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QUESTÕES.docx água sanitária

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FACULDADE META – FAMETA
BACHARELADO EM FARMÁCIA
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE SANEANTES
PROF. MSc. ALCIDES LOUREIRO SANTOS
		9º PERÍODO
RELATÓRIO REFERENTE À AULA PRÁTICA:
Tema: Determinação do teor de cloro ativo na água sanitária.
DISCENTES
Eline Dessirrê Vieira de Sousa
Érica Silva de Lima
Fernando Conceição Moura 
Talita Karollyne Matny da Costa
Uiliane Silva da Costa
RIO BRANCO
OUTUBRO DE 2017
QUESTÕES
Calcule o teor de cloro livre na “água sanitária” e compare com os valores estabelecidos pela ANVISA.
%Cl2 = 
%Cl2 = 
%Cl2 = %
O resultado obtido no experimento para determinar o teor de cloro ativo de uma amostra de água sanitária foi de 1,775%, não atendendo os parâmetros estabelecidos pela ANVISA que deve atender o intervalo entre 2,0 a 2,5 % p/p para fins de registro. Entretanto para fins de fiscalização, a ANVISA considera um intervalo de aceitação entre 1,75 e 2,75 % p/p (RDC n° 184/2001).
Explique, apresentando as equações químicas, todas as etapas das reações ocorridas no experimento realizado.
 A determinação do teor de hipoclorito baseia-se na seguinte reação:
 
Ao iniciar a titulação com o tiossulfato de sódio, a coloração mudou para amarelo claro, devido a maior concentração de cloro ativo, liberado sob ação de ácido diluído. Com a menor concentração de iodo, adicionou-se amido para complexar com o iodo, formando uma coloração azul, que se manteve até o ponto final da titulação. Quando todo o iodo foi consumido pelo tiossulfato, a solução apresentou uma coloração incolor, devido à formação do Na2S4O6:
I3 − (aq) + 2S2O3 2− (aq) → 3I− (aq) + S4O6 2−(aq)
A adição do KI (iodeto de potássio) promoveu a oxirredução do hipoclorito, para que assim na forma de cloreto, este pudesse reagir:
2 KI + Cl2→2 KCl + I2
Quais os riscos que água sanitária oferece para a saúde humana? Como proceder em caso de intoxicações com esse saneante?
A água sanitária contém cloro que se torna um gás tóxico quando combinada com sódio e oxigênio, formando hipoclorito de sódio. O perigo da formação de tal gás é que, durante sua formação, o composto libera cloro em forma de gás. De acordo com professores da Universidade McGill, do Canadá, o gás
liberado pela água sanitária é a fonte mais comum de exposição tóxica no mundo, com a mistura do alvejante com outros produtos de limpeza sendo a maior fonte de liberação de cloro. A Administração de Alimentos e Drogas (FDA) dos EUA relata ainda que a água sanitária é também usada na adulteração de produtos. 
Danos ao aparelho gastrointestinal
Se o produto for de alguma forma ingerida, ele causará danos ao tecido da garganta e do estômago. 
Danos à pele
Se o contato com a pele for prolongado, pequenas quantidades tóxicas de cloro podem entrar no corpo através da pele. 
Danos aos pulmões
A mistura da água sanitária com amônia é uma das mais perigosas, porque ela libera cloro, amônia e cloramina; todos na forma de gás.
O problema com estes gases é que eles são cáusticos e irritantes e a sua inalação provoca danos aos pulmões e às vias aéreas. A exposição a altas concentrações por mais de 15 a 30 minutos pode provocar problemas irreversíveis, e até a morte. Nos pulmões, os ácidos provocam um edema pulmonar (liberação de fluidos para os tecidos), causando dificuldades para se respirar.
Cloro, amônia e cloraminas são mais densos que o ar e isso quer dizer que seus vapores tendem a ficarem mais próximos do chão, demorando em se dispersarem. Isto pode ser especialmente problemático quando se está em uma área pouco ventilada.
Explosão
As chances de ocorrer uma explosão são maiores em uma área industrial do que em um ambiente doméstico. Em certas fábricas, pode acontecer uma mistura de amônia e alvejante em uma proporção significativa, formando tricloreto de nitrogênio (tricloramina) ou hidrazina, que são produtos explosivos. A exposição à hidrazina provoca dor nos olhos, nariz e garganta, dor de cabeça, tontura e, em última instância, convulsões e coma.
Em caso de intoxicação com água sanitária:
Deve-se procurar assistência médica imediata se um adulto (ou criança) for exposto ao cloro. Não se deve tentar induzir o vômito, a menos que orientado pelo centro de controle de intoxicações ou por um profissional médico.
Inalação:
Remover a pessoa para local arejado e se houver sinais de intoxicação chamar o socorro médico.
Contato com a pele:
Remover as roupas e calçados contaminados e lavar os locais afetados na pele com água corrente em abundância por pelo menos quinze minutos. Se desenvolver algum tipo de irritação, procurar socorro médico levando a embalagem ou rótulo do produto.
Contato com os olhos:
Lavar com água corrente em abundância por pelo menos quinze minutos e procurar socorro médico levando a embalagem ou rótulo do produto. 
Ingestão:
Não provocar vômito. Não dar nada por via oral se a pessoa estiver inconsciente. Fazer a diluição do produto ingerido fornecendo grandes quantidades de água. Se ocorrer vômito espontâneo, fornecer água adicional e manter a vítima em local ventilado. Providenciar socorro médico imediato levando a embalagem ou rótulo do produto. Entrar em contato com o Centro de Controle de Intoxicações para assistência e informações adicionais.
Ações que devem ser evitadas:
Fornecer leite, bicarbonato de sódio, antídotos ácidos, leite de magnésia ou provocar vômito em caso de ingestão;
Aplicar pomadas ou colírios nos olhos sem orientação médica;
Aplicar pomadas ou qualquer outra substância na pele sem orientação médica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BISPO, Camila Dias et al. Determinação de cloro ativo em água sanitária. 2011. 10 f. Relatório (química)- universidade federal da bahia, Bahia, 2011. Disponível em: <https://docslide.com.br/documents/relatorio-cloro-ativo-em-agua-sanitaria-gravimetria.html>. Acesso em: 18 out. 2017.
FOGAÇA, Jennifer Rocha Vargas . Composição química d água sanitária. Disponível em: <http://alunosonline.uol.com.br/quimica/composicao-quimica-agua-sanitaria.html>. Acesso em: 18 out. 2017.
NUNES, Daniele Gomes et al. EXPERIMENTO: DETERMINAÇÃO DO TEOR DE CLORO ATIVO NA ÁGUA SANITÁRIA. 2012. 6 f. Relatório (química)- universidade federal do pará, Pará, 2012. Disponível em: <http://iolenecastro.blogspot.com.br/2012/11/experimento-determinacao-do-teor-de_17.html>. Acesso em: 18 out. 2017.
PEDRO, Hospital Antônio . Precauções. Disponível em: <http://www.aguasanitariasuperglobo.com.br/precaucoes.html>. Acesso em: 18 out. 2017.
VOLPATO, Patrícia Aparecida; SCHIANTI, Silvio do Prado. Determinação do cloro ativo. 2011. 16 f. Relatório (química)- Campus São José, Santa Catarina, 2011. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAeoZAAH/relatorio-cloro-ativo>. Acesso em: 22 out. 2017.
WEDGWOOD, Tamasin . Perigos da água sanitária. Disponível em: <http://www.ehow.com.br/perigos-agua-sanitaria-lista_76425/>. Acesso em: 18 out. 2017.

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