Psicologia jurídica.
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Psicologia jurídica.


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Desenvolvimento Psicossexual, segundo Freud há um prazer sexual enquanto crianças para os seres humanos, óbviamente que não como adultos, porém há. O prazer não se restringe ao falo genital, o prazer sexual em determinadas idades é a área onde a criança tem prazer (sensações agradaveis). A maioria dos transtornos segundo Freud, só ocorrem na fase adulta, por causa do desenvolvimento da psicossexualidade na fase infantil.
Fase Oral: 0 - 2 anos. A criança obtém prazer pela atividade oral, pelo fato que nessa idade a criança se amamenta do seio materno, há uma sensação de prazer quando a criança se amamenta, ou seja, aí se encontra a zona erógena da criança, a região bucal é onde a criança sente prazer, colocando coisas que encontra no chão na boca, e por aí vai, mas segundo Freud, o seio materno nessa idadade é o objeto de prazer da criança, portando, por esse motivo seria a zona erógena da criança. Se essa fase não for concluída com sucesso, quando adultos podemos observar alguns problemas, tais como: Agressividade verbal, impaciência, geralmente pessoas que não cumprem a fase oral com sucesso tem tendências maiores a fumar de uma forma exacebada, podemos notar que pessoas assim também tem propensão maior ao alcoolismo.
Fase Anal: 2-4 anos. O ânus é o foco da atividade sexual da criança, onde acontece a estimulação do prazer nessa idade, o ânus se transforma na zona erogêna nessa idade pelo fato da criança estar aprendendo a lidar com suas funções orgânicas, aprendendo a fazer sua higiêne pessoal, aprendendo como defecar e urinar sem a utilização de fraldas, então por isso a parte onde a criança tem sensação de prazer é o ânus. Os traços em adultos que Freud observou, seriam avareza, obstinação, TOC, desordem, crueldade e violência destrutiva.
Fase fálica: 4-6. A criança obtém o prazer manipulando seu próprio órgão genital, desenvolve inconscientemente fantasias amorosas e sexuais pelos seus progenitores do sexo oposto, exemplo: Filho desenvolve isso pela mãe, filha desenvolve isso pelo pai. (chamado de complexo de edipo), fazendo uma analogia com a lenda de grega, onde o filho após anos mata o pai e se apaixona pela sua própria mãe. A tarefa principal desta fase é a superação do complexo de édipo, decisiva para o desenvolvimento moral e social da criança. Quando essa fase, sendo considerada pela psicologia a mais importante entre todas, podemos notar que pessoas que não conseguiram concluir de forma certa essa fase, apresentam alguns problemas quando adultos, tais como: excessiva afirmação de sua sexualidade, no caso dos homens. No caso das mulheres, um complexo de inferioridade em relação aos homens. Em ambos os sexos a não superação no complexo de Édipo implica que a sexualidade é vivida com o sentimento de culpa. Um comportamento completamente desinibido pode exprimir o medo do sexo. ,
ID, EGO E SUPEREGO
Analogicamente segundo Freud, podemos subdividir a nossa mente em três partes, sendo elas: ID, EGO E SUPEREGO. Freud faz uma analogia entre nossa mente e um Iceberg. O Ego (consciente) está no topo do Iceberg, que seria a parte visível, onde temos nosso raciocínio, percepções e pensamentos. O Superego(pré-consciente) seria a parte superficial afundada no Iceberg, é como se fosse o começo do iceberg submerso á agua, em nossa mente não é diferente, é onde guardamos algumas partes de nossa mente que não estão ligadas as percepções primária, tais como: A memória, nossas lembranças mais longíquas e por aí vai. E temos o ID (insconsciente), que seria a parte mais imersa do iceberg na água, mais uma vez analogicamente podemos entender com a nossa mente, é a parte onde guardamos as partes mais primitivas de nós mesmos, nossos instintos primários, como: pulsões, medos, desejos, etc.
Ego: É a soma total dos pensamentos, idéias, sentidos, sentimentos, lembranças e perpeções sensoriais do ser humano. É a parte mais superficial do individuo (a ponta do iceberg), tem a função da comprovação da realidade e da aceitação. Se o Ego se submeter ao ID, o ser humano sofrerá por ter decisões imorais e destrutivas (Seguindo do príncipio que o ID é a parte primitiva da consicência humana), se ele se submeter ao superego a pessoa se enlouquece de desespero. As decisões humanas são tomadas pelo "princípio da realidade" onde nos dizem que o EGO toma decisões que satisfaçam tanto o ID sem trangedir as exigências do SUPEREGO.
SUPEREGO: É o inconsciente onde ocorre a censura das pulsões que a sociedade abomina, mas o ID aceita pelo princípio do prazer, assim impedindo-o de se satisfazer por completo segundo este princípio. É a repessão, particularmente, a repressão sexual. Essa repressão manifesta-se de uma forma consciente ou incosciente. Sob forma moral, o SUPEREGO seria a pessoa ideal, com pudor, uma pessoa moral, virtuosa, eudaimonica e por aí vai.
ID: Formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos sempre inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige a satisfação imediata. 
Para entendermos o ID, EGO e o SUPEREGO nós temos que imaginar aqueles quadrinhos que quando a pessoa ficava em dúvida, ficavam duas figuras em seus ombros, geralmente em seu ombro direito o anjo dizendo para que ele tome uma atitude boa, digna (superego), e o diabinho no seu ombro esquerdo, dizendo para que ele tomasse a atitude imoral naquele caso (Ego), o ID seria a consciência geral sobre o plano em que a pessoa estava, ou seja, seria a própria pessoa conflitada pelo anjo e pelo demonio.
Instinto, impulso e pulsão
É uma reação primária e imediata. Tende a ser rápida. É o ato de correr ou atacar, um ato sem pensar. Na antiguidade os seres humanos usavam o instinto o tempo todo, pois era muito estrita nosso parentesco com os animais, herdando assim essas características.
Pulsão: É o pensamento racional e premeditado, pensado, diferentemente do instinto. Podemos dividir o instinto em dois, sendo elas Pulsão de vida (Eros), Pulsão de morte (Tanatos)
Pulsão de vida (Eros): Quando tomamos a pulsão Eros nós optamos por sermos pacíficos, evitando assim brigas, revides, preferindo conduzir a situação pelo diálogo, evitando assim que a situação se torne um desastre maior, como por exemplo quando discutimos com alguém, e ao invés de estapearmos, decidimos resolver apenas no diálogo.
Pulsão de morte (Tnatos): Quando tomamos a pulsão Tnatos optamos por sermos violentos, mesmo após a racionalização da problemática, sua ação ainda é atacar, agredir, machucar.
Concepções da verdade
Existem 3 concepções de verdade, sendo elas: Alethéia, veritas e Emunah
Em grego, verdade se diz aletheia (presente), significando: não-oculto, não-escondido, nãodissimulado. verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro se opõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.
Em latim, verdade se diz véritas (passados), podemos entender como a exatidão naquilo que aconteceu, conceituando de uma forma minunciosa, detalhadamente, o que já aconteceu. Verdade então segundo essa concepção de verdade seriam as narrativas de fatos já ocorridos, um fato que é veraz, é contar um fato verossímio com exatidão em todos seus aspectos.
Em hebraíco, verdade se diz Emunah (futuro), Emunah vem do mesmo verbo que "amém", podemos conceituar como aquilo que vai acontecer, fatos que acontecerão no futuro, como promessas feitas no passado com a intenção de que aconteça no futuro, de pactos selados por pessoas prometendo que algo real aconteça no futuro. 
A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes (como na aletheia), aos fatos passados(como na veritas) e às coisas futuras (como na emunah). Também se refere àprópria realidade (como na aletheia), à linguagem (como na veritas) e à confiançaesperança(como na emunah).