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Regulação e Integração Metabólica Bioquímica do exercício Profª. Aline Marchesi Qual o objetivo de se regular as vias metabólicas? Regulação do Metabolismo Otimizar e disponibilizar os combustíveis e precursores metabólicos para cada órgão para que não ocorra desperdício!!! Como as Vias Metabólicas podem ser reguladas? Regulação do Metabolismo -Moduladores (substratos e produtos). - Aumento da expressão de enzimas. - Regulação hormonal. Cada tecido e órgão possui uma função especializada que é refletida na sua anatomia e atividade metabólica. Glicemia - Glicose sg (glicogênio) - AG tec. Adiposo - CC fígado Principal hormônio anabólico Sistema Neuroendócrino a. Sinalização neuronal b. Sinalização endócrina A coordenação do metabolismo nos órgãos dos mamíferos é executada pelo Sistema neuroendócrino. Mensageiro químico: Neurotransmissor - receptor Hormônio - receptor RESPOSTA ESPECÍFICA Quais são os principais hormônios envolvidos na regulação do metabolismo? Insulina, Glucagon, Adrenalina, Cortisol Insulina O pâncreas secreta insulina em resposta às variações na concentração da glicose no sangue; Produzida pelas células β pancreáticas. Insulina Precursor mais longo (inativo) 23 aa – extremidade aminoterminal 3 ligações dissulfeto: pró-insulina Remoção do peptídeo por proteólise Hormônio peptídico com receptor na superfície celular. Insulina Insulina O efeito da insulina é favorecer a conversão do excesso de glicose em duas formas de armazenamento: glicogênio (fígado e músculo) e triacilgliceróis (tecido adiposo). Insulina EFEITOS Diabetes melito defeitos na produção ou ação da insulina Doença relativamente comum (quase 6% população do EUA); Diabetes tipo 1 Destruição autoimune das células β pancreáticas com consequente incapacidade de produzir insulina em quantidade suficiente (injeção de insulina); Controle por toda a vida. Diabetes tipo 2 Desenvolvimento lento (em geral pessoas mais velhas e obesas). A insulina é produzida mas alguns aspectos do sistema de resposta ao hormônio estão defeituosos. Resistência à insulina. Pessoas com diabetes tipo 1 ou 2 não conseguem captar de maneira eficiente a glicose do sangue, tornando os ácidos graxos o principal combustível para fornecimento de energia às células; Contudo, o excesso de Acetil-CoA produzido é desviado à síntese de corpos cetônicos que, em superprodução, geram a cetose (cetonemia-sangue e cetonúria-urina); Diabetes melito defeitos na produção ou ação da insulina Glucagon Produzida pelas células α pancreáticas; A diminuição da glicose sanguínea desencadeia a secreção do glucagon e inibição da insulina Glucagon O Glucagon estimula a degradação do glicogênio, previne a glicólise e promove a gliconeogênese no fígado, promove a mobilização de ácidos graxos no tecido adiposo. Glucagon EFEITOS Adrenalina A adrenalina ou epinefrina é um hormônio derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas suprarrenais. LUTA, FUGA Adrenalina A adrenalina sinaliza atividade iminente. Ela possui efeito na mobilização de combustíveis e inibe o armazenamento dos mesmos. Adrenalina EFEITOS Cortisol - Produzido pelo córtex adrenal O cortisol é liberado mediante uma grande variedade de agentes estressores: ansiedade, medo, dor, hemorragia, infecção, glicose sanguínea baixa. Favorece o suprimento de combustível. Cortisol Como os hormônios agem nas células? Hormônios esteroides- Cortisol Ligação à receptores intracelulares Ação dos hormônios Hormônios peptídeos - Insulina, Glucagon, Adrenalina Ligação à receptores extracelulares Respostas mais rápidas Modificação conformacional Ativar catalisador ↑ cAMP Complexo hormônio-receptor interagir com o DNA Modificando o complemento enzimático da célula e seu metabolismo citosol Segundo mensageiro (p.ex., cAMP) Transcrição alterada de genes específicos Atividade alterada de enzima pré- existente Quantidade alterada de proteínas recém sintetizadas Como é a integração metabólica entre os órgãos e tecidos? Fígado, Músculo, Tecido Adiposo e Cérebro Perfil metabólico do Cérebro O cérebro não produz nada que possa ser utilizado como fonte de E por outros órgãos, mas é um tecido que utiliza a glicose como fonte de E. Também pode utilizar os corpos cetônicos. Pq o cérebro utiliza tanta energia? Devido a importância de se manter o pontecial de membrana da M.P. A Na+K+ ATPase mantém os níveis constantes de K e Na (interna e externamente) por isso é necessário o ATP. Depois de quebrado libera E e direciona a ATPase (q bombeia 2 ions K dentro e 3 Na fora do neurônio) para manter o seu potencial elétrico. - 120g/dia - 60 a 70% da glicose do jejum Perfil metabólico do Músculo Porque em contrações vigorosas o glicogênio será quebrado até lactato? Ele produz menos energia do que a oxidação da glicose mas o fornecimento de energia será mais rápido. Glicose →2 Piruvatos será reduzido a → 2 Lactatos (produz menos energia porém de forma mais rápida. Fermentação láctica (menos energia, porém provimento mais rápido) Glicose → 2 Piruvato → 2 Lactatos No primeiro momento de contração vigorosa o músculo utiliza a fosfocreatina. (da oxidação aeróbica) Pequena reserva de fosfato na forma de creatina Perfil metabólico do Músculo O ciclo de Cori ou via glicose- lactato-glicose consiste na conversão da glicose → lactato, produzido em tecidos musculares durante um período de privação de oxigênio, seguida da conversão do lactato em glicose, no fígado. Gliconeogênese Creatina Creatina Cinase Perfil metabólico do Músculo Fosfocreatina Recuperação muscular Reserva de ATP na forma de fosfocreatina Ciclo Glicose Alanina Perfil metabólico do Músculo Coletados por transaminação Glutamato desidrogenase Ciclo Glicose Alanina e o Ciclo de Cori Em conjunto auxiliam que os produto amônia → uréia seja excretado e a dupla lactato-piruvato seja convertido em glicose que poderá retornar aos músculos). Perfil metabólico do Músculo Cardíaco Difere do esquelético por ter atividade contínua, em ritmo regular de contração e relaxamento; Metabolismo completamente aeróbio; Mîtocôndrias ocupam quase a metade do volume das células; Usa como fonte de energia AG, alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue. Tais combustíveis são oxidados no CK e FO para gerar ATP; Não armazena grande quantidade de lipídeo e glicogênio; Baixa quantidade de energia de reserva na forma de fosfocreatina (suficientes para poucos segundos de contração); Uma vez que o coração é aeróbio, o fracasso em levar O2 a determinada região do músculo em decorrência de obstrução de vasos sanguíneos (aterosclerose) ou coágulos (trombose coronariana) pode causar a morte do tecido cardíaco nessa região, causando ataque cardíaco (infarto do miocárdio). Perfil metabólico do Fígado - Glicose Perfil metabólico do Fígado – Lipídeos ↓glicose – Oxaloacetato é desviado para Gliconeogênese Aminoácidos Perfil metabólico do Fígado Alimentação rica em proteínas – digeridas em aa – corrente sg– transportadas até o figado Albumina Armazenar triglicerídeos Glicose e Ácidos graxos Fígado (VLDL) Alimentação Quilomicrons fornecem Ácidos graxos oxidada 1 3 4 2 Armazenados ou Não Baixa glicose no sangue (glucagon) Regular enzimas Metabolismo Manutenção do equilíbrio orgânico Como ocorre a integração desses órgãos após uma refeição 1 3 2 4 5 6 1 1 2 3 Acety CoA 1 2 3 Acety CoA Como ocorre a integração desses órgãos no jejum Glicose 3 O jejum prolongado e o Diabete melito não controlado! Esses sinais levam ↑mobilização TAG x Cetoacidose Sg – Acidose Urina- Cetose Cetoacidose Sg – Acidose Urina- Cetose CATABOLISMO INTEGRADO Escolha do combustível no exercício físico Exercício aeróbio Exercício anaeróbio Corrida rápida (curta) 1s 5s - Maratonistas conseguem utilizar AG como fonte de energia, mas associam tb outras fontes, senão a conclusão em 2h seria aumentada para 6 ou 7 horas. - Corredores de curta distância utilizam as fontes de energia mais rápidas e dificilmente AG. Os AG possuem muita capacidade energética, porém, o tempo necessário para conversão dessa energia em ATP é muito lento. Ativa glicogênese Inibe glicogenólise Ativa VG Inibe gliconeogênese Ativa VG Ativa CK Síntese de lipídeos Inibe oxidação lipídeos Controle do metabolismo hepático por efetores alostérico – ESTADO ABSORTIVO insulina Controle do metabolismo hepático por efetores alostérico – ESTADO JEJUM Glucagon, epinefrina