilação da matéria orgânica
A maioria dos carboidratos, proteínas e gorduras presentes nos esgotos estão na forma
de grandes moléculas que não podem penetrar na membrana celular dos
microrganismos.
O primeiro passo para a decomposição do composto orgânico pelas bactérias é a
hidrólise dos carboidratos em açúcar solúvel, das proteínas em aminoácidos e gorduras
em ácidos graxos de cadeia curta.
Na degradação aeróbia o composto orgânico é convertido em gás carbônico e água.
Na digestão anaeróbia, os produtos finais são ácidos orgânicos, álcoois, gás carbônico,
metano e gás sulfídrico.
De toda a matéria orgânica presente nos esgotos, 60% a 80% é rapidamente
assimilada para a biodegradação. Muitos compostos orgânicos, como a celulose,
hidrocarbonetos de cadeia saturada longa e outros compostos complexos são
considerados não biodegradáveis pois necessitam de um tempo muito longo para
serem assimilados.
Derivados de petróleo, detergentes, pesticidas e outros compostos orgânicos sintéticos
também são resistentes a biodegradação e alguns são tóxicos e inibem a atividade dos
microrganismos nos processos de tratamento biológicos.
Os microrganismos realizam a decomposição da matéria orgânica através de enzimas.
As enzimas são proteínas que agem como catalisadores, existem enzimas que atuam
externamente (extracelular) e outras que atuam internamente (intracelular). A ação das
enzimas são afetadas pelas condições ambientais como pH, temperatura e
concentração do substrato.
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3. Impacto Ambiental
Na implantação e operação de indústrias, é importante considerar que a utilização das
potencialidades advindas dos recursos hídricos (energia, transporte, matéria-prima etc.)
é um benefício inquestionável e único, mas precisa ser acompanhada do uso racional
da água, sendo por isso fundamentais a redução e o controle do lançamento de
efluentes industriais no meio ambiente, como uma das formas de cooperação e
participação no desenvolvimento sustentável. Cabe ao setor industrial a
responsabilidade de minimizar ou evitar que o processo produtivo acarrete em
impactos ambientais.
O lançamento indevido de efluentes industriais de diferentes fontes ocasiona
modificações nas características do solo e da água, podendo poluir ou contaminar o
meio ambiente. A poluição ocorre quando esses efluentes modificam o aspecto
estético, a composição ou a forma do meio físico, enquanto o meio é considerado
contaminado quando existir a mínima ameaça à saúde de homens, plantas e animais.
4.
104/127
5. Prinicipais Equipamentos
5.1. ABRANDADORES E DEIONIZADORES:
Dureza é uma característica conferida à
água devido presença de íons metálicos,
principalmente os de Cálcio e Magnésio,
produzindo as chamadas incrustações.
Os Abrandadores são equipamentos
utilizados para remoção da dureza no
tratamentode água para caldeiras,
operam com resinas de troca iônica e
possuem baixo custo de manutenção pois
necessitam de apenas sal grosso para
regeneração da resina.
As resinas utilizadas neste processo de
troca iônica, são grânulos sintéticos, com tamanho efetivo de 0,5 mm, microporosos,
que recebem uma solução de salmoura a 10%.
A água de alimentação deve ser pré-tratada e se proveniente de poço artesiano, filtrada
antes de entrar no equipamento.Caso seja clorada,deve-se colocar um filtro de carvão
ativado para remover o cloro residual, que é nocivo às resinas reduzindo sua vida útil
que é estimada em 3 anos.
5.2. FILTROS DE CARVÃO
São utilizados para tratamento de água onde se
deseja a remoção do cloro e em alguns processos
industriais.
São dimensionados de acordo com a vazão de
água a ser tratada e o processo industrial ao qual
foi destinado.
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5.3. FILTROS CENTRAIS
São utilizados para melhorar a qualidade da água da rede publica, geralmente são
instalados no cavalete, na entrada de água e podem ser utilizados para escolas, hotéis,
hospitais, residências, condomínios, entre outros.
Tabela de Filtros Centrais:
Para todo lugar onde se requer água isenta de impurezas sólidas.
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5.4. FILTROS DE AREIA
Utilizados para clarificação da água, retém o
particulado mais grosso, como: barro, folhas, lodo,
entre outras impurezas.
São muito aplicados em sistemas de tratamento de
água como: abrandamento, deionização, ETA´s. A
alimentação é realizada pela parte superior,
distribuindo-se uniformemente através dos
difusores por toda a área filtrante no sentido
descendente.
Fabricados em aço inox ou aço carbono, com
revestimento interno e dimensionados de acordo
com a vazão requerida.
5.5. DISPERSOR MISTURADOR
Utilizados para melhorar a homogenização dos
produtos químicos.
Geralmente são utilizados em estações de
grande porte, seja para ETA ou ETE.
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5.6. ELEMENTOS FILTRANTES
Cartuchos para todas as finalidades,
desde retenção de impurezas sólidas
presentes na água até cartuchos com
resinas.
5.7. SISTEMAS PARA CLORAÇÃO E POLIMENTO
São sistemas projetados para tratamento de
águas que não possuem contaminação e
requerem apenas cloração para proteção
contra contaminação bacteriológica através
do cloro e polimento através de filtro de
areia.
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5.8. SISTEMAS PARA REMOÇÃO DE FERRO
Utilizados para tratamento de água com concentrações de ferro e manganês em água
potável.
O ferro e o manganês conferem sabor desagradável e causam manchas em roupas
lavadas e superfícies de porcelana. A concentração de Ferro interfere na turbidez e cor
da água.
São projetados a partir da análise de água e da vazão de água do poço artesiano.
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5.9. OUTROS ACESSÓRIOS:
• Rotâmetros - Muito utilizado em sistemas de desmineralização para controlar a vazão
da regeneração de resinas;
• Manômetros - equipamento utilizado para controle da pressão em sistemas de
tratamento de água;
5.10. MATERIAIS FILTRANTES:
• Areia especial - classificada e tratada com granulometrias diferenciadas de 3/4" a 0,5
mm. São utilizadas em sistemas de pré-tratamento para eliminação de cor e turbidez;
• Pedregulho e pedrisco especial classificado e tratado nas granulometrias abaixo:
3/4‖ a 1/2‖
1/2‖ a 1/4‖
1/4‖ a 1/8‖
• Carvão antracito - Substitui a areia e possui maior índice de eficácia;
• Carvão ativado - casca de côco utilizada em sistemas de desmineralização de água,
elimina com eficiência o cloro presente na água;
• Resinas de troca iônica - utilizadas para sistemas de abrandamento e
desmineralização de água. Resina Catiônica e Aniônica;
• Quartzo branco - material purificador utilizado em filtros centrais para tratamento de
águas que já têm um pré-tratamento.
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Exercícios:
1. O que ocorre na etapa de Homogeneização e Neutralização do Efluente
Líquido?
2. Descreva a etapa de Floculação do Efluente Líquido
3. Descreva a fase de Decantação do Efluente Líquido.
4. O que são efluentes Líquidos Industriais?
5. Defina Prevenção a Poluição.
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capítulo 7: Compressores
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AR COMPRIMIDO
Nos diversos processos industriais, os sistemas de ar comprimido desempenham papel
fundamental na produção e representam parcela expressiva do consumo energético da
instalação. Entretanto, nem sempre estas instalações recebem os cuidados devidos,
passando a ser uma fonte constante de desperdícios.
1 – Instalações
Um sistema de ar comprimido corretamente projetado irá proporcionar maior
confiabilidade e eficiência nas ferramentas pneumáticas, bem como diminuirá os custos
com energia.
Esse sistema compreende três componentes principais: o compressor, a rede de
distribuição e os pontos de consumo.
1.1- Compressor
O compressor é basicamente um equipamento eletro -mecânico, capaz de captar o ar
que está no meio ambiente e armazena–lo sob alta pressão num reservatório próprio
do mesmo, ou seja, eles são utilizados para proporcionar a elevação da pressão do ar.
Vários fatores influenciam a escolha de um compressor: vazão, pressão e qualidade
requerida do ar.
A questão referente a qualidade do ar é muito importante e envolve:
a) impurezas sob a forma de partículas sólidas, poeira ou ferrugem;
b) água;
c) óleo (proveniente da lubrificação)
Cada equipamento que consome ar comprimido possui suas exigências específicas
quanto a qualidade do ar. Essas exigências devem ser atendidas para que o
equipamento possa ter um desempenho adequado. Abaixo temos uma classificação de
compressores com relação a sua utilização:
a) Compressores de Ar para Serviços Ordinários
Os compressores de ar para serviços ordinários são fabricados em série, visando baixo
custo inicial. Destinam - se normalmente a serviços de jateamento, limpeza, pintura,
acionamento de pequenas máquinas pneumáticas, etc.
b) Compressores de Ar para Sistemas Industriais
Os compressores de ar para sistemas industriais destinam-se às centrais encarregadas
do suprimento de ar em unidades industriais. Embora possam chegar a ser máquinas
de grande porte e custo aquisitivo e operacional elevados, são oferecidos em padrões
básicos pelos fabricantes. Isso é possível porque as condições de operação dessas
máquinas costumam variar pouco de um sistema para outro, há exceção talvez da
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vazão.
c) Compressores de Gás ou de Processo
Os compressores de gás ou de processo podem ser requeridos para as mais variadas
condições de operação, de modo que toda a sua sistemática de especificação, projeto,
operação, manutenção, etc... depende fundamentalmente da aplicação. Incluem - se
nessa categoria certos sistemas de compressão de ar com características anormais.
Como exemplo, citamos o soprador de ar do forno de craqueamento catalítico das
refinarias de petróleo ("blower do F.C.C."). Trata-se de uma máquina de enorme vazão
e potência, que exige uma concepção análoga à de um compressor de gás.
d) Compressores de Refrigeração
Os compressores de refrigeração são máquinas desenvolvidas por certos fabricantes
com vistas a essa aplicação. Operam com fluidos bastante específicos e em condições
de sucção e descarga pouco variáveis, possibilitando a produção em série e até
mesmo o fornecimento incluindo todos os demais equipamentos do sistema de
refrigeração.
Para assegurar a operação confiável do compressor, o ar aspirado deve ser limpo e
não conter poeira, fuligem ou partículas sólidas, pois caso contrário, esses poluentes
ficarão em suspensão no óleo lubrificanteocasionando desgaste excessivo dos
cilindros, anéis dos pistões, mancais, etc. e conseqüentemente aumentando os custos
de manutenção. Assim, deve-se evitar que a casa dos compressores fique localizada
perto de chaminés, caldeiras, fornos ou equipamentos de jatos de areia. Sua
localização ideal é próxima dos principais pontos de consumo do ar, visando redução
no custo da tubulação e menor perda de pressão.
Outro aspecto importante para assegurar a aspiração de um ar limpo é a instalação no
compressor de um filtro de admissão de ar (no mínimo a 2 metros acima do solo e 2,5
metros de distância de qualquer parede). Devem ser instalados diretamente na entrada
do compressor.
Em linhas de aspiração muito longas, poderá haver condensação de água e nesse
caso, aconselha-se o uso de separadores de umidade antes do cilindro. No caso de
várias máquinas deve-se usar de preferência, um duto para cada uma.
Em relação a tubulação de descarga do ar, esta deve ser de diâmetro igual ou superior
ao da saída do compressor e ser a mais curta possível até o resfriador posterior ou ao
reservatório pulmão.
São dois os princípios em que se baseiam os compressores de uso industrial:
a) Compressores Volumétricos
Nos compressores volumétricos ou de deslocamento positivo, a elevação de pressão é
conseguida através da redução do volume ocupado pelo gás. Na operação dessas
máquinas podem ser identificadas diversas fases, que constituem o ciclo de
funcionamento: inicialmente, uma certa quantidade de gás é admitida no interior de
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uma câmara de compressão, que então é cerrada e sofre redução de volume.
Finalmente, a câmara é aberta e o gás liberado para consumo. Trata-se, pois, de um
processo intermitente, no qual a compressão propriamente dita é efetuada em sistema
fechado, isto é, sem qualquer contato com a sucção e a descarga. Conforme iremos
constatar logo adiante, pode haver algumas diferenças entre os ciclos de
funcionamento das máquinas dessa espécie, em função das características específicas
de cada uma.
b) Compressores Dinâmicos:
Os compressores dinâmicos ou turbocompressores possuem dois órgãos principais:
impelidor e difusor. O impelidor é um órgão rotativo munido de pás que transfere ao ar
a energia recebida de um acionador. Essa transferência de energia se faz em parte na
forma cinética e em outra parte na forma de entalpia. Posteriormente, o escoamento
estabelecido no impelidor é recebido por um órgão fixo denominado difusor, cuja
função é promover a transformação da energia cinética do ar em entalpia, com
conseqüente ganho de pressão. Os compressores dinâmicos efetuam o processo de
compressão de maneira contínua, e, portanto corresponde exatamente ao que se
denomina, em termodinâmica, um volume de controle.
Os compressores de maior uso na indústria são os alternativos, os de palhetas, os de
fuso rosqueado, os de lóbulos, os centrífugos e os axiais.
1.1.1 - Tipos de Compressores
Compressores de Êmbolo:
a) Compressor de Pistão – este compressor contém um êmbolo que produz movimento
linear. Ele é apropriado para todos os tipos de pressões. Alguns tipos de Compressores
de Pistão precisam de um sistema de refrigeração para a eliminação do calor gerado.
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b) Compressor de Membrana – ele é parecido
com de pistão, mas o ar não entra em contato
com as partes móveis, pois ele é separado por
uma membrana, assim o ar não é contaminado
com os resíduos do óleo. Estes compressores
são utilizados nas indústrias alimentícias,
farmacêuticas e químicas.
O eixo de manivelas (A) do compressor é essencialmente uma bomba hidráulica.
O pistão (1) se move no cilindro (2) e pulsa o fluido hidráulico no cabeçote (B), produzindo um movimento
oscilatório do grupo do diafragma (8).
O grupo do diafragma consiste de três diafragmas presos e vedados na periferia entre a placa de gás e a
placa de orifício.
A placa de orifício ou de sulcos (4) tem o papel de distribuir o fluido hidráulico uniformemente sob o
diafragma e a placa de gás (5) contém as válvulas de retenção de aspiração (6) e descarga (7).
Estas duas placas têm um contorno especial nas suas faces internas e o seu conjunto montado forma a
câmara do compressor. O seu perfil é cuidadosamente projetado de modo a minimizar as tensões no
diafragma.
Uma bomba a pistão chamada de bomba de compensação trabalha através de um excêntrico montado no
eixo de manivelas. A cada curso do pistão, um excesso de fluido hidráulico é injetado na câmara de óleo,
compensando qualquer vazamento em volta do pistão e garantindo que o diafragma (8) faz contato pleno
com a placa de gás.(5). O volume da folga é assim reduzido ao mínimo.
O excesso de fluido hidráulico introduzido pela bomba de compensação escapa através de uma válvula de
alívio ajustável chamada de limitador de pressão (3) e retorna para o cárter.
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Compressores Rotativos:
a) Compressor Rotativo Multicelular – em um compartimento cilíndrico, com abertura
de entrada e saída, gira um rotor com palhetas que está alojado excentricamente.
Devido à excentricidade do rotor, há uma diminuição no tamanho dos compartimentos,
assim, gerando uma certa pressão. Esse compressor tem a vantagem de manter a
pressão contínua, livre de qualquer pulsação e com baixo ruído devido ao seu
funcionamento.
b) Compressor Duplo Parafuso (Dois Eixos) – dois
parafusos helicoidais, os quais, pelos perfis côncavo e
convexo comprimem o ar, que é conduzido axialmente.
c) Compressor Tipo Roots – nesse tipo de compressor o ar é transportado de um lado
para o outro sem alteração do volume. A compressão é feita no lado da ressão pelos
cantos do êmbolos.
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Turbo Compressores
a) Compressor Axial – a compressão é feita pela
aceleração do ar aspirado, ele se baseia na energia de
movimento que é transformada em energia de pressão.
Os turbo compressores são destinados para o
funcionamento onde existe grande vazão.
b) Compressor Radial – o ar é impelido para as paredes
da câmara e posteriormente em direção ao eixo e daí no
sentido radial para outra câmara sucessivamente em
direção à saída.
Um compressor de ar deve ter necessariamente um sistema de regulagem de
capacidade de tal ordem que adapte sua produção as condições de consumo.
Os tipos básicos para compressores de deslocamento positivo são:
a) Parada e partida
O motor elétrico que aciona o compressor é desligado quando a pressão do
reservatório atinge um determinado valor. Geralmente utilizado em compressores
pequenos e serviço intermitente.
b) Velocidade constante
O motor elétrico que aciona o compressor permanece sempre ligado. Quando a
pressão do reservatório atinge determinado valor pré-fixado, a válvula de aspiração
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será deslocada e permanecerá aberta. A partir desse momento, todo ar aspirado será
descarregado pela válvula.
c) Duplo controle
Permite operar o compressor dos dois modos (Parada/Partida e Velocidade Constante)
por intermédio de uma chave seletora. Recomendada para casos de consumo irregular
com picos de demanda por um certo período e longos períodos de pouca ou nenhuma
utilização de ar comprimido.
Atualmente os sistemas de controle dos compressores utilizam a tecnologia dos
inversores de freqüência. Desse modo, a velocidade do motor elétrico é continuamente
ajustada dependendo da demanda de ar, resultando em considerável economia de
energia. Isso elimina a necessidade de alterar o controle para "partida" e "parada" ou
então promover uma atuação na válvula de sucção.
1.1.1.1 – Resfriador Posterior
O ar aspirado pelo compressor contém um determinado teor de umidade.
Posteriormente, a medida em que o arcomprimido se resfriar na linha de distribuição, a
umidade se condensará na tubulação, provocando corrosão, além de ser
extremamente indesejável em certas
aplicações como a pintura, transporte
pneumático e na vida útil das ferramentas.
Desse modo, após a compressão, torna-se
necessário reter o vapor d’água existente no
ar. Isso será feito no resfriador posterior que
reduzirá a temperatura do ar comprimido a
uma temperatura inferior a da linha de
distribuição e conseqüentemente condensará
esse vapor d’água. Junto a esse resfriador
existirá um separador de condensado onde a
umidade do ar será retirada manual ou
automaticamente.
O melhor local para o resfriamento é
diretamente junto ao orifício de saída do ar. O
sistema mais simples para os resfriadores
posteriores é o de casco e tubos, onde o ar
passa através dos tubos em sentido contrário
ao percorrido pela água (a queda de pressão
em um resfriador posterior é relativamente
pequena).
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1.1.1.2 - Reservatório Pulmão
Uma instalação de ar comprimido é normalmente
equipada com um ou mais reservatórios de ar que têm
pôr funções: armazenar o ar comprimido para
consumo; equalizar as pressões das linhas de
consumo; eliminar umidade do ar. Sua capacidade
deve ser de 6 a 10 vezes a capacidade do
compressor pôr segundo. Deve ser instalado fora da
casa dos compressores e preferencialmente na
sombra. Todo reservatório deve possuir válvulas de
segurança, manômetro e termômetro.
Outra questão é que os resfriadores posteriores e
separadores de condensado, obtém uma eficiência na
retenção da umidade em torno de 80-90%. O restante
acompanha o ar comprimido até o reservatório, onde
a velocidade é consideravelmente reduzida fazendo
com que a maior parte dos condensados residuais
deposite-se sobre as paredes e escorra para o fundo
deste. Assim é muito importante a existência de uma tubulação de dreno na parte mais
baixa do reservatório a fim de permitir a retirada dessa água (aproximadamente 5% da
umidade é retida neste estágio).
1.1.1.3 - Secadores de ar
Consiste no terceiro estágio da separação da umidade
contida no ar comprimido. Sua finalidade é manter o ponto
de orvalho do ar, na pressão de saída do sistema, 10ºC
abaixo da mínima temperatura do ambiente onde estão os
instrumentos. Sua utilização é necessária quando um ar de
altíssima qualidade é requerido (instrumentação). Os
secadores podem ser por refrigeração ou com agentes
secantes.
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1.2 – Rede de Distribuição
Para determinar-se o melhor traçado da tubulação é necessário conhecer a localização
dos principais pontos de consumo, assim como os pontos isolados.
O tipo de rede a ser empregada (aberta ou fechada) deve ser analisado. Em alguns
casos pode ser adequado um circuito fechado em anel. Outras situações podem exigir
uma combinação de anéis e linhas diretas ou ainda somente uma linha direta pode ser
suficiente.
A grande vantagem do circuito fechado é que se ocorrer um grande consumo
inesperado de ar em qualquer linha, o ar pode ser fornecido de duas direções,
diminuindo a queda de pressão.
Mesmo com todos os dispositivos de eliminação da umidade (já vistos), a tubulação
nunca estará isenta do mesmo. Poços de drenagem (com purgadores) devem ser
instalados ao longo da linha a fim de recolher o condensado formado. Recomenda-se
que estes poços tenham diâmetro igual ao da linha e fiquem no máximo a 40 metros de
distância entre si. Sempre que possível às tubulações devem ser inclinadas no sentido
do fluxo, em pelo menos 5% para facilitar a drenagem e diminuir a perda de carga.
As tomadas de ar devem ser feitas sempre pela parte superior da tubulação,
assegurando assim fornecimento de ar de melhor qualidade ao equipamento.
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1.2.1 – Acessórios
Definido o lay-out da rede principal, os ramais e as linhas de serviço aos pontos de
consumo se definem os acessórios necessários.
a) Filtro comum
Para eliminação das partículas que contaminam o ar comprimido (poeiras, umidade,
óleo) e que não foram eliminadas pelos separadores da rede.
b) Filtro coalescente
Sua principal característica é a grande eficiência na retirada do óleo contido no ar. A
coalescência consiste na coleta de finas partículas em suspensão nos gases, através
da coesão entre elas, formando partículas maiores que são mais facilmente removíveis.
c) Reguladores de pressão
Muitas das operações devem ser realizadas a uma pressão menor que a da linha de
alimentação. Para tanto, usam-se reguladores para adequar a pressão a um valor
desejado. São usadas válvulas de ação direta (recomendadas para redução de
pressão de um só equipamento, e em aplicações sem grandes variações de fluxo) e
válvulas de duplo diafragma (recomendadas para fornecimento de ar à vários
equipamentos).
d) Lubrificadores
Quando se usa o ar para acionar motores, cilindros, válvulas, etc. é necessário instalar
um lubrificador. Os elementos lubrificantes reduzem o atrito e consistem basicamente
de um depósito de óleo que tenha sido desenhado de tal maneira que, quando o ar
circula pôr ele, uma quantidade de óleo transforma-se em neblina. O óleo conduzido
pela corrente de ar, lubrifica as partes móveis do equipamento acoplado. Devem ser
evitados óleos com aditivos, pois o óleo é eliminado sob a forma de vapor, através de
válvulas de exaustão de equipamentos pneumáticos, sendo, portanto, tóxicos.
e) Purgadores
Eliminador automático da água que se acumula nas diferentes partes da instalação de
ar comprimido. O mais indicado é do tipo eliminador de bóia, que abre somente para
descarregar a água, fechando hermeticamente após a sua eliminação.
f) Separadores de umidade
Os purgadores se encarregam de descarregar a água acumulada no fundo do tubo
principal ou em qualquer ponto da instalação; nada pode fazer com relação a neblina
de gotículas de água que podem estar suspensa no ar. Os separadores de umidade
cumprem esta missão.
g) Mangueiras
Ferramentas pneumáticas e outros dispositivos acionados a ar comprimido são em
geral ligados à rede de ar através de mangueiras. Essas mangueiras devem ser leves,
flexíveis e suportar a pressão do ar (4 a 5 vezes a pressão máxima de trabalho) e
resistir as intempéries. É formada pôr uma camada externa de borracha, uma camada
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intermediária de lona e uma camada interna bastante lisa a fim de apresentar a mínima
resistência possível para o ar. Mangueiras de 1‖ ou mais devem ser preferencialmente
ser fixadas no solo.
h) Engates rápidos
As mangueiras são ligadas à rede e as ferramentas através de engates de
acoplamento. Quando a mangueira fica perfeitamente ligada à ferramenta, emprega-se
com freqüência o engate tipo rosca. O engate de garras é muito empregado e oferece
grande possibilidade de combinação visto que as garras são de igual tamanho para
vários diâmetros da tubulação ou mangueira.
2) Conseqüências de um Sistema Ineficiente
Um sistema de ar comprimido ineficiente poderá acarretar um aumento significativo nos
custos de operação. Os prejuízos resultantes dessa situação decorrem de uma baixa
pressão de trabalho, aumento do ciclo de operação dos equipamentos, baixa qualidade
do ar e vazamentos.
2.1– Vazamentos
Os vazamentos merecem uma atenção especial, pois desperdiçam grande quantidade
de energia. Na prática é impossível eliminar totalmente os vazamentos de um sistema,
no entanto ele não deve exceder a 5% da capacidade instalada.
As tabelas a seguir apresentam o desperdício de energia provocado por vazamentos.
Diâmetro do furo Vazamento de ar a 6 bar Potência requerida
p/ compressão
Mm L/s M 3 /min Kw
1 1 0,06 0,3
3 10 0,6 3,1
5 27 1,62 8,3
10 105 6,333
Diâmetro do furo Vazamento de ar a 6 bar Potência requerida
p/ compressão
Mm L/s M 3 /min Kw
1 1 0,06 0,3
3 10 0,6 3,1
5 27 1,62 8,3
10 105 6,3 33
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A metodologia apresentada abaixo, mostra como realizar uma medição quantitativa de
vazamentos (controle tipo parada e partida e velocidade constante):
a) Tomar um compressor com capacidade conhecida. Se existir mais de um, escolher,
um com capacidade aproximada de 20% da capacidade total instalada.
b) Todos os pontos de consumo de ar devem estar conectados normalmente, mas não
em operação.
c) A entrada em carga e alívio do compressor deve ser feita manualmente.
d) São necessários dois cronômetros.
e) Os níveis de pressão de carga e alívio são determinados pôr exemplo: carga : 6,5
bar e alívio : 7,0 bar
f) Colocar o compressor em carga até a pressão atingir 7,0 bar. Pôr em alívio e acionar
o cronômetro nº1 (mantê-lo em funcionamento durante todo o teste - T).
g) Quando a pressão baixar para 6,5 bar, colocar o compressor em carga novamente e
acionar o cronômetro nº2 (mantê-lo em funcionamento enquanto o compressor estiver
carregando - t).
h) repetir o teste cinco vezes.
i) quando a pressão atingir novamente 7,0 bar no ciclo final, paralisar ambos os
cronômetros.
Vazamentos = Q * t / T, onde: Q => capacidade do compressor
T => tempo em carga do cronômetro nº2
T => tempo total do cronômetro nº1
2.2– Temperatura do ar
A temperatura de sucção do ar que será aspirado pelo compressor é um aspecto muito
importante, pois quanto mais quente o ar, menor o rendimento da instalação.
Pressão
Manom é trica
(bar)
Descarga de ar em l/s atrav é s de diferentes orif í cios
0,5 mm 1 mm 2 mm 3 mm 5 mm 10 mm 12,5 mm
0,5 0,06 0,22 0,92 2,1 5,7 22,8 35,5
1,0 0,08 0,33 1,33 3,0 8,4 33,6 52,5
2,5 0,14 0,58 2,33 5,5 14,6 58,6 91,4
5,0 0,25 0,97 3,92 8,8 24,4 97,5 152,0
7,0 0,33 0,31 5,19 11,6 32,5 129,0 202,0
Pressão
Manom é trica
(bar)
Descarga de ar em l/s atrav é s de diferentes orif í cios
0,5 mm 1 mm 2 mm 3 mm 5 mm 10 mm 12,5 mm
0,5 0,06 0,22 0,92 2,1 5,7 22,8 35,5
1,0 0,08 0,33 1,33 3,0 8,4 33,6 52,5
2,5 0,14 0,58 2,33 5,5 14,6 58,6 91,4
5,0 0,25 0,97 3,92 8,8 24,4 97,5 152,0
7,0 0,33 0,31 5,19 11,6 32,5 129,0 202,0
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Para cada 4ºC de acréscimo na temperatura do ar aspirado, o compressor
consumirá 1% a mais de potência para entregar o ar nas mesmas condições.
Este aumento de temperatura diminui a massa específica do ar (massa de ar contida
uma unidade de volume) em cerca de 1%, resultando também 1% a mais no volume.
Para satisfazer essa condição é necessário captar o ar fora da casa dos compressores.
Exemplos:
A 15ºC a massa específica do ar é 1,225 Kg/m3
A 30º C a massa específica do ar é 1,164 Kg/m3 (- 5%)
2.3– Tubulação de admissão de ar
A tubulação de aspiração de ar deve ser projetada de maneira a ter o mínimo
comprimento e o menor número de curvas possível a fim de minimizar a perda de
carga.
Para cada 25 mbar de perda de carga na aspiração o rendimento do compressor
irá cair 2%.
2.4– Capacidade de ar necessária
É de fundamental importância o conhecimento da quantidade exata de ar necessária
para todos os equipamentos pneumáticos existentes. Uma estimativa abaixo dessa
capacidade resultará em pressões inadequadas nos pontos de consumo e estimativas
muito altas acarretarão grande investimento inicial e baixa eficiência do sistema.
A maioria dos equipamentos pneumáticos opera a 6 bar de pressão manométrica. Para
se conseguir esse nível de pressão no equipamento final é necessário um cuidadoso
cálculo para se determinar a pressão de trabalho do compressor.
Devemos ter uma pressão de ar suficiente nos pontos de consumo. A pressão do ar
exerce uma influencia muito grande no desempenho das ferramentas pneumáticas.
Uma pressão de trabalho muito baixa, diminui a potência dessas ferramentas,
resultando aumento no tempo de operação e conseqüentemente aumentando os
custos de produção. Uma das causas da baixa pressão nos locais de consumo pode
ser a produção de uma quantidade insuficiente de ar comprimido (é comum
acrescentar novas ferramentas a uma linha já existente, sem verificar se isso afeta o
desempenho do sistema).
Para evitarmos isso, devemos sempre ter um compressor de capacidade adequada a
fim de manter a pressão nos pontos de consumo. Um sistema sobrecarregado,
trabalhando além da capacidade original provocará uma baixa pressão nos locais de
consumo.
Para obtenção da carga máxima do compressor será necessário somar o consumo
total de todos os equipamentos consumidores existentes (em litros/s). A carga média
do compressor é obtida multiplicando-se o consumo total de ar pelo fator de utilização
(tempo estimado de trabalho de cada ferramenta durante uma hora).
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Convém admitir uma tolerância de 10 a 15% da capacidade do compressor devido aos
vazamentos e estimar o aumento da capacidade do sistema para futuras expansões
também entre 10 a 15% ao ano.
2.5– Tipo de Controle do Compressor
O sistema mais indicado para racionalizar o consumo de energia é através da utilização
dos inversores de freqüência, pois desse modo o trabalho do compressor é ajustado
em função da demanda de ar.
2.6 – Manutenção do Compressor
Os custos operacionais são afetados diretamente pela eficiência de um sistema de
manutenção. Uma manutenção adequada evita paradas de emergência aumentando a
disponibilidade do equipamento para a operação.
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Bibliografia:
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Janeiro, 1998.
2. NIAGARA S.A. Comércio e Indústria Catálogo 89 4ª edição, 1989.
3. MARTINS DE SOUZA, MS Uso e Preparação de FISPQs Artigo Técnico -
Informativo CRQ-IV, São Paulo, Jan-Fev/2006.
4. PAULA FERNANDES, MLR & DE SENA, HC Introdução ao Tratamento de
Esgotos, Artigo Técnico - Informativo CRQ-IV, São Paulo, Mar-Abr/2001.
5. PERRY & CHILTON Manual de Engenharia Química, 5ª edição, Guanabara
Dois, 1980.
6. SILVA TELLES, PC Tubulações Industriais, 6ª edição, LTC,1983.
7. ASSUNÇÃO, JV Tecnologia de Controle da Poluição do Ar para Material
Particulado, Gases, vapores e Odores e Verificação de Sistemas, CETESB –
cursos e treinamentos, São Paulo, 2008.
8. GOMIDE, R Operações Unitárias – 3º volume: Separações Mecânicas, do autor,
São Paulo, 1980.
9. BRAILE, PM & CAVALCANTI, JEWA Manual de Tratamento de Águas
Residuárias Industriais, CETESB, São Paulo, 1993.
10. FADEL, KH & MATUSAKI, LF Tratamento de Efluentes, IIR Training, São Paulo,
Mar/2006.
11. PETROBRAS Curso de Formação de Operadores Petrobras/RPBC-DUTIL.
12. DREW Produtos Químicos Ltda. Divisão de tratamento de águas Industriais
13. ALVES, JLS Operações Industriais, Faculdade de Ciências Ambientais da
UNIMONTE, Santos