Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Fase postulatória trabalhista
Prof. Marcos Dias
Descrição
Estudo das questões técnicas relativas aos procedimentos e ações
trabalhistas, bem como as questões referentes à defesa em juízo, no
âmbito da fase postulatória trabalhista.
Propósito
Conhecer as questões que envolvem a fase postulatória no Direito
Processual do Trabalho é aspecto relevante para os profissionais que
atuam na Justiça do Trabalho. É preciso que os operadores do Direito
conheçam as questões técnicas que envolvem os procedimentos e
ações trabalhistas, bem como as questões referentes à defesa em juízo.
Preparação
Antes de iniciar o nosso estudo, tenha em mãos a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) e o Código de Processo Civil (CPC).
Objetivos
Módulo 1
Ação trabalhista
Reconhecer os principais aspectos da petição inicial e das ações
trabalhistas.
Módulo 2
Procedimentos trabalhistas
Analisar os procedimentos trabalhistas e suas peculiaridades.
Módulo 3
Defesa e respostas do réu no
Processo do Trabalho
Identificar as questões que envolvem a defesa em juízo e suas
principais características no Direito Processual do Trabalho.
Introdução
Analisaremos os institutos que compõem a fase postulatória no
Direito Processual do Trabalho. Iniciaremos pelo estudo das
ações trabalhistas, examinando os elementos e requisitos da
petição inicial trabalhista em seus aspectos mais relevantes e
específicos.
Em seguida, abordaremos os procedimentos trabalhistas, com
ênfase nos ritos ordinário e sumaríssimo, tema essencial para

todos aqueles que militam nesse ramo do Poder Judiciário.
Conhecer a peculiaridade de cada rito é fundamental para uma
atuação plena, sem contratempos, na Justiça do Trabalho.
Por fim, abordaremos a defesa em juízo, com ênfase na
contestação, na exceção de incompetência territorial e na
reconvenção, estudando as principais controvérsias sobre esses
institutos.
Todos esses temas são essenciais para um trabalho de
excelência na área trabalhista. Vamos saber mais sobre eles!
1 - Ação trabalhista
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os principais
aspectos da petição inicial e das ações trabalhistas.
Conceito de ação
O vocábulo ação, do ponto de vista processual, pode ser compreendido
de duas formas distintas:
Primeira forma
Como direito de exigir do Estado o exercício da função jurisdicional, que
é garantido a todos, pessoas físicas, jurídicas e entes
despersonalizados.
Segunda forma
Como demanda, vale dizer, como postulação concreta, que é deduzida
perante o Poder Judiciário.
No primeiro aspecto, temos o direito de ação, que é constitucional
(previsto no artigo 5º, XXXV da Constituição), público, subjetivo e
abstrato, representando o direito fundamental de exigir a solução de
determinada lide ou o reconhecimento de direitos materiais.
No segundo aspecto, temos a demanda como instrumento que
pressupõe uma manifestação da vontade humana, vale dizer, uma
exteriorização de vontade do interessado em obter um provimento do
Estado-Juiz.
Petição inicial trabalhista
Petição inicial no processo do
trabalho
Neste vídeo, falaremos sobre a petição inicial no processo do trabalho e
seus requisitos.
A prestação jurisdicional depende de provocação do interessado. É a
emanação do princípio da inércia da jurisdição (nemo procedat iudex ex
officio). O ato inicial de impulso da atividade jurisdicional do Estado é a
demanda, que é um ato jurídico solene, realizado por um instrumento
chamado petição inicial.

A petição inicial, portanto, é o instrumento formal, instituído pelos
sistemas processuais, de que se vale o sujeito para ativar a função
jurisdicional, postulando um provimento jurisdicional. Em apertada
síntese, define-se a petição inicial como peça formal nos seguintes
cenários.
1. Deve seguir as formalidades do artigo 840 da CLT.
2. Rompe a inércia do Poder Judiciário.
3. Individualiza os sujeitos da lide, estabelecendo os limites
subjetivos da lide.
4. Fixa os limites objetivos da lide, estabelecendo seus fundamentos
de fato e de direito, declinando os pedidos.
Por fim, deve ser ressaltado que a CLT ora utiliza a expressão
“reclamação trabalhista” como sinônimo de “ação trabalhista”, ora utiliza
como equivalente de “petição inicial”.
Reclamação verbal
A petição inicial nos dissídios individuais pode ser verbal ou escrita. É o
que dispõe o artigo 840, caput da CLT.
Os procedimentos especiais não permitem que a petição inicial se
realize de forma “verbal”, como no caso do inquérito para apuração de
falta grave (conforme artigo 853 da CLT) e dos dissídios coletivos
(conforme artigos 856 e 858 da CLT).
Evidentemente que, nos processos especiais, oriundos do Direito
Processual Civil e adotados em decorrência de aplicação subsidiária ao
Direito Processual do Trabalho (artigo 769 da CLT), tais como mandado
de segurança, ação rescisória, ação civil pública ou civil coletiva,
descarta-se a possibilidade de petição inicial verbal, devendo, nesses
casos, serem seguidas as exigências que a lei fizer para cada uma das
espécies.
É importante observar que a reclamação verbal
deverá ser reduzida a termo em cinco dias
contados da distribuição.
Trata-se de formalidade exigida pelo artigo 786 da CLT, sob pena de
perempção, aplicando-se o disposto no artigo 731 da CLT, segundo o
qual, "aquele que, tendo apresentado ao distribuidor reclamação verbal,
não se apresentar, no prazo estabelecido no parágrafo único do art. 786,
à Junta ou Juízo para fazê-lo tomar por termo, incorrerá na pena de
perda, pelo prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante a
Justiça do Trabalho”.
Requisitos da petição inicial
trabalhista
Podemos dividir os requisitos estruturais da petição inicial trabalhista
em requisitos subjetivos e objetivos.
Requisitos subjetivos são aqueles que dizem respeito à clareza,
precisão e concisão da petição inicial. São requisitos que levam à plena
compreensão da postulação formulada pelo autor, de modo a garantir o
contraditório e a ampla defesa por parte da reclamada.
Por precisão, devemos entender que os fatos precisam ser narrados na
inicial com determinação. A exposição não pode ser vaga, imprecisa,
caso contrário dificultará o exercício do direito de defesa pelo réu e a
própria prolação da sentença pelo juiz.
Por clareza, temos requisito que se traduz na ausência de obscuridade e
contradição na petição inicial. Além de serem precisados, os fatos
necessitam ser expostos com clareza, para que possam ser
compreendidos pelo defendente e pelo juiz.
Quase todos os atos processuais, como a defesa, as razões finais, a
sentença, as razões recursais, o acórdão, têm como requisito a clareza.
Portanto, trata-se de requisito que não se limita à petição inicial.
Por fim, a petição inicial deve ser concisa. O próprio §1º do artigo 840
da CLT afirma que a inicial deve conter “uma breve exposição dos fatos”.
Em outras palavras, na petição inicial, devem constar apenas os fatos
que são relevantes para a causa, com desprezo pelos demais.
Quanto aos requisitos objetivos, são aqueles previstos no artigo 840,
§1º da CLT. Há discussão na doutrina se os requisitos previstos no
artigo 319 do CPC se aplicam ao Direito Processual do Trabalho. A
resposta depende da análise da compatibilidade principiológica desses
requisitos com as normas processuais trabalhistas.
Em geral, admite-se que o endereçamento (juízo a que é dirigida a
petição inicial), a qualificação das partes, o pedido e o valor da causa,
previstos nos inciso I, II, III, IV e V do artigo 319 do CPC, são também
requisitos da petição inicial trabalhista.
Já a especificação das provas (inciso VI do artigo 319 do CPC) e a
opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de
mediação (inciso VII do artigo 319 do CPC) não são requisitos
obrigatórios da petição inicial. Isso porque a especificação de provas é
realizada em audiência, tanto no rito ordinário quanto no sumaríssimo, e
a conciliação é sempre obrigatória,em qualquer fase do processo (nos
termos do artigo 764 da CLT).
A seguir, passamos a tratar dos requisitos objetivos mais polêmicos.
Causa de pedir: breve exposição dos
fatos
O CPC fala em fatos e fundamentos jurídicos do pedido, conforme o
disposto no inciso III do artigo 319 do CPC. A CLT fala apenas em breve
exposição dos fatos.
Interpretando o inciso III do artigo 319 do CPC, a doutrina mais
abalizada afirma que os fatos correspondem à causa de pedir próxima
(fatos que lesaram ou ameaçam o direito do autor) e os fundamentos
jurídicos se constituem na causa de pedir remota (o fato constitutivo do
direito afirmado pelo demandante).
Desse modo, a causa de pedir constitui-se nos motivos fáticos e
jurídicos que justificam a invocação da tutela jurisdicional.
O problema no Direito Processual do Trabalho é que a
expressão contida na CLT alude apenas à exposição
dos fatos. Não seria necessária, então, a indicação dos
fundamentos jurídicos do pedido?
Alguns autores afirmam ter sido providencial a dicção legal celetista em
razão do princípio protetor e do jus postulandi, pois deixariam o juiz mais
livre no julgamento da questão trabalhista que lhe é submetida.
Saiba mais
Não é a corrente dominante, todavia. Mesmo diante do silêncio da CLT, a
maior parte dos doutrinadores defende que a indicação do fundamento
jurídico do pedido também é relevante no Processo do Trabalho.
A indicação da causa de pedir (tanto remota quanto próxima) é
indispensável, pelos seguintes motivos:
a. Constitui, ao lado das partes e do pedido, um dos elementos da
ação.
b. Permite a observância do princípio da inalterabilidade da
demanda.
c. Auxilia o exame da ocorrência dos institutos da conexão,
continência, litispendência e coisa julgada.
Portanto, em nosso sentir, o artigo 319, inciso III do CPC complementa o
disposto no artigo 840, §1º da CLT.
Pedido: necessidade de indicação de
valor
O pedido é o objeto da ação. Trata-se do veículo no qual a pretensão do
autor se expressa ao Estado-Juiz, revelando a manifestação da vontade
de obter um provimento jurisdicional.
A CLT, após a Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467 de 2017), passou a
vaticinar que o pedido deve ser certo, determinado e possuir indicação
de valor. Iniciemos pelas duas primeiras características.
O pedido certo é aquele que é expresso, exteriorizado, inconfundível. É
aquele que não deixa dúvida sobre o que se pretende, tanto do ponto de
vista qualitativo quanto do ponto de vista quantitativo. Assim, não se
admite pedido obscuro, dúbio ou vago.
O pedido determinado é aquele que externa uma pretensão que visa a
um bem jurídico perfeitamente caracterizado.
As regras previstas nos artigos 322 e 324 do CPC e no §1º do artigo
840 da CLT, no entanto, sofrem algumas digressões. É a lei e também a
doutrina que admitem, em alguns casos, a subsistência de pedidos
genéricos (em exceção à necessidade de determinação dos pedidos) e
de pedidos implícitos (em exceção à necessidade de certeza dos
pedidos).
Pedidos implícitos
São aqueles que, independentemente de requerimento expresso, entendem-
se como integrantes do pedido do autor.
O CPC e a própria CLT apresentam exemplos expressamente previstos
em lei, citando o pedido implícito. Veja a seguir.
a. Despesas processuais e honorários advocatícios sucumbenciais,
conforme artigo 85 do CPC.
b. Juros e correção monetária, conforme artigo 322, §1º do CPC e
Súmula 211 do TST.
c. Prestações vincendas em obrigações periódicas, conforme artigo
323 do CPC.
d. A concessão do resultado equivalente ao adimplemento da
obrigação de fazer e de não fazer, conforme artigo 84 do CDC e
artigo 497 do CPC.
Especificamente quanto ao Processo do Trabalho, a doutrina aponta
ainda alguns casos em que o juiz estaria autorizado a deferir
postulações não expressamente delineadas pelo demandante,
configurando o princípio da ultrapetição ou da extrapetição.
Em geral, a doutrina aponta nas seguintes maneiras:
a. A possibilidade de conversão da reintegração em indenização,
independentemente de postulação expressa, conforme o disposto
no artigo 496 da CLT e na Súmula 396 do TST.
b. A penalidade descrita no artigo 467 da CLT, que pode ser deferida
independentemente de pedido expresso, diante de seu caráter
imperativo e do fato gerador específico.
c. A multa prevista no §2º do artigo 137 da CLT, embora em nosso
sentir tal penalidade esteja muito mais próxima das astreintes,
meio coercitivo para obrigar o cumprimento de obrigação de fazer.
d. A hipótese da Súmula 293 do TST, que permite a concessão de
adicional de insalubridade com base em agente diverso daquele
mencionado na petição inicial.
Normalmente, os casos de quebra do princípio da congruência, da
correlação ou adstrição ao libelo devem ser encarados de forma
excepcional e seguir dois requisitos não cumulativos:
a. Estar previsto na lei.
b. Não causar prejuízo ao reclamado (princípio da transcendência),
viabilizando plenamente o exercício do direito de defesa por parte
da demandada.
Contudo, não se deve confundir os pedidos implícitos com pedidos
inclusos.
Neste último aspecto, não há qualquer vulneração aos princípios da
adstrição e da interpretação restritiva dos pedidos. Por pedido incluso
devemos entender todo bem da vida, correspondente a uma parcela ou
prestação, que seja acessório ou não do bem objeto do pedido, mas
que, sem ele, não se possa ter este, conforme sua própria natureza ou
preceito de lei.
Observe atentamente a exemplificação a seguir.
Exemplo
Quando se pede horas extras, é um pedido em que se inclui a
remuneração da hora extra com o adicional respectivo. Isso porque é
próprio da natureza da remuneração das horas extras o acréscimo
pecuniário de, pelo menos, 50% sobre o valor da hora ordinária
trabalhada. Do mesmo modo, quando se pede o pagamento das férias, é
de se entender como incluso o pagamento da gratificação
correspondente a 1/3 do valor do "salário normal". Isso porque, de
acordo com a atual Constituição Federal, o valor da remuneração
percebida quando do gozo das férias é acrescido de, "pelo menos, um
terço a mais do que o salário normal" (art. 7º, inciso XVII).
Além dos pedidos implícitos e inclusos acima mencionados, a lei admite
ainda hipóteses de pedidos genéricos, assim entendidos aqueles que
são formulados sem determinação quanto ao aspecto quantitativo -
certo e determinado sobre o que é devido, mas indeterminado no quanto
é devido. Trata-se das hipóteses descritas no artigo 324, §1º do CPC.
Resta a questão da indicação de valor dos pedidos. Na interpretação da
redação dada ao §1º do artigo 840 da CLT pela Lei nº 13.467 de 2017,
três posições se formaram.
A primeira corrente era no sentido de que a expressão “indicação de
valor” equivaleria à liquidação dos pedidos. O primeiro fundamento era a
justificativa do Projeto de Lei nº 6787 de 2016, que resultou na reforma
do dispositivo legal em comento, no qual era expresso em afirmar que
ali se exigia a liquidação dos pedidos.
A segunda corrente, denominada de intermediária, entendia que a
liquidação só deveria ser realizada quando não comprometesse o
acesso à Justiça. Para os adeptos dessa corrente, também as hipóteses
de pedidos genéricos (artigo 324, incisos II e III do CPC, em especial),
bem como aquelas em que a liquidação de sentença implicaria prejuízo
ao acesso à Justiça, dispensariam a liquidação, bastando a indicação
de valores.
Contudo, a corrente vencedora foi aquela que entende que não foi
imposta uma “liquidação de pedidos”, mas uma simples estimativa. A
Instrução Normativa nº 41 de 2018, editada pelo TST, em seu artigo 12,
§2º expressamente se posicionou nesse sentido. Note-se que a Lei nº
13.467 de 2017 não eliminou o artigo 879 e seus parágrafos da CLT (que
tratam da liquidação de sentença) e o próprio artigo 791-A da CLT
determinou que os honorários sucumbenciais seriam apurados sobre o
valor que resultasse “da liquidação de sentença”. Prevalece, pois, essa
última corrente.Valor da causa
Segundo o artigo 291 do CPC, “a toda causa será atribuído um valor
certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediato”. Trata-se de
requisito indispensável à petição inicial no Processo Civil, também por
força do disposto no artigo 319, inciso V do mesmo diploma legal.
No Processo Civil, cabe ao demandante demonstrar o valor da causa,
indicando-o em sua inicial. A questão se torna polêmica no Processo do
Trabalho, por conta do disposto no artigo 2º da Lei nº 5584 de 1970.
Entretanto, após a criação do rito sumaríssimo no Processo do Trabalho,
com o advento da Lei nº 9958 de 2000, não existem mais dúvidas
quanto à obrigatoriedade do valor da causa. Com a nova redação do
§1º do artigo 840 da CLT, tal posição se tornou dominante.
Alteração da petição inicial
A modificação da petição inicial pode se dar por meio de emenda à
inicial ou de alteração qualitativa ou quantitativa.
A emenda à inicial diz respeito à correção de erro material (que pode ou
não implicar alteração da demanda, como no caso da indicação errônea
do local de trabalho), ou ainda a correção de vício grave que a torna
inepta (como descrever o horário de trabalho não mencionado em inicial
na qual se postula horas extras). Emendar à inicial, portanto, significa
corrigi-la.
A alteração da inicial pode ser qualitativa, quando se altera a causa de
pedir ou pedido, ou quantitativa, quando se inclui ou exclui pedido ou
causa de pedir. Essa modificação, portanto, pode ser:
a. Na causa de pedir sem reflexo no pedido (modifica-se o
paradigma, mantendo-se o pedido de equiparação salarial).
b. Na causa de pedir com reflexo no pedido (alega-se que a
insalubridade era em grau médio – adicional de 20%, agora se
requer o grau máximo – adicional de 40%).
c. No próprio pedido (autor postulou desvio de função; agora requer
equiparação salarial, indicando paradigma).
A CLT não traz nenhuma regra acerca da possibilidade de modificação
da inicial. Já o CPC, de forma sistêmica, permite a modificação de forma
livre até a citação do réu, conforme artigo 329, inciso I. Citado o réu, a
modificação depende expressamente da concordância do réu, na forma
do inciso II artigo 329 do mesmo diploma legal. Por fim, veda qualquer
modificação após o saneamento do processo.
Questiona-se a possibilidade de aplicação desses dispositivos ao
Processo do Trabalho.
O problema se coloca diante da circunstância de que a resposta do réu é
sempre oferecida em audiência, nos moldes do artigo 847 da CLT.
Portanto, a ausência de uma fase de saneamento e a concentração dos
atos em audiência impedem uma aplicação direta e imediata dos
dispositivos do CPC.
Na tentativa de responder tais questões, duas posições se dividem entre
os doutrinadores no Processo do Trabalho.
A primeira sustenta a impossibilidade de aditamento após o
oferecimento da defesa no sistema do Processo Judicial Eletrônico
(PJe-JT), sem o consentimento da parte ré. Essa corrente atualmente é
reforçada pelo §3º do artigo 841 da CLT, inserido na CLT pela Lei nº
13.467 de 2017, que, apesar de mencionar a desistência (alteração
quantitativa negativa), seria um marco para qualquer alteração a ser
formulada na petição inicial.
Uma segunda posição firma-se no sentido de que a modificação é
possível até a citação do réu. Esses autores até admitem a possibilidade
de modificação sem o consentimento do réu, mas desde que a
modificação fosse feita em tempo hábil à nova notificação do
demandado dentro do prazo previsto na parte final do artigo 841 da CLT.
Todavia, esta última não nos parece ser a melhor posição. Desde que,
antes da entrega da defesa, o aditamento ou a emenda podem ser feitos
mesmo sem a concordância do réu. É claro que dependendo da
modificação, a questão pode ser objeto de adiamento da audiência, a
fim de prestigiar o princípio do contraditório e da ampla defesa. Mas as
circunstâncias específicas do Processo do Trabalho impedem a
aplicação subsidiária do CPC.
Nesse posicionamento, alguns autores destacam que o momento
específico para apresentação de defesa é a audiência. Como no
Processo do Trabalho não há prazo para a resposta do réu, que é
apresentada na audiência, não há dúvida de que até o momento da
entrega da defesa, pode o autor livremente desistir dos pedidos ou de
parte deles, ou ainda, alterá-los e aditá-los.
A circunstância de, por razões de segurança operacional, o processo
eletrônico exigir o protocolo sistêmico antes da audiência (artigo 22 da
Resolução nº 185 de 2017, com alteração feita pela Resolução nº 241
de 2019 do CSJT), em nada modificaria a circunstância.
Todas as correntes, no entanto, são unânimes em fixar
que depois do saneamento do processo (feito em
audiência), nenhuma alteração é possível na demanda,
salvo os erros materiais (por força do disposto no
artigo 833 da CLT).
Uma última advertência merece ser feita: nos casos de indeferimento da
inicial, por violação do disposto nos artigos 320 do CPC e 840, §1º da
CLT, deve o juiz, em primeiro lugar, conceder prazo para emenda à inicial.
Nesse sentido, temos a Súmula nº 263 do TST, que somente rejeita a
possibilidade de concessão de prazo para emenda se o vício for
insanável.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Em uma reclamação trabalhista, a reclamada apresenta defesa em
audiência. Após a leitura pelo reclamante, não havendo preliminares
e indagando o juiz às partes que provas seriam produzidas, o
advogado do reclamante requereu ao juiz o aditamento da sua
inicial, para incluir um pedido não realizado na petição inicial. Nesse
caso, o aditamento
Parabéns! A alternativa C está correta.
Doutrina dominante entende que após o recebimento da defesa,
saneado o processo, nem mesmo a concordância do réu permite o
aditamento ou a alteração da inicial. É o que diz o artigo 329, II do
CPC, a contrario sensu, plenamente aplicável ao Direito Processual
do Trabalho.
Questão 2
João Henrique procura a Justiça do Trabalho, sem advogado,
postulando verbas rescisórias não quitadas por seu empregador.
A
será possível, independentemente da concordância
da reclamante, em razão do princípio do acesso à
Justiça.
B
Será possível, se a parte reclamada concordar com
o aditamento.
C Não será possível, eis que já estabilizada a lide.
D
Não será possível, eis que violaria o princípio do juiz
natural.
E
Será possível, se houver o adiamento da audiência
para complementação da defesa.
Distribuída a reclamação trabalhista oral, João não se dirigiu à 18ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro no prazo de 5 dias para redução
a termo, sem qualquer justificativa. Dois meses depois, constituiu
advogado e distribuiu reclamação trabalhista escrita à mesma 18ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Qual a alegação que a
reclamada poderia fazer em sua peça de defesa?
Parabéns! A alternativa D está correta.
Há perempção diante do disposto nos artigos 731 c/c 786 da CLT,
os quais apontam que, na hipótese de aquele que tiver apresentado
ao distribuidor reclamação verbal não se apresentar à Junta ou
Juízo para fazê-lo tomar por termo, no prazo estabelecido no
parágrafo único do art. 786, perderá o direito de reclamar perante a
Justiça do Trabalho, pelo prazo de 6 (seis) meses.
A
Alegar prescrição, pois ultrapassado o prazo
previsto em lei.
B
Alegar inépcia da inicial, eis que não mencionada a
reclamação verbal anterior.
C
Alegar ilegitimidade ativa, pois não seria possível o
ajuizamento de nova reclamação trabalhista.
D
Alegar a perempção, ou seja, a perda temporária do
direito de ação por 6 meses.
E
Alegar a litispendência, diante do ajuizamento de
demanda anterior.
2 - Procedimentos trabalhistas
Ao �nal deste módulo, você será capaz de analisar os procedimentos
trabalhistas e suas peculiaridades.
Processo e procedimento
É pelo processo que o Estado exerce jurisdição, sendo conhecida a frase
“não há jurisdição sem processo, nem processo sem ação, nem ação
sem autor” (COSTA,1978, p. 179). Se a ação é o direito de pedir a tutela
jurisdicional, o processo é o meio utilizado pelo Estado para prestar
essa tutela, em outras palavras, o ponto de interseção entre ação e
jurisdição.
Etimologicamente, “processo” tem o sentido de “marcha avante”,
derivando do latim procedere, que significa “ir adiante”. Várias teorias
tentaram explicar a natureza jurídica do processo, valendo analisar as
mais relevantes.
No entanto, é necessário diferenciar processo e procedimento. Observe
o quadro comparativo a seguir.

Processo
É o método, o sistema
de compor a lide em
juízo, que, como vimos,

Procedimento
É a forma material com
que o processo se
manifesta em cada
é uma entidade
complexa que engloba
o procedimento, mas
também, uma
verdadeira relação
jurídica plena de
deveres, faculdades,
ônus e sujeições.
situação concreta, ou
seja, é a forma como o
processo se movimenta,
a “marcha dos atos
processuais” em formas
e ritos.
Quando se examina a CLT na busca dos procedimentos trabalhistas,
verifica-se, de fato, certa imprecisão terminológica, a começar pelo uso
do termo “dissídio”. Discussões terminológicas à parte, a maior parte da
doutrina divide os procedimentos trabalhistas em três:
a. O procedimento comum (subdivide-se em rito ordinário e
sumaríssimo), que corresponde aos dissídios individuais,
mencionados na CLT.
b. Os procedimentos especiais, que se subdividem nos dissídios
coletivos (previstos a partir do artigo 856 da CLT).
c. Os inquéritos para apuração de falta grave (previstos nos artigos
853 a 855 da CLT).
Nos itens que se seguem, analisaremos as principais questões
envolvendo os procedimentos trabalhistas que compõem o Direito
Processual do Trabalho.
Procedimentos trabalhistas,
dissídios individuais e
coletivos
Neste vídeo, falaremos sobre os procedimentos trabalhistas e
diferenciaremos os dissídios individuais dos coletivos.


Dissídios individuais e
dissídios coletivos
Malgrado o desprezo que alguns doutrinadores têm revelado em face da
clássica distinção entre dissídios individuais e coletivos, fato é que
nesse primeiro ponto já vislumbramos distinção relevante quando se
fala em procedimentos trabalhistas. Observe a seguir as diferenciações:
Dissídios individuais
Representam o que pode ser denominado de procedimento trabalhista
de conhecimento, pois diz respeito à forma de resolução de conflitos
concernentes a todas as ações de competência da Justiça do Trabalho,
não submetidas a um rito próprio.
Dissídios coletivos
Representariam ações submetidas a um procedimento trabalhista
especial, em decorrência de sua diferenciação ontológica e teleológica,
em relação aos dissídios individuais expressas nas regras específicas
que tratam de sua resolução.
Podemos sintetizar as diferenças entre os dissídios individuais e
dissídios coletivos da seguinte forma:
a. Quanto à natureza dos conflitos envolvidos.
b. Quanto à finalidade de cada procedimento.
c. Quanto à legitimidade e sujeitos envolvidos nos procedimentos.
A primeira distinção é clara e intuitiva: enquanto nos dissídios
individuais vislumbramos conflitos de interesses concretos, de pessoas
determinadas, nos dissídios coletivos se discutem interesses abstratos,
de uma categoria composta por um número indeterminado de pessoas.
O segundo aspecto distintivo diz respeito ao fato de que, enquanto os
dissídios individuais visam à aplicação de norma jurídica ao caso
concreto (a conhecida “subsunção” da norma ao fato), os dissídios
coletivos objetivam a criação de normas gerais aplicáveis às relações
jurídicas subjacentes às categorias neles representadas. Ainda que esta
última seja característica específica dos dissídios coletivos de natureza
econômica e de greve, é circunstância relevante, já que somente em
dissídios coletivos é possível o exercício do Poder Normativo pela
Justiça do Trabalho.
Como corolário das duas distinções anteriores, torna-se evidente que a
legitimidade nos dissídios coletivos é restrita aos entes coletivos, vale
dizer, aos sindicatos representantes das categorias profissional e
econômica. Admite-se, ainda, a legitimidade dos empregadores (a
empresa já é, em si, um ente coletivo) e do Ministério Público do
Trabalho. Fato, contudo, é que a legitimidade não é ampla e irrestrita
como nos dissídios individuais, o que se consubstancia em distinção
relevante.
Dissídios individuais: rito ordinário e
rito sumaríssimo
Fixada a divisão entre os procedimentos trabalhistas, resta-nos analisar
os ritos que compõem o procedimento comum na Justiça do Trabalho.
A doutrina dominante prevê a existência de dois ritos específicos: o
ordinário e o sumaríssimo.
O procedimento comum é segmentado de acordo com a complexidade
e com o valor dos direitos em litígio. É interessante notar que o rito
ordinário trabalhista, criado em 1943, já era simplificado, em razão da
necessidade de os créditos trabalhistas serem objeto de rápida solução.
No entanto, com a edição da Lei nº 9.957 de 2000, podemos de fato
vislumbrar a existência de dois procedimentos no Processo do Trabalho.
Observe a seguir:
Rito ordinário
Descrito no capítulo III do Título X da CLT, é aplicável a todas as ações
de competência da Justiça do Trabalho, com valor superior a 40
(quarenta) salários mínimos e não submetidas a um rito próprio.
Rito sumaríssimo
Descrito entre os artigos 852-A a 852-I da CLT, é aplicável às ações com
valor inferior ou igual a 40 (quarenta) salários mínimo, desde que não
figure em um dos polos da demanda, ente integrante da administração
pública direta, autárquica ou fundacional.
A adoção de um ou outro rito possui consequências práticas relevantes.
Uma primeira distinção importante é que o rito sumaríssimo não admite
citação por edital (artigo 852-B, II da CLT), ao contrário do rito ordinário
(artigo 841 da CLT), o que impõe ao reclamante o ônus de indicar
corretamente o nome e endereço do réu. Todavia, entendemos que tal
dispositivo merece ser interpretado com parcimônia sob pena de
obstaculizar o acesso à Justiça. Se até o CPC possui regras mais
flexíveis (artigo 319, §§1º, 2º e 3º), outro não deve ser o posicionamento
da Justiça do Trabalho.
Outra distinção relevante é que o rito sumaríssimo possui regra
específica de duração, conforme o inciso III do artigo 852-B da CLT.
Embora estejamos diante de norma programática, cuja inobservância
não dá ensejo a nulidade processual, fato é que processos submetidos
ao rito sumaríssimo devem ser apreciados em até 15 (quinze) dias de
seu ajuizamento, inexistindo regra semelhante para o rito ordinário.
Quanto à prova testemunhal, é admitida em ambos os ritos. Contudo, as
testemunhas numerárias (indicadas pelas partes) limitam-se ao número
máximo de três no rito ordinário, enquanto no rito sumaríssimo o limite
máximo é de duas.
Ainda no campo probatório, o rito sumaríssimo prevê prazo de 5 dias
para manifestação sobre laudo pericial pelas partes, e também
determina que a conclusão do processo, após a interrupção da
audiência para prova pericial, ocorra, no máximo, em 30 dias. No rito
ordinário, a prova pericial segue o rito do CPC, em razão da falta de
expressa previsão na CLT, não se aplicando as regras do §§6º e 7º do
artigo 852-H da CLT.
No campo recursal, o procedimento no recurso ordinário submetido ao
rito sumaríssimo é bem mais abreviado, nos termos do §1º do artigo
895 da CLT, dispensado revisor, com parecer oral do MPT e acórdão
consistente na própria certidão de julgamento.
Note-se que, nos termos do §2º do artigo 895 da CLT, os tribunais
regionais do trabalho podem designar turmas específicas para
julgamento de recursos em demandas sujeitas ao rito sumaríssimo. Tais
dispositivos não se aplicam ao rito ordinário.
Por fim, quanto ao recurso de revista, aquelas demandas submetidas ao
procedimento sumaríssimo, possuem cabimento mais restrito,
limitando-se aos casos de contrariedade a súmula do TST, a sumula
vinculante do STF ou por violaçãodireta da Constituição Federal (§9º do
artigo 896 da CLT). No caso do rito ordinário, contudo, as hipóteses são
mais amplas, sendo aquelas delineadas nas alíneas “a”, “b” e “c” do
artigo 896 da CLT.
Rito sumário
Há quem mencione, ainda, a existência de um rito sumário, oriundo da
Lei nº 5584 de 1970. Alguns autores defendem a subsistência de tal rito
no Processo do Trabalho, mesmo após o surgimento do rito
sumaríssimo, criado pela Lei nº 9.957 de 2000. Esse rito estaria previsto
no artigo 2º da Lei nº 5.584 de 1970 e teria as seguintes características:
a. Submeteria as demandas cujo valor da causa não excedesse a
dois salários mínimos.
b. Dispensaria o resumo e a transcrição dos depoimentos das
partes/testemunhas, constando da ata apenas a conclusão do juiz
quanto à matéria fática (o princípio da oralidade seria levado ao
extremo).
c. Não dariam ensejo a recursos, salvo em matéria constitucional.
Parece-nos, todavia, que não há de se falar em procedimento sumário
no Processo do Trabalho. O próprio artigo 1º da Instrução Normativa nº
27 de 2005 não menciona o rito sumário, limitando-se a citar os
procedimentos ordinário e sumaríssimo. A sistemática do rito
sumaríssimo, em nosso sentir, prevista a partir do artigo 852-A da CLT,
absorveu o regramento previsto na Lei nº 5584/1970, sendo as causas
de até dois salários mínimos limitadas do ponto de vista recursal.
Por fim, insiste-se que tal posicionamento não significa a total
revogação do artigo 2º, §4º da Lei nº 5584 de 1970. Assim não há
dúvida de que, malgrado a insubsistência do rito sumário, absorvido
pelo rito sumaríssimo, a restrição recursal nas causas de até dois
salários mínimos permanece vigente, só sendo possível o recurso em
matéria constitucional.
Esse é posicionamento dominante no c. TST (vide Súmula 356 e sua
ampla jurisprudência, citando, por exemplo, o AIRR 57200-
33.2008.5.04.0006, relator Ministro Maurício Godinho Delgado, 3ª
Turma, julgado em 22.06.2012).
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Bernardo Marques apresentou reclamação trabalhista em face de
seu ex-empregador e da União Federal, alegando, em face desta
última, sua responsabilidade subsidiária. Os pedidos liquidados
somaram valor inferior a 40 salários mínimos nacionais.
Considerando o caso, assinale a opção correta:
Parabéns! A alternativa A está correta.
A
Deve a ação correr sob o rito ordinário, em que pese
o valor da causa, em razão da presença da União.
B
Deve a ação correr sob o rito sumaríssimo, em razão
do valor da causa, mesmo com a presença da
União.
C
Deve a ação correr sob o rito ordinário, mas caso a
primeira ré não seja encontrada, não será possível a
citação por edital.
D
Deve a ação correr no rito sumaríssimo, e, em caso
de prova testemunhal, cada parte poderá indicar até
três testemunhas.
E
Deve a ação correr no rito sumaríssimo, e, em caso
de prova testemunhal, cada parte terá direito a ouvir
até duas testemunhas.
A presença da União faz com que a demanda, mesmo com o valor
dado à causa inferior a 40 salários mínimos, tramite no rito
ordinário (artigo 840, parágrafo único da CLT).
Questão 2
Antônia ajuizou reclamação trabalhista em face de uma empresa
terceirizada do setor de limpeza (empresa prestadora de serviços) e
uma sociedade de economia mista federal, tomadora dos serviços
(contratante), na qual estava alocada. Postula pedidos que
alcançaram o valor de 10 salários mínimos nacionais. Assinale a
afirmativa correta:
Parabéns! A alternativa B está correta.
Sociedade de economia mista não faz parte da administração
direta (artigo 840, caput da CLT). Quanto ao limite de testemunhas,
A
A ação tramitará pelo rito ordinário e Antônia poderá
indicar três testemunhas ao juízo.
B
A ação tramitará pelo rito sumaríssimo e Antônia
poderá indicar até duas testemunhas ao juízo.
C
A ação tramitará pelo rito sumário e da decisão
proferida, não caberá recurso, salvo em matéria
constitucional.
D
A ação tramitará pelo rito sumaríssimo e da decisão
proferida só caberá recurso em caso de violação de
súmula vinculante do STF.
E
A ação tramitará pelo rito ordinário e Antônia não
poderá realizar a citação por edital, caso a 1ª ré não
seja encontrada.
cada parte só pode indicar até duas testemunhas nos termos do
artigo 852-H, §2º da CLT.
3 - Defesa e respostas do réu no Processo do
Trabalho
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as questões que
envolvem a defesa em juízo e suas principais características no Direito
Processual do Trabalho.
Revelia no Processo do
Trabalho
Os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa
possuem natureza dúplice e se referem tanto ao autor quanto ao réu.
Sabe-se que o processo é informado pela bilateralidade da audiência,
sendo constituído por procedimento que ganha vida a partir do princípio
dialético do contraditório.
Firmadas essas premissas principiológicas, tem-se que o reclamado
pode tomar três tipos de atitudes ou comportamentos após a sua
citação:
a. Comparecer e insurgir-se contra o pedido que o autor dirige contra
si (apresentando sua resposta).
b. Comparecer, não para se opor, e sim para aceitar como procedente
o pedido feito pelo autor (gerando a extinção do processo com
resolução do mérito).
c. Manter-se omisso, não comparecendo e não participando do
processo (incidindo no caso o disposto no artigo 844 da CLT).
Este último caso é o que tecnicamente chama-se de revelia. Conceitua-
se a revelia, em regra, como ausência da contestação em prazo e forma
legais (conforme dicção do artigo 344 do CPC).
No Processo do Trabalho, contudo, está ligada à ausência à audiência
em que o réu deveria entregar a defesa. É o que decorre de forma clara
do artigo 844 da CLT, pois o momento próprio em que o réu apresenta
sua contestação é a audiência como decorrência do princípio da
concentração dos atos em audiência e da oralidade.
Efeito material da revelia
A revelia produz o efeito de gerar a presunção (relativa) de veracidade de
fatos alegados pelo autor, em expressão mais sintética, a confissão ficta
ou presumida da parte ré. É o que dispõe expressamente o artigo 345 do
CPC e, de forma menos técnica, o artigo 844 da CLT.
Contudo, torna-se importante ressaltar que a Lei nº 13.467 de 2017
inseriu o §4º no artigo 844 da CLT, trazendo hipóteses em que teremos
revelia, mas sem os efeitos materiais, vale dizer, sem que haja a
confissão presumida.
O inciso I do §4º, artigo 844 da CLT, trata do litisconsórcio passivo, em
que a reclamada que comparece ao processo contesta a pretensão
deduzida pelo autor. Durante algum tempo, a doutrina debateu a que
tipo de litisconsórcio se referiu tal dispositivo legal. Alguns defendiam
que estamos diante do litisconsórcio necessário, outros que o inciso em
questão tratou do litisconsórcio unitário.
Com toda vênia que merecem os entendimentos anteriormente
mencionados, nos posicionamos em sentido contrário. Em nosso sentir,
na hipótese de qualquer litisconsórcio, simples ou unitário, facultativo
ou necessário, podemos configurar a presente exceção. O primordial é
que haja impugnação por parte do litisconsorte presente de matéria
comum. Nesse particular já se posicionou o STJ e a jurisprudência
majoritária.
Uma segunda exceção prevista no artigo 844, §4º da CLT é a tratada no
inciso II, que diz respeito ao litígio que verse sobre direitos indisponíveis.
Sabemos que o direito indisponível é aquele em que o titular não é livre
para manifestar sua vontade (quer de forma absoluta, quer de forma
relativa), conforme previsão legal.
Exemplo
Oriundo do Direito Processual Civil, uma exemplificação típica é o caso
da ação de investigação de paternidade, em que a revelia do
demandado não exime o autor do ônus de provar que o réu é seu pai. Na
seara trabalhista, podemos citar o caso da ação rescisória. Nesse
aspecto, tem-se a Súmula 398 do TST.
Também o inciso III do §4º do artigo 844 da CLT excepcionado efeito
material da revelia os casos em que a petição inicial esteja
desacompanhada de instrumento que a lei repute indispensável para a
prova do ato.
Como exemplo de aplicabilidade desse dispositivo legal ao Processo do
Trabalho, temos o caso da certidão de nascimento em casos em que se
postula o salário-família. A prova da filiação é feita claramente por meio
da apresentação da certidão de nascimento, bem como sua entrega ao
empregador (Súmula 254 do c. TST).
Por fim, temos o caso previsto no inciso IV, §4º do artigo 844 da CLT,
que afasta a confissão nos casos de fatos inverossímeis ou no caso em
que houve contradição com a prova constante dos autos. Observe a
seguir as duas hipóteses existentes.
A primeira hipótese já era admitida na doutrina, eis que o fato do
reclamado ser revel não desobriga o juiz de verificar a presença
no caso concreto dos pressupostos processuais e das
condições da ação, por exemplo, ou mesmo da falta de
razoabilidade das alegações do reclamante. Assim, a presunção
de veracidade não é absoluta e insuperável, não podendo
chancelar injustiças ou mesmo alegações desproporcionais.
A segunda hipótese constitui-se em consequência lógica
decorrente do §5º do artigo 844 da CLT. É importante salientar
que, ainda que ausente a reclamada, a presença do advogado
permite a aceitação da contestação e de documentos
eventualmente apresentados.
Primeira hipótese 
Segunda hipótese 
Efeitos processuais da revelia
Produzindo a revelia seu efeito material, em regra, os fatos alegados
pela parte não precisarão ser provados (artigo 348 do CPC),
possibilitando o imediato julgamento da lide (artigo 355, II do CPC).
Quanto ao efeito referente aos prazos processuais, nos termos do artigo
346 do CPC, estes correm independentemente de intimação em face do
réu revel sem patrono constituído nos autos. Em outras palavras, o
dispositivo prevê a desnecessidade de intimação do réu, salvo se tiver
patrono constituído nos autos.
O problema é o disposto no artigo 852 da CLT, que expressamente prevê
que as partes devem ser notificadas da sentença, na forma do §1º do
artigo 841 da CLT. Prevalece, pois, o entendimento de que o dispositivo
previsto no CPC é inaplicável na seara trabalhista.
Contestação trabalhista
Contestação e reconvenção
Neste vídeo, falaremos sobre a contestação e a reconvenção no
Processo do Trabalho.
Podemos definir contestação como modalidade de resposta do réu pela
qual ele exerce seu direito fundamental de defesa em juízo.
Ressaltar-se que, ao contrário do Direito Processual Civil, a CLT ainda
mantém a exceção de incompetência territorial como espécie de
resposta do reclamado. Portanto, passaremos a expor as principais
questões que envolvem a contestação trabalhista como uma das

modalidades de insurgência do reclamado em relação às postulações
do reclamante.
Ao contrário do Direito Processual Civil, a CLT ainda
mantém a exceção de incompetência territorial como
espécie de resposta do reclamado.
Portanto, passaremos a expor as principais questões que envolvem a
contestação trabalhista como uma das modalidades de insurgência do
reclamado em relação às postulações do reclamante.
Formalidades
A contestação é o ato pelo qual o réu apresenta. Observe a seguir quais
são as possibilidades:
a. Defesas processuais, que se refere às matérias previstas no artigo
337 do CPC.
b. Defesas de mérito, que se dividem em defesas diretas e defesas
indiretas.
Quanto às defesas de mérito, veja atentamente as suas subdivisões.
Defesas diretas
Trata-se da negação do fato constitutivo do autor.
Defesas indiretas
Trata-se da alegação de um fato extintivo, modificativo ou impeditivo.
São matérias de defesa, ainda, a compensação e a retenção conforme
expressamente disposto no artigo 767 da CLT e na Súmula 48 do TST.
Atenção!
Toda matéria de defesa deve ser alegada na contestação, tanto as
matérias de fato como as de direito. Esse princípio significa que todas
as alegações das partes devem ser produzidas de uma só vez, na
primeira oportunidade em que a parte tenha que se manifestar, ainda
que contraditórias entre si. Por isso, também é denominado de princípio
da concentração, de plena aplicabilidade ao Processo do Trabalho (art.
300 do CPC).
O princípio da concentração tem algumas exceções, são elas:
a. Questão relativa a direito ou fato superveniente conforme o
disposto no artigo 493 do CPC e Súmula 394 do TST.
b. Questões que o juiz possa conhecer de ofício (decadência,
prescrição ou defesas processuais em geral, com exceção da
convenção de arbitragem, ante o disposto no §4º do artigo 337 do
CPC).
Outra regra importante em relação à contestação é aquela inscrita no
artigo 341 do CPC. O reclamado tem o ônus de impugnar cada um dos
fatos alegados pelo autor, de forma precisa e específica.
A previsão legal da CLT é que a contestação seja
apresentada em audiência, nos termos do artigo 847
da CLT. A previsão legal ainda prevê a possibilidade de
defesa oral, fixando prazo de 20 minutos.
Tecnicamente, não há prazo para apresentação da contestação.
Contudo, a doutrina dominante tem fixado que o quinquídio, previsto na
parte final do artigo 841, caput da CLT (lapso de cinco dias entre a data
da notificação e a data de realização da audiência), deve ser observado
como garantia mínima para que o reclamado possa elaborar sua defesa
e buscar documentos. É causa, contudo, de nulidade relativa, já que o
réu pode renunciar ao quinquídio, apresentar defesa e prosseguir nos
atos processuais em audiência.
Reconvenção e Processo do
Trabalho
A reconvenção, na realidade, não é uma modalidade de defesa, mas um
“contra-ataque”. É uma demanda autônoma, oferecida pelo réu em face
do autor. Podemos conceituá-la como a ação proposta pelo réu em face
do autor, aproveitando-se do mesmo processo.
O CPC de 2015, retroagindo ao CPC de 1939 (em seu artigo 190),
passou a admitir que a reconvenção seja realizada junto com a
contestação.
Questão importante diz respeito ao cabimento do instituto no Direito
Processual do Trabalho. Embora a CLT seja omissa nesse particular, a
posição amplamente dominante admite a aplicabilidade da reconvenção
na seara trabalhista. Há autorização no artigo 769 da CLT, ressaltando-
se, contudo, que a reconvenção deverá seguir o regramento do CPC
(artigo 343 e seguintes).
Reconvenção e procedimentos
especiais
Algumas ações que possuem procedimentos especiais suscitam a
discussão quanto ao cabimento ou não da reconvenção. Analisamos, a
seguir, alguns desses pontos polêmicos na doutrina e na jurisprudência.
No que tange ao inquérito judicial, não é pacífico o entendimento quanto
ao cabimento da reconvenção, por conta de sua natureza dúplice. Fato é
que o artigo 495 da CLT define que “reconhecida a inexistência de falta
grave praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a
readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria direito no
período da suspensão”. Alguns autores diante desse dispositivo legal se
apressaram a dizer que a reconvenção não seria cabível na ação de
inquérito, diante da natureza dúplice desse tipo de ação.
Todavia, não nos parece ser a melhor visão. Há hipóteses em que o
reclamante postula, além dos salários do período de afastamento,
danos morais ou outras parcelas (horas extras, equiparação salarial,
adicional de insalubridade/periculosidade).
Também a ação de consignação em pagamento, diante do disposto no
§2º do artigo 545 da CLT, suscita dúvidas na doutrina e na
jurisprudência. No entanto, a mesma observação que fizemos quanto ao
inquérito judicial merece ser lançada nesse particular.
Exceção de incompetência
territorial
Procedimento
A Lei nº 13.467 de 2017 realçou a independência do Direito Processual
do Trabalho ao instituir, de forma expressa no artigo 800 da CLT, a
exceção em estudo. O CPC de 2015, por sua vez, incluiu a matéria
pertinente à incompetência relativa entre aquelas preliminares que o réu
deve suscitar antes deadentrar ao mérito, conforme artigo 337, inciso II.
Em um primeiro momento, houve quem reputasse insubsistente a
possibilidade do uso da exceção na seara trabalhista, em razão da nova
disciplina do CPC, que abandonou o uso desse tipo específico de
resposta do réu para as exceções dilatórias, vale dizer, matérias de
defesa que não implicariam na extinção do processo.
No Processo do Trabalho, contudo, mormente após a Lei nº
13.467/2017, deve a parte reclamada suscitar a referida exceção no
prazo de cinco dias úteis, a contar da notificação a que alude o artigo
841 da CLT. De se notar que o legislador, em total compatibilidade com a
simplicidade/informalidade do procedimento trabalhista, não exige
formalidade específica, mas admite simples petição que “sinalize a
existência da exceção”, independentemente do nomen juris dado pela
parte.
Questão polêmica na doutrina e na jurisprudência diz
respeito à existência de preclusão em caso de
inobservância do prazo previsto no artigo 800 da CLT,
com a consequente prorrogação da competência
relativa territorial.
Parte da doutrina insiste na interpretação de que tal dispositivo em
momento algum afasta a possibilidade de uso subsidiário do CPC,
mormente em razão de se assegurar a ampla defesa e o contraditório e,
ainda, de minimizar as dificuldades que pequenas empresas,
empresários individuais e empregadores pessoas físicas encontram em
suscitar a medida em prazo tão exíguo.
O que a CLT exigiria, em síntese apertada, seria, tão somente, a
aplicação do procedimento previsto nos parágrafos do mencionado
dispositivo legal, sempre que a parte “optasse” pelo uso da exceção
mencionada.
Contudo, não nos parece ser essa melhor posição. Fato é que a SDI-2 do
TST definiu posição pela obrigatoriedade do procedimento previsto na
CLT, conforme CC 10467-93.2019.5.15.0013, julgado em 25/09/2020 e
CC 1000129-26.2020.5.02.0283, julgado em 15/12/2020.
Essa visão do TST se coaduna com a interpretação teleológica do artigo
800 da CLT, que visou evitar deslocamentos desnecessários e
dispendiosos por parte das empresas, bem como antecipar o
procedimento, em caso de discussão sobre a aplicação do artigo 651 da
CLT ao caso concreto.
Comentário
Fato é que, apresentada a exceção, impõe-se como consequência
imediata e necessária a suspensão do processo, nos termos do §1º do
artigo 800 da CLT. Ressalta-se que estamos diante de suspensão
“imprópria” do processo, pois, na realidade, o juiz deverá prosseguir no
julgamento da exceção, com oitiva das partes, no prazo comum de
cinco dias, nos termos do §2º do artigo 800 da CLT, e até com oitiva de
testemunhas, nos termos do §3º do mesmo dispositivo legal.
A nova redação do §3º do artigo 800 da CLT prevê expressamente a
possibilidade de produção de prova oral, com oitiva de testemunhas
indicadas pelo excipiente, inclusive por carta precatória, com
designação de audiência específica para tanto. Ressalta-se que também
o excepto tem o direito de produzir a prova oral, malgrado o silêncio do
dispositivo legal.
Natureza da decisão e recorribilidade
A decisão proferida pelo juízo onde suscitada a exceção de
incompetência territorial possui natureza claramente interlocutória.
Acolhida ou não a exceção, o procedimento seguirá no juízo
competente, razão pela qual se trata de decisão que não se enquadra no
artigo 203, §1º do CPC.
Entretanto, com base no §2º do artigo 799 da CLT, o TST pacificou o
entendimento de que da decisão que acolhe a exceção com remessa
dos autos para tribunal regional distinto daquele a que se vincula o juízo
excepcionado, o recurso é imediato, sendo certo se tratar do recurso
ordinário. Vislumbra-se aqui uma das exceções ao princípio da
irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias, expressamente
prevista no item III da Súmula 214 do TST.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O reclamado deverá apresentar exceção de incompetência
territorial em processo trabalhista
Parabéns! A alternativa D está correta.
O prazo deve ser o de 5 dias, contados da notificação do reclamado,
nos termos do artigo 800, caput da CLT.
Questão 2
Segundo o disposto na CLT e a posição sumulada do TST, o instituto
da compensação
A
no prazo de 10 dias, a contar da notificação, antes
da audiência, em peça autônoma que permita sua
identificação.
B
apenas com a contestação, como preliminar de
mérito.
C
no prazo de 15 dias, a contar da notificação, antes
da audiência, em peça que sinalize sua existência.
D
no prazo de 5 dias, a contar da notificação, em peça
que sinalizar sua existência.
E apenas em audiência, oralmente ou por escrito.
A
pode ser suscitado a qualquer momento e grau de
jurisdição.
Parabéns! A alternativa C está correta.
Compensação é matéria de defesa no Processo do Trabalho e deve
ser suscitada na contestação, sob pena de preclusão, conforme
literalidade do artigo 847 da CLT, reforçado pela Súmula 48 do TST.
Considerações �nais
Tivemos a oportunidade de estudar aspectos muito importantes da fase
postulatória do Processo do Trabalho. As questões que envolvem a
ação trabalhista, os procedimentos da Justiça do Trabalho e a defesa
em juízo são essenciais para todos que militam na seara laboral.
Institutos de vital importância foram objeto de estudo de modo a
propiciar que o conhecimento dos instrumentos de postulação e de
defesa perante da Justiça do Trabalho habilitem todos aqueles que
querem atuar na consecução dos direitos fundamentais dos
trabalhadores e na pacificação social dos conflitos entre capital e
trabalho.
B deve ser arguido por meio de exceção.
C
deve ser arguido em contestação, sob pena de
preclusão.
D
pode ser suscitado até as razões finais, mas não há
preclusão.
E
deve ser arguido até o trânsito em julgado da
decisão, sob pena de preclusão.
Podcast
Para finalizar, trataremos dos procedimentos dos dissídios individuais e
recordaremos os principais aspectos da reclamação trabalhista.

Explore +
Assista ao vídeo Aud. Pública -Liquidação dos pedidos e limitação do
valor da condenação atribuído na petição inicial, transmitido ao vivo em
outubro de 2020, do TRT (9ª Região) IAC n° 0001088-38.2019.5.09.0000,
sobre a expressão “indicação de seu valor” constante do §1º do artigo
840 da CLT (com manifestações de várias entidades).
Referências
ALMEIDA, C. L. de. Direito Processual do Trabalho. 7. ed. Salvador:
JusPodivm, 2019.
BATALHA, W. de S. C. Tratado de Direito Judiciário do Trabalho.
Volumes I e II. São Paulo: LTR, 1995.
BERNARDES, F. Manual de Processo do Trabalho. 4. ed. Salvador:
JusPodivm, 2022.
CAIRO JUNIOR, J. Curso de Direito Processual do Trabalho. 13. ed.
Salvador: JusPodivm, 2019.
COSTA, C. C. Direito Processual do Trabalho. Rio de Janeiro: Forense,
1978.
SCHIAVI, M. Manual de Direito Processual do Trabalho. 18. ed. São
Paulo: LTR, 2022.
SILVA, H. B. M. da S. Curso de Direito do Trabalho Aplicado. Volume 9. 3.
ed. São Paulo: RT, 2016.
Material para download
Clique no botão abaixo para fazer o download do
conteúdo completo em formato PDF.
Download material
O que você achou do conteúdo?
Relatar problema
javascript:CriaPDF()

Mais conteúdos dessa disciplina