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Microrganismos Substâncias tóxicas ou nocivas
Excesso de impurezas Compostos orgânicos
Higiênicas
Cor Turbidez
Sabor Odor
Estéticas
Ferro Manganês
Corrosividade Dureza
Econômicas
Características da água
Tratamento de Água para Abastecimento
Finalidade do Tratamento da Água
Alterar as características da água bruta de jeito a dotá-la das qualidades requeridas para o
uso que dela se deseja fazer.
No caso particular do abastecimento de populações, o tratamento deve tornar a água
potável.
A água distribuída numa comunidade deve:
Ser esteticamente agradável, apresentando sabor, odor, cor e turbidez de ordem a não
causar repulsa no usuário;
Conter determinados elementos e substâncias dentro de certos limites estabelecidos por
questões sanitárias e econômicas;
Apresentar densidade bacteriológica do grupo coliforme suficientemente baixa para que a
probabilidade de poluição da água por matéria fecal possa ser considerada desprezível.
Procedimentos para Elaboração de uma ETA
Água Bruta
Coagulação Floculação Decantação
Filtração Desinfecção Fluoretação Correção de pH
Água Tratada
Agente
oxidante
Pré Tratamento
Métodos Gerais de Tratamento
Tanque
ETA do Guandu - RJ
Gradeamento - ETA
As velocidades através da grade deverão ser:
Vmáx < 1,2 m/s
Vmín > 0,4 m/s
O espaçamento livre máximo entre barras deve ser:
Grosseiras – 4 a 10 cm
Médias – 2 a 4 cm
Finas – 1 a 2 cm
As barras terão, por dimensões mínimas:
No sentido do escoamento (largura):
20 mm ou 2,5% do comprimento total da barra, adotando-se o maior dos dois valores.
No sentido transversal ao escoamento (espessura):
5 mm ou 1% da distância entre as peças horizontais utilizadas para garantir a rigidez da
grade, mantendo suas barras paralelas, tomando-se o maior valor.
Ângulo de inclinação α:
Mecanizadas – 75o à 90o
Manuais – 30o à 60o
Gradeamento - ETA
Área Útil da Grade
ax
max
v1 m
u
K
Q
A
Onde:
Qmax = vazão máxima gradeada (m
3/s)
vmax = velocidade máxima na grade (m/s)
K = fração de obstrução da grade (0,10 à 0,25)
Eficiência da grade
we
e
E
Onde:
e = espaçamento entre as barras (m)
w = espessura das barras (m)
Área Molhada do Canal ou Abertura
E
A
A uc
a = ¾” a = 1” a = 1 ¼” a= 1 ½””
(20 mm) (25 mm) (30 mm) (40 mm)
¼” (6 mm) 0,75 0,8 0,834 0,857
5/16 (8 mm) 0,706 0,768 0,803 0,826
3/8” (10 mm) 0,677 0,728 0,77 0,8
7/16” (11 mm) 0,632 0,696 0,741 0,774
½” (13 mm) 0,6 0,667 0,715 0,755
Eficiência: valores de “E”
Espessura
das Barras
Largura do Canal (Lc < 0,6 m adotar 0,6 m)
Lc = Cc (seção de escoamento quadrada)
c
.max
A
t
c
Q
L
Onde:
t = tempo de escoamento (s)
Gradeamento - ETA
cL
c
c
A
H
Altura Molhada do Canal
Número de Barras da Grade
ew
eL
n c
Velocidade Máxima na Grade
Velocidade Máxima no Canal
Perda de Carga na Grade
Onde:
g = aceleração da gravidade (9,81 m/s2)
u
max
A . K)-(1
Q
Vg
cc
max
H . L
Q
Vc
g
VV
h
cg
f
4,1
22
Comprimento da Grade
sen
c
g
H
C
Exercício:
Dimensionar a unidade de gradeamento de uma ETA cuja vazão (Q) tratada é de 150 L/s. O
estudo da água bruta indicou o espaçamento entre barras de 1,5 cm, prevendo-se a
limpeza da grade a cada 2 horas, quando sua obstrução atingirá 20% da sua área útil.
Gradeamento - ETA
Peso
Empuxo Força de arraste EFP a
0yF gVgmP olpp ... gVE ol .. 2
... 2Spa
a
VAC
F
Sedimentação - ETA
Fenômeno físico no qual, em decorrência da ação da gravidade, as partículas suspensas
apresentam movimento descendente em meio líquido de menor massa específica.
Sedimentação - ETA
Peso
Empuxo
EFP a olpol
Spa
VgVg
VAC
....
2
... 2
ololp
Spa
VgVg
VAC
....
2
... 2
Força de arraste
Sedimentação - ETA
Peso
Empuxo Força de arraste
ololp
Sca VgVg
VAC
....
2
...
2
6
. 3d
Vol
a
pp
S
C
dg
V
..3
.)..(4
Lei de Newton
4
.
.
2d
Ac
Sedimentação - ETA
Onde:
VS = velocidade de sedimentação (m/s)
g = aceleração da gravidade (9,81 m/s2)
s = densidade da partícula (2650 Kg/m
3)
A = densidade do fluido (1000 Kg/m
3)
µ = viscosidade cinemática do fluido (m2/s)
dP = diâmetro efetivo da partícula (m)
Viscosidade cinemática da água em função da Temperatura
T (oC) 0 5 10 15 20 25 30 35 40
µ(m2/s) . 10-6 1,79 1,52 1,31 1,15 1,01 0,90 0,80 0,73 0,66
a
pp
S
C
dg
V
..3
.)..(4
..
.2424
pe
a
dVR
C
.18
)..( 2pp
S
dg
V
Lei de Stokes
Desarenador - ETA
Desarenador - ETA
V
Q
BLA
.5,1
.
Área do Desarenador
Dimensões do Desarenador (B 0,6m)
B
A
L
Velocidade Máxima de Escoamento (0,15 à 0,30 m/s)
Altura Mínima da Lâmina de Água no Desarenador
BV
Q
H
.max
min
Obs: Recalcular a velocidade máxima real de escoamento
Volume Diário de Sólidos Sedimentados
(Ts = 7.10
-5 m3 de areia/m3 de água)
QTV SSD .
Profundidade da Câmara de Sedimentação
LB
V
h SD
.
Exercício:
Dimensionar um desarenador para reter todas as partículas de areia com até 0,2 mm de
diâmetro, o qual deverá ser implantado a montante de uma ETA cuja vazão (Q) tratada é de
150 L/s. O estudo da água bruta indicou que a temperatura média é de 25oC e que a taxa de
sedimentação é de 7.10-5 m3 de areia/m3 de água. (Projetar no mínimo 2 unidades, uma
reserva).
Desarenador - ETA
Coagulação - ETA
1 m 10-3 m Partículas
coloidais Partículas em
suspensão
Partículas
dissolvidas
Tratamento convencional e suas variantes
Filtração em linha
Filtração direta
Filtração lenta
Processos de membrana
Osmose Reversa
Nanofiltração
O processo de coagulação envolve a aplicação de produtos químicos para a precipitação
de compostos em solução e desestabilização de suspensões coloidais de partículas sólidas
que não podem ser removidas por sedimentação, flotação ou filtração.
Turbidez
Cor aparente
SST
Cor real
SDT
Compostos dissolvidos
A coagulação é a alteração físico-química de partículas coloidais de uma água,
caracterizada principalmente por cor e turbidez, produzindo partículas que possam ser
removidas em seguida por um processo físico de separação.
Coagulação - ETA
-
-
-
-
-
Repulsão Eletrostática
-
-
-
-
-
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+
+
+ +
+ +
+ +
+
Mecanismos de desestabilização:
Compressão da dupla camada
Adsorção-neutralização
Varredura
Ponte interparticular
Força de Van der Waals
Coagulante
Coagulação - ETA
Colóide é uma dispersão de pequenas partículas de um material com um outro.
Características
Hidrofóbico: não possui afinidade com a água.
Hidrofílico: possui afinidade com a água.
Tamanho entre 0,001µm e 1µm.
Geralmente possuem carga elétrica negativa.
-50
-40
-30
-20
-10
0
10
3 4 5 6 7 8 9 10
Po
te
nc
ia
l Z
et
a (
m
V)
pH
Água Bruta - ETA Guaraú
Variação do Potencial Zeta com o pH
Coagulação - ETA
Sulfato de alumínio (5 mg/L a 100 mg/L) OHAl
2
3 HAlOH 2 OHAlOH 2
2
HAlOH
2 OHAlOH 22
HOHAl
Sólido3
OHOHAlSólido 23
HAlOH
4
342
)(SOAl 2
4
3
.3.2
SOAl
Cloreto férrico (5 mg/L a 70 mg/L)
Coagulação - ETA OHFe
2
3 HFeOH 2 OHFeOH 2
2
HFeOH
2 OHFeOH 22
HOHFe
Sólido3
OHOHFe
Sólido 23
HFeOH
4
3
FeCl ClFe .33 342 )(SOFe
2
4
3
.3.2
SOFe
Coagulação - ETA
Polímeros Sintéticos e Naturais (1 mg/L a 4 mg/L)
Sintéticos:
Não Iônico: não apresentam sítios ionizáveis
Catiônico: apresentam sítios ionizáveis positivos
Aniônico: apresentam sítios ionizáveis negativos
Anfolítico: apresentam sítios ionizáveis negativos e positivos
Naturais:
Amido Não Modificado: condensação polimérica da glucose (27% amilose e 72% amilopectina)
Amido Modificado: processo de derivatização (modificações físicas, químicas e enzimáticas)
Coagulação - ETA
Gradiente de Velocidade
V
P
G
.
2T 00022,0+T 0337,01
000181,0
Onde:
= viscosidade absoluta da água (Kgf.s/m2)
G = gradiente de velocidade (s-1)
P = potência útil ou turbulência (Kgf.m/s)
V = volume útil do tanque (m3)
T = temperatura da água (C)
Mistura Rápida ou Coagulação
Agitação Hidráulica
Onde:
P = potência útil (Kgf.m/s)
= peso específico do líquido (kgf/m3)
Q = vazão tratada (m3/s)
H = perda de carga no sistema (m)
HQP ..
L
HV
V
HAV
V
HQ
G
.
..
.
...
.
..
T(C) (Kgf/m3) T(C) (Kgf/m3)
0 999,87 10 999,73
2 999,97 20 998,23
4 1.000,00 30 995,67
6 999,97 35 994,06
então,
Cálculo da altura de água na seção de medição
H0 = k.Q
n
Onde:
Q é a vazão medida (m3/s);
k é o coeficiente do medidor;
H0 é a lâmina de água na seção de medição (m);
n é o expoente variável.
Largura da calha na seção de medição
D’= 2/3 (D – W) + W
Velocidade na seção de medição
v0 = Q/(D’.H0)
Vazão específica na garganta
q = Q/W
Carga hidráulica disponível
E0 = (v0
2/2g) + H0 + N
Calculo da velocidade antes do ressalto
v1= 2.(2g . E0/3)
0,5. cos(Ɵ/3)
cos Ɵ = -g.q /(2/3 g.E0)
1,5
Ɵ = cos-1(x)
Altura de água antes do ressalto
H1 = q /v1
Número de Froude
F1 = v1 / (g.H1 )
0,5
Altura de ressalto
H2 = H1 /2 {[1+8(F1)
2]0,5 -1}
Velocidade no ressalto
v2 = Q /(W.H2)
Altura na seção de saída
H3 = H2 – (N-K)
Velocidade na saída da calha
v3 = Q /(C.H3)
Perda de carga no ressalto
hf = (H2–H1)
3/(4H1.H2)
Tempo de mistura
T = 2G´/(v2+v3)
Gradiente de velocidade
G = [(g/μ).(hf/T)]
0,5
Coagulação - ETA
Dimensões do Medidor Parshall (cm) e Vazão com escoamento livre (L/s)
W (pol) W (cm) A B C D E F G K N X Y Q (L/s) k n
3'' 7,6 46,6 45,7 17,8 25,9 45,7 15,2 30,5 2,5 5,7 2,5 3,8 0,85 - 53,8 3,704 0,646
6'' 15,2 61 61 39,4 40,3 61 30,5 61 7,6 11,4 5,1 7,6 1,52 - 110,4 1,842 0,636
9'' 22,9 88 86,4 38 57,5 76,3 30,5 45,7 7,6 11,4 5,1 7,6 2,55 - 251,9 1,486 0,613
1' 30,5 137,2 134,4 61 84,5 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 3,11 - 455,6 1,276 0,657
1,5' 45,7 144,9 142 76,2 102,6 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 4,25 - 696,2 0,966 0,65
2' 61 152,5 149,6 91,5 120,7 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 11,89 - 936,7 0,795 0,645
3' 91,5 167,7 164,5 122 157,2 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 17,26 - 1426,3 0,608 0,639
4' 122 183 179,5 152,5 193,8 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 36,79 - 1921,5 0,505 0,634
5' 152,5 198,3 194,1 183 230,3 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 62,8 - 2422,0 0,436 0,663
6' 183 213,5 209 213,5 266,7 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 74,4 - 2929,0 0,389 0,627
8' 244 244 239,2 274,5 349 91,5 61 91,5 7,6 22,9 5,1 7,6 130,7 - 3950,0 0,324 0,623
Exercício:
Dimensionar o sistema de mistura rápida (coagulação) de uma ETA cuja vazão (Q) tratada é
de 150 L/s. A dispersão do coagulante será promovida por dispositivo de agitação hidráulica
(medidor Parshall).
Coagulação - ETA
Coagulação - ETA
Agitação Mecânica (Tanque de mistura rápida prismático de base quadrada com rotor
tipo turbina – Tempo de retenção ≤ 5s – Gradiente de velocidade 1000 s-1)
P
n D
3 5
423
Onde:
P = potência útil (kgf m/s)
n = velocidade angular da turbina (rpm)
D = diâmetro da turbina (m)
3,1 75,0
9,3 7,2
3,3 7,2
D
h
D
H
D
L
10,0
5
4
D
l
D
b
D
B
Esta expressão é válida quando:
Onde:
L = lado do tanque (m)
D = diâmetro da turbina (m)
H = profundidade útil do tanque (m)
h = afastamento da turbina ao fundo do tanque (m)
B = comprimento das paletas da turbina (m)
b = altura das paletas da turbina (m)
l = largura das cortinas anti-vórtice (m)
Exercício:
Dimensionar o sistema de mistura rápida (coagulação) de uma ETA cuja vazão (Q) tratada é
de 150 L/s. A dispersão do coagulante será promovida por equipamento mecânico tipo
turbina radial. Adotar tempo de retenção de 1s e gradiente de velocidade igual a 5000 s-1.
Coagulação - ETA
Floculação - ETA
Floculação pode ser definida como o processo de agregar partículas coaguladas ou
desestabilizadas para formar massas ou flocos maiores para possibilitar sua separação por
sedimentação e ou filtração.
Mecanismos de Transporte:
Floculação Pericinética (Movimento Browniano)
Floculação Ortocinética (Gradientes de Velocidade)
Floculação por Sedimentação Diferencial
Partículas Coaguladas Partículas Floculadas
Floculação - ETA
Fuxo Helicoidal
Fuxo Horizontal
Fuxo Vertical
Alabama
Meio Poroso
Placas Perfuradas
Floculadores Hidráulicos
Fuxo Horizontal
Fuxo Vertical
Alabama
Floculação - ETA
B
L
l
p
Dados e Parâmetros de Projeto:
•Tempo de retenção total: Adotar T = 25 min = 1500 s
•Limites de velocidade nas células: 0,10 m/s V 0,30 m/s
•Número de setores: Adotar 4 setores
•Gradientes de velocidade:
1º setor: G1 = 65 s
-1
2º setor: G2 = 45 s
-1
3º setor: G3 = 30 s
-1
4º setor: G4 = 20 s
-1
•Espessura das chicanas: As chicanas serão de placas de concreto com espessura de 0,05m.
•Coeficiente de perda de carga: Adotou-se K = 1,5
•Temperatura da água: = 25º C
• Densidade: = 998,23 kg/m3
• Comprimento total: L = 20,0m
• Velocidade de escoamento no quarto setor: Adotar V4 = 0,15 m/s
Exercício:
Dimensionar o sistema de floculação de uma ETA cuja vazão tratada é de 150 L/s. Será
utilização um floculador hidráulico com chicanas de fluxo horizontal.
Floculação - ETA
•Tempo de Retenção:
1º setor: t1 = 4 min = 240 s
2º setor: t2 = 5 min = 300 s
3º setor: t3 = 7 min = 420 s
4º setor: t4 = 9 min = 540 s
Floculação - ETA
Floculadores Mecânicos
Eixo Vertical
Eixo Horizontal
Exercício:
Dimensionar o sistema de floculação de uma ETA cuja vazão tratada é de 150 L/s. O
floculador utilizado será mecânico dotado de agitadores tipo paletas.
Dados do Fabricante
Dimensões do equipamento:
b = 3,2 m
B = 4 braços
Re1 = 1,20 m ; Ri1 = 1,05 m
Re2 = 0,95 m ; Ri2 = 0,80 m
Velocidades angulares do equipamento:
n3 = 2,1 rpm;
n2 = 3,5 rpm;
n1 = 4,9 rpm.
Floculação - ETA
Decantação - ETA
A decantação ou sedimentação é um processo físico que separa partículas sólidas em
suspensão da água. Consiste na utilização de forças gravitacionais para separar partículas
de densidade superior à da água.
Segundo Di Bernardo (2005), os tanques de sedimentação são divididos em quatro zonas:
Zona de Entrada: destinada a distribuir uniformemente o afluente na seçãotransversal
do tanque;
Zona de Sedimentação: onde as características hidráulicas do escoamento permitem a
deposição das partículas;
Zona do Lodo: destinada a armazenar temporariamente as partículas removidas do
afluente;
Zona de Saída: tem a finalidade de coletar uniformemente a água decantada.
Decantação - ETA
Tipos de Decantadores
Decantação - ETA
Decantador clássico com base retangular e fluxo horizontal
Decantação - ETA
Exercício:
Dimensionar as unidades de decantação de água floculada de uma ETA cuja vazão tratada é
de 150 L/s. Os decantadores serão clássicos, de base retangular e fluxo horizontal.
Filtração - ETA
A filtração consiste na remoção de partículas suspensas e coloidais e de microrganismos
presentes na água que escoa através de um meio poroso. Após certo tempo de
funcionamento, há necessidade da lavagem do filtro, geralmente realizada pela introdução
de água no sentido ascensional com velocidade relativamente alta para promover a
fluidificação parcial do meio granular com liberação das impurezas.
Os mecanismos responsáveis pela remoção de partículas durante a filtração com ação de
profundidade são complexos e influenciados principalmente pelas características físicas e
químicas das partículas, da água e do meio filtrante, da taxa de filtração e do método de
operação dos filtros.
Tamanho dos grãos (Dmax; Dmin);
Tamanho efetivo (D10);
Coeficiente de Uniformidade (CU);
Forma e geometria dos grãos;
Porosidade;
Massa específica.
Características dos Materiais Filtrantes
SISTEMA COM BLOCOS LEOPOLD
SISTEMA DE FUNDO FALSO COM
VIGAS “V” INVERTIDAS
FILTROS RÁPIDOS POR GRAVIDADE DE FLUXO DESCENDENTE – TIPOS DE FUNDOS
(SISTEMAS DE COLETA DE ÁGUA FILTRADA E DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA PARA LAVAGEM)
Lavagem por Reservatório Elevado
Filtração - ETA
Exercício:
Dimensionar as unidades de filtração rápida por gravidade de fluxo descendente de uma
ETA cuja vazão tratada é de 150 L/s. Os filtros terão as seguintes características: leito
filtrante com camada única de areia, taxa nominal de filtração (150 m3/m2.d), sistema de
coleta de água filtrada com fundo falso, espaçamento entre bocais (e = 0,20 m) e número
de filtros (n = N = 3), largura das calhas (b = 0,40 m), espessura da calha (e = 0,20 m),
distância do fundo das calhas a superfície do leito filtrante (DF = 0,50 m), perda de carga na
tubulação (HA = 2,1 m), perda de carga nos bocais de distribuição (HB = 0,80 m – fabricante),
margem de segurança (HF = 0,15 m).
Desinfecção - ETA
Tecnologias de tratamento de esgotos apresentam baixa eficiência na inativação de
coliformes, embora diversos fatores como temperatura, insolação, pH, predação, entre
outros concorram para o decaimento natural desses microrganismos indicadores.
A desinfecção constitui-se na etapa do tratamento cuja função precípua consiste na
inativação dos microrganismos patogênicos, realizada por intermédio de agentes físicos
e/ou químicos.
A ação dos desinfetantes sobre os microrganismos pode se dar sob três mecanismos:
destruição ou danificação da organização estrutural da célula;
interferência no nível energético do metabolismo;
interferência na biossíntese e crescimento devido à combinação de vários mecanismos
como a síntese de proteínas, ácidos nucléicos, coenzimas ou células estruturais.
A capacidade para oxidar moléculas biológicas e a capacidade de difusão através da
parede celular, são pré-requisitos essenciais para qualquer agente desinfetante.
Desinfecção - ETA
Desinfecção - ETA
Fatores que atuam na eficiência de um sistema de desinfecção:
Característica do Desinfetante (tipo);
Dose do Desinfetante e Tempo de Contato (porcentagem de inativação);
Característica da Água (turbidez, MO, compostos inorgânicos, pH e temperatura);
Características dos Microrganismos (espécie, forma e concentração);
Homogeneidade da Dispersão do Desinfetante na Massa Líquida (lei de Chick-Watson)
Lei de Chick-Watson
Onde:
No , N – número de organismos viáveis no início e no tempo t;
C – concentração do desinfetante;
N – coeficiente de diluição, relacionado com a dispersão do desinfetante na massa líquida;
K – constante de inativação
Desinfecção - ETA
Os desinfetantes químicos mais utilizados são:
Cloro líquido ou gasoso (Cl2);
Hipoclorito de sódio ou de cálcio (NaClO ou Ca(ClO)2);
Ozônio (O3);
Permanganato de potássio (KMnO4);
Ozônio/peróxido de hidrogênio (O3/H2O2);
Íon ferrato (FeO4
-2) ;
Ácido peracético (CH3COOOH).
Os desinfetantes físicos mais utilizados:
Radiação Ultravioleta (UV);
Processos Oxidativos Avançados (POA);
Fotocatálise Heterogênea;
Desinfetantes/Organismos
Desinfecção com Cloro
Entre D1 e D2 as cloroaminas
decompostas pelo cloro em excesso
A partir de D2 qualquer adição
de cloro produzirá um CRL
proporcional a dose aplicada
Desinfecção - ETA
Exercício:
Calcular o consumo de cloro gasoso (Cl2), para uma ETA cuja vazão tratada é de 150 L/s. O
teor desejado de cloro na água será de 5 mg/L, peso específico do cloro 0,000057 Kg/m3 e
porcentagem de impurezas (0%).
Onde:
C é o consumo de cloro (mg/s ou Kg/d);
Q é a vazão de água (m3/s);
T é o teor de cloro (mg/L);
PI é a porcentagem de impurezas (%).
Consumo previsto (kg/d) N° de cilindros (900 Kg)
Mínima Máxima Serviço Reserva Total
54 180 1 2 3
180 360 2 4 6
360 540 3 6 9
540 720 4 8 12
Fonte: Richter, 2009.
Fluoretação - ETA
Segundo a Portaria 635/75:
Fluoretação é o teor de concentração do íon fluoreto presente na água destinada ao
consumo humano, apto a produzir os efeitos desejados à prevenção da cárie dental.
A concentração recomendada de íon fluoreto nas águas de abastecimento público é
obtida pela seguinte fórmula:
G = 22,2/E
Onde
E = 10,3 + 0,725 T
T = média de Temperaturas máximas diárias observadas durante um período mínimo
de 1 ano (recomendado 5 anos) em graus centígrados.
Fluoretação - ETA
Exercício:
Calcular o consumo de flúor na forma de fluoreto de sódio (NaF), para uma ETA cuja vazão
tratada é de 150 L/s. O teor desejado de flúor na água será de 1,0 mg/L, peso molecular de
42 g e porcentagem de impurezas de 3,5%.
Fluoretação - ETA
Onde:
C é o consumo de flúor (mg/s ou Kg/d);
Q é a vazão de água (m3/s);
T é o teor de flúor (mg/L);
PNaF é o peso molecular do fluoreto de sódio (g);
PI é a porcentagem de impurezas (%);
PF é o peso molecular do flúor (g).