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As características da saliva, bem como sua composição, estão ilustradas nasTabelas 10.1e10.2. A saliva produzida por parte de cada glândula salivar é di-ferente, tanto na composição como na quantidade. A parótida secreta uma salivaaquosa rica em enzimas, como a amilase, proteínas ricas em prolina (PRPs) eoutras glicoproteínas. A saliva secretada pela glândula submandibular, além doscomponentes produzidos pela parótida, contém substâncias altamente glicosila-das, as mucinas. A glândula sublingual também produz saliva viscosa rica emmucinas, componentes do muco. O fluído oral inclui a secreção das glândula salivares maiores e menores, bem como células descamadas do epitélio oral, mi-croorganismos e seus produtos, detritos alimentares, componentes do soro e cé-lulas inflamatórias provenientes do sulco gengival. Por outro lado, a saliva totalnão é o simples somatório desses componentes; porque muitos desses elementospodem ser degradados por proteases, ou mesmo removidos da saliva por adesãoà superfície dos dentes e mucosas. Tabela 10.2Funções da saliva, relacionadas aos seus diferentes componentes (adaptado de Kaufman et al, 2002) 1 saliva possui componentes inorgânicos e orgânicos importantes para suasfunções. Entre os componentes inorgânicos, destacam-se bicarbonato, que man-tém o sistema tampão salivar, e os íons cálcio e fosfato, que contribuem para amanutenção da integridade mineral dos dentes. Entre os componentes orgânicos, a saliva contém grande variedade de pro-teínas que são possuidoras de funções particulares para a saúde bucal. Em termosde composição proteica, proteínas ricas em prolina (PRPs) compõem quase 70%das proteínas da saliva, e a amilase salivar equivale a 30%. Outras proteínas 230Sistema digestório: integração básico-clínica igualmente importantes, como lisozima, lactoferrina, peroxidase e IgA, aparecemem menor quantidade. As mucinas são o maior componente orgânico da saliva secretada pelas glân-dulas submandibulares e sublinguais. São glicoproteínas definidas como MG1 eMG2. O importante grau de glicosilação, o potencial de hidratação e suas pro-priedades viscoelásticas, mantêm a lubrificação e previnem o ressecamento damucosa oral. As mucinas também possuem papel na ligação a toxinas, aglutina-ção de bactérias e são importantes componentes na película adquirida e na matrizda placa bacteriana. As funções da saliva protegem o micro-ambiente bucal. O fluxo salivar pro-porciona uma ação de depuração (“clearance”) que remove açúcares, reduzindoa disponibilidade dessas moléculas às bactérias. Esse mesmo fluxo dilui o efeitode produtos ácidos eventualmente gerados por bactérias acidogênicas. Adicional-mente, o efeito tampão promovido pelos íons bicarbonato e fosfato mantém o pHda saliva próximo de 6.8, longe do pH crítico para o estabelecimento de lesõescariosas, que é abaixo de 5.0. A saliva é supersaturada em íons cálcio e fosfato. A solubilidade desses íonsé mantida por diversas proteínas que se ligam ao cálcio, especialmente proteínasricas em prolina (PRPs) e a estaterina. Essa alta concentração de cálcio e fosfatopromove a maturação pós-eruptiva do esmalte, fenômeno fundamental no esta-belecimento da resistência desse tecido a variações de pH. Quando o dente erup-ciona, o esmalte é poroso, imaturo e altamente susceptível à cárie. A maturaçãofinal do esmalte ocorre até a idade adulta, e decorre da deposição de íons cálcio,fosfato e flúor da saliva. Esse fenômeno de maturação após a erupção dos dentesé chamado maturação pós-eruptiva. A saliva possui atividade anti-microbiana, inicialmente pelo efeito de barrei-ra que as mucinas promovem. Além disso, várias proteínas possuem efeitos bacte-ricidas e bacteriostáticos. Esse é o caso da imunoglobulina A, secretora (IgA), quepromove aglutinação de microorganismos. A lisozima é bactericida por hidrolizardiretamente a parede bacteriana. Essa enzima também pode ativar autolisinasbacterianas, levando à hidrólise indireta da parede bacteriana. Por outro lado, alactoferrina se liga ao ferro da saliva, diminuindo a oferta desse íon a bactériasque dependem de ferro para sobrevivência. Finalmente, pequenos peptídeos an-ti-microbianos e anti-fúngicos estão na saliva. Esses incluem as a- e b-defensinas,catelicidinas e as histatinas. Esses são os principais mecanismos pelos quais a saliva exerce ação protetorano micro-ambiente bucal. A saliva possui componentes envolvidos na reparaçãotecidual e gustação; no entanto, descrever os mecanismos pelos quais esses fenô-menos ocorreriam está além do escopo desse capítulo. 2 FIG 10.7 10.2.2 CÉLULAS SEROSAS As células serosas das glândulas salivares secretam água, íons, enzimas e gli-coproteínas. As células serosas possuem formato piramidal, com a face basal adjacenteao estroma conjuntivo e o ápice voltado para o lúmen. O núcleo esférico estálocalizado próximo à região basal da célula (Figura 10.5). Numerosos grânulossecretores, os quais armazenam os componentes macromoleculares da saliva, es-tão na região apical do citoplasma. Na microscopia de luz, as células serosas sãofacilmente identificáveis pela sua basofilia citoplasmática. A ultraestrutura dessascélulas mostra grânulos com elétron-densidades variáveis. Como só acontece emcélulas com exuberante síntese protéica, o citoplasma é rico em cisternas de re-tículo endoplasmático granular, complexo de Golgi e grânulos de secreção comtamanhos e densidades variáveis. A densidade dos grânulos aumenta, assim comoa condensação do seu conteúdo dando origem aos grânulos secretores maduros. A membrana plasmática das células serosas exibe diversas especializações,como microvilos e junções. Junções oclusivas ou “tight”, aderentes e desmosso-mos, formam complexo juncional que separa a membrana apical da basolateral. 10.2.3 CÉLULAS MUCOSAS Unidades secretoras terminais compostas por células mucosas tipicamentepossuem formato tubular. Quando cortados transversalmente, esses túbulos apa-recem como estruturas alongadas, com células mucosas ao redor de um lúmenmaior do que das unidades secretoras terminais serosas (Figura 10.6). Unidadessecretoras terminais mucosas das glândulas salivares maiores e de algumas me-nores possuem células mucosas associadas a semilua serosa, que cobre as célulasmucosas no final do túbulo (Figura 10.7). A secreção das células serosas alcança olúmen através de canalículos que se estendem entre as células mucosas. A principal característica das células mucosas é o acúmulo de grandes quan-tidades do produto de secreção (muco) que comprime o núcleo e as organelascontra a região basal da célula. O material a ser secretado não é corado em pre-parações histológicas de rotina, e as células aparentam possuir citoplasma vazio(Figura 10.6). Colorações especiais (PAS, Alcian blue e mucicarmin) evidenciam omuco. Na microscopia eletrônica de transmissão, os grânulos que contêm mucosão volumosos, de conteúdo elétron-transparente. Células mucosas possuemcomplexo de Golgi proeminente e localizado em posição basal em relação aosgrânulos de secreção. O retículo endoplasmático e o restante da das organelasestão presentes na região basal da célula. Possuem junções intercelulares, mas nãoapresentam canalículos intercelulares, com exceção daquelas cobertas por célulasserosas semilunares. 4 10.2.1 CÉLULAS SECRETORAS Os dois principais tipos de células secretoras nas glândulas salivares são ascélulas serosas (Figura 10.5) e células mucosas (Figura 10.6). Microscopia de luze eletrônica caracterizaram as diferenças entre células serosas e mucosas. Essasdiferenças também são dadas pelos componentes sintetizados. Células serosasproduzem proteínas e glicoproteínas, em geral com atividades enzimáticas e an-timicrobianas. O principalproduto das células mucosas são as mucinas, que sãoglicoproteínas com características químicas diferentes das glicoproteínas sinteti-zadas pelas células serosas. A principal função das mucinas é lubrificar e formaruma barreira nas superfícies, além de ligar-se a microorganismos e agregá-los. Cé-lulas mucosas praticamente não secretam outros componentes macromoleculares. 5 Essas estrias são provenientes de mitocôndrias alongadas, alinhadas vertical-mente, que ficam compartimentalizadas por invaginações da membrana plasmá-tica. 234Sistema digestório: integração básico-clínica Os ductos intercalados ou estriados em geral se localizam dentro dos lóbu-los glandulares, sendo chamados intralobulares. Esses ductos possuem sua salivadrenada para ductos excretores inicialmente intra-lobulares. Os ductos intra-lobulares se combinam e formam ductos excretores intralo-bulares, localizados entre os lóbulos (Figura 10.4). Diversos ductos intralobularesconvergem formando ductos excretores intralobares. Esses ductos intralobularesformam ductos maiores ou lobares. Todo esse sistema canalicular finaliza a con-dução da saliva até a cavidade oral. O ducto excretor possui diâmetro maior do que o ducto estriado e é reves-tido por epitélio pseudoestratificado colunar na porção inicial. À medida que seafasta do ácino, o ducto excretor gradativamente passa a ser revestido por epitélioestratificado, sendo esta a principal característica do ducto excretor principal daglândula, que se abre na cavidade oral (Figura 10.1). Células caliciformes são co-muns no ducto excretor, acrescentando secreção mucosa à saliva. Reinaldo Barreto Oriá235 Além de conduzir a saliva da unidade secretora terminal até a cavidade oral,os ductos estriados e excretores modificam a saliva primária produzida pelas uni-dades secretoras terminais e os ductos intercalados. Essa modificação ocorre prin-cipalmente pela reabsorção e secreção de eletrólitros. Na membrana basolateraldas células dos ductos, ocorre a reabsorção de Na+ e Cl-, tornando a saliva finalhipotônica. Essas células também secretam K+ e HCO3- . A composição finalda saliva varia, dependendo do fluxo. Com o fluxo salivar alto, a saliva é poucoreabsorvida, tornando-se rica em Na+ e Cl- e pobre em K+. O inverso ocorre se ofluxo salivar é lento. Vale ressaltar que a concentração de HCO3- cresce quandohá aumento do fluxo salivar. A reabsorção e a secreção de eletrólitos pelos ductos estriados e excretoressão regulados pelo sistema nervoso autônomo e pelos mineralocorticoides produ-zidos pelo córtex da adrenal. 7 Os ductos ramificados aumentam de diâmetro à medida que se afastam daunidade secretora terminal. Os ductos proximais às unidades secretoras terminaissão denominados ductos intercalados (Figura 10.2). Em continuação, estão osductos estriados (Figuras 10.2e10.3). Os ductos que levam a saliva para a cavi-dade oral são chamados de ductos excretores (Figura 10.4). Os ductos intercalados estão em continuidade com a unidade secretora ter-minal. Eles conectam as unidades secretoras terminais ao ducto estriado. A luz oulúmen da unidade secretora terminal é contínua com a do ducto intercalado. Aomicroscópio de luz, o ducto intercalado é formado por uma camada de célulascuboides que apresentam núcleo central e citoplasma escasso (Figura 10.2). Emrazão do pequeno tamanho e da ausência de características específicas, os ductos Reinaldo Barreto Oriá233 intercalados são de identificação difícil em cortes histológicos. Mais recentementefoi descrito o papel dos ductos intercalados na modificação da saliva, pela adiçãode componentes macromoleculares, como lisozima e lactoferrina. A reposição das células das unidades secretoras terminais e no ducto estriadoé feito através de células totipotentes presentes no ducto intercalado. Essas célulasproliferam e sofrem diferenciação repondo os componentes acinares e ductais dasglândulas salivares. Os ductos estriados, que recebem a saliva primária dos ductos intercalados,possuem um importante papel na modificação da saliva produzida pelas unidadessecretoras terminais. Essa modificação consiste na reabsorção e secreção de ele-trólitos. Os ductos estriados constituem a maior porção dos sistemas de ductos.As células que revestem esse ducto são colunares com núcleo central e citoplasmaclaro e acidófilo (Figuras 10.2e10.3). A estrutura das células do ducto estriadoreflete sua função. O aspecto morfológico mais relevante é a presença de estriasna região basal do ducto, justificando o nome ducto estriado (Figura 10.3 8 10.2.4 CÉLULAS MIOEPITELIAIS As células mioepiteliais são contrácteis, associadas à unidade secretora ter-minal e aos ductos intercalados das glândulas salivares. São células que possuemcaracterística contráctil das células musculares lisas, mas são de origem epitelial. As células mioepiteliais estão localizadas entre a lâmina basal e a membranadas células secretoras ou ductais. São unidas a essas células por desmossomos.Possuem forma estrelária e numerosas ramificações que envolvem a unidade se-cretora terminal. Esses processos são compostos por filamentos de actina e miosi-na. As células mioepiteliais que envolvem os ductos intercalados possuem forma-to fusiforme, sem ramificações. A contração das células mioepiteliais promove suporte das unidades secreto-ras terminais durante a secreção da saliva. Além disso, estão envolvidas na expul-são da saliva das células secretoras em direção ao sistema de ductos. A contraçãodessas células diminui o comprimento dos ductos e aumenta o diâmetro facilitan-do a passagem da saliva. As células mioepiteliais também estão envolvidas com amanutenção da polaridade celular e a organização estrutural da unidade secretoraterminal. Figura 10.8 -Corte glândula submandibular, com unidades secretoras terminais mistas, formadas por túbulos muco-sos (M) circundados por semiluas serosas (setas). Plasmócitos (cabeça-de-seta) são evidenciados em múltiplas áreas (hema-toxilina-eosina, escala: 20 μm). 9 PROFESSORA: JOSIANER B RIBEIRO HISTOLOGIA 2 HISTOLOGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES Classificação: Glândulas do Corpo Endócrinas (Sem ductos) Exócrinas (Com ductos) Glândulas Salivares Classificadas: Glândulas Tubuloacinares Compostas Pelo tipo de secreção Introdução 11 Embriologia epitélio bucal primário - interação com o ectomesênquima. células epiteliais se modificam e se diferenciam nas células do parênquima glandular, o tecido conjuntivo forma o estroma que reveste e protege as glândulas. glândulas maiores: parótida e submandibular, surgem na 6ª semana de vida intra-uterina, já a sublingual, na 8ª semana. glândulas menores: na 12ª semana. Embriologia As glândulas salivares tem origem embriológica a partir do epitélio bucal primário por meio da sua interação com o ectomesênquima. Essas células epiteliais se modificam e se diferenciam nas células do parênquima glandular, já o tecido conjuntivo forma o estroma que reveste e protege as glândulas. A citodiferenciação dos ácinos é influenciada por diversos sinais moleculares como a caderina, importante nas junções celulares; a membrana basal,importante para a ramificação dos ácinos; a laminina e a sindecana, que diferenciam as células acinosas via integrina; EGF e FGF-7, que regulam o processo de ramificação e controlam o alongamento das ramificações, respectivamente. As glândulas maiores, parótida e submandibular, surgem na 6ª semana de vida intra-uterina, já a sublingual, na 8ª semana. As menores originam se somente mais tarde, na 12ª semana. Glândulas Salivares As glândulas salivares são exócrinas, ou seja, secreta seu produto para o meio externo (cavidade bucal). O produto de secreção é a saliva, a qual possui muitas funções essenciais para a manutenção da saúde bucal; já que facilita namastigação dos alimentos; serve como solvente; contribui na digestão dos carboidratos; lubrifica os alimentos e os tecidos bucais; atua como tampão(ácido carbônico-bicarbonato (HCO3-/H2CO3, pK1= 6,1) e o fosfato (HPO4-/H2PO4-, pK2= 6,8);limpeza a cavidade bucal e auxiliar na limpeza dos dentes limpeza a cavidade bucal, inibe o crescimento de microorganismos, umedecer e lubrificar os alimentos e a mucosa bucal; participa da digestão dos alimentos: paladar, mastigação e deglutição, transporta íons (Na e K), manutenção do equilíbrio hídrico, bactericida (enzima lisozima) e defesa imunológica (IgA). Fluxo Salivar O fluxo salivar quando estimulado é de normalmente 0,3 a 0,4 mL/min, sendo seu volume secretado em 25% pela glândula parótida, 60% pela submandibular, 7-8% pela sublingual e 7-8% pelas glândulas menores. A maior parte do tempo a secreção permanece entre 1,5 e 2,0 mL/min, sendo 50% pela parótida, 35% pela submandibular, 7-8% pela sublingual e 7-8% pelas glândulas menores. Quando o volume secretado é inferior a essa média isso caracteriza um quadro de hipossalivação e suas causas devem ser cuidadosamente analisadas, para evitar prejuízos à saúde bucal. 12 Os tecidos epiteliais possuem: função de revestimento e secreção O epitélio que apresenta a função secretora é denominado glândula e é responsável pela produção de substâncias essenciais para o funcionamento do organismo. GLÂNDULAS Os tecidos epiteliais destacam-se por sua capacidade de secreção, além, é claro, do seu papel no revestimento do corpo. O epitélio que apresenta a função secretora é denominado glândula e é responsável pela produção de substâncias essenciais para o funcionamento do organismo. Uma glândula pode ser formada por uma única célula isolada, recebendo a denominação de unicelular, ou apresentar várias células agrupadas, sendo denominada depluricelular. Um exemplo de glândula unicelular é a célula caliciforme, que apresenta um formato semelhante a um cálice e caracteriza-se pela sua capacidade de secretar muco nas vias respiratórias e no trato gastrointestinal. As glândulas pluricelulares são as encontradas em maior quantidade no organismo e são formadas a partir de epitélios que proliferam e adentram o tecido conjuntivo. De acordo com a forma como a liberação da secreção acontece, as glândulas são classificadas em endócrinas e exócrinas. Existem dois tipos principais de glândulas → Glândulas exócrinas As glândulas exócrinas lançam a secreção na superfície livre (superfície do corpo ou luz de órgãos) e apresentam canais ou ductos por onde a secreção passa até atingir o local onde será eliminada. Nessas glândulas é possível observar duas partes distintas: a porção secretora e os ductos glandulares, que são conexões com o epitélio que a originou. Costuma-se classificar as glândulas exócrinas segundo a morfologia da porção secretora. Nesse caso, temos glândulas exócrinas tubulosas, acinonas e compostas. As glândulas exócrinas tubulosas ou tubulares apresentam a porção secretora em forma de tubo. Já a glândula exócrina acinosa ou alveolar apresenta a parte secretora com um formato mais arredondado. Por fim, temos as compostas, que podem ser tubulares, acinosas ou túbulo-acinosas. Elas apresentam uma porção secretora com características tanto das glândulas tubulosas como das acinosas. As glândulas exócrinas podem ser ainda classificadas quanto à forma como a secreção sai da célula em: merócrina, apócrina e holócrina. Nas glândulas merócrinas, a secreção é liberada sem que haja nenhuma perda do citoplasma. As glândulas apócrinas, por sua vez, eliminam secreção com porções do citoplasma. Já as glândulas holócrinas são aquelas em que toda a célula é eliminada com a secreção (Veja esquema a seguir). Observe as diferentes formas de eliminação de secreção * Como exemplo de glândulas exócrinas, podemos citar as glândulas mamárias, sudoríparas e sebáceas. → Glândulas endócrinas As glândulas endócrinas eliminam sua secreção diretamente na corrente sanguínea e, diferentemente das exócrinas, não possuem ducto glandular. O produto dessas glândulas é denominado de hormônio e o conjunto dessas glândulas forma o sistema endócrino. Com base na organização de suas células, podemos classificar as glândulas endócrinas em cordonais e vesiculares. No tipo cordonal, as células da glândula estão organizadas em fileiras que se bifurcam e fundem-se aleatoriamente. Já no tipo vesicular, as células formam vesículas preenchidas por secreção. Como exemplo de glândulas endócrinas, temos a tireoide, a hipófise, a paratireoide, a adrenal, entre outras. Curiosidade: O pâncreas é uma glândula que age como endócrina (ilhotas pancreáticas) e exócrina (ácinos pancreáticos), recebendo a denominação de glândula mista. *Credito da imagem: Wikimedia Commons 14 secreta seu produto para o meio externo (cavidade bucal). produto de secreção é a saliva. Glândulas Salivares Exócrinas Glândulas Salivares As glândulas salivares são exócrinas, ou seja, secreta seu produto para o meio externo (cavidade bucal). O produto de secreção é a saliva, a qual possui muitas funções essenciais para a manutenção da saúde bucal; já que facilita na mastigação dos alimentos; serve como solvente; contribui na digestão dos carboidratos; lubrifica os alimentos e os tecidos bucais; atua como tampão(ácido carbônico-bicarbonato (HCO3-/H2CO3, pK1= 6,1) e o fosfato (HPO4-/H2PO4-, pK2= 6,8);limpeza a cavidade bucal e auxiliar na limpeza dos dentes limpeza a cavidade bucal, inibe o crescimento de microorganismos, umedecer e lubrificar os alimentos e a mucosa bucal; participa da digestão dos alimentos: paladar, mastigação e deglutição, transporta íons (Na e K), manutenção do equilíbrio hídrico, bactericida (enzima lisozima) e defesa imunológica (IgA). Fluxo Salivar O fluxo salivar quando estimulado é de normalmente 0,3 a 0,4 mL/min, sendo seu volume secretado em 25% pela glândula parótida, 60% pela submandibular, 7-8% pela sublingual e 7-8% pelas glândulas menores. A maior parte do tempo a secreção permanece entre 1,5 e 2,0 mL/min, sendo 50% pela parótida, 35% pela submandibular, 7-8% pela sublingual e 7-8% pelas glândulas menores. Quando o volume secretado é inferior a essa média isso caracteriza um quadro de hipossalivação e suas causas devem ser cuidadosamente analisadas, para evitar prejuízos à saúde bucal. 15 Uma cápsula de tecido conjuntivo rico em fibras colágenas circunda e reveste as glândulas salivares maiores . O parênquima destas glândulas consiste em terminações secretoras e em um sistema de ductos ramificados que se arranjam em lóbulos, separados entre si por septos de tecido conjuntivo que se originam da cápsula. Estruturas Anatômicas e Histológicas das glândulas Estruturas Anatômicas e Histológicas das glândulas Uma cápsula de tecido conjuntivo rico em fibras colágenas circunda e reveste as glândulas salivares maiores .O parênquima destas glândulas consiste em terminações secretoras e em um sistema de ductos ramificados que se arranjam em lóbulos, separados entre si por septos de tecido conjuntivo que se originam da cápsula. As terminações secretoras possuem dois tipos de células secretoras - serosas ou mucosas, além das células mioepiteliais não secretoras. Esta porção precede um sistema de ductos cujos componentes modificam a saliva, a medida que a conduzem para a cavidade oral. Células serosas: geralmente possuem formato piramidal, com uma base larga que repousa sobre uma lâmina basal e um ápice com microvilos pequenos e irregulares voltados pro lúmen. Células secretoras adjacentes estão unidas entre si por complexos secretores adjacentes estão unidas entre si por complexos juncionais e formam uma massa esférica chamada ácino. Células mucosas: possuem geralmente formato cubóide ou colunar, seu núcleo é oval e encontra-se pressionado junto a base da célula. Elas exibem características de células secretoras de muco contendo glicoproteínas importantes para as funções lubrificantes da saliva.A maioria dessas glicoproteínas pertence a família das mucinas. As células frequentemente se organizam em túbulos, que consistem em arranjos cilíndricos de células secretoras circundando o lúmen. Células mioepiteliais: são encontradas junto a lâmina basal de terminações secretoras e ductos intercalares, que formam a porção inicial do sistema de ductos. Duas ou três células mioepitelias envolvem a terminações secretoras, e nesta porção são bem desenvolvidas e ramificadas.Nos ductos intercalares, as células mioepitelias são as mais alongadas e fusiformes, dispondo-se paralelamente ao comprimento do ducto. Essas células têm várias características semelhantes ás células musculares, incluindo a contratilidade. Entretanto, elas estabelecem junções (desmossomos) entre si e também com as células secretoras. Embora a contração das células mioepiteliais acelere as secreção de saliva sua principal função aprece ser a prevenção da distensão excessiva da terminação secretora durante a secreção, devido ao aumento da pressão luminal. No sistema de ductos, as terminações secretoras se continuam com os ductos intercalares, formado por células epiteliais cubóides. Vários destes ductos curtos se unem para formar um ducto estriado.O ducto são caracterizados por estriações que consistem em invaginações da membrana plasmática basal com numerosas mitocôndrias alongadas.Ductos intercalares e estriados são denominados também ductos interlobares, devido sua localização dentro dos lóbulos glandulares. 16 O parênquima da glândula salivar consiste: da união da unidade secretora terminal esférica ou tubular, também chamada de ácino + somada a uma serie de ductos ramificados que liberam o produto secretado no meio bucal. ESTRUTURA DAS GLâNDULAS SALIVARES 17 As terminações secretoras possuem dois tipos de células secretoras - serosas ou mucosas, além das células mioepiteliais não secretoras. Costuma-se classificar as glândulas exócrinas segundo a morfologia da porção secretora. Nesse caso, temos glândulas exócrinas tubulosas, acinonas e compostas. As glândulas exócrinas tubulosas ou tubulares apresentam a porção secretora em forma de tubo. Já a glândula exócrina acinosa ou alveolar apresenta a parte secretora com um formato mais arredondado. Por fim, temos as compostas, que podem ser tubulares, acinosas ou túbulo-acinosas. Elas apresentam uma porção secretora com características tanto das glândulas tubulosas como das acinosas. As glândulas exócrinas podem ser ainda classificadas quanto à forma como a secreção sai da célula em: merócrina, apócrina e holócrina. Nas glândulas merócrinas, a secreção é liberada sem que haja nenhuma perda do citoplasma. As glândulas apócrinas, por sua vez, eliminam secreção com porções do citoplasma. Já as glândulas holócrinas são aquelas em que toda a célula é eliminada com a secreção (Veja esquema a seguir). 18 Estruturas Anatômicas e Histológicas das glândulas Estruturas Anatômicas e Histológicas das glândulas Uma cápsula de tecido conjuntivo rico em fibras colágenas circunda e reveste as glândulas salivares maiores .O parênquima destas glândulas consiste em terminações secretoras e em um sistema de ductos ramificados que se arranjam em lóbulos, separados entre si por septos de tecido conjuntivo que se originam da cápsula. As terminações secretoras possuem dois tipos de células secretoras - serosas ou mucosas, além das células mioepiteliais não secretoras. Esta porção precede um sistema de ductos cujos componentes modificam a saliva, a medida que a conduzem para a cavidade oral. Células serosas: geralmente possuem formato piramidal, com uma base larga que repousa sobre uma lâmina basal e um ápice com microvilos pequenos e irregulares voltados pro lúmen. Células secretoras adjacentes estão unidas entre si por complexos secretores adjacentes estão unidas entre si por complexos juncionais e formam uma massa esférica chamada ácino. Células mucosas: possuem geralmente formato cubóide ou colunar, seu núcleo é oval e encontra-se pressionado junto a base da célula. Elas exibem características de células secretoras de muco contendo glicoproteínas importantes para as funções lubrificantes da saliva. A maioria dessas glicoproteínas pertence a família das mucinas. As células frequentemente se organizam em túbulos, que consistem em arranjos cilíndricos de células secretoras circundando o lúmen. Células mioepiteliais: são encontradas junto a lâmina basal de terminações secretoras e ductos intercalares, que formam a porção inicial do sistema de ductos. Duas ou três células mioepitelias envolvem a terminações secretoras, e nesta porção são bem desenvolvidas e ramificadas.Nos ductos intercalares, as células mioepitelias são as mais alongadas e fusiformes, dispondo-se paralelamente ao comprimento do ducto. Essas células têm várias características semelhantes ás células musculares, incluindo a contratilidade. Entretanto, elas estabelecem junções (desmossomos) entre si e também com as células secretoras. Embora a contração das células mioepiteliais acelere as secreção de saliva sua principal função aprece ser a prevenção da distensão excessiva da terminação secretora durante a secreção, devido ao aumento da pressão luminal. No sistema de ductos, as terminações secretoras se continuam com os ductos intercalares, formado por células epiteliais cubóides. Vários destes ductos curtos se unem para formar um ducto estriado.O ducto são caracterizados por estriações que consistem em invaginações da membrana plasmática basal com numerosas mitocôndrias alongadas.Ductos intercalares e estriados são denominados também ductos interlobares, devido sua localização dentro dos lóbulos glandulares. 19 Formação da Saliva A saliva é formada em um processo de 2 estágios: 1º : produção de secreção primária pelas células acinares 2º: modificação da saliva nos ductos Secreção primária isotôniaca Saliva hipotônica Ducto Glândula Boca Íons Células serosas: geralmente formato piramidal, com uma base larga que repousa sobre uma lâmina basal e um ápice com microvilos pequenos e irregulares voltados pro lúmen. Células secretoras adjacentes estão unidas entre si e formam uma massa esférica chamada ácino. Células mucosas: geralmente formato cubóide ou colunar, seu núcleo é oval e encontra-se pressionado junto a base da célula. Elas exibem características de células secretoras de muco contendo glicoproteínas importantes para as funções lubrificantes da saliva. A maioria dessas glicoproteínas pertence a família das mucinas. As células frequentemente se organizam em túbulos, que consistem em arranjos cilíndricos de células secretoras circundando o lúmen. Células mioepiteliais: são encontradas junto a lâmina basal de terminações secretoras e ductos intercalares, que formam a porção inicial do sistema de ductos. Duas ou três células mioepitelias envolvem a terminações secretoras, e nesta porção são bem desenvolvidas e ramificadas. Células serosas Células mucosas Células mioepiteliais Histologia e Função das Unidades Secretoras Os ácinos das glândulas salivares são de três tipos: seroso, mucoso misto Arranjo similar aos cachos de uva Sistema ramificado de ductos Plano Estrutural Geral das Glândulas Salivares DUCTOS Nos ductos intercalares, as células mioepitelias são as mais alongadas e fusiformes, No sistema de ductos, as terminações secretoras se continuam com os ductos intercalares, formado por células epiteliais cubóides. Vários destes ductos curtos se unem para formar um ducto estriado. são caracterizados por estriações que consistem em invaginações da membrana plasmática basal com numerosas mitocôndrias alongadas. Ductos intercalares e estriados são denominados também ductos interlobares, devido sua localização dentro dos lóbulos glandulares. Os ductos estriados de cada lóbulo convergem e desembocam em ductos maioreslocalizados nos septos de tecido conjuntivo que separam os lóbulos, onde se tornam ductos interlobulares ou excretores. Estes são formados inicialmente por epitélio cubóide estratificado, mas porções mais distais do ductos excretores são revestidas por epitélio colunar estratificado. . O ducto principal de cada glândula salivar maior desemboca na cavidade oral e, no final, é revestido por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado Sistema de ductos Ducto intercalar – células cuboideas. Ducto estriado – estrias radiais da base ao núcleo Ducto intralobular – intercalar + estriado. Ducto interlobular ou excretores – localizados nos septos conjuntivos. Ducto terminal ou principal – desemboca na cavidade oral. Terminações secretoras: Serosa Mucosa Mista Tipos de ductos: Ductos intercalares e estriados (intralobulares) Ductos interlobulares Qual a importância do tecido conjuntivo para as glândulas? R:Apoiar as glândulas e conduzir nervos, vasos sanguíneos e linfáticos. Estrutura Histológica dos Ácinos As células secretoras formam agrupamentos semelhantes a cachos de uvas Estruturas localizadas na parte terminal da glândula e conectada a um sistema de ductos. A porção secretora do ácino da glândula varia de um tipo puramente seroso ou mucoso para um tipo misto, contendo tanto células serosas quanto mucosas. Ácino seroso Secretam um material viscoso com funções protetora ou de lubrificação. Formados por grandes células mais ou menos cúbicas com núcleo basal. A maioria dos organelas de células estão em posição basal e citoplasma. Ácino Mucoso As células apresentam citoplasma pálido de aspecto vacuolado, com leve basófila basal, núcleo achata sobre a membrana basal da célula. A secreção mucosa é do tipo glicoprotéica e seu aspecto é viscoso. O ácino mucoso apresenta lúmen amplo. Ácino Misto A maior parte do ácino é de aspecto tubular com extremidades células possuem mucosas e as células serosas organizadas como uma meia lua Mucosa é liberada ora mais rica em muco, ora mais rica em proteínas. Células do Tecido Conjuntivo Estroma Envolve: Ductos Ácinos Células: Plasmócitos Fibloblastos Macrófagos Linfócitos Função: Auxiliar na manutenção: homeostase da cavidade bucal Processos inflamatórios Imunidade Secretora: A Síntese e a Secreção de Imunoglobina A Linfócitos B diferenciam-se em plasmócitos “ tecido conjuntivo de glândulas salivares” Imunoglobulina secretora (IgA), são secretados para o interior da cavidade bucal A síntese de IgA ocorre em plasmócitos subepitelias no tecido conjuntivo A IgA forma um dímero com duas moléculas de IgA liga-se a receptores na superfície (receptores de polimericos). O receptor pIg é formado de RER. Sofre modificações glicosilação, fosforilação Imunidade Secretora: A Síntese e a Secreção de Imunoglobina A Glândulas exócrinas As glândulas exócrinas lançam a secreção na superfície livre (superfície do corpo ou luz de órgãos) e apresentam canais ou ductos por onde a secreção passa até atingir o local onde será eliminada. Nessas glândulas é possível observar duas partes distintas: a porção secretora e os ductos glandulares que são conexões com o epitélio que a originou. Os tecidos epiteliais destacam-se por sua capacidade de secreção, além, é claro, do seu papel no revestimento do corpo. O epitélio que apresenta a função secretora é denominado glândula e é responsável pela produção de substâncias essenciais para o funcionamento do organismo. Uma glândula pode ser formada por uma única célula isolada, recebendo a denominação de unicelular, ou apresentar várias células agrupadas, sendo denominada depluricelular. Um exemplo de glândula unicelular é a célula caliciforme, que apresenta um formato semelhante a um cálice e caracteriza-se pela sua capacidade de secretar muco nas vias respiratórias e no trato gastrointestinal. As glândulas pluricelulares são as encontradas em maior quantidade no organismo e são formadas a partir de epitélios que proliferam e adentram o tecido conjuntivo. De acordo com a forma como a liberação da secreção acontece, as glândulas são classificadas em endócrinas e exócrinas. Existem dois tipos principais de glândulas → Glândulas exócrinas As glândulas exócrinas lançam a secreção na superfície livre (superfície do corpo ou luz de órgãos) e apresentam canais ou ductos por onde a secreção passa até atingir o local onde será eliminada. Nessas glândulas é possível observar duas partes distintas: a porção secretora e os ductos glandulares, que são conexões com o epitélio que a originou. Costuma-se classificar as glândulas exócrinas segundo a morfologia da porção secretora. Nesse caso, temos glândulas exócrinas tubulosas, acinonas e compostas. As glândulas exócrinas tubulosas ou tubulares apresentam a porção secretora em forma de tubo. Já a glândula exócrina acinosa ou alveolar apresenta a parte secretora com um formato mais arredondado. Por fim, temos as compostas, que podem ser tubulares, acinosas ou túbulo-acinosas. Elas apresentam uma porção secretora com características tanto das glândulas tubulosas como das acinosas. As glândulas exócrinas podem ser ainda classificadas quanto à forma como a secreção sai da célula em: merócrina, apócrina e holócrina. Nas glândulas merócrinas, a secreção é liberada sem que haja nenhuma perda do citoplasma. As glândulas apócrinas, por sua vez, eliminam secreção com porções do citoplasma. Já as glândulas holócrinas são aquelas em que toda a célula é eliminada com a secreção (Veja esquema a seguir). Observe as diferentes formas de eliminação de secreção * Como exemplo de glândulas exócrinas, podemos citar as glândulas mamárias, sudoríparas e sebáceas. → Glândulas endócrinas As glândulas endócrinas eliminam sua secreção diretamente na corrente sanguínea e, diferentemente das exócrinas, não possuem ducto glandular. O produto dessas glândulas é denominado de hormônio e o conjunto dessas glândulas forma o sistema endócrino. Com base na organização de suas células, podemos classificar as glândulas endócrinas em cordonais e vesiculares. No tipo cordonal, as células da glândula estão organizadas em fileiras que se bifurcam e fundem-se aleatoriamente. Já no tipo vesicular, as células formam vesículas preenchidas por secreção. Como exemplo de glândulas endócrinas, temos a tireoide, a hipófise, a paratireoide, a adrenal, entre outras. Curiosidade: O pâncreas é uma glândula que age como endócrina (ilhotas pancreáticas) e exócrina (ácinos pancreáticos), recebendo a denominação de glândula mista. *Credito da imagem: Wikimedia Commons 40 segundo a morfologia da porção secretora: glândulas exócrinas tubulosas ou tubulares apresentam a porção secretora em forma de tubo. glândula exócrina acinosa ou alveolar apresenta a parte secretora com um formato mais arredondado. compostas, que podem ser tubulares, acinosas ou túbulo-acinosas. Elas apresentam uma porção secretora com características tanto das glândulas tubulosas como das acinosas. quanto à forma como a secreção sai da célula em: glândulas merócrinas, a secreção é liberada sem que haja nenhuma perda do citoplasma. glândulas apócrinas, por sua vez, eliminam secreção com porções do citoplasma. glândulas holócrinas são aquelas em que toda a célula é eliminada com a secreção. CLASSIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS EXÓCRINAS GLANDULAS SALIVARES anexas do sistema digestório origem: ectodérmica classificação : glândulas exócrinas função: secretar saliva As glândulas salivares são estruturas anexas ao sistema digestório humano. Elas localizam-se na cavidade bucal e são responsáveis pela produção de saliva. A saliva é um fluído complexo que mantém a cavidade oral úmida. Seu efeitoem dentes e mucosas é protetor. Isso pode ser claramente verificado em indivíduoscom diminuição do fluxo salivar, ou xerostomia. Nessa circunstância, a diminui-ção do fluxo salivar acarretaaumento importante da incidência de cárie dentária, doença periodontal e outras infecções orais. Exemplos de indivíduos xerostômi-cos são pacientes que sofrem irradiação terapêutica de tumores malignos de ca-beça e pescoço. A radioterapia afeta o parênquima das glândulas salivares nessaregião, induzindo atrofia e diminuição do fluxo salivar, com as consequênciasdescritas anteriormente. 42 A saliva é o resultado da produção de todo o conjunto de glândulas salivares. Entretanto, cada uma a produz com composição e quantidades diferentes. Existem várias glândulas salivares minúsculas com ductos que se abrem na cavidade bucal. Elas estão presentes nas mucosas das bochechas, pela língua e pelo céu da boca. A saliva produzida pelas glândulas salivares menores não possuem enzimas. 43 FUNÇÕES DA SALIVA facilita na mastigação dos alimentos; serve como solvente; contribui na digestão dos carboidratos; lubrifica os alimentos e os tecidos bucais; atua como tampão(ácido carbônico-bicarbonato (HCO3-/H2CO3, pK1= 6,1) e o fosfato (HPO4-/H2PO4-, pK2= 6,8);l impeza a cavidade bucal e auxiliar na limpeza dos dentes limpeza a cavidade bucal, inibe o crescimento de microorganismos, umedecer e lubrificar os alimentos e a mucosa bucal; participa da digestão dos alimentos: paladar, mastigação e deglutição, transporta íons (Na e K), manutenção do equilíbrio hídrico, bactericida (enzima lisozima) e defesa imunológica (IgA). O fluxo salivar quando estimulado é de normalmente 0,3 a 0,4 mL/min: 20% pela glândula parótida, 65 a 70% pela submandibular, 7-8% pela sublingual < 10 pelas glândulas menores. A maior parte do tempo a secreção permanece entre 1,5 e 2,0 mL/min, Quando o volume secretado é inferior a essa média isso caracteriza um quadro de hipossalivação. FLUXO SALIVAR Função das glândulas salivares Maiores Menores Glândulas Salivares dos Mamíferos Glândula Parótida Glândula Submandibular Glândula Sublingual Labial (Superior e inferior) Vestibular Glossopalatina Palatina Lingual Glândulas Salivares Maiores Glândulas Salivares Maiores 50 Glândulas Salivares Menores Glândula Parótida: acinosa composta porção secretora é exclusivamente serosa, contendo grânulos de secreção ricos em proteínas e elevada atividade de amilase amilase é responsável pela hidrólise de boa parte dos carboidratos ingeridos. O tecido conjuntivo contém muitos plasmócitos e linfócitos. Os plasmócitos secretam IgA, que forma um complexo com um componente secretor sintetizado por células acinosas, células dos ductos intercalares e estriados-constituindo num mecanismo de defesa imunológica contra patógenos da cavidade oral. Fonte: ICB.usp.br , acessado em 05/07/20 Fonte: Interactiveanantomy.com , Face anteromedial Fonte: Gray´s Anatomy, 40ª Ed. , Elsevier. Fonte: Interactiveanantomy Fonte: Google Imagens. Fonte: Thehealthsien Fonte: Thehealthsien Fonte: Google Imagens Inervação: Fonte: Netter, - Anatomia Humana, 6ª Ed. Fonte: Gray´s Anatomy, 40ª Ed. , Elsevier. Fonte: Netter, - Anatomia Humana, 6ª Ed. Glândula submandibular Localização: medialmente à mandíbula abaixo do revestimento parcial da mandíbula Irrigação: artérias e veias faciais Óstio do ducto Fonte: histoufjf.blogspot.com.br , acessado em Submandibular Glândula submandibular são do tipo mista. O arranjo dos ductos dessa glândula é similar ao da glândula parótida, mas com mais ductos estriados e menos ductos intercalares. Fonte: Sobotta - tomia Human , 20ª Fonte: Netter, - Anatomia Humana, 6ª Ed. Submandibular Embriologia e Anatomia das Glândulas Salivares Anatomia das Gl Salivares: Fonte: Netter, - Anatomia Humana, 6ª Ed. Glândula Sublingual Localização: abaixo do assoalho da cavidade bucal Constituição: porção de pequenas glândulas assim como a submandibular é tubuloacinosa composta formada por células serosas e mucosas. As células mucosas predominam nessa glândula. Fonte: uff.br/atlashistovet/GIsublingual , acessa Fonte: Gray´s Anatomy, 40ª Ed. , Elsevier. Fonte: Google Imagens. Glândula Sublingual Quais são as glândulas salivares maiores? Inervação das Glândulas Salivares A secreção das glândulas salivares é regulada principalmente por nervos autônomos simpáticos e parassimpáticos. Inervação das Glândulas Salivares Farmacologia das Glândulas Salivares A inervação autônoma das glândulas salivares estabelecem uma sensibilidade aos agentes farmacológicos autônomos. Nervos simpáticos pós-ganglionares – Norepinefrina Nervo simpático pré-glanglionar e nervo pré e pós-ganglionares parassimpáticos – acetilcolina. Regulação da Secreção Salivar Influências sensoriais e Psíquicas (visão, olfação, gustação, memória ) Estimulo ou Inibição da Salivação; Ação do sistema simpático e parassimpático quanto a regulação da secreção salivar . Vasoconstrição glandular e vasodilatação. Contração das células mioepiteliais Presença dos ácinos nas glândulas: parótida, submandibular e sublingual. Regulação da Secreção Salivar Glândula Salivares Menores As Glândulas salivares menores estão localizadas por toda cavidade bucal. Elas não são encapsuladas e são nomeadas de acordo com sua localização. Existem glândulas salivares menores, serosas, mucosas e mistas. Produzem apenas 10% do total da secreção salivar e aproximadamente 70% da secreção mucosa. Elas são polistomática Características que distinguem as glândulas salivares menores Estão localizadas por toda a cavidade bucal, nos lábios, nas bochechas, no palato duro e mole, na língua e no sulco sublingual ou assoalho da boca. Elas não são encapsuladas e são nomeadas de acordo com suas localizações. Existem glândulas mucosas, serosas e mistas. Os produtos de secreção esvaziam-se na cavidade bucal através de numerosos ductos pequenos. Glândulas salivares menores Glândulas labiais São numerosas pequenas glândulas que medem de 1 a 3 mm de diâmetro, situadas na submucosa dos lábios superior e inferior. As glândulas labiais não possuem cápsulas. há apenas ductos excretores que se abrem diretamente na mucosa dos lábios. Essas glândulas constituem a fonte principal de secreção de imunoglobulinas A da saliva, Isto se deve ao fato de que seus ductos, freqüentemente, possuem bactérias orais em seus fundos. A alta concentração de IgA nesta saliva forma uma importante atividade reguladora de microorganismos da cavidade oral. Se os ductos ficarem ocluídos por algum distúrbio, um cisto mucoso azulado (mucocele) se desenvolverá devido ao intumescimento da glândula. Características que distinguem as glândulas salivares menores Estão localizadas por toda a cavidade bucal, nos lábios, nas bochechas, no palato duro e mole, na língua e no sulco sublingual ou assoalho da boca.Elas não são encapsuladas e são nomeadas de acordo com suas localizações. Existem glândulas mucosas, serosas e mistas. Os produtos de secreção esvaziam-se na cavidade bucal através de numerosos ductos pequenos. Glândulas salivares menores Glândulas labiais São numerosas pequenas glândulas que medem de 1 a 3 mm de diâmetro, situadas na submucosa dos lábios superior e inferior. Elas chegam a formar uma camada quase contínua entre a mucosa e o músculo orbicular da boca e são palpáveis quando se passa a língua na superfície interna dos lábios. As glândulas labiais não possuem cápsulas. Portanto, não são lobuladas como as glândulas salivares maiores. As células predominantes são mucosas, porém, há algumas semiluas serosas. Com relação aos ductos, há apenas ductos excretores que se abrem diretamente na mucosa dos lábios. Essas glândulas constituem a fonte principal de secreção de imunoglobulinas A da saliva, já que são responsáveis pela produção de cerca de 1/3 de IgA de toda a cavidade oral. A saliva produzida pelas glândulas labiais possui uma concentração média de IgA quatro vezes maior que a saliva produzidapela glândula parótida. Isto se deve ao fato de que seus ductos, freqüentemente, possuem bactérias orais em seus fundos. A alta concentração de IgA nesta saliva forma uma importante atividade reguladora de microorganismos da cavidade oral. Se os ductos ficarem ocluídos por algum distúrbio, um cisto mucoso azulado (mucocele) se desenvolverá devido ao intumescimento da glândula. 87 Glândulas da bochecha (ou bucais) Glândulas palatinas Glândulas linguais As glândulas linguais são divididas em 3 grupos. A saliva produzida por essas glândulas possui secreções serosas e mucosas. A secreção serosa é fluida e aquosa, ajudando a remover partículas de alimento da superfície gengival, bochecha e dorso da língua. Já a secreção mucosa, que é viscosa e espessa, ajuda a ligar a comida mastigada para formar o bolo a ser deglutido e protege o epitélio bucal da ação das partículas de alimento. As glândulas linguais são divididas em: - Glândulas de Blandin-Nuhn - Glândulas serosas linguais posteriores ou de Von Ebner - Glândulas mucosas puras ou de weber Glândulas da bochecha (ou bucais) As glândulas bucais, também chamadas de genianas ou jugais, são pequenas, arredondadas e estão localizadas irregularmente na submucosa da bochecha, entre os feixes do músculo bucinador e mesmo nas faces externas desse músculo. Essas glândulas são essencialmente mucosas e possuem a mesma aparência básica e estrutura das glândulas labiais. As glândulas bucais estão distribuídas da seguinte maneira: da região anterior da bochecha até aproximadamente o canal parotídeo, as glândulas são muito escassas, já na região posterior, elas são mais volumosas. Ao longo da submucosa, há formação de grupos de glândulas. Um grupo é chamado de glândulas dos molares, pois está localizado sob a região póstero-inferior da bochecha, que corresponde à área medial do ângulo da mandíbula. Recebe este mesmo nome um grupo de quatro ou cinco glândulas aumentadas localizadas próximo ao ducto da glândula parótida. Há um grupo de glândulas bucais que está localizado medialmente ao músculo bucinador. Algumas das glândulas do grupo atravessam o músculo e estendem-se para a superfície externa. Glândulas palatinas As glândulas palatinas representam um grupo de aproximadamente 230 glândulas, que estão densamente agrupadas, formando uma camada na submucosa do palato mole. Estão localizadas na região póstero-lateral, entre a rafe e a gengiva. Dessa forma, além de ocuparem o palato mole, ocupam também parte do arco palatoglosso e a porção posterior do palato duro. Também podem ser encontradas na úvula. As glândulas palatinas são mucosas puras e apresentam-se ultra - estruturalmente semelhantes às células mucosas da glândula sublingual. Essas glândulas consistem de longos ácinos mucosos que drenam para os ductos excretores. Estes ductos se fusionam com o epitélio do palato para formar a papila glandular, identificável a olho nu. Apesar das glândulas estarem compactadas como se fossem um corpo único, cada glândula tem seu próprio ducto que perfura a mucosa do palato. Nos pacientes que ficam com a boca aberta durante longo tempo, pode-se visualizar gotículas de saliva nos locais de abertura dos ductos. Glândulas linguais As glândulas linguais são divididas em 3 grupos. A saliva produzida por essas glândulas possui secreções serosas e mucosas. A secreção serosa é fluida e aquosa, ajudando a remover partículas de alimento da superfície gengival, bochecha e dorso da língua. Já a secreção mucosa, que é viscosa e espessa, ajuda a ligar a comida mastigada para formar o bolo a ser deglutido e protege o epitélio bucal da ação das partículas de alimento. As glândulas linguais são divididas em: - Glândulas de Blandin-Nuhn As glândulas de Blandin-Nuhn também são chamadas de glândulas linguais anteriores. Elas estão localizadas próximas a superfície ventral de ambos os lados do frênulo lingual. Essas glândulas são formadas por cerca de 5 ductos que se abrem abaixo da língua na prega franjada. As porções mais anteriores são puramente mucosas e as posteriores são mucosas com algumas semiluas seromucosas. As glândulas de Blandin-Nuhn são razoavelmente volumosas, com cerca de 14 a 22 mm de comprimento, 7 a 9 mm de largura e 5 a7 mm de altura. - Glândulas serosas linguais posteriores ou de Von Ebner Estas glândulas estão associadas com as papilas valadas no dorso da língua e, em menor extensão, com as papilas foliadas nas bordas laterais da língua. Os ductos se abrem em um sulco que circunscreve parcial ou completamente a papila valada ou em sulcos entre as papilas foliadas. As glândulas de Von Ebner possuem importantes funções. A primeira é a produção de fluido aquoso que serve para levar partículas de alimentos e outros resíduos para fora das papilas valadas, além de lavar os botões gustativos. Outra função atribuída a essas glândulas é a ação de lípase, que ao chegar ao estômago, um ambiente altamente ácido, é capaz de hidrolisar os triglicerídeos. Essa função pode ter um papel muito importante em crianças que consomem grandes quantidades de gordura do leite, pois a lípase lingual tem um papel relevante na digestão desses lipídeos, principalmente quando os níveis de lípase pancreática não são suficientes. - Glândulas mucosas puras ou de weber 88 Patologias relacionadas ás Glândulas Salivares Menores Distúrbios da alteração da função das glândulas: Xerostomia: Ressecamento crônico da boca devido a falta de saliva provocada por muitas causas, tais como, Síndrome de Sjogren, fármacos Síndrome de Sjogren: É uma doença auto-imune caracterizada pela ausência ou diminuição de saliva e/ou lágrimas. As glândulas submandibular, parótida, palatina e labial são as mais frequentemente afetadas pela doença, que se manifesta por um extensivo infiltrado linfocitário e atrofia das células do ducto acinar e mioepitelial. Mucocele: É um cisto de retenção dos ductos de glândulas salivares menores que contém muco. Mais encontrado no lábio inferior, surge após irritação ou trauma mecânico ao ducto da glândula salivar, obstruindo o ducto muitas vezes. Mucocele Cisto de retenção dos ductos de glândulas salivares menores que contém muco Cálculo Salivar Cálculos dos ductos salivares Mais comum nos ductos das gl. submandibular Cárie Fluxo salivar Incidência de cárie Doenças periodontais Questionário 1ª) Em que região da cavidade bucal está situado o óstio do ducto da glândula parótida? abaixo da língua segundo molar superior molares inferiores palato 2ª) Os ácinos na glândula parótida são: Ácinos são mistos com predomínio de células serosas. Ácinos são serosos. Ácinos também são mistos mais, com predomínio de células claras. 3ª) Qual é a maior glândula salivar? Parótida Submandibular Sublingual 5ª) A maior parte de saliva secretada na boca é produzida por qual glândula? Glândula parótida Glândula submandibular Glândula sublingual 4ª) Relacione o neurotransmissor secretado pelos seguintes nervos? Norepinefrina Acetilcolina ( ) Nervos simpáticos pós-ganglionares ( ) Nervos simpáticos pré-ganglionares e parassimpáticos pré e pós-ganglionares 100 As glândulas salivares podem ser classificadas em três tipos de secreções, quais são essas?