material extra sete ferramentas
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INTRODUÇÃO
Freqüentemente, nos deparamos entre a necessidade de solucionar um problema rapidamente e a necessidade de se evitar a ocorrência de outros problemas futuros. Embora estes caminhos, muitas vezes, pareçam ser distintos e conflitantes entre si, eles não precisam ser.
A abordagem que adotamos irá determinar se a solução imediata é um \u201cban-aid\u201d, que logo terá de ser substituído, ou uma fundação sólida onde se pode empreender melhorias contínuas. Visando esta última, necessitamos de uma abordagem disciplinada, não para resolver problemas somente, mas que promova a melhoria contínua para se tornar parte da cultura de nossa organização.
Freqüentemente, os esforços de melhoria resultam em sucessos de curto prazo, que se perdem no decorrer do tempo, à medida em que a nossa atenção se volta para outra direção. Isto faz com que fiquemos apagando incêndios, continuamente resolvendo problemas (alguns de forma repetitiva), mas sem qualquer progresso. Esta condição é conhecida como serrote, conforme ilustrado na figura 1:
 FIGURA 1
A condição serrote é evitada quando se entende de fato a relação causa / efeito e as melhorias são estabelecidas no decorrer da operação normal da organização, conforme figura 2:
 FIGURA 2
2	COLETA E CLASSIFICAÇÃO DOS DADOS
Os dados são definidos como \u201calgo conhecido ou presumido, fatos ou números dos quais conclusões podem ser inferidas\u201d. Dentro do contexto de controle estatístico da qualidade, o processo de tomada de decisão é baseado em fatos. A habilidade de qualquer organização em planejar o curso de uma melhoria contínua depende muito da qualidade, isto é relação, precisão e tempo dos fatos nos quais as decisões são tomadas. Os dados, portanto, deverão ser vistos como uma ajuda para se prever as conseqüências futuras.
Os dados podem ser usados para muitas finalidades, tais como:
Definir claramente o passado (5W1H);
Analisar os produtos e processos;
Confirmar um problema;
Escolher entre as alternativas e
Apresentar os fatos que ilustram a situação.
Os dados podem ser obtidos de diversas fontes. De modo geral, entretanto, os dados provêm de outras áreas; dentro da organização ou fora da organização, isto é interno x externo.
3.1	NATUREZA DOS DADOS
Os dados podem ser classificados como qualitativos ou quantitativos. Os dados qualitativos são chamados de atributos e são sempre discretos como passa/não passa, liga/desliga, alta administração/operários, vermelho/branco/azul etc. . Os dados quantitativos são mensuráveis e são chamados de variáveis. Os dados quantitativos são subdividos em discretos (número de defeitos) ou contínuos (tempo de manutenção).
3.2	ANÁLISE DOS DADOS
Os dados, quando obtidos, podem ser analisados através do uso de métodos estatísticos. A estatística, por sua vez, pode ser descritiva ou dedutiva, esta última se baseia na suposição de que as características de uma população podem ser determinadas analisando-se uma pequena parte denominada amostra.
Após a coleta e classificação dos dados, como atributos ou variáveis, a próxima etapa será resumi-los através de estatística descritiva e então demonstrar graficamente os dados através de: gráficos, distribuições de freqüência, etc. 
Um meio eficiente de se analisar os dados e proporcionar uma mudança organizacional fundamental é através das Sete Ferramentas Básicas, discutidas a seguir. O Dr. Kaoru Ishikawa, o guru da qualidade japonesa atual, credita as Sete Ferramenta Básicas a responsabilidade pela melhoria da qualidade nas indústrias japonesas.
4	AS SETE FERRAMENTAS DA QUALIDADE
Para se entender a base do controle de qualidade, devemos entender o conceito de variação. Há variação em tudo, não existem duas coisas iguais, elas podem parecer iguais, ter desempenhos iguais por motivos práticos, mas não são iguais. Por exemplo, vamos pegar dois canos, ambos, teoricamente com uma polegada de diâmetro medindo-os com uma régua graduada ou outro instrumento de medição comum, provavelmente iremos dizer que ambos possuem exatamente uma polegada. Entretanto, se medirmos estes canos com um instrumento de precisão, descobriremos que eles não são iguais. A diferença pode ser de décimos, mas a variação existe.
Um dos objetivos dos nossos esforços no controle da qualidade é reduzir a variação peça a peça ou processo a processo. Atender simplesmente a especificação não é mais suficiente. Nós devemos adotar a atitude de visar melhoria indefinidamente. A melhoria baseada na redução da variação é o mesmo que, em outras palavras, melhorar a previsibilidade.
Uma das formas de conseguir isto é usando as Sete Ferramentas do Controle da Qualidade. Estas ferramentas são técnicas simples que foram desenvolvidas durante anos para ajudar a reduzir a variação, fornecendo dados nos quais podem ser tiradas conclusões concretas.
Estas ferramentas são:
Fluxograma;
Diagrama Ishikawa (Espinha de Peixe);
Folhas de Verificação;
Diagramas de Pareto;
Histogramas;
Diagrama de Dispersão;
Cartas de Controle e
Dados por variáveis
Dados por atributos
Devidamente aplicadas, estas ferramentas podem levar a:
Elevação dos níveis de qualidade;
Diminuição do custo, com produtos e processos mais uniformes;
Minimizar o prejuízo para a sociedade;
Projetos mais robustos;
Melhor cooperação em todos os níveis da organização e
Soluções planejadas em contraposição a soluções advindas de opiniões (achismo).
Embora a variação esteja sempre presente nós podemos e devemos encontrar meios de minimizá-la. Organizacionalmente, isto pode ser conseguido através de um processo de melhoria contínua aliado ao uso das Sete Ferramenta Básicas dentro do contexto de um processo rigoroso de solução de problema.
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4.1	FLUXOGRAMA
Finalidade: identificar o caminho real e ideal para um produto ou serviço com o objetivo de identificar os desvios.
O fluxograma é uma ilustração seqüencial de todas as etapas de um processo, mostrando como cada etapa é relacionada. Ele utiliza símbolos facilmente reconhecidos para denotar os diferentes tipos de operações em um processo. Os símbolos geralmente aceitos estão indicados na tabela a seguir:
	
 1
CONECTOR DE PÁGINA
	Caso um fluxograma não caiba em uma página, coloca-se um símbolo para indicar que existe Continuação. Dentro do símbolo coloca-se o número da página que dá continuidade e/ou referência para localização. Na outra página, em sentido contrário a mesma referência deve ser indicada.
	
A
CONECTOR DE ROTINA
	O Conector de rotina permite simplificar a vinculação de sub-rotinas e/ou fluxogramas, sem que haja intercessões de linhas. Portanto, dentro do símbolo deve ser colocado uma letra ou outro sinal que permita a identificação de onde se encontra a continuação da rotina.
	
OPERAÇÃO
	Descrever dentro do símbolo, de forma sucinta, a Operação que se realiza sobre um documento ou uma atividade, indicando no retângulo superior a Área que executa a função.
	
INFORMAÇÃO VERBAL
	Representado quando há na rotina fluxo de informações sem documentação.
	
 ?
DECISÃO
	Símbolo utilizado quando, no fluxo de informações, existe mais de um caminho para seguir. Neste caso, fazer a Pergunta dentro do símbolo, de forma resumida. As respostas devem ser preferencialmente sim ou não, que nascem em dois ângulos diferenciados e seguem caminhos alternativos.
	
 área
ARQUIVO DEFINITIVO
	Símbolo utilizado para representar arquivo definitivo de documentos. Dentro do mesmo deve ser colocado local de arquivamento.
Modelo de Fluxograma para Elaboração de Documentos
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Para iniciar a preparação de um fluxograma de processo sempre é útil obter-se a rotina do processo. Você deve se familiarizar-se o máximo que puder com o processo