A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
VERALUCIAMATOS EXTENSAO

Pré-visualização | Página 1 de 2

II CONCURSO INTERNO NACIONAL DE PRODUÇÕES CIENTÍFICAS E PROJETOS DE EXTENSÃO
CATEGORIA: PROJETO DE EXTENSÃO
AUTORA: VERA LUCIA DE MATTOS MAT: 1004744
PROJETO DE ESTIMULAÇÃO PSICOMOTORA
I. INTRODUÇÃO:
Este projeto, iniciado em 1999, foi uma iniciativa do curso de fisioterapia da Universidade Estácio de Sá, dos professores da disciplina Psicomotricidade e desenvolvido na intenção de favorecer aos alunos de 1º ao 8º períodos deste curso. 
Desde então, uniram-se a tal projeto alunos de outros cursos como a fonoaudiologia, nutrição, educação física e psicologia supervisionados por professores de seus cursos que desejaram fazer parte desta equipe.
Sabemos ser de máxima importância na formação de qualquer profissional da saúde a observação orientada dos diversos tipos de transtornos que podem vir a desestabilizar o ser humano em suas etapas evolutivas. 
No caso da infância, tal observação além de permitir conhecer melhor o desenvolvimento de nossa espécie, possibilita, caso seja necessário, uma intervenção de forma precoce, sem dúvida, favorecendo o prognóstico para a reabilitação.
A iniciativa dos professores de psicomotricidade surgiu da necessidade de concretizar o corpo teórico de tal disciplina, com sua prática, enquanto recurso no atendimento fisioterapêutico na infância. O fato de nossos alunos se beneficiarem de tais experiências só virá a enriquecer sua formação e melhor prepará-los para o mercado de trabalho. 
O aspecto social desta iniciativa nos parece também de grande importância, uma vez que tais atendimentos são gratúitos e voltados para a comunidade de baixa renda, localizada nos arredores dos campi, que tão pouco acesso tem a um atendimento qualificado, podendo tal projeto estender-se aos demais campi que demonstrem tal interesse ou necessidade.
II. OBJETIVOS: 
2.1. OBJETIVOS GERAIS:
Esta iniciativa teve por objetivo abrir um espaço de observação, pesquisa e reflexão sobre o desenvolvimento infantil e os possíveis transtornos que este possa vir a apresentar, quer de caráter lesional, maturacional e/ou relacional. 
O projeto é direcionado para os alunos do 1º a 4º períodos (que participarão na divulgação do projeto dentro das comunidades adjacentes), 5º período de fisioterapia (que poderão participar como observadores e obter horas AAC ou carga horária de estágio de observação) uma vez que estes já cursaram a disciplina psicomotricidade clínica, e para alunos de 7º a 8º períodos de fisioterapia (que participarão no atendimento clínico contabilizando horas de estágio supervisionado).
Estes últimos poderão atuar de forma efetiva com as crianças inscritas no projeto, com a presença e sob a supervisão dos professores envolvidos no mesmo.
O projeto se destina ao atendimento de crianças de 0 a 3 anos com quaisquer distúrbios do desenvolvimento.
2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Sob a orientação das professoras da cadeira de psicomotricidade clínica e de neuropediatria, os alunos deverão ser capazes de reconhecer as etapas evolutivas do desenvolvimento infantil; poderão avaliar tal desenvolvimento utilizando-se dos instrumentos de avaliação do desenvolvimento infantil e, sob supervisão, iniciar os procedimentos de intervenção clínica sob diversos enfoques metodológicos.
III. MODALIDADE PROPOSTA
Levando-se em consideração as realidades existentes tanto na SESES, como no grupo social a que se destina o projeto, foi adotado um modelo multidisciplinar, utilizando técnicas e recursos de todos os centros acadêmicos da Universidade. 
IV. MÉTODO:
Para o sucesso da implantação do projeto no campus, devem ser seguidas as seguintes etapas:
1º semestre para a organização:
A inscrição do alunado até o mês de julho;
Os atendimentos serão realizados no turno da tarde, podendo ser 2 ou 3 vezes na semana, dependendo da disponibilidade dos professores – supervisores na montagem da grade.
A divulgação do projeto deverá ter início em junho;
O campus deve fornecer uma sala e o material inicial para as atividades do projeto.
O local de atendimento deve ser uma sala ampla (+- 70m2), arejada, com o chão de fórmica ou similar, pintada em cor clara, com prateleiras suspensas e um armário para arquivo dos documentos dos alunos e dos clientes. 
Todo o material ficará sob a responsabilidade dos alunos inscritos e dos supervisores.
As sessões de observação tem duração de 30 minutos assim como os atendimentos.
A equipe de alunos e professores se reune uma vez por semana para a supervisão dos atendimentos e orientação de estudo.
O projeto tem duração indeterminada.
O período de observação para os alunos de 5º período será de uma vez por semana, durante um semestre letivo e apresentarão um relatório bimensal de cada paciente observado, para avaliação dos supervisores;
O período de estágio supervisionado para os alunos de 7º e 8º períodos será de uma vez por semana., durante, no mínimo um semestre, podendo ser renovado por mais um semestre, caso haja disponibilidade de vaga. 
Estes também apresentarão relatórios mensais de cada paciente atendido para avaliação dos supervisores.
O período de permanência no projeto, para o aluno, será inicialmente de 6 meses, não podendo ultrapassar os 12 meses. 
O material técnico (anamnese, avaliações e relatórios) será o mesmo a ser utilizado por todos os campi. Caso se faça necessário, os alunos estarão informados dos possíveis encaminhamentos a serem feitos aos nossos clientes, de outros serviços fornecidos à comunidade, pela Universidade Estácio de Sá (clinicas-escola, Hospital-escola, projetos).
V. CRONOGRAMA: 
Divulgação do projeto pelo ptp – mês de junho
Treinamento dos alunos inscritos no “trabalho voluntário” – mês de junho
Montagem da sala e inventário do material pela equipe de alunos treinados – mês de julho
Início do processo de inscrição e seleção dos clientes que buscaram o serviço – mês de julho
Inscrição e seleção dos alunos do 5º períodos para observação – mês de julho
Inscrição e seleção dos alunos do 7º e 8º períodos para estágio – mês de julho 
Reunião dos alunos inscritos com a equipe de professores/supervisores – última semana de julho
Início doas atividades de avaliação e tratamento- mês de agôsto.
A equipe de professores apresentará um relatório semestral à coordenação do projeto, demonstrando sua eficácia e pertinência.
VI. RESULTADOS E CONCLUSÕES:
Nestes 10 anos de existência o Projeto de Estimulação Psicomotora já atendeu mais de 500 famílias que, em seu seio, possuem uma criança com transtorno do desenvolvimento. Os casos mais freqüentes nos atendimentos são voltados aos portadores de paralisias cerebrais, espinha bífida, Síndrome de Down. 
 
 	Campus R9 						Campus Akxe
Paciente com Down 			Paciente com paralisia Cerebral
 
 Campus R9
Paciente com Paralisia Cerebral – a participação da família
O primeiro campus a oferecer este atendimento à comunidade carente adjacente à unidade, foi o campus Rebouças, no entanto, hoje, o Projeto de Estimulação Psicomotora já está implantado em 11 (onze) unidades da Universidade Estácio de Sá, rompendo as fronteiras municipais.
Os relatórios semestrais demonstram a qualidade e a eficácia do atendimento proporcionado por nossos alunos e colaboradores. 
As parcerias informais foram se construindo com o Hospital Municipal Menino Jesus, Hospital Salgado Filho, Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital Sarah Kubitschek, que não só conhecem nosso trabalho, como indicam o atendimento a seus pacientes.
A integração da família no processo de atendimento da criança é marca fundamental de nosso projeto, uma vez que os procedimentos terapêuticos são ensinados aos familiares, no intuito de que possam utilizá-los em casa, complementando nossa ação e, principalmente, comprometendo-os cada vez mais com o desenvolvimento da criança. Todas as famílias assinam uma autorização de uso de imagem para fins científicos.
 
Campus R9 - A família