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Tecido Ósseo
O Tecido Ósseo é um tipo especializado de tecido conjuntivo e é formado
pela matriz óssea e células denominadas osteócitos, osteoblastos e
osteoclastos. Os ossos são recobertos por camadas de tecido e células,
constituindo o periósteo e endósteo.
Metade da matriz óssea é constituída por matéria inorgânica, tendo
presentes bicarbonato, magnésio, potássio, sódio, citrato e íons fosfato e
cálcio, sendo estes dois os mais frequentes. Possui uma região denominada
capa de hidratação, que facilita a troca de íons. A parte orgânica é formada,
principalmente, por fibras colágenas.
Os osteócitos são achatados e se localizam no interior da matriz óssea, em
lacunas. São via de transporte de nutrientes e metabólitos entre os vasos
sanguíneos e a morte destes confere a reabsorção da matriz.
Fonte: http://www.fmh.utl.pt/anatomo/Slides&Notas08/Teoricas/CD_B2_Aula6.pdf
Osteoblastos sintetizam a região orgânica da matriz óssea e participam da
mineralização da matriz, uma vez que possuem capacidade de concentrar
fosfato de cálcio. Aprisionados pela matriz recém-sintetizada, passam a ser
chamado de osteócitos.
Osteoclastos são células gigantes, móveis e ramificadas irregularmente,
com vários núcleos. Secretam substâncias como colágeno, que digerem a
matriz orgânica e dissolvem sais de cálcio.
Fonte: www.lookfordiagnosis.com
Fonte: www.infoescola.com
Com exceção das superfícies articulares, toda a superfície externa dos ossos
é envolvida por uma camada de tecido conjuntivo denominada periósteo.
Este é constituído por tecido conjuntivo denso modelado que possui
fibroblastos e fibras colágenas dispostas paralelamente entre si e
paralelamente à superfície do osso.
Fonte: http://www.icb.usp.br/mol/7-29-envoltorios.html
Toda a superfície interna dos ossos é revestida por células que em conjunto
constituem uma camada denominada endósteo. O endósteo é geralmente
uma camada muito delgada, frequentemente formada pela camada de
osteoblastos e osteoclastos colocados sobre o tecido ósseo.
Tipos de substância óssea
Existem dois tipos de tecido ósseo: compacto e esponjoso.
Substância óssea compacta: lamínulas fortemente unidas, sem espaço
interposto, tecido rijo.
Substância óssea esponjosa: lamínulas mais irregulares, com lacunas
entre si que se intercomunicam.
Fonte: http://www.icb.usp.br/mol/7-29-envoltorios.html
Fonte: http://www.fmh.utl.pt/anatomo/Slides&Notas08/Teoricas/CD_B2_Aula6.pdf
Crescimento Ósseo
Em condições fisiológicas, os ossos crescem durante a fase de crescimento
dos indivíduos. O crescimento é controlado principalmente por hormônios,
entre os quais se destaca o hormônio do crescimento (GH) produzido no
lobo anterior da hipófise - adenohipófise.
Ossos longos têm uma dimensão predominante e geralmente têm epífises e
diáfises. Exemplos são úmero, tíbia, fêmur. Esses ossos crescem em
diâmetro e em comprimento.
Outros tipos de ossos ("chatos", "curtos", "irregulares", etc.) são
representados pelos ossos do crânio, esterno, omoplata, ossos da mão,
vértebras e muitos outros. Esses ossos crescem de maneira mais ou menos
uniforme em suas várias dimensões.
Existem dois mecanismos de crescimento:
1) Crescimento geral de ossos diversos e crescimento em diâmetro
de diáfises: por multiplicação de células-fonte, sobreposição de
osteoblastos ao osso já existente, secreção de matriz óssea,
mineralização da matriz, captura dos osteoblastos no interior de
lacunas e sua transformação em osteócitos. Nova camada de
osteoblastos repete o ciclo e adiciona mais osso à superfície e assim
por diante.
Fonte: http://www.icb.usp.br/mol/7-33-cresc-diafise1.html
2) Crescimento em comprimento de diáfises: osteoblastos derivados
de células-fonte se apoiam sobre matriz extracelular cartilaginosa a
qual serve de modelo para a ossificação. Os osteoblastos produzem
matriz óssea que é secretada e depositada sobre a matriz de
cartilagem. O restante ocorre como no mecanismo descrito para os
outros ossos - osteoblastos ficam presos na matriz, se transformam
em osteócitos. Como o novo osso foi feito sobre um modelo de
matriz cartilaginosa, ele contém no seu interior restos desta matriz.
Mais tarde estes restos desaparecem.
Fonte: http://www.icb.usp.br/mol/7-36-cresc-diaf1.html
Após a ossificação das epífises e das diáfises, as cartilagens restantes do
modelo cartilaginoso dos ossos longos são: articular e a do disco epifisário.
A cartilagem articular persistirá por toda a vida, e a cartilagem do disco
epifisário, constituída por um disco cartilaginoso que não foi substituído
pelo osso em expansão, será responsável pelo crescimento longitudinal do
osso e desaparecerá com o tempo. Essa cartilagem fica entre o tecido ósseo
das epífises e o da diáfise. Seu desaparecimento ocorre aproximadamente
aos 20 anos de idade, no qual determina a parada do crescimento
longitudinal dos ossos longos e, consequentemente, a parada de
crescimento do individuo.
Doenças do Tecido Ósseo
Osteoporose
Osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que ocorre
durante o envelhecimento. Essa doença provoca a diminuição da absorção
de minerais e de cálcio. Afeta principalmente as mulheres que estão na fase
pós-menopausa. A fragilidade dos ossos nas mulheres é causada pela
ausência do hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como
uma esponja.
Existem células responsáveis pela formação óssea e outras pela reabsorção
óssea. O tecido ósseo vai envelhecendo com o passar do tempo, assim
como todas as outras células corpo. O tecido ósseo velho é destruído pelos
osteoclastos e criados pelas células reconstrutoras, os osteoblastos. Esse
processo de destruição das células é chamado de reabsorção óssea, que fica
comprometido na osteoporose, pois o corpo passa a absorver mais osso do
que pode produzir ou então não produz o suficiente.
Doença de Paget
A doença de Paget é uma perturbação crónica do esqueleto na qual algumas
zonas do osso crescem de modo anormal, aumentam de tamanho e tornam-
se mais frágeis.
Em condições normais, as células que destroem o osso velho (osteoclastos)
e as que formam o novo (osteoblastos) trabalham em equilíbrio para manter
a estrutura e a firmeza do osso. Na doença de Paget, os osteoclastos e os
osteoblastos tornam-se hiperativos em algumas áreas do osso, aumentando
de maneira significativa a rapidez de renovação do osso. As áreas
hiperativas aumentam; contudo, a sua estrutura é anormal e, portanto, são
mais frágeis que as áreas normais e mais propensas a sofrer fraturas.
Embora a doença de Paget seja, com frequência, hereditária, não se
descobriu qualquer padrão genético específico. Algumas evidências
sugerem que uma infecção viral pode estar envolvida; contudo,
desconhece-se a origem da doença.
Osteogênese imperfeita
Essa doença é uma condição genética caracterizada por ossos frágeis, que
se quebram facilmente. É causada por um defeito genético na produção de
Fonte: www.sambemat.com.br
colágeno, proteína que é necessária para tornar os ossos fortes. Ela ainda
afeta os ossosdo ouvido interno, e pode causar perda de audição, bem
como dentes fracos e uma espinha curvada.
Raquitismo
Essa doença óssea evitável afeta crianças jovens, e é causada por uma
deficiência da vitamina D. O raquitismo torna os ossos frágeis, que
fraturam com facilidade, e tem como seu principal sintoma dor óssea e
muscular. O tratamento geralmente é feito com mudanças na alimentação e
com suplementos de vitamina D e cálcio.
Osteomalacia
É semelhante ao raquitismo porque é causada por um defeito no
metabolismo da vitamina D pelo corpo, mas afeta principalmente adultos.
É caracterizada por ossos enfraquecidos e formação óssea anormal. Seus
sintomas são geralmente dor ou fraturas nos ossos e fraqueza.
Essa doença dos ossos também pode ser tratada com uma boa alimentação
e suplementação, além de banhos frequentes de sol.
Displasia fibrosa
A displasia fibrosa é uma das doenças dos ossos que resulta em
crescimento excessivo do osso ou inchaço devido ao desenvolvimento
anormal de células. Existem vários tipos de displasia fibrosa, que afetam
principalmente os ossos do crânio, face, costelas, braços, pélvis, coxas e
canelas.
Os sintomas incluem dor e inchaço, mas há casos assintomáticos. O
tratamento pode incluir cirurgia, medicamentos e fisioterapia.
Osteomielite
É uma infecção bacteriana do osso, que pode ser repentina, aguda ou
crônica. Os sintomas incluem febre, irritabilidade ou letargia, inchaço ou
calor na área da infecção e dor. O tratamento é feito com antibióticos, mas
em alguns casos a cirurgia é necessária para remover o tecido ósseo
infectado.
Referências Bibliográficas
Módulo 7 - Tecido Ósseo. Disponível em:
http://www.icb.usp.br/mol/7-menumod7.html, Acesso em
20/03/2016.
Doenças dos ossos mais comuns e seus sintomas. Disponível em:
http://doutissima.com.br/2015/06/05/conheca-doencas-dos-ossos-
mais-comuns-e-seus-sintomas-14700169/ . Acesso em 23/03/2016
Wolfff, R. B. Aspectos moleculares dos esteroides sexuais sobre a
cartilagem e os ossos. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.58 no.4 São Paulo
July/Aug. 2012. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
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Biblioteca Médica Online. Disponível em:
http://www.manuaismsd.pt/?id=74 . Acesso em 29/03/2016