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Aula 11  Exame Físico Neurológico

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EXAME FÍSICO NEUROLÓGICO
PROFESSORA: RACHEL BRIGGS
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FUNÇÕES
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Iniciação e coordenação de movimentos
Recepção e percepção dos estímulos sensoriais
Organização dos processos de pensamento
Controle da fala
Armazenamento da memória
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Divisão dos Hemisférios
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Hemisférios cerebrais direito e esquerdo.
Cada hemisfério é dividido em quatro lobos: frontal, parietal, occipital, temporal.
Os lobos frontais controlam o comportamento motor especializado: fala, humor, pensamento e o planejamento do futuro.
Os lobos parietais interpretam os estímulos sensoriais provenientes do restante do corpo e controlam os movimentos corpóreos.
Os lobos occipitais interpretam a visão.
Os lobos temporais geram as recordações e as emoções. 
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Funções mentais
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Humor: Exibição duradoura e prolongada de
 sentimentos que matizam toda a vida emocional
Afeto: Expressão temporária de sentimentos e de estado da mente
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Pensamento: É o conjunto de funções integrativas capazes de associar conhecimentos novos e antigos, integrar estímulos externos e internos, analisar, abstrair, julgar, concluir, sintetizar e criar.
Juízo é a capacidade de julgar eventos ao redor, valorizando-os de forma adequada.
Crítica refere-se a capacidade do indivíduo de julgar o próprio estado.
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MATERIAIS PARA EXAME NEUROLÓGICO
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Martelo de percussão 
Estilete ou outro objeto pontiagudo
Algodão 
Material para leitura
Frascos com substâncias aromáticas
Lanterna ou foco luminoso 
Diapasão 
Abaixador de língua
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ENTREVISTA PARA EXAME NEUROLÓGICO
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Determinar se o cliente está tomando analgésico, antidepressivo ou estimulantes do sistema nervoso.
Avaliar o uso de álcool ou hipnóticos.
Determinar se o cliente tem história de convulsões: explicar a seqüência, características de sintomas, relação com horário do dia, fadiga ou estresse emocional.
Examinar o cliente quanto a cefaléia, tremores, tonteira, vertigem, dormência ou formigamento de parte corporal, alterações visuais, fraqueza, dor ou alterações da fala.
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Discutir com familiares alterações recentes no comportamento do cliente 
Avaliar história do cliente quanto a mudanças na visão, audição, olfato, paladar e toque.
Cliente idoso com delírio, rever a história de toxicidade medicamentosa, infecções graves, distúrbios metabólicos, insuficiência cardíaca e anemia grave.
Rever história pregressa de lesão cefálica ou medular, hipertensão ou distúrbio psiquiátricos.
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Tipos de pergunta durante a entrevista
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Pergunta Aberta
Como se encontra seu estado de ânimo?
Pergunta Alternativa
O senhor está alegre ou triste?
Pergunta sugestiva passiva
O senhor está triste?
Pergunta sugestiva ativa
- O senhor está triste, não está?
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Exame Físico - Consciência
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Definição: chama-se consciência ao conhecimento que temos de nós mesmos e do mundo externo. 
Exame:
Perguntar ao cliente o próprio nome, o dia do mês e da semana; local onde se encontra.
Pedir que coloque a língua para fora, feche os olhos, mova um segmento do corpo, etc.
Solicitar que efetue cálculos simples
Observar reação aos estímulos dolorosos. 
Verificação do estado de consciência
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Sistema Nervoso
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Nível de consciência
Alerta: falando em tom e voz normal, o cliente olha para o examinador e responde, de forma adequada e completa, aos estímulos.
Letargia: o cliente apresenta-se sonolento, ele até olha para o examinador e responde aos estímulos, mas logo em seguida parece dormir.
Obnubilação: o cliente abre os olhos, olha o examinador, mas responde aos estímulos de forma lenta e confusa.
Torpor: só responde a estímulos dolorosos. Normalmente não apresenta resposta verbal e quando elas acontecem são muito lentas. 
Coma: escala de glasgow – estímulos X reação
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Orientação
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É a capacidade de uma pessoa saber quem ela é (orientação autopsíquica) e de localizar-se no tempo e no espaço (orientação têmporo – espacial).
Orientação: de onde veio e como chegou ao local do exame.
Orientação temporal: saber dia do mês e da semana em que se encontra (cuidado com o período de férias). É a primeira a ser comprometida.
Orientação psíquica: informar dados pessoais, idade, filiação, lugar de nascimento, estado civil ou seu nome. Geralmente é a última a ser comprometida. Pode ser transitória.
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Consciência e Orientação
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Lúcido e orientado
Lúcido e algo orientado
Desorientado
Torporoso
Obnubilação/Prostrado
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Estímulos para avaliação da consciência
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Auditivos: inicialmente tom de voz normal, se não houver resposta elevar tonalidade. Na presença de respostas, avaliar o grau de orientação do paciente.
Táteis: podem ser aplicados junto aos auditivos para despertar o paciente. Se não ocorrer resposta, estímulos dolorosos devem ser aplicados.
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Dolorosos: método mais indicado é a aplicação de uma compressão perpendicularmente ao leito ungueal proximal (mãos ou pés), com a ajuda de instrumentos (caneta, lápis ou a própria unha). 
Outras áreas: região supra orbital, músculo trapézio e esterno. 
Estímulos intensos e repetidos podem causar lesões na pele, hematomas ou outros traumatismos locais e psicológicos. 
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Tipos de expressões faciais e postura
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Aparência e comportamento
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Contato visual
Aparência (estado geral, nutrição)
Movimentação (inibição, agitação, inquietação, agressividades, imobilidade)
Maneira de Vestir (colorido das roupas, maquiagens, adereços)
Expressão facial
Postura corporal
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Exemplos
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Exemplos
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Escala de Glasgow ou Escala de Coma de Glasgow
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Utilizada para avaliação do coma
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Coma
Score
Grave
< 8
Moderado
9 – 12
Leve
>12
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Escala de Coma de Glasgow
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Avaliação objetiva do estado de consciência do paciente sedado
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Avaliação pupilar
Diâmetro (1 a 9 mm – médio 3,5 mm)
Forma
Reação à luz
Isocóricas
Anisocóricas (E>D)
Ovoides, buraco de fechadura ou irregulares
Reatividade (fecha o olho, aguarda, levanta rapidamente a pálpebra e dirige o foco de luz)
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O diâmetro pupilar é mantido pelo SNA
SNS – dilatação
SNP - constrição 
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Pupilas irregulares:
Pacientes com trauma de órbita
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Exame do sistema motor
MOTRICIDADE
Sistema Piramidal
Sistema Extrapiramidal
Cerebelar
Motricidade voluntária: movimentos delicados, habilidade
Tônus muscular, deambulação, postura e marcha
Movimentos automáticos. A lesão no sistema cerebelar conduz a alterações na coordenação e no equilíbrio
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Sistema motor
Compreende o exame dos músculos, coordenação, reflexos e análise da postura e marcha.
Músculos
Inspeção, Palpação, Verificação da Força e Tono Musculares. 
			As alterações mais importantes são:
Atrofias musculares – miopatias ou neuropatias 
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Dor à compressão das massas musculares – apresentam-se dolorosas nas neuropatias e nas miosites. 
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Examinamos a motilidade voluntária.
Pesquisas da força muscular:
Membro superior e cintura escapular
- Cintura escapular
- Bicipital
- Tricipital
- Carpo
- Interósseos (dedos) 
Força muscular
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Asteríxis: indica encefalopatia metabólica. 
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Pede-se para o paciente ficar com
 a mão no sentido de “parar o trânsito”... 
Caso haja queda = Asteríxis. 
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Membro inferior e cintura pélvica
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Manobra de Barré
Manobra de Mingazzini
Coxa e cintura pélvica
Perna
Tarso
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Manobra de Barré
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A manobra de Barré visa confirmar o déficit motor dos músculos flexores da perna sobre a coxa (flexores do joelho). 
O paciente deita em decúbito ventral, flete as pernas sobre as coxas, num ângulo de 90°, e lhe é solicitado que mantenha a posição. Será positivo quando a perna começar a oscilar ou cair (imediata ou progressivamente), evidenciando o déficit. 
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