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1 
 
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG 
Escola de Engenharia 
Departamento de Mecânica - DEMEC 
 
 
 
 
 
 
 
EMA184 – Fundamentos da Teoria de Controle 
 
 
 
 
 
 
Notas de Aula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autor: Prof. Dr. Lázaro Valentim Donadon 
 
 
 
Versão 7 
 
 
 
Agosto de 2017 
 
 
2 
Sumário 
 
1 INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE CONTROLE .................................................................... 6 
1.1 MONITORAMENTO, AUTOMAÇÃO E CONTROLE DE SISTEMAS ......................................................... 6 
1.1 DEFINIÇÕES BÁSICAS ...................................................................................................................... 8 
1.2 EXEMPLO DE UM SISTEMA DE CONTROLE TÍPICO ............................................................................. 9 
1.3 DEFINIÇÃO DE SISTEMA DE CONTROLE COM RELAÇÃO AOS SINAIS ............................................... 10 
1.4 EXEMPLO DE SISTEMAS CONTROLADOS E DE SISTEMAS AUTOMÁTICOS ....................................... 10 
2 MODELAGEM DE SISTEMAS DINÂMICOS ........................................................................... 11 
2.1 SISTEMAS MECÂNICOS TRANSLACIONAIS ..................................................................................... 11 
2.1.1 Sistema Massa-Mola-Amortecedor..................................................................................... 11 
2.1.2 Conjunto de Massas-Molas ................................................................................................ 13 
2.1.3 Suspensão Ativa de ¼ de veículo ........................................................................................ 16 
2.2 SISTEMAS DE RESERVATÓRIOS ...................................................................................................... 18 
2.2.1 Reservatório Simples .......................................................................................................... 18 
2.2.2 Exemplo de simulação do escoamento em reservatório simples ........................................ 20 
2.2.3 Reservatórios em Série ....................................................................................................... 20 
2.2.4 Sistema de Reservatório Composto .................................................................................... 21 
2.3 LINEARIZAÇÃO ............................................................................................................................. 23 
2.3.1 Uma Variável ...................................................................................................................... 24 
2.3.2 Multivariável ...................................................................................................................... 26 
2.4 SISTEMAS PENDULARES SIMPLES.................................................................................................. 28 
2.4.1 Pêndulo Simples ................................................................................................................. 28 
2.4.2 Pêndulo Invertido ............................................................................................................... 29 
2.5 REPRESENTAÇÃO EM ESPAÇO DE ESTADO .................................................................................... 32 
2.5.1 Representação quando não há derivadas da entrada ......................................................... 33 
2.5.2 Representação quando há derivadas da entrada ................................................................ 39 
2.5.3 Formulação Alternativa ..................................................................................................... 44 
2.5.4 Passagem de espaço de estado para função de transferência ............................................ 46 
2.5.5 Comentários sobre a Representação em Espaço de Estado ............................................... 49 
2.6 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS QUANTO AO NÚMERO DE ENTRADAS E SAÍDAS ............................ 49 
2.7 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................................................... 50 
2.7.1 Sistemas Translacionais ..................................................................................................... 50 
2.7.2 Sistemas de Reservatórios .................................................................................................. 50 
2.7.3 Linearização ....................................................................................................................... 51 
2.7.4 Espaço de Estado................................................................................................................ 51 
2.8 RESPOSTAS ................................................................................................................................... 53 
2.8.1 Sistemas Translacionais ..................................................................................................... 53 
2.8.2 Sistemas de Reservatórios .................................................................................................. 53 
2.8.3 Linearização ....................................................................................................................... 54 
2.8.4 Espaço de Estado................................................................................................................ 54 
3 TRANSFORMADA DE LAPLACE .............................................................................................. 57 
3.1 DEFINIÇÃO .................................................................................................................................... 57 
3.2 TRANSFORMADA DE LAPLACE ...................................................................................................... 57 
3.2.1 Funções Simples ................................................................................................................. 57 
3.2.2 Propriedades ...................................................................................................................... 60 
3.2.3 Funções Especiais .............................................................................................................. 61 
3.2.4 Teoremas ............................................................................................................................ 63 
3.2.5 Resumo ............................................................................................................................... 67 
3.3 TRANSFORMADA INVERSA DE LAPLACE ....................................................................................... 68 
3.3.1 Expansão em Frações Parciais .......................................................................................... 68 
3.4 APLICAÇÕES DE TRANSFORMADA DE LAPLACE ............................................................................ 75 
3.4.1 Solução de Equações Diferenciais ..................................................................................... 76 
3.4.2 Funções de Transferência................................................................................................... 79 
 
3 
3.4.3 Classificação das Funções de Transferência ..................................................................... 81 
3.5 EXEMPLOS UTILIZANDO MATLAB ................................................................................................. 82 
3.6 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ............................................................................................................. 84 
3.7 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................................................... 88 
3.8 RESPOSTAS ...................................................................................................................................90 
4 DIAGRAMA DE BLOCOS ........................................................................................................... 92 
4.1 REPRESENTAÇÕES BÁSICAS........................................................................................................... 92 
4.1.1 Sistemas em Série ............................................................................................................... 93 
4.1.2 Sistemas em Paralelo .......................................................................................................... 93 
4.1.3 Sistemas em Realimentação ................................................................................................ 94 
4.1.4 Exemplos............................................................................................................................. 94 
4.2 ÁLGEBRA DE BLOCOS .................................................................................................................... 95 
4.2.1 Sistemas em Paralelo .......................................................................................................... 96 
4.2.2 Sistemas em Realimentação ................................................................................................ 96 
4.2.3 Sistemas em Somatório ....................................................................................................... 97 
4.2.4 Resumo ............................................................................................................................... 99 
4.2.5 Exemplo de solução .......................................................................................................... 100 
4.3 EXEMPLOS RESOLVIDOS ............................................................................................................. 101 
4.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................................................. 120 
4.5 RESPOSTAS ................................................................................................................................. 124 
5 RESPOSTA DE SISTEMAS LTI ................................................................................................ 125 
5.1 RESPOSTA TRANSITÓRIA E RESPOSTA EM REGIME PERMANENTE ............................................... 125 
5.1.1 Valor Final ....................................................................................................................... 126 
5.1.2 Erro de regime estacionário ............................................................................................. 126 
5.2 RESPOSTA DE SISTEMAS DE 1ª ORDEM ......................................................................................... 127 
5.3 RESPOSTA DE SISTEMAS DE 2ª ORDEM ......................................................................................... 130 
5.4 CURIOSIDADES DE SISTEMAS DE 2ª ORDEM ................................................................................. 136 
5.5 RESPOSTA DE SISTEMAS DE ORDEM SUPERIOR ............................................................................ 139 
5.6 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................... 141 
5.7 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................................................. 143 
5.8 RESPOSTAS ................................................................................................................................. 145 
6 AÇÕES BÁSICAS DE CONTROLE .......................................................................................... 147 
6.1 AÇÃO DE CONTROLE DE DUAS POSIÇÕES OU “LIGA-DESLIGA” .................................................... 148 
6.2 AÇÃO DE CONTROLE PROPORCIONAL (P) ................................................................................... 150 
6.3 AÇÃO DE CONTROLE INTEGRAL (I) ............................................................................................. 152 
6.4 AÇÃO DE CONTROLE PROPORCIONAL-INTEGRAL (PI) ................................................................. 154 
6.5 AÇÃO DE CONTROLE PROPORCIONAL-DERIVATIVA (PD) ........................................................... 157 
6.6 AÇÃO DE CONTROLE PROPORCIONAL-INTEGRAL-DERIVATIVA (PID) ........................................ 160 
6.7 REJEIÇÃO A DISTÚRBIOS ............................................................................................................. 161 
6.8 POSSIBILIDADE DE ESCOLHA DOS POLOS ..................................................................................... 164 
6.9 VARIAÇÕES DO CONTROLADOR PID ........................................................................................... 166 
6.10 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ...................................................................................................... 170 
6.11 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ........................................................................................................ 183 
6.12 RESPOSTAS............................................................................................................................. 187 
7 CRITÉRIOS DE DESEMPENHO .............................................................................................. 188 
7.1 TEMPO DE ACOMODAÇÃO ........................................................................................................... 189 
7.2 TEMPO DE PICO ........................................................................................................................... 194 
7.3 MÁXIMO SOBRESSINAL ............................................................................................................... 195 
7.4 TEMPO DE SUBIDA ....................................................................................................................... 196 
7.5 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................... 198 
7.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................................................. 200 
7.7 RESPOSTAS ................................................................................................................................. 203 
8 ESTABILIDADE .......................................................................................................................... 206 
 
4 
8.1 DEFINIÇÕES BÁSICAS .................................................................................................................. 206 
8.1.1 Estabilidade segundo as entradas e saídas ...................................................................... 206 
8.1.2 Estabilidade segundo as respostas às condições iniciais ................................................. 207 
8.1.3 Estabilidade segundo os polos .......................................................................................... 207 
8.2 CRITÉRIO DE ESTABILIDADE DE ROUTH ...................................................................................... 210 
8.2.1 Casos Especiais ................................................................................................................ 211 
8.2.2 Aplicações em Sistema de Controle .................................................................................. 213 
8.3 ESTABILIDADE RELATIVA ........................................................................................................... 217 
8.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS ............................................................................................................. 218 
8.5 RESPOSTAS ................................................................................................................................. 221 
9 EXERCÍCIOS REVISIONAIS .................................................................................................... 2229.1 1ª PROVA ..................................................................................................................................... 222 
9.1.1 Modelagem de Sistemas Mecânicos Translacionais ......................................................... 222 
9.1.2 Transformada de Laplace ................................................................................................. 222 
9.1.3 Diagrama de Blocos ......................................................................................................... 222 
9.2 2ª PROVA ..................................................................................................................................... 223 
9.2.1 Resposta de sistemas de 1ª Ordem .................................................................................... 223 
9.2.2 Resposta de sistemas de 2ª Ordem .................................................................................... 223 
9.2.3 Ações Básicas de Controle ............................................................................................... 224 
9.3 3ª PROVA ..................................................................................................................................... 224 
9.3.1 Critérios de Desempenho ................................................................................................. 224 
9.3.2 Estabilidade ...................................................................................................................... 225 
9.3.3 Representação em Espaço de Estado ............................................................................... 226 
9.4 RESPOSTAS ................................................................................................................................. 227 
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................ 230 
 
 
5 
Colaboradores: 
 
2016 Pedro Henrique Nogueira de Rezende 201217759 
2017 Matheus de Oliveira Moreira 2014016784 
 
 Esta parte é dedicada a todos os monitores que contribuiriam ao longo dos anos para a 
concretização desta apostila, melhorando a cada ano a didática e apresentando sugestões e novas 
metodologias. Assim, deixando registrados seus nomes para a história de Fundamentos da Teoria de 
Controle. 
 
 
 
 
 
 
6 
 
1 Introdução aos Sistemas de Controle 
 
1.1 Monitoramento, Automação e Controle de Sistemas 
 
 O Monitoramento de Sistemas consiste na retirada de informação pertinente de um 
determinado sistema através de sensores. Estas informações podem ser utilizadas 
imediatamente para correções ou armazenadas para utilização posterior. Exemplos deste 
sistema podem ser representados pelo monitoramento de temperatura em caldeiras, pressão em 
autoclaves, etc. 
 
 
Figura 1-1: Sistema de Monitoração 
 
 A Automação de Sistemas visa tornar um processo automático, por exemplo, um 
sistema de embalagem de produtos, conhecido popularmente por embaladora, onde os produtos 
recebem um rótulo, depois são acondicionados em embalagens individuais e, finalmente, são 
colocados em caixas contendo vários produtos. Aquilo que antes era um processo manual torna-
se agora um processo automático feito por uma máquina. 
 
 
Figura 1-2: Sistema Automático sem sistema de monitoração 
 
 Este sistema automático sem monitoração é muito difícil de ser encontrado na prática. 
Em geral, os sistemas automáticos possuem um sistema de sensores para fornecer informação 
da situação atual do processo automático. Por exemplo, no caso da embaladora, haverá sensores 
que darão informação do posicionamento do produto, se há produto e qual a posição dele, etc. 
Outro exemplo é o portão automático em que sensores informam a posição do portão, se há a 
presença de um objeto na frente, etc. Portanto, um sistema automático é constituído por, 
 
 
7 
 
Figura 1-3: Sistema Automático com monitoração 
 
 Neste caso, o processamento digital colhe as informações e processa para uma tomada 
de decisão para aplicação da ação. São utilizados para isso a lógica combinatória, na qual a 
saída é formada por uma combinação da entrada, e a lógica sequencial, onde as saídas são 
formadas pela combinação das entradas e das saídas, ocorrendo um sequenciamento de 
atuações. O sistema automático não corrige o sistema. Exemplos deste caso podem ser as 
máquinas automáticas que possuem controle via CLP. 
 
 
Figura 1-4: Elementos básicos de um sistema automatizado 
 
 Já o Controle de Sistemas é atuar de uma forma satisfatória em um processo ou sistema 
físico com o intuito de melhorar o seu desempenho ou para corrigir o processo. Neste tipo de 
atividade está associada uma referência a ser seguida pelo sistema controlado. Exemplos deste 
caso são os controladores industriais como os utilizados em cilindros de laminação, onde se 
deseja que os rolos se mantenham a uma determinada distância, sendo esta a referencia a ser 
seguida, independentemente da entrada de material. Manter uma sala climatizada a uma 
determinada temperatura e umidade é a referência a ser seguida. Estas referências podem ser 
zero, como no caso de controle de vibração que há em helicópteros, onde se deseja que a 
vibração proveniente das pás do rotor não entre na cabine. 
 
 
Figura 1-5: Sistema de Controle 
 
 Uma forma conveniente de entender um processo de controle de sistemas é descrita 
abaixo, em que o ambiente computacional adquire os dados provenientes do sensor, compara 
 
8 
com uma resposta desejável, e calcula uma correção através do controlador, gerando assim a 
chamada lei de controle, que é implementada no sistema mecânico através do atuador. Note que 
neste tipo de estratégia ocorre rejeição a distúrbios, pois espera-se que a resposta obtida seja 
sempre igual à resposta desejada. 
 
 
Figura 1-6: Elementos básicos de um sistema controlado 
 
 Observe que, na prática, poderá haver sistemas automatizados e controlados ao mesmo 
tempo. Porém, tanto o controlado quanto o automatizado possuem um sistema de 
monitoramento associado. 
 
1.1 Definições básicas 
 
 Para entender o processo de controle, toma-se como exemplo o sistema Controle de 
Velocidade de um Carro. Nele, pretende-se manter a velocidade sempre constante (chamada de 
referência a ser seguida), independentemente de o carro estar em uma reta, uma subida ou uma 
descida (chamados de distúrbios). Distúrbio é um sinal que tende a afetar de maneira adversa 
o valor da resposta do sistema a ser controlado. 
 
 Para iniciar o procedimento, é necessário fazer o modelo matemático do veiculo. Para 
simplificar o equacionamento, assume-se que o veículo estará andando a certa velocidade e já 
em marcha adequada para isso ou que seja do tipo automático, chamado de condições de 
modelagem. Desta forma, o que controla a velocidade é simplesmente o acelerador. 
 
 Sistema sem controle ou com controle manual, geralmente na literatura é referenciado 
Sistema em Malha Aberta é aquele em que o operador é responsável por ajustar a resposta do 
sistema alterando manualmente a entrada. No caso do veículo, o motorista aciona o acelerador 
para alterar a velocidade do mesmo. 
 
 Sistema controlado é aquele em que o operador ajusta a referência a ser seguida e o 
sistema de controle altera a entrada do sistema para obter uma resposta em geral igual à 
referência a ser seguida, geralmente referenciado na literatura como Sistema em Malha 
Fechada. No caso do veículo, o operador informa a velocidade a ser mantida e quem o acelera 
ou desacelera é o sistema de controle, acionando automaticamente o acelerador. 
 
 
 
 
9 
1.2 Exemplo de um sistema de controle típicoUm sistema de controle típico possui a seguinte representação em diagrama de blocos 
com as funções e sinais escritas em Laplace, 
 
 
Figura 1-7: Sistema de controle típico 
 
 Sendo que os sinais são dados por, 
 
 R(s) é a referência a ser seguida definida pelo operador; 
 E(s) é o erro do sistema de controle; 
 U(s) é a lei de controle por ser a saída do controlador, mas ao mesmo tempo é a 
entrada da planta a ser controlada; 
 Y(s) é a resposta controlada real; 
 X(s) é a resposta medida pelo sensor de erro. 
 
 Sendo que os blocos representam as equações dinâmicas conforme, 
 
 G(s) é o processo a ser controlado; 
 H(s) é o sensor de erro ou de medida; 
 PID(s) é o sistema de controle. 
 
 Por exemplo, supondo o sistema de controle de velocidade de um veículo. Neste 
esquema o desejável é que a velocidade do veículo seja mantida sempre constante 
independentemente se ocorrem variações do terreno como subidas ou decidas, assim tem-se 
que, 
 
 Y(s) é a velocidade real ou verdadeira do veículo; 
 X(s) é a velocidade medida pelo velocímetro, em geral, espera-se que esta seja 
idêntica à velocidade do veículo Y(s); 
 R(s) é a velocidade desejada definida pelo motorista que o veículo deve manter; 
 E(s) é a diferença entre a velocidade medida e a velocidade desejada; 
 G(s) é a relação matemática ou equação dinâmica que correlaciona a posição do 
acelerador com a velocidade do veículo; 
 H(s) é a relação matemática que correlaciona a velocidade verdadeira do veículo 
com a velocidade medida (todo sensor de medida possui uma relação deste tipo); 
 PID(s) é a relação matemática que correlaciona a diferença E(s) com o que deve 
ser feito com o acelerador para que E(s) = 0; 
 U(s) é a posição do acelerador (note que se E(s) = 0, o acelerador deve 
permanecer na mesma posição). 
 
10 
 
1.3 Definição de Sistema de Controle com relação aos sinais 
 
 Controlar um sistema pode ser entendido como ajustar a entrada U(s) automaticamente 
por um sistema de controle M(s), para que a resposta Y(s) seja igual à definida por R(s). Esta 
compreende o sistema de controle mais simples possível. 
 
 Variável Controlada Y(s) é a grandeza ou a condição que é medida e controlada. 
Variável Manipulada U(s) é a grandeza ou condição modificada pelo controlador M(s) de 
modo que afete o valor da variável controlada. Controlar significa medir o valor da variável 
controlada do sistema e utilizar a variável manipulada do sistema para corrigir ou limitar os 
desvios do valor médio a partir de um valor desejado. 
 
1.4 Exemplo de Sistemas Controlados e de Sistemas Automáticos 
 
 Supondo uma caixa d’água, o controle de nível de água pode ser feito de duas formas: 
por um sistema de controle ou por um sistema automático. A escolha vai depender do tipo de 
fornecimento de água. 
 
 Quando a água tem um fornecimento contínuo através do sistema de encanamento, 
como ocorre onde há água encanada, a melhor solução é o sistema de controle em que se tem 
uma boia; a boia é o sistema de controle e o medidor ao mesmo tempo. Ela é considerada um 
sistema de controle, pois, independentemente de qualquer distúrbio no nível, ela vai manter o 
nível de água sempre na mesma posição. 
 
 Quando a água é fornecida através de uma bomba, opta-se pelo sistema automático. Isto 
é, dentro da caixa d’água há dois sensores de nível: um para nível baixo, que liga a bomba; e 
outro para nível alto, que desliga a bomba. Neste caso não há rejeição a distúrbios, pois o 
sistema não mantém o nível de água constante. 
 
 
 
11 
 
2 Modelagem de Sistemas dinâmicos 
 
 A modelagem dinâmica de um sistema ou processo consiste em escrever sua equação 
dinâmica utilizando algum método matemático, como, por exemplo, 2ª Lei de Newton ou 
Lagrange. 
 
 Sempre que isso for feito, deve-se ter em mente que a passagem do modelo físico para 
o modelo matemático envolve uma série de restrições ou condições de modelagem impostas. 
Isto é feito para facilitar a modelagem ou para impor determinadas condições necessárias para 
a compreensão de um determinado fenômeno físico. 
 
 A modelagem sempre será feita baseada nos Graus de Liberdade do sistema. Os graus 
de liberdade são definidos pelo número de movimentos independentes que o modelo pode 
apresentar. 
 
 Em geral, toda modelagem envolve a definição do par dual que define o tipo de modelo 
a ser feito. Por exemplo, em sistemas mecânicos é o Deslocamento e Força e Rotação e 
Momento; em sistemas elétricos é a voltagem e corrente. 
 
2.1 Sistemas Mecânicos Translacionais 
 
 Para a modelagem dos sistemas translacionais será utilizada a 2ª Lei de Newton. 
 
2.1.1 Sistema Massa-Mola-Amortecedor 
 
 Considerando o sistema definido na figura abaixo. As condições para escrever o modelo 
matemático através do modelo físico são dadas por, 
 
1. Só pode ocorrer movimento de translação na direção horizontal. Isso significa que não 
pode haver movimento de rotação e o móvel não pode se descolar da base de apoio; 
2. Apesar de a mola e o amortecedor estarem deslocados, a aplicação das suas forças é 
feita no mesmo ponto, não causando momento. O mesmo acontece com a força externa 
f(t); 
3. A constante de rigidez K, o coeficiente de amortecimento C e a massa M são constantes 
ao longo do tempo; 
4. A mola e o amortecedor inicialmente não estão tensionados, o sistema está em repouso; 
5. As forças de inércia, da mola e do amortecedor são consideradas lineares; 
6. Não há restrição quanto ao estiramento da mola e do amortecedor. Isto significa que não 
há fim de curso; 
7. O eixo inercial y está colocado em cima do CG (Centro de Gravidade) da massa M. 
 
 
12 
 
Figura 2-1: Sistema Massa-Mola-Amortecedor 
 
 Das condições impostas, tem-se: 
 
1. Apenas uma coordenada independente, denominada de y, que será definida 
como positiva para a direita; 
2. A massa M fará movimentos em torno da sua posição inicial, que será 
considerada como marco zero ou y(0) = 0; 
3. Os movimentos serão realizados apenas na direção do deslocamento, portanto 
não é necessária a colocação da força peso. 
 
 A modelagem é feita através da construção do DCL (Diagrama de Corpo Livre). Para a 
colocação das forças correspondentes às forças da mola e do amortecedor, assume-se um 
deslocamento virtual na direção positiva de y. Neste caso, as reações são opostas ao movimento 
fictício, assim, 
 
 
Figura 2-2: Diagrama de Corpo Livre do Massa-Mola-Amortecedor. Direção direita 
 
 Aplicando somatória de forças no eixo y, 
 
)t(f)t(yC)t(Ky)t(yMmaF  
 
 
 Chegando a, 
 
 
)t(f)t(Ky)t(yC)t(yM  
 (2.1) 
 
 Agora, invertendo-se a direção do eixo coordenado inercial y, isto é, assumindo que o 
eixo é positivo para a esquerda conforme figura abaixo, 
 
 
Figura 2-3: Diagrama de Corpo Livre do Massa-Mola-Amortecedor. Direção esquerda 
 
13 
 Aplicando somatória de forças no eixo y, 
 
)t(f)t(yC)t(Ky)t(yMmaF  
 
 
 Chegando a, 
 
 
)t(f)t(Ky)t(yC)t(yM  
 (2.2) 
 
 Comparando-se a Eq. (2.1) com a Eq.(2.2), observa-se que a única diferença é a direção 
da força externa f(t) - deve ser lembrado que a direção positiva dos eixos coordenados é 
diferente. Como exemplo de resposta para o deslocamento da massa M, assumindo massa M = 
2 kg, C = 1 Ns/m e K = 5 N/m, a reposta y(t) para uma entrada f(t) = 10 N para as Eqs (2.1) e 
(2.2), a posição y(t) da massa M em função do tempo pode ser observada na figura abaixo. 
 
 Observa-se que a diferença ocorre no deslocamento da massa. Na Figura 2-4(a), o eixo 
coordenado e a força f(t) estão para a direita, significandoque a massa se desloca para a direita. 
Já na Figura 2-4(b) o eixo coordenado é positivo para a esquerda, estando a força f(t) para a 
direita, o que significa que a massa se desloca no sentido negativo. 
 
 
 (a) Eixo positivo DIREITA – Eq. (2.1) (b) Eixo positivo ESQUERDA – Eq. (2.2) 
Figura 2-4: Resposta do sistema Massa-Mola-Amortecedor para f(t) = 10N 
 
2.1.2 Conjunto de Massas-Molas 
 
Considera-se o conjunto de massas-molas-amortecedores da figura abaixo. Para escrever a 
equação de movimento, deve ser assumido que, 
 
1. Só pode ocorrer movimento de translação na direção horizontal. Isso significa que não 
pode haver movimento de rotação e o móvel não pode se descolar da base de apoio; 
2. Apesar de a mola e o amortecedor estarem deslocados, a aplicação das suas forças é 
feita no mesmo ponto, não causando momento. O mesmo acontece com as forças 
externas; 
0 5 10 15 20 25 30
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
3.5
Resposta à força f(t) = 10 N
D
e
sl
o
ca
m
e
n
to
 y
(t
) 
[m
e
tr
o
s]
Tempo [Segundos]
0 5 10 15 20 25 30
-3.5
-3
-2.5
-2
-1.5
-1
-0.5
0
Resposta à força f(t) = 10 N
D
es
lo
ca
m
en
to
 y
(t)
 [m
et
ro
s]
Tempo [Segundos]
 
14 
3. As constantes de rigidez, os coeficientes de amortecimento e a massas são constantes ao 
longo do tempo; 
4. As molas e os amortecedores inicialmente não estão tensionados, o sistema está em 
repouso; 
5. As forças de inércia, das molas e dos amortecedores são consideradas lineares; 
6. Não há restrição quanto ao estiramento das molas e dos amortecedores. Isto significa 
que não há fim de curso; 
7. Os eixos inerciais estão colocados em cima do CG (Centro de Gravidade) das massas. 
 
 
Figura 2-5: Conjunto de Massas-Molas-Amortecedores – Variação #1 
 
 Das condições impostas, tem-se: 
 
1. Três coordenadas independentes, x, y e z, pois cada bloco pode se mover 
independentemente uma da outra; 
2. As massas farão movimentos em torno de suas posições iniciais, que serão 
consideradas como marco zero, x(0) = 0, y(0) = 0 e z(0) = 0; 
3. Os movimentos serão realizados apenas na direção do deslocamento, portanto 
não é necessária a colocação da força peso. 
 
 Neste caso, o DCL precisa ser feito para cada massa. As forças de reação de cada 
amortecedor e mola são colocadas assumindo um deslocamento positivo fictício para a massa 
em analise enquanto as outras massas estão paradas. Assim, observam-se as reações das molas 
e amortecedores em sentidos opostos ao eixo coordenado considerado. Como regra geral, os 
deslocamentos ou velocidades são colocados assumindo a coordenada atual subtraída da 
coordenada à qual a força está conectada se as direções das duas coordenadas são iguais. Então, 
tem-se para as massas os DCLs apresentados na figura abaixo. 
 
 
Figura 2-6: DCL do conjunto de massas-molas-amortecedores – Variação #1 
 
 
15 
 Observe que, apesar de as forças possuírem os mesmos sentidos, as coordenadas estão 
em oposição, significando que no somatório as forças estão em oposição. Aplicando o 
somatório de forças em cada bloco encontra-se: 
 
Para a massa M1: 
        1uzx5Kzx5Cyx3Kyx3Cx1Kx1Cx1M  
 
Para a massa M2: 
        2uzy4Kzy4Cxy3Kxy3Cy2Ky2Cy2M  
 
Para a massa M3: 
        3uxz5Kxz5Cyz4Kyz4Cz3M  
 
 
 Escrevendo a Equação de Movimento na forma matricial encontra-se, 
 


























































































3u
2u
1u
100
010
001
z
y
x
5K4K4K5K
4K4K3K2K3K
5K3K5K3K1K
z
y
x
5C4C4C5C
4C4C3C2C3C
5C3C5C3C1C
z
y
x
3M00
02M0
001M






 (2.3) 
 
 Uma forma de verificar se as equações estão corretas é averiguar se a matriz de massa 
é diagonal, se a matriz de amortecimento e rigidez possui a diagonal principal positiva, se os 
termos fora da diagonal principal são todos negativos e se a matriz é simétrica. Estas 
verificações são válidas para conjuntos de massas-molas-amortecedores quando todos os eixos 
inerciais possuem a mesma direção positiva. 
 
 Agora, resolve-se o mesmo problema, mas invertendo a direção positiva do eixo inercial 
da massa M2, conforme a figura abaixo. 
 
 
Figura 2-7: Conjunto de Massas-Molas-Amortecedores – Variação #2 
 
 Com a mudança de direção do eixo inercial y, devem-se verificar as novas direções das 
forças do móvel ao qual ele está referenciado, neste caso a massa M2. Além disso, quando as 
coordenadas possuírem sentidos opostos, elas deverão ser somadas nas forças. Desta forma, a 
nova configuração das forças fica como apresentado na figura abaixo. 
 
Samuel
Highlight
 
16 
 
Figura 2-8: DCL do conjunto de massas-molas-amortecedores – Variação #2 
 
 Aplicando Somatório de Forças, encontra-se, 
 
Para a massa M1: 
        1uzx5Kzx5Cyx3Kyx3Cx1Kx1Cx1M  
 
Para a massa M2: 
        2uzy4Kzy4Cxy3Kxy3Cy2Ky2Cy2M  
 
Para a massa M3: 
        3uxz5Kxz5Cyz4Kyz4Cz3M  
 
 
 Escrevendo a Equação de Movimento na forma matricial encontra-se, 
 


























































































3u
2u
1u
100
010
001
z
y
x
5K4K4K5K
4K4K3K2K3K
5K3K5K3K1K
z
y
x
5C4C4C5C
4C4C3C2C3C
5C3C5C3C1C
z
y
x
3M00
02M0
001M






 (2.4) 
 
 Como verificação das matrizes, observa-se que a simetria e os valores positivos da 
diagonal principal das matrizes de amortecimento e rigidez se mantiveram, a única alteração 
foi em relação aos termos fora da diagonal principal, que quando relacionados ao eixo que 
possui direção positiva invertida apresentaram termos positivos. 
 
2.1.3 Suspensão Ativa de ¼ de veículo 
 
 A suspensão ativa que será apresentada se refere ao modelo padrão de ¼ de veículo ou 
modelo de 2 graus de liberdade. Para passar do modelo físico para o modelo matemático, as 
seguintes considerações devem ser feitas, 
 
1. Os deslocamentos são todos na direção vertical; 
2. Não ocorre rotação das massas; 
3. Todos os movimentos são feitos no plano vertical; 
4. As forças de reação do amortecedor e da mola não geram momento; 
5. As forças da mola e do amortecedor são lineares; 
6. O pneu será modelado como uma rigidez pura; 
7. Não ocorre fim de curso para o amortecedor e mola; 
8. O pneu se mantém sempre em contato com o solo; 
9. O modelo será feito a partir do repouso; 
10. A força de controle será feita por um cilindro de dupla ação. 
 
17 
 
 As considerações feitas acima são todas aceitas e utilizadas em modelos mais 
avançados. As condições mais difíceis de serem cumpridas são a n°7 e n°8. Na prática a força 
da mola só é linear na região central de deslocamento; quando chega próximo ao fim de curso, 
a rigidez se torna cúbica, aumentando a força da mola. Assim, a principal restrição acaba sendo 
ocontato do pneu com o solo para uma situação real. 
 
 
Figura 2-9: Suspensão Ativa de ¼ de veiculo 
 
 Sendo que, 
 
 Ms é a massa suspensa de ¼ de veículo; 
 Mn é a massa não suspensa representada pelo conjunto roda, pneu e suspensão; 
 Ys é o deslocamento da massa Ms; 
 Yn é o deslocamento da massa Mn; 
 K é a rigidez da suspensão; 
 C é o amortecimento da suspensão; 
 Kp é a rigidez do pneu; 
 w(t) é o deslocamento da via ou perturbação; 
 u(t) é a força de controle. 
 
 O objetivo da suspensão ativa é evitar que os distúrbios indesejáveis da via afetem a 
massa suspensa. A suspensão ativa pode minimizar o deslocamento ou a aceleração da massa 
suspensa. A minimização do deslocamento é feita para suspensões com caráter esportivo e a 
minimização da aceleração é feita para efeitos de conforto. Desta forma, esportividade e 
conforto são parâmetros conflitantes no desenvolvimento de suspensões veiculares. 
 
 Construindo o DCL para as duas massas e assumindo que a força de controle u(t) será 
positiva quando afasta as massas e negativa quando as aproxima, e que o distúrbio da via é 
positivo no mesmo sentido dos deslocamentos das massas, encontra-se a figura abaixo. 
 
 
18 
 
 
 (a) Massa Suspensa (b) Massa não suspensa 
Figura 2-10: DCL da Suspensão Ativa de ¼ de veiculo 
 
Para a massa Ms: 
    )t(u)t(y)t(yC)t(y)t(yK)t(yM nsnsss  
 
Para a massa Mn: 
      )t(u)t(w)t(yK)t(y)t(yC)t(y)t(yK)t(yM npsnsnnn  
 
 
 Escrevendo a Equação de Movimento na forma matricial encontra-se, 
 
























































)t(w
)t(u
K1
01
)t(y
)t(y
KKK
KK
)t(y
)t(y
CC
CC
)t(y
)t(y
M0
0M
pn
s
pn
s
n
s
n
s



 (2.5) 
 
2.2 Sistemas de reservatórios 
 
 Para a modelagem de reservatórios, será assumido que todos os sistemas apresentados 
partem do pressuposto de que já havia fluxo Q entrando e saindo, e de que as alturas H dos 
reservatórios já estavam constantes. Portanto, é considerado que a modelagem apresentada a 
seguir não contempla o reservatório vazio. Além disso, será considerado escoamento laminar. 
 
2.2.1 Reservatório Simples 
 
 Considere o reservatório apresentado abaixo. Nele, inicialmente entra Q(t) e sai Q(t), o 
líquido permanece em uma altura H dentro do reservatório devido à resistência R. A modelagem 
será feita supondo a variação em torno desta condição inicial. 
 
 
Figura 2-11: Reservatório simples 
 
19 
 A resistência R ao fluxo de líquido em uma tubulação ou restrição é definida como a 
variação na diferença de nível (a diferença entre o nível dos líquidos nos dois reservatórios) 
necessária para causar a variação unitária na vazão, assim, 
 
R = (Variação na diferença de nível, m)/(Variação na vazão em volume, m3/s) 
 
 Considerando que o fluxo seja laminar, então, 
 
Q
H
dQ
dH
R 
 
 
 A Capacitância C de um reservatório é definida como a variação na quantidade de 
líquido armazenado necessário para causar uma mudança unitária no potencial (altura). O 
potencial é a grandeza que indica o nível de energia do sistema. Assim, 
 
C = (Variação na quantidade de líquido armazenado, m3)/(Variação na altura, m) 
 
 Notar que capacidade (m3) e capacitância (m2) são diferentes. A capacitância do 
reservatório é igual à sua secção transversal. Se esta for constante, a capacitância será constante 
para qualquer altura do nível. 
 
 Sendo assim, tem-se, 
 
 Q é a vazão em regime permanente, m3/s; 
 qi(t) é um pequeno desvio de entrada em relação ao seu regime permanente, m
3/s; 
 qo(t) é um pequeno desvio de saída em relação ao seu regime permanente, m
3/s; 
 H é a altura do nível de líquido em regime permanente, m; 
 h(t) é um pequeno desvio de nível a partir do seu valor de regime permanente, m; 
 
 Aplicando a conservação de massa: “A variação na quantidade que entra menos a 
variação na quantidade que sai é a variação da quantidade armazenada”. Assim, 
 
 Cdh(t) = ( qi(t) – qo(t) ) dt (2.6) 
 
 A partir da definição de resistência, a relação entre qo(t) e h(t) é dada por, 
 
 
R
)t(h
)t(q
)t(q
)t(h
R o
o

 (2.7) 
 
 Portanto, substituindo Eq(2.7) na Eq(2.6), 
 
)t(q
R
)t(h
dt
)t(dh
C i
 
 
 A equação acima relaciona a variação na entrada qi(t) com a variação da altura h(t). 
Aplicando a transformada de Laplace para encontrar a função de transferência, 
 
 
20 
1RCs
R
)s(Q
)s(H
i 

 
 
 Para a relação entre a entrada Qi(s) e a saída Qo(s) é substituída a transformada de 
Laplace da Eq(2.7), assim, 
 
1RCs
1
)s(Q
)s(Q
i
o


 
Onde foi substituída a relação, 
 
)s(H
R
1
)s(Qo 
 
 
2.2.2 Exemplo de simulação do escoamento em reservatório simples 
 
Assume-se um reservatório simples com área A = 6 m2 resistência R = 75 m/(m3/s). As 
funções de transferência que correlacionam uma variação no fluxo de entrada com as 
variações na altura e no fluxo de saída são dada por, 
 
1s450
75
)s(Q
)s(H
i 

 e 
1s450
1
)s(Q
)s(Q
i
o


 
 
 Observa-se que a constante de tempo é de 450 segundos e que uma variação unitária na 
entrada acarreta um aumento na altura em 75 metros. Parece muito, mas uma entrada unitária é 
um aumento de 1 m3/s em um tanque de 6 m2 de área. 
 
 Do ponto de vista físico, um aumento de vazão correspondente a 1 m3/s em um tanque 
de área de 6 m2 parece não ser possível ou improvável de ser realizado. Contudo, um aumento 
de 10 litros/segundo acarretaria um aumento de 0,75 metros do nível armazenado. 
 
2.2.3 Reservatórios em Série 
 
 Quando os reservatórios estão conforme apresentados na figura abaixo, verifica-se que 
a entrada de um reservatório é saída do outro. Esta configuração caracteriza que os tanques 
estão em série. 
 
 
21 
 
Figura 2-12: Reservatório em série 
 
 Portanto, as funções de transferência que regem o sistema são dadas por, 
 
1sCR
1
)s(Q
)s(Q
111
2


 e 
1sCR
1
)s(Q
)s(Q
222
3


 
 
 Então, 
 
  1sCRCRsCRCR
1
1sCR
1
1sCR
1
)s(Q
)s(Q
2211
2
221122111
3




 
 
 Observe que neste caso o resultante é um sistema de 2ª ordem com raízes reais distintas, 
com frequência natural dada por, 
 
2211
n
CRCR
1

 rad/s 
 
2.2.4 Sistema de Reservatório Composto 
 
 Na modelagem do sistema de tanques apresentado abaixo, o princípio é o mesmo 
utilizado acima, isto é, inicialmente em regime permanente os escoamentos eram Q e as alturas 
H1 e H2. 
 
 
Figura 2-13: Acoplamento de reservatórios 
 
22 
 Resistência R1, 
 
 
1
21
12
12
21
1
R
)t(h)t(h
)t(q
)t(q
)t(h)t(h
R




 (2.8) 
 
 Resistência R2, 
 
 
2
2
o
o
2
2
R
)t(h
)t(q
)t(q
)t(h
R 
 (2.9) 
 
 Conservação de massa para o reservatório 1, 
 
 
)t(q)t(q
dt
)t(dh
C 12i
1
1 
 (2.10) 
 
 Conservação de massa para o reservatório 2, 
 
 
)t(q)t(q
dt
)t(dh
C o12
2
2 
 (2.11) 
 
 As equações (2.8) a (2.11) formam o conjunto de equações diferenciais para o conjunto 
de reservatório. 
 
 Para se encontrar a função de transferência Qo(s)/ Qi(s), aplica-se a transformada de 
Laplace nas Equações (2.8) a (2.11);mas aqui será utilizado o procedimento de diagrama de 
blocos. 
 
 
Figura 2-14: Diagrama de blocos das equações do reservatório - separados 
 
 Montando os blocos, encontra-se, 
 
 
Figura 2-15: Diagrama de blocos das equações do reservatório – juntas - a 
 
23 
 Aplicando álgebra de blocos, movendo H2(s) e incluindo 1/C1s, encontra-se, 
 
 
Figura 2-16: Diagrama de blocos das equações do reservatório – juntas - b 
 
 Resolvendo as realimentações internas, 
 
 
Figura 2-17: Diagrama de blocos das equações do reservatório – juntas - c 
 
 Desta forma, 
 
  
  
  1sCRCRCRsCRCR
1
sCR
1sCR1sCR
1
1
1sCR1sCR
1
)s(Q
)s(Q
122211
2
2211
12
2211
2211
i
o





 
 
 Observe que o sistema resultante é um sistema de 2ª ordem com frequência natural dada 
por, 
2211
n
CRCR
1

 rad/s 
 
 A frequência natural é exatamente a mesma para o sistema em série; contudo, o fator de 
amortecimento é maior, pois o termo com “s” possui um fator a mais, “R2C1”. Sendo assim, um 
sistema mais amortecido. 
 
2.3 Linearização 
 
 Para a aplicação da transformada de Laplace, as equações de movimento precisam estar 
na forma linear. Um sistema linear obedece aos princípios da superposição de resultados e da 
multiplicação por constante, isto é, 
 
 
 
 
 
 
24 
Entrada Saída 
X1(t) Y1(t) 
X2(t) Y2(t) 
X1(t) + X2(t) Y1(t) + Y2(t) 
αX1(t) + β X2(t) αY1(t) + β Y2(t) 
 
 Uma forma de realizar a linearização é a expansão do termo não linear em Série de 
Taylor tomando apenas os termos lineares, isto é, os termos não lineares são desconsiderados. 
Mas para isso é necessário assumir um ponto entorno do qual a expansão será válida. 
 
2.3.1 Uma Variável 
 
 A Série de Taylor para uma variável, supondo a função f(x) em torno da posição x = a, 
é dada por, 
   ax)x(f
dx
d
)a(fxf
ax
L 

 
Onde fL(x) é a função linearizada de f(x) em torno do ponto x =a. 
 
Exemplo 1: Linearizar a equação abaixo em torno do ponto θ = 0. 
 
g(θ) = cos(θ) 
 
    1)0)(0sin()0cos(0)(g
d
d
)0(gg
0
L 



 
 
 
Figura 2-18: Linearização de cos(θ) em torno de θ = 0 
 
-40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40
0.7
0.75
0.8
0.85
0.9
0.95
1
1.05
1.1
Co
s(
)
 [Graus]
 
 
Cos()
linear
Valor Exato
5% de erro
 
25 
Exemplo 2: Linearizar a equação abaixo em torno do ponto θ = 0. 
 
g(θ) = sen(θ) 
 
    



)0)(0cos()0sin(0)(g
d
d
)0(gg
0
L
 
 
 
Figura 2-19: Linearização de sen(θ) em torno de θ = 0 
 
Exemplo 3: Linearizar a equação abaixo em torno do ponto x = π/4, 
 
 xsinx)x(g 2
 
 
 Então, 
 
   




 





 





 






 





 





4
xxcosx)xsin(x2
4
sin
4
)x(g
4
x)x(g
dx
d
4
gxg
4
x
2
2
L
4
x
L
 
 Chegando a, 





 














 














 





 







 





 

4
x
32
2
4
2
32
2
4
x
4
cos
4
)
4
sin(
4
2
4
sin
4
)x(g
22
22
L
 
 
-100 -80 -60 -40 -20 0 20 40 60 80 100
-2
-1.5
-1
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
Si
n(
)
 [Graus]
 
 
Sin()
linear
Exato
Erro 5%
 
26 
 
Figura 2-20: Linearização de 
 xsinx)x(g 2
 em torno de x = π/4 
 
2.3.2 Multivariável 
 
 A Série de Taylor para funções multivariáveis. Supondo a função f(x,y,z) em torno da 
posição (x,y,z) = (a,b,c), é dada por, 
 
   
   cz)z,y,x(f
z
by)z,y,x(f
y
ax)z,y,x(f
x
)c,b,a(fz,y,xf
)c,b,a()z,y,x()c,b,a()z,y,x(
)c,b,a()z,y,x(
L













 
 
Onde fL(x,y,z) é a função linearizada de f(x,y,z) em torno do ponto (x,y,z) =(a,b,c). 
 
 No caso de linearização de um sistema com 3 variáveis, tem-se que o sistema não linear 
será representado por uma superfície na qual a sistema linearizado representado por um plano 
irá tocar no ponto escolhido para a linarização. 
 
Exemplo: Obter a linearização para o ponto (x,θ) = (1,π/4). 
 
   
  umgLexcosx3
0mLsinxcosx
x22
2



 
 
-2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
Função G(x)
Va
lor
es
 d
e 
g(
x)
x
 
 
não-linear
linearizada
Ponto exato
5% de diferença
 
27 
 A linearização pode ser feita por partes. Para isso, devem ser observados quais são os 
termos não lineares. Iniciando pela 1ª equação, o termo não linear é dado por 
    sinxcos
. Assim, aplicando a linearização de 
  )sin(x)cos(,xf 
 para (x,θ) = (1,π/4), 
 
    




 












 4
),x(f1x),x(f
x
)
4
,1(f,xf
)
4
,1(),x()
4
,1(),x(
L
 
 
 As derivadas parciais, 
 
      
        





cosxsinsinxcos
sinsinxcos
x 
 
 Resultando em, 
 
    




 











 





 





 





 





 

44
cos
4
sin1x
4
sin
4
sin
4
cos,xfL
 
       1x
2
2
1x
2
2
2sinxcos 
 
 
 Para a segunda equação, o termo não-linear é 
  x22 excosx3 
. Mas, deve ser 
observado que há a derivada em relação ao tempo, que é um termo linear; então, deve-se separar 
este termo, fazendo 
    cosx3,xf 2
, 
 
   
   





sinx3cosx3
cosx6cosx3
x
22
2
 
 Então, 
    




 





 





 





 

44
sin31x
4
cos6
4
cos3,xfL
 
    




 

42
23
1x
2
26
2
23
cosx3 2
 
 
 Para o termo restante 
  x2exxf 
, aplicando a expansão em série de Taylor, 
   ax)x(f
x
)a(fxf
ax
L 




 
 Para a derivada, 
  1xx2x2
1x
x2 e2xe'xex
x











 
 
28 
 Significando que quando for multiplicado pelo termo (x-1) observa-se que aparecerá 
termos não-lineares novamente, assim, para este caso deve se apenas utilizado o termo 
constante da Série de Taylor, isto é, 
    2LL exxf)a(fxf 
 
 
 Juntando as soluções para compor as novas equações, 
   
  umgLexcosx3
0mLsinxcosx
x22
2



 → 
 
  umgLex
42
23
1x
2
26
2
23
0mL1x
2
2
x
2
2





 




 
 
2.4 Sistemas Pendulares Simples 
 
 Os sistemas pendulares são utilizados como exemplos de sistemas não-lineares que 
podem ser controlados em torno de uma posição de equilíbrio. 
 
2.4.1 Pêndulo Simples 
 
 Considerando o sistema apresentado na figura abaixo, encontrar a equação de 
movimento na forma linear para uma entrada nula, isto é, equação linear homogênea. 
 
 
Figura 2-21: Pêndulo simples 
 
 Aplicando somatório dos momentos no ponto de apoio da haste, 
 
  Mh IIsin
2
L
mgsinMgLIM
 
 
 Como curiosidade,os momentos de inércia são dados por, 
 
 
2
M MLI 
 Massa pontual girando a uma distância L; 
 
3
mL
I
2
h 
 Haste de comprimento L girando pela base; 
 
 Assim, a equação de movimento não-linear fica, 
 
29 
 
0singM
2
m
LM
3
m












 
 
 
 Aplicando a linearização para o ponto θ = 0, 
 
0gM
2
m
LM
3
m












 
 
 
 Neste modelo foi desprezado o efeito da fricção entre a haste e o apoio. Observa-se, pela 
equação de movimento, que não aparece o termo da derivada de θ que caracterizaria a presença 
de amortecimento se considerado um modelo de 2ª ordem. 
 
2.4.2 Pêndulo Invertido 
 
 O objetivo do sistema é manter a haste na posição vertical, escolhendo-se a posição de 
parada do carro M através da ação de controle u(t). 
 
 
Figura 2-22: Pêndulo invertido 
 
 Para se fazer o equacionamento, os objetos devem ser separados através do DCL 
(Diagrama de Corpo Livre). Além disso, como o objetivo é posicionar o carro M no espaço, 
será dotado um sistema de coordenadas inercial. 
 
 
Figura 2-23: Pêndulo invertido - DCL 
 
 Aplicando somatório de forças na direção horizontal do carro, 
 
 
)t(xMH)t(umaFx C 
 (2.12) 
 
30 
 
 Aplicando somatório de forças e momentos na haste com a massa, 
 
 
)t(xM)t(xmHmaFx CGMCGh  
 (2.13) 
 
  )t(yM)t(ymgMmVmaFy CGMCGh  
 (2.14) 
 
  )t(IIsin
2
L
Mgcos
2
L
Hsin
2
L
VIM MhCGh  
 (2.15) 
 
 Como se observa, é necessário encontrar a relação do centro de gravidade para a haste 
e para a massa M. Abaixo a relação para a haste, cujo centro de massa está posicionado em L/2. 
Não será feita a dedução para o centro de massa da massa M, que está posicionado em L, pois 
a diferença será apenas a presença do “2”. 
 
  
 )t(sin)t()t(cos)t(L)t(x)t(x
)t(sin)t()t(cos)t(
2
L
)t(x)t(x
)t(cos)t(
2
L
)t(x)t(x
)t(sin
2
L
)t(x)t(x
2
CGM
2
CGh
CGh
CGh







 (2.16) 
 
  
 )t(cos)t()t(sin)t(L)t(y
)t(cos)t()t(sin)t(
2
L
)t(y
)t(sin)t(
2
L
)t(y
)t(cos
2
L
)t(y
2
CGM
2
CGh
CGh
CGh







 (2.17) 
 
 As equações de movimento são encontradas substituindo (2.16) em (2.13) e então em 
(2.12). Assim, 
 
  
   )t(u)t(sin)t()t(cos)t(L)t(xM
)t(sin)t()t(cos)t(
2
L
)t(xm)t(xM
2
2
C









 
 
 Reagrupando, 
 
 
      )t(u)t(sin)t()t(cos)t(
2
L
M2m)t(xMMm 2C 

 (2.18) 
 
 Agora, substituindo (2.13) e (2.14) em (2.15), 
 
 
31 
    
  0sin
2
L
Mgcos
2
L
)t(xM)t(xm
sin
2
L
Mm)t(yM)t(ym)t(II
CGMCGh
CGMCGhMh




 
 
 
 Reagrupando, 
 
   
    0sin
2
L
gM2mcos
2
L
)t(xM)t(xm
sin
2
L
)t(yM)t(ym)t(II
CGMCGh
CGMCGhMh




 
 
 Agora, substituindo (2.16) e (2.17) na equação acima, 
 
 
     
      
  0sin
2
L
gM2m
)t(sin)t()t(cos)t(cos
4
L
M2mcos
2
L
)t(xMm
)t(cos)t()t(sin)t(
4
L
sinM2m)t(II
2
2
2
2
Mh





 (2.19) 
 
 Assim, as equações (2.18) e (2.19) são as equações não-lineares do pêndulo invertido. 
Para que as equações na forma linear sejam encontradas, considera-se o ponto em torno de θ = 
0. Assim, 
 
 
    )t(u)t(
2
L
M2m)t(xMMm C 

 (2.20) 
 
      0
2
L
gM2m)t(x
2
L
Mm)t(
4
L
M2mII
2
Mh 





 
 (2.21) 
 
 Como os momentos de inércia são dados por, 
 
 
2
M MLI 
 Massa pontual girando a uma distância L; 
 
12
mL
I
2
h 
 Haste de comprimento L girando pelo Centro de Gravidade; 
 
 Assim, o a equação de movimento linear na forma de matriz é dada por, 
 
 
 
 



















































0
)t(u
)t(
)t(x
2
gLM2m
0
00
)t(
)t(x
L
4
M3
3
m
2
L
Mm
2
L
MmMMm
2
C

 
 
 
32 
Comentário sobre linearização: Em geral, a linearização é feita durante o processo de 
modelagem e não aplicada diretamente na equação não-linear final. Como o objetivo é obter a 
equação linear do pêndulo invertido, os termos não lineares dos centros de gravidade poderiam 
ser encontrados conforme, 
 
 )t(sin)t()t(cos)t(
2
L
)t(x)t(x
)t(cos)t(
2
L
)t(x)t(x
)t(sin
2
L
)t(x)t(x
2
CGh
CGh
CGh





 → 
)t(
2
L
)t(x)t(x
)t(
2
L
)t(x)t(x
)t(
2
L
)t(x)t(x
CGh
CGh
CGh





 
 
 Para a outra parte, 
 
 )t(cos)t()t(sin)t(
2
L
)t(y
)t(sin)t(
2
L
)t(y
)t(cos
2
L
)t(y
2
CGh
CGh
CGh





→ 
0)t(y
0)t(y
2
L
)t(y
CGh
CGh
CGh




 
 
2.5 Representação em Espaço de Estado 
 
 A representação em espaço de estado é uma alternativa para a representação em função 
de transferência. Ela é extremamente útil quando o sistema a ser representado possui múltiplas 
entradas e saídas. Além disso, ela é utilizada pelo método de controle de alocação de polos por 
necessitar de uma realimentação de estado. 
 
 O Estado de um sistema dinâmico é o menor conjunto de variáveis (chamada variáveis 
de estado), tais que o conhecimento dessas variáveis em t = t0, junto ao conhecimento da entrada 
para t ≥ t0, determina completamente o comportamento do sistema para qualquer instante t ≥ t0. 
 
 As Variáveis de Estado de um sistema dinâmico são aquelas que constituem o menor 
conjunto de variáveis capaz de determinar o estado desse sistema dinâmico. 
 
 A representação em espaço de estado é definida por, 
 
         
         
1rrm1nnm1m
1rrn1nnn1n
)t(uD)t(xC)t(y
)t(uB)t(xA)t(x



 
 
 Vetor de estado x(t) é o vetor de ordem n que contém todos os estados. 
 Vetor de saída y(t) é o vetor de ordem m que contém todas as respostas. 
 Vetor de entrada u(t) é o vetor de ordem r que contém todas as entradas. 
 Matriz de estado A é a matriz de ordem n×n que contém os autovalores e os autovetores 
do sistema. Os autovalores são os polos do sistema. 
 
33 
 Matriz de entrada B é a matriz de ordem n×r da entrada. 
 Matriz de saída C é a matriz de ordem m×n da saída. 
 Matriz de transmissão direta D é matriz de ordem m×r que correlaciona diretamente a 
entrada com a saída. 
 A representação em diagramas de bloco do sistema acima é dada por, 
 
 
Figura 2-24: Representação em diagrama de blocos do espaço de estado. 
 
 Basicamente a representação em Espaço de Estado consiste em escrever dois conjuntos 
de equações, geralmente nas formas matriciais, sendo dadas pelas equações de estado e pelas 
equações de saída, respectivamente. Na transformação para Espaço de estado deve-se observar 
que as equações de estado são equações de 1ª ordem, assim pode-se dizer que o objetivo será 
sempre escrever as equações diferenciais em equações de 1ª ordem. 
 
 Ao contrário darepresentação em Função de Transferência, a representação de espaço 
de estado não é única. Dependendo da escolha dos estados, gera-se uma representação diferente. 
Como curiosidade, veja o capítulo 9 do Ogata, onde há a representação em espaço de estado 
nas formas canônicas controlável, observável e de Jordan. 
 
2.5.1 Representação quando não há derivadas da entrada 
 
 Para a representação em espaço de estado quando não há derivadas da entrada, 
considera-se a seguinte equação diferencial de ordem 4 como exemplo. Observando que as 
condições iniciais são nulas. 
 
)t(u)t(ya)t(ya)t(ya)t(ya)t(y 4321  
 
 
 O processo para passar de equação diferencial para Espaço de Estado é iniciado pela 
equação de estado, para isso é necessário se definir o número de estados n e o número de 
entradas r conforme, 
 
 Número de estados n: 1 equação de 4ª ordem, então n = 4 estados; 
 Número de entradas r: 1 entrada representada por u(t). 
 
Samuel
Highlight
 
34 
 A partir das definições acima, tem-se que, 
 
 















)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
4
3
2
1
14 e 
   )t(u)t(u 11 
 
 
 O próximo passo é a definição dos estados e a sua correlação com as variáveis da 
equação, definindo os estados conforme, 
 
 






























)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
4
3
2
1
14



 
 
 Uma vez que os estados estão definidos, as equações de estado são encontradas 
derivando os estados, 
 





























)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
4
3
2
1








 
 
 As derivadas dos estados precisam ser escritas apenas com os estados definidos na fase 
anterior para formar as equações de estado, 
 
































)t(x
)t(x
)t(x
)t(y
)t(y
)t(y
)t(x
)t(x
)t(x
4
3
2
3
2
1






 
 
 A última derivada dos estados vem da própria equação reescrita da seguinte forma, 
 
)t(u)t(xa)t(xa)t(xa)t(xa)t(y)t(x 413223144 

 
 
 Finalmente, agrupando as equações de estado na forma matricial formando a chamada 
“Equação de Estados”, encontra-se, 
 
 
1x1
1x41x44
3
2
1
4x412341x44
3
2
1
)t(u
1
0
0
0
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
aaaa
1000
0100
0010
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x



























































 
 
 
35 
 Para escrever as equações de saída, deve-se observar o que se deseja medir, se for 
considerado que o objetivo é medir a resposta y(t), 
 
 Número de saídas m: 1 saída representada por y(t). 
 
 Como saída y(t) é representada pelo estado x1(t), então, 
 
        1x11x4
1x44
3
2
1
4x11x1
)t(u0
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
0001)t(y 














 
 
 Observe que a representação da equação diferencial em função de transferência é dada 
por, 
 
n1n
1n
1
n asasas
1
)s(U
)s(Y



 
 
 
 Observe que para a transformação e comparação deve-se perceber que a maior derivada 
de y(t) é igual à unidade assim como u(t). 
 
Exemplo 1: Apenas uma equação. Representação em espaço de estado de, 
 
)t(f)t(Ky)t(yC)t(yM  
 
 
 Número de estados n: 1 equação de 2ª ordem n = 2; 
 
 Número de entradas r: 1 entrada f(t) r = 1; 
 Então, 
   )t(f)t(u 11 
 
 
 Número de saídas m: medir y(t), 
)t(y
, 
)t(y
 e 
)t(y3)t(y2 
 m = 4; 
 Então,  
















)t(y3)t(y2
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y 14



 
 
 Vetor de estados, 
 







)t(x
)t(x
)t(x
2
1
12
 
 
 Relação do vetor de estado com as variáveis do problema, 
 
 














)t(y
)t(y
)t(x
)t(x
)t(x
2
1
12 
 
 
36 
 
 Equações de estado devem ser definidas de tal forma que do lado esquerdo seja a 
derivada dos estados e do lado direito apenas os estados, isto é, não pode haver derivadas dos 
estados do lado direito das equações de estado. Assim, 
 
)t(x)t(y)t(x 21  
 
 
 A segunda equação de estado vem da equação diferencial, pois 
)t(y)t(x2  
, 
 
My(t)+Cy(t)+Ky(t)=f(t)
C K 1
y(t)=- y(t)- y(t)+ f(t)
M M M
 
 
 Substituindo os estados, encontra-se, 
 
)t(f
M
1
)t(x
M
K
)t(x
M
C
)t(x 122 
 
 
 Escrevendo as Equações de Estado, 
 
 
 
1x1
1x2
1x22
1
2x2
1x22
1
)t(f
M
1
0
)t(x
)t(x
M
C
M
K
10
)t(x
)t(x
































 (2.22) 
 
 A equação de saída é sempre escrita com uma combinação dos estados e da entrada, 
 
     1x1
1x4
1x22
1
2x41x4
1x4 )t(f
0
M
1
0
0
)t(x
)t(x
32
M
C
M
K
10
01
)t(y3)t(y2
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
























































 (2.23) 
 
Exemplo 2: Múltiplas Equações. Suspensão Ativa, equação de movimento, 
 
























































)t(w
)t(u
K1
01
)t(y
)t(y
KKK
KK
)t(y
)t(y
CC
CC
)t(y
)t(y
M0
0M
pn
s
pn
s
n
s
n
s



 
 
 Número de estados: 2 equações de 2ª ordem n = 4; 
 
 Número de entradas: 2 entradas u(t) e w(t) r = 2; 
 Então 
 







)t(w
)t(u
)t(u
1x2
 
 
 Número de saídas: 2 saídas ys(t) e yn(t) m =2; 
 
37 
 Então 
 







)t(y
)t(y
)t(y
n
s
1x2
 
 
 Vetor de estados e relação com as variáveis, 
 
 






























)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
n
s
n
s
4
3
2
1
14


 
 
 Equações de estado, 
 
)t(x)t(y)t(x
)t(x)t(y)t(x
4n2
3s1



 
 
 As outras duas equações vêm das equações de movimento, pois, 
 













)t(y
)t(y
x
x
n
s
4
3



 
 
 Como, 
 
    )t(u)t(y)t(yC)t(y)t(yK)t(yM nsnsss  
 
 Então, 
 
    )t(u
M
1
)t(x)t(x
M
C
)t(x)t(x
M
K
)t(x
s
43
s
21
s
3 
 
 E, 
 
      )t(u)t(w)t(yK)t(y)t(yC)t(y)t(yK)t(yM npsnsnnn 
 
 Então, 
 
      )t(u
M
1
)t(w)t(x
M
K
)t(x)t(x
M
C
)t(x)t(x
M
K
)t(x
n
2
n
p
34
n
12
n
4 
 
 
 Escrevendo na forma matricial, 
 
1x2
2x4n
p
n
s
1x44
3
2
1
4x4nnn
p
n
ssss
1x44
3
2
1
)t(w
)t(u
M
K
M
1
0
M
1
00
00
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
M
C
M
C
M
KK
M
K
M
C
M
C
M
K
M
K
1000
0100
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
















































































 
 
38 
 Para a equação de saída, 
 
1x22x2
1x44
3
2
1
4x21x2n
s
)t(w
)t(u
00
00
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
0010
0001
)t(y
)t(y








































 
 
 A matriz D é uma matriz nula, foi indicada apenas por conveniência para ser observado 
a sua dimensão. 
 
 Para demostrar o potencial da modelagem de estado, será feita uma saída na qual são 
apresentados os deslocamentos, velocidades e acelerações tal que, 
 
 










































)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
n
s
n
s
n
s
6
5
4
3
2
1
16




 
 
 Neste caso, as acelerações são dadas pelas próprias equações de estado, sendo escritas 
nas saídas como, 
 
1x2
2x6n
p
n
s
1x64
3
2
1
4x6nnn
p
n
ssss
1x66
5
4
3
2
1
)t(w
)t(u
M
K
M
1
0
M
1
00
00
00
00
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
M
C
M
C
M
KK
M
K
M
C
M
C
M
K
M
K
1000
0100
0010
0001
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y































































































 
 
 Assim, a saída é sempre composta por uma combinação linear das variáveis de estado e 
das entradas aplicadas. 
 
Curiosidade: Observe que se as variáveis de estado estiverem ordenadas como sendo as 
variáveis lineares e depois suas derivadas, ou como neste caso, deslocamento e velocidade, 
assim como foram escolhidas originalmente, isto é, 
 
 
 
 




































v
d
n
s
n
s
4
3
2
1
14
x
x
)t(y
)t(y
)t(y
)t(y
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x


 
 
39 
 
 Partindo da Equação original, que pode ser escrita na forma compacta como, 
 
          )t(f)t(xK)t(xC)t(xM  
 
 
 Dividindo pela massa, 
 
               )t(fM)t(xCM)t(xKM)t(x 111   
 
 
 Observe que as equações de estado na forma matricial podem ser escritas como, 
 
 )t(u
)t(fM
]0[
}x{
}x{
CMKM
]I[]0[
}x{
}x{
1
v
d
11
v
d




























 
 
Onde, 
     





















)t(w
)t(u
)t(u;
)t(y
)t(y
x;
)t(y
)t(y
x
n
s
v
n
s
d 
 
 






























ppn
s
K1
01
)]t(f[;
KKK
KK
]K[;
CC
CC
]C[;
M0
0M
]M[
 
 
2.5.2 Representação quando há derivadas da entrada 
 
 Quando há derivadas da entrada, há a necessidade de dividir em duas equações conforme 
apresentado abaixo. Supondo a seguinte equação de movimento, 
 
)t(rb)t(rb)t(rb)t(rb)t(ca)t(ca)t(ca)t(c 1210321  
 
 
 Cuja função de transferência é dada por, 
 
32
2
1
3
32
2
1
3
0
asasas
bsbsbsb
)s(R
)s(C



 
 
 Dividindo em duas funções de transferência entre o denominador e o numerador 
formando dois sistemas em série tal que a entrada de um é saída do outro conforme, 
 
32
2
1
3 asasas
1
)s(R
)s(Z


 e 
32
2
1
3
0 bsbsbsb
)s(Z
)s(C

 
 
 Como já foi visto antes a representação em Espaço de Estado para a Função de 
Transferência definida por Z(s)/R(s) é feita conforme a aplicação da transformada inversa para 
voltar para equação diferencial, 
 
  )s(R)s(Zasasas 32213 
 
 
40 
 Chegando a, 
 
)t(r)t(za)t(za)t(za)t(z 321  
 
 
 Número de estados: 1 equação de 3ª ordem n = 3; 
 Número de entradas: 1 entrada r(t) r = 1; 
 
 Vetor de estados e a sua relação com as variáveis do problema, 
 
 






















z
z
z
x
x
x
)t(x
3
2
1
13

 
 
 Equações de estado, 
 
)t(x)t(z)t(x
)t(x)t(z)t(x
32
21



 
 
 A última equação de estado é dada por, 
 
)t(r)t(xa)t(xa)t(xa)t(z)t(x 1322313  
, 
 
 Então, escrevendo as equações de estado na forma matricial, 
 
 
1x1
1x31x33
2
1
3x31231x33
2
1
)t(r
1
0
0
)t(x
)t(x
)t(x
aaa
100
010
)t(x
)t(x
)t(x














































 
 
 Agora pegando a segunda função de transferência C(s)/Z(s) e passando para equação 
diferencial, 
 
  )z(Zbsbsbsb)s(C 322130 
 
 
 Aplicando a transformada de Laplace inversa, 
 
)t(zb)t(zb)t(zb)t(zb)t(c 3210  
 
 
 Substituindo os estados definidos anteriormente para as derivadas de z(t), 
 
 
      )t(rb)t(xabb)t(xabb)t(xabb
)t(xb)t(xb)t(xb)t(r)t(xa)t(xa)t(xab
)t(xb)t(xb)t(xb)t(xb)t(c
0310122021303
1322311322310
13223130


 
 
 
 
 
41 
Desta forma a resposta será dada por, 
 
            
1x11x10
1x33
2
1
3x11012023031x1
)t(rb
)t(x
)t(x
)t(x
abbabbabb)t(c 











 
 
Exemplo: Sistema com apenas uma entrada e uma saída: Passar para Espaço de Estado a 
seguinte função de transferência, 
 
24s26s9s2
20s3s2s
)s(R
)s(C
23
23



 
 
 Realizando a divisão para o maior grau do denominador seja unitário, 
 
12s13s
2
9
s
10s
2
3
ss
2
1
)s(R
)s(C
23
23


 
 
 Separando em duas funções de transferências em série, 
 
12s13s
2
9
s
1
)s(R
)s(Z
23 

 e 
10s
2
3
ss
2
1
)s(Z
)s(C 23 
 
 
 Aplicando a transformação para Z(s)/R(s), 
 
)s(R)s(Z12s13s2
9
s 23 






 
 
 Aplicando a transformada inversa de Laplace para voltar para equação diferencial, 
 
)t(r)t(z12)t(z13)t(z
2
9
)t(z  
 
 
 Número de estados: 1 equação de 3ª ordem n = 3; 
 Número de entradas: 1 entrada r(t) r = 1; 
 Número de saídas: 1 saída z(t) m =1; 
 
 Vetor de estados e a sua relação com as variáveis do problema, 
 






















z
z
z
x
x
x
)t(x
3
2
1
13

 
 
 
 
42 
 Equações de estado, 
 
)t(x)t(z)t(x
)t(x)t(z)t(x
32
21



 
 
 A última equação de estado é dada por, 
 
)t(r)t(x12)t(x13)t(x
2
9
)t(z)t(x 1233  
, 
 
 Então, escrevendo as equações de estado na forma matricial, 
 
)t(r
1
0
0
)t(x
)t(x
)t(x
2
9
1312
100
010
)t(x
)t(x
)t(x
3
2
1
3
2
1
















































 
 
 Agora pegando a segunda função de transferência C(s)/Z(s) e passando para equação 
diferencia, 
 
)s(Z10s
2
3
ss
2
1
)s(C 23 






 
 
 Aplicando a transformada de Laplace inversa, 
 
)t(z10)t(z
2
3
)t(z)t(z
2
1
)t(c  
 
 
 Substituindo os estados definidos anteriormente para as derivadas de z(t), 
 
)t(x10)t(x
2
3
)t(x)t(x
2
1
)t(c 1233  
 
 
 Chegando a, 
 
)t(x10)t(x
2
3
)t(x)t(rx12x13x
2
9
2
1
)t(c 123123 






 
 
 Então, a última equação fica, 
 
)t(r
2
1
)t(x4)t(x5)t(x
4
5
)t(c 123 
 
 
 Desta forma a resposta será dada por, 
 
 
43 
)t(r
2
1
)t(x
)t(x
)t(x
4
5
54)t(c
3
2
1


















 
 
Exemplo: Sistema com uma Entrada e Múltiplas Saídas: Passar para Espaço de Estado as 
seguintes funções de transferências. O denominador deve ser comum a todas, pois todo o 
sistema possui os mesmos polos. Este exemplo simula a situação em que a equação diferencial 
que governa o movimento é dada por C(s)/R(s) e a saída de desempenho é dada por Z(s)/R(s). 
 
7s6s10s5s2
20s7s
)s(R
)s(C
234
2



, 
7s6s10s5s2
5s3s3
)s(R
)s(Z
234
3



 
 
 A partir dos denominadores tem-se que o número de estados são 4, 
 
 















)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
4
3
2
1
14 
 
 O número de entrada é 1, pois tem-se, 
 
   )t(r)t(u 1x1 
 
 
 Número de saídas são 2, pois tem-se, 
 
 







)t(z
)t(c
)t(y
1x2
 
 
 Para encontrar os estados pode-se utilizar a seguinte metodologia a partir do 
denominador, 
 
  )s(R)s(X7s6s10s5s2 234 
 
 
 Passando para equação diferencial e dividindo por 2, tem-se, 
 
)t(r)t(x
2
7
)t(x3)t(x5)t(x
2
5
)t(x  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 Assim, as variáveis de estados são definidas conforme, 
 
 






























)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
4
3
2
1
14



 
 
 As equações de estado encontradas pelas derivadas das variáveis de estados são, 
 
)t(x)t(x)t(x 21  
 
)t(x)t(x)t(x 32  
 
)t(x)t(x)t(x 33  
 
 
 E a última equação é dada por, 
 
)t(rx
2
7
x3x5x
2
5
)t(x)t(x 12344 

 
 
 Escrevendo na forma matricial, 
 
 
11
14144
3
2
1
14
144
3
2
1
)t(r
1
0
0
0
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
2
5
53
2
7
1000
0100
0010
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x





























































 
 
 Observa-se agora que há duas saídas e pela formulação anterior, 
 
)s(X10s
2
7
s
2
1
)s(C 2 






, 
)s(X
2
5
s
2
3
s
2
3
)s(Z 3 






 
 
 Assim, a construção fica, 
 
 
1x1
1x2
1x44
3
2
1
4x2
1x2
)t(r
0
0
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
2
3
0
2
3
2
5
0
2
1
2
7
10
)t(z
)t(c






































 
 
2.5.3 Formulação Alternativa 
 
 Considerando o sistema como apresentado abaixo, 
)t(ub)t(ub)t(xb)t(ub)t(ya)t(ya)t(ya)t(y n1n
)1n(
1
)n(
0n1n
)1n(
1
)n(
 




 
 
45 
 
 O problema está na escolha dos estados para eliminar as derivadas da entrada nas 
equações de estado. Uma maneira é fazendo a definição dos estados conforme, 
 
uxx
uxuuuyx
uxuuyx
uyx
1n1nn
222103
11102
01
 







 
 
Onde os βs são definidos por, 
 
01n12n2n11n1n
03122133
021122
0111
00
aaab
aaab
aab
ab
b





 

 
 
 Com estas escolhas obtêm-se as seguintes equações de estado, 
 
uxx
uxx
uxx
1nn1n
232
121
 






 
 
 A última equação de estado vem da substituição dos estados na equação diferencial 
original, encontrando, 
 
uxaxaxax nn121n1nn   
 
 
 Para encontrar a equação acima ver problema A.2.6 do Ogata. Com estas definições, a 
representação em espaço de estado fica, 
 
)t(u
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
aaaa
1000
0100
0010
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
n
1n
2
1
n
1n
2
1
12n1nnn
1n
2
1





















































































 
 
46 
  u
)t(x
)t(x
)t(x
001)t(y 0
n
2
1

















 
 
 Observe que a função de transferência para a equação diferencial fica, 
 
n1n
1n
1
n
n1n
1n
1
n
0
asasas
bsbsbsb
)s(U
)s(Y








 
 
Exemplo: Passar o sistema abaixo de função de transferência para espaço de estado. 
 
8s6s4s2
2s3
)s(G
23
2



 
 
 Para a comparação com a formulação proposta, deve-se dividir a função de transferência 
por 2, assim, 
 
32
2
1
3
3
2
1
23
2
asasas
bsb
4s3s2s
1s2/3
)s(G






 
 
 Assim, 
 
 
    2/52/33321
32/32
2/3
0
3
2
1
0




 
 
 Montando a representação em espaço de estado, 
 
)t(u
2/5
3
2/3
)t(x
)t(x
)t(x234
100
010
)t(x
)t(x
)t(x
3
2
1
3
2
1














































 
 
 











)t(x
)t(x
)t(x
001)t(y
3
2
1
 
 
2.5.4 Passagem de espaço de estado para função de transferência 
 
 Pode-se também passar de Espaço de Estado para função de transferência, conforme 
mostrado abaixo. Partindo da representação em espaço de estado, 
 
47 
         
         
1rrm1nnm1m
1rrn1nnn1n
)t(uD)t(xC)t(y
)t(uB)t(xA)t(x



 
 
 Aplicando transformada de Laplace, na 1ª equação, 
 
         
    )s(BUAsI)s(X)s(BU)s(XAsI
)s(UB)s(XA)s(XsI
1
1rrn1nnn1n



 
 
 Substituindo na transformada de Laplace da 2ª equação, 
 
  )s(DU)s(BUAsIC)s(Y
)s(DU)s(CX)s(Y
1



 
 
 Chegando a, 
 
   )s(UDBAsIC)s(Y 1  
 
 
Onde I representa a matriz identidade de ordem “n”. Como Y(s) possui dimensão “m” e U(s) 
possui dimensão “r”, então são geradas “
rm
” funções de transferências sendo que todas 
possuem o mesmo denominador que é formado por (sI - A)-1. Deve-se verificar se ocorre 
cancelamento entre polos e zeros. 
 
Exemplo: Espaço de estado com apenas uma entrada e uma saída: Considerando a seguinte 
representação em espaço de estado, 
 
)t(u
0
0
2
)t(x
)t(x
)t(x
010
002
22/32
)t(x
)t(x
)t(x
3
2
1
3
2
1






























 














 
 











)t(x
)t(x
)t(x
4/104/3)t(y
3
2
1
 
 
 Cujo objetivo será encontrar a função de Transferência definida por Y(s)/U(s). 
Aplicando a fórmula para conversão para função de transferência, 
 
   





























 














0
0
2
010
002
22/32
100
010
001
s4/104/3BAsIC
)s(U
)s(Y
1
1 
 
 
 
 
 
 
48 
 Resolvendo a parte interna, 
 
 

























0
0
2
s10
0s2
22/32s
4/104/3
)s(U
)s(Y
1
 
 
 Invertendo a matriz, 
 
 































0
0
2
3s2s2s2
4s2ss2
s2
2
4s3
s
4s3s2s
1
4/104/3
)s(U
)s(Y
2
2
2
23 
 
 Resolvendo as multiplicações, 
 
 















 




0
0
2
4
3s4s
8
8s7
4
2s3
4s3s2s
1
)s(U
)s(Y 22
23
 
 
 Resultando em, 
 
8s6s4s2
2s3
)s(U
)s(Y
23
2



 
 
Exemplo: Espaço de Estado com múltiplas entradas e saídas: Passar para Função de 
Transferência as equações de espaço de estado da suspensão ativa. 
 
1x2
2x4n
p
n
s
1x44
3
2
1
4x4nnn
p
n
ssss
1x44
3
2
1
)t(w
)t(u
M
K
M
1
0
M
1
00
00
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
M
C
M
C
M
KK
M
K
M
C
M
C
M
K
M
K
1000
0100
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
















































































 
 
1x22x2
1x44
3
2
1
4x21x2n
s
)t(w
)t(u
00
00
)t(x
)t(x
)t(x
)t(x
0010
0001
)t(y
)t(y








































 
 
 Como neste caso há 2 entradas e duas saídas, aparecerão 4 funções de transferência na 
seguinte forma, 
 
 
49 
1x2W,YnU,Yn
W,YsU,Ys
1x2n
s
)s(W
)s(U
NN
NN
)s(D
1
)t(Y
)s(Y



















 
 
Onde 
  







W,YnU,Yn
W,YsU,Ys1
NN
NN
)s(D
1
DBAsIC
 
 
 Resolvendo na forma literal encontra-se, 
 
     pp
2
Psns
3
ns
4
ns KKsCKsKMMMKsMMCsMM)s(D 
 
  
 
2
sU,Yn
p
2
nU,Ys
pW,Ys
p
2
sW,Yn
sM)s(N
KsM)s(N
KKCs)s(N
KKCssM)s(N




 
 
2.5.5 Comentários sobre a Representação em Espaço de Estado 
 
 Observe que uma função de transferência pode gerar várias representações em espaço 
de estado. Isso significa que a representação em espaço de estado não é única. Existem algumas 
representações de espaço de estado padrões, são elas as Formas Canônicas Controlável, 
Observável e de Jordan. 
 
 Se for possível escrever a forma canônica controlável, significa que o sistema é de 
estado completamente controlável, isto é, é possível passar o sistema do estado A para o estado 
B em um tempo finito utilizando uma lei de controle finita. Em outras palavras é possível 
controlar todo o sistema. 
 
 Se for possível escrever a forma canônica observável, significa que todos os estados do 
sistema são conhecidos a qualquer instante de tempo, isto é, os estados podem ser medidos e 
previstos. Em outras palavras, qualquer informação do sistema pode ser obtida a qualquer 
instante de tempo. 
 
 A forma canônica de Jordan é uma representação na qual a matriz A é uma forma 
diagonal com os termos da diagonal sendo os polos do sistema. 
 
2.6 Classificação dos Sistemas quanto ao número de entradas e 
Saídas 
 
Uma entrada x Uma saída: SISO (Single Input, Single Output) 
Múltiplas entradas x Uma saída: MISO (Multiple Inputs, Single Output) 
Uma entrada x Múltiplas saídas: SIMO (Single Input, Multiple Outputs) 
Múltiplas entradas x Múltiplas saídas: MIMO (Multiple Inputs, Multiple Outputs) 
 
50 
 
2.7 Exercícios Propostos 
 
2.7.1 Sistemas Translacionais 
 
 Encontrar as equações de movimento na forma matricial para os sistemas abaixo. 
 
 
 
 (a) (b) 
 
(c) 
 
2.7.2 Sistemas de Reservatórios 
 
1. Para o sistema abaixo, 
a) Encontrar as equações dinâmicas que descrevem o sistema de reservatórios; 
b) Montar o diagrama de blocos. Supondo q1(t) = 0, encontrar Q3(s)/Q2(s); 
 
 
 
2. Para o sistema abaixo, encontrar as funções de transferência definidas por: 
a) A entrada Q1(s) com a saída Q4(s); 
b) A entrada Q1(s) com a altura H3(s); 
 
51 
c) A altura H1(s) com a altura H3(s). 
 
 
 
2.7.3 Linearização 
 
 Encontrar as formas linearizadas para as seguintes equações, 
 
1. 
   2xyy,xg 
 para (x,y) = (-1,1) 
2. 
    2x zysinez,y,xg 
 para (x,y,z) = (1,0,-1) 
3. 
 
       
2
2
54
21
x12
2
2
2
u34
uu
x211x2ln1e
x1
2
x 1




 
 
para o ponto 
   1,1,1u,x,x 21 
 
 
4. 
0Kx)sin(x)cos(e
umgL)xcos()sin(x
x 


 para o ponto 
   0,1,x 
 
 
2.7.4 Espaçode Estado 
 
1. Encontrar representação em Espaço de Estado para, 
 
 
)t(u4)t(x3)t(x7)t(x  
 
 Medindo apenas x(t); 
 Medindo apenas 
)t(x2)t(x3 
; 
 Medindo apenas 
)t(u5)t(x2)t(x3 
; 
 
 
1s2s3s4s5
7s3
)s(R
)s(C
)s(G
234 


 
 
52 
 Medindo apenas c(t), 
 Medindo apenas 
)t(c3)t(c2 
; 
 
)s(D
1s2s3s2
5
)s(U
1s2s3s2
7
)s(C
2323 



 
 Medindo tudo ao mesmo tempo c(t), 
)t(c
, 
)t(c
 e 
)t(d5)t(u2)t(c3 
, isto é, todas as respostas devem estar 
contidas na resposta y(t). Dica: passar para equação diferencial e 
aplicar o método sem derivada da entrada. 
 
 Modelo translacional b 
 Medindo y1(t), y2(t) e y3(t) 
 
2. Passar de Espaço de estado para Função de Transferência, 
 
)t(u
0
2
3
)t(x
)t(x
)t(x
020
001
22/33
)t(x
)t(x
)t(x
3
2
1
3
2
1






























 














 
 











)t(x
)t(x
)t(x
4/104/3)t(y
3
2
1
 
 
 
 
 
53 
2.8 Respostas 
 
2.8.1 Sistemas Translacionais 
 
a) A equação de movimento é: 
 [
𝑀1 0 0
0 𝑀2 0
0 0 𝑀3
] {
𝑦1̈
𝑦2̈
𝑦3̈
} + [
𝐶1 𝐶1 0
𝐶1 𝐶1 + 𝐶2 𝐶2
0 𝐶2 𝐶2 + 𝐶3
] {
𝑦1̇
𝑦2̇
𝑦3̇
}
+ [
𝐾1 + 𝐾2 𝐾2 −𝐾1
𝐾2 𝐾2 + 𝐾3 + 𝐾4 𝐾3
−𝐾1 𝐾3 𝐾1 + 𝐾3 + 𝐾5
] {
𝑦1
𝑦2
𝑦3
} = [
−1 0 0 1
0 1 0 0
0 0 1 −1
]{
𝐹1
𝐹2
𝐹3
𝑈
} 
 
b) A equação de movimento é: 
 [
𝑀1 0 0
0 𝑀2 0
0 0 𝑀3
] {
𝑦1̈
𝑦2̈
𝑦3̈
} + [
𝐶2 0 𝐶2
0 0 0
𝐶2 0 𝐶2 + 𝐶3
] {
𝑦1̇
𝑦2̇
𝑦3̇
} + [
𝐾2 −𝐾2 0
−𝐾2 𝐾2 + 𝐾3 𝐾3
0 𝐾3 𝐾3 + 𝐾5
] {
𝑦1
𝑦2
𝑦3
}
= [
−1 0 0 −1 0 0
0 1 0 0 −1 −1
0 0 −1 −1 0 −1
]
{
 
 
 
 
𝐹1
𝐹2
𝐹3
𝑈1
𝑈2
𝑈3}
 
 
 
 
 
 
c) A equação de movimento é: 
 [
𝑚1 0 0
0 𝑚2 0
0 0 𝑚3
] {
�̈�
�̈�
�̈�
} + [
𝑏2 0 −𝑏2
0 𝑏1 𝑏1
−𝑏2 𝑏1 𝑏1 + 𝑏2 + 𝑏3
] {
�̇�
�̇�
�̇�
}
+ [
𝐾2 + 𝐾3 + 𝐾4 𝐾2 −𝐾3
𝐾2 𝐾1 + 𝐾2 𝐾1
−𝐾3 𝐾1 𝐾1 + 𝐾3
] {
𝑥
𝑦
𝑧
} = [
0
1
0
] {𝑈} 
 
2.8.2 Sistemas de Reservatórios 
 
1. 
a) Equações dinâmicas: 
 
 
   1 2
12
1
H t H t
 Q t
R


 
 
 2
3
2
H t
Q t =
R
 
 
   11 1 12
dH t
A Q t Q t
dt
 
  
     22 12 2 3
dH t
A =Q t +Q t -Q t
dt
 
 
 
 
 
 
54 
 
b) Diagrama de blocos: 
 
 
Q3(s)
Q2(s)
=
A1R1s + 1
A1A2R1R2s2 + (A1R1 + A2R2 + A1R2)s + 1
 
 
 
2. 
a) 
Q4(s)
Q1(s)
=
1
(R1C1s + 1)(R2C2s + 1)(R3C3s + 1)
 
 
b)
H3(s)
Q1(s)
=
R3
(R1C1s + 1)(R2C2s + 1)(R3C3s + 1)
 
 
c)
H3(s)
H1(s)
=
R3
R1(R2C2s + 1)(R3C3s + 1)
 
 
2.8.3 Linearização 
 
1. Forma linearizada: 
 gL(x, y) = −2x + 2y − 3. 
 
2. Forma linearizada: 
 gL(x, y, z) = ey. 
 
3. Forma linearizada: 
 x2̇ = −4x1 +
81
2
x2 + u +
87
2
. 
 
4. Forma linearizada: 
 ẍ + cos(1) θ + mgL = u 
 θ̈ + (k − e)x = 0 
 
2.8.4 Espaço de Estado 
 
1. a) Medindo apenas x(t) 
 
55 
{
Ẋ1
Ẋ2
Ẋ3
} = [
0 1 0
0 0 1
−3 −7 0
] {
X1
X2
X3
} + [
0
0
4
] {u(t)} 
{Y1} = [1 0 0] {
X1
X2
X3
} + [0]{u(t)} 
 
Medindo apenas 
3x(t)+2x(t)
 
{
Ẋ1
Ẋ2
Ẋ3
} = [
0 1 0
0 0 1
−3 −7 0
] {
X1
X2
X3
} + [
0
0
4
] {u(t)} 
{Y1} = [2 3 0] {
X1
X2
X3
} + [0]{u(t)} 
 
Medindo apenas 
3x(t)+2x(t)-5u(t)
 
{
�̇�1
�̇�2
�̇�3
} = [
0 1 0
0 0 1
−3 −7 0
] {
𝑋1
𝑋2
𝑋3
} + [
0
0
4
] {𝑢(𝑡)} 
{𝑌1} = [2 3 0] {
𝑋1
𝑋2
𝑋3
} + [−5]{𝑢(𝑡)} 
 
b) Medindo apenas c(t) 
{
 
 
 
 Ẋ1
Ẋ2
Ẋ3
Ẋ4}
 
 
 
 
=
[
 
 
 
0 1
0 0
0 0
−
1
5
−
2
5
 
0 0
1 0
0 1
−
3
5
−
4
5]
 
 
 
{
X1
X2
X3
X4
} + [
0
0
0
1
] {r(t)} 
{Y1} = [
7
5
3
5
 0 0] {
X1
X2
X3
X4
} + [0]{r(t)} 
 
Medindo apenas 
)t(c3)t(c2 
 
{
 
 
 
 Ẋ1
Ẋ2
Ẋ3
Ẋ4}
 
 
 
 
=
[
 
 
 
0 1
0 0
0 0
−
1
5
−
2
5
 
0 0
1 0
0 1
−
3
5
−
4
5]
 
 
 
{
X1
X2
X3
X4
} + [
0
0
0
1
] {r(t)} 
{Y1} = [
21
5
23
5
 
6
5
0]{
X1
X2
X3
X4
} + [0]{r(t)} 
 
 
 
 
 
56 
c) 
{
Ẋ1
Ẋ2
Ẋ3
} = [
0 1 0
0 0 1
−
1
2
−1 −
3
2
] {
X1
X2
X3
} + [
0
0
7
2
 
0
0
−
5
2
] {
u(t)
d(t)
} 
{
Y1
Y2
Y3
Y4
} = [
1 0 0
0 1 0
0 0 1
0 3 0
] {
X1
X2
X3
} + [
0 0
0 0
0 0
−2 5
] {
u(t)
d(t)
} 
 
d) 
{
 
 
 
 
Ẋ1
Ẋ2
Ẋ3
Ẋ4
Ẋ5
Ẋ6}
 
 
 
 
=
[
 
 
 
 
 
 
 
0 0 0 
0 0 0 
0 0 0 
 
1 0 0 
0 1 0 
0 0 1 
−
K2
M1
K2
M1
0
K2
M2
−
(K2+K3)
M2
−
K3
M2
0 −
K3
M3
−
(K3+K5)
M3
 
C2
M1
0 −
C2
M1
0 0 0
−
C2
M3
0 −
(C2+C3)
M3 ]
 
 
 
 
 
 
 
{
 
 
 
 
X1
X2
X3
X4
X5
X6}
 
 
 
 
 
 +
[
 
 
 
 
 
 
 
0 0 0
0 0 0
0 0 0
 
0 0 0
0 0 0
0 0 0
−
1
M1
0 0
0
1
M2
0
0 0 −
1
M3
 
−
1
M1
0 0
0 −
1
M2
−
1
M2
−
1
M3
0 −
1
M3]
 
 
 
 
 
 
 
{
 
 
 
 
F1
F2
F3
U1
U2
U3}
 
 
 
 
 
{
Y1
Y2
Y3
} = [
1 0 0
0 1 0
0 0 1
 
0 0 0
0 0 0
0 0 0
]
{
 
 
 
 
X1
X2
X3
X4
X5
X6}
 
 
 
 
+ [
0 0 0
0 0 0
0 0 0
 
0 0 0
0 0 0
0 0 0
]
{
 
 
 
 
F1
F2
F3
U1
U2
U3}
 
 
 
 
 
 
2. Função de Transferência 
 2
3 2
Y(s) 9s -5s-6
=
U(s) 4s +12s +6s+16
 
 
 
 
 
 
57 
3 Transformada de Laplace 
 
 A vantagem na utilização da transformada de Laplace para se estudar a resposta de 
sistemas consiste no fato de que a transformada de Laplace transforma uma equação diferencial 
em uma equação algébrica, onde é aplicada a entrada e então calculada a transformada inversa 
de Laplace para obter a resposta temporal. 
 
 Deve-se observar que, sempre que possível, será mantido o formalismo matemático para 
obtenção dos resultados. Porém, o foco principal não é a obtenção da transformada ou 
transformada inversa de Laplace, mas apenas a sua aplicação na obtenção das respostas 
temporais. Sendo assim, o objetivo será criar uma tabela de consulta com as principais 
transformadas e utilizá-la. 
 
3.1 Definição 
 
 A Transformada de Laplace é definida por, 
 
 
  


0
stdte)t(f)s(F)t(fL
 (3.1) 
Onde 
 f(t) é a função temporal sendo que f(t) = 0 para t < 0; 
 s é a variável complexa; 
 L é o operador da transformada; 
 F(s) é a transformada de Laplace de f(t). 
 
 Observe que uma condição imposta para a realização da transformada de Laplace da 
função f(t) é, 
 
f(t) = 0, para t < 0 
 
 Está condição é conhecida como CAUSALIDADE, significando que a função só existe 
para a parte positiva dos tempos ou que fisicamente um sistema só pode responder a uma 
determinada entrada depois da existência da própria entrada. 
 
3.2 Transformada de Laplace 
 
3.2.1 Funções Simples 
 
 Função Exponencial:






0t0
0tAe
)t(f
t 
 
 
58 
Onde A e α são constantes em relação ao tempo. A transformada de Laplace é, aplicando a 
definição, 
 
 
   
 





















 s
A
s
1
0A
s
e
AdteAdteAeAeL
0
ts
0
ts
0
sttt
 (3.2) 
 
 Função Degrau: 
 






0t0
0tA
)t(f
 
 
Onde A é constante em relação ao tempo. Esta transformada é um caso especial da função 
exponencial onde foi feito α = 0. Note que ela não é definida para t = 0. 
 
 
s
A
s
1
0A
s
e
AdtAeAL
0
st
0
st 
















 
 
 Função Degrau Unitário: 
 






0t0
0t1
)t(1
 
 
 Note que ela não é definida para t = 0; sua transformada é dada por, 
 
 
 
s
1
s
1
0
s
e
dtedte)t(1)t(1L
0
st
0
st
0
st 






 (3.3) 
 
 Observe que se pode transformar qualquer função em uma função causal multiplicando-
a pelo degrau unitário. Além disso, as transformadas podem ser definidas utilizando-se a função 
degrau unitário. Por exemplo, 
 
       

 




s
A
dteAAeLdte)t(1AAe)t(1L
0
tst
0
tst
 
 
 Função Rampa: 
 






0t0
0tAt
)t(f
 
 
 Sua transformada é dada por, 
 
  



 
0
st
0
st dtteAdtAteAtL
 
 
59 
 Aplicando integral por partes, sendo que, 
 
 
b
a
b
a
b
a
vduuvudv
 
 
 Então, fazendo, 
 
 u = t → du = dt e 
dtedv st
 → 
s
e
v
st

 
 
 

































 




0
2
st
0
st
0
st
0
st
0
st
s
e
s
e
tAdt
s
e
s
e
tAdtteAAtL
 
 
 Como 
stte
 é indeterminado para t →∞, então, aplicando L’Hôpital, 
 
0
se
1
Lim
e
t
Lim
stt
Hôpital'L
stt
 

 
 
 Desta forma, 
 
 
 
22
0
2
st
s
A
s
1
0A
s
e
AAtL 
















 (3.4) 
 
 Função Senoidal: 
 
 






0t0
0ttsinA
)t(f
 
 Aplicando a definição, 
 
    


0
stdtetsinAtsinAL
 
 
 Sabendo-se que, pelo teorema de Euler, 
 
   tjtj ee
j2
1
tsin  
 
 
 
60 
 
      
 
222222
0
sttj
0
sttj
0
sttjtj
0
st
s
A
s
j2
j2
A
s
jsjs
j2
A
js
1
js
1
j2
A
dteedtee
j2
A
dteee
j2
1
AdtetsinAtsinAL










































 (3.5) 
 
 
 Função Cossenoidal: 
 
 






0t0
0ttcosA
)t(f
 
 
 Sabendo-se que, pelo teorema de Euler, 
 
   tjtj ee
2
1
tcos  
 
 
 
      
 
222222
0
sttj
0
sttj
0
sttjtj
0
st
s
As
s
s2
2
A
s
jsjs
2
A
js
1
js
1
2
A
dteedtee
2
A
dteee
2
1
AdtetcosAtcosAL








































 (3.6) 
 
3.2.2 Propriedades 
 
 As propriedades da transformada de Laplace são as mesmas propriedades vindas da 
integral. Sendo assim, como propriedades tem-se a transformada da soma de funções temporais 
é a soma das transformadas e a multiplicação por constantes, então, 
 
L[αf(t)+βg(t)] = αL[f(t)]+βL[g(t)] 
 
Sendo α e β constantes. 
 
 Prova: 
 
  )s(G)s(Fdte)t(gdte)t(fdte)t(g)t(f
0
st
0
st
0
st  






 
 
 
61 
3.2.3 Funções Especiais 
 
 Função Transladada: 
 
 A função transladada é definida por 
   at1atf 
 com t < a. As funções f(t), f(t)1(t) e 
   at1atf 
 são apresentadas abaixo. 
 
 
Figura 3-1: Função transladada 
 
 Aplicando a definição de Transformada de Laplace, 
 
        


0
stdteat1atfat1atfL
 
 
 Aplicando uma substituição de variável tal que 
at 
, 
 
         




 
a
as
0
st de1fdteat1atf
 
 
 Como aparece o degrau unitário 1(τ) e a integral é feita em “τ”, então de “– a” a 0 a 
integral já é zero, assim, 
 
         






 
0
sas
0
sas
a
as defedeefde1f
 
 
 Observe que antes a definição de transformada de Laplace fazia a transformação de “t” 
para “s”; agora é feita a transformação de “τ” para “s”, então, 
 
 
       )s(Fedefeat1atfL as
0
sas 

  
 (3.7) 
 
Onde α é o tempo de translação e F(s) é a Transformada de Laplace de f(t). 
 
 Função Pulso Retangular: 
 










tt,0t0
tt0
t
A
)t(f
0
0
0
 
 
62 
 Reescrevendo a função como uma soma de dois pulsos defasados, 
 
  )tt(1
t
A
)t(1
t
A
tf 0
00

 
 
 Então, aplicando a transformada de Laplace, 
 
      
 0
0
st
0
st
00
0
00
e1
st
A
s
e
t
A
s
1
t
A
)tt(1L
t
A
)t(1L
t
A
tfL




 
 
 Função Impulso: 
 
 É definida como o caso limite da função pulso. 
 











tt,0t0
tt0
t
A
lim
)t(f
0
0
0
0t 0
 
 
 Como a altura é A/t0 e a duração é t0, a área delimitada pelo impulso é igual a A. Então, 
aplicando o limite na transformada da função pulso, 
 
 
     A
s
As
lime1
st
A
limtfL
0t
Hôpital'Lst
0
0t 0
0
0






 









 (3.8) 
 
 
 A função impulso em que a área é igual à unidade é chamada de Função Impulso 
Unitário ou Função Delta de Dirac. 
 
 
 






0t0
0t1
t
 (3.9) 
 
 Na forma defasada, 
 
 
 






0
0
0
tt0
tt1
tt
 (3.10) 
 
 A função impulso unitário pode ser entendida como a derivada da função degrau unitário 
ou que a função degrau unitário é a integral da função impulso unitário. 
 
 
 
 
63 
 Multiplicação de f(t) por e-αt: 
 
 Aplicando definição de transformada de Laplace, 
 
 
        )s(Fdtetfdtetfe)t(feL
0
ts
0
sttt  




 (3.11) 
 
 Observa-se que o resultado é a substituição de “s” por (s + α) na transformada de Laplace 
de F(s). 
 
3.2.4 Teoremas 
 
 Teorema da Derivação Real: A transformada de Laplace da derivada de uma função 
f(t) é dada por, 
 
)0(f)s(sF)t(f
dt
d
L 





 (3.12) 
 
Onde f(0) é o valor inicial de f(t) calculado em t = 0 e L[f(t)] = F(s). 
 
 Para demonstrar o teorema da derivação real, deve-se integrar por partes a integral de 
Laplace, fazendo, 
 
u = f(t) → 
dt)t(f
dt
d
du 
 e 
dtedv st
→ 
s
e
v
st
Então, tem-se, 
 
 
)0(f)s(sFdte)t(f
dt
d
dte)t(f
dt
d
s
1
s
)0(f
0)s(F
dt)t(f
dt
d
s
e
s
e
)t(fdtetf
0
st
0
st
0
st
0
st
0
st







































 



 
 
 Observe que 
)(f
, ou que ele existe. 
 
 Para a derivada 2ª de f(t), 
 
 
)0(f)0(sf)s(Fs)t(f
dt
d
L 2
2
2






 (3.13) 
 
 
64 
Onde 
0t
)t(f
dt
d
)0(f








 é o valor de df(t)/dt calculado em t = 0. Para provar faz-se, 
 
)t(g)t(f
dt
d

 
 
 Então, 
 
)0(f)0(sf)s(Fs
)0(f)t(f
dt
d
sL
)0(g)s(sG)t(g
dt
d
L)t(f
dt
d
L
2
2
2






















 
 
 De modo semelhante, para a derivada enésima de f(t), 
 
    1n2n
2n1nn
n
n
)0(f)0(fs)0(fs)0(fs)s(Fs)t(f
dt
d
L

 






 (3.14) 
 
 Teorema da Integração Real: A transformada de Laplace da integral de f(t) é definida 
por, 
 
 
 
s
)0(f
s
)s(F
)t(fL
1

 (3.15) 
 
Onde F(s) = L[f(t)] e f-1(0) é a integral de f(t) avaliada em t = 0. Para mostrar esta propriedade, 
 
   


0
stdte)t(f
 integrando por partes, 
dt)t(fdudt)t(fu  
 e 
dtedv st
→ 
s
e
v
st

 
 
 Então, 
 
     
)s(F
s
1
)0(f
s
1
dte)t(f
s
1
)t(f
s
1
0
s
e
dt)t(f
s
e
)t(f)t(fLdte)t(f
1
0
st
0t
0
st
0
st
0
st


















 




 
 
 
 Teorema do Valor Final: Permite obter o valor de f(t) quando t → ∞ através da 
transformada de Laplace de f(t), assim, 
 
 
65 
 
)s(sFlim)t(flim
0st 

 (3.16) 
 
 Deve-se observar se 
)t(flim
t 
 existe. Ele irá existir se as raízes do denominador de F(s) 
possuírem parte real menor que zero. Para demostrar, parte-se da transformada de Laplace da 
derivação real e aplica-se o limite de s→0, 
 
 )0(f)s(sFlimdte)t(f
dt
d
lim)t(f
dt
d
Llim
0s
0
st
0s0s









 
 
 
Como o limite pode ser trocado de posição com a integral e 
1elim st
0s


, 
 
  )0(f)s(sFlim)0(f)(f)t(fdt)t(f
dt
d
0s0
0





 
 Então, 
 
 )s(sFlim)t(flim)(f
0st 

 
 
 Teorema do Valor Inicial: Permite obter o valor de f(t) em t = 0 através da 
transformada de Laplace de f(t), assim, 
 
 
 )s(sFlim)0(f
s 

 (3.17) 
 
Onde F(s) = L[f(t)]. Para provar, aplica-se o limite de s→∞ na transformada da derivada real, 
 
 )0(f)s(sFlimdte)t(f
dt
d
lim)t(f
dt
d
Llim
s
0
st
ss









 
 
 
Como o limite pode ser trocado de posição com a integral e 
0elim st
s


, 
 
   )s(sFlim)0(f)0(f)s(sFlim0
ss 

 
 
 Teorema da Derivada Complexa: Se f(t) for a transformada de Laplace de f(t) então, 
 
 
  )s(F
ds
d
)t(tfL 
 (3.18) 
 
Onde F(s) = L[f(t)]. Além disso, 
 
  )s(F
ds
d
)t(ftL
2
2
2 
 
 
 
 
66 
 Em geral, 
 
 
    )s(F
ds
d
1)t(ftL
n
n
nn 
 (3.19) 
 
 Para demonstrar, como 
stst e
ds
d
te  
, então, 
 
    )s(F
ds
d
dte)t(f
ds
d
dte
ds
d
)t(fdte)t(tf)t(tfL
0
st
0
st
0
st  






 
 
 Produto de Funções no Domínio de Laplace – Integral de Convolução: 
Considerando a seguinte integral, 
 
 
        
t
0
t
0
dtgfdgtf
 (3.20) 
 
 Esta é conhecida como integral de convolução. Aplicando a transformada de Laplace, 
 
    )s(G)s(FdgtfL
t
0







 
 
Onde L[f(t)] = F(s) e L[g(t)] = G(s). Aplicando a definição de transformada de Laplace, 
 
        dtedgtfdgtfL st
0
t
0
t
0


  












 
 
 Separando as integrais, tem-se, 
 
          

 






0
t
0
st
t
0
dgdtet1tfdgtfL
 
 
 Como já foi visto, fazendo uma mudança de variável tal que λ = t – τ, assim, 
 
                   




 






0
t
0
s
t
0
s
t
0
dgdefdgde1fdgtfL
 
 
 Abrindo a exponencial, 
 
        

 






0
t
0
ss
t
0
)s(G)s(FdegdefdgtfL
 
 
 Observe que, em todo sistema, quando se calcula a sua resposta a uma determinada 
entrada, o que se está fazendo é a aplicação da Integral de Convolução. 
 
67 
3.2.5 Resumo 
 
Função Temporal Transformada de Laplace 
Impulso Unitário δ(t) 1 
Degrau Unitário 1(t) 
s
1
 
te 
 
s
1
 
t
 
2s
1
 
nt
 
1ns
!n

 
)t(sen 
 
22s 

 
)tcos(
 
22s
s

 
 
 
Propriedades da Transformada de Laplace 
 
 
Função Temporal Transformada de Laplace 
αf(t)+βg(t) αF(s)+βG(s) 
)t(fe at
 
)as(F 
 
Deslocamento Temporal 
   at1atf 
 )s(Fe as
 
tf(t) 
)s(F
ds
d

 
tnf(t) 
  )s(F
ds
d
1
n
n
n

 
Valor Final: 
)t(flim
t 
 
)s(sFlim
0s
 
Valor Inicial: 
)t(flim
0t
 
)s(sFlim
s 
 
Integral: 
 dt)t(f
 
s
)0(f
s
)s(F 1

 
Derivada: 
dt
)t(df
 
)0(f)s(sF 
 
2
2
dt
)t(fd
 
)0(f)0(sf)s(Fs2 
 
 
68 
 
3.3 Transformada Inversa de Laplace 
 
 Para se obter a transformada inversa de Laplace, sempre será utilizada a tabela de 
transformadas. Para isso será aplicado o método da expansão em frações parciais para escrever 
da forma mais simples possível. 
 
3.3.1 Expansão em Frações Parciais 
 
 Em análise de sistemas, F(s), a transformada de Laplace de f(t), apresenta-se 
frequentemente da seguinte maneira, 
 
)s(A
)s(B
)s(F 
 
 
Onde A(s) e B(s) são polinômios em s. Na expansão de F(s) em frações parciais, é importante 
que a maior potência de s em A(s) seja maior que a potência de s em B(s), 
 
grau A(s) > grau B(s) 
 
 Se não for o caso, a divisão polinomial deverá ser feita. Como tanto A(s) quanto B(s) 
possuem raízes, uma distinção deve ser feita, 
 
 Zeros são as raízes do numerador; 
 Polos são as raízes do denominador. 
 
 Se F(s) for subdividida em partes ou frações, 
 
F(s) = F1(s) + F2(s) + ... + Fn(s) 
 
 A transformada inversa de Laplace é dada por, 
 
L-1[F(s)] = L-1[F1(s)] + L
-1[F2(s)] + ... + L
-1[Fn(s)] 
 
 Resultando em, 
 
f(t) = f1(t) + f2(t) + ... + fn(n) 
 
Caso 1 – Denominador apresenta raízes reais distintas 
 
 Quando as raízes do denominador forem reais distintas, deve-se separá-las procedendo 
da seguinte forma, 
 
  
   
  2s1s
1sB2sA
2s
B
1s
A
2s1s
3s
)s(G










 
 
 
69 
 Pegando apenas os numeradores, então, 
 
A(s + 2) + B(s + 1) = s + 3 
 
 Dica: substitua as raízes do denominador ou polos para facilitar os cálculos. 
 
 Fazendo s = -1 → A(-1 + 2) =-1+3 → A = 2 
 Fazendo s = -2 → B(-2 + 1) = -2 + 3 → B = -1 
 
 Então, 
2s
1
1s
2
)s(G




 
 
 
 Aplicando a transformada inversa de Laplace, 
 
  t2t111 ee2
2s
1
L
1s
1
L2)t(g)s(GL  














 para t ≥ 0 
 
 Isto significa que polos reais distintos tornam-se exponenciais. 
 
Caso 2a – Denominador apresenta raízes complexas conjugadas distintas 
 
 Quando as raízes do denominador, ou polos, forem complexos conjugados, elas devem 
permanecer unidas e o procedimento é feito conforme, 
 
5s2s
BAs
5s2s
12s2
)s(F
22 





 
 
 Neste caso, claramente A = 2 e B = 12. Para continuar, deve-se observar que o 
denominador possui o termo com “s” e na tabela de transformada de Laplace ela não aparece, 
porém, sabendo-se da seguinte propriedade, 
 
 
  
22s
A
tsinAL



 e 
  
22s
As
tcosAL


, aplicando a propriedade da 
multiplicação por exponencial, 
 
 
  )s(F)t(feL t 
, fazendo f(t) o seno e o cosseno, 
 
 
  
  22
t
s
tsineL



 e 
  
  22
t
s
s
tcoseL



 
 
 Assim, o 1º procedimento é completar o quadrado do denominador da seguinte forma, 
 
  41s5s2s 22 
 
 
 O ajuste deve sempre ser iniciado pelo cosseno e depois ajustado o seno, 
Samuel
Highlight
 
70 
 
      41s
12
41s
s2
41s
12s2
5s2s
12s2
)s(F
2222










 
 
 Para o termo à direita representar a transformada inversa de 
 tcose t 
 e 
 tsine t 
 
é necessário que, 
 
    41s
2
5
41s
1s
2)s(F
22





 
 
 Assim, a transformada inversa de Laplace fica, 
 
 
   
   t2sine5t2cose2
41s
2
L5
41s
1s
L2)t(f)s(FL tt
2
1
2
11  















 para t ≥ 0 
 
 Curiosidade: Os polos da representação em Laplace são s1,2 = - 1 ± j2. Observe que a 
exponencial é a parte real dos polos e a parte imaginária são as frequências dos termos que 
oscilam. 
 
Caso2b: Polos são complexos conjugados distintos, mas tratados como raízes distintas. 
 
 Quando as raízes do denominador forem complexas conjugadas elas podem ser tratadas 
com raízes distintas, isto é, 
 
   
5s2s
2j1sB2j1sA
2j1s
B
2j1s
A
5s2s
12s2
)s(F
22 









 
 
 Fazendo s = – 1 – j2 → A(– 1 – j2 + 1 – j2) = 2( – 1 – j2) + 12 → 
– j4A = 10 – j4 → A = 1 + j5/2 
 
 Fazendo s = – 1 + j2 → B(– 1 + j2 + 1 + j2) = 2( – 1 + j2) + 12 → 
+ j4B = 10 + j4 → B = 1 – j5/2 
 
 Então, 
2j1s
2/5j1
2j1s
2/5j1
5s2s
12s2
)s(F
2 








 
 
 A transformada inversa de Laplace fica, 
 
       t2j1t2j1 e2/5j1e2/5j1)t(f  
 
 
 A presença das exponenciais complexas é eliminada através da formula de Euler, 
 
 sinjcose j
 
 
 
 
71 
 Então, 
 
       
   
      
 t2sin5t2cos2e
t2sinjt2cos2/5j1t2sinjt2cos2/5j1e
ee2/5j1ee2/5j1
e2/5j1e2/5j1)t(f
t
t
t2jtt2jt
t2j1t2j1








 
 
 Chegando ao mesmo resultado. 
 
Caso 3a – Denominador apresenta raízes múltiplas reais – Propriedade L[e-atf(t)] 
 
 Quando houver raízes repetidas no denominador, fatorar da seguinte forma, 
 
     
   
 3
2
323
2
1s
C1sB1sA
1s
C
1s
B
1s
A
1s
1s2s3
)s(H












 
 
 Do numerador, 
 
    C1sB1sA1s2s3 22 
 
 
 Igualando os termos de s2 → A = 3 
 
 Fazendo s = -1 → C = 3(-1)2 + 2(-1) + 1 → C = 2 
 
 Dica: A equação é válida para qualquer valor de s. 
 
 Fazendo s = 0 → A + B + C = 1 → B = -3 -2 + 1 → B = -4 
 
 Então, 
 
   32 1s
2
1s
4
1s
3
)s(H






 
 
 Para resolver as duas transformadas à direita, deve-se saber que, 
  )s(F)t(feL t 
, 
mas fazendo f(t) = t, assim, 
 
 
2s
1
tL 
 → 
 
 2
t
s
1
teL


 
 
 Procedendo da mesma forma para a transformada de Laplace de t2, 
 
 
3
2
s
2
tL 
 → 
 
 3
2t
s
2
teL


 
 
 
 
72 
 Então, 
 
 
    



















 
3
1
2
111
1s
2
L
1s
1
L4
1s
1
L3)t(h)s(HL
 
 
 Resultando em, 
 
  t2t2tt ett43ette4e3)t(h  
 
 
Curiosidade: Quando os polos são reais, negativos e repetidos, as amplitudes tendem a 
permanecer em um determinado valor ou tendem para zero. No caso da função apresentada, ela 
começa em 3 e termina em 0. 
 
 
 Caso a transformada de Laplace seja na seguinte forma, 
 
   
 
   2222 s
baas
s
bsa
s
b
s
a
s
As
)s(F












 
 
 Como observado, a = A e Aα+b = 0, então, 
 
   22 s
A
s
A
s
As
)s(F







 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 
 t1Ae)t(f t  
 
 
 Caso a transformada de Laplace seja na seguinte forma, 
 
     
   
 3
2
323
s
csbsa
s
c
s
b
s
a
s
As
)s(H











 
 
 Como observado, a = 0, b = A e c = -Aα, então, 
 
     323 s
A
s
A
s
As
)s(H







 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 





 
  2t t
2
tAe)t(f
 
 
 
 
 
73 
 Caso a transformada de Laplace seja na seguinte forma, 
 
     
   
 3
2
323
2
s
csbsa
s
c
s
b
s
a
s
As
)s(H











 
 
 Como observado, a = A, b = -2Aα e c = Aα2, então, 
 
       3
2
23
2
s
A
s
A2
s
A
s
As
)s(H










 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 





 
  2
2
t t
2
t21Ae)t(f
 
 
Comentário: Desta forma, foi mostrado que não importa como seja o numerador de uma fração 
com denominador com raízes reais múltiplas, sempre será possível uma redução para um 
sistema mais simples aplicando a decomposição em frações parciais. 
 
Caso 3b – Denominador apresenta raízes múltiplas reais – Propriedade L[tf(t)] 
 
 O caso genérico de raízes múltiplas é a utilização da seguinte propriedade, 
 
    )s(F
ds
d
1)t(ftL
n
n
nn 
 
 
 Para tanto, deve ser lembrado da derivada da divisão, assim, 
 
 2)s(H
)s(H
ds
d
)s(G)s(G
ds
d
)s(H
)s(H
)s(G
ds
d 















 
 
 Assumindo, 
 
   32 1s
2
1s
4
)s(H




 
 
 Como as raízes são puramente reais, 
 
   
 2
at
as
1
as
1
ds
d
1teL









 
 
   
 
 
   3422
2
2at2
as
2
as
as2
as
1
ds
d
as
1
ds
d
1etL





















 
 
74 
 
 Desta forma,  tt2t tet4ette4)t(h  
 
 
Caso 4 – Denominador apresenta raízes múltiplas complexas – Propriedade L[tf(t)] 
 
 Supondo, 
 
     22222222
23
5s2s
10s4
5s2s
1s2
5s2s
DCs
5s2s
BAs
5s2s
5s4s3s2
)s(F















 
 
 Para a 1ª transformada, 
      41s
2
2
1
3
41s
1s
2
41s
1s2
5s2s
1s2
)s(G
2222











 
 
 Cuja transformada inversa fica, 
 






  t2sin
4
3
t2cose2)t(g t
 
 
 Para resolver a 2ª transformada, 
 
  
 
 
  22222
at
as
as2
asds
d
tsinteL













 
 
  
 
 
  222
22
22
at
as
as
as
as
ds
d
tcosteL













 
 Substituindo os valores, 
 
 
 
  
 
  2222
2
22
41s
1s4
B
41s
41s
A
5s2s
10s4
)s(H









 
 
 Claramente, a igualdade acima não pode ser satisfeita. Então, é feita uma introdução 
para eliminar o termo de “s2” do numerador do 1º termo adicionando a transformada de Laplace 
de 
t2sine t
 conforme, 
 
 
 
  
 
  
  
  22
2
2222
2
22
41s
41s2
C
41s
1s4
B
41s
41s
A
5s2s
10s4
)s(H












 
 
 Assim, somente do numerador, 
 
       41s2C1s4B41sA10s4 22 
 
 
75 
 
 Termos de “s2” → 0 = A + 2C 
 Substituindo “s” por “-1” → 14 = -4A +8C 
 
 Assim, A = -14/8 e C = 7/8 
 
 Termos de “s1” → -4 = 2A + 4B+ 4C → Assim, B = -1 
 
 
 
  
 
     41s
2
8
7
41s
1s4
1
41s
41s
8
14
5s2s
10s4
)s(H
22222
2
22 










 
 
 Cuja transformada inversa fica, 
 
 t2sin7t2sintt2cost14e
8
1
)t(h t  
 
 
Caso 5 – Numerador maior ou igual ao denominador 
 
 Assumindo a seguinte transformada de Laplace, 
 
  2s1s
7s9s5s
)s(G
23



 
 
 Toda vez que o grau do numerador for maior ou igual ao grau do denominador, uma 
divisão polinomial deve ser feita. Como neste caso o numerador possui grau maior que o 
denominador, a divisão polinomial deverá ser feita da seguinte forma, 
 
      2s
1
1s
2
2s
2s1s
3s
2s
2s1s
7s9s5s
)s(G
23










 
 
 Aplicando a transformada inversa de Laplace, 
 
t2t ee2)t(2)t(
dt
d
)t(g  
 
 
 Sendo que a transformada de Laplace da função pulso é 1 e a transformada de Laplace 
da derivada da função pulso, 
s)t(
dt
d
L 






. 
 
3.4 Aplicações de Transformada de Laplace 
 
 Neste item será aplicada a transformada e a transformada inversa de Laplace para o 
estudo da reposta de sistemas. 
 
 
76 
3.4.1 Solução de Equações Diferenciais 
 
 Como exemplo de solução de equação diferencial, será adotado o mesmo sistema para 
os próximos 3 exemplos. Supondo um sistema massa-mola-amortecedor com m = 2 kg, c = 3 
Ns/m e k = 5 N/m. 
 
 Equação de movimento na forma: 
)t(f)t(Ky)t(yC)t(yM  
 
 
 Substituindo os valores: 
)t(f)t(y5)t(y3)t(y2  
 
 
 Aplicando a transformada de Laplace: 
       )t(fL)t(yL5)t(yL3)t(yL2  
 
 
 Observe que não foi substituída a entrada ainda, pois isso será feito dependendo do que 
for proposto pelo problema a ser resolvido. Encontrando, 
 
    )s(F)s(Y5)0(y)s(sY3)0(y)0(sy)s(Ys2 2  
 
 Reagrupando os termos, observe que aqueles contendo a entrada e as condições iniciais 
devem ser isoladas do lado direito, então, 
 
  )0(y3)0(y2)0(sy2)s(F)s(Y5s3s2 2  
 
 
 Chegando a, 
 
5s3s2
)0(y3)0(y2)0(sy2
)s(F
5s3s2
1
)s(Y
22 





 
 
 Observe que uma parte possui a informação sobre a entrada enquanto a outra parte 
possui informações sobre as condições iniciais. A parte que contem a entrada será denominada 
de Função de Transferência e será utilizada para calcular a solução forçada. A parte que 
contém as condições iniciais é comumente chamada de resposta livre. 
 
Exemplo 1: Resposta a uma entrada qualquer com condições iniciais nulas. 
 
 Calcular a resposta y(t) do sistema a uma entrada f(t) degrau 10 N aplicada em t = 0. 
Isto significa que o objetivo será calcular a resposta para uma entrada em força constante em 
10 N, mas a força só será aplicada em t = 0, antes disso o sistema estará em repouso. Assim, 
 
)s(F
5s3s2
1
)s(Y
2 

 
 A transformada de Laplace da força degrau 10 é 
s
10
)s(F 
, então, 
 
 s5s3s2
10
)s(Y
2 

 
 
 Para resolver, deve-se aplicar a decomposição em frações parciais, 
Samuel
Highlight
Samuel
Highlight
Função transferência G(s):null nullX(s)=G(s)F(s)nullnullG(s)=X(s)/F(s)=L(saída)/L(entrada)
 
77 
 
 
 
 s5s3s2
CsBs5s3s2A
5s3s2
CBs
s
A
s5s3s2
10
)s(Y
2
22
22 







 
 
 Do numerador 
  10CsBs5s3s2A 22 
 
 
 Fazendo s = 0 → 5A = 10 → A = 2 
 
 Termos de s2 → 2A + B = 0 → B = -4 
 
 Termos de s → 3A + C = 0 → C = -6 
 
 Observe que o “2” do denominador precisa ser eliminado, então, 
 
2
5
s
2
3
s
3s2
s
2
5s3s2
6s4
s
2
)s(Y
2
2






 
 
 Completando o quadrado e expandindo para a transformada inversa de Laplace, 
 
16
31
4
3
s
4
31
31
4
2
3
16
31
4
3
s
4
3
s
2
s
2
16
31
4
3
s
3s2
s
2
)s(Y
222

























 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 


















t
4
31
sene
31
6
t
4
31
cose22)t(y
t
4
3
t
4
3 para t > 0 
 
 
Figura 3-2: Resposta do sistema massa-mola-amortecedor 
0 1 2 3 4 5 6 7 8
0
0.5
1
1.5
2
2.5
Reposta para f(t) = 10 N
D
es
lo
ca
m
en
to
 (m
)
Tempo (sec)
 
78 
Exemplo 2: Reposta apenas para as condições iniciais. 
 
 Calcular a resposta y(t) do sistema a um deslocamento inicial y(0) = 1 m, isto é, a massa 
é liberada de 1 metro da posição y = 0 e f(t) = 0. Como o sistema é o mesmo, 
 
5s3s2
3s2
5s3s2
)0(y3)0(y2)0(sy2
)s(Y
22 






 
 
16
31
4
3
s
4
31
31
4
4
3
16
31
4
3
s
4
3
s
2
5
s
2
3
s
2
3
s
)s(Y
22
2



















 
 
 Como pode ser observado, a diferença entre a transformada inversa de Laplace neste 
caso e a transformada inversa de Laplace anterior é 1/2, então, 
 


















t
4
31
sene
31
3
t
4
31
cose)t(y
t
4
3
t
4
3 para t > 0 
 
 
Figura 3-3: 
 
Exemplo 3: Resposta a uma entrada qualquer e a condições iniciais. 
 
 Calcular a resposta y(t) do sistema a uma entrada f(t) degrau 10 aplicada em t = 0 e a 
um deslocamento inicial y(0) = 1 metro. A resposta simplesmente é a soma das duas respostas 
obtidas, pois, 
 
  5s3s23s2
s5s3s2
10
5s3s2
)0(y3)0(y2)0(sy2
)s(F
5s3s2
1
)s(Y
2222 










 
 
0 1 2 3 4 5 6 7 8
-0.2
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
Reposta para y(0) = 1 m
D
es
lo
ca
m
en
to
 (m
)
Tempo (sec)
 
79 
 Resultando em 
 


















t
4
31
sene
31
3
t
4
31
cose2)t(y
t
4
3
t
4
3 para t > 0 
 
3.4.2 Funções de Transferência 
 
 A função de transferência de um sistema representado por uma equação diferencial 
linear com parâmetros invariantes no tempo é definida como a relação entre a transformada de 
Laplace da saída e a transformada de Laplace da entrada, admitindo-se todas as condições 
iniciais nulas. 
 
 Considerando o sistema linear com parâmetros invariantes no tempo, definido pela 
seguinte equação diferencial, 
 
       
)t(xb)t(xb)t(xb)t(xb)t(ya)t(ya)t(ya)t(ya m1m
1m
1
m
0n1n
1n
1
n
0  




 
 
Onde y(t) é a saída ou resposta do sistema e x(t) é a entrada ou excitação. A função de 
transferência correlaciona a entrada com a saída do sistema e é definida pela transformada de 
Laplace da entrada e pela transformada de Laplace da saída, assumindo todas as condições 
iniciais nulas. Assim, 
 
Função de Transferência  
 
nulasIniciaisCondições
entradaL
saídaL
)s(G 
 
 
Definição: Ordem é o maior grau de “s” do denominador. Assim se a maior potência do 
denominador da função de transferência for n, o sistema será denominado de “Sistema de 
Ordem n”. 
 
Exemplo 4: Resposta à entrada degrau unitário. 
 
 Supondo um sistema com a sua equação de movimento dada abaixo, determinar a sua 
função de transferência e calcular sua resposta c(t) para uma entrada u(t) degrau unitário. 
 
 Equação diferencial: 
)t(u)t(u2)t(c2)t(c3)t(c  
 
 
 Observe que a entrada é u(t) e a saída c(t). Aplicando transformada de Laplace e 
assumindo condições inicias nula, 
 
         )t(uL)t(uL2)t(cL2)t(cL3)t(cL  
 
 Chegando a, 
 
   
2s3s
1s2
)s(U
)s(C
)s(G)s(U1s2)s(C2s3s
2
2



 
 
 
80 
 Neste caso, o nome G(s) foi escolhido aleatoriamente. A Resposta ao degrau unitário é 
calculada conforme procedimento abaixo, 
 
s
1
2s3s
1s2
)s(C)s(U
2s3s
1s2
)s(C
2s3s
1s2
)s(U
)s(C
222 








 
 
 Observando que os polos desta função de transferência são polos puramente reais, a 
decomposição em frações parciais é feita da seguinte forma, 
 
 2s3ss
)1s(Cs)2s(Bs)2s)(1s(A
2s
C
1s
B
s
A
s
1
2s3s
1s2
)s(C
22 









 
 
 Do numerador: A(s+1)(s+2)+Bs(s+2)+Cs(s+1) = 2s+1 
 
 Fazendo s = 0 → 2A = 1 → A = 1/2; 
 
 Fazendo s = -1 → B(-1)(-1+2) = 2(-1)+1 → B = 1; 
 
 Fazendo s = -2 → C(-2)(-2+1) = 2(-2)+1 → C = -3/2; 
 
 Assim, 
 
t2t e
2
3
e
2
1
)t(c
2s
2/3
1s
1
s
2/1
)s(C  




 para t ≥ 0 
 
Exemplo 5: Resposta às condições iniciais a partir da Função de Transferência 
 
 Apesar da função de transferência significar que as condições iniciais são nulas, pode-
se calcular a sua resposta passando de função de transferência para equação diferencial e então 
aplicando novamente a transformada de Laplace. 
 
 Supondo a seguinte função de transferência: 
4s4s
3s2
)s(H
)s(X
)s(Y
2 


 
 
 Calcular a resposta y(t) para y(0)=3, 
0)0(y 
, x(0) = 0. 
 
 Para resolver, deve-se aplicar a transformada inversa de Laplace na função de 
transferência tal que, 
 
    )s(X3s2)s(Y4s4s
4s4s
3s2
)s(X
)s(Y 2
2




 
 
 Separando os termos e fazendo, 
 
         )s(XL3)s(sXL2)s(YL4)s(sYL4)s(YsL 111121  
 
 
 
 
81 
 Encontra-se a seguinte equação diferencial, 
 
)t(x3)t(x2)t(y4)t(y4)t(y  
 
 
 Agora aplicando a transformada de Laplace e observando que agora as condições 
iniciais não são todas nulas, 
 
      )s(X3)0(x)s(sX2)s(Y4)0(y)s(sY4)0(y)0(sy)s(Ys2  
 
 
 Substituindo os valores e reagrupando, deve ser lembrado que não há entrada, então 
X(s) = 0, 
 
 
4s4s
12s3
)s(Y012s3)s(Y4s4s
2
2



 
 
 Observe que os polos são reais e iguais, então, 
 
   222 2s
1
12
2s
s
3
4s4s
12s3
)s(Y







 
 
 Lembrando que 
 
 2
t
s
1
teL


 e 
  
 2
t
s
s
t1eL


, então, 
 
   t21e3te12t21e3)t(y t2t2t2  
 para t ≥ 0 
 
Dica: Para verificar a metodologia que será usada sem calcular os polos para um denominador 
de grau 2 pode-se completar o quadrado e verificar o resultado conforme apresentado abaixo, 
 
Polos Complexos Conjugados: 𝑠2 + 4𝑠 + 5 = (𝑠 + 2)2 + 5 − 4 = (𝑠 + 1)2 + 1 
Polos Reais Iguais: 𝑠2 + 4𝑠 + 4 = (𝑠 + 2)2 + 4 − 4 = (𝑠 + 2)2 
Polos Reais Distintos: 𝑠2 + 4𝑠 + 3 = (𝑠 + 2)2 + 3 − 4 = (𝑠 + 2)2 − 1 
 
 Assim, se o termo da frequência for positivo os polos são complexos conjugados, se for 
negativo são polos reais distintos e se for nulo indica polos reais e iguais. 
 
3.4.3 Classificação das Funções de Transferência 
 
 Há uma série de classificações das funções de transferência: 
 
 Quanto ao grau do denominador: O maior grau do denominador estabelece a 
ordem da função de transferência, isto é, se o maior grau for n, a função de 
transferência será de ordem n. 
 Relação entre o grau do numerador e o grau do denominador: 
o Grau do denominador ≥ Grau do numerador: F.T. Própria; 
o Grau do denominador < Grau do numerador: F.T. Imprópria; 
 
82 
 Quanto aos zeros: 
o Todos os zeros possuem parte real < zero: F.T. de Fase Mínima; 
o Caso contrário: F.T. de Fase Não-Mínima; 
 Quanto aos polos, será visto mais à frente como Estabilidade: 
o Todos os polos possuem parte real < zero, a F.T. é Assintoticamente 
Estável; 
o Pelo menos um polo com parte real nula e demais polos possuem parte real 
< 0, a F.T. é Marginalmente Estável; 
o Pelo menos um polo com parte real > 0, a F.T. é Instável. 
 
3.5 Exemplos utilizando Matlab 
 
Exemplo 1: Calcular a resposta analítica utilizando o Matlab 
 
𝐺(𝑠) =
𝑠 + 2
𝑠2 + 3𝑠 + 5
 𝑒 𝑅(𝑠) =
1
𝑠
 
 
 
 
 
Exemplo 2: Calcular resposta numérica utilizando o Matlab para a resposta ao degrau unitário 
 
clear all % apaga todas as variáveis 
close all % fecha todas as janelas gráficas 
clc % apaga a tela do matlab 
 
% forma de verificar a resposta analítica 
syms s t % define variáveis simbólicas 
 
% Função de transferência 
G=(s+2)/(s^2+3*s+5); 
% Entrada 
R=1/s; 
 
% Resposta Inversa 
pretty(ilaplace(G*R,t)) 
 
 
83 
 
 
 
Exemplo 3: Calcular resposta numérica utilizando o Matlab para uma entrada qualquer 
 
𝐺(𝑠) =
𝑠 + 2
𝑠2 + 3𝑠 + 5
 𝑒 𝑟(𝑡) = 𝑒−3𝑡 
 
clear all % apaga todas as variáveis 
close all % fecha todas as janelas gráficas 
clc % apaga a tela do matlab 
 
% Define a função de transferência G(s) 
G=tf([1 2],[1 3 5]) 
 
% Calcula a resposta ao degrau unitário utilizando a formulação padrão para 
% o vetor de tempo t 
[y1,t]=step(G); 
 
% resposta ao degrau calculada pela transformada inversa, observe que entre 
% a exponencial e os termos oscilantes há .*y2=2/5-2/5*exp(-3/2*t).*(cos(sqrt(11)/2*t)-2/sqrt(11)*sin(sqrt(11)/2*t)); 
 
% gráfico da resposta ao degrau unitário 
figure 
plot(t,y1,'o',t,y2) 
legend('Matlab','Transformada Inversa') 
 
 
clear all % apaga todas as variáveis 
close all % fecha todas as janelas gráficas 
clc % apaga a tela do matlab 
 
% forma de verificar a resposta analítica 
syms s t % define variáveis simbólicas 
 
% Função de transferência 
G=(s+2)/(s^2+3*s+5); 
% Entrada 
R=1/s; 
 
% Resposta Inversa 
pretty(ilaplace(G*R,t)) 
 
 
84 
 
 
3.6 Exercícios Resolvidos 
 
Exercício #1: Manipulação de funções de transferência. Supondo a seguinte equação 
diferencial, 
 
)t(x)t(y7)t(y3)t(y2  
 
 
 Cuja representação em função de transferência 
)s(X
)s(Y
 é dada por, 
 
7s3s2
1
)s(X
)s(Y
2 

 
 
 Sendo que a resposta Y(s) é a transformada de Laplace de y(t). Se fosse necessário obter 
a resposta de 
)t(y
, isso é possível observando que, 
 
)s(Z)s(sY)t(y
)s(Y)t(y



 
 
 Assim, Z(s) é a transformada de Laplace de 
)t(y
. Esta mudança de variável foi feita 
para facilitar a compreensão do problema proposto. Então a nova função de transferência fica, 
 
% Cálculo da transformada inversa para uma entrada qualquer 
 
clear all % apaga todas as variáveis 
close all % fecha todas as janelas gráficas 
clc % apaga a tela do matlab 
 
% Define a função de transferência G(s) 
G = tf([1 2],[1 3 5]) 
 
% Definindo o vetor de tempo 
t = 0:0.05:5; 
 
% Entrada 
r = exp(-3*t); 
 
% Resposta a uma entrada qualquer 
y1=lsim(G,r,t); 
 
% resposta ao degrau calculada pela transformada inversa, observe que entre 
% a exponencial e os termos oscilantes há .* 
y2=-1/5*exp(-3*t)+1/5*exp(-3/2*t).*(cos(sqrt(11)/2*t)+ ... 
 7/sqrt(11)*sin(sqrt(11)/2*t)); 
 
% gráfico da resposta ao degrau unitário 
figure 
plot(t,y1,'o',t,y2) 
legend('Matlab','Transformada Inversa') 
 
85 
7s3s2
s
)s(X
)s(Z
7s3s2
1
)s(X
s
)s(Z
7s3s2
1
)s(X
)s(Y
222 





 
 
 Para demonstrar, será calcula a resposta y(t) e 
)t(y
 para uma entrada degrau unitário. 
Então, para 
)t(y
 representado por Z(s), 
 
16
47
4
3
s
4
47
47
4
2
1
16
47
4
3
s
2
1
2
7
s
2
3
s
2
1
7s3s2
1
s
1
7s3s2
s
)s(Z
22
2
22























 
 
 Cuja transformada inversa é dada por, 
 










t
4
47
sine
47
472
)t(z
t
4
3 
 
 Fazendo para y(t) representado por Y(s), 
 
16
47
4
3
s
4
47
47
4
28
3
16
47
4
3
s
4
3
s
7
1
s
1
7
1
2
7
s
2
3
s
14
3
s
7
1
s
1
7
1
7s3s2
7
3
s
7
2
s
7
1
s
1
7s3s2
1
)s(Y
22
2
22


























 
 
 Cuja transformada inversa é dada por, 
 


























t
4
47
sin
47
473
t
4
47
cose
7
1
7
1
)t(y
t
4
3 
 
 Para verificar, derivando y(t) em relação ao tempo, 
 



























































t
4
47
cos
4
47
47
473
t
4
47
sin
4
47
e
7
1
t
4
47
sin
47
473
t
4
47
cose
4
3
7
1
)t(y
t
4
3
t
4
3

 
 
 
 
86 
 Reagrupando, 
 





































































t
4
47
sine
47
472
t
4
47
sin
47
4714
e
7
1
t
4
47
sin
4
47
47
473
4
3
t
4
47
cos
4
47
47
473
4
3
e
7
1
)t(y
t
4
3
t
4
3
t
4
3

 
 
Exercício #2: Manipulação de funções de transferência. Em muitas aplicações de sistemas de 
controle, é necessário medir um “Critério de Desempenho” que pode ser formado pela junção 
conforme, 
 
Critério de Desempenho c(t) = 
)t(y2)t(y3 
 
 
 Para a seguinte função de transferência, 
 
7s3s2
1
)s(X
)s(Y
2 

 
 
 Neste caso, a solução é dada aplicando a transformada de Laplace no critério de 
desempenho assim, 
 
𝐶(𝑠) = (3𝑠 + 2)𝑌(𝑠) 
 
 Substituindo Y(s) da função de transferência, 
 
𝐶(𝑠) = (3𝑠 + 2)
1
2𝑠2 + 3𝑠 + 7
𝑋(𝑠) 
 
 Voltando para a forma típica de saída sobre entrada, 
 
7s3s2
2s3
7s3s2
2
7s3s2
s3
)s(X
)s(C
222 






 
 
Exercício #3: Função de transferência envolvendo múltiplas equações diferenciais. Supondo o 
sistema de equações que descrevem as equações de movimento da suspensão ativa definido 
abaixo, 
 
 
























































)t(w
)t(u
K1
01
)t(y
)t(y
KKK
KK
)t(y
)t(y
CC
CC
)t(y
)t(y
M0
0M
pn
s
pn
s
n
s
n
s



 
 
 
 
 
 
87 
 Observe que o sistema possui duas entradas definidas por u(t) e w(t). Além disso, o 
desejável será medir os deslocamentos ys(t) e yn(t). Então, serão obtidas quatro funções de 
transferência entre cada entrada e cada saída conforme, 
 
)s(1G
)s(U
)s(Ys

, 
)s(2G
)s(U
)s(Yn

, 
)s(3G
)s(W
)s(Ys

, 
)s(4G
)s(W
)s(Yn

 
 
 As funções de transferência são encontradas através da transformada de Laplace das 
equações diferenciais e de sucessivas manipulações para separar as entradas e saídas 
necessárias. Aplicando transformada de Laplace, 
 
    )s(U)s(YKCs)s(YKCssM ns2s 
 
    )s(U)s(WK)s(YKCs)s(YKKCssM psnp2n 
 
 
 Substituindo Yn(s) na 1ª equação, 
 
      )s(U
KCssM
)s(U)s(WK)s(YKCs
KCs)s(YKCssM
2
n
ps
s
2
s 








 
 
 Rearranjando para encontrar G1(s) e G3(s), 
 
    
 
    
)s(W
KCsKKCssMKCssM
KKCs
)s(U
KCsKKCssMKCssM
KsM
)s(Y
2
p
2
n
2
s
p
2
p
2
n
2
s
p
2
n
s







 
 
 Substituindo Ys(s) na 2ª equação, 
 
      )s(U)s(WK
KCssM
)s(U)s(YKCs
KCs)s(YKKCssM p2
s
n
np
2
n 








 
 
 Rearranjando para encontrar G2(s) e G4(s), 
 
    
 
    
)s(W
KCsKCssMKKCssM
KKCssM
)s(U
KCsKCssMKKCssM
sM
)s(Y
22
sp
2
n
p
2
s
22
sp
2
n
2
s
n







 
 
 Observe que os zeros são diferentes, mas os polos são os mesmos. Isso significa que não 
importa o número de entradas ou saídas, os polos serão os mesmos desde que não ocorracancelamento entre polos e zeros. 
 
 
88 
3.7 Exercícios Propostos 
 
1. Para a equação diferencial abaixo. 
 
)t(u47)t(u20)t(y87)t(y99)t(y15)t(y3  
 
 
a. Determinar a Função de Transferência Y(s)/U(s); 
b. Utilizando a Função de Transferência, calcular: 
i. Resposta y(t) à entrada degrau unitário u(t); 
ii. Resposta y(t) à entrada 
t3e2)t(u 
; 
iii. Resposta y(t) à entrada 
 t3sin2)t(u 
; 
iv. Resposta y(t) à entrada 
  t3sine21)t(u t3
; 
c. Para a letra b, aplicar o teorema do valor final e encontrar 
)t(ylim
t 
. 
 
 Neste exercício, observar: 
 Letra b) parte da resposta é a mesma para todas as entradas; 
 Letra c) o teorema do valor final gera resultado numérico para todas as 
entradas, mas não existe para a parte iii. Qual a explicação? 
 
2. Para a Função de Transferência abaixo. 
 
6s5s
1s
)s(G
)s(Y
)s(X
2 


 
 
a. Calcular a resposta x(t) para uma entrada y(t) degrau 2; 
b. Calcular a resposta x(t) às seguintes condições iniciais 
1)0(x 
, x(0) = 2, y(0) = 
0.5, com entrada nula, y(t) = 0. 
c. Calcular a resposta às seguintes condições iniciais 
1)0(x 
, x(0) = 2, y(0) = 0.5, 
e uma entrada y(t) = 2. 
 
3. Para a equação abaixo, calcular a resposta y(t) à uma entrada x(t) degrau unitário. 
 
)t(u5)t(u)t(y20)t(y34)t(y18)t(y5)t(y 
 
 
4. Para a Função de Transferência abaixo, calcular a resposta c(t) a uma entrada r(t) impulso 
unitário. 
6s3s2
1ss
)s(H
)s(R
)s(C
2
2



 
 
5. Para a Função de Transferência abaixo, calcular a resposta z(t) para uma entrada 
t2e)t(v 
; 
3 2
Z(s) s-1
=F(s)=
V(s) s +3s +3s+1
 
 
6. Para a equação diferencial abaixo, 
 
89 
 
)t(u47)t(u20)t(y87)t(y99)t(y15)t(y3  
 
 
a. Encontrar a função de transferência para medir a resposta 
)t(y)t(y3 
; 
b. Calcular a resposta acima para uma entrada degrau unitário; 
 
7. Para a equação diferencial abaixo, calcular a resposta 
)t(y
 para uma entrada z(t) impulso 
unitário. Cuidado com o cancelamento entre polos e zeros, 
 
)t(z3)t(z)t(y30)t(y16)t(y5)t(y  
 
 
 
90 
3.8 Respostas 
 
1. 
a) 2
3 2
Y(s) 20s +47
G(s)= =
U(s) 3s +15s +99s+87
 
b) 
 i. y(t) =
721
2262
e−2t (cos(5t) +
14579
3605
sen(5t)) −
67
78
e−t +
47
87
. 
 ii. y(t) =
67
78
e−t −
227
78
e−3t +
80
39
e−2t (cos(5t) +
373
400
sen(5t)). 
 iii. y(t) =
399
340
cos(3t) +
67
130
e−t +
133
510
sen(3t) −
1493
884
e−2t (cos(5t) +
3222
7465
sen(5t)). 
 iv. y(t) =
1866
4225
e−3t (cos(3t) −
23432
2799
sen(3t)) −
469
1014
e−t −
381809
735150
e−2t (cos(5t) −
2585149
381809
sen(5t)) +
47
87
. 
 
c) 
 i. lim
𝑡→∞
𝑦(𝑡) = 
47
87
. 
 ii. lim
𝑡→∞
𝑦(𝑡) = 0 . 
 iii. lim
𝑡→∞
𝑦(𝑡) = 0 (porém, lim
𝑡→∞
𝑦(𝑡) não existe). 
 iv. lim
𝑡→∞
𝑦(𝑡) = 
47
87
. 
 
2. 
a) Resposta a entrada degrau 2: 
  2t 3t
1 4
x t e e
3 3
   
 
b) Resposta para as condições iniciais especificadas: 
  2t 3t
9 5
x t e e
2 2
  
 
c) Resposta para as condições iniciais especificadas: 
  2t 3t
1 11 23
x t e e
3 2 6
   
 
 
3. Resposta ao degrau unitário: 
      2t t t9 2 1 1y t e e e cos 3t 2sen 3t
20 3 30 4
      
 
 
4. Resposta ao impulso unitário:
   
3
t
4
1 1 39 39 39
c t δ t e cos t sen t
2 4 4 3 4
     
      
    
    
 
 
5. Resposta a entrada: 
(-2t) (-2t) (-t) (-t) 2 (-t)v(t)=e :z(t)=3e -3e +3te -t e
 
 
6. a) Função de transferência:  
 
4
3 2
Z s 60s 161s 47
3s 15s 99s 87U s
 

  
 
 
 
 
91 
 b) Resposta ao degrau unitário: 
       t 2t
47 9 114494 4307
z t 20δ t e e cos 5t sen 5t
87 13 1131 6026
        
 
 
 
7. Resposta ao impulse unitário: ẏ(t) = e−t (cos(3t) −
1
3
sen(3t)). 
 
 
92 
4 Diagrama de Blocos 
 
 Diagrama de blocos é uma forma de acoplar as funções de transferência de maneira 
satisfatória, facilitando a interpretação do sistema de controle. Além disso, a visualização das 
interações entre os sistemas torna-se mais fácil. 
 
 Partindo de uma função de transferência definida por, 
 
)s(R)s(G)s(C)s(G
)s(R
)s(C

 
 
Onde G(s) é a Função de transferência, R(s) é a entrada e C(s) é a saída. Na representação em 
diagrama de blocos a entrada e a saída são representadas por linhas enquanto as funções de 
transferência são representadas por blocos, então, 
 
 
Figura 4-1: Representação de uma função de transferência em diagrama de blocos 
 
 O objetivo será sempre encontrar uma forma geral para os blocos, chamada de Função 
de Transferência em Malha Fechada, com apenas um numerador e um denominador que 
represente todo o diagrama de blocos. Portanto, passar de representação em blocos para função 
de transferência. 
 
 Na representação em Diagrama de Blocos, o fluxo dos sinais é dado pela direção das 
setas que representam os sinais, e os blocos representam as funções de transferência. Para 
encontrar a solução, devem-se obedecer as seguintes regras básicas, 
 
 Iniciar em sinais e terminar em sinais; 
 Todo o diagrama deve ser representado. 
 
4.1 Representações básicas 
 
 As representações básicas são as formações mais fáceis e simples de serem encontradas; 
são representadas por sistemas em série, sistemas em paralelo e sistemas em realimentação. 
Deve ser observado que a diferença entre um sistema em paralelo e em realimentação é a 
direção das setas. 
 
 Em geral, o fluxo, representado por setas, vai da esquerda para a direita. Os paralelos 
são posicionados em cima e as realimentações em baixo, mas pode haver variações com o 
objetivo de evitar o cruzamento de linhas. 
 
 Para resolver as equações, devem-se aplicar as seguintes regras práticas, 
 
 As equações devem acompanhar o fluxo ou sentido das linhas ou setas, que são os sinais; 
 
93 
 Deve-se sempre iniciar em sinais e terminar em sinais, portanto, deve-se sempre iniciar em 
linhas e terminar em linhas passando ou não por blocos, que são as funções de transferência; 
 
4.1.1 Sistemas em Série 
 
São caracterizados por a saída de um bloco ser a entrada do próximo. Supondo, 
 
)s(G
)s(X
)s(U

 e 
)s(H
)s(U
)s(C

 
 
 Assim, 
C(s) = H(s)U(s) como U(s) = G(s)X(s) 
 
 Então, 
C(s) = H(s)G(s)X(s) → 
)s(H)s(G
)s(X
)s(C

 
 
 → 
Figura 4-2: Blocos em Série 
 
4.1.2 Sistemas em Paralelo 
 
São caracterizados por a entrada ser a mesma para os blocos. Observe que a soma pode ser 
negativa para qualquer um dos blocos. Supondo, 
 
)s(G
)s(X
)s(U1 
 e 
)s(H
)s(X
)s(U2 
 e C(s) = U1(s) + U2(s) 
 
 Então, 
C(s) = G(s)X(s) + H(s)X(s) = [G(s) + H(s)]X(s) → 
)s(H)s(G
)s(X
)s(C

 
 
 
 → 
Figura 4-3: Blocos em Paralelo 
 
94 
4.1.3 Sistemas em Realimentação 
 
 Neste caso, ocorre um laço: a saída é somada com a entrada para formar o laço, 
alimentando o bloco. Na figura abaixo a realimentação é unitária, representada apenas por uma 
linha. A origem do nome “Malha Fechada” vem da presença do laço de realimentação. 
 
 Para resolver o sistema em realimentação, proceder da seguinte forma, 
 
 C(s) = G(s)E(s) (I) 
 E(s) = R(s) – C(s) (II) 
 Substituindo (II) em (I), 
 
C(s) = G(s)[R(s) – C(s)] → [1 + G(s)]C(s)= G(s)R(s) → 
)s(G1
)s(G
)s(R
)s(C


 
 
 
Figura 4-4: Blocos em Realimentação 
 
4.1.4 Exemplos 
 
Exemplo 1: Sistema de controle com realimentação utilizando sensor de erro. Encontrar 
C(s)/R(s). 
 
 
Figura 4-5: Blocos exemplo 01 
 
 Supondo o diagrama de blocos acima, tem-se que, 
 
 C(s) = G(s)M(s)E(s) (I) 
 E(s) = R(s) – H(s)C(s) (II) 
 
 Substituindo (II) em (I), 
 
 C(s) = M(s)G(s)[R(s) – H(s)C(s)] 
 [1 + M(s)G(s)H(s)] = M(s)G(s)R(s) → 
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C


 
 
 
 
95 
Exemplo 2: Encontrar C(s)/R(s) 
 
Figura 4-6: Blocos exemplo 02 
 
 Supondo o diagrama de blocos acima, tem-se que, 
 
 C(s) = F(s)X(s) + U(s) (I) 
 U(s) = G(s)X(s) (II) 
 X(s) = M(s)E(s) (III) 
 E(s) = R(s) – H(s)U(s) (IV) 
 
 Substituindo (III) e (II) em (I), 
 
 C(s) = F(s)M(s)E(s) + G(s)M(s)E(s) 
 C(s) = M(s)[F(s) + G(s)]E(s) (V) 
 
 Substituindo (III) e (II) em (IV), 
 
 E(s) = R(s) – H(s)G(s)X(s) = R(s) – H(s)G(s)M(s)E(s) 
 [1 + H(s)G(s)M(s)]E(s) = R(s) → 
)s(H)s(G)s(M1
)s(R
)s(E


 (VI) 
 
 Substituindo (VI) em (V), 
 
 
)s(H)s(G)s(M1
)s(F)s(G)s(M
)s(R
)s(C



 
 
 As equações para resolver o diagrama de blocos dependem do conhecimento da solução 
do diagrama, pois apenas são necessárias as equações (V) e (VI). 
 
4.2 Álgebra de blocos 
 
 A álgebra de blocos é uma forma alternativa de solução e é baseada nas soluções através 
das equações. 
 
 
 
96 
4.2.1 Sistemas em Paralelo 
 
 Considerando o sistema abaixo, observe que, 
 
C(s) = [F(s) + G(s)]M(s)E(s) 
 
 
Figura 4-7: Álgebra de Blocos – Paralelo original 
 
 Para o sistema abaixo, 
 






 )s(E)s(M)s(G1
)s(G
)s(F
)s(C
 = [F(s) + G(s)]M(s)E(s) 
 
 
Figura 4-8: Álgebra de Blocos – Paralelo avanço 
 
 Para o sistema abaixo, 
 
C(s) = F(s)M(s)E(s) + G(s)M(s)E(s) = = [F(s) + G(s)]M(s)E(s) 
 
 
Figura 4-9: Álgebra de Blocos – Paralelo recuo 
 
 Portanto, todas as representações são iguais. 
 
4.2.2 Sistemas em Realimentação 
 
 Considerando o sistema abaixo, observe que, 
 
 
97 
)s(E
)s(F)s(M1
)s(G)s(M
)s(E
)s(F)s(M1
)s(M
)s(G)s(C









 
 
 
Figura 4-10: Álgebra de Blocos – Realimentação original 
 
 Considerando o sistema abaixo, 
 
)s(R
)s(F)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(G
)s(F
)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(C




 
 
 
Figura 4-11: Álgebra de Blocos – Realimentação avanço 
 
 Considerando o sistema abaixo, 
 
)s(R
)s(F)s(M1
)s(G)s(M
)s(R)s(G)s(M
)s(F)s(M1
1
)s(C




 
 
 
Figura 4-12: Álgebra de Blocos – Realimentação recuo 
 
 Portanto, todas as representações são iguais. 
 
4.2.3 Sistemas em Somatório 
 
 Considerando o sistema abaixo, observe que, 
 
)s(F)s(M1
)s(M)s(G
)s(R
)s(C


 
 
98 
 
 
Figura 4-13: Álgebra de Blocos – Sistema em somatório 
 
 Considerando o sistema abaixo, 
 
)s(F)s(M1
)s(M)s(G
)s(G
)s(F
)s(M)s(G1
)s(M)s(G
)s(R
)s(C




 
 
 
Figura 4-14: Álgebra de Blocos – Sistema em somatório - Entrada 
 
 Considerando o sistema abaixo, 
 
)s(F)s(M1
)s(M)s(G
)s(F)s(M1
1
)s(M)s(G
)s(R
)s(C




 
 
 
Figura 4-15: Álgebra de Blocos – Sistema em somatório – Saída 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
4.2.4 Resumo 
 
Tabela de Álgebra de Blocos: 
 
Mudança Sistema Original Sistema Equivalente 
Sistema em 
Série 
Sistema em 
Paralelo 
 
 
 
Sistema com 
Realimentação 
Negativa 
 
 
Deslocamento 
de ponto de 
soma para 
frente 
 
Deslocamento 
de ponto de 
soma para trás 
 
Deslocamento 
entre pontos de 
soma 
 
Deslocamento 
de ponto de 
realimentação 
para trás 
 
Deslocamento 
de ponto de 
realimentação 
para frente 
 
 
100 
4.2.5 Exemplo de solução 
 
 
Figura 4-16: Blocos exemplo 03 - Original 
 
 Resolvendo aplicando “Paralelo Avanço” na entrada de F(s). 
 
 
Figura 4-17: Blocos exemplo 03 – Movendo Paralelo – Etapa 1 
 
 Agora, observa-se que a realimentação e o paralelo estão separados, então, 
 
 
Figura 4-18: Blocos exemplo 03 – Movendo Paralelo – Etapa 2 
 
 Desta forma, 
 
 
)s(H)s(G)s(M1
)s(F)s(G)s(M
)s(G
)s(G)s(F
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C






 
 
 Agora, resolvendo através da “Realimentação Recuo”, 
 
 
101 
 
Figura 4-19: Blocos exemplo 03 – Movendo Realimentação – Etapa 1 
 
 
Figura 4-20: Blocos exemplo 03 – Movendo Realimentação – Etapa 2 
 
 Desta forma, 
 
   
)s(H)s(G)s(M1
)s(F)s(G)s(M
)s(G)s(F
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C





 
 
4.3 Exemplos Resolvidos 
 
Exemplo 1: Simplificar o diagrama abaixo. 
 
 
Figura 4-21: Etapa inicial 
 
 Solução por equações, a solução a seguir depende da capacidade de cada um em resolver 
este tipo de problema, as equações abaixo são sugeridas para demonstrar as possibilidades não 
significando que seja a forma mais fácil de resolver, 
 
 C(s) = G2G3X(s) (I) 
 X(s) = G1E(s) – H2C(s) (II) 
 E(s) = R(s) – C(s) + H1G2X(s) (III) 
 
102 
 Substituindo (II) em (I) para eliminar X(s), 
 
 C(s) = G2G3[G1E(s) – H2C(s)] 
 [1 + H2G2G3]C(s) = G1G2G3E(s) (IV) 
 
 Substituindo (II) em (III) para eliminar X(s), 
 
 E(s) = R(s) – C(s) + H1G2[G1E(s) – H2C(s)] 
 [1 – H1G1G2]E(s) = R(s) – [1 + H1H2G2]C(s) (V) 
 
 Substituindo (V) em (IV) para eliminar E(s), 
 
   









211
221
321322
GGH1
)s(CGHH1)s(R
GGG)s(CGGH1
 
 
 Rearranjando, 
 
      )s(RGGG)s(CGHH1GGGGGH1GGH1 321221321211322 
 
 
 Chegando a, 
 
321322211
321
GGGGGHGGH1
GGG
)s(R
)s(C


 
 
 Solução por álgebra de blocos, assim como mencionado acima, esta solução não é única 
de pode ser feita de diversas formas. 
 
 
Figura 4-22: Etapa inicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 Movendo H2(s) para fora de G1(s), 
 
 
Figura 4-23: Etapa 1 
 
 Resolvendo a realimentação, 
 
 
Figura 4-24: Etapa 2 
 
 Multiplicando por G3(s) e resolvendo a realimentação, 
 
 
Figura 4-25: Etapa 3 
 
 Simplificando e resolvendo a última realimentação, 
 
 
Figura 4-26: Etapa 4 
 
 
 
 
 
 
104 
 Resultando em, 
 
321322211
321
322211
321
322211
321
GGGGGHGGH1
GGG
GGHGGH1
GGG
1
GGHGGH1
GGG
)s(R
)s(C





 
 
Exemplo 2: Simplificar o diagrama abaixo. 
 
 
Figura 4-27: Blocos do exemplo 2 
 
Solução por equações: 
 
 
Figura 4-28: Etapa inicial 
 
 
Um possível sistema de equações para resolver o diagrama de blocos anterior é: 
 
C(s) = P(s)G(s)U(s) – B(s)U(s) (I) 
U(s) = E(s)D(s) + U(s)P(s)G(s)H(s) (II) 
E(s) = R(s) – U(s)P(s)M(s) (III) 
 
Substituindo (III) em (II), 
 
U(s) = [R(s) – U(s)P(s)M(s)]D(s) + U(s)P(s)G(s)H(s) 
U(s) = R(s)D(s) – U(s)P(s)M(s)D(s) + U(s)P(s)G(s)H(s) 
 
105 
U(s)[1 + P(s)M(s)D(s) – P(s)G(s)H(s)] = R(s)D(s) 
R(s)D(s)
U(s)=
1+P(s)M(s)D(s)-P(s)G(s)H(s)
 (IV) 
 
Substituindo (IV) em (I), 
 
P(s)G(s)D(s)R(s) B(s)D(s)R(s)
C(s)= -
1+P(s)M(s)D(s)-P(s)G(s)H(s) 1+P(s)D(s)-P(s)G(s)H(s)P(s)G(s)D(s) B(s)D(s)
C(s)=R(s) -
1+P(s)M(s)D(s)-P(s)G(s)H(s) 1+P(s)D(s)-P(s)G(s)H(s)
 
 
 
 
 
D(s) P(s)G(s)-B(s)
C(s)=R(s)
1+P(s)M(s)D(s)-P(s)G(s)H(s)
    
 
  
 
 
Portanto, 
 
D(s) P(s)G(s)-B(s)C(s)
=
R(s) 1+P(s)M(s)D(s)-P(s)G(s)H(s)
  
 
 
Solução por álgebra de blocos, como dito anteriormente, pode ser feita de maneiras variadas. A 
seguir tem-se uma dessas muitas formas. 
 
 
 
Figura 4-29: Blocos do exemplo 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
Movendo H(s) para fora de D(s), 
 
 
Figura 4-30: Etapa 1 
 
Avançando M(s) para direita de G(s), 
 
 
Figura 4-31: Etapa 2 
 
Avançando B(s), 
 
 
Figura 4-32: Etapa3 
 
 
 
 
 
107 
Simplificando o primeiro somatório, 
 
 
Figura 4-33: Etapa 4 
 
Resolvendo a realimentação e o paralelo, 
 
 
Figura 4-34: Etapa 5 
 
Simplificando, 
 
D(s)P(s)G(s) P(s)G(s)-B(s)C(s)
=
R(s) 1-P(s)G(s)H(s)+P(s)M(s)D(s) P(s)G(s)
  
  
 
 
Portanto, 
 
D(s) P(s)G(s)-B(s)C(s)
=
R(s) 1-P(s)G(s)H(s)+P(s)M(s)D(s)
  
 
 
 
Exemplo 3: Encontrar a função de transferência C(s)/R(s) do diagrama abaixo. 
 
108 
 
 
Figura 4-35: Blocos do exemplo 3 
 
O diagrama de blocos apresentado é mais facilmente resolvido através da álgebra de blocos. 
Simplificando os paralelos, 
 
 
Figura 4-36: Etapa 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
109 
Avançado o paralelo, 
 
 
Figura 4-37: Etapa 2 
 
Resolvendo o paralelo, 
 
 
Figura 4-38: Etapa 3 
Resolvendo a realimentação unitária da direita, 
 
 
 
Figura 4-39: Etapa 4 
 
 
 
 
 
 
 
110 
Movendo a realimentação G1(s) para a direita, 
 
 
 
Figura 4-40: Etapa 5 
 
Simplificando as realimentações, 
 
 
Figura 4-41: Etapa 6 
 
Portanto, 
 
C(s) G5(s)G6(s)[G2(s)+G3(s)]+G6(s)[G3(s)+G4(s)]
=
R(s) 1+G6(s)+[G1(s)+G1(s)G6(s)+G5(s)G6(s)G7(s)][G2(s)+G3(s)]+G6(s)G7(s)[G3(s)+G4(s)]
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
111 
Exemplo 4: Simplificar o diagrama a seguir, 
 
 
 
Figura 4-42:Blocos do exemplo 4 
 
Solução por equações, 
 
 
 
Figura 4-43: Etapa Inicial 
 
Sistema de equações, 
 
E(s) = R(s) – C(s)H(s) (I) 
U(s) = E(s)G1(s) – C(s)G4(s) (II) 
C(s) = E(s)G1(s)+U(s)G2(s) (III) 
 
Substituindo (I) em (II), 
 
U(s) = G1(s)[R(s)-C(s)H(s)] - C(s)G4(s) (IV) 
 
Substituindo (IV) e (I) em (III) 
 
 
112 
C(s) = [R(s) - C(s)H(s)]G3(s) + G2(s){G1(s)[R(s) – C(s)H(s)] – C(s)G4(s)} 
C(s) = R(s)G3(s) – C(s)H(s)G3(s) + G2(s)G1(s)R(s) – G1(s)G2(s)C(s)H(s) – G2(s)G4(s)C(s) 
C(s)[1 + H(s)G3(s) + G1(s)G2(s)H(s) + G2(s)G4(s)] = R(s)[G3(s) + G1(s)G2(s)] 
 
Portanto, 
 
C(s) G1(s)G2(s)+G3(s)
=
R(s) 1+H(s)[G1(s)G2(s)+G3(s)]+G2(s)G4(s)
 
 
Exemplo 5: Simplificar o diagrama abaixo, 
 
 
Figura 4-44: Blocos do exemplo 5 
 
 
Solução por álgebra de blocos: simplificando o paralelo, 
 
 
 
 
Figura 4-45: Etapa 1 
 
 
 
 
 
 
113 
Avançando o paralelo, 
 
 
 
Figura 4-46: Etapa 2 
 
Simplificando o paralelo, 
 
 
 
 
Figura 4-47: Etapa 3 
 
Resolvendo a realimentação da direita, 
 
 
 
Figura 4-48: Etapa 4 
 
 
 
 
 
 
114 
Deslocando a realimentação G1(s), 
 
 
 
Figura 4-49: Etapa 5 
 
Simplificando as realimentações, 
 
 
 
 
Figura 4-50: Etapa 7 
 
Portanto, 
 
C(s) G5(s)G6(s)[G2(s)+G3(s)]+G4(s)G6(s)
=
R(s) [1+G1(s)G2(s)+G1(s)G3(s)][1+G6(s)]+G6(s)G7(s)[G4(s)+G2(s)G5(s)+G3(s)G5(s)]
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
115 
Exemplo 6: Encontrar a função de transferência C(s)/R(s) do seguinte diagrama de blocos, 
 
 
 
Figura 4-51: Blocos do exemplo 6 
 
Solução por equações, 
 
 
 
Figura 4-52: Etapa Inicial 
 
Sistema de equações, 
 
C(s) = E(s)G1(s)G5(s) (I) 
E(s) = R(s) – U(s) – C(s)G8(s) (II) 
U(s) = E(s)G1(s)G2(s) + X(s)G3(s) (III) 
X(s) = E(s)G1(s)G5(s)G6(s)G7(s) + E(s)G1(s)G5(s)G4(s) (IV) 
 
Substituindo (IV) em (III), 
 
U(s) = E(s)G1(s)G2(s) + E{G1(s)G3(s)G5(s)[G6(s)G7(s) + G4(s)]} 
U(s) = E(s){G1(s)G2(s) + G1(s)G3(s)G5(s)[G6(s)G7(s) + G4(s)]} (V) 
 
 
116 
Substituindo (V) em (II), 
 
E(s) = R(s) – E(s){G1(s)G2(s) + G1(s)G3(s)G5(s)[G6(s)G7(s) + G4(s)]} – C(s)G8(s) 
R(s)-C(s)G8(s)
E(s)=
1+G1(s)G2(s)+G1(s)G3(s)G5(s)[G6(s)G7(s)+G4(s)]
 (VI) 
 
Substituindo (VI) em (I), 
 
G1(s)G5(s)R(s)-C(s)G1(s)G5(s)G8(s)
C(s)=
1+G1(s)G2(s)+G1(s)G3(s)G5(s)[G6(s)G7(s)+G4(s)]
 
 
Portanto, 
 
C(s) G1(s)G5(s)
=
R(s) 1+G1(s)G5(s)G8(s)+G1(s)G2(s)+G1(s)G3(s)G5(s)[G6(s)G7(s)+G4(s)]
 
 
 
Exemplo 7: Encontrar a função de transferência C(s)/R(s) para o diagrama de blocos seguinte, 
 
 
 
Figura 4-53: Blocos do exemplo 7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
Solução por álgebra de blocos: deslocando as realimentações, 
 
 
Figura 4-54: Etapa 1 
 
Simplificando a realimentação, 
 
 
 
Figura 4-55: Etapa 2 
 
Portanto, 
 
 
C(s) G1(s)G2(s)G3(s)
=
R(s) 1+G1(s)G2(s)G3(s)+H1(s)G1(s)+H2(s)G2(s)+H3(s)G1(s)G2(s)+H4(s)G2(s)G3(s)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
118 
 
 
Exemplo 8: Simplificar o diagrama de blocos a seguir, 
 
 
 
Figura 4-56: Blocos do exemplo 8 
 
Solução por equações, 
 
 
 
Figura 4-57: Etapa Inicial 
 
Sistema de equações, 
 
C(s) = T(s)G7(s) (I) 
T(s) = X(s) – C(s)G6(s) (II) 
X(s) = U(s)[G3(s)+G4(s)] (III) 
U(s) = E(s)G1(s) + C(s)G8(s) (IV) 
E(s) = R(s) – Y(s) (V) 
Y(s) = U(s)G2(s) + T(s)G5(s) (VI) 
 
Substituindo (VI) em (V), 
 
E(s) = R(s) – U(s)G2(s) – T(s)G5(s) (VII) 
 
Substituindo (VII) em (IV), 
 
119 
 
U(s) = R(s)G1(s) – U(s)G1(s)G2(s) – T(s)G1(s)G5(s) + C(s)G8(s) 
R(s)G1(s)-T(s)G1(s)G5(s)+C(s)G8(s)
U(s)=
1+G1(s)G2(s)
 (VIII) 
Substituindo (VIII) em (III), 
 
R(s)G1(s)-T(s)G1(s)G5(s)+C(s)G8(s)
X(s)= G3(s)+G4(s)
1+G1(s)G2(s)
 
    
 
 (IX) 
 
Substituindo (IX) em (II), 
 
R(s)G1(s)-T(s)G1(s)G5(s)+C(s)G8(s)
X(s)= G3(s)+G4(s) -C(s)G8(s)
1+G1(s)G2(s)
 
    
 
 
 R(s)G1(s) G3(s)+G4(s) +C(s) G8(s) G3(s)+G4(s) -G6(s) 1+G1(s)G2(s)
T(s)=
1+G1(s)G2(s)+G1(s)G5(s) G3(s)+G4(s)
          
  
 (X) 
 
Substituindo (X) em (I), 
 1+G1(s)G2(s) 1+G6(s)G7(s) + G1(s)G5(s)-G7(s)G8(s) G3(s)+G4(s)
C(s)
1+G1(s)G2(s)+G1(s)G5(s) G3(s)+G4(s)
R(s)G1(s)G7(s) G3(s)+G4(s)
=
1+G1(s)G2(s)+G1(s)G5(s) G3(s)+G4(s)
                
 
    
  
  
 
 
Portanto, 
 
G1(s)G7(s) G3(s)+G4(s)C(s)
=
R(s) 1+G1(s)G2(s) 1+G6(s)G7(s) + G1(s)G5(s)-G7(s)G8(s) G3(s)+G4(s)
  
              
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
120 
4.4 Exercícios Propostos 
 
1. Simplifique o diagrama de blocos da figura abaixo. 
 
 
 
2. Simplifique o diagrama de blocos da figura abaixo. Obtenha a função de transferência 
relacionando C(s) e R(s). 
 
 
 
3. Simplifique o diagrama de blocos da figura abaixo e, então, obtenha a função de transferência 
demalha fechada C(s)/R(s). 
 
 
 
4. Obtenha as funções de transferência C(s)/R(s) e C(s)/D(s) do sistema indicado na figura 
abaixo. 
 
 
121 
 
 
5. A figura abaixo mostra um sistema com duas entradas e duas saídas. Determine C1(s)/R1(s), 
C1(s)/R2(s), C2(s)/R1(s) e C2(s)/R2(s). (Ao determinar as saídas correspondentes a R1(s), 
considere R2(s) = 0 e vice-versa.) 
 
 
 
6. Simplifique o diagrama de blocos mostrado na figura abaixo e obtenha a função de 
transferência de malha fechada C(s)/R(s). 
 
 
 
122 
 
7. Simplifique o diagrama de blocos exposto na figura abaixo e obtenha a função de 
transferência de malha fechada C(s)/R(s). 
 
 
 
8. Simplifique o diagrama de blocos mostrado na figura abaixo e obtenha a função de 
transferência de malha fechada C(s)/R(s). 
 
 
 
 
9. A figura abaixo mostra um sistema de malha fechada com uma entrada de referência e um 
distúrbio de entrada. Obtenha a expressão para a saída C(s) quando tanto as entradas de 
referência como a de distúrbio estiverem presentes. 
 
 
123 
 
 
10. Obtenha as funções de transferência C(s)/R(s) e C(s)/D(s) do sistema apresentado na figura 
abaixo. 
 
 
 
 
124 
4.5 Respostas 
 
1. 
C(s)
R(s)
=
H1+G
1+GH2
. 
 
2. 
C(s)
R(s)
= G1G2 + G2 + 1. 
 
3. 
C(s)
R(s)
=
G1G2G3G4
(1+G1G2H1)(1+G3G4H2)−G2G3H3
. 
 
4. 
C(s)
R(s)
= (1 +
Gf
Gc
) (
G1GcGp
1+G1GcGpH(1+
D(s)
U(s)G1
)
) +
D(s)Gp
R(s)
; 
 
C(s)
D(s)
= (1 +
Gf
Gc
) (
G1GcGp
1+G1GcGpH(1+
D(s)
U(s)G1
)
)
R(s)
D(s)
+ Gp. 
 
5. 
C1(s)
R1(s)
=
G1
1−G1G2G3G4
; 
 
C1(s)
R2(s)
=
G1G3G4
G1G2G3G4−1
; 
 
C2(s)
R1(s)
=
G1G2G4
G1G2G3G4−1
; 
 
C2(s)
R2(s)
=
G4
1−G1G2G3G4
. 
 
6. 
C(s)
R(s)
=
G1+G2
1+(G1+G2)(G3−G4)
. 
 
7. 
C(s)
R(s)
=
(1+G1)G2
1+(H1−H2)G2
. 
 
8. 
C(s)
R(s)
=
G1G3(G2+H1)
1+G2H2+G3(G2+H1)(H3+G1)
. 
 
9. C(s) =
GcGp
1+GcGp
R(s) +
D(s)
1+GcGp
. 
 
10. 
C(s)
R(s)
=
G2G3
1+G1G2H1+GcG1G2G3H2
(GcG1 +
D(s)
R(s)
); 
C(s)
D(s)
=
G2G3
1+G1G2H1+GcG1G2G3H2
(
GcG1R(s)
D(s)
+ 1). 
 
 
 
 
125 
5 Resposta de Sistemas LTI 
 
5.1 Resposta Transitória e Resposta em Regime Permanente 
 
 Supondo o seguinte sistema, 
 
25ss
25
)s(U
)s(Y
)s(G
2 

 
 
 Resposta y(t) ao degrau unitário u(t), 
 


























t
2
113
sin
33
11
t
2
113
cose1)t(y 2
t 
 
 Com tempo tendendo ao infinito, 
1)t(ylim
t


. Utilizando o teorema do valor final, 
 
1
25
25
s
1
25ss
25
slim)s(U)s(sGlim)s(sYlim)t(ylim
20s0s0st




 
 
 Neste caso, observa-se que uma parte da resposta permanece e uma parte da resposta 
desaparece com o tempo. A parte que desaparece com o tempo é chamada de Resposta 
Transitória e a parte que permanece de Resposta em Regime Permanente ou Resposta 
Estacionária. 
 
 A resposta em regime permanente não precisa ser constante com o tempo. Por exemplo, 
calculando a resposta y(t) para uma entrada u(t) = sen(15t), 
 
   


























t
2
113
sin11401t
2
113
cos33e
17699
5
t15cos
1609
15
t15sin
1609
200
)t(y 2
t 
 
 Com o passar do tempo a exponencial negativa elimina parte da resposta, sobrando 
apenas a parte referente à entrada. As respostas são apresentadas na figura abaixo. 
 
 
126 
 
Figura 5-1: Exemplos de respostas Transitória e Permanente 
 
Curiosidade: Pegando a Função de transferência e fazendo s = j15, 
 
     
 
   1609
15j200
40225
375j5000
15j20015j200
15j20025
20015j
25
2515j225
25
2515j15j
25
)15j(G
2













 
 
5.1.1 Valor Final 
 
 O valor final é obtido através do teorema do valor final, 
 
)s(sClim)t(clim
0st 

 se 
)t(clim
t 
 existir 
 
Onde c(t) representa a resposta do sistema. 
 
 O valor final está relacionado ao valor final na forma de uma constante. Resposta em 
regime permanente ou resposta estacionária está associada à conduta do sistema quando o 
tempo tender ao infinito. 
 
5.1.2 Erro de regime estacionário 
 
 Erro de regime estacionário ou erro de regime permanente é definido pela diferença 
entre a entrada aplicada e o valor final. Supondo que a resposta seja c(t) e a entrada r(t), então, 
 
      )s(R)s(G1slim)s(R
)s(R
)s(C
1slim)s(C)s(Rslim)t(c)t(rlim
0s0s0st








 
 
Onde G(s) é função de transferência que correlaciona a entrada R(s) com a saída C(s). 
 
 
127 
5.2 Resposta de sistemas de 1ª ordem 
 
 Representação padrão da função de transferência de sistemas de 1ª ordem, 
 
se
1s
K
)s(H 


 
 
Onde K é o ganho 
 τ é a Constante de Tempo 
 θ é o atraso de transporte 
 
 A Constante de Tempo e o ganho podem ser observados utilizando a resposta ao degrau 
unitário assumindo que o atraso de transporte é zero. Então, 
 





















1s
1
s
1
K
1ss
1
K
s
1
1s
K
)s(C
 
 
 Assim, a transformada inversa de Laplace fica, 
 








 

t
e1K)t(c
 para t ≥ 0 
 
 Fazendo o tempo t igual à constante de tempo, isto é, calculando a resposta de c(τ), 
 
  632,0Ke1Ke1K)(c 1 






 

 
 
 Isto significa que a constante de tempo pode ser definida para um sistema sem atraso de 
transporte como o tempo necessário para que a resposta do sistema alcance 63,2% da resposta 
em regime permanente ou regime estacionário. Observe que para este caso a resposta em regime 
permanente é o valor final dado por K. 
 
 Quanto menor a constante de tempo, mais rápido o sistema responde. Outra 
característica importante da curva de resposta de um sistema de 1ª ordem padrão é que a 
inclinação da linha tangente em t = 0 é 1/τ, uma vez que, 
 








K
e
K
)t(c
dt
d
0t
t
0t
 
 
 Além disso, para a resposta ao degrau sem atraso de transporte, quando, 
 
 t = 1τ c(1τ) = 63,2% 
 t = 2τ c(2τ) = 86,5% 
 t = 3τ c(3τ) = 95,0% 
Samuel
Destacar
Samuel
Destacar
 
128 
 t = 4τ c(4τ) = 98,2% 
 t = 5τ c(5τ) = 99,3% 
 
 
Figura 5-2: Resposta de um sistema de 1ª ordem padrão para uma entrada degrau unitário 
 
 Resposta à rampa unitária da função de transferência de 1ª ordem padrão sem atraso de 
transporte e assumindo K = 1, 
 













1sss
1
1sss
1
s
1
1s
1
)s(C
2
2
22
 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace, 
 



t
et)t(c
 para t ≥ 0 
 
 Verificando a diferença entre a entrada rampa unitária e a resposta c(t), 
 








 



tt
e1ett)t(c)t(r)t(e
 
 
 Erro de regime estacionário ou erro de regime permanente é calculado como, 
 
  






 


t
ttt
e1lim)t(c)t(rlim)t(elim
 
 
0 T 2T 3T 4T 5T
63,2% de K
K
Inclinação 1/T
63,2% 86,5% 95% 98,2% 99,3%
samuel.martinsHighlight
samuel.martins
Highlight
 
129 
 Significando que após a estabilização da resposta, a diferença entre a rampa unitária e a 
resposta do sistema de 1ª ordem padrão sem atraso de transporte e com ganho K = 1 é 
exatamente a constante de tempo. 
 
Figura 5-3: Resposta de um sistema de 1ª ordem padrão para uma entrada rampa unitária 
 
 O atraso de transporte θ simplesmente é um atraso imposto à resposta do sistema. Então, 
assumindo a seguinte função de transferência para o sistema de 1ª ordem padrão, 
 
1s
K
)s(H1


 e 
s
2 e
1s
K
)s(H 


 
 
 As suas respostas ao degrau unitário são apresentadas na figura abaixo. Observe que a 
única diferença é a presença do atraso de transporte. 
 
 
Figura 5-4: Influência do atraso de transporte na resposta 
0 T 2T 3T 4T 5T 6T
0
T
2T
3T
4T
5T
Erro de Estado
Permanente
r(t) = t
c(t)
0 Theta T T+Theta
63,2% de K
K
 
 
H
1
(s)
H
2
(s)
 
130 
 








 

t
1 e1K)t(c
 para t ≥ 0 








 


t
2 e1K)t(c
 para t ≥ θ 
 
 Outra representação para c2(t) é dada utilizando o degrau unitário defasado do atraso de 
transporte, 
 
 






 


t1e1K)t(c
t
2
 para t ≥ 0 
 
Curiosidade: Uma aplicação bastante interessante é em relação à constante de tempo para o 
sistema de 1ª ordem, pois se esta for rápida o suficiente o sistema acompanhará as variações da 
entrada, mas se for relativamente lenta em relação às variações da entrada o sistema de 1ª ordem 
responderá como a média do sinal de entrada. Como exemplo, assume-se uma entrada 𝑟(𝑡) =
2 + sin 𝑡, e dois sistema de 1ª ordem conforme, 
 
1s1.0
1
)s(H1


 e 
1s20
1
)s(H2


 
 
 
a) Sistema H1 b)Sistema H2 
Figura 5-5: Efeitos da constante de tempo em sistemas de 1ª ordem 
 
 Observa-se que uma constante de tempo de 0.1 segundos foi suficiente para acompanhar 
exatamente a entrada, mas para a constante de tempo de 20 segundos a resposta foi em torno da 
média. 
 
5.3 Resposta de sistemas de 2ª ordem 
 
 Sistema de 2ª Ordem padrão é definido por, 
 
 
131 
2
nn
2
2
n
s2s
K
)s(G



 
 
Onde K é o ganho 
 ζ é o fator de amortecimento 
 ωn é frequência natural em rad/s 
 
 Como o atraso de transporte apenas desloca no tempo a resposta, ele não será 
considerado neste caso. As influências principais vêm do fator de amortecimento e da 
frequência natural que altera os polos do sistema. As análises abaixo serão feitas utilizando o 
degrau unitário. 
 
Caso 1: Sistema sem amortecimento ( ζ = 0 ) 
 
 Função de Transferência: 
2
n
2
2
n
s
K
)s(G



 
 
 Polos puramente imaginários: s1,2 = ± jωn com 
1j 
 
 
 Resposta ao degrau unitário, 
 
  tcos1K)t(c
s
s
s
1
K
s
1
s
K
)s(C n2
n
22
n
2
2
n 










 
 
 Característica da resposta: Sistema oscila continuamente com frequência ωn. 
 
 Influencia da frequência natural: Assumindo os sistemas abaixo, observe que K = 2, 
mas frequência natural ωn = 5 rad/s e ωn = 10 rad/s, 
 
25s
50
)s(G
21 

 e 
100s
200
)s(G
22 

 
 
Figura 5-6: Sistemas de 2ª ordem sem amortecimento 
 
Caso 2: Sistema subamortecido ( 0 < ζ < 1 ) 
 
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
3.5
4
 
 
G
1
(s)
G
2
(s)
Samuel
Destacar
Samuel
Highlight
Samuel
Highlight
 
132 
 Função de Transferência: 
2
nn
2
2
n
s2s
K
)s(G



 
 
 Polos complexos conjugados: s1,2 = - ζωn ± jωd com 
2
nd 1 
 
 Sendo ωd a frequência natural amortecida em rad/s 
 
 Resposta ao degrau unitário, 
 
      
































2
d
2
n
n
22
n
2
n
n
2
nn
2
n
2
nn
2
2
n
s
2s
s
1
K
1s
2s
s
1
K
s2s
2s
s
1
K
s
1
s2s
K
)s(C
 
 
 Rearranjando, 
 
   
    































2
d
2
n
d
2
n
n
2
d
2
n
n
2
d
2
n
d
d
n
2
d
2
n
n
s1s
s
s
1
K
ss
s
s
1
K)s(C
 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 
   



















  tsin
1
tcose1K)t(c d
2
d
tn
 para t ≥ 0 
 
 Que pode também ser escrita como, 
 




































 
 2
1
d
2
t 1
tgtsin
1
e
1K)t(c
n para t ≥ 0 
 
 Para se chegar nesta forma, aplica-se a seguinte relação trigonométrica, 
 
  tsinbatcosbtsina 22
 onde 
a
b
tan 
 
 
 Assim, para amplitude e fase, 
 
2
2
2
2
1
1
1
1













 e 






2
2
1
1
1
tan
 
 
133 
 Característica da resposta: Sistema oscila com frequência natural amortecida ωd, mas a 
oscilação decai com a exponencial. Observe que o decaimento é exatamente a parte real dos 
polos e a oscilação é a parte imaginária dos polos. Além disso, a parte real dos polos é 
responsável pelo sinal da exponencial, se for positiva, as oscilações aumentarão com o tempo e 
se for negativa, as oscilações diminuirão com o tempo. 
 
 Influência do fator de amortecimento: Assumindo os sistemas abaixo, observe que K 
= 2 e ωn = 5 rad/s, mas os fatores de amortecimento são 0.1 e 0.5. 
 
25ss
50
)s(G
23 

 e 
25s5s
50
)s(G
24 

 
 
 
Figura 5-7: Influência do amortecimento em sistemas de 2ª ordem 
 
 Influência da frequência natural: Assumindo os sistemas abaixo, observe que K = 2 
e fatores de amortecimento iguais a 0.25, mas frequência natural ωn = 5 rad/s e ωn = 10 rad/s, 
 
25s5.2s
50
)s(G
25 

 e 
100s5s
200
)s(G
26 

 
 
Figura 5-8: Influência da frequência natural em sistemas de 2ª ordem 
0 2 4 6 8 10 12
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
3.5
 
 
G
3
(s)
G
4
(s)
0 1 2 3 4 5 6
0
0.5
1
1.5
2
2.5
3
 
 
G
5
(s)
G
6
(s)
 
134 
Caso 3: Sistema criticamente amortecido ( ζ = 1 ) 
 
 Função de Transferência: 
 2n
2
n
2
nn
2
2
n
s
K
s2s
K
)s(G






 
 Polos reais e iguais: s1,2 = - ωn 
 
 Resposta ao degrau unitário, 
 
    















2
n
n
n
2
n
2
n
ss
1
s
1
K
s
1
s
K
)s(C
 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 
    tntnt nnn et11Ktee1K)t(c  
 para t ≥ 0 
 
 Característica da resposta: Sistema não oscila. Perceba que a resposta geral é a mesma 
para dois sistemas de 1ª ordem cuja entrada de um seja a saída do outro, chamado de sistemas 
em série. Observe que o decaimentoé exatamente a parte real dos polos. Além disso, a parte 
real dos polos é responsável pelo sinal da exponencial: se for positiva, a resposta aumentará 
com o tempo; e se for negativa, a reposta diminuirá com o tempo. 
 
 Influência da frequência natural: Assumindo os sistemas abaixo, observe que K = 2 
e fatores de amortecimento iguais a 1, mas frequência natural ωn = 5 rad/s e ωn = 10 rad/s, 
 
25s10s
50
)s(G
27 

 e 
100s20s
200
)s(G
28 

 
 
Figura 5-9: Influencia da frequência natural para sistemas e 2ª ordem 
 
Caso 4: Sistema superamortecido ( ζ > 1 ) 
 
 Função de Transferência: 
  21
2
n
2
nn
2
2
n
ssss
K
s2s
K
)s(G






 
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
0
0.5
1
1.5
2
 
 
G
7
(s)
G
8
(s)
Samuel
Destacar
Samuel
Destacar
 
135 
 
 Polos reais negativos e diferentes: 
  n22,1 1s 
 
 
 
 Resposta ao degrau unitário, 
 
   
















2
2
2
n
1
2
1
n
21
2
n
ss
1
1s2ss
1
1s2s
1
K
s
1
ssss
K
)s(C
 
 
 Cuja transformada inversa de Laplace é dada por, 
 

































2
ts
1
ts
2
n
ts
2
2
nts
2
1
n
s
e
s
e
12
1K
e
12s
e
12s
1K)t(c
21
21
 para t ≥ 0 
 
 Característica da resposta: Sistema não oscila. Perceba que a resposta geral é a mesma 
para dois sistemas de 1ª ordem cuja entrada de um seja a saída do outro, chamado de sistemas 
em série. Observe que o decaimento é exatamente a parte real dos polos. Além disso, a parte 
real dos polos é responsável pelo sinal da exponencial: se for positiva, a resposta aumentará 
com o tempo; e se for negativa, a reposta diminuirá com o tempo. 
 
 Influência do fator de amortecimento Assumindo os sistemas abaixo, observe que K 
= 2 e frequências naturais ωn = 5 rad/s, mas fatores de amortecimento 2 e 3, 
 
25s20s
50
)s(G
29 

 e 
25s30s
50
)s(G
210 

 
 
 
Figura 5-10: Influência do fator de amortecimento em sistemas de 2ª ordem 
 
0 1 2 3 4 5 6
0
0.5
1
1.5
2
 
 
G
9
(s)
G
10
(s)
 
136 
5.4 Curiosidades de sistemas de 2ª Ordem 
 
Fenômeno de Ressonância: Resposta de um sistema de 2ª ordem padrão sem amortecimento 
a uma entrada senoidal com as mesmas frequências. Isto é conhecido como ressonância, 
9s
9
)s(R
)s(C
)s(G
2 

 onde 
 t3sin)t(r 
 
 
 Então, 
 
   
 22
2
2
22
2
22222
9s
9s
2
3
9s
3
2
1
9s
EDsCs
9s
BAs
9s
27
9s
3
9s
9
)s(C
















 
 
 Observa-se que A = D = 0, fazendo B = 3/2, C = -3/2, E = 27/2. 
 
 Então, para proceder com a transformada inversa de Laplace, deve-se observar a 
propriedade, 
)s(F
ds
d
)]t(tf[L 
 
 Então, 
  
22s
tsinL



 e 
  
 222s
s2
tsintL



 
 E, 
  
22s
s
tcosL


 e 
  
 222
22
s
s
tcostL



 
 
 Calculando a transformada de Laplace de, 
 
     
   2222
2
2
9s
27
9s
9s
2
3
9s
3
2
1
t3costL
2
3
t3sinL
2
1







 
 
 Então, 
   t3cost
2
3
t3sin
2
1
)t(c 
 para t ≥ 0 
 
 Isto significa que as oscilações irão aumentar continuamente até o infinito. 
 
Casos a partir do Caso 2: Sistema subamortecido ( 0 < ζ < 1 ) 
 
 Função de Transferência: 
2
nn
2
2
n
s2s
K
)s(G



 
 
Samuel
Destacar
 
137 
 Polos complexos conjugados: s1,2 = - ζωn ± jωd com 
2
nd 1 
 
 Sendo ωd a frequência natural amortecida em rad/s 
 
 Resposta ao degrau unitário, 
 
   



















  tsin
1
tcose1K)t(c d
2
d
tn
 para t ≥ 0 
 
Fazendo ζ = 0 (Caso 1): 
nd
02
nd 1 

 
s1,2 = - ζωn ± jωd 
  0
 s1,2 = ± jωn 
      tcos1K)t(ctsin
1
tcose1K)t(c n
0
d
2
d
tn 



















 
 para t ≥ 0 
 
Fazendo ζ = 1 (Caso 3): 
01 d
12
nd 

 
s1,2 = - ζωn ± jωd   1 s1,2 = - ωn 
   

















  t0sin
11
1
t0cose1K)t(c
2
tn
 para t ≥ 0 
 Como tanto o seno quanto a raiz vão para zero, é necessário aplicar L’Hopital, mas na 
forma expandida para o cálculo, assim, 
 
   
t
1
1
t1cost
t1sin
limt1sin
1
lim n
2
2
2
nn
2
2
n
1
Hospital'l2
n
21







 



 
 Então, 
  t1e1K)t(c dtn  
 para t ≥ 0 
 
Fazendo ζ > 1 (Caso 4): 
f
2
nd
12
nd j1j1 

 
s1,2 = - ζωn ± jωd   1 
fn
2
nn2,1 1s  
 
   



















  tjsin
1j
tjcose1K)t(c f2f
tn
 para t ≥ 0 
 Através da formula de Euler para senos e cossenos, 
 
2
ee
cos
jj  

 e 
  

j2
ee
sin
jj 
 Aplicando na resposta, 
Samuel
Destacar
Samuel
Destacar
Samuel
Destacar
Samuel
Post-it
Polos reais e iguais
Samuel
Post-it
Polos reais e distintos
Samuel
Retângulo
Samuel
Retângulo
Samuel
Retângulo
 
138 
   tcosh
2
ee
tjcos f
tt
f
ff



 
   tsinhj
j2
ee
tjsin f
tt
f
ff



 
 Substituindo na resposta, 











 







j2
ee
j2
ee
e1K)t(c
tt
f
n
tt
t
ffff
n
 para t ≥ 0 
 Rearranjando os termos, 
    







 

tt
n
tt
f
f
t
ffff
n
eeee
2
e
1K)t(c
 para t ≥ 0 
    







 

t
fn
t
fn
f
t
ff
n
ee
2
e
1K)t(c
 para t ≥ 0 
 Substituindo os polos, 
 







 

t
1
t
2
f
t
ff
n
eses
2
e
1K)t(c
 para t ≥ 0 
 







  tt1
tt
2
f
nfnf eesees
2
1
1K)t(c
 para t ≥ 0 
    







  t1
t
2
f
fnfn eses
2
1
1K)t(c
 para t ≥ 0 
 










 ts1
ts
22
n
21 eses
12
1
1K)t(c
 para t ≥ 0 
 Dividindo pelas raízes, 

















2
ts
1
ts
2
n
21
s
e
s
e
12
ss
1K)t(c
21
 para t ≥ 0 
 Expandindo as raízes, 


















2
ts
1
ts
2
n
s
e
s
e
12
1K)t(c
21 para t ≥ 0 
 
Curiosidade: Sistemas de 2ª ordem com fator de amortecimento igual ou maior que 1 podem 
ser representados por dois sistemas de 1ª ordem em série, por exemplo, 
 
100s25s
100
)s(G
2 

 
 
Sendo que ωn = 10 rad/se ς=1,25, contudo observe que, 
 

















1s05,0
1
1s2,0
1
100s25s
100
)s(G
2
 
 
 
139 
 Neste caso, foi possível representar o sistema de 2ª ordem superamortecido por dois 
sistemas de 1ª ordem em série. 
 
5.5 Resposta de sistemas de ordem superior 
 
 De modo geral, pode ser observado que a resposta do sistema depende da entrada e do 
tipo de polos. Polos complexos conjugados fazem o sistema oscilar, polos puramente reais 
geram apenas exponenciais. Assim, em sistemas de ordem superior, isto é, 3ª ordem, 4ª ordem, 
etc., a resposta geral será uma composição de exponenciais puras e termos com exponenciais 
multiplicando termos oscilantes. 
 
 Como exemplo, supondo o sistema abaixo, 
 
  5s3s21s
5
)s(G
2 

 
 
 Aplicando uma entrada degrau unitário, a resposta fica, 
 


























 t
4
31
sin
31
31
17t
4
31
cose
4
1
e
4
5
1)t(c
t
4
3
t
 p/ t ≥ 0 
 
 Comparando o denominador com um de 2ª ordem padrão, 
 
2
nn
222 s2s
2
5
s
2
3
s5s3s2 
 
 
 Assim, 
2
5
n 
 rad/s, 
5
2
4
3

, 
4
31
d 
 rad/s e 
4
31
j
4
3
s 2,1 
. 
 
 Observando assim a existência da influência dos polos complexos conjugados na 
resposta assim como do polo puramente real. Outro exemplo é dado por, 
 
  4s9s3s
36
)s(H
22 

 
 
 Aplicando uma entrada degrau unitário, a resposta fica, 
 
    


























t
2
33
sin
6
3
t
2
33
cose
61
16
t2sin6t2cos5
61
9
1)t(c
t
2
3 p/ t ≥ 0 
 
 Neste caso, está presente na resposta tanto a frequência natural amortecida proveniente 
do polo complexo conjugado quanto da frequência natural da resposta proveniente dos polos 
puramente imaginários. Assim, como previsto anteriormente, a oscilação proveniente do polo 
 
140 
com amortecimento será eliminada com o passar do tempo enquanto a oscilação proveniente 
do polo sem amortecimento continuará indefinidamente. 
 
 Em sistemas com múltiplos polos pode ocorrer dominância de um conjunto de polos 
sobre outro conjunto de polos, os polos que tem maior influência na resposta são os chamados 
polos dominantes. Por exemplo, considerando dois sistemas, 
 
  9s6.0s6s
9*6
)s(G
21 

 e 
  900s6s6.0s
900*6.0
)s(G
22 

 
 
 Observe que os polos de G1(s) G2(s) são dados por, 
 
 Para G1(s), 
 
 Pole Damping Frequency Time Constant 
 (rad/seconds) (seconds) 
 
 -3.00e-01 + 2.98e+00i 1.00e-01 3.00e+00 3.33e+00 
 -3.00e-01 - 2.98e+00i 1.00e-01 3.00e+00 3.33e+00 
 -6.00e+00 1.00e+00 6.00e+00 1.67e-01 
 
 Para G2(s), 
 
 Pole Damping Frequency Time Constant 
 (rad/seconds) (seconds) 
 
 -6.00e-01 1.00e+00 6.00e-01 1.67e+00 
 -3.00e+00 + 2.98e+01i 1.00e-01 3.00e+01 3.33e-01 
 -3.00e+00 - 2.98e+01i 1.00e-01 3.00e+01 3.33e-01 
 
 Observa-se que os polos foram escolhidos para que a parte real fosse 5x maior entre as 
funções de transferência, aplicando uma entrada degrau unitário obtêm-se as respostas abaixo. 
 
 
Figura 5-11: Resposta de sistema de ordem superior 
 
Samuel
Sticky Note
Polos dominantes: os polos mais próximos do eixo imaginário ( próximo da origem) = parte real pequena.
Samuel
Sticky Note
exp^(-rt)nullnullr é grande, decai rápidonullr é pequeno, demoranullnullnullO polo dominante é o(s) mais PRÓXIMO(s) da origem.
 
141 
 Observa-se que quem determina a dinâmica da resposta de G1(s) são os polos complexos 
conjugados e o que determina a dinâmica da resposta de G2(s) é o polo puramente real. Assim, 
pode-se dizer que quem determina a dinâmica das funções de transferência são os polos 
dominantes, são os polos que apresentam o menor valor real absoluto. 
 
5.6 Exercícios Resolvidos 
 
Exercício 1: Determinar as constantes básicas do sistema de 1ª ordem definido abaixo e 
determinar a sua resposta à entrada degrau 3, 
 
s2e
7s4
5
)s(H 


 
 
Solução: Para resolver este problema, a função de transferência acima deve ser comparada com 
uma função de transferência de 1ª ordem padrão, assim, 
 
s2e
7s4
5
)s(H 


 → Forma padrão → s2e
1s
7
4
7
5
)s(H 

 
 
 Assim, Ganho K = 5/7 
 Constante de tempo τ = 4/7 segundos 
 Atraso de transporte θ = 2 segundos 
 
 A resposta ao degrau 3: 
 









t1e1
7
15
)t(c 7/4
2t para t ≥ 0 
 
Figura 5-12: Resposta temporal do exercício resolvido 1 
 
Resposta ao Degrau 3
Tempo (sec)
A
m
pl
itu
de
0 1 2 2.5714 3 4 5 6
0
0.5
1
1.3525
1.5
2
2.1429
2.5
Samuel
Highlight
 
142 
Exercício 2: Para as funções de transferência abaixo, determinar os parâmetros de uma função 
de transferência padrão de 2ª ordem, 
 
7s4s3
5
)s(G
21 

 ; 
7s4s3
5s2
)s(G
22 


 ; 
7s4s3
5s2s
)s(G
2
2
3



. 
 
 Observe que todas possuem o mesmo denominador, assim comparando com uma função 
de transferência de 2ª ordem padrão, 
 
7s4s3
5
)s(G
21 

 → Forma padrão → 
3/7s3/4s
3/5
)s(G
21 

 
 
 Assim, Ganho K = 5/7 
 Frequência natural ωn = 
3
7
 rad/s 
 Fator de amortecimento ζ = 
7
3
3
2
 
 Entretanto, para as formas de G2(s) e G3(s) não são formas padrão. Para verificar a 
influência dos zeros na função de transferência de uma função não padrão é apresentado a 
resposta ao degrau unitário na figura abaixo. 
 
Figura 5-13: Resposta temporal do exercício resolvido 2 
 
 Curiosidade: 
 
 Teorema do valor final: 
7
5
s
1
)s(sGlim)s(sClim)t(clim 3,2,1
0s0st


 
 Observe que todas apresentam valor final. 
 
 Teorema do valor inicial: 
3
1
s
1
)s(sGlim)s(sClim)t(clim 3
ss0t


 
0 2 4 6 8 10 12
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
 
 
Resposta ao Degrau Unitário
Tempo (sec)
A
m
pl
itu
de
G1
G2
G3
 
143 
 Observe que apenas a G3(s) apresenta valor inicial diferente de zero. 
 
5.7 Exercícios Propostos 
 
1. Qual a Função de transferência para as respostas abaixo 
 
 
 (a) (b) 
 
2. Para a resposta ao degrau abaixo, sabendo-se que a entrada aplicada foi um degrau de amplitude 
2, pede-se 
a. Determinar a função de transferência de 1ª ordem padrão; 
b. Com a função de transferência acima, trace o gráfico da resposta ao degrau de 
amplitude 3 apontando os principais fatores no gráfico. 
 
 
3. Desenhar a resposta ao degrau unitário das seguintes Funções de transferência abaixo 
 
 
144 
 a) 
s3e
1s5
7
)s(G 


 
 b) 
s5e1s3
2
)s(G 


 
 
4. Determinar as funções de transferência padrão para: 
 
a. Função de transferência de 1ª ordem padrão com constante de tempo  = 5s, atraso de 
transporte  = 4s, e resposta em regime permanente y(t) = 0.7 para uma entrada r(t) 
degrau de amplitude 2; 
b. Função de transferência de 2ª ordem padrão com frequência natural n = 10 rad/s, fator 
de amortecimento  = 0.7, atraso de transporte  = 4s, e resposta em regime permanente 
y(t) = 1.8 para uma entrada r(t) degrau unitário; 
 
5. Um termômetro requer 1 minuto para indicar 98% da resposta a uma entrada em degrau. 
Suponha que o termômetro seja um sistema de primeira ordem sem atraso de transporte e com 
ganho unitário. 
 
a. Determine a constante de tempo. 
b. Se o termômetro for imerso em um banho, cuja temperatura muda linearmente a uma 
taxa de 10°/min, qual será o erro apresentado pelo termômetro? (Dica: a entrada deixou 
de ser tipo degrau.) 
 
6. Considerando o sistema apresentado na figura abaixo, determine os valores de K e k, de modo 
que o sistema tenha um coeficiente de amortecimento ζ igual a 0,7 e uma frequência natural 
não amortecida ωn de 4 rad/s. 
 
 
 
7. Considere um sistema de controle com realimentação unitária cuja função de transferência de 
malha aberta seja: 
𝐺(𝑠) =
𝐾
𝑠(𝐽𝑠 + 𝐵)
 
 
Discuta os efeitos que as variações de K e B produzem sobre o erro estacionário da resposta à 
entrada em rampa unitária. Esboce as curvas típicas de resposta à rampa unitária para valores 
pequenos, médios e elevados de K, supondo que B seja constante. 
 
 
 
145 
5.8 Respostas 
 
1. a) 
C(s)
R(s)
=
5
4s+1
e−3s; b) 
C(s)
R(s)
=
3
5s+1
e−3s. 
 
2. a) 
C(s)
R(s)
=
3
3s+1
e−2s; 
 b) Resposta ao degrau 3: 
 
 
3. a) 
 
b) 
 
4. a) 
C(s)
R(s)
=
0,35
5s+1
e−4s; b) 
C(s)
R(s)
=
180
s2+14s+100
e−4s. 
 
146 
 
5. a) Constante de tempo: 𝜏 = 15,337𝑠; 
 b) Erro apresentado para temperatura com taxa de 10°C/min: 𝑒(𝑡) = 2,556. 
 
6. K = 16; 
 k = 0,225. 
 
7. Um aumento em K diminui o erro estacionário da resposta à entrada em rampa unitária, e 
um aumento em B aumenta o erro, uma vez que este é sempre B/K para a função de 
transferência de malha aberta G(s) dada. 
 
 
 
147 
6 Ações Básicas de Controle 
 
 Controlar um sistema significa alterar o seu desempenho de forma satisfatória através 
da adição de elementos externos, chamados de controladores ou reguladores. 
 
 Sistema sem controle, muitas vezes chamado de malha aberta, pode ser observado na 
figura abaixo. Quem ajusta a reposta do sistema c(t) é o operador, ajustando a entrada u(t). 
 
 
Figura 6-1: Sistema sem controle 
 
 Sistema de controle em malha fechada envolve pelo menos uma realimentação presente 
na malha, como, por exemplo, o apresentado na figura abaixo. 
 
 
Figura 6-2: Representação típica de um sistema de controle 
 
 Sendo que os sinais são dados por, 
 
 R(s) é a referência a ser seguida ajustada pelo operador; 
 E(s) é o erro do sistema de controle; 
 U(s) é a lei de controle, por ser saída do controlador; mas, ao mesmo tempo, é a 
entrada da planta a ser controlada; 
 C(s) é a resposta controlada real; 
 
 Contudo, esta não é a única configuração possível do sistema de controle. Outras 
configurações podem ser observadas como apresentadas na figura abaixo. 
 
 
Figura 6-3: Possíveis colocações do sistema de controle 
 
 Controlador Clássico representa as formulações clássicas de sistemas de controle, como 
“controlador PID” e “Avanço e Atraso de Fase”. Controle em Realimentação representa as 
formulações de controle moderno, como Controle H2 e H∞. Controle em avanço representa as 
metodologias adaptativas, tais como LMS Filtrado. 
 
148 
 De modo geral, a posição do controlador em relação à planta a ser controlada depende 
do conhecimento do programador do sistema de controle. Aqui será estudado o controlador 
PID, que é o sistema de controle clássico mais utilizado em sistemas industriais que envolvem 
o controle de uma entrada e de uma saída. 
 
 Uma definição de sistemas de controle bastante interessante é a resposta à seguinte 
pergunta: “Quais são os polos em malha fechada para que o sistema possua o desempenho 
desejado?”. 
 
6.1 Ação de Controle de duas posições ou “liga-desliga” 
 
 Em um sistema de controle de duas posições, o elemento atuante possui apenas duas 
posições fixas, que são, em muitos casos, as posições “Liga” e “Desliga”. Este tipo de sistema 
de controle é relativamente barato e simples de ser implementado quando comparado com 
sistemas que permitem variações contínuas da saída. 
 
 Ele representa sempre o controle de processos em que, por exemplo, ocorre o 
acionamento de um motor como sistema de controle. Neste caso, o motor deve estar ligado ou 
desligado. Exemplos deste sistema são o controle de sistemas térmicos e de sistemas fluídicos. 
 
 Considera-se o controlador M(s) tal que a entrada seja e(t) e a saída seja u(t). No controle 
de duas posições, o sinal u(t) permanece em um determinado valor máximo ou em um valor 
mínimo, dependendo de o sinal de erro atuante ser negativo ou positivo. 
 






0)t(e/pU
0)t(e/pU
)t(u
2
1
 
 
Onde U1 e U2 são constantes. O valor mínimo U2 geralmente é zero. Quando o valor máximo 
U1 é unitário tem-se que a saída é dada pela Função Heaviside. Essa função é do tipo degrau e 
assume o valor zero quando a entrada é negativa e o valor unitário quando a entrada é positiva. 
 
 
Figura 6-4: Função de Heaviside 
 
 O intervalo no qual o sinal de erro deve variar antes de ocorrer a comutação entre U1 e 
U2 é denominado de Intervalo Diferencial. Esse intervalo é de suma importância pois permite 
 
149 
evitar que o sistema controlado oscile entre os dois estágios com muita frequência. Tal oscilação 
pode provocar a redução da vida útil do equipamento. 
 
 Um exemplo é o controle do compressor de um sistema de refrigeração. Supondo que 
seu funcionamento esteja condicionado à temperatura de referência (ou setpoint) de -5°C, tem-
se que o compressor será acionado quando a temperatura estiver acima da referência e desligado 
quando a temperatura for igual ou inferior a esse limite. Sem o Intervalo Diferencial uma 
pequena variação (±0.1°C, por exemplo) ao redor do setpoint faria o compressor ser ativado ou 
desativado. Com a aplicação de um Intervalo de Diferencial de 2°C o compressor só seria 
ativado quando a temperatura atingisse -4°C e desativado em -6°C. 
 
 
Figura 6-5: Controle de um sistema de refrigeração 
 
 Vale destacar que a extensão da histerese não deve ser muito grande, de modo a evitar 
que a ativação ou desativação do sistema controlado demore a acontecer. No exemplo do 
compressor do sistema de refrigeração, -4°C não pode ser uma temperatura que prejudique 
significativamente o ambiente a ser resfriado. Além disso, outro tópico que precisa ser levado 
em consideração no projeto de um controlador liga-desliga é a possibilidade de as variações 
abruptas da saída causarem problemas aos componentes envolvidos, tais como abertura de 
trincas devido à dilatação e à contração que podem ocorrer em decorrência das variações de 
temperatura. 
 
 Outra aplicação dos controladores de duas posições é no controle da circulação de água 
em aquecedores solares. Esta ação é feita através do diferencial de temperaturas entre o 
reservatório térmico e os coletores solares. Sensores captam as temperaturas do coletor solar e 
do reservatório de água. Quando a diferença entre as temperaturas ultrapassao valor 
previamente ajustado para ativação, tem-se início a circulação de água através do acionamento 
de uma bomba. Então a água quente do coletor desce para o reservatório e a água do reservatório 
sobe para o coletor. Quando a diferença entre as temperaturas fica abaixo do setpoint off, a 
bomba é desativada. 
 
 Um terceiro exemplo de aplicação de controladores liga-desliga é no controle do nível 
de tanques. Nesse caso o controlador seria utilizado para ligar e desligar a bomba alimentadora 
do reservatório. Quando o nível do tanque, mensurado com o uso de uma boia, está abaixo do 
valor de referência inferior, a bomba é acionada. Já quando a altura ultrapassa o limite superior, 
a bomba é desativada. A figura abaixo apresenta um sistema de controle típico. 
 
 
150 
 
Figura 6-6:Controlador tipo “Liga-Desliga” 
 
 
6.2 Ação de Controle Proporcional (P) 
 
 No controle Proporcional (P), a relação entre a lei de controle e o erro do controlador é 
apenas uma constante de proporcionalidade Kp, 
 
)t(eK)t(u p
 
 Aplicando a transformada de Laplace, 
 
pK
)s(E
)s(U

 
Onde Kp é o ganho Proporcional. 
 
Influência da Ação Proporcional: Para verificar a influência da ação proporcional, toma-se 
como exemplo o controle proporcional de um sistema de 2ª ordem padrão sem erro estacionário 
para uma entrada degrau unitário conforme, 
 
 
Figura 6-7: Sistema simples de controle em realimentação 
 
Com H(s) = 1 (sensor ideal), M(s) = Kp (controle Proporcional) e 
9s3s
9
)s(G
2 

. 
 
 Malha fechada C(s)/R(s), 
 9K1s3s
9K
9s3s
9K
1
9s3s
9K
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C
p
2
p
2
p
2
p






 
 
 Observa-se que, para um sistema de 2ª ordem padrão sem erro estacionário para uma 
entrada degrau unitário, 
 
 
151 
 Função de Transferência: 
2
nn
2
2
n
s2s
)s(G



 
 Polos complexos conjugados: s1,2 = - ζωn ± jωd com 
2
nd 1 
 
 
   











  tsin
1
tcose1)t(c d
2
d
tn
 para t ≥ 0 
 
 Sistema sem 
controle 
Sistema controlado 
Frequência Natural ωn 3 
pK13 
 
Fator de amortecimento ζ ½ 
pK12
1

 
Frequência Natural Amortecida ωd 
3
2
3
 
pK43
2
3

 
Resposta em regime permanente para uma 
entrada degrau unitário 
1 
p
p
K1
K

 
Erro estacionário para uma entrada degrau 
unitário 
0 
pK1
1

 
 
 Observe os vários significados obtidos e sintetizados da tabela acima, 
 
 Se Kp aumenta, o sistema oscila mais e é menos amortecido; 
 Se Kp aumenta, o sistema responde mais rápido, pois a frequência natural aumentou; 
 Erro estacionário, 
o Análise para termo s0 ≠ 0, 
 Se não houver erro estacionário ele aparecerá; 
 Se houver erro estacionário ele pode ser reduzido, mas não eliminado; 
o Análise para termo s0 = 0, 
 Erro estacionário é sempre eliminado. 
 
 
152 
 
 
Figura 6-8: Influencia da ação Proporcional 
 
 Para exemplificar a atuação do controlador Proporcional em que o termo “s0” é nulo, 
pode aplicar no sistema de servomotor cuja função de transferência é dada por, 
 
bsJs
K
)s(M
)s(
2
a



 
 
Sendo que θ é o ângulo de giro do motor, M é o momento devido a ação eletromagnética no 
motor, J é a inércia de rotação e b é o amortecimento. Aplicando um controle proporcional e 
fazendo o fechamento de malha com realimentação unitária tem-se, 
 
pa
2
pa
KKbsJs
KK
)s(R
)s(



 
 
 Desta forma, o sistema não possui erro estacionário para uma entrada tipo degrau. 
 
6.3 Ação de Controle Integral (I) 
 
 Em um sistema de controle integral, a lei de controle u(t) é modificada conforme, 
 

t
0
I dt)t(eK)t(u
 
 
Onde KI é o ganho do controle integral. A função de transferência fica, 
 
s
K
)s(E
)s(U I
 
 
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
 
 
Resposta ao Degrau Unitário
Tempo (sec)
Am
pl
itu
de
Kp = 5
Kp = 30
 
153 
Influência da Ação Integral: Para verificar a influência da ação integral, toma-se como 
exemplo o controle integral de um sistema de 2ª ordem padrão com erro estacionário para uma 
entrada degrau unitário conforme, 
 
 
Figura 6-9: Sistema simples de controle em realimentação 
 
Com H(s) = 1 (sensor ideal), M(s) = KI/s (controle integral) e 
9s3s
2/9
)s(G
2 

. 
 
 Malha fechada C(s)/R(s), 
 
I
23
I
2
I
2
I
K
2
9
s9s3s
K
2
9
9s3s
2/9
s
K
1
9s3s
2/9
s
K
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C






 
 
 Observe que foram adicionados um polo e um ganho ao sistema em malha fechada tal 
que o erro estacionário para uma entrada degrau unitário foi eliminado. Contudo, assumindo KI 
= 0.5, obtêm-se, para os polos do sistema, obtido com ajuda do Matlab®, 
 
 Eigenvalue Damping Freq. (rad/s) 
 
 -2.73e-001 1.00e+000 2.73e-001 
 -1.36e+000 + 2.53e+000i 4.75e-001 2.87e+000 
 -1.36e+000 - 2.53e+000i 4.75e-001 2.87e+000 
 
 Para KI = 2.5, tem-se, 
 
 Eigenvalue Damping Freq. (rad/s) 
 
 -1.66e-001 1.00e+000 1.66e+000 
 -6.70e+000 + 2.52e+000i 2.57e-001 2.60e+000 
 -6.70e+000 - 2.52e+000i 2.57e-001 2.60e+000 
 
 Agora, para KI = 5, obtêm-se , 
 
 Eigenvalue Damping Freq. (rad/s) 
 
 -2.73e+000 1.00e+000 2.73e+000 
 -1.37e-001 + 2.87e+000i 4.77e-002 2.87e+000 
 -1.37e-001 - 2.87e+000i 4.77e-002 2.87e+000 
 
 Desta forma, verifica-se que à medida que KI aumenta, o sistema tende a ficar mais 
oscilante e menos amortecido, se KI aumentar muito, pode acontecer de o sistema ficar sem 
 
154 
amortecimento e até mesmo aparecerem polos com parte real positiva. A partir da simulação 
abaixo, verifica-se que, à medida que KI aumenta, o erro estacionário é eliminado mais rápido. 
 
 
Figura 6-10: Influência da ação integral 
 
 Analisando os polos dominantes do sistema em malha fechada observa-se que para KI 
= 0.5 tem-se um polo de parte real negativa e parte imaginária nula, o que justifica o 
comportamento semelhante ao de um sistema de primeira ordem. À medida que aumenta-se o 
valor de KI o sistema passa a apresentar comportamento de segunda ordem. É possível notar 
que valores mais elevados de KI tendem a aumentar o módulo da parte imaginária e reduzir o 
módulo da parte real dos polos, caracterizando um aumento no valor da frequência natural 
amortecida e uma redução no coeficiente de amortecimento do sistema. Tal efeito pode ser 
comprovado pela maior amplitude de oscilação, pelo maior tempo de assentamento e maior 
velocidade de resposta que o sistema assume quando KI = 5, quando comparada com a resposta 
para KI = 2.5. 
 
6.4 Ação de Controle Proporcional-Integral (PI) 
 
 Em geral o controle integral sozinho raramente é usado; opta-se normalmente pelo 
controle Proporcional-Integral. A ação do controle proporcional-integral é a soma das duas 
atuações conforme, 
 








 
t
0i
p
t
0
Ip dt)t(e
T
1
)t(eKdt)t(eK)t(eK)t(uOnde Ti é chamado de Tempo Integrativo. Passando para função de transferência, 
 







sT
1
1K
)s(E
)s(U
i
p
 
 
0 5 10 15 20 25 30 35 40
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
 
 
Resposta ao Degrau Unitário
Tempo (sec)
Am
pl
itu
de
K
I
 = 0.5
K
I
 = 2.5
K
I
 = 5
 
155 
 A forma acima é a mais usada quando ambos os controladores são usados. Para entender 
o significado de Ti, assume-se que a entrada e(t) é um degrau unitário, portanto, 
 
2
i
pp
i
pip
sT
K
s
K
s
1
sT
KsTK
)s(U 


 
 
 Cuja transforma inversa de Laplace fica, 
 
t
T
K
K)t(u
i
p
p 
 para t ≥ 0 
 
 Observe que quando t = 0, u(t) = Kp, quando t = Ti, u(t) =2 Kp. Isso significa que Ti 
representa o tempo necessário para o controle integral dobrar a sua ação. 
 
 Além disso, como Ti está no denominador, ele é inversamente proporcional, isto é, 
quando Ti é muito pequeno, a ação integral é muito grande. 
 
Influência da Ação Proporcional-Integral: Para verificar a influência da ação integral, toma-
se como exemplo o controle proporcional-integral de um sistema de 2ª ordem padrão com erro 
estacionário para uma entrada degrau unitário conforme, 
 
 
Figura 6-11: Sistema simples de controle em realimentação 
 
Com H(s) = 1 (sensor ideal), 







sT
1
1K)s(M
i
p
 (controle integral) e 
9s3s
2/9
)s(G
2 

. 
 
 Malha fechada C(s)/R(s), 
 
 1sTK
2
9
sT9sT3sT
1sTK
2
9
9s3s
2/9
sT
1
1K1
9s3s
2/9
sT
1
1K
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C
ipi
2
i
3
i
ip
2
i
p
2
i
p





















 
 
 Observe que agora o erro estacionário é eliminado pela adição de um polo e um zero. 
Assim, o sistema não apresenta erro estacionário. Além disso, podem-se fazer as mesmas 
observações que são apresentadas para os controladores agindo separadamente; contudo, deve-
se lembrar que neste caso a parcela integral é inversamente proporcional e, assim, quanto maior 
Ti, menor será a ação integral do controlador. 
 
 A seguir são apresentadas as respostas no domínio do tempo c(t), e(t) e u(t), assumindo 
a entrada degrau unitário, KP = 20 e Ti = 0.01. Nota-se que a ação integral atua reduzindo o erro 
 
156 
estacionário até que ele atinja zero. Nesse exato momento a resposta e(t) também assume valor 
nulo. Isso acontece pois nesse momento c(t) passa a valer exatamente r(t). Como o sensor H(s) 
é um sensor ideal, pode-se dizer que e(t) é a diferença entre a saída e a entrada. Portanto nesse 
instante e(t) passa a ser nulo e a ação deixa de atuar. 
 
 
Figura 6-12: Resposta c(t) ao degrau 1 
 
 
Figura 6-13: Resposta e(t) ao degrau 1 
 
 
157 
 
Figura 6-14: Resposta u(t) ao degrau 1 
 
 Nota-se que a ação integral do controlador PI atua fazendo o erro do sistema tender a 
zero. Dessa maneira o erro estacionário passa a ser nulo, como pode ser observado no gráfico 
de e(t) e de c(t). 
 
6.5 Ação de Controle Proporcional-Derivativa (PD) 
 
 O controle proporcional-derivativo é definido como, 
 






 )t(e
dt
d
T)t(eK)t(u dp
 
 
 A função de transferência é dada por, 
 
 1sTK
)s(E
)s(U
dp 
 
 
Onde Td é o chamado tempo derivativo. 
 
Influência da Ação Proporcional-Derivativa: Assumindo um sistema de 2ª ordem padrão 
conforme figura abaixo, 
 
 
Figura 6-15: Sistema simples de controle em realimentação 
 
 
158 
 
Com H(s) = 1 (sensor ideal), M(s) = Kp(Tds+1) (controle Proporcional-Derivativo) e 
9s3s
9
)s(G
2 

. 
 
 Malha fechada C(s)/R(s), 
 
 
 
 
pdp
2
dp
2dp
2dp
K99sTK93s
1sTK9
9s3s
9
1sTK1
9s3s
9
1sTK
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C









 
 
 Observe que foi adicionado um zero ao sistema em malha fechada. Contudo, a constante 
Td está no termo de “s” e o denominador é de 2ª ordem significando que a ação proporcional 
adiciona amortecimento ao sistema. Como uma ação secundária, observa-se que o sistema 
responde mais rápido devido ao aumento da frequência natural, mas o sistema que 
originalmente não apresentava erro estacionário agora apresenta devido à ação proporcional. 
 
 
Figura 6-16: Influência da Ação Derivativa 
 
 Assumindo entrada degrau unitário ao sistema da Figura 6-15, com H(s) = 1 (sensor 
ideal), M(s) = Kp(Tds+1) (controle Proporcional-Derivativo) e 
9s3s
9
)s(G
2 

, sendo Kp = 
5 e Td = 0.1, tem-se que a função de transferência C(s)/R(s) e a resposta c(t), 
 
 
 
4
C(s) 4.5s³+58.5s²+175.5s+405
=
R(s) s +10.5s³+85.5s²+229.5s+486
 
 
159 
 
Figura 6-17: Resposta c(t) para entrada degrau unitário, KP = 5 e Td = 0.1 
 
 
 Observa-se no gráfico da resposta c(t) o erro em regime permanente decorrente da ação 
proporcional do controlador, como já fora anteriormente explicado. Para a entrada degrau 
unitário a resposta em regime permanente converte para 0.833, ou seja, erro de 0.167. 
 
 A função de transferência U(s)/R(s) e a resposta u(t), 
 
U(s) 0.5s³+6.5s²+19.5s+45
=
R(s) s²+7.5s+54
 
 
 
Figura 6-18: Lei de controle u(t) para entrada degrau unitário, KP = 5 e Td = 0.1 
 
 
 Nota-se que a função de transferência U(s)/R(s) é imprópria, ou seja, o grau do 
polinômio do numerador é maior que o do denominador. Funções de transferências impróprias 
descrevem sistemas não-casuais. Para contornar essa situação utiliza-se uma aproximação do 
termo derivativo para ser obtida uma função de transferência própria. Essa aproximação do 
termo derivativo, a qual será explicada no item 6.9 deste capítulo, e a nova função de 
transferência U(s)/R(s) são apresentadas a seguir. 
 
160 
 
sT1
sT
sT
d
d
d


 
 
4
4
U(s) 0.0055s +0.6165s³+6.85s²+20.4s+45
=
R(s) 0.0001s +0.0203s³+1.11s²+8.58s+54
 
 
 A função de transferência E(s)/R(s) e a resposta e(t), 
 
 
E(s) s²+3s+9
=
R(s) s²+7.5s+54
 
 
 
Figura 6-19: Erro e(t) para entrada degrau unitário, KP = 5 e Td = 0.1 
 
 
 É possível perceber que a entrada do controlador e(t) é diferente de zero, o que vai de 
encontro com o fato de o sistema apresentar erro estacionário não nulo devido à parcela 
proporcional do controlador. O valor de e(t) quando em regime permanente é de 0.167. 
 
6.6 Ação de Controle Proporcional-Integral-Derivativa (PID) 
 
 O controle Proporcional-Integral-Derivativo é a soma das ações, sendo dada por, 
 








 
t
0i
dp dt)t(e
T
1
)t(e
dt
d
T)t(eK)t(u
 
 
 A função de transferência é dada por, 
 
sT
KsTKsTTK
sT
1
sT1K
)s(E
)s(U
i
pip
2
idp
i
dp








 
 
 
161 
Influência da Ação Proporcional-Integral-Derivativa: Assumindo um sistema de 2ª ordem 
padrão conforme figura abaixo, 
 
 
Figura 6-20: Sistema simples de controle em realimentação 
 
Com H(s) = 1 (sensor ideal), M(s) um controle Proporcional-Integral-Derivativo com Kp = 5, 
Td = 3/10 e Ti = 9/25, 
9s3s
9
)s(G
2 

. 
 
 
Figura 6-21: Influencia do Controlador PID 
 
6.7 Rejeição a distúrbios 
 
 Uma das vantagens do sistema de controle é a possibilidade de rejeição a distúrbios 
indesejados que podem aparecer em sistemas de controle. Para entender este fenômeno, 
consideram-se distúrbiosde entrada e de saída conforme figura abaixo. 
 
 
Figura 6-22: Atuação dos principais tipos de distúrbios 
 
Onde N(s) é a representação de um distúrbio de entrada e D(s) é um distúrbio de saída. 
 
 
162 
 Distúrbios de saída são aqueles que atuam diretamente na resposta do sistema enquanto 
que os distúrbios de entrada são aqueles que afetam “indiretamente” a resposta do sistema. 
Exemplo de distúrbio de saída é a laminação enquanto distúrbios de entrada é a descida ou 
subida do veículo. 
 
 Rejeição a distúrbios significa que o controlador mantém a referência mesmo na 
presença de distúrbios. Então, supõe-se um sistema de 2ª ordem padrão em um sistema de 
controle, conforme apresentado na figura abaixo. 
 
 
Figura 6-23: Malha Fechada com distúrbio de saída 
 
 Supondo M(s) controlador PID com Kp = 3; Td = 0.1 e Ti = 0.5, 
25ss
20
)s(G
2 

. 
Observe que G(s) possui frequência natural 5 rad/s, fator de amortecimento 0.1 e apresenta uma 
resposta em regime permanente de 0.8 para uma entrada degrau unitário. 
 
 Para analisar a rejeição a distúrbios do controlador PID, faz-se a malha fechada, mas 
para um sistema com duas entradas e uma saída. 
 
 
)s(E)s(M)s(G)s(D)s(C 
 (I) 
 
)s(C)s(R)s(E 
 (II) 
 
 Substituindo (II) em (I), 
 
    )s(R)s(G)s(M)s(D)s(C)s(G)s(M1)s(C)s(R)s(M)s(G)s(D)s(C 
 
 
 Chegando a, 
)s(R
)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(D
)s(G)s(M1
1
)s(C




 
 
 Observe que o denominador é igual para todas as entradas, sendo apenas o numerador 
diferente. Como o controlador PID deve eliminar a influência de D(s) em C(s) para qualquer 
entrada, então, escolhe-se a entrada mais fácil de ser trabalhada r(t) = 0 e d(t) entrada degrau 
unitário. Assim, 
 
 
    s
1
3s5.1s15.02025sss5.0
25sss5.0
s
1
25ss
20
s5.0
3s5.1s15.0
1
1
)s(D
)s(G)s(M1
1
)s(C
22
2
2
2









 
 
163 
 
 Verificando o erro estacionário, 
 
     
   
0
s
1
3s5.1s15.02025sss5.0
25sss5.0
0slim)s(C)s(Rslim)t(c)t(rlim
22
2
0s0st










 
 
 Como não há erro estacionário, o controlador PID consegue eliminar a influência do 
distúrbio de saída D(s). 
 
 
Figura 6-24: Exemplo de rejeição a distúrbios 
 
 
 A figura a seguir apresenta as respostas c(t), u(t) e e(t) do sistema apresentado na Figura 
6-23. 
 
 
Figura 6-25: Respostas do sistema com PID 
 
 Observa-se que a ação integral do controlador acrescenta um polo e um zero à função 
de transferência de malha fechada e dessa forma atua até que o erro estacionário do sistema 
0 2 4 6 8 10 12
0
0.5
1
1.5
2
2.5
Tempo [s]
 
 
Sem Controle
Controlador PID
 
164 
tenda a zero. Dessa maneira o controlador PID elimina os efeitos do distúrbio D(s) sobre a saída 
C(s). 
 
 
6.8 Possibilidade de escolha dos polos 
 
 Em sistemas de controle é possível escolher os polos do sistema em malha fechada. Em 
geral, procuram-se polos que não sejam puramente reais, mas sim aqueles que apresentem fator 
de amortecimento em torno de 0.7, pois, desta forma, ocorre uma boa relação entre sobressinal 
e velocidade de resposta. 
 
 Para escolher os polos com o controlador PID, deve ser lembrado que são três constantes 
para serem estabelecidas; para que o sistema em malha fechada não apresente erro estacionário, 
haverá a necessidade da presença do integrador. 
 
 Supondo o sistema abaixo, com 
9ss
9
)s(G
2 

 e 
10s
10
)s(H


 
 
 
Figura 6-26: Sistema simples de controle em realimentação 
 
 Encontrar os valores das constantes do controlador PID para que o sistema em malha 
fechada possua os polos com frequência natural 5 rad/s e fator de amortecimento 0.5. 
 
 Observe que G(s) é de 2ª ordem e H(s) é de 1ª ordem, como o PID aumentará em uma 
ordem, o sistema em malha fechada será de 4ª ordem, assim, 
 
  
    
  
   
  
   
ipp
2
dp
34
i
2
di
i
p
ppi
2
dpi
3
i
4
i
i
2
idp
i
2
idp
2
i
i
2
idp
2
i
pip
2
idp
2
i
pip
2
idp
T/K90sK9090sTK9019s11s
10s1sTsTT
T
K
9
K90sK9090TsTK9019TsT11sT
10s1sTsTTK9
1sTsTTK9010s9sssT
10s1sTsTTK9
10s
10
9ss
9
sT
KsTKsTTK
1
9ss
9
sT
KsTKsTTK
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C




















 
 
 
165 
 Montando o denominador cujos polos devem possuir frequência natural 5 rad/s e fator 
de amortecimento 0.5. Como é necessário um denomina de 4ª ordem sendo dado por dois 
sistemas de 2ª ordem conforme, 
 
(𝑠2 + 2𝜁𝜔𝑛 + 𝜔𝑛
2)2 ⟶ 𝑠4 + 10𝑠3 + 75𝑠2 + 250𝑠 + 625 
 
 O grande problema é o termo de “s3” onde na função de transferência é 11 e no 
denominador desejado é 10. Isto significa que não é possível estabelecer sempre os polos do 
sistema em malha fechada com um controlador PID. Contudo, para exemplificar uma 
possível solução, 
 
9
16
90
160
1
90
250
K250K190 pp 
 
125
32
625
160
625
9
16
90
625
K90
T625
T
K90 p
i
i
p

 
20
7
160
56
K90
1975
T75TK9019
p
ddp 


 
 Desta forma, a malha fechada fica, 
 
625s250s75s11s
625s5.222s72s6.5
)s(R
)s(C
234
23



 
 
 Cujas raízes são, 
 
Eigenvalue Damping Freq. (rad/s) 
 
-1.44e+000 + 4.16e+000i 3.27e-001 4.40e+000 
-1.44e+000 - 4.16e+000i 3.27e-001 4.40e+000 
-4.06e+000 + 3.98e+000i 7.15e-001 5.68e+000 
-4.06e+000 - 3.98e+000i 7.15e-001 5.68e+000 
 
 Deve ser observado que apenas uma pequena variação em um dos termos acarreta uma 
não localização dos polos. Portanto, para este caso não foi possível especificar qual a 
localização dos polos. Contudo, a resposta alcançada melhora o desempenho final do sistema, 
como pode ser observado na figura abaixo. 
 
 
Figura 6-27: Exemplo da possibilidade da escolha dos polos 
0 2 4 6 8 10 12
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
 
 
Resposta ao Degrau Unitário
Tempo (sec)
Am
pli
tud
e
G(s)H(s)
Malha Fechada
 
166 
6.9 Variações do Controlador PID 
 
 Para aplicações práticas do controlador PID, a parte referente ao termo derivativo não 
pode ser implementada diretamente, pois a função de transferência do controlador PID é dada 
por, 
 
sT
KsTKsTTK
sT
1
sT1K
)s(E
)s(U
i
pip
2
idp
i
dp








 
 
Que corresponde a função de transferência imprópria que não pode ser fisicamente realizável, 
podendo ser substituída pela aproximação numérica de uma derivada de 1ª ordem, mas isso 
causa problemas quando a entrada sofrer uma variação brusca, que matematicamente significa 
que não pode ser aplicada a derivada neste ponto. 
 
 
Figura 6-28: Controlador PID tradicional explodido 
 
 Assim, para o termo correspondente ao Derivativo na prática utiliza-se, 
 
sT1
sT
sT
d
d
d


 
 
Onde γ é algo em torno de 0,1. Tornando agora a função de transferência do controlador PID 
uma função própria, pois, 
 
   
sTsTT
KsTTKsTTK1
sT
1
sT1
sT
1K
)s(E
)s(U
i
2
id
pdip
2
idp
id
d
p











 
 
 
Figura 6-29: Controlador PIDcom alteração no termo derivativo 
 
 
167 
 Alternativas podem ser utilizadas em conjunto com a apresentada acima, como a 
apresentada abaixo denominada de Forma PI-D, onde o termo derivativo é mudado para o ramo 
de realimentação para evitar problemas com a variação brusca da entrada. 
 
 
Figura 6-30: Controlador PID na forma PI-D 
 
 Outra variação é a Forma I-PD sendo que o termo de Kp também muda para a 
realimentação conforme figura abaixo. 
 
 
Figura 6-31: Controlador PID na forma I-PD 
 
 Para demonstrar o tipo de resposta de cada uma das formas, é realizada a simulação da 
forma como apresentada abaixo. Observe que os parâmetros foram os mesmos para todas as 
situações, sendo Kp = 5, Ti = 0.25 e Td = 0.1, e que a lei de controle u(t) é diferente para cada 
uma das variações do controlador PID. 
 
Figura 6-32: Controlador PID tradicional explodido usando termo derivativo com 
aproximação de 1ª ordem 
 
168 
 
Figura 6-33: Respostas c(t), e(t) ao PID tradicional 
 
Figura 6-34: Controlador PID explodido usando alternativa para a derivada 
 
 
Figura 6-35: Respostas c(t), u(t), e(t) ao PID usando alternativa para a derivada 
 
 
169 
 
Figura 6-36: Controlador PI-D explodido usando alternativa para a derivada 
 
Figura 6-37: Respostas c(t), u(t), e(t) ao PI-D usando alternativa para a derivada 
 
 
Figura 6-38: Controlador I-PD explodido usando alternativa para a derivada 
 
170 
 
Figura 6-39: Respostas c(t), u(t), e(t) ao I-PD usando alternativa para a derivada 
 
 
Figura 6-40: Comparação das formas do controlador PID 
 
 
6.10 Exercícios Resolvidos 
 
 Para verificar a ação de um sistema de controle, será considerado o diagrama de blocos 
abaixo. 
 
 
171 
 
Figura 6-41: Diagrama para C(s)/R(s) 
 
 Sendo: Planta 
25ss
20
)s(U
)s(C
2 

 e o Sensor 
10s
10
)s(C
)s(X


 
 
 Adicionando um controle PD (Proporcional-Derivativo), representado por M(s), com 
constantes Kp = 5 e Td = ¼ segundos. Verificar utilizando o teorema do valor final todos os 
sinais apresentados no diagrama de blocos, para uma entrada degrau unitário. 
 
 Iniciando com o fechamento da malha C(s)/R(s), 
 
 
 
10s
10
25ss
20
5s
4
5
1
25ss
20
5s
4
5
10s
10
25ss
20
KsTK1
25ss
20
KsTK
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
)s(R
)s(C
2
2
2pdp
2pdp























 
 Aplicando o teorema do valor final, para cada um dos sinais e aplicando uma entrada 
degrau unitário em r(t), 
 
 Para a saída c(t), 
5
4
10*25
10*20*5
1
25
20*5
s
1
10s
10
25ss
20
5s
4
5
1
25ss
20
5s
4
5
slim
)s(R
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
slim)s(R
)s(R
)s(C
slim)s(sClim)t(clim
2
2
0s
0s0s0st

























 
 
 Para a saída x(t), 
5
4
10*25
10*20*5
1
10*25
10*20*5
s
1
10s
10
25ss
20
5s
4
5
1
10s
10
25ss
20
5s
4
5
slim
)s(R
)s(H)s(G)s(M1
)s(H)s(G)s(M
slim)s(R
)s(R
)s(X
slim)s(sXlim)t(xlim
2
2
0s
0s0s0st

























 
 
 Outra forma para x(t), 
5
4
s
1
5
4
10s
10
slim)s(C)s(sHlim)s(sXlim)t(xlim
0s0s0st















 
 
172 
 
 Para a entrada do controlador e(t), 
5
1
41
1
10*25
10*20*5
1
1
s
1
10s
10
25ss
20
5s
4
5
1
1
slim
)s(R
)s(H)s(G)s(M1
1
slim)s(R
)s(R
)s(E
slim)t(elim
2
0s
0s0st




































 
 
 Forma alternativa para e(t), 
 
5
1
5
4
1
s
1
10s
10
25ss
20
5s
4
5
1
10s
10
25ss
20
5s
4
5
1slim
)s(R
)s(R
)s(X
1slim)s(X)s(Rslim)s(sElim)t(elim
2
2
0s
0s0s0st







































 
 
 Para a saída do controlador u(t) ou chamada lei de controle, 
1
s
1
5
1
5s
4
5
slim)s(E)s(sMlim)s(sUlim)t(ulim
0s0s0st














 
 
 Erro estacionário ou erro de regime permanente, 
   
5
1
s
1
5
4
1slim)s(R
)s(R
)s(C
1slim)s(C)s(Rslim)t(c)t(rlim
0s0s0st














 
 
 A seguir tem-se os gráficos das respostas temporais c(t), x(t), u(t) e e(t) para o sistema 
com o controlador PD, 
 
 
173 
 
Figura 6-42: Resposta c(t) com controlador PD 
 
 
Figura 6-43: Resposta do Sensor x(t) com controlador PD 
 
 
 
174 
 
Figura 6-44: Lei de Controle u(t) com controlador PD 
 
 
 
Figura 6-45: Erro e(t) do Controlador PD 
 
 
 
 Agora, adicionando um controlador PID, representado por M(s), com constantes Kp = 
5 e Td = ¼ segundos e Ti = ½ segundo. Verificar utilizando o teorema do valor final todos os 
sinais apresentados no diagrama de blocos, para uma entrada degrau unitário. 
 
 
 
 
 
 
 
175 
 Para o controlador M(s), 
 
 
2
22
d i i
p
i
1 1 1 5s + s+1 s +5s+10T Ts +Ts+1 4 2 2 4M(s)=K =5 =
1Ts s
s
2
 
 
  
 
 Para a saída c(t), 




)s(R
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
slim)s(R
)s(R
)s(C
slim)s(sClim)t(clim
0s0s0st
 














10s
10
s25ss
200s100s25
1
s25ss
200s100s25
lim
s
1
10s
10
25ss
20
s
10s5s
4
5
1
25ss
20
s
10s5s
4
5
slim
23
2
23
2
0s
2
2
2
2
0s 
  
    
2
3 2 20
25s +100s+200 s+10
lim =1
s +s +25s s+10 +10 25s +100s+200s 

 
 
 Para a entrada do controlador e(t), 
 
   
011
s
1
10s
10
1slim
s
1
10s
10
s
1
slim
)s(C)s(H)s(Rslim)s(X)s(Rslim)s(sElim)t(elim
0s0s
0s0s0st




































 
 
 Para a saída do controlador u(t) ou chamada lei de controle, 
 




)s(R
)s(H)s(G)s(M1
)s(M
slim)s(R
)s(R
)s(U
slim)s(sUlim)t(ulim
0s0s0st
 
 












10s
10
s25ss
200s100s25
1
s
10s5s
4
5
lim
s
1
10s
10
25ss
20
s
10s5s
4
5
1
s
10s5s
4
5
slim
23
2
2
0s
2
2
2
0s 
  
      4
5
200s100s251010ss25ss
10s5s
4
5
10s25ss
lim
22
22
0s










 
 
 Outra forma para u(t), 
4
5
s
1
20
25ss
slim)s(C
)s(G
1
slim)s(sUlim)t(ulim
2
0s0s0st











 


 
 
 
176 
 Erro estacionário ou erro de regime permanente, 
      0
s
1
11slim)s(R
)s(R
)s(C
1slim)s(C)s(Rslim)t(c)t(rlim
0s0s0st








 
 
 
Figura 6-46: Comparação entre as respostas ao degrau unitárioAs respostas temporais de c(t), x(t), u(t) e e(t) são demonstradas nos gráficos que se 
seguem, 
 
 
Figura 6-47: Resposta c(t) com controlador PID 
 
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4
0
0.5
1
1.5
2
2.5
 
 
Resposta ao Degrau Unitário
Tempo (sec)
S
aí
da
 c
(t)
Malha Aberta
Controle PD
Controle PID
 
177 
 
Figura 6-48: Resposta do Sensor x(t) com controlador PID 
 
 
Figura 6-49: Lei de Controle u(t) com controlador PID 
 
 
178 
 
Figura 6-50: Erro do Controlador PID e(t) 
 
 A resolução do exercício anterior utilizando programa em Matlab é apresentado a seguir, 
 
 
 
 
% ExemploC6I10.m - Exemplo de simulação de controlador 
 
clear all 
close all 
clc 
 
% Funções de Transferência 
G = tf(20,[1 1 25]); %Planta 
H = tf(10,[1 10]); %Sensor ideal 
 
% Tempo de simulação 
tt=3; 
 
% Controlador PD 
Kp = 5; 
Td = 1/4; 
M = tf([Kp*Td Kp],1); 
 
% Resposta controlada C(s) 
MF_C = feedback(M*G,H); 
figure 
step(MF_C,tt) 
title('Resposta Controlada c(t)') 
 
% Erro do Controlador E(s) 
MF_E = feedback(1,M*G*H); 
figure 
step(MF_E,tt) 
title('Erro do Controlador e(t)') 
 
 
179 
 
 
% Resposta do Sensor de Erro X(s) 
MF_X = feedback(M*G*H,1); 
figure 
step(MF_X,tt) 
title('Resposta do Sensor x(t)') 
 
% Lei de Controle U(s) 
MF_U = feedback(M,G*H) 
 
% Função imprópria, por isso não pode ser simulada, 
% para sair disso, pode-se utilizar a aproximação do controlador 
derivativo 
% conforme apresentado no próprio capítulo 6, seção 6.9 
 
gama=0.01; 
PD = tf([Td 0],[gama*Td 1]); %Parcela derivativa do PD 
M = Kp*(1+PD); %Controlador PD 
MF_U = feedback(M,G*H) 
figure 
step(MF_U,tt) 
title('Lei de Controle u(t)') 
axis([0 tt -10 10]) 
 
% Tempo de simulação 
tt=3; 
 
% Controlador PID 
Kp = 5; 
Ti = 1/2; 
Td = 1/4; 
 
M = tf([Kp*Td*Ti Kp*Ti Kp],[Ti 0]); 
 
% Resposta controlada C(s) 
MF_C = feedback(M*G,H); 
figure 
step(MF_C,tt) 
title('Resposta Controlada c(t)') 
 
% Erro do Controlador E(s) 
MF_E = feedback(1,M*G*H); 
figure 
step(MF_E,tt) 
title('Erro do Controlador e(t)') 
 
% Resposta do Sensor de Erro X(s) 
MF_X = feedback(M*G*H,1); 
figure 
step(MF_X,tt) 
title('Resposta do Sensor x(t)') 
 
% Lei de Controle U(s) 
MF_U = feedback(M,G*H) 
 
 
180 
 
 
 
 
 
Curiosidade: Comparando os dois exemplos, pode ser afirmado que o controlador PID ajusta 
a sua saída u(t) até que a entrada e(t) seja zero. Para demonstrar isso, deve ser adicionado um 
erro entre C(s) e X(s) através da adição de um erro estacionário em H(s), como por exemplo, 
fazendo, 
10s
8
)s(H


 
 
 Para o controlador M(s) do tipo PID, 
 
 
2
22
d i i
p
i
1 1 1 5s + s+1 s +5s+10T Ts +Ts+1 4 2 2 4M(s)=K =5 =
1Ts s
s
2
 
 
  
 
 Para a saída c(t), 
 




)s(R
)s(H)s(G)s(M1
)s(G)s(M
slim)s(R
)s(R
)s(C
slim)s(sClim)t(clim
0s0s0st
 
2
2
2 3 2
20 0
2
3 2
2
5
s +5s+10
20 25s +100s+2004
1s s +s+25 s +s +25slims =lim =
5 s 25s +100s+200 8
s +5s+10 1+20 84 s+10s +s +25s1+
s s+10s +s+25
s s 

 
  
    
2
3 2 20
25s +100s+200 s+10 10 5
lim =
8 4s +s +25s s+10 +8 25s +100s+200s 
 
 
 
% Função imprópria, por isso não pode ser simulada, 
% para sair disso, pode-se utilizar a aproximação do controlador 
derivativo 
% conforme apresentado no próprio capítulo 6, seção 6.9 
gama=0.01; 
 
D = tf([Td 0],[gama*Td 1]); %Parcela derivativa do PID 
I = tf(1,[Ti 0]); %Parcela Integral do PID 
M = Kp*(1+D+I); %Controlador PID 
MF_U = feedback(M,G*H) 
figure 
step(MF_U,tt) 
title('Lei de Controle u(t)') 
axis([0 tt -10 10]) 
 
 
181 
 Para a entrada do controlador e(t), 
 
0 0 0
0 0
lime(t) limsE(s) lims R(s)-X(s) lims R(s)-H(s)C(s)
1 8 5 1 8 5 1
lims - . lims 1- . =1-1=0
s s+10 4 s s+10 4 s
t s s s
s s
   
 
         
       
        
       
 
 
 Para a Lei de Controle u(t), 
 
2
0 0 0
1 s +s+25 5 1 25 5 25
limu(t)=limsU(s)=lims C(s) lims . = . =
G(s) 20 4 s 20 4 16t s s s   
  
   
  
 
 
 Para a resposta do sensor x(t), 
 
0 0 0
8 5 1 8 5
limx(t)=limsX(s)=limsH(s)C(s)=lims . = . =1
s+10 4 s 10 4t s s s   
  
  
  
 
 
 Erro estacionário ou erro de regime permanente, 
 
0 0 0
C(s) 5 1 1
lim r(t)-c(t) =lims R(s)-C(s) =lims 1- R(s)=lims 1- =-
R(s) 4 s 4t s s s   
   
          
   
 
 
 Os gráficos das respostas temporais c(t), x(t), u(t) e e(t) são apresentadas nos gráficos 
seguintes, 
 
 
Figura 6-51: Resposta c(t) com controlador PID e sensor não-ideal 
 
 
182 
 
Figura 6-52: Resposta do Sensor x(t) com controlador PID e sensor não-ideal 
 
 
Figura 6-53: Lei de Controle u(t) com controlador PID e sensor não-ideal 
 
 
183 
 
Figura 6-54: Erro do Controlador PID e(t) com sensor não-ideal 
 
 
 
 Se isso for feito: c(∞) = 5/4 , x(∞) = 1 , e(∞) = 0 , u(∞) = 25/16 
 
 Erro de regime permanente: 
 
4
1
)t(c)t(rlim
t


 
 
 Isto significa que se a malha em realimentação apresentar erro estacionário, este pode 
gerar um erro estacionário na malha de controle. 
 
6.11 Exercícios Propostos 
 
1. Para o sistema em malha fechada abaixo, com 
 
5s
3
sG


 e 
 
1s3
1
sH


. 
 
 
a) Determinar os valores das constantes do controlador PID, representado por M(s), 
para que o denominador do sistema em malha fechada seja equivalente ao 
denominador um sistema de 2ª ordem, com fator de amortecimento  = 0.7, 
frequência natural n = 3 rad/s. 
b) Determinar os valores das constantes do controlador PID, representado por M(s), 
para que o denominador do sistema em malha fechada abaixo possua os mesmos 
polos que o produto de um sistema de 1ª ordem com constante de tempo τ = 0.2 
 
184 
segundos com um sistema de 2ª ordem com fator de amortecimento  = 0.5 e 
frequência natural n = 5 rad/s. 
c) Para os itens (a) e (b) qual será o 
)t(clim
t 
 para uma entrada degrau unitário? 
d) Para os itens (a) e (b), qual será o 
)t(ulim
t 
 para uma entrada degrau unitário? 
 
2. Para o diagrama de blocos abaixo, obter o erro estacionário, para um controlador M(s) 
Proporcional-Integral-Derivativo (PID), com Kp = 3, Td = ½s, Ti=1s, para uma entrada 
 
5
2
tr 
, sendo 
 
2s
1
sG


, 
 
1s
3
sH


 e 
 
3s
2
sD


. 
 
 
 
3. Para o diagrama de blocos abaixo, obter o erro estacionário ou erro de regime permanente, 
para um controlador M(s) Proporcional – Integral - Derivativo (PID), com Kp = 4, Td = 2 
e Ti = 3, para uma entrada degrau r(t) = 2, sendo: 
 
 
2s2s
1
sG
2 

, 
 
3s
2
sH


 e 
 
2s
2
sF


. 
 
 
 
4. Para o diagrama de blocos acima, qual o valor K para que o sistema em malha fechada não 
apresente erro estacionário para uma entrada degrau unitário? M(s) Proporcional – Integral 
- Derivativo (PID), com Kp = 4, Td = 2 e Ti = 3. 
 
  2
K
G s =
s +2s+2
, 
 
2
H s =
s+3
 e 
 
4s
2
sF


. 
 
5. Para o diagrama de blocos abaixo, determinar o valor de K em H(s) para que o sistema em 
malha definida por C(s)/R(s) não possua erro estacionário para uma entrada tipo degrau 
unitário. Sendo que M(s) é um controlador PID com Kp = 2, Td = ½ e Ti = 3. 
 
185 
 
G(s) =
3
s2 + 2s + 5
 ; H(s)=
K
5s + 2
 ; F(s) =
2
s + 7
 
 
 
 
 
 
6. Para o diagrama de blocos abaixo, sendo que Kp = 2, Ti = 5 e Td = ½. Determinar o 
erro estacionário para uma entrada degrau unitário 
 
𝐺(𝑠) =
2
𝑠2 + 3𝑠 + 2
 ; 𝐻(𝑠) =
2
𝑠 + 1/3
 
 
 
 
 
7. Supondo a função de transferência abaixo em malhar aberta, colocar um sistema de controle 
Proporcional-Derivativo (PD) para que seja duplicada a frequência natural e o fator de 
amortecimento. 
 
 
27s5,3s3
15
sG
2 

 
 
 
8. Projeto de controladores. A função de transferência acima com o controle PD não é 
suficiente para que não ocorra erro estacionário ou erro de regime permanente; é necessária 
a introdução do controle integral junto do controle PD, formando assim o PID. Para que 
isso seja feito, o terceiro polo deve ser escolhido de tal forma a ser puramente real e negativo 
com módulo pelo menos 3 vezes maior que o módulo dos polos imaginários. 
 
 
 
186 
9. Considere o sistema de controle de posição de um satélite mostrado na figura (a) abaixo. A 
saída do sistema apresenta oscilações continuadas não desejáveis. Esse sistema pode ser 
estabilizado pelo uso de realimentação tacométrica, como mostra a figura (b). Se K/J = 4, 
que valor de Kh resultará em um coeficiente de amortecimento igual a 0,6? 
 
 
 
187 
6.12 Respostas 
 
1. a) 𝐾𝑝 =
22
3
, 𝑇𝑖 = ∞, 𝑇𝑑 = −
17
110
. 
 b) 𝐾𝑝 =
145
3
, 𝑇𝑖 =
29
75
, 𝑇𝑑 =
14
145
. 
 c) (a) lim
𝑡→∞
𝑐(𝑡) =
22
27
; (b) lim
𝑡→∞
𝑐(𝑡) = 1. 
 d) (a) lim
𝑡→∞
𝑢(𝑡) =
110
81
; (b) lim
𝑡→∞
𝑢(𝑡) =
5
3
. 
 
2. ess = −
1
5
. 
 
3. ess = −
8
3
. 
 
4. K = −
8
3
. 
 
5. K =
62
21
 
 
6. ess =
5
6
. 
 
7. 𝑃𝐷 =
27
5
(1 +
7
54
𝑠). 
 
8. 𝑠1 = −
2,8
3
+ 5,4683𝑖 𝑠2 = −
2,8
3
− 5,4683𝑖 𝑠3 = −2,8 𝑃𝐼𝐷 =
27
5
(1 +
7
54
𝑠 +
1
0,3134𝑠
). 
 
9. Kh = 0,6. 
 
 
188 
7 Critérios de Desempenho 
 
 Com frequência, as características de desempenho de um sistema de controle são 
especificadas em termos da resposta transitória a uma entrada degrau unitário. Dentre elas tem-
se, 
 
1. Tempo de Atraso ( td – Delay Time): Tempo requerido para que a resposta alcance 
metade de seu valor final pela 1ª vez. 
2. Tempo de Subida ( tr – Rise Time): Tempo requerido para que a resposta passe de 10 
a 90% ou de 5 a 95% ou 0 a 100% do valor final. Para sistemas de 2ª ordem 
subamortecidos, o tempo de subida de 0 a 100% é normalmente utilizado. Para os 
sistemas superamortecidos e sistemas de 1ª ordem, ou sistemas que não apresentam 
oscilações em sua resposta, o tempo de subida de 10 a 90% é o mais utilizado. 
3. Tempo de Pico ( tp – Peak Time): Tempo requerido para a resposta do sistema atingir 
o 1º pico de sobressinal. 
4. Máximo Sobressinal ( Mp – Overshoot): Representa o valor máximo de pico da curva 
de resposta, isto é, o maior valor acima do valor final, subtraído do valor final da 
resposta. Como este valor absoluto é dependente da entrada, usualmente é apresentado 
a %Mp, Porcentagem de Sobressinal, isto é, 
 
%100
)(c
)(c)t(cdevalormáximo
M% p 



 
5. Tempo de Acomodação ( ts – Settling Time): Tempo necessário para a resposta do 
sistema alcançar e permanecer dentro de uma faixa, usualmente 2% ou 5%, em torno do 
valor final. Esta constante é utilizada para determinar a estabilização do sistema, isto é, 
ela marca a passagem entre o regime transitório e o regime permanente. 
 
 
Figura 7-1: Resposta típica de um sistema de 2ª ordem padrão a uma entrada tipo degrau 
 
samuel.martins
Note
Sistema estável
Samuel
Destacar
 
189 
7.1 Tempo de Acomodação 
 
Como exemplo de tempo de acomodação para um sistema de 1ª ordem, tem-se, 
 
5s
3
)s(H


 
 
 Ele possui uma constante de tempo τ = 1/5 segundos e um ganho de 3/5. O tempo de 
acomodação para este sistema depende apenas da constante de tempo, isto é, o ganho e a 
amplitude do degrau não influenciam no tempo de acomodação. Desta forma, 
 
 Critério de 5% ele se acomodará em aproximadamente 3τ ou 0.6 segundos; 
 Critério de 2% ele se acomodará em aproximadamente 4τ ou 0.8 segundos; 
 
 Já no seguinte sistema, 
 
s7.0e
5s
3
)s(H 


 
 
 A constante de tempo ainda é τ = 1/5 segundos e o ganho de 3/5; o atraso de transporte 
θ = 0.7 segundos deve ser levado em conta no calculo do tempo de acomodação, então, 
 
 Critério de 5% ele se acomodará em aproximadamente 3τ + θ ou 1.3 segundos; 
 Critério de 2% ele se acomodará em aproximadamente 4τ + θ ou 1.5 segundos; 
 
 
Figura 7-2: Tempo de acomodação com critério de 5% para sistema de 1ª ordem 
 
 O tempo de acomodação para sistemas de 2ª ordem vai depender de o sistema ser padrão 
ou não e do fator de amortecimento. Caso seja um sistema padrão e seja subamortecido, a sua 
resposta para uma entrada degrau unitário é dada por, 
 




































 
 2
1
d2
t 1
tgtsin
1
e
1K)t(c
n para t ≥ 0 
Resposta ao Degrau Unitario
Tempo (sec)
Am
pl
itu
de
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
System: H
Settling Time (sec): 0.599
Resposta ao Degrau Unitario
Tempo (sec)
A
m
pl
itu
de
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
System: H
Settling Time (sec): 1.3
Samuel
Destacar
 
190 
 Como a exponencial decai uma taxa de “ζωn”, então, pode-se aproximar o tempo de 
acomodação conforme, 
 
 Critério de 5% ele se acomodará em aproximadamente 3/ζωn; 
 Critério de 2% ele se acomodará em aproximadamente 4/ζωn; 
 
Como exemplo tem-se os dois sistemas, 
 
25s4s
25
)s(1G
2 

 e 
25s4s
25s12
)s(2G
2 


 
 
 Ambos são sistemas de 2ª ordem com ζ = 0.4 e ωn = 5 rad/s. Calculando o tempo de 
acomodação pela fórmula para critério de 2%, 
 
 Critério de 2% ele se acomodará em aproximadamente 4/ζωn ou 2 segundos; 
 
 Contudo, verificando na prática, o sistema padrão G1(s) acomoda-se exatamente em 
1.68 segundos e o sistema não padrão G2(s) acomoda-se em 2.04 segundos conforme 
apresentado na figura abaixo. 
 
 
Figura 7-3: Exemplo de tempo de acomodação com critério de 2% para sistemas de 2ª ordem 
 
 Deve ser mencionado que para o sistema G1(s) o pico da resposta ocorre um pouco 
depois de 2 segundos, conforme pode ser observado na figura acima. 
 
 Deve ser observado que para o sistema não padrão, vai depender do numerador, isto é, 
para um numerador conforme apresentado abaixo, o tempo de acomodação sobe para 3.29 
segundos. 
25s4s
25s100
)s(3G
2 


 
 
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
2.5
Tempo (sec)
 
 
G1(s)
G2(s)
Exponencial
Critério de 2%
1.5 1.6 1.7 1.8 1.9 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.52.5
0.95
0.96
0.97
0.98
0.99
1
1.01
1.02
1.03
1.04
1.051.05
 
 
X: 1.679
Y: 0.98
Tempo (sec)
X: 2.039
Y: 1.02
G1(s)
G2(s)
Samuel
Destacar
 
191 
 
Figura 7-4: Exemplo de tempo de acomodação com critério de 2% 
 
Fórmula Aproximada para o tempo de acomodação: A melhor maneira de se estimar o 
tempo de acomodação é através do método gráfico. Quando não estiver disponível, deve-se 
aplicar a metodologia abaixo. Supondo que as respostas dos sistemas são em geral daseguinte 
forma, 
)t(bea)t(c t 
 para t ≥ 0 
 
Onde c(t) é a reposta do sistema, a, b e α são constantes e ϕ(t) é o termo oscilante, que pode 
existir ou não. Definindo um erro tal que, 
 
a02.0)t(be)t(c)(c)t(e t  
 
Onde 0.02 é para o critério de 2%; seria 0.05 para 5%. Então, 
 
a02.0)t(eb t 
 
 
 O problema é saber o tempo em que ocorre o maior valor do termo oscilante dentro do 
tempo de decaimento. Mas fazendo uma aproximação do |ϕ(t)| pelo maior valor em módulo que 
a função pode atingir, chamado de M, então, 
 



















Mb
a02.0
ln
1
t
Mb
a02.0
lnt
Mb
a02.0
e *s
*
s
t*s
 
 
 O asterisco aparece pela aproximação de |ϕ(t)| por M. Como dentro do “ln” será um 
valor negativo, então, 
 










a02.0
Mb
ln
1
t*s
 
 
 Deve ser observado que esta equação satisfaz o proposto originalmente, mas o tempo 
de acomodação real será dado por, 
*
ss tt 
 
1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5
0.95
0.96
0.97
0.98
0.99
1
1.01
1.02
1.03
1.04
1.05
 
 
X: 3.286
Y: 1.02
Tempo (sec)
G1(s)
G3(s)
 
192 
Exemplo 1: Para o sistema abaixo, com critério de 2%, 
 
25s4s
25
)s(1G
2 

 
 
 A solução, denominada de c(t), para uma entrada degrau unitário é dada por, 
 
























 
2
21
tgt21sine
21
215
1)t(c 1t2
 para t ≥ 0 
 
 Para a aplicação da metodologia, a = 1, 
21
215
b 
, α = 2 e M = 1, então, 
 
2t2t
02.0
21
215
ln
2
1
t
a02.0
Mb
ln
1
t s
*
s
*
s
*
s 





















 segundos 
 
Tabela de exemplos de M 
ϕ(t) M 
  3tsin2 
 5 
  3tsin2 
 5 
  3tsin2 
 5 
 tsin23 
 5 
 
 Quando a solução apresentar várias partes, ela pode ser desmembrada em várias 
soluções simples, sendo comparados os tempos de acomodação para cada uma delas. Então, 
supondo uma solução da seguinte forma, 
 
)t(eb)t(eba)t(c 2
t
21
t
1
21  
 para t ≥ 0 
 
 Desmembrar conforme, 
 
)t(eba)t(c 1
t
11
1  
 e 
)t(eba)t(c 2
t
22
2  
 
 
 Para c1(t): 










a02.0
Mb
ln
1
t
11
1
*
1s
 
 Para c2(t): 










a02.0
Mb
ln
1
t
22
2
*
2s
 
 
 Solução final para o tempo de acomodação, 
 
ts ≤ maior valor entre 
*
1st
 e 
*
2st
 
 
193 
Exemplo 2: Considerando o seguinte caso com critério de 2%, 
 
     1t5cos3e
3
1
3t5cos4e
2
1
2
1
)t(c t3t2  
 
 
 Aplicando a metodologia, 
 
 Para c1(t): 
  3t5cos4e
2
1
2
1
)t(c t21 

, assim, 
 929.2t
2
1
02.0
7
2
1
ln
2
1
t
a02.0
Mb
ln
1
t *1s
*
1s
11
1
*
1s 





















 
 
 Para c2(t): 
  1t5cos3e
3
1
2
1
)t(c t32 

, assim, 
 631.1t
2
1
02.0
4
3
1
ln
3
1
t
a02.0
Mb
ln
1
t *2s
*
2s
22
2
*
2s 





















 
 
 Assim, o tempo de estabilização será ts ≤ 2.929 segundos. De acordo com a figura 
abaixo, o tempo de estabilização é exatamente 2.261 segundos. 
 
 
Figura 7-5: Exemplo de tempo de acomodação com critério de 2% para sistemas de ordem 
elevada 
 
Observação: Como não é possível estipular exatamente quando ocorre o tempo de acomodação 
por esta fórmula aproximada, usa-se o sinal de ≤ para ts. 
 
Dica para melhorar a resposta: Para melhorar a aproximação deve-se considerar o maior 
número de termos possível. 
 Assim, se houver termos com a mesma frequência utilizar, 
0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4
0.45
0.46
0.47
0.48
0.49
0.5
0.51
0.52
0.53
0.54
0.55
X: 2.261
Y: 0.51
 
194 
  tsinbatcosbtsina 22
 
Onde 
a
b
tan 
 
 Se houver termos com a mesma exponencial, os termos devem ser agrupados, 
 
 t2sin2et2sinee2 t3t3t3  
 
 
7.2 Tempo de Pico 
 
 O tempo de pico é definido como o tempo em que a função alcança o 1º pico de 
sobressinal, isto é, é dado observando-se o maior valor do 1º pico acima do regime estacionário 
ou valor final ou resposta em regime permanente. Contudo, em alguns casos pode haver 
controvérsia devido à sua utilização, como no software Matlab, em que ele define como o tempo 
do maior valor de sobressinal. Ver figura abaixo. 
 
 
Figura 7-6: Exemplo de tempo de pico 
 
 Tempo de pico para sistemas de 1ª ordem padrão: Como não ocorre sobressinal, não 
se aplica. 
 
 Tempo de pico para sistemas de 2ª ordem padrão: Vai depender das características 
do sistema. Se for superamortecido não se aplica, se for subamortecido, a resposta padrão é 
dada por, 
 
   



















  tsin
1
tcose1K)t(c d
2
d
tn
 para t ≥ 0 
 
 Para encontrar o tempo de pico, deriva-se a resposta, igualando o resultado a zero e 
verificando se a amplitude é máxima global. Então, 
 
Resposta ao degrau Unitário
Tempo (sec)
Am
pl
itu
de
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
System: G
Peak amplitude: 1.78
Overshoot (%): 256
At time (sec): 0.513
 
195 
   
   



























tcos
1
tsinKe
tsin
1
tcoseK)t(c
dt
d
d
2
d
dd
t
d
2
d
t
n
n
n
 
 
 Agrupando os termos, 
 
    0tsin
1
tcos
1
Ke)t(c
dt
d
dd
2
n
2
d
2
d
n
tn 































 
 
 
 Como a exponencial não pode ser nula, 
 
    0tsin
1
tcos
1
1
d
2
n
d
2
2
n
n 





















 
 
 Então, 
 
  0tsin pd 
 
 
 O termo se anula para, 
 
 kt pd
 para k = 0, 1, 2, ... 
 
 Pegando o menor termo diferente de zero, 
 
d
pt



 segundos 
 
 Deve ser lembrado que a fórmula acima só é válida para sistemas de 2ª ordem padrão. 
 
7.3 Máximo sobressinal 
 
 O máximo sobressinal ocorre no tempo de pico, representando a diferença entre o maior 
valor da resposta subtraído do valor de regime permanente. 
 
 Máximo sobressinal para sistemas de 1ª ordem padrão: como não há tempo de pico, 
não se aplica. 
 
 Máximo sobressinal para sistemas de 2ª ordem padrão: Vai depender das 
características do sistema. Se for superamortecido não se aplica, se for subamortecido, a 
resposta padrão é dada por, 
 
Samuel
Retângulo
 
196 
   



















  tsin
1
tcose1K)t(c d
2
d
tn
 para t ≥ 0 
 
 Substituindo o tempo de pico, 
 



































 

d
d2
d
dp sin
1
cose1K)t(c d
n 
 
 Então, 
 








 


d
n
e1K)t(c p
 
 
 Como a resposta em regime permanente é K, 
 
  d
n
d
n
KeKe1Kc)t(cM pp
















 
 
 Como é um valor que depende da entrada, pois foi utilizada a resposta ao degrau 
unitário, o mais conveniente é calcular a %Mp, Porcentagem de Sobressinal, assim, 
 
 
 
%100e%100
K
Ke
c
c)t(c
M% d
n
d
n
p
p 


 




 
 
7.4 Tempo de subida 
 
 Tempo de subida para sistemas de 1ª ordem padrão: Como o sistema não apresenta 
sobressinal é mais comum utilizar uma porcentagem da amplitude. Supondo um critério de 10% 
a 90%, isto é, com o tempo de subida sendo o tempo necessário para a resposta do sistema 
passar de 10% para 90%, tem-se, para a reposta de um sistema de 1ª ordem padrão à entrada 
degrau unitário, 
 








 

t
e1K)t(c
 para t ≥ 0 
 
 Resposta em regime permanente: c(∞) = K 
 Resposta para c(t) = 10% de c(∞): 
9.0ee1KK1.0
11 tt









 



 
Samuel
Retângulo
 
197 
 Resposta para c(t) = 90% de c(∞): 
1.0ee1KK9.0
22 tt









 



 
 
 Dividindo uma pela outra, 
 
9lnt9e9e
1.0
9.0
e
e
r
ttt
t
t
r12
2
1
 





 
 
 Tempo de subida para sistemas de 2ª ordem padrão: Vai depender das características 
do sistema para se escolher um critério. Se for superamortecido, usualmente é escolhido o 
critério de 5% a 95% ou 10% a 90%; se for subamortecido pode ser escolhido o critério de 0 a 
100%. A resposta ao degrau unitário para um sistema subamortecido de 2ª ordem padrão é dada 
por, 
 
   



















  tsin
1
tcose1K)t(c d
2
d
tn
 para t ≥ 0 
 Escolhendo o critério de 0% a 100%, o tempo de subida ts será o tempo necessário para 
a resposta do sistema sair de 0 para 100% da resposta em regime permanente, 
 
 Resposta em regime permanente: c(∞) = K 
 
 Resposta para c(t) = 100% de c(∞): 
   



















  rd
2
rd
t
tsin
1
tcose1KK rn
 
 
 Então, como a exponencial não pode ser nula, 
 
    0tsin
1
tcos rd2rd




 
 
 Dividindo pelo cosseno, 
 
 















 
2
1
d
rrd2
1
tg
1
t0ttg
1
1
 
 
 Neste ponto, deve-se tomar muito cuidado devido ao negativo dentro do arco tangente, 
pois se deve observar a física do problema. Como está sendo calculado um tempo, ele deve ser 
positivo, assim pela trigonometria, 
 
     tgtg
 
 
 
 
Samuel
Retângulo
 
198 
 Portanto, 
 
   






2
rd
2
rd
1
ttg
1
ttg
 
 
 Assim, 
 






















 
n
2
n1
2
1
rd
1
tg
1
tgt
 
 
Onde β é o ângulo entre a parte imaginária e a parte real do polo. 
 
 Então, para um sistema de 2ª ordem padrão com critério de 0 a 100% e uma entrada 
degrau unitário o tempo de subida é dado por, 
 
d
rt



 
 
7.5 Exercícios Resolvidos 
 
Exercício #1: A resposta ao degrau unitário do seguinte sistema de 2ª ordem, 
 
25s4s
20s2
)s(G
)s(R
)s(C
2 


 
 
 Cuja resposta ao degrau unitário é dada por, 
 
       
















  t21sin
42
21
t21cose1
5
4
t21sine
105
212
t21cose
5
4
5
4
)t(c t2t2t2
 
 
 Para o tempo de pico, derivando e igualando a zero, 
 
       











  t21cos
2
1
t21sin21e
5
4
t21sin
21
21
t21cos2e
5
4
0)t(c
dt
d t2t2
 
 
 Agrupando os termos, 
 
    t21sin218t21cos21e
21
2
0)t(c
dt
d t2  
 
 
 
 
 
Samuel
Retângulo
 
199 
 Então, 
 
     
8
21
218
21
t21tg0t21sin218t21cos21 ppp 
 
 
 Assim, 
 
  572.0
21
8
21
tg
t
8
21
t21tg
1
pp 











 segundos 
 
 Tempo de subida com critério de 0% a 100%, 
 
   
















  ss
t2
s t21sin
42
21
t21cose1
5
4
5
4
)t(c
 
 
 Então, 
 
    0t21sin
42
21
t21cos ss 
 
 
 Dividindo pelo cosseno, 
 
  319.0
21
42
tg
21
1
t0t21tg
42
21
1 1ss 





 
 segundos 
 
Exercício #2: Um sistema de 2ª ordem não padrão apresenta a resposta ao degrau unitário 
abaixo, determinar sua função de transferência. 
 
 
 
 
200 
 Como o sistema foi determinado como um sistema de 2ª ordem padrão, então tem-se 
que, 
 
 Valor final: K = 2 
 Tempo de Pico: 
3t
d
p 



 
 Sobressinal: 
  5.025.2Kec)t(cM d
n
pp 


 
 
 Assim, do sobressinal, 
 
 25.0ln
1
5.0e2
2
1 2






 
 Invertendo o “ln” e expandindo os termos tem-se que, 
 
 
 
4037.0
4ln
4ln
4ln1
22
2
2 


 
 Para o tempo de pico, 
s/rad1446.1
3
1 n
2
n 


 
 Então, a Função de transferência fica, 
3102.1s9242.0s
6203.2
)s(G
)s(R
)s(C
2 

 
 
Observação: Este exemplo é chamado de “Identificação de Sistemas”, no qual o objetivo é 
extrair do gráfico uma função de transferência, pois em muitos casos a função de transferência 
vem da parte experimental sem que se conheça a sua formulação matemática. 
 
7.6 Exercícios Propostos 
 
1. Para as respostas abaixo, determinar, 
 
a. Tempo de acomodação ou tempo de Estabilização com critério de 2%; 
b. Tempo de subida com critério de 0 a 100%; 
c. Tempo de pico; 
d. Porcentagem de sobressinal; 
(Dica: utilize o MATLAB para plotar os gráficos nos casos em que a resolução 
analítica for inviável) 
 
o 
t2tt3 eee
3
1
3
1
)t(c  
 
o 
 )t4sin()t4cos(4e
17
10
17
40
)t(c t  
 
o 
   )t5sin(33)t5cos(10e
1189
10
)t4sin(21)t4cos(16e
1394
25
493
100
)t(c t2t  
 
 
201 
o Para o gráfico do exercício (1) letra (a) do item 5.6.1 
 
 
2. Construir a função de transferência de um sistema de 1ª ordem padrão, sem atraso de transporte 
e que não apresente erro estacionário para uma entrada tipo degrau que tenha um tempo de 
acomodação ts = 5 segundos com critério de 2%. Esboçar a resposta ao degrau unitário. 
 
3. Construir a função de transferência de um sistema de 1ª ordem padrão, com atraso de transporte 
θ = 2 segundos, que apresente erro estacionário igual a 0.2 para uma entrada degrau de 
amplitude 2 que tenha um tempo de acomodação ts = 5 segundos com critério de 2%. Esboçar 
a resposta ao degrau unitário. 
 
4. Para um sistema de 2ª ordem padrão, sem atraso de transporte e que não apresente erro 
estacionário para uma entrada tipo degrau, determinar a sua função de transferência para que 
sua resposta ao degrau unitário apresente 20% de sobressinal e tenha um tempo de acomodaçãode 5 segundos. 
 
5. Para um sistema de 2ª ordem padrão, sem atraso de transporte e que não apresente erro 
estacionário para uma entrada tipo degrau, determinar a sua função de transferência para que a 
sua resposta ao degrau unitário apresente 20% de sobressinal e tenha um tempo de pico 2 
segundos. 
 
6. Para um sistema de 2ª ordem padrão, sem atraso de transporte e que não apresente erro 
estacionário para uma entrada tipo degrau, determinar a sua função de transferência para que a 
sua resposta ao degrau unitário tenha um tempo de pico 2 segundos e um tempo de acomodação 
de 5 segundos. Neste caso, qual será a % MP? 
 
7. Assumindo uma função de transferência dada por 
25s4s
25
)s(G
2 

. Projetar um controle 
proporcional para que o tempo de pico seja reduzido em exatamente 25% para uma entrada 
degrau unitário. Apesar da introdução de um erro estacionário, qual foi a variação da % de 
sobressinal? 
 
8. Para o sistema 
25s10s
25
)s(G
2 

, quanto deve ser o seu fator de amortecimento ζ para que 
a sua resposta ao degrau unitário tenha um tempo de acomodação de 2 segundos. 
 
9. Considere que a resposta ao degrau unitário do sistema de controle com realimentação unitária 
cuja função de transferência de malha aberta seja: 
 
𝐺(𝑠) =
1
𝑠(𝑠 + 1)
 
 
Obtenha o tempo de subida, o tempo de pico, o máximo sobressinal e o tempo de acomodação. 
 
 
 
 
 
202 
 
 
10. Considere o sistema de malha fechada dado por: 
 
𝐶(𝑠)
𝑅(𝑠)
=
ω𝑛²
𝑠² + 2ζω𝑛𝑠 + ω𝑛²
 
 
Determine os valores de ζ e ωn de modo que o sistema responda a uma entrada em degrau com 
aproximadamente 5% de sobressinal e com o tempo de acomodação de 2 segundos. (Utilize o 
critério de 2%.) 
 
11. Sabe-se que a função de transferência de um sistema oscilatório tem a seguinte forma: 
 
𝐺(𝑠) =
ω𝑛²
𝑠² + 2ζω𝑛 +ω𝑛²
 
 
Supondo que haja um registro da oscilação com amortecimento, como mostra a figura abaixo. 
Determine o coeficiente de amortecimento ζ do sistema a partir do gráfico. 
 
 
 
12. Considere o sistema mostrado na figura abaixo. Determine o valor de k de modo que o 
coeficiente de amortecimento ζ seja 0,5. Então, obtenha o tempo de subida tr, o tempo de pico 
tp, o máximo sobressinal Mp e o tempo de acomodação ts na resposta ao degrau unitário. 
 
 
 
203 
7.7 Respostas 
 
1. 𝑐(𝑡) =
1
3
−
1
3
𝑒−3𝑡 − 𝑒−𝑡 + 𝑒−2𝑡 
 a) 𝑡𝑠 ≤ 5,0106𝑠. b) Não se aplica. c) Não se aplica. d) Não se aplica. 
 
 𝑐(𝑡) =
40
17
−
10
17
𝑒−𝑡 (4 cos(4𝑡) + 𝑠𝑒𝑛(4𝑡)) 
 a) 𝑡𝑠 ≤ 3,9120𝑠. b) 𝑡𝑟 = 0,4539𝑠. c) 𝑡𝑝 =
𝜋
4
𝑠. d) %𝑀𝑝 = 45,59%. 
 
 𝑐(𝑡) =
100
493
−
25
1394
𝑒−𝑡(16 cos(4𝑡) + 21 sin(4𝑡)) +
10
1189
𝑒−2𝑡(10 cos(5𝑡) + 33 sin(5𝑡)) 
 a) 𝑡𝑠 ≤ 4,5308𝑠. b) 𝑡𝑟 = 0,6561𝑠. c) 𝑡𝑝 = 1,0175𝑠. d) %𝑀𝑝 = 69,73%. 
 
 Gráfico do exercício (1) letra (a) do item 5.6 
 a) 𝑡𝑠5% = 15𝑠 𝑡𝑠2% = 19𝑠. b) 𝑡𝑟 = 11,7889𝑠. c)Não se aplica. d)Não se aplica. 
 
2. Função de Transferência: H(s) =
1
5
4
s+1
 
 
 Resposta ao degrau unitário: 
 
 
3. Função de Transferência: H(s) =
0.9
3
4
s+1
e−2s 
 Resposta ao degrau unitário: 
 
 
204 
4. Função de Transferência: H(s) =
3.08
s2+1.6s+3.08
 
 Resposta ao degrau unitário: 
 
5. Função de Transferência: 
2
3,1150
G(s)=
s +1,6094s+3,1150
 
 
 Resposta ao degrau unitário: 
 
6. Função de Transferência: 
2
3,1074
G(s)=
s +1,6s+3,1074
 
 
 Máximo sobressinal: %MP = 20,1897 
 
 Resposta ao degrau unitário: 
 
 
 
 
205 
 
7. 𝐾𝑝 = 0,65333. A porcentagem de sobressinal aumentou em 40,885%. 
 
8. Fato de amortecimento deve ser: 𝜁 = 0,4. 
 
9. 𝑡𝑟 = 2,4184𝑠. 𝑡𝑝 = 3,6276𝑠 . %𝑀𝑝 = 16,30%. 𝑡𝑠 = 8𝑠. 
 
10. 𝜁 = 0,6901 . 𝜔𝑛 = 2,8981 𝑟𝑎𝑑/𝑠. 
 
11. 𝜁 = √1 −
𝑇2
4𝑡1
2. 
 
12. 𝑘 = 0,2. 𝑡𝑟 = 0,6046𝑠. 𝑡𝑝 = 0,9069𝑠 . %𝑀𝑝 = 16,30%. 𝑡𝑠 = 2𝑠. 
 
 
 
206 
8 Estabilidade 
 
 Estabilidade possui várias interpretações físicas e por isso pode ser definida de diversas 
maneiras. Como interpretação física de estabilidade, tem-se a figura abaixo. 
 
 
(a) Sistema Estável (b) Sistema Instável 
Figura 8-1: Exemplo de Sistema Estável e Instável 
 
 O sistema é representado por uma cuia com uma bola. No Sistema Estável, a bola pode 
ser solta em qualquer parte da cuia que, devido ao atrito com a parede, a bola sempre tenderá a 
parar no centro da cuia, desde que a energia inicial não seja capaz de joga-la para fora. 
 
 Uma separação que se pode fazer em sistemas estáveis é em relação ao amortecimento. 
No caso de haver amortecimento, a bola irá parar no centro da cuia em qualquer posição que 
for solta, definindo, assim, um Sistema Assintoticamente Estável. Caso não haja 
amortecimento, a bola tenderá a ficar oscilando em torno de uma mesma posição em relação ao 
ponto mais baixo da cuia, definindo, assim, um Sistema Marginalmente Estável. 
 
 No Sistema Instável, a bola está apoiada exatamente no topo da cuia; neste caso, com 
qualquer movimento que se faça com a cuia a bola tenderá a cair. Deve ser observado que uma 
das aplicações do sistema de controle é a transformação de um sistema originalmente Instável 
em um sistema Assintoticamente estável através da adição de um controlador. 
 
8.1 Definições básicas 
 
 Estabilidade pode receber várias definições dependendo do ponto de vista da análise a 
ser feita. 
 
8.1.1 Estabilidade segundo as entradas e saídas 
 
 Um sistema é dito Assintoticamente Estável se, para qualquer entrada limitada, mesmo 
que muito grande, a sua saída permanece limitada, mesmo que muito grande. 
 
 Porém, fica difícil de verificar a diferença entre um sistema marginalmente estável e um 
instável, pois, para algumas entradas limitadas, o sistema marginalmente estável apresentará 
saídas não limitadas. Esta verificação só será capaz de ser feita se houver uma varredura da 
entrada em frequência. Como exemplo, no caso de um sistema de 2ª ordem sem amortecimento 
 
207 
cuja entrada possua a frequência natural do polo, a resultante será um sistema instável, apesar 
de ele ser classificado como marginalmente estável. 
 
8.1.2 Estabilidade segundo as respostas às condições iniciais 
 
 Um sistema é dito Assintoticamente Estável se, para uma perturbação passageira, a sua 
resposta voltar para a posição de equilíbrio inicial. 
 
 Um sistema é dito Marginalmente Estável se, para uma perturbação passageira, a sua 
resposta permanecer limitada, mas contínua com o tempo. A amplitude da resposta não é 
atenuada. 
 
 Um sistema é dito Instável se, para uma perturbação passageira, a sua resposta não 
permanecer limitada. 
 
 Utiliza-se como exemplo uma bola em uma superfície plana onde se aplica um 
empurrão, que pode ser entendido como uma perturbação passageira. Se não houver atrito, ela 
nunca irá parar. Então, tem-se um sistema instável. Mas, se houver atrito, ela irá parar em um 
ponto fora da posição original. Ela não oscilou em torno da posição original nem parou no 
mesmo ponto. Difícil de ser classificada. 
 
 Contudo, se, para o mesmo exemplo da bola, ela fosse presa à superfície por um elástico 
que a puxasse de volta, com a presença do atrito seria o caso do sistema assintoticamente estável 
e sem a presença do atrito seria o caso do sistema marginalmente estável, mas nunca o instável. 
 
 Para se entender este fenômeno, deve-se imaginar a bola em uma superfície plana se 
deslocando em uma única direção. A bola pode ser equacionadacomo uma inércia J e 
amortecimento b, o elástico como uma rigidez K, e o empurrão como um delta de Dirac δ(t); 
assim, 
 
 Bola 
 
2
1
Js
sG 
 
 Bola + Atrito 
 
bsJs
sG


2
1
 
 Bola + Elástico 
 
kJs
sG


2
1
 
 Bola + Atrito + Elástico 
 
kbsJs
sG


2
1
 
 
 A diferença entre os sistemas são os polos; assim, a melhor forma de classificar-se um 
sistema quanto à estabilidade é utilizando os polos do sistema. 
 
 
8.1.3 Estabilidade segundo os polos 
 
 
208 
 Para se entender a estabilidade segundo os polos do sistema, usa-se como exemplo um 
sistema de 1ª ordem padrão e um sistema de 2ª ordem padrão, e calcula-se a resposta de ambos 
para uma entrada degrau unitário. 
 
 Sistema de 1ª ordem padrão 
 
1

s
K
sH

 
 Polo 


1
s
 
 Resposta ao degrau unitário 






 

t
e1K)t(c
 
 
 O que faz a resposta permanecer limitada é o sinal negativo da exponencial que vem do 
sinal negativo do polo. 
 
 Sistema de 2ª ordem padrão 
 
2
nn
2
2
n
s2s
K
sG



 
 
 Polos 
dn js 
 com 
2
nd 1
 
 
 Resposta ao degrau unitário 
     



















  tsin
1
tcose1Ktc d
2
d
tn
 
 
 Neste caso, o que mantém a resposta limitada é também a exponencial negativa que se 
origina do sinal da parte real dos polos. Se o amortecimento for nulo, 
 
 Sistema de 2ª ordem padrão 
 
2
n
2
2
n
s
K
sG



 
 
 Polos 
njs 
 
 
 Resposta ao degrau unitário 
    tcos1Ktc n
 
 
 Sendo assim, um sistema que não tenha amortecimento será classificado como 
marginalmente estável por manter a oscilação indefinidamente. Então, as raízes da equação 
característica ou polos do sistema são indicativos da sua estabilidade. Deve ser lembrado que a 
resposta é uma soma das influências de cada polo. Supondo um sistema cujas raízes são na 
forma 
 js
, então, 
 
 Se todos os polos possuem parte real menor que zero, 
  0
, o sistema é 
Assintoticamente Estável; 
 
 Se pelo menos 1 polo possui parte real nula, 
  0
, e os demais polos possuírem parte 
real menor que zero, 
  0
, o sistema é Marginalmente Estável; 
Samuel
Highlight
Samuel
Sticky Note
Se pelo menos 1 polo apresentar parte real positiva, o sistema será INSTÁVEL!
 
209 
 
 Se pelo menos 1 polo possui parte real maior que zero, 
  0
, o sistema é Instável; 
 
 Um polo com parte real nula, devido ao transitório, gera oscilações em sua frequência 
natural que não são eliminadas pelo amortecimento. Sendo assim, não importando quantos 
polos existam, se apenas um polo possuir parte real nula, haverá oscilação presente na resposta 
global. Ele é dito marginalmente estável, pois será estável para todas as frequências de entrada, 
exceto aquela que contenha a frequência natural do polo marginalmente estável; se isso 
acontecer, a resposta do sistema crescerá indefinidamente. 
 
 A instabilidade pode ser entendida como a presença de amortecimento negativo. O 
amortecimento negativo agiria como um “gerador de energia”, aumentando as oscilações em 
cada ciclo. Contudo, isso não deve ser entendido como a possibilidade de se criar um moto 
perpétuo. 
 
Exemplo: Classificar os sistemas abaixo em Assintoticamente Estável, Marginalmente Estável 
e Instável. 
 
a) 
(𝑠+4)(𝑠+5)
(𝑠+1)(𝑠+2)(𝑠+3)
 Assintoticamente Estável 
b) 
(𝑠+4)(𝑠+5)
(𝑠+1)(𝑠−2)(𝑠+3)
 Instável 
c) 
(𝑠−2)(𝑠+5)
(𝑠+1)(𝑠+2)(𝑠+3)
 Assintoticamente Estável 
d) 
(𝑠−2)(𝑠+5)
(𝑠+1)(𝑠−2)(𝑠+3)
 Assintoticamente Estável 
e) 
(𝑠−4)(𝑠+5)
(𝑠2+2𝑠+5)(𝑠+2)(𝑠+3)
 Assintoticamente Estável 
f) 
(𝑠−4)(𝑠+5)
(𝑠2−2𝑠+5)(𝑠+2)(𝑠+3)
 Instável 
g) 
(𝑠−4)(𝑠+5)
(𝑠2+2𝑠−5)(𝑠+2)(𝑠+3)
 Instável 
h) 
(𝑠−4)(𝑠+5)
(𝑠2+5)(𝑠+2)(𝑠+3)
 Marginalmente Estável 
i) 
(𝑠−4)(𝑠+5)
(𝑠2−5)(𝑠2+3𝑠+7)
 Instável 
j) 
(−4)(𝑠+5)
(𝑠3−5)(𝑠2+3𝑠+7)
 Instável 
 
 
210 
8.2 Critério de Estabilidade de Routh 
 
 O critério de estabilidade de Routh permite determinar se um polinômio possui raízes 
com parte real negativa ou positiva sem que aja a necessidade de fatorar o polinômio. Supondo 
um polinômio de 9ª ordem, os passos para a implementação do critério de Estabilidade de Routh 
são, 
 
1. Escrever o polinômio conforme abaixo, onde todos os coeficientes estão presentes e a9 
≠ 0. Todas as raízes nulas foram retiradas. 
 
a0s
9 + a1s
8 + a2s
7 + a3s
6 + a4s
5 + a5s
4 + a6s
3 + a7s
2 + a8s + a9 = 0 
 
2. Se algum coeficiente for nulo ou negativo na presença de pelo menos um positivo, então 
existirá uma ou mais raízes imaginárias ou que tenham parte real positiva. Assim, se o 
objetivo for apenas verificar a estabilidade absoluta o método pode ser interrompido. 
 
3. Caso contrário, organizar os coeficientes conforme a tabela abaixo, 
 
S9 a0 a2 a4 a6 a8 
S8 a1 a3 a5 a7 a9 
S7 b1 b2 b3 b4 
S6 c1 c2 c3 c4 
S5 d1 d2 d3 
S4 e1 e2 e3 
S3 f1 f2 
S2 g1 g2 
S1 h1 
S0 i1 
 
As duas primeiras linhas são formadas pelos próprios coeficientes do polinômio; as 
demais linhas são formadas conforme, 
 
𝑏1 =
𝑎1𝑎2−𝑎0𝑎3
𝑎1
 𝑏2 =
𝑎1𝑎4−𝑎0𝑎5
𝑎1
 𝑏3 =
𝑎1𝑎6−𝑎0𝑎7
𝑎1
 𝑏4 =
𝑎1𝑎8−𝑎0𝑎9
𝑎1
 
 
𝑐1 =
𝑏1𝑎3−𝑎1𝑏2
𝑏1
 𝑐2 =
𝑏1𝑎5−𝑎1𝑏3
𝑏1
 𝑐3 =
𝑏1𝑎7−𝑎1𝑏4
𝑏1
 𝑐4 =
𝑏1𝑎9−𝑎10
𝑏1
= 𝑎9 
 
𝑑1 =
𝑐1𝑏2−𝑏1𝑐2
𝑐1
 𝑑2 =
𝑐1𝑏3−𝑏1𝑐3
𝑐1
 𝑑3 =
𝑐1𝑏4−𝑏1𝑐4
𝑐1
 
 
 
Este procedimento deverá ser repetido até que os elementos de cada linha sejam todos 
iguais a zero. 
 
Samuel
Highlight
 
211 
 O Critério de Estabilidade de Routh afirma que o número de raízes com parte real 
positiva será igual ao número de mudanças de sinal dos coeficientes da 1ª coluna, isto é, 
 
a0 , a1 , b1 , c1 , d1 , e1 , f1 , g1 , h1 , i1 > 0 
 
Exemplo: Verificar se o seguinte polinômio possui raízes com parte real positiva utilizando o 
critério de Routh, 
s4 + 2s3 + 3s2 + 4s + 5 = 0 
 
 Aplicando o critério de Routh, observa-se que todos os coeficientes são positivos, então 
não se pode afirmar sem aplicar a metodologia. Como o polinômio é de 4ª ordem, 
 
S4 1 3 5
S3 2 4 Dividir por 2
S2 b1 b2
S1 c1
S0 d1
 
𝑏1 =
𝑎1𝑎2−𝑎0𝑎3
𝑎1
= 
(2)(3)−(1)(4)
2
= 1 ; 𝑏2 =
𝑎1𝑎4−𝑎0𝑎5
𝑎1
= 
(2)(5)−(1)(0)
2
= 5 
 
𝑐1 =
𝑏1𝑎3−𝑎1𝑏2
𝑏1
= 
(1)(4)−(2)(5)
1
= −6 ; 𝑑1 =
𝑐1𝑏2−𝑏1𝑐2
𝑐1
= 
(−6)(5)−(1)(0)
−6
= 5 
 
 Desta forma, passando os resultados para a tabela, 
 
S4 1 3 5 
S3 2 4 
S2 1 5 
S1 -6 
S0 5 
 
 Verificando-se a 1ª coluna, observa-se que houve duas mudanças de sinal: a primeira de 
1 para -6 e a segunda de -6 para 5. Sendo assim, o polinômio apresenta duas raízes com parte 
real positiva. Observe que seria possível dividir a linha de “s3” por “2” para facilitar os cálculos. 
 
8.2.1 Casos Especiais 
 
 Duas situações podem acontecer quando se aplica o critério de estabilidade de Routh. A 
primeira delas, quando aparece um zero na 1ª coluna, e a segunda, quando toda uma linha é 
igual a zero. Em ambos os casos, pode-se identificar como as raízes estão alocadas com relação 
à parte real. Mas, de modo geral, as duas situações indicam que existem raízes com parte real 
positiva ounula. 
 
 Sendo assim, pode-se afirmar que, para aplicações em sistemas de controle, isto é, onde 
o desejável são sistemas assintoticamente estáveis é necessário que a 1ª coluna do critério de 
 
212 
estabilidade de Routh seja sempre positiva. Qualquer outra situação indicará sistemas instáveis 
ou Marginalmente estáveis. 
 
Caso 1: Aparece um zero na 1ª coluna. Quando aparecer um zero na 1ª coluna, deve-se 
substituir o zero por um valor muito pequeno, mas positivo e continuar com o procedimento. 
 
𝐺(𝑠) =
9
(𝑠 + 3)(2𝑠2 + 3)
=
9
2𝑠3 + 6𝑠2 + 3𝑠 + 9
 
 
S3 2 3 
S2 6 9 
S1 ε 
S0 9 
 
 Como não houve mudança de sinal o sistema é considerado marginalmente estável 
pelo zero na 1ª coluna. 
 
𝐺(𝑠) =
9
(𝑠 + 3)(2𝑠2 − 3)
=
9
2𝑠3 + 6𝑠2 − 3𝑠 − 9
 
 
S3 2 -3 
S2 6 -9 
S1 ε 
S0 -9 
 
 Como houve mudança de sinal o sistema é considerado Instável. 
 
Caso 2: Quando toda uma linha é igual zero. Neste caso, deve-se montar um polinômio com 
a linha imediatamente acima, derivar em relação a “s” e substituir os coeficientes na linha 
anulada. 
 
 Supondo o polinômio, 
 
𝑠5 + 𝑠4 + 6𝑠3 + 6𝑠2 + 25𝑠 + 25 = 0 
 
S5 1 6 25 
S4 1 6 25 
S3 0 0 
S2 
S1 
S0 
 
 Assim, a linha de s3 foi nula então forma-se um polinômio com a coluna imediatamente 
acima, 
𝑠4 + 6𝑠2 + 25 
 Derivando em relação a “s”, 
 
213 
4𝑠3 + 12𝑠 
 Substituindo na coluna de “s3” 
 
S5 1 6 25 
S4 1 6 25 
S3 4 12 
S2 3 25 
S1 -64/3 
S0 25 
 
 Neste caso, ocorrem duas mudanças de sinal indicando sistema instável. 
 
8.2.2 Aplicações em Sistema de Controle 
 
 O critério de estabilidade de Routh será utilizado em sistemas de controle basicamente 
para determinar quais os valores dos ganhos do controlador PID para que o resultado final seja 
um sistema assintoticamente estável. 
 
Exemplo 1: Supõe-se o sistema de controle abaixo. Para um controlador PI, com Kp = 3, quais 
os valores de Ti para que o sistema em malha fechada seja assintoticamente estável? 
 
 
Figura 8-2: Sistema de Controle 
 
 
5s3s
5
sG
2 

 e 
 
10s
10
sH


 
 
 Resolvendo-se o sistema em malha fechada para C(s) / R(s), tem-se que, 
 
 
 
   
   
10
10
53
51
131
53
51
13
)(1
2
2



















sssTis
ssTis
sHsGsM
sGsM
sR
sC 
 
 
 
   
    
   
150Tis200Tis35Tis13Tis
1Tis1510s
1Tis15010s5s3sTis
1Tis1510s
sR
sC
2342 





 
 
 Como observado, aparentemente não ocorre nenhum problema para a proposição; então, 
deve ser aplicado o critério de estabilidade de Routh, 
 
 
214 
S4 Ti 35Ti 150 
S3 13Ti 200Ti 
S2 b1 b2 
S1 c1 
S0 d1 
 
 
 b1=
(13Ti)(35Ti)−(Ti)(200Ti)
13Ti
=
255
13
Ti b2=150 d 1=150 
 
c1=
255
13
Ti(200Ti)−(13Ti)(150)
255
13
Ti
=200Ti−
25350
255
 
 
 Como o necessário será a 1ª coluna maior que zero, significa que, 
 
Ti > 0 e 
340
169
51000
25350
Ti0
255
25350
Ti200 
 
 
Exemplo 2: É possível estabilizar o polinômio classificado como instável, conforme verificado 
anteriormente, adicionando um controlador Proporcional em malha fechada? 
 
 
 
Figura 8-3: Sistema de Controle 
 
5432
5
)(
234 

ssss
sG
 e H(s) = 1 
 
 Fazendo a malha fechada, 
 
 
 
   
     1Kp5s4s3s2s
Kp5
5s4s3s2s
Kp5
1
5s4s3s2s
Kp5
)s(HsGsM1
sGsM
sR
sC
234
234
234






 
 
 
 
 
215 
S4 1 3 5Kp+5 
S3 2 4 
S2 b1 b2 
S1 c1 
S0 d1 
 
1
2
)4)(1()3)(2(
b1 


; b2 = 5Kp + 5; d1 = 5Kp + 5 
6Kp10
1
)5Kp5)(2()4)(1(
c1 


 
 
 Verificando-se a possibilidade de apenas o controle proporcional P ser suficiente para 
estabilizar o sistema em malha fechada, tem-se, 
 
 c1 > 0 → – 10Kp – 6 >0 → Kp < -0,6 
 d1 > 0 → 5Kp + 5 >0 → Kp > - 1 
 
 Solução final: -1 < Kp < -0.6 
 
Curiosidade: como demonstração de sistemas de controle onde o objetivo é estabilizar o 
sistema, será tentada uma variação, isto é, será proposta uma solução alternativa. Para tanto, 
propõe-se inicialmente uma realimentação unitária positiva e, então, é feita a introdução do 
sistema de controle proporcional, conforme mostrado abaixo. 
 
 
Figura 8-4: Sistema de Controle 
 
 A realimentação unitária positiva é utilizada quando o sistema original não possui erro 
estacionário para evitar que no fechamento de malha aparece o erro estacionário. Fazendo o 
fechamento da malha para C(s)/U(s), 
 
 
  s4s3s2s
5
sU
sC
234 

 
 
 Neste fechamento de malha, obteve-se uma vantagem devido ao reposicionamento dos 
polos. Observe que um deles é um polo em s = 0, que, quando fechada a malha com um controle 
proporcional, não terá erro estacionário, como poderá ser verificado abaixo, 
 
 
216 
 
 
   
    Kpssss
Kp
ssss
Kp
ssss
Kp
sHsGsM
sGsM
sR
sC
5432
5
432
5
1
432
5
)(1 234
234
234






 
 
 Verificando a estabilidade pelo critério de Routh, 
 
S4 1 3 5Kp 
S3 2 4 
S2 b1 b2 
S1 c1 
S0 d1 
 
1
2
)4)(1()3)(2(
b1 


; b2 = 5Kp; d1 = 5Kp; 
Kc
Kp
c 104
1
)5)(2()4)(1(
1 


 
 
 Verificando a possibilidade de apenas o controle proporcional P ser suficiente para 
estabilizar o sistema em malha fechada, tem-se, 
 
 c1 > 0 → 4 – 10Kp >0 → Kp < 0,4 
 d1 > 0 → 5Kp >0 → Kp > 0 
 
 Solução final: 0 < Kp < 0.4 
 
 Escolhendo Kp = 0.1, obtém-se a resposta abaixo para uma entrada ao degrau. Esta não 
é a melhor solução, pois o sistema final possui um tempo de acomodação grande. Contudo, é 
uma resposta viável, onde foi demonstrado o conceito de controlar um sistema. 
 
 
Figura 8-5: Resposta do sistema a uma entrada degrau 
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
Step Response
Time (sec)
Am
pl
itu
de
 
217 
8.3 Estabilidade relativa 
 
 Em muitos casos, simplesmente estabelecer uma estabilidade absoluta não é suficiente, 
isto é, o critério de Routh estabelece a localização da parte real dos polos no plano complexo, 
mas pode-se estabelecer uma região na qual não deve haver polos. Isto é denominado de 
Estabilidade Relativa. 
 
 
Figura 8-6: Posição desejada dos polos no plano complexo S 
 
 Um método para se fazer isso é deslocar o eixo do “plano s” e aplicar o critério de 
estabilidade de Routh. Para isso, deve-se fazer a seguinte substituição, 
 
S = Z + σ 
 
 Na equação característica do sistema. Aplicando-se o critério de Routh em Z, caso haja 
mudança de sinal na 1ª coluna, existirá polos no “plano s” à direita de s = σ. 
 
Exemplo: Para o polinômio abaixo, verificar se há raízes localizadas à direita de -1 utilizando 
o critério de estabilidade de Routh. 
 
2s3 + 11s2 + 17s + 6 = 0 
 
 Fazendo a substituição S = Z - 1 
 
 2(Z - 1)3 = +2Z3 -6Z2 +6Z -2 
 11(Z - 1)2 = +11Z2 -22Z +11 
 17(Z - 1) = +17Z -17 
 +6 
 ______________________________ 
 
 2Z3 +5Z2 +Z -2 
 
 
218 
 Aplicando o critério de Routh, 
 
S3 2 1 
S2 5 -2 
S1 b1 
S0 c1 
 
 b1 = 1/5 e c1 = -2 
 
 Portanto, uma mudança de sinal significa que há um polo do ladodireito do plano Z 
como consequência há um polo à direita de s = -1 no plano s. 
 
8.4 Exercícios Propostos 
 
1) Classificar os sistemas abaixo em “Assintoticamente Estável”, “Marginalmente Estável” ou 
“Instável”. Explicar a resposta. 
 
a) 
  
   543
21
)(



sss
ss
sG
 b) 
  
  16s1s
4s3s
)s(Z
2 


 
c) 
 
  5s2s3s
2s
)s(Y
2 


 d) 
  
  2s2s3s
2s1s
)s(V
2 


 
e) 
 
  5s3s
1s
)s(Y
2 


 f) 
  
   2s2s1s
2s1s
)s(G



 
 
2) Determinar o valor de 
)(lim tc
t 
 para a função de transferência abaixo, considerando r(t) 
uma entrada degrau unitário. Verificar se o limite existe. 
 
7s6s5s4s3s2s
3
)s(R
)s(C
23567 

 
 
 
3) Para o diagrama de blocos abaixo, sendo que Kp = 2, determinar os valores de Ti para que 
o sistema em malha fechada definida por C(s)/R(s) seja considerado assintoticamente 
estável. 
 
𝐺(𝑠) =
2
𝑠2 + 3𝑠 + 2
 ; 𝐻(𝑠) =
1
𝑠 + 1
 
 
 
 
219 
 
 
4) Supondo o seguinte diagrama de blocos, 
 
 
 
a. Para 
6s11s6s
2
)s(G
23 

, 
1)s(H 
 e M(s) controlador PD. Quais os 
valores de Kp e Td para que o sistema em malha fechada seja assintoticamente 
estável? 
 
b. Mostrar que 
12s4s7s
2
)s(G
23 

 é uma função de transferência instável, 
mas se for colocada no diagrama de blocos acima com H(s) = 1 é possível torná-
la assintoticamente estável apenas com um ganho proporcional. 
 
c. Supondo 
15s38s17s2
5
)s(G
23 

, H(s) = 1, controlador M(s) 
Proporcional. Determinar quais os valores de Kp para que o sistema em malha 
fechada possua polos com parte real < -1. 
 
d. Com 
 
8s
1
sG


, 
 
6s
6
sH


 e M(s) um controlador Proporcional-Integral PI 
com Kp = 10. Quais os valores de Ti para que o sistema em malha fechada 
possua todos os polos com parte real menor que -1? 
 
e. Com M(s) = 1, 
4ss
1s2
)s(G
2 


 e 
10s
K10
)s(H


, determinar quais os valores 
de K para que a malha fechada possua todos os polos com parte real < -1. 
 
5) Estabelecer quais os valore de K para que a função de transferência de malha fechada 
dada abaixo seja assintoticamente estável. 
 
6K7Ks7s4s
1ss
)s(R
)s(C
223
2



 
 
6) Determine o intervalo de valores de K para a estabilidade do sistema de controle com 
realimentação unitária cuja função de transferência de malha aberta seja: 
 
𝐺(𝑠) =
𝐾
𝑠(𝑠 + 1)(𝑠 + 2)
 
 
220 
 
7) Considere a equação característica abaixo, utilizando o critério de estabilidade de Routh, 
determine o intervalo de K para a estabilidade. 
 
𝑠4 + 2𝑠3 + (4 + 𝐾)𝑠2 + 9𝑠 + 25 = 0 
 
8) Considere o sistema de malha fechada mostrado na figura abaixo. Determine o intervalo 
de valores de K compatíveis com a estabilidade do sistema. Suponha que K>0. 
 
 
 
9) Considere o servossistema com realimentação tacométrica mostrado na figura abaixo. 
Determine os intervalos de valores de K e de Kh que tornam o sistema estável. (Note que 
Kh deve ser positivo). 
 
 
 
 
 
221 
8.5 Respostas 
 
1. a) Estável. b) Marginalmente Estável. c) Estável. d) Instável. e) Instável. f) Estável. 
 
2. 𝑐(∞) =
3
7
. De acordo com o critério de Routh, o limite não existe (o termo acompanhando s4 
é nulo). 
 
3. 𝑇𝑖 >
16
21
 
 
4. a) 𝐾𝑝 > −3 𝑇𝑑 > −
5
𝐾𝑝
−
1
6
. 
 b) G(s) é instável devido ao fato de haver, em seu denominador, um coeficiente negativo na 
presença de outros positivos. Caso G(s) seja inserida no diagrama de blocos, é possível torna-
la assintoticamente estável para 6 < 𝐾𝑝 < 20. 
 c) 1,6 < 𝐾𝑝 < 12,6. 
 d) 
5
84
< 𝑇𝑖 <
12
19
. 
 e) 
38
85
< 𝐾 <
36
10
. 
 
5. 1 < 𝐾 < 6. 
 
6. 0 < 𝐾 < 6. 
 
7. 𝐾 >
109
18
. 
 
8. 0 < 𝐾 < 12,5. 
 
9. 𝐾 > 0 𝐾ℎ > −
0,2
𝐾
+ 0,2 𝑒 𝐾ℎ > 0. 
 
 
222 
 
9 Exercícios Revisionais 
 
 Essa seção contém exercícios propostos em aulas revisionais de semestres anteriores, 
no intuito de fornecer aos alunos um material de estudo adicional. 
 
9.1 1ª Prova 
 
9.1.1 Modelagem de Sistemas Mecânicos Translacionais 
 
1) Dado o sistema massa-mola-amortecedor abaixo determine a função de transferência 
X(s)
F(s)
 
 
 
 
 
9.1.2 Transformada de Laplace 
 
1) Para a Função de Transferência abaixo, calcular a resposta c(t) a uma entrada r(t) degrau 
unitário. 
 
C(s) (s-1)(s-2)
=
R(s) (s+1)(2s²+3s+5)
 
 
9.1.3 Diagrama de Blocos 
 
1) Simplifique o diagrama de blocos demonstrado na figura a seguir e determine a função de 
transferência de malha fechada C(s)/R(s). 
 
 
 
223 
 
 
9.2 2ª Prova 
 
9.2.1 Resposta de sistemas de 1ª Ordem 
 
1) Determine a função de transferência H(s) para a resposta demonstrada a seguir, supondo 
entrada degrau 2. 
 
 
 
2) Desenhe a resposta ao degrau 3 para a função de transferência 
 
2s7e
H s
3s 5



 
 
9.2.2 Resposta de sistemas de 2ª Ordem 
 
1) Sendo 10
G(s)=
2s²+5s+12
, encontre: 
a. o ganho, 
b. o coeficiente de amortecimento 
c. a frequência natural amortecida. 
 
 
224 
9.2.3 Ações Básicas de Controle 
 
1) Sendo 9
G(s)=
s²+4s+9
, projete um controlador PID, representado por M(s), para que o 
sistema em malha fechada possua fator de amortecimento de 
√2
2
 e frequência natural não 
amortecida de 5 rad/s. Calcule o erro em regime permanente do sistema controlado para uma 
entrada degrau unitário. 
 
 
 
 
2) Tem-se que 10
H(s)=
s+10
, 3
G(s)=
2s²+3s+7
, 1
F(s)=
s+10
 e M(s) um controlador PID 
com KP=2, TD=0,5 e Ti=3. Calcule o erro estacionário para entrada degrau unitário. 
 
 
 
 
 
 
9.3 3ª Prova 
 
9.3.1 Critérios de Desempenho 
 
1) O gráfico a seguir representa a resposta c(t) de um sistema de segunda ordem padrão G(s) a 
uma entrada r(t) = 1(t). Determine G(s). 
 
 
 
 
225 
 
 
2) Determine o tempo de pico e o tempo de estabilização em 2% para a resposta abaixo. 
 
-2tc(t)=0,8-0,5e 2cos(2t)+sen(2t)  
 
 
3) A partir do gráfico da resposta ao degrau unitário apresentado a seguir determine o sistema de 
segunda ordem padrão. 
 
 
 
9.3.2 Estabilidade 
 
1) Sendo 
s-2
G(s)=
(s+1)(s²+6s+25)
 encontre o valor de K para que a parte real dos polos em 
malha fechada seja menor que -1. Dados: H(s) = 1. 
 
 
 
226 
 
2) Determine a faixa de valores de K para a qual os polos em malha fechada do sistema a seguir 
tenham parte real inferior a -1. Dados: 
K
M(s)=
s+1
 e 
s+5
G(s)=
(s+2)(s+3)(s+4)
. 
 
 
 
9.3.3 Representação em Espaço de Estado 
 
1) Para a função de transferência a seguir calcula as equações de estado e a resposta c(t). 
 
C(s) 3s³+s+5
=
R(s) 2s³+4s²+5s+7
 
 
2) Partindo do sistema de equações diferenciais abaixo obtenha a representação em Espaço de 
Estado medindo simultaneamente: y(t) - x(t); 
x(t)
; 
x(t)-y(t)+y(t)
. 
 
[
m1 0
0 m2
] {
ẍ(t)
ÿ(𝑡)
} + [
C 0
0 C
] {
ẋ(t)
ẏ(t)
} + [
K1 + K2 −K2
−K2 K3
] {
x(t)
y(t)
} = [
−1 0
2 1
] {
u1(t)
u2(t)
} 
 
3) Encontre a representação em Espaço de Estado para a função de transferência a seguir, 
medindo: c(t) e ċ(t). 
 
C(s) 2s²+4s+10
=
R(s) 2s³+4s²+6s+204) O sistema a seguir representa a modelagem de um sistema massa-mola-amortecedor. 
Determine a representação em Espaço de Estado com as saídas: z1(t) + z2(t); 
1 2
z -3z
; 
1 2
z +z
 
 
[
m1 0
0 m2
] {
z̈1(t)
z̈2(t)
} + [
b 0
0 b
] {
ż1(t)
ż2(t)
} + [
K1 + K2 K3
K3 K2 + K3
] {
z1(t)
z2(t)
} = [
1 0
0 1
] {
u1(t)
u2(t)
} 
 
 
 
 
227 
 
 
9.4 Respostas 
 
9.1.1.1 
X(s) 1
=
F(s) Ms²+Cs+K
 
 
9.1.2.1 3 3- t - t
-t 4 4
3 2 11 31 7 16 31
c(t)=- e + + e cos t - e sen t ,t 0
2 5 10 16 40 31 16
   
   
   
   
 
 
9.1.3.1 
C(s) H(s)-P(s)H(s)F(s)-P(s)D(s)G(s)+P(s)D(s)F(s)
=
R(s) 1-P(s)F(s)+D(s)M(s)-P(s)D(s)M(s)F(s)
 
 
9.2.1.1 -3s4e
H(s)=
4s+1
 
 
9.2.1.2 
 
 
9.2.2.1 a) O ganho K é 0,8333; 
 b) O fator de amortecimento é 0,5103; 
 c) A frequência natural amortecida é 2,1065 rad/s. 
 
9.2.3.1 25 5 2-4
M(s)= 1+ s
9 25
  
  
    
 e erro em regime permanente nulo. 
 
9.2.3.2 O erro estacionário é 0,2333. 
 
9.3.1.1 50
G(s)=
s²+4s+25
 
 
 
228 
9.3.1.2 Tempo de pico: 1 1
arctan
2 3

  
  
  
 
 Tempo de estabilização: 
s
1 125 1 1
t ln 2cos arctan +sen arctan
2 4 2 2
      
      
      
 
9.3.1.3 
20
G(s)=
s²+4,037s+25
 
 
9.3.2.1 Os valores de K são: 0 > K > -11,4286 
 
9.3.2.2 A faixa de valores de K é: 0 < K < 3,8365 
 
9.3.3.1 
{
ẋ1(t)
ẋ2(t)
ẋ3(t)
} = [
0 1 0
0 0 1
−3,5 −2,5 −2
]{
x1(t)
x2(t)
x3(t)
} + {
0
0
1
} {r(t)} 
 
{y(t)} = [−2,75 −3,25 −3] {
x1(t)
x2(t)
x3(t)
} + [1,5]{r(t)} 
 
 
9.3.3.2 
 
 
1 1
2 2 11 2 2
3 3 21 1 1 1
4 4
32
2 22 22
0 0 1 0 0 0
x (t) x (t)0 0 0 1 0 0
x (t) x (t) u (t)-K -K K -c -1
0 0
x (t) x (t) u (t)m m m m= +
x (t) x (t)
-KK 2 1-c
0
m mm mm
   
                         
       
       
       
      
      
     




 
 
 
11 1
22 2
3 2 3 3
2 2 22 2 4
u (t)y (t) -1 1 0 0 x (t) 0 0
u (t)y (t) = 0 0 1 0 x (t) + 0 0
y (t) K K 0 -c x (t) 2 1
1+ -1-
m m mm m x (t)
 
    
      
      
       
         
        
        
         
      
         
 
` 
 
 
229 
 
9.3.3.3 
 
{
ẋ1(t)
ẋ2(t)
ẋ3(t)
} = [
0 1 0
0 0 1
−10 −3 −2
]{
x1(t)
x2(t)
x3(t)
} + {
0
0
1
} {u(t)} 
 
 
{
y1(t)
y2(t)
} = [
5
−10
2
2
1
0
] {
x1(t)
x2(t)
x3(t)
} + [
0
1
] {u(t)} 
 
 
9.3.3.4 
 
1 1
2 2 131 2
3 3 21 1 1 1
4 4
2 33
22 22
0 0 1 0 0 0
x (t) x (t)0 0 0 1 0 0
x (t) x (t) u (t)-K-K -K -b 1
0 0
x (t) x (t) u (t)m m m m= +
x (t) x (t)
-K -K-K 1-b
00
mm mm
   
                         
       
      
      
      
      
     



 
  
 
 
11 1
22 2
3 1 2 3 3
1 11 1 4
u (t)y (t) 1 1 0 0 x (t) 0 0
u (t)y (t) = 0 -3 1 0 x (t) + 0 0
y (t) -K -K K -b 0 x (t) 1
01-
m mm m x (t)
 
    
      
      
       
         
        
        
         
      
         
 
 
 
 
 
 
230 
 
10 Referências Bibliográficas 
 
Recomendados: 
1. K. Ogata. Engenharia de Controle Moderno. 5ª Edição. Prentice Hall. 2011. 
2. N.S. Nice. Engenharia de Sistemas de Controle. 6ª Edição. LTC. 2013. 
3. R.C. Dorf, R.H. Bishop. Sistemas de Controle Modernos. 12a Edição. LTC. 2013. 
 
Adicionais: 
4. C.L. Phillips, R.D. Harbor. Feedback Control Systems. 9th Ed. Prentice-Hall. 2001. 
5. G.F. Franklin, J.D. Powell, and Emami-Naeini. Feedback control of Dynamic Systems. 
Prentice Hall, 1988. 
6. J.J. Distefano III, A. R. Stubberud. Schaum’s Outline of Theory and Problems of 
Feedback and Control Systems. 2nd Ed., Schaum’s Outline Series, McGraw-Hill. 1990. 
 
	Resumo Laplace
	3.4 Aplicações de Transformada de Laplace
	3.3 Transformada Inversa de Laplace 
	3.3.1 Expansão em Frações Parciais
	3.4.1 Solução de Equações Diferenciais
	2.1 Sistemas Mecânicos Translacionais
	2.1.1 Sistema Massa-Mola-Amortecedor 
	2.1.2 Conjunto de Massas-Molas
	2.5 Representação em Espaço de Estado 
	4.2.4 Resumo Tabela de Álgebra de Blocos
	5 Resposta de Sistemas LTI
	5.2 Resposta de sistemas de 1ª ordem
	5.3 Resposta de sistemas de 2ª ordem 
	7 Critérios de Desempenho
	7.1 Tempo de Acomodação 
	7.2 Tempo de Pico 
	7.3 Máximo sobressinal 
	7.4 Tempo de subida 
	8 Estabilidade
	8.2 Critério de Estabilidade de Routh 
	8.3 Estabilidade relativa 
	5.5 Resposta de sistemas de ordem superior 
	6.2 Ação de Controle Proporcional (P)

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