peritonite
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peritonite


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DOENÇAS DO PERITÔNIO
PERITONITE BOVINOS
 	A inflamação do peritônio é acompanhada por dor abdominal, que varia de intensidade com a severidade e extensão da peritonite.
 Sensibilidade à palpação, rigidez da parede abdominal, constipação e uma reação sistêmica são manifestações típicas.
ETIOLOGIA:
 Causas mais comuns são lesões perfurantes do aparelho digestivo ou genital tais como Reticuloperitonite traumática, perfuração de uma ulcera abomásica. Na maioria das obstruções e torções antes da ruptura (torção do abomaso) severo grau de peritonite devido a passagem de infecção através da parede desvitalizada e permeável da parede obstruída. Ruptura da vagina em coito violento (novilhas jovens fora do cio). Ruptura do útero no parto ou durante auxílio obstétrico pode determinar antes de outros sinais hemorragia e choque. Em casos brandos sem peritonite, se o conteúdo intestinal não for contaminado, ou peritonite vários dias depois. Peritonite traumática da parede abdominal externa por chifradas, trocaterização, laparotomias, e injeções intraperitoniais (antissepsia deficiente). 
São causas menos comuns porém mais difíceis de tratar (em função da flora bacteriana) rupturas de abscessos no baço, fígado e vasos umbilicais, infecções hematogênicas, tuberculose e actinomicose, ruptura espontânea do reto, e possibilidade de ruptura sádica sempre precisa ser levada em consideração
PATOGENIA:
 Fatores que operam na gênese de sintomas clínicos:
Toxinas produzidas por bactérias ou por rompimento de tecidos são absorvidas rapidamente pelo peritônio. Toxemia resultante é o fator mais importante na produção da doença, sua severidade esta relacionada com o tamanho da área do peritônio envolvida e virulência da bactéria presente
Íleo paralítico é resultado da inibição reflexa do tono do tubo digestivo e dos movimentos, o efeito é uma obstrução funcional muitas vezes irreversível c/ evolução fatal. Inicialmente pode haver aumento temporário na motilidade. Aderências nas crônicas, podem localizar a infecção em um segmento particular. 
 Processo de recuperação evoluindo bem eventualmente pode em decorrência de exercício vigoroso ocorrer ruptura da aderência, e recidiva com disseminação da peritonite e retorno dos sintomas. Aderências podem causar obstruções parciais ou completas e fixações interferindo na motilidade normal (Indigestão vagal). A grande quantidade de exsudato inflamatório pode determinar distensão abdominal podendo interferir na respiração (movimento diafragmatico).
SINTOMAS:
 Dor abdominal variável desde inaparente até postura arqueada com rigidez da parede abdominal.
Peritonite difusa aguda: os animais evitam a locomoção, imobilidade persistente, deitam-se com pouca freqüência e quando deitam são vagarosos, cuidadosos e demonstram dor (gemidos). Caminham só forçados, com andar cuidadoso, lento,dorso arqueado e tronco rígido. Evitam defecar e urinar, quando o fazem é em grandes quantidades e demonstrando muita dor. São evitados movimentos bruscos, escoiceamento e lambimento de pele. Geralmente a anorexia é completa.
Exame físico : elevação de temperatura para 39,5 a 41,5º C, aumento moderado da freqüência cardíaca e respiratória, sons digestivos inicialmente elevados, desaparecem rapidamente se instalando a atonia. Neste estágio exsudato inflamatório ainda em pequenas quantidades, confirmado por paracentese. Constipação, fezes escuras com muco grosso, ou só muco, pode na palpação retal ser observado fezes secas e duras. 
No desenvolvimento de casos super agudos pode ocorrer toxemia e morte em 24 a 48 horas, nos casos menos severos o que é mais comum a morte acontece em 4 a 7 dias, recuperação no mesmo tempo com tratamento adequado. 
Peritonite local aguda : Semelhante à difusa com sinais menos severos ou seja: arqueamento do posterior e tendência a imobilidade, mas a dor pode ser restrita a uma determinada área, temperatura e freqüência cardíaca moderadamente elevados, prognóstico é favorável a menos que haja rompimento de aderência e peritonite disseminada.
Peritonite crônica :Aderências interferem nos movimentos normais do aparelho digestivo, gradual disseminação da infecção, síndrome crônica de indigestão e toxemia, acentuada por ataques curtos e recorrentes de sinais mais severos. As aderências podem ser sentidas por palpação retal, o curso e prognóstico são variáveis.
PATOLOGIA CLÍNICA: 
Observações hematológicas são indicadoras da presença e severidade da peritonite. Não acrescentam muito ao valor clínico do caso por exemplo nos casos super agudos deve ser observado profunda leucopenia (2.000 a 3.000 leucócitos / cm3), na peritonite difusa aguda ocorre o aumento total de leucócitos para mais de 12.000/cm3 e neutrofilia acentuada c/ desvio à esquerda. Na peritonite local aguda espera-se neutrofilia e alterações para esquerda, podendo estar normal a contagem total. 
A paracentese é também indicada para realização de exame bacteriológico e antibiograma. 
NECROPSIA:
Na difusa aguda todo o peritônio esta envolvido, lesões mais severas na parte ventral do abdome Hemorragia na subserosa, exsudação e depósito de fibrina e aderências.
 Casos menos agudos, exsudato purulento, menos líquido e até caseoso recobrindo a víscera.
 Em bovinos, o Sphaerophorus necrophorus e o Corynebacterium pyogenes freqüentemente estão presentes, e produzem odor nauseabundo típico.
 A peritonite local aguda e a crônica geralmente não são fatais, lesões observadas geralmente revelam outras causas, como por exemplo: pericardite traumática ou obstrução intestinal. 
DIAGNÓSTICO:
 É mais difícil na presença de toxemia acentuada, com os animais em estado de colapso, sem sintomas localizados, semelhante a paresia pós parto, com freqüência cardíaca muito mais rápida, não reage a injeções de cálcio, ou morre no início por insuficiência cardíaca, desidratação severa, na impactação ruminal aguda, torção do abomaso e obstrução intestinal podem confundir, entretanto o histórico e outros sinais devem ser considerados no diagnóstico diferencial. Nos casos crônicos pode ser confundida com diversos processos patológicos do aparelho digestivo, considerar aspectos característicos dessas doenças tais como curso contínuo, fezes escassas, distensão abdominal e atonia do abomaso. Se as possíveis causas não são sugeridas pelo histórico ou por presença de sintomas de doença primária específica, a diferenciação entre as causas de peritonite é difícil. Dados especiais de diagnóstico estão presentes em reticuloperitonite traumática, a causa mais comum de peritonite em bovinos.
 
TRATAMENTO:
 Primeiro dirigido para causa básica de acordo com suas características, já o tratamento genérico consiste em antibioticotrapia de amplo espectro, e sulfonamidas (infecção e toxinas) Via oral e ou parenteral, e de preferência intra peritonial. Em bovinos não é conveniente impedir a formação de aderências.