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ELIMINAÇÃO INTESTINAL
(Clister/Enema/ Enteroclisma/ 
Enteróclise/Lavagem ou Cateterismo Intestinal)
Introdução
 Lavagem intestinal é uma técnica milenar, usada desde
Hipócrates (460 a. C), com excelentes benefícios.
 A lavagem intestinal apresenta resultados muito práticos e
efetivos, limpando o intestino de fezes e impurezas e ainda
fazendo o papel de hidratação.
Conceitos
Enteroclisma, Lavagem intestinal ou Enteróclise:
É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, 
no intestino grosso através de uma sonda retal. 
(MUSSI, et al 1996)
Enemas
 É a instalação de uma solução no reto e no cólon 
sigmóide;
 Promovem a defecação ao estimularem o peristaltismo;
 O volume ou tipo de líquido quebra a massa fecal, 
distende a parede do reto e inicia o reflexo de 
defecação;
 Enemas oleosos lubrificam o reto e cólon;
 Enemas com medicamentos contêm agentes terapêuticos 
(ex: reduzir a concentração de báctérias no cólon)
INDICAÇÕES
 Constipação
 Flatulência
 Eliminar ou evitar a distensão abdominal 
 Preparar o paciente para cirurgia, exames e tratamento do trato 
intestinal
 Introduzir medicamentos;
 Realizar limpeza intestinal.
(MUSSI et al, 1996; PIANUCCI, 2006)
SONDA RETAL
CONTRA-INDICAÇÕES
 Depois da cirurgia de cólon ou retal;
 Condição abdominal aguda de origem 
desconhecida. 
OBS: deve-se ter cautela em pacientes com 
arritmias.
Considerações e delegação de tarefas
 Técnicos e auxiliares podem realizar a lavagem 
intestinal ou enema desde que não haja administação 
de medicação;
 Alertar a equipe sobre a comunicação ao enfermeiro 
em caso de dor abdominal intensa com sensação de 
pressão, distensão abdominal ou sangramento retal;
 Observar alterações significativas nos sinais vitais.
LAVAGEM INTESTINAL – ENTEROCLISMA, 
ENEMAS
 MATERIAIS:
 Luvas de procedimento; 
 Lubrificante hidrossolúvel;
 Irrigador completo (com equipo);
 Sonda retal;
 Solução prescrita;
 Suporte de soro;
 Comadre;
 Lençol/ Impermeável;;
 Biombo;
 Gaze;
 Bacia com água e sabão;
 Toalha;
 Papel Higiênico.
Técnica/Procedimento – Lavagem Intestinal
1. Lave as mãos;
2. Prepare o material necessário;
3. Explique o procedimento ao cliente e estabeleça o diálogo,
objetivando o surgimento de queixas ou desconfortos;
4. Proteger o leito com biombo ou levar o paciente para o leito
adequado
5.Posicione o cliente adequadamente (decúbito lateral esquerdo ou
sims);
6. Cobrir o paciente com lençol, expondo somente a área retal;
7. Monte o sistema: bolsa de solução unida ao cateter retal;
8. Abra o controlador de fluxo do dispositivo, observando o
gotejamento da solução na cuba rim ou comadre, até que saia todo
o ar.
Técnica/Procedimento – Lavagem Intestinal
9. Pince o cateter ou feche o controlador de fluxo inferior;
10. Calce Luvas de Procedimento e coloque a travessa impermeável;
11. Lubrifique o cateter retal com o gel disposto em uma gaze;
12. Afaste a região glútea do paciente com sua mão esquerda com
auxílio de gazes, de modo a visualizar o ânus;
13.Proceda a higiene do local (água morna) e faça a inspeção estática
e dinâmica;
Observações
 Se o paciente não possuir controle adequado 
do esfíncter, posicione-o sobre a comadre, 
pois não serão capazes de reter a solução.
 Explique ao paciente que é comum haver um 
pouco de cólica e leve distensão abdominal.
Continuação
14. Posicionar a comadre de modo a facilitar o acesso;
15. Avise ao paciente que procederá à introdução do cateter,
pedindo para inspirar profundamente;
16. Introduza o cateter retal pelo menos 10 cm em adultos e
adolescentes, 5 a 7,5 cm em crianças, 2,5 a 3,75 cm em bebês e
abra o dispositivo;
17. Mantenha o frasco pendurado 30 cm acima do ânus para
permitir a administração lenta da solução e diminuir a pressão.
18.Após a entrada de toda a solução, feche o controlador de fluxo
inferior, ou pince se não houver este dispositivo;
Técnica/Procedimento – Lavagem Intestinal
19. Retire cuidadosamente a sonda retal e descarte-a;
20. Deixe o paciente na mesma posição, se possível, por 10 a 15
minutos;
21. Leve-o até o banheiro ou coloque comadre: observe consistência,
cor, odor, e quantidade das fezes com o objetivo de realizar
anotação;
22. Se paciente for impossibilitado de fazer higiene sozinho, leve-o até
o banheiro ou a faça no leito;
23. Reúna o material, despreze luvas;
24. Lave as mãos;
25. Proceda às anotações de enfermagem (inclusive as características
das eliminações fecais;
Continuação
OBSERVAÇÃO: Se a lavagem for feita com um frasco enema com
bico, o mesmo já vem lubrificado mas pode aplicar mais gel:
 Remover a tampa plástica da extremidade do frasco;
 Separar delicadamente as nádegas e localizar o ânus;
 Proceder a limpeza do local e as inspeções estática e dinâmica;
 Retirar o ar de dentro do frasco de enema;
 Inserir o bico delicadamente no canal anal, inclinar o frasco em 
direção ao umbigo;
 Espremer o frasco de baixo para cima até que toda solução tenha 
entrado no reto e no cólon;
Cont...
 Instruir o paciente para reter a solução até sentir urgência 
de defecar (2 a 5 min.);
 Se paciente for impossibilitado de fazer higiene sozinho, 
leve-o até o banheiro ou a faça no leito;
 Reúna o material, despreze luvas;
 Lave as mãos;
 Proceda às anotações de enfermagem (inclusive as 
características das eliminações fecais;
Cuidados Importantes
 Feche o dispositivo da sonda retal em caso de desconforto e dor;
 A infusão da solução deve ser lenta para não causar desconforto, espasmo
e dificuldade de retenção da solução no cólon;
 O cateter retal jamais poderá ser forçado, poderá lesionar a mucosa retal;
 Quando a impactação fecal for grande que não há condições de realizar o
procedimento de lavagem, as fezes deverão ser removidas com as mãos
enluvadas e lubrificadas, ou através de instrumentos específicos em centro
cirúrgico, situação essa chamada de Fecaloma.
(DU GAS, 1998; MUSSI et al, 1996)
Resultados inesperados
PERRY; POTTER, 2012
PERRY; POTTER, 2012
REGISTROS DE ENFERMAGEM
 Data e horário da administração;
 Tipo e quantidade da solução administrada;
 Tempo de retenção;
 Quantidade retornada aproximada;
 Coloração, consistência e quantidade do retorno;
 Anormalidades dentro do retorno;
 Complicações;
 Nome do responsável pelo procedimento.
CUIDADOS COM PACIENTES 
OSTOMIZADOS
 DEFINIÇÃO: São pacientes portadores de abertura na
parede abdominal (estoma), realizada por atos cirúrgicos,
tais como ileostomia e colostomia e que necessitam da
utilização de uma bolsa externa.
 FINALIDADE: Coletar material fecal emergente. A bolsa
auxilia também a controlar o odor e a proteger o estoma e a
pele periostomal.
O estoma é constituído da
mucosa normal do
intestino, assim o aspecto
normal, saudável, é de cor
vermelho vivo, úmido e
brilhante, devido a
presença do muco
intestinal, semelhante à
mucosa da boca (parte
interna).
DIFERENCIAÇÃO
COLOSTOMIA ILEOSTOMIA
DEFINIÇÃO Uma porção do cólon é 
exteriorizada pela parede 
abdominal, criando assim uma 
abertura temporária ou 
permanente. São indicadas em 
condições patológicas que 
comprometem o i. grosso
Uma porção do íleo é 
exteriorizada pela parede 
abdominal, criando-se uma 
abertura permanente ou 
temporário. São indicadas em 
condições patológicas que 
comprometem o i. delgado.
OBJETIVO Proporcionar uma via de saída
para escórias intestinais.
Servir como saída das escórias 
quando o cólon for removido.LOCALIZAÇÃO Cólon Íleo
CONSISTÊNCIA
DAS FEZES
Fezes líquidas a moldadas Líquidos amarelados, esverdeados 
ou marrons
Classificações da colostomia 
A) Sigmoidostomia: É quando envolve o cólon
sigmóide e as fezes são firmes e sólidas.
B) Colostomia descendente:
 É quando o estoma é feito na alça
descendente, no lado esquerdo do abdômen e
as fezes têm consistência semi-sólida.
C) Colostomia transversa:
 É quando o estoma é feito na alça transverso, 
no lado esquerdo ou direito do abdômen e as 
fezes têm consistência pastosa. 
D) Colostomia ascendente:
É quando o estoma é feito na alça ascendente,
no lado direito do abdômen e as fezes têm
consistência semi-líquida.
TIPOS DE BOLSA
 Drenáveis: são aquelas que possuem uma abertura na extremidade inferior por onde
são esvaziadas periodicamente.
 Não drenáveis: são bolsas fechadas, e por isso não podem ser esvaziadas. Elas sempre
devem ser trocadas quando estiverem com 1/3 de sua capacidade preenchida ou
quando for necessário.
 De 1 peça: quando a placa e a bolsa coletora estão dispostas em uma só peça.
 De 2 peças: quando a placa e a bolsa coletora estão dispostas em peças separadas.
Nesse modelo, fixa-se a placa no abdômen e depois se encaixa o coletor plástico. Essa
disposição facilita as lavagens internas da bolsa, que podem ser feitas desencaixando o
coletor plástico da placa.
 Transparente ou Opaca.
TIPOS DE BOLSA
DRENÁVEL NÃO DRENÁVEL
2 PEÇAS 1 PEÇA/ TRANSAPARENTE E OPACA
MATERIAIS
 1 bolsa própria para estoma;
 1 marcador de diâmetro de estoma;
 Tesoura;
 Pomada;
 1 clamp;
 Água morna;
 Bacia;
 Luvas de procedimento;
 Gaze e toalha.
 Impermeável
PROCEDIMENTO
 Orientar o paciente portador de estoma quanto à troca da bolsa;
 Lavar as mãos;
 Calçar as luvas;
 Colocar o impermeável na porção inferior do abdome;
 Preparar o equipamento (bolsa+medidor) adequado para fazer a
troca;
 Fazer limpeza ao redor do estoma com água morna;
 Secar ao redor do estoma com gaze ou toalha limpa;
 Fazer observação da localização, tamanho, forma e coloração do
estoma;
PROCEDIMENTO
 Fazer a mensuração do diâmetro do estoma com medidor
próprio fornecido pelo fabricante;
 Escolher a bolsa adequada para o tipo de estoma;
 Recortar a bolsa na medida correta oferecida pelo medidor;
 Fazer encaixe da bolsa com estoma;
 Retirar todos os adesivos da bolsa, fixando à pele;
 Fechar a bolsa com clamp caso seja sistema aberto;
 Retirar as luvas;
 Lavar as mãos;
 Fazer as anotações de enfermagem no prontuário do
paciente.
Tipos de complicações
 Abscessos
 Dermatite
 Edema 
 Estenose 
 Hemorragia
 Hérnia periestomal
 Necrose
 Prolapso
 Retração
REGISTROS DE ENFERMAGEM
 Data e horário da troca do sistema de bolsa;
 Caráter da drenagem, inclusive coloração, quantidade, tipo
e consistência;
 Aspecto do estoma e da pele periostomal;
 Localização, tamanho e forma;
 Aprendizado do paciente;
 Resposta do paciente ao autocuidado e avaliação de seu
avanço no aprendizado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MAYOR, Eliana Rodrigues; MENDES, Edália Maria, et al. Manual de
Procedimentos e Assistência de Enfermagem. São Paulo. Ed. Atheneu, 2006.
Procedimentos de Enfermagem – Série Incrivelmente Fácil. 1ª Edição/2004.
Guanabara Koogan.
 Manual de Práticas de Enfermagem -
http://planeta.terra.com.br/saude/homepage
 TIMBY, Barbara K. Conceitos e Habilidades Fundamentais no
Atendimento de Enfermagem. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.
 DU GAS, B. W. Enfermagem prática. 4. ed. Rio de Janeiro:
Interamericana, 1988.
 MUSSI, N. M. et al. Técnicas Fundamentais de Enfermagem. São Paulo:
Atheneu, 2005.
 PERRY, A. G.; POTTER, P. L. D. Guia completo de procedimentos
e competências de enfermagem.; [tradução de Renata Scavone de Oliveira...
et al.]. - 7.ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2012. 640p

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