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Arquitetura Brasileira I 
 
 
Engenhos de Açúcar 
 
 
 
Professora Fernanda Alves de Brito Bueno - DEARQ 
Curso de Arquitetura e Urbanismo 
Escola de Minas – Universidade Federal de Ouro Preto 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 Engenho de Açúcar 
 
- Grandes propriedades concentradas nas mão de poucos senhores; 
- Desde o séc. XVI até o XVII; 
- Metade séc. XVII, monocultura em plena atividade; 
- Litoral. Concentrados nas regiões Pernambuco, Bahia, RJ e SP. 
 
Gênese da Moradia, Cultura 
- Índio, cozinhar tarefa fora de casa; 
- Telhados e beirais alongados; 
- Paredes caiadas e portais coloridos; 
- Plantas, estrutura segregadora; 
. Trabalho e área social (frente) 
. Setor íntimo (centro) 
. Pátios e quintais (fundo) 
 
 
 
 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 Engenho de Açúcar (Grupos sociais - Senhor Engenho, família e 
escravos) 
- Tipo de ocupação rural (morar associado ao trabalho e produção) 
- Casa Grande (centro social, familiar, político e econômico), senzala, capela e 
engenho (área destinada transformação da cana em açúcar). 
- Início escravidão indígena – substituída pela africana (comércio). Jesuítas 
move campanha tornar ilegal escravidão e tráfico nativos. 
 
 
Fonte: FRANS POST : ENGENHO DE AÇÚCAR 
http://newtonthaumaturgo.blogspot.com.br/2012/09/frans-
post-engenho-de-acucar.html 
 
Fonte: Processo do açúcar. Simon de Vries, Curieuse aenmerckingen 
der bysonderste Oost en West-Indische verwonderens-waerdige 
dingen . . . (Utrecht, 1682). 
http://people.ufpr.br/~lgeraldo/imagensengenhos.html 
 
 
 Engenho de Açúcar 
 
- Implantação do Conjunto 
. Margens dos rios (zona da mata do Nordeste,recôncavo baiano) – transporte 
fluvial e utilização de força hidráulica; 
 
- Casa Grande (Casa de Habitação) e Capela 
. Implantada na parte alta (colina) 
. Geralmente distantes 
. Tipo de casa variam no tempo e no espaço. 
 
- Fábricas (Engenho, Depurador, Senzalas, Oficinas e Estrebarias) 
. Entre o Rio e a Casa Grande 
. Formas depende da natureza da energia utilizada 
 
- Modificações no Séc. XVIII 
. Casa Grande e Capela foram interligadas 
. Plantas quadradas (séc. XVII) se tornaram mais complexas. (pátios) 
 
 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 
Engenhos 
 
 
 
 
Engenho Pernambucano. Frans Post 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 Casa Grande 
 
 
 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 Casa Grande 
 
- Varandas, salas, alcovas, quarto de hóspedes, capela e cozinhas. 
- Outros usos (fortaleza, cofre, harém, escola, hospital, depósito, 
abrigo escravos no porão e pouso) 
. Varanda – conforto ao clima, vestíbulo, espaço de convivência 
várias portas de acesso para interior. 
 
 
 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 Casa Grande 
 
- varanda como extensão da 
nave; 
- capela obrigatória (religião 
como identidade) 
- hóspede 
- alcovas (clausura e 
recolhimento) 
- serviço ao fundo (limpeza e 
preparo) 
- engenhos autossuficientes. 
 
 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 
Engenhos 
 
 
 
 
Cultura da cana e fabricação do açúcar. 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
Engenho de açúcar. Litogravura 
Moenda 1835 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
- Amplo galpão, com 
tipologia simples; 
- Armazém, picadeiro, 
moenda, reservatório, 
caldeiras com fornalhas, 
casa de purgar, seleção de 
pães e encaixotamento. 
- Geralmente próximo ao 
rio. (VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007) 
 
 Transposição dos Modelos Portugueses para o Brasil 
 
“ Assim, a transposição dos modelos portugueses se fez através de 
projetos e das chamadas “Ordenações Reais”, de materiais de 
construção e de técnicos, entre os quais se agrupavam os mestres, 
os engenheiros militares, vários religiosos e até artífices 
especializados. Porém, nos primeiros tempos, predominavam as 
linhas clássicas e mais austeras , que se adequavam mais às 
condições ainda precárias das primeiras aglomerações de maior 
estabilidade que vão corresponder, também, ao segundo ciclo 
econômico – o da cana de açúcar - , que, embora de caráter rural, 
vai promover o desenvolvimento das cidades do Nordeste, onde se 
situam os principais engenhos.” 
Susy de Mello, 1983 
 
 
 
 
 
 Transposição dos Modelos Portugueses para o Brasil 
 
 
 
 
“Embora os engenhos chegassem a constituir grandes e ricos 
complexos, com sedes em amplos sobrados, sua arquitetura é mais 
do gosto popular português, menos elaborado, com agradáveis 
proporções, mas sem os requintes dos grandes solares. Nessa 
época, os primeiros sinais barrocos se limitariam aos altares das 
capelas que neles eram construídas mas que o tempo consumiu.” 
Susy de Mello, 1983 
 
 
 
 
 
 
Engenhos – Registros dos invasores holandeses séc. XVII 
 
-Parece não haver esquema rígido de implantação; 
-Terrenos pouco acidentados; 
-Moenda movimentada roda d´água; 
-Vauthier (séc. XIX) edificações se distribuem de forma delimitar 
pátio interno. 
 
 
 
 
Engenho Frans Post 1668 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
Fonte: Paisagem com plantação (O Engenho), por Frans Post (1668). 
http://people.ufpr.br/~lgeraldo/imagensengenhos.html 
 
 
Engenho, casa grande e capela. Moradias de escravos e de 
lavradores de cana. roda d'água, casa de moenda, casa de purgar e 
batimento dos pães de açúcar ao ar livre. 
 
 
 
Fonte: Engenho de Pernambuco Frans Post . Acervo Artístico do Ministério das Relações 
Exteriores - Palácio Itamaraty http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frans_Post_-
_Engenho_de_Pernambuco.jpg 
 
 
 
 
 
 
Engenho de Pernambuco 
 
 
 
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frans_Post_-
_Engenho_de_Pernambuco.jpg 
 
 
 
 
 
 
Engenho de Pernambuco 
 
 
 
Engenho Freguesia e Capela – Candeias BA 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
Engenho 
 
 
Fonte: VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 
 
 
 
 
 
Engenho 
 
 
Engenho oitocentista de Morenos. PE 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Engenho 
 
 
Engenho Pintos – Morenos PE 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
Engenho Poço Comprido. Vicência PE. Final do séc. XVIII. 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
Engenho 
 
 
Moita do Engenho Trapuá. Tracunhaém – PE 
Terreno em declive para uso da gravidade. 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Engenho 
 
 
Moita do Engenho Salgado. Nazaré da Mata PE 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
Fábricas: Funcionalidade e estabilidade; 
Em geral de tijolos; 
Retangulares e puxados; 
Nenhuma preocupação plástica; 
 
 
 
 
 
 
 
Senzala 
 
- Nas imagens do séc. XVII as senzalas não tem clara definição 
(casebres); ou abrigados em depósitos; 
- Séc. XVIII adquire características próprias. 
- Cubículos sem janelas, prolongado conjunto voltado para uma 
galeria, voltada para um pátio. 
- Geralmente de taipa 
 
- Senzala doméstica (no “rés do chão”) 
- Senzala do eito (voltada para o terreiro) 
 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil; VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 
 
 
 
Antiga Senzala do Engenho Coimbras PE 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Senzala 
 
 
Antiga Senzala do Engenho Santa Cruz PE 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
Choupana de negros. Litografia 1861 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Sistemas Construtivos 
 
- Dependia da disponibilidade da região. 
-Engenhos todos os sistemas do período colonial. (enxaimel, 
alvenaria de pedra, de tijolos, adobese taipa. 
-Cobertura: palha ou cerâmica. 
-Pisos térreos: tijolos ou lajotas e Segundo Pavimento madeira. 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
Capelas 
 
- Edificação onde mais investiam (valor simbólico); 
- Materiais de construção mais duráveis (pedras); 
- Obras de talha e pintura, imagens de santos; 
- Estilos mais eruditos; 
- Eventualmente abóbodas e cúpulas; 
 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil; VERÍSSIMO, F. S. et al, 2007 
 
 
 
Capela do Engenho São Braz 
Raro exemplo frontão rococó 
Fonte: Arquitetura na 
Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Capelas 
 
 
Capela-mor Engenho Bonito. 
Nazaré da Mata. PE 
Fonte: Arquitetura na 
Formação do Brasil 
 
Capela do Engenho Moreno. 
Morenos. PE 
Fonte: Arquitetura na 
Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Capelas 
 
 
Canavial Pernambuco. 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
Capela Eng. N. S. do Patrocínio. 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Casa Grande 
 
 
Casa e Capela da Fazenda Calubamdê São Gonçalo RJ 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
Casa Grande do Engenho Embiara BA 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
Casa Grande do Engenho 
Megaípe PE - seiscentista 
Fonte: Arquitetura na 
Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
 
Casa Grande 
 
 
Casa Grande do Engenho São João Recife PE 
Componentes Bélgica 
Fonte: Arquitetura na Formação do Brasil 
 
 
 
 
 
Outras associações de edifícios 
 
-Associação da Casa Grande com a Fábrica. 
-Cultura do Café fins do séc. XVIII - Beneficiamento exige vigilância 
permanente. 
 
 
Engenho D´água 
Fonte: Arquitetura na 
Formação do Brasil 
 
Referências bibliográficas: 
 
BICCA, Briane Elizabeth Pannitz; BICCA, Paulo Renato Silveira (Orgs.). Arquitetura na 
Formação do Brasil. 2. ed. Brasília: IPHAN, 2008. (Seis exemplares, biblioteca Escola de 
Minas). 
 
MELLO, Susy de. Barroco. São Paulo: Brasiliense s.a.,1983. 
 
VERÍSSIMO, Francisco Salvador; BITTAR, William Seba Mallmann; MENDES, Chico. 
Arquitetura no Brasil: de Cabral a D. João VI. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2007.

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