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Pratica Jur�ídica Civil II – 8º semestre
REVISÃO DE CONTEÚDO DO DIREITO PROCESSUAL CIVIL
No 8º semestre, os alunos já tiveram contato com as noções gerais do processo, como os procedimentos e recursos. Em Prática I os alunos trabalharam iniciais de conhecimento do Rito comum sumário e ordinário, defesas e recursos. 
Em Prática II eles terão contato com processo de execução (Livro II do CPC), matéria já ministrada no 7º semestre, Procedimentos Especiais de Leis especiais (Lei de Alimentos, Lei de Investigação de Paternidade, etc.), processo cautelar (Livro III do CPC), matéria ministrada no presente semestre e procedimentos especiais do Livro IV do CPC.
Desta forma, num primeiro momento talvez seja relevante lembrá-los de conceitos básicos que serão úteis para elaboração das petições que serão abordadas no curso do semestre.
Segue uma sugestão para essa abordagem. 
Ii
 Legitimidade das partes
 
CONDIÇÕES Possibilidade Jurídica do Pedido
 DA AÇÃO 
 Interesse de Agir 
ELEMENTOS Parte – quem pede
 DA AÇÃO 
 Pedido – a providência jurisdicional solicitada quanto a um bem
 
 Causa de pedir - as razões que suscitam a pretensão e a providência.
PROCESSO: CONCEITO
 
 Execução 
TIPOS Cautelar
 
 Conhecimento
 Existência Jurisdição - Competência
 Demanda - Inércia
 Capacidade Postulatória – 133 CF
 Citação 
 
 
PRESSUPOSTOS Validade Petição Apta
 PROCESSUAIS Comp. Imparcialidade – 134 e 135 CPC
 Cap. ser Parte
 Prep. Negativo Litispendência 
 Ausência Coisa julgada 
 Perempção – 3 vezes
IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA
Devemos lembrar que a Prática Jurídica se presta a preparar o aluno para a atuação profissional, neste sentido, na prática simulada é possível ensinar mecanismos para a identificação da situação problema e as possíveis soluções para o caso prático.
No escritório teremos a consulta pessoal com o nosso cliente que nos relatará seu problema e, partindo daí, pinçaremos os fatos pertinentes à técnica profissional e, dentro do ordenamento jurídico, os instrumentos processuais pertinentes à solução do conflito narrado.
Tal qual na consulta pessoal, na prática simulada necessária se faz a análise do caso apresentado, para separar o que é pertinente e descartar o que for irrelevante do ponto de vista técnico, e, assim, defender o interesse do cliente da forma técnica apropriada. 
Para tanto, segue uma sugestão de roteiro para identificação da situação problema:
Ler o caso prático com cuidado, ao menos 3 (três) vezes, para identificação do problema;
Este caso prático hipotético deverá fornecer todos os elementos necessários à elaboração da peça profissional, lembrando que o aluno jamais deverá inventar dados, ou seja, a peça profissional só poderá conter os que forem encontrados no caso prático.
Assim, para melhor elaboração da peça processual devemos identificar pontos chave no caso prático respondendo às seguintes questões:
Quem é o meu cliente?
É de extrema importância a correta identificação do cliente, tanto para a qualificação das partes nos pólos da ação, quanto para elaboração do instrumento processual correto, além do correto embasamento jurídico.
O que meu cliente quer?
Tendo em vista que o titular do direito é o nosso cliente, imperativo delinear corretamente o que o caso hipotético descreve como pretensão de seu cliente, para defesa pertinente de seus interesses.
Qual processo se deve adotar para alcançar o que meu cliente quer?
Notadamente, cada processo tem sua finalidade. Assim, para elaborar a peça processual correta primeiro devemos identificar a que tipo de processo o problema se compatibiliza, respondendo:
O meu cliente possui um titulo executivo (judicial, art. 475 N ou extrajudicial, art. 585, ambos do CPC)?
Se possuir, o processo será de execução ou inicio da fase de execução (cumprimento de sentença) do Livro II do CPC.
Se não possuir um título...
Há pessoa ou coisa sob risco? 
Pois se houver pessoa ou coisa sob risco, o processo será Cautelar do Livro III, para acautelar do perecimento do direito.
Se as duas anteriores forem negativas, por exclusão o processo será de conhecimento: declaratória, condenatória ou constitutiva.
Qual é o procedimento? 
O procedimento será especial ou comum.
O processo é o instrumento formado por atos processuais concatenados com a finalidade de dirimir um conflito, para que o Estado, na figura do Juiz, preste jurisdição dizendo quem tem o melhor direito no caso concreto.
Os atos processuais, a depender do procedimento, podem ser produzidos de maneira mais célere ou exauriente ou até mesmo substituídos.
Este “caminhar” dos atos processuais, também é conhecido como rito. Fundamental na elaboração da peça profissional, uma vez que cada procedimento tem suas peculiaridades. 
Então, como descobrir o rito? Respondendo:
Este caso esta previsto no Livro IV do CPC – Dos Procedimentos Especiais?
 O procedimento será especial.
Se não, existe alguma Lei Especial que disciplina esta matéria?
Havendo lei especial, esta prevalece quanto às regras da lei geral. Critério de solução de antinomias (lei especial revoga lei geral).
Não adequando o caso a nenhuma das hipóteses anteriores o procedimento será comum (sumário ou ordinário);
Procedimento comum sumário: previsto no rol do art. 275 do CPC;
Não estando presente no rol do art. 275 do CPC o procedimento será comum ordinário.
Qual o melhor meio para alcançar a pretensão de meu cliente?
Respondidas estas questões estaremos preparados para elaborar o esqueleto de nossa peça profissional.
ESTRUTURA DA PEÇA
Todas as peças processuais devem guardar relação e obedecer aos requisitos previstos nos artigos 282 e 283 do CPC:
Endereçamento: toda peça deve indicar o juízo ou tribunal a que se destina. Os critérios de fixação de competência são encontrados do art. 94 ao 100 do CPC e 101 do CDC;
Preâmbulo: a qualificação das partes, o endereço profissional do advogado em atendimento ao disposto no art. 39 do CPC, o nomen iures da peça, bem como seu embasamento legal;
Fatos: a PI deve ser redigida de maneira lógica e cronológica em linguagem clara, objetiva e coesa. Uma dica é utilizar o próprio problema prático, dividindo a narrativa em parágrafos curtos, excluindo o que não guardar pertinência ao direito defendido - lembrando que o problema é elaborado com diversas informações e que nem todas guardam relação com o direito a ser defendido, exatamente como nas consultas pessoais, isso porque o aluno deve aprender a avaliar o que é pertinente e o que pode ou deve ser ocultado suprimindo aquilo que for flagrantemente contrário aos interesses de seu cliente;
Fundamentos: o embasamento legal e jurídico que sustenta a tese de defesa
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