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1 CIV 457 - CONCRETO PROTENDIDO Perdas de Protensão Gustavo de Souza Veríssimo & Kléos M Lenz César Jr Concreto Protendido - Fundamentos Básicos Universidade Federal de Viçosa, novembro de 1998. �� �� �� �� 20,0 m ���� ���� ���� ���� ���� ���� ���� 16 40 cm 20 20 60 A) Propriedades da seção Ac cm= × × + × =20 40 2 16 60 2 560 2. y cm= 50 J cm4= × − × × =40 100 12 2 12 60 12 2 901333 3 3 . . cm3W J y = = =2 901333 50 58 027 . . . B) Materiais Concreto: fck = 30 MPa E fc ck= × + = × + = kgf / cm20 9 21000 35 0 9 21000 300 35 345927, . , . . Aço: CP 190 RB E = 1.950.000 kgf/cm2 fptk = 19.000 kgf/cm2 fpyk = 17.100 kgf/cm2 2 C) Cargas Peso próprio: g Ac c= × = × =γ 2 56010 000 2 500 640 . . . kgf / m Sobrecarga: q = 1.600 kgf/m D) Tipo de protensão Protensão limitada - pós-tensão com bainha metálica E) Traçado dos cabos 20 cm 20 cm 30 cm 20 20 10 10 10 P1 P2 P3 ������ ������ ������ ������ ������ ������ ������ ������ ������ 20 20 30 posição dos cabos na ancoragem ������ ������ ������ ������ ������ ������ ������ ������ ������ 10 20 10 posição dos cabos no centro do vão Admitindo que cada cabo terá a mesma força de protensão (P): Mp = P ( 20 + 30 + 40 ) = 90 P 3 F) Cálculo das tensões M g L g = = × = = kgf.m kgf.cm 2 2 8 640 20 8 32 000 3200 000. . . M q L q = = × = = 1. kgf.m kgf.cm 2 2 8 600 20 8 80 000 8 000 000. . . σg g M W = ± = = 55,15 kgf / cm23200 000 58 027 . . . σq q M W = ± = = 137,87 kgf / cm28 000 000 58 027 . . . G) Estimativa da força de protensão ⇒ Para protensão limitada: ⇒ Combinação frequente de ações (estado limite de formação de fissuras): Para seção T no estado limite de formação de fissuras: σctM ctkf ≤ 1 2, σctM ckf (0,06 (0,06 MPa≤ + = × + =1 2 0 7 1 2 30 0 7 3 0, , ) , , ) , adotado ψ1 = 0,6 σ σ σg p q+ + ≤∞ 0 6 30, kgf / cm2 5515 0 6 137,87 30 107 87, , ,+ ∞ + × ≤ ∴ ≤ −∞σ σp p kgf / cm kgf / cm2 2 W P A P W M A P c p c p 90 3 3 ∞∞∞ ∞ +=+=σ 2kgf/cm 87,107 027.58 90 560.2 3 −= +∞P kgf 616.39 −=∞P ⇒ força por cabo ⇒ Combinação quase-permanente de ações (est. limite de descompressão): adotado ψ2 = 0,4 σ σ σg p q+ + ≤∞ 0 4 0, σ p∞ ≤ − kgf / cm2110 30, 2kgf/cm 30,110 027.58 90 560.2 3 −= +∞P kgf 509.40 −=∞P ⇒ força por cabo 4 Para pós-tensão e aço RB, admitindo-se 20 % de perdas, tem-se: kgf / cm kgf / cm 2 2σ pi ptk pyk f f ≤ = × == × = 0 77 0 77 19 000 14 630 0 86 0 86 17 100 14 706 , , . . , , . . kgf 50.636 8,0 509.40 8,0 = ==∞PPi H) Dimensionamento da armadura ativa 2cm 46,3 630.14 636.50 === pi i p PA σ designação bitola (mm) área (cm2) n n × A folga CP 190 RB 9,5 9,5 0,548 7 3,84 11 % CP 190 RB 11 11,0 0,742 5 3,71 7 % CP 190 RB 12,7 12,7 0,987 4 3,95 14 % CP 190 RB 15,2 15,2 1,400 3 4,20 21 % SOLUÇÃO: adotar 5 φ 11,0 P Ai pi p= = × = 54 kgfσ . . , .14 630 3 71 277 25,0 277.54 509.4011folga =−=−= ∞ iP P ⇒ 25% de folga Nesse ponto, P1 = P2 = P3. Como as curvaturas dos cabos são diferentes, cada cabo sofrerá uma perda por atrito diferente e ao final das perdas, P1 ≠ P2 ≠ P3. I) Cálculo das perdas de protensão I.1 - Cálculo das perdas por acomodação da ancoragem: Admitindo que: • o cabo penetra δ = 6,0 mm na ancoragem individual por cordoalha; • os cabos serão protendidos pelas duas pontas, ou seja, ambas as ancoragens são ativas. L = 20 m = 20.000 mm ∆L = 6 + 6 = 12 mm ε p LL= = = × − ∆ 12 20 000 600 10 6 . ε σP p pE× = = × × =− 600 kgf / cm2∆ 10 1950 000 11706 . . . % 0,8 08,0 630.14 170.1 ===∆ pi p σ σ 5 I.2 - Cálculo das perdas por atrito: - Curvatura dos cabos: θ/2 x yα θ 2 θ 2 θ/2 tg α = y x α = arctg x y αθθα 2 2 2 2 =∴= cabo x y tg α α [rad] θ /2 = 2α [rad] 1 1.000 40 0,04 0,04 0,08 2 1.000 30 0,03 0,03 0,06 3 1.000 20 0,02 0,02 0,04 coeficiente de atrito (cordoalha-bainha): µ = 0,20 atrito devido à ondulação parasita: β = 0,017 rad/m ( )∆ ΣP x P ei x( ) ( )= − − + 1 µ α β No centro do vão, x = 10 m: cabo Pi (kgf) Σ α = θ /2 β.x ∆P(x) ∆P/P perda 1 54.277 0,08 0,1700 2647 0,0488 4,88 % 2 54.277 0,06 0,1700 2440 0,0450 4,50 % 3 54.277 0,04 0,1700 2232 0,0411 4,11 % I.3 - Perdas por deformação imediata o concreto: Será admitido que as cinco cordoalhas de cada cabo serão protendidas simultaneamente. Assim, o número de cabos a considerar é n = 3. Valores da força de protensão descontadas as perdas por atrito e encunhamento: P1 = 54.277 ( 1 - 0,08 - 0,0488 ) = 47.286 kgf P2 = 54.277 ( 1 - 0,08 - 0,0450 ) = 47.492 kgf P3 = 54.277 ( 1 - 0,08 - 0,0411 ) = 47.704 kgf Como o cabo 2 ocupa uma posição intermediária, vamos usá-lo como referência. 6 As tensões na seção no centro do vão serão: - coordenada y do cabo 2 no centro do vão: y = 30 cm + 33,09 kgf / cm2σg g M J y= ± × = × =3200 000 2 901333 30 . . . . kgf.cm 280.274.4 30492.473 =××=pM 2kgf/cm ,8599 30 333.901.2 4.274.280 560.2 3.49247 −=×−×−=Pσ α = = =E E p c 1950 000 345927 5 64 . . . , ( )∆σ α σ σp cp cg n n= + − 12 2kgf/cm 125,51 = 32 13)09,3385,99(64,5 −× −×+−×=∆ Pσ % 86,0 630.14 51,125 ==∆= Pi Pperda σ σ kgf084.47 100 86,01 492.47 2 = −=oP Totalização das perdas imediatas: na ancoragem: 8,00 % por atrito dos cabos: 4,50 % por deformação imediata do concreto: 0,86 % total: 13,36 % I.4 - Perdas devido à retração do concreto: dados admitidos: umidade relativa: U = 60 % temperatura média: T = 22° C slump: 8,0 cm tempo inicial: to = 28 dias tempo final: t = 3.000 dias (aprox. 8 anos) ε1 2 66 16 484 1590 10 000 401 982 10s U U= − − + ÷ = − × − , . . , ( )γ = + =− +1 11657 8 0 1 e U, , , 7 h A ufic c ar .560 cm= = × =γ 2 1165 2 2 288 20 711, , = 0,207 m ε2 0 33 2 0 21 3 0 895s fic fic h h = ++ = , , , ε ε εcs s s∞ − −= × = − × × = − × 401,982 ,895 1 2 6 610 0 359 774 10, A = 40 B = 116 h3 - 282 h2 + 220 h - 4,8 = 29,685 C = 2,5 h3 - 8,8 h + 40,7 = 38,901 D = -75 h3 + 585 h2 + 496 h - 6,8 = 120,273 E = -169 h4 + 88 h3 + 584 h2 - 39 h + 0,8 = 18,221 ( hfic = 0,207 m ) βs t t A t B t t C t D t E ( ) = + + + + + 100 100 100 100 100 100 3 2 3 2 idade fictícia o concreto: retração: α = 1 to fic_ ,= + × =22 1030 28 29 867 dias t fic = + × =22 1030 3 000 3200. . dias βs t( ) ,= 0 977 βs ot( ) ,= 0 216 ( ) ( )[ ]ε ε β βcs o cs s s ot t t t( , ) = − =∞ [ ]= − × − = − ×− − 359 774 10 0 977 0 216 273 788 106 6, , , , ∆σ εPs p cs oE t t -1.950.000 (-273,788 10 ) 533,89 kgf / cm-6 2= − = × × =( , ) perda Ps Pi 3,65 %= = =∆σσ 533 89 14 630 , . encurtamento da peça: ∆L t t Lcs o - 273,788 10 .000 -5,48 mm-6= × = × × =ε ( , ) 20 I.5 - Perdas devido à fluência do concreto: 8 ( ) ( )[ ]φ φ φ β β φ β( , )t t t to a f f f o d d = + − +∞ ∞ idade fictícia o concreto: - para cimento CP, α = 2 no cálculo do coeficiente de fluência. Assim, to fic_ ,= × + × =2 22 1030 28 59 733 dias t fic = × + × =2 22 1030 30006 400. . dias f t f t t t t t c o c o o o o ( ) ( ) ( ) ( )( ) , ∞ = ++ + = 9 42 9 40 61 0 784 φa c o c f t f t = − =∞0 8 1 0 173, ( ) ( ) , φ1c = 4,45 - 0,035 U = 2,350 φ2 0 42 0 20 1 540c fic fic h h = ++ = , , , φf∞ = φ1c × φ2c = 2,350 - 1,540 = 3,620 φd∞ = 0,4 βd o o t t t t = − +− + = 20 70 0 992, A = 42 h3 - 350 h2 + 588 h + 113 = 220,14 B = 768 h3 - 3060 h2 + 3234 h - 23 = 522,36 C = -200 h3 + 13 h2 + 1090 h + 183 = 407,53 D = 7579 h3 -31916 h2 + 35343 h + 1931 = 7949,20 β f t t A t Bt C t D( ) , = + ++ + = 2 2 0 972 β f o o o o o t t A t B t C t D ( ) , = + ++ + = 2 2 0 481 [ ]φ( , ) , ,t to ,173 3,620 ,4 ,992 2,347= + − + × =0 0 972 0 481 0 0 ( ) ( ) kN026.471336,01277.54%36,131 =−=−= io PP na altura da fibra correspondente ao cabo 2: 9 2kgf/cm87,9830 333.901.2 30026.473 560.2 026.47330 3033 −=×××−×−=××−−= J P A P o c o cPoσ 2kgf/cm 675.12 71,3 026.47 === p o Po A Pσ ∆σ α φ σ σ α σσ φφP cg cPo cPo Po = − − + = ( ) 1 1 2 2kgf/cm 80,962 2 347,21 675.12 87,98,6451 ),879809,33(,3472,645 −= +×− −×=∆ φσ P % 6,58 630.14 80,962 ==∆= Pi Pperda σ σ φ I.6 - Perdas devido à relaxação do aço de protensão: tempo inicial: to = 28 dias tempo final: t = 3.000 dias (aprox. 8 anos) aço RB σ Pi ptkf = =14 630 19 000 0 77. . , ⇒ ψ1000 = 0,032 (3,2 %) % 061,0 1000 24)28000.3( 320,0 1000 ),( 15,015,0 1000 = ×−= −= horastttt oo ψψ a perda por relaxação pura será: kgf/cm 887,94 = 061,04.6301 = ),( . ),( 2Pr ×=∆ oPoi tttt i ψσσ As perdas de protensão devido à retração e à fluência do concreto são: kgf/cm 1497 = 962,80 533,89 2, +=∆ +φσ sP 2, PrPr kgf/cm 797,08 = 630.14 14971 887,94 = 1 ),( − ∆−∆=∆ + i i P sP ott σ σσσ φ % 5,45 630.14 08,797 Pr ==∆= Pi perda σ σ I.7 - Totalização das perdas: na ancoragem: 8,00 % 10 por atrito dos cabos: 4,50 % por deformação imediata do concreto: 0,86 % devido à retração do concreto: 3,65 % devido à fluência do concreto: 6,58 % devido à relaxação do aço de protensão: 5,45 % total: 29,04 % I.8 - Ajuste da armadura: As perdas estimadas inicialmente foram de 20 % e o ajuste da armadura ativa conduziu a uma folga total de 25 % em relação à força de protensão teoricamente necessária. Pode-se corrigir a força de protensão e a armadura ativa ou adotar a primeira solução com um erro de ≈ 4 %. Adotar uma cordoalha a mais de 11,5 resultaria em: 6 φ 11,5 mm ⇒ Ap = 4,45 cm2 ⇒ Pi = 65.133 kgf ⇒ folga de 37,8% Adotar 4 cordoalhas de 1/2" resultaria em: 4 φ 12,7 mm ⇒ Ap = 3,95 cm2 ⇒ Pi = 57.759 kgf ⇒ folga de 29,9% Percebe-se. Sem necessidade de novos cálculos, que a adoção de 4 φ 12,7 mm dará uma aproximação melhor do que 6 φ 11,5 mm. Recomenda-se, portanto, adotar 4 φ 12,7 mm. Assim, considerando aproximadamente 30% de perdas, Po ≈ 40.431 kgf.