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MARINHA DO BRASIL
ENFERMAGEM EM SITUAÇÕES DE URGÊNCIA E 
EMERGÊNCIA
1T (RM2-T) ANNA BRAGA
Pós-Graduação em Urgência e Emergência
Pós-Graduação em Auditoria em Enfermagem
Mestrado pela EEAN
AULA 10 – CHOQUES
TÓPICOS 
✓ Conceito;
✓ Fisiopatologia;
✓ Tipos de choque;
✓ Cuidados.
OBJETIVOS
- Definir choque;
- Distinguir os tipos de choque;
- Reconhecer e apreender os cuidados perante
a vítima de choque;
GRAVEM ESSA IMAGEM!
CONCEITO
É caracterizado por um desequilíbrio 
entre a oferta e o consumo de oxigênio 
em nível regional e sistêmico, 
prejudicando a irrigação e oxigenação dos 
tecidos.
Resulta da incapacidade do sistema 
cardiovascular de prover circulação 
sanguínea suficiente para os órgãos. 
O aparelho cardiovascular é 
responsável pela perfusão tecidual
Para que esse sistema funcione de 
forma adequada é necessário que o 
coração mantenha a sua função de 
bombear o sangue, que o volume
de sangue circulante seja suficiente 
para encher os vasos e que o 
calibre dos vasos se ajuste às 
condições normais. 
CONCEITO
Uma falha em qualquer desses fatores irá provocar falha na perfusão 
tecidual, levando a vítima a desenvolver o estado de choque.
CONCEITO
CORAÇÃO
– Falha de bomba
SANGUE
– Perda de sangue ou 
plasma
DILATAÇÃO DOS 
VASOS SANGUÍNEOS –
Capacidade do sistema 
circulatório muito maior que o 
volume de sangue disponível 
para enchê-lo.
É uma condição de 
difícil controle, 
podendo levar ao 
óbito.
CONCEITO
FISIOPATOLOGIA
Esse mecanismo é chamado compensatório.
Sistema nervoso simpático, com a liberação 
de uma descarga adrenérgica causando 
vasoconstrição periférica e renal
Garantir o suprimento de sangue para os órgãos 
nobres como coração, pulmão e cérebro
FISIOPATOLOGIA
A falha na circulação cerebral leva à diminuição do nível de consciência da vítima
Os rins diminuem o débito urinário 
O coração vai aumentar a frequência de batimentos num esforço para manter o 
fluxo de sangue para órgãos vitais 
Com o agravamento do choque, o músculo cardíaco comprometido desenvolve 
bradicardia
Parada cardíaca.
MECANISMO COMPENSATÓRIO
Na medida em que o quadro de choque evolui, outros 
fatores internos do organismo ocasionam a redução do 
débito cardíaco, levando à falência do coração como bomba 
e a inadequada relação perfusão / oxigenação tissular de 
caráter irreversível e por fim ao óbito.
FISIOPATOLOGIA
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
Caracterizado pela perda de líquido, 
externa ou internamente.
Prevalece em casos de traumas com 
perda de sangue, queimaduras 
extensas, edema intersticial, casos 
severos de diarreias e vômitos.
TRATAMENTO: REPOSIÇÃO VOLÊMICA
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
A hemorragia costuma ser a causa mais frequente do 
choque hipovolêmico no trauma, e pode acontecer 
internamente devido a lesões de órgãos ou por avulsão 
de tecidos, lacerações de vasos, múltiplas fraturas, 
fraturas expostas e fraturas fechadas de ossos longos. 
Tabela de classificação de acordo com a perda de volume
Classe I > 15% da volemia
Classe II 15 – 30 % da volemia
Classe III 30 – 40 % da volemia
Classe IV > 40 % da volemia
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
Estado mental Ansiedade discreta Ansiedade 
Moderada
Confusão Letargia
MECANISMO COMPENSATÓRIO
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
No ambiente pré-hospitalar é muito frequente que se encontrem 
pacientes nos quais os mecanismos compensatórios (descarga 
adrenérgica e de noradrenalina) ainda estejam atuantes, e o 
choque grave ainda não tenha se instalado, o que nos deve fazer 
atentar para sinais sutis, que muitas vezes passam despercebidos, 
e que podem ser indicativos de hipoperfusão em órgãos alvo.
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
O principal objetivo do tratamento do choque é o 
restabelecimento da circulação e consequentemente, a 
perfusão tecidual dos órgãos e da perfusão periférica.
SINAIS COMPENSADO DESCOMPENSADO
Pulso Taquicardia Taquicardia acentuada / Bradicardia
Pele Palidez, úmida Palidez cérea / Sudorese intensa
Pressão arterial Normal Diminuída
Consciência Não altera Alterada – da desorientação ao coma
Perfusão periférica Pouco diminuída Enchimento capilar >2 segundos
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
Estado mental Ansiedade discreta Ansiedade 
Moderada
Confusão Letargia
ONDE SE ATENTAR?
TIPOS DE CHOQUE - HIPOVOLÊMICO
Deve-se atentar para o fato de que a pressão 
arterial só apresentará alterações significativas 
após uma perda mínima de aproximadamente 
30% do volume sanguíneo, ou seja, a 
hipotensão é um sinal tardio de choque 
hipovolêmico, e não se pode aguardar sua 
manifestação para que o tratamento seja 
iniciado.
Pulso Radial ausente = PA Sistólica.periféricos 
abaixo do nível da lesão ficam 
dilatados.
TRATAMENTO: CIRURGICO
TIPOS DE CHOQUE – DISTRUTIVO: ANAFILÁTICO
O choque anafilático resulta de 
reação alérgica grave que produz 
liberação de substâncias 
vasodilatadoras.
Ocorre uma reação exacerbada do 
sistema imunológico, com 
liberação de histamina e 
vasodilatação dos grandes vasos.
TRATAMENTO: ANTI-HISTAMINICO
TIPOS DE CHOQUE – DISTRUTIVO: ANAFILÁTICO
Médio Pele e tecido subcutâneo apenas Eritema generalizado, urticária,edema
periorbital, angioedema.
Moderado Achados sugestivos de 
comprometimento respiratório, 
cardiovascular e gastrointestinal
Dispnéia, estridor,náusea, 
vômito,tontura(pré-síncope), diaforese, dor 
abdominal ou dificuldade de deglutir.
Severo Hipóxia, hipotensão ou 
comprometimento neurológico
Cianose ou SPO2
Sistema de classificação de reações de 
hipersensibilidade generalizada
TIPOS DE CHOQUE – DISTRUTIVO: ANAFILÁTICO
Drogas usadas
✓ Corticóide – hidrocortisona, 
metilpredinisolona.
✓ Prometazina (Fenergan) 
✓ Adrenalina
TIPOS DE CHOQUE – DISTRUTIVO: ANAFILÁTICO
A intubação orotraqueal 
imediata pode ser necessária. 
Angioedema e espasmo 
laríngeo podem tornar o 
acesso a via aérea impossível. 
Nestas circunstâncias, a 
punção da membrana 
cricotireoídea e a 
cricotireoidostomia cirúrgica 
podem ser necessárias para 
manter a oxigenação cerebral.
TIPOS DE CHOQUE – DISTRUTIVO: SÉPTICO
Causado por uma infecção severa.
As citoquinas, hormônios de ação 
local produzidos pelos leucócitos 
em resposta à infecção, lesam as 
paredes dos vasos sanguíneos, 
levando a vasodilatação periférica. 
TIPOS DE CHOQUE – DISTRUTIVO: SÉPTICO
Toxinas são liberadas na circulação e 
causam uma dilatação dos vasos 
sanguíneos aumentando a sobrecarga 
do sistema circulatório. 
Além disso, ocorre perda de plasma 
pela parede dos vasos, diminuindo o 
volume sanguíneo.
TRATAMENTO: ANTIBIÓTICO
TRATAMENTO: 
CIRURGICO
NEUROGÊNICO ANAFILÁTICO SÉPTICO
TRATAMENTO: 
ANTI-HISTAMICO
TRATAMENTO: 
ANTIBIÓTICO
Decorrente de lesão da 
medula acima do local de 
saída dos nervos do sistema 
nervoso simpático
Resulta de reação alérgica 
grave, exacerbada do 
sistema imunológico
Causado por uma infecção 
severa com liberação de 
toxinas
TIPOS DE CHOQUE - DISTRUTIVO
TIPOS DE CHOQUE - CARDIOGÊNICO
Caracterizado pela falência do 
coração como bomba cardíaca, 
pela diminuição da força de 
contração, diminuição do débito 
cardíaco, aumento da pressão 
venosa central, gerando a má 
perfusão tecidual. 
TRATAMENTO: CIRURGICO OU MEDICAMENTOSO
TIPOS DE CHOQUE - CARDIOGÊNICO
✓ Lesão do músculo cardíaco;
✓ Arritmia;
✓ Disfunção valvar;
✓ Tamponamento pericárdico;
✓ Pneumotórax hipertensivo;
✓ Infarto;
✓ Embolia;
✓ Tamponamento cardíaco;
✓ Contusão cardíaca;
✓ Pós-operatório de cirurgia cardíaca;
✓ Entre outros.
CUIDADOS 
Tratar a causa básica do choque é fundamental. Pode 
ser feito por meio de suporte ventilatório, 
monitorização hemodinâmica, antibioticoterapia, 
reposição volêmica, administração de antídotos, 
correção de distúrbios metabólicos ou intervenções 
cirúrgicas.
CUIDADOS 
As seguintes medidas devem ser aplicadas a todas as
vítimas em choque.
a) Tratar a causa: interromper sangramento quando acessível;
b) Assegurar via aérea permeável e manutenção da respiração;
c) Administrar oxigênio em alta concentração (15 litros por minuto);
d) Imobilizar e alinhar fraturas – diminui a dor e sangramento;
CUIDADOS 
e) Confortar o paciente – quanto mais calmo e colaborativo melhores
chances de sobrevida;
f) Colocar a vítima em decúbito dorsal;
g) Não dar nenhum líquido ou alimento;
h) Monitorar o paciente durante o transporte. Os sinais vitais devem ser
conferidos a cada 5 minutos e qualquer alteração deve ser registrada; e
i) Manter o paciente aquecido. Certifique-se que esteja coberto; remova a
roupa úmida. Leve em consideração a temperatura ambiental para não
provocar sudorese.
CUIDADOS 
• Quatro questões ajudam a orientar a reanimação
• Qual a causa de choque nesta vítima?
• Qual o tratamento para este tipo de choque?
• Onde pode ser feito esse tratamento?
• O que pode ser feito até que a vítima chegue ao local 
de tratamento definitivo?
VERIFICAÇÃO 
CARDIOGÊNICO
CORAÇÃO
SANGUE
DOS VASOS 
SANGUÍNEOS –
DISTRIBUTIVO
HIPOVOLÊMICO
OBSTRUTIVO
ANAFILÁTICO
SÉPTICO
NEUROGÊNICO
Manifestações clínicas de 
hipoperfusão orgânica
SUMÁRIO 
Perda hídrica, hemorragia
IAM, cardiopatia, alteração ECG
Infecção
Hipersensibilidade a drogas, 
exposição a toxinas
Fatores de risco para TEP, 
tamponamento cardíaco.
Hipovolêmico
Cardiogênico
Séptico
Anafilático
Obstrutivo
Reposição volêmica
Cirúrgico ou 
medicamentoso
Antibiótico
Anti-Histamico
Cirúrgico
Lesão na medula Neurogênico Cirúrgico
desequilíbrio entre a oferta 
e o consumo de oxigênio
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
CHOQUE 
CARDIOGÊNICO
CONCLUSÃO
CHOQUE 
HIPOVOLÊNICO
CONCLUSÃO
CHOQUE 
DISTRIBUTIVO/ 
OBSTRUTIVO
CONCLUSÃO
TIPOS DE CHOQUE 
REFERÊNCIAS 
Martins, HS, Brabdão, RA, Velasco, IT. Emergências Clínicas –
Abordagem Prática – USP. Manole, 12º edição, 2018.
HU Revista, Juiz de Fora, Fisiopatologia do choque. V. 40, n 1 e 2,
p. 75-89, jan./jun.2014
OBRIGADA!
1T (RM2-T) ANNA BRAGA
ATÉ A PRÓXIMA OPORTUNIDADE
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