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PRODUÇÃO MUNDIAL DE OVOS, SEGUNDO PRINCIPAIS PAÍSES, 2003, 2006 E 2011. PRODUÇÃO DE OVOS DE GALINHA, BRASIL, 2012. BRASIL 41.676 NORTE 1.448 NORDESTE 6.318 CENTRO-OESTE 4.937 SUDESTE 17.671 SUL 11.300 *Londrina 88 (milhões de unidades) Fonte: IBGE, 2012. COMPOSIÇÃO OVOS fontes de quase todos os nutrientes para o homem 65% água, 12% proteínas, 11% lipídios COMPOSIÇÃO CASCA carbonato de cálcio (93,5%) carbonato de magnésio (1,2%) fosfato de cálcio (0,5%) matéria orgânica (3,3%) água (1,5%) 7.000 a 17.000 poros COMPOSIÇÃO CLARA água (85,5%) gordura (0,3%) carboidratos (1%) proteínas (12,7%) vitaminas complexo B (riboflavina) COMPOSIÇÃO GEMA água (51,8%) proteínas (16%) vitaminas lipossolúvies (A, D, E ,K) sais minerais (1%) pigmentos (0,5%) lipídios (32 – 35%) colesterol (5,2%) Coloração varia com a alimentação NUTRIENTES ENCONTRADOS NO OVO: BARREIRAS NATURAIS CONTRA A CONTAMINAÇÃO/MULTIPLICAÇÃO DE MICRO-ORGANISMOS EM OVOS IN NATURA Cutícula Casca Membranas internas Albúmen PRIMEIRA LINHA DE DEFESA: CUTÍCULA + CASCA Poros Trocas gasosas, água e porta de entrada de micro-organismos Fonte: http://www.qub.ac.uk/envres/EarthAirWater/healy.htm SEGUNDA LINHA DE DEFESA: MEMBRANAS INTERNAS Filamentos protéicos arranjados em forma de rede Atuam como filtros que retêm micro-organismos impedindo que eles atinjam o conteúdo dos ovos TERCEIRA LINHA DE DEFESA: ALBÚMEN Alta viscosidade natural que dificulta o deslocamento das bactérias até a gema pH do albúmen – 7,2 a 9,2 - auxilia no controle da multiplicação microbiana Componentes do albúmen: Ovotransferrina (12%) Lisozima Avidina PRINCIPAIS CONTAMINANTES Bactérias da família Enterobacteriaceae o Salmonella enteretidis * Pseudomonas * Listeria * Pasteurella * Enterococos FONTES DE CONTAMINAÇÃO PRIMÁRIA (transovariana) Humprey et al (1989) SECUNDÁRIA: Penetração através da casca Manejo inadequado FATORES QUE FAVORECEM A ENTRADA DE MICRO-ORGANISMOS UR↑ TEMPERATURA DEFEITOS NA CASCA SUJIDADES ALTA CARGA MICROBIANA Esteiras rolantes COMO CONSERVAR OS OVOS NA GELADEIRA? LEGISLAÇÃO Ministério da Agricultura (MAPA) RIISPOA (2017) Decreto 56.585 (7/1965) – Classificação de Ovo: Grupo, Classe, Tipo. Portaria 1 (2/1990) - Aprovar as Normas Gerais de Inspeção de Ovos e Derivados. Resolução 5 (7/1991) - Padrão de Identidade e Qualidade para o Ovo Integral. Ministério da Saúde RDC 12 (02/2001) – Padrão Microbiológico para Alimentos. RDC 35 (6/2009) - Dispõe sobre a obrigatoriedade de instruções de conservação e consumo na rotulagem de ovos. LEGISLAÇÃO GRUPO I. Branco II. de cor COR DA CASCA Determinação genética Não há diferenças nutricionais Classificação (categorias): Art. 225. Ovos da categoria “A” devem apresentar as seguintes características qualitativas: I casca e cutícula de forma normal, lisas, limpas, intactas; II câmara de ar com altura não superior a 6mm (seis milímetros) e imóvel; III gema visível à ovoscopia, somente sob a forma de sombra, com contorno aparente, movendo-se Ligeiramente em caso de rotação do ovo, mas regressando à posição central; IV clara límpida e translúcida, consistente, sem manchas ou turvação e com as calazas intactas; e V cicatrícula com desenvolvimento imperceptível. Classificação (categorias): Art. 226. Ovos da categoria “B” devem apresentar as seguintes características: I serem considerados inócuos, sem que se enquadrem na categoria “A”; II apresentarem manchas sanguíneas pequenas e pouco numerosas na clara e na gema; ou III serem provenientes de estabelecimentos avícolas de reprodução que não foram submetidos ao processo de incubação. Parágrafo único. Os ovos da categoria “B” serão destinados exclusivamente à industrialização. Classificação (categorias): Art. 227. Os ovos limpos trincados ou quebrados que apresentem a membrana testácea intacta devem ser destinados à industrialização tão rapidamente quanto possível. Art. 228. É proibida a utilização e a lavagem de ovos sujos trincados para a fabricação de derivados de ovos. Art. 229. Os ovos destinados à produção de seus derivados devem ser previamente lavados antes de serem processados. Classificação (categorias): Art. 230. Os ovos devem ser armazenados e transportados em condições que minimizem as variações de temperatura. Art. 231. É proibido o acondicionamento em uma mesma embalagem quando se tratar de: I ovos frescos e ovos submetidos a processos de conservação; e II ovos de espécies diferentes. Art. 232. Os aviários, as granjas e as outras propriedades avícolas nas quais estejam grassando doenças zoonóticas com informações comprovadas pelo serviço oficial de saúde animal podem destinar sua produção de ovos ao consumo na forma que se apresenta. EXEMPLOS DE CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O PESO (DECRETO 56.585) Tipo 1 (extra) - mín.de 60 g ou 720 g por dúzia Tipo 2 (grande) - mín. de 55 g ou 660 g por dúzia Tipo 3 (me ́dio) - mín. de 50 g ou 600 g por dúzia Tipo 4 (pequeno) – mín.de 45 g 540 g por dúzia CLASSE (qualidade) GRUPO (cor) TIPO (peso) Inspeção de ovos • Definições – OVO: ovo de galinha em casca • OVO FRIGORIFICADO (0 a 1oC) • CONSERVA DE OVOS • pasteurizados, resfriados, congelados, adoçados, salgados, desidratados ou liofilizados – OVO INTEGRAL – GEMA – CLARA (Port. 1 de 1990) A IDADE DO OVO Ovo Novo Casca porosa, áspera e fosca Clara espessa e firme Gema redonda, firme e no centro Membranas interna e externa aderidas à casca Ovo Velho Casca lisa e com certo brilho Clara quase líquida Gema dilatada Clara e gema misturadas Flutua quando imerso em água FATORES DE QUALIDADE DE OVOS “IN NATURA” FATORES DE QUALIDADE EXTERNA PESO - padronização CASCA : - Forma - Textura – lisa, sem manchas - Espessura – mín. 0,33mm - Integridade - Limpeza PESAGEM QUALIDADE DA CASCA ESPESSURA DA CASCA Mín. 0,33mm FATORES DE QUALIDADE DE OVOS “IN NATURA” FATORES DE QUALIDADE INTERNA ALBÚMEM GEMA MATERIAIS PARA ANÁLISE MESA PLANA COM ESPELHO MICRÔMETRO PAQUÍMETRO ESCALA MILIMETRADA Albúmen ALTURA DA CLARA ALTURA DA GEMA (H) DIÂMETRO DA GEMA (D) ÍNDICE DA GEMA IG = H D COLORAÇÃO DA GEMA LEQUE COLORIMÉTRICO GEMA (6,0) CLARA (7,5 – 7,9) pH PROCESSO INDUSTRIAL Recepção Lavagem Ovoscopia Classificação Embalagem Expedição ESTABELECIMENTOS Granja Avícola Estabelecimento destinado à produção, à ovoscopia, à classificação, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de ovos oriundos, exclusivamente, de produção própria destinada à comercialização direta É permitida à granja avícola a comercialização de ovos para a unidade de beneficiamento de ovos e derivados. ESTABELECIMENTOS Unidade de beneficiamento de ovos e derivados estabelecimento destinado à produção, à recepção, à ovoscopia, à classificação, à industrialização, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de ovos ou de seus É facultada a classificação de ovos quando a unidade de beneficiamento de ovos e derivados receber ovos já classificados. Se a unidade de beneficiamento de ovos e derivados destinar-se, exclusivamente,à expedição de ovos, poderá ser dispensada a exigência de instalações para a industrialização de ovos. RECEPÇÃO CONDIÇÕES PARA LAVAGEM Retirar ovos muito sujos Água 35 a ̀ 45oC Água clorada (< 50ppm) Não reciclar água Sanitizantes adequados Equipamento com água em spray e escovas rotativas Temperatura 38 a 46°C Secagem completa OVOSCOPIA Avalia-se: • Qualidade da casca (espessura, trincados); • Posicionamento da clara e gema; • Formato da gema; • Presença de corpos estranhos, embriões, manchas de sangue, crescimento fúngico; • Tamanho e posicionamento da câmara de ar. OVOSCOPIA CLASSIFICAÇÃO EMBALAGEM INTRODUÇÃO ESTABELECIMENTOS PRODUTOS OBTIDOS PADRÃO DE IDENTIDADE E QUALIDADE PARA O OVO INTEGRAL Resolução CIPOA 005 de 19/11/91 PROCESSAMENTO OVOS LÍQUIDOS PASTEURIZADOS Ovo integral.....60oC/3,5 min Gema.............. 61oC/3,5 min (inicia a coagulação a 65oC) Clara............... 57oC/3,5 min (inicia a coagulação a 62oC) OVOS DESIDRATADOS Secagem pelo calor (spray-drying) Liofilização (freeze-drying) Líquido Resfriado Congelado Pasteurizado resfriado Pasteurizado congelado Desidratado Secagem por calor (“spray drying”) Liofilizado (“freeze drying”) INDUSTRIALIZAÇÃO DE OVOS PASTEURIZAÇÃO DE OVOS o Entende-se por pasteurizaça ̃o o emprego conveniente do calor com o fim de destruir micro- organismos patoge ̂nicos sem alteraça ̃o sensível da constituiça ̃o física do ovo ou partes do ovo Port. 1 de 1990 Produtos Líquidos Temp. Tempo °C (min.) Clara de ovo (sem utilização de produtos químicos) 56,7 3,5 Ovo integral 60,0 3,5 Misturas c/ ovo integral (< 2% de ingredientes que não sejam ovos) 61,0 3,5 Ovo integral fortificado e misturas (24 -38% de sólidos de ovo, 2–12% de outros ingredientes) 62,0 61,0 3,5 6,2 Ovo Integral salgado (c/ 2% mais de sal adicionado) 63, 5 3, 5 Ovo Integral doce (2– 12% de açúcar adicionado) 61, 0 3, 5 Gema Pura 61, 0 60, 0 3, 5 6, 2 Gema Doce (2 – 12% de açúcar adicionado) 63, 5 62, 0 3, 5 6, 2 Gema Salgada (2 – 12% de adicionado) 63, 5 62, 0 3, 5 6, 2 Ovos líquidos pasteurizados Recepção Lavagem: máx. 50 ppm cloro, Temperatura 10ºC acima da temp. ovo Secagem: ar forçado a 30-35ºC Ovoscopia Quebra: sala a 16ºC, ar filtrado Filtros: retenção de calazas, membrana vitelínica e fragmentos da casca Tanques de retenção: agitadores e termômetros (2- 5ºC) Tanque misturador Pasteurização Envase: saco de polietileno em balde plástico ou caminhões tanque (2-5ºC) Congelamento a -12ºC Estocagem QUEBRA DE OVOS sala • de quebra de ovos • temperatura controlada ma• ́x. 16oC SEPARAÇÃO QUEBRA PASTEURIZAÇÃO peri ́odo ma ́ximo de 72 horas a partir da quebra dos ovos, desde que mantidos em resfriamento (2 a 5oC); Tanques de armazenagem ou câmaras frias para o ovo líquido. PASTEURIZAÇÃO OVOS DESIDRATADOS - SECAGEM OVO EM PÓ Ovo DesidratadoOvo Integral Líquido Contagem padrão 5x104 5x104 Coliformes Fecais Ausência em 1g Ausência em 1g Salmonella spp Ausência em 25g Ausência em 25g Staphylococcus aureus Ausência em 1g Ausência em 1g PADRÃO MICROBIOLÓGICO DESTINO DOS OVOS Casca íntegra membrana Integra: Consumo Casca trincada membrana Íntegra: Consumo Casca Íntegra Membrana Rompida: Indústria Casca e membrana rompidas: condenação OVOS IMPRÓPRIOS PARA CONSUMO TRINCADO FUNGO RUPTURA GEMA MANCHASANGUE CONTAMINAÇÃO EXTERNA ANEL DE SANGUE OVO EMBRIONADO ANORMALIDADES ➢ Albúmem Manchado: coágulos de sangue, detritos epiteliais do oviduto, vermes. Fluido: ovo velho (hidrólise alcalina do ácido carbônico) Cor: ovo velho torna-se turvo Gema➢ Duas gemas: 2 óvulos maduros ovularam ao mesmo tempo. Sem gema: câmara do albúmem inflamada. Descolorida: depende da alimentação Mancha de sangue: quando a ovulação não ocorre no estigma, rompendo algum pequeno vaso sanguíneo. Mancha de carne: mancha de cor escura, por oxidação da mancha de sangue, ou patologias no oviduto. Câmara de➢ ar Deslocada: armazenamento em posição indevida Ausência ou muito pequena: ovos muito frescos Solta: ovo velho, ruptura da membrana testácea COMER OVO CRU FAZ BEM? Salmonela pode sobreviver em temperaturas de até 50ºC Ovo cru possui fatores antinutricionais: • Ovomucóide, ovoinibidor (inibidores de enzimas digestivas); • Ovotransferrina (quelante de ferro); • Avidina (complexante de biotina). Ovo cru ➔ digestão de apenas 50% das proteínas Ovo cozido/ frito ➔ 90% digeridos OBRIGADA!