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LEI DE POISEUILLE: 
TAXA DE FLUXO: O quanto de sangue passa em determinado lugar por unidade de tempo
VELOCIDADE DE FLUXO: A rapidez com que o sangue passa em determinado lugar por unidade de tempo. Quanto maior o diâmetro menor a velocidade e quanto maior a velocidade menor o diâmetro.
DÉBITO CARDÍACO: Volume que o coração bombeia por minuto
RESISTÊNCIA PERIFÉRICA: Resistência dos vasos sanguíneos ao fluxo de sangue
PERICARDITE: Há inflamação e redução na lubrificação entre pericárdio e coração. Som atrito pericárdico
VENTRÍCULOS: Parede mais espessa
ÁTRIOS: Parede mais fina
TECIDO CONECTIVO FIBOSO: Atua como isolante elétrico
PROLAPSO: Falha das cordas tendíneas, valvas entram no ventrículo.
CÉLULAS MARCA PASSO: Células autoexcitáveis miocárdicas
ACOPLAMENTO-EXCITAÇÃO DO MÚSCULO CARDÍACO
O impulso elétrico chega através das células marcapasso. O canal de Ca2+ dependente da voltagem se abre e o Ca2+ entra na célula. Essa entrada de Ca2+ estimula a liberação de mais Ca2+ pelo canal rianodínico (RyR). A liberação desse Ca2+ gera fagulhas e a soma dessas fagulhas cria um sinal de Ca2+, estimulando os íons Ca2+ a se ligarem com a tromponina, iniciando a contração do músculo cardíaco. Após um determinado tempo o Ca2+ se desliga da tromponina provocando um relaxamento do músculo, e em seguida ele é bombeado para o retículo sarcoplasmático através da Ca+ ATPase. Em seguida, o Ca é trocado pelo Na+ pelo transporte NCX e esse gradiente é mantido através da Na+-K-ATPase. 
A CONTRAÇÃO DO MÚSCULO CARDÍACO PODE SER GRADUADA (o coração pode se contrair com diferentes forças e intensidades).
FATORES QUE DETERMINAM A FORÇA DAS CONTRAÇÕES:
1) Concentração de Ca2+. Se a concentração do íon estiver baixa, haverá baixa ligação com a troponina e menor número de contração. Se tiver alta concentração de Ca2+, haverá forte ligação com a troponina o que estimla a ligação cruzada entre actina e miosina, proporcionando contração.
2) Comprimento do sarcômero- Depende do fluxo sanguíneo.
POTENCIAIS DE AÇÃO NO MIOCÁRDIO
-Variam conforme a região do coração
-Dependem do Ca2+ (as células do miocárdio tem potencial de ação mais longo quando comparadas as do sistema nervoso, por conta da entrada do Ca2+).
FASES DO POTENCIAL DE AÇÃO:
*FASE 4- POTENCIAL DE MEMBRANA EM REPOUSO: As células miocárdicas contráteis estão em repouso. Com um potencial de membrana de cerca de –90mv
*FASE 0- DESPOLARIZAÇÃO: A onda de despolarização entra na célula contrátil através das junções comunicantes, isso faz com que a célula fique mais positiva, permitindo a abertura dos canais de Na+ dependentes da voltagem e a entrada de Na+ na célula, o que permite a rápida despolarização. O potencial de membrana chega a aproximadamente +20mV antes dos canais de Na+ se fecharem.
*FASE 1- REPOLARIZAÇÃO INICIAL: A partir do fechamento dos canais de Na+, o K+ vai deixando a célula através dos canais de K+ que estão abertos.
*FASE 2- PLATÔ: Nesse momento ocorre um equilíbrio, pois todos os acontecimentos das fases anteriores permitiram que houvesse uma abertura gradativa dos canais de Ca+. Essa abertura faz com que sejam liberados na célula íons Ca2+, ao mesmo tempo em que saem íons K+, o que permite que se estabeleça um equilíbrio denominado platô.
*FASE 3-REPOLARIZAÇÃO RÁPIDA: Ocorre fechamento dos canais de Ca2+ e o K+ sai da célula rapidamente, repolarizando-a de forma que ela volta para o seu potencial de repouso.
O fato do potencial de ação do miocárdio ser longo, é importante para prevenir a contração sustentada chamada tétano. Isso é importante porque o tétano não permitiria que houvesse um período de repouso, essencial para que o sangue entre nos ventrículos.
PERÍODO REFRATÁRIO: Período após um potencial de ação durante o qual um estímulo normal não pode desencadear um segundo potencial de ação. No músculo cardíaco, o longo potencial de ação faz o período refratário e a contração ter-minarem simultaneamente. Quando um segundo potencial de ação pode ocorrer, a célula miocárdica está quase completamente relaxada. Consequentemente, não ocorre somação.
*obs: o tétano poderia ser fatal no coração.
CÉLULAS MIOCARDICAS AUTO-EXCITÁVEIS
São células que apresentam potencial de membrana instável, que se inicia em –60mV e ascende até o limiar. O potencial dessas células oscila constantemente, o que confere a elas a capacidade de se auto-excitarem. Quando o potencial é -60mV, os canais de If, que são permeáveis tanto ao K+ quanto ao Na+ estão abertos. Quando esses canais se abrem em potenciais negativos, ocorre mais influxo de Na+ do que de K+. A medida que a célula vai se despolarizando os canais de If se fecham e os de Ca+ se abrem, continuando a despolarização de modo que o potencial se move em direção a seu limiar. Quando a célula atinge o limiar, os canais de Ca+ se abrem rapidamente e a célula se despolariza. Quando os canais de Ca+ se fecham, os canais de K+ se abrem, permitindo a saída de K+ e repolarizando a célula. A velocidade da repolarização determina a frequência da contração cardíaca.
SINAIS ELÉTRICOS QUE COORDENAM A CONTRAÇÃO:
1) A despolarização se inicia no nó sinoatrial e as células auto-excitáveis do átrio direito servem como principal marca-passo do coração.
2) Onda de despolarização segue para as outras partes do coração. Esse sistema que conduz o impulso é formado por fibras auto-excitáveis não contráteis
3) Uma via internodal ramificada (grupo de células auto-excitáveis perto do assoalho do átrio direito) conecta o nó sinoatrial com o nó atrioventricular.
4) Do nó átrio-ventricular a despolarização se segue para os ventrículos. As fibras de Purkinge (células de condução especializada do ventrículo), transmitem o sinal rapidamente para baixo através do fascículo atrioventricular/ feixe AV/ feixe de Hiss. 
5) Após percorrer curto caminho pelo septo ventricular o fascículo átrioventricular/feixe AV/feixe de Hiss, se divide em dois ramos, o esquerdo e o direito e se dividem em pequenas fibras de purkinge que se espalham lateralmente entre as células contráteis.
PORTANTO: O sinal elétrico para a contração começa no nó sinoatrial e se espalha para as células vizinhas através das junções comunicantes.
OBS: A condução é RÁPIDA nas VIAS DE CONDUÇÃO INTERNODAIS e LENTA nas CÉLULAS CONTRÁTEIS DO ÁTRIO
ESQUELETO FIBROSO DO CORAÇÃO: Forma uma barreira para que o impulso elétrico não se espalhe dos átrios para os ventrículos e siga corretamente a via internodal. De forma que o nó atrioventricular é o único caminho do impulso do átrio para o ventrículo.
OS MARCA-PASSOS DEFINEM A FREQUÊNCIA CARDÍACA
As células que determinam a frequência cardíaca são as células do nó sinoatrial porque é ele quem possui o ritmo mais rápido. Entretanto as células das fibras de Purkinge e do nó átrio-ventricular podem também funcionar como marca-passo em determinadas condições patológicas.
ORDEM DE RAPIDEZ DE DISSIPAÇÃO DE POTENCIAL DE AÇÃO:
-NÓ SINOATRIAL
-NÓ ÁTRIO-VENTRICULAR
-FIBRAS DE PURKINGE
Bloqueio cardíaco completo: Condição patológica na qual há bloqueio na condução do impulso na via internodal. Dessa forma os ventrículos se adaptam ao marca-passo mais rápido, que é o nó AV. Nessas condições é preciso a implantação de um marca-passo ectópico.
Fibrilação: Condução desordenada de impulso. Pode ser um sintoma de AVE. Ameaça imediata a vida (ventrículos não bombeiam sangue para o corpo). Choque: Cria uma despolarização que dispara um potencial de ação em todas as células simultaneamente.
ELETROCARDIOGRAMA
REPRESENTA a soma das atividades elétricas de todas as células do coração registradas na superfície corporal.
DERIVAÇÃO I: ECG normal, Eletrodo do MSE é positivo e do MSD é negativo. O eletrodo da perna é neutro. Impulso vai do eletrodo positivo para o negativo. Momento em que a onda ascende sobre a linha da base. Se o eletrodo for do negativo para o positivo, o traçado se move para baixo.
ONDA: Traçado que sobe e desce sobre as linhas da base
SEGMENTO: Espaço entreduas ondas
INTERVALOS: Combinação de ondas e segmentos
DEFLEXÃO PARA CIMA: Despolarização
DEFLEXÃO PARA BAIXO: Repolarização
Onda P: Despolarização atrial
Complexo QRS: Trio de ondas que representa a onda progressiva da despolarização ventricular. Por vezes a onda Q está ausente em um ECG normal.
Onda T: Repolarização dos ventrículos
Obs: Não existe uma onda exclusiva para representar a repolarização atrial, mas essa repolarização está incluída no complexo QRS.
O ECG começa com a despolarização atrial. A contração atrial se inicia no final da onda P e continua durante o segmento P-R.
A CONTRAÇÃO VENTRICULAR se inicia com a onda Q e continua na onda T.
Durante o segmento T-P o coração está em repouso.
FC: Cronometrada do início de uma onda P até a próxima onda P ou do pico de uma onda R até a próxima onda R.
O CORAÇÃO CONTRAI E RELAXA DURANTE UM CICLO CARDÍACO
DIÁSTOLE: Tempo durante o qual o músculo cardíaco relaxa
SÍSTOLE: Tempo durante o qual o músculo cardíaco contrai. 
Sangue flui de uma área de maior pressão para uma de menor pressão, a contração aumenta a pressão e o relaxamento diminui.
DIÁSTOLE ATRIAL E VENTRICULAR: Coração em repouso, átrios estão se enchendo com o sangue vindo das veias e ventrículos acabaram de terminar a contração.
SÍSTOLE ATRIAL: Período no qual 20% do sangue que enche os ventrículos é bombeado para os ventrículos através da contração do átrio.
PULSO JUGULAR: Parte do sangue reflui pelas veias, por isso é possível sentir o pulso.
PRIMEIRA BULHA CARDÍACA (TUM): Fechamento das valvas AV (contração ventricular isovolumétrica)
SEGUNDA BULHA CARDÍACA (TÁ): Fechamento das valvas semilunares (relaxamento ventricular isovolumétrico).
DÉBITO CARDÍACO: débito cardíaco (DC), o volume sanguineo ejetado pelo ventrículo esquerdo em um determinado período de tempo. 
A ATIVIDADE PARASSIMPÁTICA DIMINUI A FREQUÊNCIA CARDÍACA E A SIMPÁTICA AUMENTA.
Controle parassimpático: acetilcolna (aumenta a permeabilidade ao k) de forma que o potencial marca passo começa em um valor mais negativo.
SIMPÁTICO: Catecolamina Adrenalina e Noradrenalina aumentam o fluxo iônico através dos canais If e de Ca2􏰁. A entrada mais rápida de cátions acelera a taxa de despolarização, fazendo a célula atingir o limiar mais rapidamente e, assim, aumentando a taxa de disparo do potencial de ação. Ativam receptores beta adrenérgicos das células autoexcitáveis.
INERVAÇÃO DO CORAÇÃO: 
SIMPÁTICA: Fibras pós-ganglionares simpáticas que se originam do gânglio cervical superior (simpático) e fibras aferentes viscerais que acompanham as fibras simpáticas.
PARASSIMPÁTICA: Ramos vagais e fibras viscerais aferentes que acompanham as fibras parassimpáticas. A inervação parassimpática vem do núcleo posterior do nervo vago e núcleo do trato solitário. O nervo vago é o X par.
PLEXO CARDÍACO: Junção da inervação simpática e parassimpática.
CÂMARAS CARDÍACAS: 
*Átrio direito – veia cava superior, aurícula direita, músculos pectíneos, óstio AV direito, óstio do seio coronário (recebe a maioria das veias cardíacas
*Valva átrio ventricular direita (tricúspide)
*Ventrículo direito -músculo papilar anterior direito, músculo papilar posterior direito cordas tendínias-.
*Átrio esquerdo –veia pulmonar superior direita, veias pulmonares superiores esquerdas-.
*Valva átrio-ventricular esquerda ou valva mitral, cordas tendíneas
*Ventrículo esquerdo: Músculos papilares posterior e anterior esquerdo
HISTOLOGIA DO CORAÇÃO:
De dentro pra fora: Endocárdio miocárdio pericárdio
O miocárdio é composto por três tipos de células: cardiócitos contráteis (que são os que se contraem para bombear o sangue), cardiócitos mioendócritos (produzem FNA que aumenta a diurese e excreção de sódio pela urina) e cardiócitos nodais (especializados no controle da contração rítmica do coração. São células localizadas no nodo sinoatrial – junção da veia cava superior com o átrio direito – e no nodo atrioventricular – presente sob o endocárdio dos septos interatrial e interventricular.
HISTOLOGIA DOS VASOS SANGUÍNEOS:
ARTÉRIAS: 
Túnica íntima: Tecido endotelial, contínuo com o endocárdio
Túnica média: Lâminas elásticas frenestradas, colágeno. Nos vasos de menor calibre tecido muscular
Túnica adventícia: Fibras colágenas vasa vasorun (em artérias de grande calibre), tecido conjuntivo frouxo (nas arteríolas). Nas artérias de médio calibre pode haver junção entre adventícia e média.
Metarteríola: Regulador do fluxo sanguíneo,

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