Logo Passei Direto
Buscar

Apostila PF e PRF 636 Questões Comentadas Estilo Cespe (2018) Operação+Federal

User badge image
Joab Lima

em

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
1 
 
Sumário 
 
PORTUGUÊS ................................................................................................................................................................... 2 
REDAÇÃO OFICIAL ...................................................................................................................................................... 13 
INFORMÁTICA .............................................................................................................................................................. 15 
DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................................................................................................ 21 
DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................................................................... 35 
DIREITO PENAL ........................................................................................................................................................... 47 
DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................................. 62 
LEGISLAÇÃO ESPECIAL .............................................................................................................................................. 69 
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO ....................................................................................................................................... 85 
MATEMÁTICA ............................................................................................................................................................... 87 
FÍSICA ............................................................................................................................................................................ 91 
 

Resumo Quantitativo 



 
Assunto De Até Quantidade
Português 01 28 28 questões
Redação Oficial 29 44 16 questões
Informática 45 104 60 questões
Direito Administrativo 105 208 104 questões
Direito Constitucional 209 311 103 questões
Direito Penal 312 412 101 questões
Direito Processual Penal 413 472 60 questões
Legislação Especial 473 580 108 questões
Legislação de Trânsito 581 596 16 questões
Matemática 597 616 20 questões
Física 617 636 20 questões
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
2 
 
PORTUGUÊS 
 
(QUESTÃO 01) “No texto seguinte”, 
 
Acerca dos sentidos e da forma de organização e apresentação do 
texto acima, julgue os itens de 49 a 54. O vocábulo “pois” (L.6) 
pode ser substituído, sem que haja prejuízo ao sentido ou 
correção gramatical do texto, por dessarte, conquanto ou 
portanto, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Pois, logo, por isso, portanto, por 
conseguinte, assim – conjunção coordenativa conclusiva. 
Conquanto – oração coordenada concessiva. 
 
(QUESTÃO 02) “No texto seguinte”, 
 
Com relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima. A 
expressão “No entanto” (L.26-27) confere ao período em que 
ocorre a noção de condição, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Grupo das conjunções Adversativas: mas, 
porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. 
 
(QUESTÃO 03) “No texto seguinte”, 
 
 
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos. Mantendo-
se a correção gramatical e a coerência do texto, a oração “se 
alguém é executado” (l.12), que expressa uma hipótese, 
poderia ser escrita como caso se execute alguém, mas não, 
como se caso alguém se execute, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O trecho “caso se execute alguém” está na 
voz passiva sintética, transformando para a voz passiva analítica 
teremos: “caso alguém seja executado”. Nesse caso, mantém a 
correção gramatical e o sentido original. Já no trecho: “se caso 
alguém se execute”, percebe-se a voz reflexiva, sendo entendido 
da seguinte maneira: se caso alguém execute a si mesmo, mudando 
completamente o sentido original. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
3 
 
(QUESTÃO 04) “No texto seguinte”, 
 
Na expressão “Então, como agora” (L.4-5), o termo “Então” 
confere ao segmento uma relação sintática de conclusão, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Na expressão “então, como agora” (l.4-5), 
o termo “então” confere ao segmento uma ideia de tempo! a 
palavra “então” está acrescentando ao advérbio “agora” uma 
circunstância de tempo, trazendo a ideia de “naquela época do 
manifesto dos pioneiros...” se substituirmos “então” pelos outros 
advérbios de tempo, fica mais fácil de ver: 
“ontem/antigamente/antes/outrora..., como agora”. veja que o 
cespe não usou o “então” como conjunção conclusiva, pois, nesse 
caso, ele teria que ter associado “então” com o resto da frase “o 
país se dava conta da necessidade de contar com recursos humanos 
capazes de ombrear com os do mundo desenvolvido”! resumindo: 
então, como agora -> “então” é advérbio de tempo! então, como 
agora, o país se dava conta da necessidade de contar com recursos 
humanos capazes de ombrear com os do mundo desenvolvido. -> 
“então” é conjunção conclusiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 05) “No texto seguinte”, 
 
O período “Todos esses recursos (...) serviços” (L.13-15) poderia 
ser iniciado pelo conector de sentido adversativo entretanto, 
desde que fossem feitas as devidas alterações na grafia das 
palavras, sem que houvesse prejuízo para o sentido original e a 
correção gramatical do texto, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É fácil notar um sentido adversativo entre os 
dois períodos. O sentido adversativo está presente quando há 
relação de oposição ou contraste. Faça a leitura dos trechos: I - 
Para suprirem o aumento do tráfego nas redes, as operadoras 
realizaram elevados investimentos na última década —estimados 
em 200 bilhões de reais. 
Veja que há algo positivo. Grandes investimentos foram realizados. 
O normal é que, ao se aumentarem os investimentos para 
melhorarem os serviços, a satisfação do consumidor seja suprida. 
Mas veja o que ocorre: Entretanto... II- Todos esses recursos ainda 
o foram suficientes para a plena satisfação dos usuários desses 
serviços. 
 
(QUESTÃO 06) “No texto seguinte”, 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
4 
 
Relativos às ideias e estruturas linguísticas. Na linha 5, o vocábulo 
“porquanto”, que liga orações coordenadas, pode ser substituído 
por conquanto, sem prejuízo para a correção gramatical ou para a 
ocorrência textual, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Para diferenciar porquanto (conjunção 
coordenada explicativa, orações independentes) de conquanto 
(conjunção subordinada concessiva, orações dependentes), temos 
um detalhe em cada palavra para ajudar na memorização: 
Porquanto: porque (coordenadas explicativas). Conquanto: S. 
Concessiva. 
 
(QUESTÃO 07) “No texto seguinte”, 
 
 
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos. Sem prejuízo para 
o sentido original do texto, o vocábulo “Para” (l.8) poderia ser 
corretamente substituído por Caso, se o trecho “usá-lo” fosse, por 
sua vez, substituído por o usasse, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Errado. Comentário: Não é possível a substituição, pois o “Para” 
é uma preposição com função de finalidade. Já “Caso” é uma 
conjunção subordinada condicional. 
 
 
 
(QUESTÃO 08) “No texto seguinte”, 
 
 
Com base nas ideias do texto. O emprego da locução “no entanto” 
(l.3) evidencia que a ideia de Marilena Chauí acerca do conceito 
de democracia diverge da ideia de democracia que a autora atribui 
à classe dominante brasileira,julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: No entanto é uma conjunção coordenada 
adversativa, não tendo nenhuma outra ideia além de oposição. Vou 
listar algumas das conjunções: conectores coordenados aditivas: e, 
nem, não só, mas também, não apenas, como. adversativas: mas, 
contudo, entretanto, no entanto, não obstante, porém, todavia 
alternativas: ou, ou...ou, ora... ora, quer...quer, seja...seja. 
conclusiva: pois(deslocado), assim, então, logo, por conseguinte, 
desse modo, dessa forma, portanto. explicativa: pois(antes do 
verbo), que, porque. conectores suboordinados causais: como, 
porquanto, haja vista, graças a, uma vez que, já que, na medida 
em que concessivos: embora, apesar de, posto que, conquanto, 
mesmo que, malgrado, ainda que. condicionais: contanto que, se, 
caso, desde que, a menos que. conformativa: como, conforme, 
segundo, de acordo, consoante. proporcionais: à medida que, à 
proporção que, quanto mais, quanto menos. consecutivos: tanto 
que, tão que, tal que, de modo que, de forma que, de sorte que. 
temporais: quanto, enquanto, mal, desde que, assim que, logo 
que. finais: a fim de que, para que comparativas: igual a, como, 
tal qual, do que. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
5 
 
(QUESTÃO 09) “No texto seguinte”, 
 
 
 
Considerando os aspectos linguísticos do texto e as ideias nele 
expressas. O segmento “para a saúde geral e qualidade de vida da 
população” (linhas 14 e 15) está sintaticamente subordinado ao 
termo “fundamental” (linha 14), julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Fundamental para a saúde geral e qualidade 
de vida da população. O termo fundamental exige um 
complemento para fazer sentido. Fundamental para quê? Então os 
termos restantes complementam o sentido. Como fundamental é 
um substantivo e o complemento é preposicionado teremos um 
complemento nominal. Essa é relação sintática estabelecida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 10) “No texto seguinte”, 
 
A respeito dos sentidos do texto e de seus aspectos linguísticos. 
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma 
verbal “tendem” (linha 3) estivesse flexionada na terceira 
pessoa do singular, dada a previsão, na gramática normativa, 
da concordância com o núcleo mais próximo do sujeito, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: 1- Sujeito é composto e anteposto ao verbo: 
a concordância se faz no plural. - Mãe e filha conversaram durante 
o dia. 2 - Sujeito composto posposto ao verbo: o verbo pode 
estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. 
Isso é uma opção, e não uma obrigação. - Faltaram coragem e 
competência. - Faltou coragem e competência 
 
(QUESTÃO 11) “No texto seguinte”, 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
6 
 
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente. Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido 
original do texto se o trecho “São duas gramáticas distintas” 
(l.8) fosse reescrito da seguinte forma: Tratam-se de duas 
gramáticas diferentes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O correto seria: TRATA-SE de duas 
gramáticas diferentes. Exemplificando: Grave erro gramatical 
comete quem diz/escreve “Tratam-se de pessoas sérias”. O verbo 
“tratar” em construções como essa não varia. É um caso de sujeito 
indeterminado, que ocorre sempre com verbos transitivos indiretos 
acompanhados do índice de indeterminação do sujeito “se”. Além 
do mais, nunca devemos achar que o sujeito de uma oração é um 
elemento introduzido por preposição, como “de pessoas sérias”. 
Isso porque, na língua portuguesa, não devemos usar sujeito 
preposicionado. Assim, em orações como “Necessita-se de 
motoristas”, “Precisa-se de músicos”, “Passava das 18 horas”, o 
verbo fica no singular porque o sujeito está indeterminado. 
 
(QUESTÃO 12) “No texto seguinte”, 
 
Acerca dos sentidos e aspectos linguísticos do texto. O emprego 
da preposição ‘de’ em “da incapacidade” (linha 7) deve-se à 
regência do termo substantivo “falta” (linha 6), julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Diante da falta de perspectiva e [diante] DA 
INCAPACIDADE DOS. “ Errado. É complemento nominal do advérbio 
“diante”. Há outra análise para “diante de”, mas ela também 
tornaria a assertiva incorreta. 
 
(QUESTÃO 13) “No texto seguinte”, 
 
Com relação aos aspectos estruturais e semânticos do texto acima. 
Entre as orações que compõem o período “não é preciso trabalhar 
com esses temas, ou sequer saber que existem” (L.14-15) 
estabelece-se uma relação sintático- semântica de alternância, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Notem que o “ou” foi utilizado com 
sentido inclusivo. Via de regra o “ou” significa alternância 
mesmo, mas a questão recai justamente na exceção da regra. 
 
(QUESTÃO 14) “No texto seguinte”, 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
7 
 
Considerando as relações sintático-semânticas do texto 
4A4AAA. A palavra “Isoladas” (l.12) introduz uma oração 
reduzida que, no texto, apresenta valor condicional, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Fica mais fácil de perceber se você alterar a 
ordem na frase. “As palavras quase nada significam (se/caso 
implicito) isoladas de contextos ou situação (...) “ 
 
(QUESTÃO 15) “No texto seguinte”, 
 
 
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente. Caso o vocábulo “certo”, em “um certo conteúdo” 
(l.6 e 7), fosse deslocado para imediatamente após “conteúdo”, 
seriam alterados o sentido e as relações sintáticas entre os 
termos da oração em que o trecho ocorre, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O sentido mudaria, mas a relação sintática 
não muda que é de adjunto adnominal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 16) “No texto seguinte”, 
 
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 
precedente. A oração “que a gramática do inglês não é a mesma 
gramática do português” (l. 18 e 19) exerce a função de 
complemento do vocábulo “claro” (l.18), julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: pois “que a gramática do inglês não é a 
mesma gramática do português” é sujeito de do verbo de ligação 
SER. Ordem direta ficaria “ Que a gramática do inglês não é a 
mesma gramática do português é claro”. 
 
(QUESTÃO 17) “No texto seguinte”, 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
8 
 
O sujeito da oração iniciada pela forma verbal “Disseram” (l.3) 
é indeterminado., julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Para ser sujeito indeterminado não pode ter 
nenhum referente próximo que se possa deduzir que seja o sujeito. 
“Quando indaguei a alguns escritores de sucesso...” Os escritores 
de sucesso que disseram. 
 
(QUESTÃO 18) “No texto seguinte”, 
 
Na linha 19, o pronome “que” retoma “os livros”, e ambos os 
termos exercem a mesma função sintática nas orações em que 
ocorrem, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Os biógrafos dos grandes autores sempre 
tentam rastrear os livros, que seus personagens leram na 
juventude. 1 - Os biógrafos tentam rastrear (o que ? ) = os livros 
>>>> objeto direto. 2 - Que seus personagens leram na juventude. 
(troca-se pronome relativo “QUE” pelo “OS QUAIS” daí 
percebemos, claramente, que o pronome retoma OS LIVROS. 
 Colocando a segunda oração na ordem direta ficará assim: Seus 
personagens leram os livros na juventude. (leram o que ?) = os 
livros >>> objeto direto. OS DOIS TERMOS EXERCEM FUNÇÃO 
SINTÁTICA DE OBJETO DIRETO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 19) “No texto seguinte”, 
 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB. A 
supressão da vírgula empregada logo após a palavra “também” 
(l.6) não prejudicaria o sentido original do períodoem que 
ocorre, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Aquelas folhas de papel me esperavam 
também, intocadas, e era minha obrigação aposto explicativo. A 
omissão mudaria o sentido, pois deverá estar entre vírgulas e 
funcionará sintaticamente como aposto explicativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
9 
 
(QUESTÃO 20) “No texto seguinte”, 
 
 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB. A vírgula 
empregada logo após “protegia” (l.4) separa orações aditivas que 
têm sujeitos distintos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: 1 - oração - Mas aquela casa me protegia, e 
(conjunção aditiva). 2 - oração dentro dela uma mulher se 
esforçava por me fazer feliz. Ambas as orações são aditiva – Certo. 
Sujeito da frase 1 - quem me protegia? aquela casa - sujeito. 
Sujeito da frase 2 - quem se esforçava por me fazer feliz? uma 
mulher – sujeito. Sujeitos são distintos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 21) “No texto seguinte”, 
 
 
Referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA. A 
supressão da vírgula empregada no trecho “a arte do inimigo, 
vária” (l.20) prejudicaria o sentido original do texto, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: “a arte do inimigo, vária”. Na oração, ocorre 
o que chamamos de zeugma, isto é, a vírgula está substituindo o 
verbo “é”, que está elíptico. A simples retirada da vírgula retira 
também o sentido da oração. Estaria correto se a questão dissesse: 
a supressão da vírgula e a inserção do verbo “é” em seu lugar 
mantem a correção gramatical e o sentido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
10 
 
(QUESTÃO 22) “No texto seguinte”, 
 
Apresenta trechos adaptados de textos do sítio do TCE/PA, quanto 
a correção gramatical. O Portal da Transparência do TCE/PA foi 
lançado, em maio de 2010, é um canal pelo qual a sociedade pode 
acompanhar a execução orçamentária e financeira deste tribunal, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Nunca devemos separar por vírgulas Sujeito-
Verbo-Complemento (S-V-C), sendo assim, o correto seria: ''O 
Portal da Transparência do TCE/PA foi lançado em maio de 2010.È 
um canal pelo qual a sociedade pode acompanhar a execução 
orçamentária e financeira deste tribunal.'' 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 23) “No texto seguinte”, 
 
 
 
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB8A1BBB. Seriam 
mantidas a correção gramatical e as informações veiculadas no 
texto caso o ponto final empregado logo após “tempo” (l. 7) 
fosse substituído por dois-pontos, da seguinte forma: D. João 
não perdeu tempo: no dia 10 de março (...), julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Os dois-pontos são usados: Em enumerações; 
Antes de uma citação; Quando se quer esclarecer algo, No 
vocativo em cartas, sejam comerciais ou sociais (ou vírgulas); Após 
as palavras: exemplo, observação, nota, importante etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
11 
 
(QUESTÃO 24) “No texto seguinte”, 
 
Ainda com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A2BBB. O 
trecho “e também” (l.24) poderia ser corretamente isolado por 
vírgulas, recurso que lhe conferiria ênfase, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A vírgula antes da conjunção “E” é possível 
nos seguintes 3 casos: 1). Quando o “E” tem função adversativa. 
Ex.: Comprei as passagens, E não viajei. (O “E” tem função 
adversativa e poderia ser substituído pelo “mas”). 2). Quando o 
“E” une orações com sujeitos diferentes. Ex.: Marcela comprou 
duas bolsas, e Ana comprou três. 3). Quando há polissíndeto 
(presença de várias conjunções numa mesma frase. É utilizado pelo 
autor para enfatizar cada um dos eventos apresentados no 
período). Ex.: E acordou, e leu o jornal, e meditou, e foi trabalhar. 
Fonte: Professora Rafaela Motta. Explicação no vídeo: 
https://www.youtube.com/watch?v=tYBPL3_VXkA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 25) “No texto seguinte”, 
 
Acerca de aspectos linguísticos. A correção gramatical e o 
sentido do texto seriam mantidos caso o termo “em casa” (l.18) 
fosse isolado por vírgulas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Se “em casa” for isolado por vírgulas, a casa 
passa a ser do Antônio Carlos de Oliveira e a comédia a ser do Sr. 
Dr. Estevão Soares, que é o sentido contrário ao do texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
12 
 
(QUESTÃO 26) “No texto seguinte”, 
 
 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um 
amigo em talas. As vírgulas em “Amadeu Amaral Júnior, em estado 
de desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão 
dormido” (l. 18 a 20) foram todas empregadas para separar itens 
de uma enumeração, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: 'em estado de desemprego' tem função 
adjetiva, pois como você mesmo observou equivale a 
'desempregado'. Não é um aposto explicativo, nem predicativo do 
sujeito, uma vez que há um sujeito de oração verbal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(QUESTÃO 27) “No texto seguinte”, 
 
 
Ainda a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto. 
A supressão da vírgula empregada logo após “prerrogativa” 
(l.41) manteria a coerência do texto, embora alterasse o seu 
sentido, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Tornaria uma oração restritiva. Um exemplo 
que uso muito: Angélica, encontrei seu irmão que mora em Paris. 
Angélica, encontrei seu irmão, que mora em Paris. No primeiro 
período, observa-se que somente o irmão de Angélica o qual mora 
em Paris foi encontrado por mim, os outros irmãos dela não foram 
citados no contexto. Portanto, sem vírgulas, entende-se que ela 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
13 
 
tem mais de um irmão. Já no segundo período, entende-se que a 
característica básica de irmão de Angélica é ser morador de Paris, 
pois ele é o único irmão. No caso da questão: (...) mediante 
simples afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa 
garantida pela Constituição Federal vigente. (...) mediante simples 
afirmativa, postular as benesses dessa prerrogativa, garantida pela 
Constituição Federal vigente. No primeiro período somente os 
benefícios garantidos na constituição, os outros fora dela não 
foram postulados. No segundo período, o benefício que está na 
constituição é único. Só existe ele. Benesse é um substantivo de 
dois gêneros na língua portuguesa, e significa um benefício ou 
ganho, normalmente recebido sem muito trabalho ou esforço. 
 
(QUESTÃO 28) “No texto seguinte”, 
 
A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente. A 
correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula 
empregada logo após a palavra “sustentáveis” l.13) fosse 
suprimida, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão pergunta se a vírgula de um 
adjunto adverbial com cinco palavras DESLOCADO pode ser 
suprimida. É claro que não pode, ou 5 palavras virou pequena 
extensão?http://www.cespe.unb.br/concursos/TJDFT_15_SERVID
OR/arquivos/Gab_Definitivo_216TJDFTSER_CB2_01.pdf 
http://www.cespe.unb.br/concursos/TJDFT_15_SERVIDOR/arquiv
os/216TJDFTSER_CB2_01.pdf. 
REDAÇÃO OFICIAL 
 
(QUESTÃO 29) À luz das orientações constantes no Manual de 
Redação da Presidência da República. A obrigatoriedade do uso do 
padrão culto da língua e o requisito de impessoalidade são 
incompatíveis com o emprego da linguagem técnica nas 
comunicações oficiais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado.Comentário: O Manual de Redação Oficial informa que “A 
linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a 
exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos 
rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a 
determinada área, são de difícil entendimento por quem não 
esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de 
explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da 
administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. “A 
linguagem técnica pode ser empregada, sim, porém respeitando o 
uso culto da língua e a impessoalidade exigida. 
 
(QUESTÃO 30) À luz das orientações constantes no Manual de 
Redação da Presidência da República. Admite-se o registro de 
impressões pessoais na redação oficial, desde que o assunto seja 
de interesse público e expresso em linguagem formal, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Manual de Redação Oficial informa que 
por se tratar de documentos oficiais, a linguagem adotada deverá 
ser sempre impessoal, considerando ainda outros elementos como 
clareza, impessoalidade, concisão, formalidade e uniformidade. 
 
(QUESTÃO 31) A respeito do padrão ofício em comunicações 
oficiais, conforme o Manual de Redação da Presidência da 
República. No memorando, dispensa-se o vocativo, que deve, 
contudo, constar no aviso e no ofício, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Na verdade, não dispensa o vocativo em 
memorandos porque definitivamente ele não é usado. Logo, ele 
não é dispensado, já que seu uso é incorreto. O erro está na 
questão afirmar que ele é dispensado, quando na verdade ele 
nunca é usado. 
 
(QUESTÃO 32) De acordo com as disposições do Manual de Redação 
da Presidência da República. Os despachos a memorandos 
expedidos entre unidades administrativas da PCDF devem ser 
dados no próprio documento e, caso falte espaço, em folha. Esse 
procedimento, além de evitar um desnecessário aumento do 
número de comunicações, contribui para a formação de um 
processo simplificado, que permite que se acompanhe o histórico 
do andamento da matéria tratada no memorando, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Segundo o manual, “A tramitação do 
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela 
simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar 
desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos 
ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso 
de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento 
permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando 
maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se 
história o andamento da matéria tratada no memorando.” 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
14 
 
(QUESTÃO 33) De acordo com as disposições do Manual de Redação 
da Presidência da República os documentos oficiais dirigidos aos 
delegados da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) devem conter 
o vocativo “Senhor Doutor Delegado da PCDF”, bem como o 
pronome de tratamento “Vossa Excelência”. 
 
Errado. Comentário: Não há problemas em usar o termo 
“doutor”. Se os respectivos delegados possuem título acadêmico, 
ou seja, se fizeram doutorado, então o termo pode ser usado. O 
problema está no pronome de tratamento. O certo é usar “Vossa 
Senhoria”. 
 
(QUESTÃO 34) Com relação à função e à linguagem das 
correspondências oficiais. A formalidade de tratamento 
empregada para se dirigir ao destinatário de uma comunicação 
oficial varia de acordo com a relação existente entre quem a 
expede e quem a recebe. Isso equivale a dizer que a hierarquia 
presente entre os interlocutores é determinante para a escolha 
adequada dos pronomes de tratamento adotados no texto, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Há erro neste enunciado. A formalidade 
empregada não varia, pois se trata de documentos oficiais, em que 
se usa também clareza, concisão, padrão formal da linguagem etc. 
Desta forma, o pronome de tratamento empregado é de acordo 
com a função exercida, e não com a relação existente. A hierarquia 
é determinante para o uso dos fechos existentes nestes 
documentos, e não dos pronomes de tratamento. 
 
(QUESTÃO 35) Embora as redações oficiais devam ser redigidas, 
em regra, de forma clara e objetiva, há situações em que se 
recomenda a prolixidade, como nas exposições de motivos, nas 
quais a redundância é necessária, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Na verdade, em nenhuma parte do Manual 
de Redação Oficial há referência positiva à prolixidade. Ela é 
contrária à objetividade e à clareza, pois e refere ao excesso e ao 
uso de palavras que prejudicam a coesão e a coerência do texto. 
 
(QUESTÃO 36) Com base no Manual de Redação da Presidência da 
República, que tratam da adequação da linguagem empregada na 
redação de correspondências oficiais da administração pública. A 
formalidade de tratamento está vinculada à uniformidade, à 
polidez e à civilidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Manual informa que “a formalidade de 
tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das 
comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural 
que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O 
estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige 
que se atente para todas as características da redação oficial e que 
se cuide, ainda, da apresentação dos textos”. 
 
(QUESTÃO 37) O uso do padrão culto nos atos e comunicações 
oficiais deve atender à finalidade do documento redigido, razão 
pela qual, na elaboração de documentos da administração pública, 
deve-se primar pelo emprego do jargão burocrático, próprio à 
natureza desses expedientes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Manual informa que “a identificação que 
se buscou fazer das características específicas da forma oficial de 
redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a 
criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de 
linguagem administrativa, o que coloquialmente e 
pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção 
do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de 
expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de 
construção de frases”. 
(QUESTÃO 38) As comunicações oficiais podem ser remetidas em 
nome do serviço público ou da pessoa que ocupa determinado 
cargo dentro do serviço público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão informa que “as comunicações 
oficiais podem ser remetidas em nome do serviço público ou da 
pessoa que ocupa determinado cargo dentro do serviço público”. 
O Manual de Redação Oficial informa que “(...) as comunicações 
oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um único 
comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações 
ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos 
por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições 
tratados de forma homogênea (o público)”. 
 
(QUESTÃO 39) Considerando aspectos estruturais e linguísticos 
das correspondências oficiais, de acordo com o Manual de Redação 
da Presidência da República. Procedimentos rotineiros 
incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e 
de cortesia, o emprego de jargões técnicos específicos, a estrutura 
dos expedientes e a fixação dos fechos, definem um padrão oficial 
para a linguagem a ser empregada na redação das comunicações 
oficiais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O enunciado da questão informa que 
“procedimentos rotineiros incorporados ao longo do tempo, como 
as formas de tratamento e de cortesia, o emprego de jargões 
técnicos específicos, aestrutura dos expedientes e a fixação dos 
fechos, definem um padrão oficial para a linguagem a ser 
empregada na redação das comunicações oficiais.” De acordo com 
o Manual de Redação Oficial, os textos oficiais “por seu caráter 
impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza 
e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há 
consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se observam 
as regras da gramática formal, e b) se emprega um vocabulário 
comum ao conjunto dos usuários do idioma. É importante ressaltar 
que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial 
decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, 
morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, 
das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se 
atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.” Ainda 
sobre a linguagem, “não existe propriamente um “padrão oficial 
de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e 
comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de 
determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no 
emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, 
necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de 
linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, 
deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.” 
 
(QUESTÃO 40) Considerando aspectos estruturais e linguísticos 
das correspondências oficiais, de acordo com o Manual de Redação 
da Presidência da República. A concisão é uma qualidade dos 
textos oficiais intimamente relacionada ao princípio da economia 
linguística, que visa eliminar do texto redundâncias e passagens 
que nada acrescentem ao que já tenha sido dito, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O enunciado informa que “a concisão é uma 
qualidade dos textos oficiais intimamente relacionada ao princípio 
da economia linguística, que visa eliminar do texto redundâncias e 
passagens que nada acrescentem ao que já tenha sido dito. 
Segundo o Manual, “a concisão é antes uma qualidade do que uma 
característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue 
transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. 
Para que se redija com essa qualidade, é fundamental que se 
tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, 
o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa 
releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
15 
 
repetições desnecessárias de ideias. O esforço de sermos concisos 
atende, basicamente ao princípio de economia linguística, à 
mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para 
informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como 
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens 
substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se 
exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, 
passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.” 
 
(QUESTÃO 41) O tratamento Digníssimo deve ser empregado para 
todas as autoridades do poder público, uma vez que a dignidade é 
tida como qualidade inerente aos ocupantes de cargos públicos, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão apresente a seguinte afirmação: 
“o tratamento Digníssimo deve ser empregado para todas as 
autoridades do poder público, uma vez que a dignidade é tida como 
qualidade inerente aos ocupantes de cargos públicos”. Segundo o 
Manual de Redação Oficial, “em comunicações oficiais, está 
abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades 
arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se 
ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida 
evocação”. 
 
(QUESTÃO 42) Os atributos da comunicação oficial, a exemplo da 
clareza, concisão, formalidade e uniformidade, estão associados 
aos princípios que, segundo a Constituição Federal, norteiam a 
administração pública, como os da publicidade e da 
impessoalidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão informa que “os atributos da 
comunicação oficial, a exemplo da clareza, concisão, formalidade 
e uniformidade, estão associados aos princípios que, segundo a 
Constituição Federal, norteiam a administração pública, como os 
da publicidade e da impessoalidade”. Segundo o Manual de 
Redação Oficial, “a redação oficial deve caracterizar-se pela 
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, 
concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses 
atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A 
administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo 
a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda 
administração pública, claro está que devem igualmente nortear a 
elaboração dos atos e comunicações oficiais”. 
 
(QUESTÃO 43) A eficácia da comunicação oficial depende 
basicamente do uso de linguagem simples e direta, chegando ao 
assunto que se deseja expor sem passar, por exemplo, pelos 
atalhos das fórmulas de refinada cortesia usuais no século passado. 
Ontem o estilo tendia ao rebuscamento, aos rodeios ou aos 
circunlóquios; hoje, a vida moderna obriga a uma redação mais 
objetiva e concisa. Considere-se, entretanto, que não há uma 
forma específica de linguagem administrativa, mas, sim, 
qualidades comuns a qualquer bom texto, seja ele oficial ou 
literário, aplicáveis à redação oficial: clareza, coesão, concisão, 
correção gramatical. Além disso, merecem destaque algumas 
características peculiares identificáveis na forma oficial de redigir: 
formalidade, uniformidade e impessoalidade. Considerando as 
informações veiculadas no texto acima e os elementos 
fundamentais das práticas de redação oficial, julgue os itens de 13 
a 15, conforme o Manual de redação oficial do TCDF. De acordo 
com as exigências de formalidade, uniformidade e impessoalidade 
dos atos oficiais, é correta a utilização do fecho Atenciosamente 
em documentos destinados a autoridades superiores ao 
responsável pelo ato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: É de conhecimento do candidato, e de 
acordo com o Manual de Redação Oficial que o fechamento com 
“Atenciosamente” é usado apenas para autoridades de mesma 
hierarquia ou de hierarquia inferior. Para autoridades superiores 
usa-se “Respeitosamente”. 
 
(QUESTÃO 44) Em comunicações de mero encaminhamento de 
documento, só deverá haver parágrafos de desenvolvimento se 
o autor desejar fazer observações a respeito do documento 
encaminhado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão informa que “em comunicações de 
mero encaminhamento de documento, só deverá haver parágrafos 
de desenvolvimento se o autor desejar fazer observações a 
respeito do documento encaminhado”. Segundo o Manual de 
Redação Oficial, “desenvolvimento: se o autor da comunicação 
desejar fazer algum comentário a respeito do documento que 
encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; 
em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso 
ou ofício de mero encaminhamento” (página 12). 
INFORMÁTICA 
 
(QUESTÃO 45) A ativação do firewall do Windows impede que 
e-mails com arquivos anexos infectados com vírus sejam abertos 
na máquina do usuário, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O firewall é um filtro das conexões de rede, 
mas ele não analisa o conteúdo do tráfego, não é antivírus, não é 
antispyware, etc. 
 
(QUESTÃO 46) Um firewall é utilizado para controle de acesso 
lógico, bloqueando todos os arquivos infectados com vírus e 
programas maliciosos que tentam infiltrar-se em uma redeou 
computador, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O firewall é apenas um filtro de conexões, 
que não analisa o conteúdo dos dados trafegados e não é antivírus, 
antispyware, etc. 
 
(QUESTÃO 47) Um firewall permite detectar e bloquear acessos 
a anexos de e-mails suspeitos, bem como detectar e desativar 
vírus que contaminaram um computador ou uma rede, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O firewall é um filtro de conexões. Ele 
permite ou bloqueia o tráfego de dados em portas específicas do 
computador. Ele não analisa o conteúdo do tráfego, como vírus 
anexados em e-mails. 
 
(QUESTÃO 48) Com relação a vírus de computadores e 
malwares em geral. Por meio de um firewall local, o ataque de 
malwares a redes sociais é inviável porque o firewall detecta 
assinatura de worms nesses sistemas, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O firewall protege localmente o 
computador do usuário, e a rede social está remotamente em 
execução, nos servidores do Facebook, Google, etc. 
 
(QUESTÃO 49) IPTables e Windows Firewall são exemplos de 
firewalls utilizados nas plataformas Linux e Windows, 
respectivamente. Ambos os sistemas são capazes de gerenciar 
a filtragem de pacotes com estado (statefull) na entrada e na 
saída de rede, de fazer o nateamento de endereços e de criar 
VPNs, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
16 
 
Errado. Comentário: IPTables: roteamento de pacotes. - 
Firewall: filtro de pacotes com base nas informações do cabeçalho 
(não filtra o conteúdo). 
 
(QUESTÃO 50) Um computador em uso na Internet é vulnerável 
ao ataque de vírus, razão por que a instalação e a constante 
atualização de antivírus são de fundamental importância para 
se evitar contaminações, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Assim como outra questão desta prova, 
princípio básico de operação do computador, dentro das respostas 
esperadas pelas bancas'. Manter o antivírus, antispyware e firewall 
atualizados e ativados. 
 
(QUESTÃO 51) Firewall é um dispositivo eletrônico que 
estabelece regras de segurança que propiciam maior velocidade 
de acesso à Internet a partir de redes wireless, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O firewall é um filtro de conexões, que 
permite ou bloqueia o tráfego, segundo as regras estabelecidas. 
Ele não é antivírus, antispyware, não faz nateamento, não analisa 
o conteúdo das mensagens de e-mail, e agora, não aumenta a 
velocidade da Internet (a Cespe é muito criativa em inventar 
aplicações para o firewall:) 
 
(QUESTÃO 52) Os antivírus fabricados para a versão do 
Microsoft Windows de 32 bits não funcionam em computadores 
com a versão do Microsoft Windows de 64 bits, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Segundo o próprio site da Microsoft, via de 
regra, a maioria dos programas feitos para versão de 32 bits do 
Windows funciona com uma versão de 64 bits do Windows. Os 
antivírus são uma notável exceção a isso. Portanto, questão certa. 
Fonte: http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/32-bit-
and-64-bit-windows#1TC=windows-7 
 
(QUESTÃO 53) Em um computador com o Windows instalado, o 
firewall detecta e desativa os vírus e worms que estejam 
contaminando o computador, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O antivírus detecta e desativa os vírus de 
computador. Os worms, que são pragas digitais, são detectadas e 
desativadas pelo antispyware. 
 
(QUESTÃO 54) O tráfego de DNS é considerado malicioso devido 
às alterações que ele ocasiona no arquivo de resolução de 
nomes padrão do Windows 7; por isso, o firewall do Windows 
pode ser configurado para bloquear automaticamente esse tipo 
de tráfego, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Dica: automaticamente... E tem mais: 
lembrando que o DNS é o serviço de nomes de domínio, que traduz 
um endereço URL para IP, e vice-versa, se ele não estiver 
autorizado, qualquer endereço URL digitado no navegador não será 
transformado em endereço IP, e não poderá ser localizado. 
 
(QUESTÃO 55) As VPNs (Virtual Private Network) são túneis 
criados em redes públicas para que essas redes apresentem nível 
de segurança equivalente ao das redes privadas. Na criação desses 
túneis, utilizam-se algoritmos criptográficos, devendo o 
gerenciamento de chaves criptográficas ser eficiente, para 
garantir-se segurança, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Primeiramente, se a criptografia não for 
eficiente, ela pode ser falha ou, simplesmente, quebrada. Uma 
VPN é uma forma de se conectar a uma Intranet, garantindo o 
princípio de acesso restrito. 
 
(QUESTÃO 56) Twitter, Orkut, Google+ e Facebook são exemplos 
de redes sociais que utilizam o recurso scraps para propiciar o 
compartilhamento de arquivos entre seus usuários, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Twitter não oferece compartilhamento de 
arquivos. O Facebook permite, por inbox, tal uso, mas isso porque 
as mensagens do Facebook são como e-mails. Na verdade, é 
possível enviar de um e-mail uma mensagem, para ela aparecer 
nas mensagens do Facebook. Para isso, basta destinar o e-mail para 
usuario@facebook.com, em que usuário é o nome do usuário 
presente após a barra, exemplo: facebook. com/usuario. 
 
(QUESTÃO 57) A rede privada virtual (VPN) do tipo site-to-site 
constituise, entre outros elementos, de um canal de comunicação 
criptografado entre dois gateways de rede., julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: A função de uma VPN é conectar dois ou mais 
dispositivos em uma Intranet, mesmo que estejam 
geograficamente distantes, logo tem que garantir o acesso restrito 
ao ambiente da rede. 
 
(QUESTÃO 58) O Facebook, sítio de serviço de rede de 
propriedade do governo dos Estados Unidos da América, permite a 
interação online entre pessoa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Facebook não pertence ao governo, mas, 
sim, a uma empresa privada. 
 
(QUESTÃO 59) O Google é um instrumento de busca que pode 
auxiliar a execução de diversas atividades, como, por exemplo, 
pesquisas escolares, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Questão simples que aborda a funcionalidade 
do motor de busca do Google. Além do Google, o Bing e o Yahoo 
Cadê são outros grandes motores de busca. Na China, o Baidu é o 
maior motor de busca, podendo ser equiparado como o “Google 
chinês”. 
 
(QUESTÃO 60) As redes sociais têm o tamanho padrão de medidas 
para imagens, o que facilita a criação, pois um único arquivo de 
imagem pode ser utilizado para ser postado em diferentes mídias 
sem comprometer a aparência, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As redes sociais não tem padrão de medidas 
para imagens, uma imagem postada no Facebook não 
necessariamente terá a mesma aparência dessa imagem postada 
no Instagram, flickr ou twitter. 
 
(QUESTÃO 61) Na realização de pesquisa de determinado assunto 
no sítio de buscas Google, as aspas indicam ao buscador que o 
assunto descrito fora das aspas deve ser considerado na pesquisa e 
o assunto descrito entre as aspas deve ser desconsiderado, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As aspas duplas indicam que só devem ser 
listados links de páginas que contenham exatamente o mesmo 
texto descrito entre as aspas. Para não exibir páginas com 
determinado texto, deve-se usar o sinal de menos (-) antes da 
palavra. 
 
(QUESTÃO 62) O sítio de buscas Google permite que o usuário 
realize pesquisas utilizando palavras e textos tanto em caixa baixa, 
quanto em caixa alta., julgue (C ou E) o item seguinte. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
17 
 
Certo. Comentário: É possível que o que está descrito no item 
aconteça, mas para que o motor de busca diferencie maiúsculasde 
minúsculas, o usuário precisa usar os filtros de busca avançada. 
 
(QUESTÃO 63) As lntranets, por serem redes com acesso restrito 
aos usuários de empresas, não utilizam os mesmos protocolos de 
comunicação usados na Internet, como o TCP/IP, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Internet e Intranet são redes. Portanto, 
usam os mesmos padrões e tecnologias. Elas se diferem apenas 
pelo fato de uma ser pública, e a outra de acesso restrito (privado). 
 
(QUESTÃO 64) A velocidade de acesso à Internet depende da 
ferramenta de navegação e do sistema operacional que estão 
sendo utilizados; o navegador Microsoft Internet Explorer, por 
exemplo, é acessado mais rapidamente em ambiente Windows, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O principal fator de velocidade é o canal 
liberado para uso pelo provedor de acesso. Os browsers até podem 
obter maior eficiência em determinadas situações, mas não são 
fatores que pesam na velocidade de acesso à Internet. Outro fator 
que determina a velocidade na transmissão dos dados é a outra 
ponta, pois não adianta o cliente ter capacidade de download de 
15MB, se o servidor consegue enviar somente a velocidade de 5MB. 
 
(QUESTÃO 65) Por ser o Linux o kernel, ou seja, o sistema 
operacional em si, para que ele funcione, será necessária a sua 
instalação em conjunto com outros aplicativos ou utilitários, 
especialmente em distribuições como Debian e Ubuntu, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: São os pacotes de instalação, semelhante aos 
softwares que instalamos no Windows, como o Microsoft Office, 
Libre Office, etc. O sistema operacional, tanto Windows como o 
Linux, oferece uma plataforma básica para o funcionamento do 
computador. Quaisquer outras funcionalidades precisarão ser 
instaladas posteriormente. 
 
(QUESTÃO 66) Em computadores com sistema operacional Linux 
ou Windows, o aumento da memória virtual possibilita a redução 
do consumo de memória RAM em uso, o que permite executar, de 
forma paralela e distribuída, no computador, uma quantidade 
maior de programas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A memória virtual é usada em apoio à 
memória RAM. Quando a memória RAM está ‘cheia’, a memória 
virtual é acionada. No Windows é o arquivo pagefile.sys. No Linux 
é a partição de troca (SWAP). 
 
(QUESTÃO 67) No ambiente Linux, é possível manter um único 
arquivo em um servidor e compartilhá-lo com vários usuários, 
eliminando-se cópias desnecessárias desse arquivo, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão não fala das distribuições Linux 
(que são várias e podem ser modificadas para atender as 
necessidades dos usuários), mas da possibilidade de uma pasta 
compartilhada de arquivos entre os usuários de uma mesma 
distribuição Linux, o que é possível, assim como no Windows. 
 
(QUESTÃO 68) Constitui desvantagem do Linux o fato de sua 
instalação ser aceita apenas em arquiteturas de hardware 
consideradas incomuns, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: É uma vantagem do Linux poder ser 
instalado em diferentes arquiteturas e configurações, ao contrário 
do Windows que exige sempre uma configuração top de linha e 
atual. 
 
(QUESTÃO 69) No Linux, quando há mais de um administrador na 
rede, eles devem, sempre que possível, utilizar a conta root 
diretamente. Esse procedimento permite que os administradores 
tenham os privilégios mais elevados, sem restrição, para acessar o 
sistema e para executar aplicativos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A utilização da conta root diretamente deve 
ser evitada. Uma boa prática é conceder aos usuários dos 
administradores perfil para executar as funções que desejam, mas 
sempre usando seus próprios usuários, e não a conta de root. 
 
(QUESTÃO 70) Os sistemas Linux e Windows podem estar 
instalados, ao mesmo tempo, em um único computador, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É possível ter o linux e o windows instalados 
na mesma máquina graças ao dual boot. dual boot é um sistema 
que permite instalar dois sistemas operacionais no mesmo pc. 
Assim, o usuário pode escolher qual usar ao iniciar o computador. 
 
(QUESTÃO 71) Relativo aos sistemas operacionais Linux e 
Microsoft Word 2013. Comparativamente a computadores com 
outros sistemas operacionais, computadores com o sistema 
Linux apresentam a vantagem de não perderem dados caso as 
máquinas sejam desligadas por meio de interrupção do 
fornecimento de energia elétrica, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Menosprezando o Windows. Os sistemas 
operacionais Windows e Linux (versões Desktop) armazenam as 
informações na memória RAM, e esta é temporária. Em caso de 
interrupção no fornecimento de energia, seu conteúdo é perdido, 
seja no Windows, seja no Linux, etc. 
 
(QUESTÃO 72) Relativo aos sistemas operacionais Linux e 
Microsoft Word 2013. As rotinas de inicialização GRUB e LILO, 
utilizadas em diversas distribuições Linux, podem ser acessadas 
por uma interface de linha de comando, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: É possível acessar as rotinas de inicialização 
GRUB e LILO para realizar a sua configuração, assim como é 
possível alterar as opções de inicialização do Windows (em 
Win+Pause, Configurações Avançadas do Sistema, Propriedades do 
Sistema, Inicialização e Recuperação). Não menosprezou, não 
restringiu e não negou. 
 
(QUESTÃO 73) Referente a redes de computadores, às 
ferramentas utilizadas nessas redes e ao navegador Google 
Chrome. Funcionalidades disponibilizadas no aplicativo Putty 
permitem que os usuários acessem um computador com o 
sistema operacional Linux a partir de um computador com 
sistema Windows, bem como permitem a execução remota de 
comandos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Ele é um cliente para conexão segura. A 
questão não tem restrição, não menospreza e não nega. 
 
(QUESTÃO 74) Ao se criar um arquivo nos sistemas operacionais 
Linux e Windows, é necessário informar o nome do arquivo e a 
sua extensão, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os programas de linux são distribuídos de 
forma diferente dos programas de Windows. O linux não utiliza 
extensão em arquivos, para o arquivo ser um arquivo executável, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
18 
 
basta ter permissão de execução. O que o torna executável é o 
comando (que precisa ter a permissão de execução). Por exemplo: 
Se o “arquivo” for binário ele torna-se um executável binário, se 
for texto torna-se um script (que é como os arquivos em lotes do 
Linux são chamados). OBS: Mas o que é um arquivo binário? Arquivo 
binário é uma definição comum para todo o arquivo que não é 
legível por humanos, somente por computador. É praticamente o 
contrário de um arquivo texto. Um arquivo binário não é formado 
por caracteres, mas sim por uma sequência de bytes em um dado 
formato que um programa específico lê. Porém, cada tipo de 
arquivo binário é diferente, sendo que alguns são criados para 
funcionar apenas no programa de seu criador, pois só o computador 
dele saberá ler. Exemplo: JPEG é um formato de arquivo binário 
para imagens. 
 
(QUESTÃO 75) Uma característica desejada para o sistema de 
backup é que ele permita a restauração rápida das informações 
quando houver incidente de perda de dados. Assim, as mídias de 
backup devem ser mantidas o mais próximo possível do sistema 
principal de armazenamento das informações, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Manter as mídias o mais próximo possível do 
sistema principal de armazenamento? Não mesmo! Se a ideia é 
manter os dados em segurança de forma a possibilitar restaurar em 
caso de perda, como ficaria se o CPD (a sala dos computadores) 
fosse incendiada? Adeus dados e adeus backup!Em uma enchente, 
como seria possível recuperar os dados depois? Uma das premissas 
do backup é guardar as mídias em local seguro e distante do 
sistema principal de armazenamento, se possível em outro prédio, 
cidade, estado, país! Sem querer alongar, mas lembra-se das torres 
gêmeas? Pois é, ocorreu caso de empresa que tinha uma sala em 
uma torre e guardou o backup na outra. 
 
(QUESTÃO 76) Memória cache se refere a uma área do disco rígido 
reservada para auxiliar no processo de backup de um computador, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Memória Cache é uma pequena quantidade 
de memória estática de alto desempenho, tendo por finalidade 
aumentar o desempenho do processador realizando uma busca 
antecipada na memória RAM. A taxa de acerto típica pode variar 
entre 80% e 99%, localizada entre a memória principal e o 
processador central. 
 
(QUESTÃO 77) O armazenamento do arquivo de dados no 
computador e na nuvem é considerado um procedimento de 
backup, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O backup é uma cópia de segurança, portanto, 
se eu tenho um arquivo salvo no meu computador, e também tenho 
uma cópia desse mesmo arquivo salvo na nuvem, essa cópia é um 
backup. Só lembrando que o armazenamento em nuvem é o 
armazenamento de dados em um servidor de rede permitindo o 
acesso de qualquer local com conexão à internet. 
 
(QUESTÃO 78) Periodicamente, é aconselhável fazer um backup 
das informações do computador e armazená-las em local distinto. 
Outra boa prática é a exclusão de arquivos temporários, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Simples. O backup serve basicamente para 
salvar cópias de segurança dos seus arquivos. Como afirma a 
questão, é interessante mantê-los em local distinto dos originais, 
para evitar perdas ou mesmo furto se for em uma empresa. 
 
(QUESTÃO 79) A criação de backups no mesmo disco em que estão 
localizados os arquivos originais pode representar risco relacionado 
à segurança da informação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O ideal na salvaguarda de arquivos backup é 
que os mesmos sejam salvos em mídias removíveis (pen drives, 
DVDs, HDs portáteis etc.) e que estas sejam mantidas em locais 
diferentes, para maior segurança dos dados. 
 
(QUESTÃO 80) Mesmo tendo realizado um backup completo do 
computador, o usuário não está totalmente salvo de problemas que 
possam surgir, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Nada na área computacional é totalmente 
seguro! Você pode, por exemplo, fazer um backup e, no seu 
próprio backup, ter um vírus que fará perder todo o conteúdo. 
 
(QUESTÃO 81) Fazer backup significa compactar os arquivos para 
liberar espaço em disco, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Fazer backup significa armazenar dados de 
forma segura, ou seja, fazer uma cópia de segurança para ser 
utilizada posteriormente. 
 
(QUESTÃO 82) Nos procedimentos de backup, é recomendável 
que as mídias do backup sejam armazenadas no mesmo local dos 
dados de origem, a fim de tornar a recuperação dos dados mais 
rápida e eficiente, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Essa questão é bem recorrente. Qualquer 
cópia de arquivo pode ser considerada um backup. Mas se a sua 
função é possibilitar a recuperação de dados, o ideal é que essa 
cópia seja feita, primeiro, em uma unidade distinta da copiada e, 
segundo, armazenada em um local distinto daquele onde fica a 
unidade copiada. Assim, caso ocorra um incêndio, por exemplo, o 
backup estará seguro em outro local. Por esse motivo o backup via 
internet torna-se uma ótima alternativa, cada vez mais viável 
frente ao aumento da velocidade das conexões. 
 
(QUESTÃO 83) O dropbox, ferramenta de backup disponibilizada 
na Internet, permite que sejam feitos backups somente do tipo 
diferencial, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Dropbox foi um dos primeiros serviços a 
oferecer para o grande público o armazenamento de arquivos em 
nuvem. De forma simplificada, o termo computação na nuvem 
indica que as informações estarão disponíveis através de uma série 
de servidores e oferecidas pela internet. Este modelo de 
desenvolvimento protege os arquivos contra falhas de 
equipamentos e garante que eles estejam sempre disponíveis, não 
importa onde o usuário está. Além da confiabilidade e da facilidade 
de acesso, é possível instalar uma ferramenta no computador para 
evitar o envio manual de arquivos. Ela sincroniza automaticamente 
as alterações feitas nos arquivos e pastas do PC com os servidores 
do Dropbox, além de também sincronizar as informações entre 
vários computadores. Se as máquinas estão na mesma rede, o 
cliente detecta e transfere os arquivos sem recorrer à conexão com 
a internet, uma excelente estratégia. 
 
(QUESTÃO 84) O backup diferencial é feito diariamente, sem a 
necessidade do backup normal, desde que ele seja realizado logo 
após o backup incremental, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Qual é a diferença entre o Backup 
Diferencial e o Backup Incremental? - Backup Diferencial: O Backup 
Diferencial, é executado após o último backup FULL, ele realiza 
backup apenas dos arquivos alterados, em sua primeira execução. 
Na segunda execução, ele irá realizar o backup dos arquivos que 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
19 
 
foram alterados após o último backup FULL, mais os arquivos que 
foram alterados depois do primeiro backup Diferencial, na terceira 
execução, o backup Diferencial irá pegar o montante dos arquivos 
alterados do primeiro e segundo backups, mais os arquivos 
alterados depois da segunda execução conforme imagem abaixo: - 
Restore: Na realização de um restore, será então necessário último 
backup FULL, e o último backup Diferencial. - Backup Incremental: 
O backup Incremental, realiza backup apenas dos últimos arquivos 
alterados, conforme imagem abaixo: - Restore: O restore do tipo 
de backup Incremental, será da seguinte forma, você deverá 
utilizar o último backup FULL, e em seguinda todos os backups 
depois do backup FULL (que são as alterações dos dias). - 
Observações: Os exemplos acima de restore, são baseados em 
perdas FULL, no dia-a-dia, dependendo da quantidade de arquivos 
e última alteração, não será necessário todos os backups desde o 
último FULL, para realização do restore. Apesar do backup 
Diferencial, aparentemente ser mais vantajoso do que o backup 
Incremental, dentro do seu ambiente é necessário verificar se 
realmente você terá uma janela de tempo de execução do backup 
Diferencial, já que a cada dia ele será mais demorado decorrente 
a quantidade de arquivos a serem backupeados. 
 
(QUESTÃO 85) A respeito de conceitos, arquiteturas, protocolos 
e ferramentas de redes de computadores. Cabos de par trançado, 
coaxiais e fibras ópticas são os tipos mais populares de meios de 
transmissão não guiados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os meios de transmissão podem ser 
classificados como guiados ou não guiados. Um meio de 
transmissão guiado é aquele que a estrutura física de um condutor, 
indica o início e o final da transmissão. Cabo de par trançado, 
cabos coaxiais e os cabos de fibra ótica são exemplos de meios 
guiados. Meios de transmissão não guiado, é aquele onde o sinal é 
enviado em várias direções, até encontrar o destino. Ondas de 
rádio, UHF, Wi-Fi, Bluetooth, infravermelho, são alguns exemplos. 
 
(QUESTÃO 86) No que se refere a redes de telecomunicações. Na 
topologia de rede, conhecida como barramento, ocorre 
interrupção no funcionamento da rede quando há falha de 
comunicação com uma estação de trabalho, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Numa topologia em barramento (isto é, um 
cabo linear), todas as estações estão ligadas ao mesmo cabo. Em 
qualquer instante, nomáximo uma máquina pode realizar uma 
transmissão, nesse momento as outras máquinas serão impedidas 
de enviar qualquer tipo de mensagem. Na topologia em 
barramento o fato de uma estação de trabalho falhar não acarreta 
a interrupção no funcionamento da rede, isso ocorre caso 
tenhamos algum problema em qualquer ponto do cabeamento. 
 
(QUESTÃO 87) No que diz respeito à segurança da informação e a 
procedimentos de segurança. Os procedimentos de segurança das 
redes sem fio são muito maleáveis, dado o uso desse tipo de rede 
evitar, por si só, a ocorrência de contaminações por vírus, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As configurações são versáteis e flexíveis, 
mas somente estas não serão capazes de evitar a ocorrência de 
contaminações por vírus. A detecção e remoção dos vírus é tarefa 
dos softwares antivírus. 
 
(QUESTÃO 88) No que se refere à segurança da informação e às 
redes de computadores. Uma rede bluetooth possui alcance 
ilimitado e possibilita a conexão de componentes a um computador 
sem a utilização de fios, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: No que se refere à segurança da informação 
e às redes de computadores, julgue o item seguinte. Uma rede 
bluetooth possui alcance ilimitado e possibilita a conexão de 
componentes a um computador sem a utilização de fios. 
 
(QUESTÃO 89) No que se refere a redes de computadores. 
Tamanho físico, tecnologia de transmissão e topologia são critérios 
utilizados para classificar as redes de computadores, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: As redes de computadores são classificadas 
segundo alguns critérios, exemplo: Segundo o tamanho ou 
extensão geográfica, ela pode ser classificada em LAN, WAN, MAN, 
etc Segundo a tecnologia de transmissão ela pode ser classificada 
em rede cabeada ou sem fios Segundo a topologia ela pode ser 
classificada em rede em anel, barramento, estrela, etc. 
 
(QUESTÃO 90) Acerca de redes de computadores, de correio 
eletrônico Outlook Express e computação na nuvem. Uma rede de 
dados, assim como os softwares, tem a função de transmitir 
informações e processá-las, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão tenta igualar a rede com os 
softwares afirmando que ambos têm funções de transmitir e 
processar informações, quando na verdade o software é 
responsável pelo processamento e a rede é responsável pela 
transmissão. Rede de dados é hardware, a parte física. Software é 
a parte virtual. Cada um faz o seu papel. 
 
(QUESTÃO 91) No que se refere aos conceitos básicos de redes de 
computadores e ao programa de navegação Microsoft Internet 
Explorer. Em uma rede de computadores, diversos protocolos 
podem ser utilizados no estabelecimento de uma única 
comunicação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Exemplo: quando você acessa o QConcursos 
você utiliza o HTTPS + TCP + IP dentre outros. O https fornece uma 
conexão segura para você se logar sem ter os dados interceptados; 
o tcp fornece um meio de comunicação confiável; o ip fornece faz 
o endereçamento entre você e o site. 
 
(QUESTÃO 92) Com relação a redes de computadores e a 
Internet. Os protocolos TCP/IP da Internet, devido à evolução 
das redes de comunicação, foram substituídos pelas redes sem 
fio, que não demandam ponto físico de acesso, razão pela qual 
não utilizam mais endereços IP, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Negação, restrição, menosprezo, são sinais 
de erros nas questões do CESPE. Os protocolos TCP/IP são a base 
das comunicações entre as diferentes redes, sejam cabeadas ou 
sem fio, e não foram substituídos por “redes sem fio que não 
utilizam IP”. Vários conceitos reunidos em uma assertiva do CESPE, 
geralmente está errado. 
 
(QUESTÃO 93) Com relação a redes de computadores e a Internet. 
As redes locais (LANs) são aquelas instaladas em grandes cidades 
de regiões metropolitanas, para a interconexão de um grupo 
grande de usuários, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As redes metropolitanas (MAN) é que são 
instaladas em grandes cidades de regiões metropolitanas. Já a LAN 
(local area network), é uma rede de acesso local, restrito a um 
prédio, escola, lan-house, empresa, etc. Se o acesso a rede local 
LAN for mediante cadastro em um servidor de rede com usuário e 
senha, então é uma Intranet. 
 
(QUESTÃO 94) A respeito da Internet e suas ferramentas. 
Switchs e roteadores são equipamentos utilizados para definir 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
20 
 
a origem e o destino de pacotes de dados que trafegam entre 
máquinas de usuários ou de servidores e podem ser utilizados 
para interligar várias redes de computadores entre si, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Os equipamentos promovem a interligação 
entre as redes de computadores. Operam entregando os pacotes 
de dados para quem solicitou, encaminham para a próxima rede se 
não estiver em sua sub-rede, segmentam o acesso em redes 
virtuais diferentes no mesmo aparelho, etc. 
 
(QUESTÃO 95) Com relação ao programa Microsoft Excel 2013 e à 
figura abaixo. 
 
Ao clicar o botão , a célula selecionada receberá a soma dos 
valores contidos nas células pertencentes à sua coluna, e não à sua 
linha, ou seja, receberá o valor 6 ao invés do valor 7, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É isso mesmo, se você selecionar todas as 
células da coluna S ou só deixar a célula imediatamente abaixa 
clicada, o resultado será o mesmo, ou seja, no caso, será 6. Caso 
você quisesse saber a soma das linhas à esquerda, precisaria 
necessariamente selecioná-las. 
 
(Questão 96) Com relação ao programa Microsoft Excel 2013 e à 
figura abaixo. 
 
 
Ao clicar o botão ⬇, a célula selecionada receberá a quantidade de 
células com valores preenchidos, ou seja, receberá o valor 11, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O nome desse ícone é preencher: ele irá dar 
continuidade a um padrão ou série nas células vizinhas, em 
qualquer direção. 
 
(Questão 97) Relativo aos aplicativos para edição de textos, 
planilhas e apresentações do ambiente Microsoft Office 2013. Em 
uma planilha do Excel 2013, ao se tentar inserir a fórmula 
=$a$3*(b3-c3), ocorrerá erro de digitação, pois as fórmulas devem 
ser digitadas com letras maiúsculas, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Para inserir uma fórmula no Excel é 
irrelevante o uso de letra maiúscula ou minúscula. Assim como as 
referências, ou seja, o cálculo =soma(b3-c3) retornará para o 
mesmo resultado de =SOMA(B3-C3). Todavia, na barra de fórmulas 
todo o conteúdo da célula será mostrado com letra maiúscula. 
 
(Questão 98) Relativo aos aplicativos para edição de textos, 
planilhas e apresentações do ambiente Microsoft Office 2013. No 
canto esquerdo superior da janela inicial do Excel 2013, consta a 
informação acerca do último arquivo acessado bem como do local 
onde ele está armazenado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É muito comum abrirmos o Excel por meio de 
um arquivo, acessando a planilha diretamente. Porém, quando 
abrimos o programa Excel sem nenhum arquivo selecionado, a tela 
inicial nos mostra, no canto superior esquerdo, os arquivos 
Recentes. No canto superior esquerdo temos as Ferramentas de 
Acesso Rápido, mas elas não trazem tal informação. Informações 
sobre o último arquivo aberto estarão na Guia Arquivo, Abrir, 
Recente. Correto. 
 
(Questão 99) Com relação ao sistema operacional Windows e ao 
ambiente Microsoft Office, julgue o item que se segue. No MS 
Excel, as referências relativas são fixas e identificadas pelo 
símbolo $, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: As referências absolutas são precedidas por 
um $ (cifrão), enquanto as referências relativas não são precedidas 
por nenhum símbolo.(Questão 100) Acerca do pacote Microsoft Office. A função 
SOMASE, do Excel, executa a soma do conteúdo de células 
especificadas em um intervalo segundo um critério ou uma 
condição, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: =SOMASE(intervalo; critérios;[intervalo a ser 
somado]): Dado o intervalo, ele verifica uma condição: para as 
células do intervalo em que a condição seja verdadeira, ele realiza 
a soma no intervalo da soma correspondente. 
 
(Questão 101) Á figura abaixo. Acerca de aplicativos para edição 
de textos e planilhas e do Windows 10. Situação hipotética: Fábio, 
servidor do INSS, recebeu a listagem dos cinco últimos rendimentos 
de um pensionista e, para que fosse calculada a média desses 
rendimentos, ele inseriu os dados no LibreOffice Calc. Assertiva: 
Nessa situação, por meio da fórmula =MED(A1:A5;5), inserida na 
célula A6, Fábio poderá determinar corretamente a média 
desejada, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
21 
 
 
 
Errado. Comentário: Para calcular a média de forma correta deve 
ser escrito a fórmula =MÉDIA(A1:A5). MED calcula a MEDIANA dos 
números; e o “5”, incluído distorce a mediana dos números de A1 
a A5. 
 
(Questão 102) Com relação às ferramentas e às funcionalidades 
do ambiente Windows. A alça de preenchimento do Excel é 
utilizada para somar valores numéricos contidos em um conjunto 
de células selecionadas pelo usuário, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A alça de preenchimento do Excel é 
utilizada para automatizar o preenchimento de dados nas células 
do Excel. Ela repete valores que já existem na coluna, preenche 
série de números, datas, fórmulas, mas não realiza somas. 
 
(Questão 103) Com relação ao Windows, ao Microsoft Office e aos 
programas de correio eletrônico. No MS Excel, o procedimento 
denominado referência absoluta possibilita que, ao se copiar, na 
planilha, a fórmula de uma célula para outra célula, o programa 
ajuste automaticamente a fórmula para que ela se adapte à nova 
célula, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O procedimento de referência absoluta faz 
o oposto do que a questão afirmou. Quando falamos em referência 
absoluta estamos falando em referência fixa, com valores 
determinados, absolutos. Logo, ao copiar esta referência, ela não 
será ajustada. Somente as referências relativas, que são relativas 
a uma posição e não absolutas, são ajustadas. 
 
(Questão 104) Relativos às funcionalidades do Microsoft Office 
2013. No Microsoft Excel 2013, as fórmulas sempre começam com 
o sinal =, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Uma fórmula do Excel começa sempre por um 
sinal de igual (=). O sinal de igual informa o Excel de que os 
caracteres que se seguem constituem uma fórmula. A seguir ao 
sinal de igual estão os elementos a calcular (os operandos), 
separados por operadores de cálculo. O Excel calcula a fórmula da 
esquerda para a direita, de acordo com uma ordem específica para 
cada operador da fórmula. Exemplo: =SOMA(A1;A2). 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
(QUESTÃO 105) A nomeação para cargo de provimento efetivo 
será realizada mediante prévia habilitação em concurso público 
de provas ou de provas e títulos ou, em algumas situações 
excepcionais, por livre escolha da autoridade competente, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não podemos confundir. Cargo público é 
dividido em 2: Efetivo: Depende de concurso público. Comissão 
(confiança): Livre nomeação e exoneração, não depende de 
concurso público. OBS: Lembrando que esses cargos são para 
direção, chefia e assessoramento. Vejam que a questão quis 
confundir misturando os dois conceitos, mas ela se refere ao 
efetivo: “ A nomeação para cargo de provimento efetivo.” 
(QUESTÃO 106) A lei reservará percentual dos cargos e empregos 
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os 
critérios de sua adaptação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 37 VIII - a lei reservará percentual dos 
cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de 
deficiência e definirá os critérios de sua admissão. 
 
(QUESTÃO 107) Os agentes administrativos vinculam-se 
profissionalmente ao Estado ou às suas entidades autárquicas e 
fundacionais e se sujeitam à hierarquia funcional e ao regime 
jurídico único da entidade estatal a que servem, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: 1) Os agentes administrativos vinculam-se 
profissionalmente ao Estado ou às suas entidades autárquicas e 
fundacionais e se sujeitam à hierarquia funcional. Segundo Hely 
Lopes Meirelles os agentes administrativos são todos aqueles que 
se vinculam ao estado ou às suas entidades autárquicas e 
fundacionais correlações profissionais sujeitos à hierarquia 
funcional e ao regime jurídico determinado pela estatal a que 
servem. Os agentes administrativos se dividem em três 
classificações: i) Servidor público propriamente dito: são os que 
ocupam cargo público - servidores do estado, fundações e 
autarquias - e a relação de trabalho é feita por estatuto. Os cargos 
em comissão enquadram-se nessa categoria. Os agentes 
administrativos da assertiva se encaixam nessa categoria. ii) 
Empregado público: são os que ocupam emprego público e a 
relação de trabalho é feita pelo art. 7º da CF mais a CLT. iii) 
Servidor temporário: ocupa função pública temporária conforme o 
art. 37 IX da CF. 2) e ao regime jurídico único da entidade estatal 
a que servem. A EC 19/98 extinguiu o REGIME JURÍDICO ÚNICO, 
mas o STF em 2008 institui a obrigatoriedade do REGIME JURÍDICO 
ÚNICO. Esta decisão deu inconstitucionalidade ao caput do art. 39 
da CF/88. Logo, voltou a vigorar o texto do art. primitivo que 
obriga a instituição do RJU. 
 
(QUESTÃO 108) Os vencimentos dos servidores públicos podem 
ser objeto de arresto, sequestro e penhora para pagamento de 
dívidas comerciais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 48 Lei 8.112/90. O vencimento, a 
remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro 
ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante 
de decisão judicial. 
 
(QUESTÃO 109) O dever de prestar contas do agente público 
refere-se exclusivamente aos atos relativos a dinheiro público e 
gestão financeira, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: ART 70 CF. Parágrafo único. Prestará contas 
qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, 
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores 
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, 
assuma obrigações de natureza pecuniária. 
 
(QUESTÃO 110) O desfazimento da nomeação de um agente 
administrativo somente pode ocorrer depois de assegurada a ele a 
garantia do contraditório e da ampla defesa, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Se o candidato foi aprovado dentro do número 
de vagas existe o direito subjetivo à nomeação (segundo 
entendimento do STF). Deste modo, se ocorrer o desfazimento da 
nomeação deverá ser garantido o contraditório e ampla defesa 
para garantir a segurança jurídica e além disso o ato deve ser 
motivado segundo a lei 9784/99 no art. 50. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
22 
 
(QUESTÃO 111) Segundo entendimento do STF, será 
constitucional lei estadual que permita o recrutamento de agentes 
administrativos, também denominados de servidores públicos, 
pelo regime especial temporário, não sendo necessária motivação 
quanto à real necessidade temporária das funções a serem 
exercidas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Servidor Público é aquele que ocupa um 
cargo público. Um contratado temporário, o que é totalmente 
possível na Adm. Pública (art. 37, inc IX, CF) exerce uma função 
pública. Ele na verdade é um agente administrativo,na categoria 
dos contratados temporários e não servidores públicos. Desse 
modo, a questão já está errada. 
 
-LPA 
- Lei nº 9.784 de 29 de Janeiro de 1999. Regula o processo 
administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Art. 
50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação 
dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: III - decidam 
processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
 
(QUESTÃO 112) Integram a categoria dos agentes administrativos 
aqueles que são contratados temporariamente para atender a uma 
necessidade temporária de excepcional interesse público, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Agentes administrativos: Servidores Públicos 
(ocupantes de cargos públicos - efetivo (com concurso) ou em 
comissão (cargos de direção chefia e assessoramento). Atua em 
PJD PÚBLICO da Adm Direta e Indireta. Assim, nem todo o Servidor 
Público faz concurso público, visto que existe os cargos em 
comissão (sem concurso) de livre nomeação e exoneração. 
 
(QUESTÃO 113) A investidura em cargo público ocorrerá com a 
entrada em exercício nas funções inerentes ao cargo, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Considerando a lei 8.112: Art. 7o A 
investidura em cargo público ocorrerá com a posse. 
 
(QUESTÃO 114) A posse poderá ocorrer mediante instrumento de 
procuração específica para tal ato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Artigo 13, § 3o, Lei 8112/90: “A posse poderá 
dar-se mediante procuração específica”. 
 
(QUESTÃO 115) As universidades públicas federais, entidades da 
administração indireta, são constituídas sob a forma de autarquias 
ou fundações públicas. Seus atos, além de sofrerem a fiscalização 
do TCU, submetem-se ao controle interno exercido pelo MEC, 
porque tais universidades são subordinadas a esse ministério, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Essa questão é básica sobre as 
características da administração indireta, e cobra conhecimentos 
sobre seu traço mais marcante: não há subordinação hierárquica 
entre os entes da administração indireta e a respectiva 
administração direta. As entidades da administração pública 
indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e 
sociedades de economia mista) se caracterizam por serem dotadas 
de personalidade jurídica própria e possuírem autonomia. Se elas 
estivessem sujeitas à subordinação hierárquica, onde estaria tal 
autonomia? Isso, porém, não quer dizer que elas não sofram algum 
tipo de controle. Assim, além dos mecanismos normais de controle 
da administração, tais entidades se sujeitam ao chamado controle 
finalístico ou supervisão ministerial, por meio do qual o ministério 
ao qual a entidade se vincula, no caso federal, observará se a 
mesma está cumprindo sua missão. Há, ainda, outros tipos de 
interferências indiretas, como é o caso da nomeação dos dirigentes 
dessas entidades. Afinal, não há controle interno do MEC – MEC e 
universidades pertencem a estruturas diferentes, então nem se 
poderia pensar num controle “interno” 
– e não se pode falar em vinculação hierárquica, como já 
demonstrado. 
 
(QUESTÃO 116) O fato de uma autarquia federal criar, em alguns 
estados da Federação, representações regionais para aproximar o 
poder público do cidadão caracteriza o fenômeno da 
descentralização administrativa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Para se responder corretamente esta 
questão, seria preciso que o candidato, de plano, percebesse que 
as mencionadas “representações regionais” constituiriam, no 
máximo, órgãos públicos. Seriam, pois, meras unidades de ação, 
distribuídas territorialmente, em ordem a facilitar o acesso do 
Poder Público aos cidadãos residentes em tais locais. Seja como 
for, o importante é identificar que não se trata da criação de 
pessoas jurídicas, premissa básica para que se pudesse cogitar, 
corretamente, de descentralização administrativa. Está errada a 
afirmativa, porquanto o caso retrata mera desconcentração 
administrativa. 
 
(QUESTÃO 117) Nos litígios comuns, as causas que digam respeito 
às autarquias federais, sejam estas autoras, rés, assistentes ou 
oponentes, são processadas e julgadas na justiça federal, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 109, I, da CF/88: “Art. 109. Aos juízes 
federais compete processar e julgar: I - as causas em que a União, 
entidade autárquica ou empresa pública federal forem 
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou 
oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as 
sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;” O que o 
dispositivo faz é atrair a competência da Justiça Federal, que 
basicamente serve para apreciar questões de interesse da União, 
para julgar também as causas que não tratem de matéria 
especializada (trabalhista e eleitoral, o que a questão chamou de 
“litígios comuns”) que envolvam as autarquias federais. Se você 
parar para pensar, não poderia ser diferente. Afinal, autarquias 
são entidades que seguem totalmente regras de Direito Público, as 
mesmas regras aplicáveis à Administração Direta, e existem apenas 
como uma forma de especialização da Administração, otimizando 
a prestação de um serviço público. Então, da mesma forma como 
as causas de interesse da União serão julgadas pela Justiça 
Federal, as de interesse das autarquias também o serão. 
 
(QUESTÃO 118) As autarquias, as empresas públicas e as 
sociedades de economia mista são categorias de entidades que 
integram a administração indireta, ainda que não prestem 
serviço público ou exerçam atividade econômica de natureza 
empresarial, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Seria mesmo inconcebível supor a existência 
de uma autarquia, de uma empresa pública ou de uma sociedade 
de economia mista cujo objeto não consista na prestação de um 
serviço público ou na exploração de uma atividade econômica. 
Excluir, portanto, tais objetos e, ainda assim, sustentar a 
possibilidade da existência das aludidas entidades da 
Administração indireta constitui rematado absurdo. É este, pois, o 
equívoco da afirmativa, vale dizer, partir da premissa de que, 
mesmo ausentes os objetos acima elencados, seria possível que 
fosse instituída uma autarquia, uma empresa pública ou uma 
sociedade de economia mista. Não seria, pelo simples fato de que 
a atuação das aludidas entidades restaria completamente 
esvaziada, por inexistência de objeto. Do contrário, seria de se 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
23 
 
indagar: para quê? Para qual finalidade a entidade estaria sendo 
criada? 
 
(QUESTÃO 119) No que se refere às entidades da administração 
pública indireta. As autarquias, que adquirem personalidade 
jurídica com a publicação da lei que as institui, são dispensadas do 
registro de seus atos constitutivos em cartório e possuem as 
prerrogativas especiais da fazenda pública, como os prazos em 
dobro para recorrer e a desnecessidade de anexar, nas ações 
judiciais, procuração do seu representante legal, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: As autarquias, de fato, são criadas por lei (art. 
37, inciso XIX, da CF/88) e adquirem personalidade jurídica com a 
publicação da lei que a criou. Nesse sentido, leciona Hely Lopes 
Meirelles: “a personalidade da autarquia, por ser de Direito 
Público, nasce com a lei que a institui, independentemente de 
registro” (Direito Administrativo Brasileiro. 25ª ed. São Paulo, 
Malheiros Editores, 2000, p. 320). Além disso, as autarquias 
possuem as prerrogativas especiais da fazenda pública, inclusive 
as prerrogativas processuais. Nesse sentido, “a representação 
judicial das autarquias e fundações públicas por seus procuradores 
ou advogados ocupantes de cargos efetivos dos respectivos 
quadros, independe da apresentação do instrumento de mandato”(art. 9º da Lei 9.469/1997). Outrossim, possuem prazo em dobro 
para recorrer e em quádruplo para contestar (CPC, art. 188; e Lei 
9.469/1967). 
 
(QUESTÃO 120) Acerca de organização administrativa. Uma 
autarquia federal pode ser criada mediante decreto específico do 
presidente da República, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O tema criação de entidades da 
Administração indireta possui tratamento diretamente 
constitucional, mais precisamente no art. 37, XIX, de nossa atual 
Carta Política. Da leitura desse dispositivo, extrai-se que, para ser 
instituída uma autarquia, é necessária a edição de lei específica. 
Daí se pode afirmar, com toda a certeza, estar incorreta a assertiva 
ora comentada. Mas, apenas a título de complemento, pode-se 
conjugar o preceito constitucional acima referido com o que 
estabelece o art. 84, VI, também da CF/88. Este último dispositivo 
contempla as hipóteses em que o presidente da República pode 
dispor mediante decreto, sendo que, na alínea “a”, consta: 
“organização e funcionamento da administração federal, quando 
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de 
órgãos públicos.” A expressão “órgãos públicos” pode ser aqui 
interpretada em sentido amplo, em ordem a abarcar também as 
entidades da Administração indireta, de modo que se torna 
vedada, expressamente, a criação de uma autarquia (assim como 
de qualquer outra entidade administrativa) mediante simples 
decreto. E isto, é claro, para além de tal proceder implicar, 
necessariamente, aumento de despesas, o que se revela 
igualmente vedado pela citada alínea “a” do inciso VI do art. 84 
de nossa Lei Maior. 
 
(QUESTÃO 121) Os princípios da administração pública estão 
previstos, de forma expressa ou implícita, na CF e, ainda, em leis 
ordinárias. Esses princípios, que consistem em parâmetros 
valorativos orientadores das atividades do Estado, são de 
observância obrigatória na administração direta e indireta de 
quaisquer dos poderes da União, dos estados, do DF e dos 
municípios. Acerca desses princípios e da organização 
administrativa do Estado. No âmbito federal, as autarquias são 
entes da administração indireta dotados de personalidade 
jurídica própria e criados por lei para executar atividades 
típicas da administração. Essas entidades sujeitam-se à 
supervisão ministerial, mas não se subordinam 
hierarquicamente ao ministério correspondente, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A afirmativa foi expressa ao se restringir ao 
“âmbito federal”, de sorte que a matéria deve ser analisada à luz 
do que estabelece o Decreto-lei 200/67, que é o diploma que 
dispõe sobre a organização da Administração Federal. Da leitura 
de seu texto, extrai-se que as autarquias, de fato, constituem 
entidades que integram a Administração indireta, dotadas de 
personalidade jurídica própria, para desempenharem atividades 
típicas da Administração Pública (art. 4º, II, “a” c/c art. 5º, I). 
Ademais, está igualmente correto asseverar que encontram-se 
submetidas ao controle administrativo denominado supervisão 
ministerial, que é aquele por meio do qual a Administração direta 
fiscaliza, nos estritos termos da lei, de forma condicionada, 
portanto, a atuação das entidades que compõem sua 
Administração indireta, especialmente no que se refere ao 
cumprimento de suas missões institucionais (art. 19 e seguintes, 
em especial art. 26). Por fim, não menos correto é afirmar que as 
autarquias não estão hierarquicamente subordinadas aos 
Ministérios correspondentes, sendo certo que a relação é de 
simples vinculação, e não de autêntica subordinação. 
 
(QUESTÃO 122) A criação de autarquia é uma forma de 
descentralização por meio da qual se transfere determinado 
serviço público para outra pessoa jurídica integrante do 
aparelho estatal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Está correto dizer que a instituição de uma 
autarquia seja mesmo uma forma de descentralização 
administrativa, mediante outorga legal, denominada de 
descentralização por serviços. A referência a “aparelho estatal” 
deve ser entendida, a meu ver, em sentido amplo, como sinônimo 
de Administração Pública. E, de fato, as autarquias integram a 
Administração Pública indireta (Decreto-lei 200/67, art. 4º, II, 
“a”). 
 
(QUESTÃO 123) Os conselhos profissionais, com exceção da 
OAB, têm personalidade jurídica de direito privado, detêm 
poder de polícia e gozam de imunidade tributária, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os conselhos profissionais são considerados 
autarquia com função de fiscalização, que exercem poder de 
polícia. Por serem autarquias, gozam de imunidade tributária, que 
é própria dos entes políticos, além de outras características. A 
OAB, por sua vez, embora seja um conselho profissional, 
diferencia-se dos demais pelo fato de não ter sido regulamentada 
por lei, mas sim pela própria Constituição Federal quando dispôs 
que o advogado é função essencial à justiça. É considerado pelo 
STF como um conselho profissional de terceiro gênero, possuindo 
regras específicas. 
 
(QUESTÃO 124) Acerca da organização administrativa do 
Estado, por se subordinar ao Congresso Nacional, o Tribunal de 
Contas da União integra o Poder Legislativo, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Apesar de órgão auxiliar do Poder 
legislativo, o tribunal de contas não o integra e não é 
subordinado a ela. Possui a natureza de instituição 
constitucional autônoma que não pertence a nenhum dos três 
poderes, a exemplo do que ocorre com o Ministério Público.” 
(STF – ADI (REF-MC) 4.190, rel. Min. Celso de Mello, j. 
10.03.2010, DJE 11.06.2010). 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
24 
 
(QUESTÃO 125) O direito público subdivide-se em interno e 
externo. O direito público externo destina-se a reger as 
relações entre os Estados soberanos e as atividades individuais 
no plano internacional, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Trata-se de questão que pinçou e encampou, 
na íntegra, clássica lição doutrinária de Hely Lopes Meirelles, ao 
discorrer sobre a distinção entre Direito Público e Direito Privado. 
Em sua obra, ao analisar especificamente o Direito Público, explica 
o referido autor, que, de fato, este se subdivide em dois planos, o 
interno e o externo, sendo que este último “destina-se a reger as 
relações entre os Estados soberanos e as atividades individuais no 
plano internacional.” (Direito Administrativo Brasileiro, 27ª 
edição, 2002, p. 36). Logo, está correta a afirmativa, na medida 
em que encontra expresso apoio na doutrina do citado autor. 
 
(QUESTÃO 126) O Estado constitui a nação politicamente 
organizada, enquanto a administração pública corresponde à 
atividade que estabelece objetivos do Estado, conduzindo 
politicamente os negócios públicos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O enunciado expressamente se referiu às 
noções de Estado, governo e administração. Pois bem: não está 
correto afirmar que o encargo de estabelecer os “objetivos do 
Estado, conduzindo politicamente os negócios públicos”, esteja 
ligado à administração. A rigor, trata-se de conceito relacionado à 
noção de governo. Com efeito, é o governo quem detém 
competência para fixar as políticas públicas, cabendo à 
administração, na verdade, executá-las, posteriormente. É bem 
verdade que a doutrina inclui, no chamado sentido amplo de 
administração pública, as funções que seriam próprias do governo. 
Todavia, se o próprio enunciado da questão destacou as três 
figuras, estava claro que o candidato deveria delas tratar em 
separado, vale dizer, trabalhando com a ideia de administração 
pública em sentido estrito. 
 
(QUESTÃO 127) De acordo com o critério da administração 
pública, o direito administrativo é o ramo do direito público 
que regula a atividade jurídicacontenciosa e não contenciosa 
do Estado, bem como a constituição de seus órgãos e meios de 
atuação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Pelo critério da Administração Pública, 
Direito Administrativo é o conjunto de princípios que regem a 
Administração Pública. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o 
doutrinador Hely Lopes Meirelles adota o critério da Administração 
ao definir Direito Administrativo como o “conjunto harmônico de 
princípio jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades 
tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins 
desejados pelo Estado” (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito 
Administrativo. 20ª ed. São Paulo, Atlas, 2007, pp. 42-43). Desse 
modo, não é correto afirmar que, de acordo com critério da 
administração pública, direito administrativo é o ramo do direito 
público que regula a atividade jurídica contenciosa e não 
contenciosa do Estado. 
 
(QUESTÃO 128) Do ponto de vista político, o Estado é a 
comunidade de homens fixada sobre um território, com 
potestade superior de ação, de mando e de coerção. Como ente 
personalizado, o Estado atua no campo do direito público e do 
direito privado, mantendo sempre sua personalidade única de 
direito público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A presente questão apoia-se, mediante 
absoluta transcrição de palavras, na doutrina de Hely Lopes 
Meirelles, no ponto em que o citado autor apresenta o conceito de 
Estado, sob seus diferentes ângulos. Com efeito, ao abordar o 
aspecto político, de fato, a definição acima confere, ipsis literis, 
com aquela defendida pelo citado doutrinador (Direito 
Administrativo Brasileiro, 27ª edição, 2002, p. 58/59). Por estar, 
portanto, respaldado expressamente na tradicional e abalizada 
doutrina de Hely Lopes Meirelles, pode-se afirmar como correta a 
afirmativa de que ora se cuida. 
 
(QUESTÃO 129) A lei administrativa estrangeira é fonte do 
direito administrativo brasileiro e o âmbito espacial de 
validade dessa lei obedece ao princípio da territorialidade, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Embora a lei seja, de fato, a principal fonte 
do Direito Administrativo, trata-se por óbvio da lei brasileira, 
sendo que a palavra “lei” deve ser compreendida em sentido 
amplo, vale dizer, abrangendo a Constituição e demais espécies 
normativas. A lei estrangeira, todavia, não pode ser considerada 
fonte de nosso Direito, pois aqui não tem eficácia, a não ser que o 
próprio ordenamento jurídico pátrio admita a extraterritorialidade 
de normas alienígenas, o que somente ocorre em hipóteses 
excepcionais (ex: art. 8º, §1º, Lei de Introdução às Normas do 
Direito Brasileiro, com a redação dada pela Lei 12.376/2010). 
 
(QUESTÃO 130) O Estado é um ente personalizado, 
apresentando-se não apenas exteriormente, nas relações 
internacionais, mas também internamente, como pessoa 
jurídica de direito público capaz de adquirir direitos e contrair 
obrigações na ordem jurídica, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A afirmativa está em sintonia com o que 
estabelece o art. 41 do Código Civil de 2002, na medida em que o 
conceito de Estado, latu sensu, abarca, exatamente, os entes 
federativos ali listados. No âmbito doutrinário, confira-se o que 
ensinam Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo: “O Estado é um ente 
personalizado (pessoa jurídica de direito público, nos termos dos 
arts. 40 e 41 do nosso Código Civil), apresentando-se – tanto nas 
relações internacionais, no convívio com outros Estados soberanos, 
quanto internamente– como sujeito capaz de adquirir direitos e 
contrair obrigações na ordem jurídica.” (Direito Administrativo 
Descomplicado, 20ª edição, 2012, p. 13). 
 
(QUESTÃO 131) Conceitualmente, é correto considerar que o 
direito administrativo abarca um conjunto de normas jurídicas 
de direito público que disciplina as atividades administrativas 
necessárias à realização dos direitos fundamentais da 
coletividade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A presente questão limitou-se a exigir dos 
candidatos a noção conceitual do Direito Administrativo. E a 
definição proposta se mostra em sintonia com a postura doutrinária 
mais moderna, como se percebe da simples comparação com o 
conceito oferecido por Rafael Carvalho Rezende Oliveira: “O 
Direito Administrativo é o ramo do Direito Público que tem por 
objeto as regras e os princípios aplicáveis à atividade 
administrativa preordenada à satisfação dos direitos 
fundamentais.” Bibliografia: OLIVEIRA, Rafael Carvalho 
Rezende. Curso de Direito Administrativo. 5ª ed. São Paulo: 
Método, 2017. 
 
(QUESTÃO 132) A regulação das relações jurídicas entre 
agentes públicos, entidades e órgãos estatais cabe ao direito 
administrativo, ao passo que a regulação das relações entre 
Estado e sociedade compete aos ramos do direito privado, que 
regulam, por exemplo, as ações judiciais de responsabilização 
civil do Estado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A primeira parte da assertiva se mostra 
correta, na medida em que, de fato, o Direito Administrativo se 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
25 
 
encarrega do estudo das relações travadas entre agentes públicos, 
entidades administrativas e órgãos estatais. Nada obstante, o 
mesmo não se pode dizer no tocante à segunda parte da 
afirmativa. Com efeito, as relações mantidas entre Estado e 
sociedade, vale dizer, entre Estado e os particulares em geral, 
também engloba aspectos inerentes ao Direito Público, e, em 
especial, ao Direito Administrativo. Cite-se, como exemplo, os atos 
que representam o exercício do poder de polícia, como as sanções 
de polícia. Claramente, consubstanciam relações jurídicas 
estabelecidas entre órgãos e entidades estatais, de um lado, e 
particulares, de outro. Estes, os particulares, são os destinatários 
das ditas sanções, as quais vêm a ser aplicadas pelo Poder Público, 
para usar uma expressão bem geral. Outro exemplo: um decreto 
expropriatório que atinge um dado bem particular. Haverá, aí, 
típica relação jurídica entre Estado e um particular, a qual é 
disciplinada por normas de Direito Administrativo. Do mesmo 
modo, as ações judiciais baseadas em casos de responsabilidade 
civil do Estado, referidas no enunciado da questão, tem como 
objeto de direito material temática que também é estudada no 
âmbito do Direito Administrativo, e não pelo Direito Privado, como 
equivocadamente asseverado. 
 
(QUESTÃO 133) O denominado “Estado em Rede” tem como uma 
de suas características marcantes a viabilização da participação do 
cidadão na atuação administrativa do Estado. Neste contexto, as 
audiências públicas e as consultas públicas podem ser apontadas 
como exemplos deste modelo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De fato, tanto a característica oferecida 
quanto os exemplos citados correspondem, de modo fidedigno, à 
teoria do Estado em rede. A propósito do tema, confira-se a lição 
de Alexandre Mazza: “A teoria do 'Estado em rede' foi criada como 
uma tentativa de aperfeiçoamento no modelo da administração 
pública gerencial. Superando a simples busca por resultados, o 
Estado em rede visa realizar uma gestão para a cidadania, 
transformando os indivíduos de destinatários das políticas públicas 
em 'protagonistas na definição das estratégias governamentais'. 
Seu principal desafio é incorporar a participação da sociedade civil 
organizada na priorização e na implementação de estratégias 
governamentais, fomentando a gestão regionalizada e a gestão 
participativa.” Neste contexto de fomento à gestão participativa, 
é claro que os institutos da audiência pública e da consulta pública 
consistem em instrumentos que atendem aos desideratos propostos 
pela teoria do Estado em rede. 
 
(QUESTÃO 134) A Administração Pública Gerencial, também 
denominadade racional, tem como uma de suas características 
marcantes o acentuado controle sobre processos, tendo o concurso 
público, a licitação, a desapropriação e o processo administrativo 
disciplinar como alguns de seus institutos ícones, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Todas as características referidas nesta 
opção não se aplicam ao modelo de Administração gerencial, mas 
sim à Administração burocrática, esta sim, fundada na ideia de 
controle rígido de ritos e processos. Já o modelo de Administração 
gerencial caracteriza-se pelo foco nos resultados e tem como 
elemento essencial o princípio da eficiência. Podemos citar outros 
institutos trazidos por este novo sistema, quais sejam, o contrato 
de gestão, a descentralização administrativa, as parcerias da 
Administração Pública, o princípio da economicidade, dentre 
outros. 
 
(QUESTÃO 135) Considere que um servidor público federal 
estável, submetido a estágio probatório para ocupar outro cargo 
público após aprovação em concurso público, desista de exercer 
a nova função. Nessa situação, o referido servidor terá o direito 
de ser reconduzido ao cargo ocupado anteriormente no serviço 
público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Recondução voluntária: é admitido ao servidor 
estável aprovado em um novo concurso assumir o novo cargo e 
dentro do período do estágio probatório desse, voluntariamente, 
pleitear sua recondução ao antigo cargo independentemente sua 
inabilitação no estágio probatório. Essa é a posição do STF (RMS 
22.933-DF, Rel. Min. Octávio Gallotti). Seguindo essa orientação, 
a AGU editou a Súmula Administrativa n.16, de observância na 
esfera federal, nos seguintes termos: O servidor estável investido 
em cargo público federal, em virtude de habilitação em concurso 
público, poderá desistir do estágio probatório a que é submetido 
com apoio no art. 20 da Lei 8112/90, e ser reconduzido ao cago 
inacumulável de que foi exonerado, a pedido Não se interporá 
recurso de decisão judicial que reconhecer esse pedido. O TCU 
entende que a recondução não é legítima para servidor público 
federal que for ocupar cargo na esfera estadual. Temos como 
exemplo, o caso de um servidor da Secretaria de Saúde do DF 
aprovado para analista do MPU. Nessa situação, não poderá, 
segundo entendimento do TCU, haver a recondução. Dir. Adm. 
Simplificado, Wilson Granjeiro, pág 199. 
 
(QUESTÃO 136) O dispositivo constitucional que admite o 
afastamento do servidor do cargo, do emprego ou da função para 
o exercício de mandato é aplicável ao servidor contratado para 
atender à necessidade temporária de excepcional interesse 
público, já que exerce função pública, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os afastamentos previstos no art. 38, da CF, 
aplicam-se aos servidores da administração direta, autárquica e 
fundacional, não se aplicando àqueles que possuem contrato 
temporário com a Administração. 
 
(QUESTÃO 137) Não é possível a aplicação de penalidade a 
servidor inativo, ainda que a infração funcional tenha sido 
praticada anteriormente à sua aposentadoria, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Lei 8.112/1990 prevê no art. 127, IV, a 
pena de cassação de aposentadoria ou a disponibilidade e, no art. 
134, esclarece que a essas penas serão aplicadas ao inativo que, 
durante a atividade, houver praticado falta punível com demissão. 
Art. 127. São penalidades disciplinares: (...) IV - cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade; Art. 134. Será cassada a 
aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver 
praticado, na atividade, falta punível com a demissão. O STF, 
inclusive, manifestou-se pela constitucionalidade dessa previsão. 
EMENTA: I. Cassação de aposentadoria pela prática, na atividade, 
de falta disciplinar punível com demissão (L. 8.112/90, art. 134): 
constitucionalidade, sendo irrelevante que não a preveja a 
Constituição e improcedente a alegação de ofensa do ato jurídico 
perfeito. II. Presidente da República: competência para a demissão 
de servidor de autarquia federal ou a cassação de sua 
aposentadoria. III. Punição disciplinar: prescrição: a instauração 
do processo disciplinar interrompe o fluxo da prescrição, que volta 
a correr por inteiro se não decidido no prazo legal de 140 dias, a 
partir do termo final desse último. IV. Processo administrativo-
disciplinar: congruência entre a indicação e o fundamento da 
punição aplicada, que se verifica a partir dos fatos imputados e 
não de sua capitulação legal. (MS 23299, Relator(a): Min. 
SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, julgado em 06/03/2002, DJ 
12-04-2002 PP-00055 EMENT VOL-02064-02 PP-00302). 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
26 
 
(QUESTÃO 138) O servidor público federal investido em mandato 
eletivo municipal somente será afastado do cargo se não houver 
compatibilidade de horário, sendo-lhe facultado, em caso de 
afastamento, optar pela sua remuneração, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A expressão “mandato eletivo municipal” 
contida na questão abrange os mandatos de Prefeito e de 
Vereador. Em relação ao cargo de Vereador a afirmação “somente 
será afastado do cargo se não houver compatibilidade de horário, 
sendo-lhe facultado, em caso de afastamento, optar pela sua 
remuneração” está correta, conforme previsão do art. 38, incisos 
II e III, da CF/88. Contudo, em relação ao mandato de Prefeito, a 
Constituição determina o necessário afastamento do cargo, 
emprego ou função de origem, sendo-lhe facultado optar pela sua 
remuneração (art. 38, inciso II, da CF/88). Art. 38. Ao servidor 
público da administração direta, autárquica e fundacional, no 
exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, 
ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; II - investido no 
mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, 
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; III - investido no 
mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, 
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem 
prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo 
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; IV - em 
qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de 
mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os 
efeitos legais, exceto para promoção por merecimento. 
 
(QUESTÃO 139) Anulado o ato de demissão, o servidor estável 
será reintegrado ao cargo por ele ocupado anteriormente, exceto 
se o cargo estiver ocupado, hipótese em que ficará em 
disponibilidade até aproveitamento posterior em cargo de 
atribuições e vencimentos compatíveis, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Na verdade, quando anulado o ato de 
demissão, o servidor estável será reintegrado no cargo ocupado 
anteriormente ou no resultante de sua transformação, com 
ressarcimento de todas as vantagens (art. 28 da Lei 8.112/1990). 
O ocupante de sua vaga, por sua vez, pode ser reconduzido ao 
cargo de origem, aproveitado em outro cargo ou posto em 
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de 
serviço. É importante saber que essa norma possui previsão 
constitucional (art. 41, § 2º, da CF/88). A questão está errada. Art. 
41 (...) 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor 
estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a 
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em 
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de 
serviço. 
A Lei 8.112/1990, em harmonia com o dispositivo constitucional, 
também prevê a reintegração do servidor estável no cargo 
anteriormente ocupado, com a consequente recondução, 
aproveitamento ou disponibilidade do eventual ocupante. Art.28. 
A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo 
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua 
transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão 
administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as 
vantagens. § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor 
ficará em disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31. 
§ 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será 
reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou 
aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade. 
(QUESTÃO 140) É permitido o exercício de mais de um cargo 
em comissão, desde que seja na condição de interino, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A afirmativa ora comentada encontra 
expresso apoio no teor do art. 9º, II e parágrafo único, Lei 
8.112/90, abaixo transcritos, para melhor exame: “Art. 9o A 
nomeação far-se-á: (...) II - em comissão, inclusive na condição 
de interino, para cargos de confiança vagos. Parágrafo único. O 
servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial 
poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro 
cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que 
atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela 
remuneração de um deles durante o período da interinidade.” 
 
(QUESTÃO 141) Ao servidor público federal que tenha recebido 
certidão emitida por órgão público estadual para instruir 
pedido administrativo é lícito exigir o reconhecimento de firma 
da autoridade estadual, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A assertiva sob exame aduz que seria lícito, 
ou seja, haveria respaldo legal, para o procedimento consistente 
em exigir que um servidor público, que apresenta certidão emitida 
por autoridade estadual, para fins de instruir pedido 
administrativo, providencie o reconhecimento de firma da 
respectivo autoridade estadual subscritora da certidão. Tal 
proceder não se afigura legítimo, porquanto equivaleria, se 
adotado de modo indiscriminado, a uma recusa de fé a um dado 
documento público, como seria o caso da hipotética certidão. 
Tanto a Constituição da República, no art. 19, inciso II, como a Lei 
8.112/90, em seu art. 117, inciso III, vedam condutas desta 
natureza. Confira-se: 
“Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios: 
(...) II - recusar fé aos documentos públicos;” “Art. 117. Ao 
servidor é proibido: 
(...) III - recusar fé a documentos públicos; “Embora a questão, no 
enunciado, tenha se referido apenas à Lei 8.11290 e à Constituição 
Federal, é válido acentuar que, ainda no plano normativo, a Lei 
9.784/99 contém dispositivo que reforça a posição acima 
defendida, qual seja, seu art. 22, §2º, nos termos do qual: “§ 2o 
Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será 
exigido quando houver dúvida de autenticidade.” 
Por fim, não se pode esquecer que uma certidão, emitida por 
autoridade pública, tem natureza de ato administrativo e, como 
tal, em seu favor milita presunção de legitimidade, o que reforça 
a impossibilidade de se negar, a priori, sem maiores fundamentos, 
fé ao citado documento. 
 
(QUESTÃO 142) Se, de processo administrativo disciplinar, 
resultar decisão de demissão, caberá pedido de reconsideração 
e recurso administrativo. O direito de recorrer 
administrativamente nesses casos prescreverá em até cento e 
vinte dias e o de ajuizar ação judicial questionando a 
legalidade do ato, em cinco anos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A presente questão pode ser subdividida em 
duas afirmativas. A primeira (“Se, de processo administrativo 
disciplinar, resultar decisão de demissão, caberá pedido de 
reconsideração e recurso administrativo”) já apresenta, a meu 
sentir, um equívoco. É que, em se tratando da penalidade de 
demissão, a Lei 8.112/90 estabelece, em seu art. 141, I, as 
autoridades competentes para aplicá-la, as quais encontram-se no 
ápice da hierarquia administrativa de seus respectivos Poderes da 
República. É ler: “Art. 141. As penalidades disciplinares serão 
aplicadas: I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das 
Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo 
Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
27 
 
cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor 
vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade;” Ora, em assim 
sendo, e considerando que os recursos hierárquicos pressupõem a 
existência de autoridade superior para apreciá-los, é de se concluir 
que, como regra geral, da aplicação da pena de demissão não cabe 
recurso, e sim, tão somente, o pedido de reconsideração para a 
própria autoridade responsável pela imposição da penalidade. 
Quanto à segunda parte (“O direito de recorrer 
administrativamente nesses casos prescreverá em até cento e 
vinte dias e o de ajuizar ação judicial questionando a legalidade 
do ato, em cinco anos.”), entendo que, apesar de ter sido utilizada 
a expressão “prescreverá”, na verdade, o objeto da questão 
consiste na interposição de recursos administrativos (pedido de 
reconsideração e recurso hierárquico), de modo que se aplica o 
prazo específico do art. 108, vale dizer, 30 (trinta) dias, a contar 
da publicação ou da ciência, pelo interessado. Assim sendo, 
também está errado afirmar que o prazo para recorrer 
administrativamente “prescreverá” em cento e vinte dias, quando 
o correto seriam apenas trinta dias. Por fim, no tocante ao prazo 
para propositura de ação judicial, indicado como sendo de cinco 
anos, tenho-o por acertado. De fato, a prescrição é quinquenal, 
nos termos do art. 1º, Decreto 20.910/32, verbis: “Art. 1º As 
dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim 
todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual 
ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco 
anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.” 
 
(QUESTÃO 143) Pedro, servidor de um órgão da administração 
pública, foi informado por seu chefe da possibilidade de ser 
removido por ato de ofício para outra cidade, onde ele passaria 
a exercer suas funções. Nessa situação hipotética, 
considerando as regras dispostas na Lei n.º 8.112/1990, julgue 
o item subsequente. Caso Pedro seja removido por motivação 
fundamentada em situação de fato, a validade do ato que 
determine a remoção fica condicionada à veracidade dessa 
situação por força da teoria dos motivos determinantes, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Realmente, em havendo remoção baseada em 
uma “situação de fato”, por exemplo, alegada carência de 
servidores na repartição para a qual Pedro esteja sendo removido, 
esse fato, ou, por outras palavras, este motivo passa a vincular a 
própria validade do ato de remoção, de sorte que, se for 
comprovado que a unidade administrativa de destino, na verdade, 
não apresenta qualquer deficiência no número de servidores lá 
lotados, pelo contrário, que se encontra com seus quadros em 
situação superior a de outras unidades semelhantes, o ato será 
passível de anulação, com apoio na aplicação da teoria dos motivos 
determinantes. Afinal, tratar-se-á de ato fundado em motivo 
inexistente. 
 
(QUESTÃO 144) A responsabilidade do servidor público pode se 
dar na esfera civil, penal e administrativa, sendo afastada esta 
última no caso de absolvição criminal que negue a existência 
do fato ou de sua autoria, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão exigiu do candidato conhecimentos 
sobre o alcance das responsabilidades a que se submete o servidor 
público civil, na esfera federal, bem como acerca da eventual 
interferência, na órbita administrativa, de uma decisão judicial 
que o absolva, em âmbito penal, acaso tenha sido reconhecida a 
inexistência dofato ou a negativa de autoria. Pois bem, realmente, 
de acordo com a Lei 8.112/90, o servidor público civil pode ser 
responsabilizado nas três esferas, vale dizer, civil, penal e 
administrativa, conforme preceitua o art. 121 de tal diploma legal. 
Regra geral, portanto, as três esferas são independentes, não 
havendo, por isso mesmo, repercussão de uma decisão tomada em 
uma delas sobre as demais, como, expressamente, estabelece o 
art. 125 do sobredito Estatuto Federal. Nada obstante, a 
mencionada regra de incomunicabilidade das três instâncias 
apresenta exceções. E todas as exceções derivam de eventual 
sentença prolatada na órbita penal. Especificamente no caso de 
absolvição, que é o que aqui nos interessa, o provimento 
jurisdicional repercutirá na seara administrativa sempre que for 
negada a existência do fato ou sua autoria. É deste teor o art. 126 
da Lei 8.112/90. Está correta, portanto, a assertiva, na medida em 
que se encontra em expressa sintonia com a regra legal acima 
apontada. É válido acentuar que, apesar de não ter sido 
mencionada também a interferência da sentença penal na esfera 
cível, tal omissão não torna o item equivocado. Afinal, a Banca 
Examinadora não afirmou que apenas a responsabilidade 
administrativa é afastada, em caso de absolvição penal que 
pronuncie a inexistência do fato ou a sua autoria. Fosse esse o 
caso, aí sim, a afirmação estaria comprometida. 
 
(QUESTÃO 145) Com relação ao controle da Administração e ao 
poder de polícia administrativa. O poder de polícia administrativa, 
que incide sobre as atividades, os bens e os próprios indivíduos, 
tem caráter eminentemente repressivo, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O poder de polícia administrativa é 
eminentemente preventivo. Apenas em caso de violação das 
normas estabelecidas é que ele terá caráter repressivo, por meio 
de aplicação de sanções aos particulares em geral. 
 
(QUESTÃO 146) Tratam da hierarquia e dos poderes da 
Administração Pública. A multa, como sanção resultante do 
exercício do poder de polícia administrativa, não possui a 
característica da autoexecutoriedade, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Embora a multa seja uma decorrência do 
poder de polícia administrativa, ela não é autoexecutória, isto é, 
ela somente poderá ser executada mediante intervenção judicial. 
 
(QUESTÃO 147) Acerca dos poderes administrativos e da 
responsabilidade civil do Estado. A aplicação de sanção 
administrativa contra concessionária de serviço público decorre do 
exercício do poder disciplinar, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Ao aplicar sanções aos particulares que 
possuem um vínculo jurídico específico, como no caso dos 
concessionários de serviço público, que possuem um contrato 
administrativo, a Administração Pública apresenta-se embasada no 
poder disciplinar, que também é utilizado para aplicar penalidades 
para os próprios servidores. 
 
(QUESTÃO 148) Relativo aos atos administrativos e poderes da 
Administração. O poder para a instauração de processo 
administrativo disciplinar e aplicação da respectiva penalidade 
decorre do poder de polícia da Administração, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ao aplicar penalidades em um processo 
administrativo disciplinar, a Administração está aplicando uma 
sanção interna, sendo uma decorrência do poder disciplinar, e não 
do poder de polícia administrativa, que é direcionado aos 
particulares em geral. 
 
(QUESTÃO 149) Em relação aos poderes administrativos. Constitui 
exemplo de poder de polícia a interdição de restaurante pela 
autoridade administrativa de vigilância sanitária, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
28 
 
Certo. Comentário: A interdição de estabelecimentos reflete uma 
decorrência do poder de polícia administrativa, que permite à 
Administração Pública limitar a atividade dos particulares em prol 
do interesse da coletividade. 
 
(QUESTÃO 150) A aplicação das penas de perda da função pública 
e de ressarcimento integral do dano em virtude da prática de ato 
de improbidade administrativa situa-se no âmbito do poder 
disciplinar da Administração Pública, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A competência para processar e julgar os 
atos de improbidade administrativa é do Poder Judiciário, 
exercendo sua função típica jurisdicional. Não se trata de um 
poder administrativo. 
 
(QUESTÃO 151) No que concerne aos poderes e princípios da 
Administração Pública. O poder hierárquico é exercido por entes 
da Administração Pública direta em relação aos órgãos integrantes 
da Administração indireta, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Entre os entes da Administração indireta e 
os entes da Administração direta que os criaram inexiste relação 
de hierarquia ou subordinação, não se aplicando o poder 
hierárquico entre eles. Nesse caso, existe apenas uma relação de 
vinculação aos fins para os quais o ente da Administração indireta 
foi criado, ensejador de uma eventual tutela administrativa, no 
caso de fuga desses fins. 
 
(QUESTÃO 152) O fechamento de casas noturnas é um exemplo do 
atributo da autoexecutoriedade em matéria de polícia 
administrativa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Esse atributo permite que a Administração 
Pública execute diretamente suas decisões, sem precisar de prévia 
autorização judicial. A interdição de casas noturnas é um exemplo 
de ato de poder de polícia autoexecutório. 
 
(QUESTÃO 153) Com relação a agentes públicos, atos 
administrativos, poderes da administração pública e 
responsabilidade civil do Estado, julgue o item subsequente. Ainda 
que a lei ofereça ao agente público mais de uma alternativa para 
o exercício do poder de polícia, a autoridade terá limitações 
quanto ao meio de ação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A Administração somente pode empregar os 
meios de ação previstos em lei. Em outras palavras, a autoridade 
deverá observar as limitações quanto ao meio de ação previstas em 
lei. Por exemplo, se para penalizar determinada infração de 
trânsito a lei prever a aplicação de multa, a autoridade não poderá 
promover a apreensão do veículo ou a cassação da carteira do 
motorista. 
 
(QUESTÃO 154) No que concerne aos poderes e deveres da 
administração pública e aos princípios que regem o regime 
jurídico-administrativo. O poder hierárquico está relacionado à 
apuração de infrações e à aplicação de penalidades aos servidores 
públicos, ao passo que o poder disciplinar se vincula às sanções 
impostas a particulares, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Poder disciplinar: “atribuição pública de 
aplicação de sanções àqueles que estejam sujeitos à disciplina do 
ente estatal”, por meio de um vínculo de natureza especial. Pode 
ser aplicado no âmbito da administração ou em relação a um 
particular. Exemplo: penalidade aplicada a um servidor público ou 
a um aluno matriculado em uma escola pública. Atenção: é 
necessário regular processo administrativo para que se manifeste. 
Portanto, aqui reside importante diferença no caso do servidor 
público: se contra ele não tiver sido instaurado processo 
administrativo, só estará se manifestando o poder hierárquico. 
Poder hierárquico: “poder que a Administração tem de se 
estruturar internamente determinando uma relação de hierarquia 
e subordinação entre seus órgãos e agentes”. 
 
(QUESTÃO 155) No que se refere a poderes administrativos. Uma 
das características do poder de polícia é a coercibilidade, segundo 
a qual a Administração pode tomar, por vontade própria, 
providências que modifiquem imediatamente a ordem jurídica, 
impondo desde logo obrigações aos particulares,com vistas ao 
interesse coletivo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Uma das características do poder de polícia 
é a coercibilidade (Correto), segundo a qual a Administração pode 
tomar, por vontade própria, providências que modifiquem 
imediatamente a ordem jurídica (ERRADO), impondo desde logo 
obrigações aos particulares, com vistas ao interesse 
coletivo.''providências que modifiquem imediatamente a ordem 
jurídica'' Poder de polícia não pode invocar na ordem jurídica. 
 
(QUESTÃO 156) A delegação deriva do poder hierárquico. Pode ser 
delegada, entre outros, a decisão de recursos administrativos, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos 
administrativos; III - as matérias de competência exclusiva do 
órgão ou autoridade. 
 
(QUESTÃO 157) Como se trata de serviço de natureza 
predominantemente intelectual, a consultoria poderá ser 
contratada mediante licitação do tipo técnica e preço, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 46. Os tipos de licitação “melhor técnica” 
ou “técnica e preço” serão utilizados exclusivamente para serviços 
de natureza predominantemente intelectual, em especial na 
elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e 
gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em 
particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e 
projetos básicos e executivos, ressalvado o disposto no § 4o do 
artigo anterior. 
 
(QUESTÃO 158) Para as obras de construção do edifício, poderá 
ser adotada a modalidade de licitação classificada como 
concorrência, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Para Compras e Serviços 01) Convite até 
80.000 02) Tomada de preços até 650.000 03) Concorrência mais 
de 650.000 (quem pode mais também pode menos, se for do 
interesse da administração). Para Obras e serviços de Engenharia 
01) Convite até 150.000 02) Tomada de preço até 1.500.000 03) 
Concorrência mais de 1.500.000. 
 
(QUESTÃO 159) Com base na Lei n.º 8.666/1993, julgue o item 
subsequente com relação a licitações e contratos. Considere-se 
que o operação federal seja um órgão público ligado diretamente 
ao Ministério da Educação e necessite de contratar profissional 
para realizar serviços de publicidade e divulgação. Nessa situação, 
será inexigível a licitação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Lei 8.666/93 Art. 25. É inexigível a licitação 
quando houver inviabilidade de competição, em especial: II - para 
a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta 
Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória 
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de 
publicidade e divulgação. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
29 
 
(QUESTÃO 160) No que diz respeito a licitações e contratos 
administrativos, julgue o item seguinte. Suponha-se que a 
autarquia OPERAÇÃO FEDERAL tenha sido criada em 1956 para a 
prestação de serviço público. Nesse caso, essa autarquia poderá 
ser contratada pelo Poder Público, com dispensa de licitação, para 
prestar serviços, desde que o preço seja compatível com o 
praticado no mercado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 24. É dispensável a licitação: VIII - para a 
aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens 
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre 
a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim 
específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço 
contratado seja compatível com o praticado no mercado. 
 
(QUESTÃO 161) No que diz respeito a licitações e contratos 
administrativos. Conforme a lei de regência, a alienação de bens 
públicos imóveis deverá ser feita por meio de leilão, e não de 
concorrência, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em regra a alienação de imóveis deve ser 
feita obrigatoriamente por meio de concorrência, exceto se tal 
alienação for decorrente de imóveis que tenham sido recebidos 
pela administração em processos judiciais ou dação em pagamento 
situação na qual poderá ser utilizado tanto concorrência como 
leilão, independentemente do valor. Macete federal: alienação de 
bens imóveis regra geral: concorrência exceção: concorrência ou 
leilão (dação em pagamento / processos judiciais) 
 
(QUESTÃO 162) Acerca de compras no setor público. Na 
concorrência pública, o objetivo da licitação e as condições do 
fornecimento são divulgados por meio dos órgãos de imprensa, com 
penetração regional, nacional ou internacional. Os valores dos 
contratos tendem a ser mais baixos nesta modalidade que nas 
outras formas de licitação pública, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os valores dos contratos tendem a ser mais 
baixos nesta modalidade (concorrência pública) que nas outras 
formas de licitação – ERRADO. Segundo a Lei 8.666/93: Art. 23. As 
modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo 
anterior serão determinadas em função dos seguintes limites, 
tendo em vista o valor estimado da contratação: I- para obras e 
serviços de engenharia: a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e 
cinquenta mil reais); b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00 
(um milhão e quinhentos mil reais); c) concorrência: acima de R$ 
1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais); II- para compras 
e serviços não referidos no inciso anterior: a) convite - até R$ 
80.000,00 (oitenta mil reais); b) tomada de preços - até R$ 
650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais); c) concorrência - 
acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais). 
Observa-se que, em ambos os casos, a concorrência é a modalidade 
que abrange contratos de preços mais altos. 
 
(QUESTÃO 163) Com relação à gestão de contratos, julgue o item 
a seguir com base no disposto na Lei n.º 6.360/1976, na Instrução 
Normativa n.º 02/2008-MPOG e em suas alterações. De acordo com 
a Lei n.º 8.666/1993, o instrumento de contrato é obrigatório nos 
casos de concorrência, tomada de preços, ordem de execução de 
serviço e nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam 
compreendidos nos limites destas duas últimas modalidades de 
licitação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Formalização via Contrato. Obrigatório: - 
Concorrência; - Tomada de Preços - Dispensa ou Inexigibilidade 
cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas 
modalidades (Concorrência e Tomada de Preços) (acima de R$ 150 
mil); Facultativo: - Convite – Leilão – Concurso - Compra de bens a 
serem entregues imediata e integralmente independentemente do 
valor, das quais não resultem obrigações futuras, inclusive 
assistência técnica. Substituem o Contrato: (nos casos facultativos) 
- Carta-contrato (em caso de convite) - Note de Empenho de 
Despesa - Autorização de Compra - Ordem de Execução de Serviço. 
 
(QUESTÃO 164) Acerca da intervenção do Estado na propriedade, 
das licitações e dos contratos administrativos. Caso, em 
decorrência de uma operação da Polícia Federal, realizada pelos 
alunos aprovados do operação federal, venha a ser apreendida 
grande quantidade de equipamentos com entrada ilegal no país, a 
administração poderá realizar leilão para a venda desses produtos, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 22, § 5º, da Lei nº. 8.666/93: Leilão é a 
modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda 
de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos 
legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de 
bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, 
igual ou superior ao valor da avaliação. 
 
(QUESTÃO 165) Acerca da intervenção do Estado na propriedade, 
das licitações e dos contratos administrativos. Situaçãohipotética: 
Pretendendo contratar determinado serviço por intermédio da 
modalidade convite, a administração convidou para a disputa cinco 
empresas, entre as quais apenas uma demonstrou interesse 
apresentando proposta. Assertiva: Nessa situação, a administração 
poderá prosseguir com o certame, desde que devidamente 
justificado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 22, Lei 8.666/93 § 3o Convite é a 
modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao 
seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em 
número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual 
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e 
o estenderá aos demais cadastrados na correspondente 
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência 
de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. § 
7o Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse 
dos convidados, for impossível a obtenção do número mínimo de 
licitantes exigidos no § 3o deste artigo, essas circunstâncias 
deverão ser devidamente justificadas no processo, sob pena de 
repetição do convite. Súmula 248 TCU: Não se obtendo o número 
legal mínimo de três propostas aptas à seleção, na licitação sob a 
modalidade Convite, impõe-se a repetição do ato, com a 
convocação de outros possíveis interessados, ressalvadas as 
hipóteses previstas no parágrafo 7º, do art. 22, da Lei nº 
8.666/1993. 3. Inexistindo três licitantes hábeis a ofertar e salvo 
despacho fundamentado da comissão de licitação atestando a 
impossibilidade de competição por inexistência de prestadores do 
serviço ou desinteresse (cf. art. 22, § 3º, d Lei 8.666/93) é possível 
à Administração anular a licitação pela modalidade convite para 
estender a oferta da contratação de modo a conferir maior 
publicidade com vistas à obtenção da proposta mais vantajosa ao 
ente público. (Resp 884.988/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 02/06/2009, Dje 17/06/2009). 
 
(QUESTÃO 166) Acerca de licitações, contratos e convênios na 
administração pública. Concorrência, pregão e parcerias são, 
segundo a Lei n.º 8.666/1993, as modalidades de licitação, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 22. São modalidades de licitação 
(Segundo a Lei 8.666/93): I - concorrência; II - tomada de preços; 
III - convite; IV - concurso; V - leilão. O pregão está 
regulamentando na lei 10.520/2002. 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
30 
 
(QUESTÃO 167) Com relação a atos administrativos, serviços 
públicos e procedimentos licitatórios. O pregão, modalidade de 
licitação para aquisição de bens e serviços comuns, 
independentemente do valor estimado da contratação, aplica-se 
tanto aos órgãos da administração direta quanto às entidades 
integrantes da administração indireta, inclusive aos fundos 
especiais, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O objeto do pregão é sempre a aquisição de 
bens e serviços comuns, conforme disposto no art. 1º, da Lei 
10.520/02, e pode ser utilizado para contratação de qualquer valor 
estimado. Nesse ponto, assemelha-se à concorrência. 
 
(QUESTÃO 168) No que se refere às licitações. Configura-se a 
inexigibilidade de licitação quando a União é obrigada a intervir no 
domínio econômico para regular preço ou normalizar o 
abastecimento, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A inexigibilidade de licitação se configura 
sempre que a própria competição, inerente a qualquer certame 
licitatório, se revelar inviável. A Lei 8.666/93 estabelece, 
exemplificativamente, três casos em que o procedimento 
licitatório se mostra inexigível. São as hipóteses versadas no art. 
25 de tal diploma legal. E, dentre as quais, claramente não se 
insere o caso de intervenção no domínio econômico para regular 
preço ou normalizar o abastecimento. Trata-se esta, na verdade, 
de hipótese de dispensa, expressamente prevista no art. 24, VI, da 
Lei Geral de Licitações e Contratos Administrativos, sendo certo 
que, nesta específica situação, não há que se falar em 
inviabilidade de competição, muito embora a lei, dada a possível 
urgência na adoção de providências administrativas pelo Poder 
Público, autorize a contratação direta. Daí se cuidar de licitação 
dispensável, e não de licitação inexigível. 
 
(QUESTÃO 169) Acerca da anulação dos atos administrativos, a 
anulação é o desfazimento do ato administrativo por razões de 
legalidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Anulação = Ilegal = (AI) (POR ISTO ESTA 
ERRADO !!!) Revogação = Legal =(RL). Indo além: Ocorre Efeito ex-
tunc = Anulação (AT). Ocorre Efeito ex-nunc = revogação (RN). 
Dessa forma fica: Anulação = AI, AT e Revogação = RL, RN. 
 
(QUESTÃO 170) Acerca O desfazimento de um ato administrativo, 
cujo teor seja legal, válido e eficaz, porém a sua mantença não 
interesse mais ao poder público, pode ser descrito como sendo 
convalidação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Revogação Características: Ato 
discricionário; Ato legal e válido; Encerrado devido a questões de 
COVENIÊNCIA e OPORTUNIDADE; Efeitos irretroativos (ex nunc); 
Realizado apenas pela própria Administração; Não existe prazo 
certo para fazê-lo. 
 
(QUESTÃO 171) Removido de ofício por interesse da 
administração, sob a justificativa de carência de servidores em 
outro setor, determinado servidor constatou que, em verdade, 
existia excesso de servidores na sua nova unidade de exercício. 
Nessa situação, o ato, embora seja discricionário, poderá ser 
invalidado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Aplica-se a teoria dos motivos determinantes. 
Para essa teoria, a validade do ato está adstrita aos motivos 
indicados como seu fundamento, de maneira que, se os motivos 
forem inexistentes ou falsos, o ato será nulo. No caso em análise, 
como os motivos ensejadores do ato praticado não se verificaram 
no plano fático, o ato, ainda que discricionário, poderá ser 
invalidado. 
(QUESTÃO 172) A concessão de licença é ato vinculado, haja vista 
que a administração pública estará obrigada à prática do ato 
quando forem preenchidos os requisitos pelo particular. Todavia, 
caso o agente público, no cumprimento do ato, verifique que ação 
contrária ao dispositivo legal atenderá com maior efetividade ao 
interesse público, poderá agir de forma distinta da que prevê a lei, 
prestando a devida justificativa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em se tratando de ato vinculado - e a 
expedição de uma licença de fato o é -, inexiste espaço para que 
o agente competente delibere sobre agir ou não agir, sobre 
conceder ou não a licença, ainda que supostamente apoiado no 
interesse público. O particular que requer a emissão da licença 
ostenta direito subjetivo à sua expedição, se, é claro, preenchidos 
os requisitos legais. 
 
(QUESTÃO 173) A cerca dos atos administrativos. Não é possível, 
nos atos administrativos, haver a dispensa de sua motivação, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A assertiva ora em comento, nos termos em 
que redigida, conduz à conclusão de que não haveria atos 
administrativos que pudessem ser praticados independentemente 
de motivação, o que não é verdade. Embora a regra geral seja, de 
fato, na linha de que os atos administrativos devem ser motivados, 
existem atos que podem ser validamente praticados mesmo sem 
fundamentação. O exemplo clássico, inclusive com amparo 
constitucional, é o da nomeação e exoneração de servidores para 
cargos em comissão e funções de confiança (CF, art. 37, II, parte 
final). O fato de o texto estabelecer a “livre nomeação e 
exoneração” evidencia a desnecessidade de motivação desses 
atos. 
 
(QUESTÃO 174) A respeito de ato administrativo, julgue o item 
seguinte: A declaração de nulidade do ato administrativo produziráefeitos ex nunc, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Anulação (retroage) *Motivo: ilegalidade 
*Efeitos: EX TUNC *Adm. Pública e Poder Judiciário. Revogação 
(não retroage) *Motivo: conveniência e oportunidade *Efeitos: EX 
NUNC *Somente a Adm. Pública. 
 
(QUESTÃO 175) A respeito da organização do Departamento de 
Polícia Rodoviária Federal e da natureza dos atos praticados por 
seus agentes. Praticado ato ilegal por agente da PRF, deve a 
administração revogá-lo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento dos conceitos 
de anulação e revogação. Note-se que a anulação incide sobre atos 
ilegais, em outras palavras, a anulação pressupõe a ilegalidade do 
ato. A revogação, por sua vez, atinge atos que embora legais 
tornam-se inoportunos e inconvenientes. Essa diferenciação está 
presente na redação da Súmula 473 do STF. STF, Súmula 473. A 
administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados 
de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam 
direitos; ou revogá-los, por motivos de conveniência e 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em 
todos os casos a apreciação judicial. Desse modo, é equivocado 
afirmar a revogação de atos ilegais. 
 
(QUESTÃO 176) Com relação a atos administrativos, serviços 
públicos e procedimentos licitatórios. Quando um ministério 
pratica ato administrativo de competência de outro, fica 
configurado vício de incompetência em razão da matéria, que pode 
ser convalidado por meio da ratificação, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
31 
 
Errado. Comentário: Não cabe convalidação (conserto do vício) 
de ato administrativo com vício de competência em razão da 
matéria, tendo em vista que há exclusividade no assunto, ou seja, 
a matéria só pode ser objeto de deliberação por um único 
órgão/agente, não podendo ser convalidado quando praticado por 
outro órgão/agente. Além disso, a COMPETÊNCIA é um dos 
elementos vinculados do ato administrativo. 
 
(QUESTÃO 177) Acerca de atos administrativos. A concessão de 
licença-maternidade à servidora gestante é ato administrativo 
vinculado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O ato administrativo pode ser vinculado ou 
discricionário. O ato vinculado quer dizer que está vinculado à lei. 
O administrador não pode escolher se quer ou não fazer, autorizar 
algo. O ato discricionário quer dizer que o administrador pode 
escolher, por critério de conveniência, se é cabível ou não tal 
ação. Então sempre que a lei mandar que se faça ou não faça algo, 
não cabe ao administrador decidir se fará ou não, pois ele deve 
fazer somente o que a lei manda. Se a lei deixar margem de 
decisão, de acordo com conveniência e oportunidade da situação, 
o administrador poderá decidir, de forma razoável e proporcional 
se fará ou não tal ação. Nesta questão, a licença maternidade é 
concedida pela lei. Então o administrador deve conceder a licença, 
mesmo que não queira! 
 
(QUESTÃO 178) Acerca de atos administrativos. A venda de bens 
de produção no mercado por sociedade de economia mista 
caracteriza a prática de ato administrativo, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ato administrativo é toda manifestação 
unilateral de vontade da administração pública que, agindo nesta 
qualidade, tenha por fim imediato resguardar, adquirir, modificar, 
extinguir e declarar direitos ou impor obrigações aos administrados 
ou a si própria. Sendo assim, na venda de bens de produção não há 
declaração de direitos ou imposição de obrigação aos 
administrados ou à própria Administração. 
 
(QUESTÃO 179) No que tange a regime jurídico-administrativo, 
organização administrativa e teoria do direito administrativo 
brasileiro. As autarquias e as fundações públicas incluem-se entre 
as entidades que integram a administração pública indireta, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 4° A Administração Federal compreende. 
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados 
na estrutura administrativa da Presidência da República e dos 
Ministérios. II - A Administração Indireta, que compreende as 
seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade 
jurídica própria: a) Autarquias; b) Empresas Públicas; c) 
Sociedades de Economia Mista; d) Fundações públicas. 
 
(QUESTÃO 180) No que concerne às regras acerca da organização 
do poder público e à delegação de serviços públicos. Significativa 
distinção entre a descentralização e a desconcentração está no 
fato de que a primeira pressupõe a transferência de atribuições 
entre pessoas jurídicas distintas, ao passo que a segunda se refere 
a uma única pessoa jurídica, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Descentralização (Entes) - Consiste na 
Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação 
do serviço para a Administração a Indireta ou para o particular. 
Descontração (órgãos) - é a distribuição do serviço dentro da 
mesma Pessoa Jurídica, no mesmo núcleo, razão pela qual será 
uma transferência com hierarquia. 
 
(QUESTÃO 181) Com relação a serviços públicos. Suponha-se que 
a União tenha criado um órgão no âmbito de um determinado 
ministério de forma a melhorar a prestação de um serviço público 
de sua competência. Nesse caso, tem-se uma hipótese de 
descentralização do serviço público, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Desconcentração → Cria Órgão (A 
desconcentração é procedimento eminentemente interno, 
significando, tão somente, a substituição de um órgão por dois ou 
mais com o objetivo de acelerar a prestação do serviço. 
Descentralização -> Cria Entidade (Quando a União, Estado, DF e 
municípios criam Fundação Pública, Autarquia, SEM e EP. 
 
(QUESTÃO 182) Acerca da administração direta e indireta. São 
consideradas como entidades da administração direta, cada uma 
delas com sua estrutura administrativa e orgânica, a União, os 
estados, os municípios e o Distrito Federal, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: “A Administração Pública subdivide-se em 
Administração Direta (centralizada) e Administração Indireta 
(descentralizada). A Administração Direta é composta pelas 
pessoas políticas ou entes estatais (União, estados, Distrito Federal 
e municípios). Correspondem às entidades federativas de nosso 
Estado. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito 
público, o que significa dizer que as leis que as regem são 
eminentemente de Direito Público, em que imperam diversos 
princípios típicos deste ramo da ciência jurídica, como a 
supremacia do interesse público. Contrapõem-se às pessoas 
jurídicas de direito privado, que são regidas por normas de Direito 
Privado, sem privilégios em relação a outras pessoas físicas ou 
jurídicas.” 
 
(QUESTÃO 183) Acerca da administração direta e indireta. A 
administração indireta compreende as seguintes categorias de 
entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: autarquias; 
empresas públicas; sociedades de economia mista; e fundações 
públicas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Administração indireta (Memorização) FASE - 
Fundações, Autarquias, Sociedades de Economia Mista e Empresas 
Públicas. 
 
(QUESTÃO 184) Acerca da administração direta e indireta. 
Somente por decreto presidencial poderá ser criada autarquia e 
autorizada a instituição de empresa pública, sociedade de 
economia mista e fundação, cabendo à lei complementar, neste 
último caso, definir suas áreas de atuação, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: XIX - somente por lei específica poderá ser 
criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de 
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998). Lei 
especifica: Cria autarquia e autoriza a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação; Lei 
complementar: Defini as áreas de atuação da Fundação. 
 
(QUESTÃO 185) Acerca da administração direta e indireta. As 
autarquias são pessoas jurídicas de direito público que 
desenvolvem atividade típica de Estado, não estão 
hierarquicamente subordinadas aos entes federativos, mas se 
sujeitam ao controle finalístico exercido pelos entes da 
administração direta responsável por sua criação, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
32 
 
Certo. Comentário: No âmbito federal, as autarquias são entes da 
administração indireta dotados de personalidade jurídica própria e 
criados por lei para executar atividades típicas da administração. 
Essas entidades sujeitam-se à supervisão ministerial, mas não se 
subordinam hierarquicamente ao ministério correspondente. 
 
(QUESTÃO 186) Ao instituir programa para a reforma de presídios 
federais, o governo federal determinou que fosse criada uma 
entidade para fiscalizar e controlar a prestação dos serviços de 
reforma. Nessa situação, tal entidade, devido à sua finalidade e 
desde que criada mediante lei específica, constituirá uma agência 
executiva, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Trata-se de uma Agência Reguladora!! “ A 
criação das Agências Reguladoras se deu com o Programa Nacional 
de Desestatização. Com o objetivo de reduzir o déficit público, 
passou-se a iniciativa privada atividades que eram dispendiosas 
para o Estado, transferindo a prestação de serviços a entidades 
privadas com a intenção de reduzir gastos e buscar uma maior 
eficiência na execução destas atividades. Ocorre que esse 
afastamento do estado passou a demandar a existência de órgãos 
reguladores, nascendo, assim, a necessidade da criação desta 
espécie de autarquia. Ela é criada em regime especial para 
fiscalizar, regular, normatizar a prestação de serviços públicos por 
particulares, evitando a busca desenfreada pelo lucro dentro do 
serviço público. EX: ANEEL, ANATEL, ANCINE” Matheus Carvalho. 
- Agência Executiva: “ são autarquias ou fundações públicas que 
recebem uma qualificação, um status, em razão de um CONTRATO 
DE GESTÃO, que uma ou outra celebra com órgão da administração 
Pública Direta a que se acha vinculada, com o escopo de assegurar 
uma maior eficiência no desempenho de suas atividades e redução 
de custos. AGU/ 2012- A qualificação de agência executiva federal, 
é conferida, mediante ato discricionário do Presidente da 
República, a autarquia ou fundação que apresente plano 
estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional 
em andamento e celebre contrato de gestão com o ministério 
supervisor respectivo. Busca-se o cumprimento do Princípio 
Constitucional da eficiência. Ex: INMETRO” Fernando Baltar. 
 
(QUESTÃO 187) A respeito dos princípios da administração pública 
e da organização administrativa. Uma autarquia é entidade 
administrativa personalizada distinta do ente federado que a criou 
e se sujeita a regime jurídico de direito público no que diz respeito 
a sua criação e extinção, bem como aos seus poderes, 
prerrogativas e restrições, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Autarquia é pessoa jurídica de direito público, 
integrante da administração pública indireta, criada por lei 
especifica para desenvolver atividade típica de Estado e sua 
relevância para o direito administrativo. Autarquias - Prestam 
serviço público; - Sem fins lucrativos; - Personalidade de direito 
público; - Pessoal: Estatutários; - Criadas por lei; - Faz parte da 
Adm. Indireta; - Vinculada com o orgão criador; - Descentralizada; 
- O seu controle é finalístico 
 
(QUESTÃO 188) Acerca da estrutura da administração federal 
brasileira. Fundações públicas são entidades da administração 
indireta dotadas de personalidade jurídica de direito público, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em regra, Fundações públicas são entidades 
da administração indireta dotadas de personalidade jurídica de 
direito privado. Quando a fundação é dotada de personalidade 
jurídica de direito público, temos o que a doutrina chama de 
“fundação autárquica”. Conceito legal: Del200. Art. 5º Para os fins 
desta lei, considera-se: [...] IV - Fundação Pública - a entidade 
dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins 
lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o 
desenvolvimento de atividades que não exijam execução por 
órgãos ou entidades de direito público, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos 
de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de 
outras fontes. 
 
Com relação a agentes públicos, atos administrativos, poderes da 
administração pública e responsabilidade civil do Estado, julgue o 
item subsequente. 
 
(QUESTÃO 189) Ainda que a lei ofereça ao agente público mais de 
uma alternativa para o exercício do poder de polícia, a autoridade 
terá limitações quanto ao meio de ação. 
 
Certo. Comentário: A Administração somente pode empregar os 
meios de ação previstos em lei. Em outras palavras, a autoridade 
deverá observar as limitações quanto ao meio de ação previstas em 
lei. Por exemplo, se para penalizar determinada infração de 
trânsito a lei prever a aplicação de multa, a autoridade não poderá 
promover a apreensão do veículo ou a cassação da carteira do 
motorista. 
 No que concerne aos poderes e deveres da administração pública 
e aos princípios que regem o regime jurídico-administrativo, julgue 
o item que se segue. 
 
(QUESTÃO 190) O poder hierárquico está relacionado à apuração 
de infrações e à aplicação de penalidades aos servidores públicos, 
ao passo que o poder disciplinar se vincula às sanções impostas a 
particulares. 
 
Errado. Comentário: Poder disciplinar: “atribuição pública de 
aplicação de sanções àqueles que estejam sujeitos à disciplina do 
ente estatal”, por meio de um vínculo de natureza especial. Pode 
ser aplicado no âmbito da administração ou em relação a um 
particular. Ex: penalidade aplicada a um servidor público ou a um 
aluno matriculado em uma escola pública. 
Atenção: é necessário regular processo administrativo para que se 
manifeste. Portanto, aqui reside importante diferença no caso do 
servidor público: se contra ele não tiver sido instaurado processo 
administrativo, só estará se manifestando o poder hierárquico. 
 Poder hierárquico: “poder que a Administração tem de se 
estruturar internamente determinando uma relação de hierarquia 
e subordinação entre seus órgãos e agentes”. 
 
No que se refere a poderes administrativos, julgue os itens a 
seguir. 
 
(QUESTÃO 191) Uma das características do poder de polícia é a 
coercibilidade, segundo a qual a Administração pode tomar, por 
vontade própria, providências que modifiquem imediatamente a 
ordem jurídica, impondo desde logo obrigações aos particulares, 
com vistas ao interesse coletivo. 
 
Errado. Comentário: Uma das características do poder de polícia 
é a coercibilidade (Correto), segundo a qual a Administração pode 
tomar, por vontade própria, providências que modifiquem 
imediatamente a ordem jurídica (ERRADO), impondo desde logo 
obrigações aos particulares, com vistas ao interesse coletivo. 
''providências que modifiquem imediatamente a ordem jurídica'' 
Poder de polícia não pode invocar na ordem jurídica. 
 
(QUESTÃO 192) A delegação deriva do poder hierárquico. Pode ser 
delegada, entre outros, a decisão de recursos administrativos. 
 
Errado. Comentário: Não se delega em CENORA 
CE - competência exclusiva; 
NO - edição de atos normativos; 
RA - recurso administrativo. 
Material Exclusivo Equipe OperaçãoFederal 
33 
 
(QUESTÃO 193) O poder regulamentar possui, em regra, natureza 
derivada (ou secundária), ou seja, somente pode dispor em 
conformidade com a lei, sendo formalizado por meio de decretos 
e regulamentos. 
 
Certo. Comentário: REGRA: DECRETO REGULAMENTAR - Ato 
secundário editado para dar fiel cumprimento a uma lei (artigo 84, 
IV, da CF) 
EXCEÇÃO: DECRETO AUTÔNOMO - Ato primário porque decorre 
diretamente da CF. 
 
Acerca do direito administrativo, julgue o item que se segue. 
 
(QUESTÃO 194) O exercício do poder de polícia reflete o sentido 
objetivo da administração pública, o qual se refere à própria 
atividade administrativa exercida pelo Estado. 
 
Certo. Comentário: Administração pública em sentido formal, 
orgânico ou subjetivo - conjunto de órgãos e agentes estatais no 
exercício da função administrativa, independentemente do Poder 
a que pertençam. Administração Pública em sentido material ou 
objetivo - se confunde com a função administrativa, devendo ser 
entendida como a atividade administrativa exercida pelo Estado, 
designando a atividade consistente na defesa concreta do interesse 
público. 
 
Com relação a processo administrativo, poderes da administração 
e serviços públicos, julgue o item subsecutivo. 
 
(QUESTÃO 195) O exercício do poder regulamentar é privativo do 
chefe do Poder Executivo da União, dos estados, do DF e dos 
municípios. 
 
Certo. Comentário: Não se pode confundir o poder normativo 
(gênero) com o poder regulamentar (espécie). 
O poder normativo pode exercido por diversas autoridades 
administrativas, além do próprio Chefe do Executivo. É o caso, por 
exemplo, dos Ministros de Estado que possuem a atribuição de 
expedir instruções para a execução das leis, decretos e 
regulamentos, nos termos do art. 87, II da CF/88 ou das agências 
reguladoras pertencentes à Administração Pública Indireta (a 
exemplo do Banco Central) que podem editar regulamentos 
próprios. 
O poder regulamentar (espécie de poder normativo), a seu turno, 
é qualificado pela doutrina tradicional como atribuição exclusiva 
do Chefe do Poder Executivo 
🔥 Poder regulamentar = expedir regulamentos = Poder Executivo 
🔥 Poder normativo = expedir normas gerais = Administração Pública 
Poder Regulamentar, segundo Di Pietro é espécie do Poder 
Normativo, é exercido pelo Chefe do Poder Executivo, através de 
Decreto, podendo ser decreto regulamentar ou autônomo. Decreto 
regulamentar: explica e complementa a lei. Decreto Autônomo: é 
exceção, tem fundamento na Constituição Federal, no art. 84, 
inciso VI, alíneas “a” e “b”. CESPE já cobrou em outras questões 
posicionamento do Carvalho Filho, mas nesta questão cobrou o 
entendimento da DI PIETRO, por isso alternativa está correta. 
 
Com relação a processo administrativo, poderes da administração 
e serviços públicos, julgue o item subsecutivo. 
 
(QUESTÃO 196) Situação hipotética: Um secretário municipal 
removeu determinado assessor em razão de desentendimentos 
pessoais motivados por ideologia partidária. Assertiva: Nessa 
situação, o secretário agiu com abuso de poder, na modalidade 
excesso de poder, já que atos de remoção de servidor não podem 
ter caráter punitivo. 
 
Errado. Comentário: O erro da assertiva está em afirmar que 
houve abuso de poder na modalidade EXCESSO DE PODER, quando 
na realidade o servidor abusou de seu poder na modalidade de 
DESVIO DE FINALIDADE. 
 
No que se refere aos poderes administrativos, aos atos 
administrativos e ao controle da administração, julgue o item 
seguinte. 
 
(QUESTÃO 197) A avocação se verifica quando o superior chama 
para si a competência de um órgão ou agente público que lhe seja 
subordinado. Esse movimento, que é excepcional e temporário, 
decorre do poder administrativo hierárquico. 
 
Certo. Comentário: A avocação de competência atribuída a órgão 
hierarquicamente inferior é juridicamente possível, desde que seja 
temporária, excepcional e fundada em motivos relevantes 
devidamente justificados. 
 
No que se refere aos poderes administrativos, aos atos 
administrativos e ao controle da administração, julgue o item 
seguinte. 
 
(QUESTÃO 198) O poder de polícia administrativo é uma atividade 
que se manifesta por meio de atos concretos em benefício do 
interesse público. Por conta disso, a administração pode delegar 
esse poder a pessoas da iniciativa privada não integrantes da 
administração pública. 
 
Errado. Comentário: ➣ Segundo o STF: NÃO PODE DELEGAR!!! 
(STF ADI 1717). 
 
➣ Segundo o STJ: PODE, mas somente o CONSENTIMENTO e 
FISCALIZAÇÃO; ̇ 
(STJ Resp 817.534) 
 
➣ DOUTRINA: VEDAÇÃO da delegação do poder de polícia à 
INICIATIVA PRIVADA 
 
➣ PARTICULAR: indelegável SEMPRE!! 
 
Como a CESPE cobra? 
 
➣ Se Mencionar a POSIÇÃO do STJ: Delegável 
(N precisa dizer 'STJ', mas apenas mencionar a POSIÇÃO mesmo.) 
 
➣ Se NÃO MENCIONAR a POSIÇÃO do STJ: Indelegável, vai seguir o 
STF. 
 
STF: Se NÃO PODE DELEGAR!!! 
 
(QUESTÃO 199) Acerca do que dispõe a Lei de Improbidade 
Administrativa e dos poderes da administração. Considere a 
seguinte situação hipotética. Após investigação, constatou-se 
que determinado servidor público adquiriu, em curto período 
de tempo, uma lancha, uma casa luxuosa e um carro importado 
avaliado em cem mil reais, configurando um crescimento 
patrimonial incompatível com sua renda. Apesar de a 
investigação não ter apontado a origem ilícita dos recursos 
financeiros, o referido servidor foi condenado à perda dos bens 
acrescidos ao seu patrimônio, à demissão, à suspensão dos 
direitos políticos e ao pagamento de multa. Nessa situação 
hipotética, o servidor foi indevidamente condenado por 
improbidade administrativa, haja vista não ter ficado 
comprovada ilicitude na aquisição dos bens, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
34 
 
Errado. Comentário: A situação hipotética narrada enquadra-se, 
com exatidão, à norma do art. 9º, inciso VII, da Lei 8.429/92, vale 
dizer: “adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, 
cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo 
valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do 
agente público;” Daí se extrai que a lei não exige a comprovação 
da origem ilícita dos bens. Basta que o sujeito ativo experimente 
acréscimo patrimonial incompatível com sua renda, sem que 
demonstre, outrossim, com base em quê logrou tal incremento 
patrimonial. 
 
(QUESTÃO 200) No que se refere ao regime jurídico 
administrativo. Somente são considerados atos de improbidade 
administrativa aqueles que causem lesão ao patrimônio público 
ou importem enriquecimento ilícito, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Lei 8.429/1992 estabelece três categorias 
de atos de improbidade administrativa: a) atos que importam 
enriquecimento ilícito (art. 9º); atos que causam prejuízo ao erário 
(art. 10); c) atos que atentam contra os princípios da 
Administração Pública (art. 11). 
 
(QUESTÃO 201) Um servidor público federal dispensou licitação 
fora das hipóteses previstas em lei, o que motivou o MP a ajuizar 
a ação de improbidade administrativa, imputando ao servidor a 
conduta prevista no art, 1o, inc. VIII, da Lei n.o 8.429/1993, 
segundo o qual constitui ato de improbidade administrativa 
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda 
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação 
dos bens públicos, notadamente o ato que frustrar a licitude de 
processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente. Com base nessa 
situação hipotética. Caso o MP também ajuíze ação penal contra 
o servidor, pelo mesmo fato, a ação de improbidade ficará 
sobrestada até a prolação da sentença penal a fim de se evitar 
bis in idem. 
 
Errado. Comentário: Lei 8.429/02. Art.12 Independentemente 
das sanções penais, civise administrativas previstas na legislação 
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às 
seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou 
cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato. 
 
(QUESTÃO 202) Um servidor público federal dispensou licitação 
fora das hipóteses previstas em lei, o que motivou o MP a ajuizar 
a ação de improbidade administrativa, imputando ao servidor a 
conduta prevista no art, 1o, inc. VIII, da Lei n.o 8.429/1993, 
segundo o qual constitui ato de improbidade administrativa 
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda 
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação 
dos bens públicos, notadamente o ato que frustrar a licitude de 
processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente. Com base nessa 
situação hipotética. Caso o MP não tivesse ajuizado a referida 
ação, qualquer cidadão poderia ter ajuizado ação de 
improbidade subsidiária, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Nos termos do art. 17, a ação de 
improbidade poderá ser proposta pelo MP ou pela pessoa jurídica 
interessada. Não confunda! Qualquer pessoa poderá representar 
contra ato de improbidade, mas não propor a ação. 
 
(QUESTÃO 203) De acordo com a Lei de Improbidade 
Administrativa. Considere que um agente de polícia tenha 
utilizado uma caminhonete da polícia civil para transportar 
sacos de cimento para uma construção particular. Nesse caso, 
o agente cometeu ato de improbidade administrativa que 
importa em enriquecimento, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 9° Constitui ato de improbidade 
administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer 
tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de 
cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades 
mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:(...) IV - utilizar, 
em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos 
ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição 
de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem 
como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros 
contratados por essas entidades; 
 
(QUESTÃO 204) De acordo com a Lei de Improbidade 
Administrativa. Um agente público que, agindo de forma 
culposa, gere lesão ao patrimônio público, estará obrigado a 
ressarcir integralmente o dano causado, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 10 Constitui ato de improbidade 
administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, 
dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, 
apropriação, mal-baratamento ou dilapidação dos bens ou haveres 
das entidade referidas no art. 1 desta Lei (...) Art. 12 
Independentemente das sanções penais, civis e administrativas 
previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de 
improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser 
aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade 
do fato: II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, 
perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
se concorrer esta circunstância, perda da função pública, 
suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento 
de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de 
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo 
prazo de cinco anos; 
 
(QUESTÃO 205) Com base nos dispositivos da Lei de Improbidade 
Administrativa (Lei n.º 8.429/1992). Apenas o Ministério Público 
(MP) poderá representar à autoridade administrativa 
competente para que seja instaurada investigação devida para 
apurar a prática de ato de improbidade, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ao contrário do que está afirmado na 
presente questão, não apenas o Ministério Público, mas sim 
qualquer pessoa pode representar às autoridades competentes, 
com vistas a que seja apurada a prática de ato de improbidade. 
Neste sentido, confira-se o teor do art. 14, caput, Lei 8.429/92: 
“Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade 
administrativa competente para que seja instaurada investigação 
destinada a apurar a prática de ato de improbidade.” Logo, 
equivocada está a assertiva ora analisada. 
 
(QUESTÃO 206) Com base nos dispositivos da Lei de Improbidade 
Administrativa 
(Lei n.º 8.429/1992). As ações que têm por objeto a aplicação 
das sanções previstas para o cometimento de ato de 
improbidade realizado por prefeito municipal prescrevem até 
três anos após a ocorrência do ato de improbidade, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Em se tratando de ato de improbidade 
cometido por detentor de mandato eletivo, durante o exercício do 
mandato, aplica-se o disposto no art. 23, I, Lei 8.429/92, que 
estabelece prazo de cinco anos, contados a partir do término do 
mandato, in verbis: “ Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos 
as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I - até cinco 
anos após o término do exercício de mandato, de cargo em 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
35 
 
comissão ou de função de confiança;” Logo, está duplamente 
errada a presente assertiva, vale dizer, por indicar prazo de três 
anos, e por aduzir que tal prazo iniciar-se-ia da prática do ato, o 
que não é verdade. 
 
(QUESTÃO 207) A respeito da improbidade administrativa. Se 
o suposto autor do ato alegar que não tinha conhecimento 
prévio da ilicitude, o ato de improbidade restará afastado, por 
ser o desconhecimento da norma motivo para afastá-lo, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A afirmativa ora analisada aborda o tema 
“princípio da obrigatoriedade”, cuja sede legal está no art. 3º da 
Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-lei 4.657/42), que assim 
dispõe: “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a 
conhece.” A regra, portanto, é no sentido de que as leis são de 
conhecimento de todos, razão pela qual não é dado a ninguém 
deixar de cumpri-las, sob o fundamento de que a desconhecia. Dito 
de outro modo, o ordenamento jurídico estabelece uma 
presunção. E se trata de uma presunção relativa, é bom que se 
acentue, na medida em que pode ser afastada. Mas apenas em 
hipóteses excepcionalíssimas. É preciso haver base legal para 
tanto. Na seara do Direito Civil, citem-se os casos de erro de direito 
atinentes ao casamento putativo (art. 1.561, CC/2002) e ao vício 
de consentimento dos negócios jurídicos (art. 139, III, CC/2002). 
Ocorre que inexiste qualquer base para que se entenda haver 
exceção no que tange à Lei de Improbidade Administrativa. Trata-
se de diploma imponível a todos, indistintamente, sendo 
absolutamente improcedente qualquer tese de defesa que 
pretenda se eximir da incidência da Lei 8.429/92, sob o 
fundamento de desconhecimento de seu teor. 
 
(QUESTÃO 208) A respeito do controle da administração 
pública. A aplicação de sanções pela prática de ato de 
improbidade administrativa prescinde da ocorrência de dano 
ao patrimônio público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Cuida-se de questão bastante capciosa, 
mormente em vista do teor do art. 21, I, Lei 8.429/92, que assim 
preceitua: “Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei 
independe: I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio 
público, salvo quanto à pena de ressarcimento;” Ora, à luz desse 
dispositivo legal, a presente afirmativa parece estar correta, visto 
que reescreve, com outras palavras, o que consta da norma em 
tela. A não ser no caso da imposição da pena de ressarcimento, 
todas as demais poderiam ser aplicadas, ainda que não haja a 
efetiva ocorrência de dano ao “patrimônio público”. Nada 
obstante, a interpretação que se fazdesse dispositivo, mais 
precisamente da expressão “patrimônio público”, é no sentido de 
que se trata, apenas, do patrimônio econômico. Dito de outro 
modo, a imposição das sanções previstas na Lei 8.429/92 é 
possível, ainda que não tenha havido prejuízo de ordem 
econômica, estritamente patrimonial, a não ser no tocante à pena 
de ressarcimento. Ocorre que a expressão patrimônio público, no 
entender de nossa doutrina, possui conotação mais ampla, 
abrangendo não apenas aspectos econômicos, mas também bens 
de cunho imaterial, como valores históricos, paisagísticos, 
artísticos e estéticos.” Cita-se, aqui, o teor do art. 1º, §1º, Lei 
4.717/65. Em conclusão, tomando-se a expressão patrimônio 
público nessa acepção mais ampla, afirma-se que todo ato de 
improbidade ofende, sim, em alguma medida, o patrimônio 
público, ainda que no sentido imaterial, como por exemplo a honra 
da instituição, num caso de desonestidade, pura e simples, que não 
gere prejuízos ao erário. Na linha do exposto, é a lição de Maria 
Sylvia Di Pietro, ao comentar o art. 21, I, Lei 8.429/92: “Seria 
inconcebível punir uma pessoa se de seu ato não resultasse 
qualquer tipo de dano. Tem-se que entender que o dispositivo, ao 
dispensar o 'dano ao patrimônio público' utilizou a expressão 
patrimônio público em seu sentido restrito de patrimônio 
econômico.” (Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 904) 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
(QUESTÃO 209) É vedado ao defensor público o exercício da 
advocacia fora de suas atribuições institucionais, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada à 
organização constitucional dada à defensoria pública. A assertiva 
está correta, com base no art. 134, § 1º, segundo o qual “Lei 
complementar organizará a Defensoria Pública da União e do 
Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para 
sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na 
classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, 
assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e 
vedado o exercício da advocacia fora das atribuições 
institucionais”. 
 
(QUESTÃO 210) Considere que Pablo, chileno residente no 
Brasil, tenha procurado a DP para ajuizar ação visando ser 
ressarcido de danos morais que lhe foram causados por Rodrigo. 
Nesse caso, é defeso à DP promover a ação pretendida por 
Pablo, já que, por disposição legal expressa, os benefícios da 
assistência judiciária têm como destinatários os brasileiros, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os direitos e garantias fundamentais 
previstos no art. 5º, da CF/88, são amplos, incluindo brasileiros e 
estrangeiros. Veja-se o caput do artigo: Todos são iguais perante a 
lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade 
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes. Basta Pablo comprovar a 
insuficiência de recursos para ter direito a assistência judiciária, 
nos moldes do inciso LXXIV, do art. 5º, da CF/88: o Estado prestará 
assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos. 
 
(QUESTÃO 211) Acerca das funções essenciais à justiça e do 
Poder Judiciário. Compete à defensoria pública a defesa, de 
forma integral e gratuita, dos direitos individuais e coletivos dos 
necessitados, bem como a promoção da ação penal pública nas 
hipóteses de crimes praticados contra os hipossuficientes, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A competência para promover, 
privativamente, a ação penal pública é do Ministério Pública. Art. 
129, I. 
 
(QUESTÃO 212) A respeito da Defensoria Pública, no âmbito da 
Constituição Federal de 1988, da Constituição do Estado do Paraná 
e da jurisprudência dos Tribunais Superiores. A EC69/12 
estabeleceu que as competências legislativas e administrativas de 
organização e manutenção da Defensoria Pública do Distrito 
Federal, conferidas originalmente à União, passaram a ser do 
próprio Distrito Federal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A EC 69 de 2012 altera os arts. 21, 22 e 48 da 
Constituição Federal, para transferir da União para o Distrito 
Federal as atribuições de organizar e manter a Defensoria Pública 
do Distrito Federal. 
 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
36 
 
(QUESTÃO 213) A respeito das denominadas funções essenciais 
à justiça. Segundo o STF, a imunidade profissional assegurada ao 
advogado não impede que ele seja processado por crime de 
desacato decorrente de ato ou manifestação no exercício de sua 
profissão, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A partir do julgamento da ADIn 1127-8, a 
redação do art. 7, § 2º, do Estatuto da Advocacia e da OAB, foi 
alterada, tendo sido retirada a imunidade ao desacato. De acordo 
com a disposição revista, o advogado tem imunidade profissional, 
não constituindo injúria, difamação puníveis qualquer 
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo 
ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, 
pelos excessos que cometer. 
 
(QUESTÃO 214) As “funções essenciais à justiça”, a 
Constituição da República inseriu. a Advocacia, sendo que o 
advogado é indispensável à administração da justiça, sendo 
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, 
nos limites da lei, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o art. 133, da CF/88, o 
advogado é indispensável à administração da justiça, sendo 
inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, 
nos limites da lei. 
 
(QUESTÃO 215) Sobre a disciplina constitucional da Defensoria 
Pública como função essencial à Justiça: Lei complementar 
organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e 
dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização 
nos Estados, em cargos de carreira, assegurada a seus integrantes 
a garantia da inamovibilidade e admitido o exercício da advocacia 
fora das atribuições institucionais apenas nas hipóteses 
estabelecidas em lei, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não é admitido o exercício da advocacia 
fora das atribuições institucionais, nem mesmo em hipóteses 
estabelecidas por lei. Nesse sentido, conforme art. 134, § 1º - “Lei 
complementar organizará a Defensoria Pública da União e do 
Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para 
sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na 
classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, 
assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e 
vedado o exercício da advocacia fora das atribuições 
institucionais”. 
 
(QUESTÃO 216) Com relação à DP. Às DPEs estaduais são 
asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de 
sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei 
de diretrizes orçamentárias, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o art. 134, § 2º, da CF/88, às 
Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia 
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta 
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes 
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. 
 
(QUESTÃO 217) Considerando a disciplina da Defensoria Pública 
na Constituição Federal. Lei Estadual pode determinar que a 
Defensoria integre determinada Secretaria de Estado, ficando o 
Defensor Geral sujeito ao poder hierárquico do Secretário de 
Estado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Conforme o art. 134, § 2º, da CF/88, § 2º às 
Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia 
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta 
orçamentáriadentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes 
orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. De 
acordo com Pedro Lenza, “não se admite a sua vinculação a 
quaisquer dos Poderes. Assim, estabelecer que a defensoria é 
integrante do Poder Executivo, ou subordinada ao Governador de 
Estado, ou integrante de determinada Secretaria do governo, tudo 
isso afronta a Constituição.” (LENZA, 2013, p. 963). 
 
(QUESTÃO 218) Com base na jurisprudência do STF acerca da 
advocacia e da DP. Norma estadual pode atribuir à DPE a defesa 
judicial dos servidores públicos estaduais processados 
criminalmente em razão do regular exercício do cargo, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com a jurisprudência do STF, 
norma estadual não pode atribuir à DPE a defesa judicial dos 
servidores públicos estaduais processados criminalmente em razão 
do regular exercício do cargo. 
 
(QUESTÃO 219) A propriedade poderá ser desapropriada por 
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mas 
sempre mediante justa e prévia indenização em dinheiro, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Conforme o art. 5, inciso XXIV, da CF, 
existem exceções previstas na própria Constituição, ou seja, a 
propriedade NÃO SERÁ SEMPRE desapropriada mediante justa e 
prévia indenização. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. XXIV - a lei 
estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade 
ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e 
prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos 
nesta Constituição. 
 
(QUESTÃO 220) O uso de algemas durante audiência de instrução 
e julgamento pode ser determinado pelo magistrado quando 
presentes, de maneira concreta, riscos à segurança do acusado ou 
das pessoas ao ato presentes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com a Súmula Vinculante n. 11, só 
é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado 
receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, 
por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade 
por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal 
do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato 
processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil 
do Estado. Portanto, o uso de algemas é exceção, somente se o 
transporte do preso para ser conduzido até delegacia, presídio ou 
mesmo sala de audiências não configura a necessidade do seu uso. 
 
(QUESTÃO 221) A quebra do sigilo bancário dos indivíduos pode 
ser decretada por autoridade policial, desde que autorizada pelo 
MP, dada a inexistência de proteção constitucional específica 
acerca do assunto, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Assim, podemos esquematizar: - 
possibilidade de quebra do sigilo bancário: o Poder Judiciário e as 
CPIs, que têm poderes de investigação próprios das autoridades 
judiciais; - não podem quebrar o sigilo bancário, devendo solicitar 
autorização judiciária: Administração Tributária, Ministério 
Público e a Polícia Judiciária. 
 
(QUESTÃO 222) Um agente da Polícia Federal foi escalado para 
atuar em operação para cumprimento de mandado judicial de 
prisão e de busca e apreensão, durante o dia, de documentos no 
escritório profissional do investigado. A respeito da atuação do 
agente na situação descrita acima, julgue o item a seguir. Mesmo 
sem o consentimento do proprietário, é permitido ao agente entrar 
no escritório profissional onde se encontrem os objetos de busca e 
apreensão, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
37 
 
Certo. Comentário: Escritórios e oficinas de trabalho são 
equiparados aos domicílios e, portanto, o ingresso de agentes 
estatais deve obedecer às restrições impostas pelo art. 5°, XI, da 
CF/88. O cumprimento do mandado de busca e apreensão, por ser 
determinação judicial e realizada durante o dia, permite o ingresso 
mesmo sem o consentimento do proprietário. 
 
(QUESTÃO 223) No caso de iminente perigo público, a autoridade 
competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao 
proprietário indenização ulterior, se houver dano, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O art. 5, XXV, da CF/88, prevê que no caso de 
iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização 
ulterior, se houver dano. 
 
(QUESTÃO 224) Embora vede a cassação de direitos políticos, ela 
prevê casos em que estes poderão ser suspensos ou até mesmo 
perdidos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A cassação é vedada em qualquer hipótese, 
enquanto a perda e a suspensão podem ocorrer em certas 
situações. Conforme Art. 15, CF/88 “É vedada a cassação de 
direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em 
julgado; II - incapacidade civil absoluta; III - condenação criminal 
transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos. 
(QUESTÃO 07) Dado o direito à liberdade, um dos direitos 
fundamentais, a prisão de um indivíduo é medida excepcional, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A liberdade como direito fundamental é tida 
como regra no nosso ordenamento, a prisão é admitida em caráter 
de excepcionalidade, haja vista que não existem direitos 
fundamentais de caráter absoluto, portanto podendo sofrer 
limitações legais. 
 
(QUESTÃO 225) O latrocínio, crime contra a vida, é julgado pelo 
Tribunal do Júri, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Latrocínio = roubo seguido de morte = crime 
contra o patrimônio: segundo ensina o professor Rogério sanches o 
fato de ter havido morte não o faz crime contra a vida, mas crime 
contra o patrimônio com resultado morte. além do latrocínio não 
estar nos crimes contra a vida no cp, a súmula 603 do STF dispõe 
que a competência para o processo e julgamento de latrocínio é 
do juiz singular e não do tribunal do júri, logo não é crime doloso 
contra vida. stf - súmula 603: ''a competência para o processo e 
julgamento de latrocínio é do juiz singular e não do tribunal do 
júri.'' 
 
(QUESTÃO 226) Acerca do direito à vida, em tempos de guerra é 
permitida a pena de morte no Brasil, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 5, CF: XLVII - não haverá penas: a) de 
morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, 
XIX. 
 
(QUESTÃO 227) O direito à liberdade de reunião deve ser 
exercido de forma pacífica e sem armas, sendo desnecessária 
autorização ou prévio aviso à autoridade competente, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: No que concerne aos direitos e garantias 
fundamentais a assertiva “O direito à liberdade de reunião deve 
ser exercido de forma pacífica e sem armas, sendo desnecessária 
autorização ou prévio aviso à autoridade competente” está 
incorreto. O aviso prévio é requisito necessário, conforme a 
própria Constituição Federal. Nesse sentido: Art. 5º, XVI, CF/88 – 
“todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais 
abertos ao público, independentemente de autorização, desde que 
não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente” (Destaque do professor). 
 
(QUESTÃO 228) Acerca dos princípios fundamentais e dos direitos 
e garantias fundamentais instituídos pela Constituição Federal de 
1988 (CF). O plebiscito, consistente em consulta prévia formulada 
ao cidadão para que ele manifeste sua concordância ou não com 
ato legislativo; o referendo, consulta realizada posteriormente à 
edição do ato legislativo; e a iniciativa popular, procedimento no 
qual a população exige, mediante o exercício do direito de 
manifestação, modificações no ordenamento jurídico, sãoformas 
de exercício da soberania popular, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Lei 9.709 de 98: Art. 13. A iniciativa popular 
consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos 
Deputados, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado 
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos 
de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 
Portanto, a iniciativa popular é um procedimento no qual a 
população APRESENTA, SUGERE um projeto de lei que será acolhido 
ou rejeitado pela Câmara. 
 
(QUESTÃO 229) Relativos a alistamento e domicílio eleitoral. O 
alistamento eleitoral e o voto são facultativos para analfabetos, 
portadores de necessidades especiais, maiores de setenta anos de 
idade e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos de 
idade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o artigo 14, §1º, da 
Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são 
obrigatórios para os indivíduos na faixa etária dos dezoito aos 
setenta anos e facultativos para os indivíduos analfabetos, os que 
tenham mais de setenta anos de idade e os que tenham entre 
dezesseis e dezoito anos de idade: Art. 14. A soberania popular 
será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - 
plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. § 1º O alistamento 
eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito 
anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de 
setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito 
anos. (...) Relativamente aos portadores de necessidades 
especiais, o Tribunal Superior Eleitoral instituiu o Programa de 
Acessibilidade da Justiça Eleitoral por meio da Resolução nº 
23.381/2012. 
 
(QUESTÃO 230) Com relação ao direito político. Os direitos 
políticos são titularizados e livremente exercidos por todos os 
brasileiros e garantem a participação na vida política e a influência 
nas decisões públicas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Direitos políticos não são titularizados a 
todos os brasileiros. Exemplo: crianças e adolescentes menores de 
16 anos; aqueles que tem seus direitos políticos suspensos; 
militares conscritos. 
 
(QUESTÃO 231) É livre a criação, fusão, incorporação e extinção 
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime 
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da 
pessoa humana, sendo vedado o recebimento de recursos 
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de 
subordinação a estes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
38 
 
Certo. Comentário: CF, art. 17. É livre a criação, fusão, 
incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a 
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os 
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes 
preceitos: II - proibição de recebimento de recursos financeiros de 
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. 
 
(QUESTÃO 232) São inelegíveis, no território de jurisdição do 
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o 
terceiro grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de 
Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses 
anteriores ao pleito, mesmo que já titular de mandato eletivo e 
candidato à reeleição, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: CF, art. 14, §7º. São inelegíveis, no 
território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do 
Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, 
do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído 
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de 
mandato eletivo e candidato à reeleição. 
 
(QUESTÃO 233) A condenação criminal transitada em julgado 
acarreta a perda dos direitos políticos, independentemente de 
manifestação expressa na decisão condenatória, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não é hipótese de perda, mas, sim, de 
suspensão dos direitos políticos a condenação criminal transitada 
em julgado (Art. 15, III da CF). 
 
(QUESTÃO 234) Acerca da disciplina constitucional e legal, 
referente à composição dos cargos públicos: O governador do DF é 
inelegível para quaisquer outros cargos, a não ser que renuncie a 
seu mandato com uma antecedência mínima de seis meses em 
relação à data do pleito, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo, para ser candidato a 
outro cargo, deverá renunciar ao cargo pelo menos seis meses 
antes do pleito (Art. 14, § 6° da CF). 
 
(QUESTÃO 235) Acerca da disciplina constitucional e legal 
referente à composição dos cargos públicos. Caso já ocupe o cargo 
de deputado distrital, filho de governador do estado torna-se 
elegível para o mesmo cargo na eleição subsequente, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Em regra, o parente até segundo grau do 
Chefe do Executivo não poderá ser candidato na jurisdição do 
parente. E a chamada inelegibilidade reflexa (Art. 14, § 7° da CF). 
Contudo, o final do dispositivo admite que o parente seja 
candidato na mesma jurisdição, quando detentor de mandato 
eletivo e candidato à reeleição, que é a situação exposta no item. 
 
(QUESTÃO 236) Suponha que José, casado com Miriam e prefeito 
de um município brasileiro, venha a falecer dois anos após ter sido 
eleito. Nessa situação, Miriam pode se candidatar e se eleger ao 
cargo antes ocupado por seu marido nas eleições seguintes ao 
falecimento, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo pode ser candidato à 
reeleição. Se ele pode ser candidato à reeleição, o cônjuge pode 
ser candidato no lugar do cônjuge. E, no caso apresentado, o Chefe 
do Executivo faleceu, não podendo alegar que a prefeitura está 
sendo utilizada para eleger o cônjuge. Interpretação do Art. 14, § 
5° da CF. 
 
(QUESTÃO 237) O analfabeto, embora inelegível, possui a 
faculdade de alistar-se e de votar, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Consoante dispõe o Art. 14, § 1° da CF, o 
analfabeto pode alistar-se e votar de forma facultativa. 
 
(QUESTÃO 238) O princípio da independência funcional e, a 
fortiori, o princípio do promotor natural protegem o membro 
do Ministério Público (MP) contra ato de superior que pretenda 
subtrair-lhe competência fixada por critérios predeterminados 
abstratamente, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O princípio da independência funcional 
“trata-se de autonomia de convicção, na medida em que os 
membros do Ministério Público não se submetem a qualquer poder 
hierárquico no exercício do seu mister, podendo agir, no processo, 
da maneira que melhor entenderem. A hierarquia existente 
restringe-se às questões de caráter administrativo, materializada 
pelo Chefe da Instituição, mas nunca, como dito, de caráter 
funcional.” (LENZA, 2013, p. 913). Além disso, com base no 
princípio do promotor natural, o acusado tem direito de ser 
processado pela autoridade competente, sendo vedadas 
designações arbitrárias, promotores ad hoc ou por encomenda. 
Correta a afirmativa de que o membro do MP (e o processado) estão 
protegidos contra ato de superior que pretenda subtrair-lhe 
competência fixada por critérios predeterminados abstratamente. 
 
(QUESTÃO 239) O Conselho Nacional do Ministério Público tem 
competência para apreciar e desconstituir, inclusive de ofício, 
atos administrativos praticados pelos membros do Parquet, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O art. 130-A, § 2º, da CF/88, prevê que 
compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controleda 
atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do 
cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo 
lhe: I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério 
Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua 
competência, ou recomendar providências; II zelar pela 
observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante 
provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por 
membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos Estados, 
podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se 
adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, 
sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas; III receber 
e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do 
Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus 
serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e 
correcional da instituição, podendo avocar processos disciplinares 
em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a 
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo 
de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada 
ampla defesa; IV rever, de ofício ou mediante provocação, os 
processos disciplinares de membros do Ministério Público da União 
ou dos Estados julgados há menos de um ano; V elaborar relatório 
anual, propondo as providências que julgar necessárias sobre a 
situação do Ministério Público no País e as atividades do Conselho, 
o qual deve integrar a mensagem prevista no art. 84, XI. Portanto, 
correta a afirmativa de que o Conselho Nacional do Ministério 
Público tem competência para apreciar e desconstituir, inclusive 
de ofício, atos administrativos praticados pelos membros do 
Parquet. 
 
(QUESTÃO 240) Segundo o STF, o Ministério Público estadual 
não possui legitimidade para propor originariamente 
reclamação perante o STF, ainda quando atue no desempenho 
de suas prerrogativas institucionais, pois compete ao 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
39 
 
procurador-geral da República exercer as funções do Ministério 
Público perante o STF, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o § 3º, do art. 103-A, do ato 
administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula 
aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao 
Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o 
ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e 
determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da 
súmula, conforme o caso. Segundo o STF, o Ministério Público 
Estadual possui legitimidade ativa para propor reclamação 
diretamente ao STF em caso de desrespeito a súmula vinculante. 
 
(QUESTÃO 241) O MP dispõe de autonomia funcional e 
administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação 
e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política 
remuneratória e os planos de carreira que lhe sejam afetos, 
observados os condicionantes previstos na lei orçamentária e na 
lei de diretrizes orçamentárias, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Relativamente ao Ministério Público (MP), é 
possível dizer que a assertiva “O MP dispõe de autonomia funcional 
e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e 
extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política 
remuneratória e os planos de carreira que lhe sejam afetos, 
observados os condicionantes previstos na lei orçamentária e na lei 
de diretrizes orçamentárias” está correta, conforme a literalidade 
do artigo 127, §2º da CF/88, o qual dispõe que: Art. 127, § 2º, 
CF/88 – “Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e 
administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor 
ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços 
auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de 
provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; 
a lei disporá sobre sua organização e funcionamento. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)” (Destaque do 
professor). 
 
(QUESTÃO 242) É exemplificativo o rol de funções atinentes ao 
MP no texto constitucional, cumprindo à legislação 
infraconstitucional conferir-lhe outras funções, desde que 
compatíveis com sua finalidade institucional, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O art. 129, da CF/88, estabelece o rol de 
funções institucionais do Ministério Público. Esse rol, no entanto, 
não é taxativo, mas sim exemplificativo. Isto porque o inciso IX, do 
artigo prevê que o MP poderá, e acordo com legislação 
infraconstitucional, exercer outras funções que lhe forem 
conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe 
vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de 
entidades públicas. 
 
(QUESTÃO 243) Zelar pelo efetivo respeito dos serviços de 
relevância pública aos direitos assegurados na CF é uma das 
funções institucionais do Ministério Público, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 129. São funções institucionais do 
Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal 
pública, na forma da lei; II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes 
Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos 
assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas 
necessárias a sua garantia; III - promover o inquérito civil e a ação 
civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do 
meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; IV - 
promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para 
fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos 
nesta Constituição; V - defender judicialmente os direitos e 
interesses das populações indígenas; VI - expedir notificações nos 
procedimentos administrativos de sua competência, requisitando 
informações e documentos para instruí-los, na forma da lei 
complementar respectiva; VII - exercer o controle externo da 
atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no 
artigo anterior; VIII - requisitar diligências investigatórias e a 
instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos 
jurídicos de suas manifestações processuais; IX - exercer outras 
funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua 
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a 
consultoria jurídica de entidades públicas. 
 
(QUESTÃO 244) Aos membros do MP cabe a defesa do 
patrimônio público e social, podendo eles atuar como 
representantes da fazenda pública nas ações em que esta seja 
ré, embora não tenham legitimidade para ser advogados nas 
ações em que a fazenda pública seja autora, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o art. 129, IX, da CF/88, são 
funções institucionais do Ministério Público exercer outras funções 
que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua 
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a 
consultoria jurídica de entidades públicas. Portanto, incorreta a 
afirmativa. No cabe ao MP representar a Fazenda Pública. 
 
(QUESTÃO 245) Um promotor de justiça estadual que praticar 
um crime comum será processado e julgado por juiz de direito 
de uma das varas criminais do estado, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado 
à organização do poder judiciário e das funções essenciais à 
justiça. É correto dizer que, segundo a CF/88, o promotor de 
justiça, membro do Ministério Público Estadual, assim como os 
juízes estaduais, serão julgados pelo Tribunal de Justiça do Estado, 
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. Nos crimes 
eleitorais, serão julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral. Nesse 
sentido, conforme art. 96, III, CF/88 – “aos Tribunais de Justiça 
julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem 
como os membros do Ministério Público,nos crimes comuns e de 
responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral”. 
 
(QUESTÃO 246) Considere que o MP tenha ajuizado ação em 
face de determinado ente da Federação, visando obter 
provimento jurisdicional que assegurasse o fornecimento de 
medicamentos a pessoa considerada hipossuficiente. Nessa 
situação, apesar de o MP ter agido em defesa de interesses 
sociais e individuais indisponíveis, resta configurada, segundo 
entendimento do STF, a usurpação de competência da DP, visto 
que se busca assegurar o direito à saúde de pessoa 
hipossuficiente, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O art. 127, da CF/88, estabelece que o 
Ministério Público é instituição permanente, essencial à função 
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem 
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e 
individuais indisponíveis. Portanto, de acordo com o entendimento 
do STF não há usurpação da competência da Defensoria Pública. 
Veja-se: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. MINISTÉRIO PÚBLICO. 
LEGITIMIDADE ATIVA. DEFESA DE DIREITOS SOCIAIS E INDIVIDUAIS 
INDISPONÍVEIS. PRECEDENTES. 1. A Constituição do Brasil, em seu 
artigo 127, confere expressamente ao Ministério Público poderes 
para agir em defesa de interesses sociais e individuais 
indisponíveis, como no caso de garantir o fornecimento de 
medicamentos a hipossuficiente. 2. Não há que se falar em 
usurpação de competência da defensoria pública ou da advocacia 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
40 
 
privada. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 554.088-
AgR, rel. min. Eros Grau, DJe 20.06.2009) No mesmo sentido, as 
seguintes decisões monocráticas: AI 735.151, rel. min. Celso de 
Mello; RE 567.706, rel. min. Ricardo Lewandowski; AI 699.597, rel. 
min. Dias Toffoli e RE 554.544, rel. min. Carmen Lúcia. 
 
(QUESTÃO 247) Ao MP incumbe a defesa da ordem jurídica, do 
regime democrático e dos interesses sociais e individuais 
indisponíveis e a observância dos princípios institucionais da 
unidade, indivisibilidade e independência funcional, previstos 
na CF, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado à 
organização constitucional do Ministério Público. Conforme a 
CF/88, art. 127 – “O Ministério Público é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa 
da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais 
e individuais indisponíveis. § 1º - São princípios institucionais do 
Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência 
funcional”. 
 
(QUESTÃO 248) O Congresso Nacional aprovou uma reforma 
administrativa proposta pelo presidente da República que 
reduziu o número de ministérios. Nesse contexto, o Ministério 
do Trabalho e Emprego e o Ministério da Previdência Social 
foram fundidos, tornando-se Ministério do Trabalho e 
Previdência Social. A referida reforma administrativa poderia 
ter se materializado com a edição de decreto autônomo, em 
decorrência do poder regulamentar do presidente da República, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão trata de reforma administrativa 
que reduziu o número de Ministérios, proposta pelo Presidente da 
República e aprovada pelo Congresso Nacional. Esta reforma não 
poderia ser materializada mediante decreto autônomo, uma vez 
que a CF/88 determina que a criação e extinção de ministérios e 
órgãos públicos só podem ser dispostos mediante lei (art. 84). O 
decreto autônomo tem o poder de inovar no ordenamento jurídico, 
mas não possui status de lei, além de não se confundir com o 
decreto regulamentar, destinado a regular certas disposições 
jurídicas, este, sim, em decorrência do poder regulamentar. 
 
(QUESTÃO 249) Compete ao presidente da República, em 
caráter privativo, manter relações com Estados estrangeiros e 
conceder a acreditação diplomática a seus embaixadores, os 
quais devem submeter suas credenciais pessoalmente ao chefe 
de Estado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A assertiva exige conhecimento relacionado 
às atribuições do Presidente da República. Conforme art. 84, 
CF/88 - “Compete privativamente ao Presidente da República [...] 
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus 
representantes diplomáticos”. 
 
(QUESTÃO 250) No caso de o presidente da República, na 
vigência do mandato, praticar crime comum não relacionado às 
funções do cargo, sua responsabilização perante o Supremo 
Tribunal Federal estará condicionada à admissibilidade da 
acusação por dois terços dos membros da Câmara dos 
Deputados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado 
às prerrogativas e garantias do Presidente da República. Tendo em 
vista o que estabelece a Constituição Federal e analisando o caso 
hipotético, é correto afirmar que o presidente da República, 
durante o seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos 
estranhos ao exercício de suas funções. Conforme art. 86, § 4º “O 
Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode 
ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas 
funções”. 
 
(QUESTÃO 251) Caso um processo contra o presidente da 
República pela prática de crime de responsabilidade fosse 
instaurado pelo Senado Federal, não seria permitido o exercício 
do direito de defesa pelo presidente da República no âmbito da 
Câmara dos Deputados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O art. 85, da CF/88, estabelece os crimes 
de responsabilidade dos detentores de altos cargos públicos. De 
acordo com o seu parágrafo único, esses crimes serão definidos em 
lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento. 
Discute-se muito quais os conjuntos de lei poderiam ser aplicados 
em processo de impeachment. A maioria da doutrina considera que 
a Lei 1079/50, alterada pela lei 10028/2000, foi recepcionada pela 
CF/88. O procedimento de impeachment contra Presidente da 
República é bifásico. A fase inicial, de juízo de admissibilidade, é 
feita na Câmara dos Deputados mediante aprovação de dois terços 
da Câmara. Posteriormente, se aprovado, o processo propriamente 
dito e julgamento ocorrerão no Senado Federal (art. 86, da CF/88). 
A questão de exercício do direito de defesa pelo presidente da 
República no âmbito da Câmara dos Deputados é controversa. De 
acordo com Pedro Lenza, uma vez formalizada a acusação do 
Presidente junto à Câmara dos Deputados, “o Presidente já passará 
a figurar na condição de acusado, sendo-lhe, portanto, assegurados 
o contraditório e a ampla defesa (art. 5, LV), podendo, então, 
acompanhar o procedimento e produzir provas.” (LENZA, 2013, p. 
722). Em recente decisão, de dezembro de 2015, o STF posicionou-
se no sentido de que “deve ser autorizada ao acusado defesa prévia 
[na análise do processo] na comissão especial. A ausência de 
defesa prévia não viola o devido processo legal”. Isto é, não 
haveria necessidade de defesa prévia antes do recebimento do 
pedido de impeachment, mas sim junto à comissão de deputados. 
De toda forma, é permitido o exercício do direito de defesa pelo 
presidente da República no âmbito da Câmara dos Deputados. 
 
(QUESTÃO 252) Compete privativamente ao presidente da 
República conceder indulto e comutar penas, ouvidos, se 
necessário, os órgãos instituídos em lei, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o art. 84, XII, da CF/88, 
compete privativamente ao Presidente da República conceder 
indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos 
instituídos em lei. 
 
(QUESTÃO 253) Compete ao presidente da República, em 
caráter privativo, prover os cargos públicos federais, na forma 
da lei, podendo essa atribuição ser delegada aos ministros deEstado, ao procurador-geral da República ou ao advogado-geral 
da União, os quais deverão observar os limites traçados nas 
respectivas delegações, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Considerando as atribuições e a 
responsabilidade do presidente da República, a assertiva 
“Compete ao presidente da República, em caráter privativo, 
prover os cargos públicos federais, na forma da lei, podendo essa 
atribuição ser delegada aos ministros de Estado, ao procurador-
geral da República ou ao advogado-geral da União, os quais 
deverão observar os limites traçados nas respectivas delegações” 
está correta, conforme artigo 84, inciso XXV combinado com 
parágrafo único. Nesse sentido: 
Art. 84, CF/88 – “Compete privativamente ao Presidente da 
República: XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na 
forma da lei; Parágrafo único. O Presidente da República poderá 
delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, 
primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
41 
 
República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os 
limites traçados nas respectivas delegações”. 
 
(QUESTÃO 254) Estaria de acordo com os parâmetros fixados 
pela Constituição Federal emenda à constituição de 
determinado estado que previsse, no caso de vacância dos 
cargos de governador e vice-governador do estado no último ano 
do mandato governamental, a convocação sucessiva, para o 
exercício do cargo de governador pelo período restante do 
mandato, do presidente da assembleia legislativa e do 
presidente do tribunal de justiça do estado, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: EMENTA: Ação direta de 
inconstitucionalidade. 2. Emenda Constitucional n° 28, que alterou 
o § 2º do art. 79 da Constituição do Estado de Sergipe, 
estabelecendo que, no caso de vacância dos cargos de Governador 
e Vice-Governador do Estado, no último ano do período 
governamental, serão sucessivamente chamados o Presidente da 
Assembleia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça, para 
exercer o cargo de Governador. 3. A norma impugnada suprimiu a 
eleição indireta para Governador e Vice-Governador do Estado, 
realizada pela Assembleia Legislativa em caso de dupla vacância 
desses cargos no último biênio do período de governo. 4. Afronta 
aos parâmetros constitucionais que determinam o preenchimento 
desses cargos mediante eleição. 5. Ação julgada procedente. (ADI 
2709, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 
01/08/2006, DJe-088 DIVULG 15-05-2008 PUBLIC 16-05-2008 
EMENT VOL-02319-02 PP-00260) 
 
(QUESTÃO 255) Compete privativamente ao presidente da 
República conceder indulto e anistia, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o art. 48, VIII, compete ao 
Congresso Nacional, com sanção do Presidente da República, 
concessão de anistia. Por sua vez, compete privativamente ao 
Presidente da República conceder indulto e comutar penas, com 
audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei, nos moldes 
do art. 84, XII, da CF/88. 
 
(QUESTÃO 256) Dispor sobre a organização da administração 
federal é atribuição privativa do presidente da República, que 
somente poderá ser exercida pelo próprio ou, durante seus 
impedimentos, por quem o substituir na presidência, vedada a 
delegação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o art. 84, VI, “a”, da CF/88, 
compete privativamente ao Presidente da República dispor, 
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da 
administração federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos. Essa atribuição poderá 
ser delegada, nos moldes do parágrafo único, do mesmo art. 84, 
veja-se: o Presidente da República poderá delegar as atribuições 
mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros 
de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral 
da União, que observarão os limites traçados nas respectivas 
delegações. 
 
(QUESTÃO 257) O presidente da República pode dispor, 
mediante decreto autônomo, acerca da organização e do 
funcionamento da administração federal, vedados o aumento 
de despesa e a criação ou extinção de órgãos públicos, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o art. 84, VI, “a”, da CF/88, 
compete privativamente ao Presidente da República dispor, 
mediante decreto, sobre organização e funcionamento da 
administração federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos. A disposição será feita 
mediante decreto autônomo. 
 
(QUESTÃO 258) Com relação aos direitos sociais e políticos: O 
analfabeto, embora inelegível, possui a faculdade de alistar-se e 
de votar, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Consoante dispõe o Art. 14, § 1° da CF, o 
analfabeto pode alistar-se e votar de forma facultativa. 
 
(QUESTÃO 259) Suponha que José, casado com Miriam e prefeito 
de um município brasileiro, venha a falecer dois anos após ter sido 
eleito. Nessa situação, Miriam pode se candidatar e se eleger ao 
cargo antes ocupado por seu marido nas eleições seguintes ao 
falecimento, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo pode ser candidato à 
reeleição. Se ele pode ser candidato à reeleição, o cônjuge pode 
ser candidato no lugar do cônjuge. E, no caso apresentado, o Chefe 
do Executivo faleceu, não podendo alegar que a prefeitura está 
sendo utilizada para eleger o cônjuge. Interpretação do Art. 14, § 
5° da CF. 
 
(QUESTÃO 260) Acerca da disciplina constitucional e legal 
referente à composição dos cargos públicos, julgue o seguinte 
item: Caso já ocupe o cargo de deputado distrital, filho de 
governador do estado torna-se elegível para o mesmo cargo na 
eleição subsequente, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Em regra, o parente até segundo grau do 
Chefe do Executivo não poderá ser candidato na jurisdição do 
parente. E a chamada inelegibilidade reflexa (Art. 14, § 7° da CF). 
Contudo, o final do dispositivo admite que o parente seja 
candidato na mesma jurisdição, quando detentor de mandato 
eletivo e candidato à reeleição, que é a situação exposta no item. 
 
(QUESTÃO 261) Acerca da disciplina constitucional e legal, 
referente à composição dos cargos públicos, julgue o seguinte 
item: O governador do DF é inelegível para quaisquer outros 
cargos, a não ser que renuncie a seu mandato com uma 
antecedência mínima de seis meses em relação à data do pleito, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O Chefe do Executivo, para ser candidato a 
outro cargo, deverá renunciar ao cargo pelo menos seis meses 
antes do pleito (Art. 14, § 6° da CF). 
 
(QUESTÃO 262) A condenação criminal transitada em julgado 
acarreta a perda dos direitos políticos, independentemente de 
manifestação expressa na decisão condenatória, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não é hipótese de perda, mas, sim, de 
suspensão dos direitos políticos a condenação criminal transitada 
em julgado (Art. 15, III da CF). 
 
(QUESTÃO 263) São inelegíveis, no território de jurisdição do 
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o 
terceiro grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de 
Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses 
anteriores ao pleito, mesmo que já titular de mandato eletivo e 
candidato à reeleição, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: CF, art. 14, §7º. São inelegíveis, no 
território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
42 
 
Presidente da República, de Governador deEstado ou Território, 
do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído 
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de 
mandato eletivo e candidato à reeleição. 
 
(QUESTÃO 264) É livre a criação, fusão, incorporação e extinção 
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime 
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da 
pessoa humana, sendo vedado o recebimento de recursos 
financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de 
subordinação a estes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: CF, art. 17. É livre a criação, fusão, 
incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a 
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os 
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes 
preceitos: II - proibição de recebimento de recursos financeiros de 
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. 
 
(QUESTÃO 265) Com relação ao direito político. Os direitos 
políticos são titularizados e livremente exercidos por todos os 
brasileiros e garantem a participação na vida política e a influência 
nas decisões públicas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Direitos políticos não são titularizados a 
todos os brasileiros. Exemplo: crianças e adolescentes menores de 
16 anos; aqueles que tem seus direitos políticos suspensos; 
militares conscritos. 
 
(QUESTÃO 266) Julgue o item subsequente, relativos a 
alistamento e domicílio eleitoral. O alistamento eleitoral e o voto 
são facultativos para analfabetos, portadores de necessidades 
especiais, maiores de setenta anos de idade e para os maiores de 
dezesseis e menores de dezoito anos de idade, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o artigo 14, §1º, da 
Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são 
obrigatórios para os indivíduos na faixa etária dos dezoito aos 
setenta anos e facultativos para os indivíduos analfabetos, os que 
tenham mais de setenta anos de idade e os que tenham entre 
dezesseis e dezoito anos de idade: Art. 14. A soberania popular 
será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - 
plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. § 1º O alistamento 
eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito 
anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de 
setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito 
anos. (...) Relativamente aos portadores de necessidades 
especiais, o Tribunal Superior Eleitoral instituiu o Programa de 
Acessibilidade da Justiça Eleitoral por meio da Resolução nº 
23.381/2012. 
 
(QUESTÃO 267) Acerca dos princípios fundamentais e dos direitos 
e garantias fundamentais instituídos pela Constituição Federal de 
1988 (CF). O plebiscito, consistente em consulta prévia formulada 
ao cidadão para que ele manifeste sua concordância ou não com 
ato legislativo; o referendo, consulta realizada posteriormente à 
edição do ato legislativo; e a iniciativa popular, procedimento no 
qual a população exige, mediante o exercício do direito de 
manifestação, modificações no ordenamento jurídico, são formas 
de exercício da soberania popular, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Lei 9.709 de 98: Art. 13. A iniciativa popular 
consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos 
Deputados, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado 
nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos 
de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 
Portanto, a iniciativa popular é um procedimento no qual a 
população apresenta, sugere um projeto de lei que será acolhido 
ou rejeitado pela Câmara. 
 
(QUESTÃO 268) A respeito do direito de greve dos servidores 
públicos, com base no entendimento do Supremo Tribunal 
Federal (STF). A competência para apreciar dissídio coletivo de 
greve de servidores públicos federais é da justiça do trabalho, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ao contrário do afirmado na presente 
questão, a competência para processar e julgar demandas 
envolvendo servidores públicos federais, mesmo que pretendam 
agitar “negociações coletivas”, pertence à Justiça Federal, e não 
à Justiça do Trabalho. 
É neste sentido a jurisprudência do STF, conforme bem esclarecem 
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo: “Outra anotação importante 
diz respeito ao direito de negociação coletiva e ao ajuizamento de 
ações coletivas perante a Justiça do Trabalho, que se encontravam 
assegurados pelas alíneas 'd' e 'e' do art. 240 da Lei 8.112/1990. 
Ambas as alíneas, atualmente revogadas pelo art. 18 da Lei 
9.527/1997, foram declaradas inconstitucionais pelo STF no 
julgamento da ADI 492/DF, de 12.03.1993. É firme a jurisprudência 
de nossa Corte Suprema segundo a qual as lides entre servidores 
públicos federais e a administração pública federal são de 
competência da Justiça Federal.” (Direito Administrativo 
Descomplicado, 20ª edição, 2012, p. 300) Logo, trata-se de 
afirmativa equivocada. 
 
(QUESTÃO 269) No que se refere à organização dos poderes no 
Estado. A CF confere aos tribunais com número superior a trinta e 
cinco julgadores a discricionariedade quanto à constituição de 
órgão especial, para o exercício das atribuições administrativas e 
jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A assertiva exige conhecimento relacionado 
à estruturação constitucional do Poder Judiciário. Conforme art. 
93, XI, CF/88 – “nos tribunais com número superior a vinte e cinco 
julgadores, poderá ser constituído órgão especial, com o mínimo 
de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício 
das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da 
competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por 
antiguidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno”. 
Portanto, o número de julgadores deve ser superior a vinte e cinco 
(não trinta e cinco, como aponta a assertiva). 
 
(QUESTÃO 270) Relativos ao Poder Judiciário. Advogado 
nomeado desembargador de um tribunal de justiça estadual 
adquire vitaliciedade imediatamente a partir dessa nomeação, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão exige conhecimento relacionado 
à organização do Poder Judiciário. É correto dizer que os membros 
do STF, dos Tribunais Superiores e os advogados e membros do 
Ministério Público que ingressam nos tribunais federais ou 
estaduais pela regra do “quinto constitucional” adquirem 
vitaliciedade imediatamente, no momento em que tomam posse (e 
não da nomeação). 
 
(QUESTÃO 271) No que se refere ao estatuto constitucional da 
magistratura e às competências do STF. A CF veda aos juízes que 
se aposentarem ou forem exonerados o exercício da advocacia no 
juízo ou tribunal do qual se afastaram até o decurso de três anos 
após o desligamento, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 95. Os juízes gozam das seguintes 
garantias: 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
43 
 
Parágrafo único. Aos juízes é vedado: V - Exercer advocacia no 
juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos 
do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 
 
(QUESTÃO 272) A respeito do Poder Executivo, do Poder 
Legislativo, do processo legislativo e do Poder Judiciário. O Poder 
Judiciário é autônomo e independente, dele fazendo parte, entre 
outros órgãos, o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional 
de Justiça, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Os poderes públicos são independentes entre 
si. De acordo com o art. 92, da CF/88, são órgãos do Poder 
Judiciário: I - o Supremo Tribunal Federal; I-A o Conselho Nacional 
de Justiça; II- o Superior Tribunal de Justiça; III - os Tribunais 
Regionais Federais e Juízes Federais; IV - os Tribunais e Juízes do 
Trabalho; V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI - os Tribunais e 
Juízes Militares; VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito 
Federal e Territórios. Correta a afirmativa. 
 
(QUESTÃO 273) Acerca do contorno constitucional do Poder 
Judiciário e dos seus órgãos. As deliberações negativas do Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ) não estarão sujeitas a revisão por meio 
de mandado de segurança impetrado diretamente no Supremo 
Tribunal Federal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Deliberações negativas são decisões em que o 
CNJ não decide, não opina, portanto não há competência do STF. 
 
(QUESTÃO 274) No que concerne ao Poder Judiciário. São da 
competência da justiça comum estadual o processo e o julgamento 
de todas as contravenções penais, ainda que cometidas em 
detrimento de bens, serviços ou interesses da União, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O art. 109, IV, da CF/88, estabelece que aos 
juízes federais compete processar e julgar os crimes políticos e as 
infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou 
interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas 
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência 
da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral. Ainda, de acordo com a 
Súmula 38 do STJ: Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência 
da Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda 
que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da 
União ou de suas entidades. Portanto a regra geral é de são da 
competência da justiça comum estadual o processo e o julgamento 
das contravenções penais, ainda que cometidas em detrimento de 
bens, serviços ou interesses da União. Contudo, existem exceções, 
não são absolutamente todas as contravenções que são de 
competência da justiça comum estadual. Por exemplo, se os 
autores do fato possuírem foro privilegiado, esta competência 
deverá prevalecer. 
 
(QUESTÃO 275) A seguir que versam sobre o Poder Judiciário, o 
MP e a DP, conforme o disposto na CF. A regra constitucional 
que proíbe o magistrado de exercer a advocacia no juízo ou no 
tribunal do qual se tenha afastado, antes de decorrido o 
período de três anos, contados do afastamento do cargo, 
aplica-se tanto ao Poder Judiciário estadual quanto ao federal 
de qualquer instância, incluindo-se o STF, o STJ e os demais 
tribunais superiores, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O art. 95, parágrafo único, V, da CF/88, prevê 
que é vedado aos juízes exercer a advocacia no juízo ou tribunal 
do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento 
do cargo por aposentadoria ou exoneração. Essa restrição atinge 
todos os magistrados, incluído tanto ao Poder Judiciário estadual 
quanto ao federal de qualquer instância, incluindo-se o STF, o STJ 
e os demais tribunais superiores. 
(QUESTÃO 276) No que se refere ao Poder Judiciário e à 
magistratura. De acordo com o STF, a garantia da 
inamovibilidade não alcança juízes substitutos, ainda que 
assegurados pelo instituto da vitaliciedade, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Constituição brasileira garante 
vitaliciedade aos juízes após o prazo de dois anos. Não há qualquer 
prazo no que concerne à inamovibilidade. De acordo com o 
entendimento do STF, a garantia da inamovibilidade alcança juízes 
substitutos. Veja-se: “A inamovibilidade é, nos termos do art. 95, 
II, da CF, garantia de toda a magistratura, alcançando não apenas 
o juiz titular como também o substituto. O magistrado só poderá 
ser removido por designação, para responder por determinada vara 
ou comarca ou para prestar auxílio, com o seu consentimento, ou, 
ainda, se o interesse público o exigir, nos termos do inciso VIII do 
art. 93 do Texto Constitucional” (MS 27.958, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, j. 17.05.2012. Plenário, DJE de 29.08.2012). 
 
(QUESTÃO 277) A respeito do Poder Judiciário e das funções 
essenciais à justiça. Os juízes adquirem vitaliciedade após dois 
anos de exercício; esse direito não depende de participação em 
curso oficial ou em curso reconhecido por escola nacional de 
formação e aperfeiçoamento de magistrados, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do 
Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da 
Magistratura, observados os seguintes princípios: IV - previsão de 
cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de 
magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de 
vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por 
escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados. 
 
(QUESTÃO 278) Raquel, Regina e Henriqueta são irmãs. Regina 
está sendo acusada pela prática no ano de 2015 de crime de furto 
qualificado, encontrando-se foragida. A polícia local, suspeitando 
que as irmãs estão escondendo Regina, decide fazer uma busca 
minuciosa da acusada. Neste caso, observando-se que Raquel 
reside em um barco e que Henriqueta reside em um hotel, a busca 
de Regina poderá ser feita tanto no barco, como no hotel, durante 
o dia ou à noite, desde que haja determinação judicial, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão se refere ao artigo 5º, XI da 
CF/88, o qual determina que: “a casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. 
 
(QUESTÃO 279) Poderá ser feita tanto no barco, como no hotel, 
em qualquer dia e em qualquer horário, uma vez que não são 
considerados domicílio e, sendo assim, não são invioláveis, 
fazendo-se necessária a determinação judicial, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Tanto o barco como o hotel são 
considerados como domicílio e, portanto, deve ser respeitada a 
proibição de adentrar nestes locais durante a noite por 
determinação judicial. 
 
(QUESTÃO 280) O Art. 5º da Constituição Federal estabelece que 
todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade. Com relação aos direitos 
e garantias fundamentais todos podem reunir-se pacificamente, 
sem armas, em locais abertos ao público, tendo autorização, desde 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
44 
 
que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido liberação da autoridade 
competente, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Segundo o art. 5º, XVI, CF/88 – “todos 
podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao 
público, independentemente de autorização, desde que não 
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo 
local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente”. 
 
(QUESTÃO 281) Os direitos e garantias individuais previstos no 
texto constitucional não são assegurados apenas às pessoas físicas 
brasileiras e estrangeiras residentes no país, alcançando também 
as pessoas jurídicas, como, por exemplo, no reconhecimento de 
indenização por danos morais por violação à imagem, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A aplicação dos direitos e garantias 
fundamentais tem sido a mais ampla possível, abarcando, além das 
pessoas físicas, também as pessoas jurídicas, levando em 
consideração as peculiaridades de cada uma, como por exemplo, 
o direito de preservar a imagem, pois o direito à imagem equivale 
tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas. 
 
(QUESTÃO 282) Em nome da proteção constitucional à 
privacidade,a quebra do sigilo de dados bancários, fiscais, ou 
informáticos de entes privados somente pode ser determinada por 
decisão judicial ou de comissão parlamentar de inquérito ou por 
requisição do Ministério Público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A quebra do sigilo bancário, fiscal ou 
informático pode ocorrer por determinação judicial ou pelas CPI's, 
que possuem poderes de investigação, sendo esta hipótese não 
abrangida pela reserva de jurisdição, mas o Ministério Público não 
tem poder para este tipo de requisição, em se tratando de sigilo 
de entes privados. 
 
(QUESTÃO 283) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue 
o item que se segue, acerca de direitos e garantias fundamentais. 
Havendo iminente perigo público, a autoridade competente 
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário 
indenização ulterior se houver dano, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 5º, XXV, CF/88 – “no caso de iminente 
perigo público, a autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização 
ulterior, se houver dano”. Trata-se da hipótese constitucional de 
requisição da propriedade. A requisição consiste na ocupação ou 
uso temporário, por autoridades públicas, de bens ou serviços, em 
casos de necessidades transitórias da coletividade. O Poder Público 
poderá usar de propriedade particular por meio de requisições 
civis, em caso de iminente perigo público (CF, art. 5 °, XXV), ou 
militares, em tempo de guerra (CF, art. 139, VII). 
 
(QUESTÃO 284) Um agente da Polícia Federal foi escalado para 
atuar em operação para cumprimento de mandado judicial de 
prisão e de busca e apreensão, durante o dia, de documentos no 
escritório profissional do investigado. A respeito da atuação do 
agente na situação. O agente poderá acessar o conteúdo de 
correspondências encontradas no escritório profissional do 
investigado, uma vez que está prevista na CF, de forma expressa, 
a possibilidade de violação do sigilo das correspondências quando 
houver ordem judicial em processo penal, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Escritórios e oficinas de trabalho são 
equiparados aos domicílios e, portanto, o ingresso de agentes 
estatais deve obedecer às restrições impostas pelo art. 5°, XI, da 
CF/88. Nesse sentido, o agente agiu corretamente. Contudo, o art. 
5°, XII, da CF/88, estabelece que é inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem 
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins 
de investigação criminal ou instrução processual penal. Portanto, 
apenas o sigilo das comunicações telefônicas poderá ser quebrado 
na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal 
ou instrução processual penal. 
 
(QUESTÃO 285) Os brasileiros naturalizados não possuem 
legitimidade ativa para propor ação popular, direito este 
resguardado somente aos brasileiros natos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Constituição exige apenas a condição de 
ser cidadão, não importando se a nacionalidade é de origem ou 
secundária. Nesse sentido: art. 5º, LXXIII, CF/88 – “qualquer 
cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a 
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente 
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência”. 
 
(QUESTÃO 286) Silmara, brasileira naturalizada, verificou a 
Constituição Federal brasileira a respeito de possível extradição de 
brasileiro naturalizado. Assim, constatou que, dentre os direitos e 
deveres individuais e coletivos, está previsto nenhum brasileiro 
será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento 
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É exatamente o disposto no art. 5º, LI da CF. 
 
(QUESTÃO 287) Com relação aos direitos e garantias 
fundamentais, julgue o item que se segue. Embora não haja 
menção expressa no texto da CF, determinados direitos e garantias 
fundamentais poderão ser estendidos às pessoas jurídicas, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Entende a doutrina que os direitos e garantias 
fundamentais são extensíveis às pessoas jurídicas no que couber. 
Assim, por exemplo, pode uma sociedade empresária ter 
resguardado seu direito à imagem, ao sigilo bancário e à uma 
indenização por danos materiais, no entanto, não é possível ser 
sujeito paciente de habeas corpus, uma vez que seria ilógico uma 
pessoa jurídica ter direito à locomoção. Vale destacar que esse 
também é o posicionamento do STF em suas jurisprudências. 
 
(QUESTÃO 288) O direito à saúde, de acesso universal e 
igualitário, deverá ser viabilizado por meio de políticas públicas, 
cabendo ao Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar sua 
execução, podendo ser prestada diretamente pelo ente público 
como também por terceiros, sendo a iniciativa privada livre para 
participar complementarmente ao Sistema Único de Saúde - SUS, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: § 1º As instituições privadas poderão 
participar de forma complementar do sistema único de saúde, 
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou 
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem 
fins lucrativos. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
45 
 
(QUESTÃO 289) No que se refere à ordem social. A CF reconheceu 
aos índios a propriedade e posse das terras que tradicionalmente 
ocupam, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A CF não reconheceu aos índios a 
propriedade sobre as terras que tradicionalmente ocupam, mas 
apenas a posse. De acordo com o que estabelece o art. 231, § 1º, 
da CF. 
 
(QUESTÃO 290) Raquel, Regina e Henriqueta são irmãs. Regina 
está sendo acusada pela prática no ano de 2015 de crime de furto 
qualificado, encontrando-se foragida. A polícia local, suspeitando 
que as irmãs estão escondendo Regina, decide fazer uma busca 
minuciosa da acusada. Neste caso, observando-se que Raquel 
reside em um barco e que Henriqueta reside em um hotel, a busca 
de Regina poderá ser feita tanto no barco, como no hotel, durante 
o dia ou à noite, desde que haja determinação judicial, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão se refere ao artigo 5º, XI da 
CF/88, o qual determina que: “a casa é asilo inviolável do 
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. 
 
(QUESTÃO 291) Poderá ser feita tanto no barco, como no hotel, 
em qualquer dia e em qualquer horário, uma vez que não são 
considerados domicílio e, sendo assim, não são invioláveis, 
fazendo-se necessária a determinação judicial, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Tanto o barco como o hotel são 
considerados como domicílio e, portanto, deve ser respeitada a 
proibição de adentrar nestes locais durante a noite por 
determinação judicial. 
 
(QUESTÃO 292) O Art. 5º da Constituição Federal estabelece que 
todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade. Com relação aos direitos 
e garantias fundamentais todos podem reunir-se pacificamente, 
sem armas, em locais abertos ao público, tendo autorização, desde 
que não frustrem outra reuniãoanteriormente convocada para o 
mesmo local, sendo apenas exigido liberação da autoridade 
competente, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Segundo o art. 5º, XVI, CF/88 – “todos 
podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao 
público, independentemente de autorização, desde que não 
frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo 
local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade 
competente”. 
 
(QUESTÃO 293) Os direitos e garantias individuais previstos no 
texto constitucional não são assegurados apenas às pessoas físicas 
brasileiras e estrangeiras residentes no país, alcançando também 
as pessoas jurídicas, como, por exemplo, no reconhecimento de 
indenização por danos morais por violação à imagem, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A aplicação dos direitos e garantias 
fundamentais tem sido a mais ampla possível, abarcando, além das 
pessoas físicas, também as pessoas jurídicas, levando em 
consideração as peculiaridades de cada uma, como por exemplo, 
o direito de preservar a imagem, pois o direito à imagem equivale 
tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas. 
 
(QUESTÃO 294) Em nome da proteção constitucional à 
privacidade, a quebra do sigilo de dados bancários, fiscais, ou 
informáticos de entes privados somente pode ser determinada por 
decisão judicial ou de comissão parlamentar de inquérito ou por 
requisição do Ministério Público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A quebra do sigilo bancário, fiscal ou 
informático pode ocorrer por determinação judicial ou pelas CPI's, 
que possuem poderes de investigação, sendo esta hipótese não 
abrangida pela reserva de jurisdição, mas o Ministério Público não 
tem poder para este tipo de requisição, em se tratando de sigilo 
de entes privados. 
 
(QUESTÃO 295) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue 
o item que se segue, acerca de direitos e garantias fundamentais. 
Havendo iminente perigo público, a autoridade competente 
poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário 
indenização ulterior se houver dano, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 5º, XXV, CF/88 – “no caso de iminente 
perigo público, a autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização 
ulterior, se houver dano”. Trata-se da hipótese constitucional de 
requisição da propriedade. A requisição consiste na ocupação ou 
uso temporário, por autoridades públicas, de bens ou serviços, em 
casos de necessidades transitórias da coletividade. O Poder Público 
poderá usar de propriedade particular por meio de requisições 
civis, em caso de iminente perigo público (CF, art. 5 °, XXV), ou 
militares, em tempo de guerra (CF, art. 139, VII). 
 
(QUESTÃO 296) Um agente da Polícia Federal foi escalado para 
atuar em operação para cumprimento de mandado judicial de 
prisão e de busca e apreensão, durante o dia, de documentos no 
escritório profissional do investigado. A respeito da atuação do 
agente na situação. O agente poderá acessar o conteúdo de 
correspondências encontradas no escritório profissional do 
investigado, uma vez que está prevista na CF, de forma expressa, 
a possibilidade de violação do sigilo das correspondências quando 
houver ordem judicial em processo penal, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Escritórios e oficinas de trabalho são 
equiparados aos domicílios e, portanto, o ingresso de agentes 
estatais deve obedecer às restrições impostas pelo art. 5°, XI, da 
CF/88. Nesse sentido, o agente agiu corretamente. Contudo, o art. 
5°, XII, da CF/88, estabelece que é inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem 
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins 
de investigação criminal ou instrução processual penal. Portanto, 
apenas o sigilo das comunicações telefônicas poderá ser quebrado 
na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal 
ou instrução processual penal. 
 
(QUESTÃO 297) Os brasileiros naturalizados não possuem 
legitimidade ativa para propor ação popular, direito este 
resguardado somente aos brasileiros natos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A Constituição exige apenas a condição de 
ser cidadão, não importando se a nacionalidade é de origem ou 
secundária. Nesse sentido: art. 5º, LXXIII, CF/88 – “qualquer 
cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a 
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente 
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
46 
 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência”. 
 
(QUESTÃO 298) Silmara, brasileira naturalizada, verificou a 
Constituição Federal brasileira a respeito de possível extradição de 
brasileiro naturalizado. Assim, constatou que, dentre os direitos e 
deveres individuais e coletivos, está previsto nenhum brasileiro 
será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento 
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: É exatamente o disposto no art. 5º, LI da CF. 
 
(QUESTÃO 299) Com relação aos direitos e garantias 
fundamentais, julgue o item que se segue. Embora não haja 
menção expressa no texto da CF, determinados direitos e garantias 
fundamentais poderão ser estendidos às pessoas jurídicas, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Entende a doutrina que os direitos e garantias 
fundamentais são extensíveis às pessoas jurídicas no que couber. 
Assim, por exemplo, pode uma sociedade empresária ter 
resguardado seu direito à imagem, ao sigilo bancário e à uma 
indenização por danos materiais, no entanto, não é possível ser 
sujeito paciente de habeas corpus, uma vez que seria ilógico uma 
pessoa jurídica ter direito à locomoção. Vale destacar que esse 
também é o posicionamento do STF em suas jurisprudências. 
 
(QUESTÃO 300) O direito à saúde, de acesso universal e 
igualitário, deverá ser viabilizado por meio de políticas públicas, 
cabendo ao Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar sua 
execução, podendo ser prestada diretamente pelo ente público 
como também por terceiros, sendo a iniciativa privada livre para 
participar complementarmente ao Sistema Único de Saúde - SUS, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: § 1º As instituições privadas poderão 
participar de forma complementar do sistema único de saúde, 
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou 
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem 
fins lucrativos. 
 
(QUESTÃO 301) No que se refere à ordem social. A CF reconheceu 
aos índios a propriedade e posse das terras que tradicionalmente 
ocupam, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A CF não reconheceu aos índios a 
propriedade sobre as terras que tradicionalmente ocupam, mas 
apenas a posse. De acordo com o que estabelece o art. 231, § 1º, 
da CF. 
 
(QUESTÃO 302) Acerca dos princípios fundamentais e dos 
direitos e deveres individuais e coletivos. Em nenhuma 
hipótese, o brasileiro nato poderá ser extraditado, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada à 
extradição. Conforme a CF/88, art. 5º, LI – “nenhum brasileiro será 
extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento 
em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da 
lei”. 
 
(QUESTÃO 303) A respeito do processo legislativoe dos direitos 
e garantias fundamentais, conforme disposto na Constituição 
Federal de 1988. A Constituição Federal determina que o 
brasileiro nato nunca será extraditado e que o brasileiro 
naturalizado somente será extraditado no caso de ter praticado 
crime comum antes da naturalização, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: CF/88 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, 
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros 
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos 
termos seguintes: LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o 
naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da 
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito 
de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei. 
 
(QUESTÃO 304) Acerca das relações entre os estrangeiros e o 
Estado brasileiro. É permitida a análise pelo Poder Judiciário 
somente dos aspectos de legitimidade jurídica concernentes ao 
ato expulsório, não cabendo, portanto, o julgamento da 
nocividade da permanência do estrangeiro em território 
nacional, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada aos 
direitos de nacionalidade, em especial no que tange as relações 
entre os estrangeiros e o Estado brasileiro. A afirmativa, 
relacionada ao ato expulsória, encontra-se correta e compatível 
com a jurisprudência do STF. Nesse sentido: “está consagrado no 
Direito Internacional como poder inerente à soberania do Estado, 
tendo por fim afastar o cidadão estrangeiro cuja permanência no 
país contrarie os elevados interesses nacionais (...). Compete ao 
Presidente da República deliberar sobre a conveniência e a 
oportunidade dessa medida de elevado alcance político, cingindo-
se o controle do Poder Judiciário ao que se relaciona com a 
legalidade ou constitucionalidade do ato discricionário”. Segue-se 
claramente daí que o controle jurisdicional, por meio da ação de 
“habeas corpus”, não incide, sob pena de grave ofensa ao princípio 
da separação de poderes, sobre o juízo de valor emitido pelo Chefe 
do Poder Executivo da União. A tutela judicial circunscreve-se, 
nesse contexto, apenas aos aspectos de legitimidade jurídica 
concernentes ao ato expulsório. Esta Corte, por isso mesmo, em 
reiteradas decisões, tem acentuado a discricionariedade com que 
é exercitável, na matéria, essa magna competência presidencial 
(RTJ 34/438 – RTJ 60/398 – RTJ 110/650). 
 
(QUESTÃO 305) A respeito da nacionalidade brasileira. Admite-
se a possibilidade de cancelamento por ato administrativo do 
deferimento de naturalização quando essa for embasada em 
premissa falsa, ou erro de fato, como a omissão de existência 
de condenação em momento anterior a sua naturalização, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão aborda a temática dos direitos de 
nacionalidade. Sobre o tema, é correto afirmar que o 
cancelamento da naturalização não pode ser realizado por ato 
administrativo. Nesse sentido, segundo o STF, “Deferida a 
naturalização, seu desfazimento só pode ocorrer mediante 
processo judicial (CF: “Art. 12. ... § 4º - Será declarada a perda da 
nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua 
naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade 
nociva ao interesse nacional”). Essa a orientação do Plenário que, 
ao concluir julgamento, por maioria, proveu recurso ordinário em 
mandado de segurança no qual se discutia a possibilidade de o 
Ministro de Estado da Justiça, por meio de ato administrativo, 
cancelar o deferimento de naturalização quando embasada em 
premissa falsa (erro de fato) consistente, na espécie, em omitir-se 
a existência de condenação em momento anterior a sua 
naturalização — v. Informativo 604. Asseverou-se que a cláusula do 
inciso I do § 4º do art. 12 da CF seria abrangente, a revelar que o 
cancelamento da naturalização deveria ocorrer por sentença 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
47 
 
judicial” - RMS 27840/DF, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, 
red. p/ o acórdão Min. Marco Aurélio, 7.2.2013. (RMS-27840). 
 
(QUESTÃO 306) Gustavo, cidadão alemão, adquiriu a 
nacionalidade brasileira após ingressar com pedido no 
Ministério da Justiça. Posteriormente, por considerar que 
Gustavo não reunia os requisitos constitucionais que lhe dariam 
direito à nacionalidade derivada, o Ministro da Justiça cancelou 
o ato de naturalização. Considerando essa situação hipotética. 
Segundo entendimento do STF, o referido ato do ministro da 
Justiça viole a CF porque, uma vez deferida a naturalização, 
seu cancelamento somente poderia ter ocorrido pela via 
judicial, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O STF já decidiu que, segundo o art. 12, § 4º, 
I, da CF/88, após ter sido deferida a naturalização, seu 
desfazimento só poderia ocorrer mediante processo judicial, 
mesmo que o ato de concessão da naturalização tenha sido 
embasado em premissas falsas (erro de fato). A Suprema Corte 
entendeu que os §§ 2º e 3º do art. 112 da Lei n.° 6.815/80 (Estatuto 
do Estrangeiro) não foram recepcionados pela CF/88. § 2º 
Verificada, a qualquer tempo, a falsidade ideológica ou material 
de qualquer dos requisitos exigidos neste artigo ou nos arts. 113 e 
114 desta Lei, será declarado nulo o ato de naturalização sem 
prejuízo da ação penal cabível pela infração cometida. § 3º A 
declaração de nulidade a que se refere o parágrafo anterior 
processar-se-á administrativamente, no Ministério da Justiça, de 
ofício ou mediante representação fundamentada, concedido ao 
naturalizado, para defesa, o prazo de quinze dias, contados da 
notificação. 
 
(QUESTÃO 307) Acerca dos direitos e garantias fundamentais 
estabelecidos na CF. Considera-se brasileiro naturalizado o 
estrangeiro de qualquer nacionalidade casado com brasileiro 
nato por mais de cinco anos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o art. 12, II, da CF/88, são 
brasileiros naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de 
língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e 
idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze 
anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram 
a nacionalidade brasileira. 
 
(QUESTÃO 308) Consideram-se brasileiros naturalizados os 
nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, 
desde que sejam registrados em repartição brasileira competente 
ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O art. 12, I, da CF/88, estabelece que são 
brasileiros natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a 
serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro 
ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da 
República Federativa do Brasil. Portanto, a questão está errada ao 
afirmar que o caso descrito pela letra “b” trata-se de brasileiro 
naturalizado. 
 
(QUESTÃO 309) O estrangeiro condenado por autoridades 
estrangeiras pela prática de crime político poderá ser extraditado 
do Brasil se houver reciprocidade do país solicitante, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O art. 5, LII, da CF/88, estabelece que não 
será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de 
opinião. 
 
(QUESTÃO 310) Acerca dos direitos e garantias fundamentais, de 
acordo com o disposto na Constituição Federal de 1988 (CF). 
Adotou-se como regra o critério sanguíneo para a definição da 
nacionalidade brasileira, julgue(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A regra geral prevista no art. 12, I, da 
CF/88, privilegia no Brasil o critério do ius solis. No entanto, o 
Brasil também consagra o jus sanguinis, desde que esteja associado 
à opção confirmativa ou registro ou se o pai ou a mãe estiverem 
no exterior a serviço do Brasil. 
 
(QUESTÃO 311) Acerca dos direitos e garantias fundamentais, da 
nacionalidade e dos direitos políticos. O cancelamento da 
naturalização por meio de sentença judicial transitada em julgado 
acarreta a perda dos direitos políticos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão aborda a temática relacionada à 
perda e suspensão dos direitos políticos. Apesar de as hipóteses 
estarem reunidas de maneira não discriminada no art. 15 da CF/88, 
sem distinção entre as hipóteses de perda ou suspensão, há um 
consenso na doutrina de que a situação relacionada ao 
cancelamento da naturalização por meio de sentença judicial 
transitada em julgado é hipótese de perda dos direitos políticos. 
Nesse sentido: 
Art. 15 – “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou 
suspensão só se dará nos casos de: I - cancelamento da 
naturalização por sentença transitada em julgado; II - 
incapacidade civil absoluta; III - condenação criminal transitada 
em julgado, enquanto durarem seus efeitos; IV - recusa de cumprir 
obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII; V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, 
§ 4º”. 
DIREITO PENAL 
 
(QUESTÃO 312) Em relação ao tempo do crime, o Código Penal 
brasileiro adotou a teoria do resultado, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: O tempo do crime é o momento em que ele 
se considera consumado, nos termos do artigo 4º do Código Penal. 
Há três teorias principais acerca do tempo do crime que têm o 
objetivo de fixar a ocasião em que foi praticado o delito. A 
importância disso diz respeito a saber qual a lei será aplicada na 
hipótese de existência de conflitos de lei no tempo. São elas: 1 – 
Teoria da Atividade: o tempo de crime se fixa levando-se em 
consideração o momento da conduta – da ação ou da omissão. Não 
importa o momento em que ocorrer o resultado. 2 – Teoria do 
Resultado ou Efeito: o tempo de crime é o momento em que se 
perfaz o resultado, não levando em conta a ocasião em que o 
agente praticou a ação. 
3 – Teoria Mista: o tempo do crime é tanto o do momento da 
conduta como o da ocorrência do resultado. Nosso legislador 
adotou a Teoria da Atividade. Assim, o nosso Código Penal em seu 
artigo 4º adotou a teoria da atividade que tem como consequência 
principal que a imputabilidade do agente deve ser aferida no 
momento em que o crime é praticado, pouco importando a data 
em que o resultado venha a ocorrer. Quanto ao termo inicial da 
prescrição, não se aplica a teoria da atividade, mas sim, a do 
resultado. 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
48 
 
(QUESTÃO 313) A lei penal mais severa aplica-se ao crime 
continuado ou ao crime permanente iniciados antes da referida 
lei, se a continuidade ou a permanência não tiverem cessado 
até a data da entrada em vigor da lex gravior, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Conforme entendimento sumulado pelo 
Supremo Tribunal Federal no enunciado 711: “A lei penal mais 
grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a 
sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da 
permanência”. 
 
(QUESTÃO 314) A teoria da atividade, adotada pelo Código 
Penal Brasileiro, considera praticado o crime no momento em 
que ocorre o resultado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A teoria da atividade, adotada pelo Código 
Penal Brasileiro, considera praticado o crime no momento da ação 
ou da omissão, conforme preconiza o artigo 4º do nosso diploma 
repressivo: Tempo do crime Art. 4º - Considera-se praticado o 
crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o 
momento do resultado.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984). 
 
(QUESTÃO 315) No que diz respeito ao tema lei penal no 
tempo, a regra é a aplicação da lei apenas durante o seu período 
de vigência; a exceção é a extra-atividade da lei penal mais 
benéfica, que comporta duas espécies: a retroatividade e a 
ultra-atividade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Como regra geral, a lei penal deverá respeitar 
a extra-atividade, ou seja, não poderá retroagir nem ser aplicada 
ulteriormente (aplicar com efeitos para frente). Isso se dá pela 
questão da segurança jurídica, é preciso saber-se por qual lei será 
uma pessoa julgada. No entanto, a lei penal comporta ressalva no 
caso de haver benefício para o réu, portanto a lei penal pode ser 
extra-ativa. Esse pensamento vem expressado no art. 2º, caput e 
parágrafo único do CP. 
 
(QUESTÃO 316) A extra-atividade da lei penal constitui 
exceção à regra geral de aplicação da lei vigente à época dos 
fatos, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A aplicação da lei penal rege-se pela teoria da 
atividade (tempus regit actum), segundo a qual aplica-se a lei 
vigente à época da prática do delito. A teoria da extra-atividade 
explicita as exceções à regra da teoria da atividade. Com efeito, 
por via de exceção, uma lei posterior pode retroagir para 
beneficiar o réu (novatio legis im mellius) (art. 2º do Código Penal), 
da mesma forma que uma lei temporária ou excepcional podem 
ultragir (ultratividade da lei penal), em razão de sua essência, 
conforme preceitua o artigo 3º do Código Penal. 
 
(QUESTÃO 317) Segundo o Código Penal Brasileiro vigente, a 
lei posterior que, de qualquer forma, favorecer o agente 
delituoso aplica-se aos fatos a ela anteriores, desde que não 
decididos por sentença penal condenatória transitada em 
julgado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o princípio da retroatividade 
da lei penal, previsto expressamente no parágrafo único do art. 2º 
do Código Penal e no inciso XL do art. 5º da Constituição da 
República, os efeitos da lei penal posterior e mais benéfica 
aplicam-se imediatamente ao agente do crime, ainda que a 
sentença condenatória já tenha transitado em julgado. Quando 
ocorrer essa hipótese, caberá ao juiz da execução aplicar os 
eventuais benefícios inseridos em nosso ordenamento jurídico pela 
lex mitior em prol do condenado. Tal competência é 
expressamente fixada no inciso I do artigo 66 da Lei de Execuções 
Penais, a saber: “Art. 66. Compete ao Juiz da execução: I - aplicar 
aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o 
condenado; (...)”. 
 
(QUESTÃO 318) Considere que uma pessoa tenha sido 
denunciada pela prática de determinado fato definido como 
crime, que, em seguida, foi descriminalizado pela lei A. 
Posteriormente, foi editada a lei B, que revogou a lei A e voltou 
a criminalizar aquela conduta. Nessa situação, a última lei 
deve ser aplicada ao caso, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: No presente caso ocorreu abolitio criminis 
em relação a conduta criminosa praticada pela pessoa, uma vez 
que lei posterior descriminalizou aquela conduta praticada que 
antes era considerada crime. O fato de surgir uma terceira lei 
revogando a segunda lei que dizia que o fato não era crime, e 
agora, esta terceira lei, dizer que o fato é crime, deve-se levar em 
consideração os fatos praticados na vigência desta nova lei, já com 
relação àqueles fatos anteriores a ela houve a extinção da 
punibilidade (levando em consideração a primeira lei), ou não 
eram considerados crimes (levando em consideração a segunda 
lei). Novamente, passou a intitula-los como crime a terceira lei. 
Art. 2º, CP - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior 
deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e 
os efeitos penais da sentença condenatória.Art. 107, CP - 
Extingue-se a punibilidade: III - pela retroatividade de lei que não 
mais considera o fato como criminoso. 
 
(QUESTÃO 319) Na hipótese de crime continuado ou 
permanente, deve ser aplicada a lei penal mais grave se esta 
tiver entrado em vigor antes da cessação da continuidade ou 
da permanência, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Súmula 711 do Supremo Tribunal Federal: “A 
lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime 
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da 
continuidade ou da permanência.” 
 
(QUESTÃO 320) Se um indivíduo praticar uma série de crimes da 
mesma espécie, em continuidade delitiva e sob a vigência de duas 
leis distintas, aplicar-se-á, em processo contra ele, a lei vigente 
ao tempo em que cessaram os delitos, ainda que seja mais gravosa, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com a Súmula 711 do Supremo 
Tribunal Federal, “A lei penal mais grave aplica-se ao crime 
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior 
à cessação da continuidade ou da permanência”. Assim, caso o 
crime estiver acontecendo e houver inovações de leis no tempo, 
ao fato deve ser aplicada a lei correspondente ao momento do 
último ato de execução, ainda que a ocorrência do delito se 
prolongue por duração real (crime permanente, como o extorsão 
mediante sequestro - art. 149, CP. Dessa forma, para a Súmula 711 
do STF, analisando-se apenas o momento da ocorrência do fato, 
este sempre será regido pela lei vigente no momento da cessação 
da conduta do agente (último ato executório), ainda que ela seja 
mais grave do que a lei que vigia no início do ato de execução. 
 
(QUESTÃO 321) Pelo princípio da irretroatividade da lei penal, 
não é possível a aplicação de lei posterior a fato anterior à 
edição desta. É exceção ao referido princípio a possibilidade de 
retroatividade da lei penal benéfica que atenue a pena ou torne 
atípico o fato, desde que não haja trânsito em julgado da 
sentença penal condenatória, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O enunciado trata do princípio da 
irretroatividade da lei penal, que é estabelecido no artigo 2º do 
Código Penal. Tal princípio determina que a lei penal não pode 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
49 
 
retroagir, salvo se for beneficiar o réu. Até esse ponto o enunciado 
da questão está correto. Contudo, essa possibilidade de retroação 
da lei penal benéfica afeta até os processos com trânsito em 
julgado, o que diverge da informação do enunciado. Veja a 
literalidade do artigo 2º do CP: “Art. 2º - Ninguém pode ser punido 
por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em 
virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória. Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer 
modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que 
decididos por sentença condenatória transitada em julgado”. 
 
(QUESTÃO 322) Abigail, depois de iniciado parto caseiro, mas 
antes de completá-lo, sob influência do estado puerperal, mata o 
próprio filho. Abigail praticou crime de homicídio qualificado já 
que não configura o autoaborto, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A conduta descrita no enunciado amolda-se 
na literalidade do que dispõe o artigo 123 do CP: Infanticídio Art. 
123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, 
durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de dois a seis anos. 
Não se trata de crime de aborto, nas modalidades consentida ou 
autoaborto, pois a gestante encontrava-se sob estado puerperal e 
o crime se deu durante o parto. Ademais, também não pode ser 
classificado o crime homicídio, eis que presente figura especial de 
crime contra a vida (infanticídio), o que exclui o crime mais 
genérico. 
 
(QUESTÃO 323) Responde pela prática de homicídio qualificado 
por motivo fútil o agente que, em virtude de um desentendimento 
relacionado à má divisão do dinheiro obtido em atividades ilegais 
de jogatina ocorrido com a vítima, executa-a mediante disparos de 
arma de fogo, alvejando-lhe o tórax, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A questão erra ao dizer que a conduta será 
qualificada pelo motivo fútil (algo banal, por exemplo, brigas 
amorosas e no trânsito), na verdade nesse caso tem a qualificadora 
motivo torpe (art. 121, parágrafo 2º, inciso I do CP), o motivo torpe 
é algo deplorável, abjeto, causador de nojo ao ser humano. Por 
isso, a assertiva encontra-se errada. 
 
(QUESTÃO 324) Caso um dependente químico de longa data 
morra após abusar de substância entorpecente vendida por um 
narcotraficante, este responderá por homicídio culposo, devido à 
previsibilidade do resultado morte nessa hipótese, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O princípio da responsabilidade subjetiva 
ensina não bastar que o fato seja materialmente causado pelo 
agente, ficando a sua responsabilidade (penal) condicionada à 
existência da voluntariedade, leia-se dolo ou culpa. STF, 12 Turma, 
HC 87.319/PE, Rel. Min. Marco Aurélio, j. 07/11/2006, DJ 
15/12/2006. E ainda: STF, 12 Turma, HC 88.820/BA, Rel. Min. 
Sepúlveda Pertence, j. 05/12/2006, DJ 19/12/2006.Sob o 
argumento de que se trata de crime de perigo abstrato contra a 
saúde pública, sendo, pois, irrelevante, a quantidade de 
substância apreendida, o ST1 também não admite a aplicação do 
princípio da insignificância ao tráfico de drogas. A propósito: STJ, 
62 Turma, HC 156.543/RJ, Rel. Min. Og Fernandes, j. 25/10/2011, 
ale 09/11/2011; STJ, 52 Turma, AgRg no HC 125.332/MG, Rel. Min. 
Jorge Mussi, j. 20/10/2011, DJe 14/11/2011; STJ, 62 Turma, HC 
104.158/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, j. 
27/09/2011, DJe 13/10/2011. 
 
(QUESTÃO 325) O agente que atirar com um revólver em via 
pública no intuito de matar alguém não responderá pelo crime de 
disparo de arma de fogo, mas tão somente pelo crime que ele 
pretendia praticar, ou seja, crime doloso contra a vida, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Conforme leciona Cleber Masson, aplica-se ao 
caso o princípio da consunção, ou da absorção, de acordo com o 
qual o fato mais amplo e grave consome, absorve os demais fatos 
menos amplos e graves, os quais atuam como meio normal de 
preparação ou execução daquele, ou ainda como seu mero 
exaurimento. Nesse sentido há jurisprudência: RECURSO EM 
SENTIDO ESTRITO - TENTATIVA DE HOMICÍDIO - DESCLASSIFICAÇÃO 
PARA O DELITO DE DISPARO DE ARMA DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - 
PORTE ILEGAL DE ARMA - CONSUNÇÃO - OCORRÊNCIA. - Se não há 
prova segura da ausência de “animus necandi” na conduta do 
Recorrente, impossível a desclassificação do delito. - Se o crime 
de porte de arma de fogo foi um meio para a prática de um possível 
crime de tentativa de homicídio, deve aquele ser absorvido por 
este. (TJ-MG - Rec em Sentido Estrito: 10086100031631001 MG, 
Relator: Denise Pinho da Costa Val, Data de Julgamento: 
04/06/2013, Câmaras Criminais / 6ª CÂMARA CRIMINAL, Data de 
Publicação: 14/06/2013). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal 
Esquematizado, volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: 
Método, 7ª edição, 2013. 
 
(QUESTÃO 326) Alex agrediu fisicamente seu desafeto Lúcio, 
causando-lhe vários ferimentos, e, durante a briga, decidiu matá-
lo, efetuando um disparo com sua arma de fogo, sem, contudo, 
acertá-lo. Nessa situação hipotética, Alex responderá pelos crimes 
de lesão corporal em concurso material com tentativa de 
homicídio, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A situação hipotética narrada cuida da 
progressão criminosa, que é diferente de crime progressivo. Ocorre 
o crime progressivo quando o agente, para alcançar o resultado 
mais gravoso, passa por outro, necessariamente menos grave. Em 
outras palavras, o crime progressivo para ser praticado 
necessariamenteviola norma penal menos grave (várias lesões 
corporais são praticadas para o resultado intencional morte). 
Diferencia-se da progressão criminosa porque nesta o agente 
intenciona praticar um crime menos grave e o faz, mas depois 
decide praticar outro mais grave e pratica, quando se dá a 
chamada substituição de dolo. Na situação hipotética narrada, 
Alex intencionava praticar contra Lúcio um crime menos grave 
(lesão corporal) e o fez, mas depois decidiu praticar outro crime 
mais grave (homicídio) e tentou, quando se deu a substituição de 
dolo (“animus laedendi” para “animus necandi”). Nesse caso, não 
será aplicado o concurso de crimes, seja o material, formal ou a 
continuidade delitiva, e sim o princípio da consunção. Tanto no 
caso de crime progressivo quanto no caso de progressão criminosa, 
aplica-se o princípio da consunção, pelo qual o crime mais grave 
absorve o menos grave, razão pela qual Alex responde só pelo 
crime de tentativa de homicídio, por configurar-se a progressão 
criminosa e tratar-se de delito único. Nesse sentido: APELAÇÃO 
CRIMINAL. LESÕES CORPORAIS. PROGRESSÃO CRIMINOSA. PRINCÍPIO 
DA CONSUNÇÃO. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. Inexistência de prova 
da materialidade do crime de lesões corporais. Ademais, verifica-
se hipótese de progressão criminosa, pois o agente, dentro do 
mesmo iter criminis, inicialmente praticou o crime de lesões 
corporais contra a vítima, e posteriormente, passando a querer um 
resultado mais grave, tentou matá-la, já tendo sido, inclusive, 
condenado pelo crime de tentativa de homicídio. Sentença 
absolutória mantida. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Crime Nº 
70051721991, Segunda Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, 
Relator: Lizete Andreis Sebben, Julgado em 19/12/2013) Fonte: 
MASSON, Cleber. Direito penal esquematizado: parte geral. São 
Paulo: Método, 8ª edição, 2014. 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
50 
 
(QUESTÃO 327) No crime de homicídio, admite-se a incidência 
concomitante de circunstância qualificadora de caráter objetivo 
referente aos meios e modos de execução com o reconhecimento 
do privilégio, desde que este seja de natureza subjetiva, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Privilegio (art. 121, ss 1) > Natureza subjetiva 
- Relevante valor social; - Relevante valor moral; - Sob o domínio 
e violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da 
vítima. Qualificadoras (art. 121 ss 2) > Natureza Objetiva III - Meio 
de execução; IV- Modo de execução salvo a traição; O privilegio 
(subjetivo) é incompatível com as qualificadoras subjetivas, mas 
compatível com as qualificadoras objetiva. Fonte: Cleber Masson. 
 
(QUESTÃO 328) Joaquim, plenamente capaz, desferiu diversos 
golpes de facão contra Manoel, com o intuito de matá-lo, mas este, 
tendo sido socorrido e levado ao hospital, sobreviveu. Nessa 
situação hipotética, Joaquim responderá pela prática de homicídio 
tentado, com pena reduzida levando-se em conta a sanção prevista 
para o homicídio consumado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão é relativamente simples. Como a 
morte de Manoel não aconteceu por motivos alheios à vontade de 
Joaquim, a agente responde por homicídio na forma tentada, de 
acordo com o disposto no artigo 14 do Código Penal, cujo parágrafo 
único diz que “Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa 
com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um 
a dois terços.” 
 
(QUESTÃO 329) Caso caracterizada a tentativa de homicídio, a 
pena aplicada será reduzida de um a dois terços da pena 
correspondente ao crime consumado, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984). Crime consumado (Incluído pela Lei nº 
7.209, de 11.7.1984). I - consumado, quando nele se reúnem todos 
os elementos de sua definição legal; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984); Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984); II 
- tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por 
circunstâncias alheias à vontade do agente. (Incluído pela Lei nº 
7.209, de 11.7.1984).; Pena de tentativa (Incluído pela Lei nº 
7.209, de 11.7.1984); Parágrafo único - Salvo disposição em 
contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao 
crime consumado, diminuída de um a dois terços. (Incluído pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984). 
 
(QUESTÃO 330) João, servidor público estadual ocupante do 
cargo efetivo de engenheiro civil, foi o responsável por 
determinada obra com escavação de um poço. João agiu 
culposamente, nas modalidades de imperícia e negligência, pois, 
na condição de engenheiro civil, realizou obra sem observar seu 
dever objetivo de cuidado e as regras técnicas da profissão, 
provocando como resultado a morte de um pedreiro que trabalhava 
no local. Nesse caso deve ser processado por homicídio culposo, 
com causa de aumento de pena, eis que o crime resultou de 
inobservância de regra técnica de profissão, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: João responderá por homicídio culposo, já que 
a questão deixa claro que ele não observou o dever de cuidado 
nem as regras técnicas da profissão. E por não observar as regras 
técnicas da profissão, ele ainda irá ter a pena aumentada conforme 
o parágrafo IV do Art. 121: § 4o No homicídio culposo, a pena é 
aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância 
de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa 
de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as 
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. 
Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) 
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou 
maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 
2003). 
 
(QUESTÃO 331) A conduta de quem, por meio de relações 
sexuais, expõe outra pessoa a contágio de moléstia venérea de que 
sabe ou deveria saber estar contaminado é crime se o agente 
pratica o fato com a intenção de transmitir a moléstia; não 
havendo essa finalidade específica, a conduta é atípica, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Trata-se de crime de dolo eventual, que não 
é necessário haver ou intenção de contágio para que se consume o 
crime, conforme caput do art. 130 CP. Caso se comprove a 
intenção, tem-se a forma do § 1º. 
 
(QUESTÃO 332) O emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou 
tortura, em crimes de homicídio, é recurso que dificulta a defesa 
da vítima e, portanto, caracteriza causa de aumento de pena, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Embora aumentem a pena, as hipóteses 
descritas no § 2º do Art. 121 CP são qualificadoras; as causas de 
aumento de penas estão descritas mais adiante, no § 4º, como 
inobservância de regra técnica. 
 
(QUESTÃO 333) O A respeito dos crimes contra a pessoa e o 
patrimônio. Situação hipotética: Telma, sabendo que sua 
genitora, Júlia, apresentava sérios problemas mentais, que 
retiravam dela a capacidade de discernimento, e com o intuito 
de receber a herança decorrente de sua morte, induziu-a a 
cometer suicídio. Em decorrência da conduta de sua filha, Júlia 
cortou os próprios pulsos, mas, apesar das lesões corporais 
graves sofridas, ela não faleceu. Assertiva: Nessa situação, 
Telma cometeu o crime de induzimento, instigação ou auxílio a 
suicídio, na forma consumada, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Se o induzimento, a instigação ou o auxílio 
é feito em face de suicida absolutamente incapaz mentalmente – 
sem capacidade para consentir –, ou inimputável, incapaz de 
entender ou de se autogovernar, o fato se ajustará ao tipo de 
homicídio. 
 
(QUESTÃO 334) Conforme a mais recente jurisprudência do STF, 
os condenados por crimes hediondos praticados antes da entrada 
em vigor da Lei n.º 11.464/2007podem pleitear a progressão de 
regime após o cumprimento de apenas um sexto da pena aplicada, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Crimes Hediondos- Antes de 2007: progressão 
de regime 1/6 da pena. Depois de 2007: progressão de regime 2/5 
da pena (réu primário) progressão de regime 3/5 da pena 
(reincidente), Obs: reincidente em crime hediondo. 
 
(QUESTÃO 335) Considera-se crime hediondo o homicídio culposo 
na condução de veículo automotor, quando comprovada a 
embriaguez do condutor, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A lei de crimes hediondos adotou o critério 
legal para a identificação de tais crimes. Dessa forma, são 
hediondos apenas os delitos elencados na citada lei. Com relação 
ao homicídio, é considerado hediondo aquele praticado em 
atividade típica de grupo de extermínio e as hipóteses de homicídio 
qualificado. A prática de homicídio culposo na direção de veículo 
automotor não está enquadrada em nenhuma destas hipóteses. 
Portanto, não é hediondo. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
51 
 
(QUESTÃO 336) Considere que um indivíduo, reincidente, seja 
condenado, definitivamente, a quinze anos de reclusão em regime 
inicial fechado, devido à prática de crime hediondo. Nessa 
situação, é correto afirmar que esse indivíduo somente progredirá 
de regime do cumprimento da pena após cumprir nove anos de 
reclusão, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Lei 8.072/90, art. 2°: § 2o A progressão de 
regime, no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo, 
dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o 
apenado for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. 15X 
3/5 = 15X 0,6= 9 anos. 
 
(QUESTÃO 337) Se determinado cidadão for réu em processo 
criminal por ter cometido crime hediondo, ele poderá ter 
progressão de regime no cumprimento da pena, que se iniciará em 
regime fechado, bem como tê-la reduzida em caso de delação 
premiada, se o crime tiver sido cometido por quadrilha ou bando, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O início do cumprimento de pena por 
condenação por crimes hediondos não necessariamente se dará no 
regime fechado, como afirmado no item. Portanto, opta-se pela 
sua alteração. 
 
(QUESTÃO 338) É vedada a concessão de fiança à pessoa 
plenamente capaz que cometer homicídio simples, por ser 
considerado crime hediondo, e a pena a ser aplicada nesse caso 
será cumprida no regime inicialmente fechado, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Homicídio simples por si só não é crime 
hediondo, ao menos que seja praticado em atividade típica de 
grupo de extermínio (art. 1º, inciso I, Lei nº 8.072/90). Assim, a 
pena não necessariamente, inicia-se no regime fechado. 
 
(QUESTÃO 339) Considerando, por hipótese, que, devido ao fato 
de estar sendo investigado pela prática de latrocínio, José tenha 
contratado um advogado para acompanhar as investigações. Se 
surgirem indícios contra José, ele deverá ser indiciado e 
identificado pelo processo datiloscópico, pois, na hipótese em 
apreço, o referido crime é hediondo, fato que torna obrigatória a 
identificação criminal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 9o-A. Os CONDENADOS (e não 
indiciados) por crime praticado, dolosamente, com violência de 
natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos 
no art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, serão 
submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, 
mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica 
adequada e indolor. 
 
(QUESTÃO 340) Desde que o STF declarou incidentalmente a 
inconstitucionalidade do artigo 2. o, § 1. o, da Lei n. o 8.072/1990 
(“A pena por crime previsto neste artigo [crime hediondo] será 
cumprida inicialmente em regime fechado”), não é mais 
obrigatória a fixação do regime inicial fechado para o condenado 
pelo crime de tráfico de entorpecentes, podendo a pena privativa 
de liberdade ser substituída por restritivas de direitos quando o réu 
for primário e sem antecedentes e não ficar provado que ele se 
dedique ao crime ou esteja envolvido com organização criminosa, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Além do mais, tal condição de substituição de 
pena não ficaria restrita somente ao “tráfico privilegiado”, mas às 
regras do CP, ART 44 e incisos, no que couber aos crimes hediondos 
ou equiparados. 
 
(QUESTÃO 341) Considere que um indivíduo tenha sido 
condenado por crime hediondo. Nesse caso, para que possa 
requerer progressão de regime de pena, esse indivíduo deve 
cumprir dois quintos da pena que lhe foi imputada, se for primário, 
e três quintos dessa pena, se for reincidente, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Lei 8072. Art. 2º Os crimes hediondos, a 
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins 
e o terrorismo são insuscetíveis de: § 2o A progressão de regime, 
no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo, dar-se-
á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o apenado 
for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. 
 
(QUESTÃO 342) Gerson, com vinte e um anos de idade, e Gilson, 
com dezesseis anos de idade, foram presos em flagrante pela 
prática de crime. Após regular tramitação de processo nos juízos 
competentes, Gerson foi condenado pela prática de extorsão 
mediante sequestro e Gilson, por cometimento de infração análoga 
a esse crime. Com relação a essa situação hipotética. Conforme 
entendimento dos tribunais superiores, tendo sido condenado pela 
prática de crime hediondo, Gerson deverá ser submetido ao exame 
criminológico para ter direito à progressão de regime, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A submissão ao exame criminológico não é 
obrigatória, podendo ser determinada pelo Juiz, de acordo com as 
circunstâncias, conforme entendimento sumulado do STJ: Súmula 
439 do STJ: Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades 
do caso, desde que em decisão motivada. Admite-se, portanto, o 
exame criminológico, desde que por decisão motivada. 
Fundamentar a decisão, simplesmente, no fato de que se trata de 
crime hediondo não é fundamentação idônea: (…) 3. No caso, as 
razões de decidir do Desembargador prolator do voto condutor do 
julgado são padronizadas, não adaptadas ao caso concreto. Nelas, 
não se consignou nada de substancial sobre a situação fática do ora 
Reeducando. Há tão somente mera fundamentação uniforme, com 
a qual referido Julgador exige exame criminológico para a 
progressão de regime de condenados por crimes graves e 
hediondos, equivalendo, portanto, a ato jurisdicional desprovido 
de motivação. Restabelecimento da decisão do Juízo das 
Execuções que se impõe. Agravo regimental desprovido. 
 
(QUESTÃO 343) O STF afastou a previsão de obrigatoriedade de 
imposição de regime inicial fechado aos condenados por crimes 
hediondos ou a estes equiparados, devendo ser observadas as 
regras do CP no que se refere à fixação do regime prisional 
inicialmente previsto para os crimes hediondos e os a estes 
equiparados, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O STF passou a considerar INCONSTITUCIONAL 
o §1º do art. 2º da Lei 8.072/90, que assim dispõe: Art. 2º (…) 1o A 
pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente 
em regime fechado. (Redação dada pela Lei nº 11.464, de 2007). 
O STF passou a entender que deve o Juiz, em cada caso concreto, 
fixar o regime de cumprimento da pena de acordo com as regras 
previstas na legislação penal, notadamente o CP, não havendo 
qualquer restrição, em abstrato, à fixação dos regimes aberto e 
semiaberto como regimes iniciais. 
 
(QUESTÃO 344) Para ser aceita como excludente de 
culpabilidade, a coação física ou moral tem de ser irresistível, 
inevitável e insuperável,julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A única coação que realmente exclui a 
culpabilidade é a coação moral irresistível. As demais formas de 
coação, moral ou física, não excluem a culpabilidade. Na coação 
física, emprega-se a força física sobre o coagido. Ou seja, uma 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
52 
 
pessoa se utiliza de outra como instrumento para cometimento de 
um crime. À guisa de exemplo, trata-se de coação física o ato de 
apontar a arma para a cabeça de um sujeito a fim de que estupre 
uma mulher. A coação física elimina a própria vontade do agente 
e exclui, com efeito, a tipicidade. Quando a coação física ou moral 
for resistível há uma ação típica, mas o coagido tem direito a uma 
atenuação genérica da pena, nos termos do artigo 65, inciso III, 
alínea “c” do Código Penal. 
 
(QUESTÃO 345) A embriaguez completa pode dar causa à 
exclusão da imputabilidade penal, mas não descaracteriza a 
ilicitude do fato, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Artigo 28, §1º do Código Penal: Emoção e 
paixão Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I - a emoção ou a paixão; 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Embriaguez II - a 
embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de 
efeitos análogos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 
1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação 
ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito 
do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 2º 
- A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por 
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não 
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo 
com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984). Cleber Masson leciona que a embriaguez acidental ou 
fortuita, se completa, capaz de ao tempo da conduta tornar o 
agente inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato 
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, exclui a 
imputabilidade penal (CP, art. 28, §1º). Por outro lado, a 
embriaguez acidental ou fortuita incompleta, isto é, aquela que ao 
tempo da conduta retira do agente parte da capacidade de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo 
com esse entendimento, autoriza a diminuição de pena de 1 (um) 
a 2/3 (dois terços). Equivale, portanto, à semi-imputabilidade (CP, 
art. 28, §2º). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado, 
volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: Método, 7ª 
edição, 2013. 
 
(QUESTÃO 346) A respeito de tipicidade, ilicitude, 
imputabilidade e crimes previstos na Lei n.º 8.666/1993. O erro 
relativo à ilicitude do fato penalmente relevante, se 
inevitável, isentará de culpa o agente; se evitável, poderá 
diminuir a pena de um sexto até dois terços, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A assertiva contida na questão está 
equivocada, pois a diminuição da pena no caso de erro evitável é 
de “um sexto a um terço” e não de “um sexto a dois terços”. Nos 
termos do artigo 21 do Código Penal, que trata do erro de 
proibição, “o desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre 
a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, 
poderá diminuí-la de um sexto a um terço.” É considerado 
evitável, nos termos da norma explicativa contida no parágrafo 
único do referido dispositivo legal, “o erro se o agente atua ou se 
omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era 
possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.” 
 
(QUESTÃO 347) Considerando a distinção doutrinária entre 
culpabilidade de ato e culpabilidade de autor. Tratando - se de 
culpabilidade pelo fato individual, o juízo de culpabilidade se 
amplia à total personalidade do autor e a seu desenvolvimento, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Quanto ao fato individualmente analisado, 
ou seja, a ocorrência do crime, a culpabilidade que se aprecia é a 
objetiva. Ou seja, o juízo de reprovabilidade que se faz leva em 
conta o contexto fático em que se inseria o agente no momento de 
sua conduta. Há, com efeito, uma abordagem restritiva, não se 
realizando, portanto, um juízo quanto à personalidade do autor do 
fato. Esse juízo (da personalidade do autor do fato), no entanto, é 
realizado na aplicação da pena-base, quando o juiz, com fulcro no 
disposto no art. 59 do Código Penal, analisa, levando-se em conta 
atributos, qualidades e vícios do agente que tenham sido carreados 
aos autos, se a sua personalidade é considerada criminogênica. 
Faz-se isso com base no princípio da individualização da pena que 
emana de principios constitucionais explícitos como o da isonomia 
e da proporcionalidade. 
 
(QUESTÃO 348) Em relação ao concurso de agentes, a desistência 
voluntária e ao arrependimento eficaz, bem como a cominação de 
penas, ao erro do tipo e, ainda, a teoria geral da culpabilidade. De 
acordo com a teoria extremada da culpabilidade, o erro sobre 
os pressupostos fáticos das causas descriminantes consiste em 
erro de tipo permissivo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Nos termos da “teoria extremada da 
culpabilidade”, todo erro sobre a presença de uma descriminante, 
quer pela equivocada apreciação dos fatos, ou pela errada 
concepção sobre a existência de uma causa de justificação, é 
considerado como erro de proibição. Sendo assim, persiste o dolo 
na conduta e, portanto, na análise do fato típico. O que se exclui 
é a culpabilidade (a potencial consciência da ilicitude). Assim, para 
os adeptos dessa teoria, o erro é de proibição, pois o agente atua 
com o dolo de praticar o fato, imaginando que a sua conduta seja 
lícita. Os adeptos “Teoria Limitada da Culpabilidade” entendem, 
por sua vez, que as descriminantes putativas constituem erro de 
tipo permissivo e excluem o dolo. É a teoria adota pelo nosso 
Código Penal. 
 
(QUESTÃO 349) No que concerne a infração penal, fato típico 
e seus elementos, formas consumadas e tentadas do crime, 
culpabilidade, ilicitude e imputabilidade penal. Considere que 
Bartolomeu, penalmente capaz e mentalmente são, tenha 
praticado ato típico e antijurídico, em estado de absoluta 
inconsciência, em razão de estar voluntariamente sob a 
influência de álcool. Nessa situação, Bartolomeu será apenado 
normalmente, por força da teoria da actio libera in causa, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A embriaguez só afasta a imputabilidade do 
agente quando for fortuita ou em razão de força maior. Quando for 
não acidental, o agente é plenamente imputável, conquanto ao 
tempo da conduta não seja capaz de compreender seu caráter 
ilícito e não tenha capacidade de se determinar de acordo como 
esse entendimento. Aplica-se nos casos de embriaguez voluntária 
o critério da actio libera in causa, ou seja, considerando-se que 
agente quis se embriagar, ele deve ser culpado por qualquer 
conduta delitiva que praticar nesse estado. Assim, nos termos do 
inciso II do art. 28 do Código Penal dispõe: “Não excluem a 
imputabilidade penal: (...) II - a embriaguez, voluntária ou 
culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos§ 1º - É isento 
de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de 
caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. (...)” 
 
 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal53 
 
(QUESTÃO 350) De acordo com o Código Penal, a incidência da 
exclusão de culpabilidade na coação irresistível ocorre apenas 
nos casos de coação física ou vis absoluta, uma vez que, na 
coação moral, há apenas redução do poder de escolha da vítima 
entre praticar ou omitir a conduta ou sofrer as consequências 
da coação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Artigo 22 do Código Penal: Coação 
irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 
7.209, de 11.7.1984) Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação 
irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente 
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou 
da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984). 
Conforme leciona Cleber Masson, esse dispositivo legal, nada 
obstante mencione somente “coação irresistível”, refere-se 
exclusivamente à coação moral irresistível. Com efeito, estabelece 
em sua parte final ser punível só o autor da coação. Em outras 
palavras, diz que o coagido está isento de pena, expressão que se 
coaduna com as dirimentes, ou seja, causas de exclusão da 
culpabilidade. Na coação MORAL, o coator, para alcançar o 
resultado ilícito desejado, ameaça o coagido, e este, por medo, 
realiza a conduta criminosa. Essa intimação recai sobre sua 
vontade, viciando-a de modo a retirar a exigência legal de agir de 
maneira diferente. Exclui-se a culpabilidade, em face da 
inexigibilidade de conduta diversa. 
Por sua vez, na coação FÍSICA irresistível elimina-se por completo 
a vontade do coagido. Seu aspecto volitivo não é meramente 
viciado, mas suprimido, e ele passa a atuar como instrumento do 
crime a serviço do coator. Exclui-se a conduta, e, 
consequentemente, o próprio fato típico praticado pelo coagido. 
Logo, o item está ERRADO, pois, conforme explicado acima, não 
há exclusão da culpabilidade na coação física irresistível, mas só 
na coação moral irresistível. Na coação física irresistível há 
exclusão da conduta e, consequentemente, do próprio fato típico 
praticado pelo coagido. Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal 
Esquematizado, volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: 
Método, 7ª edição, 2013. 
 
(QUESTÃO 351) Por caracterizar inexigibilidade de conduta 
diversa, a coação moral ou física exclui a culpabilidade do 
crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A coação moral irresistível afasta a 
culpabilidade do agente na medida em que configura a 
inexigibilidade de conduta diversa. Não é reprovável, porquanto 
não se pode exigir que o agente não pratique a conduta típica. Já 
a coação física afasta a tipicidade do fato. Não há conduta quando 
o agente ativo pratica determinado fato por coação física. Uma 
ação dessa, por não ser praticada pela vontade do agente não pode 
ser considerada uma conduta em termos jurídicos penais. 
 
(QUESTÃO 352) O peculato é conceituado doutrinariamente 
como crime funcional impróprio ou misto, porquanto na 
hipótese de não ser praticado por funcionário público, opera 
tipicidade relativa, passando a constituir tipo penal diverso, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Trata-se dos crimes funcionais são próprios ou 
impróprios. Os crimes funcionais próprios caracterizam-se pelo 
fato de que, ausente a condição de servidor público ao autor, o 
fato torna-se atípico; é o que ocorre, por exemplo, com a 
prevaricação (Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, 
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição 
expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal), 
pois somente o servidor pode preencher as exigências desse tipo 
penal. Os crimes funcionais impróprios, por sua vez, são aqueles 
nos quais faltando a condição de servidor ao agente, o fato deixa 
de configurar crime funcional, caracterizando um crime comum 
como o peculato que, praticado em outro âmbito, pode enquadrar 
no tipo da apropriação indébita (Peculato: Art. 312 - Apropriar-se 
o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem 
móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do 
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. Apropriação 
Indébita: Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem 
a posse ou a detenção). 
 
(QUESTÃO 353) Somente mediante expressa manifestação pode 
o agente diplomático renunciar à imunidade diplomática, 
porquanto o instituto constitui causa pessoal de exclusão da 
pena, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Conforme leciona Cleber Masson, as 
imunidades se fundam no princípio da reciprocidade, ou seja, o 
Brasil concede imunidade aos agentes dos países que também 
conferem iguais privilégios aos nossos representantes. Ainda 
segundo Masson, não há violação ao princípio da isonomia, eis que 
a imunidade não é pessoal, mas funcional. Leva-se em conta a 
relevância da função pública exercida pelo representante 
estrangeiro (teoria do interesse da função). A imunidade é 
irrenunciável por parte do seu destinatário. Nada impede, por 
outro lado, a renúncia por meio do Estado acreditante, com 
fundamento no art. 32 da Convenção de Viena sobre Relações 
Diplomáticas (1961) e art. 45 da Convenção de Viena sobre 
Relações Consulares (1963). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal 
Esquematizado, volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: 
Método, 7ª edição, 2013. 
 
(QUESTÃO 354) Tanto a conduta do agente que age 
imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum 
elemento do tipo quanto a conduta do agente que age 
acreditando estar autorizado a fazê-lo ensejam como 
consequência a exclusão do dolo e, por conseguinte, a do 
próprio crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Ainda que o erro de tipo vencível afaste o 
dolo, o enunciado da questão está errado. É que o erro sobre algum 
elemento do tipo apenas é invencível quando o agente, mesmo que 
aja de modo prudente, não pode superá-lo Nos termos do artigo 20 
do Código Penal “O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal 
de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, 
se previsto em lei.” Com efeito, caso o agente tenha agido com 
descuido patente – imprudência -, há de responder pelo delito na 
forma culposa, desde que haja previsão legal. Portanto, persiste o 
crime, ainda que culposo. 
No que toca, por sua vez, ao erro de proibição, que ocorre quando 
o agente erra sobre a ilicitude do fato que pratica, nos termos do 
artigo 21 do Código Penal, exclui-se a culpabilidade do agente e 
não o dolo, no caso em que o erro é inevitável, ou seja, faltar ao 
agente a possibilidade de ter consciência da ilicitude do fato. No 
caso de o erro ser evitável, vale dizer, faltar ao agente no 
momento concreto do desenrolar da conduta típica a consciência 
da ilicitude, não fica afastada a culpabilidade, configurando-se, 
apenas, uma causa de diminuição que o referido dispositivo legal 
prevê de um sexto a um terço. Ainda que o erro de tipo vencível 
afaste o dolo, o enunciado da questão está errado. É que o erro 
sobre algum elemento do tipo apenas é invencível quando o 
agente, mesmo que aja de modo prudente, não pode superá-lo Nos 
termos do artigo 20 do Código Penal “O erro sobre elemento 
constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a 
punição por crime culposo, se previsto em lei.” Com efeito, caso 
o agente tenha agido com descuido patente – imprudência -, há de 
responder pelo delito na forma culposa, desde que haja previsão 
legal. Portanto, persiste o crime, ainda que culposo. No que toca, 
por sua vez, ao erro de proibição, que ocorre quando o agente erra 
sobre a ilicitude do fato que pratica, nos termos do artigo 21 do 
Código Penal, exclui-se a culpabilidade do agente e não o dolo, no 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
54 
 
caso em que o erro é inevitável, ou seja, faltar ao agente a 
possibilidade deter consciência da ilicitude do fato. No caso do 
erro ser evitável, vale dizer, faltar ao agente no momento concreto 
do desenrolar da conduta típica a consciência da ilicitude, não fica 
afastada a culpabilidade, configurando-se, apenas, uma causa de 
diminuição que o referido dispositivo legal prevê de um sexto a um 
terço. 
 
(QUESTÃO 355) Acerca das questões de tipicidade, ilicitude (ou 
antijuridicidade) e culpabilidade, bem como de suas respectivas 
excludentes. Há excludente de ilicitude em casos de estado de 
necessidade, legítima defesa, em estrito cumprimento do dever 
legal ou no exercício regular do direito, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Todas as causas de excludente de 
antijuridicidade são previstas no art. 23, incisos I, II e III do CP. 
 
(QUESTÃO 356) A paixão ou a emoção não excluem a 
imputabilidade penal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: 
I - a emoção ou a paixão; 
 
(QUESTÃO 357) Quanto às teorias a respeito do conceito de 
culpabilidade. Para teoria psicológica - conceito influenciado pelo 
pensamento positivista -, a culpabilidade não possuía qualquer 
elemento normativo, sendo uma relação psicológica entre o agente 
e o fato, sendo a imputabilidade considerada como pressuposto, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: 1)Teoria psicológica da culpabilidade: De base 
causalista, é uma teoria bastante pobre. O dolo e culpa se 
presentam como espécies, tendo a culpabilidade apenas um 
elemento: a imputabilidade. espécies: a)dolo; b)culpa. Elemento: 
imputabilidade 2)Teoria psicológica normativa da culpabilidade: 
Base neocantista. É uma evolução do causalismo. Não reconhece 
espécies de culpabilidade. O dolo e a culpa estão presentes como 
elementos, e não mais como espécies, acrescidos da exigibilidade 
de conduta diversa e a imputabilidade. O dolo vem acrescido de 
um elemento normativo: consciência ATUAL da ilicitude, por isso 
ele é chamado de dolo normativo. (dolo normativo = consciência + 
vontade + consc. ATUAL da ilicitude) *OBS: Para essa teoria, a 
culpabilidade Não tem espécies. Elementos: (são 4) 
a)imputabilidade; b)exigibilidade de conduta diversa; c)culpa; 
d)dolo = consciência + vontade + consciência ATUAL da ilicitude 
(dolo normativo). 3)Teoria normativa pura ou teoria 
extremada/estrita da culpabilidade: Possui base finalista. Ela 
retira a culpa e o dolo (somente os elementos “consciência” e 
“vontade”, a “consciência da ilicitude permanece” na 
culpabilidade) da culpabilidade e migra-os para o fato típico. 
Percebam que o dolo que vai para o fato típico é o dolo natural, 
uma vez que o elemento normativo - consciência atual da ilicitude 
- permanece na culpabilidade, tornando-se, assim, o 3º elemento 
da culpabilidade, ao lado da imputabilidade e da exigibilidade de 
conduta diversa, porém ele deixou de ser ATUAL, passando a ser 
potencial. Elementos: a)imputabilidade; b)exigibilidade de 
conduta diversa; c)potencial consciência da ilicitude. 4)Teoria 
limitada da culpabilidade: De base finalista. Essa teoria é idêntica 
à teoria anterior, tendo como única diferença a natureza jurídica 
do artigo 20, §1º, do CP, onde essa teoria diz que é erro de 
proibição, já a teoria Limitada, acha que é erro de tipo. *Obs: A 
teoria adotada no Brasil é a teoria Limitada. 
 
(QUESTÃO 358) Os princípios da insignificância penal e da 
adequação social se identificam, ambos caracterizados pela 
ausência de preenchimento formal do tipo penal, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
Errado. Comentário: Ambos os princípios caracterizam-se pela 
ausência de preenchimento material do tipo penal. Pelo princípio 
da insignificância, embora a a conduta formalmente se subsuma ao 
tipo penal, não ofende o bem jurídico por ele protegido. Pelo 
princípio da adequação social, embora a norma que define o tipo 
penal continue em vigor, a conduta deixou de ser reprovada pela 
sociedade e não viola mais o bem jurídico. 
 
(QUESTÃO 359) Integram o núcleo do princípio da estrita 
legalidade os seguintes postulados: reserva legal, proibição de 
aplicação de pena em hipótese de lesões irrelevantes, proibição de 
analogia in malam partem, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O princípio que veda a aplicação da pena 
em casos de lesões irrelevantes ao bem jurídico tutelado é o 
princípio da lesividade ou da ofensividade. 
 
(QUESTÃO 360) O princípio da culpabilidade limita-se à 
impossibilidade de declaração de culpa sem o trânsito em julgado 
de sentença penal condenatória, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Pelo princípio da culpabilidade (nulla poena 
sine culpa), a responsabilidade penal só pode ser imposta a quem 
praticou a conduta por vontade livre e consciente. Não se admite 
na seara penal a responsabilidade objetiva. No caso do resultado 
ser objetivado pelo autor, haverá dolo. No caso do resultado não 
ter sido querido pelo agente, haverá culpa. Ou seja, apenas há a 
responsabilização por um delito quando houver culpa em sentido 
amplo (dolo ou culpa). 
 
(QUESTÃO 361) A aplicação de pena aos inimputáveis, dada a sua 
incapacidade de sensibilização pela norma penal, viola o princípio 
da culpabilidade, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o princípio da culpabilidade, 
apenas responde pelo resultado lesivo quem possa agir de modo 
consciente e seja capaz de agir de acordo com essa determinação. 
O inimputável não reúne essas faculdades seja por imaturidade ou 
por deficiência mental. 
 
(QUESTÃO 362) O princípio da legalidade impede a aplicação de 
lei penal ao fato ocorrido antes do início de sua vigência, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O princípio da legalidade não impede que 
uma lei seja aplicada retroativamente desde que beneficie a 
situação do réu o acusado, aplicando-se o princípio da 
retroatividade da lei mais benéfica ao réu. 
 
(QUESTÃO 363) Acerca do crime e da imputabilidade penal, de 
acordo com o Código Penal. A pena poderá ser agravada em razão 
de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, ainda 
que tal possibilidade não seja prevista expressamente em lei, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Não há em nosso ordenamento jurídico 
agravante penal sem prévia previsão legal. Há, no entanto, a figura 
da atenuante inominada, prevista no artigo 66 do Código Penal que 
prevê que “a pena pode ser atenuada em razão de circunstancia 
relevante, anterior oi posterior ao crime, embora não prevista 
expressamente em lei.” Essa possibilidade decorre do princípio da 
legalidade estrita que veda não só a existência de crime e de pena 
sem prévia lei que os defina e comine, como também a e de outras 
circunstâncias que possam ser desfavoráveis ao condenado. 
 
(QUESTÃO 364) Acerca do crime e da imputabilidade penal, de 
acordo com o Código Penal. O desconhecimento da lei é 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
55 
 
circunstância que atenua a pena, conforme expressa previsão 
legal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Nos termos explícitos do inciso II do artigo 65 
do Código Penal, o desconhecimento da lei sempre atenua a pena. 
 
(QUESTÃO 365) Tanto a síndrome de dependência física quanto a 
de dependência psíquica podem implicar redução da 
responsabilidade penal, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Somente a dependência psíquica, vejamos, 
um cadeirante (dependência física) é imputável numa boa. 
Segundo o art. 26, parágrafo único, o fator é mental, psíquico. 
 
(QUESTÃO 366) O CP adota o sistema vicariante, que impede a 
aplicação cumulada de pena e medida de segurança a agente semi-
imputável e exige do juiz a decisão, no momento de prolatar sua 
sentença, entre a aplicação de uma pena com redução de um a 
dois terços ou a aplicaçãode medida de segurança, de acordo com 
o que for mais adequado ao caso concreto, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Com o advento da reforma no Código Penal, 
no ano de 1984, passou-se a admitir, em nosso ordenamento 
jurídico, o sistema vicariante, que consiste na impossibilidade de 
o Juiz aplicar, cumulativamente, ao sentenciado, uma pena 
privativa de liberdade e uma medida de segurança. Assim, 
expungiu-se, do nosso ordenamento o sistema do duplo binário. É 
uma variante do sistema dualista, pela qual determina a aplicação 
de pena reduzida, e um a dois terços, ou medida de segurança aos 
semi-imputáveis, não podendo haver cumulação entre ambas. 
 
(QUESTÃO 367) Com relação à teoria do crime e culpabilidade 
penal, julgue o seguinte item. Situação hipotética: Carlos, 
indivíduo perfeitamente saudável, se embriagou voluntariamente 
em virtude da celebração de seu aniversário e, sob essa condição, 
causou lesão grave a Daniel, seu primo. Assertiva: Nessa situação, 
se for condenado, Carlos poderá ter a pena atenuada ou 
substituída por tratamento ambulatorial, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 28 - Não excluem a imputabilidade 
penal: II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou 
substância de efeitos análogos § 2º - A pena pode ser reduzida de 
um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso 
fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da 
omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato 
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 
(QUESTÃO 368) De acordo com o Código Penal brasileiro, a paixão 
pode levar a uma privação de sentidos, o que resulta no abolimento 
da faculdade de apreciar a criminalidade do fato e de determinar-
se de acordo com essa apreciação, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Simplificadamente, a questão nos induz a 
achar que a paixão pode excluir a imputabilidade penal, o que não 
é verdade, já que o Código penal estabelece: Art. 28 - NÃO 
excluem a imputabilidade penal: I - a emoção ou a paixão. 
 
(QUESTÃO 369) Como requisitos para a avaliação da 
imputabilidade, o critério biopsicológico exige o elemento 
biológico (doença mental), o elemento psicológico (cognitivo e 
volitivo) e o elemento cronológico, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Errado. Comentário: Sistema biopsicológico É o adotado pelo 
Brasil e resulta da união entre os dois sistemas (Biológico + 
Psicológico). Segundo o sistema biopsicológico, é inimputável 
aquele que, ao tempo da conduta, apresenta um problema mental 
e, em razão disso, não possui capacidade para entender o caráter 
ilícito do fato. Neste sistema há uma conjugação entre a atuação 
do perito e do magistrado. Enquanto o primeiro analisa os aspectos 
biológicos, o segundo verifica a situação psicológica do agente. 
Exceção: menores de 18 anos -> aplica-se o sistema biológico. 
 
(QUESTÃO 370) Caso um indivíduo com esquizofrenia cometa um 
crime, pode-se concluir por meio do diagnóstico que ele não teve 
a capacidade plena de entender a ilicitude da ação praticada, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Pelo sistema biopsicológico, é inimputável 
aquele que, ao tempo da conduta, apresenta um problema mental 
e, em razão disso, não possui capacidade para entender o caráter 
ilícito do fato. Portanto, para dizermos que esquizofrênico será 
inimputável, além de analisar o aspecto biológico (a enfermidade), 
é necessário, também, que se analise o aspecto psicológico do fato 
(se sabia que o que estava praticando, no momento da 
ação/omissão, era crime). A questão só falou do aspecto biológico, 
faltou o psicológico, portanto errado. 
 
(QUESTÃO 371) A avaliação da imputabilidade é sempre 
retroativa, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A avaliação da imputabilidade (se é passível 
de pena) realizada pelo Psiquiatra Forense sempre é retroativa, ou 
seja, baseada em fatos que já passaram, podendo ser há anos. Este 
exame visa avaliar o estado mental do réu ao tempo da prática do 
crime. 
 
(QUESTÃO 372) O erro de proibição pode ser direto — o autor erra 
sobre a existência ou os limites da proposição permissiva —, 
indireto — o erro do agente recai sobre o conteúdo proibitivo de 
uma norma penal — e mandamental — quando incide sobre o 
mandamento referente aos crimes omissivos, próprios ou 
impróprios, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A assertiva inverteu os conceitos. 
Resumindo: Erro de Proibição Direto - o agente erra quanto a 
ilicitude, pois acredita que não há crime; Erro de proibição Indireto 
- o agente erra quanto a existência ou abrangência de excludente 
de ilicitude; Erro Mandamental - só ocorre quanto aos crimes 
omissivos próprios/impróprios. Erra quanto a um mandamento da 
lei, ou seja, de estar obrigado ou não a agir. 
 
(QUESTÃO 373) Sendo a punibilidade requisito do crime sob o 
aspecto formal, excluída a pretensão punitiva, não estará 
caracterizado o crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A doutrina diverge acerca de a punibilidade 
ser ou não requisito do crime, sob o aspecto formal. Parte da 
doutrina entende que seus requisitos são fato típico e antijurídico, 
enquanto a culpabilidade (dentro da qual se insere a punibilidade), 
constitui pressuposto da pena. Outra parte entende que os 
requisitos formais do crime são: fato típico, antijurídico e sujeito 
culpável. Ademais, a exclusão da pretensão punitiva pela extinção 
da punibilidade não descaracteriza o crime. Uma vez que o crime 
se consuma, não há mais como este ser excluído do mundo jurídico. 
O que ocorre é que, com a consumação do crime, surge para o 
Estado a pretensão de punir o sujeito que o praticou. Contudo, essa 
pretensão deve ser exercida dentro do lapso prescricional, sob 
pena de não mais poder sê-la. Uma vez excluída a punibilidade, o 
agente não pode mais ser processado criminalmente, mas o crime 
não deixou de existir. Veja as hipóteses de extinção da 
punibilidade previstas no CP: 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
56 
 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: I - pela morte do agente; II - 
pela anistia, graça ou indulto; III - pela retroatividade de lei que 
não mais considera o fato como criminoso; 
IV - pela prescrição, decadência ou perempção; V - pela renúncia 
do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação 
privada; VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a 
admite; VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) VIII - 
(Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) IX - pelo perdão judicial, 
nos casos previstos em lei. A punibilidade não é requisito do crime. 
Quando excluída a pretensão punitiva o crime não desaparece, pois 
seus requisitos são: Fato típico, antijurídico e culpável. A 
pretensão punitiva é tão somente a perda do Estado de punir o 
crime em decorrência do decurso de tempo. 
 
(QUESTÃO 374) A embriaguez completa, culposa por imprudência 
ou negligência — aquela que resulta na perda da capacidade do 
agente de entender o caráter ilícito de sua conduta —, no momento 
da prática delituosa, não afasta a culpabilidade, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: “Apenas a embriaguez completa decorrente 
de caso fortuito ou força maior exclui a imputabilidade.” CP. Art. 
28 - Não excluem a imputabilidade penal: I - a emoção ou a paixão; 
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância 
de efeitos análogos. § 1º - É isento de pena o agente que, por 
embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força 
maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz 
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo 
com esse entendimento. 
 
(QUESTÃO 375) A respeitoda responsabilidade penal de 
portadores de transtorno mental. Não se pode definir como crime 
a atitude ilícita cometida por portador de transtorno mental caso 
se constate que, no momento do ato, houve prejuízo da 
capacidade de entendimento e de autodeterminação do autor, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Nesse caso, como houve apenas prejuízo da 
capacidade de entendimento o agente é considerado semi-
imputável. Não exclui a imputabilidade. Sendo constatada, o juiz 
poderá (direito subj. do agente) reduzir a pena de 1/3 a 2/3 ou 
impor medida de segurança. Art. 26, CP parágrafo único: a pena 
pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de 
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender 
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
 
(QUESTÃO 376) Com relação aos princípios, institutos e 
dispositivos da parte geral do Código Penal (CP). Considere que 
um indivíduo penalmente capaz, em total estado de 
embriaguez, decorrente de caso fortuito, atropele um 
pedestre, causando-lhe a morte. Nessa situação, a embriaguez 
não excluía imputabilidade penal do agente, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: No caso da questão, exclui-se a 
culpabilidade do agente, porquanto seu estado de embriaguez era 
total, mas não foi provocado voluntariamente, uma vez que o 
enunciado narra expressamente que a embriaguez foi fortuita. 
Nesses termos, incide a regra legal do art. 28, §1º do Código Penal 
que assim dispõe: “É isento de pena o agente que, por embriaguez 
completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao 
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o 
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento”. 
 
 
(QUESTÃO 377) Aponte a alternativa correta. 
 
a) É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo 
do resultado do crime, inteiramente incapaz de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
b) É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo 
da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
c) É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, havia sido, ao 
tempo da ação ou da omissão, civilmente interditado. 
d) É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, ao tempo da 
ação ou da omissão, não era inteiramente capaz de entender o 
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
 
Gabarito B. Comentário: Art. 26 - É isento de pena o agente que, 
por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente 
incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se 
de acordo com esse entendimento. Redução de pena Parágrafo 
único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, 
em virtude de perturbação de saúde mental ou por 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era 
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 
(QUESTÃO 378) Os menores de dezoito anos que já tenham se 
casado ou constituído negócio próprio são considerados 
penalmente. Aponte a alternativa correta. 
 
a) inimputáveis. 
b) semi-imputáveis. 
c) responsáveis. 
d) capazes. 
 
Gabarito A. Comentário: O critério adotado para definir a 
menoridade é o biopsicológico, nos termos dos artigos 26 e 27 do 
código penal. Com efeito, mesmo que um menor de dezoito anos 
seja plenamente capaz de entender o caráter ilícito de uma 
conduta e ser apto de se determinar de acordo com esse 
entendimento, será considerado penalmente inimputável. Demais 
disso, a emancipação para todos os atos da vida civil não gera 
efeitos de natureza penal, ou seja, o menor continua sendo 
inimputável. 
 
(QUESTÃO 379) De acordo com o Código Penal. Aponte a 
alternativa correta. 
 
a) Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato 
criminoso para salvar de perigo atual, que tenha provocado por sua 
vontade, direito próprio ou alheio. 
b) É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou embriaguez voluntária, 
era, ao tempo da ação ou da omissão, incapaz de entender o 
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
c) A pena cumprida no estrangeiro é computada à pena imposta 
no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas. 
d) O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude 
do fato, se inevitável, isenta de pena e, se evitável, poderá 
diminuí-la de um sexto a um terço. 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
57 
 
e) Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita 
obediência à ordem manifestamente ilegal, de superior 
hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem. 
 
Gabarito D. Comentário: Art. 21 - O desconhecimento da lei é 
inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta 
de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 
Macete completo de imputabilidade: m e d e c o. Menoridade (art. 
27 cp). 
Embriaguez Involuntária e Completa (art. 28, parag. 1). Doença 
Mental ou Desenvolvimento Mental incompleto ou retardado (art. 
26 cp). Erro de Proibição Inevitável (art. 21, 2. parte, cp). Coação 
Moral Irresistível (art. 22 cp). Obediencia Hierárquica (art. 22 cp). 
 
(QUESTÃO 380) A actio libera in causa se caracteriza. Aponte 
a alternativa correta. 
 
a) quando o agente, nos limites do livre arbítrio que rege a 
conduta humana, pratica o crime de forma livre e consciente. 
b) quando o agente, por impossibilidade de conhecer a ilicitude 
de sua conduta, pratica fato tipificado como crime. 
c) quando o agente, em estado de embriaguez, proveniente de 
caso fortuito ou força maior, que enseja a diminuição de pena, 
pratica fato definido como crime. 
d) quando o agente, em estado de embriaguez completa, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, que enseja isenção 
de pena, pratica fato definido como crime. 
e) quando o agente comete o crime em estado de embriaguez não 
proveniente de caso fortuito ou força maior. 
 
Gabarito E. Comentário: A teoria da actio libera in causa é aquela 
em que o agente, conscientemente, põe-se em estado de 
inimputabilidade, sendo desejável ou previsível o cometimento de 
uma ação ou omissão punível em nosso ordenamento jurídico, não 
se podendo alegar inconsciência do ilícito no momento fatídico, 
visto que a consciência do agente existia antes de se colocar em 
estado de inimputabilidade. Essa teoria esboçada por Bartolo veio 
solucionar os casos em que há a culpabilidade de agentes que 
seriam considerados inimputáveis, especialmente nos casos de 
embriaguez. 
 
(QUESTÃO 381) Quanto à aplicação da pena. Aponte a 
alternativa correta. 
 
a) na condenação pelo tráfico, entende o Supremo Tribunal 
Federal que a maior quantidade de drogas pode incrementar a 
pena-base, sem prejuízo de adiante igualmente fundamentar o 
indeferimento do redutor legal específico de pena disposto para a 
situação do chamado tráfico privilegiado (artigo 33, § 4°, da Lei n° 
11.343/2006). 
b) entendem o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de 
Justiça ser impossível aplicar a substituição da pena privativa de 
liberdade por penas restritivas de direitos em condenações por 
tráfico de drogas 
c) em condenação por crime cometido com violência doméstica, 
em princípio é cabível aplicar a multa isolada quando a pena final 
for de até seismeses de detenção e desde que satisfeitos os demais 
pressupostos e requisitos legais para a substituição. 
d) não há reincidência quando o agente pratica uma contravenção 
depois de transitar em julgado uma sentença que, no Brasil, o 
tenha definitivamente condenado por um crime, mas, 
diversamente, verifica-se, no entanto, a reincidência quando o 
agente pratica um crime depois de passar em julgado uma 
sentença que, no Brasil, o tenha condenado por uma contravenção. 
e) segundo o Superior Tribunal de Justiça, praticando um roubo 
com adolescente inimputável desde antes já moralmente 
corrompido, o agente poderá ser condenado em concurso de 
crimes 
Gabarito E. Comentário: a) O princípio da retroatividade somente 
é regra no direito penal quando se trata de lei nova mais benéfica 
ao réu (novatio legis in mellius). No caso de lei nova que piore a 
situação do acusado (novatio legis in pejus), a retroatividade é 
vedada. 
b) São excludentes de culpabilidade: causas que excluem a 
imputabilidade; causas que excluem a consciência da ilicitude e; 
causas que excluem a exigibilidade de conduta diversa (a saber, 
legalmente, a coação moral irresistível e a obediência 
hierárquica). O item é falso porque a coação física irresistível 
exclui a conduta e não a culpabilidade. c) Art. 22 - Se o fato é 
cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, 
não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o 
autor da coação ou da ordem d) Nem a emoção nem a paixão 
excluem a imputabilidade por expressa previsão legal. CP Art. 28. 
Não excluem a imputabilidade penal: I – a emoção ou a paixão; e) 
A analogia pode ser usada em matéria penal quando beneficiar o 
réu. É a chamada analogiain bonam partem, que usada, por 
exemplo, quando na escusa absolutória do art. 181 do CP, que não 
pune crime contra o patrimônio praticado contra cônjuge, mas 
pode, por analogia, ser aplicada também a companheiros, pois se 
trata de analogia benéfica. O que não pode ser usado em matéria 
penal é a analogia que prejudica o réu (analogia in malam partem). 
 
(QUESTÃO 382) No dia 25 de fevereiro de 2014, na cidade de 
Ariquemes, Felipe, nascido em 03 de março de 1996, encontra 
seu inimigo Fernando na rua e desfere diversos disparos de 
arma de fogo em seu peito com intenção de matá-lo. Populares 
que presenciaram os fatos, avisaram sobre o ocorrido a 
familiares de Fernando, que optaram por transferi-lo de 
helicóptero para Porto Velho, onde foi operado. No dia 05 de 
março de 2014, porém, Fernando não resistiu aos ferimentos 
causados pelos disparos e veio a falecer ainda no hospital de 
Porto Velho. Considerando a situação hipotética narrada e as 
previsões do Código Penal sobre tempo e lugar do crime, é 
correto afirmar que, em relação a estes fatos, Felipe será 
considerado. Aponte a alternativa correta. 
 
a) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade 
para definir o tempo do crime, enquanto que o lugar do crime é 
definido pela Teoria da Ubiquidade; 
b) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade 
para definir o tempo do crime, enquanto que o lugar é definido 
pela Teoria do Resultado; 
c) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria do Resultado 
para definir tanto o tempo quanto o lugar do crime; 
d) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade 
para definir o momento do crime, enquanto que a Teoria da 
Atividade determina o lugar; 
e) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade 
para definir tanto o tempo quanto o local do crime. 
 
Gabarito A. Comentário: a) CORRETA. Vale destacar que no 
momento da prática criminosa Ariquemes tinha 17 anos, portanto 
inimputável. Além disso, o tempo do crime é conectado à teoria 
da atividade (art. 4º do CP), o tempo do crime é baseado no 
momento da realização da ação ou da omissão, já a teoria do crime 
é definido pelo teoria da ubiquidade (também chamada de mista), 
o lugar do crime se dá onde ocorreu a prática criminosa ou onde 
se produziu ou deveria produzir seus resultados (art. 6º do CP). b) 
INCORRETA. O momento do crime é baseado na teoria da 
ubiquidade. Vide explicação da letra “A”. c) INCORRETA. 
Ariquemes não era imputável à época dos fatos. Vide explicação 
de letra “A”. 
d) INCORRETA. Vide explicação da letra “A”. e) INCORRETA. Vide 
explicação da letra “A”. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
58 
 
(QUESTÃO 383) O CP prevê uma redução de pena para aquele 
que, em virtude de perturbação de saúde mental ou por 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não seja 
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento, 
circunstância que enseja uma menor reprovabilidade da 
conduta do agente comprovadamente naquelas condições. 
Tem-se, nesse caso, a denominada semi-imputabilidade, 
também nominada pelos doutrinadores como responsabilidade 
penal diminuída, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O parágrafo único do artigo 26 do Código Penal 
prevê a redução da pena para os semi-imputáveis, ou seja, para os 
agentes que, em virtude de perturbação da saúde mental ou por 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não eram 
inteiramente capazes de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinarem-se de acordo com esse entendimento. (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984). 
 
(QUESTÃO 384) A respeito do direito penal. Em relação à 
menoridade penal, o Código Penal adotou o critério puramente 
biológico, considerando penalmente inimputáveis os menores 
de dezoito anos de idade, ainda que cabalmente demonstrado 
que entendam o caráter ilícito de seus atos, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
Certo. Comentário: Cleber Masson leciona que, ao completar 18 
anos de idade, todo ser humano presume-se imputável. Essa 
presunção, todavia, é relativa (“iuris tantum”), pois admite prova 
em contrário. Ele aponta os três seguintes sistemas ou critérios 
para aferição da imputabilidade: 1) Biológico: basta, para a 
inimputabilidade, a presença de um problema mental, 
representado por uma doença mental, ou então por 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado. É irrelevante 
tenha o sujeito, no caso concreto, se mostrado lúcido ao tempo da 
prática da infração penal para entender o caráter ilícito do fato e 
determinar-se de acordo com esse entendimento. O decisivo é o 
fator biológico, a formação e o desenvolvimento mental do ser 
humano. Esse sistema atribui demasiado valor ao laudo pericial, 
pois, se o auxiliar da Justiça apontasse um problema mental, o 
magistrado nada poderia fazer. Seria presumida a 
inimputabilidade, de forma absoluta (“iures et de iure”). 
2) Psicológico: para esse sistema pouco importa se o indivíduo 
apresenta ou não alguma deficiência mental. Será inimputável ao 
se mostrar incapacitado de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. Seu 
inconveniente é abrir espaço para o desmedido arbítrio do 
julgador, pois competiria exclusivamente ao magistrado decidir 
sobre a imputabilidade do réu. 3) Biopsicológico: resulta da fusão 
dos dois anteriores: é inimputável quem, ao tempo da conduta, 
apresenta um problema mental e, em razão disso, não possui 
capacidade para entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. Esse sistema 
conjuga as atuações do magistrado e do perito. Este (perito) trata 
da questão biológica, aquele (juiz) da psicológica. A presunção da 
imputabilidade é relativa (“iuris tantum”): após os 18 anos, todos 
são imputáveis, salvo prova pericial em sentido contrário 
revelando a presença de causa mental deficiente, bem como o 
reconhecimento de que, por tal motivo, o agente não tinha ao 
tempo da conduta capacidade para entender o caráter ilícito do 
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.Ainda 
segundo Masson, o Código Penal, em seu artigo 26, “caput”, 
acolheu como regra o sistema biopsicológico, ao estabelecer que: 
Inimputáveis Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença 
mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, 
ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo 
com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984). Redução de pena Parágrafo único - A pena pode ser 
reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de 
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender 
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984). 
Excepcionalmente, entretanto, foi adotado o sistema biológico no 
tocante aos menores de 18 anos (CF, artigo 228, e CP, artigo 27): 
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito 
anos, sujeitos às normas da legislação especial. Menores de dezoito 
anos. Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente 
inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na 
legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984). Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado, 
volume 1, Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: Método, 7ª 
edição, 2013. 
 
(QUESTÃO 385) Tales foi preso em flagrante delito quando 
transportava, sem autorização legal ou regulamentar, dois 
revólveres de calibre 38 desmuniciados e com numerações 
raspadas. Acerca dessa situação hipotética, com base na 
jurisprudência dominante dos tribunais superiores relativa a esse 
tema. A apreensão das armas de fogo configurou concurso formal 
de crimes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A jurisprudência desta Corte consolidou-se 
no sentido da existência de um delito único quando apreendidas 
mais de uma arma, munição, acessório ou explosivo em posse do 
mesmo agente, dentro do mesmo contexto fático, não havendo que 
se falar em concurso material ou formal entre as condutas, pois se 
vislumbra uma só lesão de um mesmo bem tutelado (Precedentes) 
-HABEAS CORPUS Nº 228.231, Rel. Min. Gilson Dipp. 20/06/2012. 
 
(QUESTÃO 386) Com relação ao concurso de crimes, julgue o 
seguinte item. O concurso formal próprio distingue-se do concurso 
formal impróprio pelo elemento subjetivo do agente, ou seja, pela 
existência ou não de desígnios autônomos, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Concurso de crimes: *Material - 2 ou mais 
condutas e produz 2 ou mais crimes. - Aplica-se o sistema do 
cúmulo material (somatório das penas relativas a cada um dos 
crimes isoladamente) *Formal: 1 única conduta com 2 ou mais 
crimes - Aplica-se o sistema da exasperação (pena da infração 
mais grave acrescida de 1/6 a 1/2) - O concurso formal pode ser: * 
Próprio (perfeito): Não pretende realizar ambos os resultados. (1 
doloso + 1 ou mais culposos ou todos culposos) - Aplica-se a 
exasperação; * Impróprio (imperfeito): Dolosamente comete 
ambos os crimes. (Quis produzir todos os resultados) - Aplica-se o 
cumulo material. 
 
(QUESTÃO 387) Trata-se de concurso material quando o agente, 
mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, 
idênticos ou não, incidindo, assim, a exasperação da pena, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Trata-se de concurso material quando o 
agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais 
crimes, idênticos ou não, incidindo, assim, a exasperação da pena. 
O examinador quis nos confundir. Concurso material ou real. 
Ocorre quando há duas ou mais condutas (comissivas ou omissivas), 
que resultam em dois ou mais crimes, idênticos ou não. As penas 
são somadas de acordo com o sistema da cumulatividade. No Brasil 
é observado na análise da primeira parte do art. 69 do CP. O 
concurso material pode ser: Homogêneo: os crimes são idênticos 
(Ex.: roubo em duas datas diferentes). Heterogêneo: os crimes não 
idênticos (Ex.: roubo seguido de estupro). Concurso formal ou 
ideal, ocorre quando há uma única conduta em uma pluralidade de 
crimes. O agente deve ser punido pela pena mais grave, ou uma 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
59 
 
delas, se idênticas, aumentada de um sexto até a metade, através 
do sistema de exasperação. O concurso formal se divide em: 
Homogêneo: os crimes são idênticos (Ex.: um disparo com 02 ou 
várias mortes). Heterogêneo: os crimes não idênticos (Ex.: um 
acidente com uma morte e uma lesão corporal). Perfeito, Próprio 
ou Normal: quando há unidade de desígnios em relação aos delitos. 
Imperfeito, Impróprio ou Anormal: quando há desígnios autônomos 
em relação a cada delito (Ex.: duas mortes desejadas com um 
único disparo). Neste caso, será aplicado a pena como se fosse em 
Concurso Material (cumulativamente). O concurso formal é um 
benefício ao réu, se a pena aplicada for maior do que seria pelo 
sistema de soma de penas, será utilizado o concurso material 
benéfico. 
 
(QUESTÃO 388) A respeito dos crimes previstos na Parte Especial 
do Código Penal. Considere que Armando, penalmente imputável, 
no dia 25/3/2013, mediante grave ameaça, tenha constrangido 
Maria, de dezesseis anos de idade, à prática de conjunção carnal e 
ato libidinoso diverso, no mesmo cenário fático. Nessa situação, 
Armando responderá por dois delitos — estupro e atentado violento 
ao pudor — em concurso material, devendo ser condenado a pena 
equivalente à soma das sanções previstas para cada um desses 
crimes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A nova Lei 12.015/09 é mais favorável ao 
réu, porque, antes, havia dois crimes, cujas penas eram somadas 
(concurso material - art. 69 do CP). Com a nova Lei, há crime 
único. Contudo, a segunda conduta não deixa de ser penalizada. 
Na aplicação da pena-base, o Juiz considerará a segunda conduta 
(por exemplo: sexo oral) como circunstância judicial negativa do 
crime de estupro, majorando a sanção. 
 
(QUESTÃO 389) Se uma pessoa com um único disparo de arma de 
fogo matar duas pessoas, poderá responder por concurso formal 
impróprio de crimes, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O concurso de crimes pode ser: FORMAL ou 
MATERIAL. Material: 2 ou mais condutas, que geram 2 ou mais 
resultados. Enquanto que concurso formal é dividido entre 
PRÓPRIO e IMPRÓPRIO. Próprio: O agente tinha o dolo de praticar 
um crime, e os demais foram por culpa Exemplo João atira em 
Maria (dolo), por culpa atinge Pedro. Impróprio: É o famoso “Dois 
coelhos com uma cajadada só” (Fato da questão). 
 
(QUESTÃO 390) Considere a seguinte situação hipotética. 
Vicente, que não tem prática no uso de arma de fogo, disparou 
vários tiros contra Rodrigo, que estava próximo de Manoel, 
sabendo que poderia atingir os dois. Vicente tinha a intenção de 
matar Rodrigo e, para tanto, não se importava com a morte 
previsível de Manoel. Após os disparos, ambos foram atingidos, e 
apenas Rodrigo sobreviveu. Nessa situação, não há elementos 
legais suficientes para se falar em concurso formal de crimes, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Trata-se de concurso formal impróprio e há 
sim elementos suficientes para caracterizá-lo a partir dos fatos 
narrados. Não se trata de concurso material, pois não houve mais 
de uma ação ou omissão, mas apenas uma - qual seja - os disparos 
efetuados contra Rodrigo. Portanto, trata-se de concurso formal. 
A pluralidade de disparos, a propósito, não caracteriza mais de 
uma ação. A ação foi única contra mais de uma pessoa. Porém, 
dessa única ação ou omissão produziu-se mais de um resultado. Por 
isso, o concurso formal é o impróprio e não o próprio, devendo ser 
aplicada a segunda parte do art. 70 do CP. Pela narração da 
questão, conclui-se que o crimecontra Manoel é o homicídio doloso 
eventual (assumiu o risco de produzir o resultado). O dolo eventual 
caracteriza justamente o “desígnio autônomo” e, também, a ação 
é “dolosa”. Conclui-se que estão presentes todos os requisitos do 
concurso formal impróprio, portanto, a questão é falsa. 
 
(QUESTÃO 391) No que diz respeito ao concurso de crimes, o 
direito brasileiro adota o sistema do cúmulo material e o da 
exasperação na aplicação da pena, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: De fato, em havendo concurso de crimes, dois 
podem ser os sistemas aplicados: O da exasperação (aplicação da 
pena de um dos crimes, com aumento) e o do cúmulo material 
(aplicação da pena de todos os delitos, somadas). O sistema a ser 
aplicado, em cada caso, dependerá da natureza do concurso de 
crimes (concurso formal, concurso material ou crime continuado). 
 
(QUESTÃO 392) Considere a seguinte situação hipotética. Juca, 
maior, capaz, na saída de um estádio de futebol, tendo encontrado 
diversos desafetos embarcados em um veículo de transporte 
regular, aproveitou-se da oportunidade e lançou uma única bomba 
incendiária contra o automóvel, causando graves lesões em 
diversas vítimas e a morte de uma delas. Nesse caso, Juca será 
apenado com base no concurso formal imperfeito ou impróprio, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O concurso de crime formal é uma única ação 
produz mais de um resultado, mas ele se divide em: - Perfeito ou 
Próprio: O agente não tem o dolo de praticar mais de um crime, 
acontece porque ou todos os resultados são culposos ou porque 
existe um preterdolo. -Imperfeito ou Impróprio: O agente quis 
provocar cada um dos crimes. 
 
(QUESTÃO 393) Tendo sido a subtração dos objetos praticada na 
companhia de menor de dezoito anos de idade, João, Pedro e Paulo 
praticaram o crime de furto qualificado em concurso formal com o 
delito de corrupção de menores, ainda que José já houvesse 
praticado outros delitos à data do crime, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Súmula 500 STJ: A configuração do crime do 
art. 244-B do ECA independe da prova da efetiva corrupção do 
menor, por se tratar de delito formal (que ocorre quando a 
intenção do agente é presumida de seu próprio ato, que se 
considera consumado independentemente do resultado). 
 
(QUESTÃO 394) Em 15/10/2005, nas dependências do banco Y, 
Carlos, com o objetivo de prejudicar direitos da instituição 
financeira, preencheu e assinou declaração falsa na qual se 
autodenominava Maurício. No mesmo dia, foi até outra agência do 
mesmo banco e, agindo da mesma forma, declarou falsamente 
chamar-se Alexandre. Em 1/5/2010, Carlos foi denunciado, tendo 
a denúncia sido recebida em 24/5/2010. Após o devido processo 
legal, em sentença proferida em 23/8/2012, o acusado foi 
condenado a um ano e dois meses de reclusão, em regime 
inicialmente aberto, e ao pagamento de doze dias-multa, no valor 
unitário mínimo legal. A pena privativa de liberdade foi substituída 
por uma pena restritiva de direitos e multa. O MP não apelou da 
sentença condenatória. Com relação à situação hipotética acima. 
As ações de Carlos configuram crime continuado, visto que as 
condições de tempo, lugar e modo de execução foram as mesmas 
em ambos os casos, tendo a ação subsequente dado continuidade 
à primeira, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de 
uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma 
espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução 
e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como 
continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, 
se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer 
caso, de um sexto a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
60 
 
de 11.7.1984). Parágrafo único - Nos crimes dolosos, contra vítimas 
diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, 
poderá o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a 
conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos 
e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, se 
idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo, observadas as 
regras do parágrafo único do art. 70 e do art. 75. 
 
(QUESTÃO 395) Nos termos dessa lei, organização criminosa é a 
associação de, no mínimo, quatro pessoas com estrutura ordenada 
e divisão de tarefas, com estabilidade e permanência. A ausência 
da estabilidade ou da permanência caracteriza o concurso eventual 
de agentes, dotado de natureza passageira, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Conforme descrito na questão, para se 
configurar a organização criminosa, são necessários alguns 
requisitos, como: união de no mínimo quatro pessoas, com um 
objetivo comum; estrutura organizada e divisão de tarefas entre o 
grupo; e presença de estabilidade e permanência na relação. Caso 
esses requisitos não sejam preenchidos, o crime em tela é 
descaracterizado e o agente será responsabilizado por concurso 
eventual de agentes em outro tipo penal. 
 
(QUESTÃO 396) Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por 
empréstimo, uma arma de fogo, dando-lhe ciência de sua intenção 
de utilizá-la para matar outrem, o amigo que emprestar a arma 
será considerado partícipe do homicídio se o referido indivíduo 
cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize tal arma 
para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 29 - que trata do concurso de pessoas - 
diz que quem de qualquer modo concorre para o crime responde 
nas penas a esse cominadas, na medida de sua culpabilidade. 
Assim, quem cogita (podendo ser criando a ideia ou reforçando a 
que já existe), prepara (pode ser emprestando a arma do crime) 
ou executa em conjunto, devem responder pelo mesmo crime. 
Contudo, no caso da questão, um indivíduo sabendo que o outro 
iria matar a vítima emprestou a arma; contudo, para ele responder 
pelo crime a arma deveria ter sido utilizada obrigatoriamente. 
Como a arma não foi utilizada e o indivíduo também não teve a 
chamada participação moral (que é reforçar ou criar a ideia), o 
crime para quem emprestou a arma não existe, pois, a participação 
foi inócua ou inidônea. 
 
(QUESTÃO 397) Em relação ao concurso de pessoas, o CP adota a 
teoria monista, segundo a qual todos os que contribuem para a 
prática de uma mesma infração penal cometem um único crime, 
distinguindo-se, entretanto, os autores do delito dos partícipes, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A regra do Código Penal em seu Art. 29 é a 
teoria monista, unitária ou igualitária, pois quem de qualquer 
modo que contribuir para a empreitada criminosa responderá nas 
penas do mesmo crime na medida de sua culpabilidade 
(responsabilidade). Quando o artigo trata da teoria do autor, faz 
distinção entre autores e partícipes do crime. 
 
(QUESTÃO 398) No concurso de pessoas, a caracterização da 
coautoria fica condicionada, entre outros requisitos, ao prévio 
ajuste entre os agentes e à necessidade da prática de idêntico ato 
executivo e crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Conforme leciona Cleber Masson, o concurso 
de pessoas depende de cinco requisitos, assim esquematizados: (i) 
pluralidade de agentes culpáveis; (ii) relevância causal das 
condutas para a produção do resultado; (iii) vínculo subjetivo; (iv) 
unidade de infração penal para todos os agentes; (v) existência de 
fato punível. O requisito do vínculo subjetivo, também chamado 
de concurso de vontades, impõe estejam todos os agentes ligados 
entre si por um vínculo de ordem subjetiva, um nexo psicológico, 
pois caso contrário não haverá um crime praticado em concurso, 
mas vários crimes simultâneos. Os agentesdevem revelar vontade 
homogênea, visando a produção do mesmo resultado. É o que se 
convencionou chamar de princípio da convergência. Logo, não é 
possível a contribuição dolosa para um crime culposo, nem a 
concorrência culposa para um delito culposo. Sem esse requisito 
estaremos diante da autoria colateral. O vínculo subjetivo não 
depende, contudo, do prévio ajuste entre os envolvidos (“pactum 
sceleris”). Basta a ciência por parte de um agente no tocante ao 
fato de concorrer para a conduta de outrem (“scientia sceleris” ou 
“scientia maleficii”), chamada pela doutrina de “consciente e 
voluntária cooperação”, “vontade de participar”, “vontade de 
coparticipar”, “adesão à vontade de outrem” ou “concorrência de 
vontades”. No que tange à unidade de infração penal para todos 
os agentes, Cleber Masson ensina que o artigo 29, “caput”, do 
Código Penal, estabelece que “quem, de qualquer modo, concorre 
para o crime, incide nas penas a este cominadas, na medida de sua 
culpabilidade”. Adotou-se, como regra, a teoria unitária, 
monística ou monista: quem concorre para um crime, por ele 
responde. Todos os coautores e partícipes se sujeitam a um único 
tipo penal: há um único crime com diversos agentes. Assim, se 10 
(dez) pessoas, com unidade de desígnios, esfaqueiam alguém, tem-
se um crime de homicídio, nada obstante existam 10 (dez) 
coautores. Excepcionalmente, contudo, o Código Penal abre 
espaço para a teoria pluralista, pluralística, da cumplicidade do 
crime distinto ou autonomia da cumplicidade, pela qual se 
separam as condutas, com a criação de tipos penais diversos para 
os agentes que buscam um mesmo resultado. É o que se dá, por 
exemplo, no crime de aborto provocado por terceiro com o 
consentimento da gestante (ao terceiro executor imputa-se o 
crime tipificado no art. 126, enquanto para a gestante incide o 
crime previsto no artigo 124, “in fine”, ambos do Código Penal). 
Logo, não há que se falar na necessidade de prévio ajuste ou na 
necessidade da prática de idêntico ato executivo e crime para que 
esteja configurado o concurso de pessoas. 
Fonte: MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado, volume 1, 
Parte Geral (arts. 1º a 120), São Paulo: Método, 7ª edição, 2013. 
Há dois erros básicos na questão- primeiro: não existe o ajuste 
prévio, podendo o concurso ocorrer até mesmo no momento da 
execução do crime; segundo: para a existência do concurso, não é 
necessária a prática de idênticos atos executórios do crime, 
podendo existir a contribuição fora da execução e a divisão de 
tarefas no momento da execução do crime. 
 
(QUESTÃO 399) Tratando-se de concurso de agentes, quando 
comprovada a vontade de um dos autores do fato em participar de 
crime menos grave, a pena será diminuída até a metade, na 
hipótese de o resultado mais grave ter sido previsível, não 
podendo, contudo, ser inferior ao mínimo da pena cominada ao 
crime efetivamente praticado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Tratando-se de participação dolosamente 
distinta, nos termos do artigo 29 § 2º do CP “Se algum dos 
concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á 
aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na 
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.” Todavia, 
em contraste com a assertiva feita na questão, tratando-se de uma 
causa geral diminuição de pena, admite-se que transcenda o limite 
mínimo abstratamente cominado pela lei penal para o crime 
praticado. 
 
(QUESTÃO 400) Considere que Joana, penalmente imputável, 
tenha determinado a Francisco, também imputável, que desse uma 
surra em Maria e que Francisco, por questões pessoais, tenha 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
61 
 
matado Maria. Nessa situação, Francisco e Joana deverão 
responder pela prática do delito de homicídio, podendo Joana 
beneficiar-se de causa de diminuição depena, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: De acordo com o artigo 29 do código penal 
“Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas 
a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. § 2º - Se algum 
dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á 
aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na 
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.” No caso em 
tela, Joana apenas visava que Francisco desse uma surra (lesão 
corporal) em Maria. Ainda que tenha concorrido para o delito de 
lesão corporal, não concorreu para a morte da vítima, que foi 
desejada apenas por Francisco por questões que não diziam 
respeito à Joana e que, portanto, não lhe era previsível. Em 
relação à Joana, poderia ser aplicada tão somente a pena 
correspondente ao crime de lesão corporal, ao passo que Francisco 
responde pelo crime de homicídio. Trata-se com efeito de 
colaboração dolosamente distinta em que cada um responderá de 
acordo com a sua intenção/culpabilidade: Joana pelo animus 
laedendi e Francisco por seu animus necandi. 
 
(QUESTÃO 401) O crime de lesão corporal dolosa de natureza 
gravíssima é hediondo quando praticado contra cônjuge, 
companheiro ou parente consanguíneo de até terceiro grau, de 
agente da Polícia Rodoviária Federal e integrante do sistema 
prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, em razão dessa 
condição, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A afirmativa está de acordo com a nova 
alteração da Lei n° 8.072/90- Lei de Crimes Hediondos -, a qual 
passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1° I-A -lesão corporal 
dolosa de natureza gravíssima {Art.129, § 2) e lesão corporal 
seguida de morte {Art. 129, § 3), quando praticadas contra 
autoridade ou agente descrito nos Arts. 142 e 144 da Constituição 
Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de 
Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, 
ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 
terceiro grau, em razão dessa condição.” 
 
(QUESTÃO 402) A pluralidade de agentes, a relevância causal e o 
liame subjetivo tornam completos os requisitos para que ocorra o 
concurso de pessoas, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Os requisitos para que ocorra o concurso de 
pessoas são: pluralidade de agentes (quem participa na execução 
do crime é coautor e quem não executa o núcleo do tipo é 
partícipe); relevância causal (a conduta deverá ser relevante); 
liame subjetivo (é a vontade de participar do crime); e identidade 
de infração: O Código Penal adotou a teoria Unitária ou Monista, 
em que todos que concorrem para o crime, responderão por ele, 
na medida de sua culpabilidade. 
 
(QUESTÃO 403) O concurso de pessoas não é aplicável nos casos 
de autoria colateral, participação inócua e coautoria sucessiva, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: No caso de coautoria sucessiva é aplicável o 
concurso de pessoas. Além disso, não é necessário que haja ajuste 
prévio, basta que ao menos um dos agentes tenha o liame 
subjetivo, ou seja, a vontade de cometer o crime. Na autoria 
colateral não há concurso de pessoas, porque não há vínculo 
subjetivo entre os agentes, ou seja, um não sabe da intenção do 
outro para o cometimento do crime. Na participação inócua o 
concurso de pessoas não é aplicável, pois não há relevância causal. 
 
(QUESTÃO 404) É suficiente que apenas um autor tenha o liame 
subjetivo para haver o concurso de pessoas, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: O liame subjetivo é a vontade de participar 
do crime. No concurso de pessoas, basta que, pelo menos um 
agente queira participar do crime do outro. Além disso, é 
dispensado o prévio ajuste. 
 
(QUESTÃO 405) O agente de polícia que deixar de cumprir seu 
dever de vedar ao preso o acesso a telefone celular, permitindo 
que este mantenha contato com pessoas fora do estabelecimento 
prisional, cometerá o crime decondescendência criminosa, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O agente de polícia cometerá o crime de 
prevaricação, especificamente o previsto no artigo 319-A do 
Código Penal: Prevaricação Art. 319 - Retardar ou deixar de 
praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra 
disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento 
pessoal: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Art. 
319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de 
cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho 
telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com 
outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 
11.466, de 2007). Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 
 
(QUESTÃO 406) A respeito de crimes contra a fé pública e a 
administração pública. Não se configura o crime de 
desobediência se o agente, apesar do dever de cumprir a ordem 
legal emitida por funcionário público, não tiver possibilidade ou 
condições efetivas de cumpri-la, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O crime de desobediência está previsto no 
artigo 330 do Código Penal: Desobediência Art. 330 - Desobedecer 
a ordem legal de funcionário público: Pena - detenção, de quinze 
dias a seis meses, e multa. Victor Eduardo Rios Gonçalves leciona 
que, para a configuração do crime de desobediência, são 
necessários os seguintes requisitos: a) Deve haver uma ordem: 
significa determinação, mandamento. O não atendimento de mero 
pedido ou solicitação não caracteriza o crime. b) A ordem deve ser 
legal: material e formalmente. Pode até ser injusta, só não pode 
ser ilegal. c) Deve ser emanada de funcionário público competente 
para proferi-la. d) É necessário que o destinatário tenha o dever 
jurídico de cumprir a ordem. Além disso, não haverá crime se a 
recusa se der por motivo de força maior ou por ser impossível por 
algum motivo o seu cumprimento. Fonte: GONÇALVES, Victor 
Eduardo Rios. Direito Penal Esquematizado - Parte Especial, São 
Paulo: Saraiva, 4ª edição, 2014. 
 
(QUESTÃO 407) O crime de concussão configura-se com a 
exigência, por funcionário público, de vantagem indevida, ao passo 
que, para a configuração do crime de corrupção passiva, basta que 
ele solicite ou receba a vantagem, ou, ainda, aceite promessa de 
recebê-la, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Para chegar a essa conclusão basta ao 
candidato conhecer o texto da lei. Com efeito, no crime de 
concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, o agente 
público “exige” vantagem indevida, ao passo que no crime de 
corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, basta 
que o agente público solicite ou receba vantagem indevida ou 
aceite a promessa de tal vantagem. 
 
(QUESTÃO 408) Acerca dos crimes contra a administração 
pública. Incorre em crime de peculato o servidor público que, 
embora não tendo posse de determinado bem, concorra para 
sua subtração, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
62 
 
facilidade proporcionada pelo cargo que ocupe, julgue (C ou E) 
o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Trata-se do Peculato Furto ou Peculato 
impróprio. Peculato Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público 
de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou 
particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, 
em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze 
anos, e multa. § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário 
público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o 
subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio 
ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a 
qualidade de funcionário. 
 
(QUESTÃO 409) Segundo entendimento do STJ, do STF e da 
doutrina dominante acerca do direito penal. Considere que 
Eduardo, em proveito alheio, tenha desviado material do 
almoxarifado de um estabelecimento penal do Distrito Federal, 
exclusivamente em razão de sua condição funcional, que lhe 
permitia contar com a total confiança de seus superiores, dos 
demais funcionários e dos vigilantes, além de ter livre acesso 
ao referido setor. Nessa hipótese, Eduardo praticou o delito de 
concussão, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Eduardo praticou o delito de peculato, 
nos termos do art. 312 do CP: Peculato Art. 312 – Apropriar-se 
o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem 
móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do 
cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena – 
reclusão, de dois a doze anos, e multa. 
 
(QUESTÃO 410) No peculato culposo, a reparação do dano 
antes do recebimento da denúncia incorre em extinção da 
punibilidade, ao passo que a reparação realizada entre o 
recebimento da denúncia e o trânsito em julgado da sentença 
condenatória possibilita a aplicação de causa de diminuição de 
pena, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Peculato é crime de funcionário público 
contra administração pública previsto no artigo 312 do Código 
Penal: “Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, 
valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que 
tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio 
ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. § 1º - 
Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não 
tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre 
para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-
se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. § 
2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de 
outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. § 3º - No caso 
do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença 
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de 
metade a pena imposta.” Assim, pela literalidade do §3º do artigo 
312 do CP constata-se que: 1. Se a reparação do dano antes da 
sentença irrecorrível, extingue a punibilidade do agente; 2. Se a 
reparação do dano for posterior à sentença irrecorrível, a pena 
imposta é reduzida pela metade. 
 
(QUESTÃO 411) A pessoa que exerça temporariamente cargo 
público, mesmo sem remuneração, poderá ser enquadrada em 
crime de advocacia administrativa, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: De acordo com o CP - Funcionário público. Art. 
327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, 
quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce 
cargo, emprego ou função pública. Advocacia administrativa - Art. 
321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado 
perante a administração pública, valendo-se da qualidade de 
funcionário: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. 
 
(QUESTÃO 412) Cometerá o crime de corrupção passiva 
privilegiada, punido com detenção, o DP que, após receber 
telefonema de procurador da República que se identifique como 
tal, deixar de propor ação em que esse procurador seja 
diretamente interessado, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Corrupção passiva. Art. 317 - Solicitar ou 
receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda 
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, 
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena - 
reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. § 1º - A pena é 
aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou 
promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato 
de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. § 2º - Se o 
funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com 
infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de 
outrem. (CORRUPÇÃO PRIVILEGIADA). Pena -detenção, de três 
meses a um ano, ou multa. 
DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
(QUESTÃO413) Aos juízes federais compete processar e julgar, 
nos casos determinados por lei, os crimes contra o sistema 
financeiro e a ordem econômico-financeira, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 109, CF - Aos juízes federais compete 
processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade 
autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na 
condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de 
falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça 
Eleitoral e à Justiça do Trabalho; II - as causas entre Estado 
estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa 
domiciliada ou residente no País; III - as causas fundadas em 
tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo 
internacional; IV - os crimes políticos e as infrações penais 
praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União 
ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas 
as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e 
da Justiça Eleitoral; V - os crimes previstos em tratado ou 
convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o 
resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou 
reciprocamente; V-A as causas relativas a direitos humanos a que 
se refere o § 5º deste artigo; VI - os crimes contra a organização 
do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema 
financeiro e a ordem econômico-financeira; VII - os “habeas-
corpus”, em matéria criminal de sua competência ou quando o 
constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam 
diretamente sujeitos a outra jurisdição; VIII - os mandados de 
segurança e os “habeas-data” contra ato de autoridade federal, 
excetuados os casos de competência dos tribunais federais; IX - os 
crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a 
competência da Justiça Militar; X - os crimes de ingresso ou 
permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta 
rogatória, após o “exequatur”, e de sentença estrangeira, após a 
homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a 
respectiva opção, e à naturalização; XI - a disputa sobre direitos 
indígenas. 
 
(QUESTÃO 414) A competência da justiça federal para 
processar e julgar os crimes contra a organização do trabalho 
alcança os delitos referentes a direitos individuais, e não, a 
direitos que visem a toda uma categoria de trabalhadores, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
63 
 
Errado. Comentário: A competência alcança apenas os delitos 
que envolvem a coletividade de trabalhadores e não apenas o 
trabalhador em si. Art. 109, CF - Aos juízes federais compete 
processar e julgar: VI - os crimes contra a organização do trabalho 
e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a 
ordem econômico-financeira; “Para a caracterização do crime 
contra a organização do trabalho, o delito deve atingir a liberdade 
individual dos trabalhadores, como também a Organização do 
Trabalho e a Previdência, a ferir a própria dignidade da pessoa 
humana e colocar em risco a manutenção da Previdência Social e 
as Instituições Trabalhistas, evidenciando a ocorrência de prejuízo 
a bens, serviços ou interesses da União, conforme as hipóteses 
previstas no art. 109 da CF (...)” (Ministro OG Fernandes, AGRAVO 
REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 2006/0077849-5). 
 
(QUESTÃO 415) Compete à justiça federal processar e julgar a 
contravenção penal praticada em detrimento de bens e serviços 
da União, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: STJ Súmula nº 38 - Compete à Justiça 
Estadual Comum, na vigência da Constituição de 1988, o processo 
por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de 
bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades. 
 
(QUESTÃO 416) A competência será determinada pela 
prevenção se houver dois ou mais juízes competentes e um 
deles tiver antecedido aos outros na prática de alguma medida 
relativa ao processo, ainda que em fase anterior ao 
oferecimento da denúncia ou da queixa, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Trata-se de conclusão extraída da disposição 
do Art. 83 do CPP: “verificar-se-á a competência por prevenção 
toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente 
competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver 
antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de 
medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da 
denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c)”. 
 
(QUESTÃO 417) Júlio e Lauro foram denunciados, em processos 
distintos, pela prática da mesma infração penal. Nessa 
situação, a continência pode ser reconhecida em qualquer fase 
da persecução penal, ainda que um dos processos esteja em 
sede recursal ou, ainda, na fase de execução penal, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A continência é regra de competência 
territorial, portanto, relativa, submetendo-se à preclusão caso não 
seja alegada em momento oportuno, tanto para os interessados 
como para os órgãos jurisdicionais. Além disso, o artigo 82 do CPP 
é claro ao estabelecer um limite temporal para a reunião dos 
processos em caso de conexão ou continência: quando da prolação 
da sentença. Vejamos: Art. 82. Se, não obstante a conexão ou 
continência, forem instaurados processos diferentes, a autoridade 
de jurisdição prevalente deverá avocar os processos que corram 
perante os outros juízes, salvo se já estiverem com sentença 
definitiva. Neste caso, a unidade dos processos só se dará, 
ulteriormente, para o efeito de soma ou de unificação das penas. 
 
(QUESTÃO 418) Uma quadrilha, em determinado lapso 
temporal, realizou, em larga escala, diversos roubos de cargas 
e valores transportados por empresas privadas em inúmeras 
operações interestaduais, o que ensejou a atuação da Polícia 
Federal na coordenação das investigações e a instauração do 
competente inquérito policial. Nessa situação hipotética, findo 
o procedimento policial, os autos deverão ser remetidos à 
justiça estadual, pois a atuação da Polícia Federal não 
transfere à justiça federal a competência para processar e 
julgar o crime, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Em regra, crimes da competência da justiça 
estadual é a polícia civil quem apura e investiga. Todavia, nas 
infrações penais cuja prática tenha repercussão interestadual e 
exija repressão uniforme a investigação deve ser implementada 
pela Polícia Federal, nos termos dispostos na Lei 10.446/2002 que 
veio implementar o art.144, §1º, I, da Constituição Federal. 
Registre-se, porém, que ainda que o inquérito tenha sido formado 
pelo órgão policial federal, a competência para processar e julgar 
a conduta delituosa continua sendo da Justiça Estadual, não sendo 
transferida para a instância 
federal.”Fonte:http://www.cespe.unb.br/concursos/DPF_12_DEL
EGADO/arquivos/DPF_DELEGADO_JUSTIFICATIVAS_DE_ALTERA___
_ES_DE_GABARITO.PDFParte superior do formulário 
 
(QUESTÃO 419) Compete à justiça federal processar e julgar 
os acusados da prática de crimes de lavagem de dinheiro, uma 
vez que a repressão a esses crimes é imposta por tratado 
internacional, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A competência para a apreciação das 
infrações penais de lavagem de capitais somente será da Justiça 
Federal quando praticadas contra o sistema financeiro e a ordem 
econômico-financeira, ou em detrimento de bens, serviços ou 
interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas 
públicas; ou quando o crime antecedente for de competência da 
Justiça Federal. 
 
(QUESTÃO 420) O querelante pode escolher ajuizar queixa-
crime no foro do domicílio do réu, ainda que conhecido o lugar 
da infração, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 73 CPP. Nos casos de exclusivaação 
privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da 
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. 
 
(QUESTÃO 421) Em se tratando de ações penais privadas, 
prevalece, no processo penal, a competência de foro, com 
preponderância do interesse do queixoso no que diz respeito à 
distribuição territorial da competência, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: Art. 73. Nos casos de exclusiva ação 
privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da 
residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. 
 
(QUESTÃO 422) Consoante a jurisprudência do STJ, compete, em 
regra, à justiça estadual processar e julgar os casos que envolvam 
crimes previstos nas Leis n.º 8.137/1990 e n.º 8.176/1991, quando 
relacionados à adulteração de combustível, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: penal. conflito de competência. juízo federal 
e juízo estadual. crimes contra a economia popular e contra a 
ordem econômica. adulteração de combustível. denúncia recebida 
pelo juízo federal quanto ao crime de inutilização de sinal 
(rompimento de lacres da anp). ato que firma a competência para 
julgamento dos delitos conexos. inteligência da súmula 122. 1. 
consoante a jurisprudência do superior tribunal de justiça, 
compete à justiça estadual o processamento e julgamento dos 
crimes previstos nas leis n. 8.137/1990 e 8.176/1991, quando 
relacionados à adulteração de combustível. precedentes.(cc 
115.445/sp, rel. ministro sebastião reis júnior, terceira seção, 
julgado em 26/10/2011, dje 09/11/2011). 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
64 
 
(QUESTÃO 423) Acerca das características do inquérito policial, 
é correto afirmar que ele constitui procedimento administrativo 
informativo, que busca indícios de autoria e materialidade do 
crime é correto, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O inquérito policial possui caráter informativo 
e é procedimento administrativo, pois é destinado a reunir 
informações que permitam a conclusão sobre a existência, ou não, 
de indícios de autoria e prova da materialidade do delito. 
 
(QUESTÃO 424) No inquérito policial, o ofendido, ou seu 
representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer 
diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A autoridade policial atua com 
discricionariedade na condução da investigação, determinando a 
realização de diligências que reputar pertinentes, bem como 
deferir, ou não, pedidos de realização de diligências formulados 
pelo ofendido, seu representante ou pelo indiciado, conforme 
disposto no Art. 14 do CPP. Convém lembrar que a 
discricionariedade do Delegado de Polícia não prevalece diante do 
comando legal. Sempre que o legislador fizer previsão de 
diligências que o delegado deve realizar, conforme Art. 158 do 
CPP, que trata do exame de corpo de delito, não pode a autoridade 
agir com discricionariedade e decidir não realizar. 
 
(QUESTÃO 425) Em relação ao inquérito policial, é correto 
afirmar que, uma vez relatado o inquérito policial, não poderá ser 
devolvido à autoridade policial, a requerimento do Ministério 
Público, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Art. 16 do CPP dispõe que o Ministério 
Público não pode devolver o inquérito policial, exceto se entender 
que há a necessidade de diligências imprescindíveis para o 
oferecimento da denúncia ou esclarecimento de algum fato; nesse 
caso, os autos poderão ser devolvidos para diligências 
complementares. 
 
(QUESTÃO 426) A respeito do inquérito policial nos crimes de 
ação penal privada, a autoridade policial pode iniciar o inquérito 
policial mediante notícia de crime formulada por qualquer do 
povo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A autoridade policial somente pode agir 
assim nos crimes de ação penal pública incondicionada. No caso 
específico dos crimes de ação penal privada, a autoridade policial 
dependerá sempre de requerimento do ofendido ou de seu 
representante legal para desencadear a investigação. 
 
(QUESTÃO 427) O inquérito policial independe da ação penal 
instaurada para o processo e julgamento do mesmo fato criminoso, 
razão pela qual, em se tratando de delito de ação penal pública 
condicionada à representação, o inquérito policial poderá ser 
instaurado independentemente de representação da pessoa 
ofendida, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: A forma de instauração do inquérito policial 
está intimamente ligada à ação penal prevista para o fato 
criminoso cometido. Desta forma, a autoridade policial só poderá 
dar início ao inquérito policial, ex officio, caso se trate de crime 
de ação penal pública incondicionada, nos termos do Art. s·, I do 
CPP. Nos casos de crimes cuja ação penal prevista seja a pública 
condicionada à representação, o inquérito policial não pode ser 
iniciado sem que exista a representação, nos termos do Art. s·, § 
4• do CPP. 
 
(QUESTÃO 428) Em se tratando de crimes de ação penal pública 
condicionada, o inquérito policial poderá ser iniciado de ofício pela 
autoridade policial sem a representação do ofendido, necessária 
apenas para dar início à ação penal, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Errado. Comentário: A representação é necessária para a própria 
instauração do IP, nos termos do Art. 5, §4° do CPP. 
 
(QUESTÃO 429) O relatório final da autoridade policial é peça 
imprescindível para a sua conclusão e oferecimento de denúncia, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O relatório final da Autoridade Policial 
encerra o inquérito, mas não impede que o Ministério Público 
requeira outras diligências conforme o Art. 16 do CPP. O relatório 
não é imprescindível, uma vez que pode o Ministério Público 
oferecer a denúncia antes de sua apresentação, desde que já haja 
nos autos do inquérito prova da material idade do fato e indícios 
suficientes de autoria. 
 
(QUESTÃO 430) A respeito dos princípios gerais do Direito 
Processual Penal e do inquérito policial, julgue o seguinte item: O 
arquivamento do inquérito policial embasado no princípio da 
insignificância faz coisa julgada material, o que impede seu 
desarquivamento diante do surgimento de novas provas, julgue (C 
ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: O princípio da insignificância exclui a 
tipicidade, sendo assim, uma vez arquivado o inquérito policial 
com base em tal princípio, o surgimento de novas provas não 
possibilita o desarquivamento, posto que a decisão faz coisa 
julgada material. 
 
(QUESTÃO 431) Arquivado o IP, por falta de elementos que 
evidenciem a justa causa, admite-se que a autoridade policial 
realize novas diligências, se de outras provas tiver notícia, julgue 
(C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: A questão trata da literalidade do Art. 18 do 
CPP: “Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela 
autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a 
autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de 
outras provas tiver notícia”. 
 
(QUESTÃO 432) O término do inquérito policial é caracterizado 
pela elaboração de um relatório e por sua juntada pela autoridade 
policial responsável, que não pode, nesse relatório, indicar 
testemunhas que não tiverem sido inquiridas, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Errado. Comentário: O Art. 10, § 2° do CPP estabelece que cabe 
à autoridade policial, quando da conclusão do inquérito policial, 
indicar testemunhas que não tenham sido ouvidas, devendo 
indicar, ainda, o lugar em que possam ser encontradas. Isso se deve 
pelo fato de que em algumas hipóteses o prazo do inquérito policial 
se esgota, sem possibilidade de prorrogação, e ainda não foi 
devidamente esclarecido o fato, nem cumpridas todas as 
diligências possíveis. 
 
(QUESTÃO 433)Nos crimes de tráfico de drogas, em caso de 
necessidade extrema comprovada, poderá ser decretada a 
prisão temporária pela autoridade policial, que terá o prazo de 
vinte e quatro horas para comunicar a prisão e encaminhar a 
representação pertinente ao juiz competente, julgue (C ou E) o 
item seguinte. 
 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
65 
 
Errado. Comentário: O crime de tráfico de drogas admite prisão 
temporária, porém, a autoridade competente para decretar a 
prisão é a autoridade judiciária, e não a policial. Art. 2° A prisão 
temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da 
autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e 
terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em 
caso de extrema e comprovada necessidade. 
 
(QUESTÃO 434) Considerando, por hipótese, que, devido ao 
fato de estar sendo investigado pela prática de latrocínio, José 
tenha contratado um advogado para acompanhar as 
investigações. Caso seja imprescindível para as investigações, a 
prisão temporária de José poderá ser decretada de ofício pelo 
juiz, visto que o crime de latrocínio admite essa modalidade de 
prisão, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: Prisão temporária: - Cabível apenas ao 
longo do IP; - Decretada pelo juiz (NUNCA será decretada de 
ofício); - Requerida pelo MP ou pelo delegado; - Com prazo pré-
estabelecido em lei; - Prazos: 1 - Crimes comuns: 5 dias + 5 dias, 
havendo autorização do juiz. 2 - Crimes hediondos e equiparados: 
30 dias + 30 dias, havendo autorização do juiz. 
 
(QUESTÃO 435) A respeito das espécies de prisão e do habeas 
corpus. A prisão temporária só poderá ser decretada mediante 
representação da autoridade policial ou a requerimento do 
Ministério Público, vedada sua decretação de ofício pelo juiz, 
julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 2° Lei 7.960/89. A prisão temporária será 
decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade 
policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo 
de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema 
e comprovada necessidade. 
 
(QUESTÃO 436) Maria, vítima de estupro, comunicou o fato à 
autoridade policial na delegacia de polícia. Chamada, seis 
meses depois, para fazer o reconhecimento de um suspeito, 
Maria o identificou com segurança. A partir dessa situação 
hipotética. Por ser o crime de estupro hediondo, a prisão 
temporária do suspeito, caso seja decretada, terá o prazo de 
trinta dias, prorrogável por igual período, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: O prazo da prisão temporária nos crimes 
hediondos será de trinta dias, prorrogável por igual período, em 
caso de extrema e comprovada necessidade. Para os outros crimes, 
o prazo da prisão temporária é de cinco dias, também prorrogável 
por igual período, em caso de extrema e comprovada necessidade. 
LEI Nº 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990. 
Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos 
tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - 
Código Penal, consumados ou tentados: 
V - estupro (art. 213, caput e §§ 1° e 2°). 
 
(QUESTÃO 437) A prisão temporária constitui-se em uma 
espécie de prisão cautelar, admissível na fase das 
investigações do inquérito policial, mas será decretada pelo 
juiz, mediante representação da autoridade policial e ou a 
requerimento do Ministério Público, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 1° Caberá prisão temporária: I - quando 
imprescindível para as investigações do inquérito policial; I - 
quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer 
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III - 
quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova 
admitida na legislação penal, de autoria ou participação do 
indiciado nos seguintes crimes: a) homicídio doloso (art. 121, 
caput, e seu § 2°); b) sequestro ou cárcere privado (art. 148, 
caput, e seus §§ 1° e 2°); c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 
2° e 3°); d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°); 
e) extorsão mediante sequestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° 
e 3°); 
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, 
caput, e parágrafo único); 
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação 
com o art. 223, caput, e parágrafo único); h) rapto violento (art. 
219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único); 
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°); 
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou 
medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com 
art. 285); l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal; 
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro 
de 1956), em qualquer de suas formas típicas; n) tráfico de drogas 
(art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976); o) crimes 
contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986). 
Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da 
representação da autoridade policial ou de requerimento do 
Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por 
igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. 
 
(QUESTÃO 438) A prisão temporária pode ser decretada pelo 
juiz ou pelo delegado condutor das investigações, julgue (C ou 
E) o item seguinte. 
 
Errado. Comentário: PRISÃO TEMPORÁRIA (Lei 7960/89): Prisão 
cautelar cabível ao longo de IP, decretada pelo juiz a requerimento 
do MP ou por representação da autoridade policial (o juiz não pode 
decretar a medida de ofício, e também, não pode ser requerida 
pelo querelante nos casos de ação penal privada), com prazo pré-
estabelecido em lei, uma vez presente os requisitos do Art. 1º da 
Lei 7960/89. Prisão Temporária: - É a prisão cautelar - Cabível 
apenas ao longo do IP - Decretada pelo juiz (NUNCA será decretada 
de ofício) - Requerida pelo MP ou pelo delegado - Com prazo pré-
estabelecido em lei; - Uma vez presente os seus requisitos Prazos 
1 - Crimes comuns: 5 dias + 5 dias, havendo autorização do juiz. 2 
- Crimes hediondos e equiparados: 30 dias + 30 dias, havendo 
autorização do juiz. FIQUE LIGADO: Somente o juiz pode decretar 
a prisão temporária e também autorizar a prorrogação do seu 
prazo. 
 
(QUESTÃO 439) Marcos praticou crime de extorsão, cuja pena 
é de reclusão, de quatro a dez anos, e multa. Marcos poderá ser 
submetido a prisão temporária, que tem prazo fixo previsto em lei 
e admite uma prorrogação por igual período, julgue (C ou E) o item 
seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 1° Caberá prisão temporária: I - quando 
imprescindível para as investigações do inquérito policial; II - 
quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer 
elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III - 
quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova 
admitida na legislação penal, de autoria ou participação do 
indiciado nos seguintes crimes: d) extorsão (art. 158, caput, e seus 
§§ 1° e 2°); Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, 
em face da representação da autoridade policial ou de 
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) 
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e 
comprovada necessidade. 
 
(QUESTÃO 440) No curso de um IP, segundo a Lei n.º 
7.960/1989, será possível decretar a prisão temporária do 
indiciado quando, de acordo com qualquer prova admitida na 
legislação penal, houver fundadas razões de autoria ou 
Material Exclusivo Equipe Operação Federal 
66 
 
participação dele no delito, se o crime investigado for o de 
roubo, julgue (C ou E) o item seguinte. 
 
Certo. Comentário: Art. 1° Caberá prisão temporária: I - quando 
imprescindível para as investigações do inquérito policial; II - 
quando o indicado não tiver residência fixa

Mais conteúdos dessa disciplina