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Direito Internacional
Gisele Marilene de Souza de Ávila
Florianópolis, 13 de fevereiro de 2017
N1 – 11/04 (Avaliação oral)
N2 – 
N3 – Noticias trazidas e apresentadas durante o semestre
Professor: Paulo Potiara
O Estado é grande demais para as pequenas coisas e pequeno demais para as grandes – Livro Soberania do Tempo Moderno. (Para o professor, esta frase define o Direito Internacional).
A exemplo disso podemos citar situações relacionadas as guerras (provoca grande número de refugiados), tecnologias, meio ambiente e etc.
Direito Internacional Público (Relação entre Estado)
Direito Internacional Privado (Relação entre indivíduo) – não estuda fora das matérias optativas.
Convenção alimentar de N.W.
Problema com a questão de efetividade questões ligadas a importações, por exemplo, são ineficazes para Direito Internacional. 
Florianópolis, 14 de fevereiro de 2017
Notícia Professor:
 Homem assassinado é filho mais velho de um monge da Coréia do Norte. Mostra a força da Coréia, Estado aliado da China, mas estão se separando. Estão desenvolvendo 
missel atômico.
 
DIREITO INTERMACIONAL PUBLICO – DIP
CONCEITO
Regula a comunidade internacional.
 Poucos sujeitos que são Estados.
A ONU faz parte desta comunidade assim como algumas ONG’s e empresas.
Notícia Professor:
 Presidente dos EUA ameaçou cobrança do México com a construção do muro e o México revidou dizendo que não exportara mais milho para os EUA.
Notícia Professor:
 Romênia esta passando por um momento político semelhante ao do Brasil, porém mais qualificado. 
Notícia Professor:
 
Eleição francesa – reflexo positivo dos atos do presidente dos EUA.
DIREITO E SOBERANIA
Serve para proteger o direito das pessoas, estando relacionado aos Direitos Humanos.
É considerado como direito das gentes. 
Este direito esta automaticamente ligado a soberania Estados.
Existem Estados que são mais soberanos que os outros, porem, isso pouco importa para o Direito Internacional. É considerada uma igualdade formal. 
O Direito Internacional esta muito ligado e próximo da política. 
EXISTENCIA DO DIREITO INTERNACIONAL E A NATUREZA DA DIP
O que prova a existência de um direito internacional são os elementos abaixo.
Opinio Iuris 
É complexo e derivado da comum ló. É a percepção que os Estados tem de estarem vinculado a um ordenamento jurídico. 
Reconhecimento Formal
Os Estados utilizam-se do Direito Internacional.
Participação nas Estruturas
Os Estados se utilizam das estruturas da DIP porque confiam nele.
RELAÇÕES ENTRE ORDEM JURÍDICA INTERNA E INTERNACIONAL
Monismo
O Estado se entendia como detentor do poder e se não houvesse acordo entre os Estados não haveria Relação Jurídica. 
Dualismo
É a ratificação. Kelsen era a favor da idéia do Dualismo que por sua vez trás em conjunto a relação interna e internacional, porem com o passar do tempo, Kelsen faz outro livro trazendo a idéia do monismo, porque acentuava que se os estados racistas se juntassem não teria como não haver preconceito. 
A França ainda trás a idéia do monismo não precisando assim da ratificação.
A Holanda é o maior estado monista na atualidade, pois eles assinam tratados que possuem a valer automaticamente e ainda se tornando superior a própria constituição.
Brasil era um cidadão alemão e nos EUA foi condenado a morte violando a Convenção de Viena ao não informar a embaixada. Por sua vez a embaixada encaminha uma liminar para não executar a penalidade e enviar para o presidente que por sua vez, alega que a competência não é da União e pede para encaminhar para o Estado responsável. 
Primado do Direito Internacional 
RELAÇÕES
Relações entre a DIP e o Ordenamento Brasileiro
O Brasil é dualista moderno, pois existe uma única situação que um tratado passa a ter vigência deixando de passar pela ratificação conforme o art. 5, §2 da Constituição Federal. 
Hierarquia 
Os tratados entram no Brasil como legislação ordinária. 
Únicas hipóteses de exceção.Art. 98 CTN?????? - Natureza complementar
Art. 5, § 3 da CF/88 (cláusula pétrea) – Natureza constitucional
Art. 98 CTN - Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.
Art. 5, § 3º CF/88 - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 
Florianópolis, 20 de fevereiro de 2017
HISTÓRICO DE DIP
Pré-século XVI
Trabalha com o Direito de Guerra.
Dois direitos na Roma:
Direito Civil
Ius Gentium 
“Se não existe Estado, não existe Direito Internacional.”
 Direito das gentes – Direito Internacional.
Relaciona-se com o Direito da guerra para limitar a força militar. 
Nesse período não se tem de fato um direito de guerra porque existem as regras cristãs
O Direito da Guerra e o Direito Internacional é um direito desigual. 
Século XVI
Francisco de Vitória
Hugo Grotius – fundador de uma Idea liberal do Direito Internacional. Hugo era um holandês envolvido com a política holandesa, era protestante e advinha de uma família rica.
PAZ DE VESTIFÁLIA E OS LONGOS, SEC. XVIII E XIX
São os tratados que colocam fim na guerra chamada de “Guerra dos 30 anos” no ano de 1648.
PACÍFISMO
O Estado é Soberano:
Interna: a partir de 1648 se limita. (não pode fazer tudo que se quer.
Externa: a partir de 1648 o Direito Internacional pode tudo. (Estado de natureza da comunidade internacional). 
No final do século XIX surge os movimentos pacifistas que foram criados pela Rússia. 
Cria tratados em 1899 e 1904 em Haia.
Esse movimento cria tratados e convenções visando a limitação das guerras.
Em 1914 acontece o que a Rússia não esperava a 1ª Guerra Mundial que conta com armamentos espantosos e com resultados e proporções de se tinha quando se utilizava as armas e maquinários. 
A primeira vez que se utilizou avião em guerra foi em Santa Catarina com a Guerra de Farroupilha.
A idéia que se tem com o fim da guerra em 1919 é que não se pode mais ter guerra e para isso cria tratados de Versales e conseqüentemente a Liga das Nações – Primeira vez na história que a guerra se torna crime.
Em 1929 ocorre a quebra da bolsa de NY que foi um acontecimento catastrófico. Com isso a Alemanha tem uma quebra econômica muito grande.
De 1933 a 1939 Hitler organizou militarmente a Alemanha.
No final da década de 30 uma interferência nazista tentou fazer um teste bombardeando a cidade de Benirca, uma população civil e matou 1/3 da população tornando um evento catastrófico. Picasso muda sua forma de arte após este trágico evento.
AS GRANDES GUERRAS
O homem é capaz de destruir a si próprio e a humanidade. Ex: bomba em Hirochina e Nagazaque.
DIP HOJE
Direitos humanos tenta mudar e proteger os direitos dos humanos – ONU.
Desde 1945 até os dias de hoje o Direito Internacional conseguiu com seu sistema evitar grandes guerras.
Linha da extinção o homem pode se autodestruir e ultrapassando esta linha somos uma sociedade justa. 
Florianópolis, 21 de fevereiro de 2017
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO - DIP
SUJEITOS
São as entidades que possuam personalidade jurídica.
Teoria Clássica do Direito Internacional 
 O estado é o sujeito por excelência, segundo esta teoria.
O direito internacional começa a trazer entidades privadas. 
Além das organizações nacionais se tem as empresas transnacionais que produzem costumes internacionais. 
Sujeitos de Direito Internacional Público são todos aqueles entes ou entidades cujas condutas estão diretamente previstas pelo Direito Internacional Público e que têm a possibilidade de atuar, direta ou indiretamente, no plano internacional. Deste conceito, retira-se duas conotações da qualificação jurídica de sujeito de Direito Internacional Público:
a) passiva: sujeito de Direito Internacional Público é o destinatário da norma de Direito Internacional Público;
b) ativa: sujeitode Direito Internacional Público tem capacidade para atuar no plano internacional.
Da conotação ativa nasce o conceito de personalidade jurídica no plano internacional, que é a capacidade para agir internacionalmente. O fato de não ter capacidade para participar do processo de formação das normas de Direito Internacional Público não retira a personalidade jurídica internacional de um ente, mas apenas limita sua atuação, como acontece com os indivíduos.
Os sujeitos de Direito Internacional Público podem ser classificados em:
a) Estados;
b) Coletividades Interestatais;
c) Coletividades Não-estatais;
d) Indivíduos.
FONTE: 
http://proftiago.blogspot.com.br/2007/03/roteiros-de-aula-aula-4-sujeitos-de.html
 
O ESTADO COMO SUJEITO
Para a Teoria Clássica do direito e do estado é sujeito e direito por excelência.
O indivíduo é sujeito de Direito Internacional também, dotados de direitos e deveres. 
A origem do Direito Internacional esta dentro do Estado.
O Estado é entidade territorial munida pelo governo que “cuida” da população.
TERRITÓRIO
O Estado é entidade territorial.
O que é território? É uma delimitação geográfica, fronteiras em que o Estado exerceu sua soberania, ou melhor, suas competências soberanas. 
É uma área de terra, acima do nível do mar ancorada em fundo marinho.
TERRITÓRIO
Águas internacionais 
exploração cientifica. 
12 milhas (mar territorial)
 
– Todas as competências soberanas – Território por excelência
 
12 milhas (zona contígua)
 – 
O Brasil exerce competências econômicas e tem jurisdição penal e militar.
200 milhas (zona econômica exclusiva)
 – 
O Brasil não exerce jurisdição, o que define o navio é o seu registro para definir sua jurisdição. Os registros geralmente são registrados na Libéria, por ser um lugar que tudo é liberado.
 
Espaço Aéreo 
Também é território brasileiro, contando do mar territorial – 50 milhas – para cima.
Embaixadas e Consulados
São uma extensão mínima do Estado brasileiro de outro Estado dentro das condições do tratado de Viena. 
Subsolo
Brasil 								 Rio Iguaçu
Paraguay		 Área explorada.
		 Divide a área mais profunda navegável. 
							 Talvegue
Pode ter Estado sem território?
Nos dias de hoje existe a entidade soberana chamada Ordem de Malta. 
Micro-estados.Existem territórios muito pequenos, a exemplo: Mona que possui apenas 1km de extensão. 
Nos dias atuais ainda podemos dizer que existem estados “de ninguém”.
Florianópolis, 06 de março de 2017
O Estado é um direito primordial caracterizada pelo território.
Elemento do estado se chama população. 
POPULAÇÃO X POVO X NAÇÃO
População é um termo jurídico técnico. Vivem dentro de um mesmo Estado. 
Povo e nação são conceitos de ideologias e políticas sociais. 
“Sentir amor pelo Estado em que se vive”.
Não existe nacionalidade por sangue.
É nacionalidade funcional – Vaticano – ganhar um filho dentro do vaticano.
Não existe Estado ou Nação propriamente dito. 
GOVERNO
O governo precisa ser funcional e necessariamente soberano para determinar o bem estar social. 
SOBERANIA
É um direito fundamental do Direito Internacional. 
Elemento 
Art. 2, §1 da Carta da ONU.
Liberdade de Ação dos Estados (Princípio decorrente da soberania)
Para o Direito Internacional esta liberdade é limitada. 
LIMITES A SOBERANIA
Direito Internacional Público
Proibição de ingerência nos assuntos internos
O Estado não pode interferir em outro estado a não ser que o outro estado permita. 
Proibição do uso da força
Ingerência ainda maior e proibida pelas Nações Unidas.
Exceção para o uso da forçaAutodefesa
Autorização do Conselho de Segurança
Obrigação da resolução pacífica de controvérsias. 
Princípio da não intervenção: 
Proibição de ingerência nos assuntos internos
Proibição do uso da força
 
Tirando esses limites, existem lugares internacionalizadas, sendo que os maiores são as águas internacionalizadas e a Antártida, que por sua vez só pode ser explorada no âmbito cientifico, não podendo ser explorado com a finalidade de obter vantagem econômica.
No Antártida tem-se o problema do aquecimento global que proporciona para exploração “criminosa” no âmbito de suas riquezas com o seu minério, petróleo e areia raríssima. O Ártico também esta com esses problemas. 
Projeto H.A.R.P:
O projeto HAARP, traduzido como ”Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência” é uma investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha e a Universidade do Alasca com o propósito oficial de entender, simular e controlar os processos que acontecem na atmosfera que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância.
Fontes: 
http://www.fatosdesconhecidos.com.br/haarp-o-projeto-militar-dos-eua-que-pode-ser-uma-arma-geofisica/O espaço também é uma área internacional, porém acima da estratosfera, por conta disso o espaço é internacionalizado.
ESTADOS SUIGENES
Não reúne todos os elementos.
Ex: Vaticano, Palestina (considerada soberania política)
Não emite passaporte
Não tem soberania definida
População sofre com as medidas do Estado que se baseia sempre na segurança – o Povo sempre sai perdendo. 
OBS: “Israel desrespeita todas as normas do Direito Internacional” – Israelenses são palestinos.
Florianópolis, 07 de março de 2017
ATODETERMINAÇÃO DOS POVOS VS PRINCÍPIO DE MANUTENÇÃO TERRITORIAL
Os povos tem direito de decidir seu futuro.
Os territórios dos Estados não podem sofrer modificação sem autorização prévia dos Estados.
Ex: Criméia (a ponta de tara no mar negro pertence à Ucrânia). Essa região é importante por estar no mar negro e ter várias bases militares. A Rússia incentiva a população a exigir a autodeterminação para que a Criméia pudesse decidir seu próprio futuro.
A autodeterminação se divide em dois elementos:
Interna
Externa
Sudão do Sul – Estado Muçulmano, era perseguido e a ONU pediu para o Sudão ter autonomia, porem não foi suficiente e aplicou-se a autodeterminação externa. 
Para construir um novo Estado ou país deve-se iniciar com a autodeterminação. A exemplo: meu sul, meu país.
Motivos para pedir autodeterminação podemos citar: econômico, representatividade. 
Florianópolis, 13 de março de 2017
RECONHECIMENTO DOS ESTADOS
CONCEITOS E TEORIAS
É um ato jurídico político por outro(s) estado(s) com o reconhecimento de um ente soberano igual ao outro estado 
CONCEPÇÃO CONSTITUTIVA
Território
População
Soberania
Reconhecimento – hoje já não é mais necessário, pois o Estado já preexiste se tiver as características citadas acima. 
CONCEPÇÃO DECLARATÓRIA
EFEITOS DO RECONHECIMENTO
EXERCÍCIO DO RECONHECIMENTO
Ato declaratório de Estado (reconhece se quiser o outro estado)
OBS: Ver sobre a guerra entre Kovoso, Sérvia e a intervenção da ONU.
DEVER DE NÃO RECONHECIMENTO
Quando o Estado é criado por força militar ele pode não ser reconhecido, porém se os Estados acreditam isso, eles devem declarar o não reconhecimento deste Estado.
É aplicado apenas quando possui violência militar.
RECONHECIMENTO DE:
Momentos de insurreição
Pode dar origem a uma Guerra dentro do Estado. Faz-se referencia também ao Direito Humanizado, pois não pode haver armas e guerras.
Momentos de beligerantes 
Tenta controlar o movimento beligerante, os Direitos Humanitários a proteção territorial.
Momentos de Libertação
Qualquer que seja o movimento reconhecido pode participar das discussões da ONU. Possui também Direitos Humanitários. 
“Se violar os Direitos Humanitários estará infringindo a Convenção de Rond de 1988 e assim aplicam-se as penalidades de IPI”. 
Florianópolis, 14 de março de 2017
ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS
Estados são organizações internacionais
Nasce no séc. XIX por conta das tecnologias que passam a existir. Exemplos de tecnologia:
Marítimo
Telegrafo
Correios
União Postal Universal cuidava de todos os postais enviados pelo mundo, porém com o tempo as necessidadesdos Estados vão alterando.
Entre 1914 e 1919 criou-se a Liga das Nações – Universalidades. Não deve ser muito certo, por isso em 1949 se criou a Organização das Nações Unidas.
A partir de 1945 criou-se organizações internacionais econômicas e políticas.
Para ser sujeito de Direito Internacional, precisa ser pessoa jurídica.
O CASO FOLKE BERNADOTTE E A PERSONALIDADE JURÍDICA DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS.
Camila Ersina, Diana Nishida, Lauãny Kintopp
No dia 17 de setembro de 1948 o mundo acordou com a trágica notícia do assassinato do Conde sueco Folke Bernadotte. O Conde havia sido nomeado pela ONU mediador de paz entre os Estados árabes e o recém-criado Estado de Israel. Diplomata fluente em seis línguas, conseguiu a libertação de 20 mil judeus dos campos de concentração alemães durante a segunda guerra mundial, período em que também ganhou reconhecimento internacional devido ao seu desempenho como chefe da Cruz Vermelha na Suécia. Seu assassinato ocorreu no contexto das primeiras negociações Israel-Palestina. 
A resolução da ONU de 29 de novembro de 1947, que firmava a partilha da Palestina, somada à declaração de independência do Estado de Israel em 14 de maio de 1948, intensificou o conflito entre árabes e judeus na região. Foi quando cinco exércitos de países árabes invadiram Israel. A resolução, que tinha como objetivo acabar com o conflito na Palestina, acabou por ser o estopim de uma forte escalada de conflitos. Neste cenário, Bernardotte permaneceu na Palestina a fim de negociar uma trégua, o que de fato conseguiu, resultando em um cessar-fogo de 30 dias.
Após viajar para o Cairo, Beirute, Amã e Tel Aviv, analisando a resposta dos Estados da região, o diplomata sueco caracterizou a partilha da Palestina como "um plano desastroso". Assim, decidiu apresentar seu próprio plano, no qual propunha que Israel cedesse Neguev e Jerusalém à antiga Transjordânia em troca da Galileia ocidental. 
O diplomata era a favor da desmilitarização de Jerusalém, afirmando que o comportamento belicoso das forças israelenses na cidade era desnecessário. Folke sugeriu ainda que os aeroportos de Haifa e Lydda se tornassem zonas livres e a imigração ilimitada por dois anos, após os quais o imbróglio passaria a ser administrado pela ONU. Ambos, árabes e judeus, rejeitaram o plano do mediador e o confronto armado foi, assim, retomado.
No contexto do conflito figurava o grupo israelense de extrema direita conhecido como LEHI (Lutadores pela Liberdade de Israel)
, 
também chamados de Gangue Stern, comprometidos com uma campanha de terror a fim de forçar a saída de não israelenses da Palestina. O grupo via os esforços diplomáticos de Folke Bernadotte como uma ameaça à recente independência de Israel. Foi nesse contexto que o LEHI, sob comando de Yitzhak Shamir, colocou quatro homens em treinamento para matar o sueco.
Foi então que, no dia 17 de setembro de 1948, Folke voltava de uma viagem a Beirute e seguia em direção à Palestina, em função de visitar Ramallah. Ali, sofreu uma primeira tentativa de assassinato, dirigida pelo grupo israelense. Nesta primeira tentativa ninguém se feriu, porém, mais tarde, naquele mesmo dia, não conseguiu escapar da segunda tentativa do grupo. No dia seguinte, seu corpo foi levado a Haifa e depois seguiu para a Suécia.
O governo israelense taxou o ato como ação terrorista, negando qualquer envolvimento, porém certamente houve negligência na investigação do crime; os culpados não foram condenados ou sequer julgados. Ironicamente, anos mais tarde, em 1983, o líder da Gangue Stern, Yitzhak Shamir, envolvido com o assassinato de Folke, foi eleito Primeiro Ministro de Israel.
Após o assassinato, e frente à inação do governo israelense, a ONU decidiu levar o debate à Corte Internacional de Justiça (CIJ). Em 3 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral adotou a resolução que submeteu à Corte duas questões jurídicas, pedindo uma opinião consultiva. Indagou-se se, em primeiro lugar, a ONU, na qualidade de uma organização internacional (OI), teria a capacidade de fazer uma reivindicação internacional contra um Estado em vistas de obter reparações por danos causados à organização ou aos seus agentes; e, se sim, com relação aos agentes, como tal ação pela ONU poderia ser conciliada com iguais direitos de proteção dotados pelo Estado de nacionalidade do indivíduo em questão.
O importante parecer respondeu afirmativamente à primeira questão, conferindo à organização o direito de formular reclamações contra o governo israelense e criando jurisprudência concernente ao tema ao estabelecer o status de personalidade jurídica à ONU.
Após o pedido de reparação, Israel reconheceu que houve negligência nas investigações do crime, em que nenhum suspeito foi condenado. Assim, concordou em pagar uma indenização à ONU, no valor de U$ 54.328,00
FONTE: 
https://internacionalizese.blogspot.com.br/2016/04/direito-internacional-em-foco-o-caso.htmlEm 1948 a ONU acessa a corte internacional de justiça como uma autora de um parecer consultivo da corte perguntando se em nome próprio poderia pedir indenização de um Estado por conta da morte de uma pessoa sua - Folke Bernadotte foi vítima de um atentado - e a corte por sua vez, respondeu que sim.
Bernadotte era de uma família muito rica e na Ilha Mainau ele plantou arvores de várias partes do mundo. Hoje esta ilha é aberta para o turismo.
OBS: O Mercosul tem personalidade jurídica. 
Florianópolis, 20 de março de 2017
OUTROS SUJEITOS
São instituições recentes e importantes para as políticas internacionais. ONG’S
ETNS
INDIVÍDUOS
ONG’S
A primeira ONG criada foi a Cruz Vermelha. Seu papel nos dias atuais é de estar presente nas grandes guerras, catástrofes naturais, acidentes e conflitos sociais.
Greenpeace participa de todos os tratados das Nações Unidas e de aspectos ambientais. 
O Greenpeace é uma
 
organização global
 
cuja missão é proteger o meio ambiente, promover a paz e inspirar mudanças de atitudes que garantam um futuro mais verde e limpo para esta e para as futuras gerações.
Atuamos sobre problemas ambientais que desafiam o mundo atual. Nossas
 
campanhas
 
envolvem: mudanças climáticas, proteção às florestas, oceanos, agricultura sustentável, poluição e energia nuclear. No Brasil, nossas principais frentes de trabalho são a proteção à
 
Amazônia
 
e a campanha de
 
Clima e Energia
.
O Greenpeace está
 
presente em 43 países
 
de todos os continentes, contando com o apoio de quase 4 milhões de colaboradores em todo o mundo e cerca de 18 mil
 
voluntários
.
A sede brasileira da organização encontra-se em São Paulo, com escritório também em Manaus e em Brasília. Possuímos atualmente 35 mil colaboradores e cerca de 300 voluntários espalhados por oito capitais brasileiras:
 
Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.
FONTE: 
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/quemsomos/
Em 1961, quando foi fundado, a sigla WWF significava “World Wildlife Fund” o que foi traduzido como “Fundo Mundial da Natureza” em português. No entanto, com o crescimento da organização ao redor do planeta nas décadas seguintes, a atuação da instituição mudou de foco e as letras passaram a simbolizar o trabalho de conservação da organização de maneira mais ampla. Com isso, a sigla ganhou sua segunda tradução: "World Wide Fund For Nature" ou “Fundo Mundial para a Natureza”.
FONTE: 
http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/wwf_mundo/wwf/WWF é uma organização não governamental internacional que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental. Foi fundada em 1961 na Suiça. 
KitKat e Nutella utilizam o óleo de Palma, que destrói o habitat dos gorilas e acaba os matando e podendo gerar a extinção da espécie. No Brasil o óleo de Palma é produzido no nordeste.
As ONG’s servem para causar um impacto na sociedade para chamar a atenção da ação humana.
ETN’S
São as empresas transnacionais que instalam filiais fora do seu país de origem. São classificadascomo empresas transnacionais. Empresas que possuem matriz em seu país de origem e atuam em outros países através da instalação de filiais.
O Brasil não pode ser processado por algum investidor estrangeiro, pois não faz parte do ICSID, que significa International Centre for Settlement of Investment Disputes ou traduzindo para o português, Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos. 
O Brasil utiliza mais a câmara de comércio internacional – ICC
INDIVÍDUOS
Somos nós cidadãos. 
Nós podemos ser responsabilizados internacionalmente pelas nossas atitudes? Até 1988 essa resposta era duvidosa, mas após essa data, se tornou possível, pois pode ser processado pelo TPI – Tribunal Penal Internacional – que agora arrolou crimes ambientais para serem julgados.
Existem indivíduos que interferem nos planos normativos do Direito Internacional por ser quem realmente são como, por exemplo, o Papa e a Angelina Jolie.
Florianópolis, 21 de março de 2017
FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL
ART. 38 DO ESTATUTO DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA (CIJ) DE 1919
Artigo 38 - A Corte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas, aplicará: 
a. as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;
b. o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
c. os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas;
d. sob ressalva da disposição do Artigo 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito.
A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir uma questão ex aequo et bono, se as partes com isto concordarem. 
É o lugar onde esta o direito internacional. São semelhantes aos direitos nacionais. 
O artigo 38 trabalha com as fontes: Convenções, costumes, princípios gerais, jurisprudência, doutrina e equidade.
TRATADOS 
É um acordo entre sujeitos de direito internacional que estabelece obrigações de direito internacional independentemente de sua nomenclatura.
Ele tem várias nomenclaturas. Normalmente a convenção é um tratado universal e que este aberto a assinatura de todos os estados.
O acordo normalmente se refere a tratados bilaterias, ou seja, envolve dois sujeitos.
Protocolo é um tratado acessório a um outro tratado principal.
Protocolo de Quioto (tratado acessório) de um tratado principal.
Concordatas são tratados firmados exclusivamente pela Santa Sé. 
É considerado um direito antigo, era eminentemente costumeiro, ocorre que com as relações dos estados após a Segunda Guerra Mundial observou-se a necessidade de se ter um tratado universal então se criou o tratado de Viena em 1969.
CONCEITO E NOMENCLATURA
A CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE O DIREITO DOS TRATADOS – 1969. DECRETO 7030/2009
A convenção de Viena entrou no ordenamento jurídico brasileiro 40 anos depois de sua criação.
O Brasil não da à mínima para o Direito Internacional, pois entendem que o Direito Internacional interferem na soberania do país.
O Brasil aderiu à Convenção em 31 de dezembro de 1956 que tem como objetivo penalizar país ou responsáveis que levar os filhos menores para fora do país sem autorização – considerado seqüestro civil internacional. 
CONCLUSÃO DE TRATADOS
Negociação Assinatura Ratificação Depósito Denuncia
Como se produz tratados?
Propõe uma idéia de tratado, os estados aceitam e enviam para a mesa de negociadores (qualquer pessoa especializada no assunto discutido no tratado). A fase de negociação é a fase mais importante, que fará o rascunho final do tratado e que ficara disponível para assinatura. A assinatura impacta com o aceite do rascunho final, não podendo mais alterar, além disso, se compromete a levar o rascunho para discussão dentro do seu país.
Quem pode assinar? Chefes de estados e na sua ausência pode ser o ministro das relações exteriores, mas se o ministro das relações exteriores estiver ausente também, poderá ser qualquer cidadão, chamado também de plenipotenciário que significa agente diplomático investido de plenos poderes, em relação a uma missão especial.
Após a assinatura é levado para discussão dentro do país.
Se o tratado for aprovado pelo legislativo ele poderá ser ratificado e isso significa que o documento será publicado e enviado para depósito. Se for feito na ONU, o documento retificado será enviado para a ONU para ser depositado.
Se não quiser mais fazer parte do tratado deve-se fazer uma denuncia comunicando o local em que o tratado esta depositado que não quer mais fazer parte do tratado.
O corpo diplomático brasileiro por mais estranho que seja é bom (observação do professor).
Tratados de Direitos Humanos não são denunciáveis, sendo assim nunca se poderá se desvincular do Tratado de Direitos Humanos (nunca vai poder matar uma criancinha – palavras do professor). 
PROCESSO DE CELEBRAÇÃO DE TRATADOS NO BRASIL
Antes da ratificação, todos os direitos e obrigações expressos no ato internacional ficam restritos às relações mútuas dos contratantes, não tendo se incorporado, ainda, no ordenamento jurídico interno desses mesmos Estados.
No Brasil, após a sua ratificação, o tratado, ainda, é promulgado por decreto do Presidente da República, e publicado no Diário Oficial da União. São etapas complementares adotadas pelo Estado brasileiro para que os tratados possam ter aplicabilidade e executoriedade interna.
O Tratado é Assinado Enviado para o Ministro das Relações Exteriores Com o texto + Carta de motivação Presidente Texto + Carta Mensagem Legislativo (art. 64 CF/88) – Câmara dos Deputados Analisara como projeto de lei para colocar em votação, assim a Câmara estará exercendo uma competência ad referendo a câmara somente referenda ou não o texto do tratando, não podendo ser feito modificações.
O texto após ser aprovado poderá acrescentar artigos para explicar como será aplicado os dispositivos do tratado.
Existem tratados que permitem reservas. Eu posso me recusar a cumprir determinados “mandamentos” do tratado e mesmo assim não terá sanções porque em determinados tratados existem cláusula de reserva.
Após tudo isso o congresso pode dizer que não aprova o tratado, sem chance de ser reapresentado. Se o congresso diz sim, será publicado um decreto legislativo publicado no Diário Oficial e encaminhado ao Presidente que tem competência para retificar ou não o tratado, pois cabe a ele decidir se o tratado serve para o país ou não.
ASSINADO MRE TEXTO + CARTA DE MOTIVAÇÃO PRESIDENTE (TEXTO + CARTA DE MENSAGEM) LEGISLATIVO (CAMARA DOS DEPUTADOS) COMPETENCIA Ad Referendum 
Não (fim)
SimDecreto legislativo Presidente
Não (fim)
Sim Dec. Executivo
 Ratificação Depósito
Florianópolis, 27 de março de 2017
FONTES DE DIP
Costume – Art. 38, “b”, Estatuto da Corte Internacional de Justiça (ECIJ)
Art. 38 – A corte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas aplicará: 
[...]
b) o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
[...]
Trás várias fontes de direito internacional.
Costume é considerado uma fonte fundamental do direito internacional.
Dois tipos adotados no Brasil: Tratados e cheque pré-datado.
O costume jurídico pode ser entendido como uma prática reiterada onde os agentes que praticam o ato devem acreditar que praticam este ato por este ser obrigatório e por isso o respeitam. (openio Iuris – considerada prática jurídica vinculativa dependendo o caso). 
Deve analisar e provar a existência do costume na prática para que ele seja utilizado no direito.
Declaração é um costume – Deriva dos Direitos Humanos, não possui o direito obrigacional, pois manifesta valores para tentar implantá-los dentro das práticas jurídico-sociais, é uma ação proposital. 
A declaração cria costume, e não é um tratado porque nãogera vínculo e obrigação. É considerada também como uma norma cogente imperativa – Ius Cogens.
Se não observa os direitos humanos estará violando uma norma jurídica. 
Se sou um estado que faço parte de uma comunidade internacional, imediatamente estará ligado ao Ius Cogens. 
No direito internacional ocorrem situações em que não há normal e nem costumes e quando isso chega à corte ela deverá procurar outros elementos no direito internacional e encontraram os Princípios Gerais do Direito.
Princípios Gerais do Direito – art. 38, “c”, Costume – Art. 38, “b”, Estatuto da Corte Internacional de Justiça (ECIJ)
Art. 38 – A corte, cuja função eé decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas aplicará: 
[...]
c) os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas.
Exemplos de princípios
Boa-fé (princípio geral do direito)
Proibição de enriquecimento ilícito (praticamente em todos os ordenamentos jurídicos do mundo)
Dever jurídico de reparar dano
Duplo grau de jurisdição (não este previsto em nenhum tratado, mas sub entende-se em alguns princípios) 
Doutrina e jurisprudência – art. 38, “d”, Costume – Art. 38, “b”, Estatuto da Corte Internacional de Justiça (ECIJ)
Art. 38 – A corte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas aplicará: 
[...]
d) sob ressalva da disposição do artigo 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito.
O estatuto vai dizer que é uma fonte acessória. É considerada uma fonte auxilia.
Na corte não pode decidir algo comente com a doutrina e jurisprudência devendo utilizar outros elementos normativos.
Uma corte que tiver bastante jurisprudência se torna mais independente atribuindo a si o principio chamado de Kompetenz. Esse é um grande problema, pois isso significa que ela “emitiu” decisões dos quais o Estado não concorda, pois o Estado quer estar sempre no controle das decisões. Por conta disso a jurisprudência é tratada na Corte como um elemento acessório. 
Porém na realidade se utiliza muito a jurisprudência na “vida” prática da corte.
Existem poucos advogados no mundo que trabalham com direito público internacional.
EQUIDADE “EX AEQUE ET BONO”
É diferente de tudo que se entende por equidade. É um elemento processual
Quando as partes entram no tribunal, as partes podem autorizar o juiz para julgar a causa sem qualquer meio jurídico, mas sim da maneira queo juiz achar melhor.
Art. 38, parágrafo.
ATOS UNILATERAIS
Não esta no estatuto.
O Estado em um ato único e exclusivo seu pode produzir um direito internacional (ex: o estado promete que nunca produzirá armamento de guerra, mesmo que ele assuma isso apenas internamente, ele estará assumindo esta obrigação, por mais que não tenha nenhum tratado assinado)
Florianópolis, 28 de março de 2017.
MINHA N1 – DIA 11/04
SISTEMA DAS NAÇÕES UNIDAS – ENCERRA A MATÉRIA DA N1
LIGA DAS NAÇÕES
Nasce após a primeira guerra mundial onde os estados precisam de mecanismos para enfrentar as diferenças (Ex: força militar – que não deu certo).
As grandes potencias vêem tudo o que aconteceu na primeira guerra mundial e decidem novos mecanismos.
Surge então a liga das nações. O presidente Wilson cria um documento sendo: Os Quatorze Pontos constituíam um plano para a paz mundial a ser tidos em conta nas negociações da paz após a Primeira Guerra Mundial, elucidados pelo Presidente dos Estados Unidos da América Woodrow Wilson num discurso, a 8 de Janeiro de 1918.
Cia o tratado de Versales 1919 que foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial, sendo que a Alemanha o classificou como diktat (imposição)
A OIT – Organização Internacional do Trabalho - nasce com duas perspectivas, sendo: 
Boa - relações sociais para se ter subsistência e riquezas, para que o estado não se funda sobre a miséria. É um estado consciente que não apóia sociedades “mal-educadas”
Mal – é uma instituição de enfrentamento as idéias que estão percorrendo durante o séc. XIX. Pretende estender os direitos sociais e trabalhistas ao trabalhadores para que esqueçam este momento.
A liga das nações nasce sem a introdução dos Estados Unidos porque o congresso americano não aceitava a carta da liga. 
A OIT foi criada em 1919, como parte do Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial. Fundou-se sobre a convicção primordial de que a paz universal e permanente somente pode estar baseada na justiça social. É a única das agências do Sistema das Nações Unidas com uma estrutura tripartite, composta de representantes de governos e de organizações de empregadores e de trabalhadores. 
A OIT é responsável pela formulação e aplicação das normas internacionais do trabalho (convenções e recomendações) As convenções,  uma vez ratificadas por decisão soberana de um país, passam a fazer parte de seu ordenamento jurídico. O Brasil está entre os membros fundadores da OIT e participa da Conferência Internacional do Trabalho desde sua primeira reunião.
Na primeira Conferência Internacional do Trabalho, realizada em 1919, a OIT adotou seis convenções.
 
Fonte: 
http://www.oitbrasil.org.br/content/hist%C3%B3ria
 
Surge a crise de 1929 - 
foi uma grande depressão econômica que teve início em
 
1929
, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX.
Fonte: 
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=crise+de+1929&*
A liga das nações não deixa de existir com a Guerra, mas suspende suas atividades durante o período da Guerra.
CONSTITUIÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
Os Estados Unidos não querem cometer os mesmos erros cometidos nas ligas das nações, o primeiro erro a ser corrigido foi começar a participar da nova constituição das nações unidas.
Dumbarton Cake produz um rascunho do tratado em 1943 – considerado o rascunho das nações unidas que será assinado por Inglaterra e pela união soviética. Os Estados Unidos divulgam este rascunho por todos os estados para se ter um apoio popular.
Aqui não se pode trabalhar com a unanimidade, tem que trabalhar apenas com idéias mais relevantes. 
Surge a idéia do veto que e a garantia dos grandes poderes. 
CONFERENCIA DAS NAÇÕES UNIDAS
Em 1945 se deu origem na Carta de São Francisco de 25 de abril de 1945. 
Ocorreram alguns empecilhos que acabaram prevalecendo, um deles foi que a União Soviética não queria que a Argentina fizesse parte da ONU por acreditarem ser um estado nazista. 
Florianópolis, 03 de abril de 2017
CONFERENCIA DAS NAÇÕES UNIDAS – 25/04/1945 – 26/06/1945
Entrada em vigor: 24/10/1945
Primeira Sessão de Assembléia – 14/02/1946
Inicia-se com 50 estados, inclusive o Brasil, ficando na etapa de negociação por dois meses (25/04/1945 à 26/06/1945). Nos dias de hoje são 194 estados membros. Os estados Itália, Japão e Alemanha foram bem dizer os últimos a entrarem na lista dos estados membros, sendo que esses estados entraram: Itália - 1955, Japão - 1956 e Alemanha - 1976. 
Pode ter até cinco representantes (Estados potencias). NY e Genebra são os locais em que ocorrem as reuniões que precisam necessariamente da presença dos representantes. 
Sempre no mês de setembro se abre a assembléia em todos os anos desde 1946. Lula e Fernando Henrique eram presidentes brasileiros respeitados no momento da abertura da assembléia, já Dilma e Temer nem tanto.
No período de negociação a carta é alterada no seu primeiro rascunho.
As organizações de caráter regional - Porque caráter regional? Especifica elementos que para as nações unidas não fariam sentido. Ex: elementos de proteção aos direitos indígenas. 
OBS: Não existe organização de caráter asiático
O secretário geral da ONU hoje é Antonio Guterres, éportuguês. 
BRAÇOS DA ATUAÇÃO – trabalham com questões econômicas e sociais
UNCTAD
Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento
FAO
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Sediada na cidade de Roma.
OMS
Organização Mundial da Saúde. Tem o papel de uniformização. 
UNICEF
Fundo das Nações Unidas para a Infância. A Angelina Jolie é a embaixadora da UNICEF
PNUD
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
ESTRUTURA DA ONU – Alterações principais do rascunho da Carta das Nações Unidas:
Membros
Assembléia geral
Conselho de segurança
Delimitação de uma prerrogativa – levar as rupturas de segurança e da paz para o conselho de segurança para que se decida sobre ele.
Se a assembléia é o maior órgão da ONU.
O Brasil costuma participar muito. 
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança são: China, Rússia, Reino Unido e França – foram às maiores potencias militares. 
Em 1945 quando os EUA utilizam as armas nucleares pela primeira vez os EUA passa esse armamento para o Reino Unido e França
SATAN 2 por exemplo é um armamento pesado das forças armadas. 
Outra bomba criada é a czar bomb, a mais potente já testada. 
A Coréia do Norte não faz parte deste equilíbrio de armamento nuclear. 
O maior problema do armamento nuclear é o acaso. Temos algumas orgivas perdidas no mar e temos uma tecnologia tendente a falhar.
A terceira guerra mundial quase aconteceu. 
Precisa de 8 votos favoráveis e nenhum voto contrario desses cinco membros permanentes, pois se ocorrer oposição a assembléia se encerra. Esse é o poder do Veto que os cinco membros permanentes possuem. 
Florianópolis, 04 de abril de 2017.
Conselho Econômico Social
Possui 54 membros. O Brasil sempre é eleito para participar por conta da sua importância econômica. 
Conselho de tutela
É uma das inovações, porem deixou de existir. Foi criado como um mecanismo para assistir as colônias européias criar infra-estrutura administrativa para que elas se tornassem estados independentes. No final criaram em média 60 estados, sendo que Palau foi o ultimo estado a ser criado. Tem demandas socioeconômicas que os estados fundadores das nações unidas não tinham. 
Corte Internacional de Justiça
Vai ser fundada pelo estatuto da corte internacional de justiça e substitui a corte permanente da justiça internacional. 
O Tribunal Internacional de Justiça ou Corte Internacional de Justiça é o principal órgão judiciário da Organização das Nações Unidas. Tem sede em Haia, nos Países Baixos. Por isso, também costuma ser denominada como Corte da Haia ou Tribunal da Haia. Sua sede é o Palácio da Paz.
Possui 15 juízes eleitos com mandatos de 9 anos. 
Não há possibilidade de todos os países terem juizes na corte e também de estados confiáveis. O nosso juiz atual é o Antonio Luiz indicado pelo conselho de segurança. 
Secretariado.
ACNUR
É o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e considerado um dos braços sociais da ONU. 
Foi criado pela Resolução n.º 428 da Assembléia das Nações Unidas, em 14 de dezembro de 1950 para proteger e assistir às vítimas de perseguição, da violência e da intolerância. Desde então, já ajudou mais de 50 milhões de pessoas, ganhou duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981). Hoje, é uma das principais agências humanitárias do mundo.
É uma agencia que nasce no pós-segunda guerra com a finalidade de ser temporária.
Ganhou status de permanência dentro das nações unidas e não era muito notório. O diplomata Sergio de Melo foi diretor geral do ACNUR e aqui que ele começou a ser conhecido pela mídia. Estão lidando com 80 milhões de imigrantes pelo mundo, sendo esses imigrantes na sua maioria que saem dos seus locais de origem forçadamente. 
Não é financiado e por isso ficam pedindo auxilio financeiro mundo a fora.
Florianópolis, 18 de abril de 2017
GUERRA
USO DA FORÇA NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
Recurso a coação
É bastante limitado no direito internacional. Não tem um organismo superior que imponha a obrigação de respeitar a sentença da corte internacional de justiça. Via de regra não se tem o recurso de coação. Antes do sec. XX os estados utilizavam a força da maneira que achavam melhor. O estado soberano pode utilizar a força, inclusive militar para defender seu território. A guerra era uma atividade normal para o exercício da defesa do estado. Na medida em que a guerra vai saindo da esfera interna vai se expandindo para a esfera total (externa). 
Instrumentalização jurídica
Interdição ao uso da força
Convenção Drago – Poter (1907)
Pacto da LDN (1919)
Pacto Briand – Kellog (convenção de Paris – 1928)
Primeira guerra mundial com 63 Estados.
É esse documento que será utilizado para condenar os nazistas. Não existe sansão por desrespeito do art. 1º da convenção. É um tribunal que tem base jurídica que aplicaria as sansões, porem, nesta situação, a convenção não previa nenhum tipo de sansão. Quem serão condenados são os indivíduos e não os estados .
São considerados tribunais ilegais, porque não havia nenhuma penalidade para ser atribuída aos indivíduos que violavam as normas e era atribuído a pena de morte. 
Carta da ONU
Execuções 
Legitima defesa – art. 51 da Carta
Legitima defesa preventiva - Perempção Vs Prevenção
Intervenção humanitária
R2P
USO DA FORÇA NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
1. Recurso à coação
O uso da coação é bem limitado no direito internacional.
Não existe um mecanismo superior que imponha a um Estado, por meio da força, a obrigação de respeitar uma sentença da corte internacional de justiça, via de regra.
O recurso à coação era mais aberto antes do início do século XX.
2.
 
Instrumentalização jurídica
O conflito passa a ser abordado por instrumentos normativos internacionais.
3. Interdição ao uso da força
- Convenção Drago - Porter 1907: vai restringir pela primeira vez o uso da força.
- Pacto da Liga Das Nações: não é uma proibição completa, mas é maior que a Convenção anterior. Não está estabelecido a interdição total à força.
- Pacto Briand - Kellog (Convenção de Paris - 1928): pacto entre França e EUA que está inserido dentro de um tratado de arbitragem (Convenção de Paris). Renunciam totalmente ao uso da guerra no plano internacional. Abriram o tratado para a assinatura de outros Estados, em 1939 (63 Estados assinaram e ratificaram).
Esse pacto foi utilizado para condenar os nazistas e membros do nacionalismo japonês dentro dos tribunais pós-guerra. De certa forma são tribunais ilegais, em termos jurídicos. Mas será que seriam imorais?
O grande problema é que não existe sanção ao desrespeito.
- Carta da ONU: art. 2º, §4º. Interdição ao uso da força. Se eu utilizo, posso sofrer uma sanção (a própria guerra).
4. Exceções ao princípio da interdição ao uso da força
- Legítima defesa - art. 51 da Carta
Legítima defesa de terceiros.
Guerra do Iraque 2: guerra de agressão ilegítima. EUA não tem justificativa legítima para atacar o Iraque. Todos os membros da ONU deveriam ajudar o Iraque contra a invasão dos EUA e da Inglaterra, o que não ocorreu.
- Legítima defesa preventiva
Preempção Vs Prevenção
Não existe previsão específica na carta da ONU sobre isso. É uma construção histórica/doutrinária.
Se eu estou em uma condição de sofrer um ataque iminente de outro Estado, eu posso agir em antecipação a ele.
Se eu só tenho indícios, essa legítima defesa não pode ser levada a cabo.
Preempção (sinais claros de que vai ocorrer). Então temos um problema conceitual em dizer "legítima defesa preventiva". Prevenção = abstrato.
- Intervenção humanitária
R2P (responsability to protect).
Intervenção humanitária pode se dar de duas formas: 1) autorizada pelo Conselho de Segurança (Missões de paz da ONU); 2) Com base no princípio da responsabilidade de proteger não precisa de autorização.
RESSALVAS DA LUISA DOMINONI (me ausentei na metade da aula porque estava doente)
Florianópolis, 25 de abril de 2017
Apenas debates sobre a atualidade. 
Florianópolis,02 de maio de 2017
SISTEMA INTERNACIONAL DE PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS
Tripé normativo
É implantada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos que são da convenção de 1948 que didaticamente é estabelecido como primeira geração (direitos individuais). Tem o objetivo de defender a vida priva e a ação do individuo pelo que ela é. 
Vai tentar demonstrar que as diferenciações entre os indivíduos é odiosas e deve ser mudada. Pois não basta proteger somente os direitos individuais. 
Em 1966 vão ser publicadas mais duas declarações (declaração dos direitos econômicos sociais e a declaração dos direitos civis e políticos todos nos âmbito das nações unidas). 
 As questões ambientais a partir da década de 70 começam a se fortalecer nesta época por conta de discussões que dão origem a alguns documentos, a ex: declaração de Estocolmo.
Comissão de Direitos Humanos
O Brasil é suspenso da comissão do direitos humanos por conta do relatório mal apresentado com relação a saúde, educação e demais temas relevantes para a comissão dos direitos humanos. 
Sistemas regionais
Africana
Localiza-se no Quénia. Enfrenta muitas dificuldades porque a áfrica possui um continente com diversos tipos de culturas.
Europeu
Abarca todos os estados europeus que fazem parte do sistema europeu de proteção. É uma corte inovadora. A corte era o órgão judiciário e antes disso existia a comissão ou também juízo administrativo de delibação (mais que um juízo de admissibilidade e tomam medidas preventivas antes de levar o caso até a corte).
Americano
Possui um direito coletivo que é a proteção dos povos indígenas.
Cortes Internacionais Universais 
CIJ – Corte Internacional de Justiça
Relação entre estados. 
TPI – Tribunal
É feita para proteger a humanidade de desrespeitos aos direitos humanos. 
São eles mesmos que vão investigar a denuncia e julgar – de oficio.
Florianópolis, 08 de maio de 2017
TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL
Precedentes
É um tribunal muito especifico e especial por ser diferente. 
O direito internacional envolve estados
O direito penal internacional tem uma ação contra indiduos que tenham cometido crimes internacionais. 
Até 1945 a idéia que se tinha era de que o Estado por ser um estado soberano poderia fazer qualquer coisa para defender suas necessidades, inclusive a partir de guerras e não caberia ao estado ser julgado por isso. 
Entendia-se que quando um indivíduo trabalhava em uma guerra este não poderia ser condenado como um individuo por estar a favor do Estado e conseqüentemente amparado por sua soberania. 
Os primeiros tribunais criados foram Nuremberg e Tokio – Década de 40
Ele foi criado por conta dos crimes que já existiam. 
A década de 90 é uma década de fragmentação, ex: Iugoslávia; Pádua. 
Em 1998 é terminado o rascunho do estatuto de Roma que é aberto para ratificações. 
O mínimo de 60 ratificações era necessário no estatuto para que o Tribunal fosse iniciado também em Aia. 
O Estado de Roma
O estatuto entra em vigência em 2002.
O estatuto de Roma estabelece a tipificação e os procedimentos. 
Tipificação penal
Genocídios 
Ações objetivas ou não dos estados ou dos seus agentes que visa a eliminação física.
Crimes contra a humanidade. 
Quase idêntico ao que se tem no genocídio. Ex: expulsar um grupo de pessoas pela opção religiosa. 
Crimes de guerra
São outros tipos tipificados e utilizado em toda ação durante guerra que desrespeite direito humanitário. 
Crimes de agressão
Tem um problema, é um tipo genérico aberto por não se saber o que realmente é e por conta disso não é utilizado.
Estados que não fazem parte do TPI
Estados Unidos, Rússia, China, Israel e Índia (por conta do conflito com o Paquistão – é um pais diferente dos outros quatro, por ser tranqüilo e controlado). É bom que não participe, pois o TPI seria um tribunal retórico onde nada aconteceria (não funcionaria).
Todos são potencias nucleares.
Procedimentos
Entrega
Quando requisita um individuo para ser processado em Aia o Estado o entrega para a TPI. Não é o mesmo que extradição, pois nacionais também podem ser entregues. 
Princípio Subsidiariedade
O TPI não pode processar ninguém se o estado estiver o processando, caso contrario a TIP pode requisitar a entrega do indivíduo. 
Pena máxima é de 30 anos e não existe pena de morte. 
Processo investigatório (ex ofício) 
Viabiliza a introdução da sociedade civil dentro do TPI. 
Geralmente atua contra estados pobres e africanos (por um lado é injusto e por outro é justo).
Florianópolis, 09 de maio de 2017
DIREITO INTERNACIONAL ECONOMICO
Não é um ramo isento de ideologia.
Final do século XIX – Os Estados vivendo dentro das guerras acabam vivendo de uma forma muito agressiva. É uma fase marcada pela época dos canhões. 
É um comercio agressivo onde se sanciona alguém por conta de uma dívida, acarretando sérios problemas entre os estados. 
Entre o séc. XIX e XX passa a existir uma internacionalização entre os estados de forma extrema. 
Até 1914 a economia era muito interligada falando de forma mundial.
É um mercado que funciona a partir de políticas econômicas estranhas. 
No futuro teremos a ocorrência da 1ª guerra mundial que é muito importante para a economia que faz surgir uma nova economia (E.U.A – se torna um grande centro econômico).
Adquire-se na primeira guerra mundial o petróleo também, considerado um comodide essencial – 1919.
A economia se recupera de uma maneira rápida após a 1ª Guerra Mundial, mas isso dura pouco, pois em 1929 ocorre a primeira grande crise mundial em N.Y com a quebra da bolsa por estar com falcatruas contábeis que declaravam lucros inexistentes para evitar a queda das ações, com o intuito de recuperar o prejuízo no ano seguinte, o que não ocorreu. Quando se tem um prejuízo e não declara, o prejuízo acaba se tornando dobrado, quebrando assim também os acionistas. 
Em 1930 os EUA começam a analisar o problema da quebra da bolsa e criam a lei Smoot – Hawley Tariff Alt de 1930, que vai elevar os tributos relativos a importação de mercadorias estrangeiras, forçando o consumo local diminuindo consideravelmente a venda de produtos europeus e acabando o comércio internacional. Afeta também e diretamente o Brasil que é um dos grandes produtores de café.
Com a segunda guerra mundial que decorre por conta desta crise econômica, começam a delinear um novo mundo em 1942, saindo à idéia da ONU e criam um estado com regras econômicas. Isso ocorre em 1994, bem como o acordo de Bettonwods (um hotel nos EUA) delineiam a nova ordem econômica naquele momento. Criam-se três organizações internacionais: 
Fundo Monetário Internacional (FMI) 
Aqui a moeda é em ouro ou dólar.
Toda a emissão de dólar faz com que os EUA tenham ouro.
Em 1971 os EUA unilateralmente rompem com a moeda em ouro e trás a moeda virtual. Também é o ano de criação da OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Em 1973 a OPEP modifica o valor do petróleo em 3,5x (pago em dólar). O Brasil não produz dólar e isso é um grande problema em como manter a compra do petróleo. EUA, Europa e Japão pegam dinheiro com os bancos que encaminham para o Brasil e pagam a OPEP que por sua vez, investe no banco.
A moeda é valorada pela atração, produzindo a economia em uma economia forte. 
Financiamento Público (BIRD – Banco mundial); 
Tem o fundamento de reconstruir, emprestando dinheiro aos estados envolvidos nas guerras para repor seus prejuízos. 
Cria o Plano Marshall onde se doa dinheiro, mas implicava que os estados que aceitassem esse dinheiro deveriam comprar produtos americanos e implantasse filiais dentro do Estado. 
Organização Internacional de Comércio (OIC – quase não se utiliza) 
Cria a organização denominada GATT 47 de 1947.
Na década de 90 o Brasil sofreu mais uma queda.
Florianópolis, 15 de maio de 2017
Continuação OIC
Em 1944 quando se aprovam os acordos de Brestan Words a OIC não sai tão rápido. Tinha a carta de Havana que era um documento bastante complexo. Tinha muito uma perspectiva intervencionista, um comercionão exclusivo de bens e e mercadorias, como por exemplo a prestação de serviços. Analisava o que melhor se oferecia em cada estado. Nos EUA o que queriam era vender bens e mercadorias. Os EUA retiram da carta de havana o trecho que trata de comércio de bens. 
Este documento será instrumentalizado dentro do GATT 47. 
Os EUA não se utilizavam deste conceito, por conta disso esta organização nunca saiu do papel. O GATT ainda funciona. Na época funcionava por meio de rodadas de negociação, e foram oito negociações durante a história do GATT e todas tinham nomes de Estados. 
Tinha como objetivo incrementar o fluxo internacional de bens e serviços através de ferramentas fiscais e tributárias. 
A vigilância sanitária é bastante presente no Brasil e principalmente em Santa Catarina.
Em 1988 inicia-se uma rodada, que é a rodada do Uruguai em Montevidéu, que é a única cidade com coordenada geográfica. Inicia-se sem pretensões, esta enfrentando um GATT ineficaz. O GATT começa a colocar na rodada coisas não relacionado a bens e mercadorias, como por exemplo, serviços e propriedade intelectual. Acontece a queda do Muro de Berlim e a URSS que caracteriza a morte de uma pretensão comercial. A rodada do Uruguai vai inserir serviços e prestações de serviços dentro de bens e mercadorias. 
Fundo Monetário Internacional - FMI
O FMI potencializa políticas de exportação, incentivando a privatização e reformas internas no estado para que tenha uma sobra financeira que o permita utilizar suas reservas em eventuais dívidas, gerando o superávit primário. 
A moeda tem uma qualidade artificial e é onde o estado entra para auxiliar a valoração do real. 
Florianópolis, 22 de maio de 2017
PROTEÇÃO A INDÚSTRIA 
Trata de regras que regulam o comercio internacional.
Medidas antidumping
As medidas antidumping têm como objetivo neutralizar os efeitos danosos à indústria nacional causados pelas importações objeto de dumping, por meio da aplicação de alíquotas específicas (fixadas em dólares dos EUA e convertidas em moeda nacional), ad valorem ou de uma combinação de ambas.
Compensação a subsídios 
Os subsídios são qualquer tipo de incentivo de uma política estatal que interfira no valor do produto vendido dentro do Estado. 
Como s comprova os subsídios? É difícil comprovar o dano a indústria nacional.
Os fáceis são os danos a importação.
Salvaguardas
Medida utilizada de emergência com validade de até quatro anos e não precisão de autorização.
Aumenta o imposto de importação. 
Quando aplica a salvagarda deve calcular o quanto se esporta de subsidio ao outro Estado. 
Exceção: Dentro da ONC só autoriza mecanismos tributários para interferir no comercio internacional. Aqui se ode utilizar subsídios quantitativos. 
Proteção a indústria nascente 
Vinho – a indústria vinícola brasileira nuca foi muito boa até o inicio da década de 90, porém ainda padece de suporte para proporcionar um produto de qualidade. 
Florianópolis, 23 de maio de 2017
INVESTIMENTOS INTERNACIONAIS
Contexto
São um importante elemento de interesses de estados estrangeiros dentro de outros estados. 
Tem um fundo político bem relevante. 
No início do sec. XX a Argentina cria a doutrina chamada de Doutrina Calvo – que diz que os Estados latino-americanos devem ser soberanos principalmente em questões econômicas. 
A conseqüência desta doutrina e uma resistência política ao investimento externo. É sempre visto como desconfiança quando aceito. Essa posição da doutrina acaba interferindo na política de investimento internacional.
Esta relacionada a acordos bilaterais no Brasil. 
Apesar de ser utilizado como um mecanismo de interferência, serve para que o Estado possa se desenvolver. 
O Brasil quando abre sua economia na década de 40 acaba por receber qualquer tipo de investimento – grande problema. 
Triangulo – China/Japão, Estados Unidos e Europa – são os investidores mundiais mais potentes. 
Definições
O que é investimento internacional? – é a transferência de bens tangíveis e intangíveis de um estado A para um estado B com o propósito de gerar riqueza e que esteja sobre o controle do investidor. Se não estiver sobre o controle do investidor pode caracterizar um empréstimo. Se não gerar riqueza, pode se caracterizar por doação.
Investimento estrangeiro
Green Fuld ou produto
Normalmente é feito para se desenvolver plantas produtivas. Ex: BMW – produz bens e serviços. Este investimento é visto com bons olhos. Este investimento paga tributos e pode ser reinvestido dentro dos Estados. O Brasil é um grande receptor deste tipo de investimento, mesmo na crise. Quando o dólar cai, o Brasil é uma grande oportunidade para se investir dinheiro (capital). 
O Brasil é um dos países mais internacionalizados.
A contra partida é que geraria emprego.
Não incide tributos.
Portifólio
É um método ruim, com base no que os Estados acreditam. Não vai produzir produto ou trazer serviços. Tem por finalidade investimentos imobiliário. Montantes agressivos de investimentos que chegam até as bolsas e procuram riquezas rápidas. Quando alcança este objetivo sai o Estado e procura outro estado que possa lhe proporcionar o mesmo beneficio. O Brasil nesta situação impõe IOF como tributo.
Proteção Internacional
É a única área alem dos direitos humanos que da ao individuo que da liberdade ao cidadão a promover uma ação em face do estado como um investidor. O tribunal se chama ICSID - Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos - (esta vinculado ao Banco Mundial).
A arbitragem internacional foi aprovada dentro do Brasil. 
Direito Internacional	Página 1

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