A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
29 pág.
Anotações de Processo do Trabalho I - Ricardo Vicente Oliveira

Pré-visualização | Página 1 de 8

DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO I
Professor Ricardo Vicente Oliveira – 8º Semestre – UniCEUB – 2018-1º
Conflitos individuais – princípio da inércia da jurisdição. O juiz tem que dar a sentença se não houver a heterocomposição.
Dissídio coletivo – envolve toda a categoria. Sentença normativa.
AUTONOMIA
Teoria monista – o direito processual como um só.
Teoria dualista – autonomia do processo do trabalho dividida em outras 3 teorias ou subteorias. Pregando as teorias:
- Radicalidade: o direito processual do trabalho é totalmente autônomo do direito processual comum. Entretanto, não é, pois se aplica subsidiariamente o direito processual civil.
- Autonomia relativa: quando há omissão e não houver disposição em contrário, aplica-se subsidiariamente o processo comum (art.769, CLT).
- Inominada: é o resultado da radicalidade e autonomia relativa juntas.
Teoria inominada
Coqueijo Costa - não há direito especial sem:
Juízo próprio, matéria extensa, doutrina homogênea, método próprio;
Adotada por: Wagner Giglio, Delio Maranhão e Tostes Malta.
Aspectos desta autonomia: legislativo, didático e científico;
Autonomia: institutos próprios, princípios próprios, independência didática e independência jurisdicional. 
Evolução histórica:
Período pré-jurisdicional
Juntas de conciliação e julgamentos
Início da implantação da organização
Período pré-jurisdicional:
Surgiram quando não havia leis trabalhistas na época da imigração, por volta de 1932. Em 1941 há leis que permitem a Justiça executar as sentenças proferidas pelos tribunais arbitrais. 
Jurisdicionalização
Lei de 1 de maio de 1941 – CF de 1934 e 1937. Surgem os conselhos regionais do trabalho.
Nova organização 1941 – Principais características
Justiça do trabalho 1946 – passa a ser órgão do Poder Judiciário. Organizada pelo dec. Lei 9.797 de 09 de 1946 – Plano constitucional juízes assegurados na CF; 
Com o advento da CLT, em 1946 também surge a Justiça do Trabalho, é o único órgão do judiciário que a primeira instancia que há colegiado, por um juiz presidente e por dois juízes classistas (indicados pelo sindicato). 
Garantias – vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade.
Emenda 45 de 2004 há três modificações
Classistas extintos (acaba o juiz classista); Res.665 de 99 do TST
Procedimento sumaríssimo; 
CCP’s 625-B CLT.
Princípios gerais do direito processual do trabalho – tem função norteadora; tem funções de atuar como fonte integradora da norma; e interpretativa, a lei deve ser interpretada como benéfica. Não existe unanimidade na doutrina sobre as funções dos princípios.
O direito processual do trabalho é novo, incompleto (ainda recorre ao CPC), carecedor de legislação. 
Proposições genéricas – abstratas – fundamentam e inspiram – legislador
In dubio pró operário 
É preciso que a mesma norma tenha duas ou mais interpretações possíveis. As interpretações são dadas pela doutrina e pela jurisprudência, que devem dar a interpretação mais favorável ao empregado; Situações comuns são os salários e férias. 
Também é requisito que se tenha a dúvida real, que é quando se esgota todas as alternativas possíveis para que a norma seja esclarecida.
Independente da hierarquia da norma, como na CF prever a hora extra ser de 50% e a OAB prever a hora extra do advogado de 100%, prevalece o estatuto da OAB.
Integralidade e intangibilidade dos salários:
153. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA SOBRE VALORES EXISTENTES EM CONTA SALÁRIO. ART. 649, IV, DO CPC DE 1973. ILEGALIDADE. (atualizada em decorrência do CPC de 2015) - Res. 220/2017, DEJT divulgado em 21, 22 e 25.09.2017 
Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário existente em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja limitado a determinado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicação ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC de 1973 contém norma imperativa que não admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 649, § 2º, do CPC de 1973 espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não englobando o crédito trabalhista.                           
 
Não discriminação (art.7, CF, XXX). Diferença em trabalho manual, técnico e o intelectual. Admite-se a discriminação nos trabalhos em que haja a diferença, o que não se admite é quando o trabalho e as circunstâncias são iguais. 
“Art. 461.  Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. 
§ 1o  Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos e a diferença de tempo na função não seja superior a dois anos.  
§ 2o  Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira ou adotar, por meio de norma interna da empresa ou de negociação coletiva, plano de cargos e salários, dispensada qualquer forma de homologação ou registro em órgão público. 
§ 3o  No caso do § 2o deste artigo, as promoções poderão ser feitas por merecimento e por antiguidade, ou por apenas um destes critérios, dentro de cada categoria profissional.
§ 5o  A equiparação salarial só será possível entre empregados contemporâneos no cargo ou na função, ficando vedada a indicação de paradigmas remotos, ainda que o paradigma contemporâneo tenha obtido a vantagem em ação judicial própria. 
§ 6o  No caso de comprovada discriminação por motivo de sexo ou etnia (obs.: não se aplica a idade e origem) , o juízo determinará, além do pagamento das diferenças salariais devidas, multa, em favor do empregado discriminado, no valor de 50% (cinquenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.” Também cabe os danos morais além dessa multa prevista.
SÚMULA 212 TST - O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DA REALIDADE.
O empregador tem que provar que o empregado pediu demissão; além disso, quem deve provar é a empresa, que deve fazer prova negativa, mostrando que é o empregado quem nunca trabalhou, e se não for possível comprovar, aplica-se o princípio in dubio pró operário. 
Observe-se a lei n 13.467 de 13 de julho de 2017
“Art. 611-A.  A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
I - pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; 
II - banco de horas anual;  
III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas;  
IV - adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE), de que trata a Lei no 13.189, de 19 de novembro de 2015; 
V - plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança; 
VI - regulamento empresarial;
 VII - representante dos trabalhadores no local de trabalho; 
VIII - teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente;  
IX - remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e remuneração por desempenho individual;  
X - modalidade de registro de jornada de trabalho;  
XI - troca do dia de feriado; 
XII - enquadramento do grau de Insalubridade; 
XIII - prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho;  
XIV - prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente concedidos em programas de incentivo;  
XV - participação nos lucros ou resultados da empresa. 
§ 1º  No exame da convenção coletiva ou do