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Sumário
PORTUGUÊS ................................................................................................................................................................... 2
REDAÇÃO OFICIAL ...................................................................................................................................................... 13
INFORMÁTICA .............................................................................................................................................................. 15
DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................................................................................................ 21
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................................................................... 35
DIREITO PENAL ........................................................................................................................................................... 47
DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................................. 62
LEGISLAÇÃO ESPECIAL .............................................................................................................................................. 69
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO ....................................................................................................................................... 85
MATEMÁTICA ............................................................................................................................................................... 87
FÍSICA ............................................................................................................................................................................ 91
Resumo Quantitativo
Assunto De Até Quantidade
Português 01 28 28 questões
Redação Oficial 29 44 16 questões
Informática 45 104 60 questões
Direito Administrativo 105 208 104 questões
Direito Constitucional 209 311 103 questões
Direito Penal 312 412 101 questões
Direito Processual Penal 413 472 60 questões
Legislação Especial 473 580 108 questões
Legislação de Trânsito 581 596 16 questões
Matemática 597 616 20 questões
Física 617 636 20 questões
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PORTUGUÊS
(QUESTÃO 01) “No texto seguinte”,
Acerca dos sentidos e da forma de organização e apresentação do
texto acima, julgue os itens de 49 a 54. O vocábulo “pois” (L.6)
pode ser substituído, sem que haja prejuízo ao sentido ou
correção gramatical do texto, por dessarte, conquanto ou
portanto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Pois, logo, por isso, portanto, por
conseguinte, assim – conjunção coordenativa conclusiva.
Conquanto – oração coordenada concessiva.
(QUESTÃO 02) “No texto seguinte”,
Com relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima. A
expressão “No entanto” (L.26-27) confere ao período em que
ocorre a noção de condição, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Grupo das conjunções Adversativas: mas,
porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
(QUESTÃO 03) “No texto seguinte”,
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos. Mantendo-
se a correção gramatical e a coerência do texto, a oração “se
alguém é executado” (l.12), que expressa uma hipótese,
poderia ser escrita como caso se execute alguém, mas não,
como se caso alguém se execute, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O trecho “caso se execute alguém” está na
voz passiva sintética, transformando para a voz passiva analítica
teremos: “caso alguém seja executado”. Nesse caso, mantém a
correção gramatical e o sentido original. Já no trecho: “se caso
alguém se execute”, percebe-se a voz reflexiva, sendo entendido
da seguinte maneira: se caso alguém execute a si mesmo, mudando
completamente o sentido original.
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(QUESTÃO 04) “No texto seguinte”,
Na expressão “Então, como agora” (L.4-5), o termo “Então”
confere ao segmento uma relação sintática de conclusão,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Na expressão “então, como agora” (l.4-5),
o termo “então” confere ao segmento uma ideia de tempo! a
palavra “então” está acrescentando ao advérbio “agora” uma
circunstância de tempo, trazendo a ideia de “naquela época do
manifesto dos pioneiros...” se substituirmos “então” pelos outros
advérbios de tempo, fica mais fácil de ver:
“ontem/antigamente/antes/outrora..., como agora”. veja que o
cespe não usou o “então” como conjunção conclusiva, pois, nesse
caso, ele teria que ter associado “então” com o resto da frase “o
país se dava conta da necessidade de contar com recursos humanos
capazes de ombrear com os do mundo desenvolvido”! resumindo:
então, como agora -> “então” é advérbio de tempo! então, como
agora, o país se dava conta da necessidade de contar com recursos
humanos capazes de ombrear com os do mundo desenvolvido. ->
“então” é conjunção conclusiva.
(QUESTÃO 05) “No texto seguinte”,
O período “Todos esses recursos (...) serviços” (L.13-15) poderia
ser iniciado pelo conector de sentido adversativo entretanto,
desde que fossem feitas as devidas alterações na grafia das
palavras, sem que houvesse prejuízo para o sentido original e a
correção gramatical do texto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: É fácil notar um sentido adversativo entre os
dois períodos. O sentido adversativo está presente quando há
relação de oposição ou contraste. Faça a leitura dos trechos: I -
Para suprirem o aumento do tráfego nas redes, as operadoras
realizaram elevados investimentos na última década —estimados
em 200 bilhões de reais.
Veja que há algo positivo. Grandes investimentos foram realizados.
O normal é que, ao se aumentarem os investimentos para
melhorarem os serviços, a satisfação do consumidor seja suprida.
Mas veja o que ocorre: Entretanto... II- Todos esses recursos ainda
o foram suficientes para a plena satisfação dos usuários desses
serviços.
(QUESTÃO 06) “No texto seguinte”,
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Relativos às ideias e estruturas linguísticas. Na linha 5, o vocábulo
“porquanto”, que liga orações coordenadas, pode ser substituído
por conquanto, sem prejuízo para a correção gramatical ou para a
ocorrência textual, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Para diferenciar porquanto (conjunção
coordenada explicativa, orações independentes) de conquanto
(conjunção subordinada concessiva, orações dependentes), temos
um detalhe em cada palavra para ajudar na memorização:
Porquanto: porque (coordenadas explicativas). Conquanto: S.
Concessiva.
(QUESTÃO 07) “No texto seguinte”,
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos. Sem prejuízo para
o sentido original do texto, o vocábulo “Para” (l.8) poderia ser
corretamente substituído por Caso, se o trecho “usá-lo” fosse, por
sua vez, substituído por o usasse, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não é possível a substituição, pois o “Para”
é uma preposição com função de finalidade. Já “Caso” é uma
conjunção subordinada condicional.
(QUESTÃO 08) “No texto seguinte”,
Com base nas ideias do texto. O emprego da locução “no entanto”
(l.3) evidencia que a ideia de Marilena Chauí acerca do conceito
de democracia diverge da ideia de democracia que a autora atribui
à classe dominante brasileira,julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: No entanto é uma conjunção coordenada
adversativa, não tendo nenhuma outra ideia além de oposição. Vou
listar algumas das conjunções: conectores coordenados aditivas: e,
nem, não só, mas também, não apenas, como. adversativas: mas,
contudo, entretanto, no entanto, não obstante, porém, todavia
alternativas: ou, ou...ou, ora... ora, quer...quer, seja...seja.
conclusiva: pois(deslocado), assim, então, logo, por conseguinte,
desse modo, dessa forma, portanto. explicativa: pois(antes do
verbo), que, porque. conectores suboordinados causais: como,
porquanto, haja vista, graças a, uma vez que, já que, na medida
em que concessivos: embora, apesar de, posto que, conquanto,
mesmo que, malgrado, ainda que. condicionais: contanto que, se,
caso, desde que, a menos que. conformativa: como, conforme,
segundo, de acordo, consoante. proporcionais: à medida que, à
proporção que, quanto mais, quanto menos. consecutivos: tanto
que, tão que, tal que, de modo que, de forma que, de sorte que.
temporais: quanto, enquanto, mal, desde que, assim que, logo
que. finais: a fim de que, para que comparativas: igual a, como,
tal qual, do que.
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(QUESTÃO 09) “No texto seguinte”,
Considerando os aspectos linguísticos do texto e as ideias nele
expressas. O segmento “para a saúde geral e qualidade de vida da
população” (linhas 14 e 15) está sintaticamente subordinado ao
termo “fundamental” (linha 14), julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Fundamental para a saúde geral e qualidade
de vida da população. O termo fundamental exige um
complemento para fazer sentido. Fundamental para quê? Então os
termos restantes complementam o sentido. Como fundamental é
um substantivo e o complemento é preposicionado teremos um
complemento nominal. Essa é relação sintática estabelecida.
(QUESTÃO 10) “No texto seguinte”,
A respeito dos sentidos do texto e de seus aspectos linguísticos.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma
verbal “tendem” (linha 3) estivesse flexionada na terceira
pessoa do singular, dada a previsão, na gramática normativa,
da concordância com o núcleo mais próximo do sujeito, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: 1- Sujeito é composto e anteposto ao verbo:
a concordância se faz no plural. - Mãe e filha conversaram durante
o dia. 2 - Sujeito composto posposto ao verbo: o verbo pode
estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo.
Isso é uma opção, e não uma obrigação. - Faltaram coragem e
competência. - Faltou coragem e competência
(QUESTÃO 11) “No texto seguinte”,
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Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto
precedente. Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido
original do texto se o trecho “São duas gramáticas distintas”
(l.8) fosse reescrito da seguinte forma: Tratam-se de duas
gramáticas diferentes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O correto seria: TRATA-SE de duas
gramáticas diferentes. Exemplificando: Grave erro gramatical
comete quem diz/escreve “Tratam-se de pessoas sérias”. O verbo
“tratar” em construções como essa não varia. É um caso de sujeito
indeterminado, que ocorre sempre com verbos transitivos indiretos
acompanhados do índice de indeterminação do sujeito “se”. Além
do mais, nunca devemos achar que o sujeito de uma oração é um
elemento introduzido por preposição, como “de pessoas sérias”.
Isso porque, na língua portuguesa, não devemos usar sujeito
preposicionado. Assim, em orações como “Necessita-se de
motoristas”, “Precisa-se de músicos”, “Passava das 18 horas”, o
verbo fica no singular porque o sujeito está indeterminado.
(QUESTÃO 12) “No texto seguinte”,
Acerca dos sentidos e aspectos linguísticos do texto. O emprego
da preposição ‘de’ em “da incapacidade” (linha 7) deve-se à
regência do termo substantivo “falta” (linha 6), julgue (C ou E)
o item seguinte.
Errado. Comentário: Diante da falta de perspectiva e [diante] DA
INCAPACIDADE DOS. “ Errado. É complemento nominal do advérbio
“diante”. Há outra análise para “diante de”, mas ela também
tornaria a assertiva incorreta.
(QUESTÃO 13) “No texto seguinte”,
Com relação aos aspectos estruturais e semânticos do texto acima.
Entre as orações que compõem o período “não é preciso trabalhar
com esses temas, ou sequer saber que existem” (L.14-15)
estabelece-se uma relação sintático- semântica de alternância,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Notem que o “ou” foi utilizado com
sentido inclusivo. Via de regra o “ou” significa alternância
mesmo, mas a questão recai justamente na exceção da regra.
(QUESTÃO 14) “No texto seguinte”,
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Considerando as relações sintático-semânticas do texto
4A4AAA. A palavra “Isoladas” (l.12) introduz uma oração
reduzida que, no texto, apresenta valor condicional, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Fica mais fácil de perceber se você alterar a
ordem na frase. “As palavras quase nada significam (se/caso
implicito) isoladas de contextos ou situação (...) “
(QUESTÃO 15) “No texto seguinte”,
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto
precedente. Caso o vocábulo “certo”, em “um certo conteúdo”
(l.6 e 7), fosse deslocado para imediatamente após “conteúdo”,
seriam alterados o sentido e as relações sintáticas entre os
termos da oração em que o trecho ocorre, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O sentido mudaria, mas a relação sintática
não muda que é de adjunto adnominal.
(QUESTÃO 16) “No texto seguinte”,
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto
precedente. A oração “que a gramática do inglês não é a mesma
gramática do português” (l. 18 e 19) exerce a função de
complemento do vocábulo “claro” (l.18), julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: pois “que a gramática do inglês não é a
mesma gramática do português” é sujeito de do verbo de ligação
SER. Ordem direta ficaria “ Que a gramática do inglês não é a
mesma gramática do português é claro”.
(QUESTÃO 17) “No texto seguinte”,
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O sujeito da oração iniciada pela forma verbal “Disseram” (l.3)
é indeterminado., julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Para ser sujeito indeterminado não pode ter
nenhum referente próximo que se possa deduzir que seja o sujeito.
“Quando indaguei a alguns escritores de sucesso...” Os escritores
de sucesso que disseram.
(QUESTÃO 18) “No texto seguinte”,
Na linha 19, o pronome “que” retoma “os livros”, e ambos os
termos exercem a mesma função sintática nas orações em que
ocorrem, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Os biógrafos dos grandes autores sempre
tentam rastrear os livros, que seus personagens leram na
juventude. 1 - Os biógrafos tentam rastrear (o que ? ) = os livros
>>>> objeto direto. 2 - Que seus personagens leram na juventude.
(troca-se pronome relativo “QUE” pelo “OS QUAIS” daí
percebemos, claramente, que o pronome retoma OS LIVROS.
Colocando a segunda oração na ordem direta ficará assim: Seus
personagens leram os livros na juventude. (leram o que ?) = os
livros >>> objeto direto. OS DOIS TERMOS EXERCEM FUNÇÃO
SINTÁTICA DE OBJETO DIRETO.
(QUESTÃO 19) “No texto seguinte”,
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB. A
supressão da vírgula empregada logo após a palavra “também”
(l.6) não prejudicaria o sentido original do períodoem que
ocorre, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Aquelas folhas de papel me esperavam
também, intocadas, e era minha obrigação aposto explicativo. A
omissão mudaria o sentido, pois deverá estar entre vírgulas e
funcionará sintaticamente como aposto explicativo.
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(QUESTÃO 20) “No texto seguinte”,
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB. A vírgula
empregada logo após “protegia” (l.4) separa orações aditivas que
têm sujeitos distintos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: 1 - oração - Mas aquela casa me protegia, e
(conjunção aditiva). 2 - oração dentro dela uma mulher se
esforçava por me fazer feliz. Ambas as orações são aditiva – Certo.
Sujeito da frase 1 - quem me protegia? aquela casa - sujeito.
Sujeito da frase 2 - quem se esforçava por me fazer feliz? uma
mulher – sujeito. Sujeitos são distintos
(QUESTÃO 21) “No texto seguinte”,
Referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA. A
supressão da vírgula empregada no trecho “a arte do inimigo,
vária” (l.20) prejudicaria o sentido original do texto, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: “a arte do inimigo, vária”. Na oração, ocorre
o que chamamos de zeugma, isto é, a vírgula está substituindo o
verbo “é”, que está elíptico. A simples retirada da vírgula retira
também o sentido da oração. Estaria correto se a questão dissesse:
a supressão da vírgula e a inserção do verbo “é” em seu lugar
mantem a correção gramatical e o sentido.
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(QUESTÃO 22) “No texto seguinte”,
Apresenta trechos adaptados de textos do sítio do TCE/PA, quanto
a correção gramatical. O Portal da Transparência do TCE/PA foi
lançado, em maio de 2010, é um canal pelo qual a sociedade pode
acompanhar a execução orçamentária e financeira deste tribunal,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Nunca devemos separar por vírgulas Sujeito-
Verbo-Complemento (S-V-C), sendo assim, o correto seria: ''O
Portal da Transparência do TCE/PA foi lançado em maio de 2010.È
um canal pelo qual a sociedade pode acompanhar a execução
orçamentária e financeira deste tribunal.''
(QUESTÃO 23) “No texto seguinte”,
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB8A1BBB. Seriam
mantidas a correção gramatical e as informações veiculadas no
texto caso o ponto final empregado logo após “tempo” (l. 7)
fosse substituído por dois-pontos, da seguinte forma: D. João
não perdeu tempo: no dia 10 de março (...), julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Os dois-pontos são usados: Em enumerações;
Antes de uma citação; Quando se quer esclarecer algo, No
vocativo em cartas, sejam comerciais ou sociais (ou vírgulas); Após
as palavras: exemplo, observação, nota, importante etc.
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(QUESTÃO 24) “No texto seguinte”,
Ainda com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A2BBB. O
trecho “e também” (l.24) poderia ser corretamente isolado por
vírgulas, recurso que lhe conferiria ênfase, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A vírgula antes da conjunção “E” é possível
nos seguintes 3 casos: 1). Quando o “E” tem função adversativa.
Ex.: Comprei as passagens, E não viajei. (O “E” tem função
adversativa e poderia ser substituído pelo “mas”). 2). Quando o
“E” une orações com sujeitos diferentes. Ex.: Marcela comprou
duas bolsas, e Ana comprou três. 3). Quando há polissíndeto
(presença de várias conjunções numa mesma frase. É utilizado pelo
autor para enfatizar cada um dos eventos apresentados no
período). Ex.: E acordou, e leu o jornal, e meditou, e foi trabalhar.
Fonte: Professora Rafaela Motta. Explicação no vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=tYBPL3_VXkA
(QUESTÃO 25) “No texto seguinte”,
Acerca de aspectos linguísticos. A correção gramatical e o
sentido do texto seriam mantidos caso o termo “em casa” (l.18)
fosse isolado por vírgulas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Se “em casa” for isolado por vírgulas, a casa
passa a ser do Antônio Carlos de Oliveira e a comédia a ser do Sr.
Dr. Estevão Soares, que é o sentido contrário ao do texto.
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(QUESTÃO 26) “No texto seguinte”,
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um
amigo em talas. As vírgulas em “Amadeu Amaral Júnior, em estado
de desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão
dormido” (l. 18 a 20) foram todas empregadas para separar itens
de uma enumeração, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: 'em estado de desemprego' tem função
adjetiva, pois como você mesmo observou equivale a
'desempregado'. Não é um aposto explicativo, nem predicativo do
sujeito, uma vez que há um sujeito de oração verbal.
(QUESTÃO 27) “No texto seguinte”,
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto.
A supressão da vírgula empregada logo após “prerrogativa”
(l.41) manteria a coerência do texto, embora alterasse o seu
sentido, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Tornaria uma oração restritiva. Um exemplo
que uso muito: Angélica, encontrei seu irmão que mora em Paris.
Angélica, encontrei seu irmão, que mora em Paris. No primeiro
período, observa-se que somente o irmão de Angélica o qual mora
em Paris foi encontrado por mim, os outros irmãos dela não foram
citados no contexto. Portanto, sem vírgulas, entende-se que ela
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tem mais de um irmão. Já no segundo período, entende-se que a
característica básica de irmão de Angélica é ser morador de Paris,
pois ele é o único irmão. No caso da questão: (...) mediante
simples afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa
garantida pela Constituição Federal vigente. (...) mediante simples
afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa, garantida pela
Constituição Federal vigente. No primeiro período somente os
benefícios garantidos na constituição, os outros fora dela não
foram postulados. No segundo período, o benefício que está na
constituição é único. Só existe ele. Benesse é um substantivo de
dois gêneros na língua portuguesa, e significa um benefício ou
ganho, normalmente recebido sem muito trabalho ou esforço.
(QUESTÃO 28) “No texto seguinte”,
A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente. A
correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula
empregada logo após a palavra “sustentáveis” l.13) fosse
suprimida, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão pergunta se a vírgula de um
adjunto adverbial com cinco palavras DESLOCADO pode ser
suprimida. É claro que não pode, ou 5 palavras virou pequena
extensão?http://www.cespe.unb.br/concursos/TJDFT_15_SERVID
OR/arquivos/Gab_Definitivo_216TJDFTSER_CB2_01.pdf
http://www.cespe.unb.br/concursos/TJDFT_15_SERVIDOR/arquiv
os/216TJDFTSER_CB2_01.pdf.
REDAÇÃO OFICIAL
(QUESTÃO 29) À luz das orientações constantes no Manual de
Redação da Presidência da República. A obrigatoriedade do uso do
padrão culto da língua e o requisito de impessoalidade são
incompatíveis com o emprego da linguagem técnica nas
comunicações oficiais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado.Comentário: O Manual de Redação Oficial informa que “A
linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a
exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos
rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a
determinada área, são de difícil entendimento por quem não
esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de
explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da
administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. “A
linguagem técnica pode ser empregada, sim, porém respeitando o
uso culto da língua e a impessoalidade exigida.
(QUESTÃO 30) À luz das orientações constantes no Manual de
Redação da Presidência da República. Admite-se o registro de
impressões pessoais na redação oficial, desde que o assunto seja
de interesse público e expresso em linguagem formal, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Manual de Redação Oficial informa que
por se tratar de documentos oficiais, a linguagem adotada deverá
ser sempre impessoal, considerando ainda outros elementos como
clareza, impessoalidade, concisão, formalidade e uniformidade.
(QUESTÃO 31) A respeito do padrão ofício em comunicações
oficiais, conforme o Manual de Redação da Presidência da
República. No memorando, dispensa-se o vocativo, que deve,
contudo, constar no aviso e no ofício, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Na verdade, não dispensa o vocativo em
memorandos porque definitivamente ele não é usado. Logo, ele
não é dispensado, já que seu uso é incorreto. O erro está na
questão afirmar que ele é dispensado, quando na verdade ele
nunca é usado.
(QUESTÃO 32) De acordo com as disposições do Manual de Redação
da Presidência da República. Os despachos a memorandos
expedidos entre unidades administrativas da PCDF devem ser
dados no próprio documento e, caso falte espaço, em folha. Esse
procedimento, além de evitar um desnecessário aumento do
número de comunicações, contribui para a formação de um
processo simplificado, que permite que se acompanhe o histórico
do andamento da matéria tratada no memorando, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: Segundo o manual, “A tramitação do
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela
simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar
desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos
ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso
de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento
permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando
maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se
história o andamento da matéria tratada no memorando.”
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(QUESTÃO 33) De acordo com as disposições do Manual de Redação
da Presidência da República os documentos oficiais dirigidos aos
delegados da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) devem conter
o vocativo “Senhor Doutor Delegado da PCDF”, bem como o
pronome de tratamento “Vossa Excelência”.
Errado. Comentário: Não há problemas em usar o termo
“doutor”. Se os respectivos delegados possuem título acadêmico,
ou seja, se fizeram doutorado, então o termo pode ser usado. O
problema está no pronome de tratamento. O certo é usar “Vossa
Senhoria”.
(QUESTÃO 34) Com relação à função e à linguagem das
correspondências oficiais. A formalidade de tratamento
empregada para se dirigir ao destinatário de uma comunicação
oficial varia de acordo com a relação existente entre quem a
expede e quem a recebe. Isso equivale a dizer que a hierarquia
presente entre os interlocutores é determinante para a escolha
adequada dos pronomes de tratamento adotados no texto, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Há erro neste enunciado. A formalidade
empregada não varia, pois se trata de documentos oficiais, em que
se usa também clareza, concisão, padrão formal da linguagem etc.
Desta forma, o pronome de tratamento empregado é de acordo
com a função exercida, e não com a relação existente. A hierarquia
é determinante para o uso dos fechos existentes nestes
documentos, e não dos pronomes de tratamento.
(QUESTÃO 35) Embora as redações oficiais devam ser redigidas,
em regra, de forma clara e objetiva, há situações em que se
recomenda a prolixidade, como nas exposições de motivos, nas
quais a redundância é necessária, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Na verdade, em nenhuma parte do Manual
de Redação Oficial há referência positiva à prolixidade. Ela é
contrária à objetividade e à clareza, pois e refere ao excesso e ao
uso de palavras que prejudicam a coesão e a coerência do texto.
(QUESTÃO 36) Com base no Manual de Redação da Presidência da
República, que tratam da adequação da linguagem empregada na
redação de correspondências oficiais da administração pública. A
formalidade de tratamento está vinculada à uniformidade, à
polidez e à civilidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Manual informa que “a formalidade de
tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das
comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural
que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O
estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige
que se atente para todas as características da redação oficial e que
se cuide, ainda, da apresentação dos textos”.
(QUESTÃO 37) O uso do padrão culto nos atos e comunicações
oficiais deve atender à finalidade do documento redigido, razão
pela qual, na elaboração de documentos da administração pública,
deve-se primar pelo emprego do jargão burocrático, próprio à
natureza desses expedientes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Manual informa que “a identificação que
se buscou fazer das características específicas da forma oficial de
redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a
criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de
linguagem administrativa, o que coloquialmente e
pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção
do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de
expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de
construção de frases”.
(QUESTÃO 38) As comunicações oficiais podem ser remetidas em
nome do serviço público ou da pessoa que ocupa determinado
cargo dentro do serviço público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão informa que “as comunicações
oficiais podem ser remetidas em nome do serviço público ou da
pessoa que ocupa determinado cargo dentro do serviço público”.
O Manual de Redação Oficial informa que “(...) as comunicações
oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um único
comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações
ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos
por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições
tratados de forma homogênea (o público)”.
(QUESTÃO 39) Considerando aspectos estruturais e linguísticos
das correspondências oficiais, de acordo com o Manual de Redação
da Presidência da República. Procedimentos rotineiros
incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e
de cortesia, o emprego de jargões técnicos específicos, a estrutura
dos expedientes e a fixação dos fechos, definem um padrão oficial
para a linguagem a ser empregada na redação das comunicações
oficiais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O enunciado da questão informa que
“procedimentos rotineiros incorporados ao longo do tempo, como
as formas de tratamento e de cortesia, o emprego de jargões
técnicos específicos, aestrutura dos expedientes e a fixação dos
fechos, definem um padrão oficial para a linguagem a ser
empregada na redação das comunicações oficiais.” De acordo com
o Manual de Redação Oficial, os textos oficiais “por seu caráter
impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza
e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há
consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam
as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário
comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar
que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial
decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais,
morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares,
das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se
atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.” Ainda
sobre a linguagem, “não existe propriamente um “padrão oficial
de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e
comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de
determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no
emprego das formas sintáticas, mas isso não implica,
necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de
linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão,
deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.”
(QUESTÃO 40) Considerando aspectos estruturais e linguísticos
das correspondências oficiais, de acordo com o Manual de Redação
da Presidência da República. A concisão é uma qualidade dos
textos oficiais intimamente relacionada ao princípio da economia
linguística, que visa eliminar do texto redundâncias e passagens
que nada acrescentem ao que já tenha sido dito, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: O enunciado informa que “a concisão é uma
qualidade dos textos oficiais intimamente relacionada ao princípio
da economia linguística, que visa eliminar do texto redundâncias e
passagens que nada acrescentem ao que já tenha sido dito.
Segundo o Manual, “a concisão é antes uma qualidade do que uma
característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue
transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras.
Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se
tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve,
o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa
releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
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repetições desnecessárias de ideias. O esforço de sermos concisos
atende, basicamente ao princípio de economia linguística, à
mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para
informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens
substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se
exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias,
passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.”
(QUESTÃO 41) O tratamento Digníssimo deve ser empregado para
todas as autoridades do poder público, uma vez que a dignidade é
tida como qualidade inerente aos ocupantes de cargos públicos,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão apresente a seguinte afirmação:
“o tratamento Digníssimo deve ser empregado para todas as
autoridades do poder público, uma vez que a dignidade é tida como
qualidade inerente aos ocupantes de cargos públicos”. Segundo o
Manual de Redação Oficial, “em comunicações oficiais, está
abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades
arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se
ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida
evocação”.
(QUESTÃO 42) Os atributos da comunicação oficial, a exemplo da
clareza, concisão, formalidade e uniformidade, estão associados
aos princípios que, segundo a Constituição Federal, norteiam a
administração pública, como os da publicidade e da
impessoalidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão informa que “os atributos da
comunicação oficial, a exemplo da clareza, concisão, formalidade
e uniformidade, estão associados aos princípios que, segundo a
Constituição Federal, norteiam a administração pública, como os
da publicidade e da impessoalidade”. Segundo o Manual de
Redação Oficial, “a redação oficial deve caracterizar-se pela
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza,
concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses
atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A
administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo
a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda
administração pública, claro está que devem igualmente nortear a
elaboração dos atos e comunicações oficiais”.
(QUESTÃO 43) A eficácia da comunicação oficial depende
basicamente do uso de linguagem simples e direta, chegando ao
assunto que se deseja expor sem passar, por exemplo, pelos
atalhos das fórmulas de refinada cortesia usuais no século passado.
Ontem o estilo tendia ao rebuscamento, aos rodeios ou aos
circunlóquios; hoje, a vida moderna obriga a uma redação mais
objetiva e concisa. Considere-se, entretanto, que não há uma
forma específica de linguagem administrativa, mas, sim,
qualidades comuns a qualquer bom texto, seja ele oficial ou
literário, aplicáveis à redação oficial: clareza, coesão, concisão,
correção gramatical. Além disso, merecem destaque algumas
características peculiares identificáveis na forma oficial de redigir:
formalidade, uniformidade e impessoalidade. Considerando as
informações veiculadas no texto acima e os elementos
fundamentais das práticas de redação oficial, julgue os itens de 13
a 15, conforme o Manual de redação oficial do TCDF. De acordo
com as exigências de formalidade, uniformidade e impessoalidade
dos atos oficiais, é correta a utilização do fecho Atenciosamente
em documentos destinados a autoridades superiores ao
responsável pelo ato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: É de conhecimento do candidato, e de
acordo com o Manual de Redação Oficial que o fechamento com
“Atenciosamente” é usado apenas para autoridades de mesma
hierarquia ou de hierarquia inferior. Para autoridades superiores
usa-se “Respeitosamente”.
(QUESTÃO 44) Em comunicações de mero encaminhamento de
documento, só deverá haver parágrafos de desenvolvimento se
o autor desejar fazer observações a respeito do documento
encaminhado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão informa que “em comunicações de
mero encaminhamento de documento, só deverá haver parágrafos
de desenvolvimento se o autor desejar fazer observações a
respeito do documento encaminhado”. Segundo o Manual de
Redação Oficial, “desenvolvimento: se o autor da comunicação
desejar fazer algum comentário a respeito do documento que
encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento;
em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso
ou ofício de mero encaminhamento” (página 12).
INFORMÁTICA
(QUESTÃO 45) A ativação do firewall do Windows impede que
e-mails com arquivos anexos infectados com vírus sejam abertos
na máquina do usuário, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O firewall é um filtro das conexões de rede,
mas ele não analisa o conteúdo do tráfego, não é antivírus, não é
antispyware, etc.
(QUESTÃO 46) Um firewall é utilizado para controle de acesso
lógico, bloqueando todos os arquivos infectados com vírus e
programas maliciosos que tentam infiltrar-se em uma redeou
computador, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O firewall é apenas um filtro de conexões,
que não analisa o conteúdo dos dados trafegados e não é antivírus,
antispyware, etc.
(QUESTÃO 47) Um firewall permite detectar e bloquear acessos
a anexos de e-mails suspeitos, bem como detectar e desativar
vírus que contaminaram um computador ou uma rede, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O firewall é um filtro de conexões. Ele
permite ou bloqueia o tráfego de dados em portas específicas do
computador. Ele não analisa o conteúdo do tráfego, como vírus
anexados em e-mails.
(QUESTÃO 48) Com relação a vírus de computadores e
malwares em geral. Por meio de um firewall local, o ataque de
malwares a redes sociais é inviável porque o firewall detecta
assinatura de worms nesses sistemas, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O firewall protege localmente o
computador do usuário, e a rede social está remotamente em
execução, nos servidores do Facebook, Google, etc.
(QUESTÃO 49) IPTables e Windows Firewall são exemplos de
firewalls utilizados nas plataformas Linux e Windows,
respectivamente. Ambos os sistemas são capazes de gerenciar
a filtragem de pacotes com estado (statefull) na entrada e na
saída de rede, de fazer o nateamento de endereços e de criar
VPNs, julgue (C ou E) o item seguinte.
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Errado. Comentário: IPTables: roteamento de pacotes. -
Firewall: filtro de pacotes com base nas informações do cabeçalho
(não filtra o conteúdo).
(QUESTÃO 50) Um computador em uso na Internet é vulnerável
ao ataque de vírus, razão por que a instalação e a constante
atualização de antivírus são de fundamental importância para
se evitar contaminações, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Assim como outra questão desta prova,
princípio básico de operação do computador, dentro das respostas
esperadas pelas bancas'. Manter o antivírus, antispyware e firewall
atualizados e ativados.
(QUESTÃO 51) Firewall é um dispositivo eletrônico que
estabelece regras de segurança que propiciam maior velocidade
de acesso à Internet a partir de redes wireless, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: O firewall é um filtro de conexões, que
permite ou bloqueia o tráfego, segundo as regras estabelecidas.
Ele não é antivírus, antispyware, não faz nateamento, não analisa
o conteúdo das mensagens de e-mail, e agora, não aumenta a
velocidade da Internet (a Cespe é muito criativa em inventar
aplicações para o firewall:)
(QUESTÃO 52) Os antivírus fabricados para a versão do
Microsoft Windows de 32 bits não funcionam em computadores
com a versão do Microsoft Windows de 64 bits, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Segundo o próprio site da Microsoft, via de
regra, a maioria dos programas feitos para versão de 32 bits do
Windows funciona com uma versão de 64 bits do Windows. Os
antivírus são uma notável exceção a isso. Portanto, questão certa.
Fonte: http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/32-bit-
and-64-bit-windows#1TC=windows-7
(QUESTÃO 53) Em um computador com o Windows instalado, o
firewall detecta e desativa os vírus e worms que estejam
contaminando o computador, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O antivírus detecta e desativa os vírus de
computador. Os worms, que são pragas digitais, são detectadas e
desativadas pelo antispyware.
(QUESTÃO 54) O tráfego de DNS é considerado malicioso devido
às alterações que ele ocasiona no arquivo de resolução de
nomes padrão do Windows 7; por isso, o firewall do Windows
pode ser configurado para bloquear automaticamente esse tipo
de tráfego, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Dica: automaticamente... E tem mais:
lembrando que o DNS é o serviço de nomes de domínio, que traduz
um endereço URL para IP, e vice-versa, se ele não estiver
autorizado, qualquer endereço URL digitado no navegador não será
transformado em endereço IP, e não poderá ser localizado.
(QUESTÃO 55) As VPNs (Virtual Private Network) são túneis
criados em redes públicas para que essas redes apresentem nível
de segurança equivalente ao das redes privadas. Na criação desses
túneis, utilizam-se algoritmos criptográficos, devendo o
gerenciamento de chaves criptográficas ser eficiente, para
garantir-se segurança, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Primeiramente, se a criptografia não for
eficiente, ela pode ser falha ou, simplesmente, quebrada. Uma
VPN é uma forma de se conectar a uma Intranet, garantindo o
princípio de acesso restrito.
(QUESTÃO 56) Twitter, Orkut, Google+ e Facebook são exemplos
de redes sociais que utilizam o recurso scraps para propiciar o
compartilhamento de arquivos entre seus usuários, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Errado. Comentário: O Twitter não oferece compartilhamento de
arquivos. O Facebook permite, por inbox, tal uso, mas isso porque
as mensagens do Facebook são como e-mails. Na verdade, é
possível enviar de um e-mail uma mensagem, para ela aparecer
nas mensagens do Facebook. Para isso, basta destinar o e-mail para
usuario@facebook.com, em que usuário é o nome do usuário
presente após a barra, exemplo: facebook. com/usuario.
(QUESTÃO 57) A rede privada virtual (VPN) do tipo site-to-site
constituise, entre outros elementos, de um canal de comunicação
criptografado entre dois gateways de rede., julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: A função de uma VPN é conectar dois ou mais
dispositivos em uma Intranet, mesmo que estejam
geograficamente distantes, logo tem que garantir o acesso restrito
ao ambiente da rede.
(QUESTÃO 58) O Facebook, sítio de serviço de rede de
propriedade do governo dos Estados Unidos da América, permite a
interação online entre pessoa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Facebook não pertence ao governo, mas,
sim, a uma empresa privada.
(QUESTÃO 59) O Google é um instrumento de busca que pode
auxiliar a execução de diversas atividades, como, por exemplo,
pesquisas escolares, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Questão simples que aborda a funcionalidade
do motor de busca do Google. Além do Google, o Bing e o Yahoo
Cadê são outros grandes motores de busca. Na China, o Baidu é o
maior motor de busca, podendo ser equiparado como o “Google
chinês”.
(QUESTÃO 60) As redes sociais têm o tamanho padrão de medidas
para imagens, o que facilita a criação, pois um único arquivo de
imagem pode ser utilizado para ser postado em diferentes mídias
sem comprometer a aparência, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As redes sociais não tem padrão de medidas
para imagens, uma imagem postada no Facebook não
necessariamente terá a mesma aparência dessa imagem postada
no Instagram, flickr ou twitter.
(QUESTÃO 61) Na realização de pesquisa de determinado assunto
no sítio de buscas Google, as aspas indicam ao buscador que o
assunto descrito fora das aspas deve ser considerado na pesquisa e
o assunto descrito entre as aspas deve ser desconsiderado, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As aspas duplas indicam que só devem ser
listados links de páginas que contenham exatamente o mesmo
texto descrito entre as aspas. Para não exibir páginas com
determinado texto, deve-se usar o sinal de menos (-) antes da
palavra.
(QUESTÃO 62) O sítio de buscas Google permite que o usuário
realize pesquisas utilizando palavras e textos tanto em caixa baixa,
quanto em caixa alta., julgue (C ou E) o item seguinte.
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Certo. Comentário: É possível que o que está descrito no item
aconteça, mas para que o motor de busca diferencie maiúsculasde
minúsculas, o usuário precisa usar os filtros de busca avançada.
(QUESTÃO 63) As lntranets, por serem redes com acesso restrito
aos usuários de empresas, não utilizam os mesmos protocolos de
comunicação usados na Internet, como o TCP/IP, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Internet e Intranet são redes. Portanto,
usam os mesmos padrões e tecnologias. Elas se diferem apenas
pelo fato de uma ser pública, e a outra de acesso restrito (privado).
(QUESTÃO 64) A velocidade de acesso à Internet depende da
ferramenta de navegação e do sistema operacional que estão
sendo utilizados; o navegador Microsoft Internet Explorer, por
exemplo, é acessado mais rapidamente em ambiente Windows,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O principal fator de velocidade é o canal
liberado para uso pelo provedor de acesso. Os browsers até podem
obter maior eficiência em determinadas situações, mas não são
fatores que pesam na velocidade de acesso à Internet. Outro fator
que determina a velocidade na transmissão dos dados é a outra
ponta, pois não adianta o cliente ter capacidade de download de
15MB, se o servidor consegue enviar somente a velocidade de 5MB.
(QUESTÃO 65) Por ser o Linux o kernel, ou seja, o sistema
operacional em si, para que ele funcione, será necessária a sua
instalação em conjunto com outros aplicativos ou utilitários,
especialmente em distribuições como Debian e Ubuntu, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: São os pacotes de instalação, semelhante aos
softwares que instalamos no Windows, como o Microsoft Office,
Libre Office, etc. O sistema operacional, tanto Windows como o
Linux, oferece uma plataforma básica para o funcionamento do
computador. Quaisquer outras funcionalidades precisarão ser
instaladas posteriormente.
(QUESTÃO 66) Em computadores com sistema operacional Linux
ou Windows, o aumento da memória virtual possibilita a redução
do consumo de memória RAM em uso, o que permite executar, de
forma paralela e distribuída, no computador, uma quantidade
maior de programas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A memória virtual é usada em apoio à
memória RAM. Quando a memória RAM está ‘cheia’, a memória
virtual é acionada. No Windows é o arquivo pagefile.sys. No Linux
é a partição de troca (SWAP).
(QUESTÃO 67) No ambiente Linux, é possível manter um único
arquivo em um servidor e compartilhá-lo com vários usuários,
eliminando-se cópias desnecessárias desse arquivo, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão não fala das distribuições Linux
(que são várias e podem ser modificadas para atender as
necessidades dos usuários), mas da possibilidade de uma pasta
compartilhada de arquivos entre os usuários de uma mesma
distribuição Linux, o que é possível, assim como no Windows.
(QUESTÃO 68) Constitui desvantagem do Linux o fato de sua
instalação ser aceita apenas em arquiteturas de hardware
consideradas incomuns, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: É uma vantagem do Linux poder ser
instalado em diferentes arquiteturas e configurações, ao contrário
do Windows que exige sempre uma configuração top de linha e
atual.
(QUESTÃO 69) No Linux, quando há mais de um administrador na
rede, eles devem, sempre que possível, utilizar a conta root
diretamente. Esse procedimento permite que os administradores
tenham os privilégios mais elevados, sem restrição, para acessar o
sistema e para executar aplicativos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A utilização da conta root diretamente deve
ser evitada. Uma boa prática é conceder aos usuários dos
administradores perfil para executar as funções que desejam, mas
sempre usando seus próprios usuários, e não a conta de root.
(QUESTÃO 70) Os sistemas Linux e Windows podem estar
instalados, ao mesmo tempo, em um único computador, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: É possível ter o linux e o windows instalados
na mesma máquina graças ao dual boot. dual boot é um sistema
que permite instalar dois sistemas operacionais no mesmo pc.
Assim, o usuário pode escolher qual usar ao iniciar o computador.
(QUESTÃO 71) Relativo aos sistemas operacionais Linux e
Microsoft Word 2013. Comparativamente a computadores com
outros sistemas operacionais, computadores com o sistema
Linux apresentam a vantagem de não perderem dados caso as
máquinas sejam desligadas por meio de interrupção do
fornecimento de energia elétrica, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Menosprezando o Windows. Os sistemas
operacionais Windows e Linux (versões Desktop) armazenam as
informações na memória RAM, e esta é temporária. Em caso de
interrupção no fornecimento de energia, seu conteúdo é perdido,
seja no Windows, seja no Linux, etc.
(QUESTÃO 72) Relativo aos sistemas operacionais Linux e
Microsoft Word 2013. As rotinas de inicialização GRUB e LILO,
utilizadas em diversas distribuições Linux, podem ser acessadas
por uma interface de linha de comando, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: É possível acessar as rotinas de inicialização
GRUB e LILO para realizar a sua configuração, assim como é
possível alterar as opções de inicialização do Windows (em
Win+Pause, Configurações Avançadas do Sistema, Propriedades do
Sistema, Inicialização e Recuperação). Não menosprezou, não
restringiu e não negou.
(QUESTÃO 73) Referente a redes de computadores, às
ferramentas utilizadas nessas redes e ao navegador Google
Chrome. Funcionalidades disponibilizadas no aplicativo Putty
permitem que os usuários acessem um computador com o
sistema operacional Linux a partir de um computador com
sistema Windows, bem como permitem a execução remota de
comandos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Ele é um cliente para conexão segura. A
questão não tem restrição, não menospreza e não nega.
(QUESTÃO 74) Ao se criar um arquivo nos sistemas operacionais
Linux e Windows, é necessário informar o nome do arquivo e a
sua extensão, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os programas de linux são distribuídos de
forma diferente dos programas de Windows. O linux não utiliza
extensão em arquivos, para o arquivo ser um arquivo executável,
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basta ter permissão de execução. O que o torna executável é o
comando (que precisa ter a permissão de execução). Por exemplo:
Se o “arquivo” for binário ele torna-se um executável binário, se
for texto torna-se um script (que é como os arquivos em lotes do
Linux são chamados). OBS: Mas o que é um arquivo binário? Arquivo
binário é uma definição comum para todo o arquivo que não é
legível por humanos, somente por computador. É praticamente o
contrário de um arquivo texto. Um arquivo binário não é formado
por caracteres, mas sim por uma sequência de bytes em um dado
formato que um programa específico lê. Porém, cada tipo de
arquivo binário é diferente, sendo que alguns são criados para
funcionar apenas no programa de seu criador, pois só o computador
dele saberá ler. Exemplo: JPEG é um formato de arquivo binário
para imagens.
(QUESTÃO 75) Uma característica desejada para o sistema de
backup é que ele permita a restauração rápida das informações
quando houver incidente de perda de dados. Assim, as mídias de
backup devem ser mantidas o mais próximo possível do sistema
principal de armazenamento das informações, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Manter as mídias o mais próximo possível do
sistema principal de armazenamento? Não mesmo! Se a ideia é
manter os dados em segurança de forma a possibilitar restaurar em
caso de perda, como ficaria se o CPD (a sala dos computadores)
fosse incendiada? Adeus dados e adeus backup!Em uma enchente,
como seria possível recuperar os dados depois? Uma das premissas
do backup é guardar as mídias em local seguro e distante do
sistema principal de armazenamento, se possível em outro prédio,
cidade, estado, país! Sem querer alongar, mas lembra-se das torres
gêmeas? Pois é, ocorreu caso de empresa que tinha uma sala em
uma torre e guardou o backup na outra.
(QUESTÃO 76) Memória cache se refere a uma área do disco rígido
reservada para auxiliar no processo de backup de um computador,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Memória Cache é uma pequena quantidade
de memória estática de alto desempenho, tendo por finalidade
aumentar o desempenho do processador realizando uma busca
antecipada na memória RAM. A taxa de acerto típica pode variar
entre 80% e 99%, localizada entre a memória principal e o
processador central.
(QUESTÃO 77) O armazenamento do arquivo de dados no
computador e na nuvem é considerado um procedimento de
backup, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O backup é uma cópia de segurança, portanto,
se eu tenho um arquivo salvo no meu computador, e também tenho
uma cópia desse mesmo arquivo salvo na nuvem, essa cópia é um
backup. Só lembrando que o armazenamento em nuvem é o
armazenamento de dados em um servidor de rede permitindo o
acesso de qualquer local com conexão à internet.
(QUESTÃO 78) Periodicamente, é aconselhável fazer um backup
das informações do computador e armazená-las em local distinto.
Outra boa prática é a exclusão de arquivos temporários, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Simples. O backup serve basicamente para
salvar cópias de segurança dos seus arquivos. Como afirma a
questão, é interessante mantê-los em local distinto dos originais,
para evitar perdas ou mesmo furto se for em uma empresa.
(QUESTÃO 79) A criação de backups no mesmo disco em que estão
localizados os arquivos originais pode representar risco relacionado
à segurança da informação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O ideal na salvaguarda de arquivos backup é
que os mesmos sejam salvos em mídias removíveis (pen drives,
DVDs, HDs portáteis etc.) e que estas sejam mantidas em locais
diferentes, para maior segurança dos dados.
(QUESTÃO 80) Mesmo tendo realizado um backup completo do
computador, o usuário não está totalmente salvo de problemas que
possam surgir, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Nada na área computacional é totalmente
seguro! Você pode, por exemplo, fazer um backup e, no seu
próprio backup, ter um vírus que fará perder todo o conteúdo.
(QUESTÃO 81) Fazer backup significa compactar os arquivos para
liberar espaço em disco, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Fazer backup significa armazenar dados de
forma segura, ou seja, fazer uma cópia de segurança para ser
utilizada posteriormente.
(QUESTÃO 82) Nos procedimentos de backup, é recomendável
que as mídias do backup sejam armazenadas no mesmo local dos
dados de origem, a fim de tornar a recuperação dos dados mais
rápida e eficiente, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Essa questão é bem recorrente. Qualquer
cópia de arquivo pode ser considerada um backup. Mas se a sua
função é possibilitar a recuperação de dados, o ideal é que essa
cópia seja feita, primeiro, em uma unidade distinta da copiada e,
segundo, armazenada em um local distinto daquele onde fica a
unidade copiada. Assim, caso ocorra um incêndio, por exemplo, o
backup estará seguro em outro local. Por esse motivo o backup via
internet torna-se uma ótima alternativa, cada vez mais viável
frente ao aumento da velocidade das conexões.
(QUESTÃO 83) O dropbox, ferramenta de backup disponibilizada
na Internet, permite que sejam feitos backups somente do tipo
diferencial, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Dropbox foi um dos primeiros serviços a
oferecer para o grande público o armazenamento de arquivos em
nuvem. De forma simplificada, o termo computação na nuvem
indica que as informações estarão disponíveis através de uma série
de servidores e oferecidas pela internet. Este modelo de
desenvolvimento protege os arquivos contra falhas de
equipamentos e garante que eles estejam sempre disponíveis, não
importa onde o usuário está. Além da confiabilidade e da facilidade
de acesso, é possível instalar uma ferramenta no computador para
evitar o envio manual de arquivos. Ela sincroniza automaticamente
as alterações feitas nos arquivos e pastas do PC com os servidores
do Dropbox, além de também sincronizar as informações entre
vários computadores. Se as máquinas estão na mesma rede, o
cliente detecta e transfere os arquivos sem recorrer à conexão com
a internet, uma excelente estratégia.
(QUESTÃO 84) O backup diferencial é feito diariamente, sem a
necessidade do backup normal, desde que ele seja realizado logo
após o backup incremental, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Qual é a diferença entre o Backup
Diferencial e o Backup Incremental? - Backup Diferencial: O Backup
Diferencial, é executado após o último backup FULL, ele realiza
backup apenas dos arquivos alterados, em sua primeira execução.
Na segunda execução, ele irá realizar o backup dos arquivos que
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foram alterados após o último backup FULL, mais os arquivos que
foram alterados depois do primeiro backup Diferencial, na terceira
execução, o backup Diferencial irá pegar o montante dos arquivos
alterados do primeiro e segundo backups, mais os arquivos
alterados depois da segunda execução conforme imagem abaixo: -
Restore: Na realização de um restore, será então necessário último
backup FULL, e o último backup Diferencial. - Backup Incremental:
O backup Incremental, realiza backup apenas dos últimos arquivos
alterados, conforme imagem abaixo: - Restore: O restore do tipo
de backup Incremental, será da seguinte forma, você deverá
utilizar o último backup FULL, e em seguinda todos os backups
depois do backup FULL (que são as alterações dos dias). -
Observações: Os exemplos acima de restore, são baseados em
perdas FULL, no dia-a-dia, dependendo da quantidade de arquivos
e última alteração, não será necessário todos os backups desde o
último FULL, para realização do restore. Apesar do backup
Diferencial, aparentemente ser mais vantajoso do que o backup
Incremental, dentro do seu ambiente é necessário verificar se
realmente você terá uma janela de tempo de execução do backup
Diferencial, já que a cada dia ele será mais demorado decorrente
a quantidade de arquivos a serem backupeados.
(QUESTÃO 85) A respeito de conceitos, arquiteturas, protocolos
e ferramentas de redes de computadores. Cabos de par trançado,
coaxiais e fibras ópticas são os tipos mais populares de meios de
transmissão não guiados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os meios de transmissão podem ser
classificados como guiados ou não guiados. Um meio de
transmissão guiado é aquele que a estrutura física de um condutor,
indica o início e o final da transmissão. Cabo de par trançado,
cabos coaxiais e os cabos de fibra ótica são exemplos de meios
guiados. Meios de transmissão não guiado, é aquele onde o sinal é
enviado em várias direções, até encontrar o destino. Ondas de
rádio, UHF, Wi-Fi, Bluetooth, infravermelho, são alguns exemplos.
(QUESTÃO 86) No que se refere a redes de telecomunicações. Na
topologia de rede, conhecida como barramento, ocorre
interrupção no funcionamento da rede quando há falha de
comunicação com uma estação de trabalho, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Numa topologia em barramento (isto é, um
cabo linear), todas as estações estão ligadas ao mesmo cabo. Em
qualquer instante, nomáximo uma máquina pode realizar uma
transmissão, nesse momento as outras máquinas serão impedidas
de enviar qualquer tipo de mensagem. Na topologia em
barramento o fato de uma estação de trabalho falhar não acarreta
a interrupção no funcionamento da rede, isso ocorre caso
tenhamos algum problema em qualquer ponto do cabeamento.
(QUESTÃO 87) No que diz respeito à segurança da informação e a
procedimentos de segurança. Os procedimentos de segurança das
redes sem fio são muito maleáveis, dado o uso desse tipo de rede
evitar, por si só, a ocorrência de contaminações por vírus, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As configurações são versáteis e flexíveis,
mas somente estas não serão capazes de evitar a ocorrência de
contaminações por vírus. A detecção e remoção dos vírus é tarefa
dos softwares antivírus.
(QUESTÃO 88) No que se refere à segurança da informação e às
redes de computadores. Uma rede bluetooth possui alcance
ilimitado e possibilita a conexão de componentes a um computador
sem a utilização de fios, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: No que se refere à segurança da informação
e às redes de computadores, julgue o item seguinte. Uma rede
bluetooth possui alcance ilimitado e possibilita a conexão de
componentes a um computador sem a utilização de fios.
(QUESTÃO 89) No que se refere a redes de computadores.
Tamanho físico, tecnologia de transmissão e topologia são critérios
utilizados para classificar as redes de computadores, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: As redes de computadores são classificadas
segundo alguns critérios, exemplo: Segundo o tamanho ou
extensão geográfica, ela pode ser classificada em LAN, WAN, MAN,
etc Segundo a tecnologia de transmissão ela pode ser classificada
em rede cabeada ou sem fios Segundo a topologia ela pode ser
classificada em rede em anel, barramento, estrela, etc.
(QUESTÃO 90) Acerca de redes de computadores, de correio
eletrônico Outlook Express e computação na nuvem. Uma rede de
dados, assim como os softwares, tem a função de transmitir
informações e processá-las, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão tenta igualar a rede com os
softwares afirmando que ambos têm funções de transmitir e
processar informações, quando na verdade o software é
responsável pelo processamento e a rede é responsável pela
transmissão. Rede de dados é hardware, a parte física. Software é
a parte virtual. Cada um faz o seu papel.
(QUESTÃO 91) No que se refere aos conceitos básicos de redes de
computadores e ao programa de navegação Microsoft Internet
Explorer. Em uma rede de computadores, diversos protocolos
podem ser utilizados no estabelecimento de uma única
comunicação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Exemplo: quando você acessa o QConcursos
você utiliza o HTTPS + TCP + IP dentre outros. O https fornece uma
conexão segura para você se logar sem ter os dados interceptados;
o tcp fornece um meio de comunicação confiável; o ip fornece faz
o endereçamento entre você e o site.
(QUESTÃO 92) Com relação a redes de computadores e a
Internet. Os protocolos TCP/IP da Internet, devido à evolução
das redes de comunicação, foram substituídos pelas redes sem
fio, que não demandam ponto físico de acesso, razão pela qual
não utilizam mais endereços IP, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Negação, restrição, menosprezo, são sinais
de erros nas questões do CESPE. Os protocolos TCP/IP são a base
das comunicações entre as diferentes redes, sejam cabeadas ou
sem fio, e não foram substituídos por “redes sem fio que não
utilizam IP”. Vários conceitos reunidos em uma assertiva do CESPE,
geralmente está errado.
(QUESTÃO 93) Com relação a redes de computadores e a Internet.
As redes locais (LANs) são aquelas instaladas em grandes cidades
de regiões metropolitanas, para a interconexão de um grupo
grande de usuários, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As redes metropolitanas (MAN) é que são
instaladas em grandes cidades de regiões metropolitanas. Já a LAN
(local area network), é uma rede de acesso local, restrito a um
prédio, escola, lan-house, empresa, etc. Se o acesso a rede local
LAN for mediante cadastro em um servidor de rede com usuário e
senha, então é uma Intranet.
(QUESTÃO 94) A respeito da Internet e suas ferramentas.
Switchs e roteadores são equipamentos utilizados para definir
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a origem e o destino de pacotes de dados que trafegam entre
máquinas de usuários ou de servidores e podem ser utilizados
para interligar várias redes de computadores entre si, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Os equipamentos promovem a interligação
entre as redes de computadores. Operam entregando os pacotes
de dados para quem solicitou, encaminham para a próxima rede se
não estiver em sua sub-rede, segmentam o acesso em redes
virtuais diferentes no mesmo aparelho, etc.
(QUESTÃO 95) Com relação ao programa Microsoft Excel 2013 e à
figura abaixo.
Ao clicar o botão , a célula selecionada receberá a soma dos
valores contidos nas células pertencentes à sua coluna, e não à sua
linha, ou seja, receberá o valor 6 ao invés do valor 7, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: É isso mesmo, se você selecionar todas as
células da coluna S ou só deixar a célula imediatamente abaixa
clicada, o resultado será o mesmo, ou seja, no caso, será 6. Caso
você quisesse saber a soma das linhas à esquerda, precisaria
necessariamente selecioná-las.
(Questão 96) Com relação ao programa Microsoft Excel 2013 e à
figura abaixo.
Ao clicar o botão ⬇, a célula selecionada receberá a quantidade de
células com valores preenchidos, ou seja, receberá o valor 11,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O nome desse ícone é preencher: ele irá dar
continuidade a um padrão ou série nas células vizinhas, em
qualquer direção.
(Questão 97) Relativo aos aplicativos para edição de textos,
planilhas e apresentações do ambiente Microsoft Office 2013. Em
uma planilha do Excel 2013, ao se tentar inserir a fórmula
=$a$3*(b3-c3), ocorrerá erro de digitação, pois as fórmulas devem
ser digitadas com letras maiúsculas, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Para inserir uma fórmula no Excel é
irrelevante o uso de letra maiúscula ou minúscula. Assim como as
referências, ou seja, o cálculo =soma(b3-c3) retornará para o
mesmo resultado de =SOMA(B3-C3). Todavia, na barra de fórmulas
todo o conteúdo da célula será mostrado com letra maiúscula.
(Questão 98) Relativo aos aplicativos para edição de textos,
planilhas e apresentações do ambiente Microsoft Office 2013. No
canto esquerdo superior da janela inicial do Excel 2013, consta a
informação acerca do último arquivo acessado bem como do local
onde ele está armazenado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: É muito comum abrirmos o Excel por meio de
um arquivo, acessando a planilha diretamente. Porém, quando
abrimos o programa Excel sem nenhum arquivo selecionado, a tela
inicial nos mostra, no canto superior esquerdo, os arquivos
Recentes. No canto superior esquerdo temos as Ferramentas de
Acesso Rápido, mas elas não trazem tal informação. Informações
sobre o último arquivo aberto estarão na Guia Arquivo, Abrir,
Recente. Correto.
(Questão 99) Com relação ao sistema operacional Windows e ao
ambiente Microsoft Office, julgue o item que se segue. No MS
Excel, as referências relativas são fixas e identificadas pelo
símbolo $, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: As referências absolutas são precedidas por
um $ (cifrão), enquanto as referências relativas não são precedidas
por nenhum símbolo.(Questão 100) Acerca do pacote Microsoft Office. A função
SOMASE, do Excel, executa a soma do conteúdo de células
especificadas em um intervalo segundo um critério ou uma
condição, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: =SOMASE(intervalo; critérios;[intervalo a ser
somado]): Dado o intervalo, ele verifica uma condição: para as
células do intervalo em que a condição seja verdadeira, ele realiza
a soma no intervalo da soma correspondente.
(Questão 101) Á figura abaixo. Acerca de aplicativos para edição
de textos e planilhas e do Windows 10. Situação hipotética: Fábio,
servidor do INSS, recebeu a listagem dos cinco últimos rendimentos
de um pensionista e, para que fosse calculada a média desses
rendimentos, ele inseriu os dados no LibreOffice Calc. Assertiva:
Nessa situação, por meio da fórmula =MED(A1:A5;5), inserida na
célula A6, Fábio poderá determinar corretamente a média
desejada, julgue (C ou E) o item seguinte.
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Errado. Comentário: Para calcular a média de forma correta deve
ser escrito a fórmula =MÉDIA(A1:A5). MED calcula a MEDIANA dos
números; e o “5”, incluído distorce a mediana dos números de A1
a A5.
(Questão 102) Com relação às ferramentas e às funcionalidades
do ambiente Windows. A alça de preenchimento do Excel é
utilizada para somar valores numéricos contidos em um conjunto
de células selecionadas pelo usuário, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A alça de preenchimento do Excel é
utilizada para automatizar o preenchimento de dados nas células
do Excel. Ela repete valores que já existem na coluna, preenche
série de números, datas, fórmulas, mas não realiza somas.
(Questão 103) Com relação ao Windows, ao Microsoft Office e aos
programas de correio eletrônico. No MS Excel, o procedimento
denominado referência absoluta possibilita que, ao se copiar, na
planilha, a fórmula de uma célula para outra célula, o programa
ajuste automaticamente a fórmula para que ela se adapte à nova
célula, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O procedimento de referência absoluta faz
o oposto do que a questão afirmou. Quando falamos em referência
absoluta estamos falando em referência fixa, com valores
determinados, absolutos. Logo, ao copiar esta referência, ela não
será ajustada. Somente as referências relativas, que são relativas
a uma posição e não absolutas, são ajustadas.
(Questão 104) Relativos às funcionalidades do Microsoft Office
2013. No Microsoft Excel 2013, as fórmulas sempre começam com
o sinal =, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Uma fórmula do Excel começa sempre por um
sinal de igual (=). O sinal de igual informa o Excel de que os
caracteres que se seguem constituem uma fórmula. A seguir ao
sinal de igual estão os elementos a calcular (os operandos),
separados por operadores de cálculo. O Excel calcula a fórmula da
esquerda para a direita, de acordo com uma ordem específica para
cada operador da fórmula. Exemplo: =SOMA(A1;A2).
DIREITO ADMINISTRATIVO
(QUESTÃO 105) A nomeação para cargo de provimento efetivo
será realizada mediante prévia habilitação em concurso público
de provas ou de provas e títulos ou, em algumas situações
excepcionais, por livre escolha da autoridade competente,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não podemos confundir. Cargo público é
dividido em 2: Efetivo: Depende de concurso público. Comissão
(confiança): Livre nomeação e exoneração, não depende de
concurso público. OBS: Lembrando que esses cargos são para
direção, chefia e assessoramento. Vejam que a questão quis
confundir misturando os dois conceitos, mas ela se refere ao
efetivo: “ A nomeação para cargo de provimento efetivo.”
(QUESTÃO 106) A lei reservará percentual dos cargos e empregos
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os
critérios de sua adaptação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 37 VIII - a lei reservará percentual dos
cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão.
(QUESTÃO 107) Os agentes administrativos vinculam-se
profissionalmente ao Estado ou às suas entidades autárquicas e
fundacionais e se sujeitam à hierarquia funcional e ao regime
jurídico único da entidade estatal a que servem, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: 1) Os agentes administrativos vinculam-se
profissionalmente ao Estado ou às suas entidades autárquicas e
fundacionais e se sujeitam à hierarquia funcional. Segundo Hely
Lopes Meirelles os agentes administrativos são todos aqueles que
se vinculam ao estado ou às suas entidades autárquicas e
fundacionais correlações profissionais sujeitos à hierarquia
funcional e ao regime jurídico determinado pela estatal a que
servem. Os agentes administrativos se dividem em três
classificações: i) Servidor público propriamente dito: são os que
ocupam cargo público - servidores do estado, fundações e
autarquias - e a relação de trabalho é feita por estatuto. Os cargos
em comissão enquadram-se nessa categoria. Os agentes
administrativos da assertiva se encaixam nessa categoria. ii)
Empregado público: são os que ocupam emprego público e a
relação de trabalho é feita pelo art. 7º da CF mais a CLT. iii)
Servidor temporário: ocupa função pública temporária conforme o
art. 37 IX da CF. 2) e ao regime jurídico único da entidade estatal
a que servem. A EC 19/98 extinguiu o REGIME JURÍDICO ÚNICO,
mas o STF em 2008 institui a obrigatoriedade do REGIME JURÍDICO
ÚNICO. Esta decisão deu inconstitucionalidade ao caput do art. 39
da CF/88. Logo, voltou a vigorar o texto do art. primitivo que
obriga a instituição do RJU.
(QUESTÃO 108) Os vencimentos dos servidores públicos podem
ser objeto de arresto, sequestro e penhora para pagamento de
dívidas comerciais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 48 Lei 8.112/90. O vencimento, a
remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro
ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante
de decisão judicial.
(QUESTÃO 109) O dever de prestar contas do agente público
refere-se exclusivamente aos atos relativos a dinheiro público e
gestão financeira, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: ART 70 CF. Parágrafo único. Prestará contas
qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize,
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,
assuma obrigações de natureza pecuniária.
(QUESTÃO 110) O desfazimento da nomeação de um agente
administrativo somente pode ocorrer depois de assegurada a ele a
garantia do contraditório e da ampla defesa, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Se o candidato foi aprovado dentro do número
de vagas existe o direito subjetivo à nomeação (segundo
entendimento do STF). Deste modo, se ocorrer o desfazimento da
nomeação deverá ser garantido o contraditório e ampla defesa
para garantir a segurança jurídica e além disso o ato deve ser
motivado segundo a lei 9784/99 no art. 50.
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(QUESTÃO 111) Segundo entendimento do STF, será
constitucional lei estadual que permita o recrutamento de agentes
administrativos, também denominados de servidores públicos,
pelo regime especial temporário, não sendo necessária motivação
quanto à real necessidade temporária das funções a serem
exercidas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Servidor Público é aquele que ocupa um
cargo público. Um contratado temporário, o que é totalmente
possível na Adm. Pública (art. 37, inc IX, CF) exerce uma função
pública. Ele na verdade é um agente administrativo,na categoria
dos contratados temporários e não servidores públicos. Desse
modo, a questão já está errada.
-LPA
- Lei nº 9.784 de 29 de Janeiro de 1999. Regula o processo
administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Art.
50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação
dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: III - decidam
processos administrativos de concurso ou seleção pública;
(QUESTÃO 112) Integram a categoria dos agentes administrativos
aqueles que são contratados temporariamente para atender a uma
necessidade temporária de excepcional interesse público, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Agentes administrativos: Servidores Públicos
(ocupantes de cargos públicos - efetivo (com concurso) ou em
comissão (cargos de direção chefia e assessoramento). Atua em
PJD PÚBLICO da Adm Direta e Indireta. Assim, nem todo o Servidor
Público faz concurso público, visto que existe os cargos em
comissão (sem concurso) de livre nomeação e exoneração.
(QUESTÃO 113) A investidura em cargo público ocorrerá com a
entrada em exercício nas funções inerentes ao cargo, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Considerando a lei 8.112: Art. 7o A
investidura em cargo público ocorrerá com a posse.
(QUESTÃO 114) A posse poderá ocorrer mediante instrumento de
procuração específica para tal ato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Artigo 13, § 3o, Lei 8112/90: “A posse poderá
dar-se mediante procuração específica”.
(QUESTÃO 115) As universidades públicas federais, entidades da
administração indireta, são constituídas sob a forma de autarquias
ou fundações públicas. Seus atos, além de sofrerem a fiscalização
do TCU, submetem-se ao controle interno exercido pelo MEC,
porque tais universidades são subordinadas a esse ministério,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Essa questão é básica sobre as
características da administração indireta, e cobra conhecimentos
sobre seu traço mais marcante: não há subordinação hierárquica
entre os entes da administração indireta e a respectiva
administração direta. As entidades da administração pública
indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e
sociedades de economia mista) se caracterizam por serem dotadas
de personalidade jurídica própria e possuírem autonomia. Se elas
estivessem sujeitas à subordinação hierárquica, onde estaria tal
autonomia? Isso, porém, não quer dizer que elas não sofram algum
tipo de controle. Assim, além dos mecanismos normais de controle
da administração, tais entidades se sujeitam ao chamado controle
finalístico ou supervisão ministerial, por meio do qual o ministério
ao qual a entidade se vincula, no caso federal, observará se a
mesma está cumprindo sua missão. Há, ainda, outros tipos de
interferências indiretas, como é o caso da nomeação dos dirigentes
dessas entidades. Afinal, não há controle interno do MEC – MEC e
universidades pertencem a estruturas diferentes, então nem se
poderia pensar num controle “interno”
– e não se pode falar em vinculação hierárquica, como já
demonstrado.
(QUESTÃO 116) O fato de uma autarquia federal criar, em alguns
estados da Federação, representações regionais para aproximar o
poder público do cidadão caracteriza o fenômeno da
descentralização administrativa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Para se responder corretamente esta
questão, seria preciso que o candidato, de plano, percebesse que
as mencionadas “representações regionais” constituiriam, no
máximo, órgãos públicos. Seriam, pois, meras unidades de ação,
distribuídas territorialmente, em ordem a facilitar o acesso do
Poder Público aos cidadãos residentes em tais locais. Seja como
for, o importante é identificar que não se trata da criação de
pessoas jurídicas, premissa básica para que se pudesse cogitar,
corretamente, de descentralização administrativa. Está errada a
afirmativa, porquanto o caso retrata mera desconcentração
administrativa.
(QUESTÃO 117) Nos litígios comuns, as causas que digam respeito
às autarquias federais, sejam estas autoras, rés, assistentes ou
oponentes, são processadas e julgadas na justiça federal, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 109, I, da CF/88: “Art. 109. Aos juízes
federais compete processar e julgar: I - as causas em que a União,
entidade autárquica ou empresa pública federal forem
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou
oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as
sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;” O que o
dispositivo faz é atrair a competência da Justiça Federal, que
basicamente serve para apreciar questões de interesse da União,
para julgar também as causas que não tratem de matéria
especializada (trabalhista e eleitoral, o que a questão chamou de
“litígios comuns”) que envolvam as autarquias federais. Se você
parar para pensar, não poderia ser diferente. Afinal, autarquias
são entidades que seguem totalmente regras de Direito Público, as
mesmas regras aplicáveis à Administração Direta, e existem apenas
como uma forma de especialização da Administração, otimizando
a prestação de um serviço público. Então, da mesma forma como
as causas de interesse da União serão julgadas pela Justiça
Federal, as de interesse das autarquias também o serão.
(QUESTÃO 118) As autarquias, as empresas públicas e as
sociedades de economia mista são categorias de entidades que
integram a administração indireta, ainda que não prestem
serviço público ou exerçam atividade econômica de natureza
empresarial, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Seria mesmo inconcebível supor a existência
de uma autarquia, de uma empresa pública ou de uma sociedade
de economia mista cujo objeto não consista na prestação de um
serviço público ou na exploração de uma atividade econômica.
Excluir, portanto, tais objetos e, ainda assim, sustentar a
possibilidade da existência das aludidas entidades da
Administração indireta constitui rematado absurdo. É este, pois, o
equívoco da afirmativa, vale dizer, partir da premissa de que,
mesmo ausentes os objetos acima elencados, seria possível que
fosse instituída uma autarquia, uma empresa pública ou uma
sociedade de economia mista. Não seria, pelo simples fato de que
a atuação das aludidas entidades restaria completamente
esvaziada, por inexistência de objeto. Do contrário, seria de se
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indagar: para quê? Para qual finalidade a entidade estaria sendo
criada?
(QUESTÃO 119) No que se refere às entidades da administração
pública indireta. As autarquias, que adquirem personalidade
jurídica com a publicação da lei que as institui, são dispensadas do
registro de seus atos constitutivos em cartório e possuem as
prerrogativas especiais da fazenda pública, como os prazos em
dobro para recorrer e a desnecessidade de anexar, nas ações
judiciais, procuração do seu representante legal, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: As autarquias, de fato, são criadas por lei (art.
37, inciso XIX, da CF/88) e adquirem personalidade jurídica com a
publicação da lei que a criou. Nesse sentido, leciona Hely Lopes
Meirelles: “a personalidade da autarquia, por ser de Direito
Público, nasce com a lei que a institui, independentemente de
registro” (Direito Administrativo Brasileiro. 25ª ed. São Paulo,
Malheiros Editores, 2000, p. 320). Além disso, as autarquias
possuem as prerrogativas especiais da fazenda pública, inclusive
as prerrogativas processuais. Nesse sentido, “a representação
judicial das autarquias e fundações públicas por seus procuradores
ou advogados ocupantes de cargos efetivos dos respectivos
quadros, independe da apresentação do instrumento de mandato”(art. 9º da Lei 9.469/1997). Outrossim, possuem prazo em dobro
para recorrer e em quádruplo para contestar (CPC, art. 188; e Lei
9.469/1967).
(QUESTÃO 120) Acerca de organização administrativa. Uma
autarquia federal pode ser criada mediante decreto específico do
presidente da República, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O tema criação de entidades da
Administração indireta possui tratamento diretamente
constitucional, mais precisamente no art. 37, XIX, de nossa atual
Carta Política. Da leitura desse dispositivo, extrai-se que, para ser
instituída uma autarquia, é necessária a edição de lei específica.
Daí se pode afirmar, com toda a certeza, estar incorreta a assertiva
ora comentada. Mas, apenas a título de complemento, pode-se
conjugar o preceito constitucional acima referido com o que
estabelece o art. 84, VI, também da CF/88. Este último dispositivo
contempla as hipóteses em que o presidente da República pode
dispor mediante decreto, sendo que, na alínea “a”, consta:
“organização e funcionamento da administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de
órgãos públicos.” A expressão “órgãos públicos” pode ser aqui
interpretada em sentido amplo, em ordem a abarcar também as
entidades da Administração indireta, de modo que se torna
vedada, expressamente, a criação de uma autarquia (assim como
de qualquer outra entidade administrativa) mediante simples
decreto. E isto, é claro, para além de tal proceder implicar,
necessariamente, aumento de despesas, o que se revela
igualmente vedado pela citada alínea “a” do inciso VI do art. 84
de nossa Lei Maior.
(QUESTÃO 121) Os princípios da administração pública estão
previstos, de forma expressa ou implícita, na CF e, ainda, em leis
ordinárias. Esses princípios, que consistem em parâmetros
valorativos orientadores das atividades do Estado, são de
observância obrigatória na administração direta e indireta de
quaisquer dos poderes da União, dos estados, do DF e dos
municípios. Acerca desses princípios e da organização
administrativa do Estado. No âmbito federal, as autarquias são
entes da administração indireta dotados de personalidade
jurídica própria e criados por lei para executar atividades
típicas da administração. Essas entidades sujeitam-se à
supervisão ministerial, mas não se subordinam
hierarquicamente ao ministério correspondente, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: A afirmativa foi expressa ao se restringir ao
“âmbito federal”, de sorte que a matéria deve ser analisada à luz
do que estabelece o Decreto-lei 200/67, que é o diploma que
dispõe sobre a organização da Administração Federal. Da leitura
de seu texto, extrai-se que as autarquias, de fato, constituem
entidades que integram a Administração indireta, dotadas de
personalidade jurídica própria, para desempenharem atividades
típicas da Administração Pública (art. 4º, II, “a” c/c art. 5º, I).
Ademais, está igualmente correto asseverar que encontram-se
submetidas ao controle administrativo denominado supervisão
ministerial, que é aquele por meio do qual a Administração direta
fiscaliza, nos estritos termos da lei, de forma condicionada,
portanto, a atuação das entidades que compõem sua
Administração indireta, especialmente no que se refere ao
cumprimento de suas missões institucionais (art. 19 e seguintes,
em especial art. 26). Por fim, não menos correto é afirmar que as
autarquias não estão hierarquicamente subordinadas aos
Ministérios correspondentes, sendo certo que a relação é de
simples vinculação, e não de autêntica subordinação.
(QUESTÃO 122) A criação de autarquia é uma forma de
descentralização por meio da qual se transfere determinado
serviço público para outra pessoa jurídica integrante do
aparelho estatal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Está correto dizer que a instituição de uma
autarquia seja mesmo uma forma de descentralização
administrativa, mediante outorga legal, denominada de
descentralização por serviços. A referência a “aparelho estatal”
deve ser entendida, a meu ver, em sentido amplo, como sinônimo
de Administração Pública. E, de fato, as autarquias integram a
Administração Pública indireta (Decreto-lei 200/67, art. 4º, II,
“a”).
(QUESTÃO 123) Os conselhos profissionais, com exceção da
OAB, têm personalidade jurídica de direito privado, detêm
poder de polícia e gozam de imunidade tributária, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os conselhos profissionais são considerados
autarquia com função de fiscalização, que exercem poder de
polícia. Por serem autarquias, gozam de imunidade tributária, que
é própria dos entes políticos, além de outras características. A
OAB, por sua vez, embora seja um conselho profissional,
diferencia-se dos demais pelo fato de não ter sido regulamentada
por lei, mas sim pela própria Constituição Federal quando dispôs
que o advogado é função essencial à justiça. É considerado pelo
STF como um conselho profissional de terceiro gênero, possuindo
regras específicas.
(QUESTÃO 124) Acerca da organização administrativa do
Estado, por se subordinar ao Congresso Nacional, o Tribunal de
Contas da União integra o Poder Legislativo, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Apesar de órgão auxiliar do Poder
legislativo, o tribunal de contas não o integra e não é
subordinado a ela. Possui a natureza de instituição
constitucional autônoma que não pertence a nenhum dos três
poderes, a exemplo do que ocorre com o Ministério Público.”
(STF – ADI (REF-MC) 4.190, rel. Min. Celso de Mello, j.
10.03.2010, DJE 11.06.2010).
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(QUESTÃO 125) O direito público subdivide-se em interno e
externo. O direito público externo destina-se a reger as
relações entre os Estados soberanos e as atividades individuais
no plano internacional, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Trata-se de questão que pinçou e encampou,
na íntegra, clássica lição doutrinária de Hely Lopes Meirelles, ao
discorrer sobre a distinção entre Direito Público e Direito Privado.
Em sua obra, ao analisar especificamente o Direito Público, explica
o referido autor, que, de fato, este se subdivide em dois planos, o
interno e o externo, sendo que este último “destina-se a reger as
relações entre os Estados soberanos e as atividades individuais no
plano internacional.” (Direito Administrativo Brasileiro, 27ª
edição, 2002, p. 36). Logo, está correta a afirmativa, na medida
em que encontra expresso apoio na doutrina do citado autor.
(QUESTÃO 126) O Estado constitui a nação politicamente
organizada, enquanto a administração pública corresponde à
atividade que estabelece objetivos do Estado, conduzindo
politicamente os negócios públicos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O enunciado expressamente se referiu às
noções de Estado, governo e administração. Pois bem: não está
correto afirmar que o encargo de estabelecer os “objetivos do
Estado, conduzindo politicamente os negócios públicos”, esteja
ligado à administração. A rigor, trata-se de conceito relacionado à
noção de governo. Com efeito, é o governo quem detém
competência para fixar as políticas públicas, cabendo à
administração, na verdade, executá-las, posteriormente. É bem
verdade que a doutrina inclui, no chamado sentido amplo de
administração pública, as funções que seriam próprias do governo.
Todavia, se o próprio enunciado da questão destacou as três
figuras, estava claro que o candidato deveria delas tratar em
separado, vale dizer, trabalhando com a ideia de administração
pública em sentido estrito.
(QUESTÃO 127) De acordo com o critério da administração
pública, o direito administrativo é o ramo do direito público
que regula a atividade jurídicacontenciosa e não contenciosa
do Estado, bem como a constituição de seus órgãos e meios de
atuação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Pelo critério da Administração Pública,
Direito Administrativo é o conjunto de princípios que regem a
Administração Pública. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o
doutrinador Hely Lopes Meirelles adota o critério da Administração
ao definir Direito Administrativo como o “conjunto harmônico de
princípio jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades
tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado” (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito
Administrativo. 20ª ed. São Paulo, Atlas, 2007, pp. 42-43). Desse
modo, não é correto afirmar que, de acordo com critério da
administração pública, direito administrativo é o ramo do direito
público que regula a atividade jurídica contenciosa e não
contenciosa do Estado.
(QUESTÃO 128) Do ponto de vista político, o Estado é a
comunidade de homens fixada sobre um território, com
potestade superior de ação, de mando e de coerção. Como ente
personalizado, o Estado atua no campo do direito público e do
direito privado, mantendo sempre sua personalidade única de
direito público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A presente questão apoia-se, mediante
absoluta transcrição de palavras, na doutrina de Hely Lopes
Meirelles, no ponto em que o citado autor apresenta o conceito de
Estado, sob seus diferentes ângulos. Com efeito, ao abordar o
aspecto político, de fato, a definição acima confere, ipsis literis,
com aquela defendida pelo citado doutrinador (Direito
Administrativo Brasileiro, 27ª edição, 2002, p. 58/59). Por estar,
portanto, respaldado expressamente na tradicional e abalizada
doutrina de Hely Lopes Meirelles, pode-se afirmar como correta a
afirmativa de que ora se cuida.
(QUESTÃO 129) A lei administrativa estrangeira é fonte do
direito administrativo brasileiro e o âmbito espacial de
validade dessa lei obedece ao princípio da territorialidade,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Embora a lei seja, de fato, a principal fonte
do Direito Administrativo, trata-se por óbvio da lei brasileira,
sendo que a palavra “lei” deve ser compreendida em sentido
amplo, vale dizer, abrangendo a Constituição e demais espécies
normativas. A lei estrangeira, todavia, não pode ser considerada
fonte de nosso Direito, pois aqui não tem eficácia, a não ser que o
próprio ordenamento jurídico pátrio admita a extraterritorialidade
de normas alienígenas, o que somente ocorre em hipóteses
excepcionais (ex: art. 8º, §1º, Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, com a redação dada pela Lei 12.376/2010).
(QUESTÃO 130) O Estado é um ente personalizado,
apresentando-se não apenas exteriormente, nas relações
internacionais, mas também internamente, como pessoa
jurídica de direito público capaz de adquirir direitos e contrair
obrigações na ordem jurídica, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A afirmativa está em sintonia com o que
estabelece o art. 41 do Código Civil de 2002, na medida em que o
conceito de Estado, latu sensu, abarca, exatamente, os entes
federativos ali listados. No âmbito doutrinário, confira-se o que
ensinam Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo: “O Estado é um ente
personalizado (pessoa jurídica de direito público, nos termos dos
arts. 40 e 41 do nosso Código Civil), apresentando-se – tanto nas
relações internacionais, no convívio com outros Estados soberanos,
quanto internamente– como sujeito capaz de adquirir direitos e
contrair obrigações na ordem jurídica.” (Direito Administrativo
Descomplicado, 20ª edição, 2012, p. 13).
(QUESTÃO 131) Conceitualmente, é correto considerar que o
direito administrativo abarca um conjunto de normas jurídicas
de direito público que disciplina as atividades administrativas
necessárias à realização dos direitos fundamentais da
coletividade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A presente questão limitou-se a exigir dos
candidatos a noção conceitual do Direito Administrativo. E a
definição proposta se mostra em sintonia com a postura doutrinária
mais moderna, como se percebe da simples comparação com o
conceito oferecido por Rafael Carvalho Rezende Oliveira: “O
Direito Administrativo é o ramo do Direito Público que tem por
objeto as regras e os princípios aplicáveis à atividade
administrativa preordenada à satisfação dos direitos
fundamentais.” Bibliografia: OLIVEIRA, Rafael Carvalho
Rezende. Curso de Direito Administrativo. 5ª ed. São Paulo:
Método, 2017.
(QUESTÃO 132) A regulação das relações jurídicas entre
agentes públicos, entidades e órgãos estatais cabe ao direito
administrativo, ao passo que a regulação das relações entre
Estado e sociedade compete aos ramos do direito privado, que
regulam, por exemplo, as ações judiciais de responsabilização
civil do Estado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A primeira parte da assertiva se mostra
correta, na medida em que, de fato, o Direito Administrativo se
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encarrega do estudo das relações travadas entre agentes públicos,
entidades administrativas e órgãos estatais. Nada obstante, o
mesmo não se pode dizer no tocante à segunda parte da
afirmativa. Com efeito, as relações mantidas entre Estado e
sociedade, vale dizer, entre Estado e os particulares em geral,
também engloba aspectos inerentes ao Direito Público, e, em
especial, ao Direito Administrativo. Cite-se, como exemplo, os atos
que representam o exercício do poder de polícia, como as sanções
de polícia. Claramente, consubstanciam relações jurídicas
estabelecidas entre órgãos e entidades estatais, de um lado, e
particulares, de outro. Estes, os particulares, são os destinatários
das ditas sanções, as quais vêm a ser aplicadas pelo Poder Público,
para usar uma expressão bem geral. Outro exemplo: um decreto
expropriatório que atinge um dado bem particular. Haverá, aí,
típica relação jurídica entre Estado e um particular, a qual é
disciplinada por normas de Direito Administrativo. Do mesmo
modo, as ações judiciais baseadas em casos de responsabilidade
civil do Estado, referidas no enunciado da questão, tem como
objeto de direito material temática que também é estudada no
âmbito do Direito Administrativo, e não pelo Direito Privado, como
equivocadamente asseverado.
(QUESTÃO 133) O denominado “Estado em Rede” tem como uma
de suas características marcantes a viabilização da participação do
cidadão na atuação administrativa do Estado. Neste contexto, as
audiências públicas e as consultas públicas podem ser apontadas
como exemplos deste modelo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De fato, tanto a característica oferecida
quanto os exemplos citados correspondem, de modo fidedigno, à
teoria do Estado em rede. A propósito do tema, confira-se a lição
de Alexandre Mazza: “A teoria do 'Estado em rede' foi criada como
uma tentativa de aperfeiçoamento no modelo da administração
pública gerencial. Superando a simples busca por resultados, o
Estado em rede visa realizar uma gestão para a cidadania,
transformando os indivíduos de destinatários das políticas públicas
em 'protagonistas na definição das estratégias governamentais'.
Seu principal desafio é incorporar a participação da sociedade civil
organizada na priorização e na implementação de estratégias
governamentais, fomentando a gestão regionalizada e a gestão
participativa.” Neste contexto de fomento à gestão participativa,
é claro que os institutos da audiência pública e da consulta pública
consistem em instrumentos que atendem aos desideratos propostos
pela teoria do Estado em rede.
(QUESTÃO 134) A Administração Pública Gerencial, também
denominadade racional, tem como uma de suas características
marcantes o acentuado controle sobre processos, tendo o concurso
público, a licitação, a desapropriação e o processo administrativo
disciplinar como alguns de seus institutos ícones, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Todas as características referidas nesta
opção não se aplicam ao modelo de Administração gerencial, mas
sim à Administração burocrática, esta sim, fundada na ideia de
controle rígido de ritos e processos. Já o modelo de Administração
gerencial caracteriza-se pelo foco nos resultados e tem como
elemento essencial o princípio da eficiência. Podemos citar outros
institutos trazidos por este novo sistema, quais sejam, o contrato
de gestão, a descentralização administrativa, as parcerias da
Administração Pública, o princípio da economicidade, dentre
outros.
(QUESTÃO 135) Considere que um servidor público federal
estável, submetido a estágio probatório para ocupar outro cargo
público após aprovação em concurso público, desista de exercer
a nova função. Nessa situação, o referido servidor terá o direito
de ser reconduzido ao cargo ocupado anteriormente no serviço
público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Recondução voluntária: é admitido ao servidor
estável aprovado em um novo concurso assumir o novo cargo e
dentro do período do estágio probatório desse, voluntariamente,
pleitear sua recondução ao antigo cargo independentemente sua
inabilitação no estágio probatório. Essa é a posição do STF (RMS
22.933-DF, Rel. Min. Octávio Gallotti). Seguindo essa orientação,
a AGU editou a Súmula Administrativa n.16, de observância na
esfera federal, nos seguintes termos: O servidor estável investido
em cargo público federal, em virtude de habilitação em concurso
público, poderá desistir do estágio probatório a que é submetido
com apoio no art. 20 da Lei 8112/90, e ser reconduzido ao cago
inacumulável de que foi exonerado, a pedido Não se interporá
recurso de decisão judicial que reconhecer esse pedido. O TCU
entende que a recondução não é legítima para servidor público
federal que for ocupar cargo na esfera estadual. Temos como
exemplo, o caso de um servidor da Secretaria de Saúde do DF
aprovado para analista do MPU. Nessa situação, não poderá,
segundo entendimento do TCU, haver a recondução. Dir. Adm.
Simplificado, Wilson Granjeiro, pág 199.
(QUESTÃO 136) O dispositivo constitucional que admite o
afastamento do servidor do cargo, do emprego ou da função para
o exercício de mandato é aplicável ao servidor contratado para
atender à necessidade temporária de excepcional interesse
público, já que exerce função pública, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Os afastamentos previstos no art. 38, da CF,
aplicam-se aos servidores da administração direta, autárquica e
fundacional, não se aplicando àqueles que possuem contrato
temporário com a Administração.
(QUESTÃO 137) Não é possível a aplicação de penalidade a
servidor inativo, ainda que a infração funcional tenha sido
praticada anteriormente à sua aposentadoria, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: A Lei 8.112/1990 prevê no art. 127, IV, a
pena de cassação de aposentadoria ou a disponibilidade e, no art.
134, esclarece que a essas penas serão aplicadas ao inativo que,
durante a atividade, houver praticado falta punível com demissão.
Art. 127. São penalidades disciplinares: (...) IV - cassação de
aposentadoria ou disponibilidade; Art. 134. Será cassada a
aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver
praticado, na atividade, falta punível com a demissão. O STF,
inclusive, manifestou-se pela constitucionalidade dessa previsão.
EMENTA: I. Cassação de aposentadoria pela prática, na atividade,
de falta disciplinar punível com demissão (L. 8.112/90, art. 134):
constitucionalidade, sendo irrelevante que não a preveja a
Constituição e improcedente a alegação de ofensa do ato jurídico
perfeito. II. Presidente da República: competência para a demissão
de servidor de autarquia federal ou a cassação de sua
aposentadoria. III. Punição disciplinar: prescrição: a instauração
do processo disciplinar interrompe o fluxo da prescrição, que volta
a correr por inteiro se não decidido no prazo legal de 140 dias, a
partir do termo final desse último. IV. Processo administrativo-
disciplinar: congruência entre a indicação e o fundamento da
punição aplicada, que se verifica a partir dos fatos imputados e
não de sua capitulação legal. (MS 23299, Relator(a): Min.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, julgado em 06/03/2002, DJ
12-04-2002 PP-00055 EMENT VOL-02064-02 PP-00302).
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(QUESTÃO 138) O servidor público federal investido em mandato
eletivo municipal somente será afastado do cargo se não houver
compatibilidade de horário, sendo-lhe facultado, em caso de
afastamento, optar pela sua remuneração, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A expressão “mandato eletivo municipal”
contida na questão abrange os mandatos de Prefeito e de
Vereador. Em relação ao cargo de Vereador a afirmação “somente
será afastado do cargo se não houver compatibilidade de horário,
sendo-lhe facultado, em caso de afastamento, optar pela sua
remuneração” está correta, conforme previsão do art. 38, incisos
II e III, da CF/88. Contudo, em relação ao mandato de Prefeito, a
Constituição determina o necessário afastamento do cargo,
emprego ou função de origem, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração (art. 38, inciso II, da CF/88). Art. 38. Ao servidor
público da administração direta, autárquica e fundacional, no
exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital,
ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; II - investido no
mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função,
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; III - investido no
mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários,
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem
prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; IV - em
qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de
mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os
efeitos legais, exceto para promoção por merecimento.
(QUESTÃO 139) Anulado o ato de demissão, o servidor estável
será reintegrado ao cargo por ele ocupado anteriormente, exceto
se o cargo estiver ocupado, hipótese em que ficará em
disponibilidade até aproveitamento posterior em cargo de
atribuições e vencimentos compatíveis, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Na verdade, quando anulado o ato de
demissão, o servidor estável será reintegrado no cargo ocupado
anteriormente ou no resultante de sua transformação, com
ressarcimento de todas as vantagens (art. 28 da Lei 8.112/1990).
O ocupante de sua vaga, por sua vez, pode ser reconduzido ao
cargo de origem, aproveitado em outro cargo ou posto em
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de
serviço. É importante saber que essa norma possui previsão
constitucional (art. 41, § 2º, da CF/88). A questão está errada. Art.
41 (...)
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor
estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se
estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de
serviço.
A Lei 8.112/1990, em harmonia com o dispositivo constitucional,
também prevê a reintegração do servidor estável no cargo
anteriormente ocupado, com a consequente recondução,
aproveitamento ou disponibilidade do eventual ocupante. Art.28.
A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua
transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão
administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as
vantagens. § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor
ficará em disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31.
§ 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será
reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou
aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.
(QUESTÃO 140) É permitido o exercício de mais de um cargo
em comissão, desde que seja na condição de interino, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A afirmativa ora comentada encontra
expresso apoio no teor do art. 9º, II e parágrafo único, Lei
8.112/90, abaixo transcritos, para melhor exame: “Art. 9o A
nomeação far-se-á: (...) II - em comissão, inclusive na condição
de interino, para cargos de confiança vagos. Parágrafo único. O
servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial
poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro
cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que
atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela
remuneração de um deles durante o período da interinidade.”
(QUESTÃO 141) Ao servidor público federal que tenha recebido
certidão emitida por órgão público estadual para instruir
pedido administrativo é lícito exigir o reconhecimento de firma
da autoridade estadual, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A assertiva sob exame aduz que seria lícito,
ou seja, haveria respaldo legal, para o procedimento consistente
em exigir que um servidor público, que apresenta certidão emitida
por autoridade estadual, para fins de instruir pedido
administrativo, providencie o reconhecimento de firma da
respectivo autoridade estadual subscritora da certidão. Tal
proceder não se afigura legítimo, porquanto equivaleria, se
adotado de modo indiscriminado, a uma recusa de fé a um dado
documento público, como seria o caso da hipotética certidão.
Tanto a Constituição da República, no art. 19, inciso II, como a Lei
8.112/90, em seu art. 117, inciso III, vedam condutas desta
natureza. Confira-se:
“Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
(...) II - recusar fé aos documentos públicos;” “Art. 117. Ao
servidor é proibido:
(...) III - recusar fé a documentos públicos; “Embora a questão, no
enunciado, tenha se referido apenas à Lei 8.11290 e à Constituição
Federal, é válido acentuar que, ainda no plano normativo, a Lei
9.784/99 contém dispositivo que reforça a posição acima
defendida, qual seja, seu art. 22, §2º, nos termos do qual: “§ 2o
Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será
exigido quando houver dúvida de autenticidade.”
Por fim, não se pode esquecer que uma certidão, emitida por
autoridade pública, tem natureza de ato administrativo e, como
tal, em seu favor milita presunção de legitimidade, o que reforça
a impossibilidade de se negar, a priori, sem maiores fundamentos,
fé ao citado documento.
(QUESTÃO 142) Se, de processo administrativo disciplinar,
resultar decisão de demissão, caberá pedido de reconsideração
e recurso administrativo. O direito de recorrer
administrativamente nesses casos prescreverá em até cento e
vinte dias e o de ajuizar ação judicial questionando a
legalidade do ato, em cinco anos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A presente questão pode ser subdividida em
duas afirmativas. A primeira (“Se, de processo administrativo
disciplinar, resultar decisão de demissão, caberá pedido de
reconsideração e recurso administrativo”) já apresenta, a meu
sentir, um equívoco. É que, em se tratando da penalidade de
demissão, a Lei 8.112/90 estabelece, em seu art. 141, I, as
autoridades competentes para aplicá-la, as quais encontram-se no
ápice da hierarquia administrativa de seus respectivos Poderes da
República. É ler: “Art. 141. As penalidades disciplinares serão
aplicadas: I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das
Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo
Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e
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cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor
vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade;” Ora, em assim
sendo, e considerando que os recursos hierárquicos pressupõem a
existência de autoridade superior para apreciá-los, é de se concluir
que, como regra geral, da aplicação da pena de demissão não cabe
recurso, e sim, tão somente, o pedido de reconsideração para a
própria autoridade responsável pela imposição da penalidade.
Quanto à segunda parte (“O direito de recorrer
administrativamente nesses casos prescreverá em até cento e
vinte dias e o de ajuizar ação judicial questionando a legalidade
do ato, em cinco anos.”), entendo que, apesar de ter sido utilizada
a expressão “prescreverá”, na verdade, o objeto da questão
consiste na interposição de recursos administrativos (pedido de
reconsideração e recurso hierárquico), de modo que se aplica o
prazo específico do art. 108, vale dizer, 30 (trinta) dias, a contar
da publicação ou da ciência, pelo interessado. Assim sendo,
também está errado afirmar que o prazo para recorrer
administrativamente “prescreverá” em cento e vinte dias, quando
o correto seriam apenas trinta dias. Por fim, no tocante ao prazo
para propositura de ação judicial, indicado como sendo de cinco
anos, tenho-o por acertado. De fato, a prescrição é quinquenal,
nos termos do art. 1º, Decreto 20.910/32, verbis: “Art. 1º As
dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim
todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual
ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco
anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.”
(QUESTÃO 143) Pedro, servidor de um órgão da administração
pública, foi informado por seu chefe da possibilidade de ser
removido por ato de ofício para outra cidade, onde ele passaria
a exercer suas funções. Nessa situação hipotética,
considerando as regras dispostas na Lei n.º 8.112/1990, julgue
o item subsequente. Caso Pedro seja removido por motivação
fundamentada em situação de fato, a validade do ato que
determine a remoção fica condicionada à veracidade dessa
situação por força da teoria dos motivos determinantes, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Realmente, em havendo remoção baseada em
uma “situação de fato”, por exemplo, alegada carência de
servidores na repartição para a qual Pedro esteja sendo removido,
esse fato, ou, por outras palavras, este motivo passa a vincular a
própria validade do ato de remoção, de sorte que, se for
comprovado que a unidade administrativa de destino, na verdade,
não apresenta qualquer deficiência no número de servidores lá
lotados, pelo contrário, que se encontra com seus quadros em
situação superior a de outras unidades semelhantes, o ato será
passível de anulação, com apoio na aplicação da teoria dos motivos
determinantes. Afinal, tratar-se-á de ato fundado em motivo
inexistente.
(QUESTÃO 144) A responsabilidade do servidor público pode se
dar na esfera civil, penal e administrativa, sendo afastada esta
última no caso de absolvição criminal que negue a existência
do fato ou de sua autoria, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão exigiu do candidato conhecimentos
sobre o alcance das responsabilidades a que se submete o servidor
público civil, na esfera federal, bem como acerca da eventual
interferência, na órbita administrativa, de uma decisão judicial
que o absolva, em âmbito penal, acaso tenha sido reconhecida a
inexistência dofato ou a negativa de autoria. Pois bem, realmente,
de acordo com a Lei 8.112/90, o servidor público civil pode ser
responsabilizado nas três esferas, vale dizer, civil, penal e
administrativa, conforme preceitua o art. 121 de tal diploma legal.
Regra geral, portanto, as três esferas são independentes, não
havendo, por isso mesmo, repercussão de uma decisão tomada em
uma delas sobre as demais, como, expressamente, estabelece o
art. 125 do sobredito Estatuto Federal. Nada obstante, a
mencionada regra de incomunicabilidade das três instâncias
apresenta exceções. E todas as exceções derivam de eventual
sentença prolatada na órbita penal. Especificamente no caso de
absolvição, que é o que aqui nos interessa, o provimento
jurisdicional repercutirá na seara administrativa sempre que for
negada a existência do fato ou sua autoria. É deste teor o art. 126
da Lei 8.112/90. Está correta, portanto, a assertiva, na medida em
que se encontra em expressa sintonia com a regra legal acima
apontada. É válido acentuar que, apesar de não ter sido
mencionada também a interferência da sentença penal na esfera
cível, tal omissão não torna o item equivocado. Afinal, a Banca
Examinadora não afirmou que apenas a responsabilidade
administrativa é afastada, em caso de absolvição penal que
pronuncie a inexistência do fato ou a sua autoria. Fosse esse o
caso, aí sim, a afirmação estaria comprometida.
(QUESTÃO 145) Com relação ao controle da Administração e ao
poder de polícia administrativa. O poder de polícia administrativa,
que incide sobre as atividades, os bens e os próprios indivíduos,
tem caráter eminentemente repressivo, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O poder de polícia administrativa é
eminentemente preventivo. Apenas em caso de violação das
normas estabelecidas é que ele terá caráter repressivo, por meio
de aplicação de sanções aos particulares em geral.
(QUESTÃO 146) Tratam da hierarquia e dos poderes da
Administração Pública. A multa, como sanção resultante do
exercício do poder de polícia administrativa, não possui a
característica da autoexecutoriedade, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Embora a multa seja uma decorrência do
poder de polícia administrativa, ela não é autoexecutória, isto é,
ela somente poderá ser executada mediante intervenção judicial.
(QUESTÃO 147) Acerca dos poderes administrativos e da
responsabilidade civil do Estado. A aplicação de sanção
administrativa contra concessionária de serviço público decorre do
exercício do poder disciplinar, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Ao aplicar sanções aos particulares que
possuem um vínculo jurídico específico, como no caso dos
concessionários de serviço público, que possuem um contrato
administrativo, a Administração Pública apresenta-se embasada no
poder disciplinar, que também é utilizado para aplicar penalidades
para os próprios servidores.
(QUESTÃO 148) Relativo aos atos administrativos e poderes da
Administração. O poder para a instauração de processo
administrativo disciplinar e aplicação da respectiva penalidade
decorre do poder de polícia da Administração, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Ao aplicar penalidades em um processo
administrativo disciplinar, a Administração está aplicando uma
sanção interna, sendo uma decorrência do poder disciplinar, e não
do poder de polícia administrativa, que é direcionado aos
particulares em geral.
(QUESTÃO 149) Em relação aos poderes administrativos. Constitui
exemplo de poder de polícia a interdição de restaurante pela
autoridade administrativa de vigilância sanitária, julgue (C ou E) o
item seguinte.
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Certo. Comentário: A interdição de estabelecimentos reflete uma
decorrência do poder de polícia administrativa, que permite à
Administração Pública limitar a atividade dos particulares em prol
do interesse da coletividade.
(QUESTÃO 150) A aplicação das penas de perda da função pública
e de ressarcimento integral do dano em virtude da prática de ato
de improbidade administrativa situa-se no âmbito do poder
disciplinar da Administração Pública, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A competência para processar e julgar os
atos de improbidade administrativa é do Poder Judiciário,
exercendo sua função típica jurisdicional. Não se trata de um
poder administrativo.
(QUESTÃO 151) No que concerne aos poderes e princípios da
Administração Pública. O poder hierárquico é exercido por entes
da Administração Pública direta em relação aos órgãos integrantes
da Administração indireta, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Entre os entes da Administração indireta e
os entes da Administração direta que os criaram inexiste relação
de hierarquia ou subordinação, não se aplicando o poder
hierárquico entre eles. Nesse caso, existe apenas uma relação de
vinculação aos fins para os quais o ente da Administração indireta
foi criado, ensejador de uma eventual tutela administrativa, no
caso de fuga desses fins.
(QUESTÃO 152) O fechamento de casas noturnas é um exemplo do
atributo da autoexecutoriedade em matéria de polícia
administrativa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Esse atributo permite que a Administração
Pública execute diretamente suas decisões, sem precisar de prévia
autorização judicial. A interdição de casas noturnas é um exemplo
de ato de poder de polícia autoexecutório.
(QUESTÃO 153) Com relação a agentes públicos, atos
administrativos, poderes da administração pública e
responsabilidade civil do Estado, julgue o item subsequente. Ainda
que a lei ofereça ao agente público mais de uma alternativa para
o exercício do poder de polícia, a autoridade terá limitações
quanto ao meio de ação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A Administração somente pode empregar os
meios de ação previstos em lei. Em outras palavras, a autoridade
deverá observar as limitações quanto ao meio de ação previstas em
lei. Por exemplo, se para penalizar determinada infração de
trânsito a lei prever a aplicação de multa, a autoridade não poderá
promover a apreensão do veículo ou a cassação da carteira do
motorista.
(QUESTÃO 154) No que concerne aos poderes e deveres da
administração pública e aos princípios que regem o regime
jurídico-administrativo. O poder hierárquico está relacionado à
apuração de infrações e à aplicação de penalidades aos servidores
públicos, ao passo que o poder disciplinar se vincula às sanções
impostas a particulares, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Poder disciplinar: “atribuição pública de
aplicação de sanções àqueles que estejam sujeitos à disciplina do
ente estatal”, por meio de um vínculo de natureza especial. Pode
ser aplicado no âmbito da administração ou em relação a um
particular. Exemplo: penalidade aplicada a um servidor público ou
a um aluno matriculado em uma escola pública. Atenção: é
necessário regular processo administrativo para que se manifeste.
Portanto, aqui reside importante diferença no caso do servidor
público: se contra ele não tiver sido instaurado processo
administrativo, só estará se manifestando o poder hierárquico.
Poder hierárquico: “poder que a Administração tem de se
estruturar internamente determinando uma relação de hierarquia
e subordinação entre seus órgãos e agentes”.
(QUESTÃO 155) No que se refere a poderes administrativos. Uma
das características do poder de polícia é a coercibilidade, segundo
a qual a Administração pode tomar, por vontade própria,
providências que modifiquem imediatamente a ordem jurídica,
impondo desde logo obrigações aos particulares,com vistas ao
interesse coletivo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Uma das características do poder de polícia
é a coercibilidade (Correto), segundo a qual a Administração pode
tomar, por vontade própria, providências que modifiquem
imediatamente a ordem jurídica (ERRADO), impondo desde logo
obrigações aos particulares, com vistas ao interesse
coletivo.''providências que modifiquem imediatamente a ordem
jurídica'' Poder de polícia não pode invocar na ordem jurídica.
(QUESTÃO 156) A delegação deriva do poder hierárquico. Pode ser
delegada, entre outros, a decisão de recursos administrativos,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:
I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos
administrativos; III - as matérias de competência exclusiva do
órgão ou autoridade.
(QUESTÃO 157) Como se trata de serviço de natureza
predominantemente intelectual, a consultoria poderá ser
contratada mediante licitação do tipo técnica e preço, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 46. Os tipos de licitação “melhor técnica”
ou “técnica e preço” serão utilizados exclusivamente para serviços
de natureza predominantemente intelectual, em especial na
elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e
gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em
particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e
projetos básicos e executivos, ressalvado o disposto no § 4o do
artigo anterior.
(QUESTÃO 158) Para as obras de construção do edifício, poderá
ser adotada a modalidade de licitação classificada como
concorrência, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Para Compras e Serviços 01) Convite até
80.000 02) Tomada de preços até 650.000 03) Concorrência mais
de 650.000 (quem pode mais também pode menos, se for do
interesse da administração). Para Obras e serviços de Engenharia
01) Convite até 150.000 02) Tomada de preço até 1.500.000 03)
Concorrência mais de 1.500.000.
(QUESTÃO 159) Com base na Lei n.º 8.666/1993, julgue o item
subsequente com relação a licitações e contratos. Considere-se
que o operação federal seja um órgão público ligado diretamente
ao Ministério da Educação e necessite de contratar profissional
para realizar serviços de publicidade e divulgação. Nessa situação,
será inexigível a licitação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Lei 8.666/93 Art. 25. É inexigível a licitação
quando houver inviabilidade de competição, em especial: II - para
a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta
Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de
publicidade e divulgação.
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(QUESTÃO 160) No que diz respeito a licitações e contratos
administrativos, julgue o item seguinte. Suponha-se que a
autarquia OPERAÇÃO FEDERAL tenha sido criada em 1956 para a
prestação de serviço público. Nesse caso, essa autarquia poderá
ser contratada pelo Poder Público, com dispensa de licitação, para
prestar serviços, desde que o preço seja compatível com o
praticado no mercado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 24. É dispensável a licitação: VIII - para a
aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre
a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim
específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço
contratado seja compatível com o praticado no mercado.
(QUESTÃO 161) No que diz respeito a licitações e contratos
administrativos. Conforme a lei de regência, a alienação de bens
públicos imóveis deverá ser feita por meio de leilão, e não de
concorrência, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em regra a alienação de imóveis deve ser
feita obrigatoriamente por meio de concorrência, exceto se tal
alienação for decorrente de imóveis que tenham sido recebidos
pela administração em processos judiciais ou dação em pagamento
situação na qual poderá ser utilizado tanto concorrência como
leilão, independentemente do valor. Macete federal: alienação de
bens imóveis regra geral: concorrência exceção: concorrência ou
leilão (dação em pagamento / processos judiciais)
(QUESTÃO 162) Acerca de compras no setor público. Na
concorrência pública, o objetivo da licitação e as condições do
fornecimento são divulgados por meio dos órgãos de imprensa, com
penetração regional, nacional ou internacional. Os valores dos
contratos tendem a ser mais baixos nesta modalidade que nas
outras formas de licitação pública, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os valores dos contratos tendem a ser mais
baixos nesta modalidade (concorrência pública) que nas outras
formas de licitação – ERRADO. Segundo a Lei 8.666/93: Art. 23. As
modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo
anterior serão determinadas em função dos seguintes limites,
tendo em vista o valor estimado da contratação: I- para obras e
serviços de engenharia: a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e
cinquenta mil reais); b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00
(um milhão e quinhentos mil reais); c) concorrência: acima de R$
1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais); II- para compras
e serviços não referidos no inciso anterior: a) convite - até R$
80.000,00 (oitenta mil reais); b) tomada de preços - até R$
650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais); c) concorrência -
acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais).
Observa-se que, em ambos os casos, a concorrência é a modalidade
que abrange contratos de preços mais altos.
(QUESTÃO 163) Com relação à gestão de contratos, julgue o item
a seguir com base no disposto na Lei n.º 6.360/1976, na Instrução
Normativa n.º 02/2008-MPOG e em suas alterações. De acordo com
a Lei n.º 8.666/1993, o instrumento de contrato é obrigatório nos
casos de concorrência, tomada de preços, ordem de execução de
serviço e nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam
compreendidos nos limites destas duas últimas modalidades de
licitação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Formalização via Contrato. Obrigatório: -
Concorrência; - Tomada de Preços - Dispensa ou Inexigibilidade
cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas
modalidades (Concorrência e Tomada de Preços) (acima de R$ 150
mil); Facultativo: - Convite – Leilão – Concurso - Compra de bens a
serem entregues imediata e integralmente independentemente do
valor, das quais não resultem obrigações futuras, inclusive
assistência técnica. Substituem o Contrato: (nos casos facultativos)
- Carta-contrato (em caso de convite) - Note de Empenho de
Despesa - Autorização de Compra - Ordem de Execução de Serviço.
(QUESTÃO 164) Acerca da intervenção do Estado na propriedade,
das licitações e dos contratos administrativos. Caso, em
decorrência de uma operação da Polícia Federal, realizada pelos
alunos aprovados do operação federal, venha a ser apreendida
grande quantidade de equipamentos com entrada ilegal no país, a
administração poderá realizar leilão para a venda desses produtos,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 22, § 5º, da Lei nº. 8.666/93: Leilão é a
modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda
de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos
legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de
bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance,
igual ou superior ao valor da avaliação.
(QUESTÃO 165) Acerca da intervenção do Estado na propriedade,
das licitações e dos contratos administrativos. Situaçãohipotética:
Pretendendo contratar determinado serviço por intermédio da
modalidade convite, a administração convidou para a disputa cinco
empresas, entre as quais apenas uma demonstrou interesse
apresentando proposta. Assertiva: Nessa situação, a administração
poderá prosseguir com o certame, desde que devidamente
justificado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 22, Lei 8.666/93 § 3o Convite é a
modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao
seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em
número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e
o estenderá aos demais cadastrados na correspondente
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência
de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. §
7o Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse
dos convidados, for impossível a obtenção do número mínimo de
licitantes exigidos no § 3o deste artigo, essas circunstâncias
deverão ser devidamente justificadas no processo, sob pena de
repetição do convite. Súmula 248 TCU: Não se obtendo o número
legal mínimo de três propostas aptas à seleção, na licitação sob a
modalidade Convite, impõe-se a repetição do ato, com a
convocação de outros possíveis interessados, ressalvadas as
hipóteses previstas no parágrafo 7º, do art. 22, da Lei nº
8.666/1993. 3. Inexistindo três licitantes hábeis a ofertar e salvo
despacho fundamentado da comissão de licitação atestando a
impossibilidade de competição por inexistência de prestadores do
serviço ou desinteresse (cf. art. 22, § 3º, d Lei 8.666/93) é possível
à Administração anular a licitação pela modalidade convite para
estender a oferta da contratação de modo a conferir maior
publicidade com vistas à obtenção da proposta mais vantajosa ao
ente público. (Resp 884.988/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON,
SEGUNDA TURMA, julgado em 02/06/2009, Dje 17/06/2009).
(QUESTÃO 166) Acerca de licitações, contratos e convênios na
administração pública. Concorrência, pregão e parcerias são,
segundo a Lei n.º 8.666/1993, as modalidades de licitação, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 22. São modalidades de licitação
(Segundo a Lei 8.666/93): I - concorrência; II - tomada de preços;
III - convite; IV - concurso; V - leilão. O pregão está
regulamentando na lei 10.520/2002.
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(QUESTÃO 167) Com relação a atos administrativos, serviços
públicos e procedimentos licitatórios. O pregão, modalidade de
licitação para aquisição de bens e serviços comuns,
independentemente do valor estimado da contratação, aplica-se
tanto aos órgãos da administração direta quanto às entidades
integrantes da administração indireta, inclusive aos fundos
especiais, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O objeto do pregão é sempre a aquisição de
bens e serviços comuns, conforme disposto no art. 1º, da Lei
10.520/02, e pode ser utilizado para contratação de qualquer valor
estimado. Nesse ponto, assemelha-se à concorrência.
(QUESTÃO 168) No que se refere às licitações. Configura-se a
inexigibilidade de licitação quando a União é obrigada a intervir no
domínio econômico para regular preço ou normalizar o
abastecimento, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A inexigibilidade de licitação se configura
sempre que a própria competição, inerente a qualquer certame
licitatório, se revelar inviável. A Lei 8.666/93 estabelece,
exemplificativamente, três casos em que o procedimento
licitatório se mostra inexigível. São as hipóteses versadas no art.
25 de tal diploma legal. E, dentre as quais, claramente não se
insere o caso de intervenção no domínio econômico para regular
preço ou normalizar o abastecimento. Trata-se esta, na verdade,
de hipótese de dispensa, expressamente prevista no art. 24, VI, da
Lei Geral de Licitações e Contratos Administrativos, sendo certo
que, nesta específica situação, não há que se falar em
inviabilidade de competição, muito embora a lei, dada a possível
urgência na adoção de providências administrativas pelo Poder
Público, autorize a contratação direta. Daí se cuidar de licitação
dispensável, e não de licitação inexigível.
(QUESTÃO 169) Acerca da anulação dos atos administrativos, a
anulação é o desfazimento do ato administrativo por razões de
legalidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Anulação = Ilegal = (AI) (POR ISTO ESTA
ERRADO !!!) Revogação = Legal =(RL). Indo além: Ocorre Efeito ex-
tunc = Anulação (AT). Ocorre Efeito ex-nunc = revogação (RN).
Dessa forma fica: Anulação = AI, AT e Revogação = RL, RN.
(QUESTÃO 170) Acerca O desfazimento de um ato administrativo,
cujo teor seja legal, válido e eficaz, porém a sua mantença não
interesse mais ao poder público, pode ser descrito como sendo
convalidação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Revogação Características: Ato
discricionário; Ato legal e válido; Encerrado devido a questões de
COVENIÊNCIA e OPORTUNIDADE; Efeitos irretroativos (ex nunc);
Realizado apenas pela própria Administração; Não existe prazo
certo para fazê-lo.
(QUESTÃO 171) Removido de ofício por interesse da
administração, sob a justificativa de carência de servidores em
outro setor, determinado servidor constatou que, em verdade,
existia excesso de servidores na sua nova unidade de exercício.
Nessa situação, o ato, embora seja discricionário, poderá ser
invalidado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Aplica-se a teoria dos motivos determinantes.
Para essa teoria, a validade do ato está adstrita aos motivos
indicados como seu fundamento, de maneira que, se os motivos
forem inexistentes ou falsos, o ato será nulo. No caso em análise,
como os motivos ensejadores do ato praticado não se verificaram
no plano fático, o ato, ainda que discricionário, poderá ser
invalidado.
(QUESTÃO 172) A concessão de licença é ato vinculado, haja vista
que a administração pública estará obrigada à prática do ato
quando forem preenchidos os requisitos pelo particular. Todavia,
caso o agente público, no cumprimento do ato, verifique que ação
contrária ao dispositivo legal atenderá com maior efetividade ao
interesse público, poderá agir de forma distinta da que prevê a lei,
prestando a devida justificativa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em se tratando de ato vinculado - e a
expedição de uma licença de fato o é -, inexiste espaço para que
o agente competente delibere sobre agir ou não agir, sobre
conceder ou não a licença, ainda que supostamente apoiado no
interesse público. O particular que requer a emissão da licença
ostenta direito subjetivo à sua expedição, se, é claro, preenchidos
os requisitos legais.
(QUESTÃO 173) A cerca dos atos administrativos. Não é possível,
nos atos administrativos, haver a dispensa de sua motivação,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A assertiva ora em comento, nos termos em
que redigida, conduz à conclusão de que não haveria atos
administrativos que pudessem ser praticados independentemente
de motivação, o que não é verdade. Embora a regra geral seja, de
fato, na linha de que os atos administrativos devem ser motivados,
existem atos que podem ser validamente praticados mesmo sem
fundamentação. O exemplo clássico, inclusive com amparo
constitucional, é o da nomeação e exoneração de servidores para
cargos em comissão e funções de confiança (CF, art. 37, II, parte
final). O fato de o texto estabelecer a “livre nomeação e
exoneração” evidencia a desnecessidade de motivação desses
atos.
(QUESTÃO 174) A respeito de ato administrativo, julgue o item
seguinte: A declaração de nulidade do ato administrativo produziráefeitos ex nunc, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Anulação (retroage) *Motivo: ilegalidade
*Efeitos: EX TUNC *Adm. Pública e Poder Judiciário. Revogação
(não retroage) *Motivo: conveniência e oportunidade *Efeitos: EX
NUNC *Somente a Adm. Pública.
(QUESTÃO 175) A respeito da organização do Departamento de
Polícia Rodoviária Federal e da natureza dos atos praticados por
seus agentes. Praticado ato ilegal por agente da PRF, deve a
administração revogá-lo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento dos conceitos
de anulação e revogação. Note-se que a anulação incide sobre atos
ilegais, em outras palavras, a anulação pressupõe a ilegalidade do
ato. A revogação, por sua vez, atinge atos que embora legais
tornam-se inoportunos e inconvenientes. Essa diferenciação está
presente na redação da Súmula 473 do STF. STF, Súmula 473. A
administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam
direitos; ou revogá-los, por motivos de conveniência e
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em
todos os casos a apreciação judicial. Desse modo, é equivocado
afirmar a revogação de atos ilegais.
(QUESTÃO 176) Com relação a atos administrativos, serviços
públicos e procedimentos licitatórios. Quando um ministério
pratica ato administrativo de competência de outro, fica
configurado vício de incompetência em razão da matéria, que pode
ser convalidado por meio da ratificação, julgue (C ou E) o item
seguinte.
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Errado. Comentário: Não cabe convalidação (conserto do vício)
de ato administrativo com vício de competência em razão da
matéria, tendo em vista que há exclusividade no assunto, ou seja,
a matéria só pode ser objeto de deliberação por um único
órgão/agente, não podendo ser convalidado quando praticado por
outro órgão/agente. Além disso, a COMPETÊNCIA é um dos
elementos vinculados do ato administrativo.
(QUESTÃO 177) Acerca de atos administrativos. A concessão de
licença-maternidade à servidora gestante é ato administrativo
vinculado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O ato administrativo pode ser vinculado ou
discricionário. O ato vinculado quer dizer que está vinculado à lei.
O administrador não pode escolher se quer ou não fazer, autorizar
algo. O ato discricionário quer dizer que o administrador pode
escolher, por critério de conveniência, se é cabível ou não tal
ação. Então sempre que a lei mandar que se faça ou não faça algo,
não cabe ao administrador decidir se fará ou não, pois ele deve
fazer somente o que a lei manda. Se a lei deixar margem de
decisão, de acordo com conveniência e oportunidade da situação,
o administrador poderá decidir, de forma razoável e proporcional
se fará ou não tal ação. Nesta questão, a licença maternidade é
concedida pela lei. Então o administrador deve conceder a licença,
mesmo que não queira!
(QUESTÃO 178) Acerca de atos administrativos. A venda de bens
de produção no mercado por sociedade de economia mista
caracteriza a prática de ato administrativo, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Ato administrativo é toda manifestação
unilateral de vontade da administração pública que, agindo nesta
qualidade, tenha por fim imediato resguardar, adquirir, modificar,
extinguir e declarar direitos ou impor obrigações aos administrados
ou a si própria. Sendo assim, na venda de bens de produção não há
declaração de direitos ou imposição de obrigação aos
administrados ou à própria Administração.
(QUESTÃO 179) No que tange a regime jurídico-administrativo,
organização administrativa e teoria do direito administrativo
brasileiro. As autarquias e as fundações públicas incluem-se entre
as entidades que integram a administração pública indireta, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 4° A Administração Federal compreende.
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados
na estrutura administrativa da Presidência da República e dos
Ministérios. II - A Administração Indireta, que compreende as
seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade
jurídica própria: a) Autarquias; b) Empresas Públicas; c)
Sociedades de Economia Mista; d) Fundações públicas.
(QUESTÃO 180) No que concerne às regras acerca da organização
do poder público e à delegação de serviços públicos. Significativa
distinção entre a descentralização e a desconcentração está no
fato de que a primeira pressupõe a transferência de atribuições
entre pessoas jurídicas distintas, ao passo que a segunda se refere
a uma única pessoa jurídica, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Descentralização (Entes) - Consiste na
Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação
do serviço para a Administração a Indireta ou para o particular.
Descontração (órgãos) - é a distribuição do serviço dentro da
mesma Pessoa Jurídica, no mesmo núcleo, razão pela qual será
uma transferência com hierarquia.
(QUESTÃO 181) Com relação a serviços públicos. Suponha-se que
a União tenha criado um órgão no âmbito de um determinado
ministério de forma a melhorar a prestação de um serviço público
de sua competência. Nesse caso, tem-se uma hipótese de
descentralização do serviço público, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Desconcentração → Cria Órgão (A
desconcentração é procedimento eminentemente interno,
significando, tão somente, a substituição de um órgão por dois ou
mais com o objetivo de acelerar a prestação do serviço.
Descentralização -> Cria Entidade (Quando a União, Estado, DF e
municípios criam Fundação Pública, Autarquia, SEM e EP.
(QUESTÃO 182) Acerca da administração direta e indireta. São
consideradas como entidades da administração direta, cada uma
delas com sua estrutura administrativa e orgânica, a União, os
estados, os municípios e o Distrito Federal, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: “A Administração Pública subdivide-se em
Administração Direta (centralizada) e Administração Indireta
(descentralizada). A Administração Direta é composta pelas
pessoas políticas ou entes estatais (União, estados, Distrito Federal
e municípios). Correspondem às entidades federativas de nosso
Estado. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito
público, o que significa dizer que as leis que as regem são
eminentemente de Direito Público, em que imperam diversos
princípios típicos deste ramo da ciência jurídica, como a
supremacia do interesse público. Contrapõem-se às pessoas
jurídicas de direito privado, que são regidas por normas de Direito
Privado, sem privilégios em relação a outras pessoas físicas ou
jurídicas.”
(QUESTÃO 183) Acerca da administração direta e indireta. A
administração indireta compreende as seguintes categorias de
entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: autarquias;
empresas públicas; sociedades de economia mista; e fundações
públicas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Administração indireta (Memorização) FASE -
Fundações, Autarquias, Sociedades de Economia Mista e Empresas
Públicas.
(QUESTÃO 184) Acerca da administração direta e indireta.
Somente por decreto presidencial poderá ser criada autarquia e
autorizada a instituição de empresa pública, sociedade de
economia mista e fundação, cabendo à lei complementar, neste
último caso, definir suas áreas de atuação, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: XIX - somente por lei específica poderá ser
criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998). Lei
especifica: Cria autarquia e autoriza a instituição de empresa
pública, de sociedade de economia mista e de fundação; Lei
complementar: Defini as áreas de atuação da Fundação.
(QUESTÃO 185) Acerca da administração direta e indireta. As
autarquias são pessoas jurídicas de direito público que
desenvolvem atividade típica de Estado, não estão
hierarquicamente subordinadas aos entes federativos, mas se
sujeitam ao controle finalístico exercido pelos entes da
administração direta responsável por sua criação, julgue (C ou E)
o item seguinte.
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Certo. Comentário: No âmbito federal, as autarquias são entes da
administração indireta dotados de personalidade jurídica própria e
criados por lei para executar atividades típicas da administração.
Essas entidades sujeitam-se à supervisão ministerial, mas não se
subordinam hierarquicamente ao ministério correspondente.
(QUESTÃO 186) Ao instituir programa para a reforma de presídios
federais, o governo federal determinou que fosse criada uma
entidade para fiscalizar e controlar a prestação dos serviços de
reforma. Nessa situação, tal entidade, devido à sua finalidade e
desde que criada mediante lei específica, constituirá uma agência
executiva, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Trata-se de uma Agência Reguladora!! “ A
criação das Agências Reguladoras se deu com o Programa Nacional
de Desestatização. Com o objetivo de reduzir o déficit público,
passou-se a iniciativa privada atividades que eram dispendiosas
para o Estado, transferindo a prestação de serviços a entidades
privadas com a intenção de reduzir gastos e buscar uma maior
eficiência na execução destas atividades. Ocorre que esse
afastamento do estado passou a demandar a existência de órgãos
reguladores, nascendo, assim, a necessidade da criação desta
espécie de autarquia. Ela é criada em regime especial para
fiscalizar, regular, normatizar a prestação de serviços públicos por
particulares, evitando a busca desenfreada pelo lucro dentro do
serviço público. EX: ANEEL, ANATEL, ANCINE” Matheus Carvalho.
- Agência Executiva: “ são autarquias ou fundações públicas que
recebem uma qualificação, um status, em razão de um CONTRATO
DE GESTÃO, que uma ou outra celebra com órgão da administração
Pública Direta a que se acha vinculada, com o escopo de assegurar
uma maior eficiência no desempenho de suas atividades e redução
de custos. AGU/ 2012- A qualificação de agência executiva federal,
é conferida, mediante ato discricionário do Presidente da
República, a autarquia ou fundação que apresente plano
estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional
em andamento e celebre contrato de gestão com o ministério
supervisor respectivo. Busca-se o cumprimento do Princípio
Constitucional da eficiência. Ex: INMETRO” Fernando Baltar.
(QUESTÃO 187) A respeito dos princípios da administração pública
e da organização administrativa. Uma autarquia é entidade
administrativa personalizada distinta do ente federado que a criou
e se sujeita a regime jurídico de direito público no que diz respeito
a sua criação e extinção, bem como aos seus poderes,
prerrogativas e restrições, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Autarquia é pessoa jurídica de direito público,
integrante da administração pública indireta, criada por lei
especifica para desenvolver atividade típica de Estado e sua
relevância para o direito administrativo. Autarquias - Prestam
serviço público; - Sem fins lucrativos; - Personalidade de direito
público; - Pessoal: Estatutários; - Criadas por lei; - Faz parte da
Adm. Indireta; - Vinculada com o orgão criador; - Descentralizada;
- O seu controle é finalístico
(QUESTÃO 188) Acerca da estrutura da administração federal
brasileira. Fundações públicas são entidades da administração
indireta dotadas de personalidade jurídica de direito público,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em regra, Fundações públicas são entidades
da administração indireta dotadas de personalidade jurídica de
direito privado. Quando a fundação é dotada de personalidade
jurídica de direito público, temos o que a doutrina chama de
“fundação autárquica”. Conceito legal: Del200. Art. 5º Para os fins
desta lei, considera-se: [...] IV - Fundação Pública - a entidade
dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins
lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o
desenvolvimento de atividades que não exijam execução por
órgãos ou entidades de direito público, com autonomia
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos
de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de
outras fontes.
Com relação a agentes públicos, atos administrativos, poderes da
administração pública e responsabilidade civil do Estado, julgue o
item subsequente.
(QUESTÃO 189) Ainda que a lei ofereça ao agente público mais de
uma alternativa para o exercício do poder de polícia, a autoridade
terá limitações quanto ao meio de ação.
Certo. Comentário: A Administração somente pode empregar os
meios de ação previstos em lei. Em outras palavras, a autoridade
deverá observar as limitações quanto ao meio de ação previstas em
lei. Por exemplo, se para penalizar determinada infração de
trânsito a lei prever a aplicação de multa, a autoridade não poderá
promover a apreensão do veículo ou a cassação da carteira do
motorista.
No que concerne aos poderes e deveres da administração pública
e aos princípios que regem o regime jurídico-administrativo, julgue
o item que se segue.
(QUESTÃO 190) O poder hierárquico está relacionado à apuração
de infrações e à aplicação de penalidades aos servidores públicos,
ao passo que o poder disciplinar se vincula às sanções impostas a
particulares.
Errado. Comentário: Poder disciplinar: “atribuição pública de
aplicação de sanções àqueles que estejam sujeitos à disciplina do
ente estatal”, por meio de um vínculo de natureza especial. Pode
ser aplicado no âmbito da administração ou em relação a um
particular. Ex: penalidade aplicada a um servidor público ou a um
aluno matriculado em uma escola pública.
Atenção: é necessário regular processo administrativo para que se
manifeste. Portanto, aqui reside importante diferença no caso do
servidor público: se contra ele não tiver sido instaurado processo
administrativo, só estará se manifestando o poder hierárquico.
Poder hierárquico: “poder que a Administração tem de se
estruturar internamente determinando uma relação de hierarquia
e subordinação entre seus órgãos e agentes”.
No que se refere a poderes administrativos, julgue os itens a
seguir.
(QUESTÃO 191) Uma das características do poder de polícia é a
coercibilidade, segundo a qual a Administração pode tomar, por
vontade própria, providências que modifiquem imediatamente a
ordem jurídica, impondo desde logo obrigações aos particulares,
com vistas ao interesse coletivo.
Errado. Comentário: Uma das características do poder de polícia
é a coercibilidade (Correto), segundo a qual a Administração pode
tomar, por vontade própria, providências que modifiquem
imediatamente a ordem jurídica (ERRADO), impondo desde logo
obrigações aos particulares, com vistas ao interesse coletivo.
''providências que modifiquem imediatamente a ordem jurídica''
Poder de polícia não pode invocar na ordem jurídica.
(QUESTÃO 192) A delegação deriva do poder hierárquico. Pode ser
delegada, entre outros, a decisão de recursos administrativos.
Errado. Comentário: Não se delega em CENORA
CE - competência exclusiva;
NO - edição de atos normativos;
RA - recurso administrativo.
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(QUESTÃO 193) O poder regulamentar possui, em regra, natureza
derivada (ou secundária), ou seja, somente pode dispor em
conformidade com a lei, sendo formalizado por meio de decretos
e regulamentos.
Certo. Comentário: REGRA: DECRETO REGULAMENTAR - Ato
secundário editado para dar fiel cumprimento a uma lei (artigo 84,
IV, da CF)
EXCEÇÃO: DECRETO AUTÔNOMO - Ato primário porque decorre
diretamente da CF.
Acerca do direito administrativo, julgue o item que se segue.
(QUESTÃO 194) O exercício do poder de polícia reflete o sentido
objetivo da administração pública, o qual se refere à própria
atividade administrativa exercida pelo Estado.
Certo. Comentário: Administração pública em sentido formal,
orgânico ou subjetivo - conjunto de órgãos e agentes estatais no
exercício da função administrativa, independentemente do Poder
a que pertençam. Administração Pública em sentido material ou
objetivo - se confunde com a função administrativa, devendo ser
entendida como a atividade administrativa exercida pelo Estado,
designando a atividade consistente na defesa concreta do interesse
público.
Com relação a processo administrativo, poderes da administração
e serviços públicos, julgue o item subsecutivo.
(QUESTÃO 195) O exercício do poder regulamentar é privativo do
chefe do Poder Executivo da União, dos estados, do DF e dos
municípios.
Certo. Comentário: Não se pode confundir o poder normativo
(gênero) com o poder regulamentar (espécie).
O poder normativo pode exercido por diversas autoridades
administrativas, além do próprio Chefe do Executivo. É o caso, por
exemplo, dos Ministros de Estado que possuem a atribuição de
expedir instruções para a execução das leis, decretos e
regulamentos, nos termos do art. 87, II da CF/88 ou das agências
reguladoras pertencentes à Administração Pública Indireta (a
exemplo do Banco Central) que podem editar regulamentos
próprios.
O poder regulamentar (espécie de poder normativo), a seu turno,
é qualificado pela doutrina tradicional como atribuição exclusiva
do Chefe do Poder Executivo
🔥 Poder regulamentar = expedir regulamentos = Poder Executivo
🔥 Poder normativo = expedir normas gerais = Administração Pública
Poder Regulamentar, segundo Di Pietro é espécie do Poder
Normativo, é exercido pelo Chefe do Poder Executivo, através de
Decreto, podendo ser decreto regulamentar ou autônomo. Decreto
regulamentar: explica e complementa a lei. Decreto Autônomo: é
exceção, tem fundamento na Constituição Federal, no art. 84,
inciso VI, alíneas “a” e “b”. CESPE já cobrou em outras questões
posicionamento do Carvalho Filho, mas nesta questão cobrou o
entendimento da DI PIETRO, por isso alternativa está correta.
Com relação a processo administrativo, poderes da administração
e serviços públicos, julgue o item subsecutivo.
(QUESTÃO 196) Situação hipotética: Um secretário municipal
removeu determinado assessor em razão de desentendimentos
pessoais motivados por ideologia partidária. Assertiva: Nessa
situação, o secretário agiu com abuso de poder, na modalidade
excesso de poder, já que atos de remoção de servidor não podem
ter caráter punitivo.
Errado. Comentário: O erro da assertiva está em afirmar que
houve abuso de poder na modalidade EXCESSO DE PODER, quando
na realidade o servidor abusou de seu poder na modalidade de
DESVIO DE FINALIDADE.
No que se refere aos poderes administrativos, aos atos
administrativos e ao controle da administração, julgue o item
seguinte.
(QUESTÃO 197) A avocação se verifica quando o superior chama
para si a competência de um órgão ou agente público que lhe seja
subordinado. Esse movimento, que é excepcional e temporário,
decorre do poder administrativo hierárquico.
Certo. Comentário: A avocação de competência atribuída a órgão
hierarquicamente inferior é juridicamente possível, desde que seja
temporária, excepcional e fundada em motivos relevantes
devidamente justificados.
No que se refere aos poderes administrativos, aos atos
administrativos e ao controle da administração, julgue o item
seguinte.
(QUESTÃO 198) O poder de polícia administrativo é uma atividade
que se manifesta por meio de atos concretos em benefício do
interesse público. Por conta disso, a administração pode delegar
esse poder a pessoas da iniciativa privada não integrantes da
administração pública.
Errado. Comentário: ➣ Segundo o STF: NÃO PODE DELEGAR!!!
(STF ADI 1717).
➣ Segundo o STJ: PODE, mas somente o CONSENTIMENTO e
FISCALIZAÇÃO; ̇
(STJ Resp 817.534)
➣ DOUTRINA: VEDAÇÃO da delegação do poder de polícia à
INICIATIVA PRIVADA
➣ PARTICULAR: indelegável SEMPRE!!
Como a CESPE cobra?
➣ Se Mencionar a POSIÇÃO do STJ: Delegável
(N precisa dizer 'STJ', mas apenas mencionar a POSIÇÃO mesmo.)
➣ Se NÃO MENCIONAR a POSIÇÃO do STJ: Indelegável, vai seguir o
STF.
STF: Se NÃO PODE DELEGAR!!!
(QUESTÃO 199) Acerca do que dispõe a Lei de Improbidade
Administrativa e dos poderes da administração. Considere a
seguinte situação hipotética. Após investigação, constatou-se
que determinado servidor público adquiriu, em curto período
de tempo, uma lancha, uma casa luxuosa e um carro importado
avaliado em cem mil reais, configurando um crescimento
patrimonial incompatível com sua renda. Apesar de a
investigação não ter apontado a origem ilícita dos recursos
financeiros, o referido servidor foi condenado à perda dos bens
acrescidos ao seu patrimônio, à demissão, à suspensão dos
direitos políticos e ao pagamento de multa. Nessa situação
hipotética, o servidor foi indevidamente condenado por
improbidade administrativa, haja vista não ter ficado
comprovada ilicitude na aquisição dos bens, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
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Errado. Comentário: A situação hipotética narrada enquadra-se,
com exatidão, à norma do art. 9º, inciso VII, da Lei 8.429/92, vale
dizer: “adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato,
cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo
valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do
agente público;” Daí se extrai que a lei não exige a comprovação
da origem ilícita dos bens. Basta que o sujeito ativo experimente
acréscimo patrimonial incompatível com sua renda, sem que
demonstre, outrossim, com base em quê logrou tal incremento
patrimonial.
(QUESTÃO 200) No que se refere ao regime jurídico
administrativo. Somente são considerados atos de improbidade
administrativa aqueles que causem lesão ao patrimônio público
ou importem enriquecimento ilícito, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A Lei 8.429/1992 estabelece três categorias
de atos de improbidade administrativa: a) atos que importam
enriquecimento ilícito (art. 9º); atos que causam prejuízo ao erário
(art. 10); c) atos que atentam contra os princípios da
Administração Pública (art. 11).
(QUESTÃO 201) Um servidor público federal dispensou licitação
fora das hipóteses previstas em lei, o que motivou o MP a ajuizar
a ação de improbidade administrativa, imputando ao servidor a
conduta prevista no art, 1o, inc. VIII, da Lei n.o 8.429/1993,
segundo o qual constitui ato de improbidade administrativa
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação
dos bens públicos, notadamente o ato que frustrar a licitude de
processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente. Com base nessa
situação hipotética. Caso o MP também ajuíze ação penal contra
o servidor, pelo mesmo fato, a ação de improbidade ficará
sobrestada até a prolação da sentença penal a fim de se evitar
bis in idem.
Errado. Comentário: Lei 8.429/02. Art.12 Independentemente
das sanções penais, civise administrativas previstas na legislação
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às
seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou
cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato.
(QUESTÃO 202) Um servidor público federal dispensou licitação
fora das hipóteses previstas em lei, o que motivou o MP a ajuizar
a ação de improbidade administrativa, imputando ao servidor a
conduta prevista no art, 1o, inc. VIII, da Lei n.o 8.429/1993,
segundo o qual constitui ato de improbidade administrativa
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação
dos bens públicos, notadamente o ato que frustrar a licitude de
processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente. Com base nessa
situação hipotética. Caso o MP não tivesse ajuizado a referida
ação, qualquer cidadão poderia ter ajuizado ação de
improbidade subsidiária, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Nos termos do art. 17, a ação de
improbidade poderá ser proposta pelo MP ou pela pessoa jurídica
interessada. Não confunda! Qualquer pessoa poderá representar
contra ato de improbidade, mas não propor a ação.
(QUESTÃO 203) De acordo com a Lei de Improbidade
Administrativa. Considere que um agente de polícia tenha
utilizado uma caminhonete da polícia civil para transportar
sacos de cimento para uma construção particular. Nesse caso,
o agente cometeu ato de improbidade administrativa que
importa em enriquecimento, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 9° Constitui ato de improbidade
administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer
tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de
cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades
mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:(...) IV - utilizar,
em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos
ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição
de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem
como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros
contratados por essas entidades;
(QUESTÃO 204) De acordo com a Lei de Improbidade
Administrativa. Um agente público que, agindo de forma
culposa, gere lesão ao patrimônio público, estará obrigado a
ressarcir integralmente o dano causado, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 10 Constitui ato de improbidade
administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão,
dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,
apropriação, mal-baratamento ou dilapidação dos bens ou haveres
das entidade referidas no art. 1 desta Lei (...) Art. 12
Independentemente das sanções penais, civis e administrativas
previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de
improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser
aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade
do fato: II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano,
perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio,
se concorrer esta circunstância, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento
de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo
prazo de cinco anos;
(QUESTÃO 205) Com base nos dispositivos da Lei de Improbidade
Administrativa (Lei n.º 8.429/1992). Apenas o Ministério Público
(MP) poderá representar à autoridade administrativa
competente para que seja instaurada investigação devida para
apurar a prática de ato de improbidade, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Ao contrário do que está afirmado na
presente questão, não apenas o Ministério Público, mas sim
qualquer pessoa pode representar às autoridades competentes,
com vistas a que seja apurada a prática de ato de improbidade.
Neste sentido, confira-se o teor do art. 14, caput, Lei 8.429/92:
“Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade
administrativa competente para que seja instaurada investigação
destinada a apurar a prática de ato de improbidade.” Logo,
equivocada está a assertiva ora analisada.
(QUESTÃO 206) Com base nos dispositivos da Lei de Improbidade
Administrativa
(Lei n.º 8.429/1992). As ações que têm por objeto a aplicação
das sanções previstas para o cometimento de ato de
improbidade realizado por prefeito municipal prescrevem até
três anos após a ocorrência do ato de improbidade, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Em se tratando de ato de improbidade
cometido por detentor de mandato eletivo, durante o exercício do
mandato, aplica-se o disposto no art. 23, I, Lei 8.429/92, que
estabelece prazo de cinco anos, contados a partir do término do
mandato, in verbis: “ Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos
as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I - até cinco
anos após o término do exercício de mandato, de cargo em
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comissão ou de função de confiança;” Logo, está duplamente
errada a presente assertiva, vale dizer, por indicar prazo de três
anos, e por aduzir que tal prazo iniciar-se-ia da prática do ato, o
que não é verdade.
(QUESTÃO 207) A respeito da improbidade administrativa. Se
o suposto autor do ato alegar que não tinha conhecimento
prévio da ilicitude, o ato de improbidade restará afastado, por
ser o desconhecimento da norma motivo para afastá-lo, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A afirmativa ora analisada aborda o tema
“princípio da obrigatoriedade”, cuja sede legal está no art. 3º da
Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-lei 4.657/42), que assim
dispõe: “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a
conhece.” A regra, portanto, é no sentido de que as leis são de
conhecimento de todos, razão pela qual não é dado a ninguém
deixar de cumpri-las, sob o fundamento de que a desconhecia. Dito
de outro modo, o ordenamento jurídico estabelece uma
presunção. E se trata de uma presunção relativa, é bom que se
acentue, na medida em que pode ser afastada. Mas apenas em
hipóteses excepcionalíssimas. É preciso haver base legal para
tanto. Na seara do Direito Civil, citem-se os casos de erro de direito
atinentes ao casamento putativo (art. 1.561, CC/2002) e ao vício
de consentimento dos negócios jurídicos (art. 139, III, CC/2002).
Ocorre que inexiste qualquer base para que se entenda haver
exceção no que tange à Lei de Improbidade Administrativa. Trata-
se de diploma imponível a todos, indistintamente, sendo
absolutamente improcedente qualquer tese de defesa que
pretenda se eximir da incidência da Lei 8.429/92, sob o
fundamento de desconhecimento de seu teor.
(QUESTÃO 208) A respeito do controle da administração
pública. A aplicação de sanções pela prática de ato de
improbidade administrativa prescinde da ocorrência de dano
ao patrimônio público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Cuida-se de questão bastante capciosa,
mormente em vista do teor do art. 21, I, Lei 8.429/92, que assim
preceitua: “Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei
independe: I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio
público, salvo quanto à pena de ressarcimento;” Ora, à luz desse
dispositivo legal, a presente afirmativa parece estar correta, visto
que reescreve, com outras palavras, o que consta da norma em
tela. A não ser no caso da imposição da pena de ressarcimento,
todas as demais poderiam ser aplicadas, ainda que não haja a
efetiva ocorrência de dano ao “patrimônio público”. Nada
obstante, a interpretação que se fazdesse dispositivo, mais
precisamente da expressão “patrimônio público”, é no sentido de
que se trata, apenas, do patrimônio econômico. Dito de outro
modo, a imposição das sanções previstas na Lei 8.429/92 é
possível, ainda que não tenha havido prejuízo de ordem
econômica, estritamente patrimonial, a não ser no tocante à pena
de ressarcimento. Ocorre que a expressão patrimônio público, no
entender de nossa doutrina, possui conotação mais ampla,
abrangendo não apenas aspectos econômicos, mas também bens
de cunho imaterial, como valores históricos, paisagísticos,
artísticos e estéticos.” Cita-se, aqui, o teor do art. 1º, §1º, Lei
4.717/65. Em conclusão, tomando-se a expressão patrimônio
público nessa acepção mais ampla, afirma-se que todo ato de
improbidade ofende, sim, em alguma medida, o patrimônio
público, ainda que no sentido imaterial, como por exemplo a honra
da instituição, num caso de desonestidade, pura e simples, que não
gere prejuízos ao erário. Na linha do exposto, é a lição de Maria
Sylvia Di Pietro, ao comentar o art. 21, I, Lei 8.429/92: “Seria
inconcebível punir uma pessoa se de seu ato não resultasse
qualquer tipo de dano. Tem-se que entender que o dispositivo, ao
dispensar o 'dano ao patrimônio público' utilizou a expressão
patrimônio público em seu sentido restrito de patrimônio
econômico.” (Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 904)
DIREITO CONSTITUCIONAL
(QUESTÃO 209) É vedado ao defensor público o exercício da
advocacia fora de suas atribuições institucionais, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada à
organização constitucional dada à defensoria pública. A assertiva
está correta, com base no art. 134, § 1º, segundo o qual “Lei
complementar organizará a Defensoria Pública da União e do
Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para
sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na
classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos,
assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e
vedado o exercício da advocacia fora das atribuições
institucionais”.
(QUESTÃO 210) Considere que Pablo, chileno residente no
Brasil, tenha procurado a DP para ajuizar ação visando ser
ressarcido de danos morais que lhe foram causados por Rodrigo.
Nesse caso, é defeso à DP promover a ação pretendida por
Pablo, já que, por disposição legal expressa, os benefícios da
assistência judiciária têm como destinatários os brasileiros,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os direitos e garantias fundamentais
previstos no art. 5º, da CF/88, são amplos, incluindo brasileiros e
estrangeiros. Veja-se o caput do artigo: Todos são iguais perante a
lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes. Basta Pablo comprovar a
insuficiência de recursos para ter direito a assistência judiciária,
nos moldes do inciso LXXIV, do art. 5º, da CF/88: o Estado prestará
assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos.
(QUESTÃO 211) Acerca das funções essenciais à justiça e do
Poder Judiciário. Compete à defensoria pública a defesa, de
forma integral e gratuita, dos direitos individuais e coletivos dos
necessitados, bem como a promoção da ação penal pública nas
hipóteses de crimes praticados contra os hipossuficientes, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A competência para promover,
privativamente, a ação penal pública é do Ministério Pública. Art.
129, I.
(QUESTÃO 212) A respeito da Defensoria Pública, no âmbito da
Constituição Federal de 1988, da Constituição do Estado do Paraná
e da jurisprudência dos Tribunais Superiores. A EC69/12
estabeleceu que as competências legislativas e administrativas de
organização e manutenção da Defensoria Pública do Distrito
Federal, conferidas originalmente à União, passaram a ser do
próprio Distrito Federal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A EC 69 de 2012 altera os arts. 21, 22 e 48 da
Constituição Federal, para transferir da União para o Distrito
Federal as atribuições de organizar e manter a Defensoria Pública
do Distrito Federal.
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(QUESTÃO 213) A respeito das denominadas funções essenciais
à justiça. Segundo o STF, a imunidade profissional assegurada ao
advogado não impede que ele seja processado por crime de
desacato decorrente de ato ou manifestação no exercício de sua
profissão, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A partir do julgamento da ADIn 1127-8, a
redação do art. 7, § 2º, do Estatuto da Advocacia e da OAB, foi
alterada, tendo sido retirada a imunidade ao desacato. De acordo
com a disposição revista, o advogado tem imunidade profissional,
não constituindo injúria, difamação puníveis qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo
ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB,
pelos excessos que cometer.
(QUESTÃO 214) As “funções essenciais à justiça”, a
Constituição da República inseriu. a Advocacia, sendo que o
advogado é indispensável à administração da justiça, sendo
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão,
nos limites da lei, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o art. 133, da CF/88, o
advogado é indispensável à administração da justiça, sendo
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão,
nos limites da lei.
(QUESTÃO 215) Sobre a disciplina constitucional da Defensoria
Pública como função essencial à Justiça: Lei complementar
organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e
dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização
nos Estados, em cargos de carreira, assegurada a seus integrantes
a garantia da inamovibilidade e admitido o exercício da advocacia
fora das atribuições institucionais apenas nas hipóteses
estabelecidas em lei, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não é admitido o exercício da advocacia
fora das atribuições institucionais, nem mesmo em hipóteses
estabelecidas por lei. Nesse sentido, conforme art. 134, § 1º - “Lei
complementar organizará a Defensoria Pública da União e do
Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para
sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na
classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos,
assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e
vedado o exercício da advocacia fora das atribuições
institucionais”.
(QUESTÃO 216) Com relação à DP. Às DPEs estaduais são
asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de
sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei
de diretrizes orçamentárias, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o art. 134, § 2º, da CF/88, às
Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.
(QUESTÃO 217) Considerando a disciplina da Defensoria Pública
na Constituição Federal. Lei Estadual pode determinar que a
Defensoria integre determinada Secretaria de Estado, ficando o
Defensor Geral sujeito ao poder hierárquico do Secretário de
Estado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Conforme o art. 134, § 2º, da CF/88, § 2º às
Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentáriadentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. De
acordo com Pedro Lenza, “não se admite a sua vinculação a
quaisquer dos Poderes. Assim, estabelecer que a defensoria é
integrante do Poder Executivo, ou subordinada ao Governador de
Estado, ou integrante de determinada Secretaria do governo, tudo
isso afronta a Constituição.” (LENZA, 2013, p. 963).
(QUESTÃO 218) Com base na jurisprudência do STF acerca da
advocacia e da DP. Norma estadual pode atribuir à DPE a defesa
judicial dos servidores públicos estaduais processados
criminalmente em razão do regular exercício do cargo, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com a jurisprudência do STF,
norma estadual não pode atribuir à DPE a defesa judicial dos
servidores públicos estaduais processados criminalmente em razão
do regular exercício do cargo.
(QUESTÃO 219) A propriedade poderá ser desapropriada por
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mas
sempre mediante justa e prévia indenização em dinheiro, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Conforme o art. 5, inciso XXIV, da CF,
existem exceções previstas na própria Constituição, ou seja, a
propriedade NÃO SERÁ SEMPRE desapropriada mediante justa e
prévia indenização. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. XXIV - a lei
estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade
ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e
prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos
nesta Constituição.
(QUESTÃO 220) O uso de algemas durante audiência de instrução
e julgamento pode ser determinado pelo magistrado quando
presentes, de maneira concreta, riscos à segurança do acusado ou
das pessoas ao ato presentes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com a Súmula Vinculante n. 11, só
é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado
receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia,
por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade
por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal
do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato
processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil
do Estado. Portanto, o uso de algemas é exceção, somente se o
transporte do preso para ser conduzido até delegacia, presídio ou
mesmo sala de audiências não configura a necessidade do seu uso.
(QUESTÃO 221) A quebra do sigilo bancário dos indivíduos pode
ser decretada por autoridade policial, desde que autorizada pelo
MP, dada a inexistência de proteção constitucional específica
acerca do assunto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Assim, podemos esquematizar: -
possibilidade de quebra do sigilo bancário: o Poder Judiciário e as
CPIs, que têm poderes de investigação próprios das autoridades
judiciais; - não podem quebrar o sigilo bancário, devendo solicitar
autorização judiciária: Administração Tributária, Ministério
Público e a Polícia Judiciária.
(QUESTÃO 222) Um agente da Polícia Federal foi escalado para
atuar em operação para cumprimento de mandado judicial de
prisão e de busca e apreensão, durante o dia, de documentos no
escritório profissional do investigado. A respeito da atuação do
agente na situação descrita acima, julgue o item a seguir. Mesmo
sem o consentimento do proprietário, é permitido ao agente entrar
no escritório profissional onde se encontrem os objetos de busca e
apreensão, julgue (C ou E) o item seguinte.
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37
Certo. Comentário: Escritórios e oficinas de trabalho são
equiparados aos domicílios e, portanto, o ingresso de agentes
estatais deve obedecer às restrições impostas pelo art. 5°, XI, da
CF/88. O cumprimento do mandado de busca e apreensão, por ser
determinação judicial e realizada durante o dia, permite o ingresso
mesmo sem o consentimento do proprietário.
(QUESTÃO 223) No caso de iminente perigo público, a autoridade
competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao
proprietário indenização ulterior, se houver dano, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: O art. 5, XXV, da CF/88, prevê que no caso de
iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano.
(QUESTÃO 224) Embora vede a cassação de direitos políticos, ela
prevê casos em que estes poderão ser suspensos ou até mesmo
perdidos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A cassação é vedada em qualquer hipótese,
enquanto a perda e a suspensão podem ocorrer em certas
situações. Conforme Art. 15, CF/88 “É vedada a cassação de
direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em
julgado; II - incapacidade civil absoluta; III - condenação criminal
transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos.
(QUESTÃO 07) Dado o direito à liberdade, um dos direitos
fundamentais, a prisão de um indivíduo é medida excepcional,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A liberdade como direito fundamental é tida
como regra no nosso ordenamento, a prisão é admitida em caráter
de excepcionalidade, haja vista que não existem direitos
fundamentais de caráter absoluto, portanto podendo sofrer
limitações legais.
(QUESTÃO 225) O latrocínio, crime contra a vida, é julgado pelo
Tribunal do Júri, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Latrocínio = roubo seguido de morte = crime
contra o patrimônio: segundo ensina o professor Rogério sanches o
fato de ter havido morte não o faz crime contra a vida, mas crime
contra o patrimônio com resultado morte. além do latrocínio não
estar nos crimes contra a vida no cp, a súmula 603 do STF dispõe
que a competência para o processo e julgamento de latrocínio é
do juiz singular e não do tribunal do júri, logo não é crime doloso
contra vida. stf - súmula 603: ''a competência para o processo e
julgamento de latrocínio é do juiz singular e não do tribunal do
júri.''
(QUESTÃO 226) Acerca do direito à vida, em tempos de guerra é
permitida a pena de morte no Brasil, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 5, CF: XLVII - não haverá penas: a) de
morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84,
XIX.
(QUESTÃO 227) O direito à liberdade de reunião deve ser
exercido de forma pacífica e sem armas, sendo desnecessária
autorização ou prévio aviso à autoridade competente, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: No que concerne aos direitos e garantias
fundamentais a assertiva “O direito à liberdade de reunião deve
ser exercido de forma pacífica e sem armas, sendo desnecessária
autorização ou prévio aviso à autoridade competente” está
incorreto. O aviso prévio é requisito necessário, conforme a
própria Constituição Federal. Nesse sentido: Art. 5º, XVI, CF/88 –
“todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais
abertos ao público, independentemente de autorização, desde que
não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade
competente” (Destaque do professor).
(QUESTÃO 228) Acerca dos princípios fundamentais e dos direitos
e garantias fundamentais instituídos pela Constituição Federal de
1988 (CF). O plebiscito, consistente em consulta prévia formulada
ao cidadão para que ele manifeste sua concordância ou não com
ato legislativo; o referendo, consulta realizada posteriormente à
edição do ato legislativo; e a iniciativa popular, procedimento no
qual a população exige, mediante o exercício do direito de
manifestação, modificações no ordenamento jurídico, sãoformas
de exercício da soberania popular, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Lei 9.709 de 98: Art. 13. A iniciativa popular
consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos
Deputados, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos
de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Portanto, a iniciativa popular é um procedimento no qual a
população APRESENTA, SUGERE um projeto de lei que será acolhido
ou rejeitado pela Câmara.
(QUESTÃO 229) Relativos a alistamento e domicílio eleitoral. O
alistamento eleitoral e o voto são facultativos para analfabetos,
portadores de necessidades especiais, maiores de setenta anos de
idade e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos de
idade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o artigo 14, §1º, da
Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são
obrigatórios para os indivíduos na faixa etária dos dezoito aos
setenta anos e facultativos para os indivíduos analfabetos, os que
tenham mais de setenta anos de idade e os que tenham entre
dezesseis e dezoito anos de idade: Art. 14. A soberania popular
será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto,
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I -
plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. § 1º O alistamento
eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito
anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de
setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito
anos. (...) Relativamente aos portadores de necessidades
especiais, o Tribunal Superior Eleitoral instituiu o Programa de
Acessibilidade da Justiça Eleitoral por meio da Resolução nº
23.381/2012.
(QUESTÃO 230) Com relação ao direito político. Os direitos
políticos são titularizados e livremente exercidos por todos os
brasileiros e garantem a participação na vida política e a influência
nas decisões públicas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Direitos políticos não são titularizados a
todos os brasileiros. Exemplo: crianças e adolescentes menores de
16 anos; aqueles que tem seus direitos políticos suspensos;
militares conscritos.
(QUESTÃO 231) É livre a criação, fusão, incorporação e extinção
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana, sendo vedado o recebimento de recursos
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes, julgue (C ou E) o item seguinte.
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Certo. Comentário: CF, art. 17. É livre a criação, fusão,
incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes
preceitos: II - proibição de recebimento de recursos financeiros de
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.
(QUESTÃO 232) São inelegíveis, no território de jurisdição do
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o
terceiro grau ou por adoção, do Presidente da República, de
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de
Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, mesmo que já titular de mandato eletivo e
candidato à reeleição, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: CF, art. 14, §7º. São inelegíveis, no
território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do
Presidente da República, de Governador de Estado ou Território,
do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de
mandato eletivo e candidato à reeleição.
(QUESTÃO 233) A condenação criminal transitada em julgado
acarreta a perda dos direitos políticos, independentemente de
manifestação expressa na decisão condenatória, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Não é hipótese de perda, mas, sim, de
suspensão dos direitos políticos a condenação criminal transitada
em julgado (Art. 15, III da CF).
(QUESTÃO 234) Acerca da disciplina constitucional e legal,
referente à composição dos cargos públicos: O governador do DF é
inelegível para quaisquer outros cargos, a não ser que renuncie a
seu mandato com uma antecedência mínima de seis meses em
relação à data do pleito, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo, para ser candidato a
outro cargo, deverá renunciar ao cargo pelo menos seis meses
antes do pleito (Art. 14, § 6° da CF).
(QUESTÃO 235) Acerca da disciplina constitucional e legal
referente à composição dos cargos públicos. Caso já ocupe o cargo
de deputado distrital, filho de governador do estado torna-se
elegível para o mesmo cargo na eleição subsequente, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Em regra, o parente até segundo grau do
Chefe do Executivo não poderá ser candidato na jurisdição do
parente. E a chamada inelegibilidade reflexa (Art. 14, § 7° da CF).
Contudo, o final do dispositivo admite que o parente seja
candidato na mesma jurisdição, quando detentor de mandato
eletivo e candidato à reeleição, que é a situação exposta no item.
(QUESTÃO 236) Suponha que José, casado com Miriam e prefeito
de um município brasileiro, venha a falecer dois anos após ter sido
eleito. Nessa situação, Miriam pode se candidatar e se eleger ao
cargo antes ocupado por seu marido nas eleições seguintes ao
falecimento, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo pode ser candidato à
reeleição. Se ele pode ser candidato à reeleição, o cônjuge pode
ser candidato no lugar do cônjuge. E, no caso apresentado, o Chefe
do Executivo faleceu, não podendo alegar que a prefeitura está
sendo utilizada para eleger o cônjuge. Interpretação do Art. 14, §
5° da CF.
(QUESTÃO 237) O analfabeto, embora inelegível, possui a
faculdade de alistar-se e de votar, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Consoante dispõe o Art. 14, § 1° da CF, o
analfabeto pode alistar-se e votar de forma facultativa.
(QUESTÃO 238) O princípio da independência funcional e, a
fortiori, o princípio do promotor natural protegem o membro
do Ministério Público (MP) contra ato de superior que pretenda
subtrair-lhe competência fixada por critérios predeterminados
abstratamente, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O princípio da independência funcional
“trata-se de autonomia de convicção, na medida em que os
membros do Ministério Público não se submetem a qualquer poder
hierárquico no exercício do seu mister, podendo agir, no processo,
da maneira que melhor entenderem. A hierarquia existente
restringe-se às questões de caráter administrativo, materializada
pelo Chefe da Instituição, mas nunca, como dito, de caráter
funcional.” (LENZA, 2013, p. 913). Além disso, com base no
princípio do promotor natural, o acusado tem direito de ser
processado pela autoridade competente, sendo vedadas
designações arbitrárias, promotores ad hoc ou por encomenda.
Correta a afirmativa de que o membro do MP (e o processado) estão
protegidos contra ato de superior que pretenda subtrair-lhe
competência fixada por critérios predeterminados abstratamente.
(QUESTÃO 239) O Conselho Nacional do Ministério Público tem
competência para apreciar e desconstituir, inclusive de ofício,
atos administrativos praticados pelos membros do Parquet,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O art. 130-A, § 2º, da CF/88, prevê que
compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controleda
atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do
cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo
lhe: I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério
Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua
competência, ou recomendar providências; II zelar pela
observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante
provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por
membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos Estados,
podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se
adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei,
sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas; III receber
e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do
Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus
serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e
correcional da instituição, podendo avocar processos disciplinares
em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo
de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada
ampla defesa; IV rever, de ofício ou mediante provocação, os
processos disciplinares de membros do Ministério Público da União
ou dos Estados julgados há menos de um ano; V elaborar relatório
anual, propondo as providências que julgar necessárias sobre a
situação do Ministério Público no País e as atividades do Conselho,
o qual deve integrar a mensagem prevista no art. 84, XI. Portanto,
correta a afirmativa de que o Conselho Nacional do Ministério
Público tem competência para apreciar e desconstituir, inclusive
de ofício, atos administrativos praticados pelos membros do
Parquet.
(QUESTÃO 240) Segundo o STF, o Ministério Público estadual
não possui legitimidade para propor originariamente
reclamação perante o STF, ainda quando atue no desempenho
de suas prerrogativas institucionais, pois compete ao
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procurador-geral da República exercer as funções do Ministério
Público perante o STF, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o § 3º, do art. 103-A, do ato
administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula
aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao
Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o
ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e
determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da
súmula, conforme o caso. Segundo o STF, o Ministério Público
Estadual possui legitimidade ativa para propor reclamação
diretamente ao STF em caso de desrespeito a súmula vinculante.
(QUESTÃO 241) O MP dispõe de autonomia funcional e
administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação
e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política
remuneratória e os planos de carreira que lhe sejam afetos,
observados os condicionantes previstos na lei orçamentária e na
lei de diretrizes orçamentárias, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Relativamente ao Ministério Público (MP), é
possível dizer que a assertiva “O MP dispõe de autonomia funcional
e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e
extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política
remuneratória e os planos de carreira que lhe sejam afetos,
observados os condicionantes previstos na lei orçamentária e na lei
de diretrizes orçamentárias” está correta, conforme a literalidade
do artigo 127, §2º da CF/88, o qual dispõe que: Art. 127, § 2º,
CF/88 – “Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e
administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor
ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços
auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de
provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira;
a lei disporá sobre sua organização e funcionamento. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)” (Destaque do
professor).
(QUESTÃO 242) É exemplificativo o rol de funções atinentes ao
MP no texto constitucional, cumprindo à legislação
infraconstitucional conferir-lhe outras funções, desde que
compatíveis com sua finalidade institucional, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: O art. 129, da CF/88, estabelece o rol de
funções institucionais do Ministério Público. Esse rol, no entanto,
não é taxativo, mas sim exemplificativo. Isto porque o inciso IX, do
artigo prevê que o MP poderá, e acordo com legislação
infraconstitucional, exercer outras funções que lhe forem
conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe
vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de
entidades públicas.
(QUESTÃO 243) Zelar pelo efetivo respeito dos serviços de
relevância pública aos direitos assegurados na CF é uma das
funções institucionais do Ministério Público, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 129. São funções institucionais do
Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal
pública, na forma da lei; II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes
Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos
assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas
necessárias a sua garantia; III - promover o inquérito civil e a ação
civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do
meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; IV -
promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para
fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos
nesta Constituição; V - defender judicialmente os direitos e
interesses das populações indígenas; VI - expedir notificações nos
procedimentos administrativos de sua competência, requisitando
informações e documentos para instruí-los, na forma da lei
complementar respectiva; VII - exercer o controle externo da
atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no
artigo anterior; VIII - requisitar diligências investigatórias e a
instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos
jurídicos de suas manifestações processuais; IX - exercer outras
funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a
consultoria jurídica de entidades públicas.
(QUESTÃO 244) Aos membros do MP cabe a defesa do
patrimônio público e social, podendo eles atuar como
representantes da fazenda pública nas ações em que esta seja
ré, embora não tenham legitimidade para ser advogados nas
ações em que a fazenda pública seja autora, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o art. 129, IX, da CF/88, são
funções institucionais do Ministério Público exercer outras funções
que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a
consultoria jurídica de entidades públicas. Portanto, incorreta a
afirmativa. No cabe ao MP representar a Fazenda Pública.
(QUESTÃO 245) Um promotor de justiça estadual que praticar
um crime comum será processado e julgado por juiz de direito
de uma das varas criminais do estado, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado
à organização do poder judiciário e das funções essenciais à
justiça. É correto dizer que, segundo a CF/88, o promotor de
justiça, membro do Ministério Público Estadual, assim como os
juízes estaduais, serão julgados pelo Tribunal de Justiça do Estado,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. Nos crimes
eleitorais, serão julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral. Nesse
sentido, conforme art. 96, III, CF/88 – “aos Tribunais de Justiça
julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem
como os membros do Ministério Público,nos crimes comuns e de
responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral”.
(QUESTÃO 246) Considere que o MP tenha ajuizado ação em
face de determinado ente da Federação, visando obter
provimento jurisdicional que assegurasse o fornecimento de
medicamentos a pessoa considerada hipossuficiente. Nessa
situação, apesar de o MP ter agido em defesa de interesses
sociais e individuais indisponíveis, resta configurada, segundo
entendimento do STF, a usurpação de competência da DP, visto
que se busca assegurar o direito à saúde de pessoa
hipossuficiente, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O art. 127, da CF/88, estabelece que o
Ministério Público é instituição permanente, essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis. Portanto, de acordo com o entendimento
do STF não há usurpação da competência da Defensoria Pública.
Veja-se: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. MINISTÉRIO PÚBLICO.
LEGITIMIDADE ATIVA. DEFESA DE DIREITOS SOCIAIS E INDIVIDUAIS
INDISPONÍVEIS. PRECEDENTES. 1. A Constituição do Brasil, em seu
artigo 127, confere expressamente ao Ministério Público poderes
para agir em defesa de interesses sociais e individuais
indisponíveis, como no caso de garantir o fornecimento de
medicamentos a hipossuficiente. 2. Não há que se falar em
usurpação de competência da defensoria pública ou da advocacia
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privada. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 554.088-
AgR, rel. min. Eros Grau, DJe 20.06.2009) No mesmo sentido, as
seguintes decisões monocráticas: AI 735.151, rel. min. Celso de
Mello; RE 567.706, rel. min. Ricardo Lewandowski; AI 699.597, rel.
min. Dias Toffoli e RE 554.544, rel. min. Carmen Lúcia.
(QUESTÃO 247) Ao MP incumbe a defesa da ordem jurídica, do
regime democrático e dos interesses sociais e individuais
indisponíveis e a observância dos princípios institucionais da
unidade, indivisibilidade e independência funcional, previstos
na CF, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado à
organização constitucional do Ministério Público. Conforme a
CF/88, art. 127 – “O Ministério Público é instituição permanente,
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa
da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais
e individuais indisponíveis. § 1º - São princípios institucionais do
Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência
funcional”.
(QUESTÃO 248) O Congresso Nacional aprovou uma reforma
administrativa proposta pelo presidente da República que
reduziu o número de ministérios. Nesse contexto, o Ministério
do Trabalho e Emprego e o Ministério da Previdência Social
foram fundidos, tornando-se Ministério do Trabalho e
Previdência Social. A referida reforma administrativa poderia
ter se materializado com a edição de decreto autônomo, em
decorrência do poder regulamentar do presidente da República,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão trata de reforma administrativa
que reduziu o número de Ministérios, proposta pelo Presidente da
República e aprovada pelo Congresso Nacional. Esta reforma não
poderia ser materializada mediante decreto autônomo, uma vez
que a CF/88 determina que a criação e extinção de ministérios e
órgãos públicos só podem ser dispostos mediante lei (art. 84). O
decreto autônomo tem o poder de inovar no ordenamento jurídico,
mas não possui status de lei, além de não se confundir com o
decreto regulamentar, destinado a regular certas disposições
jurídicas, este, sim, em decorrência do poder regulamentar.
(QUESTÃO 249) Compete ao presidente da República, em
caráter privativo, manter relações com Estados estrangeiros e
conceder a acreditação diplomática a seus embaixadores, os
quais devem submeter suas credenciais pessoalmente ao chefe
de Estado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A assertiva exige conhecimento relacionado
às atribuições do Presidente da República. Conforme art. 84,
CF/88 - “Compete privativamente ao Presidente da República [...]
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus
representantes diplomáticos”.
(QUESTÃO 250) No caso de o presidente da República, na
vigência do mandato, praticar crime comum não relacionado às
funções do cargo, sua responsabilização perante o Supremo
Tribunal Federal estará condicionada à admissibilidade da
acusação por dois terços dos membros da Câmara dos
Deputados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado
às prerrogativas e garantias do Presidente da República. Tendo em
vista o que estabelece a Constituição Federal e analisando o caso
hipotético, é correto afirmar que o presidente da República,
durante o seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções. Conforme art. 86, § 4º “O
Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode
ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas
funções”.
(QUESTÃO 251) Caso um processo contra o presidente da
República pela prática de crime de responsabilidade fosse
instaurado pelo Senado Federal, não seria permitido o exercício
do direito de defesa pelo presidente da República no âmbito da
Câmara dos Deputados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O art. 85, da CF/88, estabelece os crimes
de responsabilidade dos detentores de altos cargos públicos. De
acordo com o seu parágrafo único, esses crimes serão definidos em
lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.
Discute-se muito quais os conjuntos de lei poderiam ser aplicados
em processo de impeachment. A maioria da doutrina considera que
a Lei 1079/50, alterada pela lei 10028/2000, foi recepcionada pela
CF/88. O procedimento de impeachment contra Presidente da
República é bifásico. A fase inicial, de juízo de admissibilidade, é
feita na Câmara dos Deputados mediante aprovação de dois terços
da Câmara. Posteriormente, se aprovado, o processo propriamente
dito e julgamento ocorrerão no Senado Federal (art. 86, da CF/88).
A questão de exercício do direito de defesa pelo presidente da
República no âmbito da Câmara dos Deputados é controversa. De
acordo com Pedro Lenza, uma vez formalizada a acusação do
Presidente junto à Câmara dos Deputados, “o Presidente já passará
a figurar na condição de acusado, sendo-lhe, portanto, assegurados
o contraditório e a ampla defesa (art. 5, LV), podendo, então,
acompanhar o procedimento e produzir provas.” (LENZA, 2013, p.
722). Em recente decisão, de dezembro de 2015, o STF posicionou-
se no sentido de que “deve ser autorizada ao acusado defesa prévia
[na análise do processo] na comissão especial. A ausência de
defesa prévia não viola o devido processo legal”. Isto é, não
haveria necessidade de defesa prévia antes do recebimento do
pedido de impeachment, mas sim junto à comissão de deputados.
De toda forma, é permitido o exercício do direito de defesa pelo
presidente da República no âmbito da Câmara dos Deputados.
(QUESTÃO 252) Compete privativamente ao presidente da
República conceder indulto e comutar penas, ouvidos, se
necessário, os órgãos instituídos em lei, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o art. 84, XII, da CF/88,
compete privativamente ao Presidente da República conceder
indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos
instituídos em lei.
(QUESTÃO 253) Compete ao presidente da República, em
caráter privativo, prover os cargos públicos federais, na forma
da lei, podendo essa atribuição ser delegada aos ministros deEstado, ao procurador-geral da República ou ao advogado-geral
da União, os quais deverão observar os limites traçados nas
respectivas delegações, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Considerando as atribuições e a
responsabilidade do presidente da República, a assertiva
“Compete ao presidente da República, em caráter privativo,
prover os cargos públicos federais, na forma da lei, podendo essa
atribuição ser delegada aos ministros de Estado, ao procurador-
geral da República ou ao advogado-geral da União, os quais
deverão observar os limites traçados nas respectivas delegações”
está correta, conforme artigo 84, inciso XXV combinado com
parágrafo único. Nesse sentido:
Art. 84, CF/88 – “Compete privativamente ao Presidente da
República: XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na
forma da lei; Parágrafo único. O Presidente da República poderá
delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV,
primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da
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República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os
limites traçados nas respectivas delegações”.
(QUESTÃO 254) Estaria de acordo com os parâmetros fixados
pela Constituição Federal emenda à constituição de
determinado estado que previsse, no caso de vacância dos
cargos de governador e vice-governador do estado no último ano
do mandato governamental, a convocação sucessiva, para o
exercício do cargo de governador pelo período restante do
mandato, do presidente da assembleia legislativa e do
presidente do tribunal de justiça do estado, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: EMENTA: Ação direta de
inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional n° 28, que alterou
o § 2º do art. 79 da Constituição do Estado de Sergipe,
estabelecendo que, no caso de vacância dos cargos de Governador
e Vice-Governador do Estado, no último ano do período
governamental, serão sucessivamente chamados o Presidente da
Assembleia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça, para
exercer o cargo de Governador. 3. A norma impugnada suprimiu a
eleição indireta para Governador e Vice-Governador do Estado,
realizada pela Assembleia Legislativa em caso de dupla vacância
desses cargos no último biênio do período de governo. 4. Afronta
aos parâmetros constitucionais que determinam o preenchimento
desses cargos mediante eleição. 5. Ação julgada procedente. (ADI
2709, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em
01/08/2006, DJe-088 DIVULG 15-05-2008 PUBLIC 16-05-2008
EMENT VOL-02319-02 PP-00260)
(QUESTÃO 255) Compete privativamente ao presidente da
República conceder indulto e anistia, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o art. 48, VIII, compete ao
Congresso Nacional, com sanção do Presidente da República,
concessão de anistia. Por sua vez, compete privativamente ao
Presidente da República conceder indulto e comutar penas, com
audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei, nos moldes
do art. 84, XII, da CF/88.
(QUESTÃO 256) Dispor sobre a organização da administração
federal é atribuição privativa do presidente da República, que
somente poderá ser exercida pelo próprio ou, durante seus
impedimentos, por quem o substituir na presidência, vedada a
delegação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o art. 84, VI, “a”, da CF/88,
compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da
administração federal, quando não implicar aumento de despesa
nem criação ou extinção de órgãos públicos. Essa atribuição poderá
ser delegada, nos moldes do parágrafo único, do mesmo art. 84,
veja-se: o Presidente da República poderá delegar as atribuições
mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros
de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral
da União, que observarão os limites traçados nas respectivas
delegações.
(QUESTÃO 257) O presidente da República pode dispor,
mediante decreto autônomo, acerca da organização e do
funcionamento da administração federal, vedados o aumento
de despesa e a criação ou extinção de órgãos públicos, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o art. 84, VI, “a”, da CF/88,
compete privativamente ao Presidente da República dispor,
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da
administração federal, quando não implicar aumento de despesa
nem criação ou extinção de órgãos públicos. A disposição será feita
mediante decreto autônomo.
(QUESTÃO 258) Com relação aos direitos sociais e políticos: O
analfabeto, embora inelegível, possui a faculdade de alistar-se e
de votar, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Consoante dispõe o Art. 14, § 1° da CF, o
analfabeto pode alistar-se e votar de forma facultativa.
(QUESTÃO 259) Suponha que José, casado com Miriam e prefeito
de um município brasileiro, venha a falecer dois anos após ter sido
eleito. Nessa situação, Miriam pode se candidatar e se eleger ao
cargo antes ocupado por seu marido nas eleições seguintes ao
falecimento, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo pode ser candidato à
reeleição. Se ele pode ser candidato à reeleição, o cônjuge pode
ser candidato no lugar do cônjuge. E, no caso apresentado, o Chefe
do Executivo faleceu, não podendo alegar que a prefeitura está
sendo utilizada para eleger o cônjuge. Interpretação do Art. 14, §
5° da CF.
(QUESTÃO 260) Acerca da disciplina constitucional e legal
referente à composição dos cargos públicos, julgue o seguinte
item: Caso já ocupe o cargo de deputado distrital, filho de
governador do estado torna-se elegível para o mesmo cargo na
eleição subsequente, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Em regra, o parente até segundo grau do
Chefe do Executivo não poderá ser candidato na jurisdição do
parente. E a chamada inelegibilidade reflexa (Art. 14, § 7° da CF).
Contudo, o final do dispositivo admite que o parente seja
candidato na mesma jurisdição, quando detentor de mandato
eletivo e candidato à reeleição, que é a situação exposta no item.
(QUESTÃO 261) Acerca da disciplina constitucional e legal,
referente à composição dos cargos públicos, julgue o seguinte
item: O governador do DF é inelegível para quaisquer outros
cargos, a não ser que renuncie a seu mandato com uma
antecedência mínima de seis meses em relação à data do pleito,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo, para ser candidato a
outro cargo, deverá renunciar ao cargo pelo menos seis meses
antes do pleito (Art. 14, § 6° da CF).
(QUESTÃO 262) A condenação criminal transitada em julgado
acarreta a perda dos direitos políticos, independentemente de
manifestação expressa na decisão condenatória, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Não é hipótese de perda, mas, sim, de
suspensão dos direitos políticos a condenação criminal transitada
em julgado (Art. 15, III da CF).
(QUESTÃO 263) São inelegíveis, no território de jurisdição do
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o
terceiro grau ou por adoção, do Presidente da República, de
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de
Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, mesmo que já titular de mandato eletivo e
candidato à reeleição, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: CF, art. 14, §7º. São inelegíveis, no
território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do
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Presidente da República, de Governador deEstado ou Território,
do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de
mandato eletivo e candidato à reeleição.
(QUESTÃO 264) É livre a criação, fusão, incorporação e extinção
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana, sendo vedado o recebimento de recursos
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: CF, art. 17. É livre a criação, fusão,
incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes
preceitos: II - proibição de recebimento de recursos financeiros de
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.
(QUESTÃO 265) Com relação ao direito político. Os direitos
políticos são titularizados e livremente exercidos por todos os
brasileiros e garantem a participação na vida política e a influência
nas decisões públicas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Direitos políticos não são titularizados a
todos os brasileiros. Exemplo: crianças e adolescentes menores de
16 anos; aqueles que tem seus direitos políticos suspensos;
militares conscritos.
(QUESTÃO 266) Julgue o item subsequente, relativos a
alistamento e domicílio eleitoral. O alistamento eleitoral e o voto
são facultativos para analfabetos, portadores de necessidades
especiais, maiores de setenta anos de idade e para os maiores de
dezesseis e menores de dezoito anos de idade, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o artigo 14, §1º, da
Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são
obrigatórios para os indivíduos na faixa etária dos dezoito aos
setenta anos e facultativos para os indivíduos analfabetos, os que
tenham mais de setenta anos de idade e os que tenham entre
dezesseis e dezoito anos de idade: Art. 14. A soberania popular
será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto,
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I -
plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. § 1º O alistamento
eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito
anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de
setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito
anos. (...) Relativamente aos portadores de necessidades
especiais, o Tribunal Superior Eleitoral instituiu o Programa de
Acessibilidade da Justiça Eleitoral por meio da Resolução nº
23.381/2012.
(QUESTÃO 267) Acerca dos princípios fundamentais e dos direitos
e garantias fundamentais instituídos pela Constituição Federal de
1988 (CF). O plebiscito, consistente em consulta prévia formulada
ao cidadão para que ele manifeste sua concordância ou não com
ato legislativo; o referendo, consulta realizada posteriormente à
edição do ato legislativo; e a iniciativa popular, procedimento no
qual a população exige, mediante o exercício do direito de
manifestação, modificações no ordenamento jurídico, são formas
de exercício da soberania popular, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Lei 9.709 de 98: Art. 13. A iniciativa popular
consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos
Deputados, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos
de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Portanto, a iniciativa popular é um procedimento no qual a
população apresenta, sugere um projeto de lei que será acolhido
ou rejeitado pela Câmara.
(QUESTÃO 268) A respeito do direito de greve dos servidores
públicos, com base no entendimento do Supremo Tribunal
Federal (STF). A competência para apreciar dissídio coletivo de
greve de servidores públicos federais é da justiça do trabalho,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Ao contrário do afirmado na presente
questão, a competência para processar e julgar demandas
envolvendo servidores públicos federais, mesmo que pretendam
agitar “negociações coletivas”, pertence à Justiça Federal, e não
à Justiça do Trabalho.
É neste sentido a jurisprudência do STF, conforme bem esclarecem
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo: “Outra anotação importante
diz respeito ao direito de negociação coletiva e ao ajuizamento de
ações coletivas perante a Justiça do Trabalho, que se encontravam
assegurados pelas alíneas 'd' e 'e' do art. 240 da Lei 8.112/1990.
Ambas as alíneas, atualmente revogadas pelo art. 18 da Lei
9.527/1997, foram declaradas inconstitucionais pelo STF no
julgamento da ADI 492/DF, de 12.03.1993. É firme a jurisprudência
de nossa Corte Suprema segundo a qual as lides entre servidores
públicos federais e a administração pública federal são de
competência da Justiça Federal.” (Direito Administrativo
Descomplicado, 20ª edição, 2012, p. 300) Logo, trata-se de
afirmativa equivocada.
(QUESTÃO 269) No que se refere à organização dos poderes no
Estado. A CF confere aos tribunais com número superior a trinta e
cinco julgadores a discricionariedade quanto à constituição de
órgão especial, para o exercício das atribuições administrativas e
jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A assertiva exige conhecimento relacionado
à estruturação constitucional do Poder Judiciário. Conforme art.
93, XI, CF/88 – “nos tribunais com número superior a vinte e cinco
julgadores, poderá ser constituído órgão especial, com o mínimo
de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício
das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da
competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por
antiguidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno”.
Portanto, o número de julgadores deve ser superior a vinte e cinco
(não trinta e cinco, como aponta a assertiva).
(QUESTÃO 270) Relativos ao Poder Judiciário. Advogado
nomeado desembargador de um tribunal de justiça estadual
adquire vitaliciedade imediatamente a partir dessa nomeação,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado
à organização do Poder Judiciário. É correto dizer que os membros
do STF, dos Tribunais Superiores e os advogados e membros do
Ministério Público que ingressam nos tribunais federais ou
estaduais pela regra do “quinto constitucional” adquirem
vitaliciedade imediatamente, no momento em que tomam posse (e
não da nomeação).
(QUESTÃO 271) No que se refere ao estatuto constitucional da
magistratura e às competências do STF. A CF veda aos juízes que
se aposentarem ou forem exonerados o exercício da advocacia no
juízo ou tribunal do qual se afastaram até o decurso de três anos
após o desligamento, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 95. Os juízes gozam das seguintes
garantias:
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Parágrafo único. Aos juízes é vedado: V - Exercer advocacia no
juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos
do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.
(QUESTÃO 272) A respeito do Poder Executivo, do Poder
Legislativo, do processo legislativo e do Poder Judiciário. O Poder
Judiciário é autônomo e independente, dele fazendo parte, entre
outros órgãos, o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional
de Justiça, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Os poderes públicos são independentes entre
si. De acordo com o art. 92, da CF/88, são órgãos do Poder
Judiciário: I - o Supremo Tribunal Federal; I-A o Conselho Nacional
de Justiça; II- o Superior Tribunal de Justiça; III - os Tribunais
Regionais Federais e Juízes Federais; IV - os Tribunais e Juízes do
Trabalho; V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI - os Tribunais e
Juízes Militares; VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito
Federal e Territórios. Correta a afirmativa.
(QUESTÃO 273) Acerca do contorno constitucional do Poder
Judiciário e dos seus órgãos. As deliberações negativas do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) não estarão sujeitas a revisão por meio
de mandado de segurança impetrado diretamente no Supremo
Tribunal Federal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Deliberações negativas são decisões em que o
CNJ não decide, não opina, portanto não há competência do STF.
(QUESTÃO 274) No que concerne ao Poder Judiciário. São da
competência da justiça comum estadual o processo e o julgamento
de todas as contravenções penais, ainda que cometidas em
detrimento de bens, serviços ou interesses da União, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O art. 109, IV, da CF/88, estabelece que aos
juízes federais compete processar e julgar os crimes políticos e as
infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou
interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência
da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral. Ainda, de acordo com a
Súmula 38 do STJ: Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência
da Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda
que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da
União ou de suas entidades. Portanto a regra geral é de são da
competência da justiça comum estadual o processo e o julgamento
das contravenções penais, ainda que cometidas em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. Contudo, existem exceções,
não são absolutamente todas as contravenções que são de
competência da justiça comum estadual. Por exemplo, se os
autores do fato possuírem foro privilegiado, esta competência
deverá prevalecer.
(QUESTÃO 275) A seguir que versam sobre o Poder Judiciário, o
MP e a DP, conforme o disposto na CF. A regra constitucional
que proíbe o magistrado de exercer a advocacia no juízo ou no
tribunal do qual se tenha afastado, antes de decorrido o
período de três anos, contados do afastamento do cargo,
aplica-se tanto ao Poder Judiciário estadual quanto ao federal
de qualquer instância, incluindo-se o STF, o STJ e os demais
tribunais superiores, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O art. 95, parágrafo único, V, da CF/88, prevê
que é vedado aos juízes exercer a advocacia no juízo ou tribunal
do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento
do cargo por aposentadoria ou exoneração. Essa restrição atinge
todos os magistrados, incluído tanto ao Poder Judiciário estadual
quanto ao federal de qualquer instância, incluindo-se o STF, o STJ
e os demais tribunais superiores.
(QUESTÃO 276) No que se refere ao Poder Judiciário e à
magistratura. De acordo com o STF, a garantia da
inamovibilidade não alcança juízes substitutos, ainda que
assegurados pelo instituto da vitaliciedade, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: A Constituição brasileira garante
vitaliciedade aos juízes após o prazo de dois anos. Não há qualquer
prazo no que concerne à inamovibilidade. De acordo com o
entendimento do STF, a garantia da inamovibilidade alcança juízes
substitutos. Veja-se: “A inamovibilidade é, nos termos do art. 95,
II, da CF, garantia de toda a magistratura, alcançando não apenas
o juiz titular como também o substituto. O magistrado só poderá
ser removido por designação, para responder por determinada vara
ou comarca ou para prestar auxílio, com o seu consentimento, ou,
ainda, se o interesse público o exigir, nos termos do inciso VIII do
art. 93 do Texto Constitucional” (MS 27.958, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, j. 17.05.2012. Plenário, DJE de 29.08.2012).
(QUESTÃO 277) A respeito do Poder Judiciário e das funções
essenciais à justiça. Os juízes adquirem vitaliciedade após dois
anos de exercício; esse direito não depende de participação em
curso oficial ou em curso reconhecido por escola nacional de
formação e aperfeiçoamento de magistrados, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do
Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da
Magistratura, observados os seguintes princípios: IV - previsão de
cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de
magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de
vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por
escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados.
(QUESTÃO 278) Raquel, Regina e Henriqueta são irmãs. Regina
está sendo acusada pela prática no ano de 2015 de crime de furto
qualificado, encontrando-se foragida. A polícia local, suspeitando
que as irmãs estão escondendo Regina, decide fazer uma busca
minuciosa da acusada. Neste caso, observando-se que Raquel
reside em um barco e que Henriqueta reside em um hotel, a busca
de Regina poderá ser feita tanto no barco, como no hotel, durante
o dia ou à noite, desde que haja determinação judicial, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão se refere ao artigo 5º, XI da
CF/88, o qual determina que: “a casa é asilo inviolável do
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.
(QUESTÃO 279) Poderá ser feita tanto no barco, como no hotel,
em qualquer dia e em qualquer horário, uma vez que não são
considerados domicílio e, sendo assim, não são invioláveis,
fazendo-se necessária a determinação judicial, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Tanto o barco como o hotel são
considerados como domicílio e, portanto, deve ser respeitada a
proibição de adentrar nestes locais durante a noite por
determinação judicial.
(QUESTÃO 280) O Art. 5º da Constituição Federal estabelece que
todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à segurança e à propriedade. Com relação aos direitos
e garantias fundamentais todos podem reunir-se pacificamente,
sem armas, em locais abertos ao público, tendo autorização, desde
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que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o
mesmo local, sendo apenas exigido liberação da autoridade
competente, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Segundo o art. 5º, XVI, CF/88 – “todos
podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo
local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade
competente”.
(QUESTÃO 281) Os direitos e garantias individuais previstos no
texto constitucional não são assegurados apenas às pessoas físicas
brasileiras e estrangeiras residentes no país, alcançando também
as pessoas jurídicas, como, por exemplo, no reconhecimento de
indenização por danos morais por violação à imagem, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A aplicação dos direitos e garantias
fundamentais tem sido a mais ampla possível, abarcando, além das
pessoas físicas, também as pessoas jurídicas, levando em
consideração as peculiaridades de cada uma, como por exemplo,
o direito de preservar a imagem, pois o direito à imagem equivale
tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas.
(QUESTÃO 282) Em nome da proteção constitucional à
privacidade,a quebra do sigilo de dados bancários, fiscais, ou
informáticos de entes privados somente pode ser determinada por
decisão judicial ou de comissão parlamentar de inquérito ou por
requisição do Ministério Público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A quebra do sigilo bancário, fiscal ou
informático pode ocorrer por determinação judicial ou pelas CPI's,
que possuem poderes de investigação, sendo esta hipótese não
abrangida pela reserva de jurisdição, mas o Ministério Público não
tem poder para este tipo de requisição, em se tratando de sigilo
de entes privados.
(QUESTÃO 283) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue
o item que se segue, acerca de direitos e garantias fundamentais.
Havendo iminente perigo público, a autoridade competente
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário
indenização ulterior se houver dano, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 5º, XXV, CF/88 – “no caso de iminente
perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano”. Trata-se da hipótese constitucional de
requisição da propriedade. A requisição consiste na ocupação ou
uso temporário, por autoridades públicas, de bens ou serviços, em
casos de necessidades transitórias da coletividade. O Poder Público
poderá usar de propriedade particular por meio de requisições
civis, em caso de iminente perigo público (CF, art. 5 °, XXV), ou
militares, em tempo de guerra (CF, art. 139, VII).
(QUESTÃO 284) Um agente da Polícia Federal foi escalado para
atuar em operação para cumprimento de mandado judicial de
prisão e de busca e apreensão, durante o dia, de documentos no
escritório profissional do investigado. A respeito da atuação do
agente na situação. O agente poderá acessar o conteúdo de
correspondências encontradas no escritório profissional do
investigado, uma vez que está prevista na CF, de forma expressa,
a possibilidade de violação do sigilo das correspondências quando
houver ordem judicial em processo penal, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Escritórios e oficinas de trabalho são
equiparados aos domicílios e, portanto, o ingresso de agentes
estatais deve obedecer às restrições impostas pelo art. 5°, XI, da
CF/88. Nesse sentido, o agente agiu corretamente. Contudo, o art.
5°, XII, da CF/88, estabelece que é inviolável o sigilo da
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins
de investigação criminal ou instrução processual penal. Portanto,
apenas o sigilo das comunicações telefônicas poderá ser quebrado
na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal
ou instrução processual penal.
(QUESTÃO 285) Os brasileiros naturalizados não possuem
legitimidade ativa para propor ação popular, direito este
resguardado somente aos brasileiros natos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A Constituição exige apenas a condição de
ser cidadão, não importando se a nacionalidade é de origem ou
secundária. Nesse sentido: art. 5º, LXXIII, CF/88 – “qualquer
cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência”.
(QUESTÃO 286) Silmara, brasileira naturalizada, verificou a
Constituição Federal brasileira a respeito de possível extradição de
brasileiro naturalizado. Assim, constatou que, dentre os direitos e
deveres individuais e coletivos, está previsto nenhum brasileiro
será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum,
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: É exatamente o disposto no art. 5º, LI da CF.
(QUESTÃO 287) Com relação aos direitos e garantias
fundamentais, julgue o item que se segue. Embora não haja
menção expressa no texto da CF, determinados direitos e garantias
fundamentais poderão ser estendidos às pessoas jurídicas, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Entende a doutrina que os direitos e garantias
fundamentais são extensíveis às pessoas jurídicas no que couber.
Assim, por exemplo, pode uma sociedade empresária ter
resguardado seu direito à imagem, ao sigilo bancário e à uma
indenização por danos materiais, no entanto, não é possível ser
sujeito paciente de habeas corpus, uma vez que seria ilógico uma
pessoa jurídica ter direito à locomoção. Vale destacar que esse
também é o posicionamento do STF em suas jurisprudências.
(QUESTÃO 288) O direito à saúde, de acesso universal e
igualitário, deverá ser viabilizado por meio de políticas públicas,
cabendo ao Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar sua
execução, podendo ser prestada diretamente pelo ente público
como também por terceiros, sendo a iniciativa privada livre para
participar complementarmente ao Sistema Único de Saúde - SUS,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: § 1º As instituições privadas poderão
participar de forma complementar do sistema único de saúde,
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem
fins lucrativos.
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(QUESTÃO 289) No que se refere à ordem social. A CF reconheceu
aos índios a propriedade e posse das terras que tradicionalmente
ocupam, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A CF não reconheceu aos índios a
propriedade sobre as terras que tradicionalmente ocupam, mas
apenas a posse. De acordo com o que estabelece o art. 231, § 1º,
da CF.
(QUESTÃO 290) Raquel, Regina e Henriqueta são irmãs. Regina
está sendo acusada pela prática no ano de 2015 de crime de furto
qualificado, encontrando-se foragida. A polícia local, suspeitando
que as irmãs estão escondendo Regina, decide fazer uma busca
minuciosa da acusada. Neste caso, observando-se que Raquel
reside em um barco e que Henriqueta reside em um hotel, a busca
de Regina poderá ser feita tanto no barco, como no hotel, durante
o dia ou à noite, desde que haja determinação judicial, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão se refere ao artigo 5º, XI da
CF/88, o qual determina que: “a casa é asilo inviolável do
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.
(QUESTÃO 291) Poderá ser feita tanto no barco, como no hotel,
em qualquer dia e em qualquer horário, uma vez que não são
considerados domicílio e, sendo assim, não são invioláveis,
fazendo-se necessária a determinação judicial, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Tanto o barco como o hotel são
considerados como domicílio e, portanto, deve ser respeitada a
proibição de adentrar nestes locais durante a noite por
determinação judicial.
(QUESTÃO 292) O Art. 5º da Constituição Federal estabelece que
todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à segurança e à propriedade. Com relação aos direitos
e garantias fundamentais todos podem reunir-se pacificamente,
sem armas, em locais abertos ao público, tendo autorização, desde
que não frustrem outra reuniãoanteriormente convocada para o
mesmo local, sendo apenas exigido liberação da autoridade
competente, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Segundo o art. 5º, XVI, CF/88 – “todos
podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo
local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade
competente”.
(QUESTÃO 293) Os direitos e garantias individuais previstos no
texto constitucional não são assegurados apenas às pessoas físicas
brasileiras e estrangeiras residentes no país, alcançando também
as pessoas jurídicas, como, por exemplo, no reconhecimento de
indenização por danos morais por violação à imagem, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A aplicação dos direitos e garantias
fundamentais tem sido a mais ampla possível, abarcando, além das
pessoas físicas, também as pessoas jurídicas, levando em
consideração as peculiaridades de cada uma, como por exemplo,
o direito de preservar a imagem, pois o direito à imagem equivale
tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas.
(QUESTÃO 294) Em nome da proteção constitucional à
privacidade, a quebra do sigilo de dados bancários, fiscais, ou
informáticos de entes privados somente pode ser determinada por
decisão judicial ou de comissão parlamentar de inquérito ou por
requisição do Ministério Público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A quebra do sigilo bancário, fiscal ou
informático pode ocorrer por determinação judicial ou pelas CPI's,
que possuem poderes de investigação, sendo esta hipótese não
abrangida pela reserva de jurisdição, mas o Ministério Público não
tem poder para este tipo de requisição, em se tratando de sigilo
de entes privados.
(QUESTÃO 295) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue
o item que se segue, acerca de direitos e garantias fundamentais.
Havendo iminente perigo público, a autoridade competente
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário
indenização ulterior se houver dano, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 5º, XXV, CF/88 – “no caso de iminente
perigo público, a autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano”. Trata-se da hipótese constitucional de
requisição da propriedade. A requisição consiste na ocupação ou
uso temporário, por autoridades públicas, de bens ou serviços, em
casos de necessidades transitórias da coletividade. O Poder Público
poderá usar de propriedade particular por meio de requisições
civis, em caso de iminente perigo público (CF, art. 5 °, XXV), ou
militares, em tempo de guerra (CF, art. 139, VII).
(QUESTÃO 296) Um agente da Polícia Federal foi escalado para
atuar em operação para cumprimento de mandado judicial de
prisão e de busca e apreensão, durante o dia, de documentos no
escritório profissional do investigado. A respeito da atuação do
agente na situação. O agente poderá acessar o conteúdo de
correspondências encontradas no escritório profissional do
investigado, uma vez que está prevista na CF, de forma expressa,
a possibilidade de violação do sigilo das correspondências quando
houver ordem judicial em processo penal, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Escritórios e oficinas de trabalho são
equiparados aos domicílios e, portanto, o ingresso de agentes
estatais deve obedecer às restrições impostas pelo art. 5°, XI, da
CF/88. Nesse sentido, o agente agiu corretamente. Contudo, o art.
5°, XII, da CF/88, estabelece que é inviolável o sigilo da
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins
de investigação criminal ou instrução processual penal. Portanto,
apenas o sigilo das comunicações telefônicas poderá ser quebrado
na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal
ou instrução processual penal.
(QUESTÃO 297) Os brasileiros naturalizados não possuem
legitimidade ativa para propor ação popular, direito este
resguardado somente aos brasileiros natos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A Constituição exige apenas a condição de
ser cidadão, não importando se a nacionalidade é de origem ou
secundária. Nesse sentido: art. 5º, LXXIII, CF/88 – “qualquer
cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo
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comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência”.
(QUESTÃO 298) Silmara, brasileira naturalizada, verificou a
Constituição Federal brasileira a respeito de possível extradição de
brasileiro naturalizado. Assim, constatou que, dentre os direitos e
deveres individuais e coletivos, está previsto nenhum brasileiro
será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum,
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: É exatamente o disposto no art. 5º, LI da CF.
(QUESTÃO 299) Com relação aos direitos e garantias
fundamentais, julgue o item que se segue. Embora não haja
menção expressa no texto da CF, determinados direitos e garantias
fundamentais poderão ser estendidos às pessoas jurídicas, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Entende a doutrina que os direitos e garantias
fundamentais são extensíveis às pessoas jurídicas no que couber.
Assim, por exemplo, pode uma sociedade empresária ter
resguardado seu direito à imagem, ao sigilo bancário e à uma
indenização por danos materiais, no entanto, não é possível ser
sujeito paciente de habeas corpus, uma vez que seria ilógico uma
pessoa jurídica ter direito à locomoção. Vale destacar que esse
também é o posicionamento do STF em suas jurisprudências.
(QUESTÃO 300) O direito à saúde, de acesso universal e
igualitário, deverá ser viabilizado por meio de políticas públicas,
cabendo ao Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar sua
execução, podendo ser prestada diretamente pelo ente público
como também por terceiros, sendo a iniciativa privada livre para
participar complementarmente ao Sistema Único de Saúde - SUS,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: § 1º As instituições privadas poderão
participar de forma complementar do sistema único de saúde,
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem
fins lucrativos.
(QUESTÃO 301) No que se refere à ordem social. A CF reconheceu
aos índios a propriedade e posse das terras que tradicionalmente
ocupam, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A CF não reconheceu aos índios a
propriedade sobre as terras que tradicionalmente ocupam, mas
apenas a posse. De acordo com o que estabelece o art. 231, § 1º,
da CF.
(QUESTÃO 302) Acerca dos princípios fundamentais e dos
direitos e deveres individuais e coletivos. Em nenhuma
hipótese, o brasileiro nato poderá ser extraditado, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada à
extradição. Conforme a CF/88, art. 5º, LI – “nenhum brasileiro será
extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum,
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da
lei”.
(QUESTÃO 303) A respeito do processo legislativoe dos direitos
e garantias fundamentais, conforme disposto na Constituição
Federal de 1988. A Constituição Federal determina que o
brasileiro nato nunca será extraditado e que o brasileiro
naturalizado somente será extraditado no caso de ter praticado
crime comum antes da naturalização, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: CF/88 Art. 5º Todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes: LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o
naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.
(QUESTÃO 304) Acerca das relações entre os estrangeiros e o
Estado brasileiro. É permitida a análise pelo Poder Judiciário
somente dos aspectos de legitimidade jurídica concernentes ao
ato expulsório, não cabendo, portanto, o julgamento da
nocividade da permanência do estrangeiro em território
nacional, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada aos
direitos de nacionalidade, em especial no que tange as relações
entre os estrangeiros e o Estado brasileiro. A afirmativa,
relacionada ao ato expulsória, encontra-se correta e compatível
com a jurisprudência do STF. Nesse sentido: “está consagrado no
Direito Internacional como poder inerente à soberania do Estado,
tendo por fim afastar o cidadão estrangeiro cuja permanência no
país contrarie os elevados interesses nacionais (...). Compete ao
Presidente da República deliberar sobre a conveniência e a
oportunidade dessa medida de elevado alcance político, cingindo-
se o controle do Poder Judiciário ao que se relaciona com a
legalidade ou constitucionalidade do ato discricionário”. Segue-se
claramente daí que o controle jurisdicional, por meio da ação de
“habeas corpus”, não incide, sob pena de grave ofensa ao princípio
da separação de poderes, sobre o juízo de valor emitido pelo Chefe
do Poder Executivo da União. A tutela judicial circunscreve-se,
nesse contexto, apenas aos aspectos de legitimidade jurídica
concernentes ao ato expulsório. Esta Corte, por isso mesmo, em
reiteradas decisões, tem acentuado a discricionariedade com que
é exercitável, na matéria, essa magna competência presidencial
(RTJ 34/438 – RTJ 60/398 – RTJ 110/650).
(QUESTÃO 305) A respeito da nacionalidade brasileira. Admite-
se a possibilidade de cancelamento por ato administrativo do
deferimento de naturalização quando essa for embasada em
premissa falsa, ou erro de fato, como a omissão de existência
de condenação em momento anterior a sua naturalização,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A questão aborda a temática dos direitos de
nacionalidade. Sobre o tema, é correto afirmar que o
cancelamento da naturalização não pode ser realizado por ato
administrativo. Nesse sentido, segundo o STF, “Deferida a
naturalização, seu desfazimento só pode ocorrer mediante
processo judicial (CF: “Art. 12. ... § 4º - Será declarada a perda da
nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua
naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade
nociva ao interesse nacional”). Essa a orientação do Plenário que,
ao concluir julgamento, por maioria, proveu recurso ordinário em
mandado de segurança no qual se discutia a possibilidade de o
Ministro de Estado da Justiça, por meio de ato administrativo,
cancelar o deferimento de naturalização quando embasada em
premissa falsa (erro de fato) consistente, na espécie, em omitir-se
a existência de condenação em momento anterior a sua
naturalização — v. Informativo 604. Asseverou-se que a cláusula do
inciso I do § 4º do art. 12 da CF seria abrangente, a revelar que o
cancelamento da naturalização deveria ocorrer por sentença
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judicial” - RMS 27840/DF, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski,
red. p/ o acórdão Min. Marco Aurélio, 7.2.2013. (RMS-27840).
(QUESTÃO 306) Gustavo, cidadão alemão, adquiriu a
nacionalidade brasileira após ingressar com pedido no
Ministério da Justiça. Posteriormente, por considerar que
Gustavo não reunia os requisitos constitucionais que lhe dariam
direito à nacionalidade derivada, o Ministro da Justiça cancelou
o ato de naturalização. Considerando essa situação hipotética.
Segundo entendimento do STF, o referido ato do ministro da
Justiça viole a CF porque, uma vez deferida a naturalização,
seu cancelamento somente poderia ter ocorrido pela via
judicial, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O STF já decidiu que, segundo o art. 12, § 4º,
I, da CF/88, após ter sido deferida a naturalização, seu
desfazimento só poderia ocorrer mediante processo judicial,
mesmo que o ato de concessão da naturalização tenha sido
embasado em premissas falsas (erro de fato). A Suprema Corte
entendeu que os §§ 2º e 3º do art. 112 da Lei n.° 6.815/80 (Estatuto
do Estrangeiro) não foram recepcionados pela CF/88. § 2º
Verificada, a qualquer tempo, a falsidade ideológica ou material
de qualquer dos requisitos exigidos neste artigo ou nos arts. 113 e
114 desta Lei, será declarado nulo o ato de naturalização sem
prejuízo da ação penal cabível pela infração cometida. § 3º A
declaração de nulidade a que se refere o parágrafo anterior
processar-se-á administrativamente, no Ministério da Justiça, de
ofício ou mediante representação fundamentada, concedido ao
naturalizado, para defesa, o prazo de quinze dias, contados da
notificação.
(QUESTÃO 307) Acerca dos direitos e garantias fundamentais
estabelecidos na CF. Considera-se brasileiro naturalizado o
estrangeiro de qualquer nacionalidade casado com brasileiro
nato por mais de cinco anos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o art. 12, II, da CF/88, são
brasileiros naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de
língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e
idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade,
residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze
anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram
a nacionalidade brasileira.
(QUESTÃO 308) Consideram-se brasileiros naturalizados os
nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira,
desde que sejam registrados em repartição brasileira competente
ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O art. 12, I, da CF/88, estabelece que são
brasileiros natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil,
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a
serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da
República Federativa do Brasil. Portanto, a questão está errada ao
afirmar que o caso descrito pela letra “b” trata-se de brasileiro
naturalizado.
(QUESTÃO 309) O estrangeiro condenado por autoridades
estrangeiras pela prática de crime político poderá ser extraditado
do Brasil se houver reciprocidade do país solicitante, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O art. 5, LII, da CF/88, estabelece que não
será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de
opinião.
(QUESTÃO 310) Acerca dos direitos e garantias fundamentais, de
acordo com o disposto na Constituição Federal de 1988 (CF).
Adotou-se como regra o critério sanguíneo para a definição da
nacionalidade brasileira, julgue(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A regra geral prevista no art. 12, I, da
CF/88, privilegia no Brasil o critério do ius solis. No entanto, o
Brasil também consagra o jus sanguinis, desde que esteja associado
à opção confirmativa ou registro ou se o pai ou a mãe estiverem
no exterior a serviço do Brasil.
(QUESTÃO 311) Acerca dos direitos e garantias fundamentais, da
nacionalidade e dos direitos políticos. O cancelamento da
naturalização por meio de sentença judicial transitada em julgado
acarreta a perda dos direitos políticos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada à
perda e suspensão dos direitos políticos. Apesar de as hipóteses
estarem reunidas de maneira não discriminada no art. 15 da CF/88,
sem distinção entre as hipóteses de perda ou suspensão, há um
consenso na doutrina de que a situação relacionada ao
cancelamento da naturalização por meio de sentença judicial
transitada em julgado é hipótese de perda dos direitos políticos.
Nesse sentido:
Art. 15 – “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou
suspensão só se dará nos casos de: I - cancelamento da
naturalização por sentença transitada em julgado; II -
incapacidade civil absoluta; III - condenação criminal transitada
em julgado, enquanto durarem seus efeitos; IV - recusa de cumprir
obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do
art. 5º, VIII; V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37,
§ 4º”.
DIREITO PENAL
(QUESTÃO 312) Em relação ao tempo do crime, o Código Penal
brasileiro adotou a teoria do resultado, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: O tempo do crime é o momento em que ele
se considera consumado, nos termos do artigo 4º do Código Penal.
Há três teorias principais acerca do tempo do crime que têm o
objetivo de fixar a ocasião em que foi praticado o delito. A
importância disso diz respeito a saber qual a lei será aplicada na
hipótese de existência de conflitos de lei no tempo. São elas: 1 –
Teoria da Atividade: o tempo de crime se fixa levando-se em
consideração o momento da conduta – da ação ou da omissão. Não
importa o momento em que ocorrer o resultado. 2 – Teoria do
Resultado ou Efeito: o tempo de crime é o momento em que se
perfaz o resultado, não levando em conta a ocasião em que o
agente praticou a ação.
3 – Teoria Mista: o tempo do crime é tanto o do momento da
conduta como o da ocorrência do resultado. Nosso legislador
adotou a Teoria da Atividade. Assim, o nosso Código Penal em seu
artigo 4º adotou a teoria da atividade que tem como consequência
principal que a imputabilidade do agente deve ser aferida no
momento em que o crime é praticado, pouco importando a data
em que o resultado venha a ocorrer. Quanto ao termo inicial da
prescrição, não se aplica a teoria da atividade, mas sim, a do
resultado.
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(QUESTÃO 313) A lei penal mais severa aplica-se ao crime
continuado ou ao crime permanente iniciados antes da referida
lei, se a continuidade ou a permanência não tiverem cessado
até a data da entrada em vigor da lex gravior, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Conforme entendimento sumulado pelo
Supremo Tribunal Federal no enunciado 711: “A lei penal mais
grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a
sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da
permanência”.
(QUESTÃO 314) A teoria da atividade, adotada pelo Código
Penal Brasileiro, considera praticado o crime no momento em
que ocorre o resultado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A teoria da atividade, adotada pelo Código
Penal Brasileiro, considera praticado o crime no momento da ação
ou da omissão, conforme preconiza o artigo 4º do nosso diploma
repressivo: Tempo do crime Art. 4º - Considera-se praticado o
crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984).
(QUESTÃO 315) No que diz respeito ao tema lei penal no
tempo, a regra é a aplicação da lei apenas durante o seu período
de vigência; a exceção é a extra-atividade da lei penal mais
benéfica, que comporta duas espécies: a retroatividade e a
ultra-atividade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Como regra geral, a lei penal deverá respeitar
a extra-atividade, ou seja, não poderá retroagir nem ser aplicada
ulteriormente (aplicar com efeitos para frente). Isso se dá pela
questão da segurança jurídica, é preciso saber-se por qual lei será
uma pessoa julgada. No entanto, a lei penal comporta ressalva no
caso de haver benefício para o réu, portanto a lei penal pode ser
extra-ativa. Esse pensamento vem expressado no art. 2º, caput e
parágrafo único do CP.
(QUESTÃO 316) A extra-atividade da lei penal constitui
exceção à regra geral de aplicação da lei vigente à época dos
fatos, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A aplicação da lei penal rege-se pela teoria da
atividade (tempus regit actum), segundo a qual aplica-se a lei
vigente à época da prática do delito. A teoria da extra-atividade
explicita as exceções à regra da teoria da atividade. Com efeito,
por via de exceção, uma lei posterior pode retroagir para
beneficiar o réu (novatio legis im mellius) (art. 2º do Código Penal),
da mesma forma que uma lei temporária ou excepcional podem
ultragir (ultratividade da lei penal), em razão de sua essência,
conforme preceitua o artigo 3º do Código Penal.
(QUESTÃO 317) Segundo o Código Penal Brasileiro vigente, a
lei posterior que, de qualquer forma, favorecer o agente
delituoso aplica-se aos fatos a ela anteriores, desde que não
decididos por sentença penal condenatória transitada em
julgado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o princípio da retroatividade
da lei penal, previsto expressamente no parágrafo único do art. 2º
do Código Penal e no inciso XL do art. 5º da Constituição da
República, os efeitos da lei penal posterior e mais benéfica
aplicam-se imediatamente ao agente do crime, ainda que a
sentença condenatória já tenha transitado em julgado. Quando
ocorrer essa hipótese, caberá ao juiz da execução aplicar os
eventuais benefícios inseridos em nosso ordenamento jurídico pela
lex mitior em prol do condenado. Tal competência é
expressamente fixada no inciso I do artigo 66 da Lei de Execuções
Penais, a saber: “Art. 66. Compete ao Juiz da execução: I - aplicar
aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o
condenado; (...)”.
(QUESTÃO 318) Considere que uma pessoa tenha sido
denunciada pela prática de determinado fato definido como
crime, que, em seguida, foi descriminalizado pela lei A.
Posteriormente, foi editada a lei B, que revogou a lei A e voltou
a criminalizar aquela conduta. Nessa situação, a última lei
deve ser aplicada ao caso, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: No presente caso ocorreu abolitio criminis
em relação a conduta criminosa praticada pela pessoa, uma vez
que lei posterior descriminalizou aquela conduta praticada que
antes era considerada crime. O fato de surgir uma terceira lei
revogando a segunda lei que dizia que o fato não era crime, e
agora, esta terceira lei, dizer que o fato é crime, deve-se levar em
consideração os fatos praticados na vigência desta nova lei, já com
relação àqueles fatos anteriores a ela houve a extinção da
punibilidade (levando em consideração a primeira lei), ou não
eram considerados crimes (levando em consideração a segunda
lei). Novamente, passou a intitula-los como crime a terceira lei.
Art. 2º, CP - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior
deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e
os efeitos penais da sentença condenatória.Art. 107, CP -
Extingue-se a punibilidade: III - pela retroatividade de lei que não
mais considera o fato como criminoso.
(QUESTÃO 319) Na hipótese de crime continuado ou
permanente, deve ser aplicada a lei penal mais grave se esta
tiver entrado em vigor antes da cessação da continuidade ou
da permanência, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Súmula 711 do Supremo Tribunal Federal: “A
lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da
continuidade ou da permanência.”
(QUESTÃO 320) Se um indivíduo praticar uma série de crimes da
mesma espécie, em continuidade delitiva e sob a vigência de duas
leis distintas, aplicar-se-á, em processo contra ele, a lei vigente
ao tempo em que cessaram os delitos, ainda que seja mais gravosa,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com a Súmula 711 do Supremo
Tribunal Federal, “A lei penal mais grave aplica-se ao crime
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior
à cessação da continuidade ou da permanência”. Assim, caso o
crime estiver acontecendo e houver inovações de leis no tempo,
ao fato deve ser aplicada a lei correspondente ao momento do
último ato de execução, ainda que a ocorrência do delito se
prolongue por duração real (crime permanente, como o extorsão
mediante sequestro - art. 149, CP. Dessa forma, para a Súmula 711
do STF, analisando-se apenas o momento da ocorrência do fato,
este sempre será regido pela lei vigente no momento da cessação
da conduta do agente (último ato executório), ainda que ela seja
mais grave do que a lei que vigia no início do ato de execução.
(QUESTÃO 321) Pelo princípio da irretroatividade da lei penal,
não é possível a aplicação de lei posterior a fato anterior à
edição desta. É exceção ao referido princípio a possibilidade de
retroatividade da lei penal benéfica que atenue a pena ou torne
atípico o fato, desde que não haja trânsito em julgado da
sentença penal condenatória, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O enunciado trata do princípio da
irretroatividade da lei penal, que é estabelecido no artigo 2º do
Código Penal. Tal princípio determina que a lei penal não pode
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retroagir, salvo se for beneficiar o réu. Até esse ponto o enunciado
da questão está correto. Contudo, essa possibilidade de retroação
da lei penal benéfica afeta até os processos com trânsito em
julgado, o que diverge da informação do enunciado. Veja a
literalidade do artigo 2º do CP: “Art. 2º - Ninguém pode ser punido
por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em
virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer
modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que
decididos por sentença condenatória transitada em julgado”.
(QUESTÃO 322) Abigail, depois de iniciado parto caseiro, mas
antes de completá-lo, sob influência do estado puerperal, mata o
próprio filho. Abigail praticou crime de homicídio qualificado já
que não configura o autoaborto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A conduta descrita no enunciado amolda-se
na literalidade do que dispõe o artigo 123 do CP: Infanticídio Art.
123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho,
durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos.
Não se trata de crime de aborto, nas modalidades consentida ou
autoaborto, pois a gestante encontrava-se sob estado puerperal e
o crime se deu durante o parto. Ademais, também não pode ser
classificado o crime homicídio, eis que presente figura especial de
crime contra a vida (infanticídio), o que exclui o crime mais
genérico.
(QUESTÃO 323) Responde pela prática de homicídio qualificado
por motivo fútil o agente que, em virtude de um desentendimento
relacionado à má divisão do dinheiro obtido em atividades ilegais
de jogatina ocorrido com a vítima, executa-a mediante disparos de
arma de fogo, alvejando-lhe o tórax, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A questão erra ao dizer que a conduta será
qualificada pelo motivo fútil (algo banal, por exemplo, brigas
amorosas e no trânsito), na verdade nesse caso tem a qualificadora
motivo torpe (art. 121, parágrafo 2º, inciso I do CP), o motivo torpe
é algo deplorável, abjeto, causador de nojo ao ser humano. Por
isso, a assertiva encontra-se errada.
(QUESTÃO 324) Caso um dependente químico de longa data
morra após abusar de substância entorpecente vendida por um
narcotraficante, este responderá por homicídio culposo, devido à
previsibilidade do resultado morte nessa hipótese, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Errado. Comentário: O princípio da responsabilidade subjetiva
ensina não bastar que o fato seja materialmente causado pelo
agente, ficando a sua responsabilidade (penal) condicionada à
existência da voluntariedade, leia-se dolo ou culpa. STF, 12 Turma,
HC 87.319/PE, Rel. Min. Marco Aurélio, j. 07/11/2006, DJ
15/12/2006. E ainda: STF, 12 Turma, HC 88.820/BA, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, j. 05/12/2006, DJ 19/12/2006.Sob o
argumento de que se trata de crime de perigo abstrato contra a
saúde pública, sendo, pois, irrelevante, a quantidade de
substância apreendida, o ST1 também não admite a aplicação do
princípio da insignificância ao tráfico de drogas. A propósito: STJ,
62 Turma, HC 156.543/RJ, Rel. Min. Og Fernandes, j. 25/10/2011,
ale 09/11/2011; STJ, 52 Turma, AgRg no HC 125.332/MG, Rel. Min.
Jorge Mussi, j. 20/10/2011, DJe 14/11/2011; STJ, 62 Turma, HC
104.158/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, j.
27/09/2011, DJe 13/10/2011.
(QUESTÃO 325) O agente que atirar com um revólver em via
pública no intuito de matar alguém não responderá pelo crime de
disparo de arma de fogo, mas tão somente pelo crime que ele
pretendia praticar, ou seja, crime doloso contra a vida, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Conforme leciona Cleber Masson, aplica-se ao
caso o princípio da consunção, ou da absorção, de acordo com o
qual o fato mais amplo e grave consome, absorve os demais fatos
menos amplos e graves, os quais atuam como meio normal de
preparação ou execução daquele, ou ainda como seu mero
exaurimento. Nesse sentido há jurisprudência: RECURSO EM
SENTIDO ESTRITO - TENTATIVA DE HOMICÍDIO - DESCLASSIFICAÇÃO
PARA O DELITO DE DISPARO DE ARMA DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE -
PORTE ILEGAL DE ARMA - CONSUNÇÃO - OCORRÊNCIA. - Se não há
prova segura da ausência de “animus necandi” na conduta do
Recorrente, impossível a desclassificação do delito. - Se o crime
de porte de arma de fogo foi um meio para a prática de um possível
crime de tentativa de homicídio, deve aquele ser absorvido por
este. (TJ-MG - Rec em Sentido Estrito: 10086100031631001 MG,
Relator: Denise Pinho da Costa Val, Data de Julgamento:
04/06/2013, Câmaras Criminais / 6ª CÂMARA CRIMINAL, Data de
Publicação: 14/06/2013). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal
Esquematizado, volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo:
Método, 7ª edição, 2013.
(QUESTÃO 326) Alex agrediu fisicamente seu desafeto Lúcio,
causando-lhe vários ferimentos, e, durante a briga, decidiu matá-
lo, efetuando um disparo com sua arma de fogo, sem, contudo,
acertá-lo. Nessa situação hipotética, Alex responderá pelos crimes
de lesão corporal em concurso material com tentativa de
homicídio, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A situação hipotética narrada cuida da
progressão criminosa, que é diferente de crime progressivo. Ocorre
o crime progressivo quando o agente, para alcançar o resultado
mais gravoso, passa por outro, necessariamente menos grave. Em
outras palavras, o crime progressivo para ser praticado
necessariamenteviola norma penal menos grave (várias lesões
corporais são praticadas para o resultado intencional morte).
Diferencia-se da progressão criminosa porque nesta o agente
intenciona praticar um crime menos grave e o faz, mas depois
decide praticar outro mais grave e pratica, quando se dá a
chamada substituição de dolo. Na situação hipotética narrada,
Alex intencionava praticar contra Lúcio um crime menos grave
(lesão corporal) e o fez, mas depois decidiu praticar outro crime
mais grave (homicídio) e tentou, quando se deu a substituição de
dolo (“animus laedendi” para “animus necandi”). Nesse caso, não
será aplicado o concurso de crimes, seja o material, formal ou a
continuidade delitiva, e sim o princípio da consunção. Tanto no
caso de crime progressivo quanto no caso de progressão criminosa,
aplica-se o princípio da consunção, pelo qual o crime mais grave
absorve o menos grave, razão pela qual Alex responde só pelo
crime de tentativa de homicídio, por configurar-se a progressão
criminosa e tratar-se de delito único. Nesse sentido: APELAÇÃO
CRIMINAL. LESÕES CORPORAIS. PROGRESSÃO CRIMINOSA. PRINCÍPIO
DA CONSUNÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. Inexistência de prova
da materialidade do crime de lesões corporais. Ademais, verifica-
se hipótese de progressão criminosa, pois o agente, dentro do
mesmo iter criminis, inicialmente praticou o crime de lesões
corporais contra a vítima, e posteriormente, passando a querer um
resultado mais grave, tentou matá-la, já tendo sido, inclusive,
condenado pelo crime de tentativa de homicídio. Sentença
absolutória mantida. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Crime Nº
70051721991, Segunda Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Lizete Andreis Sebben, Julgado em 19/12/2013) Fonte:
MASSON, Cleber. Direito penal esquematizado: parte geral. São
Paulo: Método, 8ª edição, 2014.
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
50
(QUESTÃO 327) No crime de homicídio, admite-se a incidência
concomitante de circunstância qualificadora de caráter objetivo
referente aos meios e modos de execução com o reconhecimento
do privilégio, desde que este seja de natureza subjetiva, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Privilegio (art. 121, ss 1) > Natureza subjetiva
- Relevante valor social; - Relevante valor moral; - Sob o domínio
e violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da
vítima. Qualificadoras (art. 121 ss 2) > Natureza Objetiva III - Meio
de execução; IV- Modo de execução salvo a traição; O privilegio
(subjetivo) é incompatível com as qualificadoras subjetivas, mas
compatível com as qualificadoras objetiva. Fonte: Cleber Masson.
(QUESTÃO 328) Joaquim, plenamente capaz, desferiu diversos
golpes de facão contra Manoel, com o intuito de matá-lo, mas este,
tendo sido socorrido e levado ao hospital, sobreviveu. Nessa
situação hipotética, Joaquim responderá pela prática de homicídio
tentado, com pena reduzida levando-se em conta a sanção prevista
para o homicídio consumado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão é relativamente simples. Como a
morte de Manoel não aconteceu por motivos alheios à vontade de
Joaquim, a agente responde por homicídio na forma tentada, de
acordo com o disposto no artigo 14 do Código Penal, cujo parágrafo
único diz que “Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa
com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um
a dois terços.”
(QUESTÃO 329) Caso caracterizada a tentativa de homicídio, a
pena aplicada será reduzida de um a dois terços da pena
correspondente ao crime consumado, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984). Crime consumado (Incluído pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984). I - consumado, quando nele se reúnem todos
os elementos de sua definição legal; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984); Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984); II
- tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por
circunstâncias alheias à vontade do agente. (Incluído pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984).; Pena de tentativa (Incluído pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984); Parágrafo único - Salvo disposição em
contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao
crime consumado, diminuída de um a dois terços. (Incluído pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984).
(QUESTÃO 330) João, servidor público estadual ocupante do
cargo efetivo de engenheiro civil, foi o responsável por
determinada obra com escavação de um poço. João agiu
culposamente, nas modalidades de imperícia e negligência, pois,
na condição de engenheiro civil, realizou obra sem observar seu
dever objetivo de cuidado e as regras técnicas da profissão,
provocando como resultado a morte de um pedreiro que trabalhava
no local. Nesse caso deve ser processado por homicídio culposo,
com causa de aumento de pena, eis que o crime resultou de
inobservância de regra técnica de profissão, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: João responderá por homicídio culposo, já que
a questão deixa claro que ele não observou o dever de cuidado
nem as regras técnicas da profissão. E por não observar as regras
técnicas da profissão, ele ainda irá ter a pena aumentada conforme
o parágrafo IV do Art. 121: § 4o No homicídio culposo, a pena é
aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância
de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa
de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.
Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço)
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou
maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de
2003).
(QUESTÃO 331) A conduta de quem, por meio de relações
sexuais, expõe outra pessoa a contágio de moléstia venérea de que
sabe ou deveria saber estar contaminado é crime se o agente
pratica o fato com a intenção de transmitir a moléstia; não
havendo essa finalidade específica, a conduta é atípica, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Trata-se de crime de dolo eventual, que não
é necessário haver ou intenção de contágio para que se consume o
crime, conforme caput do art. 130 CP. Caso se comprove a
intenção, tem-se a forma do § 1º.
(QUESTÃO 332) O emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou
tortura, em crimes de homicídio, é recurso que dificulta a defesa
da vítima e, portanto, caracteriza causa de aumento de pena,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Embora aumentem a pena, as hipóteses
descritas no § 2º do Art. 121 CP são qualificadoras; as causas de
aumento de penas estão descritas mais adiante, no § 4º, como
inobservância de regra técnica.
(QUESTÃO 333) O A respeito dos crimes contra a pessoa e o
patrimônio. Situação hipotética: Telma, sabendo que sua
genitora, Júlia, apresentava sérios problemas mentais, que
retiravam dela a capacidade de discernimento, e com o intuito
de receber a herança decorrente de sua morte, induziu-a a
cometer suicídio. Em decorrência da conduta de sua filha, Júlia
cortou os próprios pulsos, mas, apesar das lesões corporais
graves sofridas, ela não faleceu. Assertiva: Nessa situação,
Telma cometeu o crime de induzimento, instigação ou auxílio a
suicídio, na forma consumada, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Se o induzimento, a instigação ou o auxílio
é feito em face de suicida absolutamente incapaz mentalmente –
sem capacidade para consentir –, ou inimputável, incapaz de
entender ou de se autogovernar, o fato se ajustará ao tipo de
homicídio.
(QUESTÃO 334) Conforme a mais recente jurisprudência do STF,
os condenados por crimes hediondos praticados antes da entrada
em vigor da Lei n.º 11.464/2007podem pleitear a progressão de
regime após o cumprimento de apenas um sexto da pena aplicada,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Crimes Hediondos- Antes de 2007: progressão
de regime 1/6 da pena. Depois de 2007: progressão de regime 2/5
da pena (réu primário) progressão de regime 3/5 da pena
(reincidente), Obs: reincidente em crime hediondo.
(QUESTÃO 335) Considera-se crime hediondo o homicídio culposo
na condução de veículo automotor, quando comprovada a
embriaguez do condutor, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A lei de crimes hediondos adotou o critério
legal para a identificação de tais crimes. Dessa forma, são
hediondos apenas os delitos elencados na citada lei. Com relação
ao homicídio, é considerado hediondo aquele praticado em
atividade típica de grupo de extermínio e as hipóteses de homicídio
qualificado. A prática de homicídio culposo na direção de veículo
automotor não está enquadrada em nenhuma destas hipóteses.
Portanto, não é hediondo.
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51
(QUESTÃO 336) Considere que um indivíduo, reincidente, seja
condenado, definitivamente, a quinze anos de reclusão em regime
inicial fechado, devido à prática de crime hediondo. Nessa
situação, é correto afirmar que esse indivíduo somente progredirá
de regime do cumprimento da pena após cumprir nove anos de
reclusão, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Lei 8.072/90, art. 2°: § 2o A progressão de
regime, no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo,
dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o
apenado for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. 15X
3/5 = 15X 0,6= 9 anos.
(QUESTÃO 337) Se determinado cidadão for réu em processo
criminal por ter cometido crime hediondo, ele poderá ter
progressão de regime no cumprimento da pena, que se iniciará em
regime fechado, bem como tê-la reduzida em caso de delação
premiada, se o crime tiver sido cometido por quadrilha ou bando,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O início do cumprimento de pena por
condenação por crimes hediondos não necessariamente se dará no
regime fechado, como afirmado no item. Portanto, opta-se pela
sua alteração.
(QUESTÃO 338) É vedada a concessão de fiança à pessoa
plenamente capaz que cometer homicídio simples, por ser
considerado crime hediondo, e a pena a ser aplicada nesse caso
será cumprida no regime inicialmente fechado, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Homicídio simples por si só não é crime
hediondo, ao menos que seja praticado em atividade típica de
grupo de extermínio (art. 1º, inciso I, Lei nº 8.072/90). Assim, a
pena não necessariamente, inicia-se no regime fechado.
(QUESTÃO 339) Considerando, por hipótese, que, devido ao fato
de estar sendo investigado pela prática de latrocínio, José tenha
contratado um advogado para acompanhar as investigações. Se
surgirem indícios contra José, ele deverá ser indiciado e
identificado pelo processo datiloscópico, pois, na hipótese em
apreço, o referido crime é hediondo, fato que torna obrigatória a
identificação criminal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 9o-A. Os CONDENADOS (e não
indiciados) por crime praticado, dolosamente, com violência de
natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos
no art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, serão
submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético,
mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica
adequada e indolor.
(QUESTÃO 340) Desde que o STF declarou incidentalmente a
inconstitucionalidade do artigo 2. o, § 1. o, da Lei n. o 8.072/1990
(“A pena por crime previsto neste artigo [crime hediondo] será
cumprida inicialmente em regime fechado”), não é mais
obrigatória a fixação do regime inicial fechado para o condenado
pelo crime de tráfico de entorpecentes, podendo a pena privativa
de liberdade ser substituída por restritivas de direitos quando o réu
for primário e sem antecedentes e não ficar provado que ele se
dedique ao crime ou esteja envolvido com organização criminosa,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Além do mais, tal condição de substituição de
pena não ficaria restrita somente ao “tráfico privilegiado”, mas às
regras do CP, ART 44 e incisos, no que couber aos crimes hediondos
ou equiparados.
(QUESTÃO 341) Considere que um indivíduo tenha sido
condenado por crime hediondo. Nesse caso, para que possa
requerer progressão de regime de pena, esse indivíduo deve
cumprir dois quintos da pena que lhe foi imputada, se for primário,
e três quintos dessa pena, se for reincidente, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Lei 8072. Art. 2º Os crimes hediondos, a
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins
e o terrorismo são insuscetíveis de: § 2o A progressão de regime,
no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo, dar-se-
á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o apenado
for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente.
(QUESTÃO 342) Gerson, com vinte e um anos de idade, e Gilson,
com dezesseis anos de idade, foram presos em flagrante pela
prática de crime. Após regular tramitação de processo nos juízos
competentes, Gerson foi condenado pela prática de extorsão
mediante sequestro e Gilson, por cometimento de infração análoga
a esse crime. Com relação a essa situação hipotética. Conforme
entendimento dos tribunais superiores, tendo sido condenado pela
prática de crime hediondo, Gerson deverá ser submetido ao exame
criminológico para ter direito à progressão de regime, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A submissão ao exame criminológico não é
obrigatória, podendo ser determinada pelo Juiz, de acordo com as
circunstâncias, conforme entendimento sumulado do STJ: Súmula
439 do STJ: Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades
do caso, desde que em decisão motivada. Admite-se, portanto, o
exame criminológico, desde que por decisão motivada.
Fundamentar a decisão, simplesmente, no fato de que se trata de
crime hediondo não é fundamentação idônea: (…) 3. No caso, as
razões de decidir do Desembargador prolator do voto condutor do
julgado são padronizadas, não adaptadas ao caso concreto. Nelas,
não se consignou nada de substancial sobre a situação fática do ora
Reeducando. Há tão somente mera fundamentação uniforme, com
a qual referido Julgador exige exame criminológico para a
progressão de regime de condenados por crimes graves e
hediondos, equivalendo, portanto, a ato jurisdicional desprovido
de motivação. Restabelecimento da decisão do Juízo das
Execuções que se impõe. Agravo regimental desprovido.
(QUESTÃO 343) O STF afastou a previsão de obrigatoriedade de
imposição de regime inicial fechado aos condenados por crimes
hediondos ou a estes equiparados, devendo ser observadas as
regras do CP no que se refere à fixação do regime prisional
inicialmente previsto para os crimes hediondos e os a estes
equiparados, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O STF passou a considerar INCONSTITUCIONAL
o §1º do art. 2º da Lei 8.072/90, que assim dispõe: Art. 2º (…) 1o A
pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente
em regime fechado. (Redação dada pela Lei nº 11.464, de 2007).
O STF passou a entender que deve o Juiz, em cada caso concreto,
fixar o regime de cumprimento da pena de acordo com as regras
previstas na legislação penal, notadamente o CP, não havendo
qualquer restrição, em abstrato, à fixação dos regimes aberto e
semiaberto como regimes iniciais.
(QUESTÃO 344) Para ser aceita como excludente de
culpabilidade, a coação física ou moral tem de ser irresistível,
inevitável e insuperável,julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A única coação que realmente exclui a
culpabilidade é a coação moral irresistível. As demais formas de
coação, moral ou física, não excluem a culpabilidade. Na coação
física, emprega-se a força física sobre o coagido. Ou seja, uma
Material Exclusivo Equipe Operação Federal
52
pessoa se utiliza de outra como instrumento para cometimento de
um crime. À guisa de exemplo, trata-se de coação física o ato de
apontar a arma para a cabeça de um sujeito a fim de que estupre
uma mulher. A coação física elimina a própria vontade do agente
e exclui, com efeito, a tipicidade. Quando a coação física ou moral
for resistível há uma ação típica, mas o coagido tem direito a uma
atenuação genérica da pena, nos termos do artigo 65, inciso III,
alínea “c” do Código Penal.
(QUESTÃO 345) A embriaguez completa pode dar causa à
exclusão da imputabilidade penal, mas não descaracteriza a
ilicitude do fato, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Artigo 28, §1º do Código Penal: Emoção e
paixão Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - a emoção ou a paixão;
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Embriaguez II - a
embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de
efeitos análogos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) §
1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa,
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação
ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 2º
- A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984). Cleber Masson leciona que a embriaguez acidental ou
fortuita, se completa, capaz de ao tempo da conduta tornar o
agente inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, exclui a
imputabilidade penal (CP, art. 28, §1º). Por outro lado, a
embriaguez acidental ou fortuita incompleta, isto é, aquela que ao
tempo da conduta retira do agente parte da capacidade de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento, autoriza a diminuição de pena de 1 (um)
a 2/3 (dois terços). Equivale, portanto, à semi-imputabilidade (CP,
art. 28, §2º). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado,
volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: Método, 7ª
edição, 2013.
(QUESTÃO 346) A respeito de tipicidade, ilicitude,
imputabilidade e crimes previstos na Lei n.º 8.666/1993. O erro
relativo à ilicitude do fato penalmente relevante, se
inevitável, isentará de culpa o agente; se evitável, poderá
diminuir a pena de um sexto até dois terços, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: A assertiva contida na questão está
equivocada, pois a diminuição da pena no caso de erro evitável é
de “um sexto a um terço” e não de “um sexto a dois terços”. Nos
termos do artigo 21 do Código Penal, que trata do erro de
proibição, “o desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre
a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável,
poderá diminuí-la de um sexto a um terço.” É considerado
evitável, nos termos da norma explicativa contida no parágrafo
único do referido dispositivo legal, “o erro se o agente atua ou se
omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era
possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.”
(QUESTÃO 347) Considerando a distinção doutrinária entre
culpabilidade de ato e culpabilidade de autor. Tratando - se de
culpabilidade pelo fato individual, o juízo de culpabilidade se
amplia à total personalidade do autor e a seu desenvolvimento,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Quanto ao fato individualmente analisado,
ou seja, a ocorrência do crime, a culpabilidade que se aprecia é a
objetiva. Ou seja, o juízo de reprovabilidade que se faz leva em
conta o contexto fático em que se inseria o agente no momento de
sua conduta. Há, com efeito, uma abordagem restritiva, não se
realizando, portanto, um juízo quanto à personalidade do autor do
fato. Esse juízo (da personalidade do autor do fato), no entanto, é
realizado na aplicação da pena-base, quando o juiz, com fulcro no
disposto no art. 59 do Código Penal, analisa, levando-se em conta
atributos, qualidades e vícios do agente que tenham sido carreados
aos autos, se a sua personalidade é considerada criminogênica.
Faz-se isso com base no princípio da individualização da pena que
emana de principios constitucionais explícitos como o da isonomia
e da proporcionalidade.
(QUESTÃO 348) Em relação ao concurso de agentes, a desistência
voluntária e ao arrependimento eficaz, bem como a cominação de
penas, ao erro do tipo e, ainda, a teoria geral da culpabilidade. De
acordo com a teoria extremada da culpabilidade, o erro sobre
os pressupostos fáticos das causas descriminantes consiste em
erro de tipo permissivo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Nos termos da “teoria extremada da
culpabilidade”, todo erro sobre a presença de uma descriminante,
quer pela equivocada apreciação dos fatos, ou pela errada
concepção sobre a existência de uma causa de justificação, é
considerado como erro de proibição. Sendo assim, persiste o dolo
na conduta e, portanto, na análise do fato típico. O que se exclui
é a culpabilidade (a potencial consciência da ilicitude). Assim, para
os adeptos dessa teoria, o erro é de proibição, pois o agente atua
com o dolo de praticar o fato, imaginando que a sua conduta seja
lícita. Os adeptos “Teoria Limitada da Culpabilidade” entendem,
por sua vez, que as descriminantes putativas constituem erro de
tipo permissivo e excluem o dolo. É a teoria adota pelo nosso
Código Penal.
(QUESTÃO 349) No que concerne a infração penal, fato típico
e seus elementos, formas consumadas e tentadas do crime,
culpabilidade, ilicitude e imputabilidade penal. Considere que
Bartolomeu, penalmente capaz e mentalmente são, tenha
praticado ato típico e antijurídico, em estado de absoluta
inconsciência, em razão de estar voluntariamente sob a
influência de álcool. Nessa situação, Bartolomeu será apenado
normalmente, por força da teoria da actio libera in causa,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A embriaguez só afasta a imputabilidade do
agente quando for fortuita ou em razão de força maior. Quando for
não acidental, o agente é plenamente imputável, conquanto ao
tempo da conduta não seja capaz de compreender seu caráter
ilícito e não tenha capacidade de se determinar de acordo como
esse entendimento. Aplica-se nos casos de embriaguez voluntária
o critério da actio libera in causa, ou seja, considerando-se que
agente quis se embriagar, ele deve ser culpado por qualquer
conduta delitiva que praticar nesse estado. Assim, nos termos do
inciso II do art. 28 do Código Penal dispõe: “Não excluem a
imputabilidade penal: (...) II - a embriaguez, voluntária ou
culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos§ 1º - É isento
de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de
caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento. (...)”
Material Exclusivo Equipe Operação Federal53
(QUESTÃO 350) De acordo com o Código Penal, a incidência da
exclusão de culpabilidade na coação irresistível ocorre apenas
nos casos de coação física ou vis absoluta, uma vez que, na
coação moral, há apenas redução do poder de escolha da vítima
entre praticar ou omitir a conduta ou sofrer as consequências
da coação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Artigo 22 do Código Penal: Coação
irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984) Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação
irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou
da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).
Conforme leciona Cleber Masson, esse dispositivo legal, nada
obstante mencione somente “coação irresistível”, refere-se
exclusivamente à coação moral irresistível. Com efeito, estabelece
em sua parte final ser punível só o autor da coação. Em outras
palavras, diz que o coagido está isento de pena, expressão que se
coaduna com as dirimentes, ou seja, causas de exclusão da
culpabilidade. Na coação MORAL, o coator, para alcançar o
resultado ilícito desejado, ameaça o coagido, e este, por medo,
realiza a conduta criminosa. Essa intimação recai sobre sua
vontade, viciando-a de modo a retirar a exigência legal de agir de
maneira diferente. Exclui-se a culpabilidade, em face da
inexigibilidade de conduta diversa.
Por sua vez, na coação FÍSICA irresistível elimina-se por completo
a vontade do coagido. Seu aspecto volitivo não é meramente
viciado, mas suprimido, e ele passa a atuar como instrumento do
crime a serviço do coator. Exclui-se a conduta, e,
consequentemente, o próprio fato típico praticado pelo coagido.
Logo, o item está ERRADO, pois, conforme explicado acima, não
há exclusão da culpabilidade na coação física irresistível, mas só
na coação moral irresistível. Na coação física irresistível há
exclusão da conduta e, consequentemente, do próprio fato típico
praticado pelo coagido. Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal
Esquematizado, volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo:
Método, 7ª edição, 2013.
(QUESTÃO 351) Por caracterizar inexigibilidade de conduta
diversa, a coação moral ou física exclui a culpabilidade do
crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A coação moral irresistível afasta a
culpabilidade do agente na medida em que configura a
inexigibilidade de conduta diversa. Não é reprovável, porquanto
não se pode exigir que o agente não pratique a conduta típica. Já
a coação física afasta a tipicidade do fato. Não há conduta quando
o agente ativo pratica determinado fato por coação física. Uma
ação dessa, por não ser praticada pela vontade do agente não pode
ser considerada uma conduta em termos jurídicos penais.
(QUESTÃO 352) O peculato é conceituado doutrinariamente
como crime funcional impróprio ou misto, porquanto na
hipótese de não ser praticado por funcionário público, opera
tipicidade relativa, passando a constituir tipo penal diverso,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Trata-se dos crimes funcionais são próprios ou
impróprios. Os crimes funcionais próprios caracterizam-se pelo
fato de que, ausente a condição de servidor público ao autor, o
fato torna-se atípico; é o que ocorre, por exemplo, com a
prevaricação (Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar,
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição
expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal),
pois somente o servidor pode preencher as exigências desse tipo
penal. Os crimes funcionais impróprios, por sua vez, são aqueles
nos quais faltando a condição de servidor ao agente, o fato deixa
de configurar crime funcional, caracterizando um crime comum
como o peculato que, praticado em outro âmbito, pode enquadrar
no tipo da apropriação indébita (Peculato: Art. 312 - Apropriar-se
o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. Apropriação
Indébita: Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem
a posse ou a detenção).
(QUESTÃO 353) Somente mediante expressa manifestação pode
o agente diplomático renunciar à imunidade diplomática,
porquanto o instituto constitui causa pessoal de exclusão da
pena, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Conforme leciona Cleber Masson, as
imunidades se fundam no princípio da reciprocidade, ou seja, o
Brasil concede imunidade aos agentes dos países que também
conferem iguais privilégios aos nossos representantes. Ainda
segundo Masson, não há violação ao princípio da isonomia, eis que
a imunidade não é pessoal, mas funcional. Leva-se em conta a
relevância da função pública exercida pelo representante
estrangeiro (teoria do interesse da função). A imunidade é
irrenunciável por parte do seu destinatário. Nada impede, por
outro lado, a renúncia por meio do Estado acreditante, com
fundamento no art. 32 da Convenção de Viena sobre Relações
Diplomáticas (1961) e art. 45 da Convenção de Viena sobre
Relações Consulares (1963). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal
Esquematizado, volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo:
Método, 7ª edição, 2013.
(QUESTÃO 354) Tanto a conduta do agente que age
imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum
elemento do tipo quanto a conduta do agente que age
acreditando estar autorizado a fazê-lo ensejam como
consequência a exclusão do dolo e, por conseguinte, a do
próprio crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Ainda que o erro de tipo vencível afaste o
dolo, o enunciado da questão está errado. É que o erro sobre algum
elemento do tipo apenas é invencível quando o agente, mesmo que
aja de modo prudente, não pode superá-lo Nos termos do artigo 20
do Código Penal “O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal
de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo,
se previsto em lei.” Com efeito, caso o agente tenha agido com
descuido patente – imprudência -, há de responder pelo delito na
forma culposa, desde que haja previsão legal. Portanto, persiste o
crime, ainda que culposo.
No que toca, por sua vez, ao erro de proibição, que ocorre quando
o agente erra sobre a ilicitude do fato que pratica, nos termos do
artigo 21 do Código Penal, exclui-se a culpabilidade do agente e
não o dolo, no caso em que o erro é inevitável, ou seja, faltar ao
agente a possibilidade de ter consciência da ilicitude do fato. No
caso de o erro ser evitável, vale dizer, faltar ao agente no
momento concreto do desenrolar da conduta típica a consciência
da ilicitude, não fica afastada a culpabilidade, configurando-se,
apenas, uma causa de diminuição que o referido dispositivo legal
prevê de um sexto a um terço. Ainda que o erro de tipo vencível
afaste o dolo, o enunciado da questão está errado. É que o erro
sobre algum elemento do tipo apenas é invencível quando o
agente, mesmo que aja de modo prudente, não pode superá-lo Nos
termos do artigo 20 do Código Penal “O erro sobre elemento
constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a
punição por crime culposo, se previsto em lei.” Com efeito, caso
o agente tenha agido com descuido patente – imprudência -, há de
responder pelo delito na forma culposa, desde que haja previsão
legal. Portanto, persiste o crime, ainda que culposo. No que toca,
por sua vez, ao erro de proibição, que ocorre quando o agente erra
sobre a ilicitude do fato que pratica, nos termos do artigo 21 do
Código Penal, exclui-se a culpabilidade do agente e não o dolo, no
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caso em que o erro é inevitável, ou seja, faltar ao agente a
possibilidade deter consciência da ilicitude do fato. No caso do
erro ser evitável, vale dizer, faltar ao agente no momento concreto
do desenrolar da conduta típica a consciência da ilicitude, não fica
afastada a culpabilidade, configurando-se, apenas, uma causa de
diminuição que o referido dispositivo legal prevê de um sexto a um
terço.
(QUESTÃO 355) Acerca das questões de tipicidade, ilicitude (ou
antijuridicidade) e culpabilidade, bem como de suas respectivas
excludentes. Há excludente de ilicitude em casos de estado de
necessidade, legítima defesa, em estrito cumprimento do dever
legal ou no exercício regular do direito, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Todas as causas de excludente de
antijuridicidade são previstas no art. 23, incisos I, II e III do CP.
(QUESTÃO 356) A paixão ou a emoção não excluem a
imputabilidade penal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:
I - a emoção ou a paixão;
(QUESTÃO 357) Quanto às teorias a respeito do conceito de
culpabilidade. Para teoria psicológica - conceito influenciado pelo
pensamento positivista -, a culpabilidade não possuía qualquer
elemento normativo, sendo uma relação psicológica entre o agente
e o fato, sendo a imputabilidade considerada como pressuposto,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: 1)Teoria psicológica da culpabilidade: De base
causalista, é uma teoria bastante pobre. O dolo e culpa se
presentam como espécies, tendo a culpabilidade apenas um
elemento: a imputabilidade. espécies: a)dolo; b)culpa. Elemento:
imputabilidade 2)Teoria psicológica normativa da culpabilidade:
Base neocantista. É uma evolução do causalismo. Não reconhece
espécies de culpabilidade. O dolo e a culpa estão presentes como
elementos, e não mais como espécies, acrescidos da exigibilidade
de conduta diversa e a imputabilidade. O dolo vem acrescido de
um elemento normativo: consciência ATUAL da ilicitude, por isso
ele é chamado de dolo normativo. (dolo normativo = consciência +
vontade + consc. ATUAL da ilicitude) *OBS: Para essa teoria, a
culpabilidade Não tem espécies. Elementos: (são 4)
a)imputabilidade; b)exigibilidade de conduta diversa; c)culpa;
d)dolo = consciência + vontade + consciência ATUAL da ilicitude
(dolo normativo). 3)Teoria normativa pura ou teoria
extremada/estrita da culpabilidade: Possui base finalista. Ela
retira a culpa e o dolo (somente os elementos “consciência” e
“vontade”, a “consciência da ilicitude permanece” na
culpabilidade) da culpabilidade e migra-os para o fato típico.
Percebam que o dolo que vai para o fato típico é o dolo natural,
uma vez que o elemento normativo - consciência atual da ilicitude
- permanece na culpabilidade, tornando-se, assim, o 3º elemento
da culpabilidade, ao lado da imputabilidade e da exigibilidade de
conduta diversa, porém ele deixou de ser ATUAL, passando a ser
potencial. Elementos: a)imputabilidade; b)exigibilidade de
conduta diversa; c)potencial consciência da ilicitude. 4)Teoria
limitada da culpabilidade: De base finalista. Essa teoria é idêntica
à teoria anterior, tendo como única diferença a natureza jurídica
do artigo 20, §1º, do CP, onde essa teoria diz que é erro de
proibição, já a teoria Limitada, acha que é erro de tipo. *Obs: A
teoria adotada no Brasil é a teoria Limitada.
(QUESTÃO 358) Os princípios da insignificância penal e da
adequação social se identificam, ambos caracterizados pela
ausência de preenchimento formal do tipo penal, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: Ambos os princípios caracterizam-se pela
ausência de preenchimento material do tipo penal. Pelo princípio
da insignificância, embora a a conduta formalmente se subsuma ao
tipo penal, não ofende o bem jurídico por ele protegido. Pelo
princípio da adequação social, embora a norma que define o tipo
penal continue em vigor, a conduta deixou de ser reprovada pela
sociedade e não viola mais o bem jurídico.
(QUESTÃO 359) Integram o núcleo do princípio da estrita
legalidade os seguintes postulados: reserva legal, proibição de
aplicação de pena em hipótese de lesões irrelevantes, proibição de
analogia in malam partem, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O princípio que veda a aplicação da pena
em casos de lesões irrelevantes ao bem jurídico tutelado é o
princípio da lesividade ou da ofensividade.
(QUESTÃO 360) O princípio da culpabilidade limita-se à
impossibilidade de declaração de culpa sem o trânsito em julgado
de sentença penal condenatória, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Pelo princípio da culpabilidade (nulla poena
sine culpa), a responsabilidade penal só pode ser imposta a quem
praticou a conduta por vontade livre e consciente. Não se admite
na seara penal a responsabilidade objetiva. No caso do resultado
ser objetivado pelo autor, haverá dolo. No caso do resultado não
ter sido querido pelo agente, haverá culpa. Ou seja, apenas há a
responsabilização por um delito quando houver culpa em sentido
amplo (dolo ou culpa).
(QUESTÃO 361) A aplicação de pena aos inimputáveis, dada a sua
incapacidade de sensibilização pela norma penal, viola o princípio
da culpabilidade, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o princípio da culpabilidade,
apenas responde pelo resultado lesivo quem possa agir de modo
consciente e seja capaz de agir de acordo com essa determinação.
O inimputável não reúne essas faculdades seja por imaturidade ou
por deficiência mental.
(QUESTÃO 362) O princípio da legalidade impede a aplicação de
lei penal ao fato ocorrido antes do início de sua vigência, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O princípio da legalidade não impede que
uma lei seja aplicada retroativamente desde que beneficie a
situação do réu o acusado, aplicando-se o princípio da
retroatividade da lei mais benéfica ao réu.
(QUESTÃO 363) Acerca do crime e da imputabilidade penal, de
acordo com o Código Penal. A pena poderá ser agravada em razão
de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, ainda
que tal possibilidade não seja prevista expressamente em lei,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Não há em nosso ordenamento jurídico
agravante penal sem prévia previsão legal. Há, no entanto, a figura
da atenuante inominada, prevista no artigo 66 do Código Penal que
prevê que “a pena pode ser atenuada em razão de circunstancia
relevante, anterior oi posterior ao crime, embora não prevista
expressamente em lei.” Essa possibilidade decorre do princípio da
legalidade estrita que veda não só a existência de crime e de pena
sem prévia lei que os defina e comine, como também a e de outras
circunstâncias que possam ser desfavoráveis ao condenado.
(QUESTÃO 364) Acerca do crime e da imputabilidade penal, de
acordo com o Código Penal. O desconhecimento da lei é
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circunstância que atenua a pena, conforme expressa previsão
legal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Nos termos explícitos do inciso II do artigo 65
do Código Penal, o desconhecimento da lei sempre atenua a pena.
(QUESTÃO 365) Tanto a síndrome de dependência física quanto a
de dependência psíquica podem implicar redução da
responsabilidade penal, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Somente a dependência psíquica, vejamos,
um cadeirante (dependência física) é imputável numa boa.
Segundo o art. 26, parágrafo único, o fator é mental, psíquico.
(QUESTÃO 366) O CP adota o sistema vicariante, que impede a
aplicação cumulada de pena e medida de segurança a agente semi-
imputável e exige do juiz a decisão, no momento de prolatar sua
sentença, entre a aplicação de uma pena com redução de um a
dois terços ou a aplicaçãode medida de segurança, de acordo com
o que for mais adequado ao caso concreto, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Com o advento da reforma no Código Penal,
no ano de 1984, passou-se a admitir, em nosso ordenamento
jurídico, o sistema vicariante, que consiste na impossibilidade de
o Juiz aplicar, cumulativamente, ao sentenciado, uma pena
privativa de liberdade e uma medida de segurança. Assim,
expungiu-se, do nosso ordenamento o sistema do duplo binário. É
uma variante do sistema dualista, pela qual determina a aplicação
de pena reduzida, e um a dois terços, ou medida de segurança aos
semi-imputáveis, não podendo haver cumulação entre ambas.
(QUESTÃO 367) Com relação à teoria do crime e culpabilidade
penal, julgue o seguinte item. Situação hipotética: Carlos,
indivíduo perfeitamente saudável, se embriagou voluntariamente
em virtude da celebração de seu aniversário e, sob essa condição,
causou lesão grave a Daniel, seu primo. Assertiva: Nessa situação,
se for condenado, Carlos poderá ter a pena atenuada ou
substituída por tratamento ambulatorial, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Art. 28 - Não excluem a imputabilidade
penal: II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou
substância de efeitos análogos § 2º - A pena pode ser reduzida de
um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso
fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da
omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
(QUESTÃO 368) De acordo com o Código Penal brasileiro, a paixão
pode levar a uma privação de sentidos, o que resulta no abolimento
da faculdade de apreciar a criminalidade do fato e de determinar-
se de acordo com essa apreciação, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Simplificadamente, a questão nos induz a
achar que a paixão pode excluir a imputabilidade penal, o que não
é verdade, já que o Código penal estabelece: Art. 28 - NÃO
excluem a imputabilidade penal: I - a emoção ou a paixão.
(QUESTÃO 369) Como requisitos para a avaliação da
imputabilidade, o critério biopsicológico exige o elemento
biológico (doença mental), o elemento psicológico (cognitivo e
volitivo) e o elemento cronológico, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Sistema biopsicológico É o adotado pelo
Brasil e resulta da união entre os dois sistemas (Biológico +
Psicológico). Segundo o sistema biopsicológico, é inimputável
aquele que, ao tempo da conduta, apresenta um problema mental
e, em razão disso, não possui capacidade para entender o caráter
ilícito do fato. Neste sistema há uma conjugação entre a atuação
do perito e do magistrado. Enquanto o primeiro analisa os aspectos
biológicos, o segundo verifica a situação psicológica do agente.
Exceção: menores de 18 anos -> aplica-se o sistema biológico.
(QUESTÃO 370) Caso um indivíduo com esquizofrenia cometa um
crime, pode-se concluir por meio do diagnóstico que ele não teve
a capacidade plena de entender a ilicitude da ação praticada,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Pelo sistema biopsicológico, é inimputável
aquele que, ao tempo da conduta, apresenta um problema mental
e, em razão disso, não possui capacidade para entender o caráter
ilícito do fato. Portanto, para dizermos que esquizofrênico será
inimputável, além de analisar o aspecto biológico (a enfermidade),
é necessário, também, que se analise o aspecto psicológico do fato
(se sabia que o que estava praticando, no momento da
ação/omissão, era crime). A questão só falou do aspecto biológico,
faltou o psicológico, portanto errado.
(QUESTÃO 371) A avaliação da imputabilidade é sempre
retroativa, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A avaliação da imputabilidade (se é passível
de pena) realizada pelo Psiquiatra Forense sempre é retroativa, ou
seja, baseada em fatos que já passaram, podendo ser há anos. Este
exame visa avaliar o estado mental do réu ao tempo da prática do
crime.
(QUESTÃO 372) O erro de proibição pode ser direto — o autor erra
sobre a existência ou os limites da proposição permissiva —,
indireto — o erro do agente recai sobre o conteúdo proibitivo de
uma norma penal — e mandamental — quando incide sobre o
mandamento referente aos crimes omissivos, próprios ou
impróprios, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A assertiva inverteu os conceitos.
Resumindo: Erro de Proibição Direto - o agente erra quanto a
ilicitude, pois acredita que não há crime; Erro de proibição Indireto
- o agente erra quanto a existência ou abrangência de excludente
de ilicitude; Erro Mandamental - só ocorre quanto aos crimes
omissivos próprios/impróprios. Erra quanto a um mandamento da
lei, ou seja, de estar obrigado ou não a agir.
(QUESTÃO 373) Sendo a punibilidade requisito do crime sob o
aspecto formal, excluída a pretensão punitiva, não estará
caracterizado o crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A doutrina diverge acerca de a punibilidade
ser ou não requisito do crime, sob o aspecto formal. Parte da
doutrina entende que seus requisitos são fato típico e antijurídico,
enquanto a culpabilidade (dentro da qual se insere a punibilidade),
constitui pressuposto da pena. Outra parte entende que os
requisitos formais do crime são: fato típico, antijurídico e sujeito
culpável. Ademais, a exclusão da pretensão punitiva pela extinção
da punibilidade não descaracteriza o crime. Uma vez que o crime
se consuma, não há mais como este ser excluído do mundo jurídico.
O que ocorre é que, com a consumação do crime, surge para o
Estado a pretensão de punir o sujeito que o praticou. Contudo, essa
pretensão deve ser exercida dentro do lapso prescricional, sob
pena de não mais poder sê-la. Uma vez excluída a punibilidade, o
agente não pode mais ser processado criminalmente, mas o crime
não deixou de existir. Veja as hipóteses de extinção da
punibilidade previstas no CP:
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Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: I - pela morte do agente; II -
pela anistia, graça ou indulto; III - pela retroatividade de lei que
não mais considera o fato como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; V - pela renúncia
do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação
privada; VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a
admite; VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) VIII -
(Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) IX - pelo perdão judicial,
nos casos previstos em lei. A punibilidade não é requisito do crime.
Quando excluída a pretensão punitiva o crime não desaparece, pois
seus requisitos são: Fato típico, antijurídico e culpável. A
pretensão punitiva é tão somente a perda do Estado de punir o
crime em decorrência do decurso de tempo.
(QUESTÃO 374) A embriaguez completa, culposa por imprudência
ou negligência — aquela que resulta na perda da capacidade do
agente de entender o caráter ilícito de sua conduta —, no momento
da prática delituosa, não afasta a culpabilidade, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: “Apenas a embriaguez completa decorrente
de caso fortuito ou força maior exclui a imputabilidade.” CP. Art.
28 - Não excluem a imputabilidade penal: I - a emoção ou a paixão;
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância
de efeitos análogos. § 1º - É isento de pena o agente que, por
embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força
maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento.
(QUESTÃO 375) A respeitoda responsabilidade penal de
portadores de transtorno mental. Não se pode definir como crime
a atitude ilícita cometida por portador de transtorno mental caso
se constate que, no momento do ato, houve prejuízo da
capacidade de entendimento e de autodeterminação do autor,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Nesse caso, como houve apenas prejuízo da
capacidade de entendimento o agente é considerado semi-
imputável. Não exclui a imputabilidade. Sendo constatada, o juiz
poderá (direito subj. do agente) reduzir a pena de 1/3 a 2/3 ou
impor medida de segurança. Art. 26, CP parágrafo único: a pena
pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
(QUESTÃO 376) Com relação aos princípios, institutos e
dispositivos da parte geral do Código Penal (CP). Considere que
um indivíduo penalmente capaz, em total estado de
embriaguez, decorrente de caso fortuito, atropele um
pedestre, causando-lhe a morte. Nessa situação, a embriaguez
não excluía imputabilidade penal do agente, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: No caso da questão, exclui-se a
culpabilidade do agente, porquanto seu estado de embriaguez era
total, mas não foi provocado voluntariamente, uma vez que o
enunciado narra expressamente que a embriaguez foi fortuita.
Nesses termos, incide a regra legal do art. 28, §1º do Código Penal
que assim dispõe: “É isento de pena o agente que, por embriaguez
completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento”.
(QUESTÃO 377) Aponte a alternativa correta.
a) É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo
do resultado do crime, inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
b) É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo
da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
c) É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, havia sido, ao
tempo da ação ou da omissão, civilmente interditado.
d) É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, ao tempo da
ação ou da omissão, não era inteiramente capaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
Gabarito B. Comentário: Art. 26 - É isento de pena o agente que,
por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente
incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento. Redução de pena Parágrafo
único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente,
em virtude de perturbação de saúde mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
(QUESTÃO 378) Os menores de dezoito anos que já tenham se
casado ou constituído negócio próprio são considerados
penalmente. Aponte a alternativa correta.
a) inimputáveis.
b) semi-imputáveis.
c) responsáveis.
d) capazes.
Gabarito A. Comentário: O critério adotado para definir a
menoridade é o biopsicológico, nos termos dos artigos 26 e 27 do
código penal. Com efeito, mesmo que um menor de dezoito anos
seja plenamente capaz de entender o caráter ilícito de uma
conduta e ser apto de se determinar de acordo com esse
entendimento, será considerado penalmente inimputável. Demais
disso, a emancipação para todos os atos da vida civil não gera
efeitos de natureza penal, ou seja, o menor continua sendo
inimputável.
(QUESTÃO 379) De acordo com o Código Penal. Aponte a
alternativa correta.
a) Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato
criminoso para salvar de perigo atual, que tenha provocado por sua
vontade, direito próprio ou alheio.
b) É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou embriaguez voluntária,
era, ao tempo da ação ou da omissão, incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
c) A pena cumprida no estrangeiro é computada à pena imposta
no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas.
d) O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude
do fato, se inevitável, isenta de pena e, se evitável, poderá
diminuí-la de um sexto a um terço.
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e) Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita
obediência à ordem manifestamente ilegal, de superior
hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
Gabarito D. Comentário: Art. 21 - O desconhecimento da lei é
inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta
de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.
Macete completo de imputabilidade: m e d e c o. Menoridade (art.
27 cp).
Embriaguez Involuntária e Completa (art. 28, parag. 1). Doença
Mental ou Desenvolvimento Mental incompleto ou retardado (art.
26 cp). Erro de Proibição Inevitável (art. 21, 2. parte, cp). Coação
Moral Irresistível (art. 22 cp). Obediencia Hierárquica (art. 22 cp).
(QUESTÃO 380) A actio libera in causa se caracteriza. Aponte
a alternativa correta.
a) quando o agente, nos limites do livre arbítrio que rege a
conduta humana, pratica o crime de forma livre e consciente.
b) quando o agente, por impossibilidade de conhecer a ilicitude
de sua conduta, pratica fato tipificado como crime.
c) quando o agente, em estado de embriaguez, proveniente de
caso fortuito ou força maior, que enseja a diminuição de pena,
pratica fato definido como crime.
d) quando o agente, em estado de embriaguez completa,
proveniente de caso fortuito ou força maior, que enseja isenção
de pena, pratica fato definido como crime.
e) quando o agente comete o crime em estado de embriaguez não
proveniente de caso fortuito ou força maior.
Gabarito E. Comentário: A teoria da actio libera in causa é aquela
em que o agente, conscientemente, põe-se em estado de
inimputabilidade, sendo desejável ou previsível o cometimento de
uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não
se podendo alegar inconsciência do ilícito no momento fatídico,
visto que a consciência do agente existia antes de se colocar em
estado de inimputabilidade. Essa teoria esboçada por Bartolo veio
solucionar os casos em que há a culpabilidade de agentes que
seriam considerados inimputáveis, especialmente nos casos de
embriaguez.
(QUESTÃO 381) Quanto à aplicação da pena. Aponte a
alternativa correta.
a) na condenação pelo tráfico, entende o Supremo Tribunal
Federal que a maior quantidade de drogas pode incrementar a
pena-base, sem prejuízo de adiante igualmente fundamentar o
indeferimento do redutor legal específico de pena disposto para a
situação do chamado tráfico privilegiado (artigo 33, § 4°, da Lei n°
11.343/2006).
b) entendem o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de
Justiça ser impossível aplicar a substituição da pena privativa de
liberdade por penas restritivas de direitos em condenações por
tráfico de drogas
c) em condenação por crime cometido com violência doméstica,
em princípio é cabível aplicar a multa isolada quando a pena final
for de até seismeses de detenção e desde que satisfeitos os demais
pressupostos e requisitos legais para a substituição.
d) não há reincidência quando o agente pratica uma contravenção
depois de transitar em julgado uma sentença que, no Brasil, o
tenha definitivamente condenado por um crime, mas,
diversamente, verifica-se, no entanto, a reincidência quando o
agente pratica um crime depois de passar em julgado uma
sentença que, no Brasil, o tenha condenado por uma contravenção.
e) segundo o Superior Tribunal de Justiça, praticando um roubo
com adolescente inimputável desde antes já moralmente
corrompido, o agente poderá ser condenado em concurso de
crimes
Gabarito E. Comentário: a) O princípio da retroatividade somente
é regra no direito penal quando se trata de lei nova mais benéfica
ao réu (novatio legis in mellius). No caso de lei nova que piore a
situação do acusado (novatio legis in pejus), a retroatividade é
vedada.
b) São excludentes de culpabilidade: causas que excluem a
imputabilidade; causas que excluem a consciência da ilicitude e;
causas que excluem a exigibilidade de conduta diversa (a saber,
legalmente, a coação moral irresistível e a obediência
hierárquica). O item é falso porque a coação física irresistível
exclui a conduta e não a culpabilidade. c) Art. 22 - Se o fato é
cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem,
não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o
autor da coação ou da ordem d) Nem a emoção nem a paixão
excluem a imputabilidade por expressa previsão legal. CP Art. 28.
Não excluem a imputabilidade penal: I – a emoção ou a paixão; e)
A analogia pode ser usada em matéria penal quando beneficiar o
réu. É a chamada analogiain bonam partem, que usada, por
exemplo, quando na escusa absolutória do art. 181 do CP, que não
pune crime contra o patrimônio praticado contra cônjuge, mas
pode, por analogia, ser aplicada também a companheiros, pois se
trata de analogia benéfica. O que não pode ser usado em matéria
penal é a analogia que prejudica o réu (analogia in malam partem).
(QUESTÃO 382) No dia 25 de fevereiro de 2014, na cidade de
Ariquemes, Felipe, nascido em 03 de março de 1996, encontra
seu inimigo Fernando na rua e desfere diversos disparos de
arma de fogo em seu peito com intenção de matá-lo. Populares
que presenciaram os fatos, avisaram sobre o ocorrido a
familiares de Fernando, que optaram por transferi-lo de
helicóptero para Porto Velho, onde foi operado. No dia 05 de
março de 2014, porém, Fernando não resistiu aos ferimentos
causados pelos disparos e veio a falecer ainda no hospital de
Porto Velho. Considerando a situação hipotética narrada e as
previsões do Código Penal sobre tempo e lugar do crime, é
correto afirmar que, em relação a estes fatos, Felipe será
considerado. Aponte a alternativa correta.
a) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade
para definir o tempo do crime, enquanto que o lugar do crime é
definido pela Teoria da Ubiquidade;
b) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade
para definir o tempo do crime, enquanto que o lugar é definido
pela Teoria do Resultado;
c) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria do Resultado
para definir tanto o tempo quanto o lugar do crime;
d) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade
para definir o momento do crime, enquanto que a Teoria da
Atividade determina o lugar;
e) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade
para definir tanto o tempo quanto o local do crime.
Gabarito A. Comentário: a) CORRETA. Vale destacar que no
momento da prática criminosa Ariquemes tinha 17 anos, portanto
inimputável. Além disso, o tempo do crime é conectado à teoria
da atividade (art. 4º do CP), o tempo do crime é baseado no
momento da realização da ação ou da omissão, já a teoria do crime
é definido pelo teoria da ubiquidade (também chamada de mista),
o lugar do crime se dá onde ocorreu a prática criminosa ou onde
se produziu ou deveria produzir seus resultados (art. 6º do CP). b)
INCORRETA. O momento do crime é baseado na teoria da
ubiquidade. Vide explicação da letra “A”. c) INCORRETA.
Ariquemes não era imputável à época dos fatos. Vide explicação
de letra “A”.
d) INCORRETA. Vide explicação da letra “A”. e) INCORRETA. Vide
explicação da letra “A”.
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(QUESTÃO 383) O CP prevê uma redução de pena para aquele
que, em virtude de perturbação de saúde mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não seja
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento,
circunstância que enseja uma menor reprovabilidade da
conduta do agente comprovadamente naquelas condições.
Tem-se, nesse caso, a denominada semi-imputabilidade,
também nominada pelos doutrinadores como responsabilidade
penal diminuída, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O parágrafo único do artigo 26 do Código Penal
prevê a redução da pena para os semi-imputáveis, ou seja, para os
agentes que, em virtude de perturbação da saúde mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não eram
inteiramente capazes de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinarem-se de acordo com esse entendimento. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).
(QUESTÃO 384) A respeito do direito penal. Em relação à
menoridade penal, o Código Penal adotou o critério puramente
biológico, considerando penalmente inimputáveis os menores
de dezoito anos de idade, ainda que cabalmente demonstrado
que entendam o caráter ilícito de seus atos, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Cleber Masson leciona que, ao completar 18
anos de idade, todo ser humano presume-se imputável. Essa
presunção, todavia, é relativa (“iuris tantum”), pois admite prova
em contrário. Ele aponta os três seguintes sistemas ou critérios
para aferição da imputabilidade: 1) Biológico: basta, para a
inimputabilidade, a presença de um problema mental,
representado por uma doença mental, ou então por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado. É irrelevante
tenha o sujeito, no caso concreto, se mostrado lúcido ao tempo da
prática da infração penal para entender o caráter ilícito do fato e
determinar-se de acordo com esse entendimento. O decisivo é o
fator biológico, a formação e o desenvolvimento mental do ser
humano. Esse sistema atribui demasiado valor ao laudo pericial,
pois, se o auxiliar da Justiça apontasse um problema mental, o
magistrado nada poderia fazer. Seria presumida a
inimputabilidade, de forma absoluta (“iures et de iure”).
2) Psicológico: para esse sistema pouco importa se o indivíduo
apresenta ou não alguma deficiência mental. Será inimputável ao
se mostrar incapacitado de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento. Seu
inconveniente é abrir espaço para o desmedido arbítrio do
julgador, pois competiria exclusivamente ao magistrado decidir
sobre a imputabilidade do réu. 3) Biopsicológico: resulta da fusão
dos dois anteriores: é inimputável quem, ao tempo da conduta,
apresenta um problema mental e, em razão disso, não possui
capacidade para entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento. Esse sistema
conjuga as atuações do magistrado e do perito. Este (perito) trata
da questão biológica, aquele (juiz) da psicológica. A presunção da
imputabilidade é relativa (“iuris tantum”): após os 18 anos, todos
são imputáveis, salvo prova pericial em sentido contrário
revelando a presença de causa mental deficiente, bem como o
reconhecimento de que, por tal motivo, o agente não tinha ao
tempo da conduta capacidade para entender o caráter ilícito do
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.Ainda
segundo Masson, o Código Penal, em seu artigo 26, “caput”,
acolheu como regra o sistema biopsicológico, ao estabelecer que:
Inimputáveis Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença
mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era,
ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984). Redução de pena Parágrafo único - A pena pode ser
reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).
Excepcionalmente, entretanto, foi adotado o sistema biológico no
tocante aos menores de 18 anos (CF, artigo 228, e CP, artigo 27):
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito
anos, sujeitos às normas da legislação especial. Menores de dezoito
anos. Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente
inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na
legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado,
volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: Método, 7ª
edição, 2013.
(QUESTÃO 385) Tales foi preso em flagrante delito quando
transportava, sem autorização legal ou regulamentar, dois
revólveres de calibre 38 desmuniciados e com numerações
raspadas. Acerca dessa situação hipotética, com base na
jurisprudência dominante dos tribunais superiores relativa a esse
tema. A apreensão das armas de fogo configurou concurso formal
de crimes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A jurisprudência desta Corte consolidou-se
no sentido da existência de um delito único quando apreendidas
mais de uma arma, munição, acessório ou explosivo em posse do
mesmo agente, dentro do mesmo contexto fático, não havendo que
se falar em concurso material ou formal entre as condutas, pois se
vislumbra uma só lesão de um mesmo bem tutelado (Precedentes)
-HABEAS CORPUS Nº 228.231, Rel. Min. Gilson Dipp. 20/06/2012.
(QUESTÃO 386) Com relação ao concurso de crimes, julgue o
seguinte item. O concurso formal próprio distingue-se do concurso
formal impróprio pelo elemento subjetivo do agente, ou seja, pela
existência ou não de desígnios autônomos, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Concurso de crimes: *Material - 2 ou mais
condutas e produz 2 ou mais crimes. - Aplica-se o sistema do
cúmulo material (somatório das penas relativas a cada um dos
crimes isoladamente) *Formal: 1 única conduta com 2 ou mais
crimes - Aplica-se o sistema da exasperação (pena da infração
mais grave acrescida de 1/6 a 1/2) - O concurso formal pode ser: *
Próprio (perfeito): Não pretende realizar ambos os resultados. (1
doloso + 1 ou mais culposos ou todos culposos) - Aplica-se a
exasperação; * Impróprio (imperfeito): Dolosamente comete
ambos os crimes. (Quis produzir todos os resultados) - Aplica-se o
cumulo material.
(QUESTÃO 387) Trata-se de concurso material quando o agente,
mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes,
idênticos ou não, incidindo, assim, a exasperação da pena, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Trata-se de concurso material quando o
agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais
crimes, idênticos ou não, incidindo, assim, a exasperação da pena.
O examinador quis nos confundir. Concurso material ou real.
Ocorre quando há duas ou mais condutas (comissivas ou omissivas),
que resultam em dois ou mais crimes, idênticos ou não. As penas
são somadas de acordo com o sistema da cumulatividade. No Brasil
é observado na análise da primeira parte do art. 69 do CP. O
concurso material pode ser: Homogêneo: os crimes são idênticos
(Ex.: roubo em duas datas diferentes). Heterogêneo: os crimes não
idênticos (Ex.: roubo seguido de estupro). Concurso formal ou
ideal, ocorre quando há uma única conduta em uma pluralidade de
crimes. O agente deve ser punido pela pena mais grave, ou uma
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delas, se idênticas, aumentada de um sexto até a metade, através
do sistema de exasperação. O concurso formal se divide em:
Homogêneo: os crimes são idênticos (Ex.: um disparo com 02 ou
várias mortes). Heterogêneo: os crimes não idênticos (Ex.: um
acidente com uma morte e uma lesão corporal). Perfeito, Próprio
ou Normal: quando há unidade de desígnios em relação aos delitos.
Imperfeito, Impróprio ou Anormal: quando há desígnios autônomos
em relação a cada delito (Ex.: duas mortes desejadas com um
único disparo). Neste caso, será aplicado a pena como se fosse em
Concurso Material (cumulativamente). O concurso formal é um
benefício ao réu, se a pena aplicada for maior do que seria pelo
sistema de soma de penas, será utilizado o concurso material
benéfico.
(QUESTÃO 388) A respeito dos crimes previstos na Parte Especial
do Código Penal. Considere que Armando, penalmente imputável,
no dia 25/3/2013, mediante grave ameaça, tenha constrangido
Maria, de dezesseis anos de idade, à prática de conjunção carnal e
ato libidinoso diverso, no mesmo cenário fático. Nessa situação,
Armando responderá por dois delitos — estupro e atentado violento
ao pudor — em concurso material, devendo ser condenado a pena
equivalente à soma das sanções previstas para cada um desses
crimes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A nova Lei 12.015/09 é mais favorável ao
réu, porque, antes, havia dois crimes, cujas penas eram somadas
(concurso material - art. 69 do CP). Com a nova Lei, há crime
único. Contudo, a segunda conduta não deixa de ser penalizada.
Na aplicação da pena-base, o Juiz considerará a segunda conduta
(por exemplo: sexo oral) como circunstância judicial negativa do
crime de estupro, majorando a sanção.
(QUESTÃO 389) Se uma pessoa com um único disparo de arma de
fogo matar duas pessoas, poderá responder por concurso formal
impróprio de crimes, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O concurso de crimes pode ser: FORMAL ou
MATERIAL. Material: 2 ou mais condutas, que geram 2 ou mais
resultados. Enquanto que concurso formal é dividido entre
PRÓPRIO e IMPRÓPRIO. Próprio: O agente tinha o dolo de praticar
um crime, e os demais foram por culpa Exemplo João atira em
Maria (dolo), por culpa atinge Pedro. Impróprio: É o famoso “Dois
coelhos com uma cajadada só” (Fato da questão).
(QUESTÃO 390) Considere a seguinte situação hipotética.
Vicente, que não tem prática no uso de arma de fogo, disparou
vários tiros contra Rodrigo, que estava próximo de Manoel,
sabendo que poderia atingir os dois. Vicente tinha a intenção de
matar Rodrigo e, para tanto, não se importava com a morte
previsível de Manoel. Após os disparos, ambos foram atingidos, e
apenas Rodrigo sobreviveu. Nessa situação, não há elementos
legais suficientes para se falar em concurso formal de crimes,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Trata-se de concurso formal impróprio e há
sim elementos suficientes para caracterizá-lo a partir dos fatos
narrados. Não se trata de concurso material, pois não houve mais
de uma ação ou omissão, mas apenas uma - qual seja - os disparos
efetuados contra Rodrigo. Portanto, trata-se de concurso formal.
A pluralidade de disparos, a propósito, não caracteriza mais de
uma ação. A ação foi única contra mais de uma pessoa. Porém,
dessa única ação ou omissão produziu-se mais de um resultado. Por
isso, o concurso formal é o impróprio e não o próprio, devendo ser
aplicada a segunda parte do art. 70 do CP. Pela narração da
questão, conclui-se que o crimecontra Manoel é o homicídio doloso
eventual (assumiu o risco de produzir o resultado). O dolo eventual
caracteriza justamente o “desígnio autônomo” e, também, a ação
é “dolosa”. Conclui-se que estão presentes todos os requisitos do
concurso formal impróprio, portanto, a questão é falsa.
(QUESTÃO 391) No que diz respeito ao concurso de crimes, o
direito brasileiro adota o sistema do cúmulo material e o da
exasperação na aplicação da pena, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: De fato, em havendo concurso de crimes, dois
podem ser os sistemas aplicados: O da exasperação (aplicação da
pena de um dos crimes, com aumento) e o do cúmulo material
(aplicação da pena de todos os delitos, somadas). O sistema a ser
aplicado, em cada caso, dependerá da natureza do concurso de
crimes (concurso formal, concurso material ou crime continuado).
(QUESTÃO 392) Considere a seguinte situação hipotética. Juca,
maior, capaz, na saída de um estádio de futebol, tendo encontrado
diversos desafetos embarcados em um veículo de transporte
regular, aproveitou-se da oportunidade e lançou uma única bomba
incendiária contra o automóvel, causando graves lesões em
diversas vítimas e a morte de uma delas. Nesse caso, Juca será
apenado com base no concurso formal imperfeito ou impróprio,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O concurso de crime formal é uma única ação
produz mais de um resultado, mas ele se divide em: - Perfeito ou
Próprio: O agente não tem o dolo de praticar mais de um crime,
acontece porque ou todos os resultados são culposos ou porque
existe um preterdolo. -Imperfeito ou Impróprio: O agente quis
provocar cada um dos crimes.
(QUESTÃO 393) Tendo sido a subtração dos objetos praticada na
companhia de menor de dezoito anos de idade, João, Pedro e Paulo
praticaram o crime de furto qualificado em concurso formal com o
delito de corrupção de menores, ainda que José já houvesse
praticado outros delitos à data do crime, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Súmula 500 STJ: A configuração do crime do
art. 244-B do ECA independe da prova da efetiva corrupção do
menor, por se tratar de delito formal (que ocorre quando a
intenção do agente é presumida de seu próprio ato, que se
considera consumado independentemente do resultado).
(QUESTÃO 394) Em 15/10/2005, nas dependências do banco Y,
Carlos, com o objetivo de prejudicar direitos da instituição
financeira, preencheu e assinou declaração falsa na qual se
autodenominava Maurício. No mesmo dia, foi até outra agência do
mesmo banco e, agindo da mesma forma, declarou falsamente
chamar-se Alexandre. Em 1/5/2010, Carlos foi denunciado, tendo
a denúncia sido recebida em 24/5/2010. Após o devido processo
legal, em sentença proferida em 23/8/2012, o acusado foi
condenado a um ano e dois meses de reclusão, em regime
inicialmente aberto, e ao pagamento de doze dias-multa, no valor
unitário mínimo legal. A pena privativa de liberdade foi substituída
por uma pena restritiva de direitos e multa. O MP não apelou da
sentença condenatória. Com relação à situação hipotética acima.
As ações de Carlos configuram crime continuado, visto que as
condições de tempo, lugar e modo de execução foram as mesmas
em ambos os casos, tendo a ação subsequente dado continuidade
à primeira, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de
uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma
espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução
e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como
continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes,
se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer
caso, de um sexto a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209,
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de 11.7.1984). Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas
diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa,
poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a
conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos
e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se
idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as
regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75.
(QUESTÃO 395) Nos termos dessa lei, organização criminosa é a
associação de, no mínimo, quatro pessoas com estrutura ordenada
e divisão de tarefas, com estabilidade e permanência. A ausência
da estabilidade ou da permanência caracteriza o concurso eventual
de agentes, dotado de natureza passageira, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Conforme descrito na questão, para se
configurar a organização criminosa, são necessários alguns
requisitos, como: união de no mínimo quatro pessoas, com um
objetivo comum; estrutura organizada e divisão de tarefas entre o
grupo; e presença de estabilidade e permanência na relação. Caso
esses requisitos não sejam preenchidos, o crime em tela é
descaracterizado e o agente será responsabilizado por concurso
eventual de agentes em outro tipo penal.
(QUESTÃO 396) Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por
empréstimo, uma arma de fogo, dando-lhe ciência de sua intenção
de utilizá-la para matar outrem, o amigo que emprestar a arma
será considerado partícipe do homicídio se o referido indivíduo
cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize tal arma
para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Art. 29 - que trata do concurso de pessoas -
diz que quem de qualquer modo concorre para o crime responde
nas penas a esse cominadas, na medida de sua culpabilidade.
Assim, quem cogita (podendo ser criando a ideia ou reforçando a
que já existe), prepara (pode ser emprestando a arma do crime)
ou executa em conjunto, devem responder pelo mesmo crime.
Contudo, no caso da questão, um indivíduo sabendo que o outro
iria matar a vítima emprestou a arma; contudo, para ele responder
pelo crime a arma deveria ter sido utilizada obrigatoriamente.
Como a arma não foi utilizada e o indivíduo também não teve a
chamada participação moral (que é reforçar ou criar a ideia), o
crime para quem emprestou a arma não existe, pois, a participação
foi inócua ou inidônea.
(QUESTÃO 397) Em relação ao concurso de pessoas, o CP adota a
teoria monista, segundo a qual todos os que contribuem para a
prática de uma mesma infração penal cometem um único crime,
distinguindo-se, entretanto, os autores do delito dos partícipes,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A regra do Código Penal em seu Art. 29 é a
teoria monista, unitária ou igualitária, pois quem de qualquer
modo que contribuir para a empreitada criminosa responderá nas
penas do mesmo crime na medida de sua culpabilidade
(responsabilidade). Quando o artigo trata da teoria do autor, faz
distinção entre autores e partícipes do crime.
(QUESTÃO 398) No concurso de pessoas, a caracterização da
coautoria fica condicionada, entre outros requisitos, ao prévio
ajuste entre os agentes e à necessidade da prática de idêntico ato
executivo e crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Conforme leciona Cleber Masson, o concurso
de pessoas depende de cinco requisitos, assim esquematizados: (i)
pluralidade de agentes culpáveis; (ii) relevância causal das
condutas para a produção do resultado; (iii) vínculo subjetivo; (iv)
unidade de infração penal para todos os agentes; (v) existência de
fato punível. O requisito do vínculo subjetivo, também chamado
de concurso de vontades, impõe estejam todos os agentes ligados
entre si por um vínculo de ordem subjetiva, um nexo psicológico,
pois caso contrário não haverá um crime praticado em concurso,
mas vários crimes simultâneos. Os agentesdevem revelar vontade
homogênea, visando a produção do mesmo resultado. É o que se
convencionou chamar de princípio da convergência. Logo, não é
possível a contribuição dolosa para um crime culposo, nem a
concorrência culposa para um delito culposo. Sem esse requisito
estaremos diante da autoria colateral. O vínculo subjetivo não
depende, contudo, do prévio ajuste entre os envolvidos (“pactum
sceleris”). Basta a ciência por parte de um agente no tocante ao
fato de concorrer para a conduta de outrem (“scientia sceleris” ou
“scientia maleficii”), chamada pela doutrina de “consciente e
voluntária cooperação”, “vontade de participar”, “vontade de
coparticipar”, “adesão à vontade de outrem” ou “concorrência de
vontades”. No que tange à unidade de infração penal para todos
os agentes, Cleber Masson ensina que o artigo 29, “caput”, do
Código Penal, estabelece que “quem, de qualquer modo, concorre
para o crime, incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade”. Adotou-se, como regra, a teoria unitária,
monística ou monista: quem concorre para um crime, por ele
responde. Todos os coautores e partícipes se sujeitam a um único
tipo penal: há um único crime com diversos agentes. Assim, se 10
(dez) pessoas, com unidade de desígnios, esfaqueiam alguém, tem-
se um crime de homicídio, nada obstante existam 10 (dez)
coautores. Excepcionalmente, contudo, o Código Penal abre
espaço para a teoria pluralista, pluralística, da cumplicidade do
crime distinto ou autonomia da cumplicidade, pela qual se
separam as condutas, com a criação de tipos penais diversos para
os agentes que buscam um mesmo resultado. É o que se dá, por
exemplo, no crime de aborto provocado por terceiro com o
consentimento da gestante (ao terceiro executor imputa-se o
crime tipificado no art. 126, enquanto para a gestante incide o
crime previsto no artigo 124, “in fine”, ambos do Código Penal).
Logo, não há que se falar na necessidade de prévio ajuste ou na
necessidade da prática de idêntico ato executivo e crime para que
esteja configurado o concurso de pessoas.
Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado, volume 1,
Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: Método, 7ª edição, 2013.
Há dois erros básicos na questão- primeiro: não existe o ajuste
prévio, podendo o concurso ocorrer até mesmo no momento da
execução do crime; segundo: para a existência do concurso, não é
necessária a prática de idênticos atos executórios do crime,
podendo existir a contribuição fora da execução e a divisão de
tarefas no momento da execução do crime.
(QUESTÃO 399) Tratando-se de concurso de agentes, quando
comprovada a vontade de um dos autores do fato em participar de
crime menos grave, a pena será diminuída até a metade, na
hipótese de o resultado mais grave ter sido previsível, não
podendo, contudo, ser inferior ao mínimo da pena cominada ao
crime efetivamente praticado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Tratando-se de participação dolosamente
distinta, nos termos do artigo 29 § 2º do CP “Se algum dos
concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á
aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.” Todavia,
em contraste com a assertiva feita na questão, tratando-se de uma
causa geral diminuição de pena, admite-se que transcenda o limite
mínimo abstratamente cominado pela lei penal para o crime
praticado.
(QUESTÃO 400) Considere que Joana, penalmente imputável,
tenha determinado a Francisco, também imputável, que desse uma
surra em Maria e que Francisco, por questões pessoais, tenha
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matado Maria. Nessa situação, Francisco e Joana deverão
responder pela prática do delito de homicídio, podendo Joana
beneficiar-se de causa de diminuição depena, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: De acordo com o artigo 29 do código penal
“Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas
a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. § 2º - Se algum
dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á
aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.” No caso em
tela, Joana apenas visava que Francisco desse uma surra (lesão
corporal) em Maria. Ainda que tenha concorrido para o delito de
lesão corporal, não concorreu para a morte da vítima, que foi
desejada apenas por Francisco por questões que não diziam
respeito à Joana e que, portanto, não lhe era previsível. Em
relação à Joana, poderia ser aplicada tão somente a pena
correspondente ao crime de lesão corporal, ao passo que Francisco
responde pelo crime de homicídio. Trata-se com efeito de
colaboração dolosamente distinta em que cada um responderá de
acordo com a sua intenção/culpabilidade: Joana pelo animus
laedendi e Francisco por seu animus necandi.
(QUESTÃO 401) O crime de lesão corporal dolosa de natureza
gravíssima é hediondo quando praticado contra cônjuge,
companheiro ou parente consanguíneo de até terceiro grau, de
agente da Polícia Rodoviária Federal e integrante do sistema
prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, em razão dessa
condição, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A afirmativa está de acordo com a nova
alteração da Lei n° 8.072/90- Lei de Crimes Hediondos -, a qual
passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1° I-A -lesão corporal
dolosa de natureza gravíssima {Art.129, § 2) e lesão corporal
seguida de morte {Art. 129, § 3), quando praticadas contra
autoridade ou agente descrito nos Arts. 142 e 144 da Constituição
Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de
Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela,
ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até
terceiro grau, em razão dessa condição.”
(QUESTÃO 402) A pluralidade de agentes, a relevância causal e o
liame subjetivo tornam completos os requisitos para que ocorra o
concurso de pessoas, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Os requisitos para que ocorra o concurso de
pessoas são: pluralidade de agentes (quem participa na execução
do crime é coautor e quem não executa o núcleo do tipo é
partícipe); relevância causal (a conduta deverá ser relevante);
liame subjetivo (é a vontade de participar do crime); e identidade
de infração: O Código Penal adotou a teoria Unitária ou Monista,
em que todos que concorrem para o crime, responderão por ele,
na medida de sua culpabilidade.
(QUESTÃO 403) O concurso de pessoas não é aplicável nos casos
de autoria colateral, participação inócua e coautoria sucessiva,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: No caso de coautoria sucessiva é aplicável o
concurso de pessoas. Além disso, não é necessário que haja ajuste
prévio, basta que ao menos um dos agentes tenha o liame
subjetivo, ou seja, a vontade de cometer o crime. Na autoria
colateral não há concurso de pessoas, porque não há vínculo
subjetivo entre os agentes, ou seja, um não sabe da intenção do
outro para o cometimento do crime. Na participação inócua o
concurso de pessoas não é aplicável, pois não há relevância causal.
(QUESTÃO 404) É suficiente que apenas um autor tenha o liame
subjetivo para haver o concurso de pessoas, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: O liame subjetivo é a vontade de participar
do crime. No concurso de pessoas, basta que, pelo menos um
agente queira participar do crime do outro. Além disso, é
dispensado o prévio ajuste.
(QUESTÃO 405) O agente de polícia que deixar de cumprir seu
dever de vedar ao preso o acesso a telefone celular, permitindo
que este mantenha contato com pessoas fora do estabelecimento
prisional, cometerá o crime decondescendência criminosa, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O agente de polícia cometerá o crime de
prevaricação, especificamente o previsto no artigo 319-A do
Código Penal: Prevaricação Art. 319 - Retardar ou deixar de
praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra
disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Art.
319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de
cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho
telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com
outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº
11.466, de 2007). Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
(QUESTÃO 406) A respeito de crimes contra a fé pública e a
administração pública. Não se configura o crime de
desobediência se o agente, apesar do dever de cumprir a ordem
legal emitida por funcionário público, não tiver possibilidade ou
condições efetivas de cumpri-la, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O crime de desobediência está previsto no
artigo 330 do Código Penal: Desobediência Art. 330 - Desobedecer
a ordem legal de funcionário público: Pena - detenção, de quinze
dias a seis meses, e multa. Victor Eduardo Rios Gonçalves leciona
que, para a configuração do crime de desobediência, são
necessários os seguintes requisitos: a) Deve haver uma ordem:
significa determinação, mandamento. O não atendimento de mero
pedido ou solicitação não caracteriza o crime. b) A ordem deve ser
legal: material e formalmente. Pode até ser injusta, só não pode
ser ilegal. c) Deve ser emanada de funcionário público competente
para proferi-la. d) É necessário que o destinatário tenha o dever
jurídico de cumprir a ordem. Além disso, não haverá crime se a
recusa se der por motivo de força maior ou por ser impossível por
algum motivo o seu cumprimento. Fonte: GONÇALVES, Victor
Eduardo Rios. Direito Penal Esquematizado - Parte Especial, São
Paulo: Saraiva, 4ª edição, 2014.
(QUESTÃO 407) O crime de concussão configura-se com a
exigência, por funcionário público, de vantagem indevida, ao passo
que, para a configuração do crime de corrupção passiva, basta que
ele solicite ou receba a vantagem, ou, ainda, aceite promessa de
recebê-la, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Para chegar a essa conclusão basta ao
candidato conhecer o texto da lei. Com efeito, no crime de
concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, o agente
público “exige” vantagem indevida, ao passo que no crime de
corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, basta
que o agente público solicite ou receba vantagem indevida ou
aceite a promessa de tal vantagem.
(QUESTÃO 408) Acerca dos crimes contra a administração
pública. Incorre em crime de peculato o servidor público que,
embora não tendo posse de determinado bem, concorra para
sua subtração, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de
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facilidade proporcionada pelo cargo que ocupe, julgue (C ou E)
o item seguinte.
Certo. Comentário: Trata-se do Peculato Furto ou Peculato
impróprio. Peculato Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público
de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo,
em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze
anos, e multa. § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário
público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio
ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a
qualidade de funcionário.
(QUESTÃO 409) Segundo entendimento do STJ, do STF e da
doutrina dominante acerca do direito penal. Considere que
Eduardo, em proveito alheio, tenha desviado material do
almoxarifado de um estabelecimento penal do Distrito Federal,
exclusivamente em razão de sua condição funcional, que lhe
permitia contar com a total confiança de seus superiores, dos
demais funcionários e dos vigilantes, além de ter livre acesso
ao referido setor. Nessa hipótese, Eduardo praticou o delito de
concussão, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Eduardo praticou o delito de peculato,
nos termos do art. 312 do CP: Peculato Art. 312 – Apropriar-se
o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena –
reclusão, de dois a doze anos, e multa.
(QUESTÃO 410) No peculato culposo, a reparação do dano
antes do recebimento da denúncia incorre em extinção da
punibilidade, ao passo que a reparação realizada entre o
recebimento da denúncia e o trânsito em julgado da sentença
condenatória possibilita a aplicação de causa de diminuição de
pena, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Peculato é crime de funcionário público
contra administração pública previsto no artigo 312 do Código
Penal: “Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro,
valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que
tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio
ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. § 1º -
Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não
tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre
para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-
se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. §
2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de
outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. § 3º - No caso
do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de
metade a pena imposta.” Assim, pela literalidade do §3º do artigo
312 do CP constata-se que: 1. Se a reparação do dano antes da
sentença irrecorrível, extingue a punibilidade do agente; 2. Se a
reparação do dano for posterior à sentença irrecorrível, a pena
imposta é reduzida pela metade.
(QUESTÃO 411) A pessoa que exerça temporariamente cargo
público, mesmo sem remuneração, poderá ser enquadrada em
crime de advocacia administrativa, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: De acordo com o CP - Funcionário público. Art.
327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais,
quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce
cargo, emprego ou função pública. Advocacia administrativa - Art.
321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado
perante a administração pública, valendo-se da qualidade de
funcionário: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
(QUESTÃO 412) Cometerá o crime de corrupção passiva
privilegiada, punido com detenção, o DP que, após receber
telefonema de procurador da República que se identifique como
tal, deixar de propor ação em que esse procurador seja
diretamente interessado, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Corrupção passiva. Art. 317 - Solicitar ou
receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela,
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena -
reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. § 1º - A pena é
aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou
promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato
de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. § 2º - Se o
funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com
infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de
outrem. (CORRUPÇÃO PRIVILEGIADA). Pena -detenção, de três
meses a um ano, ou multa.
DIREITO PROCESSUAL PENAL
(QUESTÃO413) Aos juízes federais compete processar e julgar,
nos casos determinados por lei, os crimes contra o sistema
financeiro e a ordem econômico-financeira, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 109, CF - Aos juízes federais compete
processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade
autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na
condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de
falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça
Eleitoral e à Justiça do Trabalho; II - as causas entre Estado
estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa
domiciliada ou residente no País; III - as causas fundadas em
tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional; IV - os crimes políticos e as infrações penais
praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União
ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas
as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e
da Justiça Eleitoral; V - os crimes previstos em tratado ou
convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o
resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente; V-A as causas relativas a direitos humanos a que
se refere o § 5º deste artigo; VI - os crimes contra a organização
do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema
financeiro e a ordem econômico-financeira; VII - os “habeas-
corpus”, em matéria criminal de sua competência ou quando o
constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam
diretamente sujeitos a outra jurisdição; VIII - os mandados de
segurança e os “habeas-data” contra ato de autoridade federal,
excetuados os casos de competência dos tribunais federais; IX - os
crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a
competência da Justiça Militar; X - os crimes de ingresso ou
permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta
rogatória, após o “exequatur”, e de sentença estrangeira, após a
homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a
respectiva opção, e à naturalização; XI - a disputa sobre direitos
indígenas.
(QUESTÃO 414) A competência da justiça federal para
processar e julgar os crimes contra a organização do trabalho
alcança os delitos referentes a direitos individuais, e não, a
direitos que visem a toda uma categoria de trabalhadores,
julgue (C ou E) o item seguinte.
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Errado. Comentário: A competência alcança apenas os delitos
que envolvem a coletividade de trabalhadores e não apenas o
trabalhador em si. Art. 109, CF - Aos juízes federais compete
processar e julgar: VI - os crimes contra a organização do trabalho
e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a
ordem econômico-financeira; “Para a caracterização do crime
contra a organização do trabalho, o delito deve atingir a liberdade
individual dos trabalhadores, como também a Organização do
Trabalho e a Previdência, a ferir a própria dignidade da pessoa
humana e colocar em risco a manutenção da Previdência Social e
as Instituições Trabalhistas, evidenciando a ocorrência de prejuízo
a bens, serviços ou interesses da União, conforme as hipóteses
previstas no art. 109 da CF (...)” (Ministro OG Fernandes, AGRAVO
REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 2006/0077849-5).
(QUESTÃO 415) Compete à justiça federal processar e julgar a
contravenção penal praticada em detrimento de bens e serviços
da União, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: STJ Súmula nº 38 - Compete à Justiça
Estadual Comum, na vigência da Constituição de 1988, o processo
por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de
bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades.
(QUESTÃO 416) A competência será determinada pela
prevenção se houver dois ou mais juízes competentes e um
deles tiver antecedido aos outros na prática de alguma medida
relativa ao processo, ainda que em fase anterior ao
oferecimento da denúncia ou da queixa, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Trata-se de conclusão extraída da disposição
do Art. 83 do CPP: “verificar-se-á a competência por prevenção
toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente
competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver
antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de
medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da
denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c)”.
(QUESTÃO 417) Júlio e Lauro foram denunciados, em processos
distintos, pela prática da mesma infração penal. Nessa
situação, a continência pode ser reconhecida em qualquer fase
da persecução penal, ainda que um dos processos esteja em
sede recursal ou, ainda, na fase de execução penal, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A continência é regra de competência
territorial, portanto, relativa, submetendo-se à preclusão caso não
seja alegada em momento oportuno, tanto para os interessados
como para os órgãos jurisdicionais. Além disso, o artigo 82 do CPP
é claro ao estabelecer um limite temporal para a reunião dos
processos em caso de conexão ou continência: quando da prolação
da sentença. Vejamos: Art. 82. Se, não obstante a conexão ou
continência, forem instaurados processos diferentes, a autoridade
de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram
perante os outros juízes, salvo se já estiverem com sentença
definitiva. Neste caso, a unidade dos processos só se dará,
ulteriormente, para o efeito de soma ou de unificação das penas.
(QUESTÃO 418) Uma quadrilha, em determinado lapso
temporal, realizou, em larga escala, diversos roubos de cargas
e valores transportados por empresas privadas em inúmeras
operações interestaduais, o que ensejou a atuação da Polícia
Federal na coordenação das investigações e a instauração do
competente inquérito policial. Nessa situação hipotética, findo
o procedimento policial, os autos deverão ser remetidos à
justiça estadual, pois a atuação da Polícia Federal não
transfere à justiça federal a competência para processar e
julgar o crime, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Em regra, crimes da competência da justiça
estadual é a polícia civil quem apura e investiga. Todavia, nas
infrações penais cuja prática tenha repercussão interestadual e
exija repressão uniforme a investigação deve ser implementada
pela Polícia Federal, nos termos dispostos na Lei 10.446/2002 que
veio implementar o art.144, §1º, I, da Constituição Federal.
Registre-se, porém, que ainda que o inquérito tenha sido formado
pelo órgão policial federal, a competência para processar e julgar
a conduta delituosa continua sendo da Justiça Estadual, não sendo
transferida para a instância
federal.”Fonte:http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_12_DEL
EGADO/arquivos/DPF_DELEGADO_JUSTIFICATIVAS_DE_ALTERA___
_ES_DE_GABARITO.PDFParte superior do formulário
(QUESTÃO 419) Compete à justiça federal processar e julgar
os acusados da prática de crimes de lavagem de dinheiro, uma
vez que a repressão a esses crimes é imposta por tratado
internacional, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A competência para a apreciação das
infrações penais de lavagem de capitais somente será da Justiça
Federal quando praticadas contra o sistema financeiro e a ordem
econômico-financeira, ou em detrimento de bens, serviços ou
interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas; ou quando o crime antecedente for de competência da
Justiça Federal.
(QUESTÃO 420) O querelante pode escolher ajuizar queixa-
crime no foro do domicílio do réu, ainda que conhecido o lugar
da infração, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 73 CPP. Nos casos de exclusivaação
privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
(QUESTÃO 421) Em se tratando de ações penais privadas,
prevalece, no processo penal, a competência de foro, com
preponderância do interesse do queixoso no que diz respeito à
distribuição territorial da competência, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: Art. 73. Nos casos de exclusiva ação
privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
(QUESTÃO 422) Consoante a jurisprudência do STJ, compete, em
regra, à justiça estadual processar e julgar os casos que envolvam
crimes previstos nas Leis n.º 8.137/1990 e n.º 8.176/1991, quando
relacionados à adulteração de combustível, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: penal. conflito de competência. juízo federal
e juízo estadual. crimes contra a economia popular e contra a
ordem econômica. adulteração de combustível. denúncia recebida
pelo juízo federal quanto ao crime de inutilização de sinal
(rompimento de lacres da anp). ato que firma a competência para
julgamento dos delitos conexos. inteligência da súmula 122. 1.
consoante a jurisprudência do superior tribunal de justiça,
compete à justiça estadual o processamento e julgamento dos
crimes previstos nas leis n. 8.137/1990 e 8.176/1991, quando
relacionados à adulteração de combustível. precedentes.(cc
115.445/sp, rel. ministro sebastião reis júnior, terceira seção,
julgado em 26/10/2011, dje 09/11/2011).
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(QUESTÃO 423) Acerca das características do inquérito policial,
é correto afirmar que ele constitui procedimento administrativo
informativo, que busca indícios de autoria e materialidade do
crime é correto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O inquérito policial possui caráter informativo
e é procedimento administrativo, pois é destinado a reunir
informações que permitam a conclusão sobre a existência, ou não,
de indícios de autoria e prova da materialidade do delito.
(QUESTÃO 424) No inquérito policial, o ofendido, ou seu
representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer
diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A autoridade policial atua com
discricionariedade na condução da investigação, determinando a
realização de diligências que reputar pertinentes, bem como
deferir, ou não, pedidos de realização de diligências formulados
pelo ofendido, seu representante ou pelo indiciado, conforme
disposto no Art. 14 do CPP. Convém lembrar que a
discricionariedade do Delegado de Polícia não prevalece diante do
comando legal. Sempre que o legislador fizer previsão de
diligências que o delegado deve realizar, conforme Art. 158 do
CPP, que trata do exame de corpo de delito, não pode a autoridade
agir com discricionariedade e decidir não realizar.
(QUESTÃO 425) Em relação ao inquérito policial, é correto
afirmar que, uma vez relatado o inquérito policial, não poderá ser
devolvido à autoridade policial, a requerimento do Ministério
Público, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O Art. 16 do CPP dispõe que o Ministério
Público não pode devolver o inquérito policial, exceto se entender
que há a necessidade de diligências imprescindíveis para o
oferecimento da denúncia ou esclarecimento de algum fato; nesse
caso, os autos poderão ser devolvidos para diligências
complementares.
(QUESTÃO 426) A respeito do inquérito policial nos crimes de
ação penal privada, a autoridade policial pode iniciar o inquérito
policial mediante notícia de crime formulada por qualquer do
povo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A autoridade policial somente pode agir
assim nos crimes de ação penal pública incondicionada. No caso
específico dos crimes de ação penal privada, a autoridade policial
dependerá sempre de requerimento do ofendido ou de seu
representante legal para desencadear a investigação.
(QUESTÃO 427) O inquérito policial independe da ação penal
instaurada para o processo e julgamento do mesmo fato criminoso,
razão pela qual, em se tratando de delito de ação penal pública
condicionada à representação, o inquérito policial poderá ser
instaurado independentemente de representação da pessoa
ofendida, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: A forma de instauração do inquérito policial
está intimamente ligada à ação penal prevista para o fato
criminoso cometido. Desta forma, a autoridade policial só poderá
dar início ao inquérito policial, ex officio, caso se trate de crime
de ação penal pública incondicionada, nos termos do Art. s·, I do
CPP. Nos casos de crimes cuja ação penal prevista seja a pública
condicionada à representação, o inquérito policial não pode ser
iniciado sem que exista a representação, nos termos do Art. s·, §
4• do CPP.
(QUESTÃO 428) Em se tratando de crimes de ação penal pública
condicionada, o inquérito policial poderá ser iniciado de ofício pela
autoridade policial sem a representação do ofendido, necessária
apenas para dar início à ação penal, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Errado. Comentário: A representação é necessária para a própria
instauração do IP, nos termos do Art. 5, §4° do CPP.
(QUESTÃO 429) O relatório final da autoridade policial é peça
imprescindível para a sua conclusão e oferecimento de denúncia,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: O relatório final da Autoridade Policial
encerra o inquérito, mas não impede que o Ministério Público
requeira outras diligências conforme o Art. 16 do CPP. O relatório
não é imprescindível, uma vez que pode o Ministério Público
oferecer a denúncia antes de sua apresentação, desde que já haja
nos autos do inquérito prova da material idade do fato e indícios
suficientes de autoria.
(QUESTÃO 430) A respeito dos princípios gerais do Direito
Processual Penal e do inquérito policial, julgue o seguinte item: O
arquivamento do inquérito policial embasado no princípio da
insignificância faz coisa julgada material, o que impede seu
desarquivamento diante do surgimento de novas provas, julgue (C
ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: O princípio da insignificância exclui a
tipicidade, sendo assim, uma vez arquivado o inquérito policial
com base em tal princípio, o surgimento de novas provas não
possibilita o desarquivamento, posto que a decisão faz coisa
julgada material.
(QUESTÃO 431) Arquivado o IP, por falta de elementos que
evidenciem a justa causa, admite-se que a autoridade policial
realize novas diligências, se de outras provas tiver notícia, julgue
(C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: A questão trata da literalidade do Art. 18 do
CPP: “Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela
autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a
autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de
outras provas tiver notícia”.
(QUESTÃO 432) O término do inquérito policial é caracterizado
pela elaboração de um relatório e por sua juntada pela autoridade
policial responsável, que não pode, nesse relatório, indicar
testemunhas que não tiverem sido inquiridas, julgue (C ou E) o
item seguinte.
Errado. Comentário: O Art. 10, § 2° do CPP estabelece que cabe
à autoridade policial, quando da conclusão do inquérito policial,
indicar testemunhas que não tenham sido ouvidas, devendo
indicar, ainda, o lugar em que possam ser encontradas. Isso se deve
pelo fato de que em algumas hipóteses o prazo do inquérito policial
se esgota, sem possibilidade de prorrogação, e ainda não foi
devidamente esclarecido o fato, nem cumpridas todas as
diligências possíveis.
(QUESTÃO 433)Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de
necessidade extrema comprovada, poderá ser decretada a
prisão temporária pela autoridade policial, que terá o prazo de
vinte e quatro horas para comunicar a prisão e encaminhar a
representação pertinente ao juiz competente, julgue (C ou E) o
item seguinte.
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Errado. Comentário: O crime de tráfico de drogas admite prisão
temporária, porém, a autoridade competente para decretar a
prisão é a autoridade judiciária, e não a policial. Art. 2° A prisão
temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da
autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e
terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em
caso de extrema e comprovada necessidade.
(QUESTÃO 434) Considerando, por hipótese, que, devido ao
fato de estar sendo investigado pela prática de latrocínio, José
tenha contratado um advogado para acompanhar as
investigações. Caso seja imprescindível para as investigações, a
prisão temporária de José poderá ser decretada de ofício pelo
juiz, visto que o crime de latrocínio admite essa modalidade de
prisão, julgue (C ou E) o item seguinte.
Errado. Comentário: Prisão temporária: - Cabível apenas ao
longo do IP; - Decretada pelo juiz (NUNCA será decretada de
ofício); - Requerida pelo MP ou pelo delegado; - Com prazo pré-
estabelecido em lei; - Prazos: 1 - Crimes comuns: 5 dias + 5 dias,
havendo autorização do juiz. 2 - Crimes hediondos e equiparados:
30 dias + 30 dias, havendo autorização do juiz.
(QUESTÃO 435) A respeito das espécies de prisão e do habeas
corpus. A prisão temporária só poderá ser decretada mediante
representação da autoridade policial ou a requerimento do
Ministério Público, vedada sua decretação de ofício pelo juiz,
julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 2° Lei 7.960/89. A prisão temporária será
decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade
policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo
de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema
e comprovada necessidade.
(QUESTÃO 436) Maria, vítima de estupro, comunicou o fato à
autoridade policial na delegacia de polícia. Chamada, seis
meses depois, para fazer o reconhecimento de um suspeito,
Maria o identificou com segurança. A partir dessa situação
hipotética. Por ser o crime de estupro hediondo, a prisão
temporária do suspeito, caso seja decretada, terá o prazo de
trinta dias, prorrogável por igual período, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: O prazo da prisão temporária nos crimes
hediondos será de trinta dias, prorrogável por igual período, em
caso de extrema e comprovada necessidade. Para os outros crimes,
o prazo da prisão temporária é de cinco dias, também prorrogável
por igual período, em caso de extrema e comprovada necessidade.
LEI Nº 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990.
Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos
tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 -
Código Penal, consumados ou tentados:
V - estupro (art. 213, caput e §§ 1° e 2°).
(QUESTÃO 437) A prisão temporária constitui-se em uma
espécie de prisão cautelar, admissível na fase das
investigações do inquérito policial, mas será decretada pelo
juiz, mediante representação da autoridade policial e ou a
requerimento do Ministério Público, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 1° Caberá prisão temporária: I - quando
imprescindível para as investigações do inquérito policial; I -
quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III -
quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova
admitida na legislação penal, de autoria ou participação do
indiciado nos seguintes crimes: a) homicídio doloso (art. 121,
caput, e seu § 2°); b) sequestro ou cárcere privado (art. 148,
caput, e seus §§ 1° e 2°); c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°,
2° e 3°); d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);
e) extorsão mediante sequestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2°
e 3°);
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223,
caput, e parágrafo único);
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação
com o art. 223, caput, e parágrafo único); h) rapto violento (art.
219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único);
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou
medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com
art. 285); l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro
de 1956), em qualquer de suas formas típicas; n) tráfico de drogas
(art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976); o) crimes
contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).
Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da
representação da autoridade policial ou de requerimento do
Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por
igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
(QUESTÃO 438) A prisão temporária pode ser decretada pelo
juiz ou pelo delegado condutor das investigações, julgue (C ou
E) o item seguinte.
Errado. Comentário: PRISÃO TEMPORÁRIA (Lei 7960/89): Prisão
cautelar cabível ao longo de IP, decretada pelo juiz a requerimento
do MP ou por representação da autoridade policial (o juiz não pode
decretar a medida de ofício, e também, não pode ser requerida
pelo querelante nos casos de ação penal privada), com prazo pré-
estabelecido em lei, uma vez presente os requisitos do Art. 1º da
Lei 7960/89. Prisão Temporária: - É a prisão cautelar - Cabível
apenas ao longo do IP - Decretada pelo juiz (NUNCA será decretada
de ofício) - Requerida pelo MP ou pelo delegado - Com prazo pré-
estabelecido em lei; - Uma vez presente os seus requisitos Prazos
1 - Crimes comuns: 5 dias + 5 dias, havendo autorização do juiz. 2
- Crimes hediondos e equiparados: 30 dias + 30 dias, havendo
autorização do juiz. FIQUE LIGADO: Somente o juiz pode decretar
a prisão temporária e também autorizar a prorrogação do seu
prazo.
(QUESTÃO 439) Marcos praticou crime de extorsão, cuja pena
é de reclusão, de quatro a dez anos, e multa. Marcos poderá ser
submetido a prisão temporária, que tem prazo fixo previsto em lei
e admite uma prorrogação por igual período, julgue (C ou E) o item
seguinte.
Certo. Comentário: Art. 1° Caberá prisão temporária: I - quando
imprescindível para as investigações do inquérito policial; II -
quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III -
quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova
admitida na legislação penal, de autoria ou participação do
indiciado nos seguintes crimes: d) extorsão (art. 158, caput, e seus
§§ 1° e 2°); Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz,
em face da representação da autoridade policial ou de
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco)
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade.
(QUESTÃO 440) No curso de um IP, segundo a Lei n.º
7.960/1989, será possível decretar a prisão temporária do
indiciado quando, de acordo com qualquer prova admitida na
legislação penal, houver fundadas razões de autoria ou
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participação dele no delito, se o crime investigado for o de
roubo, julgue (C ou E) o item seguinte.
Certo. Comentário: Art. 1° Caberá prisão temporária: I - quando
imprescindível para as investigações do inquérito policial; II -
quando o indicado não tiver residência fixa