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1)      Quais são as responsabilidades de um Psi. Hospitalar?
As principais responsabilidades do psicólogo hospitalar estão relacionadas ao atendimento direto ao paciente, ao treinamento de estagiários. Tem também como atribuição, facilitar o entendimento por parte da equipe de saúde de situações que, dentro da cultura da doença geralmente grave, são psicologicamente complexas. Não podemos esquecer também do psicólogo ligado à saúde do trabalhador, que estará realizando suas tarefas de busca de qualidade de vida em relação à clientela interna (funcionários).
2) Qual é a maior contribuição para um trabalho em Psi. Hospitalar na sociedade?
O Psicólogo hospitalar atua geralmente observando o paciente de forma integral, com valorização e integração das questões familiares, sociais, biológicas, psicológicas, etc..., de forma simultânea. o que contribui para a recuperação do paciente, proporcionando uma melhor qualidade de vida, o que se reflete na sociedade de uma forma ampla, inclusive nas questões econômicas. 
3) Qual foi o principal motivo para você se tornar um Psi Hospitalar?
Acredito que interesse por conhecimentos prévios sobre a atuação na área e oportunidade.
4) É importante fazer psicoterapia para se ter um bom trabalho em Psi. Hospitalar? Para ter uma base de atendimento?
É recomendável, para que não haja maiores dificuldades em relação aos conteúdos trazidos pelos pacientes, visto que em geral são bastante “carregados” de ansiedades e angústias, vividas por todos os seres humanos em situação de doença.
5) Qual a principal demanda dos seus clientes?
Grande ansiedade e angústia em relação às situações de vida modificadas a partir do surgimento da doença.
6) Esse trabalho afeta sua vida?
Sim, de forma positiva. Me mostra o quanto é importante poder contribuir para minorar o sofrimento do outro e o quanto devo valorizar as coisas boas que me acontecem, me fortalecendo para enfrentar as que porventura me desagradam.
7) Como está sendo o mercado para o Psi. Hospitalar?
Acredito que esteja em expansão.
8) Qual o principal objetivo do trabalho terapêutico para o Psi. Hospitalar?
Melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, a partir de uma intervenção focal, voltada para minimizar o sofrimento advindo da angústia e do sentimento de vulnerabilidade relacionados ao surgimento da doença.
9)      O psicólogo no ambiente hospitalar? ??????
10) Qual o principal conceito que sustenta a prática?
Acredito que seja o da psicologia como ciência, onde o entendimento do ser humano é o ponto fundamental para qualquer prática.
11) Qual a origem da Psi. Hospitalar? 
Em 1818, formou-se a primeira equipe multiprofissional em Massachussets, onde o psicólogo foi incluído. No Brasil, na década de 30 o psicólogo inicia sua inserção timidamente no contexto das saúde mental. Na década de 50, surge o psicólogo no contexto hospitalar e em 2000, a Psicologia Hospitalar foi reconhecida como uma especialidade pelo Conselho Federal de Psicologia.
12) Quais os principais temas da Psi Hospitalar?
dor, sofrimento, morte, interdisciplinaridade, isolamento 
13) Quais são os mandamentos do Psi. Hospitalar?
Ser ético
Ser humano
Ser acolhedor
Saber ouvir
Saber falar no momento certo, a palavra certa
Não fazer julgamento de valor
14) Você se torna neutro?
Não somos neutros, porque somos humanos, mas temos que lidar com nossos conceitos e pré-conceitos de forma a não deixar que interfiram na nossa abordagem com o paciente. Nessa o que vale é o que “ele” acredita e “sente”.
15) Qual o papel do terapeuta junto ao seu cliente?
O papel do terapeuta pode passar por mudanças, dependendo da fase da terapia, do cliente, enfim não há uma “receita de bolo” para ser comentada. Mas posso comentar de forma bem superficial que esse papel pode ser o de um auxiliar na identificação dos pensamentos automáticos e das crenças disfuncionais até o de facilitador na avaliação e modificação de crenças, ajudando a encontrar um outra crença central que seja mais adaptativa. 
16) Quais são os principais conceitos que sustentam a pratica clínica?
A técnica e a ética.
17) Quais são os clientes?
No hospital são os pacientes e os familiares. Para os psicólogos que trabalham com saúde do trabalhador, são os funcionários da instituição (“cuidam de quem cuida”).
18) Quais os tipos de intervenção?
Avaliação psicológica, atendimentos psicológico individual e de grupo, em ambulatório (psicoterapia focal), enfermarias e UTIs.
19) Como se dá a formação do Psicólogo na área da saúde pública?
O Ministério da Saúde tem investido no funcionário, oferecendo treinamento em educação permanente e facilitando a obtenção de conhecimentos a partir de eventos relacionados à educação continuada.
20) Qual é a direção da entrevista psicológica no hospital?
Entrevista semi-dirigida, voltada para questões gerais da vida do paciente e para a doença, motivo central (até então) de seu atendimento psicológico.
21) Como se dá a intervenção psicológica no hospital?
Por encaminhamento da equipe de saúde ou por demanda espontânea. O setting nem sempre é o de maior privacidade e o tempo e a possibilidade de atendimento não podem ser previstos com precisão.
22) O que é mais importante, o paciente, a doença ou os dois?
O mais importante é conseguir que o paciente consiga uma melhor qualidade de vida.
23) O que se espera de um paciente em tratamento?
Que possa atingir a cura de sua enfermidade, ou pelo menos uma melhora considerável, mas que fundamentalmente consiga uma melhor qualidade de vida.
24) Como fica um paciente frente a um tratamento?
Essa pergunta é muito vaga... depende de inúmeros fatores: desde o tipo de tratamento até o tipo de personalidade do paciente. Não tenho como responder de forma mais apurada essa questão.
25) Como é preparar o paciente para a morte?
Não se prepara um paciente para a morte... se ajuda o paciente a enfrentar a sua terminalidade, da forma como ele “pedir”. Cabe a nós termos a sensibilidade para entender o que esse paciente está solicitando e aí sim, usarmos o conhecimento para aplicarmos técnicas que, juntamente com o sentimento de humanidade, contribuam para que o processo de morte se dê de forma digna e mais tranqüila.
26) O que fazer para não se apegar ao paciente e ao se estado?
Ter a noção de que o só se pode contribuir profissionalmente se mantivermos uma distância necessária, sem deixar que nossos conteúdos emocionais se misturem com os do paciente. A partir dessa noção, coloca-la em prática é só uma questão de condicionamento e treino. Entendam que não estou falando em ser frio e sim em ser um profissional humano, porém, profissional.
27) O que dizer e o que não dizer ao paciente quando está em tratamento?
Essa questão também é muito vaga, mas posso afirmar que sempre se deve falar a verdade, porém de forma suave e otimista. Não se deve jamais tirar a esperança que o paciente traz, mesmo que diga que não tem mais nenhuma. Ele precisa que você ache e mostre pra ele que ela existe sim! Trabalhamos fundamentalmente com o foco. Tira o que dói do foco, e traz o que puder encontrar de bom e motivador “para a frente do olhar”.
28) A musicoterapia ou outros meios seriam bons utensílios benéficos em um tratamento?
Sim, existem inúmeras ferramentas que podem ser utilizadas como auxiliares no atendimento hospitalar, com resultados bastante favoráveis.
29) Por quantas pessoas é formado um grupo para assistência dentro dos hospitais?
Impossível responder! Depende muito da instituição, do serviço, enfim... 
30) O profissional faz cursos de especialização sobre as várias formas de doenças?
Pode fazer ou não, mas é importante que conheça sobre as doenças. A prática diária com os pacientes e profissionais ensinam muito, porém é importantíssimo que se busque outras fontes de conhecimento, como as leituras, cursos, simpósios, congressos, etc...

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