TCC Pronto 06-11
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TCC Pronto 06-11

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UNIP
 UNIVERSIDADE PAULISTA
 Instituto de Ciências Humanas
 Curso de Psicologia

Claudia Paiva Ferreira – R.A: A99CFF-1

Jéssica A. C. Rodrigues – R.A: A952JH-8

Samanta Leite – R.A: A99564-1

Taila Consani Sitta – R.A: T541AH-4

A vida após amputação: o processo de reabilitação
 e as contribuições da prática esportiva

 Campinas

 2015

Claudia Paiva Ferreira – R.A: A99CFF-1

Jéssica A. C. Rodrigues – R.A: A952JH-8

Samanta Leite – R.A: A99564-1

Taila Consani Sitta – R.A: T541AH-4

A vida após amputação: o processo de reabilitação
 e as contribuições da prática esportiva

Relatório de Pesquisa apresentado à disciplina de Relator do Projeto de Pesquisa: Apresentação do curso de Psicologia do curso de Psicologia da Universidade Paulista – UNIP , sob a orientação da Prof.ª Drª Simone M. Sanches.

Campinas

2015

SUMÁRIO

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	... 6

Maior índice de causas da amputação no Brasil	. 8

Imagem Corporal	..9

Autoestima	..10

Membro fantasma; dor no coto, sensação fantasma e dor fantasma	.....	 11

O pré-operatório da cirurgia da amputação		 13

O pós-operatório da cirurgia da amputação	 14

 Benefícios da prática esportiva no processo de reabilitação.......................15

OBJETIVO GERAL	..	18

OBJETIVO ESPECÍFICO	..18

MÉTODO		19

I. Participantes		19

II. Instrumentos		19

III. Aparatos		20

IV. Procedimentos de coleta e análise dos dados		20

RESULTADOS		21-24

DISCUSSÃO............................................................................................................25-28

CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................29

REFERÊNCIAS		30-31

APENDICE		32

Carta de Apresentação		32

Termo de Consentimento Institucional		33

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido		34-34

Roteiro de Entrevista para os profissionais da saúde		36

FERREIRA, C. P.; RODRIGUES, J. A. C.; LEITE, S. P.; SITTA, T. C.; SANCHES, S. M. (orientadora). A vida após amputação: A prática esportiva no processo de reabilitação. Curso de Psicologia, Instituto de Ciências Humanas, UNIP – Universidade Paulista. Campus Swift – Campinas/SP, 2015.

RESUMO

A amputação no Brasil é um assunto amplo e que requer um olhar que contemple uma série de fatores psicológicos envolvidos nesse processo relacionados com a imagem corporal, autoestima, sensação fantasma, sentimentos relacionados ao pré-operatório e pós-operatório. O objetivo dessa pesquisa foi investigar quais são as consequências psicológicas da amputação na visão de profissionais da área. A prática esportiva se faz necessária no processo de reabilitação para que proporcione ao indivíduo preparação para superar desafios e limites que se relacionam à sua nova estrutura psicológica e física. Para alcançarmos esse objetivo utilizou-se a pesquisa qualitativa, a fim de identificar os pressupostos da vida do sujeito após a amputação de um membro. Foi realizado o contato com instituições, que oferecem atividades esportivas adaptadas para realizarmos as entrevistas com os profissionais que atuam nestes locais. A pesquisa proporcionou uma compreensão da visão dos profissionais em relação às consequências psicológicas da amputação, e como o esporte colabora para a reinserção do individuo na sociedade levando em consideração que os indivíduos se ajustam às mudanças físicas, psicológicas e sociais por conta da perda do membro, aceitando sua nova identidade. As discussões destacam que as teorias existentes são relacionados em sua maioria, aos amputados e não ao ponto de vista dos profissionais. Portanto, objetivou-se olhar para a subjetividade do individuo na visão dos profissionais para compreender de forma mais empática e humanizada como ele se sente.

Palavras-chave: amputação, deficiência física, aspectos físicos, aspectos cognitivos, aspectos psicológicos, Psicologia.
1. Introdução

A amputação no Brasil é um assunto amplo e que requer um olhar perspicaz que contemple uma série de fatores psicológicos envolvidos nesse processo. No entanto, há poucas pesquisas pertinentes ao assunto.
Investigamos as consequências psicológicas da vida após a amputação, onde foram enfatizadas as questões físicas e sociais dos envolvidos na visão dos profissionais da área e o papel da prática esportiva no processo de reabilitação.
De acordo com Gabarra e Crepaldi (2009) a perda física decorrente de uma amputação encontra-se permeada por aspectos sociais e psicológicos, e representa algo irrevogável, de forma que pessoa amputada necessita atribuir um sentido para este evento.
Após a amputação ocorre o processo de adaptação à perda do membro e adaptações físicas, que incluem nível de habilidade funcional, dor no coto, dor fantasma do membro amputado; e as adaptações psicológicas, relativas às reações emocionais como ansiedade, depressão, irritação, tristeza, desapontamento, sentimento de culpa, autoimagem ansiosa e desconforto social. (GABARRA; CREPALDI, 2009).
Segundo Paiva e Goellner (2008) Não aceitar que seus corpos foram modificados pela amputação significa viver no passado, num eterno luto pelo perdido, por um corpo que não existe mais. Gabarra e Crepaldi (2009) explicam que após a amputação ocorre o processo de adaptação, tanto física quanto psicológica, no individuo. Nesse processo, podem ocorrer sintomas de depressão, tristeza que também aparecem nos casos de luto.
Os autores explicam que no processo de adaptação à amputação, os indivíduos precisam se ajustar às mudanças físicas, psicológicas e sociais advindas da perda do membro incorporando estas no seu novo senso de auto identidade, o sentimento de mutilação entre as pessoas amputadas é frequente, principalmente no início.
É também importante ressaltar que quando o individuo opta pelo uso da prótese ele passará por um processo de adaptação a ela. De acordo com Pastre, Salioni, Oliveira, Micheletto e Júnior (2005) “Embora considerada como de bom prognóstico para uso de prótese, o amputado pode apresentar dificuldades importantes para locomoção, transferência e trocas posturais, e ainda, presença de dor no coto ou fantasma, baixa auto-estima, medo e depressão”
Quanto aos motivos que levam o individuo a optar pela prótese, os autores Paiva e Goellner (2008) explicam que “ A análise por categorias revelou que a prótese foi observada como uma forma de resgatar a funcionalidade perdida e também a estética corporal na medida em que os pacientes viram seus corpos novamente como completos”.
Deste modo, o presente trabalho irá abordar quais os aspectos físicos e sociais posteriores a amputação na visão dos profissionais que atuam junto a esses sujeitos. Para isso, utilizaremos o referencial fenomenológico que busca resposta para três fundamentais questões existenciais: Quem sou eu? Qual o sentido da vida? Que sentido eu faço nela? (CRITELLI, 2012).
Há várias causas que podem provocar a amputação, mas segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde (2014), a maior porcentagem de amputações no Brasil ocorre em pessoas portadoras de diabetes.
A partir do momento que o sujeito recebe a noticia da amputação ele inicia um processo, em que passará por varias etapas, ou seja, pré e pós operatório, readaptação de sua imagem corporal, utilização ou não da prótese e em alguns na maioria dos casos dor no coto, sensação fantasma e dor fantasma.
Durante o pré-operatório o paciente experimenta ambiguidade de sentimentos, pois esse momento da vida em que a pessoa está prestes a assumir um novo modo de ser-no-mundo, desperta uma infinidade de sentimentos, sendo verbalizados ou não (CHINI; BOEMER, 2007).
De acordo com Diogo (1997) a perda de uma parte do corpo transforma o sujeito de independente para dependente e essa perda de controle sobre as