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��FACULDADE ANHANGUERA DE JOINVILLE CURSO: Psicologia SÉRIE: 3º Semestre DISCIPLINA: Matrizes do Pensamento em Psicologia - Comportamental PROFESSOR: Renata Poiski RA: _________________________________ DATA: 16/05/2018 NOME DO ALUNO: Jean Cleber Alves | Laura Costa | Ramón Gomez���� �NOTA: ��� ���,���� ��FACULDADE ANHANGUERA DE JOINVILLE Rua Presidente Campos Salles, 850 – Glória – CEP 89.217-100 – Joinville/SC Fone (47) 3453 2828 Site: www.anhanguera.com�� Terapia Cognitivo-Comportamental REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA Reestruturação cognitiva é uma técnica utilizada para ensinar os pacientes a substituir, de forma sistemática, os pensamentos inúteis por pensamentos mais realistas e práticos. Com base no modelo cognitivo da depressão desenvolvido por Aaron Beck em 1976, a Reestruturação Cognitiva sugere que a maneira de interpretar os acontecimentos externos influencia a nossa reação emocional a eles. Por exemplo, se você tem um amigo que chega 45 minutos atrasado em um compromisso, você pode pensar: “Pode ter acontecido um acidente com ele” ou ” ele acha que é normal chegar 45 minutos atrasado, poderia ter me avisado” ou você poderia ainda pensar: “Talvez ele tenha entendido que eu marquei de encontrá-lo em outro restaurante e deve estar me esperando lá. Esta confusão é culpa minha”. Se você interpretar o atraso do seu amigo como no primeiro exemplo, você ficará ansioso; o segundo exemplo fará você sentir raiva, e o terceiro, um sentimento de culpa. A situação não muda, é a sua reação emocional que varia de acordo com a sua interpretação. Modelo Cognitivo Depois de concluir vários estudos, Beck concluiu que certos padrões cognitivos (pensamentos) são responsáveis pelo hábito dos pacientes de fazer julgamentos negativos sobre si mesmos, seu ambiente e seu futuro. Estes pensamentos se manifestam com mais frequência durante os períodos de depressão (RANGÉ, 2011). Na maioria das vezes, os adultos acreditam que o que estão pensando é o que realmente está acontecendo e apresentam uma resposta emocional à situação imaginada. O problema surge quando esses tipos de pensamentos e suposições se tornam frequentes e afetam a vida cotidiana dos outros. Existem pessoas que vivem pensando de forma negativa, por exemplo: “chegarei atrasado no trabalho” ou “com certeza ela está com outra pessoa” ou “todo mundo está contra mim”. A Reestruturação Cognitiva também tem a reputação de ser capaz de ensinar as pessoas a pensarem de forma mais positiva. Na TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), o terapeuta busca ensinar o paciente a utilizar a Reestruturação Cognitiva para que ele mesmo seja capaz de produzir conclusões mais equilibradas, precisas e úteis do que as formas habituais de pensamento. É importante que o terapeuta possa distinguir os pensamentos das crenças. “Pensamentos” podem ser conceituados como pensamentos reais que os pacientes têm em situações específicas, enquanto as “crenças” são suposições mais gerais (ou pensamentos mais dominantes). A Reestruturação Cognitiva pode ser utilizada na prática clínica, especialmente em casos em que o paciente tem pensamentos indesejados. Estes pensamentos indesejados podem desenvolver pensamentos suicidas, por exemplo: “a única solução que eu vejo para este problema é tirando a minha vida” ou “minha vida não vale nada” ou “eu não deveria ter nascido”, entre outros. Reestruturação cognitiva é uma das técnicas cognitivo-comportamentais mais evocativas dentro do repertório de procedimentos disponíveis ao terapeuta cognitivo-comportamental. No entanto, a sua aplicação não é nada fácil, por várias razões. Para começar, é necessário um bom conhecimento da doença ou da desordem a ser tratada. Além disso, é necessário velocidade e criatividade para manter uma interação suave e competente com o paciente. A Reestruturação Cognitiva conta também com estratégias e técnicas que são praticadas durante e fora da sessão. Ela é dividida em: identificação, contestação e modificação desses esquemas disfuncionais. Dessa forma a pessoa pode ressignificar o pensamento, mudando seu estado emocional e seus comportamentos. Podemos dizer que ressignificar é: Dar um novo significado a algo; Mudar a perspectiva; Reformular a forma de interpretar as situações ou suas experiências. Muitas vezes não podemos mudar uma situação, mas podemos escolher como queremos lidar com ela. Ressignificar não quer dizer negar a realidade, nem mesmo pensamento positivo, pois isso seria mentir para si mesmo. Significa aceitar a realidade, buscando outras escolhas, perspectivas e interpretações. Mudar o pensamento, mudando suas emoções e suas atitudes. REATRIBUIÇÃO COGNITIVA Frequentemente os pacientes sentem-se culpados ou culpam aos outros por determinada situação. A reatribuição ajuda o paciente a entender o significado de “culpa”, fazendo o possível para substituir por um conceito mais realista como “responsabilidade” e também a divisão realista desta com os outros, se for o caso. De acordo com, Range & Souza (1998), o terapeuta ajuda o paciente a flexibilizar seu julgamento através da identificação de outros fatores que contribuem para o resultado final ou através do reconhecimento de diferentes critérios usados para avaliar a responsabilidade pessoal excessivamente rígida e exigente e de terceiros. Segundo Beck (1997), a técnica de reatribuição é usada quando o paciente irrealisticamente atribui a uma deficiência pessoal ocorrências adversas. Barlow (1999), afirma que o objetivo do terapeuta não é absolver seu paciente de toda responsabilidade, mas mostrar a ele a complexidade do acontecimento analisado e que este é resultado da influência de múltiplos fatores. ���PAGE�1� de �NUMPAGES�4��� ���PAGE�4� de �NUMPAGES�4���