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DIREITO TRIBUTÁRIO GERAL -Receita pública é “a entrada que, integrando -se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo”. É entrada, não provisória. (Obs. Empréstimo compulsório é um exemplo de entrada provisória, mas se tornará receita caso não ocorra a restituição.) -A Receita Pública é classificada em Extraordinária (traduz -se em uma receita aprovada e arrecadada no curso do exercício do orçamento. Exemplos: a arrecadação de um imposto extraordinário de guerra (art. 154, II, CF)) e Ordinária (que são subdivididas em Originárias_ decorrem da exploração do próprio patrimônio estatal; e Derivadas_). Receitas Derivadas (ou de economia pública): Quanto às receitas derivadas, o Estado, de modo vinculado (art. 5º, II, CF), e valendo -se do seu poder de império, na execução de atividades que lhe são típicas, fará “derivar” para seus cofres uma parcela do patrimônio das pessoas sujeitas à sua jurisdição. -“Receita pública proveniente de normal arrecadação tributária da unidade da Federação, no exercício da sua competência tributária, denomina -se ‘receita derivada’, sob a ótica da origem da receita”. Obs. Reparte-se as receitas derivadas. Sendo assim, Tributo_ que compreende as espécies: impostos, taxas, contribuições de melhorias, contribuições especiais e empréstimos compulsórios; segundo a Teoria quinqui/pentapartida_ é Receita derivada (assim como as Multas pecuniárias e Reparações de guerras). Imperioso frisar que, pouco tempo depois, a contar da publicação da Lei n. 4.320/64 (definia apenas três espécies), em outubro de 1966, editou -se o Código Tributário Nacional, em cujo art. 3º lapidou -se o conceito de tributo desejado pelo legislador ordinário naquele estatuto: Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Limitações ao Poder de Tributar Essas limitações advêm, basicamente, dos princípios e das imunidades constitucionais tributárias e estão inseridas nos arts. 150, 151 e 152 da Carta Magna. Observações) -Poder (poder-direito) Tributário- Ruy Barbosa Nogueira assevera que “o poder de tributar é, portanto, uma decorrência inevitável da soberania que o Estado exerce sobre as pessoas de seu território, ao qual corresponde, por parte dos indivíduos, um dever de prestação”. “Receita tributária é uma receita derivada que o Estado arrecada, mediante o emprego de sua soberania, sem contraprestação diretamente equivalente e cujo produto se destina ao custeio das atividades gerais ou específicas que lhe são próprias”. -Obviamente, há limites à tributação: Normas jurídicas de competência tributária=destinam -se à delimitação do poder de tributar, uma vez que a própria Constituição Federal (arts. 153, 155 e 156) faz a repartição da força tributante estatal entre as esferas políticas (União, Estados -membros, Municípios e o Distrito Federal), de forma privativa e cerrada. Quem detém o poder de tributar é o Estado; e a Competência Tributária é auferida pelos entes. Princípios constitucionais tributários: os arts. 150, 151 e 152 da Carta Magna hospedam variados comandos principiológicos, insculpidos à luz de pautas de valores pontualmente prestigiados pelo legislador constituinte. São considerados Cláusulas Pétreas, segundo STF. P. da Legalidade Tributária (art. 150, I) Se for reparar, quase todas revoluções que se deram foi devido a tributação extorsiva. A legalidade é o vetor dos vetores no D.Tributário (em verdade, perpassa todo o Direito como garantidor da Segurança jurídica). Assim, no plano específico do Direito Tributário, desponta o art. 150, I, CF/88. Observe -o: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal: I – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. Em outras palavras, o tributo depende de lei para ser instituído e para ser majorado (em verdade: instituído/dispensado; aumentado/diminuído). Se o tributo é veículo de invasão patrimonial, é prudente que isso ocorra segundo a vontade popular, cuja lapidação se dá no Poder Legislativo e em suas Casas Legislativas (art.5º,II). nullum tributum sine lege O Tributo é, em regra, criado ou aumentado através de Lei Ordinária. (No entanto, há exceções como o IGF, Empréstimo Compulsório, Imposto Residual e Contribuição Social*). (I) o tributo federal, dependendo de lei ordinária federal, provirá de ato do Congresso Nacional; (II) o tributo estadual, dependendo de lei ordinária estadual, provirá de ato da Assembleia Legislativa (ou da Câmara Legislativa, para o Distrito Federal); e, por fim, (III) o tributo municipal, dependendo de lei ordinária municipal, provirá de ato da Câmara de Vereadores (ou da Câmara Legislativa, para o Distrito Federal). Competência Tributária-unicidade das Casas Legislativas. No entanto (Exceções) há casos de tributos federais que, obedecendo ao postulado da legalidade tributária, são feitos através de Lei Complementar (se põe como instrumento de utilização excepcional). São eles: 1. Imposto sobre Grandes Fortunas (art. 153, VII, CF); 2. Empréstimos Compulsórios (art. 148, I e II, CF); 3. Impostos Residuais (art. 154, I, CF); 4. Contribuições Social -previdenciárias Residuais (art. 195, § 4º, CF c/c art. 154, I, CF). Necessitam assim de um quórum de maioria absoluta devido à matéria de modo a garantir maior estabilidade. Por fim, registre -se que, segundo o art. 62, § 1º, III, CF, inserto pela Emenda Constitucional n.32/2001, as matérias cabentes à lei complementar não poderão ser objeto de medida provisória. Daí se afirmar queH seria inconstitucional, por exemplo, um empréstimo compulsório ou, mesmo, uma residual contribuição social -previdenciária, instituídos por medida provisória. (P.ex. “O chefe do Poder Executivo não poderá, através de medida provisória, instituir empréstimo compulsório das despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública”.) Legalidade Estrita (Tipicidade Fechada, Regrada ou Cerrada; ou Reserva Legal_ corolário da legalidade): a lei que institui um tributo deve conter, na esteira do art. 97 do CTN, elementos obrigatórios, conforme se nota no preceptivo abaixo reproduzido: Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: I – a instituição de tributos, ou a sua extinção; II – a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; III – a definição do fato gerador*(HI?) da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV – a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V – a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; VI – as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Em síntese, então, são elementos estruturais do tributo: ALÍQUOTA, BASE DE CÁLCULO, SUJEITO PASSIVO, MULTA e FATO GERADOR. Numerus clausus Obs. De acordo com o STF como a data de pagamento não é elemento estrutural é possível alterá-la por meio de portaria. – Sabbag critica tal posicionamento, em vista ao principio de Legalidade e sua segurança jurídica pois se conecta com alíquota e base de cálculo; e tbm vai de encontro ao princípio de Vedação da surpresa. Estipulação de Obrigação Acessória: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. (...) § 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Nesse passo, as obrigações tributárias acessórias, consistentes nas prestações positivas ou negativas, de interesse da arrecadaçãoe fiscalização dos tributos, podem ser previstas em atos infra legais (portarias, circulares, instruções normativas, entre outros), e não necessariamente em lei – esta, sim, necessária à veiculação dos deveres patrimoniais, ínsitos à obrigação tributária principal (art. 114 do CTN). A atualização monetária do tributo (art. 97, §§ 1º e 2º, CTN)- Art.97,§2º. Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. (Mas se há modificação da base de modo a torna-lo mais oneroso, configura-se majoração; que é feita por lei formal §1º). Daí se dizer que, no primeiro caso – em que há legítima atualização – não há majoração do tributo, permitindo -se o tranquilo uso de atos normativos infralegais. De outra banda, no segundo caso, em que há falsa “atualização” – e verdadeira majoração do tributo –, há de se ter a lei, como conditio sine qua non, sob pena de eiva de legalidade tributária. Obs. Em tempo, frise-se que o STF, em 2013, considerou inconstitucional a majoração, sem edição de lei em sentido formal, do valor venal de imóveis para efeito de cobrança do IPTU, acima dos índices oficiais de correção monetária (RE 648.245/Reperc. geral, rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, j. em 1º-08- 2013). Súmula n. 160 do STJ, segundo a qual “é defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária”. Ex. “Um Prefeito Municipal, através de Decreto, corrige a base de cálculo do IPTU em 45% (quarenta e cinco por cento), em 31 de dezembro de 2007, para que seja aplicada a nova base de cálculo a partir de 1º de janeiro de 2008. Esta medida é inconstitucional, porque a correção monetária depende da indicação de índice de correção monetária, enquanto no fato apresentado houve verdadeira majoração da base de cálculo, violando, portanto, o princípio da legalidade”. Mitigação/Atenuação do Princípio da Legalidade Tributária: A bem da verdade, todos os tributos estão sujeitos ao princípio da legalidade, embora, em relação a alguns, sob as vestes de uma “aparente exceção”, nos dizeres de José Eduardo Soares de Melo, o princípio se mostre mitigado com relação às alíquotas (e não com relação à base de cálculo!). Com efeito, há limites legais, dentro dos quais o Poder Executivo alterará as alíquotas dos tributos considerados “exceções” (não é uma terminologia correta). Frise-se que a “alteração de base de cálculo”, aceita pelo art. 21 do CTN, não foi recepcionada pelo art. 153, § 1º, da CF, permanecendo apenas a possibilidade quanto às alíquotas. Enfim, há ressalvas à legalidade tributária em relação à reserva da lei formal (e não material) ►Segundo o art. 153, § 1º, CF, há quatro impostos federais que poderão ter suas alíquotas majoradas (ou reduzidas) por ato do Poder Executivo Federal, o que se dá comumente por decreto presidencial ou portaria do Ministro da Fazenda. São eles: 1. Imposto sobre a Importação (II); 2. Imposto sobre a Exportação (IE); 3. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 4. Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF). -Tais impostos são dotados de extrafiscalidade. São flexíveis: abrem -se para o manejo de alíquotas no intuito de regulação do mercado ou da economia do País. Daí se dizer que tais exações são gravames regulatórios ou reguladores de mercado. Atuam como estímulo ou desestímulo de determinada prática. P.ex. aumento do imposto de importação (II) do tabaco, para diminuir o tabagismo ou para valorizar produtos produzidos no Brasil; aumento do IOF para controle de inflação. (Questões- Resp. certa: 1-“Considere que um decreto presidencial tenha majorado a alíquota do imposto sobre a importação de determinado bem de 10% para 200%. Nesse caso, por se tratar de tributo com função extrafiscal de controle da balança comercial, a referida majoração não fere o princípio do não confisco” 2-“A carga tributária da pessoa jurídica Relevância Ltda. é majorada validamente por meio de decreto que eleva a alíquota de IOF que incide sobre sua atividade econômica”). Outros casos de mitigação (EC-33/01): 1-CIDE-Combustível (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico_ também é tributo federal); disposto no art. 149, § 2º, II, c/c art. 177, § 4º, I, “b”, parte inicial, ambos da CF, o Poder Executivo Federal poderá reduzir e restabelecer as alíquotas do tributo (restabelecê-la ao limite máximo fixado inicialmente pela lei) por meio de ato próprio – no caso, o decreto presidencial. Então a mitigação é só em relação a redução e ao restabelecimento de alíquota inicial. 2- ICMS- Combustível- (única hipótese de tributo não federal) - então essa mitigação não diz respeito ao ICMS, mas ao que a doutrina chama de ICMS-combustível. (P.ex. estaria incorreto afirmar que: “A legalidade constitucional constitui garantia fundamental do contribuinte, contudo a própria Constituição permite exceções como a alterações de alíquotas do ICMS pelo Poder Executivo”). Com efeito, os Estados e DF, mediante convênios interestaduais (e não por decreto), celebrados no âmbito do CONFAZ (Conselho de Política Fazendária), definem as alíquotas do ICMS incidente sobre os combustíveis definidos por L.C. Diferença de tributo Fiscal e Extrafiscal: é quanto a finalidade (se é eminentemente arrecadatória ou não). Se a instituição de um tributo visa, precipuamente, a abastecer de recursos os cofres públicos (ou seja, a finalidade da lei é arrecadar), ele se identifica como tributo de finalidade arrecadatória. Se, com a imposição, não se deseja arrecadar, mas estimular ou desestimular certos comportamentos, por razões econômicas, sociais, de saúde etc., diz -se que o tributo tem finalidades extrafiscais ou regulatórias (...)”. Em síntese, “à luz das disposições em vigor da Constituição Federal, não é possível afirmar que qualquer tributo só pode ter suas alíquotas aumentadas por lei”. Visto que o P. Legalidade Trib. é mitigado em virtude da extrafiscalidade que permite ao Executivo a flexibilização das alíquotas de certos gravames regulatórios. Seis ressalvas foram feitas ao princípio da legalidade tributária, dentre as quais se destacam cinco, afetas a tributos federais – quatro impostos e uma contribuição interventiva (Cide-combustível) – e uma, adstrita a tributo estadual (ICMS-combustível). E.C 32/01 em relação às medidas provisórias O prazo de validade de uma MP (editada em caso de relevância e urgência*) passou a ser de 60 dias, admitida uma única prorrogação por mais 60 dias (art. 62, § 7º, CF). Não havendo a conversão em lei, no prazo supracitado, a medida provisória perderá eficácia desde a origem (ex-tunc). É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo (art. 62, § 10, CF). Por fim, não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar -se -ão por ela regidas (art. 62, § 11, CF). Art. 62. (...) § 2º. Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, (o rol de impostos que mitigam o P. da Legalidade= II, IE, IPI e IOF_ por meio de decretos) e 154, II (imposto de guerra externa), só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. Há várias críticas a respeito dessa matéria ser tratada por MP, muitos dizem que fere dados princípios, incluindo a segurança jurídica e que era expresso só poder fazê-lo por lei. No entanto, o princípio tributário não foi afetado pois não há vício Formal (professor). O comando é claro: pode haver MP para criar um imposto e pode haver MP para aumentar um imposto. Assim, não há inconstitucionalidade em um aumento de ITR (imposto sobre propriedade rural), de IR ou de outroimposto federal, por exemplo, por medida provisória. Questões) 1- “O princípio da estrita legalidade que rege o Direito Tributário pátrio dispõe que a instituição ou majoração de tributos depende de lei. Neste sentido, medida provisória é fonte instituidora de impostos” [certo] 2- “Podem os Estados -membros editar medidas provisórias, em face do princípio da simetria, obedecidas as regras básicas do processo legislativo no âmbito da União” [Certo. Sobre isso, deve falar sobre a Constituição do estado-membro, distrital e a orgânica). Então→ O governo federal pretende aumentar o imposto de renda (IR) no Brasil. Quais instrumentos pode usar? Regra, a Lei_ não sendo possível usar instrumento infra-legal. Mas, pode se usar Medida Provisória. → O gov. federal pretende aumentar o IPI (Imp. Sobre produtos industrializados). Quais usar? Normal, é a lei. Também pode se usar Decreto. E também Medida Provisória. LEI= todos os impostos; DECRETOS= rol de mitigação; Medida Provisória: todos. Exceto, os relativos a L.Complementar. !i Os impostos que dependem de L.C para serem criados_ IGF; Empréstimo Compulsório; Imposto Residual e Contribuição Social-Previdenciária residual_ JAMAIS poderão ser criados por meio de Medida Provisória. Porque o contexto da L.C é de polemização, de um processo bem mais dificultoso; ao passo que o da MP é de imediatismo eficacional, devido aos critérios de relevância e urgência. //MP não poderá ser utilizada em campos normativos adstritos à lei complementar, tais como: instituição de certos tributos federais (como visto); matérias dispostas no art. 146 da CF; e detalhamentos normativos adstritos ao ICMS, ao ITCMD, ao ISS e a certas contribuições social –previdenciárias Questões) 1- “A lei complementar só de forma excepcional é utilizada para criar tributos”. [Certo] 2- “Medida Provisória pode dispor sobre matéria tributária, exceto a que for reservada à lei complementar”. [Certo] 3- “Sobre medida provisória, é possível afirmar que pode, em face de relevância e urgência, ser utilizada pela União para instituir empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública”. [Errada] *“Os requisitos de relevância e urgência para edição de medida provisória são de apreciação discricionária do Chefe do Poder Executivo, não cabendo, salvo os casos de excesso de poder, seu exame pelo Poder Judiciário. Entendimento assentado na jurisprudência do STF”. P. da Anterioridade Tributária (art. 150, III, b e c) -Esse princípio enfatiza a proteção do contribuinte contra a surpresa de alterações tributárias (P. da Não Surpresa) pois estabelece uma vacatio legis. -Valor protegido: é portanto, a Segurança Jurídica. (Sendo o mesmo valor da Legalidade, todavia, visto sob um outro prisma_ enquanto na Legalidade se discute o COMO o sujeito vai pagar; na anterioridade o QUANDO). A Anterioridade diz respeito à espera entre a lei que cria ou majora o tributo e o momento que o mesmo poderá ser cobrado do Sujeito passivo (contribuinte). Se preocupa em regular os efeitos de tal ato no tempo. Questão) 1-Lei que extingue, reduz ou mantém tributo, se sujeita a Anterioridade? Nessas hipóteses não se cogita a anterioridade, visto que quem detém esse direito/garantia é o contribuinte, e não o Estado. Desde que essa espécie foi criada para proteger o contribuinte da Não Surpresa. (Sendo vantagem para o Suj. passivo, caso haja extinção ou redução que isso ocorra de imediato). 2- “a redução de benefício fiscal (que não se confunde com revogação de isenção, que afasta o princípio) a implicar aumento de tributos submete -se à observância do princípio da anterioridade”. [Certo. STF] OBS. Não é toda alteração que configurará majoração de tributo, por isso atrelando-se à anterioridade. p.ex. alteração da data de vencimento não se encaixa aqui; redução de descontos de IPVA também afasta a questão da anterioridade. Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (incorporado pela e.c 42/03) Alínea b) trata da Anterioridade Anual _também chamada de “anterioridade de exercício”, “anterioridade comum” ou anterioridade. -Diz que não pode haver cobrança de tributo no mesmo exercício financeiro em que ele foi instituído ou majorado. A expressão exercício financeiro deve ser assimilada como ano fiscal, que, no Brasil, coincidentemente, representa o ano civil (período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro). Ex. Tributo criado ou majorado em março de 2002: incidência em 1º de janeiro de 2003. Alínea c) Anterioridade Nonagesimal_ “anterioridade privilegiada, “anterioridade qualificada”, “anterioridade mínima” ou, ainda, “princípio da carência”. //Tais vertentes cronológicas tem aplicação cumulativa: lei que crie ou aumente o tributo seja anterior ao exercício financeiro em que o tributo será cobrado e, ademais, que se observe a antecedência mínima de noventa dias entre a data de publicação da lei que o instituiu ou aumentou e a data em que passa a aplicar -se. Exemplo: Lei publicada em 10/12/12 aumentando um tributo. Quando essa lei se tornará eficaz? R= Pela anterioridade anual, essa lei só poderá ser eficaz a partir de 1º de Janeiro de 2013. Pela anterioridade nonagesimal (90 dias corridos), será eficaz a partir de 08/03/13. Analisando cumulativamente, basta comparar as datas e escolher a de prazo maior, que é a nonagesimal, nesse caso. Dica: de 1º de Janeiro até 02 de Outubro= anterioridade anual; a partir de 02 de outubro= nonagesimal; se em 02 de outubro, ambos os critérios de anterioridades. !i Anterioridade não se confunde com Anualidade (princípio não recepcionado pela CF/88 como tributário_ este dizia que nenhum tributo podia ser exigido sem que a lei instituidora ou majoradora tivesse obtido, antecipadamente, a autorização orçamentária). Exceções ao princípio da anterioridade anual Art. 150. (...) § 1º. A vedação do inciso III, “b”, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; (...) Então não incide a anterioridade anual sobre: 1-Imposto sobre Importação (II); 2-Imposto sobre Exportação (IE); 3-Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); 4- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); 5- Imposto Extraordinário de Guerra (IEG); 6-Empréstimo Compulsório para Calamidade Pública ou Guerra Externa (EC -Cala/Gue); Enquanto os primeiros se justificam pelo viés da extrafiscalidade, os últimos ancoram -se na esteira da emergencialidade. 7- CIDE -Combustível e 8- ICMS –Combustível. Questão: “A contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis está sujeita ao princípio da anterioridade e não pode ter alíquota reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo”. [Errada] //Empréstimo compulsório relevante e urgente= anterioridade anual; se de calamidade pública ou guerra externa= imediato. Exceções ao princípio da anterioridade nonagesimal §1º (...)a vedação do inciso III, “c”, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. Então não incide a anterioridade nonagesimal: 1-Imposto sobre Importação (II); 2-Imposto sobre Exportação (IE); 3-Imposto sobre Renda (IR); 4-Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); 5-Imposto Extraordinário de Guerra (IEG); 5- Empréstimo Compulsório para Calamidade Pública ou Guerra Externa (EC -Cala/Gue); 6-Alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA [Diferenças: aqui acrescenta-se o IR e base de Cálculo de IPTU e IPVA, enquanto não se apresenta exceção ao IPI, Cide-Comb. e ICMS-combustível_ que seguirão então os 90 dias] Enquanto o Imposto sobre a Renda e asalterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA não se submetem à anterioridade nonagesimal, mitigando -lhe os efeitos e avocando a anterioridade comum, o IPI, a CIDE -Combustível e o ICMS -Combustível não se sujeitam à anterioridade comum, respeitando a anterioridade nonagesimal. Então o IPI incide a anterioridade nonagesimal; e o IR há a incidência da anual. Questões: 1- “Com relação ao imposto extraordinário, no caso de guerra externa, o princípio da anterioridade e legalidade devem ser observados”. [Errada] 2- “O imposto lançado por motivo de guerra externa está sujeito ao princípio da anterioridade tributária”. [Errada] 4- “É exceção ao princípio da anterioridade, mas deve obediência ao princípio da anterioridade nonagesimal, o imposto sobre produtos industrializados”. [Certa] Conclusões: Tributos de exigência imediata_ II, IE, IOF e IEG e Empréstimo Compulsório (Calamidade Pública ou Guerra). (Exceção das duas anterioridades) Trata -se de tributos que devem ser exigidos imediatamente, se aumentados ou instituídos. -No caso do II, IE e IOF: são impostos extrafiscais que têm finalidade de regular comportamento econômico_ não seria necessário impor um lapso temporal. -No caso do IEG: por possuir caráter emergencial_ se o país está em guerra é preciso urgência. Questões) 1- “Em relação aos impostos, haverá exceção aos princípios da anterioridade anual e nonagesimal com a majoração de alíquotas do IOF” [Certa] 2- “Uma elevação da alíquota do IOF pode ser exigida no dia seguinte à publicação do decreto que promover o referido aumento”. [Certa] IPI, CIDE -Combustível e ICMS -Combustível. São nomes que estão na lista de exceções à anterioridade anual, mas não estão na lista de exceções à anterioridade nonagesimal, devendo esta respeitar. Trata -se de tributos que devem ser exigidos 90 dias após o aumento. IR e alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA (e não alíquotas). Nomes que estão na lista de exceções à anterioridade nonagesimal, mas não estão na lista de exceções à anterioridade anual. Trata -se de tributos exigidos a partir de 1º de janeiro do ano posterior ao aumento da exação, independentemente da data em que se der, no transcorrer do ano. // Se o tributo não faz parte da lista de exceções, será observado, óbvio, a regra de aplicação cumulativa de anterioridade comum e nonagesimal. Ex. 1-“ICMS, majorado em 30 de junho de 2015, a incidência da lei majoradora ocorrerá em 1º de janeiro de 2016”./ 2- “É vedada a cobrança no mesmo exercício financeiro, e antes de noventa dias da data da publicação da lei que os institui ou aumenta, dos seguintes impostos: ITD e ISS”. Quadro do Professor) ☺Impostos exigidos imediatamente (lei publicada, cobrança no dia seguinte): IEG, IE, IOF, II e Empréstimo compulsório (em relação a Calamidade Pública). ☺Impostos exigidos passados 90 dias: IPI, ICMS-Combustível, Cide-Combustível; e COFINS (Contribuições destinadas ao financiamento de S.Social_ é uma anterioridade específica, nesse caso, por não observar anterioridade anual_ é chamada de anterioridade Mitigada). ☺Impostos exigidos apenas no exercício seguinte: IR, leis que modifiquem base cálculo de IPTU/IPVA, Empréstimo Compulsório (que visa atender investimento de caráter urgente e relevante). Questões) 1- “Tendo em vista o denominado princípio da anterioridade (comum), é correto afirmar que descabe a cobrança, no mesmo exercício financeiro da lei instituidora da Contribuição para a Seguridade Social, que está sujeita somente à anterioridade nonagesimal (art. 195, § 6º, da CF)”. [Errado] 2- “Caso a União, em 1º de julho de 2008, publique lei aumentando a alíquota da COFINS, de 3% para 3,5%, de certas pessoas jurídicas, a primeira data em que o referido aumento poderá produzir efeitos será 29 de setembro de 2008”. [Certa] Princípio da Anterioridade e Criação de Medida Provisória É necessária a observância do princípio da anterioridade tributária nos casos de tributos instituídos majorados por medida provisória. Como visto: Art. 62. (...) § 2º. Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto II, IE,IPI*, IOF e IEG; só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. Explicação: MP publicada em 20/08/12. Tem se prazo de validade de 60 dias (até 20/10/12), prorrogável por igual período (até 20/12/12) e nesse momento é convertida em lei. Tributo criado por MP deve se observar a anterioridade? SIM. A partir de que momento serão contados os 90 dias, a partir da publicação da MP ou de sua conversão em lei? Depende do tributo. Se Contribuição, o termo inicial é a data de publicação da MP; se Imposto, será a data de publicação da lei. (Embora Sabbag diga que o entendimento vem sendo só em relação a pub. Da MP.) //”Quando há prorrogação de contribuições, é preciso observar a anterioridade nonagesimal?” Segundo o STF, Não. A anterioridade está limitada aos casos de criação e modificação de tributos. Caso Prático: MP institui ou modifica uma contribuição social -previdenciária (publicação em 09 -09 -2015) e, uma vez prorrogada, não foi votada pelo Congresso Nacional, dentro do prazo de prorrogação. Assim, transcorreram os dois períodos sucessivos de sessenta dias, sem a conversão da MP em lei. Solução Proposta: haverá normal incidência do tributo majorado no 91º dia a contar da publicação da MP, ou seja, em 9 de dezembro de 2015. Note que os efeitos da incidência permanecerão válidos, entre o 91º dia e o 120º dia (em 7 de janeiro de 2016, ou seja, a data do termo ad quem para a conversão da MP em lei). // Se chegar a data e a MP não for convertida em lei, a contribuição que o sujeito passivo pagou até então não será restituída. E se ele não pagou, será aplicado o princípio da ultra atividade, cabendo a execução fiscal. [Veremos mais à frente questões de irretroatividade e ultra atividade] //A Isenção (dispensa legal de pagamento de tributos) pode ser revogada? Sim. Pois não se trata de direito adquirido_ a não ser que tenha sido concedida diante de determinadas condições onerosas e por prazo certo. Sobre tal questão, a doutrina majoritária sustenta que não se observa a anterioridade em caso de revogação de isenção_ salvo as situações do III, art.104 CTN. [Veremos melhor sobre isenção, no Isonomia] Isonomia Tributária (art. 150, II); A isonomia se mostra como a paridade entre pessoas perante situações semelhantes ou, no plano da diferenciação possível, como a disparidade entre pessoas, em face de situações dessemelhantes. “É vedado (...) instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão da ocupação profissional ou função por ele exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos”. -O princípio da isonomia tributária é postulado vazio, recebendo o conteúdo axiológico de outros valores, como a liberdade e a justiça. E critérios razoáveis. Questão: 1- “Quando a Constituição Federal estabelece que a União não pode tributar nem a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nem a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes, está sendo realizado o princípio da isonomia”. [Certo] 2- “No que concerne a limitações do poder de tributar da União, Estados e Municípios, é vedado instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, permitida distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida”. [Errado] Há 2 vertentes possíveis desse princípio no texto constitucional: Isonomia entre contribuintes e Isonomia entre os entes da Federação. Princípio da Isonomia entre os Entes federativos (União, Estados, DF e Municípios). P. da Uniformidade Geográfica (art.151, I CF) - os tributos da União deverão ser uniformes no território Nacional. Ex. IPIincidente sobre alumínio é de 4%, essa alíquota é aplicada a todos os estados. Exceções) o tratamento desigual é permitido no caso de incentivos fiscais com vistas a promover o desenvolvimento sócio- econômico de diferentes regiões do Brasil (p. da Isonomia à luz aristotélica). Ex. da Zona Franca de Manaus. P. da Proibição de Isenções Heterônomas (art. 151, III CF) - “É vedado a União: III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios”. Dar isenção só é possível pelo ente que detém a competência para instituir e cobrar. Obs: →Isenção de ICMS e ISS concedida por Lei Complementar da União: Lembrando que são as L.C que estabelecem normas gerais (CTN) relativas aos impostos, base de cálculo, fato gerador, sujeitos. ICMS é criado por lei ordinária pelo Estado e o ISS, pelo Município. Se as L.C regulam normas gerais em relação a esses tributos. Por vezes, trazendo isenções. Estas são heterônomas? Não são isenções heterônomas, pois estas leis complementares são leis Nacionais que versam sobre a uniformização dos tributos em todo território, por interesse não da União mas da Federação. “Uma coisa é uma L.C regulando de forma geral, outra é uma L.C instituindo tributo”. →Concessão de isenção de Tratado Internacional: Segundo entendimento do STF não constitui isenção heterônoma. Visto que tal tratado (ex. GATT) não é norma editada pela União, mas sim norma aprovada pela Rep. Federativa do Brasil, com caráter, portanto, Nacional. Princípio da Isonomia entre os contribuintes Art.150, II- instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; →Ocupação profissional não representa critério apto para justificar diferenciação. Ex. Emolumentos_ sendo um tributo (taxa) não é possível um tratamento desigual e isentar juízes. →Na CF há casos de tratamento tributário mais favorável para certo contribuintes. Ex. tributação de EPP e microempresa. “Aplicação de alíquotas diferentes não significa tributação diferentes”. Princípio do Não confisco (art.150, IV CF): estabelece uma proibição quanto a utilização de tributo com efeito de confisco_ que ocorre quando a tributação é tão gravosa que resulta de expropriação total. Obs. Tem de se analisar o caso. E tal princ. Se aplica às multas tributárias. A isonomia tributária e a cláusula pecunia non olet “Segundo o princípio tributário do ‘non olet’, a hipótese tributária deve ser entendida de forma que o intérprete se abstraia da licitude ou ilicitude da atividade exercida”. Tudo é tributado! Ainda que o rendimento provenha de atividade ilícita (v.g., o jogo proibido, a prostituição, o lenocínio, a corrupção, a usura, o curandeirismo, o câmbio negro). Questão) 1- “A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo -se da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como a natureza do seu objeto ou seus efeitos. É o chamado princípio do non olet, consagrado pelo CTN (art.118)”. [Certa] 2- “Somente os negócios jurídicos com agente capaz, objeto lícito e forma prevista ou não proibida em lei serão fatos geradores de tributos”. [Errada] -A renda auferida por meio do desempenho de atividades ilícitas é tributável, desde que ocorrido o fato gerador previsto em lei. //Art.126,II, CTN A capacidade tributária passiva é plena. Independe de agente capaz, de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, de achar-se pessoas naturais sujeitas a medidas privativas. (Art.126 CTN). A interpretação econômica do Fato Gerador é apenas de que a hipótese de incidência da obrigação tributária se realize no mundo dos fatos. Capacidade contributiva: Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (...) § 1º. Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão gradua dos segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. Como visto os princípios: Vedação ao Confisco (art. 150, IV); Não limitação ao Tráfego de Pessoas e Bens e a Ressalva do Pedágio (art. 150, V); Uniformidade Geográfica (art. 151, I); Proibição da tributação federal diferenciada da renda da dívida pública e da remuneração dos agentes, em âmbito não federal (art. 151, II); Proibição das Isenções Heterônomas (art. 151, III). São corolários à Isonomia. Irretroatividade Tributária (art. 150, III, a); //Enquanto a Anterioridade está relacionada aos efeitos da lei tributária; a Irretroatividade está ligada a noção de vigência. Então uma lei tributária pode estar em vigor (publicada) mas não produzir seus efeitos (nona e anual). E.x Está certo afirmar que “o princípio da anterioridade faz com que lei tributária publicada no dia 2 de outubro, vigente na ‘data da publicação’, ganhe eficácia no exercício financeiro seguinte”. Quase todas as leis tributárias entram em vigor na data se sua publicação (em regra, a vacatio legis é a normal das leis-45 dias), no entanto, não basta o requisito ‘vigência’, como visto. →A Lei Complementar n. 70/91, instituindo contribuição para financiamento da Seguridade Social, foi publicada em 30 de dezembro de 1991 – data em que entrou em vigor, conforme o art. 13 da norma. A produção dos efeitos, porém, ficou predeterminada a partir do primeiro dia do mês seguinte aos noventa dias posteriores àquela publicação (art. 13, parte final); Art.150 “É vedado” aos entes “III - cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado;” A lei tributária só se aplica a fatos geradores futuros. No entanto, não é toda lei que terá que observar essa Irretroatividade, mas apenas a que se refira à COBRANÇA de tributos. Exceções à irretroatividade: art.106 CTN estabelece a retroatividade da lei tributária em certas hipóteses (a maioria em favor do contribuinte); a) Leis expressamente interpretativas_ que só esclarece dado instituto (geralmente favorável ao contribuinte). Não criam direito novo, então pode retroagir. “É possível a retroatividade de lei tributária, desde que a norma seja interpretativa e não ocasione a aplicação de penalidade ao dispositivo interpretado”. b) Leis que reduzem penalidade ou deixam de definir certo atos como infracionais_ para aplicar a retroatividade, depende de uma condição: que o ato relativo a elas esteja em Aberto (não tenha transitado). Se a pessoa já tiver pagado a multa, não cabe restituição. (É acerca da Penalidade- e não tributo) Questão) “Em 1º de agosto de 2003, determinado contribuinte recolheu o ICMS aplicando alíquota menor que a correta. À época do fato gerador, a alíquota do ICMS correta era de 25%, e a multa prevista para esse tipo de infração era de 80% do valor do imposto não recolhido. Em 31 de dezembro de 2003, o Estado editou uma lei reduzindo a referida alíquota para 20% e majorando a multa para 90%. Em 31 de dezembro de 2004, o Estado editou nova lei reduzindo o valor da multa para 70%, e fixando a alíquota em 27%, sendo esta a lei vigente no dia da autuação. Sendo assim, a alíquota e a multa que o fiscal aplicaria para constituir o crédito tributário em razão da infração cometida por esse contribuinte seriam, respectivamente, de 25% e 70%”. [Certa] //Para a alíquota, aplicar -se -á sempre a lei do momento do fato gerador. c) Também pode retroagir nos casos em que a lei estabeleça novas garantias ou novos privilégios ao crédito tributário_ não se trata propriamente de criação de tributos (ex. MS,PAP?) d) Ultra atividade art.144, §1º CTN-§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fatogerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. Obs. Sobre a quebra de sigilo bancário pela ADM Pública: L.4595/94_ pedia autorização judicial; L.8021/90_ podia diretamente; LC 105/01_ revoga a primeira lei; Art. 6o As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. (Regulamento) Parágrafo único. O resultado dos exames, as informações e os documentos a que se refere este artigo serão conservados em sigilo, observada a legislação tributária. -A quebra do sigilo bancário pela AP é constitucional? O STF entende que não, pois há violação. Mas a questão tá em aberto. “Lei tributária que eleja fatos do passado, como suporte fático da incidência de tributo antes não exigível (...) será inconstitucional, por ferir o princípio da irretroatividade da lei criadora ou majoradora do tributo”. Imunidades Tributárias A imunidade é uma norma de desoneração tributária. Desoneração que alcança os mais diferentes tributos; existe para imposto, taxa e contribuições(especiais). [Não existe: para Empréstimo Compulsório e Contribuição de Melhoria]. -Mas o principal dispositivo que trata delas fala só de impostos. Mas não é só, pois há em outros dispositivos. Ex. art.149, §2º,I CF: Contribuição Social e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico [ este dispositivo prevê em caso de “exportação”]. -É uma concessão constitucional_ que sempre consagrará dado valor. A imunidade é diferente de isenção. Aquela tem sede constitucional, esta infraconstitucional. O Prof. Diz que há problemas de legística em relação a isso, pois a certos dispositivos escritos “isento” e na verdade trata-se sobre Imunidade. A exemplo art.195, §7º- “São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei”. E o art.184, §5º- “São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária”; da CF. Principal Dispositivo sobre Imunidades- Art.150, VI CF Art. 150. “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: VI - instituir impostos sobre:” 1º Forma: Imunidade Recíproca (alínea “a- patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros”) _ os entes não tributa uns aos outros. Preserva-se a autonomia dos entes. -Valor constitucional ressaltado: se homenageia a estrutura federativa. Parificação/ Cooperação. //Inexiste capacidade contributiva quando se trata de pessoa política. P.ex. o patrimônio da União não pertence a ela, sim à sociedade. //Esse rol da “a”, como visto, inclui imposto sobre patrimônio (ex. IPTU/IPVA; ITR), renda (ex. IR) e serviços (ex. ISS). Ex. Estado não pode cobrar IPVA sobre um veículo usado pela Prefeitura Municipal. //Impostos fora do ROL: baseado no valor da Isonomia dos entes, o STF interpreta que mesmo se o imposto estiver fora desse rol prevalece a imunidade_ em relação aos entes e a estrutura federativa. P.ex. No caso de IOF, que não é imposto sobre patrimônio etc. [o mesmo em relação aos §§ 2º,3º] Obs. §2º tal vedação “é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes”. //Em relação as autarquias e fundações públicas (e não aos entes), esta proteção é condicionada à FINALIDADE ESSENCIAL. P.ex. será cobrado IPTU de terreno baldio de autarquia federal. / Mas não será cobrado IPTU da Unimontes. No entanto, haverá tributação normalmente se houver exploração de atividade econômica ou cobrança de tarifa/preço do usuário. §3º -Seja a U, E, DF ou M, autarquias ou fundações públicas_ incidirão os tributos. Então vai olhar-se é atividade típica de Estado ou não. Obs. 2. Segundo o STF cobra-se normalmente tributos de Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista, pois se desempenha exploração de atividade econômica ou cobrança de tarifa. Se houvesse imunidade feriria a “Livre concorrência”. No entanto, há três exceções: 1-EBCT* (EP); 2- INFRAERO (EP) e 3-CAERD (SEM); sobre entendimento de que estas desempenham atividade típica de Estado e em regime de monopólio. *O STF estende a imunidade dos Correios até para os serviços que não são tipicamente postais, como para a venda de selos. No fundamento de que contribui para manter a atividade. //No entanto, não são afetados os tributos embutidos-difusos_ como aqueles nos alimentos; ou o ICMS_ que querendo ou não afeta a pessoa que sofre o impacto financeiro. 2º Forma: Imunidade Religiosa (alínea “b) templos de qualquer culto”) _ Todas as liturgias são protegidas, salvo se contra legem. O STF entende templo como sinônimo de entidade; é a organização Religiosa em todas as manifestações que contribuem para difusão da religiosidade. Assim não incide: IR sobre arrecadação de dízimos; IPTU sobre o local destinado aos cultos; IPVA sobre os veículos de propriedade da igreja (embora incida normalmente sobre o carro do padre/bispo/pastor). -Valor constitucional que enseja tal proteção: liberdade de culto e crença. Obs. § 4º As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. Ex. Igreja compra um apartamento que não será usado para fins religiosos. Incidirá impostos? Depende. Como os serviços relacionados podem ser protegidos, será imune se ao receber os frutos do AP tais forem reinvestidos integralmente no propósito religioso. Há de se ter razoabilidade. P.ex. Uma entidade religiosa tem 200 AP pra alugar, não será uma simples igreja mas praticamente uma imobiliária. Caso fosse imune feriria vários princípios, como o da Livre concorrência. Não se pode permitir que sob a capa da fé, isso ocorra. Outros casos) Se a Igreja for inquilina_ se tiver praticando a fé no imóvel de dado proprietário (locador), não se incidirá tributo sobre? Incidirá sim. Não haverá imunidade visto que “aos olhos da lei” o proprietário é o locador que deve pagar o IPTU. O Fato Gerador do IPTU é ser proprietário, e o sujeito passivo, o locador. Igreja proprietária de terreno para estacionamento_ 1-se quem estaciona são os fieis, tal terreno servindo como extensão da igreja, haverá imunidade; 2- fora dos momentos de culto a igreja o aluga e cobra por isso, incidirá a imunidade caso seja provado o reinvestimento dos valores à religiosidade. Cemitério usado para sepultar religiosos_ incide a imunidade. Igreja vende produtos sacros_ o imposto incidente é o ICMS (que não é de patrimônio, renda ou serviço). Quem acaba arcando com o impacto financeiro do ICMS é o consumidor final. Não há imunidade, entende o STF. Loja Maçônica_ o STF tem julgado que templo maçônico não cabe imunidade. 3º Forma – alínea c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação (p.ex. faculdades, museu, biblioteca pública) e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; Valor constitucional: Partido Político_ em razão do pluralismo político; Entidades sindicais_ liberdade de associação; etc. Obs. É aplicado aqui, a mesma questão do §4º “...patrimônio, renda e serviços, relacionados comas finalidades essenciais da entidade ...” Obs.2. Como visto, o art. 195, §7º traz um caso de Imunidade para Entidade de Assistência Social, embora no texto CF esteja escrito “isentas”. O tributo afastado é a Contribuição para a Seguridade Social. →Única entidade que é ao mesmo tempo imune a impostos e a contribuição para S.Social é a de A. Social. [Educação só é imune a impostos]. //Entidades do sistema S (sesi, senai, senac) são classificados como de Assistência Social, segundo entendimento do STF. Não incidindo, portanto, o ISS (imposto sobre serviços). //Entidades Fechadas de Previdência Social Privada (Fundos de Pensão)_ dependendo do tipo será vista como de Assistência social e portanto será imune. Só se a Previdência Privada for bancada pelo patrão, será assistencial e assim imune (raro de ocorrer). Obs.3. Essas imunidades se encontram CONDICIONADAS. (Ao disposto no art. 14 CTN): -Se tiver lucro, ele não pode ser distribuído entre os mantenedores; (Não diz que não pode haver lucro, mas que ele tem de ser revertido para a finalidade); -O lucro não pode ser emitido para o exterior; - A escrituração dos livros devem estar em dia. /Então toda a turma da alínea c, possui uma imunidade que não é autoaplicável. 4º Forma: Imunidade de Imprensa- (alínea “d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão”) Aqui há uma imunidade objetiva (que afasta imposto em relação as coisas expostas na “d”). //Editora (pessoa) não tem imunidade e sim os livros. -Valores defendidos: Liberdade de Expressão; Difusão do Conhecimento1 e da Cultura; Utilidade Social do Bem2. 1- olha se há pensamento formalmente considerado. Dependendo do livro, não haverá tal e portanto não haverá imunidade. Ex. livro de bordo; livro de ponto. Pois não condiz com a norma. 2-Se há utilidade social, há imunidade. Ex. lista telefônica; álbum de figurinhas_ entende o STF. Obs. A doutrina se divide em relação a extensão dessa imunidade à suporte diversos (CD-ROM, e-book etc.) Roque Carraza entende que o conceito de livro é amplo, devendo ser delineado a partir da Finalidade do bem e não do seu aspecto material. Já Ricardo Lobo, não. Sabbag segue o entendimento de Carraza, pois não dá pra se considerar o conceito de livro de forma tão hermética, sem considerar as mudanças. Os tribunais estão divididos. Obs.2. O papel é o único insumo protegido pela alínea d. Só os papéis destinados a produção de livros, revistas, periódicos. No entanto, se coloca interessante polemizar sobre isso. No sentido de que tal imunidade constitucional é “esvaziada”, pois não atinge os efeitos a que se preta, por não abarcar os outros insumos usados na fabricação de tais bens. Acaba não se aprofundando nos valores. O RE 202-149- diz que a interpretação não pode se restringir ao papel, que é só exemplo. Mas isso foi inter partes. Não há veredicto. 5º Forma_ e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. Obrigação Tributária A obrigação tributária (obrigação de dar) decorre do exercício de um Fato Gerador sujeito à Hipótese de Incidência. Representa o campo do dever de pagar o tributo, que surgirá em decorrência de um fato gerador. O Fato Gerador diz respeito ao evento ocorrido que materializa a Hipótese de Incidência tributária. Ex. Maria circula mercadorias (FG) passando a ser devedora o ICMS (obrigação tributária). “A obrigação tributária nasce com a ocorrência do fato gerador, estabelecendo uma relação jurídica que vincula o sujeito ativo (Estado), que pode exigir do sujeito passivo (Particular) uma prestação patrimonial (Dinheiro), em virtude da vontade da lei que instituiu o tributo”. São elementos portanto: Sujeito Ativo, Sujeito Passivo, Objeto (prestação principal e prestação acessória) e a Causa (Lei ou Legislação Tributária). ►Sujeito Ativo: é o credor da obrigação tributária. “Art. 119-CTN- Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento”. São pessoas de Direito público que: “podem ser titulares, por delegação, das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária”. Há dois tipos de sujeitos ativos: o direto e o indireto. Sujeitos Ativos Diretos: são as pessoas jurídicas de direito público interno (entidades políticas: União_ tributos federais; Estados- tributos estaduais; Municípios-tributos municipais e DF_ distritais). →A Constituição outorga a esses Sujeitos Ativos Diretos: o poder de instituição dos tributos por meio de Lei. Que se chama Competência Tributária (que é indelegável). Possuindo, obviamente, Capacidade tributária ativa (que pode ser delegada_ somente para pessoas jurídicas de direito público?). Ex. o IGF pode ser criado por Estado? Não. Pois tal só pode ser criado pela união que possui competência tributária pra isso, pois o tributo é federal. // O DF tem competência híbrida (estadual e municipal- Câmara legislativa) Sujeitos Ativos Indiretos: são as pessoas jurídicas que detêm o poder administrativo de arrecadar e fiscalizar o tributo. Possuem Capacidade tributária ativa (indireta). Assim: Competência tributária (criar/instituir) ≠ Capacidade Tributária Ativa; Capacidade Trib. Ativa Direta ≠ Cap.Trib. Ativa Indireta. _ “Toda pessoa que possui Competência Tributária possui Capacidade Tributária Ativa, mas nem toda pessoa que possui Capacidade Ativa possui Competência Tributária”. Então um ente político cria um tributo e delega sua arrecadação e fiscalização a um ente parafiscal. P.ex. CREA- autarquia Federal. Obs. É importante que o pagamento de tributo/multa seja a apenas uma pessoa jurídica. É rechaçada a Bitributação. _Todavia, há situações extraordinárias, excepcionais que permitem a bitributação= IEG e Empréstimos Compulsório_ por serem excepcionais a Lei diz que quando forem necessários usará o mesmo Fato Gerador de outro tributo. Exemplos de vedação da bitributação) 1- Há dúvida se um imóvel está localizado em zona rural (ITR) ou urbana (IPTU). Há cobrança de ITR pela União e IPTU pelo Município. Caberá ao sujeito passivo ajuizar Ação de Consignação em Pagamento, evitando a execução fiscal dupla. / 2-O mesmo pode ser feito caso a sede de uma empresa se encontre em uma zona limítrofe de municípios, porque não pode ser cobrado ISS de ambos sobre o contribuinte. ► Sujeito Passivo: (art.121 e 123 CTN)- “ Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.” É o devedor do tributo. Possuindo capacidade tributária. E a luz do princípio da reserva legal, o sujeito passivo está definido na lei. –Dessa forma, não se pode admitir, para efeitos tributários, a transferência do dever de pagar para um devedor diverso daquele previsto em lei. P.ex. o IPTU incide sobre o locador (proprietário do imóvel) e não o locatário, ainda que haja cláusula nesse sentido. //Capacidade Tributária Passiva: Todos podem ser sujeitos passivos da obrigação tributária. Seja sociedade irregular, seja pessoa interditada. [Lembrando que sociedade em conta de participação não é pessoa jurídica, portanto não é sujeito_ mas as pessoas dela.] Tipos de Sujeito Passivo: ♣ Contribuinte: que é aquele que tem “relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador”; Ou seja, é o proprietário do imóvel- FG. ♣Responsável: é aquele que, não tendo relação pessoal e direta com o fato gerador, tem obrigação decorrente da Lei para com o tribulto/multa. É aquele apto, que possui potencialidade (lógica fiscal). Ex.s: 1- Os pais em relação aos tributos devidos pelos filhos menores (art.134,I CTN); 2- o espólio com relação aos tributos devidos pelo de cujus, até a abertura de sucessão (art.131,IIICTN); 3- o adquirente de bem imóvel com relação ao tributo devido pelo alienante; Solidariedade tributária passiva: ♠ Solidariedade natural_ (art.124,I CTN)- codevedores que tenham interesse comum na situação. P.ex. vários irmãos coproprietários de um mesmo imóvel; todos são contribuintes do IPTU. ♠Solidariedade Legal_ os casos designados em lei. //Ex. art.134 CTN -A distinção entre ambas é a positivação. -Não existe benefício de ordem, então o tributo pode ser integralmente cobrado a qualquer dos coobrigados. Efeitos: 1º (Inc. I) - o pagamento feito por um aproveita aos demais; 2º-II- a isenção e a remissão de crédito exoneram todos os coobrigados (objetiva), salvo se outorgada pessoalmente a um deles (subjetiva), subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo; Ex. Há 3 devedores de IPTU no valor de R$ 900,0. Um dos codevedores é beneficiado com uma isenção subjetiva. Os outros dois seguirão sendo solidários pelo saldo de R$ 600,0. 3º-III- a interrupção da prescrição, aproveita aos demais. (Isso é bom para a fazenda pública) Espécies Tributárias Para o CTN (art.5º), que adotou a teoria tripartite, só eram espécies tributárias: os impostos, as taxas e as contribuições de melhorias. Então a CRBF/88 (art. 145) ampliou esse rol. Correntes -Corrente bipartida: segundo ela são espécies tributárias apenas os impostos e as taxas. Corrente minoritária encabeçada por Alfredo Becker. -Corrente Tripartite: defendida por Sacha Calmon, entende acerca de três espécies_ fundamentado pelo art. 4º e 5º do CTN. Para este, as contribuições especiais e empréstimos compulsórios seriam espécimes dos outros tributos conforme o fato gerador. -Corrente Quinquipartida ou pentapartida: é a corrente majoritária na doutrina e jurisprudência. Considera como espécies: os impostos, as taxas, as contribuições de melhoria, os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais. Aqui o que caracteriza esta corrente é que o destino das receitas é relevante para definir sua natureza jurídica. Dessa forma entende que estes últimos tributos são finalísticos. -Corrente Hexapartida: considera o COSIP (tributo municipal sobre energia elétrica) também como espécie. No entanto ainda é visto como uma espécie híbrida_ a finalidade se aproxima das contribuições especiais; mas pelo Fato Gerador se aproxima dos impostos. Tributos Conceito – Art. 3º CTN Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária1 compulsória2, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir3, que não constitua sanção de ato ilícito4, instituída em lei5 e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada6 Aspectos constitucionais/ características do tributo: 1-Prestação Pecuniária- A prestação é um vínculo jurídico que surge em decorrência de um fato gerador, jurígeno; vinculo que une sujeito ativo e sujeito passivo. A prestação é principal ou acessória. [Essa redação do art.3º trata da principal_ a transferência do valor pelo obrigado ao Estado] -A obrigação tributária principal é consubstanciada numa obrigação de dar dinheiro (moeda corrente brasileira). “A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.” - “A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (da obrigação principal).” Ex. emissões de notas fiscais, escrituração de livros contáveis. //As entidades imunes, embora não tenha que cumprir obrigação principal, deve manter as acessórias (que são autônomas). //Essa nomenclatura é muito criticada: visto que decorre do D. Civil. E no D. Tributário existem obrigações acessórias que não dependem da Obrigação Principal. Aquelas são colaborativas para a satisfação da principal 2- Compulsoriedade- A obrigação tributária surge da subsunção da lei ao fato gerador. Não interessa o aspecto volitivo do contribuinte para o D. tributário. Tal compulsoriedade decorre do fato da obrigação tributária decorrer diretamente da lei (sendo receita derivada) e não da vontade do devedor. →Por isso, geralmente vícios são muito difíceis de serem aceitos_ não cabendo qualquer análise de vício de consentimento. → Não existe natureza contraprestacional aqui. [A obrigação de dar do contribuinte é desvencilhada da aplicação correta do tributo (pelos entes)]. → Apesar de não se olhar o aspecto volitivo do contribuinte, por vezes o legislador estabelece regimes ‘opcionais’, que exige manifestação do contribuinte. //Leandro Paulsen afirma que as receitas patrimoniais relativas ao uso ou exploração em caráter privado de bens públicos (taxa de ocupação de terreno de marinha e compensação financeira de exploração mineral_ royalts) _ não são receitas tributárias. 3- Moeda- corrente brasileira. Mesmo em dação_ leiloará o bem para se ter o valor exprimível em moeda. 4- Sanção de ato ilícito- Um tributo é sempre reflexo de fatos lícitos. No entanto, a renda auferida por meio do desempenho de atividades ilícitas é tributável, desde que ocorrido o fato gerador previsto em lei [adotando-se o preceito de “Pecunia non olet”]. Tendo em vista tratar igualmente os detentores de capacidade contributiva e, ao mesmo tempo, evitar que a atividade criminosa se configurasse mais vantajosa, inclusive pela isenção tributária. - Esse preceito não guarda antinomia com o expresso nesse art.3º do CTN, visto que, de fato, a lei que institui um tributo não pode prever como hipótese de incidência um ato ilícito, como uma venda de drogas, no aspecto material de incidência do ICMS. No entanto, cabe a incidência em casos ilícitos, até mesmo como uma forma de desencorajamento. Pois, com efeito, a não tributação dos atos ilícitos abriria aos criminosos a vantagem adicional da desoneração tributária. //Mizabel Derzi critica esse princípio_ pois considera a Fruit of poison Tree //A desvinculação dessa questão de validade é muito notada na questão de que o tributo incide até sobre incapaz. Incide tributo pra qualquer um que gere um fato. 5- Instituído em lei- revelando o Princípio da Legalidade. (...) 6- Atividade plenamente vinculada- trata-se da arrecadação e fiscalização dos detentores da Capacidade Tributária ativa. Afirmando que todos os atos de cobrança estão previstos em lei. No polo ativo está aquele que a lei determinar para aquele tributo (o instituidor ou o fiscalizador). //Leandro Paulsen_ A plena vinculação está relacionado com o cumprimento irrestrito da legislação tributária, incluindo todos os atos regulamentares. Paulo Carvalho diz que pode haver discricionariedade em atos menos importantes. Finalidade do tributo O tributo é necessariamente obrigação destinada ao custeio das atividades dos entes políticos ou outras atividades de interesse público. Origem do CTN: - O CTN entrou em vigor em 1966 como lei ordinária. – Foi recepcionado pela Constituição de 1988 com status de Lei Complementar. Deste modo deve considera-lo como L.C em razão de sua materialidade; e não uma LO em função de sua origem. Visto que a CF exige que essa temática de normas gerais seja feita por L.C. E o CTN padroniza matéria para todos os entes. (centrípeta?) Finalidade da Atividade Tributária: Pode ter duas finalidades) – Finalidade Fiscal_ que é uma finalidade arrecadatória de se prover os cofres públicos p/ que o Estado realize suas atividades. [Estado liberal] -Finalidade Extrafiscal: perspectiva de estímulo (fomento) ou desestímulo; regula comportamentos econômicos À realização de determinados atos dos particulares. (Ex. como incide maior alíquota ao cigarro para desestimular o tabagismo; aumentar imposto de importação). [Estado social] //Tais características de fiscalidade e extrafiscalidade não são excludentes. A questão é entender qual prepondera. Ex: foi a alteração do IPI que concebido como um tributo extrafiscal, mas pela relevância de sua arrecadação foi lhe atribuído regras fiscais,como a aplicação da anterioridade nonagesimal. Parafiscalidade não é finalidade. [Já visto. Mas importante frisar os outros elementos da Obrigação tributária ↓] Objeto (art.113 CTN) _ é a prestação de cunho pecuniário ou não pecuniário. -Cunho pecuniário: ato de pagar tributo/multa (Obrig. Tributária Principal) -Cunho ñ pecuniário: ato diverso do pagamento. (Obrig. Trib. Acessória) //Não existe relação de reciprocidade. “A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente.”(art.175,§U) //O descumprimento de um dever instrumental torna-o patrimonial. A Ob. Acessória caso descumprida se converterá em Ob. Principal relativa à multa. Causa (art.114 e 115 ctn) – é o VÍNCULO JURÍDICO que justifica o dever da obrigação tributária. São duas as causa: A Lei (ob. Principais) e a Legislação Tributária (ob. Acessórias). Fato Gerador- também chamado de Fato imponível, jurígeno. É o fato jurídico tributário. É um dos elementos da relação jurídico-tributária. FG (plano concreto) trata da materialização da hipótese de incidência (plano abstrato). →Observações acerca da legística: Art.97, III que diz “Somente a lei pode estabelecer a definição de fato gerador da obrigação...” Na verdade, se fala em hipótese de incidência, esta sim é estabelecida por lei. Art.118- “A definição legal do Fato G..” É a HI. - Então FG não se confunde com HI. Aquele que faz nascer o dever de pagar o tributo. -A doutrina muitas vezes coloca Fato gerador para ambos. FG. Abstrato= HI; F.G concreto= FG. Obs. Cuidado! O Fato Gerador do Empréstimo Compulsório não é a calamidade pública ou guerra. O FG não se confunde com a situação fática que autoriza a incidência de um tributo. Então, no IEG, por ser algo excepcional usará impostos já existentes; não é a guerra que faz com que incida a cobrança. O mesmo com o Emp. Compulsório. 3 Espécies de Caracterização do FG em função do tempo de sua ocorrência_ Contínuo, Simples ou periódico: -Simples/Instantâneo: se inicia e se completa num só instante. Ex.II, IE, IOF, ICMS (imposto estadual) e contribuição de melhoria etc. -Continuados/duradouros: são frutos de uma ficção legal (porque a lei impõe um prazo, 1 ano, para ele se completar). Ex. ITR, IPTU e IPVA. -Periódico/Complexos: também se dá de forma duradoura no tempo; no entanto se dá pela união de todos os fatos geradores. P.ex. IR O fato Gerador pode vir submetido a uma condição_ quando se revelar como uma situação jurídica. Momento em que há sua ocorrência) ♥Situação de fato: não depende do direito pra delimitação. Logo, o FG pode se materializar em uma situação de fato a partir do momento que se revele pelas circunstâncias materiais aptas a seus efeitos. ♥Situação de direito: ocorre quando o direito aponta conceitualmente para sua constituição. A diferença entre ambas é a explicação da positivação que ocorre na de direito. P.ex. Propriedade rural é explicada na lei o que é. Nada é em relação a “circulação”. Tem se duas condições que podem influenciar no momento do FG) –Condição Suspensiva- aquilo de o FG ocorrerá com o implemento desta. Ex. o pai doará ap (FG situação jurídica) para a filha se ela se casar com fulano (condição suspensiva). Enquanto não houver o casamento, não haverá o fato gerador do ITCMD. -Condição resolutória- põe fim aos efeitos válidos, com isso não se cogita novo FG. P.ex. caso de pai que doou ap pra filha na prerrogativa de que ela não se divorcie. Caso a condição se resolva, o Fisco não poderá cobrar o ITCMD de novo. Hipótese de Incidência: ESQUEMA DAS ANTERIORIDADES: Não se aplica nenhuma, ou seja, são tributos de vigência imediata: II- imposto de importação IE: Imposto de exportação IOF: Imposto sobre operações financeiras IEG: Imposto extraordinário de guerra EC: Empréstimos compulsórios de guerra e calamidade pública (obs: interesse público não) Aplica-se somente a anterioridade NONAGESIMAL: IPI- Imposto sobre produtos industrializados Contribuição Social CIDE combustível ICMS combustível Aplica-se somente a anterioridade ANUAl: IR -Imposto de renda MAJORAÇÃO DA BC do IPVA: Imposto sobre a propriedade de veículos automotores - e do IPTU : Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana.