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MECANISMOS DE DISSEMINAÇÃO DOS TUMORES Arguidores: Bianca ruiz Elane aragão Raíssa nobre Victória barroso CURSO DE MEDICINA DISCIPLINA: FISIOPATOLOGIA E FARMACOLOGIA MÉDICA PROFA. PRICILA MACEDO Apresentadores: Larissa sanguino Jordana b. de azevedo Quezia brito Victória lopes Introdução 2 Teoria da Semente e do solo Origem etmológica grega: Metástatis “meta” = além; “statis” = parar. Conceito: “transferência de um novo tumor a partir do primeiro, mas sem continuidade entre o dois” (Bogliolo, 2016). Diferenças entre neoplasia benigna e maligna Tumorigênese e disseminação Jordana Braga Department of Surgery, University of Colorado 2 3 Biologia dos tumores Jordana Braga Transformação maligna Crescimento Invasão local Metástase Tumores são o resultado de agressões em um indivíduo geneticamente suscetível. Fatores ambientais Tabagismo Dieta rica em gorduras Obesidade Alimentos processados Alcoolismo Infecções (vírus) Exposição a carcinógenos Fatores genéticos Robbins, 2016. 3 Controle do ciclo 4 Só Biologia.com.br Proto-oncogenes Oncogenes Genes supressores de tumor Genes que regulam a apoptose Genes de reparo de DNA Mutação Jordana Braga 5 Jordana Braga Metástases HRAS MTA-1 e 2 p53 2E1A RAS Genes das caderinas NME-23 e 1 Genes promotores de metástases Genes supressores de metástases 5 MECANISMOS DE DISSEMINAÇÃO DE TUMORES 6 ” 7 Robbins, 2016 Larissa Sanguino - Metástases Destacamento de células tumorais 8 Primeira fase: Afrouxamento O destacamento de células tumorais depende de modificações na expressão de moléculas de adesão que unem as células umas às outras, com especial as caderinas: Perda de algumas caderinas (e), Expressão de caderinas N e R Mudança na expressão de integrinas. Robbins, 2016 Afastamento das células Larissa Sanguino Destacamento de células tumorais 9 Segunda fase: Degradação da membrana basal e tecido conjuntivo adjacente As células tumorais podem secretar enzimas proteolíticas por si mesmas ou induzir as células estromais a elaborar proteases. Implicadas na invasão das células tumorais. Liberação dos fatores de crescimento sequestrados da MEC Efeitos quimiotáticos, angiogênicos e promotores do crescimento Robbins, 2016 Larissa Sanguino Destacamento de células tumorais 10 Terceira etapa: alterações na fixação das células tumorais às proteínas da MEC Adesão ao tecido conjuntivo que antecede o fenômeno da migração pelos vasos sanguíneos e/ou linfáticos. Quarta etapa: migração Robbins, 2016 Robbins, 2016 Larissa Sanguino Migração 11 Reymond N, d’Água BB, Ridley AJ. Nat Rev Cancer Larissa Sanguino Transição epiteliomesenquimal (TEM) 12 Célula de fenótipo epitelial caracterizada por forte adesão celular e baixa mobilidade sofre dissolução de junções aderentes e perda de polaridade adquirindo um padrão fenotípico mesenquimal A TEM induz resistência a morte após perda de adesão (apoptose induzida por perda de adesão celular, conhecida como anoiquia) Larissa Sanguino R. Aroeira LS et al. J AM Soc. Nephrol, 2007 13 R. Aroeira LS et al. J AM Soc. Nephrol, 2007 Larissa Sanguino Deslocamento de células em bloco 14 Sem transição epiteliomesenquimal Unidade assimétrica de células possui um fronte de invasão que apresenta características altamente migratórias através de uma força motriz de deslocamento. Larissa Sanguino Deslocamento de células isoladas 15 Sofreram transição epiteliomesenquimal Faz-se por movimento ameboide: lançamento de pseudópodes orientados por agentes quimiotáticos com diversas origens diferentes: Fator autócrino de motilidade Degradação de componentes da matriz (ex.: metaloproteínas) Células do estroma Larissa Sanguino Intravasamento 16 Células tumorais deslocam-se em direção aos vasos sanguíneos e linfáticos Penetração ocorre primeiramente em vasos de parede mais fina Macrófagos associados a células tumorais ajudam no processo de infiltração vascular – produção de MMP e fatores de crescimento. Reymond N, d’Água BB, Ridley AJ. Nat Rev Cancer Bogliolo, 2016 Larissa Sanguino Sobrevivência na circulação 17 Força da corrente sanguínea Reconhecimento do sistema imune Reconhecimento por linfócitos citotóxicos através de MHC I – perforinas e granzimas Ação da célula Natural Killer (NK) Escape: inibição do MHC I, resistência a citotoxicidade, agregação plaquetária – formação de um escudo Robbins, 2016 Nature Immunology volume17, (2016) Larissa Sanguino 17 Extravasamento vascular 18 Célula tumoral com moléculas de adesão que permitam aderência ao endotélio do órgão A saída do vaso depende de estímulos quimiotáticos do próprio órgão Nicho pré-metastático Reymond N, d’Água BB, Ridley AJ. Nat Rev Cancer Larissa Sanguino Nicho pré-metastático 19 Define a localização de preferência da metástase Sua formação é induzida por fatores de crescimento e citocinas produzidas no tumor que mobilizam a célula tumoral através de estímulos quimiotáticos Produção de estímulos que induzem modificações na MEC necessárias para facilitar a colonização de células tumorais Larissa Sanguino 20 Nature Reviews Cancer · May 2009 Larissa Sanguino Vias de disseminação 21 Via linfática Mais comum para disseminação de carcinomas O padrão de envolvimento dos linfonodos segue as rotas naturais de drenagem linfática – linfonodo sentinela "Metástase saltada” – podem contornar o linfonodo sentinela e surgir em outros não topograficamente relacionados Linfonodos encontram-se aumentados de volume e, às vezes, tornam-se confluentes, formando massas volumosas Larissa Sanguino Disseminação linfática 22 Radiol Bras vol.45 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2012 Larissa Sanguino Vias de disseminação 23 Via sanguínea (hematogênica) O número de células malignas que consegue penetrar em um vaso sanguíneo é muito maior do que o número daquelas que originam metástases Comum em sarcomas, mas também presente em carcinomas Não pode ser explicada por uma sequência anatômica Afetam com frequência fígado e pulmões Larissa Sanguino Vias de disseminação 24 Via implante em cavidades e superfícies corpóreas Neoplasma maligno penetra um “campo aberto” natural Cavidades como peritônio, pleura, pericárdio, espaço subaracnóideo e etc. Larissa Sanguino 24 CÂNCERES MAIS PREVALENTES HOMENS X MULHERES 25 Fonte: INCA - MS HOMENS MULHERES 1-Próstata 1-Mama 2-Pulmão 2-Colorretal 3-Colorretal 3-Colo do útero 4- Estômago 4 -Pulmão 5-Boca 5-Tireoide Ordem de Prevalência Victória Lopes 25 LOCAIS METASTÁTICOS A PARTIR DOS MECANISMOS DE DISSEMINAÇÃO 26 Via Linfática/Via Hematogênica Invasão Direta/Via Linfática/Via Hematogênica Invasão Direta/Via Linfática/Via Hematogênica Via Linfática/Via Hematogênica Pode causar um câncer secundário ósseo, de medula; dissemina para os pulmões, gânglios linfáticos, cérebro, fígado. A invasão direta: baço, figado, VB. Hematogênica: fígado, pulmão e ossos. Via linfática leva as células tumorais para os linfonodos regionais. Invasão direta: orofaringe, estruturas ósseas e musculatura profunda; Via linfática atingindo linfonodos cervicais. Via hematogênica principalmente os pulmões. Linfática: aumento dos linfonodos hilares ou mediastinais. Hematogênica: SNC, ossos, fígado as adrenais. Victória Lopes PRÓSTATA ESTÔMAGO BOCA PULMÃO LOCAIS METASTÁTICOS A PARTIR DOS MECANISMOS DE DISSEMINAÇÃO 27 Invasão Direta/Via Linfática/Via Hematogênica Invasão Direta/Via Linfática/Via Hematogênica Invasão Direta/Via Linfatica/Via HematogênicaVia Linfática/Via Hematogênica Hematogênicas: geralmente no fígado e, depois, nos pulmões. Via linfática: linfonodos regionais do I.G. Invasão direta: anexos uterinos, bexiga e I.D. Invasão direta: vagina, cavidade peritoneal, bexiga e reto. Via linfática: linfonodos pélvicos e inguinais. Via hematogênica: metástase viscerais, atingindo estruturas como fígado e osso Invasão direta: tumor pode invadir a pele ou o músculo peitoral. Via linfática: os linfonodos axilares e da mamaria interna. Via hematogênica: ossos, pulmões, cérebro, fígado. O câncer da tireoide do tipo papilifero disseminam por via linfática, nos gânglios linfáticos cervicais; os do tipo folicular se disseminam por via hematogênica, para pulmões e ossos mais frequentemente. Victória Lopes COLORRETAL COLO DE ÚTERO MAMA TIREOIDE ASPECTOS CLÍNICOS 28 Não existe uma forma única de apresentação clínica de metástases Os principais padrões de manifestação são: Quezia Brito 1. Identificar o tumor primitivo e removê-lo cirurgicamente, sem se identificar as metástases, que aparecem meses depois 2. Diagnosticar o tumor primitivo e já existirem metástases 3. Identificar as metástases, mas não se encontrar o tumor primitivo 4. Identificar e extirpar o tumor primitivo, sem se identificar metástases, que aparecem anos depois (metástases dormentes) 5. Identificar o tumor primitivo já com metástases e, após sua remoção cirúrgica, as metástases regredirem 6. Micrometástases ASPECTOS CLÍNICOS 29 Pode-se identificar uma forte interação entre o tumor primitivo e as metástases Independente da fase em que o câncer é detectado há necessidade de se classificar cada caso de acordo com a extensão do tumor Quezia Brito Citocinas Quimiocinas Fatores de crescimento Método de estadiamento ESTADIAMENTO 30 Significa avaliar o grau de disseminação da neoplasia; dele dependerá a estratégia de tratamento. Sistema TNM de Classificação de Tumores Malignos. Métodos de estadiamento clínico, cirúrgico e patológico. O estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro. 1. Características do tumor primário (T); 2. Características dos linfonodos (N); 3. Presença ou ausência de metástases (M) 31 Macroscopicamente: como nódulos múltiplos, bem delimitados, de tamanhos diversos, na superfície ou na intimidade de órgãos. Individualmente, muitas vezes o nódulo metastático tem características macroscópicas de um tumor benigno. Microscopicamente: o quadro é bem variado. As células de metástases podem ter as mesmas características do tumor primário ou até, raramente, ser mais diferenciadas. A sintomatologia da neoplasia maligna é muito variada e se relaciona com o tumor primário e com as suas complicações locais e distantes. ASPECTOS CLÍNICOS Problemas Gerais Problemas Específicos Research Gate Anorexia Emagrecimento Astenia Febre Dor Ósseos Gastrintestinais Pulmonares Renais Hematológicos ASPECTOS EVOLUTIVOS 32 O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese Lento É determinado pela exposição aos agentes cancerígenos Início Promoção Progressão INCA, 2011 Quezia Brito ASPECTOS EVOLUTIVOS 33 A evolução do tumor maligno depende: Da velocidade do crescimento tumoral. Do órgão onde o tumor está localizado. De fatores constitucionais de cada pessoa. De fatores ambientais etc. Quezia Brito Frente a essas características, os tumores podem ser detectados em diferentes fases: Fase pré-neoplásica Fase pré-clínica ou microscópica Fase clínica Exposição a fatores de risco Desenvolvimento do tumor maligno Apresentação de manifestações clínicas REFERÊNCIAS 34 BOGLIOLO, Geraldo B. F. Patologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. R. Aroeira LS et al. J AM. Epithelial to mesenchymal transition and peritoneal membrane failure in peritoneal dialysis patients: pathologic significance and potencial therapeutic interventions. Soc. Nephrol, 2007 Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17568021 > Acesso em: 15 mai 2018 INCA. ABC do Câncer: abordagens básicas para o controle do câncer. Rio de Janeiro, 2011. Instituto Nacional de câncer [online] Disponível em: www.inca.gov.br/ Acesso em: 11 mai 2018 ROBBINS & COTRAN. As bases patológicas das doenças. 9 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2016. VIEIRA, SABAS et al. Metástase em couro cabeludo de câncer do colo uterino: relato de caso. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032003000800011