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Diagnóstico Endodontico Gabriela Ceron Heloísa Nesello Maria Fernanda ALbara Raffaela Lopes Introdução A polpa dentária se encontra encerrada por paredes de dentina, não visível clinicamente, portanto torna-se difícil para o cirurgião-dentista chegar na polpa. O diagnóstico endodôntico baseia-se nas informações obtidas durante anamnese, exame clínico e radiográfico. Por ser a polpa dental um tecido bastante vascularizado, a dor é o principal sintoma frente às alterações pulpares. Agentes agressores ao tecido pulpar Agentes químicos Materiais odontológicos que, aplicados em cavidades profundas (exemplo, adesivos dentinários) sem a devida proteção do complexo dentinopulpar, levando à sua inflamação. Agentes biológicos Microrganismos presentes na cárie dental ou em periodontopatias. Se a cárie dental não for tratada, as bactérias ali presentes agridem o tecido pulpar via túbulos dentinários. Agentes físicos A polpa de dentes acometidos por bruxismo, erosão, abrasão e atrição, uso de brocas em alta rotação, restaurações metálicas, como amálgama. Classificação A principal causa das alterações pulpares é a cárie, e a resposta mais evidente é a dor. Na pulpite deve-se considerar o envolvimento físico da polpa por tecidos duros, e as modificações estruturais da polpa com a idade, é a inflamação do tecido pulpar. E a pulpose é a degeneração da polpa. Degeneração cálcica- Pulpose São aquelas relacionadas com a idade. Alterações regressivas na polpa. Assim, a polpa jovem, que é pobre em fibras e rica em células, muda, com a idade, para um tecido conjuntivo denso com predominância de fibras. Fragmento de tecido pulpar que sofreu processos de calcificação distrófica (setas). Todos os depósitos de calcificação distrófica apresentam-se com padrão irregular. São mais observadas em dentes com processos de cárie e com traumatismos. Degeneração Cálcica Hiperemia Hiperemia é uma condição potencialmente reversível, cujo principal sintoma seria desconforto relacionado ao frio. Já a pulpite está relacionada à dor intensa e prolongada ao calor, muitas vezes aliviadas com o frio. Quando a hiperemia não é tratada pode evoluir para a pulpite aguda, onde os fenômenos destrutivos evoluem rapidamente com presença de sintomatologia dolorosa, ou pulpites crônicas, em que o tecido pulpar poderá apresentar reação de granulação, permanecendo sem sintomatologia por longo tempo, até a necrose. Observa-se uma arteríola (A) completamente congestionada pela presença de hemácias. Isso indica um grande afluxo de sangue, compatível com o quadro de hiperemia ativa, indicativo de que está havendo um processo inflamatório local. Necrose É caracterizada por sensibilidade dolorosa. Quando a polpa é agredida, ela responde com a inflamação. Cáries em esmalte podem levar às alterações morfológicas na polpa dental. A persistência de estímulos nocivos pode levar a alterações de natureza inflamatória ou degenerativa. Histologicamente, as alterações patológicas que afetam a polpa dentária são classificadas em duas categorias: inflamatórias (pulpites) e distróficas ou degenerativas (pulposes). As alterações distróficas tem redução da capacidade reacional da polpa, raramente acompanhadas de sintomatologia. A calcificação distrófica é a degeneração tecidual mais freqüente na polpa, ocorrendo em áreas de degeneração ou necrose prévia. Na fibrose, os elementos celulares são substituídos por tecido conjuntivo fibroso e aumentam progressivamente com a idade. Pulpites sintomáticas Pulpite Aguda reversível - A dor é latejante e começa quando há um estímulo. Esta dor cessa após a retirada do estímulo. Pulpite Aguda irreversível - A dor é intermitente e começa sem estímulo, aumentando à noite ao deitar-se. A dor não cessa com analgésico, sendo somente aliviada por este. Pulpite Aguda em fase de transição - Está entre as fases reversível e irreversível, podendo ter características clínicas das duas situações. Pulpite aguda reversível Neste estágio inicial de inflamação, a polpa está sob agressão; todavia, se o agente patogênico for removido, apresenta condições de voltar ao estado de normalidade. Clinicamente, o paciente acusa dor aguda, provocada muitas vezes pelo frio ou pelo doce, de curta duração que passa rápido após a remoção do estímulo. O prognóstico para o dente e para o tecido pulpar, nessa condição, mostra-se favorável. O tratamento indicado é a remoção do agente agressor ou proteção pulpar indireta ou direta. Pulpite aguda Irreversível Esta condição pulpar denota estágio avançado de inflamação. A polpa está sob agressão, e apenas a remoção do agente patogênico não basta para cessar a dor, ou seja, a polpa não apresenta condições de voltar ao estado de normalidade após a remoção da causa. Clinicamente, o paciente acusa dor aguda, espontânea, intensa, pulsátil, quando desencadeada, demora de segundos a horas para aliviar. Analgésicos, nem os mais potentes são capazes de aliviar a dor. No exame radiográfico a pulpite aguda irreversível não mostra sinais. A região periapical, radiograficamente, pode estar normal ou com aumento do espaço periodontal apical e lâmina dura intacta. Na pulpite aguda irreversível é comum o paciente afirmar que a dor fica mais intensa à noite. Isso ocorre pelo fato de, ao deitar-se, a pressão interna pulpar aumentar; como o tecido se encontra inflamado, a dor é exacerbada. Pulpites assintomáticas Pulpite ulcerativa - O tecido pulpar está em contato com a cavidade oral e forma-se uma úlcera. Pulpite crônica hiperplásica - Ocorre em crianças e jovens com exposição pulpar extensa. Uma irritação mecânica e presença bacteriana geram a produção de um tecido de granulação que aflora a cavidade pulpar e geralmente são assintomática. Pulpite Crônica Hiperplásica Inflamação pulpar é frequentemente uma consequência de lesões natureza física, mecânica e química. A transição da doença para uma forma crónica é sempre uma consequência de fase aguda não tratada de pulpite. Dor no pulpite crônica é muito mais tolerável do que em aguda. Ela está doendo na natureza e raramente se irradia para os troncos do nervo trigêmeo. É aquela que os fenômenos inflamatórios instalam-se com lentidão, sobrevindo tardiamente a morte pulpar. Influencia decisivamente na evolução da inflamação pulpar a intensidade da dor, e principalmente as condições da câmara pulpar. É chamada forma aberta pois a polpa se comunica com o meio bucal, e nessa condição, a medida que os exsudatos são formados , vão sendo drenados para o exterior. Os sintomas subjetivos atenuam-se e a morte pulpar requer algum tempo para se efetuar. Surgem alterações do periápice. Pulpite crônica hiperplásica Conclusão O diagnóstico é feito primeiramente pela anamnese do paciente, relatando sinais e sintomas. É feito o exame clínico pelo cirurgião-dentista que detecta alterações na cavidade oral. Consequentemente é solicitado exames radiográficos para iniciar o tratamento endodôntico. Referências http://odontologiacontatore.com.br/pulpite-o-que-e-definicoes/ http://www.endo-e.com/images/doencas_polpa/doencas_polpa.htm http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-56852011000400019 http://pt.medicine-worlds.com/hronicheskij-pulpit.htm http://www.endo-e.com/images/doencas_polpa/doencas_polpa.htm