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* * Prof. Dr. Luiz Augusto de Souza Técnica Operatória e Patologia Cirúrgica * * BAÇO Funções: Armazenamento de sangue e de seus elementos 6 a 20% do volume total cão Hematopoiese Filtração Defesa (maior órgão linfoide do corpo) * * ANATOMIA DO BAÇO Quadrante abdominal cranial esquerdo Paralelo à curvatura maior do estômago Parênquima: Polpa branca (tecido linfóide) Vermelha (vascular) * * ANATOMIA DO BAÇO * * SUPRIMENTO SANGUÍNEO DO BAÇO * * DEFINIÇÕES Esplenomegalia: Aumento do baço Esplenectomia total: Remoção cirúrgica total do baço Esplenectomia parcial: Remoção cirúrgica de parte do baço Esplenose: presença de nódulos esplênicos normais no abdomem (traumática ou congênita) * * PATOLOGIAS ESPLÊNICAS NEOPLASIAS RUPTURAS E LACERAÇÕES ABSCESSOS TORÇÃO ESPLÊNICA (ligamentos gastroesplênicos) Anormalidade congênita ou destruição traumática TORÇÃO ESPLÊNICA + TORÇÃO GÁSTRICA * * NEOPLASIAS ESPLÊNICAS Linfoma Fonte:Marcelo S. B. e Silva * * NEOPLASIAS ESPLÊNICAS Fonte:Marcelo S. B. e Silva * * NEOPLASIAS ESPLÊNICAS HEMANGIOSSARCOMAS No cão é o mais frequente Originam nos vasos sanguíneos São agressivos Metastases * * NEOPLASIAS ESPLÊNICAS * * DIAGNÓSTICO -Baço normal Notar o parênquima homogéneo, de textura granular, hiperecogénica(s); porção de intestino (seta) Hemangiossarcoma Massa septada e multiloculada no parênquima esplénico * * NEOPLASIAS ESPLÊNICAS DIAGNÓSTICO Maior frequência animais de porte médio a grande SINAIS CLÍNICOS Aumento de volume abdominal Letargia, anorexia e depressão Vômitos Anemia (tumores vasculares) Derrame peritoneal (hemoperitoneo) * * RUPTURAS ESPLÊNICAS Podem ser um achado durante a laparotomia As vezes o baço pode estar dividido em duas ou mais partes Frequente em animais jovens Se diagnosticada a tempo, requer laparotomia exploratória com esplenectomia total ou parcial * * CAPACIDADE REGENERATIVA O baço tem grande capacidade de regeneração após episódios traumáticos Na esplenose, a forma e a função do baço são similares as do baço original (aparece como pequenos nódulos vermelhos) * * ESPLENECTOMIA PARCIAL * * ESPLENECTOMIA PARCIAL INDICAÇÕES Lesões traumáticas focais Necroses parciais Nódulos isolados Aderências Abscesso individualizado * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Incisão: Linha média ventral Cartilagem xifóide - caudal cicatriz umbilical LAPAROTOMIA INCISIONAL NA LINHA MÉDIA ABDOMINAL INCISÃO PRÉ -UMBILICAL * * * * * * * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Exposição do Órgão * Gaze umedecida sol. Fisiológica * Isolar o campo cirúrgico com compressas * * * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Exposição do Órgão * Gaze umedecida sol. Fisiológica * Isolar o campo cirúrgico com compressas * * * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Observar extensão do local a ser removido * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Demarcar a área a ser removida Ligadura dupla nos vasos hilares * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Técnica de esmagamento (polegar e indicador) Colocar pinças hemostática na porção “esmagada” * * ESPLENECTOMIA PARCIAL TÉCNICA CIRÚRGICA Incisar o baço 2-3cm cranial a pinça que está do lado viável Sutura Wolff/Contínua simples Fio absorvível n° 2-0/3-0/4-0 “grampeadores” * * ESPLENECTOMIA TOTAL * * ESPLENECTOMIA TOTAL INDICAÇÕES Neoplasia maligna difusa Torção esplênica Torção gástrica (SVG) Traumatismo grave * * * * * * * * * * * * * * ESPLENECTOMIA TOTAL DESVANTAGENS Perda de reservatório Defesa imune Hematopoiese Filtração Contra indicada em cães com hipoplasia medular * hematopoiese QUANDO POSSÍVEL OPTAR PELA PARCIAL * * ESPLENECTOMIA TOTAL TÉCNICA CIRÚRGICA Incisão: Linha média ventral Cartilagem xifóide - caudal cicatriz umbilical * * ESPLENECTOMIA TOTAL TÉCNICA CIRÚRGICA Exposição do órgão * Gaze umedecida sol. Fisiológica * Isolar o campo cirúrgico com compressas * * ESPLENECTOMIA TOTAL TÉCNICA CIRÚRGICA Ligadura dupla nos vasos hilares * * ESPLENECTOMIA TOTAL TÉCNICA CIRÚRGICA Remoção do órgão * * COMPLICAÇÕES Hemorragia Pancreatite traumática Fístulação gástrica (queda do fluxo sanguíneo gástrico) * * CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS ANTIBIÓTICOS Cefalexina 30mg/kg; 12/12h ANALGÉSICO Tramadol 3mg/kg; 8/8h ANTIINFLAMATÓRIO Meloxicam 0,1mg/kg; 24/24h * DUVIDAS?