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Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 1 
 
 
 
 
 
A linha do tempo da formação de Goiás explica, 
paulatinamente, a atual situação do Estado e seu posicionamento 
dentro do território brasileiro. Fatos e figuras históricas, famosos 
e anônimos, que construíram um Estado forte, desenvolvido em 
ciclos de lavoura, gado e mineração, às custas de negociações, 
estratégias e, mesmo da sorte – por vezes – a arraigar uma 
estrutura consolidada e, hoje, moderna e dinâmica. Da 
distribuição espacial dos povos pré-históricos, passando pelo ouro 
vilaboense, até as marchas de progressos vindas rumo ao oeste, e 
a criação do Tocantins e de Brasília, Goiás tem, sim, muita 
história para contar. 
A ocupação do território de Goiás teve início há milhares de 
anos com registros arqueológicos mais antigos datados de 11 mil 
anos atrás. A região de Serranópolis, Caiapônia e Bacia do Paranã 
reúne a maior parte dos sítios arqueológicos distribuídos no 
Estado, abrigados em rochosos de arenito e quatzito e em grutas 
de maciços calcários. Também há indícios da ocupação pré-
histórica nos municípios de Uruaçu, em um abrigo de micaxisto, 
e Niquelândia, cujo grande sítio superficial descoberto por 
pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) guarda 
abundante material lítico do homem Paranaíba. 
 
COLÔNIA 
 
Após o descobrimento do Brasil pelos portugueses, durante os 
séculos XVI e XVII, o território goiano começou a receber diversas 
expedições exploratórias. Vindas de São Paulo, as Bandeiras 
tinham como objetivo a captura de índios para o uso como mão 
de obra escrava na agricultura e minas. Outras expedições saíam 
do Pará, nas chamadas Descidas com vistas à catequese e ao 
aldeamento dos índios da região. Ambas passavam pelo 
território, mas não criavam vilas permanentes, nem mantinham 
uma população em número estável na região. 
A ocupação, propriamente dita, só se tornou mais efetiva com 
a descoberta de ouro nessas regiões. Na época, havia sido achado 
ouro em Minas Gerais, próximo a atual cidade de Ouro Preto 
(1698), e em Mato Grosso, próximo a Cuiabá (1718). Como havia 
uma crença, vinda do período renascentista, que o ouro era mais 
abundante quanto mais próximo ao Equador e no sentido leste-
oeste, a busca de ouro no “território dos Goyazes”, passou a ser 
foco de expedições pela região. 
 
Bandeiras 
O território goiano recebeu bandeiras diversas, sendo que a 
de Francisco Bueno foi a primeira a achar ouro na região (1682), 
mas em pequena quantidade. Essa expedição explorou até as 
margens do Rio Araguaia e junto com Francisco Bueno veio seu 
filho, Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido por Anhanguera 
(Diabo velho). Segundo se registra, Bartolomeu Bueno da Silva 
teria se interessado sobre o ouro que adornava algumas índias de 
uma tribo, mas não obteve êxito em obter informações sobre a 
procedência desse ouro. Para conseguir a localização, resolveu 
então ameaçar pôr fogo nas fontes e rios da região, utilizando 
aguardente para convencer aos índios de que poderia realmente 
executar o feito – o que lhe conferiu o apelido. 
Seu filho, também chamado de Bartolomeu Bueno da Silva, 
40 anos depois, também tentou retornar aos locais onde seu pai 
havia passado, indo em busca do mito da “Serra dos Martírios”, 
um lugar fantástico onde grandes cristais aflorariam, tendo 
formas semelhantes a coroas, lanças e cravos, referentes à 
“Paixão de Cristo”. Chegou, então, as regiões próximas ao rio 
Vermelho, onde achou ouro (1722) em maior quantidade do que 
noutros achados e acabou fixando na região a Vila de Sant'Anna 
(1727), chamada depois Vila Boa de Goyaz. 
Após retornar para São Paulo para apresentar os achados, foi 
nomeado capitão-mor das “minas das terras do povo Goiá”. 
Entretanto, seu poder foi sendo diminuído à medida que a 
administração régia se organizava na região. Em 1733, perdeu 
direitos obtidos junto ao rei, sob a alegação de sonegação de 
rendas, vindo a falecer em 1740, pobre e praticamente sem 
poder. 
Nessa época, as principais regiões ocupadas no período 
aurífero foram o Centro-Sul (próximo ao caminho para São 
Paulo), o Alto Tocantins e Norte da capitania, até próximo a 
cidade de Porto Nacional (hoje Estado do Tocantins). Grandes 
áreas como o Sul, o Sudoeste, o Vale do Araguaia e as terras ao 
Norte de Porto Nacional só foram ocupadas mais intensamente 
no século XIX e XX, com a ampliação da pecuária e da agricultura. 
O ouro goiano era principalmente de aluvião (retirado na 
superfície dos rios, pela peneiragem do cascalho), e se tornou 
escasso depois de 1770. Com o enfraquecimento da extração, a 
região passou a viver principalmente da pequena agricultura de 
subsistência e de alguma pecuária. 
 
As primeiras divisões do Estado 
Durante o período colonial e imperial, as divisas entre 
províncias eram difíceis de serem definidas com exatidão, muitas 
vezes sendo definidas de forma a serem coincidentes com os 
limites das paróquias ou através de deliberações políticas vindas 
do poder central. No entanto, no decorrer do processo de 
consolidação do Estado de Goiás, o território sofreu diversas 
divisões, com três perdas significativas no período colonial. 
 
Separação da Capitania de São Paulo 
Durante parte do período colonial o território que hoje é o 
Estado de Goiás foi administrado pela Capitania de São Paulo, na 
época a maior delas, estendendo-se do Uruguai até o atual estado 
de Rondônia. Seu poder não era tão extenso, ficando distante das 
populações e, também, dos rendimentos. 
 
 
Formação econômica de Goiás: a 
mineração no século XVIII, a 
agropecuária nos séculos XIX e XX, 
a estrada de ferro e a 
modernização da economia goiana, 
as transformações econômicas com 
a construção de Goiânia e Brasília 
 
 2 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
A medida que se achava ouro pelas terras do sertão brasileiro, 
o governo português buscava aproximar-se da região produtora. 
Isso aconteceu em Goiás depois da descoberta de ouro em 1722. 
Como uma forma de controlar melhor a produção de ouro, 
evitando o contrabando, responder mais rapidamente aos 
ataques de índios da região e controlar revoltas entre os 
mineradores, foi criado através de alvará régio a Capitania de 
Goiás, desmembrada de São Paulo em 1744, com a divisão 
efetivada em 1748, pela chegada do primeiro governador a Vila 
Boa de Goyaz, Dom Marcos de Noronha. 
 
Triângulo mineiro 
A região que hoje é chamada de “Triângulo Mineiro” 
pertenceu à capitania de Goiás desde sua criação em 1744 até 
1816. Sua incorporação à província de Minas Gerais é resultado 
de pressões pessoais de integrantes de grupos dirigentes da 
região, sendo que em 1861 a Assembleia Geral foi palco de 
discussões acaloradas entre parlamentares de Minas Gerais, que 
tentavam ampliar ainda mais a incorporação de territórios até o 
Rio São Marcos e de Goiás. 
 
Leste do Mato Grosso 
Em 1753, começaram as discussões entre a administração da 
Capitania de Mato Grosso e de Goiás para a definição de divisas 
entre as duas. Nesse período, a divisa entre elas ficou definida a 
partir do Rio das Mortes até o Rio Pardo. Em 1838, o Mato Grosso 
reiniciou as movimentações de contestação de divisa, criando a 
vila de Sant'Ana do Paranaíba. Apenas em 1864, a Assembleia 
Geral cria legislação para tentar regular o caso. 
Durante a república, com a criação do município de Araguaia 
(1913) por parte do Mato Grosso e de Mineiros por parte de 
Goiás, o conflito se intensificou.A questão ficou em suspenso até 
1975, quando uma nova demarcação foi efetuada. Por fim, em 
2001, o STF definitivamente demarcou a nascente A do Rio 
Araguaia como ponto de partida das linhas demarcatórias entre 
os estados. 
 
IMPÉRIO 
 
A partir de 1780, com o esgotamento das jazidas auríferas, a 
Capitania de Goiás iniciou um processo de ruralização e regressão 
a uma economia de subsistência, gerando graves problemas 
financeiros, pela ausência de um produto básico rentável. 
Para tentar reverter esta situação, o governo português 
passou a incentivar e promover a agricultura em Goiás, sem 
grandes resultados, já que havia temor dos agricultores ao 
pagamento de dízimos; desprezo dos mineiros pelo trabalho 
agrícola, pouco rentável; a ausência de um mercado consumidor; 
e dificuldade de exportação, pela ausência de um sistema viário. 
Com a Independência do Brasil, em 1822, a Capitania de 
Goiás foi elevada à categoria de província. Porém, essa mudança 
não alterou a realidade socioeconômica de Goiás, que continuava 
vivendo um quadro de pobreza e isolamento. As pequenas 
mudanças que ocorreram foram apenas de ordem política e 
administrativa. 
A expansão da pecuária em Goiás, nas três primeiras décadas 
do século XIX, que alcançou relativo êxito, trouxe como 
consequência o aumento da população. A Província de Goiás 
recebeu correntes migratórias oriundas, principalmente, dos 
Estados do Pará, Maranhão, Bahia e Minas Gerais. Novas cidades 
surgiram: no sudoeste goiano, Rio Verde, Jataí, Mineiros, 
Caiapônia (Rio Bonito), Quirinópolis (Capelinha), entre outras. 
No norte (hoje Estado do Tocantins), além do surgimento de 
novas cidades, as que já existiam, como Imperatriz, Palma, São 
José do Duro, São Domingos, Carolina e Arraias, ganharam novo 
impulso. 
Os presidentes de província e outros cargos de importância 
política, no entanto, eram de livre escolha do poder central e 
continuavam sendo de nacionalidade portuguesa, o que 
descontentava os grupos locais. Com a abdicação de D. Pedro I, 
ocorreu em Goiás um movimento nacionalista liderado pelo bispo 
Dom Fernando Ferreira, pelo padre Luiz Bartolomeu Marquez e 
pelo coronel Felipe Antônio, que recebeu o apoio das tropas e 
conseguiu depor todos os portugueses que ocupavam cargos 
públicos em Goiás, inclusive o presidente da província. 
Nas últimas décadas do século XIX, os grupos locais 
insatisfeitos fundaram partidos políticos: O Liberal, em 1878, e o 
Conservador, em 1882. Também fundaram jornais para 
divulgarem suas ideias: Tribuna Livre, Publicador Goiano, Jornal 
do Comércio e Folha de Goyaz. Com isso, representantes próprios 
foram enviados à Câmara Alta, fortalecendo grupos políticos 
locais e lançando as bases para as futuras oligarquias. 
 
A abertura da fronteira agrícola na região Centro-
Oeste 
O desenvolvimento agrícola da região Centro-Oeste é 
intensificado a partir da década de 1930, com o objetivo de 
atender ao mercado consumidor de produtos agrícolas da região 
Sudeste, assim, o desenvolvimento agrícola do Centro-Oeste 
esteve diretamente ligado ao desenvolvimento industrial do país, 
que se iniciou na região Sudeste nesse período. 
A necessidade de um custo de mão-obra mais barato levou a 
indústria a pressionar o setor agrícola, para que ele elevasse a 
oferta de bens primários, buscando, consequentemente, uma 
redução dos preços dos produtos agrícolas. Com uma maior 
oferta de produtos agrícolas, menor seria o custo da força de 
trabalho industrial, sendo que isso seria fundamental para o 
fortalecimento do setor industrial brasileiro. Dessa forma, o 
processo de industrialização da região Sudeste passou a 
demandar da agricultura uma evolução técnica e produtiva. Com 
isso, a região Sudeste promoveu uma reestruturação do espaço 
agrário nacional, reorganizando-o de acordo com os interesses do 
capitalismo industrial que começava desenvolver-se no país. 
É nesse contexto que a região Centro-Oeste e, portanto, o 
estado de Goiás passam a integrar a nova dinâmica capitalista do 
país, como uma região capaz de contribuir, por meio do 
fornecimento de bens primários, para a consolidação do capital 
industrial. 
A construção de Goiânia, na década de 1930, foi um marco 
na inserção do estado no processo de divisão inter-regional do 
trabalho e de interiorização do país, sendo considerada um 
símbolo governamental na inserção do Centro-Oeste na dinâmica 
capitalista nacional. 
Apesar de no período em análise ter ocorrido uma 
reorientação do padrão de acumulação capitalista no país, 
passando de agropecuário para industrial, o estado de Goiás não 
acompanha a tendência da região Sudeste, pois continuou 
alicerçado na agropecuária. Assim, a ocupação de novas áreas na 
fronteira e a redução dos custos de produção tornaram-se a base 
do crescimento da produção agropecuária goiana. 
 
Os obstáculos ao processo de integração regional 
do Centro-Oeste 
As dimensões continentais do Brasil redundavam sempre em 
impasses para a sua integração econômica e geográfica, visto que 
as grandes distâncias entre os centros regionais dificultavam a 
expansão do capital pelo país, e, como salienta Cunha (2002), a 
incorporação do interior à economia nacional estava calcada num 
mercado interno inexpressivo e na precariedade das estruturas de 
transporte, de energia e de comunicações. Tendo em vista esses 
aspectos, é importante mostrar o papel que os meios de 
transportes e comunicações tiveram frente à integração nacional. 
A ferrovia foi o meio de transporte que iniciou a integração 
nacional, pois ela contribuiu para estender a fronteira agrícola, 
criando e ligando os pontos de produção agropecuária. 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 3 
 
A construção de ferrovias faz parte da própria gênese do 
processo de constituição do mercado nacional, permitindo a 
absorção das mercadorias mais elaboradas que vinham dos 
núcleos urbanos mais avançados e viabilizando o escoamento dos 
bens agropecuários as outras regiões. A melhoria das condições 
do translado das mercadorias induz à maior especialização 
produtiva de diversas áreas geográficas, possibilitando uma 
crescente complementaridade entre suas estruturas produtivas. 
Assim, o papel do aperfeiçoamento das comunicações entre 
diferentes áreas vai desenhando uma divisão inter-regional do 
trabalho (BRANDÃO, 1999, p. 51). 
Dessa forma, como em diversas outras regiões do país, o 
estado de Goiás possuía as características necessárias para ser 
considerado uma nova fronteira agrícola, porém existiam 
algumas barreiras que inibiam a sua inserção no novo processo 
de acumulação capitalista. Essas barreiras eram as péssimas 
condições de transportes e comunicação. Devido à localização do 
estado, o alto custo dos transportes elevava o valor final dos bens 
e, ao mesmo tempo, reduzia a competitividade do produto goiano 
na região Sudeste. Para a consolidação do estado como 
fornecedor de bens primários, seriam necessários meios de 
transportes mais rápidos e eficientes, a fim de obter custos mais 
baixos e maiores condições de comercialização na região Sudeste. 
A Estrada de Ferro Goiás teve suas obras iniciadas na primeira 
metade do século XX, e, apesar de apresentar graves deficiências, 
como a grande lentidão de suas obras, problemas técnicos, entre 
outros, teve papel relevante. Foi o primeiro meio de transporte 
que propiciou ao estado de Goiás condições reais de escoamento 
da sua produção para a região Sudeste, embora ainda não 
atendesse todas as percorriam todas as regiões do estado, 
servindo,inicialmente, às regiões mais ao sul do estado. 
O trem-de-ferro – simbolizado na maria-fumaça – com seu 
silvo estridente e cauda em aço, emplumada em fumaça, 
serpenteando pelos sertões, despertava Goiás de séculos de 
isolamento e transformava a paisagem regional através de um 
processo dialético marcado pela destruição/reconstrução do 
espaço (BORGES, 2000, p. 41). 
Além de fazer todo o transporte de produtos destinados à 
exportação, levava, também, os produtos manufaturados do 
Sudeste para Goiás. 
Assim, a estrada de ferro, mais especificamente, os terminais 
ferroviários desempenharam a função de transformar a vida 
econômica e social das populações que viviam naqueles locais, 
pois, aos redores dos terminais ferroviários, desenvolveram-se 
vilas, vilarejos, acompanhados de um dinâmico comércio. 
A Estrada de Ferro de Goiás foi importante para a inserção de 
Goiás no processo de acumulação de capital industrial que estava 
ocorrendo no país. Porém os problemas financeiros e técnicos, em 
conjunto com a chegada da rede rodoviária federal na região 
Centro-Oeste, levaram a Estrada de Ferro de Goiás a assumir um 
papel secundário como um meio de transporte. Em última 
análise, a ferrovia, além de ter constituído uma via de transporte 
estratégica na ocupação do Centro-Oeste, foi um elemento 
fundamental na reorganização do espaço agrário regional e na 
estruturação da economia goiana. 
Nesse contexto, a malha rodoviária viria complementar a 
infraestrutura de transportes, necessária à plena inserção do 
estado de Goiás ao mercado nacional. Até a década de 1950, o 
desenvolvimento das rodovias no estado ficava a cargo da 
iniciativa privada, dos governos estadual e municipal, não 
apresentando grande desenvolvimento, em razão da escassez de 
recursos para aplicar nessa área. A escolha pela expansão da rede 
rodoviária e não pela expansão e melhorias da rede ferroviária 
teve como pano de fundo o interesse político, pois os governos 
estaduais distribuíam subsídios ao capital privado. 
Com a construção de Brasília, o contexto foi alterado, 
passando a ser de interesse federal o desenvolvimento da 
estrutura rodoviária do Centro-Oeste. Com esse objetivo, foram 
feitos grandes investimentos em melhorias e na construção de 
novas rodovias, visando atender às necessidades da nova capital 
do país e, com isto, consolidar a posição da região como fronteira 
agrícola e grande exportadora de bens primários para a região 
Sudeste do país. 
A rodovia Belém-Brasília teve, também, papel relevante ao 
beneficiar as regiões localizadas mais ao norte do estado, 
proporcionando a essas áreas maior integração aos mercados das 
regiões Norte e Sul do país. Mais uma vez, o interesse político foi 
responsável pela maior vontade governamental em levar o 
projeto ao fim, visto que a emergente indústria automobilística 
multinacional, que estava sendo implantada no país, necessitava 
de novos mercados consumidores, e a expansão da malha 
rodoviária era o caminho para esse mercado. 
 
A consolidação da fronteira agrícola e a 
industrialização da agricultura 
A região Centro-Oeste e o estado de Goiás participaram do 
processo de desenvolvimento do capitalismo no campo, como 
uma nova região de fronteira agrícola e produtora de bens 
primários com um baixo custo. 
O desenvolvimento da produção agropecuária do estado de 
Goiás, inicialmente, ocorreu de acordo com as necessidades do 
mercado consumidor existente na região Sudeste. A primeira 
atividade, que veio substituir o modelo de subsistência, foi a 
rizicultura. O arroz era plantado de forma tradicional e as 
condições naturais favoráveis, como o clima e o solo, facilitavam 
o cultivo. As culturas temporárias foram utilizadas basicamente 
para desbravar a terra e prepará-la para a atividade pastoril, 
aliado a isso, havia pouco crédito destinado ao pequeno produtor, 
promovendo, assim, a sua expulsão gradativa e um processo de 
concentração fundiária. 
O processo de desenvolvimento agropecuário goiano 
acompanhou o estímulo trazido pelos meios de transporte. Dessa 
forma, na década de 1940, a primeira região a incorporar-se à 
zona de fronteira foi o sudeste goiano e, consequentemente, a 
primeira a estagnar-se e entrar em decadência. 
A expansão da atividade pastoril no estado de Goiás foi 
assentada no seu relacionamento comercial com a região 
Sudeste, pois as maiores facilidades de transporte que o gado 
propiciava e também as condições naturais, tais como clima e solo 
favoreceram a especialização do estado nessa atividade 
econômica. Enfim, na década de 1950, o estado de Goiás já estava 
incorporado ao processo de desenvolvimento capitalista, que 
ocorria em quase todo país, atendendo à demanda da região 
Sudeste. Porém, possuía baixos níveis de produtividade, o que era 
justificado pelas práticas tradicionais utilizadas na agricultura, 
inclusive no tocante a relações de sociais de trabalho. 
 
A consolidação do capital agroindustrial no Centro 
-Oeste e no estado de Goiás 
O processo de modernização agrícola no Centro-Oeste e no 
estado de Goiás trouxe consequências perversas, como impactos 
ambientais, êxodo rural, problemas populacionais nas grandes 
cidades, concentração de renda e, principalmente, a 
subordinação da agropecuária goiana aos setores antes da 
porteira, ou seja, enquanto o estado se especializava na cultura 
de commodities e na pecuária, aumentava, assim, a sua 
dependência aos setores a jusante da agricultura, que estavam 
instalados na região Sudeste. 
Essa subordinação da agricultura, como salienta Estevam 
(2000), significa que, com o tempo, parte substancial dos lucros 
da produção goiana foi se canalizando para os setores a jusante 
da agricultura, ou seja, para a região Sudeste do país. 
A consolidação desse processo ocorreu na década de 1980, e, 
ao mesmo tempo, o reconhecimento do potencial agroindustrial 
do Centro-Oeste, sendo que, a região passou a responder por 40% 
da produção nacional de grãos. Porém o aumento da produção 
 
 4 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
não foi correspondido na mesma proporção pela implantação de 
unidades de armazenamento e esmagamento. 
No final da década de 1980, o quadro começa a modificar-se, 
pois foram implantadas as primeiras agroindústrias na região, 
que tinham como principal objetivo o aumento da 
competitividade. 
Esses investimentos em nova capacidade produtiva ocorreram 
basicamente na região de cerrado do Centro-Oeste [...] tiveram o 
objetivo de assegurar o seu acesso privilegiado às fontes de 
matérias-primas (soja) e a mercados regionais de crescente 
importância (carne de frango) (CASTRO e FONSECA, 1995, p. 
5). 
 
 
 
Formação socioespacial do estado de Goiás: 
Goiás, estado brasileiro com o nome de origem tupi, gwaya, 
da tribo dos guaiás, que quer dizer indivíduo igual, gente 
semelhante, da mesma raça, fica localizado no leste da região 
Centro-Oeste, do Planalto Central brasileiro e faz divisa com 
Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 
Possui um clima tropical semiúmido, e tem como paisagem 
predominante o cerrado. Sua história está marcada pela corrida 
do ouro, que fez com que muitos interessados, principalmente os 
bandeirantes paulistas, fossem para a região em busca de riqueza. 
Atualmente, o estado possui muitas outras riquezas para se 
apreciar e conhecer, como as belas cidades, as águas quentes 
termais, a culinária exótica, entre outros. Ainda apresenta as 
belezas naturais dos rios, cachoeiras, parques ecológicos, fauna e 
flora do cerrado, fazendo doestado um ótimo lugar para se 
visitar. 
 
Dinâmica socioespacial do estado de goiás: 
Os estudos sobre as cidades, no geral direcionam-se apenas 
para os grandes centros urbanos do país e do mundo, deixando 
de lado as pequenas cidades, por estas se encontrarem em outra 
dinâmica sócio espacial. Desta forma, cabe aos pesquisadores 
destacar a complexidade e o dinamismo existentes nesses 
pequenos centros. Principalmente por as cidades brasileiras 
serem bastante diversificadas, o modo de vida em uma pequena 
cidade é bastante diferente dos grandes centros. 
O processo de globalização tem intensificado a fragmentação 
do espaço e excluindo as áreas menos influentes nas redes de 
fixos e fluxos. Segundo Santos (1980) estes espaços só aparecem 
como fornecedores daquilo que é propriamente seu quer seja mão 
de obra barata, matéria prima em abundância, cérebros eficientes 
ou qualquer outro produto que o mercado tenha necessidade de 
adquirir. Mas para a divisão do lucro o que acontece é o oposto, 
não compete às pequenas cidades participar de tal divisão. O 
processo de urbanização brasileiro, assim como nos países 
Subdesenvolvidos, ocorreu de forma desigual, em Goiás este 
processo concentrou expressiva quantia da população na Região 
Metropolitana de Goiânia (RMG) e no entorno do Distrito 
Federal. Isto se deve a transferência da capital do estado para 
Goiânia e a construção de Brasília que atraíram grande 
contingente populacional. 
 
1
 Disponível em: 
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Goias/59963094.html. Acesso 
em: Março/2016. 
Formação e ocupação do território goiano: 
Antes da colonização do Brasil, a região onde atualmente está 
situado o estado de Goiás, era povoada predominantemente pelos 
índios Avás-canoeiros (Tronco Linguístico: Tupi-Guarani) e 
Tapuias. 
A descoberta de ouro em Minas Gerais foi o primeiro passo 
para o desbravamento da região do estado de Goiás. No fim do 
século XVII e início do século XVIII, expedições de Bandeirantes 
descobriram as primeiras minas de ouro no território de Goiás. 
Os Bandeirantes tinham como objetivo explorar, em busca de 
ouro, o interior do país e as margens do rio São Francisco. As 
primeiras expedições saíram de São Paulo em direção noroeste, 
seguindo uma trilha de índios, chamada de “Caminho dos 
Goiases”. No mesmo período, chegaram a região os missionários 
vindos do norte do país. 
Bartolomeu Bueno da Silva foi um dos primeiros 
Bandeirantes a chegar a região. Acompanhado de seu filho de 12 
anos, de nome igual ao do pai, Bartolomeu obteve sucesso em sua 
primeira expedição ao sertão, caçando muitos índios e 
encontrando várias pepitas de ouro. O sucesso de Bartolomeu 
atraiu outros Bandeirantes a região. Em 1720, Bartolomeu, o 
filho, chega a Lagoa Mestre d’Armas, situada próxima de onde foi 
construída a cidade de Brasília. Nessa expedição, foram coletadas 
muitas pepitas de diferentes minas, o que acabou por atrair 
milhares de aventureiros para a região. 
Bartolomeu, o filho, fundou o primeiro povoado na região, 
chamado de Barra (atualmente, é o município de Buenolândia), 
e fundou o Arraial de Sant’Ana, que em 1739 passou a se chamar 
Vila Boa, e posteriormente de Cidade de Goiás, capital do 
território. A Capitania foi instituída em 1748. A formação inicial 
do território muda em 1809, quando Goiás é obrigada a ceder 
áreas de terras para o Maranhão e para minas Gerais. 
Em 1863, mudou-se a capital para a cidade de Leopoldina, na 
região do Araguaia. A partir de 1930, a região já se tornou 
prospera, graças principalmente a agricultura e a expansão das 
ferrovias. Como resultado, em 1932 foi iniciado a construção da 
nova capital do estado, Goiânia, inaugurada em 1942. A escolha 
do Planalto Central para a construção da capital da Federação 
também contribuiu com o desenvolvimento da região.
1
 
 
Localizado na região Centro-Oeste, na qual a atividade 
agropecuária tem grande destaque, Goiás apresenta extensas 
áreas de pastagens e lavouras. 
Quase metade do território goiano é formada por latifúndios 
rurais, ou seja, propriedades com mais de mil hectares. 
 
A economia do estado de Goiás tem como principais 
atividades a agricultura, a pecuária e a indústria. 
 
Em 2008, a contribuição de Goiás para o Produto Interno 
Bruto (PIB) brasileiro foi de 2,5% e, no âmbito regional, sua 
participação foi de 27,6%. 
 
A composição do PIB goiano é a seguinte: 
Agropecuária: 11% 
Indústria: 27% 
Serviços: 62% 
 
A agropecuária goiana tem grande importância no cenário 
econômico nacional, uma vez que sua produção de carnes e grãos 
impulsiona a exportação estadual. 
 
A produção agrícola de Goiás é das mais expressivas do país. 
Industrialização, infra-estrutura 
e planejamento. 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 5 
 
Goiás é um dos maiores produtores de tomate, milho e soja 
do Brasil. Responsável por 33% da produção nacional de sorgo, 
Goiás é o principal produtor desse grão no país. Outros cultivos 
importantes são: algodão, cana-de-açúcar, café, arroz, feijão, 
trigo e alho. 
 
A pecuária, por sua vez, está em constante expansão. O estado 
possui, atualmente, o terceiro maior rebanho bovino do país. 
A pecuária de corte é mais desenvolvida do que a pecuária 
leiteira. 
No entanto, a atividade é a principal responsável pelo 
desmatamento e destruição do cerrado, destruindo esse 
ecossistema e provocando erosões. As criações de suínos e de aves 
também são significativas no estado 
 
Goiás também possui reservas minerais. Entre essas, 
destacam-se os municípios de Minaçu (extração de amianto), 
Niquelândia e Barro Alto (níquel), além de Catalão (fosfato). 
 
A indústria goiana é responsável por 27% do PIB regional, 
esse setor da economia vem se diversificando constantemente. 
A cidade de Goiânia, capital do estado, abriga boa parte dos 
complexos industriais. Outras cidades que se destacam são: 
Aparecida de Goiânia, Anápolis, Catalão, Rio Verde e Itumbiara. 
O setor industrial está em expansão. A variedade de indústrias 
no estado é grande, com destaque para as indústrias de 
transformação, alimentícias, têxteis, metalúrgicas, madeireira, 
mobiliaria, automobilísticas, de mineração e farmacêutica. 
Em Goiás, especificamente no Distrito Agroindustrial de 
Anápolis (DAIA), está situado o maior polo farmoquímico da 
América Latina, abrigando também, indústrias alimentícias, 
automobilísticas, têxteis, além de possuir o único porto seco 
brasileiro. 
O estado é um dos maiores produtores de medicamentos 
genéricos do Brasil. 
Produz ainda açúcar e álcool em quantidades significativas. 
Goiás é o único estado brasileiro que possui um porto seco.
2
 
 
O extrativismo, tanto mineral como vegetal contribuem com 
a economia do estado. 
Goiás possui reserva de vários minerais, sendo os de maior 
destaque, o calcário, o amianto, o fosfato e o níquel. Existem 
ainda jazidas de ardósia, cobre, rutilo, argila, manganês, estanho, 
talco, dolomita e cromita. Ouro, pedras preciosas (esmeraldas), 
pedras semipreciosas e cristais-de-rocha também são 
encontradas. Os vegetais extraídos são: madeira (mogno), pequi, 
babaçu e casca de angico. 
 
O turismo é outra atividade de fundamental importância para 
a economia goiana. As cidades de Caldas Novas e Rio Quente, 
principais estâncias hidrotermais do país, atraem milhares de 
visitantes. O turismo histórico é cultuado na Cidade de Goiás 
(Goiás Velho), Corumbá e Pirenópolis. Na região da Chapada dos 
Veadeiros edo Rio Araguaia, o turismo ecológico é 
proporcionado. 
 
Dados referentes à exportação e importação de Goiás: 
 
Exportações – 4,1 bilhões de dólares: 
 
Soja: 27% 
Carne bovina: 16% 
Resíduos da extração do óleo de soja: 12% 
Sulfeto de cobre: 12% 
 
2
 PACIEVITCH, Thais. Economia de Goiás. Disponível em: 
http://www.infoescola.com/economia/economia-de-goias/. Acesso em: 
Março/2016. 
Carne de aves: 7% 
Ferro-nióbio: 3% 
Milho em grãos: 3% 
Outros: 20%. 
Importações – 3 bilhões de dólares: 
 
Carros e peças: 37% 
Adubos e fertilizantes: 20% 
Produtos farmacêuticos: 12% 
Máquinas e equipamentos: 8% 
Enxofre: 3% 
Outros: 20%.
3
 
 
Assim, com localização privilegiada, potência agropecuária e 
política de incentivos fiscais, o território goiano é visto como a 
nova fronteira dos investimentos no Brasil, sendo que o Estado 
ficou na dianteira da retomada dos investimentos previstos pelo 
governo federal desde 2015. 
A economia de Goiás vai viver um dos maiores saltos de sua 
histórica nos próximos anos com os investimentos em logística e 
infraestrutura realizados pelo poder público e iniciativa privada. 
 
O Aeroporto de Cargas de Anápolis, que integra a Plataforma 
Multimodal, vai gerar o maior up grade da história da economia 
de Goiás. 
Além da plataforma, o transporte ferroviário é outra vertente 
de investimento trabalhada pelo poder público e pela iniciativa 
privada em Goiás. 
Outro projeto férreo é o que promoverá a ligação entre 
Goiânia e Brasília. 
 
GOIÂNIA 
 
Goiânia é um município brasileiro, capital do estado de Goiás, 
distando 209 km de Brasília, a capital nacional, sendo assim, a 
capital estadual mais próxima da capital federal. 
Localizada no centro do seu estado, foi planejada e construída 
para ser a capital política e administrativa de Goiás sob influência 
da Marcha para o Oeste, política desenvolvida pelo governo 
Vargas para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação 
do Centro-Oeste brasileiro. Os estreitos laços de amizade e 
inteirações políticas entre Pedro Ludovico Teixeira e Vargas 
contribuíram bastante para essa empreitada. Sofreu um 
acelerado crescimento populacional desde a década de 1960, 
atingindo um milhão de habitantes em 1996. Desde seu início, a 
sua arquitetura teve influência do Art Déco, que definiu a 
fisionomia dos primeiros prédios da cidade. 
É a segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste, sendo 
superada apenas por Brasília. É um importante polo econômico 
da região, sendo considerada um centro estratégico para áreas 
como indústria, medicina, moda e agricultura. 
 
De acordo com as estimativas do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE), sua população é de 1 430 697 
habitantes em 2015, sendo a sexta maior cidade do Brasil em 
tamanho, com 256,8 quilômetros quadrados de área urbana e o 
décimo segundo município mais populoso do Brasil. 
A Região Metropolitana de Goiânia possui 2 421 831 
habitantes, o que a torna a 13ª região metropolitana mais 
populosa do país. 
Goiânia pertence à Mesorregião do Centro Goiano e à 
Microrregião de Goiânia. Com uma área de aproximadamente 
739 km², possui uma geografia contínua, com poucos morros e 
baixadas, tendo terras planas na maior parte de seu território, 
3
 FRANCISCO, Wagner De Cerqueria E. "A Economia de Goiás "; Brasil 
Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-
economia-goias.htm>. Acesso em 09 de marco de 2016. 
 
 6 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
com destaque para o rio Meia Ponte, além dos córregos Botafogo 
e Capim Puba. Goiânia destaca-se entre as capitais brasileiras por 
possuir o maior índice de área verde por habitante do Brasil, 
ultrapassada apenas por Edmonton em todo o mundo. 
 
 
 
(Acima, à esquerda, o Monumento às Três Raças; à direita o 
Parque Vaca Brava; ao meio uma vista panorâmica da cidade; 
abaixo, à direita o Viaduto Latif Sebba; ao lado o Jardim 
Botânico). 
 
Bandeira e Brasão: 
 
 
 
 
 
(Localização de Goiânia em Goiás) 
 
 
 
(Localização de Goiânia no Brasil) 
 
Goiânia é a capital do décimo segundo estado mais populoso 
do Brasil, Goiás, situando-se próximo ao paralelo 16º40'43'' sul e 
do meridiano 49º15'14'' oeste. 
A área do município é controversa, e varia conforme fonte de 
dados. A própria prefeitura refere 739 km² e o IBGE indica 733 
km². 
Suas cidades limítrofes são Nerópolis e Goianápolis ao norte; 
Aparecida de Goiânia ao sul; Senador Canedo e Bela Vista de 
Goiás ao leste; e Goianira e Trindade ao oeste. 
 
Região Metropolitana de Goiânia 
O intenso processo de conurbação atualmente em curso na 
chamada Grande Goiânia vem criando uma metrópole cujo 
centro está em Goiânia e atinge os municípios de Abadia de 
Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, 
Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Goianápolis, 
Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas, Nerópolis, Nova Veneza, 
Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e 
Trindade. 
A Região Metropolitana de Goiânia foi criada no ano de 1999 
e atualmente é constituída por 20 municípios, sendo a décima 
maior aglomeração urbana do Brasil, com 2 206 134 habitantes. 
Seu Produto Interno Bruto (PIB) representou menos de 40% 
do estado em 2005. 
 
Cenário econômico recente: 
Na década de 1970, teve início um período de intenso 
desenvolvimento econômico nos estados do Centro-Oeste, 
motivado principalmente pela modernização da 
agricultura. A mecanização, a introdução de novas culturas 
e o desenvolvimento de tecnologias e técnicas como a adubação 
e correção dos solos de cerrados impulsionaram a 
produtividade da agricultura regional, que se tornou 
altamente competitiva nos mercados internacionais. 
No entanto, essa modernização tem sido responsável por 
diferentes impactos ambientais, em especial o desmatamento. 
Desde a década de 1980, o incremento da produção 
agropecuária e os incentivos fiscais atraem para o Centro-
Oeste indústrias ligadas à transformação de matérias-primas de 
origem animal ou vegetal. É o caso dos frigoríficos, das empresas 
de avicultura, do setor sucroalcooleiro e das indústrias que 
processam os grãos de soja. Instaladas próximos aos polos 
produtores, essas indústrias lucraram com a redução de despesas 
com fretes. 
Sendo assim, o panorama industrial da região é pouco 
diversificado. 
A exceção fica por conta de alguns polos produtivos instalados 
no eixo Brasília-Goiânia, em especial em Anápolis, que concentra 
empresas do setor farmoquímico e farmacêutico. 
Nas últimas décadas, o Mato Grosso do Sul foi o estado da 
região que apresentou maior crescimento econômico. A 
agricultura, praticada principalmente na porção leste do estado, 
beneficiou-se da proximidade com os grandes mercados 
consumidores do Sul e do Sudeste. Dados do Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística indicam que somente no estado de 
Mato Grosso, o crescimento da área plantada de soja foi de 28,7% 
entre os anos de 2008 e 2011. 
A expansão dos canaviais para o Centro-Oeste também é fato 
recente. Os maiores índices de crescimento da produção de cana-
de-açúcar são encontrados em Goiás e Mato Grosso do Sul. 
Além do aumento da área cultivada, destaca-se a instalação 
de usinas na região, o que fortalece a cadeia agroindustrial 
sucroalcooleira. 
A indústria do turismo também tem apresentado rápido 
crescimento na Região Centro-Oeste. O pantanal é a área mais 
visitada,embora os parques nacionais da Chapada dos 
Guimarães, em Mato Grosso, da Chapada dos Veadeiros, em 
Goiás, e das Esmas, no sudeste goiano, também contribuam para 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 7 
 
o aumento do número de turistas, atraídos pelas chapadas, 
cânions, quedas-d’água, cavernas e diversos sítios arqueológicos. 
No Rio Araguaia, na época da estiagem (junho a setembro), 
o nível das águas cai formando praias, tornando a região uma 
atração turística. 
Cidades históricas como Pirenópolis e Goiás, antiga capital 
goiana, atraem visitantes pelos sobrados coloniais preservados e 
pelas igrejas de arquitetura barroca. 
Em direção ao sul do estado, a cidade de Caldas Novas recebe 
em média um milhão de turistas por ano, em busca de suas fontes 
de água quente. 
Brasília apresenta arquitetura moderna e é considerada 
Patrimônio da Humanidade. 
 
Os centros urbanos: 
A rede urbana do Centro-Oeste desenvolveu-se de maneira 
linear, seguindo as rodovias de integração e as ferrovias que 
ligam à Região Sudeste. 
Brasília, metrópole nacional, Goiânia, metrópole, 
assim como Campo Grande e Cuiabá, capitais regionais, 
situam-se sobre os grandes eixos viários. As cidades que exibem 
forte crescimento – como Dourados (MS), Rondonópolis (MT) e 
Anápolis (GO) – estão também situadas nesses eixos. 
 
A cidade-capital: 
Brasília representa um caso especial, entre as grandes cidades 
brasileiras. Não simplesmente por ser uma cidade planejada: Belo 
Horizonte, fundada em 1897, e Goiânia, fundada em 1933, 
constituem outros exemplos de cidades planejadas no Brasil. A 
singularidade de Brasília reside na finalidade específica que 
orientou seu planejamento urbano – a criação de uma cidade-
capital, condição que determinou a expansão demográfica e 
econômica da região. 
O Plano Piloto constitui o cerne da nova capital. É ele que 
está submetido ao plano urbanístico, com seu rígido sistema de 
aprovação de plantas destinado a conservar as características 
originais da cidade. 
Ideologicamente, esse plano, de autoria de Lúcio Costa, 
vinculava-se à tradição de pensamento urbanístico do francês Le 
Corbusier e da escola arquitetônica da Carta de Atenas, cujos 
princípios remontam ao IV Congresso de Arquitetura Moderna, 
realizado em 1933. A cidade deveria ser, a um só tempo, 
funcional e harmônica: uma engrenagem de residências, 
consumo e trabalho. Para isso, os planejadores deveriam dispor 
da capacidade de organizar o espaço de forma absoluta, 
excluindo as incertezas e os conflitos inerentes ao 
desenvolvimento espontâneo das aglomerações urbanas. A 
ordem seria um produto da autoridade e do saber urbanístico. 
A base espacial do plano urbanístico reside na segregação 
funcional. No interior do Plano Piloto, definiram-se as áreas 
reservadas às diferentes funções urbanas – administração 
pública, residências, comércio local e central, etc. 
 
Um eixo viário retilíneo, chamado Eixo Monumental, foi 
implantado e reservado aos palácios e edifícios destinados aos 
órgãos de poder político, à administração e às embaixadas. Esse 
eixo é cortado por um outro, arqueado, chamado Eixo 
Rodoviário, destinado à circulação expressa. Com 13 quilômetros 
de extensão e cinco pistas sem cruzamentos, ele separa a 
circulação municipal da circulação local. Juntos, os dois eixos têm 
o formato de asas de avião. 
Ao longo do Eixo Rodoviário alinham-se as superquadras, 
destinadas à moradia. Nessas áreas encontram-se escolas, igrejas 
e espaços de comércio local. Esses serviços localizam-se no 
interior dos conjuntos de superquadras, direcionado a circulação 
de pessoas para dentro e não para as ruas. O comércio de grande 
 
4
 Disponível em: http://w3.ufsm.br/engrup/iiengrup/pdf/t30.pdf. 
porte foi alocado em uma zona separada, no cruzamento entre os 
dois grandes eixos da cidade. Todo o sistema de zoneamento e 
circulação da cidade prioriza o automóvel, a circulação expressa. 
Concebida por Oscar Niemeyer, a arquitetura da capital é 
coerente com o plano urbanístico, visando reforçar 
simbolicamente a função de sede dos órgãos de poder político, 
que constitui a razão de ser de Brasília. 
 
A cidade polinucleada: 
O plano urbanístico não eliminou a clássica estruturação 
espacial das grandes cidades brasileiras: o contraste entre as 
áreas centrais reservada às classes médias e às elites, de um lado, 
e as periferias populares, de outro. No entanto, operou uma 
transformação radical nesse esquema, abrindo um espaço vazio 
entre a área central (o Plano Piloto) e a periferia (as cidades-
satélite). O elevado preço dos terrenos no Plano Piloto 
empurrou os mais pobres para os núcleos urbanos satélites, que 
cresceram como verdadeiras cidades-dormitório. 
Embora não estivessem formalmente previstas no plano, as 
cidades-satélite desenvolveram-se para, de certa forma, protege-
lo, evitando a concentração da pobreza. Dessa maneira, a capital 
cresceu como cidade polinucleada: uma única aglomeração 
urbana dispersa territorialmente em diversos núcleos separados. 
Esses núcleos são chamados de regiões administrativas, já que a 
Constituição impede a formação de municípios autônomos no 
Distrito Federal. 
A maioria da população ativa que reside nas cidades-satélite 
trabalha no Plano Piloto e consome horas diárias em 
deslocamentos entre o local de moradia e o local de emprego. 
A concentração de recursos financeiros no Plano Piloto – que 
abriga uma elite de políticos, burocratas da administração 
pública e diplomatas estrangeiros – dinamiza a economia do 
Distrito Federal, atraindo migrantes para as cidades-satélite. 
Assim, o crescimento demográfico dos núcleos urbanos ao redor 
é muito superior ao da área central: em 1960, o Plano Piloto 
concentrava cerca de metade da população do Distrito Federal; 
atualmente essa proporção é inferior a 15%. 
 
 
 
As mudanças na estrutura produtiva da região Centro-Oeste, 
como em uma parte considerável das áreas de cerrados no Brasil, 
ocorreram, primordialmente, por meio da modernização da 
agricultura e associação da produção agropecuária à indústria, 
fato que se processou tanto pelo consumo de mercadorias 
industrializadas no processo produtivo (consumo produtivo), 
quanto pelo processamento industrial dos produtos 
agropecuários.
4
 
A implantação do processo de modernização agrícola e 
pecuária nas áreas de cerrados ocorreu, sobretudo, a partir da 
década de 1970, apesar de que no cenário nacional já fazia parte 
das prioridades políticas para a agropecuária brasileira desde os 
anos de 1960. 
A modernização da agricultura enquanto um processo 
inerente ao sistema capitalista se caracteriza principalmente pela 
utilização de técnicas modernas de cultivo, marcadas pelo 
Modernização da agricultura e 
urbanização do território 
goiano. 
 
 8 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
emprego de maquinários, insumos químicos e sementes 
melhoradas na produção de grãos, como a soja, destinados ao 
mercado externo. 
Com a modernização, a agricultura passou a fazer parte de 
uma dinâmica econômica que agrega setores a jusante e a 
montante da produção agrícola, tornando-se dependente da 
produção industrial. 
Para Graziano da Silva (1982), houve, com a modernização 
ocorrida no campo brasileiro, um processo de “industrialização 
da agricultura” marcado pela subornação da produção agrícola à 
indústria e ao capital financeiro. Conforme Graziano da Silva(1982, p. 46), a agricultura deixa gradativamente o seu papel de 
“mercado de bens de consumo” para cada vez mais assumir a 
posição de “meios industriais de produção”, quer como 
consumidora de certos insumos, quer como vendedora de outros. 
É a isso que chamamos processo de industrialização da 
agricultura brasileira, num duplo sentido: o da elevação da 
composição técnica nas suas unidades de produção e o da 
subordinação do setor aos interesses do capital industrial e 
financeiro. 
Esta forma de produção necessita de elevados investimentos 
em tecnologia, daí a demanda por financiamentos. O Estado 
associado aos ditames do capital internacional foi o principal 
agente na inserção de modernização agrícola no país, sobretudo, 
pela criação dos meios essenciais à expansão desse novo modelo 
de produção no campo. Conforme explicou Santos (2004, p. 
279), “a participação nas condições da modernização tecnológica 
conduz o aparelho do Estado a uma série de obrigações, seja nas 
relações com o mundo exterior, seja para estar em condições de 
responder às novas necessidades da população nacional”. 
Destaca-se no caso brasileiro a atuação estatal por meio da 
implantação de equipamentos técnicos como a construção de 
estradas de rodagens, usinas hidrelétricas e ampliação da 
eletrificação rural, criação de armazéns de grãos e melhoramento 
da capacidade estática dos já existentes; ações político-
administrativas para amparar, divulgar e desenvolver os novos 
processos produtivos; liberação de linhas de crédito, subsídios 
financeiros e também, pelas políticas regionais e municipais 
específicas. 
Ressalta-se que as mudanças processadas no campo pela 
modernização foram acompanhadas de outras tantas nas cidades, 
no conteúdo do processo de urbanização e na distribuição 
espacial da população. Ambas em função do novo processo 
produtivo instalado e das modificações nas relações de trabalho 
e da intensificação da concentração fundiária. 
Nas relações sociais de produção destacam-se como principais 
efeitos, entre outros: a supressão das formas não capitalistas de 
produção (formas de subsistência); a difusão do trabalho 
assalariado com baixa absorção de mão-de-obra, sobretudo, da 
força não especializada; a constituição de novos atores sociais, 
muitas vezes pela expulsão dos anteriores (trabalhadores rurais, 
pequenos produtores, parceiros meeiros), pois, os agentes dessa 
“nova” forma de produção passaram a ser compostos por 
migrantes sulistas e paulistas com experiência na atividade bem 
como pelo grande produtor com potencial em conhecimento e 
capital para investir em empreendimentos que requerem 
tecnologia e trabalho técnico-científico. 
Em Goiás, apesar da expansão da produção agropecuária, não 
produziu ampliação da geração de empregos no campo. Ocorreu 
o contrário, deixou de gerar empregos diretos no campo. Esta 
afirmação é verdadeira diante do dado que, em 1970 criava-se 
um emprego rural, em Goiás, por aproximadamente cada 14,2 
hectares de área aberta para lavoura e pastagens, em 1985, 
precisavam ser abertos 23 hectares para que um único emprego 
fosse criado e em 1995 passou a ser necessários 35 hectares, 
(ABREU, 2001, p. 31). 
Os dados globais do total de pessoas ocupadas em 
estabelecimentos rurais em Goiás também validam a afirmação 
anterior. Demonstram, portanto, reduções no período de 1975 a 
1995, foram 216.376 pessoas que deixaram de ocupar-se nas 
atividades agropecuárias, apesar de ter ocorrido elevação do ano 
de 1975 para o de 1980, período importante da expansão da 
fronteira agrícola em Goiás com abertura de novas áreas 
inicialmente com o cultivo de arroz e depois com a inserção da 
sojicultora. Do censo agropecuário de 1985 para o de 1995 
diminuísse o número de trabalhadores nos estabelecimentos 
rurais na ordem de aproximadamente 23,47 % 
Houve também mudanças no tipo de mão-de-obra que passou 
a ser contratada para as atividades agrícolas. Considerável parte 
dos empregos diretos e indiretos gerada por esta atividade foi 
para trabalhadores com qualificações específicas como 
operadores de máquinas, engenheiros agrônomos, técnicos 
agrícolas, mecânicos, entre outros. 
Informações sobre as quantidades de engenheiro agrônomo e 
médico veterinário existentes em Jataí, em 1980 e em 2003, 
exemplificam a ocorrência do aumento por mão-de-obra 
qualificada no processo produtivo que se instalou em diversas 
partes do campo goiano. 
Aponta-se também entre os fatores indicados para a 
compreensão da dinâmica do emprego no campo o fato de que a 
pecuária, nos dados do censo agropecuário de 1995, continuou 
sendo a atividade de maior importância em relação ao número 
de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários 
segundo os grupos de atividade econômica em toda a região 
Centro-Oeste, sendo em Goiás na ordem 67,0 % (IBGE, 1995-96; 
CUNHA, 2002). 
Outro dado que evidencia a baixa absorção de mão-de-obra e 
a expulsão de trabalhadores do campo nesse contexto, é a 
estrutura fundiária. Em Goiás, no período de 1975 a 1995, houve 
concentração da posse da terra dada pela ampliação da 
proporção de estabelecimentos com mais de 1000 hectares e do 
percentual de área ocupado por estes enquanto a área ocupada 
pelos estabelecimentos menores de mil hectares se manteve e o 
percentual de estabelecimentos diminuiu, sobretudo nos estratos 
menores 100 hectares. 
Os dados e informações analisadas, anteriormente, reforçam 
a compreensão de que a modernização agrícola foi na verdade 
uma “modernização conservadora”. Tornam também evidentes 
que este processo gerou um outro fluxo migratório na fronteira, 
com sentido rural urbano e urbano-urbano, o qual se expressa no 
processo de urbanização. 
A relação campo-cidade nas áreas que se especializaram na 
produção agrícola passam por modificações que se expressam em 
conteúdos e formas específicas. O campo tende a não ser, nesses 
lugares, por excelência o local da moradia permanente dos 
produtores, dos trabalhadores agrícolas e das suas relações de 
vizinhança. Torna-se prioritariamente espaço da produção 
agrícola e agroindustrial. Este fato se manifesta na elevação das 
taxas dos residentes nas cidades em detrimento do campo. 
 
Na região Centro-Oeste o percentual de residentes urbanos 
era 25,91 % contra 74,09 % residentes no campo, em 1950, 
enquanto registrava-se uma taxa de urbanização de 36,16 % para 
o país. Verifica-se que a partir desse período histórico houve uma 
aceleração dessa taxa na região pois, em 1980 atingiu um 
percentual de 67,78 %, superior inclusive ao nacional que era de 
67,59 % neste mesmo ano (IBGE, 2004). 
Esse processo se manifestou igualmente em Goiás que passou 
de um percentual de residentes urbanos de 21,78 %, em 1950, 
para 62,20 % em 1980 e atingiu 80,81 % em 1991 quando a 
fronteira já estava consolidada (IBGE, 2004). 
Conforme analisou Ferreira (1987), o caráter urbanizador da 
fronteira agrícola modernizada não se restringe às mudanças 
processadas nas relações de trabalho. 
Deve-se destacar, além desse aspecto, o papel urbanizador da 
grande lavoura pelas atividades que estimula a nível local, a 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 9 
 
saber: de transporte, de armazenamento, de serviços bancários, 
de comércio de produção agrícola, implementos e máquinas, de 
serviços de reposição de máquinas e veículos (FERREIRA, 1987, 
p. 21). 
Nesse mesmo sentido, o fato do novo produtor rural ser de 
uma classe social diferente dos antigos pequenos produtores, leva 
a que ele resida na cidade mais equipada, próxima às suas terras. 
Essanova classe possivelmente média e média alta é mercado 
para comércio mais diversificado e serviços urbanos, além da 
demanda por moradia que dinamiza a construção civil ou o setor 
informal, na cidade (FERREIRA, 1987, p. 21). 
A partir destas considerações de Ferreira (1987), elaboradas 
com base em estudos sobre Rio Verde (GO) e Ceres (GO), das 
análises de Santos (1993) e da pesquisa empírica realizada por 
Melo (2003) em Jataí (GO), (re)afirma-se que cidades 
localizadas em áreas especializadas na produção agropecuária 
moderna, mesmo algumas de pequeno porte, são requisitadas 
para atender as novas demandas que provém das necessidades de 
consumo para a realização da produção agrícola (consumo 
produtivo de mercadorias e serviços especializados) e do 
consumo das famílias (saúde, educação, lazer, informação, 
equipamentos tecnológicos, entre outros). 
Sobre este primeiro tipo de consumo – o consumo produtivo 
rural –, Santos (1993, p. 56) afirmou que este não se adapta às 
cidades, mas, ao contrário, as adapta. Estas são chamadas a dar 
respostas particulares às necessidades das produções 
particulares, e daí a maior diferenciação entre as cidades. Estas 
se diferenciam cada vez mais pelo fato de o nexo do consumo 
produtivo ser ligado à necessidade de encontrar, no lugar e na 
hora, respostas indispensáveis à marcha da produção. 
Santos (1993, p. 56) complementou as análises sobre a 
capacidade da produção agrícola moderna modificar ou fazer 
surgir novos elementos nas cidades afirmando que “hoje, nas 
áreas mais desenvolvidas, todos os dados da regulação agrícola 
se fazem no urbano, novidade que em muito muda a significação, 
neste período, da urbanização brasileira”. 
Nesses processos descritos por Ferreira (1987) e Santos 
(1993) ocorre o desenvolvimento de novas formas e conteúdos 
urbanos e novos atores sociais que se manifestam na paisagem 
das cidades, nas funções que passam a desempenhar para sua 
população, para o entorno rural e até mesmo no contexto 
regional. Expressam-se também por meio da diversificação 
cultural e inserção de novas práticas e manifestações culturais. 
As cidades, sobretudo, as denominadas cidades médias, 
passam a ser palco da difusão dos equipamentos tecnológicos 
bem como das ideias e da informação que o campo necessita para 
a produção agrícola. Conforme Santos e Silveira (2001, p. 281), 
as cidades médias têm como papel o suprimento imediato e 
próximo da informação requerida pelas atividades agrícolas e 
desse modo se constituem em intérpretes da técnica e do mundo. 
Em muitos casos, a atividade urbana acaba sendo claramente 
especializada, graças às suas relações próximas e necessárias com 
a produção regional. 
Estas se tornam, de acordo com Santos e Silveira (2001, p. 
281), “pontes entre o global e o local, em vista das crescentes 
necessidades de intermediação e da demanda também crescente 
de relações”. 
Quanto às pequenas cidades, por sua vez, deve-se 
primeiramente ressaltar que são altamente heterogêneas, mesmo 
as localizadas em uma região específica apresentam diferenças 
importantes no que diz respeito a sua dinâmica econômica e 
funções urbanas. 
Na análise de Ferreira (1987, p. 23), as pequenas cidades, em 
áreas de modernização agrícola, pelo fato de que não são 
atrativas para os investimentos no setor moderno do comércio, 
das indústrias ou dos serviços, submetidos à lógica da economia 
de escala, da concentração espacial e das externalidades e, por 
conseguinte, a uma alta seletividade espacial. Escapam a esses 
centros urbanos os capitais gerados na região e a produção de 
bens e de serviços. 
Ferreira (1987, p. 23) complementa suas análises afirmando 
que: a expansão do capital no campo se direciona para as 
vantagens locacionais das atividades agrárias e não para as 
ligações necessárias ao fluxo do capital. Por outro lado, os lucros 
da produção agrícola fluem para as grandes cidades: as cidades 
dos negócios. Não atraindo capitais de fora e não retendo os 
gerados na região não têm essas cidades condições de se 
dinamizar. 
Conforme proposições de Ferreira (1987) a expansão do 
capital no campo via modernização agrícola não está vinculado 
às potencialidades de fluxo de capital, portanto, das condições 
das estruturas urbanas de movimentação de capitais, de 
produção e circulação de mercadorias e outros geradores de 
fluxos financeiros. Nesse sentido, a existência de centros urbanos 
dinâmicos economicamente e próximos a área da produção 
agrícola, não é condição para tal empreendimento, as vantagens 
observadas são as que dizem respeito às atividades agrárias. 
Na condição identificada por Ferreira (1987) encontraria 
justificativas para os casos de pequenas cidades que mesmo tendo 
um entorno inserido na produção agrícola moderna, não 
conseguem se dinamizar economicamente e demograficamente. 
Dado que por não conseguirem reter a renda gerada, não têm 
condições de diversificar as suas funções urbanas e ao mesmo 
tempo não conseguem fazer com que permaneça a população 
“que nela passa a residir ou que para aí veio em decorrência de 
um push rural mais do que de um pull urbano” (FERREIRA, 1987, 
p. 23). 
No entanto, é também inegável o papel modificador e até 
criador de estruturas urbanas que o processo de desenvolvimento 
da produção agrícola moderna desempenha, mesmo em 
pequenas cidades, conforme casos variados e que envolvem 
fatores locais específicos. Sobre esta afirmação destaca-se o 
exemplo do ocorrido em Mimoso, a 100 km de Barreiras, no 
estado da Bahia. Conforme analisou Lavinas (1987, p. 104), na 
década de 1980, “a associação de interesses – pequeno capital 
imobiliário e o capital agro-alimentar – consubstancia a essa 
estratégia de criação de um novo núcleo urbano com vistas à 
formação de um novo município dentro de alguns anos, dispondo 
então de uma estrutura administrativa, financeira e política 
própria, relativamente independente da interferência das elites 
tradicionais locais que compõem ainda o quadro político-
institucional regional”. 
Para Corrêa (2004, p.75), as mudanças processadas no campo 
brasileiro, a partir da segunda metade do século XX, com a 
inserção da modernização econômica e produtiva, gerou 
alterações no padrão dos pequenos centros urbanos, “criando 
pelo menos quatro caminhos ao longo dos quais evoluíram”, 
sendo: 
Prósperos lugares centrais em áreas agrícolas nas quais a 
modernização não afetou radicalmente a estrutura fundiária e o 
quadro demográfico. Esses centros distribuem produtos para as 
atividades agrícolas e para a população, que tem nível de 
demanda relativamente elevado. A prestação de serviços é 
também importante. Podem, em muitos casos, realizar o 
beneficiamento da produção agrícola. O oeste catarinense 
fornece bons exemplos desses lugares centrais. 
Pequenos centros especializados. A modernização do campo 
esvaziou a hinterlândia desses centros, mas capitais locais ou de 
fora foram investidos em atividades industriais, via de regra uma 
ou duas, que garantem a permanência da pequena cidade que, 
em alguns casos, pode mesmo crescer econômica e 
demograficamente. O oeste paulista e o norte paranaense 
apresentam inúmeras cidades que se enquadram nesse tipo. 
Pequenos centros transformados em reservatórios de força de 
trabalho ou que assim nasceram. No primeiro subtipo o 
esvaziamento do campo gerou a perda de inúmeras funções 
 
 10 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
centrais, resultou em centros habitados por assalariados rurais 
com emprego temporário. O oeste paulista é rico de exemplos 
desse subtipo. Osegundo subtipo, que ocorre, por exemplo, na 
Amazônia oriental, resulta de um processo de concentração da 
força de trabalho, os “peões”, que é assim confinada em pequenos 
e pobres lugares. 
Pequenos centros em áreas econômica e demograficamente 
esvaziadas por um processo migratório que desequilibra ainda 
mais uma estrutura etária, afetando ainda a proporção dos sexos. 
A renda da cidade é em grande parte procedente de emigrantes 
que mensalmente enviam escassas sobras de recursos aos 
familiares que permanecem, ou procedente de aposentadorias de 
trabalhadores agrícolas. A pobreza desses centros, frequentes no 
Nordeste, contrasta com a prosperidade dos centros do primeiro 
tipo (CORRÊA, 2004, p. 75-76). 
Além desses quatro tipos, vários outros são esperados em 
função das especificidades dos processos espaciais e dada à 
dimensão e complexidade do território brasileiro e mesmo das 
áreas de cerrados. Não se pode desprezar ainda o papel das 
características advindas da formação espacial dos lugares, dos 
agentes locais, das suas potencialidades políticas e naturais, bem 
como dos aspectos culturais. 
Entretanto, nos “caminhos” apontados por Corrêa (1999, 
2004) admite-se também a ocorrência de processos de 
refuncionalização em pequenas cidades as quais podem passar a 
apresentar especializações para o atendimento das necessidades 
básicas da produção local. 
Sobre este aspecto, Santos (1993, p. 52) considera que como 
o campo se torna extremamente diferenciado pela multiplicidade 
de objetos geográficos que o formam, pelo fato de que esses 
objetos geográficos têm um conteúdo informacional cada vez 
mais distinto (o que se impõe, porque o trabalho no campo é cada 
vez mais carregado de ciência) tudo isso faz com que a cidade 
local deixe de ser a cidade no campo e se transforme na cidade 
do campo. 
Ou seja, as cidades locais – “aquelas aglomerações capazes de 
responder às necessidades vitais mínimas, reais ou criadas, de 
toda uma população, função esta que implica uma vida de 
relações” - conforme denominação de Santos (1979, 1993), 
tendem a se especializar de forma a suprir a demanda básica de 
seu entorno agrícola, tornando-se “cidades do campo”, as que 
suas funções se voltem para este fim. 
Observa-se alguns indícios desse processo 
(refuncionalização) nos espaços das pequenas cidades de Ipameri 
e Campo Alegres de Goiás, localizadas no sudeste goiano. Essas 
cidades dispõem de atividades comercias e de serviços que se 
voltam ao atendimento das demandas básicas da produção 
agrícola moderna como loja de peças e máquinas agrícolas, 
escritórios de assistência técnica, armazéns graneleiros, 
agroindústria, entre outros. 
Porém, devido ao alto grau de tecnicização exigido pela 
produção agrícola moderna, as pequenas cidades não atendem às 
necessidades mais especializadas, dispõem somente de serviços 
básicos, o que faz com que seu entorno tenha que recorrer 
constantemente aos centros comerciais e industriais de porte 
médio e grande. 
Observamos também na porção sul do estado de Goiás, 
municípios que por questões variadas, não se integraram à 
produção agrícola moderna, tendo a pecuária como principal 
atividade. As cidades destes municípios não apresentam a mesma 
vitalidade das pequenas cidades de áreas agrícolas. Como 
exemplo podemos citar o caso de Cumari (GO), Nova Aurora 
(GO), Goiandira (GO), Corumbaíba (GO), Davinópolis (GO), e 
Anhanguera (GO). 
A agricultura moderna além de gerar demandas de serviços e 
mercadorias para o consumo produtivo, possibilita a 
transferência de renda do campo para a cidade, ampliando “o 
consumo consuntivo”. Isso ocorre pela renda dos trabalhadores 
agrícolas e dos produtores que inseridos no modo de vida urbano, 
consomem serviços de lazer (bares, festas, clubes), bens duráveis 
e investem imóveis na cidade. Esse fator expressa na paisagem 
das pequenas cidades com a presença de bares (locais dos 
encontros nos finais de semana), restaurantes, supermercados e 
clubes de lazer. Porém, não promove, nos pequenos centros 
urbanos, movimento econômico intenso capaz de atrair, por 
exemplo, concessionárias de automóveis, redes de revendas de 
eletrodomésticos, franquias e etc. 
Podemos concluir, com base nas afirmações de Ferreira 
(1987, p. 14), que essas cidades locais evoluíram como pontos de 
ligação entre a produção regional e os mercados extra regionais. 
Beneficiam-se dessa inserção da região numa divisão espacial do 
trabalho, mas não se tornaram locais de produção e não 
acumularam capital. O comércio e os serviços foram sempre as 
atividades que lhes asseguram o dinamismo. Com a concorrência 
de outros centros mais equipados e não sendo atrativas para os 
novos investimentos, não têm condições para servir a região 
quando ela se moderniza. 
Tal situação é bastante diferente nas chamadas cidades 
médias que receberam investimentos públicos e privados e 
equipamentos diversos, tornando-se centros urbanos de 
expressão regional, regulando e dando respostas as demandas 
mais especializadas da economia regional. 
 
 
 
Ocupação territorial e dinâmicas econômicas: 
Originalmente, os territórios que hoje compõem a Região 
Centro-Oeste eram habitados por diversos agrupamentos 
indígenas, especialmente os bororo. Nos termos do Tratado 
de Tordesilhas, assinado em 1494, essas terras pertenceriam 
à América espanhola. Entretanto, a partir do século XVI, 
sucessivas ondas de bandeirantes paulistas se dirigiram para a 
região com a finalidade de aprisionar e escravizar indígenas, 
desbravando o interior do Brasil. 
No final do século XVII, estimulados pela descoberta de ouro 
em Minas Gerais, os bandeirantes passaram a se aventurar em 
terras cada vez mais distantes. Subindo o Rio Cuiabá e 
alcançando o território bororo, os bandeirantes encontraram 
ouro e iniciaram a conquista do território que atualmente 
corresponde ao Mato Grosso. Enquanto isso, expedições pelo 
sertão descobriam minas de ouro no território que hoje 
compreende o estado de Goiás, onde foi fundada a Vila Boa, 
embrião da atual cidade de Goiás. 
Em 1726, Rodrigo César de Meneses, capitão-geral de São 
Paulo, chegou às minas chamadas de Cuiabá, fundando, no ano 
seguinte, a Vila Real do Bom Jesus, que já contava com dois 
portos fluviais. Deles, partiam as expedições que visavam ao 
apresamento de indígenas no Pantanal. 
A cidade de Goiás, conhecida como Goiás Velho, foi fundada 
em 1726 pelo filho do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o 
Anhanguera. Em 2001 foi reconhecida pela Unesco como 
Patrimônio Cultural da Humanidade. 
Em 1748, preocupada com a posse dessas terras, a Coroa 
portuguesa criou a capitania de Mato Grosso, com sede em 
Vila Bela da Santíssima Trindade, fundada pelo mineradores às 
margens do Rio Guaporé. Posteriormente, a sede da capitania foi 
População goiana: povoamento, 
movimentos migratórios e 
densidade demográfica. 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 11 
 
transferida para a Vila de Cuiabá. A Capitania de Goiás, com sede 
em Vila Bela, também foi criada em 1748. 
Em 1750, a assinatura do Tratado de Madri entre Portugal e 
Espanha legalizou a posse efetiva da região pelos portugueses. 
Porém, com a anulação desse tratado, ocorrida em 1761, a Coroa 
portuguesa passou a implantar uma rede de fortificações para 
garantir a posse da margem direta do Rio Guaporé: o Forte de 
Conceição foi erguido em 1762 e o Forte de Príncipe da Beira, em 
1776. O Tratado de Santo Idelfonso, firmado pelas coroas 
ibéricas em 1777, finalmente ratificou a soberania portuguesa 
sobre oterritório das duas capitanias ocidentais. 
A partir de então, o povoamento luso-brasileiro passou a 
avançar na direção do Rio Tocantins, dizimando os índios 
caiapó de Goiás, os xavante do Araguaia e, mais tarde, os 
canoeiro do Tocantins. 
Do século XIX em diante, com o declínio da mineração, as 
províncias de Mato Grosso e de Goiás conheceram um longo 
período de decadência econômica e de isolamento. Apenas as 
atividades agrícolas de subsistência, como a extração da 
borracha, a criação de gado e a exploração de erva-mate, 
sobreviveram na região. 
 
A ocupação moderna do Centro-Oeste: 
Ao longo do século XX, porém, o isolamento da região foi 
sendo vencido gradativamente com a transformação dos estados 
do Centro-Oeste em área de atração populacional. 
A inauguração de Goiânia, em 1936, a Marcha para o 
Oeste, iniciada por Getúlio Vargas na década de 1940, a 
construção de Brasília, assim como as políticas de integração 
nacional consolidadas pela ditadura militar na década de 1970, 
incentivaram a migração para o Centro-Oeste, contribuindo 
para acelerar o povoamento da região. 
No início do século XX, a abertura da Estrada de Ferro 
Noroeste Brasil (Bauru-Corumbá) ajudou a intensificar os fluxos 
entre o Sudeste e o Centro-Oeste. A ferrovia abriu a fronteira para 
a pecuária do Mato Grosso, permitindo o transporte do gado vivo 
até os frigoríficos de São Paulo e do Rio de Janeiro. 
A partir da década de 1960, rodovias como a Belém-Brasília, 
a Cuiabá-Porto Velho e a Brasília-Acre transformaram-se em 
plataforma para a conquista da Amazônia. 
Em 1977 o estado de Mato Grosso foi desmembrado, e dois 
anos depois oficializou-se a criação do estado de Mato Grosso do 
Sul. 
Goiás, por sua vez, foi desmembrado em 1998, quando se 
criou o estado de Tocantins, que atualmente pertence à Região 
Norte. Em ambos os casos, as justificativas utilizadas para o 
desmembramento foram a grande extensão desses estados, as 
dificuldades de planejamento e de administração. 
 
 
 
(Goiânia, capital e cidade mais populosa de Goiás) 
 
 
5
 Wagner de Cerqueira e Francisco. Disponível em: 
http://alunosonline.uol.com.br/geografia/populacao-goias.html. Acesso 
em: Março/2016. 
A população de Goiás é composta por 6.003.788 
habitantes, conforme dados do Censo Demográfico de 2010, 
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE). Esse contingente populacional, o maior do Centro-Oeste 
e o décimo segundo do país, corresponde a aproximadamente 
3,15% da população atual do Brasil. 
 
A densidade demográfica, também conhecida como 
população relativa, é de 17,6 habitantes por quilômetro 
quadrado, portanto, o estado possui vazios demográficos. A taxa 
de crescimento demográfico é de 1,8% ao ano, impulsionada pelo 
crescimento vegetativo e pelo intenso fluxo migratório com 
destino ao estado. 
 
De acordo com dados do IBGE, cerca de 25% da população 
de Goiás é formada por imigrantes, ou seja, pessoas oriundas de 
outros estados. Esse fluxo migratório é resultado de algumas 
políticas públicas para ocupação da porção oeste do território 
brasileiro, fato que se intensificou a partir da década de 1950. 
 
A construção de Goiânia, capital de Goiás, e de Brasília, 
capital Federal, atraiu pessoas de diferentes partes do país, em 
especial de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Maranhão e 
Piauí. A expansão da fronteira agrícola e o desenvolvimento 
econômico registrado em Goiás também contribuíram para esse 
processo. 
 
Seguindo uma tendência nacional, a população urbana é 
maioria em Goiás (90%). Goiânia é a cidade mais populosa, com 
1.302.001 habitantes. Existem outros 245 municípios, sendo que 
os mais populosos são: Aparecida de Goiânia (455.657), Anápolis 
(334.613), Rio Verde (176.424), Luziânia (174.531) e Águas 
Lindas de Goiás (159.378). 
 
No aspecto social, a população de Goiás enfrenta alguns 
problemas, como, por exemplo, o déficit nos serviços de 
saneamento ambiental: menos de 50% têm acesso à rede de 
esgoto. A taxa de mortalidade infantil é de 18,3 óbitos a cada mil 
nascidos vivos, abaixo da média nacional, que é de 22. Goiás 
ocupa 9° lugar no ranking nacional de Índice de Desenvolvimento 
Humano (IDH).
5
 
Goiás é uma das unidades federativas que integram a região 
Centro-Oeste. Sua extensão territorial é de 340.103,467 
quilômetros quadrados, correspondendo a 4% do território 
nacional. Conforme contagem populacional realizada em 2010 
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua 
população totaliza 6.003.788 habitantes, distribuídos em 246 
municípios, sendo o estado mais populoso do Centro-Oeste. O 
crescimento demográfico é de 1,8% ao ano e a densidade 
demográfica é de 17,6 habitantes por quilômetro quadrado. 
O povoamento do estado de Goiás intensificou-se em 
decorrência de uma série de políticas públicas para a ocupação e 
desenvolvimento econômico da porção oeste do território 
brasileiro, a chamada Marcha para o Oeste. Houve a expansão da 
fronteira agrícola e maiores investimentos em infraestrutura no 
estado, além da construção da nova capital, Goiânia, e da capital 
Federal, Brasília. Fatos estes que desencadearam grandes fluxos 
migratórios para Goiás. 
 
Como resultado dessa política de incentivo à ocupação do 
oeste brasileiro, a população de Goiás teve um aumento 
significativo, principalmente após o ano de 1950. Neste, segundo 
dados do IBGE, havia 1.010.880 habitantes no estado, população 
 
 12 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
essa que atingiu, conforme dados do mesmo instituto, 6.003.788 
habitantes em 2010. 
Além do crescimento demográfico da população goiana, 
sendo que pessoas de vários locais do país foram grandes 
responsáveis por tal ocorrência. Segundo dados do IBGE, 
aproximadamente 25% da população de Goiás é composta por 
imigrantes, vindos principalmente, dos estados de Minas Gerais, 
São Paulo, Maranhão, Bahia, Piauí, como também do Distrito 
Federal. 
 
A composição étnica da população goiana é a seguinte: 
Pardos: 50,9%. 
Brancos: 43,6%. 
Negros: 5,3% 
Indígenas: 0,2%. 
 
Goiânia, a capital de Goiás, é a cidade mais populosa do 
estado, sua extensão territorial é de aproximadamente 733 
quilômetros quadrados, e possui 1.302.001 habitantes. Outras 
cidades populosas do estado são: Aparecida de Goiânia 
(455.657), Anápolis (334.613), Rio Verde (176.424), Luziânia 
(174.531), Águas Lindas de Goiás (159.378), Valparaíso de Goiás 
(132.982), Trindade (104.488), Formosa (100.085), Itumbiara 
(92.883). 
 
A expectativa de vida da população goiana é de 72 anos; 
A taxa de mortalidade infantil é de 18,3 óbitos a cada mil 
nascidos vivos. 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estadual é de 
0,800, ocupando o 9° lugar no ranking nacional e o analfabetismo 
atinge 8,6% da população. 
No que se refere à rede de esgoto, a mesma alcança menos da 
metade das habitações.
6
 
 
Povo Goiano: 
 
 
 
Povos do passado e do presente se reuniram na formação do 
gentílico goiano. Seguindo a tendência do resto do país, na 
mistura de povos indígenas, africanos e europeus, mais tarde dos 
imigrantes e migrantes vindos de todas as partes do globo, Goiás 
reinventa a cada dia sua identidade. É um povo misturado, com 
fortes traços do sertanejo original e que contribuíram, cada qual 
a seu modo, na caracterização desse povo goiano. 
 
Goianos e Goianienses:6
 FRANCISCO, Wagner De Cerqueria E. "A população de Goiás"; Brasil 
Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-
populacao-goias.htm>. Acesso em 10 de marco de 2016. 
A composição inicial da população de Goiás se deu por meio 
da convivência nem tão pacífica entre os índios que aqui residiam 
e as levas de paulistas e portugueses que vinham em busca das 
riquezas minerais. Estes por sua vez, trouxeram negros africanos 
à tira colo para o trabalho escravista, moldando a costumeira 
tríade da miscigenação brasileira entre índios, negros e brancos, 
e todas as suas derivações. Entretanto, a formação do caráter 
goiano vai além dessa visão simplista e adquiriu características 
especiais à medida que o espaço físico do Estado passou a ser 
ocupado. 
 
Até o início do século XIX, a maioria da população em Goiás 
era composta por negros. Os índios que habitavam o Estado ou 
foram dizimados pelo ímpeto colonizador ou migraram para 
aldeamentos oficiais. Segundo o recenseamento de 1804, o 
primeiro oficial, 85,9% dos goianos eram “pardos e pretos” e este 
perfil continuou constante até a introdução das atividades 
agropecuárias na agenda econômica do Estado. 
 
Havia no imaginário popular da época a ideia de sertão 
presente na constituição física do Estado. O termo, no entanto, 
remeteria a duas possibilidades distintas de significação: assim 
como na África, representava o vazio, isolado e atrasado, mas que 
por outro lado se apresentava como desafio a ser conquistado 
pela ocupação territorial. 
 
Essa ocupação viria acompanhada predominantemente pela 
domesticação do sertão segundo um modelo de trabalho familiar, 
cujo personagem principal, o sertanejo, assumiu para si a 
responsabilidade da construção do país, da ocupação das 
fronteiras e, por seguinte, da Marcha para o Oeste 
impulsionadora do desenvolvimento brasileiro. Registros da 
época dão conta de processos migratórios ao longo do século XIX 
e metade do século XX, com correntes migratórias de Minas 
Gerais, Bahia, Maranhão e Pará, resultando em uma ampla 
mestiçagem na caracterização do personagem sertanejo. 
 
O sertanejo, aí, habitante do vazio e isolado sertão, tinha uma 
vida social singela e pobre de acontecimentos. O calendário 
litúrgico e a chegada de tropas e boiadas traziam as únicas 
novidades pelas bocas de cristãos e mascates. Nessa época, a 
significação da vida estava diretamente ligada ao campo e dele 
resultaram, segundo as atividades registradas nos arraias, o 
militar, o jagunço, o funcionário público, o comerciante e o 
garimpeiro. 
Ao longo do século XX, novas levas migratórias, dessa vez do 
sul e de estrangeiros começam a ser registradas no território 
goiano, de modo que no Censo do ano 2000, os cinco milhões de 
habitantes se declararam como 50,7% de brancos, 43,4% de 
pardos, 4,5% de negros e 0,24% de outras etnias. 
Goianos e muitas goianas 
O último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 confirmou uma população 
residente em Goiás de 6.003.788 habitantes, com crescimento 
acima da média nacional, que foi de 1,17% ao ano. 
Em termos de gênero, a população feminina sai na frente. São 
3.022.161 mulheres, contra 2.981.627 homens – em uma 
proporção de 98 homens para cada 100 mulheres. Reflexo 
também sentido na capital, Goiânia, com 681.144 mulheres e 
620.857 homens (diferença de 60.287 pessoas). 
 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 13 
 
 
 
Agricultura e pecuária 
O setor agropecuário tem sido tradicionalmente a base da 
economia goiana. Nas três últimas décadas do século XX, Goiás 
foi uma das regiões de fronteira agrícola mais expressivas do país. 
Em muitas culturas, como soja, milho, arroz, feijão, tornou-se, 
naquele período, um dos maiores produtores do país. A principal 
área agrícola e pastoril do estado é a região do Mato Grosso de 
Goiás, onde se pratica uma agricultura diversificada, com arroz, 
milho, soja, feijão, algodão e mandioca. 
Apesar de possuir o segundo rebanho do país, Goiás observa 
uma tradição de baixa produtividade, tanto em nível de 
fertilidade quanto de idade de abate dos animais, idade de 
primeira parição e produção leiteira. A bovinocultura de corte 
representa um segmento de importância fundamental para a 
economia do estado, tanto como fonte de divisas, pelos 
excedentes exportáveis, quanto pelo expressivo contingente de 
mão-de-obra ocupado nessa atividade. Nos pastos plantados em 
antigos terrenos florestais (invernadas) engordam-se bovinos, 
criados nas áreas de cerrado, e mantém-se um rebanho de gado 
leiteiro. O vale do Paranaíba é a segunda região econômica de 
Goiás e maior produtora de arroz e abacaxi. Cultivam-se também 
milho, soja, feijão e mandioca. É grande o rebanho de leite e 
corte. 
 
A soja é o principal produto agrícola do estado 
Introduzida em 1980, a cultura foi aperfeiçoada pela 
obtenção de sementes adaptadas ao cerrado e aplicação de 
calcário e outros elementos para combater a acidez do solo. Com 
o lançamento de novas variedades de grãos mais resistentes à 
armazenagem e às pragas, registrou-se forte aumento de 
produtividade. A cultura do milho é geralmente associada à 
criação de suínos e ao plantio de feijão. A cana-de-açúcar e a 
mandioca têm caráter de lavouras de subsistência e servem ao 
fabrico de farinha, aguardente e rapadura. O extrativismo vegetal 
inclui babaçu, casca de angico, pequi e exploração de madeira, 
principalmente mogno. 
 
Energia e mineração 
A produção e distribuição de energia elétrica no estado está a 
cargo das Centrais Elétricas de Goiás (Celg). As principais usinas 
hidrelétricas do estado são Cachoeira Dourada, São Domingos, 
ambas da Celg, Serra da Mesa e Corumbá I, ambas de Furnas. 
Parte da energia produzida por Furnas supere o Distrito Federal 
e a região Sudeste. 
No subsolo de todo o estado existem importantes jazidas de 
calcário, já medidas e em condições de abastecer todos os 
municípios goianos, seja qual for o ritmo de crescimento do 
mercado de corretivos do solo. Há ainda jazidas consideráveis de 
ardósia, amianto, níquel, cobre, pirocloro, rutilo e argila, além de 
quantidades menores de manganês, dolomita, estanho, talco e 
cromita. Encontram-se ainda ouro, cristal-de-rocha, pedras 
preciosas (esmeraldas) e pedras semipreciosas. O estado possui 
excelente infra-estrutura para extração de minerais não ferrosos, 
principalmente ouro, gemas, fosfato e calcário, além de minérios 
estratégicos, como titânio e terras raras. 
 
Indústria 
Para tirar partido de sua vocação agrícola e de seus recursos 
minerais, a indústria goiana concentrou suas atividades 
inicialmente em bens de consumo não duráveis e, a partir da 
década de 1970, nos bens intermediários e na indústria extrativa. 
Em meados da década de 1990, o desenvolvimento industrial 
goiano era ainda incipiente, vulnerável aos constantes impactos 
negativos da conjuntura econômica nacional. Tal fragilidade 
reduzia significativamente o dinamismo do setor secundário, 
incapaz de beneficiar-se devidamente das vantagens 
proporcionadas pela agropecuária e pelas imensas reservas 
minerais. Observava-se, porém, uma tendência à diversificação, 
principalmente em setores da siderurgia. 
Aumentaram consideravelmente os setores da indústria 
extrativa e da produção de minerais não-metálicos, bens de 
capital e bens de consumo duráveis. Um dos principais ramos 
industriais do estado, que, no entanto, não acompanhou a 
tendência ascendente dos outros setores nas três últimas décadas 
do séculoXX, foi o da produção de alimentos — fabricação de 
laticínios, beneficiamento de produtos agrícolas e abate de 
animais — concentrado nas cidades de Goiânia, Anápolis e 
Itumbiara. Setores novos dinamizaram-se nesse mesmo período, 
como as indústrias metalúrgica, química, têxtil, de bebidas, de 
vestuário, de madeira, editorial e gráfica. Um elemento 
coadjuvante de grande importância ao crescimento econômico foi 
a implantação dos distritos industriais, nos municípios de 
Anápolis, Itumbiara, Catalão, São Simão, Aparecida de Goiânia, 
Mineiros, Luziânia, Ipameri, Goianira, Posse, Porangatu, Iporá e 
Santo Antônio do Descoberto. 
 
Transporte e comunicações 
Na década de 1970, em consonância com as diretrizes 
federais, o estado de Goiás iniciou a implantação dos primeiros 
corredores de exportação, conceito que definiu rotas de 
transporte destinadas a ligar as áreas produtivas a algum porto, 
com prioridade para os excedentes agrícolas. Posteriormente, 
essas diretrizes foram aplicadas ao abastecimento, visando a 
articular os sistemas de armazenagem e escoamento de uma 
determinada área geográfica, de forma a adequar os fluxos das 
fontes de produção até os centros de consumo ou terminais de 
embarque, com destino ao mercado externo ou a outras regiões 
do país. No estado de Goiás estabeleceu-se uma rede rodoviária 
capaz de dar sustentação ao transporte das regiões produtoras de 
grãos e minerais para os pontos de captação de cargas ferroviárias 
de Goiânia, Anápolis, Brasília, Pires do Rio e Catalão. 
Tal como ocorreu no restante do país, o transporte ferroviário 
e fluvial em Goiás foi relegado a segundo plano, devido à opção 
pelo transporte rodoviário. Na área de influência do corredor de 
exportação goiano, os principais troncos utilizados para atingir os 
pontos de transbordo ferroviário, sobretudo para a soja e o farelo, 
são: a BR-153, principal eixo de escoamento do norte de Goiás e 
de Tocantins, interligado ao ponto de transbordo rodoferroviário 
de Anápolis; a GO-060, que liga Aragarças a Goiânia, numa 
distância de 388km; a BR-020, que liga o nordeste de Goiás à 
região oeste da Bahia e a Brasília, onde está instalado outro ponto 
de transbordo; a BR-060, que liga Santa Rita do Araguaia/Rio 
Verde a Goiânia; a BR-452, que liga Rio Verde a Itumbiara, 
importante centro produtor e beneficiador de grãos, e segue até 
Uberlândia MG, onde está instalada uma rede de armazenagem 
de grande capacidade; e a BR-364-365, que liga Jataí a 
Uberlândia e atravessa a cidade de São Simão, outra opção para 
o escoamento da produção do sudoeste goiano. 
Os jornais de maior circulação são O Popular, a Tribuna de 
Goiás, o Diário Oficial do Estado e o Diário do Município, em 
Goiânia. Em Anápolis, circulam A Imprensa e Tribuna de 
Anápolis; na antiga capital, Goiás, circula o Cidade de Goiás. Há 
várias emissoras de rádio em AM e FM. A principal emissora de 
Economia goiana: 
industrialização e infraestrutura 
de transportes e comunicação. 
 
 14 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
televisão é a TV Anhanguera, pertencente à Organização Jaime 
Câmara. 
 
 
 
O século XX é um marco no processo de ocupação e 
apropriação do Cerrado Goiano. Pois o território goiano que era, 
até então, caracterizado por uma ocupação rural e atividade 
produtiva de pecuária extensiva e agricultura de subsistência 
(fazenda goiana), marcha rumo a modernização capitalista. 
Assiste-se, então, a partir de 1930 - com a política de 
integração do governo Vargas - à ocupação do Cerrado Goiano 
como uma prioridade nacional, inserida num projeto que, no 
âmbito regional, buscava articular as regiões produtivas do 
Estado de Goiás, principalmente as regiões sul e sudoeste e, no 
âmbito nacional, buscava adequar o país a um novo ritmo de 
produção capitalista. Sendo assim, a apropriação e ocupação do 
Cerrado, neste período, dá-se de maneira planejada e com 
interesses e funções políticas e econômicas bastante definidas. 
Era o Brasil integrando o sertão ao litoral, através da Marcha para 
o Oeste. Era a possibilidade de modernização de Goiás, que 
poderia sair do “adormecimento” e tornar-se o “coração do 
Brasil”. 
Para que esse projeto se viabilizasse, inúmeros foram os 
recursos usados. Desde acordos políticos, econômicos a 
campanhas publicitárias que tinham como objetivo difundir a 
necessidade de modernização. O novo era o caminho. Para isso, 
nada melhor que um projeto arrojado e moderno que 
vislumbrasse a integração e o desenvolvimento; era a inserção do 
sertão nos tempos modernos. O Goiás das “Tropas e Boiadas”, de 
Hugo de Carvalho Ramos, deveria se render ao traçado de 
Versalhes, de Atílio Correia Lima. 
Essas transformações que tiveram como objetivo principal 
tornar o Cerrado produtivo e lucrativo alteraram de forma 
significativa a configuração socioespacial do território goiano. 
A terra, que até então era considerada “de baixa 
produtividade”, com os incrementos técnicos científicos (calcário, 
máquinas agrícolas de últimas gerações, pivôs, etc.) se 
transformaram em terra de primeira e, conseqüentemente, um 
“paraíso” para a implantação do agronegócio (grandes plantações 
de grãos e, mais recentemente, da cana-de-açúcar). Vale ressaltar 
os subsídios e as facilidades propiciadas pelos governos estadual 
e federal, em especial a partir da segunda metade do séc. XX, 
através de linhas de créditos especificas, incentivos fiscais, infra-
estruturas, dentre outros. 
Assiste-se, assim, pela lógica do mercado de consumo global 
e do capital transnacional a mais brusca transformação 
socioespacial do cerrado goiano. A antiga paisagem do cerrado 
foi se modificando e transformando predominantemente em 
grandes plantações e em empresas agropecuárias. A 
transformação do rural em agrícola mecanizado em um período 
histórico tão curto gerou impactos econômicos, sociais, culturais 
e espaciais que hoje podem ser claramente percebidos. Pode-se 
dizer que o Cerrado Goiano, hoje, presencia vários tempos em um 
mesmo espaço. 
 
7
 Disponível em: 
Em recente trabalho de campo realizado no Sudoeste Goiano, 
pudemos presenciar o outro lado da modernização. A ema, figura 
principal do Parque Nacional das Emas, agora vive nas lavouras 
de soja, localizadas ao longo de todo o entorno do parque. 
Encontra-se em cidades como Mineiros e Jataí uma enorme 
disparidade socioeconômica que antigamente era característica 
exclusiva das metrópoles. Sem falar da criação de cidades 
totalmente verticalizadas, como o caso de Chapadão do Céu e das 
empresas transnacionais com tecnologia e mecanização de ponta 
que concentram a maior parte de sua produção para o mercado 
externo, além da escassez de geração de empregos em grande 
escala, diferente do que comumente se anuncia. 
Neste sentido podemos dizer que o Cerrado Goiano é um 
território em disputa. Estudar o seu processo de ocupação e 
apropriação é se deparar com o tradicional e o moderno, com o 
local e o global, com o valor de uso e o valor de troca. Enfim, é 
perceber que existem divergentes e diversas forças em 
movimento. Que o conceito de produtivo ou improdutivo 
instaurado no seio da sociedade normalmente estão carregados 
de símbolos, signos, significados e significantes e que, por 
seguinte, não nascem do esmo. E, ao surgirem, se disseminam 
por toda a sociedade como uma verdade absoluta e única. 
O território goiano é ao mesmo tempo rico e miserável, 
tradicional e contemporâneo, lento e rápido. Enfim, as 
contradições e desigualdades proporcionadaspelo modo de 
produção vigente estão nítidas em sua paisagem. 
A antiga paisagem do cerrado foi se modificando e 
transformando predominantemente em grandes plantações e em 
empresas agropecuárias. O que era rural tornou-se agrícola em 
espaço.
7
 
 
Goiás foi divido em 10 (dez) regiões de planejamento: 
 
• A Região do Entorno do Distrito Federal foi definida 
conforme o estabelecido na Lei de criação da Ride: Região 
Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno – Lei 
Complementar (Constituição Federal) nº 94, de 19 de fevereiro 
de 1998. 
• A Região Metropolitana de Goiânia (Grande Goiânia mais 
Região de Desenvolvimento Integrado) é definida pela Lei 
Complementar Estadual nº 27 de dezembro de 1999, modificada 
pela Lei Complementar Estadual nº 54 de 23 de maio de 2005. A 
Grande Goiânia compreende 13 municípios: Goiânia, Abadia de 
Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, 
Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Nerópolis, Santo 
Antônio de Goiás, Senador Canedo e Trindade, a Região de 
Desenvolvimento Integrado é composta por 7 municípios: 
Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Inhumas, Nova 
Veneza e Terezópolis de Goiás. 
• As regiões do Norte Goiano e do Nordeste Goiano, 
constantes no primeiro PPA (2000-2003), foram delimitadas em 
função de sua homogeneidade em termos de condições 
socioeconômicas e espaciais e como estratégia de planejamento 
para investimentos governamentais tendo em vista minimizar os 
desequilíbrios regionais. 
• As outras seis regiões foram definidas tendo como critério 
os principais eixos rodoviários do Estado. Todos os municípios 
cujas sedes utilizam o mesmo eixo rodoviário para o 
deslocamento à Capital do Estado foram considerados 
pertencentes a uma mesma região de planejamento. 
 
http://www.cadernoterritorial.com/news/cerrado%20goiano%3A%20c
ontradi%C3%A7%C3%B5es%20e%20desigualdades%20no%20processo
%20de%20ocupa%C3%A7%C3%A3o/. 
As regiões goianas e as 
desigualdades regionais. 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 15 
 
 
 
O meio natural e os impactos ambientais: 
A Região Centro-oeste é formada pelos estados de Mato 
Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e pelo Distrito Federal, 
ocupando cerca de 18% do território e abrigando pouco mais que 
7% da população do país. 
O clima tropical é predominante na Região Centro-oeste, 
caracterizado por estação bem seca no inverno e outra chuvosa 
no verão. O norte da região está’ sob influência do clima 
equatorial úmido e da massa equatorial continental. 
No extremo sul da região as frentes frias da massa polar 
atlântica causam instabilidades no inverno e queda da 
temperatura, ocasionando as friagens, quando a temperatura 
pode cair bastante. No verão, as temperaturas são mais elevadas, 
com máximas oscilando entre 30ºC e 40ºC. 
O Cerrado predomina na Região Centro-Oeste. Em seu 
limite oeste, localiza-se o Pantanal, enquanto o limite norte 
caracteriza-se pela presença da Floresta Amazônica; ao sul 
ocorrem remanescentes da Mata Atlântica. 
O Cerrado apresenta grande biodiversidade. Na vegetação, 
encontram-se formações florestais (mata ciliar, mata seca e 
cerradão), formações savânicas (cerrado no sentido restrito, 
arque de cerrado, palmeiral e vereda) e campestres (campo sujo, 
campo limpo e campo rupestre). 
Variações do tipo de solo e nas formas de relevo explicam 
essas diferenças: a mata galeria, por exemplo, formada por 
espécies arbóreas, ocorre nas margens de rios, em vales úmidos. 
Nas últimas décadas, a expansão rápida e intensiva da 
agropecuária tem provocado a destruição de matas ciliares e 
de reservas permanentes do Cerrado. Na região das nascentes do 
Rio Araguaia, por exemplo, a erosão provoca voçorocas 
(erosões profundas que atingem o lençol freático). O 
assoreamento dos rios e a poluição dos aquíferos também são 
problemas comuns no Cerrado. 
Iniciativas importantes do Governo Federal, como o 
Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável 
do Bioma Cerrado e o Programa Cerrado Sustentável 
buscam promover a conservação, a recuperação e o manejo 
sustentável desse bioma, além de incentivar a valorização e o 
reconhecimento das populações tradicionais. Entretanto, isso não 
tem sido suficientes para conter a devastação. 
Quatro bacias hidrográficas drenam a Região Centro-oeste: 
Amazônica (Rio Xingu e afluentes do Amazonas), do Paraguai, 
do Tocantins-Araguaia e Platina (rios Paraná e Uruguai). 
O relevo do Centro-Oeste é predominantemente planáltico. 
Nele, destacam-se os Planaltos e Serras de Goiás-Minas, os 
Planaltos e Chapadas dos Parecis, os Planaltos e Chapadas da 
Bacia do Paraná e as Serras Residuais do Alto Paraguai. Entre os 
Planaltos, estão encaixadas depressões como a Marginal sul-
amazônica, e do Alto Paraguai-Guaporé e a do Araguaia. 
 
O Pantanal: 
A planície do Pantanal Mato-Grossense e a do Rio Guaporé 
localizam-se a oeste da região. O Pantanal é uma planícies 
sujeita a inundações sazonais, em decorrência da pequena 
declividade de seu relevo e do padrão de drenagem da bacia do 
Rio Paraguai. A vegetação é mista (cerrados, florestas, campos, 
charcos inundáveis e ambientes aquáticos), e mais de mil espécies 
animais, incluindo cerca de 650 tipos de aves aquáticas, vivem na 
região. 
No Pantanal, a expansão da agropecuária e as queimadas 
acarretaram a supressão de parte da vegetação e a contaminação 
dos corpos d’água por agrotóxicos. Além disso, o pantanal recebe 
os rejeitos da atividade mineradora de exploração de diamantes 
e de ouro, especialmente o mercúrio, altamente poluente. 
Diversos programas e políticas ambientais têm sido desenvolvidos 
pelo governo federal para proteger o bioma, prevendo o manejo 
correto de bacias hidrográficas, saneamento e apoio ao produtor. 
A Floresta Amazônica se estende pela metade norte do estado 
do Mato Grosso, e se encontra bastante ameaçada por 
desmatamentos e queimadas. A expansão da fronteira 
agropecuária nessa área, para plantio ou criação de gado, atinge 
áreas de conservação ambiental e provoca erosão e assoreamento 
nos rios. 
 
Goiás compõe a região Centro-Oeste do Brasil e apresenta 
grande diversidade quanto ao relevo, clima, vegetação e 
hidrografia. 
 
 
 
(Cachoeira na Chapada dos Veadeiros) 
 
Goiás está situado no planalto central brasileiro, integrando a 
Região Centro-Oeste. Sua extensão territorial é de 340.103,467 
quilômetros quadrados, sendo o sétimo maior estado do país, 
correspondendo a aproximadamente 4% da área total do Brasil. 
Possui 246 municípios, divididos em 18 Microrregiões, onde 
residem cerca de 6 milhões de pessoas. 
 
Sem saída para o mar, o território goiano limita-se ao norte 
com Tocantins, a nordeste com a Bahia, a leste com Minas Gerais, 
ao sul com Mato Grosso do Sul e a oeste com Mato Grosso. 
Apresenta grande diversidade de elementos naturais, tais como o 
relevo, clima, vegetação e hidrografia. 
 
A maior parte do relevo de Goiás é caracterizada por 
terrenos relativamente planos. Nas regiões próximas aos rios 
Tocantins e Araguaia, predominam suaves ondulações. Os pontos 
mais elevados estão localizados na Chapada dos Veadeiros, 
atingindo até 1.921 metros acima do nível do mar, no Morro Alto, 
que é o ponto mais alto do estado. 
Goiás está situado sobre o Planalto Central Brasileiro e abriga 
em suas terras um mosaico de formações rochosas distintas 
quanto à idade e à composição. Resultado de um processo de 
milhões de anos da evolução de seus substratos, o solo goiano foi 
favorecido com a distribuição de regiões planas,o que favoreceu 
a ocupação do território, além da acumulação de metais básicos 
e de ouro, bem como gemas (esmeraldas, ametistas e diamantes, 
entre outros) e metais diversos, que contribuíram para a 
exploração mineral propulsora da colonização e do 
desenvolvimento dos núcleos urbanos na primeira metade do 
século XVIII. 
Aspectos físicos do território 
goiano: vegetação, hidrografia, 
clima e relevo. 
 
 16 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
O processo de formação do relevo e de decomposição de 
rochas explica, ainda, a formação de solos de fertilidade natural 
baixa e média (latossolos) predominantes na maior parte do 
Estado, e de solos podzólicos vermelho-amarelo, terra roxa 
estruturada, brunizém avermelhado e latossolo roxo, que 
apresentam alta fertilidade e se concentram nas regiões Sul e 
Sudoeste do Estado, além do Mato Grosso Goiano. A distribuição 
de ligeiras ondulações e o relevo esculpido entre rochas 
salientaram ainda a caracterização do curso de rios, formadores 
de aquíferos importantes das bacias hidrográficas sul-americanas 
e que fazem do Estado um dos mais abundantes em recursos 
hídricos. Associados a esses processos, a vegetação rala do 
Cerrado também contribui para o processo de erosão e da 
formação de grutas, cavernas e cachoeiras, que associadas às 
chapadas e poucas serras presentes no Estado, configuram opções 
de lazer e turismo da região. 
 
Potencial Mineral do Estado de Goiás 
 
Água mineral 
Água termal 
Areia e Cascalho 
Argila 
Ametista 
Amianto 
Basalto 
Berilo 
Calcário Agrícola 
Calcário Dolomítico 
Cobre, Ouro e Prata 
Diamante industrial 
Esmeralda 
Filito 
Fosfato 
Gnaisse 
Granito 
Granodiorito 
Granulito 
Manganês 
Mecaxisto 
Níquel e Cobalto 
Quartzito 
Titânio 
Vermiculita 
Xisto 
 
 
 
(Fonte: Superintendência de Estatísticas, Pesquisa e 
Informações Socioeconômicas – 
 
Secretaria de Gestão e Planejamento (SEPIN/SEGPLAN). 
O clima predominante é o tropical, com duas estações bem 
definidas: uma chuvosa (entre outubro e abril) e uma seca (de 
maio a setembro). A média pluviométrica (chuvas) anual é de 
1.532 mm. Já a temperatura média anual varia entre 20 °C a 24 
°C, sendo que as máximas podem atingir até 36 °C e as mínimas, 
12 °C. 
 
 
 
O clima goiano é predominantemente tropical, com a divisão 
marcante de duas estações bem definidas durante o ano: verão 
úmido, nos meses de dezembro a março, e inverno seco, 
predominante no período de junho a agosto. De acordo com o 
Sistema de Meteorologia e Hidrologia da Secretaria de Ciência e 
Tecnologia (Simehgo/Sectec), a temperatura média varia entre 
18ºC e 26ºC, com amplitude térmica significativa, variando 
segundo o regime dominante no Planalto Central. 
 
Estações 
No mês de setembro, com o início da primavera, as chuvas 
passam a ser mais intensas e frequentes, marcando o período de 
transição entre as duas estações protagonistas. As pancadas de 
chuva, no final da tarde ou noite, ocorrem em decorrência do 
aumento do calor e da umidade que se intensificam e que podem 
ocasionar raios, ventos fortes e queda de granizo. 
No verão, coincidente a alta temporada de férias no Brasil, há 
a ocorrência de dias mais longos e mudanças rápidas nas 
condições diárias do tempo, com chuvas de curta duração e forte 
intensidade, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. Há 
ainda o registro de veranicos com períodos de estiagem com 
duração de 7 a 15 dias. Há registros do índice pluviométrico 
oscilando entre 1.200 e 2.500 mm entre os meses de setembro a 
abril. 
No outono, assim como na primavera, há o registro de 
transição entre estações o que representa mudanças rápidas nas 
condições de tempo com redução do período chuvoso. As 
temperaturas tornam-se mais amenas devido à entrada de massas 
de ar frio, com temperaturas mínimas variando entre 12ºC e 18ºC 
e máximas de 18ºC e 28ºC. A umidade relativa do ar é alta com 
valores alcançando até 98%. 
Já o inverno traz o clima tipicamente seco do Cerrado, com 
baixos teores de umidade, chegando a valores extremos e níveis 
de alerta em algumas partes do Estado. Há o registro da entrada 
de algumas massas de ar frio que, dependendo da sua trajetória 
e intensidade, provocam quedas acentuadas de temperatura, 
especialmente à noite, apesar dos dias serem quentes, propícios 
à alta temporada de férias no Rio Araguaia. 
 
O cerrado é a principal cobertura vegetal de Goiás. 
Esse bioma é marcado por árvores de galhos tortuosos, cascas 
grossas e raízes profundas, além do solo pobre em nutrientes. O 
estado também abriga áreas de floresta tropical, na Região do 
Mato Grosso Goiano e enclaves de floresta Atlântica, entre as 
cidades de Goiânia e Anápolis. 
 
 
 
Goiás possui a maior estância hidrotermal do mundo. Águas 
quentes afloram do solo das cidades de Caldas Novas e Rio 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 17 
 
Quente, com temperaturas que variam entre 20°C a 40°C. Além 
desses dois municípios, outras importantes fontes termais do 
estado estão situadas em Lagoa Santa, Cachoeira Dourada, 
Minaçu, Formoso, Mara Rosa, Cavalcante, Colinas do Sul, 
Niquelândia, Jataí e Aragarças. 
A rede hidrográfica de Goiás é muito rica, integrando três 
importantes bacias hidrográficas do país: Paraná, São Francisco 
e Araguaia-Tocantins, que é a maior bacia exclusivamente 
brasileira. Entre os principais rios estão o Aporé, Araguaia, Claro, 
Corumbá, dos Bois, Paranã, Paranaíba, Maranhão, São Marcos, 
Tocantins, entre outros.
8
 
Engana-se quem pensa que as características de vegetação de 
savana, típicas do Cerrado, são reflexos de escassez de água na 
região. Pelo contrário, Goiás é rico em recursos hídricos, sendo 
considerado um dos mais peculiares e abundantes Estados 
brasileiros quanto à hidrografia. Graças ao seu histórico 
geológico constituído durante milhões de anos, foram 
depositadas várias rochas sedimentares, entre elas o arenito de 
alta porosidade e alta permeabilidade, que permitiram a 
formação de grandes cursos d’água e o depósito de parte de 
grandes aquíferos, como o Bambuí, o Urucuia e o Guarani, este 
último um dos maiores do mundo, com área total de até 1,4 
milhão de km². 
 
Centro das águas 
Nascem, em Goiás, rios formadores das três mais importantes 
bacias hidrográficas do país. Todos os cursos d’água no sentido 
Sul-Norte, por exemplo, são coletados pela Bacia Amazônica, dos 
quais destacam-se os rios Maranhão, Almas e Paraná que dão 
origem ao Rio Tocantins, mais importante afluente econômico do 
Rio Amazonas. No mesmo sentido, corre o Rio Araguaia, de 
importância ímpar na vida do goiano e que divide Goiás com os 
Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, chegando em 
Tocantins ao encontro do outro curso que leva o nome daquele 
Estado, no Bico do Papagaio. 
A Bacia do Rio São Francisco tem entre seus representantes 
os rios Entreribeiro, Paracatu e Preto, os quais nascem próximos 
ao Distrito Federal e seguem em direção ao Nordeste do país. 
Enquanto que, por outro lado, corre o rio Corumbá, afluente do 
Paranaíba, formador da Bacia do Paraná que segue rumo ao Sul, 
pontilhado dentro de Goiás por hidrelétricas, o que denota seu 
potencial energético para o Estado. 
 
Serra da Mesa 
Em Goiás também está localizado o lago artificial da Usina de 
Serra da Mesa, no Noroeste do Estado. Considerado o quinto 
maior lago do Brasil (1.784 km² de área inundada), éo primeiro 
em volume de água (54,4 bilhões de m³) e, formado pelos rios 
Tocantins, Traíras e Maranhão, atrai importantes atrativos 
turísticos para a região, com a realização de torneios esportivos e 
de pesca, além da geração de energia elétrica. 
 
Guarde bem: 
Informações sobre a Geografia de Goiás 
 
Localização Geográfica: região Centro-Oeste 
Limites geográficos: Tocantins (norte), Matro Grosso 
de Sul e Minas Gerais (sul); Bahia e Minas Gerais (leste); Mato 
Grosso (oeste) 
Área: 340.086 km² 
Fronteiras com os seguintes estados: Tocantins, 
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Distrito 
Federal e Bahia. 
Clima: tropical 
 
8
 Wagner de Cerqueira e Francisco. Aspectos Físicos de Goiás. Disponível 
em: http://alunosonline.uol.com.br/geografia/aspectos-fisicos-
goias.html. Acesso em: Março/2016. 
Relevo: serras, chapadas e planalto em grande parte do 
território. Presença de depressão na região norte do estado. 
Vegetação: vegetação de cerrado com faixas de floresta 
tropical. 
Ponto mais alto: Chapada dos Veadeiros (1.691 metros) 
Cidades mais populosas: Goiânia, Aparecida de 
Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia e Águas Lindas. 
Principais recursos naturais: níquel, manganês, 
calcário, ouro, esmeralda e fosfato. 
Principais rios: rio Aporé, Paranaíba, Araguaia, 
Corumbá, São Marcos, Maranhão, Paranã, Verde, Vermelho, 
das Almas e Claro. 
Principais problemas ambientais: poluição de rios, 
poluição do ar na capital, desmatamento e erosão do solo.
9
 
 
 
 
(Chapada dos Veadeiros: ponto mais alto do estado de Goiás) 
 
GOIÂNIA 
 
Hidrografia 
Do ponto de vista hidrográfico, Goiânia e sua região 
metropolitana se localizam numa região onde há 22 sub-bacias 
hidrográficas, as quais deságuam nos ribeirões Anicuns, 
Dourados e João Leite. Todas as sub-bacias pertencem à bacia 
hidrográfica do rio Meia Ponte, afluente direto do rio Paranaíba. 
Hidrograficamente, Goiânia possui 85 cursos d'água, sendo 
oitenta córregos, quatro ribeirões e um único rio. 
Desde sua fundação, a cidade teve um crescimento 
populacional desordenado que trouxe problemas ambientais 
como consequência, com destaque para as erosões, 
principalmente a fluvial, que vem comprometendo a qualidade 
de seus cursos d'água. 
 
 
 
Rio Meia Ponte 
 
9
 Disponível em: http://www.suapesquisa.com/geografia/goias.htm. 
Acesso em: Março/2016. 
 
 18 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Geologia e geomorfologia 
Goiânia está em uma região de dobramentos formados no 
período neoproterozoico, cujo relevo do local é composto por 
planaltos com pequenos declives, o que dá ao território paisagens 
aplanainadas. 
 
O solo da cidade é do tipo terra roxa. 
 
Geomorfologicamente, Goiânia está dividida em cinco 
categorias: Planalto dissecado de Goiânia, Chapadões de Goiânia, 
Planalto embutido de Goiânia, Terraços e Planícies da Bacia do 
rio Meia Ponte e os Fundos de Vales. 
As características geomorfológicas de tais categorias 
contribuem para que Goiânia tenha uma topografia 
relativamente aplainada, apresentando poucos declives, onde os 
maiores se localizam em locais isolados, com erosões ou próximos 
a cursos d'água e vales. Tais declives fizeram com que Goiânia 
tivesse uma altitude baixa em relação à cidades vizinhas, se 
tornando um degrau em pleno planalto. 
 
Relevo e vegetação 
Localizada na região central do Brasil, Goiânia possui uma 
altitude de 749 metros. 
Mesmo tendo uma topografia aplainada, a cidade contém 
regiões altas ou baixas, como o Morro do Mendanha, que possui 
841 metros de altitude, e é nele que se localizam torres que 
pertencem à emissoras de televisões locais. Há também o Morro 
da Serrinha, tendo 816 metros de altura. 
 
Goiânia se localiza num estado onde o cerrado é a vegetação 
predominante de 70% de seu território. A cidade contém um solo 
arenoso e ácido, formado por duas estações distintas. Há várias 
tipologias florestais na cidade de regiões de savana. 
 
 
 
Mata na região norte de Goiânia em 2010 
 
Clima 
Em Goiânia predomina o clima tropical com estação seca. 
Estando numa região de alta altitude, o ar é relativamente 
seco na maior parte do ano, chegando a níveis críticos entre os 
meses de julho e setembro e ao extremo em agosto. 
As temperaturas mais baixas são registradas no inverno e as 
mais altas na primavera. 
A temperatura é amena durante todo o ano, com média 
compensada de 23,2 °C, sendo a média mínima de 18 °C e a 
máxima de 30 °C. 
Há duas estações bem definidas: uma chuvosa, de outubro a 
abril, e outra seca, de maio a setembro, sendo o índice 
pluviométrico anual de aproximadamente 1 570 milímetros 
(mm). 
 
Questões 
 
01. (PC/GO – Agente de Polícia – UEG/2013) Embora 
Goiás esteja situado no core do domínio dos cerrados, este não é 
o seu único tipo de vegetação. Sobre seu território projeta-se 
também outro tipo específico de vegetação, que ocupa a segunda 
maior área em extensão. Esse tipo fitofisionômico é denominado 
(A) Mato Grosso Goiano, situado na região central do estado. 
(B) Floresta Amazônica, no norte e oeste goiano, na divisa 
com Mato Grosso. 
(C) Mata de cocais, nas proximidades de Minaçu até o estado 
de Tocantins. 
(D) Mata Atlântica, no sul goiano próximo à divisa com Minas 
Gerais. 
 
02. (PC/GO – Delegado de Polícia – UEG/2012) O 
relevo goiano é caracterizado por: 
(A) planícies aluviais localizadas nas regiões leste e nordeste 
do estado em áreas próximas aos cursos d´água mais 
importantes, como o Tocantins e o Araguaia. 
(B) chapadas formadas em períodos geológicos recentes (pré-
cambriano) e sob condições climáticas similares às atuais. 
(C) planaltos antigos intensamente erodidos em decorrência 
do processo de intemperismo físico-químico. 
(D) bacias sedimentares localizadas especialmente nas 
regiões central e norte do estado. 
 
03. (AL/GO – Assistente Administrativo – 
CS/UFG/2015) Leia o texto. 
A região e caracterizada, especialmente no início do século 
XX, pela ocupação estimulada pelos trilhos da Estrada de Ferro. 
Atualmente, apresenta uma rede urbana pouco densa, com 
predomínio de cidades abaixo de 10.000 habitantes. Além da 
forte agricultura, sua economia se destaca pela produção mineral 
e pela presença de indústrias do setor automotivo. 
O texto faz referência a região goiana conhecida como 
(A) Sudeste Goiano. 
(B) Nordeste Goiano. 
(C) Sudoeste Goiano. 
(D) Região Metropolitana. 
 
04. (PC/GO – Delegado de Polícia – UEG/2013) A 
geomorfologia do território goiano resulta de três processos 
naturais, sendo eles: o aplainamento do relevo primitivo por meio 
de sucessivos ciclos erosivos, a intensa deposição de sedimentos 
que formou as nossas bacias sedimentares e o entalhamento dos 
diferentes níveis de relevo mediante a rede de drenagem 
instalada no modelado. 
BARBOSA, A. S.; TEIXEIRA NETTO, A.; GOMES, H. 
Geografia: 
Goiás-Tocantins. Goiânia: Editora da UFG, 2004. 2. ed. p. 
151. 
Nesse sentido observa-se que o relevo goiano é caracterizado 
por 
(A) apresentar diferenciações altimétricas bruscas, com cotas 
que variam entre 400 e 2000 metros. 
(B) constituir-se por cristas de estrutura inclinada relativas a 
escarpas suaves de um lado e encostas abruptas do outro. 
(C) apresentar como área mais extensa a Planície do 
Araguaia, onde se encontra a Ilha do Bananal. 
(D) constituir-se das seguintes unidades geomorfológicas: o 
Planalto Central Goiano, a Depressãodo Araguaia e o Chapadão 
de Rio Verde. 
 
05. (PC/GO – Delegado de Polícia – UEG/2013) O 
bioma do cerrado distribuído pelo território nacional (1/3 da 
biota brasileira), no contexto da globalização da economia, está 
sofrendo violento processo de impactos ambientais em termos de 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 19 
 
degradação e destruição de significativos ecossistemas do 
território do país. 
BARBOSA, A. S.; TEIXEIRA NETTO, A.; GOMES, H. 
Geografia: 
Goiás-Tocantins. Goiânia: Editora da UFG, 2004, 2. ed. p. 
144. 
 
Os impactos ambientais nas áreas de vegetação natural dos 
cerrados goianos são causados pela 
(A) ampliação das áreas de produção agrícola, o que 
promoveu o desmatamento e a degradação ambiental, decorrente 
das práticas da agricultura intensiva. 
(B) redução nos índices de precipitação pluviométrica e pelo 
aumento da temperatura do ar, decorrentes do aquecimento 
global. 
(C) expansão urbana, responsável pelos maiores índices de 
desmatamento e de extinção de espécies da fauna e da flora do 
cerrado. 
(D) inexistência de legislação estadual e federal que 
regulamente as políticas de preservação ambiental em áreas de 
cerrado. 
 
06. (SAPeJUS/GO – Agente de Segurança Prisional – 
FUNIVERSA/2015) O sudoeste goiano, região onde se situa 
Rio Verde, 
(A) viveu um processo de povoamento e desenvolvimento 
muito recente, intensificado apenas na década de 1990, com 
elevadíssimo crescimento populacional. 
(B) está distante das vias de acesso às grandes regiões 
agropecuaristas do Centro-Oeste. 
(C) não possui municípios com IDHM abaixo de 0,6, o que 
contribuiu para que o estado de Goiás estivesse, em 2010, entre 
as dez melhores unidades da Federação, nesse aspecto. 
(D) é conhecido também como a região da “Estrada de Ferro”. 
(E) tem a indústria de bens de produção como base da 
economia regional. 
 
07. (UEG – Analista de Gestão – FUNIVERSA/2015). 
Assinale a alternativa correta com relação à dinâmica da 
população goiana segundo o último censo demográfico nacional 
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE) em 2010. 
(A). Verificou-se maior densidade demográfica nos seguintes 
municípios: Valparaíso de Goiás, Goiânia, Aparecida de Goiânia 
e Águas Lindas de Goiás. 
(B) A população goiana era, à época, ligeiramente inferior a 
6 milhões de habitantes. 
(C) Pessoas nascidas em unidades da Federação fora da 
região Centro-Oeste compõem a maioria da população goiana, o 
que torna o estado o maior receptor de migrantes no Brasil. 
(D) Goiás foi o estado brasileiro que mais perdeu população 
para o exterior, especialmente rumo à América do Norte, tendo a 
emigração de homens predominado sobre o êxodo de mulheres. 
(E) A densidade demográfica do estado de Goiás era, à época, 
igual a 17,65 hab./km², superior, portanto, à média nacional. 
 
08. (UEG – Analista de Gestão – FUNIVERSA/2015). 
Assinale a alternativa correta com relação à dinâmica da 
população goiana segundo o último censo demográfico nacional 
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE) em 2010. 
(A) A população goiana era, à época, ligeiramente inferior a 
6 milhões de habitantes. 
(B) Pessoas nascidas em unidades da Federação fora da 
região Centro-Oeste compõem a maioria da população goiana, o 
que torna o estado o maior receptor de migrantes no Brasil. 
(C) Goiás foi o estado brasileiro que mais perdeu população 
para o exterior, especialmente rumo à América do Norte, tendo a 
emigração de homens predominado sobre o êxodo de mulheres. 
(D) A densidade demográfica do estado de Goiás era, à época, 
igual a 17,65 hab./km², superior, portanto, à média nacional. 
(E). Verificou-se maior densidade demográfica nos seguintes 
municípios: Valparaíso de Goiás, Goiânia, Aparecida de Goiânia 
e Águas Lindas de Goiás. 
 
09. (AL/GO – Assistente Legislativo – CS/UFG/2015) 
A composição da população goiana, considerando a migração, e 
bastante heterogênea. Contudo, é possível estabelecer um perfil 
regional da migração, uma vez que ela foi influenciada, 
sobretudo, pelo trabalho. Tendo em vista o Entorno do Distrito 
Federal, a maior parte dos migrantes foram oriundos da região 
(A) Sul 
(B) Norte 
(C) Nordeste. 
(D) Sudeste. 
 
10. (Prefeitura de Goiânia/GO – Auditor de Tributos 
– CS/UFG/2016) A Região Metropolitana de Goiânia foi criada 
em 30 de dezembro pela Lei Complementar Estadual de número 
27. A Lei Complementar de número 78, aprovada em 25 de março 
de 2010, incluiu outros seis municípios, dentre os quais, de 
acordo com o censo demográfico de 2010 do IBGE, três possuem 
os menores quantitativos populacionais dessa Região 
Metropolitana. São eles: 
(A) Santo Antônio de Goiás, Nova Veneza e Guapó. 
(B) Bonfinópolis, Aragoiânia e Terezópolis de Goiás. 
(C) Abadia de Goiás, Goianira e Goianápolis. 
(D) Brazabrantes, Caldazinha e Caturaí. 
 
11. (SEGPLAN/GO – Auxiliar de Autópsia – 
FUNIVERSA/2015) Os processos de ocupação territorial e de 
urbanização em Goiás inserem-se no contexto de um momento 
de interiorização nacional, a partir dos anos 1940, com a 
chamada Marcha para o Oeste, estimulada pelo ex-presidente 
Getúlio Vargas. A inauguração de Brasília, em 1960, funcionou 
como um novo estímulo para esses eventos. Acerca da população 
de Goiás e de seus diversos aspectos, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Do censo demográfico de 2000 para o de 2010, em termos 
quantitativos, a população goiana sofreu um incremento pouco 
inferior a 1 milhão de habitantes. 
(B) Apesar da grande migração de brasilienses para cidades 
goianas do entorno do Distrito Federal, o saldo líquido migratório 
em Goiás, no período 2000/2010, foi negativo. 
(C) Importantes cidades goianas como Águas Lindas de Goiás 
e Aparecida de Goiânia convivem com intensos processos 
migratórios, embora não ocorram ali as chamadas migrações 
pendulares. 
(D) Segundo o censo demográfico de 2010, menos de 90% da 
população goiana vivia em áreas urbanas. 
(E) No período 2000/2010, verificou-se que o estado de Goiás 
apresentou taxas de crescimento populacional superiores à média 
nacional. 
 
12. (Prefeitura de Goiânia/GO – Auditor de Tributos 
– CS/UFG/2016) A Região Metropolitana de Goiânia foi criada 
em 30 de dezembro pela Lei Complementar Estadual de número 
27. A Lei Complementar de número 78, aprovada em 25 de março 
de 2010, incluiu outros seis municípios, dentre os quais, de 
acordo com o censo demográfico de 2010 do IBGE, três possuem 
os menores quantitativos populacionais dessa Região 
Metropolitana. São eles: 
(A) Santo Antônio de Goiás, Nova Veneza e Guapó. 
(B) Bonfinópolis, Aragoiânia e Terezópolis de Goiás. 
 
 20 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
(C) Abadia de Goiás, Goianira e Goianápolis. 
(D) Brazabrantes, Caldazinha e Caturaí. 
 
13. (AL/GO – Analista Legislativo – CS/UFG/2015) 
Leia o texto. 
Essa região foi objeto de uma política de expansão da 
fronteira agrícola, demográfica e econômica adotada por Getúlio 
Vargas nos anos revolucionários de 30 – a Marcha para o Oeste –
, que teve como consequência imediata a criação de Goiânia. 
Possui a mais significativa placa de solos de boa fertilidade 
natural que existe em todo o estado de Goiás e se constituiu no 
mais autêntico polo de atração das populações migrantes. 
GOMES, H.; TEIXEIRA NETO, A.; BARBOSA, A. S. Geografia: 
Goiás / Tocan- tins. Goiânia: UFG, 2005. 
 
O texto faz referência à regiãogoiana anteriormente 
denominada 
(A) Vale do Meia Ponte. 
(B) Vale do São Patrício. 
(C) Caminho dos Trilhos. 
(D) Mato Grosso Goiano 
 
14. (SEAP/GO – Vigilante Penitenciário – 
SEGPLAN/GO/2014) Apesar de bastante devastada, a 
vegetação natural continua sendo um dos elementos marcantes 
da paisagem geográfica brasileira e goiana. Essa vegetação 
natural compõe, junto com outros elementos, os ecossistemas, 
entre eles o cerrado. Sobre o cerrado é CORRETO afirmar: 
(A) Ocorre em áreas de clima temperado, com duas estações 
bem definidas: verão e inverno. 
(B) Ocupa grande parte do litoral; sua devastação está 
relacionada, principalmente, à ocupação humana. 
(C) Ocorre nas áreas de alta pluviosidade; é uma vegetação 
densa, formada por árvores de grande porte. 
(D) Ocupa grande parte do Polígono das Secas e sua 
devastação está associada à implantação de indústrias. 
(E) Ocorre em áreas de clima tropical semi-úmido; tem sido 
ocupado, principalmente, pela agricultura e pecuária. 
 
Respostas 
 
01. Resposta: A. 
Com exceção da região do Mato Grosso Goiano, onde domina 
uma pequena área de floresta tropical em que existem árvores de 
grande porte aproveitadas pela indústria, como o mogno, 
jequitibá e peroba, o território goiano apresenta a típica 
vegetação do Cerrado. Arbustos altos e árvores de galhos 
retorcidos de folha e casca grossas com raízes profundas formam 
boa parte da vegetação. Municípios como Goiânia e Anápolis, 
bem como diversos outros localizados no sul do estado possuem 
estreitas faixas de floresta atlântica, as quais, na maioria das 
vezes, cobre margens de rios e grandes serras. 
Ao contrário das áreas de caatinga do Nordeste brasileiro, o 
subsolo do cerrado apresenta água em abundância, embora o solo 
seja ácido, com alto teor de alumínio, e pouco fértil. Por esse 
motivo, na estação seca, parte das árvores perde as folhas para 
que suas raízes possam buscar a água presente no subsolo. 
 
02. Resposta: C. 
Segundo o site do governo de Goiás, cerca de 65% da 
superfície de Goiás são formados por terras relativamente planas 
(chapadões), que configuram 4 Superfícies Regionais de 
Aplainamento: I entre 1.100 e 1.600m de altitude, II entre 900 e 
1.000m, III entre 650 e 1.000m e IV entre 250 e 550. Encontram-
se separadas uma das outras por áreas de colinas suaves ou por 
escarpas de maior declividade (Zonas de Erosão Recuante); as 
superfícies mais altas são as mais antigas. 
 
03. Resposta: A. 
A territorialização da agricultura moderna no Sudeste Goiano 
metamorfoseou, o espaço agrário de muitos municípios em 
consequência das “novas lógicas” que se instalaram, marcadas 
pelo uso intenso da ciência e da tecnologia, pela especialização 
produtiva, principalmente a produção de grãos, voltados para 
agroindústria e para mercado externo. Somam-se a isso, a 
concentração de terras, os impactos ambientais e a substituição 
de produtores tradicionais, em muitos casos camponeses, por 
empresários rurais. Assim, com a territorialização do 
agronegócio, constituem-se novos usos do território pelas 
empresas rurais e pelas agroindústrias, criando novas 
territorialidades no campo e nada cidade e consequentemente 
disputas pelo uso do território. 
 
04. Resposta: C. 
A maior parte do relevo de Goiás é caracterizada por terrenos 
relativamente planos. Nas regiões próximas aos rios Tocantins e 
Araguaia, predominam suaves ondulações. Os pontos mais 
elevados estão localizados na Chapada dos Veadeiros, atingindo 
até 1.921 metros acima do nível do mar, no Morro Alto, que é o 
ponto mais alto do estado. 
 
05. Resposta: A. 
A pecuária é a principal responsável pelo desmatamento e 
destruição do cerrado, destruindo esse ecossistema e provocando 
erosões. As criações de suínos e de aves também são significativas 
no estado. 
 
06. Resposta: C. 
Em 2010 o município de Rio Verde registrou o maior 
crescimento na agropecuária do país, saltando do 12º lugar para 
o topo do ranking nacional. 
 
07. Resposta: A. 
Densidade demográfica de Valparaíso de Goiás: 2.197,14 
hab./km²; 
Densidade demográfica de Goiânia: 1.776,75 hab./km²; 
Densidade demográfica de Aparecida de Goiânia: 1.580,27 
hab./km²; 
Densidade demográfica de Águas Lindas de Goiás: 846,03 
hab./km². 
 
08. Resposta: E. 
Densidade demográfica de Valparaíso de Goiás: 2.197,14 
hab./km²; 
Densidade demográfica de Goiânia: 1.776,75 hab./km²; 
Densidade demográfica de Aparecida de Goiânia: 1.580,27 
hab./km²; 
Densidade demográfica de Águas Lindas de Goiás: 846,03 
hab./km². 
 
09. Resposta: C. 
Uma vez que a maior parte da mão-de-obra de que se valeu o 
Governo Federal na construção de Brasília, foi composta de 
nordestinos, em especial o povo cearense e baiano. Povo alegre e 
festeiro, mas dedicado ao trabalho, o que faz com que se adaptem 
aos mais diversos tipos de ambientes, e sejam aceitos pelo seu 
modo simples de vida. 
São os que ficaram conhecidos por Candangos, por se 
adaptarem ao intenso calor do Planalto Central, e ainda 
edificarem uma das mais belas obras arquitetônicas deste país. E 
após o trabalho edificado, foram tomando gosto pela região e ali 
permaneceram, cuidando da vida, porém buscando um local mais 
arejado para se viver, vindo a se fixarem em maior número na 
cidade de Goiânia, ainda em franca expansão. 
 
 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 21 
 
10. Resposta: D. 
Brazabrantes: População 2010: 3240; 
Caldazinha: População 2010: 3322; 
Caturaí: População 2010: 4670. 
 
11. Resposta: E. 
Já no período de 2000/2010 o crescimento geométrico anual 
brasileiro caiu para 1,17% e o índice goiano permaneceu em alta, 
comparado ao nacional, registrando 1,84%. " 
(FONTE:http://www.seplan.go.gov.br/sepin/down/dinamic
a_populacional_de_goias.pdf). 
 
12. Resposta: D. 
A Lei Complementar Estadual de número 78, aprovada em 25 
de março de 2010, incluiu na Região Metropolitana de Goiânia 
os municípios de Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Inhumas, 
Nova Veneza e Teresópolis de Goiás. 
(Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metro
politana_de_Goi%C3%A2nia). 
 
13. Resposta: D. 
Goiânia e Anápolis são duas cidades que distam 57 km uma 
da outra e se localizam em uma região do estado chamada 
tradicionalmente de Mato Grosso Goiano e que hoje é 
denominada como centro. 
(FONTE:http://www.ifg.edu.br/observatorio/images/downl
oads/projetos/a_constituicao_eixo_goiania_anapolis.pdf). 
 
14. Resposta: E. 
O cerrado ocorre em áreas de clima tropical semi-úmido. 
 
 
 
Do final do período monárquico até 1930 o povoamento se 
intensifica graças à atividade agrícola e à construção de ferrovias, 
que contribuiu para o desenvolvimento das regiões sul, sudeste e 
sudoeste do estado. Novos povoados se formam a partir de 1888 
e, até 1930, 12 novos municípios são constituídos e 
posteriormente derrubados por índios daquela região. 
 
A primeira república 
Em 1870 a população já era de 200.000 pessoas. Em 1915, 
pela primeira vez é tentada a colonização europeia, através do 
estabelecimento da colônia alemã de Uvá e Itapirapuã, o que 
acaba sem sucesso. A navegação fluvial, que era prospera no 
século anterior, ainda era expressiva nos primeiros anos da 
república. As comunicações com o sul melhoram à medida que se 
expandem os trilhos. Até o final da primeira década do século o 
intercâmbio se fazia através de Araguari, para onde os produtos 
goianos eram levados por burros. 
Em 1913, Goiandira é servida pela estrada de ferro, massomente em 1930 é estendida até Bonfim hoje Silvânia. Em 1926, 
um século após a construção do Hospital de São Pedro de 
Alcântara de Vila Boa (Goiás (município)) em 1825, é instalado 
o segundo hospital do estado, em Anápolis, antigo Santana das 
Antas, um dos povoados emancipados de Pirenópolis, o Hospital 
Evangélico Goiano. Ao final da primeira república a renda total 
do Estado ainda era baixa, cerca de cinco mil contos. 
 
O coronelismo 
Em decorrência da agropecuária extensiva formaram-se os 
latifúndios, com suas implicações econômicas e sociais. No campo 
predominaram características semifeudais. No norte, região mais 
desabitada, reinou certa instabilidade, motivada pelo banditismo 
de jagunços e pela luta dos coronéis. 
Os clãs que se formaram ao longo do império dominaram a 
vida política. Os vícios eleitorais e coronelismo consequentes à 
estrutura econômico-social, somados à política dos governadores 
implantada por Campos Sales, deram origem às oligarquias que 
se sucedem até 1930 José Leopoldo de Bulhões Jardim, Sebastião 
Fleury Curado, Eugênio Rodrigues Jardim e Antônio Ramos 
Caiado. 
Esses clãs tinham como característica um sobreposição sobre 
os poderes legislativo e judiciário, onde as relações de vassalagem 
pelo voto caracterizam a política da época, devido ao famoso 
"voto de cabresto". A oposição se estruturou em função das 
contradições interpartidárias, da reação no plano nacional, pelos 
movimentos de 1922 e 1924 e do contato com o tenentismo do 
sudoeste goiano. Sua liderança foi assumida por intelectuais e 
liberais aliados aos políticos dissidentes. Coligaram-se os 
movimentos aliancistas, e, com a vitória da revolução de 1930, a 
máquina eleitoral e administrativa cheia de falhas, que dominava 
o estado havia mais de trinta anos, começou a ser desarticulada. 
A intensificação da interiorização e a dinamização econômica 
caracterizaram o período posterior a 1930. 
 
O período Republicano 
A proclamação da República (15/11/1889) não alterou os 
problemas socioeconômicos enfrentados pela população goiana, 
em especial pelo isolamento proveniente da carência dos meios 
de comunicação, com a ausência de centros urbanos e de um 
mercado interno e com uma economia de subsistência. As elites 
dominantes continuaram as mesmas. As mudanças advindas 
foram apenas administrativas e políticas. 
 
A primeira fase da República em Goiás, até 1930, foi marcada 
pela disputa das elites oligárquicas goianas pelo poder político: 
Os Bulhões, os Fleury, e os Jardim Caiado. Até o ano de 1912, 
prevaleceu na política goiana a elite oligárquica dos Bulhões, 
liderada por José Leopoldo de Bulhões, e a partir desta data até 
1930, a elite oligárquica dominante passa a ser dos Jardim 
Caiado, liderada por Antônio Ramos Caiado. 
A partir de 1891, o Estado começou a vivenciar certo 
desenvolvimento com a instalação do telégrafo em Goiás para a 
transmissão de notícias. Com a chegada da estrada de ferro em 
território goiano, no início do século XX, a urbanização na região 
sudeste começou a ser incrementada o que facilitou, também, a 
produção de arroz para exportação. Contudo, por falta de 
recursos financeiros, a estrada de ferro não se prolongou até a 
capital e o norte goiano, que permanecia praticamente 
incomunicável. O setor mais dinâmico da economia era a 
pecuária e predominava no estado o latifúndio. 
Com a revolução de 30, que colocou Getúlio Vargas na 
Presidência da República do Brasil, foram registradas mudanças 
no campo político. Destituídos os governantes, Getúlio Vargas 
colocou em cada estado um governo provisório composto por três 
membros. Em Goiás, um deles foi o Dr. Pedro Ludovico Teixeira, 
que, dias depois, foi nomeado interventor. 
Aspectos da história política de 
Goiás: a independência em Goiás, 
o coronelismo na República Velha, 
as oligarquias, a Revolução de 
1930, a administração política de 
1930 até os dias atuais. 
 
 22 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Com a revolução, o governo adotou como meta trazer o 
desenvolvimento para o estado, resolver os problemas do 
transporte, da educação, da saúde e da exportação. Além disso, a 
revolução de 30 em Goiás deu início à construção de Goiânia. 
 
A construção de Goiânia e o governo Mauro Borges 
A mudança da capital de Goiás já havia sido pensada em 
governos anteriores, mas foi viabilizada somente a partir da 
revolução de 30 e seus ideais de “progresso” e “desenvolvimento”. 
A região de Campinas foi escolhida para ser o local onde se 
edificaria a nova capital por apresentar melhores condições 
hidrográficas, topográficas, climáticas, e pela proximidade da 
estrada de ferro. 
No dia 24 de outubro de 1933 foi lançada a pedra 
fundamental. Dois anos depois, em 07 de novembro de 1935 foi 
iniciada a mudança provisória da nova capital. O nome “Goiânia”, 
sugerido pelo professor Alfredo de Castro, foi escolhido em um 
concurso promovido pelo semanário “O Social”. 
A transferência definitiva da nova capital, da Cidade de Goiás 
para Goiânia, se deu no dia 23 de março de 1937, por meio do 
decreto 1.816. Em 05 de julho de 1942, quando foi realizado o 
“batismo cultural”, Goiânia já contava com mais de 15 mil 
habitantes. 
A construção de Goiânia devolveu aos goianos a confiança em 
si mesmos, após um período de decadência da mineração, de 
isolamento e esquecimento nacional. Em vez de pensarem na 
grandeza do passado, começaram a pensar, a partir de então, na 
grandeza do futuro. 
A partir de 1940, Goiás passa a crescer em ritmo acelerado 
também em virtude do desbravamento do Mato Grosso Goiano, 
da campanha nacional de “Marcha para o Oeste” e da construção 
de Brasília. A população do Estado se multiplicou, estimulada 
pela forte imigração, oriunda principalmente dos Estados do 
Maranhão, Bahia e Minas Gerais. A urbanização foi provocada 
essencialmente pelo êxodo rural. Contudo, a urbanização neste 
período não foi acompanhada de industrialização. A economia 
continuava predominantemente baseada no setor primário 
(agricultura e pecuária) e continuava vigente o sistema 
latifundiário. 
Com o impulso, na década de 50 foi criado o Banco do Estado 
e a CELG (Centrais Elétricas de Goiás S.A). O governo Mauro 
Borges (1960-1964) propôs como diretriz de ação um “Plano de 
Desenvolvimento Econômico de Goiás” abrangendo as áreas de 
agricultura e pecuária, transportes e comunicações, energia 
elétrica, educação e cultura, saúde e assistência social, 
levantamento de recursos naturais, turismo, etc., e criou as 
seguintes autarquias e paraestatais: CERNE (Consórcio de 
Empresas de Radiodifusão e Notícias do Estado), OSEGO 
(Organização de Saúde do Estado de Goiás), EFORMAGO (Escola 
de Formação de Operadores de Máquinas Agrícolas e 
Rodoviárias), CAIXEGO (Caixa Econômica do Estado de Goiás), 
IPASGO (Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do 
Estado de Goiás), SUPLAN, ESEFEGO (Escola Superior de 
Educação Física de Goiás), CEPAIGO (Centro Penitenciário de 
Atividades Industriais de Goiás), IDAGO (Instituto de 
Desenvolvimento Agrário de Goiás), DERGO (Departamento de 
Estradas de Rodagem de Goiás), DETELGO, METAGO (Metais de 
Goiás S/A), CASEGO, IQUEGO (Indústria Química do Estado de 
Goiás), entre outras. 
 
PÓS-DITADURA E REDEMOCRATIZAÇÃO 
 
Nos últimos 30 anos, o Estado de Goiás passou por profundas 
transformações políticas, econômicas e sociais. O fim da ditadura 
militar e o retorno da democracia para o cenário político foi 
representado pela eleição de Iris Rezende para governador, em 
1982, com mais de um milhão devotos. Nesse campo, por sinal, 
Goiás sempre ofereceu quadros significativos para sua 
representação em nível federal, como pode ser observado no 
decorrer da “Nova República”, na qual diversos governadores 
acabaram eleitos senadores ou nomeados ministros de Estado. 
No campo econômico, projetos de dinamização econômica 
ganharam forma, partindo de iniciativas voltadas para o campo, 
como o projeto de irrigação Rio Formoso, iniciado ainda no 
período militar e, hoje, no território do Tocantins, até a 
construção de grandes estruturas logísticas, a exemplo do Porto 
Seco de Anápolis e a implantação da Ferrovia Norte-Sul. É válido, 
ainda, o registro de estímulos especiais para produção e a 
instalação de grandes indústrias no estado, a exemplo dos polos 
farmacêutico e automobilístico. 
As modificações econômicas, no entanto, deixaram os 
problemas sociais, que existiam no Estado, ainda mais 
acentuados, com o registro de um grande número de pessoas sem 
moradia digna e sem emprego. Essa situação mobilizou 
governantes e população a empreender ações concretas de forma 
a minimizar essas dificuldades, como programas de transferência 
de renda, profissionalização e moradia, além de programas de 
estímulos para que a população se mantivesse junto ao campo, 
evitando assim o êxodo rural. 
Com as mudanças políticas e a maior participação popular, 
vinda com o advento da redemocratização da vida política 
nacional, houve também uma maior exigência da sociedade em 
relação às práticas administrativas. O governo de Goiás passou 
por várias “reformas administrativas” e outras iniciativas nesse 
período, onde foram buscadas a racionalização, melhoria e 
moralização da administração pública. 
Nesse período, também, Goiás aumentou seu destaque 
quanto a produção no setor cultural, seja com a eleição da cidade 
de Goiás como patrimônio da humanidade ou com seus talentos 
artísticos sendo consagrados, como Goiandira de Couto, Siron 
Franco e Cora Coralina. 
 
O Césio-137 
Goiás abriga em seu passado um dos episódios mais tristes da 
história brasileira. No ano de 1987, alguns moradores da capital 
saíram em busca de sucata e encontraram uma cápsula 
abandonada nas ruínas do Instituto Radiológico de Goiânia. Mal 
sabiam eles que naquele vasilhame havia restos de um pó 
radioativo mortal, o Césio-137. Inconsequentemente, a cápsula 
foi aberta por eles e manipulada, deixando milhares de vítimas e 
sequelas do pó azul brilhante, lacrado hoje, junto aos destroços 
do maior acidente radiológico do mundo, no depósito da 
Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), em Abadia de 
Goiás. 
 
SEPARAÇÕES - A CRIAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL 
 
A construção e a inauguração de Brasília, em 1960, como 
capital federal, foi um dos marcos deixados na história do Brasil 
pelo governo Juscelino Kubitschek (1956-1960). Essa mudança, 
visando um projeto especifico, buscava ampliar a integração 
nacional, mas JK, no entanto, não foi o primeiro a propô-la, assim 
como Goiás nem sempre foi o lugar projetado para essa 
experiência. 
 
Desejo de transferência (séc. XVIII e XIX) 
As primeiras capitais do Brasil, Salvador e Rio de Janeiro, 
tiveram como característica fundamental o fato de serem cidades 
litorâneas, explicado pelo modelo de ocupação e exploração 
empreendido pelos portugueses anteriormente no continente 
africano e asiático. À medida que a importância econômica da 
colônia aumentava para a manutenção do reino português, as 
incursões para o interior se tornavam mais frequentes. 
A percepção da fragilidade em ter o centro administrativo 
próximo ao mar, no entanto, fez que muitos intelectuais e 
políticos portugueses discutissem a transferência da capital da 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 23 
 
colônia – e até mesmo do império – para regiões mais interiores 
do território. Um dos mais importantes apoiadores desse projeto 
foi Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em 
1751. A transferência também era uma das bandeiras de 
movimentos que questionavam o domínio português, como a 
Inconfidência Mineira, ou de personagens que, após a 
independência do Brasil, desejavam o fortalecimento da unidade 
do país e o desenvolvimento econômico das regiões interioranas, 
como o Triângulo Mineiro ou o Planalto Central. Com a primeira 
constituição republicana (1891), a mudança ganhou maior 
visibilidade e mais apoiadores, tanto que em seu 3º artigo havia 
determinação de posse pela União de 14.400 quilômetros 
quadrados na região central do país pra a futura instalação do 
Distrito Federal. 
 
Comissão Cruls e as décadas seguintes 
Depois da Proclamação da República em 1889, o país se 
encontrava imerso em um cenário de euforia com a mudança de 
regime e da crença no progresso e no futuro. Para definir o lugar 
onde se efetivaria a determinação da futura capital, em 1892, o 
presidente Floriano Peixoto criou uma comissão para concretizar 
esses estudos, chefiada pelo cientista Luis Cruls, de quem a 
expedição herdou o nome. A expedição partiu de trem do Rio de 
Janeiro até Uberaba (estação final da Estrada de Ferro Mogiana) 
e dali a pé e em lombo de animais até o Planalto Central. Com 
pesquisadores de diversas áreas, foi feito um levantamento amplo 
(topográfico, climatológico, geográfico, hidrológico, zoológico 
etc.) da região, mapeando-se a área compreendida pelos 
municípios goianos de Formosa, Planaltina e Luziânia. O relatório 
final permitiu que fosse definida a área onde futuramente seria 
implantada a capital. 
Uma segunda missão de estudos foi empreendida nos locais 
onde a implantação de uma cidade seria conveniente dentro do 
quadrilátero definido anteriormente. A saída de Floriano Peixoto 
do governo em 1896 fez com que os trabalhos da Comissão 
Exploradora do Planalto Central do Brasil fossem interrompidos. 
No entanto, mesmo não contando com a existência de Goiânia, 
os mapas nacionais já traziam o “quadrilátero Cruls” e o “Futuro 
Distrito Federal”. 
Apesar do enfraquecimento do ímpeto mudancista, eventos 
isolados deixavam claro o interesse de que essa região recebesse 
a capital da federação. Em 1922, nas comemorações do 
centenário da Independência nacional, foi lançada a pedra 
fundamental próximo à cidade de Planaltina. Na década de 1940, 
foram retomados os estudos na região pelo governo de Dutra 
(1945-50) e, no segundo governo de Getúlio Vargas (1950-
1954), o processo se mostrou fortalecido com o levantamento de 
cinco sítios para a escolha do local da nova capital. Mesmo com 
a morte de Vargas, o projeto avançou, mas a passos lentos, até a 
posse de Juscelino Kubitschek. 
Governo JK 
Desde seu governo como prefeito de Belo Horizonte (também 
projetada e implantada em 1897), Juscelino ficou conhecido pela 
quantidade e o ímpeto das obras que tocava, sendo chamado à 
época de “prefeito-furacão”. O projeto de Brasília entrou no plano 
de governo do então presidente como uma possibilidade de 
atender a demanda da época. 
Mesmo não constando no plano original, ao ser questionado 
sobre seu interesse em cumprir a constituição durante um 
comício em Jataí-GO, Juscelino sentiu-se impelido a criar uma 
obra que garantisse a obtenção dos objetivos buscados pela 
sociedade brasileira na época: desenvolvimento e modernização 
do país. Entrando como a meta 31 – posteriormente sendo 
chamada de “meta síntese” - Brasília polarizou opiniões. Em 
Goiás existia interesse na efetivação da transferência, apesar da 
oposição existente em alguns jornais, assim como no Rio de 
Janeiro, onde ocorria uma campanha aberta contra osdefensores 
da “Nova Cap” (nome da estatal responsável por coordenar as 
obras de Brasília e que, por extensão, virou uma alusão a própria 
cidade). Com o compromisso assumido por JK em Jataí, Brasília 
passou a materializar-se imediatamente, mas a cada passo 
político ou técnico dado, uma onda de acusações era lançada 
contra a iniciativa. 
Construída em pouco mais de 3 anos (de outubro de 1956 a 
abril de 1960), Brasília tornou-se símbolo do espírito da época. 
Goiás, por outro lado, tornou-se a base para a construção, sendo 
que Planaltina, Formosa, Corumbá de Goiás, Pirenópolis e, 
principalmente, Anápolis tiveram suas dinâmicas modificadas, 
econômica e socialmente. 
 
SEPARAÇÕES - A CRIAÇÃO DO TOCANTINS 
 
Em 1988, foi aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte 
o projeto de divisão territorial que criou o Estado do Tocantins. 
A divisão partia do desmembramento da porção norte do Estado 
de Goiás, desde aproximadamente o paralelo 13°, até a região do 
Bico do Papagaio, na divisa do Estado com o Pará e o Maranhão. 
No entanto, a divisão vinha sendo buscada desde o período 
colonial. 
 
Período do ouro 
Durante o ciclo do ouro, a cobrança de impostos diferenciada 
gerou insatisfação junto a muitos garimpeiros e comerciantes da 
região norte da província de Goiás. As reivindicações eram contra 
o chamado “captação”, imposto criado para tentar a sonegação 
que taxava os proprietários pela quantidade de escravos que 
possuíam e não pela quantidade de ouro extraída, o que onerava 
demais a produção do norte. Por não conseguirem pagar as 
quantias presumidas de imposto, esses proprietários sofriam a 
“derrama” - imposto cobrado para complementar os débitos que 
os mineradores acumulavam junto à Coroa Portuguesa. 
Os garimpeiros viam na província do Maranhão uma 
alternativa para o recolhimento de impostos menores. O governo 
da província goiana, com isso, temendo perder os rendimentos 
oriundos das minas do norte, suspende tanto a cobrança do 
imposto – voltando a cobrar somente o quinto – quanto a 
execução de dividas (a derrama), o que arrefece a insatisfação 
das vilas mais distantes de Vila Boa de Goiás. 
 
A comarca do Norte 
A ocupação da porção norte da província de Goiás era feita a 
medida em que se descobria ouro. Para estimular o 
desenvolvimento dessa parte da província e melhorar a ação do 
governo e da justiça, foi proposta a criação de uma nova comarca, 
a “Comarca do Norte” ou “Comarca de São João das Duas Barras”, 
por Teotônio Segurado, ouvidor-geral de Goiás, em 1809. 
A proposta foi aceita por D. João VI e, em 1915, Teotônio 
Segurado se tornou ouvidor na Vila da Palma, criada para ser a 
sede dessa nova Comarca. Com o retorno da Família Real para 
Portugal, as movimentações pela independência do Brasil e a 
Revolução do Porto (em Portugal), Teotônio Segurado, junto com 
outras lideranças declaram a separação da Comarca do Norte em 
relação ao sul da província, criando-se a “Província do Norte”. Em 
1823, é pedido o reconhecimento da divisão junto à corte no Rio 
de Janeiro, mas esse reconhecimento foi negado, e houve a 
determinação para que houvesse a “reunificação” do governo da 
província. 
O padre Luiz Gonzaga Camargo Fleury ficou encarregado de 
desmobilizar com os grupos autonomistas, que já estavam 
enfraquecidos por conflitos internos desde o afastamento de 
Teotônio Segurado, ainda em 1821, como representante goiano 
junto as cortes em Portugal. Durante o período imperial, outras 
propostas de divisão que contemplavam de alguma forma o norte 
de Goiás ainda foram discutidas, como a do Visconde de Rio 
Branco e Adolfo Varnhagen. 
 
 
 24 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
O começo do século XX e a Marcha para Oeste 
Com a Proclamação da República, mudam-se os nomes das 
unidades federativas de “Província” para “Estado”, mas não 
houveram grandes alterações na delimitação de divisas. As 
principais alterações ocorreram no Sul do país (com o conflito do 
Contestado entre Santa Catarina e Paraná) e no Nordeste. 
Entretanto, esse cenário ganha nova dinâmica com o começo da 
II Grande Guerra (1939), quando surgem pressões para a criação 
de territórios fronteiriços (Ponta Porã, Iguaçu, Amapá, Rio 
Branco, Guaporé e Fernando de Noronha), para proteção contra 
possíveis ataques estrangeiros. 
Nesse contexto, também surge um movimento pela ocupação 
dos vazios internos – a Marcha para Oeste – com a abertura de 
linhas telegráficas, pistas de pouso e construção de cidades, a 
exemplo de Goiânia. Apenas na década de 1950 o movimento 
divisionista ressurge com maior força, a partir da mobilização 
personagens como o Major Lysias Rodrigues e o Juiz de Direito 
Feliciano Braga. 
É dessa época (1956) a chamada “Carta de Porto Nacional” 
ou “Proclamação Autonomista de Porto Nacional”, que norteou 
esse esforço. Mas a oposição de lideranças políticas da região e a 
transferência do juiz Feliciano Braga para outra comarca, fez com 
que o movimento enfraquece-se. 
 
Décadas de 1970 e 1980 
Durante o período do regime militar, as modificações na 
organização territorial dos estados ficaram a cargo do Governo 
Central, e acabaram regidas por orientações políticas. Exemplos 
fortes disso foram a fusão do Estado da Guanabara, pelo Rio de 
Janeiro (1975), e o desmembramento do Sul do Mato Grosso 
(1977). Nesse contexto, o deputado federal Siqueira Campos 
iniciou uma campanha na Câmara onde pedia a redivisão 
territorial da Amazônia Legal (com ênfase no norte goiano), uma 
vez que mesmo com investimentos de projetos como o Polocentro 
e Polamazônia, o norte do estado ainda tinha fraco desempenho 
econômico. 
A campanha também foi apoiada por intelectuais, por meio 
do surgimento da Comissão de Estudos do Norte Goiano 
(Conorte), em 1981, que promoveu debates públicos sobre o 
assunto em Goiânia. A discussão pela divisão foi levada do nível 
estadual para o nível federal, onde a proposta foi rejeitada duas 
vezes pelo presidente José Sarney (1985), sob a alegação do 
Estado ser inviável economicamente. 
A mobilização popular e política da região norte fizeram com 
que o governador eleito de Goiás, em 1986, Henrique Santillo, 
apoiasse a proposta de divisão, passando a ser grande articulador 
da questão. A efetivação dessas articulações deu-se durante a 
Assembleia Constituinte, que elaborou a nova Constituição 
Nacional, promulgada em 1988, e que contemplou a criação do 
Estado do Tocantins, efetivamente, a partir do dia 1º de janeiro 
de 1989. 
 
Goiânia 
Reconhecida nacionalmente como uma das melhores capitais 
brasileiras para se viver, Goiânia é uma cidade jovem, dinâmica 
e espirituosa. Fundada em 24 de outubro de 1933, recebeu da 
cidade de Goiás, antiga capital, a responsabilidade de coordenar 
o desenvolvimento econômico e social do Estado. Com uma 
população de mais de um milhão de habitantes, recebeu 
contribuições para a formação do goianiense dos mais variados 
Estados, em busca de uma cidade pujante, ávida pelo 
fortalecimento da economia após o ciclo do ouro e, em especial, 
em ascensão com o agronegócio exportador. 
A alta qualidade de vida registrada na capital também 
favoreceu seu desenvolvimento como, por exemplo, o atual surto 
imobiliário, registrado no avanço da construção civil e na alta de 
empreendimentos desta área. Paralelo a isso, a preservação 
ambiental também aflorou na cidade, considerada inclusive como 
uma das mais verdes do país, com a presença de avenidas 
arborizadas, bosques e parques. 
O panorama goianiense, aliás, planejado ao estilo Art Déco, 
tidocomo Patrimônio Artístico e Histórico do Brasil como 
segundo maior acervo do mundo, revela nuances arquitetônicos 
e belezas escondidas por toda a cidade. Destaques para o 
conjunto urbanístico da Praça Cívica, onde se situa o Palácio das 
Esmeraldas e o Museu Zoroastro Artiaga, o Teatro Goiânia, a 
antiga Estação Ferroviária e a Avenida Goiás. A capital é 
referência ainda em compras e no atendimento à saúde, 
considerada, ainda, pólo de confecções, negócios e eventos. 
 
 
 
O homem Paranaíba, por sinal, é o primeiro representante 
humano conhecido na área, cujo grupo caçador-coletor possuía 
presença constante de artefatos plano-convexos, denominados 
“lesmas”, com poucas quantidades de pontas de projéteis líticas. 
Outro grupo caçador-coletor é o da Fase Serranópolis que 
influenciado por mudanças climáticas passou a se alimentar de 
moluscos terrestres e dulcícolas e uma quantidade maior de 
frutos, além da caça e da pesca. 
 
Grupos Ceramistas 
As populações ceramistas passam a ocupar o território de 
Goiás a cerca de dois mil anos, quando supostamente o clima e a 
vegetação eram semelhantes aos atuais. São classificados em 
quatro tradições: Una, Aratu, Uru e Tupi-Guarani. 
 
Tradição Una 
É a tradição ceramista mais antiga do Estado. Habitavam 
abrigos e grutas naturais, cultivavam milho, cabaça, amendoim, 
abóbora e algodão e desenvolveram a tecnologia da produção de 
vasilhames cerâmicos. 
 
Tradição Aratu 
São os primeiros aldeões conhecidos. Habitavam grandes 
agrupamentos, em disposição circular ou elíptica ao redor de um 
espaço vazio, situados em ambientes abertos, geralmente matas, 
próximos a águas perenes. Cultivavam milho, feijão, algodão e 
tubérculos. Produziam vasilhames cerâmicos de diferentes 
tamanhos e, a partir da manipulação da argila, confeccionavam 
rodelas de fusos, utilizados na fiação do algodão, dentre outros 
artefatos. 
 
Tradição Uru 
A população da Tradição Uru chegou um pouco mais tarde no 
território goiano. Os sítios arqueológicos datados do século XII 
estão localizados no vale do Rio Araguaia e seus afluentes. 
 
Tradição Tupi-Guarani 
É a mais recente das populações com aldeias, datada de 600 
anos atrás. Habitavam aldeias dispersas na bacia do Alto 
Araguaia e na bacia do Tocantins. Conviviam, às vezes, na mesma 
aldeia com outros grupos horticultores, de outras tradições. 
Aspectos da História Social de 
Goiás: o povoamento branco, os 
grupos indígenas, a escravidão e 
cultura negra, os movimentos 
sociais no campo e a cultura 
popular. 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 25 
 
 
Povos do passado e do presente se reuniram na formação do 
gentílico goiano. Seguindo a tendência do resto do país, na 
mistura de povos indígenas, africanos e europeus, mais tarde dos 
imigrantes e migrantes vindos de todas as partes do globo, Goiás 
reinventa a cada dia sua identidade. É um povo misturado, com 
fortes traços do sertanejo original e que contribuíram, cada qual 
a seu modo, na caracterização desse povo goiano. 
 
Goianos e goianienses 
A composição inicial da população de Goiás se deu por meio 
da convivência nem tão pacífica entre os índios que aqui residiam 
e as levas de paulistas e portugueses que vinham em busca das 
riquezas minerais. Estes por sua vez, trouxeram negros africanos 
à tira colo para o trabalho escravista, moldando a costumeira 
tríade da miscigenação brasileira entre índios, negros e brancos, 
e todas as suas derivações. Entretanto, a formação do caráter 
goiano vai além dessa visão simplista e adquiriu características 
especiais à medida que o espaço físico do Estado passou a ser 
ocupado. 
Até o início do século XIX, a maioria da população em Goiás 
era composta por negros. Os índios que habitavam o Estado ou 
foram dizimados pelo ímpeto colonizador ou migraram para 
aldeamentos oficiais. Segundo o recenseamento de 1804, o 
primeiro oficial, 85,9% dos goianos eram “pardos e pretos” e este 
perfil continuou constante até a introdução das atividades 
agropecuárias na agenda econômica do Estado. 
Havia no imaginário popular da época a ideia de sertão 
presente na constituição física do Estado. O termo, no entanto, 
remeteria a duas possibilidades distintas de significação: assim 
como na África, representava o vazio, isolado e atrasado, mas que 
por outro lado se apresentava como desafio a ser conquistado 
pela ocupação territorial. 
Essa ocupação viria acompanhada predominantemente pela 
domesticação do sertão segundo um modelo de trabalho familiar, 
cujo personagem principal, o sertanejo, assumiu para si a 
responsabilidade da construção do país, da ocupação das 
fronteiras e, por seguinte, da Marcha para o Oeste 
impulsionadora do desenvolvimento brasileiro. Registros da 
época dão conta de processos migratórios ao longo do século XIX 
e metade do século XX, com correntes migratórias de Minas 
Gerais, Bahia, Maranhão e Pará, resultando em uma ampla 
mestiçagem na caracterização do personagem sertanejo. 
O sertanejo, aí, habitante do vazio e isolado sertão, tinha uma 
vida social singela e pobre de acontecimentos. O calendário 
litúrgico e a chegada de tropas e boiadas traziam as únicas 
novidades pelas bocas de cristãos e mascates. Nessa época, a 
significação da vida estava diretamente ligada ao campo e dele 
resultaram, segundo as atividades registradas nos arraias, o 
militar, o jagunço, o funcionário público, o comerciante e o 
garimpeiro. 
Ao longo do século XX, novas levas migratórias, dessa vez do 
sul e de estrangeiros começam a ser registradas no território 
goiano, de modo que no Censo do ano 2000, os cinco milhões de 
habitantes se declararam como 50,7% de brancos, 43,4% de 
pardos, 4,5% de negros e 0,24% de outras etnias. 
 
Indígenas 
Quando os bandeirantes chegaram a Goiás, este território, 
que atualmente forma os Estados de Goiás e Tocantins, já era 
habitado por diversos grupos indígenas. Naquela época, ao verem 
suas terras invadidas, muitos foram os que entraram em conflito 
com os bandeirantes e colonos, em lutas que resultaram no 
massacre de milhares de indígenas, aldeamentos oficiais ou 
migração para outras regiões. 
 
A maioria dos grupos que viviam em Goiás pertencia ao 
tronco linguístico Macro-Jê, família Jê (grupos Akuen, Kayapó, 
Timbira e Karajá). Outros três grupos pertenciam ao tronco 
linguístico Tupi, família Tupi-Guarani (Avá-Canoeiro, Tapirapé e 
Guajajara). A ausência de documentação confiável, no entanto, 
dificulta precisar com exatidão a classificação linguística dos 
povos Goyá, Araé, Crixá e Araxá. 
 
Goyá 
Segundo a tradição, os Goyá foram os primeiros índios que a 
expedição de Bartolomeu Bueno da Silva Filho encontrou ao 
iniciar a exploração aurífera e foram eles, também, que indicaram 
o lugar – Arraial do Ferreiro – no qual Bartolomeu Bueno 
estabeleceu seu primeiro arranchamento. Habitavam a região da 
Serra Dourada, próximo à Vila Boa, e quatro décadas após o início 
do povoamento desapareceram daquela região. Não se sabe ao 
certo seu destino e nem há registros sobre seu modo de vida ou 
sua língua. 
 
Krixá 
Seus limites iam da região de Crixás até a área do rio 
Tesouras. Como os Goyá, também desapareceram no início da 
colonização do Estado e não se sabe ao certo seu destino, sua 
cultura e sua língua. 
 
Araé 
Também não há muitos registros a respeito dos Araé. 
Possivelmente teriam habitado a região do rio das Mortes. 
 
Araxá 
Habitavam o local onde se fundou a cidade de Araxá, que 
pertencia a Goiás e atualmente faz parte doterritório de Minas 
Gerais. 
 
Kayapó 
Filiados à família linguística Jê, subdividiam-se em Kayapó do 
Sul, ou Kayapó Meridionais, e Kayapó Setentrionais. Os Kayapó 
dominavam todo o sul da capitania de Goiás. Havia aldeias na 
região de rio Claro, na Serra dos Caiapós, em Caiapônia, no alto 
curso do rio Araguaia e a sudeste, próximo ao caminho de Goiás 
a São Paulo. Seu território estendia-se além dos limites da 
capitania de Goiás: a oeste, em Camapuã, no Mato Grosso do Sul; 
a norte, na região entre o Xingu e o Araguaia, em terras do Pará; 
a leste, na beira do rio São Francisco, nos distritos de Minas 
Gerais; e ao sul, entre os rios Paranaíba e Pardo, em São Paulo. 
Dedicavam-se à horticultura, à caça e à pesca, além de serem 
conhecidos como povo guerreiro. Fizeram ampla resistência à 
invasão de suas terras e foram registrados vários conflitos entre 
eles e os colonos. Vítimas de perseguições e massacres, foram 
também extintos no Estado de Goiás. 
 
Akwen 
Os Akwen pertencem à família Jê e subdividem-se em Akroá, 
Xacriabá, Xavante e Xerente: 
 
- Akroá e Xacriabá: habitavam extenso território entre a 
Serra Geral e o rio Tocantins, as margens do rio do Sono e terras 
banhadas pelo rio Manoel Alves Grande. Estabeleceram-se, 
também, além da Serra Geral, em solo baiano e nas ribeiras do 
rio São Francisco, nos distritos de Minas Gerais. Depois de vários 
conflitos com os colonos que se estabeleceram em suas terras, 
foram levados para o aldeamento oficial de São Francisco Xavier 
do Duro, construído em 1750. Os Akroá foram dizimados mais 
tarde e os Xacriabá encontram-se atualmente em Minas Gerais, 
sob os cuidados da Funai. 
- Xavante: Seu território compreendia regiões do alto e 
médio rio Tocantins e médio rio Araguaia. Tinham suas aldeias 
distribuídas nas margens do Tocantins, desde Porto Imperial até 
depois de Carolina, e a leste, de Porto Imperial até a Serra Geral, 
limites das províncias de Goiás (antes da divisão) e Maranhão. 
 
 26 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Havia também aldeias na bacia do rio Araguaia, na região do rio 
Tesouras, nos distritos de Crixás e Pilar, e na margem direita do 
rio Araguaia. Na primeira metade do século XIX entraram em 
conflito com as frentes agropastoris que invadiam seus territórios 
e, após intensas guerras, migraram para o Mato Grosso, na região 
do rio das Mortes, onde vivem atualmente. 
- Xerente: Este grupo possuía costumes e língua semelhante 
aos Xavantes e há pesquisadores que acreditam que os Xerentes 
são uma subdivisão do grupo Xavante. Os Xerentes habitavam os 
territórios da margem direita do rio Tocantins, ao norte, no 
território banhado pelo rio Manoel Alves Grande, e ao sul, nas 
margens dos rios do Sono e Balsas. Também viviam nas 
proximidades de Lageado, no rio Tocantins, e no sertão do Duro, 
nas proximidades dos distritos de Natividade, Porto Imperial e 
Serra Geral. Seus domínios alcançavam as terras do Maranhão, 
na região de Carolina até Pastos Bons. Como os Xavante, também 
entraram em intenso conflito com as frentes agropastoris do 
século XIX e, atualmente, os Xerente vivem no Estado de 
Tocantins. 
 
Karajá 
Os grupos indígenas Karajá, Javaé e Xambioá pertencem ao 
tronco linguístico Macro-Jê, família Karajá, compartilhando a 
mesma língua e cultura. Viviam nas margens do rio Araguaia, 
próximo à Ilha do Bananal. Ao longo do século XIX, entraram em 
conflito com as guarnições militares sediadas no presídio de 
Santa Maria, sendo que os Karajá de Aruanã são a única aldeia 
do grupo que atualmente vivem no Estado de Goiás. 
 
Timbira 
Eram bastante numerosos e habitavam uma vasta região entre 
a Caatinga do Nordeste e o Cerrado, abrangendo o sul do 
Maranhão e o norte de Goiás. Ao longo do século XIX, devido à 
expansão pecuária, entraram em conflitos com os criadores de 
gado que invadiam suas terras. O grupo Timbira é formado pelas 
etnias Krahô, Apinajé, Gavião, Canela, Afotogés, Corretis, Otogés, 
Porecramecrãs, Macamecrãs e Temembus. 
 
Tapirapés 
Pertencem ao tronco linguístico Tupi, família Tupi-Guarani. 
Este grupo inicialmente habitava a oeste do rio Araguaia e 
eventualmente frequentavam a ilha do Bananal. Com o passar do 
tempo, se estabeleceram ao longo do rio Tapirapés, onde 
atualmente ainda vivem os remanescentes do grupo. 
 
Avá-Canoeiro 
Pertencentes ao tronco linguístico Tupi, os Avá-Canoeiro 
habitavam as margens e ilhas dos rios Maranhão e Tocantins, 
desde Uruaçu até a cidade de Peixe, em Tocantins. Entre meados 
do século XVIII e ao longo do século XIX, entraram em graves 
conflitos com as frentes agropastoris que invadiam suas terras. 
Atualmente, os Avá-Canoeiro do Araguaia vivem na Ilha do 
Bananal, na aldeia Canoanã, dos índios Javaés, e os Avá-Canoeiro 
do Tocantins vivem na Serra da Mesa, município de Minaçu. 
 
Educação em Goiás no século XIX 
Em 1835, o presidente da província, José Rodrigues Jardim 
regulamentou o ensino em Goiás. Em 1846 foi criado na então 
capital, Cidade de Goiás, o Liceu, que contava com o ensino 
secundário. Os jovens do interior que tinham um poder aquisitivo 
maior, geralmente concluíam seus estudos em Minas Gerais e 
faziam curso superior em São Paulo, e os de família menos 
abastada, encaminhavam-se para a escola militar ou seminários. 
A maioria da população, no entanto, permanecia analfabeta. A 
primeira Escola Normal de Goiás foi criada em 1882, e em 1889 
foi fundado pelas irmãs dominicanas um colégio na Cidade de 
Goiás, que atendia às moças. 
 
O Movimento Abolicionista em Goiás 
O poeta Antônio Félix de Bulhões (1845-1887) foi um dos 
goianos que mais lutaram pela libertação dos escravos. Fundou o 
jornal O Libertador (1885), promoveu festas para angariar 
fundos para alforriar escravos e compôs o Hino Abolicionista 
Goiano. Com a sua morte, em 1887, várias sociedades 
emancipadoras se uniram e fundaram a Confederação 
Abolicionista Félix de Bulhões. Quando foi promulgada a Lei 
Áurea, havia aproximadamente quatro mil escravos em Goiás. 
 
Quilombolas 
Ligados diretamente à história da ocupação do território 
brasileiro, os quilombos surgiram a partir do início do ciclo da 
mineração no Brasil, quando a mão de obra escrava negra passou 
a ser utilizada nas minas, especialmente de ouro, espalhadas pelo 
interior do Brasil. Em Goiás, esse processo teve início com a 
chegada de Bartolomeu Bueno da Silva, em 1722, nas minas dos 
Goyazes. Segundo relatos dos antigos quilombolas, o trabalho na 
mineração era difícil e a condição de escravidão na qual viviam 
tornavam a vida ainda mais dura. As fugas eram constantes e 
àqueles recapturados restavam castigos muito severos, o que 
impelia-os a procurar refúgios em lugares cada vez mais isolados, 
dando origem aos quilombolos. 
Os Kalungas são os maiores representantes desses grupos em 
Goiás. Na língua banto, a palavra kalunga significa lugar sagrado, 
de proteção, e foi nesse refúgio, localizado no norte da Chapada 
dos Veadeiros, que os descendentes desses escravos se refugiaram 
passando a viver em relativo isolamento. Com identidade e 
cultura próprias, os quilombolas construíram sua tradição em 
uma mistura de elementos africanos, europeus e forte presença 
do catolicismo tradicional do meio rural. 
A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida 
pelo Governo do Estado de Goiás, desde 1991, como sítio 
histórico que abriga o Patrimônio Cultural Kalunga. Com mais de 
230 mil hectares de Cerrado protegido, abriga cerca de quatro 
mil pessoas em um território que estende pelos municípiosde 
Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás. Seu patrimônio 
cultural celebra festas santas repletas de rituais cerimoniosos, 
como a Festa do Império e o Levantamento do mastro, que 
atraem turistas todos os anos para a região. 
 
Quilombolos registrados em Goiás 
 
Acaba Vida: na mesma região de Niquelândia, ocupavam 
terras férteis e era conhecido localmente, sendo citado em 1879. 
 
Ambrósio: existiu na região do Triângulo Mineiro, que, até 
1816, pertencia a Goiás. Teve mais de mil moradores e foi 
destruído por massacre. 
Cedro: localizado no atual município de Mineiros, tinha 
cerca de 250 moradores que praticam a agricultura de 
subsistência. Sobreviveu até hoje. 
 
Forte: localizado no nordeste de Goiás, sobreviveu até hoje, 
tornando-se povoado do município de São João d'Aliança. 
 
Kalunga: localizado no Vão do Paranã, no nordeste de 
Goiás, existe há 250 anos, tendo sido descoberto pela sociedade 
nacional somente em fins do anos 1960. Tem 5 mil habitantes, 
distribuídos em vários núcleos na mesma região. 
 
Mesquita: próximo à atual cidade de Luziânia, estendia sua 
população para diversas localidades no seu entorno. 
 
Muquém: próximo à atual cidade de Niquelândia e junto ao 
povoado de mesmo nome, foi notório, mas deixou poucas 
informações a seu respeito. 
 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 27 
 
Papuã: na mesma região do Muquém, foi descoberto em 
1741 e destruído anos depois pelos colonizadores. 
 
Pilar: próximo à cidade de mesmo nome, foi destruído em 
lutas. Seus 300 integrantes chegaram a planejar a morte de todos 
os brancos do local, mas o plano foi descoberto antes. 
 
Tesouras: no arraial de mesmo nome, tinha até atividades 
de mineração e um córrego inclusive chamado Quilombo. 
 
Três Barras: tinha 60 integrantes, conhecidos pelos insultos 
e provocações ao viajantes. 
 
São Gonçalo: próxima à cidade de Goiás, então capital, 
seus integrantes atacavam roças e rebanhos das fazendas 
vizinhas. 
 
Movimentos sociais no campo 
Com a queda da ditadura getulista, trazendo ao Brasil um 
breve período de democracia que duraria até 1964, a emergência 
de ligas camponesas, de “associações”, de uniões trouxeram à 
cena política a luta dos trabalhadores rurais, que impuseram seu 
reconhecimento à sociedade, principalmente a partir do início 
dos anos 1950. Embora ainda localizadas e dispersas, essas lutas 
repercutiram fortemente nos centros de poder, fazendo da 
reforma agrária um importante eixo de discussão política. 
Em Goiás, ao longo da rodovia Belém-Brasília, desde a década 
de 50 já vinha ocorrendo uma colonização espontânea, com a 
ocupação de terras devolutas, ainda abundantes no norte do 
Estado. Porém, à medida que a frente pioneira ia avançando e 
obtendo a propriedade jurídica da terra, estes migrantes, que 
tinham a posse precária, tornaram-se vítimas da expansão do 
capital e do latifúndio. Diante do violento processo de expulsão 
de posseiros que se instalou no norte de Goiás, com o avanço do 
capital, os ocupantes expulsos tiveram poucas opções: migrar 
para áreas novas; trabalhar como assalariado nas fazendas; ou 
migrar para a cidade. Mesmo possuindo direitos sobre as terras 
devolutas, que foram ocupadas e trabalhadas com a finalidade de 
proporcionar os meios de sobrevivência à sua família, os 
posseiros não se preocupavam ou não tiveram condições de 
legalizarem suas terras. Acontece que o posseiro tem interesse 
apenas pela "terra de trabalho" e pouco se importa com a 
propriedade legal. Os posseiros, que abriram as matas com seu 
trabalho e que sempre tiveram suas posses respeitadas pelo 
vizinho, não se preocupavam em documentar as terras. 
Tornaram-se, portanto, vítimas fáceis dos grileiros, investidores e 
especuladores. Quando o governo estadual iniciou as ações 
discriminatórias das terras devolutas, por intermédio do Instituto 
do Desenvolvimento Agrário de Goiás (Idago), autarquia 
estadual criada em 1962, e da Procuradoria Geral do Estado, os 
grileiros se apressaram em falsificar títulos para se apoderarem 
das terras, mesmo que estivessem com posseiros. 
Nas regiões das chamadas “fronteiras agrícolas”, ou seja, 
regiões onde a floresta vinha sendo derrubada e novas áreas 
vinham sendo ocupadas ou transformadas em latifúndios, foram 
muitos os conflitos, opondo posseiros a grileiros que, com base 
em títulos por vezes falsificados, procuravam dar novo destino às 
terras, um destino que excluía a presença dos ocupantes como 
produtores autônomos e visava a produção através do sistema de 
monocultura. Essas tensões normalmente vieram na esteira da 
valorização das áreas e da transformação da terra em mercadoria. 
Alguns desses conflitos ganharam grande dimensão política no 
final dos anos 50, com destaque para a revolta de Formoso e 
Trombas. 
A Revolta de Trombas e Formoso ocorreu na região norte do 
estado de Goiás, de 1950 a 1957. A luta tinha de um lado 
camponeses sem terra e, do outro, grileiros. Os combates 
desenvolveram-se tanto no terreno da luta política institucional, 
quanto da luta armada propriamente dita. 
Ocupada nos anos 40 por migrantes vindos de diversos pontos 
do país, muitos atraídos pela propaganda em torno da Cango 
(Colônia Agrícola Nacional de Goiás), em Ceres; a partir do início 
dos anos 50, a área tornou-se objeto de grilagem. Os posseiros, 
ameaçados de despejo, resolveram resistir 
Já em 1957 a região estava toda organizada e sob controle 
dos posseiros que impediam a entrada dos jagunços, dos grileiros 
e da polícia na área. Finalmente conseguiram um acordo com o 
governo do Estado, que retirou a polícia e se comprometeu a 
titular as posses, sendo a associação a intermediária na indicação 
dos verdadeiros posseiros. Foi-lhes reconhecida uma área de dez 
mil quilômetros quadrados, onde, em 1961, já funcionavam três 
associações (Trombas e Formoso, Serra Grande e Rodovalho) e 
vinte e três conselhos. O controle dos posseiros sobre a região era 
inclusive eleitoral. Além de vereadores e até mesmo prefeitos, 
conseguiram eleger seu líder maior, José Porfírio, deputado 
estadual em 1962. 
Com o golpe militar, em 1964, os camponeses da região foram 
torturados e perseguidos. José Porfírio foi caçado e preso pelos 
militares e está desaparecido, desde a década de 70. 
O golpe militar de 1964 desmobilizou as organizações e 
movimentos, prendendo os principais líderes das Ligas. O 
governo militar promoveu, então, uma perseguição acirrada às 
Ligas Campesinas e suas lideranças. Criou o Estatuto da Terra, 
colocou o sindicalismo rural sob forte controle e promoveu o 
“desenvolvimento do campo” através da “modernização 
conservadora”, aniquilando qualquer reivindicação de reforma 
agrária no País. 
Na década de 70, com o estímulo dos incentivos fiscais e de 
outros favorecimentos do Estado ao capital, as áreas de fronteira 
agrícola sofreram novo surto de expansão do latifúndio. Isto, 
evidentemente, representou maior concentração fundiária e mais 
conflitos pela terra. O crescimento das grandes propriedades se 
deu mais nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde a estrutura 
fundiária já era concentrada. Especialmente nas áreas de 
influência da Superintendência do Plano de Desenvolvimento da 
Amazônia (Sudam), na chamada Amazônia Legal, que abrange 
toda a região Norte e parte do Nordeste e do Centro-Oeste. 
 
CULTURA 
Artes 
Goiás é pleno em artes. O Estado conjuga sob sua tutela 
manifestações artísticas variadas, que englobam do traço 
primitivo até o mais moderno desenho. Contemplado com nomesde peso no cenário regional, Goiás é expressivo quanto aos 
artistas que contaram em prosa e verso as belezas do Cerrado ou 
o ritmo de um Estado em crescimento e mesmo as nuances de 
ritos cotidianos. 
Na escultura, José Joaquim da Veiga Valle é unanimidade. 
Natural de Pirenópolis, esculpia imagens, na maioria em cedro, 
sendo considerado um dos grandes “santeiros” do século XIX. 
Suas madonas são as mais representativas e na época eram 
expressadas conforme a devoção de cada pessoa que a 
encomendava. Já a pintura é honrada pelas técnicas e pincéis de 
Siron Franco e Antônio Poteiro, artistas renomados e 
reconhecidos mundialmente em pinturas, monumentos e 
instalações, que vão do primitivismo de Poteiro até o temas atuais 
na mãos de Siron Franco. Isso sem contar a arte inigualável de 
Goiandira do Couto, expressa por seus quadros pintados não com 
tinta, mas com areia colorida retirada da Serra Dourada. 
A literatura goiana é destaque à parte. Destacam-se os nomes 
de Hugo de Carvalho Ramos, com Tropas e Boiadas; Basileu 
Toledo França e os romances históricos Pioneiros e Jagunços e 
Capangueiros; Bernardo Élis e as obras Apenas um Violão, O 
Tronco e Ermos Gerais; Carmo Bernardes com Jurubatuba e 
Selva-Bichos e Gente; Gilberto Mendonça Teles, considerado o 
 
 28 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
escritor goiano mais famoso na Europa, com A Raiz da Fala e 
Hora Aberta; Yêda Schmaltz com Baco e Anas Brasileiras; Pio 
Vargas e Anatomia do Gesto e Os Novelos do Acaso; e Leo Lynce, 
um dos precursores do modernismo, com seu livro Ontem. 
 
Cora Coralina 
Ana Lins Guimarães Peixoto Bretas tinha quase 76 anos 
quando publicou seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás 
e Estórias Mais. Conhecida pelo pseudônimo de Cora Coralina foi 
poetisa e contista, sendo considerada uma das maiores escritoras 
brasileiras do século XX. Também era conhecida por seus dotes 
culinários, especialmente na feitura dos típicos doces da cidade 
de Goiás, onde morava – motivo do qual é evidente a presença 
do cotidiano interiorano brasileiro, em especial dos becos e ruas 
de pedras históricas, em sua obra. 
 
Festas e festivais 
O Estado de Goiás promove, constantemente, manifestações 
artísticas conjuntas de forma a apresentar novos nomes do 
cenário regional. Três festivais têm espaço garantido no 
calendário de eventos estadual, dando repercussão à cultura 
audiovisual, dramaturgia e à música. Na cidade de Goiás, é 
realizado o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, 
o Fica; em Porangatu, a Mostra de Teatro Nacional de Porangatu, 
o TeNPo; e o Festival Canto da Primavera, em Pirenópolis. 
 
Gastronomia 
Em Goiás, comer é um ato social. A comida carrega traços da 
identidade e da memória do povo goiano, tanto que a cozinha 
típica goiana é geralmente grande e uma das partes mais 
importantes da casa, por agregar ritos e hábitos do ato de fazer a 
comida. Historicamente, a culinária goiana se desenvolveu 
carregada de influências e misturas que, em virtude da 
colonização e da escassez de alimentos vindos de outras 
capitanias, teve que buscar adaptações de acordo com a realidade 
local, em especial a do Cerrado. O folclorista Bariani Ortêncio, 
em seu livro Cozinha goiana: histórico e receituário, resumiu essa 
ideia ao ressaltar essas substituições. Se não havia a batatinha 
inglesa, havia a mandioca e o inhame nativos, a serralha entrava 
no lugar do almeirão e a taioba substituía a couve. E assim, foram 
introduzidos na panela goiana, o pequi, a guariroba, além dos 
diversos frutos do Cerrado, como o cajá-manga e a mangaba, 
consumidos também em sucos, compotas, geleias, doces e 
sorvetes. 
Do fogão caipira até as mais modernas cozinhas industriais é 
costumeiro se ouvir falar no tradicional arroz com pequi, cujo 
cheiro característico anuncia de longe o cardápio da próxima 
refeição. O pequi, aliás, é figura tão certa na tradição goiana, 
quanto os cuidados ministrados àqueles que se aventuram a 
experimentá-lo pela primeira vez. A quem não sabe, não se 
morde, nem se parte o pequi. O fruto é roído com os dentes 
incisivos e qualquer menção no sentido de mordê-lo pode resultar 
em uma boca recheada de dolorosos espinhos. 
Também se inclui no cardápio típico goiano a paçoca de pilão, 
o peixe assado na telha e a galinhada. A galinhada, por sinal, não 
se resume ao frango com arroz. É mais, acompanhada de açafrão, 
milho e cheiro verde, rendendo uma mistura que agrada a ambos, 
olfato e paladar. Sem contar a infinidade de doces típicos 
interioranos, visto na leveza de alfenins, pastelinhos, ambrosias, 
entre outras guloseimas. 
 
A pamonha 
Iguaria feita à base de milho verde, a pamonha está ligada 
diretamente à tradição goiana. Encontrada em diversos sabores, 
salgados, doces, apimentados e com os mais diferentes recheios, 
que incluem até jiló e guariroba, a pamonha é quase unanimidade 
no prato do goiano, frita, cozida ou assada, especialmente em 
dias chuvosos. Difícil mesmo encontrar algum goiano que não 
goste de comê-la e, principalmente, de fazê-la. É comum, 
especialmente no interior, reunir familiares e amigos para 
preparar caldeirões imensos da pamonhada, como forma de 
integração social. Homens, mulheres, crianças, jovens e adultos – 
todos participam. E é, em geral, coisa de amigos íntimos, ditos 
“de dentro de casa”. 
 
Festas religiosas 
Resultado do processo de formação da chamada gente goiana, 
o legado religioso no Estado de Goiás está intimamente ligado ao 
processo de colonização portuguesa registrado por quase toda a 
extensão do território brasileiro. Reflexo dessa realidade é a forte 
presença de elementos cristãos nas manifestações populares, que 
a exemplo da formação do sertanejo se consolidavam como uma 
das poucas opções de entretenimento da época. Por todo o 
Estado, são costumeiras as distribuições das cidades no espaço 
geográfico partindo de uma igreja católica como ponto central do 
município, o que lhes atribuía também o direcionamento das 
festas populares. 
Pirenópolis e cidade de Goiás talvez sejam as maiores 
expressões desse tradicionalismo cristão imbuído em festejos 
tradicionais. São famosas as Festas do Divino Espírito Santo, 
Cavalhadas e comemorações da Semana Santa, como a Procissão 
do Fogaréu. No entanto, de norte a sul, fervilham expressões 
populares, quer seja em vilarejos, como a tradicional Romaria de 
Nossa Senhora do Muquém, no distrito de Niquelândia, ou 
próximo a grandes centros urbanos, caso da cidade de Trindade, 
próximo à Goiânia, e o Santuário do Divino Pai Eterno. 
Mesmo no interior, esses valores persistem e são comuns no 
começo do ano as Folias de Reis que dão o tom de festa e oração 
firmes no intuito de retribuir graças recebidas, como uma boa 
colheita ou recuperação de enfermidades. Na adoração ao 
menino Jesus, segundo a saga dos três santos reis magos, os 
festeiros arrecadam alimentos, animais e até dinheiro para cobrir 
as despesas da festa popularizando a fé e promovendo a 
socialização entre comunidades. 
 
O Divino em Pirenópolis e o Fogaréu da cidade de 
Goiás 
É quase um consenso geral a polaridade existente entre as 
tradições de Pirenópolis e da cidade de Goiás. De um lado, 
Pirenópolis aposta nas bênçãos do Divino Espírito Santo para 
consagrar sua festa em louvor ao Pentecostes. Por outro lado, a 
cidade de Goiás carrega entre o seu legado a tradição medieval 
do ritual da Procissão do Fogaréu, durante a Semana Santa, no 
qual mais de três mil pessoas acompanham a caçada feita pelos 
faricocos, personagens centrais do cortejoque representam os 
soldados romanos, a Jesus Cristo. 
 
Manifestações populares 
O desenrolar da história de Goiás propiciou o aparecimento 
de diversas atividades culturais no Estado, das quais originaram 
legítimas manifestações do folclore goiano. Apesar de boa parte 
delas estar relacionada ao legado religioso introduzido pelos 
portugueses, o movimento cultural que floresceu no Estado 
agregou tradições indígenas, africanas e europeias de maneira a 
abrigar um sincretismo não apenas religioso, mas de tradições, 
ritmos e manifestações que tornaram a cultura goiana um mix de 
sensações que vão da batida do tambor da Congada e dos mantras 
entoados nas orações ao Divino, até a cadência da viola sertaneja 
ou o samba e o rock que por aqui também fizeram morada. 
As Cavalhadas talvez sejam uma das manifestações populares 
mais dinâmicas e expressivas do Estado de Goiás. A encenação 
épica da luta entre mouros e cristãos na Península Ibérica é 
apresentada tradicionalmente por diversas cidades goianas, 
tendo seu ápice no município de Pirenópolis, quinze dias após a 
realização da Festa do Divino. Toda a cidade se prepara para a 
apresentação, travestida no esforço popular em carregar o 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 29 
 
estandarte que representa sua milícia. O azul cristão trava a 
batalha contra o rubro mouro, ornados ambos de luxuosos 
mantos, plumas, pedras incrustadas e elmos metálicos, 
desenhando, por conseguinte, símbolos da cristandade como o 
peixe ou a pomba branca – símbolo do Divino – e do lado 
muçulmano o dragão e a lua crescente. Paralelamente, os 
mascarados quebram a solenidade junto ao público, introduzindo 
o sarcástico e profano, em meio a um dos maiores espetáculos do 
Centro-Oeste. 
As Congadas dão outro show à parte. Realizadas 
tradicionalmente no município de Catalão, reúnem milhares de 
pessoas no desenrolar do desfile dos ternos de Congo que 
homenageiam o escravo Chico Rei e sua luta pela libertação de 
seus companheiros, com o bônus da devoção à Nossa Senhora do 
Rosário. Ao toque de três apitos, os generais dão início às batidas 
de percussão dos mais de 20 ternos que se revezam entre 
Catupés-Cacunda, Vilão, Moçambiques, Penacho e Congos, cada 
qual com suas cores em cerca de dez dias de muita festa. 
 
A raiz e o sertanejo 
Nem só de manifestações religiosas vive a tradicional cultura 
goiana. Uma dança bastante antiga e muito representativa do 
Estado também faz as vezes em apresentar Goiás aos olhos dos 
visitantes. A Catira que tem seus primeiros registros desde o 
tempo colonial não tem origem certeira. Há relatos de caráter 
europeu, africano e até mesmo indígena, com resquícios do 
processo catequizador como forma de introduzir cantos cristãos 
na possível dança indígena. No entanto, seu modo de reprodução 
compassado entre batidas de mãos e pés, permeados por cantigas 
de violeiros perfaz a beleza cadenciada pela dança. 
A viola, aliás, está presente em boa parte do cancioneiro 
popular goiano, especialmente nos gêneros caipira e sertanejo, 
que em conjunto com sanfonas e gaitas têm sido bastante 
divulgados, geralmente por duplas de cantores. Diferenças, no 
entanto, podem ser notadas quanto à temática, uma vez que o 
sertanejo tem se apresentado majoritariamente enquanto 
produto da indústria cultural e a música de raiz ou caipira se 
inspirado nas belezas do campo e do cotidiano do sertanejo. 
 
Pluralidade de ritmos 
Nem só de sertanejo vive o Estado de Goiás. Na verdade, 
ritmos antes considerados característicos de eixos do Sudeste do 
país têm demarcado cada vez mais seu espaço dentro do território 
goiano. Bons exemplos são a cena alternativa e do rock, 
divulgados em peso por festivais de renome como o Bananada e 
o Vaca Amarela, enquanto que, por outro lado, rodas de samba e 
apresentações de chorinho também têm angariado novos 
adeptos, dentre outros tantos ritmos encontrados na cultura 
goiana. 
Questões 
 
01. Meu Goiás, meu Goiás 
Terra do Anhanguera 
E dos Carajás 
És um tesouro encantado 
No coração do Brasil 
És privilegiado 
Por riquezas mil 
Toda Pátria te bendiz, Goiás. 
(Nini Araújo. Meu Goiás) 
 
Sobre o povoamento branco de Goiás no século XVIII, é 
CORRETO afirmar: 
(A) Bartolomeu Bueno da Silva, sertanista protetor dos 
índios, foi o primeiro branco a chegar a Goiás. 
(B) Goiás ainda pode ser chamado de a Terra dos Carajás, 
tendo em vista a alta representatividade dos indígenas na 
demografia goiana. 
(C) A busca de riquezas minerais estimulou os bandeirantes 
paulistas a ocuparem o Centro-Oeste brasileiro. 
(D) Pode-se afirmar que a Igreja Católica e a Coroa 
Portuguesa apoiaram as guerras de extermínio movidas contra os 
indígenas em Goiás. 
 
02. Entre 1920-1929, o gado vivo significou quase a metade 
de todas as exportações e 27,69% da arrecadação total do Estado. 
MORAES, Maria Augusta de Sant’Anna; PALACIN, Luis. 
História de Goiás. Goiânia: Editora da UCG. p. 92. 
 
Sobre a economia goiana, marque a alternativa CORRETA. 
(A) A grande importância da pecuária em Goiás, na década 
de 1920, deve-se principalmente à adoção da pecuária intensiva 
por parte dos criadores, aumentando, com isso, a produtividade. 
(B) O predomínio da pecuária na economia goiana no século 
XIX e parte do XX foi acompanhado de relações de trabalho 
arcaicos no campo, com predomínio do clientelismo. 
(C) A pavimentação das rodovias na década de 1920 
contribuiu para incrementar as exportações goianas de carne 
bovina. 
(D) Ainda hoje, o gado vivo, principalmente do sudoeste, é o 
principal produto de exportação de Goiás. 
 
03. Sobre a mudança da Capital do Estado de Goiás, marque 
a proposição INCORRETA: 
(A) Goiânia foi planejada pelo urbanista Lúcio Costa, que 
projetou uma cidade para 500.000 habitantes. 
(B) A ideia da mudança da Capital surgiu no século XVIII e 
foi consolidada apenas no século XX. 
(C) Pedro Ludovico Teixeira mudou a Capital do Estado com 
apoio de Getúlio Vargas. 
(D) A mudança da Capital teve sua consolidação no ano de 
1930, durante o governo de Pedro Ludovico Teixeira. 
 
04. “[...] a mudança da capital não é apenas um problema na 
vida de Goiás. É também a chave, o começo da solução de todos 
os demais problemas. Mudando a sede de Governo para um local 
que reúna os requisitos de cuja ausência absoluta se [ressente] a 
cidade de Goiás, teremos andado meio caminho na direção da 
grandeza desta maravilhosa unidade Central”. 
(Relatório apresentado por Pedro Ludovico Teixeira ao 
presidente Getúlio Vargas em 1934. In: PALACIN, Luis. 
Fundação de Goiânia e desenvolvimento de Goiás. Goiânia: 
Oriente, 1976. p. 44) 
 
Com relação à mudança da capital de Goiás na década de 
1930, marque a alternativa INCORRETA: 
(A) De acordo com o texto citado, para Pedro Ludovico o 
objetivo explícito da mudança da Capital era promover o 
desenvolvimento de Goiás. No entanto, implicitamente, visava 
criar um novo centro de poder, afastando-se de seus adversários 
políticos. 
(B) Em termos econômicos, a construção de Goiânia foi uma 
estratégia utilizada por Pedro Ludovico Teixeira para promover o 
desenvolvimento socioeconômico do Estado de Goiás. 
(C) Ao afirmar que a cidade de Goiás não reunia condições 
para propiciar o desenvolvimento econômico de Goiás, Pedro 
Ludovico Teixeira equivocou-se. No século XIX, graças à 
exploração aurífera, Goiás era um dos estados mais 
desenvolvidos do Brasil. 
(D) A construção de Goiânia expressou o desejo renovador 
advindo com a Revolução de 1930. Os revolucionáriosaspiravam 
romper com o passado, com as tradições e com o atraso 
representado pela cidade de Goiás. 
 
 
 30 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
05. O coronelismo foi a expressão do poder local na Primeira 
República. Sobre a estrutura de poder nesse período analise as 
assertivas abaixo e escolha a alternativa CORRETA: 
I. O coronelismo apresentava-se como uma resposta à 
ausência do Estado. O poder familiar e pessoal assegurava a 
dominação tradicional, uma vez que inexistia uma ordem, 
propriamente, republicana. 
II. A partir de 1912, o poder em Goiás esteve concentrado nas 
mãos do domínio familiar (Caiados), que gerava, além de 
deputados e senadores, leis que atendiam, sobretudo, aos 
interesses particulares. 
III. A partir de 1937, iniciou-se uma renovação política que 
afirmou a primazia do Estado diante dos interesses particulares, 
mas sob um regime político ditatorial, incapaz, portanto, de 
afirmar o sentido democrático do ideário republicano. 
(A) São corretas apenas as assertivas I e II. 
(B) São corretas apenas as assertivas II e III. 
(C) São corretas apenas as assertivas I e III. 
(D) Todas as assertivas são corretas. 
 
06. Sobre a modernização agrícola de Goiás, pode-se afirmar 
que: 
I. Gera emprego especializado, ao mesmo tempo em que 
contribui para o aumento do desemprego entre trabalhadores 
com pouca qualificação. 
II. Prioriza o plantio de produtos destinados à exportação, 
como a soja, em detrimento da produção de alimento para o 
mercado interno, como o feijão. 
III. Investe em pequenas propriedades, pois seu objetivo é a 
melhor distribuição de terras e de renda. 
IV. Impede o êxodo rural, na medida em que aumenta a 
produção e a produtividade agrícola. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
(A) Somente as proposições I e IV são verdadeiras. 
(B) Somente as proposições I e II são verdadeiras. 
(C) Somente as proposições II e III são verdadeiras. 
(D) Somente as proposições III e IV são verdadeiras. 
 
07. A historiografia goiana considera que na década de 1970 
houve uma modernização das atividades agrícolas em Goiás. 
Como decorrência dessa modernização, constata-se uma 
crescente mecanização e utilização de insumos agrícolas, 
significando a expansão e consolidação do capitalismo no meio 
rural. É CORRETO identificar como consequência desse processo: 
(A) o aumento da repressão autoritária por parte do Estado 
aos movimentos sociais que lutavam por terra. 
(B) modificações na estrutura fundiária de Goiás, com a 
consolidação da pequena propriedade rural, no estado. 
(C) a implantação de um programa de reforma agrária, como 
a Colônia Agrícola de Ceres, para atender aos trabalhadores 
imigrantes. 
(D) o desenvolvimento do populismo nos anos 70 como forma 
de conciliação de interesses contraditórios no quadro político e 
econômico de Goiás. 
 
08. Capital de Goiás foi eleita 
Desde o berço em que um dia nasceu 
Pela gente goiana foi feita 
Com um povo adotado cresceu. 
OLIVEIRA, E. C. História cultural de Goiânia. Goiânia: Agepel, 
2002. p. 26. 
 
O trecho do poema acima faz referência ao intenso processo 
de crescimento demográfico ocorrido em Goiás com a mudança 
da capital e a inauguração de Goiânia. Outro fator que fomentou 
o crescimento demográfico de Goiás no século XX foi a 
(A) descoberta de ouro por Bartolomeu Bueno da Silva. 
(B) fundação do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). 
(C) construção de Brasília. 
(D) Revolução de 1930, comandada por Pedro Ludovico 
Teixeira. 
 
09. (UFG) Leia o trecho a seguir: 
A impraticabilidade de se povoar a dita capitania [Goiás] nem 
outra qualquer parte da América Portuguesa senão com os 
nacionais da mesma América. E que achando-se todo o sertão 
daquele vasto continente coberto de índios, estes deviam ser 
principalmente os que povoassem os lugares, as vilas e as cidades 
que se fossem formando. 
(Carta régia de D. José I a D. José Vasconcelos, governador da 
Capitania de Goiás. 1758. In: PALACIN, Luís. 
 O Século de ouro em Goiás. Goiânia. Editora da UCG, 1994. p, 
84.) 
 
O documento aponta a preocupação da Coroa Portuguesa 
com o povoamento da Capitania de Goiás, cujo desdobramento 
foi a política de: 
(A) Ocupação das terras indígenas. 
(B) Guerra justa contra as tribos indígenas. 
(C) Mestiçagem de brancos, índios e negros. 
(D) Embates intermitentes com as tribos indígenas. 
(E) Implantação de aldeamentos indígenas. 
 
10. (UEG) A integração de Goiás nos quadros da economia 
nacional encontrou na construção de Brasília um momento de 
inflexão: Goiânia transformou-se em ponto de apoio fundamental 
para a construção da nova capital. Acerca da integração 
econômica de Goiás entre as décadas de 1950 e 1970, marque a 
alternativa CORRETA: 
(A) Houve uma enorme resistência da elite política goiana em 
ceder imensa quantidade de terras para formação do Distrito 
Federal, uma vez que a atividade pecuarista era desenvolvida 
intensivamente nas terras onde a nova capital seria construída. 
(B) A construção de Brasília recebeu apoio inconteste de 
todos os partidos políticos, pois a interiorização da capital já 
estava prevista na primeira constituição republicana. O sonho de 
se construir uma nova capital ultrapassou as divisões ideológicas. 
(C) O golpe de 1964 paralisou os investimentos na 
modernização da agricultura brasileira. O modelo econômico 
adotado reservara à agricultura papel secundário, concentrando 
os investimentos no desenvolvimento industrial. 
(D) A modernização da agricultura goiana foi uma 
decorrência da transferência da capital, pois o estado de Goiás 
tornou-se responsável pelo abastecimento de Brasília, o que 
permitiu uma profunda alteração na agricultura goiana, com o 
crescimento da pequena propriedade. 
(E) A integração da economia goiana nos fluxos de 
investimentos nacionais iniciou-se no final da década de 1920 
com a chegada dos trilhos, mas só ganhou impulso decisivo com 
o desenvolvimento da agricultura moderna, com o cultivo da 
soja. 
 
Respostas 
 
01. Resposta: C 
Goiás era conhecido e percorrido pelas bandeiras já no 
primeiro século da colonização do Brasil. Mas seu povoamento só 
ocorreu em virtude do descobrimento das minas de ouro (século 
XIII). Esta povoação, como todo povoamento aurífero, foi 
irregular e instável. 
 
02. Resposta: B 
A expansão da pecuária em Goiás, nas três primeiras décadas 
do século XIX, que alcançou relativo êxito, trouxe como 
consequência o aumento da população. O Clientelismo é um sub-
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 31 
 
sistema de relação política - em geral ligado ao coronelismo, onde 
se reedita uma relação análoga àquela entre suserano e vassalo 
do Sistema Feudal, com uma pessoa recebendo de outra a 
proteção em troca do apoio político. 
 
03. Resposta: A 
Goiânia foi planejada por Attilio Corrêa Lima. Após 
desentendimentos com as autoridades, Lima abandona o projeto, 
que é então entregue para Armando Augusto de Godói. 
 
04. Resposta: C 
A cidade de Goiás estava afastada das rotas do 
desenvolvimento econômico, e a exploração aurífera vinha 
enfrentado um período de decadência. Além disso, a mudança da 
capital atendia ao desejo político do governo de Getúlio Vargas 
de enfraquecer as oligarquias locais, fortalecendo o governo 
central. 
 
05. Resposta: D 
Com vinda da Republica, os coronéis passam a exercer grande 
influência no cenário político brasileiro. A manipulaçãode 
resultados de eleições era uma pratica constante. A consolidação 
da república ocorre sob o poder dos grandes proprietários rurais, 
por isso a república velha até a revolução de 30 (fim da república 
do café com leite e o início da Era Vargas) é conhecida como 
República Oligárquica. 
O Coronelismo no Estado de Goiás diferenciou-se de outras 
regiões pela situação de isolamento geográfico, político, social, 
econômico e de comunicação do estado com o centro hegemônico 
do poder nacional. Mesmo assim, manteve as características 
básicas da política oligárquica feita por poucos, para poucos. 
 
06. Resposta: B 
Desde o início da ocupação, a agricultura foi, e ainda é, a base 
econômica da região, e vem apresentando algumas fortes 
características. Uma primeira é, a constante queda do emprego 
agrícola, devido principalmente, à incorporação tecnológica em 
culturas que demandam mão-de–obra, como a cana de açúcar, 
tomate, algodão, feijão; ao aumento da área de culturas 
mecanizadas, que vem dispensando mão-de-obra assalariada 
(soja, algodão, cana-de-açúcar) e a intensa “pecuarização” da 
região. 
 
07. Resposta: A 
Segundo o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), 
Cláudio Maia, diante do conflito agrário, o Estado agiu na 
garantia do latifúndio e da exploração, reprimindo os 
movimentos sociais que buscavam redistribuição de terras. 
 
08. Resposta: C 
Desde a sua fundação, a cidade de Goiânia apresentou um 
grande crescimento demográfico e uma significativa expansão 
urbana. Com a transferência do Distrito Federal e a inauguração 
de Brasília, distante 180 Km de Goiânia, a expansão urbana e 
demográfica tornou-se muito mais expressiva. 
09. Resposta: E 
O processo de aldeamentos indígenas na Capitania de Goiás 
ocorreu entre os anos de 1749 e 1811, portanto, entre os séculos 
XVIII e XIX. 
 
10. Resposta: E 
A transferência da capital para Goiânia foi muito importante 
para o desenvolvimento do estado. Desde a sua fundação, a 
cidade desempenhou papel decisivo na projeção de Goiás na 
esfera da modernização agrícola e, por conseguinte, da 
integração econômica nacional. Contudo, nas décadas seguintes, 
esse desenvolvimento tornou-se ainda mais exponencial, 
garantindo uma inserção decisiva de Goiás na economia do país. 
 
 
A nova fronteira agrícola na Amazônia 
 
A fronteira agrícola representa uma área mais ou menos 
definida de expansão das atividades agropecuárias sobre o meio 
natural. Geralmente, é nessa zona que se registram casos de 
desmatamento ilegal e de conflitos envolvendo a posse e o uso da 
terra sobre as chamadas terras devolutas, espaços naturais 
pertencentes à união e que não são delimitados por propriedades 
legais, servindo de moradia para índios e comunidades 
tradicionais e familiares. 
A localização dessa área de expansão foi se modificando ao 
longo da história. Durante o período após o descobrimento, 
quando a Coroa Portuguesa decidiu implementar uma produção 
agrícola no país, a zona litorânea composta predominantemente 
pela Mata Atlântica constituiu-se, então, como a primeira 
fronteira agrícola brasileira. 
Atualmente, a fronteira agrícola brasileira encontra-se em 
direção à região Norte do país, registrando uma grande 
quantidade de conflitos na área da Floresta Amazônica, com 
destaque para o caso Doroth Stang, uma ativista estadunidense 
naturalizada brasileira que foi assassinada por fazendeiros na 
cidade de Anapu (PA). 
Em linhas gerais, a fronteira agrícola costuma configurar-se 
por meio de uma frente de expansão, seguida por uma frente 
pioneira. Essa última é responsável por consolidar de forma mais 
acabada a atividade agropecuária em uma determinada região. 
Posteriormente, essas atividades passam por uma etapa de 
modernização produtiva. 
 
Sipam identifica desmatamento ilegal em terras 
indígenas de RO, AC e MT 
 
Pesquisadores do Sistema de Proteção à Amazônia (Sipam) 
identificaram aumento no desmatamento ilegal em várias áreas 
indígenas e unidades de conservação de Rondônia, Acre e Mato 
grosso. A descoberta aconteceu a partir de imagens de vários 
satélites, incluindo o Landsat 8 da Nasa. O desmatamento mais 
grave, de mais de mil hectares, foi registrado na cidade de 
Guajará-Mirim (RO), em uma área onde passa uma estrada 
dentro do parque estadual. A via foi aberta em 2014, durante a 
cheia histórica do Rio Madeira. 
As áreas de desmatamento foram identificadas por meio de 
imagens de satélite sobrepostas, aliadas a técnicas de 
georreferenciamento que define a localização exata de uma 
propriedade, levando em conta as coordenadas e os limites da 
área. Com o resultado, foi possível observar a formação de trilhas 
e pátios de estocagem em uma área de quase um 1,5 milhão de 
Km² de unidades de conservação e terras indígenas, localizadas 
nos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso. 
Essas imagens são fruto do Programa de Monitoramento de 
Terras Especiais (Pronae), cuja finalidade é identificar áreas 
menores de desmatamento. O Sipam já identificou 67 áreas de 
desmatamento dentro do Parque Estadual no município de 
Guajará-Mirim, especialmente na área onde passa a estrada que 
dá acesso ao município. 
Atualidades econômicas, políticas 
e sociais do Brasil, especialmente 
do Estado de Goiás. 
 
 32 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
O desmatamento na região foi maior a partir do ano de 2014, 
de acordo com a chefe de sensoriamento remoto do Sipam, 
Clementina Brito. "Até 2014 nós tínhamos 1.078,27 hectares 
desmatados dentro do parque. Em 2015 foi para 1.297,80 
hectares, ou seja, mais do que o identificado em 2014", diz. 
Segundo o Sipam, em 2014 foi aberta a estrada no parque de 
Guajará-Mirim que servia como rota alternativa para moradores 
de cidades atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira, que 
inundou a BR-364 e 425. A estrada liga a zona rural do município 
de Nova Mamoré (RO) até Buritis (RO), no Vale do Jamari, e 
passa por 11 km dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim. A 
via também via conhecida por ser caminho de transporte de 
drogas na região. 
A fotos retiradas por satélite também apontaram dez áreas de 
desmatamento na Floresta Nacional de Jacundá e cinco no 
Parque Nacional do Mapinguari, próximo à Lábrea (AM). Ao 
todo, quase vinte mil hectares foram desmatados nos dois 
parques, nos últimos dois anos. 
17/05/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2016/05/sipam-
identifica-desmatamento-ilegal-em-terras-indigenas-de-ro-ac-e-
mt.html 
 
Desmatamento da Amazônia Legal aumenta 190% 
em MT, diz Imazon 
 
Dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), do 
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 
mostram que o desmatamento na área da Amazônia Legal em 
Mato Grosso aumentou 190% nos meses de fevereiro e março de 
2016 em comparação com o mesmo período do ano passado. 
Foram derrubados 172 km² neste ano, enquanto em 2015 foram 
60 km². 
Conforme os dados, os municípios que mais desmataram em 
Mato Grosso nos meses de fevereiro e março foram Marcelândia 
(27,9 km²) e Feliz Natal (26 km²). Outros oito municípios do 
estão na lista dos que mais desmataram, sendo eles Nova Maringá 
(13 km²), Juína (12.2 km²), Santa Carmem (10.5 km²), 
Aripuanã, (8.6km²) Diamantino (7.6 km²) e Juara (7.4 km²). 
Nesse período, Mato Grosso foi o responsável por 81% do 
desmatamento registrado na Amazônia. Rondônia ficou em 
segundo lugar, com 9%. Porém, na comparação dos períodos de 
agosto de 2015 a março de 2016, e agosto de 2014 a março de 
2015, o estadoteve queda de 7% na área desmatada, passando 
de 639 km² para 595 km². 
De acordo com o SAD, em março deste ano, 61% da área 
florestal da Amazônia Legal estavam cobertos por nuvens, sendo 
que os estados com mais cobertura o Amapá (91%), o Pará (77%) 
e o Amazonas (63%). 
 
Assentamentos 
Foram registrados em toda a Amazônia Legal 25 quilômetros 
quadrados de desmatamento em assentamentos de reforma 
agrária em fevereiro e março. Dos três mais afetados da área, 
estão dois de Mato Grosso, sendo o PE Vida Nova, em Jangada, e 
PA Japuranoman, em Nova Bandeirantes. 
Ainda conforme os números, não foi detectado desmatamento 
em Unidades de Conservação e Terra Indígenas nos meses de 
fevereiro e março. 
 
Medidas 
Em reunião na Conferência Mundial do Clima, realizada em 
dezembro de 2015 em Paris, o governo de Mato Grosso anunciou 
que pretende acabar com desmatamento no estado até 2020. No 
final de março, foi publicado o decreto nº 468, que instituiu o 
Comitê Estadual da Estratégia PCI, que será responsável por 
implantar e acompanhar o cumprimento das metas. 
A primeira reunião do Comitê deverá ocorrer ainda nesta 
quinta-feira (05/05/2016), às 14h30, no Palácio Paiaguás, em 
Cuiabá. 
05/05/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/mato-
grosso/noticia/2016/05/desmatamento-da-amazonia-legal-
aumenta-190-em-mt-diz-imazon.html 
 
'Operação Tempestas' combate desmatamento e 
fraudes no Pará 
 
Uma operação conjunta de órgãos de segurança e meio 
ambiente é realizada na manhã desta quinta-feira (28) nos 
estados do Pará, Mato Grosso, Maranhão, Paraná e Sergipe. 
Batizada de "Tempestas", a ação cumpre um total de 45 
mandados judiciais para combater crimes ligados uma 
organização criminosa especializada em lavagem de produtos 
florestais. 
No Pará, a operação é coordenada pela Secretaria de Estado 
de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) em parceria com 
a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Pará. Os 
mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na 
Região Metropolitana de Belém (RMB), em Tailândia, Tucuruí, 
Novo Progresso, Marabá, Itaituba, Santarém e municípios que 
apresentaram índices relevantes de desmatamento. 
Ao todo, cem agentes cumprem 24 mandados de busca e 
apreensão, 14 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 
cinco de condução coercitiva determinadas pela Vara de Combate 
ao Crime Organizado. 
O objetivo é desarticular a atuação de organizações 
criminosas de alta complexidade, que atuam no “esquentamento” 
de madeira ilegal e sua introdução no mercado com preços 
reduzidos, prejudicando não só o meio ambiente, como também 
os empreendimentos madeireiros que atuam de forma lícita. 
 
Investigações 
As investigações tiveram início em 2014, quando empresas do 
setor madeireiro comunicaram a Semas e a Polícia Civil 
irregularidades no que diz respeito a emissão de guias florestais 
através de sistemas ambientais. As primeiras investigações 
tratavam dos casos de forma isolada, porém, os órgãos oficiais 
perceberam uma conexão entre os atos ilícitos e que estes haviam 
sido praticados pela mesma organização criminosa. 
 
Funcionamento 
O esquema agia em diversos pontos interligados, desde a 
criação de empresas fantasma e de fachada, que realizavam 
atividades lícitas e ilícitas e apresentação de planos de manejo 
fraudulentos, conseguindo de forma ilegal os créditos florestais. 
Depois, estes créditos eram comercializados entre os chamados 
“papeleiros” para fazer o "esquentamento da madeira", 
expedindo guias florestais com dados falsos, por meio da atuação 
de rackers, a fim de ocultar a origem ilícita do produto florestal, 
possibilitando, assim, a revenda da madeira a preços mais 
competitivos no mercado. 
Um dos investigados, residente no Paraná, atuava como 
proprietário de um empreendimento no Pará, adquirindo créditos 
florestais de empresas fantasma e de fachada. Este 
empreendimento já foi, inclusive, citado em um relatório de uma 
organização não governamental de meio ambiente internacional 
como uma das 45 empresas exportadoras que receberam madeira 
de 22 serrarias que comercializavam madeira ilegal em todo o 
país. 
 
Danos 
De acordo com a polícia, no que se refere ao dano ambiental 
quantificável, em apenas um dos esquemas de fraudes 
investigados, essa organização criminosa causou um dano de 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 33 
 
mais de R$ 23 milhões, referente a cerca de 5.300 árvores, o 
suficiente para encher aproximadamente 1.300 caminhões. 
Além desses prejuízos, há outros danos ao meio ambiente 
difíceis de mensurar, já que os reflexos ambientais do 
desflorestamento ilegal englobam a perda da biodiversidade; 
degradação de mananciais; aterramento de rios e lagos; redução 
do regime de chuvas; redução da umidade relativa do ar; 
aumento do efeito estufa; comprometimento da qualidade da 
água; e desertificação, entre outros. 
 
Gases de efeito estufa 
Em dezembro de 2015 foi realizado em Paris, na França, o 
primeiro acordo de global para frear as emissões de gases do 
efeito estufa, determinando que os 195 países signatários 
promovam ações para que a temperatura média do planeta sofra 
uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para 
limitar o aumento de temperatura a 1,5°C”. 
Entre os compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência 
do Clima da ONU (COP 21) está a redução do desmatamento 
ilegal, sendo que no Pará, o município de Novo Progresso 
desponta entre os que sofreram maior degradação por 
desmatamento. Nele estão situadas diversas das empresas 
envolvidas nas investigações da "Operação Tempestas". 
28/04/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2016/04/operacao-
tempestas-combate-desmatamento-e-fraudes-no-para.html 
 
Estado cria comitê de inteligência contra 
desmatamento ilegal em MT 
 
O aumento nas taxas de desmatamento ilegal em 2015 em 
Mato Grosso e os compromissos firmados pelo governador Pedro 
Taques(PSDB) na última Conferência Mundial do Clima, em Paris 
(COP21), levaram o estado a criar um grupo permanente de 
inteligência para combater o avanço da degradação florestal. 
Publicado no Diário Oficial do Estado do dia 1º de abril, o decreto 
que institucionaliza o Comitê de Inteligência para o Combate ao 
Desmatamento, a Exploração e a Degradação Florestal Ilegal 
(Codi) já entrou em vigor. 
O comitê deverá produzir relatórios regulares com 
informações de caráter sigiloso visando a prevenção e o combate 
a ações de desmatamento, de exploração e degradação florestal 
ilegal dentro do território mato-grossense. Os relatórios deverão 
servir de embasamento para ações de estado. 
O Codi também deverá trabalhar de forma coordenada com a 
Rede de Inteligência Ambiental da Amazônia Legal, criada no 12º 
Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, em novembro de 
2015, em Belém (PA), a fim de combater crimes ambientais em 
toda a região. Os compromissos firmados por Mato Grosso com o 
grupo de governadores da Amazônia Legal também motivaram o 
decreto de criação do novo comitê permanente. 
Em Mato Grosso, o Codi deverá se reunir bimestralmente na 
sede da Secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema), em 
Cuiabá, e deverá contar com membros indicados pelos órgãos 
mencionados no decreto. 
Conforme o texto, além da Sema, deverão compor o Codi a 
Secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp) e o Instituto de 
Defesa Agropecuária (Indea). A assinatura conjunta do decreto, 
aliás, foi uma das últimas ações dos ex-secretários estaduais de 
Meio Ambiente e SegurançaPública - respectivamente, Ana Luiza 
Peterlini e Fábio Galindo - antes de retornarem a seus cargos de 
promotores. 
O decreto também prevê instituições convidadas para compor 
o Codi: a Polícia Federal, o Ministério Público estadual, o 
Ministério Público Federal e o Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente (Ibama). A participação nas reuniões do Codi será por 
meio de representantes indicados. 
Desmatamento 
Nos últimos cinco meses de 2015, Mato Grosso foi o único 
estado da Amazônia Legal que ampliou sua área desmatada, com 
aumento de 16% no corte raso. Foram 419 quilômetros 
quadrados de desmatamento (km²) contra 362 km² do período 
anterior, segundo o Instituto Centro de Vida (ICV), com base em 
dados de satélites. 
Antes disso, entre agosto de 2014 e julho de 2015, o estado 
já havia assistido ao aumento de sua área desmatada em 40%, 
segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na 
Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de 
Pesquisas Espaciais (Inpe). 
Em dezembro de 2015 o governador Pedro Taques se 
comprometeu, durante a COP 21, em Paris, a dar fim ao 
desmatamento ilegal no estado até 2020 e a recuperar 2,9 
milhões de hectares de reservas legais e áreas de preservação 
permanente que já foram degradadas. 
O plano apresentado pelo estado na COP 21, intitulado 
"Produzir, Conservar e Incluir", pode ser consultado na internet. 
Por meio da assessoria de imprensa, a diretora adjunta do 
ICV, Alice Thuault, afirmou que a criação do Codi em Mato 
Grosso atende a uma necessidade urgente do estado, uma vez que 
a tendência de alta no desmatamento pode comprometer a 
credibilidade do estado em atrair investimentos. 
04/04/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/mato-
grosso/noticia/2016/04/estado-cria-comite-de-inteligencia-
contra-desmatamento-ilegal-em-mt.html 
 
Presos comandavam tráfico, roubos e sequestros 
da cadeia, diz delegado 
 
A Polícia Civil desarticulou nesta quinta-feira (10/03/2016) 
uma quadrilha suspeita de comandar o tráfico de drogas, roubos, 
assaltos e até sequestros de dentro de vários presídios em Goiás. 
Segundo o delegado Cleybio Januário, responsável pela 
investigação, os presos combinavam crimes por telefone, davam 
ordens e movimentavam dinheiro de dentro da cadeia. De acordo 
com ele, de 45 mandados de prisão em cumprimento pela 
Operação Esfacela, 39 são contra detentos. 
“Trata-se de uma organização sem um líder, e de capilaridade 
que a gente não consegue mensurar ainda. Sem dúvidas, 
centenas de crimes foram e continuaram sendo evitados com esta 
ação de hoje”, afirmou Januário. 
A operação foi deflagrada dela Delegacia Estadual de 
Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) na 
madrugada desta quinta-feira. Estão sendo cumpridos 90 
mandados, sendo 45 de prisão e 45 de busca e apreensão, em dez 
cidades goianas, a maioria deles em Itumbiara e Morrinhos. De 
acordo com o delegado, a investigação durou um ano e evitou 
que vários crimes acontecessem. 
“Conseguimos, por exemplo, impedir o sequestro de um 
empresário de Catalão. Tivemos informações da ação e 
intervimos para evitar, fazendo cercos, efetuando prisões. Além 
desta situação, impedimos alguns roubos a banco e assaltos que 
seriam cometidos a mando dos presos”, afirmou Cleybio 
Januário. 
 
Operação Esfacela 
Segundo ele, a Operação Esfacela é a primeira fase de uma 
investigação que continua. “Vamos continuar apurando, 
principalmente para saber quem são as pessoas que trabalhavam 
aqui do lado de fora. Até então estão sendo cumpridos 6 
mandados de prisão contra envolvidos que não estavam presos, 
mas, sem dúvidas, este número pode ser maior”, afirmou. 
O resultado das investigações foi apresentado da sede da 
Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária 
(SSP). De acordo com o secretário José Eliton, a operação vai 
 
 34 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
refletir na redução de indicadores de violência no estado. "O 
trabalho da polícia deflagrado hoje faz parte do conjunto de ações 
que denominamos 'tolerância zero' e vai reduzir a criminalidade 
de forma efetiva", disse. 
 
Articulação por celular 
Os criminosos utilizavam aparelhos celulares dentro dos 
presídios para se comunicarem entre si e combinar os crimes que 
seriam cometidos. Em relação ao tráfico de drogas, por exemplo, 
o delegado conta que eles juntavam dinheiro, provavelmente 
originário do crime, compravam drogas, repassavam essa droga 
para distribuidores que vendiam e aumentavam o montante da 
quadrilha. 
“Nós não sabemos ainda o valor que esta quadrilha 
movimentou, mas acreditamos que seja alto, dada a capilaridade 
de ação que os criminosos tinham em praticamente todas as 
regiões do estado”, afirmou Januário. 
Ele afirma que os 39 presos envolvidos na operação cumprem 
pena por diversos crimes de tráfico de drogas, roubo e homicídio. 
“É um conjunto de presos por diversos crimes e essa diversidade 
refletia do lado de fora da cadeia: faziam de tudo, todo tipo de 
crime”, reiterou. 
Uma das peculiaridades desta organização, segunda polícia, é 
a falta de hierarquia definida. Conforme a investigação, todos os 
presos tinham voz e participação equivalente no planejamento, 
execução dos crimes e partilha dos lucros obtidos. 
 
Mandados 
Ao todo, 200 policiais trabalham para cumprir 45 mandados 
de prisão e 45, de busca e apreensão na capital e em Águas Lindas 
de Goiás, Catalão, Cristalina, Itumbiara, Luziânia, Mineiros, 
Morrinhos, Quirinópolis, Rio Verde e São Simão. 
Os envolvidos na organização que já cumpriam pena em 
presídios foram transferidos para o Núcleo de Custódia, em 
Aparecida de Goiânia. Conforme o delegado, o objetivo é evitar 
que eles continuem se comunicando e cometendo crimes. 
“Em uma cela diferenciada eles, com certeza, não conseguirão 
se comunicar. Consequentemente, as ações da organização que 
antes eram planejadas e comandadas do presídio serão todas 
frustradas”, disse. 
 
Bloqueadores 
De acordo com a polícia, a ineficiência dos bloqueadores foi 
o que possibilitou a sobrevivência da quadrilha. Esse déficit foi 
causado, de acordo com o Ministério Público, por um desajuste 
técnico entre a empresa que ganhou a licitação para efetivar o 
bloqueio de sinal de celulares nos presídios e as operadoras 
telefônicas. Assim, os celulares funcionavam normalmente dentro 
do prédio. 
“Havia intensa comunicação entre os presos. Conversavam 
muito pelo celular e, a partir da interceptação destes diálogos, é 
que conseguimos identificar os envolvidos e evitar que muitos 
crimes acontecessem”, afirmou Cleybio Januário. 
Apesar de 39 dos 45 envolvidos na operação serem detentos, 
a polícia afirmou que não foi investigada a possibilidade de 
agentes penitenciários como cúmplices da quadrilha. Apesar 
disso, o delegado afirmou que durante as conversas feitas entre 
os presos não ficou sugerida a participação de servidores. 
10/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/presos-
comandavam-trafico-roubos-e-sequestros-da-cadeia-diz-
delegado.html 
 
Comandante da PM em Goiânia irá a júri popular 
em junho por homicídio 
 
O novo comandante de Policiamento da Capital da PM-GO, 
tenente-coronel Ricardo Rocha Batista, vai a júri popular no 
próximo dia 23 de junho, em Rio Verde, no sudoeste do estado. 
A sessão é referente à morte de Alessandro Ferreira Rodrigues, 
vulgo "Nego Léo", ocorrida em setembro de 2006. 
Os ministérios Público de Goiás (MP-GO) e Federal em Goiás 
(MPF/GO) já pediram a destituição do oficial do cargo em virtude 
dele responder ainda pormais oito homicídios e um sequestro. 
O advogado do militar, Ricardo Naves, disse que a denúncia 
é "absurda" e que Batista é inocente não só nesse caso, como em 
todos os outros em que é acusado. "Digo, categoricamente, que 
essa acusação é absurda. Ele não matou ou participou desse 
crime. Além disso, em todos os outros crimes em que é apontado 
como autor, agiu no estrito cumprimento do dever legal de 
policial, ou seja, não é culpado", disse ao G1. 
De acordo com a denúncia, Alessandro era suspeito de 
envolvimento com tráfico de drogas e foi atraído para uma 
emboscada próximo a um posto de combustíveis, momento em 
que teria sido alvejado pelo tenente-coronel. Na época, Ricardo 
Rocha era o comandante da PM da cidade de Rio Verde. 
O promotor de Justiça Mário Henrique Cardoso Caixeta, autor 
da denúncia, disse que o policial, "agindo como se fosse justiceiro, 
em atividade típica de grupo de extermínio, resolveu, então, 
assassiná-la [a vítima]. Torpe, portanto, o móvel do crime". 
O júri já havia sido marcado para o último dia 1º de março, 
mas teve que ser cancelado. Segundo a juíza Tatianne Marcella 
Mendes Rosa Borges, da 2ª Vara Criminal de Rio Verde, não 
houve tempo hábil para a expedição de cartas precatórias de 
testemunhas que não residem em Goiás. Também pesou para a 
decisão a necessidade de organizar o aparato de segurança do 
denunciado e a realização, na mesma ocasião, de um mutirão de 
25 júris na cidade de réus já presos. 
O policial responde ainda por homicídios em Rio Verde, 
Goiânia, Cachoeira Alta, Aparecida de Goiânia, Formosa e 
Alvorada do Norte. Nesta última cidade, além de uma morte, há 
a investigação por um sequestro. Esses dois casos foram 
federalizados e estão sob responsabilidade do Superior Tribunal 
de Justiça (STJ), que entendeu haver provas de violação dos 
direitos humanos. 
 
Pedido de destituição 
Rocha foi anunciado no cargo no último dia 26 de fevereiro, 
substituindo o coronel Divino Alves, agora comandante-geral da 
PM. Ele é suspeito de envolvimento em um grupo de extermínio 
formado por 19 PMs e desbaratado em fevereiro de 2011 pela 
Operação Sexto Mandamento. 
 
Uma ação conjunta do Ministério Público do Estado de Goiás 
(MP-GO) e Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) 
recomenda que o tenente-coronel seja destituído do Comando de 
Policiamento da Capital (CPC). 
O documento alega que o oficial responde por dez crimes e 
que o cargo deve ser ocupado por "militar que não exponha o 
Estado de Goiás a eventual novo pedido de federalização 
[julgamento de crimes]". 
Em nota enviada ao G1, a assessoria de imprensa da PM 
informou que recebeu a recomendação, mas não informou se irá 
acatá-la ou não. 
Já a assessoria de imprensa da Segurança Pública e 
Administração Penitenciária (SSP-GO) informou, em nota, que 
respeita a visão do MP, mas “em face do princípio relacionado à 
prevalência do império das leis, que deve nortear atos 
administrativos, entendemos por manter inalterada a posição a 
propósito do tema”. 
Ainda segundo a nota, o tenente-coronel Ricardo Rocha 
jamais teve contra si qualquer condenação. "Nunca é demais 
relembrar que a presunção de inocência é um dos pilares dos 
direitos humanos e está disciplinada na Constituição de 1988 que 
estabelece: ‘Ninguém será considerado culpado até o trânsito em 
julgado de sentença penal condenatória’”. 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
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09/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/comandante-da-
pm-em-goiania-ira-juri-popular-em-junho-por-homicidio.html 
 
Integrantes de movimentos populares ocupam a 
sede da Sefaz, em GO 
 
Integrantes de movimentos populares ocupam nesta terça-
feira (08/03/2016) a sede da Secretaria da Fazenda de Goiás 
(Sefaz), em Goiânia. Os manifestantes pedem, entre outros 
pontos, ações concretas de combate à violência contra as 
mulheres e a aprovação do projeto de lei da agricultura familiar 
e camponesa. 
O ato começou por volta de 5h30, na sede da secretaria que 
fica no Setor Santa Genoveva, na capital. De acordo com a 
organização do movimento, 1,5 mil camponeses estão no local. A 
Polícia Militar e a assessoria do governo não informaram a 
quantidade de manifestantes. 
O ato envolve integrantes do Movimento Camponês Popular 
(MCP), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra 
(MST), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da 
Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Pastoral da Juventude 
Rural e do Levante Popular da Juventude. 
A assessoria de imprensa da Sefaz informou que o protesto 
impede a entrada de servidores. Os manifestantes estão 
acampados no pátio do órgão com barracas, comida, fogão e 
colchonetes. 
Uma das líderes do Movimento Camponês Popular (MCP), a 
camponesa Sandra Alves afirmou que o local só será desocupado 
após negociação com o governo. "A gente só vai desocupar 
quando tiver uma solução", disse. 
Conforme a assessoria, a secretária da Fazenda, Ana Carla 
Abrão Costa, “determinou providências para a negociação com os 
manifestantes e liberação do prédio da Sefaz”. A Sefaz 
“reconhece a legitimidade de manifestações pacíficas, mas 
repudia veementemente atitudes como a ocupação de órgãos 
públicos”. 
 
Reivindicações 
Segundo a organização do ato, a ocupação foi realizada no 
Dia Internacional da Mulher para cobrar que sejam tomadas 
ações concretas para o combate à violência contra as mulheres e 
a promoção à saúde, por meio de políticas públicas e a garantia 
de atendimento especifico às camponesas. 
Sandra destaca que os camponeses cobram a aprovação 
imediata do governo do Projeto de Lei da Agricultura Familiar e 
Camponesa. De acordo com a manifestante, ele tramita há três 
anos na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). 
Os camponeses pedem agilidade na regularização fundiária 
das terras no estado. "Temos do governo uma proposta de que 
estas terras sejam vendidas para os posseiros. A a gente discorda 
porque a gente quer que as terras com até 4 módulos 
ficais,ocupadas por agricultores familiares, sejam doadas", 
concluiu Sandra. 
08/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/integrantes-de-
movimentos-populares-ocupam-sede-da-sefaz-em-go.html 
 
Para combater piratas, empresa de ônibus pede 
para ANTT baixar tarifa 
 
A empresa de ônibus G 20, que atua em linhas que ligam 
Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, à capital, pediu à 
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para baixar 
a tarifa, com o intuito de combater o transporte pirata. Os 
veículos irregulares cobram valor inferior ao preço da passagem 
praticado pela companhia. 
A ANTT infomou no fim da tarde que a empresa está 
autorizada a reduzir a tarifa. Diretores da empresa G 20 se 
reuniam na noite desta segunda (07/03/2016) para debater 
quando a o preço mais baixo será cobrado. 
Pela proposta da companhia, a passagem de Luziânia para 
Taguatinga deve cair de R$ 6,55 para R$ 5,85 (redução de 10%). 
De Luziânia para o Plano Piloto, o valor deve passar de R$ 5,85 
para R$ 5 – 14,53% menos. 
A ideia da G 20 é que o preço mais baixo seja praticado por 
90 dias. Um dos donos da empresa afirmou que já perdeu 3 mil 
passageiros por dia para o transporte pirata e que teve de 
suspender os planos para investir em novos coletivos. 
Os veículos fazem transporte ilegal ao longo da BR-040. Os 
motoristas e donos dos carros que rodam sem autorização cobram 
R$ 5. O último aumento, de 11,29%, entrou em vigor em 21 de 
fevereiro. Desde então, os ônibus da G 20 cobram R$ 5,85 ou R$ 
6,55. 
Sem fiscalizaçãona rodovia, os motoristas de transporte 
irregular cobram um preço menor para poder conseguir mais 
usuários. “Eles [piratas] cobram o preços que eles querem”, 
afirma o motorista Elimilton do Vale. 
“Complica muito. Tira nossos passageiros, nosso serviço, 
nosso salário. De onde a empresa vai tirar dinheiro para pagar 
nós, se os piratas estão carregando os passageiros?” 
Para justificar o aumento de fevereiro, a ANTT afirmou que 
levou em conta a alta nos "custos de operação" como 
combustíveis, lubrificantes, peças, veículos e folha de pagamento. 
Em 2015, a inflação oficial medida no DF ficou em 10,67%, 
abaixo do reajuste anunciado. 
07/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/distrito-
federal/noticia/2016/03/para-combater-piratas-empresa-de-
onibus-pede-para-antt-baixar-tarifa.html 
 
Represas rompidas em Santa Helena de Goiás não 
tinham licença, diz PM 
 
A Polícia Militar Ambiental identificou os responsáveis por 
represas que se romperam na zona rural de Santa Helena de 
Goiás, no sudoeste do estado. De acordo com a corporação, as 
barragens eram antigas e não tinham licença, por isso, os 
representantes poderão responder por crime ambiental. 
“Fomos a todos os locais e nenhum deles tem licença 
ambiental, haja vista que essas represas foram construídas há 
mais de 40 anos”, disse o cabo José Marcos da Cruz, que destacou 
que os envolvidos vão prestar depoimento nesta semana. 
O rompimento das duas represas, ocorrido na madrugada do 
último dia 2, durante fortes chuvas, afetou 13 famílias, segundo 
levantamento do Corpo de Bombeiros. 
A corporação vistoriou a região e diz que tudo começou em 
uma represa antiga, que pertence a uma empresa de agricultura 
e biotecnologia. A água desceu e passou por mais duas barragens, 
existentes em fazendas, que ficaram comprometidas. A 
correnteza chegou a uma quarta represa, que também acabou 
estourando. 
Segundo os bombeiros, o rompimento afetou diretamente 
cinco famílias que moram às margens da primeira represa. Uma 
das casas foi invadida pela água e os móveis estragaram. Oito 
famílias que moram em fazendas vizinhas também tiveram 
prejuízos. 
Uma das propriedades rurais atingidas é a do vigilante 
Admilson Mariano Martins. Ele conta que a ponte que dava 
acesso à chácara dele foi arrancada e, por isso, não consegue mais 
chegar com o carro no local. Além disso, o quintal da casa segue 
cheio de água e é preciso muito cuidado para circular sem cair. 
 
 36 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
No interior da casa é possível ver uma marca na parede, que 
mostra que a água atingiu quase a altura das janelas. As roupas 
ficaram todas molhadas e o quarto dos filhos do vigilante teve os 
móveis completamente danificados. 
Alguns eletrodomésticos, como o freezer e a geladeira, 
também foram atingidos pela água, sem contar a máquina de 
lavar roupas, que foi levada pela enxurrada. Além disso, segundo 
ele, cachorros, patos e galinhas morreram afogados. “Foi um 
prejuízo muito grande. E saber que você lutou muito para chegar 
onde está e ver tudo do jeito que está é muito triste”, afirmou 
Admilson. 
Segundo ele, uma empresa responsável por uma das 
barragens o procurou e disse que vai fazer um acordo para tentar 
reparar o vigilante pelos danos sofridos. 
Outra família afetada pelo rompimento das represas foi a de 
Geneir Soares, que possui um emprego noturno e decidiu investir 
em um pesque-pague em busca de melhor qualidade de vida. Ao 
ir para a fazenda na manhã de quarta-feira, ele encontrou os 
tanques tomados por lama. Ele salvou apenas 60 kg das quatro 
toneladas que tinha no local. 
"Os peixes que eu tinha era uma média de R$ 40 mil, que eu 
comprei né. Se no caso eu fosse vendê-los hoje, ia dar mais", 
lamenta Soares. 
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santa Helena de 
Goiás informou que está prestando assistência às pessoas 
prejudicadas. Além disso, segundo o órgão, a empresa de 
agricultura e biotecnologia se comprometeu a esvaziar outras 
duas represas que apresentam riscos. 
“Elas serão colocadas no nível considerável para que não 
venham a romper com mais chuvas e também mantendo os 
peixes que estão lá dentro”, explicou o secretário de Meio 
Ambiente, Nicodemos Ferreira. 
 
Causas do acidente 
Fiscais da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, 
Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), que 
também estão na cidade, disseram que também é preciso verificar 
se houve negligência ou se a causa do rompimento foi o excesso 
de chuva. 
O acidente também é investigado pela Delegacia Estadual de 
Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema). Segundo o 
delegado Luziano Severino de Carvalho, já foi solicitado à 
secretaria municipal um relatório sobre os impactos ambientais. 
 
06/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/represas-
rompidas-em-santa-helena-de-goias-nao-tinham-licenca-diz-
pm.html 
 
Governo abrigará no Entorno do DF famílias 
expulsas por milícias do RJ 
 
O Ministério das Cidades afirmou ao G1 que vai transferir 
para imóveis do Minha Casa, Minha Vida no Entorno do Distrito 
Federal as seis famílias expulsas por milícias de casas do 
programa no Rio de Janeiro. O grupo, formado por 20 pessoas, 
foi abrigado pelo padre polonês Pedro Stepien por meses. Ele 
denunciou na web ameaças que vem sofrendo dos criminosos e 
suposta falta de amparo do governo federal. 
O padre registrou boletim de ocorrência na polícia. "Os 
milicianos nos enviam de vez em quando as fotos das famílias que 
foram expulsas falando ‘se amanhã você não for para o Rio, nós 
matamos membro da sua família’" 
O Ministério das Cidades disse que técnicos da Secretaria 
Nacional de Habitação têm acompanhado o caso. A pasta 
informou que ainda não encontrou os novos imóveis e por isso 
não tem a data da transferência. 
Por precaução, Stepien conta que enviou as seis famílias aos 
cuidados de amigos na Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais há 
pouco mais de uma semana. Ele continua ajudando na 
manutenção dos 20 refugiados, mas diz que o grupo tem vivido 
em situação precária. Não há locais adequados para dormir e nem 
sempre a alimentação é suficiente. 
O religioso também afirma que não mudou de rotina por 
conta das ameaças. A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo 
Socorro segue abrindo as portas todas as noites. Além disso, o 
religioso mantém as visitas a doentes e realiza missas no Gama, 
região administrativa do Distrito Federal. 
No Brasil há 14 anos, o homem se diz decepcionado com a 
situação. Colegas da Polônia ligaram para saber como ele está. 
Uma cantora, que não teve a identidade revelada pelo padre, 
ofereceu as passagens para que ele pudesse voltar para a Europa. 
 
Ameaças 
De acordo com Stepien, as habitações populares onde as 
famílias viviam foram construídas em terrenos gerenciados pela 
milícia. O grupo se intitula “Liga da Justiça”. A Polícia Civil do 
Rio de Janeiro investiga o caso. No dia 26, agentes apreenderam 
planilhas com valores de cobranças ilícitas feitas pelos milicianos 
contra comerciantes da Zona Oeste carioca, nas proximidades de 
condomínios do programa habitacional. 
O religioso conta que conheceu o primeiro casal que havia 
fugido dos criminosos nos corredores do Congresso Nacional. 
Entre os refugiados há ainda viúvas e dez crianças, com idades 
entre 3 e 7 anos. A perseguição ao padre começou justamente 
após uma audiência pública na Câmara dos Deputados em 2015, 
quando ele denunciou a atuação da milícia. 
O padre afirma ter recebido três ameaças desde então. As 
mensagenschegam por WhatsApp. "Pare de buscar ajuda onde 
não terá. Cuide de sua igreja e deixe de se meter em causas que 
não são suas. Esta é a última vez que avisamos. [...] Dez famílias 
serão expulsas de casa e um pai morrerá. E a culpa é dele [um 
dos refugiados] e sua", diz uma delas. 
Outras mensagens trazem fotos de familiares de uma das 
pessoas abrigadas pelo padre e até dos arredores da igreja onde 
ele atua, no Novo Gama, no Entorno do DF. Os autores das 
ameaças dizem "ser próximos" a deputados, policiais e senadores. 
O responsável por uma das ameaças enviou uma foto em que 
supostamente aparece dentro de uma delegacia. 
 
Em uma das mensagens mais recentes, os criminosos são mais 
objetivos: "Quem avisa amigo é". "É, padre, o senhor não tem 
jeito, já não dissemos que não adianta procurar deputados e 
senadores? Acha que somos idiotas? Estamos de olho em tudo. 
Está arrumando alguma solução aí agora? Claro que não! 
Entenda de uma vez, nosso problema é com Roberto [um dos 
ameaçados] e as famílias, e nós vamos resolver, polícia e políticos 
nos ajudarão." 
As mensagens dão a entender que os milicianos conhecem a 
rotina do religioso. "Então, padre, volta para casa, cuide de missa 
e de laranjas e deixe que as coisas aconteçam naturalmente", diz 
o texto. As frutas são em referência a uma horta comunitária 
gerenciada por Stepien nas proximidades da igreja. 
O religioso diz ter tido audiências canceladas com políticos 
depois das ameaças. A Polícia Federal informou que não confirma 
nem comenta investigações em andamento. Em nota, o Ministério 
da Justiça declarou não ter conhecimento sobre o caso. 
“Milicianos nos ameaçam, perseguem e matam. Governo nos 
abandonou. Deputados nos traíram. Senadores nos evitam. 
Justiça é cega e fica longe de nós. Ministro da Cidade não quer 
nos receber. Esta é história das pessoas que foram expulsas do 
condomínio ‘Minha casa, minha morte’”, disse ao G1. 
Em nota, o Ministério da Justiça informou que criou, junto 
com o das Cidades, um grupo interministerial em 2014 "para 
integrar ações de prevenção a condutas ilícitas no âmbito de 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 37 
 
programas habitacionais, especificamente o Minha Casa, Minha 
Vida". 
"Os dois ministérios firmaram também acordo de cooperação 
com o Rio de Janeiro, a Caixa Econômica Federal e o Banco do 
Brasil para que as polícias Civil e Federal atuem conjuntamente 
na investigação de denúncias de fraudes e de expulsão de famílias 
de imóveis populares no estado. Hoje, o grupo conta com 
representantes de todos os estados em que houve denúncias 
envolvendo os imóveis do Programa", diz o texto do MJ. 
O ministério diz ainda que todas as denúncias que recebe são 
apuradas ou encaminhadas para a polícia. "O grupo 
interministerial concentra as denúncias e promove o suporte de 
integração de dados e informações com os órgãos estaduais de 
segurança pública, responsáveis pela apuração dos delitos 
identificados. (...) As polícias locais investigam os casos e 
identificam a quantidade de imóveis e vítimas em cada 
empreendimento." 
"É um trabalho sistêmico e mais complexo, portanto medidas 
estão sendo tomadas diariamente. Exemplos são as prisões, no 
Rio de Janeiro, decorrentes de operações recentes feitas por 
delegacias especializadas da Polícia Civil local, como a da síndica 
de um condomínio acusada de envolvimento", completa o 
ministério 
03/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/distrito-
federal/noticia/2016/03/governo-abrigara-no-entorno-do-df-
familias-expulsas-por-milicias-do-rj.html 
 
MP-GO pede suspensão do edital de chamamento 
de OSs na Educação 
 
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) propôs 
ação na Justiça pedindo a suspensão do edital de chamamento 
das Organizações Sociais (OSs) para gerir escolas públicas do 
estado. Segundo o documento, o processo de escolha é ilegal, 
além de retardar o ano letivo de 2016 em pelo menos 23 escolas 
de Anápolis, a 55 km de Goiânia, primeiras a terem o novo 
sistema implantado, mas que ainda retornaram às aulas por conta 
desta reformulação. 
A ação é assinada pelos promotores de Justiça Fernando 
Krebs e Carla Brant Sebba Roriz, além da procuradora de Contas 
do MP de Contas do Estado, Maisa de Castro Sousa Barbosa. Em 
caso de descumprimento, requer-se uma multa diária tanto do 
estado quando da Secretaria do Estado de Educação, Cultura e 
Esporte (Seduce). 
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Seduce 
informou que respeita a decisão do MP-GO e que, quando 
comunicada, irá preparar a defesa. 
De acordo com a propositura, nenhuma das onze OSs 
selecionadas inicialmente possuía os requisitos exigidos no edital, 
o qual teve os envelopes abertos no último dia 15 de fevereiro. 
No dia seguinte, o MP-GO expediu recomendação para suspender 
o processo até o edital ser modificado. 
Além de não acatar o pedido, posteriormente, a secretaria 
cancelou presença em uma reunião agendada para o dia 22 do 
mesmo mês para tratar sobre o assunto. 
Fora o apresentado, o documento alega que é ilegal a 
contratação de profissionais na Educação a não ser por concurso 
público, pelo uso de recursos com as OSs e não com pessoal 
efetivo e pelo prazo de contratação das empresas na gestão 
escolar. 
01/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/mp-go-
pede-suspensao-do-edital-de-chamamento-de-oss-na-
educacao.html 
 
Mitsubishi vai parar a produção dois dias por 
semana em fábrica de Goiás 
A Mitsubishi vai parar a produção dois dias por semana, a 
partir desta terça-feira (01/03/2016), na fábrica emCatalão, na 
região sudoeste de Goiás. Em nota, a montadora informou ao G1 
que a medida será aplicada até junho. A mudança na jornada de 
trabalho foi acordada com o sindicato dos funcionários. 
A empresa declarou no comunicado que apenas o setor de 
produção passa a operar de terça a quinta-feira. Já o 
administrativo não sofrerá alteração no horário de 
funcionamento. 
Secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão 
(Simecat), Thiago Cândido Ferreira explicou que os dias não 
trabalhados serão descontados do banco de horas, sem desconto 
na folha de pagamento. A jornada nos demais dias será 
aumentada em uma hora. 
Quando a fábrica voltar a operar normalmente, para cada dia 
trabalhado a mais, será descontado um dia e meio do banco de 
horas. De acordo com Ferreira, os funcionários têm até dezembro 
para quitar as horas em débito com a montadora. 
O sindicato explicou que o acordo foi feito para evitar mais 
demissões na empresa, que atualmente tem 1,8 mil funcionários. 
Ferreira contabiliza que 1,4 mil pessoas ficaram desempregadas 
de 2015 até fevereiro deste ano. 
"A situação da Mitsubishi é delicada por conta da queda da 
produção. É a primeira vez que fazemos um acordo e foi 
condicionado a empresa ceder o reajuste salarial que estava 
pendente desde novembro. Eles se comprometeram a fazer 
reajuste e pagar o retroativo", disse Ferreira. 
A assessoria de imprensa da empresa não explicou qual o 
motivo da redução de jornada. Após 400 demissões em outubro 
do ano passado, a montadora informou que houve uma queda de 
21,4% nas vendas de automóveis entre janeiro e agosto de 2015, 
no entanto, não especificou o total da produção de veículos. 
Com isso, precisou realizar um “ajuste no quadro de 
colaboradores da fábrica de Catalão (GO), onde são produzidos 
85% dos modelos vendidos no país”. 
 
01/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/mitsubishi-vai-
parar-producao-dois-dias-por-semana-em-fabrica-de-goias.htmlPF investiga superfaturamento e cartel em obras 
de ferrovias 
 
A Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal em Goiás 
(MPF-GO) encontraram indícios de pagamento de propina, 
formação de cartel e superfaturamento em obras de ferrovias. 
Deflagrada nesta sexta-feira (26/02/2016), a Operação "O 
Recebedor" investiga mais de R$ 630 milhões em desvios 
somente em Goiás, entre 2006 e 2011. 
“Nós temos alguns inquéritos em andamento e outros 
encerrados que apuraram o superfaturamento das obras da 
Ferrovia Norte-Sul e Leste-Oeste, apenas nos trechos goianos, em 
média de R$ 600 milhões”, afirmou o delegado Ramon Menezes, 
presidente do inquérito junto à PF. 
Segundo ele, empreiteiras combinavam entre si os valores dos 
lances que seriam dados durante as licitações para as obras das 
ferrovias, o que configura o cartel. 
Menezes informou que, além da ConstrutoraCamargo Corrêa, 
também foram alvos de mandados de busca e apreensão as 
construtoras CR Almeida, Odebrecht, OAS, Constran, Mendes 
Júnior, Queiroz Galvão e Elccon Engenharia Civil e Consultoria. 
As empreiteiras, conforme o delegado, são suspeitas de participar 
do “clube de cartel”. 
“Estes acordos permitiam que o valor contratado para a 
execução dos serviços ficasse muito acima do que deveria ser 
praticado, gerando um sobrepreço, inflando os custos das obras”, 
explicou Menezes. 
 
 38 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
A operação da PF é um desdobramento da Operação Lava Jato 
e surgiu a partir do acordo de delação da Camargo Corrêa (veja 
detalhes abaixo). São cumpridos sete mandados de condução 
coercitiva e 44 de busca e apreensão, em seis estados e no Distrito 
Federal. 
 
R$ 800 mil em propina 
A investigação apontou, ainda, que o esquema fraudulento 
era realizado com a conivência do ex-presidente da Valec 
Engenharia, Construções e Ferrovias (empresa estatal ferroviária 
ligada ao Ministério dos Transportes) José Francisco das Neves, 
conhecido como Juquinha das Neves, a quem a Camargo Corrêa 
afirmou ter pago R$ 800 mil em propina. 
O procurador da República Hélio Telho explicou que, para 
fazer o pagamento da quantia, a construtora utilizava falsos 
contratos com a Elccon Engenharia, Evolução Tecnologia e com 
o escritório de advocacia Heli Dourado, que fazia a defesa de 
Juquinha. 
“O dinheiro da propina era utilizado pelos advogados como 
pagamento dos honorários advocatícios. A partir das provas que 
a construtora apresentou, nós tivemos acesso à quebra do sigilo 
fiscal de outras companhias e identificamos essa fraude”, 
afirmou. 
A defesa de Juquinha das Neves era feita em relação aos 
processos que ele responde, desde julho de 2012, quando foi 
preso na Operação Trem Pagador, suspeito por lavagem de 
dinheiro público e enriquecimento ilícito. 
Para o delegado Ramon Menezes, Juquinha das Neves 
recebeu muito mais propina do que o valor destacado pela 
Camargo Corrêa no acordo. "Certamente o valor de R$ 800 mil é 
irrisório diante de toda a possibilidade, já que identificamos um 
patrimônio da família do Juquinha de R$ 60 milhões", disse. 
 
Acordo de leniência 
O esquema começou a ser investigado após um acordo de 
leniência firmado com a construtora Camargo Corrêa. Em 
acordos do tipo, uma empresa envolvida em algum tipo de 
ilegalidade denuncia o esquema e se compromete a auxiliar um 
órgão público na investigação. Em troca, pode receber benefícios, 
como redução de pena e até isenção do pagamento de multa. 
Segundo o MPF-GO, a Camargo Corrêa se comprometeu a 
restituir R$ 700 milhões aos cofres públicos, dos quais R$ 75 
milhões são destinados a ressarcir os danos acusados à Valec. 
 
O que dizem os suspeitos 
A Camargo Corrêa informou, em nota, que "em razão da 
compulsória confidencialidade do Acordo de Leniência com o 
MPF, a Construtora Camargo Corrêa não pode se pronunciar". O 
G1 também procurou as outras sete construtoras citadas na 
investigação. 
Em nota, a Queiroz Galvão confirmou ao G1 que foram 
cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório da 
empresa, em São Paulo, mas afirmou que “não havia documentos 
de interesse da investigação no local, segundo atestado pela 
própria Polícia Federal”. 
 Já a Odebrecht, informou ao G1, também por nota, que 
foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da 
empresa, no Rio de Janeiro, mas que nada foi apreendido. A 
empresa destacou ainda que "está, assim como seus executivos, à 
disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.” 
A Constran e a Mendes Júnior disseram, também por nota, 
que as empresas não comentam sobre processos e inquéritos em 
andamento. 
A Elccon Engenharia Civil e Consultoria informou que irá se 
pronunciar somente após ser notificada. 
As demais construtoras não retornaram até as 15h50 desta 
sexta-feira. 
 
Depoimento 
Juquinha das Neves prestou depoimento na sede da PF em 
Goiânia, na manhã desta sexta-feira, após o cumprimento de um 
mandado de busca e apreensão e condução coercitiva. O G1 
entrou em contato com o atual escritório de advocacia que o 
representa, por volta das 9h, e aguarda um retorno. 
O advogado Heli Lopes Dourado, proprietário do escritório 
citado na operação "O Recebedor", não atendeu às ligações. 
A Evolução Tecnologia também não quis comentar o assunto. 
Já o advogado Luís Alexandre Rassi, que está à frente do 
processo que envolve a mulher e o filho de Juquinha na Operação 
Trem Pagador, informou que todos os envolvidos são inocentes e 
que aguarda uma decisão de absolvição de todos os réus na 
Justiça. 
 
Operação 'O Recebedor' 
A operação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira em 
Goiás, Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas 
Gerais e Distrito Federal. Ao todo, são cumpridos sete mandados 
de condução coercitiva e 44 de busca e apreensão no país. Destes, 
sete mandados foram em Goiás, sendo que três ainda estavam 
sendo cumpridos por volta das 11h. 
Segundo o MPF-GO, o objetivo da operação é o de recolher 
provas sobre o pagamento de propina para a construção das 
Ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, bem como prática 
de cartel, lavagem de dinheiro e superfaturamento. 
Além de Juquinha das Neves, também foram conduzidos 
coercivamente à sede da PF a esposa e um filho dele e um sócio 
de um dos escritórios de advocacia. 
 
Ferrovia Norte-Sul 
A Ferrovia Norte-Sul foi inaugurada no dia 22 de maio de 
2014, depois de cerca de 25 anos do início das obras. O trecho 
entre Palmas, no Tocantins, e Anápolis, em Goiás, tem 855 
quilômetros de trilhos. 
Apesar da inauguração, a primeira viagem só foi feita em 
dezembro do ano passado. Devido à demora da obra, a Valec não 
soube precisar quanto de dinheiro já havia sido gasto. A estatal 
estimou, na época, a quantia de US$ 8 milhões. Denúncias de 
irregularidades marcaram a construção. 
Em novembro, o MPF-GO ofereceu denúncia contra oito 
pessoas suspeitas de superfaturar obras da Ferrovia Norte-Sul em 
Goiás. Todos eles devem responder por peculato e, se 
condenados, podem pegar até 12 anos de prisão. 
O prejuízo com cargas que deixaram de ser transportadas, 
perdas e impostos não arrecadados pode chegar a US$ 12 bilhões 
por ano, segundo a Valec. 
26/02/2016Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/02/pf-e-promotores-
detalham-operacao-contra-fraudes-em-obras-de-ferrovias.html 
 
Estudantes secundaristas protestam contra OSs na 
Educação, em Goiânia 
 
Um grupo de alunos secundaristas protestou nesta quinta-
feira (25/02/2016) contra a implantação de Organizações 
Sociais (OSs) na rede de ensino públicode Goiás. O protesto 
aconteceu na Praça Cívica, em Goiânia, no mesmo dia em que a 
Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) fez uma nova 
abertura de envelopes para conferência de documentação e 
propostas das OSs. 
Durante o protesto, que começou por volta das 10h o grupo 
fechou o anel interno da Praça Cívica. Com um carro de som, eles 
gritaram palavras de ordem contra o projeto do governo. De 
acordo com a Polícia Militar, 100 pessoas estavam presentes; a 
organização estima em 200 participantes. 
“Nós queremos a revogação do edital das OSs, tendo em vista 
que até o Ministério Público foi contra a mudança na gestão”, 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
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disse o diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas 
(Ubes), o estudante Gabriel Tatico, de 19 anos. 
O estudante explicou ainda que os estudantes querem ajudar 
a construir um modelo melhor de educação. “Não são só os 
estudantes, é o MP que também pede a suspensão do edital. Se o 
governador for coerente, ele vai parar o processo”, disse Gabriel. 
O ato, que também contou com a participação de membros 
do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) 
encerrou por volta das 12h. 
 
Abertura dos envelopes 
Também nesta quinta-feira (25/02/2016), a Seduce realizou 
uma nova audiência pública para abrir os envelopes com a 
documentação e propostas de cada OS interessada em 
administrar as escolas públicas. O evento aconteceu no Centro 
Cultural Oscar Niemeyer, na capital. Na primeira sessão realizada 
no último dia 15, todas as 10 empresas apresentaram problemas 
na documentação exigida. 
De acordo com a assessoria de imprensa da Seduce, o edital 
prevê que as OSs teriam prazo para regularizar o material e fazer 
a nova apresentação. Entretanto, se ficar faltando algo desta 
segunda vez, a organização será excluída da segunda fase do 
processo, quando serão avaliadas as propostas. 
Embora 10 OSs tenham entrado no processo, uma das 
candidatas enviou um ofício à Seduce informando que desistiu 
do chamamento. 
25/02/2016 Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/02/estudantes-
secundaristas-protestam-contra-oss-na-educacao-em-
goiania.html 
 
Governador de Goiás troca secretário de 
Segurança Pública 
 
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), anunciou, na 
tarde desta quarta-feira (24/02/2016), a troca do comando da 
Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária 
(SSP-GO). O vice-governador José Eliton, que também era 
responsável pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico 
(SED), vai substituir Joaquim Mesquita. 
A troca foi anunciada pelo Twitter e aconteceu dois dias após 
a morte da estudante Nathália Zucatelli, 18 anos, baleada ao sair 
de um cursinho pré-vestibular, no Setor Marista, em Goiânia. 
"Convidei o vice-governador José Eliton a assumir a 
Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária. 
Missão que aceitou sem pestanejar com a determinação 
costumeira e o sentimento convicto de servir com seu talento, 
competência e liderança", afirmou em um dos posts que fez sobre 
o assunto, nesta tarde. 
 
Comando das polícias 
Em nota oficial enviada por meio de sua assessoria, Marconi 
Perillo explicou que promoveu mudanças no governo "em virtude 
da necessidade do fortalecimento institucional imediato da área 
de Segurança Pública e Administração Penitenciária". E adiantou 
que o novo secretário de Segurança Pública "se responsabilizará 
pela definição dos comandos das polícias". 
No comunicado, Marconi informou que o deputado federal 
Thiago Peixoto, que estava na Secretaria de Gestão e 
Planejamento, substituirá o vice-governador no comando da SED. 
Já o ex-secretário de Segurança Pública Joaquim Mesquita 
entrará no lugar de Peixoto. 
Apesar da substituição, o governador elogiou o trabalho de 
Mesquita como secretário de Segurança Pública, cargo que 
ocupava desde 29 de outubro de 2012. E destacou "seu 
 
10
 21/06/2016 
competente trabalho técnico e sua equipe incansável – apesar da 
ausência de responsabilidade financeira constitucional do 
governo federal". 
Sobre José Eliton, Marconi ressaltou na nota: "o vice-
governador é um advogado altamente competente, profundo 
conhecedor das leis". 
 
Crimes em Goiás 
Dados da própria SSP-GO apontam que quantidade de 
pessoas assassinadas em Goiás aumentou quase 34% de 2011 
para 2015. Nesse mesmo período, também houve aumento de 
roubos a residências e à população em geral. Segundo a 
secretaria, foram 1.984 assassinatos em 2011 no estado. Já no 
ano passado, esse número subiu para 2.651 homicídios. 
As cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região 
Metropolitana, também aparecem juntas na 29ª posição do 
ranking das 50 cidades mais violentas do mundo, elaborado pela 
ONG Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, 
do México. Dos 21 locais brasileiros que aparecem na lista, a área 
goiana está na 11ª colocação. 
 
Força-tarefa 
Antes de anunciar a troca das secretarias, o governador havia 
concedido entrevista coletiva sobre segurança, no início da tarde. 
Ele anunciou a criação de uma força-tarefa contra a violência, 
mas, apesar de ser questionado por jornalistas, não comentou a 
mudança na Secretaria de Segurança Pública. 
A força-tarefa foi resultado de uma reunião realizada durante 
esta manhã no Palácio Pedro Ludovico Teixeira entre 
comandantes do policiamento, integrantes dos poderes 
Legislativo, Executivo, Judiciário, do Ministério Público de Goiás 
e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás. 
O projeto é inspirado em ações desenvolvidas em outros 
estados do país. Os integrantes devem se encontrar uma vez ao 
mês para debater medidas contra a violência. 
Entre as medidas anunciadas está o envio de uma carta à 
presidência da República, o aumento do efetivo de policiais e a 
implantação de câmeras de segurança em ruas da capital. 
24/02/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/02/governador-de-
goias-troca-secretario-de-seguranca-publica.html 
 
SOCIEDADE 
 
Pastor assume que obra de igreja era feita por 
fiéis voluntários, diz delegado
10
 
O pastor da igreja evangélica que desmoronou assumiu em 
depoimento que pediu aos membros da congregação que 
realizassem obras no local voluntariamente, informou o delegado 
titular do 4º Distrito Policial de Diadema nesta terça-feira 
(21/06/2016). Ele disse ainda que estava ciente de que o local 
não tinha alvará e de que o serviço era realizado sem supervisão 
de um engenheiro. 
A igreja da Assembleia de Deus desabou na última quarta-
feira (15/06/2016) no município do ABC. Cerca de 15 fiéis 
participavam do culto quando a laje caiu e três pessoas ficaram 
soterradas. Dois homens, um de 44 e outro de 23 anos, foram 
socorridos com vida e uma mulher morreu nos escombros. 
Além do pastor, dois fiscais da Prefeitura de Diadema 
prestaram depoimento. Eles notificaram os responsáveis pelo 
espaço em 13 de junho, solicitando alvará de aprovação e 
execução da obra, e orientando que os trabalhos fossem 
interrompidos até a apresentação dos documentos. 
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/06/pastor-assume-
que-obra-de-igreja-era-feita-por-fieis-voluntarios-diz-delegado.html 
 
 40 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Nesta terça, o dirigente da igreja será ouvido, e sobreviventes 
do acidente devem depor até o fim da semana. 
De acordocom o delegado Miguel Ferreira da Silva, que 
investiga o caso, o pastor pode ser indiciado se for comprovado 
que ele é o responsável pelo acidente, contudo as investigações 
não terminaram. 
“Só após a conclusão do laudo, que deve sair em cerca de 30 
dias, e dos depoimentos saberemos quem é o responsável. Preciso 
dessas informações para entender completamente a dinâmica do 
acidente. Alguém pediu a execução do serviço e alguém assumiu 
a responsabilidade por ele. É preciso investigar para entender as 
duas figuras”, explica. 
 
Desabamento 
Segundo a prefeitura, a obra estava parada e a “notificação é 
o primeiro procedimento, quando os fiscais verificam alguma 
irregularidade ou risco. No dia 13 [segunda-feira], a Igreja foi 
notificada pela movimentação de terra para apresentação de 
documentos da realização da obra.” 
De acordo com a Polícia Civil, os fiéis disseram que 
trabalhavam na construção de um muro de arrimo ao lado do 
escadão. Contudo, como não se trata apenas de um serviço em 
um "filete de terra", mas sim de um grande desmoronamento, os 
indícios são de que estaria sendo construída, na verdade, uma 
garagem, de acordo com o delegado. 
"Só a perícia poderá confirmar se estavam tirando terra do 
barranco, que em tese seria a estrutura que sustentava a igreja no 
terreno em declive. Se os indícios forem comprovados, a polícia 
pode indiciar o responsável pela obra por crime de 
desmoronamento qualificado. Qualificado porque houve lesão 
corporal e morte, e culposo, porque não houve intenção de matar, 
mas porque serviço foi realizado de forma negligente", afirmou 
Silva. 
“A obra já estava paralisada há mais de 15 dias. É uma igreja 
antiga, com mais de 60 anos. A documentação estava sendo 
agilizada junto à Prefeitura”, disse o advogado da Assembleia de 
Deus, Kaique Nicolau de Lima. 
 
Japonês da Federal é preso em Curitiba por 
facilitar contrabando
11
 
 
O policial federal Newton Ishii, chamado de Japonês da 
Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, foi 
preso na terça-feira (07/06/2016), em Curitiba. Ele foi 
condenado pelo crime de facilitação do contrabando. O processo 
transitou em julgado, ou seja, não cabe recurso. 
O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal da 
Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ao saber 
da decisão, Ishii se apresentou espontaneamente 
na Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense, 
onde continuava detido nesta manhã de quarta-feira 
(08/06/2016). 
De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello 
Junior, Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias 
em virtude da Operação Sucuri, que descobriu 
envolvimento de agentes na entrada de contrabando 
no país. 
As investigações mostraram que os agentes facilitavam a 
entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, 
em Foz do Iguaçu. 
 
 
11
 08/06/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/06/japones-da-
federal-e-preso-em-curitiba.html-Adaptado 
12
 16/05/2016 
Fonte: 
Ex-BBB Laércio é preso por estupro de vulnerável 
em Curitiba
12
 
 
O ex-BBB Laércio de Moura, de 53 anos, foi preso na manhã 
desta segunda-feira (16/05/2016) em Curitiba por crime de 
estupro de vulnerável e por fornecer bebidas alcoólicas a 
adolescentes. Segundo Patrícia Conceição Nobre Paz, delegada 
adjunta do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente 
Vítimas de Crimes (Nucria), da Polícia Civil, onde ele o ex-BBB 
está preso, Laércio ainda estaria sendo investigado por outros 
crimes previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA). A prisão aconteceu depois de uma das vítimas ter 
confirmado que teve relações sexuais com o ex-BBB quando tinha 
apenas 13 anos. 
 
Secretário de Turismo do Rio será investigado por 
queda de ciclovia
13
 
 
O promotor de Justiça Vinicius Leal Cavalleiro determinou a 
abertura de procedimento para investigar possíveis atos de 
improbidade administrativa do secretário municipal de Turismo, 
Antônio Pedro Figueira de Melo, na contratação das empresas 
Contemat e Concrejato para a construção da ciclovia Tim Maia, 
que desabou na quinta-feira (21/04/2016). 
Segundo o representante do Ministério Público Estadual, o 
fato de as empresas terem como responsáveis legais os familiares 
do secretário "aparentemente atribui um grau de ilegalidade 
ainda maior" à contratação. 
Além do secretário, também serão investigados Marcio José 
Mendonça Machado, presidente da Fundação Instituto de 
Geotécnica do Rio (Geo-Rio), e os integrantes da comissão que 
vistoriou a construção da ciclovia: Fábio Lessa Rigueira, Luis 
Otávio Martins Vieira, Élcio Romão Ribeiro, Fábio Soares de Lima 
e Ernesto Ferreira Mejido. 
Na representação, já encaminhada à Secretaria Municipal de 
Obras (SMO), Cavalleiro afirma que "percebe-se que houve 
minimamente uma falha, ou na concepção do projeto, por parte 
do poder público contratante e/ou na execução deste mesmo 
projeto". 
O promotor defende ainda que deve ser investigado se a Geo-
Rio tinha condições técnicas para elaborar o projeto básico da 
ciclovia e realizar a contratação das construtoras, o que teria 
ocorrido "em aparente contradição com as finalidades legais para 
as quais foi criada a contratante [Geo-Rio], e em condições 
técnicas eventualmente irregulares, ou contratualmente 
inadequadas". 
 
Rachaduras 
Uma vistoria nos pilares 48, 49 e 50 da ciclovia, justamente 
os que sustentavam o trecho que desabou, destaca que os danos 
causados pela ação de fortes ondas foram fator determinante 
para o desabamento da pista. 
No pilar 49, os peritos do Grupo de Apoio Técnico 
Especializado (Gate) do MP localizaram rachaduras, enquanto o 
48 apresenta desgaste de material. 
Ainda segundo o relatório dos peritos - o arquiteto e urbanista 
Eduardo Nei de Jesus Vieira e a engenheira civil Manoela de 
Moraes Silva - o fator determinante para o desabamento foi o fato 
de a pista estar somente apoiada nos pilares danificados, sem 
qualquer tipo de ancoragem. 
 http://www.parana-
online.com.br/editoria/policia/news/954252/?noticia=EX+BBB+LAER
CIO+E+PRESO+POR+ESTUPRO+DE+VULNERAVEL+EM+CURITIBA 
13
 28/04/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-
janeiro/noticia/2016/04/secretario-de-turismo-do-rio-sera-investigado-
por-queda-de-ciclovia.html 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 41 
 
O resultado da perícia realizada pelo MP se soma a outro 
relatório, elaborado pela Geo-Rio em janeiro de 2014, e 
enviado ao Tribunal de Contas do Município (TCM), segundo o 
qual os responsáveis pela construção da ciclovia Tim Maia não 
mostraram preocupação com o impacto das ondas. 
 
Brasil tem 3,3 milhões de crianças em situação de 
trabalho infantil, diz estudo
14
 
 
Mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes (entre 5 e 17 
anos) estão em situação de trabalho infantil no Brasil, segundo 
levantamento feito pela Fundação Abrinq. O panorama nacional 
da infância e adolescência é lançado nesta terça-feira 
(05/04/2016), durante a 33ª edição da Abrin - Feira do 
Brinquedo, no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. 
O guia “Cenário da Infância e Adolescência - 2016" ainda 
aponta que, das crianças entre 0 e 14 anos, 44% encontram-se 
em situação de pobreza e 17% em situação de extrema pobreza. 
Ainda segundo o estudo, quase 188 mil crianças estão em 
situação de desnutrição (abaixo do peso), 69 mil estão muito 
abaixo do peso, e mais de 500 mil estão obesas, segundo dados 
doMinistério da Saúde. 
De acordo com o estudo, quase 19% dos homicídios no país 
são praticados contra crianças e adolescentes, sendo 80% deles 
com armas de fogo. Enquanto quase 188 mil crianças estão em 
situação de desnutrição (abaixo do peso), 69 mil estão muito 
abaixo do peso, e mais de 500 mil estão obesas. 
A compilação reúne os dados mais recentes no tema, 
disponibilizados em órgãos como IBGE, Ministério da Saúde, 
Ministério da Educação, Disque Denúncia, entre outros. 
Ao todo, o guia da Fundação Abrinq traz 27 dos “Principais 
Indicadores da Infância e da Adolescência” nas áreas da saúde, 
educação, moradia, violência e renda. 
No site www.observatoriocrianca.org.br é possível acessar 
diversos dados sobre indicadores citados. A página ainda permite 
consultar números regionais, análises comparativas e série 
histórica. 
O guia também apresenta uma análise sobre as metas 
aplicáveis às crianças e adolescente em relação aos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável adotados pelos Estados-membros 
das Nações Unidas, que estabelecem metas sociais de 
desenvolvimento sustentável a serem atingidas até 2030. 
Edição 2016 
De acordo com o levantamento, o Brasil tem 
aproximadamente 61,4 milhões de crianças e adolescentes (de 0 
a 19 anos). Pouco mais de 25% das crianças de 0 a 3 anos 
conseguem frequentar creches. A meta do Plano Nacional da 
Educação (PNE) é subir para 50% os número até 2024. 
Embora a taxa de escolaridade no ensino fundamental seja 
alta (96%), só 56% delas conclui o ensino médio. Durante o 
período analisado, quase 19% dos bebês nasceram de crianças ou 
adolescentes (de 10 a 19 anos). 
 
RETRATO DO BRASIL 
- O Brasil tem 61,4 milhões de crianças e adolescentes (de 0 
a 19 anos); 
- Cerca de um quarto das crianças de 0 a 3 anos tem acesso a 
creches; 
- Embora a taxa de escolaridade líquida no ensino 
fundamental seja alta (96%), só 56% dos adolescentes no ensino 
médio estão matriculados na série correspondente à sua idade; 
- 1 em cada 5 mães tem menos de 19 anos no Brasil; 
 
14
 05/04/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/04/brasil-tem-
33-milhoes-de-criancas-em-situacao-de-trabalho-infantil-diz-estudo.html 
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 30/03/2016 
- 44% das crianças entre 0 e 14 anos encontram-se em 
situação de pobreza; e 17%, em situação de extrema pobreza; 
- Mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes (entre 5 e 17 
anos) estão em situação de trabalho infantil; 
- 19% dos homicídios no País são praticados contra crianças 
e adolescentes, 80% deles com armas de fogo; 
- Quase 188 mil crianças apresentam peso baixo, e 69 mil 
apresentam peso muito baixo para sua idade, segundo dados do 
Ministério da Saúde; 
- Mais de 500 mil crianças estão obesas. 
 
USP denuncia pesquisador que criou a 'pílula do 
câncer' por curandeirismo
15
 
 
A Procuradoria da Universidade de São Paulo (USP), em São 
Carlos, denunciou à Polícia Civil o químico Gilberto Chierice, 
pesquisador que desenvolveu a fosfoetanolamina sintética, a 
chamada 'pílula do câncer', nos laboratórios do Instituto de 
Química. A universidade alega que ele cometeu crime de 
curandeirismo, que é a prática de prescrever, ministrar ou aplicar 
substância para cura de doenças. 
O pesquisador foi chamado para prestar depoimento na 
delegacia na tarde desta quarta-feira (30/03/2016). A USP foi 
procurada, mas não se manifestou sobre o assunto até a 
publicação da reportagem. Chierice preferiu não comentar a 
denúncia. 
Desenvolvida para o tratamento de tumor maligno, a 
substância é apontada como possível cura para diferentes tipos 
de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não 
tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um 
remédio. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos 
pacientes ainda são desconhecido. 
 
Inquérito apura dois crimes 
Segundo documentos obtidos pela EPTV, a USP denunciou o 
pesquisador por curandeirismo e por expor a vida ou a saúde de 
outrem a perigo direto iminente, previstos como crimes nos 
artigos 284 e 132 do Código Penal, respectivamente. A pena para 
o primeiro é de prisão de 6 meses a 3 anos e, para o segundo, de 
3 meses a 1 ano. 
A denúncia foi feita inicialmente para a Polícia Federal, que 
encaminhou o caso para a Polícia Civil de São Carlos. O delegado 
seccional Geraldo Souza Filho informou que um inquérito foi 
aberto no dia 15 de fevereiro para apuração. 
Além de Chierice, foram ouvidos também o pesquisador 
Salvador Claro Neto e o diretor do Instituto de Química, Germano 
Tremiliosi Filho. Também devem ser ouvidos pacientes com 
câncer que usaram a substância. 
A substância 
A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada pelo 
pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não 
ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas 
foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 
anos. 
Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição 
e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em 
outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal 
(STF), que autorizou a produção e distribuição do produto. Mas, 
desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a 
distribuição da substância está proibida. 
 
 
 
Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-
regiao/noticia/2016/03/usp-denuncia-pesquisador-que-criou-pilula-do-
cancer-por-curandeirismo.html - Adaptado 
 
 42 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Pesquisa e primeiros resultados 
Em novembro do ano passado, o Ministério da Ciência, 
Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou R$ 10 milhões para as 
atividades ligadas à pesquisa da fosfoetanolamina em um período 
de 2 anos. Deste total, R$ 2 milhões serão alocados do orçamento 
de 2015. Em 2016 e 2017, serão aplicados mais R$ 8 milhões. 
No dia 21 de março, o MCTI divulgou os primeiros 
relatórios sobre as pesquisas e as conclusões apontam que as 
cápsulas têm uma concentração de fosfoetanolamina menor do 
que era esperado e que somente um dos componentes da cápsula 
-- a monoetanolamina --- apresentou atividade citotóxica e 
antiproliferativa, ou seja, capacidade de destruir células tumorais 
e inibir seu crescimento. 
Chierice avaliou os testes como equivocados. “Eu não 
sabia como seria testado, mas após ver o modelo posso garantir 
que são testes equivocados. Nunca funcionaria em um teste in 
vitro, nem é comparativo”, disse, explicando que a 
fosfoetanolamina funciona como um marcador de células 
doentes. "Tubo de ensaio não tem fígado, então foge totalmente 
do mecanismo da fosfoetanolamina. Ela tem que entrar no trato 
digestivo, sanguíneo, veia porta do fígado, são colocados dois 
ácidos graxos e ela caminha para a célula". Ele acredita que 
outros testes podem comprovar a eficácia. 
 
As nove áreas em que o Brasil é criticado em 
relatório global de Direitos Humanos
16
 
 
O Brasil foi citado no Relatório Mundial 2016 da organização 
Human Rights Watch – que compila abusos de Direitos Humanos 
em 90 países – pela violência policial e pela superlotação do 
sistema prisional. 
A 26º edição do relatório foi lançada nesta quarta-feira em 
Istambul. O documento afirma essencialmente que vários 
governos do planeta reduziram a proteção aos direitos humanos 
em nome da segurança – e por medo da disseminação de ações 
terroristas fora do Oriente Médio. 
Segundo a organização, os governos europeus têm fechado 
suas fronteiras para o fluxo massivo de refugiados fugindo 
principalmente do conflitosírio, deixando a responsabilidade de 
lidar com a questão para países vizinhos à Síria. 
Algumas das consequências são a islamofobia e a 
estigmatização de comunidades de imigrantes. 
Segundo Maria Laura Canineu, diretora do escritório 
brasileiro da HRW, o Brasil adotou uma ação positiva na questão 
dos refugiados. 
"O Brasil merece aplausos pela aceitação e pela abertura aos 
refugiados, principalmente sírios. Foram concedidos mais de 8 
mil vistos humanitários. A questão agora é criar oportunidades 
de trabalho para eles", disse. 
O Brasil porém recebeu destaque negativo devido ao alto 
número de pessoas assassinadas pela polícia – 3 mil em 2014 – e 
pela superlotação das cadeias, que supera sua capacidade de 
vagas em 61%. Segundo ela, no campo de abusos de violência na 
área de segurança pública, o Brasil enfrenta um dos piores 
cenários na comparação com os outros países. 
"A situação (de violência policial) não melhora, só piora. 
Acreditamos que isso acontece devido a um fracasso generalizado 
das instituições em combater a impunidade", disse Canineu. 
Segundo ela, a situação no ano passado foi agravada por 
esforços de grupos políticos em aprovar legislações que tentam 
"regredir" as conquistas na área de direitos humanos. 
O documento da HRW critica o histórico do ano no país em 9 
áreas sensíveis do ponto de vista dos direitos humanos. Leia 
abaixo os principais pontos. 
 
16
 27/01/2016 
Segurança Pública 
A Human Rights Watch critica o Brasil especialmente em 
relação à violência policial e à superlotação dos presídios. 
A organização alertou para o crescimento de 40% no número 
de pessoas assassinadas por forças de segurança no Brasil em 
2014 (a estatística mais recente disponível na época da 
elaboração do documento). Segundo dados levantados pelo 
Fórum Nacional de Segurança Pública, foram cerca de 3 mil 
vítimas em todo o Brasil. 
O relatório ressalta que parte dessas mortes são resultados de 
confrontos, onde a polícia usa a força de forma legítima. 
Contudo, uma outra parcela dos assassinatos são na realidade 
execuções extrajudiciais. 
O documento também critica o envolvimento de policiais em 
casos de chacinas em diversos Estados do país. 
Em relação aos presídios, a HRW sublinha que a superlotação 
e a falta de pessoal tornam impossível às autoridades controlar 
os presídios. O sistema prisional do país abriga atualmente cerca 
de 600 mil pessoas – um número 61% maior que a capacidade 
total. 
Essa situação deixa os detentos "vulneráveis à violência e às 
facções criminosas, como documentado pela organização nos 
Estados de Pernambuco e do Maranhão." 
A ONG elogia porém, experiências de alguns Estados, nos 
quais presos são levados rapidamente à presença de um juiz. Para 
a HRW, as audiências de custódia podem ajudar a diminuir a 
superlotação – reduzindo o número de presos provisórios – e os 
casos de tortura. 
 
Direitos das crianças 
A ONG criticou uma iniciativa da Câmara dos Deputados, que 
aprovou uma proposta de emenda constitucional que pode fazer 
com que adolescentes de 16 e 17 anos, acusados de crimes 
graves, sejam julgados e condenados como adultos. A PEC da 
maioridade penal ainda precisa de aprovação do Senado para 
entrar em vigor. 
 
Liberdade de expressão e associação 
A tramitação no Congresso de uma lei de combate ao 
terrorismo foi criticada pela HRW. Segundo a organização, ela 
"contém termos excessivamente genéricos e linguagem vaga" e 
pode ser usada para processar criminalmente manifestantes e 
membros de movimentos sociais. 
A organização também critica os assassinatos de ao menos 
sete jornalistas e blogueiros em 2015. 
 
Direitos reprodutivos 
Como o aborto é ilegal no Brasil, a preocupação da HRW em 
relação ao tema diz respeito ao risco que as mulheres e 
adolescentes correm ao se submeterem a procedimentos 
clandestinos. 
O aborto só é permitido no país em casos de estupro, 
anencefalia (casos em que o feto possui má formação congênita 
fatal) ou quando a vida da mãe está em risco. 
A Câmara analisa proposta para derrubar essas exceções. 
 
Orientação sexual 
Segundo a HRW, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos 
recebeu 522 denúncias de violência e discriminação contra gays, 
lésbicas, bissexuais e transgêneros só na primeira metade de 
2015. 
O relatório cita um projeto de lei discutido no Congresso que 
define a família apenas como a união de um homem com uma 
mulher – embora tribunais de instâncias superiores tenham 
Fonte: 
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160126_relatorio_
hrw_lk 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 43 
 
decidido favoravelmente ao casamento de pessoas de mesmo 
sexo. 
 
Direitos trabalhistas 
Na área do trabalho, a organização de direitos humanos 
aponta para a grande quantidade de casos de pessoas submetidas 
a condições de trabalho consideradas abusivas. 
Ela incluiu em seu relatório levantamento do Ministério do 
Trabalho segundo o qual mais de 48 mil casos de trabalhadores 
sujeitos a trabalhos forçados, condições degradantes e condições 
análogas à escravidão foram documentados desde 2015. 
 
Violência no campo 
A HRW criticou assassinatos de indígenas e camponeses 
supostamente a mando de fazendeiros e criminosos envolvidos 
com madeireiras ilegais. 
Como exemplos, a organização citou "violentos ataques" 
contra os índios guarani-kaiowá por parte de pessoas ligadas a 
fazendeiros no Mato Grosso do Sul. Esses índios lutam 
atualmente para reaver suas terras ancestrais. Um deles foi 
assassinado em uma ação ainda sob investigação. 
 
Regime militar 
O relatório final da Comissão Nacional da Verdade sobre 
violações de direitos humanos pelo regime militar que governou 
o país entre 1964 e 1985, divulgado no fim de 2014, também foi 
citado pela organização. 
A HRW afirma que, embora 377 suspeitos de violações de 
direitos humanos tenham sido identificados, a Lei da Anistia, de 
1979, impede que eles sejam levados à Justiça. A organização 
ressalta que casos isolados de tentativa de processar suspeitos 
estão temporariamente suspensos, a espera de uma eventual 
reavaliação da Lei da Anistia. 
 
Política externa 
A ONG classificou a atuação brasileira no Conselho de 
Direitos Humanos como "inconsistente". Isso porque o país teria 
apoiado decisões em favor dos direitos humanos em certas 
ocasiões e, em outras circunstâncias, se abstido de votar em 
questões semelhantes (especialmente envolvendo o no conflito 
da Síria). 
O relatório elogiou porém a postura do Brasil em liderar a 
defesa do direito à privacidade na era digital. 
 
SEGURANÇA 
 
Último suspeito de terrorismo preso deve ser 
levado a presídio federal
17
 
 
O mecânico Leonid El Kadre de Melo, último foragido da 
"Operação Hashtag" preso neste domingo (24/07/2016) em 
Comodoro, a 656 km de Cuiabá, em Mato Grosso, deve ser levado 
para o presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do 
Sul. No local, já estão as outras 11 pessoas suspeitas de planejar 
ataques terroristas na Olimpíada do Rio de Janeiro. 
Leonid foi preso pela Polícia Militar por volta das 19h30 na 
rodoviária de Comodoro após ser reconhecido por conta das fotos 
divulgadas pela imprensa. Uma denúncia dizia que um homem 
estava tentando comprar uma passagem sem documentos. Os 
policiais chegaram até o local, o reconheceram e deram voz de 
prisão. Ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento. 
Na sexta-feira (22/07/2016), o penúltimo foragido, ValdirPereira da Rocha, se entregou à Polícia Federal na cidade de Vila 
 
17
 25/07/2016 – Fonte: 
http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/07/ultimo-suspeito-de-
terrorismo-preso-deve-ser-levado-presidio-federal.html 
18
 07/06/2016 
Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá. Todos os 
presos na ação estão no presídio federal de Campo Grande, em 
Mato Grosso do Sul. A unidade é de segurança máxima e recebe 
presos de alta periculosidade. 
 
Operação Hashtag 
A chamada "Operação Hashtag" foi lançada na semana 
passada pela Polícia Federal, resultando na prisão de dez pessoas 
em sete estados, informou o Ministério da Justiça. 
Foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei 
antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, 
Dilma Rousseff. 
Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação 
com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente 
Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo. 
Além das prisões, foram cumpridos 19 mandados de busca e 
apreensão em dez estados – São Paulo (8); Goiás (2); Amazonas 
(2); Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, 
Minas Gerais e Mato Grosso (um em cada). Houve ainda duas 
conduções coercitivas, em São Paulo e Minas Gerais. 
 
'Célula amadora' 
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse, em 
coletiva na semana passada, que os investigados na operação não 
tiveram contato com membros do Estado Islâmico e que se trata 
de uma "célula absolutamente amadora", porque não tinha 
"nenhum preparo". 
"Mas obviamente que não podemos – nenhuma força de 
segurança – ignorar isso. [...] Só o fato de começarem atos 
preparatórios, não seria de bom senso aguardar para ver, e o 
melhor era decretar a prisão deles", afirmou o ministro. 
Moraes disse que o grupo mencionava a intenção de comprar 
um fuzil AK-47 em uma loja clandestina no Paraguai. 
Segundo Moraes, os investigados na operação, batizada de 
Hashtag, nunca tinham se encontrado pessoalmente e eram 
monitorados há meses pela polícia. Eles costumavam se 
comunicar pela internet, por meio dos aplicativos de mensagem 
instantânea WhatsApp e Telegram. 
Questionado sobre como foi o monitoramento dos suspeitos, 
já que o WhatsApp foi bloqueado mais de uma vez pela Justiça 
brasileira justamente por não fornecer dados para investigações, 
o ministro inicialmente não quis responder. Depois disse que 
revelar como se deu o monitoramento atrapalharia a 
investigação. 
 
Ministério da Justiça quer fim de torres de telefonia 
próxim a presídios
18
 
 
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse nesta terça-
feira (07/06/2016) que vai propor uma regulamentação para 
evitar torres de telefonia instaladas próximas a presídios. 
Segundo ele, as estruturas dificultam o bloqueio de sinal 
telefônico e de internet nas unidades. As regras ficariam a cargo 
da Agência Brasileira de Telecomunicações (Anatel) e, segundo 
ele, são "unanimidade" entre os responsáveis pelo sistema 
prisional do país. 
“Nós temos que ter uma legislação federal, uma 
regulamentação pela Anatel, porque as torres próximas 
dificultam muito o bloqueio e encarecem muito o bloqueio [de 
sinal]. Se houver uma distância mínima para a instalação isso 
favorece o bloqueio num custo muito menor”, disse. 
O ministro falou à imprensa após se reunir com 
representantes dos estados e do DF. Ele informou que pediu apoio 
Fonte: http://g1.globo.com/distrito-
federal/noticia/2016/06/ministerio-da-justica-quer-fim-de-torres-de-
telefonia-proximo-presidios.html 
 
 44 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
dos secretários para um projeto de lei proposto por ele que altera 
a regulação do sistema prisional. 
Se aprovada, a lei determina que as unidades da federação 
tenham autonomia para legislar sobre o cumprimento da pena 
em pontos como progressão de regime, monitoramento 
eletrônico e medidas de trabalho alternativas. 
O ministro afirmou que 41% dos detentos atuais ainda 
aguardam julgamento. “Em alguns estados esse número chega a 
70% dos presos”, afirmou. Em outros países, a média é de 20% 
da população carcerária, de acordo com o ministro. Uma das 
medidas que ele sugere são mutirões para desafogar o sistema 
penitenciário, em parceria com o Ministério Público e o Conselho 
Nacional de Justiça. 
Segundo o ministro, o país deve “priorizar a porta de entrada 
e de saída”, fazendo com que as cadeias sejam ocupadas por 
quem comete crimes mais graves. Entre os exemplos que ele citou 
estão tráfico, corrupção e crimes de grave ameaça. Assim, ele 
estimou que será possível “investir mais e investir melhor” no 
sistema penitenciário. 
Questionado, o ministro reconheceu que as medidas 
propostas dependem de aprovação legislativa ou de uma 
mudança no entendimento do Judiciário. Ele afirmou não ter 
discutido com os secretários questões práticas sobre 
infraestrutura dos presídios. 
 
Reunião com governadores 
Segundo informou a Secretaria de Imprensa da Presidência, 
o presidente em exercício, Michel Temer, convidou todos os 
governadores para uma reunião no Palácio do Planalto, na 
próxima quinta-feira (09/06/2016), para discutir a renegociação 
das dívidas dos estados. 
Na semana passada, os secretários estaduais de Fazenda se 
reuniram em Brasília para discutir o assunto, e o governador de 
Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), chegou a sugerir a Temer 
que renegocie caso a caso as dívidas dos estados com a União, e 
não defina um modelo para as 27 unidades da federação. 
 
Rio 2016: Estado e União apresentam protocolos de 
segurança
19
 
 
A Comissão Estadual de Segurança e Defesa Civil do Rio 
definiu nesta quarta-feira (01/06/2016) 11 protocolos de 
segurança para a disputa dos Jogos Olímpicos e paralímpicos do 
Rio, em apresentação junto com o Ministério da Justiça no Centro 
Integrado de Comando e Controle (CICC), no Centro do Rio. 
Entre os protocolos, como mostrou o RJTV, estão o 
enfrentamento ao terrorismo, vistorias e contramedidas de 
bombas, além da segurança das cerimônias. São eles que 
determinam como cada órgão de segurança vai atuar nos jogos. 
Esses protocolos vêm sendo montados há mais de um ano, 
com a realização de exercícios, simulados e eventos-teste. O 
governo federal vai investir R$ 350 milhões na segurança da 
olimpíada. 85 mil homens, das polícias militar, civil e federal, 
além das forças armadas, vão participar do esquema. As 
delegações poderão ser monitoradas em tempo real. 
"Vamos pedir sim ao ministério da Defesa. Vamos entregar 
um pedido a eles com relação a áreas, por exemplo na Avenida 
Brasil. Ai eles definem com quantos homens eles vêm, que 
planejamento eles vão usar", disse o secretário de Segurança do 
Rio, José Mariano Beltrame. 
"Aqui no Rio de Janeiro, são os maiores Jogos Olímpicos da 
história. É o maior número de países participantes, de atletas, o 
maior número de competições, e consequente a maior operação, 
 
19
 01/06/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-
janeiro/olimpiadas/rio2016/noticia/2016/06/rio-2016-estado-e-uniao-
apresentam-esquema-de-seguranca.html 
de maneira que precisamos ter uma programação intensa", disse 
Andrei Rodrigues, secretário extraordinário de Grandes Eventos 
do Ministério da Justiça. 
 
WhatsApp começa a identificar conversas com 
criptografia
20
 
 
Uma atualização do comunicador WhatsApp passou a 
identificar o uso de criptografia nas conversas realizadas pelo 
aplicativo.Nada muda para quem usa o programa, mas as 
conversas criptografadas trafegam de maneira "embaralhada" 
pela internet, de tal maneira que nem mesmo um grampo policial 
é capaz de enxergar o conteúdo do bate-papo e dos arquivos que 
são transferidos. 
É possível perceber a mudança com um aviso que agora 
aparece nas conversas: "as mensagens que você enviar para esta 
conversa e chamadas agora são protegidas com criptografia de 
ponta-a-ponta". Essa segurança é parecida com a utilizada em 
comunicações militares sigilosas. 
O WhatsApp já vinha criptografando parte das conversas 
desde 2014, porém a empresa não havia deixado explícita a 
existência do recurso. Segundo uma reportagem publicada no site 
da revista "Wired", o motivo é que o WhatsApp queria anunciar o 
recurso definitivamente só depois que todos os aparelhos com 
WhatsApp fossem compatíveis com a novidade. Isso significa que 
até antigos celulares com o sistema Symbian, da Nokia, agora têm 
conversas criptografadas. 
Com um bilhão de usuários, o WhatsApp passa a ser o maior 
sistema de criptografia de comunicação em uso no planeta. 
Segundo a empresa, o sistema não conta com uma "porta dos 
fundos", o que significa que uma conversa protegida não pode ser 
desembaralhada nem pelo próprio WhatsApp. 
Na prática, a empresa não pode cumprir ordens judiciais que 
solicitem a conversa dos usuários, por exemplo. Salvo pela 
existência de alguma falha de segurança no sistema, a única 
maneira de a polícia obter uma conversa pelo WhatsApp é por 
meio da apreensão do celular. Como os celulares também usam 
criptografia, porém, acessar os dados pode ser um desafio. 
"Embora reconheçamos o importante trabalho da Justiça em 
manter as pessoas seguras, os esforços para enfraquecer a 
criptografia arriscam a exposição de informações dos usuários ao 
abuso de criminosos virtuais, hackers e regimes opressivos", 
justificou a o CEO da companhia, Jan Koum. 
A atitude do WhatsApp mostra que a empresa não está 
"mudando de rumo" em relação à segurança, apesar de conflitos 
com autoridades policiais e com a Justiça, inclusive no Brasil. O 
app chegou a ser bloqueado no país em dezembro. 
 
Aplicativo já foi inseguro 
O WhatsApp já foi um dos aplicativos de comunicação mais 
inseguros do mundo. Quando foi lançado, todas as mensagens 
eram transmitidas em texto simples. Qualquer pessoa na mesma 
rede que um usuário do WhatsApp (por exemplo, na mesma Wi-
Fi em uma cafeteria) poderia, com algumas ferramentas simples, 
monitorar todas as conversas. 
O passo seguinte do WhatsApp foi a melhoria dos sistemas de 
autenticação e a adoção da transmissão de dados por SSL. Nesse 
cenário, o WhatsApp tinha acesso ao conteúdo das mensagens, 
mas, em trânsito, a informação estava embaralhada. Nessa 
situação, o WhatsApp ainda poderia cumprir ordens da Justiça 
que solicitassem o conteúdo das conversas. 
20
 05/04/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-
digital/post/whatsapp-comeca-identificar-conversas-com-
criptografia.html 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 45 
 
Agora, com o novo sistema, a transmissão ocorre totalmente 
embaralhada, de um usuário até o outro. Esse sistema é chamado 
de "criptografia ponta-a-ponta". 
No entanto, caso uma conversa seja iniciada com alguém que 
ainda não atualizou o programa, e que, portanto, não tem 
compatibilidade com a criptografia, o WhatsApp continuará 
usando o sistema anterior, com criptografia apenas em trânsito. 
Além do WhatsApp, diversos outros comunicadores também 
são compatíveis com conversas criptografadas. Alguns deles são 
o Telegram, o Wickr, o Sicher e o Signal, cuja tecnologia 
TextSecure serviu de base para a criação do recurso no 
WhatsApp. 
 
Segurança ideal exige contato para verificação da 
chave 
Embora o WhatsApp facilite o uso da criptografia ponta-a-
ponta em todos os casos, o uso ideal desse recurso exige um 
contato pessoal ou por outro meio absolutamente confiável. Isso 
porque os participantes da conversa precisam verificar se a chave 
usada está correta. Do contrário, existe a possibilidade de que 
alguém esteja interferindo na comunicação - o chamado ataque 
de "homem no meio", em que o espião consegue intermediar o 
tráfego entre as duas partes. 
O WhatsApp fornece um meio para a verificação dessa chave 
de maneira segura, com um código QR ou pela verificação de 
números na tela. A informação fica no perfil do contato. 
 
Segurança na Europa está reforçada após ataques 
em Bruxelas
21
 
 
Em vários países da Europa a segurança está reforçada. 
Policiais patrulham de forma ostensiva as fronteiras e os serviços 
de transporte. 
Com seus maiores monumentos iluminados com as cores da 
bandeira da Bélgica, a Europa acerta as contas com os atentados 
de Bruxelas. O que mais preocupa os europeus é que antes dos 
ataques de terça-feira (22/03/2016), a capital belga estava 
blindada e mesmo assim sofreu duas grandes agressões com 
consequências trágicas. 
Londres, Paris e Frankfurt reforçam o número de policiais em 
patrulha nos seus aeroportos e em outros terminais de 
transportes. O aeroporto de Bruxelas anunciou que vai continuar 
fechado nesta quarta-feira (23/03/2016). 
 
Número de assassinatos em SP é maior do que o 
divulgado pela gestão Alckmin
22
 
 
O número de assassinatos em São Paulo é maior do que o 
divulgado pela Secretaria da Segurança Pública da gestão 
Geraldo Alckmin (PSDB). 
Levantamento feito pelo jornal "O Estado de S. Paulo" em 
boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil como "morte 
suspeita" no primeiro semestre de 2015 na capital paulista achou 
21 casos que ficaram de fora das estatísticas criminais. 
Eles foram depois reclassificados, na maioria, como "lesão 
corporal seguida de morte", apesar de terem um histórico de 
homicídio. Isso aconteceu mesmo sem a polícia saber se a 
intenção do autor do crime era ferir ou matar a vítima. Assim, os 
casos continuaram sem constar das estatísticas desse crime. 
Se os 21 casos tivessem sido incluídos nas estatísticas, o 
primeiro semestre de 2015 teria fechado com 3,6% mais vítimas 
de assassinato na cidade, ou 590 pessoas mortas em vez das 569 
divulgadas pela secretaria. 
 
21
 23/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-
brasil/noticia/2016/03/seguranca-na-europa-esta-reforcada-apos-
ataques-em-bruxelas.html 
O número significaria uma variação positiva de 0,3% no total 
de vítimas de homicídios em relação ao mesmo período de 2014, 
que teve 588 mortes oficiais. Pela estatística do governo, no 
entanto, houve queda de 3,2% nas vítimas de homicídios em 
comparação com 2014. Em média, pelo menos 3,5 casos de 
mortes violentas foram registrados como "lesão corporal" ou 
"morte suspeita" por mês pela polícia. 
Depois de obter os dados sobre os casos por meio de quatro 
pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação, a 
reportagem procurou policiais civis, testemunhas e familiares das 
vítimas, que relataram que os crimes foram cometidos por 
traficantes de drogas, desafetos pessoais e até por assaltantes. Até 
agora, ninguém foi preso. 
A relação de ocorrências traz casos de pessoas mortas a tiros, 
facadas e pauladas. As vítimas eram, na maioria, trabalhadores 
braçais, moradores de rua, dependentes químicos e estrangeiros. 
Há uma distribuição aleatória dos 21 casos, mas a maioria 
aconteceu na periferia. 
O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, 
sustenta que "as estatísticas da secretaria são 99,9% confiáveis".Com base no levantamento da reportagem, o secretário informou 
que os BOs foram reclassificados, durante as investigações, para 
outros delitos. "Seis como homicídios, que logo foram colocados 
na estatística." 
Desde janeiro de 2015, o site da secretaria registrou apenas 
uma vez, em março daquele ano, uma atualização de dados após 
sua publicação mensal, a fim de incluir um caso de homicídio. 
Moraes entregou ainda uma planilha em que informava que 11 
"mortes suspeitas" haviam sido reclassificadas como "lesão 
corporal seguida de morte". 
 
Planilha 
A reportagem ouviu os desembargadores Amaro José Thomé 
Filho e Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, a 
promotora de Justiça Mildred de Assis Gonzales, que trabalha há 
20 anos no Tribunal do Júri, a professora de Direito Penal da 
Universidade de São Paulo (USP) Helena Regina Lobo da Costa e 
os delegados Marcos Carneiro Lima e Nelson Silveira Guimarães, 
ex-diretores da Divisão de Homicídios. 
Todos afirmaram que, sem conhecer o autor do crime e saber 
qual era sua vontade --ferir ou matar a vítima--, a polícia não 
podia registrar os casos como lesão corporal seguida de morte. 
"Se você não identifica o autor, mas ouve uma testemunha 
que esclarece que ele não tinha motivação de matar, pode ser que 
mude o caso. Mas eu não sei como pode transformar um caso de 
homicídio em lesão corporal sem identificar o autor", disse 
Silveira Guimarães. 
A Justiça já discordou da classificação de "lesão corporal" ou 
"morte suspeita" dada pela polícia em cinco desses casos e em um 
de "suicídio" e enviou os inquéritos à Varas do Júri, que cuidam 
de assassinatos. "Há uma resolução de 1998, do Tribunal de 
Justiça, de que, na dúvida, os casos devem ir para a Vara do Júri", 
disse Mildred. Após ser alertada pela reportagem, a secretaria 
confirmou ontem a informação - reafirmou, no entanto que cinco 
casos continuavam em varas que analisam lesões. 
Ao classificar os homicídios como lesão, a polícia deixa de 
encaminhar os casos ao setor especializado, o Departamento de 
Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) - ele foi o destino de só 
4 dos 21 casos. 
Além de lesão, a polícia registrou casos como o de um corpo 
carbonizado como "óbito", as mortes de supostos ladrões se 
tornaram "roubo", um linchamento virou "overdose" e um 
espancamento, "atropelamento". Até a quarta-feira 
22
 03/03/2016 
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-
estado/2016/03/03/numero-de-assassinatos-em-sp-e-maior-do-que-o-
divulgado-pelo-governo-do-estado.htm 
 
 46 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
(02/03/2016) nenhum dado havia sido retificado na estatística 
oficial. 
 
Caso Amarildo: entenda o que cada PM condenado 
fez, segundo a Justiça
23
 
 
A condenação de 12 policiais militares da Unidade de 
Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na Zona Sul do Rio, pelo 
desaparecimento e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de 
Souza, no dia 14 de julho de 2013, confirmou na Justiça a 
atuação de cada um dos agentes no crime. 
Todos os condenados receberam aumento de pena por serem 
agentes públicos e terem praticado o crime no exercício de suas 
funções. Nove deles já estão presos preventivamente desde 
outubro de 2013. Três policiais que estavam presos desde 2014 
na unidade prisional da PM foram absolvidos e devem receber em 
breve o alvará de soltura. 
Entenda abaixo o que cada um deles fez, segundo a sentença 
da Justiça do Rio. 
 
Major Edson Raimundo dos Santos 
Pena: 13 anos e sete meses 
Para a Justiça, o Major Edson Raimundo dos Santos, 
comandante da UPP Rocinha desde a sua inauguração, “foi o 
mentor intelectual da tortura” contra Amarildo. Teria partido 
dele a ordem para que a vítima fosse capturada e levada à base 
da UPP. Ele determinou aos policiais de sua confiança que 
vigiassem a área entorno do contêiner onde Amarildo foi 
torturado e morto e impediu que os policiais a quem menos 
confiava saíssem de seus postos. Além disso, comandou e 
orientou o sumiço do corpo da vítima, ordenando aos seus 
subordinados que retirassem o cadáver do local e o ocultassem. 
 
Tenente Luiz Felipe de Medeiros 
Pena: 10 anos e sete meses 
A juíza considerou que o tenente Luiz Felipe de Medeiros, 
subcomandante da UPP Rocinha, primeiro homem abaixo do 
major Edson na hierarquia da unidade, “não só orquestrou todo 
o crime junto a Edson, como participou pessoalmente da 
execução”. Após a morte de Amarildo em decorrência da sessão 
de tortura, o tenente buscou, pessoalmente, a capa de uma moto 
que foi usada para ocultar o corpo da vítima. Ele ainda, com o 
intuito de dificultar as investigações, derramou óleo automotivo 
no local onde o pedreiro foi torturado e morto. 
 
Soldado Douglas Roberto Vital Machado 
Pena: 11 anos e seis meses 
Segundo o processo judicial, foi o soldado Douglas Roberto 
Vital Machado quem apontou Amarildo como responsável por 
guardar armas e drogas de traficantes na Rocinha. Sob a ordem 
do comandante major Edson, ele buscou o pedreiro em um bar 
da comunidade e o levou para a sede da UPP, “onde participou 
ativamente de sua tortura e morte” e também da ocultação do 
cadáver. A juíza destacou que ele era conhecido pelos moradores 
da Rocinha como um policial truculento, sendo apelidado de 
“cara de macaco”. 
 
Soldado Marlon Campos Reis 
Pena: 10 anos e quatro meses 
A Justiça considerou que o soldado Marlon Campos Reis 
acompanhou o soldado Douglas Roberto Vital Machado na 
abordagem e captura de Amarildo no bar, o conduzindo à sede 
da UPP. A juíza destacou que ele era “braço direito de [Douglas 
Roberto] Vital, sabia de todo o plano criminoso e aderiu ao 
mesmo desde sua origem”, que “participou de todos os atos 
 
23
 01/02/2016 
executórios da tortura” e também contribuiu diretamente para a 
ocultação do corpo. 
 
Soldado Jorge Luiz Gonçalves Coelho 
Pena: 10 anos e quatro meses 
Conforme os autos, o soldado Jorge Luiz Gonçalves Coelho 
fazia parte do grupo de policiais de confiança do Major Edson. 
Ele foi um dos responsáveis por buscar Amarildo e levá-lo à sede 
da UPP. Não participou diretamente da tortura, mas “ocupou o 
posto de vigilância” e “garantiu o sucesso na execução da 
tortura”. O soldado Jorge também participou diretamente na 
ocultação do corpo. 
 
Soldado Jairo da Conceição Ribas 
Pena: 10 anos e quatro meses 
O soldado Jairo da Conceição Ribas também atuou na captura 
de Amarildo e na condução dele à sede da UPP. A juíza destacou 
ser “notório” que ele também era de homem de confiança do 
major Edson e, assim como o soldado Jorge, não atuou 
diretamente na tortura da vítima, mas garantiu que o crime fosse 
cometido vigiando o entorno do contêiner, impedindo a entrada 
e saída de quem não tivesse autorização do comandante. Sua 
participação foi considerada determinante para a ocultação do 
cadáver. 
 
Soldado Anderson César Soares Maia 
Pena: 10 anos e quatro meses 
O soldado Anderson César Soares Maia também integrou a 
equipe responsável por buscar Amarildo no bar e conduzi-lo à 
sede da UPP, segundo o processo. Ele integrou ainda o grupo de 
policiais que, dentro do contêiner, torturou a vítima até a morte 
e contribuiu para a ocultação do corpo. 
 
Soldado Wellington Tavares da Silva 
Pena: 10 anos e quatro meses 
De acordo com os autos, também esteve com a equipe que 
buscou Amarildo no bar e o levou até a sede da UPP. Segundo a 
juíza, por também ser de confiança do major Edson, ficou 
responsável por montar guarda em frenteao contêiner onde a 
vítima foi torturada e morta, além de contribuir para que o corpo 
fosse ocultado. 
 
Soldado Fábio Brasil da Rocha da Graça 
Pena: 10 anos e quatro meses 
Teria participado da abordagem e condução de Amarildo à 
sede da UPP. Enquanto a vítima era torturada, permaneceu junto 
aos demais policiais de confiança dos superiores na contenção da 
área. Também contribuiu na ocultação do corpo. 
 
Soldado Felipe Maia Queiroz Moura 
Pena: 10 anos e quatro meses 
Policial de confiança do major Edson e do tenente Medeiros, 
o soldado Felipe impediu a aproximação de moradores ou outros 
policiais junto à base da UPP. Ele era motorista do 
subcomandante e, segundo destacou a juíza, “ficou à vontade na 
unidade” enquanto Amarildo foi torturado. A mando de seu 
superior, tentou pegar a capa da motocicleta que foi usada para 
embalar o corpo da vítima. O policial responsável pelo 
equipamento negou a entrega da capa, o que obrigou o 
subcomandante a buscá-la pessoalmente. 
 
Rachel de Souza Peixoto 
Pena: 9 anos e quatro meses 
Exercia a função de secretária do comandante. Segundo os 
autos, ficou comprovado que ela vigiou a sede da UPP durante a 
Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/02/caso-
amarildo-entenda-o-que-cada-pm-condenado-fez-segundo-justica.html 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 47 
 
tortura de Amarildo, formando o grupo de policiais de confiança 
do comandante que impediu a aproximação de pessoas 
estranhas. 
 
Thaís Rodrigues Gusmão 
Pena: 9 anos e quatro meses 
Segundo os autos, sob ordem do major Edson, desligou as 
luzes do Parque Ecológico, localizado ao lado da sede da UPP, 
com o objetivo de diminuir a visibilidade dos arredores do local 
do crime. O processo também diz que ela também fez parte do 
grupo que “montou guarda no entorno da UPP”. A juíza destacou 
que “o fato de não estar presente diretamente na tortura ou 
mesmo não estar na sede da UPP por todo o tempo do crime, não 
afasta a conduta criminosa” pois “sua ação foi em benefício do 
grupo, que teve seu atuar encoberto pela pouca visibilidade e pela 
segurança montada” por ela. 
 
Absolvidos 
Citados na denúncia inicial do Ministério Público sobre o caso 
Amarildo, Reinaldo Gonçalves dos Santos, Lourival Moreira da 
Silva, Wagner Soares do Nascimento e Dejan Marcos de Andrade 
Ricardo foram absolvidos por não haver provas contundentes 
contra eles nas acusações de tortura e ocultação decadáver. 
Jonatan de Oliveira Moreira, Márcio Fernandes de Lemos 
Ribeiro, Bruno dos Santos Rosa, Sidney Fernando de Oliveira 
Macário, Vanessa Coimbra Cavalcanti, João Magno de Souza, 
Rafael Bayma Mandarino e Rodrigo Molina Pereira estavam 
dentro de um cubículo, impedidos de sair, e ouvindo os gritos de 
socorro de Amarildo enquanto ocorria a tortura. 
"A questão não está no campo da culpabilidade. Não se trata 
de inexigibilidade de conduta diversa. Situa-se na seara da 
tipicidade, na medida em que era impossível aos acusados 
efetivar conduta para frear o iter criminis em curso", diz a juíza 
sobre os citados. 
Reinaldo Gonçalves dos Santos, Lourival Moreira Silva e 
Wagner Soares do Nascimento, que estavam presos, devem 
receber em breve o alvará de soltura após a absolvição. 
 
Denúncia 
Na íntegra da sentença, divulgada nesta segunda-feira 
(01/02/2016), a magistrada também determinou que os policiais 
sejam excluídos dos quadros da Polícia Militar. 
De acordo com as investigações, quando Amarildo foi levado 
até a sede da UPP, policiais que não participavam da ação foram 
levados a entrar nos contêineres e proibidos de sair dele. 
Um PM que estava lá contou em depoimento que Amarildo 
chegou a implorar. "Não, não. Isso não. Me mata, mas não faz 
isso comigo", teria dito. A juíza conclui: "Tudo demonstra que 
Amarildo foi torturado até a morte". 
Uma pergunta, no entanto, segue em aberto: o que foi feito 
com o corpo de Amarildo? Outra investigação, ainda em 
andamento, apura se policiais do Batalhão de Operações 
Especiais (Bope) teriam retirado o corpo dele da Rocinha dentro 
de uma viatura da corporação. 
 
Relembre o caso 
Amarildo sumiu após ser levado por policiais militares para 
ser interrogado na sede da UPP durante a "Operação Paz 
Armada", de combate ao tráfico na comunidade, entre os dias 13 
e 14 de julho de 2013. 
Para a juíza Daniella Alvarez, os PMs cometeram 
irregularidades já no fato de conduzirem Amarildo à sede da UPP, 
após abordá-lo num bar da comunidade: "Até aqui são latentes as 
ilegalidades praticadas pelos policiais. A vítima portava sua 
identificação. Tinha o direito de estar no bar e lá permanecer. 
 
24
 25/01/2016 
Não havia qualquer crime em curso ou atitude relevante capaz de 
justificar a apreensão de Amarildo". 
Na UPP, o pedreiro teria passado por uma averiguação. Após 
esse processo, segundo a versão dos PMs, eles ainda passaram 
por vários pontos da cidade do Rio antes de voltar à sede da 
Unidade de Polícia Pacificadora, onde as câmeras de segurança 
mostram as últimas imagens de Amarildo, que, segundo os 
policiais, teria deixado o local sozinho, o que as câmeras não 
registraram. 
Após depoimentos, foram identificados quatro policiais 
militares que participaram ativamente da sessão de tortura a que 
Amarildo teria sido submetido ao lado do contêiner da UPP da 
Rocinha. Segundo informou o Ministério Público, testemunhas 
contaram à polícia sobre a participação desses PMs no crime. 
Após seis meses de buscas pelo corpo do pedreiro, a Justiça 
decretou a morte presumida de Amarildo. 
 
Cadê o Amarildo? 
Ao decretar a sentença, a juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª 
Vara Criminal da Capital, destacou que o pedreiro não sumiu. 
"Amarildo morreu. Não resistiu à tortura que lhe 
empregaram. Foi assassinado. Vítima de uma cadeia de enganos. 
Uma operação policial sem resultados expressivos. Uma 
informação falsa. Um grupo sedento por apreensões. Um nacional 
vulnerável à ação policial. Negro. Pobre. Dentro de uma 
comunidade à margem da sociedade. Cuja esperança de 
cidadania cedeu espaço para as arbitrariedades. Quem se 
insurgiria contra policiais fortemente armados? Quem defenderia 
Amarildo? Quem impediria que o desfecho trágico ocorresse? 
Naquelas condições, a pergunta não encontra resposta e nos 
deparamos com a covardia, a ilegalidade, o desvio de finalidade 
e abuso de poder exercidos pelos réus", destacou a magistrada. 
A juíza ressaltou ainda que a conduta dos policiais 
condenados é contrária ao papel que a pacificação se propõe. "A 
paz não se faz com guerra. A suposta finalidade de pacificação 
não se coaduna com a utilização de meios extremos e medievais." 
 
Brasil tem 21 das 50 cidades mais violentas do 
mundo
24
 
 
O Brasil é o país com o maior número de cidades entre as mais 
violentas do mundo em 2015, de acordo com um ranking 
internacional publicado nesta segunda-feira (25) por uma ONG 
mexicana. Das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 
mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras. 
A lista, divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a 
Segurança Pública e a Justiça Penal, leva em conta o número de 
homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 
300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem 
“conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque. 
Apesar de o Brasil ser o país com mais representantes, o maior 
índice de violência foi detectado nas cidades da Venezuela. A 
taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por100 mil 
habitantes e a venezuelana, de 74,65. Caracas, capital do país, 
lidera o ranking geral, com 119,87 homicídios dolosos para cada 
100 mil habitantes. 
Primeiro lugar por 4 anos seguidos, San Pedro Sula, 
em Honduras, conseguiu reduzir o número de homicídios e 
passou para o segundo lugar. San Salvador, capital de El 
Salvador, ficou em terceiro. 
 
As mais violentas do Brasil 
Das cidades brasileiras, a primeira a aparecer é Fortaleza, em 
12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região 
metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º. 
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/brasil-tem-21-
cidades-em-ranking-das-50-mais-violentas-do-mundo.html 
 
 48 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Belo Horizonte, que figurava na lista do ano anterior, desta 
vez não apareceu. O contrário aconteceu com 3 cidades 
brasileiras, que estavam fora da lista de 2014, mas entraram na 
de 2015: Feira de Santana (27º), Vitória da Conquista (36º) e 
Campos dos Goytacazes (39º). 
Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), 
Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida 
de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), 
Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), 
Curitiba (44º) e Macapá (48º). 
Das 50, 41 ficam na América Latina: 21 no Brasil, 8 na 
Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, uma 
em El Salvador e uma na Guatemala. Outros países com cidades 
na lista foram África do Sul, Estados Unidos e Jamaica. 
O estudo é feito com base em dados oficiais ou de fontes 
alternativas, como ONGs. 
 
AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, 
SEGUNDO O RANKING 
1° - Caracas (Venezuela) - 119.87 homicídios/100 mil 
habitantes 
2° - San Pedro Sula (Honduras) - 111.03 
3° - San Salvador (El Salvador) - 108.54 
4° - Acapulco (México) - 104.73 
5° - Maturín (Venezuela) - 86.45 
6° - Distrito Central (Honduras) - 73.51 
7° - Valencia (Venezuela) - 72.31 
8° - Palmira (Colômbia) - 70.88 
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) - 65.53 
10° - Cali (Colômbia) - 64.27 
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) - 62.33 
12° - Fortaleza (Brasil) - 60.77 
13° - Natal (Brasil) - 60.66 
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) - 
60.63 
15° - ST. Louis (Estados Unidos) - 59.23 
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) - 58.40 
17° - Culiacán (México) - 56.09 
18° - Maceió (Brasil) - 55.63 
19° - Baltimore (Estados Unidos) - 54.98 
20° - Barquisimeto (Venezuela) - 54.96 
21° - São Luís (Brasil) - 53.05 
22° - Cuiabá (Brasil) - 48.52 
23° - Manaus (Brasil) - 47.87 
24° - Cumaná (Venezuela) - 47.77 
25° - Guatemala (Guatemala) - 47.17 
26° - Belém (Brasil) - 45.83 
27° - Feira de Santana (Brasil) - 45.50 
28° - Detroit (Estados Unidos) - 43.89 
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) - 43.38 
30° - Teresina (Brasil) - 42.64 
31° - Vitória (Brasil) - 41.99 
32° - Nova Orleans (Estados Unidos) - 41.44 
33° - Kingston (Jamaica) - 41.14 
34° - Gran Barcelona (Venezuela) - 40.08 
35° - Tijuana (México) - 39.09 
36° - Vitória da Conquista (Brasil) - 38.46 
37° - Recife (Brasil) - 38.12 
38° - Aracaju (Brasil) - 37.70 
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) - 36.16 
40° - Campina Grande (Brasil) - 36.04 
41° - Durban (África do Sul) - 35.93 
 
25
 22/01/2016 
Fonte: http://radios.ebc.com.br/reporter-solimoes/edicao/2016-
01/autoridades-de-seguranca-publica-do-brasil-e-colombia-firmam 
26
 06/01/2016 
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) - 35.85 
43° - Porto Alegre (Brasil) - 34.73 
44° - Curitiba (Brasil) - 34.71 
45° - Pereira (Colômbia) - 32.58 
46° - Victoria (México) - 30.50 
47° - Johanesburgo (África do Sul) - 30.31 
48° - Macapá (Brasil) - 30.25 
49° - Maracaibo (Venezuela) - 28.85 
50° - Obregón (México) - 28.29 
 
Brasil e Colômbia firmam parceria na fronteira na 
área de segurança pública
25
 
 
As Polícias Militar e Civil do Estado do Amazonas, juntamente 
com a Força Nacional de Segurança Pública, estiveram em 
reunião na última terça-feira, dia (19/01/2016), na sede da 
Polícia Nacional de Colômbia, com o objetivo de planejar ações 
em conjunto na área de segurança pública na cidade gêmea de 
Letícia (Colômbia) e Tabatinga (Brasil). 
Ficou acertado que a troca de informações e união entre as 
forças é fundamental para a produção de maior sensação de 
segurança na tríplice fronteira Brasil-Perú-Colômbia. 
Em 2015, ocorreram 25 homicídios na cidade de Tabatinga, 
quase todos por arma de fogo e com características de pistolagem. 
No mesmo período, em Letícia, ocorreram nove homicídios todos 
por arma branca. 
Entretanto, as duas cidades enfrentam aumento no número 
de furtos de motocicletas e outros crimes. Dessa forma, ações a 
médio e longo prazo ocorrerão especialmente na repressão aos 
delitos mais comuns como os furtos, roubos e tráfico de 
entorpecentes. 
O policial Jarbas Alves, Relações Públicas do 8º Batalhão de 
Polícia Militar em Tabatinga, informou que, em breve, os veículos 
só poderão passar de uma cidade para outra desde que estejam 
devidamente legalizados nos respectivos países com condutor 
habilitado, veículo licenciado e equipamentos obrigatórios de 
segurança exigidos pela legislação específica de cada país. 
Durante a entrevista, ele deixou algumas dicas de segurança 
aos moradores, em caso de assalto: 
 Responda com calma somente ao que lhe for perguntado ou 
para avisar sobre qualquer gesto ou movimento a ser realizado; 
 Procure memorizar todos os detalhes possíveis, fisionomia, 
modo e frases usadas, roupas, gírias, trajetos, locais visitados, 
veículos utilizados, entre outros. 
 Registre a ocorrência em uma Delegacia de Polícia. 
 
Conselho de Segurança condena teste nuclear de 
Pyongyang
26
 
 
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), em 
reunião de emergência, condenou o novo teste nuclear da Coreia 
do Norte, que diz ter feito simulações com uma bomba de 
hidrogênio. 
Segundo o órgão, isso representa uma "clara violação" das 
suas resoluções. Além disso, o conselho afirma que iniciará a 
trabalhar "imediatamente" em novas medidas restritivas contra 
Pyongyang. 
 
TRANSPORTES 
 
Primeiro dia de cobrança no VLT é marcado por 
transtornos no Rio
27
 
Fonte: 
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2016/01/06/conselho-
de-seguranca-condena-teste-nuclear-de-pyongyang/ 
27
 26/07/2016 – Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-
janeiro/noticia/2016/07/primeira-manha-de-cobranca-no-vlt-e-
marcada-por-transtornos-no-rio.html 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 49 
 
O primeiro dia de operação do VLT com cobrança de tarifa foi 
marcada por problemas no funcionamento dos veículos. Um 
problema no abastecimento de energia causou um atraso de uma 
hora no início da operação, que deveria ter começado às 7h, mas 
só entrou em operação às 8h desta terça (26/07/2016). Por volta 
das 12h, a energia da estação do VLT Santos Dumont voltou a 
cair. Até as 13h20 a energia não tinha sido restabelecida. 
Durante a manhã, algumas máquinas de RioCard ficaram fora 
do ar e causaram transtorno para quem precisava validar a 
passagem. Além dos problemas técnicos, uma manifestação de 
funcionários do Inca também parou a circulação entre as estações 
Santos Dumont e Parada dos Navios, por cerca de 15 minutos. 
Depois de quase dois meses de viagens gratuitas, a tarifa de 
R$3,80 começou a ser praticadanesta terça-feira (26/07/2016) 
para os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) do Rio. 
O VLT foi inaugurado no dia 5 de junho e manteve as viagens 
gratuitas no começo de sua operação, que foi ampliada de forma 
gradativa. Atualmente, ele liga o Aeroporto Santos Dumont à 
Rodoviária Novo Rio e conta com 16 paradas para embarque e 
desembarque de passageiros. 
 
Como é feita a cobrança 
Os trens do VLT não têm catracas nem cobradores. O 
pagamento da passagem tem de ser feito, exclusivamente, por 
meio do cartão Bilhete Único ou do bilhete expresso, que pode 
ser adquirido em qualquer parada do VLT – todas equipadas com 
terminais de autoatendimento. 
 
Produção de veículos no Brasil tem pior 1º 
semestre em 12 anos
28
 
 
A produção brasileira de veículos, incluindo automóveis, 
comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, recuou 
21,2% no primeiro semestre de 2016, na comparação com o 
mesmo período de 2015, segundo dados divulgados pela 
associação de fabricantes (Anfavea) nesta quarta-feira 
(06/07/2016). 
No total, foram produzidos 1.016.680 veículos de janeiro a 
junho deste ano, contra 1.289.871 no mesmo período de 2015. 
O resultado para o 1º semestre foi o pior desde 2004, quando 
999.716 veículos foram produzidos de janeiro a junho daquele 
ano. 
A queda na produção acompanha também os números de 
vendas de veículos, divulgados pela federação dos 
concessionários (Fenabrave), que mostra queda de 25% no 
período, o pior 1º semestre em 10 anos para 
comercializações de veículos. 
"As festas juninas, em algumas regiões como nordeste e 
centro-oeste, que têm feriados, atrapalham um pouco as vendas. 
Se não houvesse isto, o resultado seria um pouco melhor", 
afirmou Antonio Megale, presidente da Anfavea. 
"Mas estamos vendo uma estabilização, desde o mês passado. 
Parece que o mercado encontrou seu piso. Isto tem um lado 
positivo. A gente espera que depois do patamar venha algum 
crescimento", completou Megale 
De acordo com o executivo, outro problema é a falta de 
crédito. As vendas financiadas caíram para 51,8% do total - a 
menor porcentagem já registrada pela Anfavea. A série histórica 
é registrada desde 2003 e, em média, fica acima de 60%, segundo 
a entidade. 
"Há uma dificuldade de obtenção de financiamento, ou por 
parte do agente financeiro, ou uma decisão do cliente de não 
pegar compromissos futuros", afirmou Megale. 
 
28
 06/07/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/producao-de-veiculos-no-
brasil-cai-212-no-1-semestre-de-2016.ghtml 
29
 15/03/2016 
Produção em junho 
Apesar da queda no semestre, junho somou um volume de 
182.626 unidades, o segundo melhor resultado no ano, atrás 
apenas de março (196,5 mil). O número é 4,2% maior que o 
registrado em maio, e representa pequena queda de 3% ante 
junho do ano passado. 
De acordo com a Anfavea, este também foi o pior resultado 
para junho desde 2004, quando 179.685 veículos foram 
produzidos. 
 
Caminhões e ônibus 
Mais afetado no primeiro semestre, com queda de 24,8% na 
produção de caminhões e 33,4% na de ônibus, o setor de veículos 
pesados teve leve avanço no último mês. Em junho, a produção 
de ônibus cresceu 22,3% sobre maio, para 1,8 mil unidades. Já 
os caminhões apresentaram leve alta de 4,5%, para 5,5 mil 
unidades. 
 
Emprego 
O número de trabalhadores empregados na indústria recuou 
6,7% no último ano, o que representa um fechamento de 9,1 mil 
vagas. O setor empregava no final de junho 127,7 mil pessoas, 
voltando ao patamar de fevereiro de 2010. 
 
Exportações 
Enquanto o mercado interno segue em declínio, as 
montadoras instaladas no Brasil miram outros países. Em junho, 
houve queda de 7,5% nas exportações, em relação a maio, para 
43.392 unidades. 
Mas o volume dos primeiros seis meses do ano (226.645 
unidades) ficou 14,2% maior que o verificado no mesmo período 
de 2015 (198.455 unidades). O valor somado pelas exportações 
caiu 12,5% no primeiro semestre. 
Megale comemorou a renovação do acordo automotivo com 
a Argentina, até 2020, o que deve dar mais previsibilidade para 
as empresas. "O mercado argentino segue crescente ao contrário 
do Brasil, com alta de 6%, e a expectativa é que continue assim", 
afirmou. "A exportação é uma das variáveis que vai nos dar boas 
notícias até o final do ano." 
 
Acaba limite de quilometragem para viagens em 
vans e micro-ônibus
29
 
 
Uma nova resolução da Agência Nacional de Transportes 
Terrestres (ANTT) deve beneficiar pequenos transportadores 
turísticos que utilizam vans e micro-ônibus para viagens 
interestaduais. A principal mudança é o fim da limitação de 540 
km para o percurso, incluindo ida e volta – medida considerada 
uma conquista por representantes do setor. 
“A medida deve impulsionar o fretamento de vans e micro-
ônibus para viagens turísticas em benefício tanto dos pequenos 
empresários quando dos viajantes. Todos saem ganhando”, 
afirma a diretora do Departamento de Formalização e 
Qualificação no Turismo do Ministério do Turismo, Aparecida 
Bezerra. 
Segundo a Sondagem do Consumidor, levantamento mensal 
feito pela pasta, a intenção de viajar de ônibus cresceu pelo 
quinto ano consecutivo e atingiu 14,1%, um recorde para o mês 
de fevereiro desde 2011. Em comparação com o valor registrado 
em 2011, houve um crescimento de 56,6%. 
Ainda de acordo com o levantamento, para 7,9% dos 
entrevistados as próximas viagens deverão ser feitas em meios de 
transportes alternativos como vans, micro-ônibus e moto. O 
Fonte: http://www.turismo.gov.br/%C3%BAltimas-
not%C3%ADcias/6020-acaba-limite-de-quilometragem-para-viagens-
em-vans-e-micro-%C3%B4nibus.html 
 
 50 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
número mais do que dobrou em relação ao mesmo período do 
ano anterior quando foi registrado 2,6%. 
Para Luiz Martinez, presidente da Associação dos 
Microempreendedores Individuais do Transporte Turístico 
(Amettur), a nova resolução levará ao aumento das viagens em 
vans e micro-ônibus, uma vez que muitos transportadores vinham 
recusando serviços devido ao limite de 540 km para cada viagem. 
Os veículos devem ser cadastrados no Cadastur, do Ministério do 
Turismo. 
Outra mudança é a permissão para que transportadoras com 
capital social inferior a R$ 120 mil possam prestar o serviço de 
transporte turístico interestadual, ficando obrigadas a contratar 
o seguro garantia. Este era um pleito dos pequenos 
transportadores que não conseguiam comprovar o capital social, 
exigido anteriormente, aceito após negociações entre a categoria 
e a ANTT. 
 
EXEMPLOS DE VIAGENS INTERESTADUAIS QUE 
PODERÃO SER FEITAS: 
- Brasília (DF) x Caldas Novas (GO): 306 km 
- Rio de Janeiro (RJ) x São Paulo (SP): 432km 
- Barreirinhas (MA) x Jericoacoara (CE) :412km 
- Rio de Janeiro (RJ) x Campos do Jordão (SP): 336km 
- São Paulo (SP) x Brumadinho (MG): 545 km 
 
Setor portuário de Pernambuco receberá R$ 3 
bilhões até 2042
30
 
 
Pernambuco receberá R$ 3 bilhões em investimentos 
portuários nos próximos anos. Esse número corresponde a 6% do 
montante total previsto para ser destinado aos portos brasileiros 
até 2042 – R$ 51 bilhões de acordo com o Plano Nacional de 
Logística Portuária (PNLP). Esse e outros assuntos serão tema da 
reunião do ministro Helder Barbalho, da Secretaria de Portos da 
Presidência da República (SEP), com os presidentes da 
Companhias Docas e dos portos delegados de todo o País, que 
acontece em Pernambuco, no Porto de Suape,nesta terça-feira, 
dia 26/01. 
Dos investimentos previstos, apenas 16% – R$ 480 milhões – 
são de recursos públicos, destinados a dragagem. A primeira fase 
dessas obras já está em andamento em Suape e todo o trabalho 
está previsto para ser concluído em 2018. Os restantes 84% são 
de investimentos privados. A maior parte deles – R$ 2,179 bilhões 
– será em arrendamentos de áreas para terminais portuários 
dentro dos portos organizados. Há mais R$ 367,2 milhões 
referentes a renovações e reequilíbrios contratuais em análise. 
 
INVESTIMENTOS EM DETALHES 
Há dez áreas para irem a leilões de arrendamento em 
Pernambuco, sendo oito em Suape e dois em Recife, uma das 
quais referente a terminal de passageiros. 
Das oito áreas em Suape, cinco estão previstas para irem a 
leilão no Bloco 2: dois para granéis minerais, um para veículos, 
um para trigo e um para contêineres: 
 
Áreas Bloco 2 em Suape 
 
ÁREAS 
Tipo de 
carga 
Investimento 
(R$ milhões) 
Capacidade de 
movimentação 
futura 
(milhões de 
toneladas) 
 
30
 26/01/2016 
Granéis 
minerais 
R$ 678,54 12,70 
Granéis 
minerais 
exceto ferro 
R$ 363,29 3,4 
Veículos R$ 45 0,22 
Grãos 
(trigo) 
R$ 40 0,48 
Contêineres R$ 981,1 10,92 
TOTAL 
R$ 2,108 
bilhões 
 
 
Há ainda cinco outras áreas para serem licitadas: um terminal 
de passageiros em Recife, três áreas para movimentação de 
cargas em Suape e uma em Recife, totalizando R$ 71,3 milhões. 
Em renovações contratuais, o maior investimento novo é o de 
R$ 304,055 milhões da Decal Brasil Ltda para movimentação de 
combustíveis em Suape. Há ainda outro investimento em análise 
na SEP para movimentação de combustíveis em Suape: R$ 63,20 
milhões da Pandenor Importação e Exportação. 
O Porto de Suape contará também com um Terminal de 
Açúcar, cujo início de operação está previsto para este ano. 
Também está na agenda a dragagem de aprofundamento do 
canal, bacia e berços para 2018, e um segundo sugador de trigo 
no Cais 4 em 2020. 
 
PRODUTIVIDADE E MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 
Com essas melhorias, a tendência é haver aumento de 
produtividade das operações. Com o novo Terminal de Açúcar, a 
produtividade neste embarque deve subir 521%, passando de 47 
t/navio/h para 292 t/navio/h, de acordo com o estudo Plano 
Mestre do Porto de Suape. Com horizonte para 2030, o plano 
também considera o aumento da ocupação do Cais 5, de 65%, 
para 72% a partir de 2026. 
O plano prevê ainda a implantação de sistema de 
monitoramento do tempo de armazenagem e do sistema de 
controle de tráfego e embarcações, que dá eficiência e mais 
segurança ao sistema. 
Com 15,5 metros de profundidade no porto interno, mais de 
20 metros em sua bacia de evolução, o Porto de Suape deve 
continuar em expansão, de acordo com o Plano Mestre. 
Em termos de movimentação de carga, o Porto de Suape deve 
ampliar suas operações a uma taxa média de 8,6% ao ano até 
2030, para 61,5 milhões de toneladas, de acordo com o seu Plano 
Mestre. Em 2014, foram 15,2 milhões de toneladas de cargas 
movimentadas em Suape. 
Em 2015 até novembro, o porto movimentou 18 milhões de 
toneladas. Desse total de 2015 até novembro, 13 milhões foram 
granel líquido, principal tipo de carga, devido à grande 
movimentação de derivados de petróleo. Mais 4,149 milhões de 
toneladas são o peso bruto referente a movimentação de 
contêineres. 
Para 2030, o perfil do porto será mais orientado para 
embarques (54% do total) do que para desembarques (46%). A 
projeção de mais embarques é resultado, principalmente, de 
novas cargas de exportação como minério de ferro e grãos (soja 
e milho) e embarques de cabotagem de óleo diesel e coque da 
Fonte: http://www.portosdobrasil.gov.br/home-1/noticias/setor-
portuario-de-pernambuco-recebera-r-3-bilhoes-ate-2042 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 51 
 
nova refinaria da Petrobras (Abreu e Lima). Atualmente, Suape 
tem mais desembarques. 
Assim, são projetadas participações expressivas de algumas 
cargas novas, como é o caso do petróleo cru (20% do total) e 
minério de ferro (24% do total), além dos produtos do 
agronegócio, como a soja (5%), milho (2%) e fertilizantes (2%). 
A navegação de cabotagem também predomina. Ela 
respondeu por 57% do total em 2014, sendo o restante referente 
ao comércio exterior. 
A área de influência do Porto de Suape abrange os Estados de 
Pernambuco e Rio Grande do Norte; e parte dos estados de 
Alagoas e Paraíba, mas pode se expandir. Considerando a 
produção industrial eólica, e o potencial das cargas de projeto, 
essa área se estende do Ceará à Bahia, de acordo com o Plano 
Mestre. 
 
COMÉRCIO EXTERIOR E OS PORTOS 
PERNAMBUCANOS 
Também é pelo porto de Suape que acontece a maior 
movimentação de mercadorias no comércio exterior a partir de 
Pernambuco: 5,3 milhões de toneladas de produtos importados 
em 2015 entraram no país por Suape, num total de US$ 4,5 
bilhões. E 1 milhão de toneladas, no valor de US$ 724,5 milhões 
foram exportados por lá, de acordo com dados da Secretaria de 
Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 
Já pelo porto de Recife entraram 913 mil toneladas, no valor 
de US$ 263,5 milhões e foram exportadas 457 mil toneladas, por 
US$ 260,4 milhões. 
Combustíveis e óleos minerais, produtos químicos, cereais e 
plásticos foram os principais itens da cesta de importação por 
Suape. Por Recife, a grande maioria composta por produtos 
químicos, adubos, produtos da indústria de moagem e cereais. 
Os produtos mais exportados por Pernambuco foram 
combustíveis e óleos minerais; açúcares e produtos de 
confeitaria; além de ferro fundido e aço. Também tiveram saída 
expressiva pelos portos pernambucanos máquinas e materiais 
elétricos; veículos terrestres; sal, enxofre, pedras, gesso e 
cimento; e bebidas, incluindo as alcoólicas e vinagre. 
 
Transportes e correios puxam queda de 6,3% dos 
serviços
31
 
 
Liderado pelos segmentos de transportes, serviços auxiliares 
dos transportes e correios, o volume de serviços prestados no país 
fechou novembro de 2015 com queda de 6,3% na comparação 
com novembro de 2014. É a maior redução da série histórica 
iniciada 2012. 
Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), 
divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), o segmento de transportes e correios fechou 
novembro com queda de 8,2% em relação a novembro de 2014, 
contribuindo com -2,6 pontos percentuais para a diminuição 
global do setor. 
A PMS indica, ainda, que, com a queda do setor de serviços, 
novembro fechou com retração acumulada no ano de -3,4% e os 
últimos doze meses (a taxa anualizada) com redução acumulada 
de 3,1%. Já a receita nominal do setor encerrou novembro com 
recuo de 0,8% em relação a igual período do ano anterior, de 
1,4% no acumulado do ano e de 1,8% na taxa anualizada 
(últimos 12 meses). 
 
 
 
 
31
 14/01/2016 
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-
01/transportes-e-correios-puxam-queda-de-63-dos-servicos 
Retração 
A pressão exercida pelo segmento de transportes, serviços 
auxiliares dos transportes e correios foi seguida por serviços de 
informação e comunicação com redução de 4,4% em relação a 
novembro de 2014, contribuindo para a taxa global com retração 
de 1,6 ponto percentual; e dos serviços profissionais, 
administrativos e complementares(-1,3 ponto). Os serviços 
prestados às famílias e outros serviços apresentaram recuo de 
6,6% e contribuição de -0,4 ponto percentual. Outros serviços 
fecharam novembro com redução de 7,4%. 
Com o resultado negativo de novembro, o setor manteve a 
sequência de resultados negativos registrados ao longo de 2015. 
A exceção foi março, quando o setor acusou crescimento de 2,3% 
sobre março de 2014. Quanto aos resultados por atividade, todos 
os segmentos registraram variações negativas 
 
Resultados regionais 
Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços indicam que, em 
novembro, apenas cinco estados mostraram crescimento no 
volume de serviços na comparação 
novembro2015/novembro2014, com destaque para Roraima, 
com expansão de 10,9%, Mato Grosso (5,9%), Rondônia (4,1%), 
Tocantins (2,4%) e Pará (0,5%). Já as maiores variações 
negativas no volume de serviços foram observadas na Bahia (-
17,9%), Amazonas (-15,0%) e Amapá (-14,7%). 
O IBGE também divulgou o comportamento do setor de 
serviços analisando separadamente as Atividades Turísticas, que 
encerraram novembro com redução de 1,9% sobre novembro de 
2014, de -2,2% no resultado acumulado do ano e também de -
2,2% na taxa acumulada dos últimos 12 meses. 
 
Em termos regionais, ainda na análise das atividades 
turísticas, segundo as Unidades da Federação selecionadas, as 
variações positivas no ano no volume de serviços foram anotadas 
no Distrito Federal (5%), Goiás (3,2%) e Pernambuco (2,8%). 
Já as variações negativas ocorreram no Espírito Santo (-10%), 
Santa Catarina (-8,1%), Paraná (-6,2%), Bahia (-5,7%), Rio 
Grande do Sul (-4,4%), Ceará (-3,6%), Rio de Janeiro (-2,5%) e 
São Paulo (-2,4%). 
 
SAÚDE 
 
Testes da “pílula do câncer” em humanos começam 
nesta segunda em São Paulo
32
 
 
Os testes clínicos para tratamento de câncer com a 
fosfoetanolamina sintética, que ficou conhecida como “pílula do 
câncer”, começam na próxima segunda-feira (25/07/2016) em 
São Paulo. A pesquisa será conduzida pelo Instituto do Câncer do 
Estado de São Paulo (Icesp). 
O início dos testes em humanos será possível após aprovação 
da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, do Ministério da 
Saúde. A Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório 
oficial da Secretaria de Saúde do estado, forneceu as cápsulas 
suficientes da substância para realização da pesquisa. 
“O projeto de pesquisa clínica foi desenhado sob a ótica de 
especialistas de alto conhecimento técnico. Nossa prioridade é a 
segurança dos pacientes, por isso, primeiro vamos avaliar, com 
grande responsabilidade, se a droga é segura e se há evidência de 
atividade. É um processo extenso, que deve ser acompanhado 
com cautela”, diz, em nota, o oncologista Paulo Hoff, diretor-
geral do Icesp. 
Segundo a Secretaria de Saúde, o pesquisador aposentado da 
Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos Gilberto Chierice 
32
 25/07/2016 – Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-
inovacao/noticia/2016-07/testes-da-pilula-do-cancer-em-humanos-
comecam-nesta-segunda-em 
 
 52 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
tem acompanhado todo o processo. A fosfoetanolamina sintética 
foi estudada por Chierice, enquanto ele ainda estava ligado ao 
Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da 
universidade. Algumas pessoas tiveram acesso às cápsulas 
contendo a substância, produzidas pelo professor, que usaram 
como medicamento contra o câncer. 
“É a primeira vez na história que a fosfoetanolamina sintética 
será testada em humanos, por iniciativa do governo de São Paulo. 
O objetivo é avaliar a eficácia da substância no combate ao 
câncer”, informa, em nota, a secretaria. O estudo prevê avaliação 
de 10 pacientes na primeira fase, para determinar a segurança da 
dose que vem sendo usada na comunidade. 
Após a primeira etapa, caso a droga não apresente efeitos 
colaterais graves, a pesquisa prosseguirá. 
No chamado Estágio 1, está prevista a inclusão de mais 21 
pacientes para cada um dos 10 grupos de tumor: cabeça e 
pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, 
próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. 
Se o Icesp observar sinais de atividade da substância nessa 
fase, o Estágio 2 começa com mais 20 participantes em cada 
grupo. Progressivamente, desde que se comprove atividade 
relevante, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o 
máximo de mil pessoas, ou seja, 100 para cada tipo de câncer. 
 
Alimentos passam a ter de listar ingredientes 
alergênicos nos rótulos
33
 
 
Os rótulos dos alimentos passam a ter de sair da fábrica com 
informação sobre ingredientes alergênicos a partir deste domingo 
(03/07/2016). São 17 os itens a serem listados, como trigo, 
crustáceos, leite e nozes. A decisão partiu da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda em 2015 e foi reforçada no 
início de junho. 
Aprovada em junho do ano passado, a resolução obriga a 
indústria alimentícia a informar nas embalagens dos 
produtos se há presença dos principais alimentos que causam 
alergias alimentares. O regulamento abrange tanto alimentos e 
quanto bebidas, ingredientes e aditivos. 
Os rótulos dos produtos fabricados a partir de agora deverão 
deverão informar se os alimentos possuem alguns dos seguintes 
alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes 
hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de 
todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha 
do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, 
além de látex natural. 
Os derivados desses produtos deverão trazer na embalagem 
as seguintes informações: 
- Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que 
causam alergias alimentares); 
 Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos 
alimentos que causam alergias); 
 Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que 
causam alergias alimentares) e derivados. 
A Anvisa determinou também a forma de dispor esses dados. 
Os detalhes sobre alergênicos deverão ser exibidos logo abaixo 
da lista de ingredientes. Além disso, as palavras têm de estar em 
caixa alta, em negrito e com cor diferente do rótulo. A letra não 
pode ser menor do que a da lista de ingredientes. 
Os fabricantes tiveram um ano para adequar as embalagens 
às novas regras. Os produtos fabricados até o fim do prazo de 
adequação, este sábado (02/07/2016), poderão ser 
comercializados até o fim do prazo de validade. 
 
33
 03/07/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/alimentos-
passam-ter-de-listar-ingredientes-alergenicos-nos-rotulos.html 
Segundo o diretor-relator da matéria, Renato Porto, a 
demanda nasceu “fortemente da sociedade”, o que fez com que 
toda a diretoria votasse unilateralmente pela regulamentação. 
“A sociedade pode agora ter certeza que terá rótulos de 
produtos muito mais adequados, que vão dar a possibilidade do 
consumidor de escolher adequadamente seus produtos, dado que 
a melhor maneira de se prevenir [de uma crise alérgica] é 
evitando o consumo”, explicou. 
Segundo a Anvisa, no Brasil, de 6% a 8% das crianças de 6 a 
8 anos sofrem de algum tipo de alergia. 
 
Cientistas já trabalham em 23 projetos de vacina 
contra zika, diz OMS
34
 
 
Atualmente, já existem 23 projetos de vacina contra o vírus 
da zika em andamento no mundo, anunciou a diretora-geral da 
Organizaçãop Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, em 
coletiva de imprensa nesta terça-feira (22/03). As iniciativas são 
desenvolvidas por 14 instituições dos Estados Unidos, França,Índia, Áustria e Brasil. 
"Há estimativas de que pelo menos alguns desses projetos vão 
para testes clínicos ainda este ano, mas muitos anos podem ser 
necessários antes que uma vacina totalmente testada e licenciada 
estiver pronta para uso", disse Chan. Segundo ela, é possível que 
esta primeira onda explosiva de disseminação do vírus possa ter 
acabado antes de a vacina estar disponível. 
Ainda assim, o desenvolvimento de uma vacina é considerado 
imperativo, já que mais da metade da população do mundo vive 
em áreas com a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor do 
vírus da zika e de outras doenças como dengue, chikungunya e 
febre amarela. 
As equipes de pesquisa estudam se a vacina, a princípio, seria 
destinada apenas a mulheres grávidas ou mulheres em idade 
reprodutiva, já que a consequência mais severa associada ao vírus 
até o momento é a microcefalia em bebês cujas mães foram 
infectadas durante a gravidez. 
 
Teste diagnóstico é urgente 
Além disso, 30 empresas em todo o mundo estão trabalhando 
ou já desenvolveram potenciais novos testes diagnósticos para 
zika, segundo Chan. "Em termos de novos produtos médicos, os 
especialistas concordam que um teste diagnóstico confiável é a 
prioridade mais urgente." 
Segundo Bernardette Murgue, gerente de projeto dos 
Sistemas de Saúde e Inovação da OMS, apesar de várias equipes 
estarem trabalhando nos testes, apenas alguns deles já estão 
disponíveis comercialmente e quase nenhum passou por 
aprovação de órgãos regulatórios. “A OMS está conduzindo 
análises para guiar o desenvolvimento de novos produtos e 
também acelerar o processo para esses produtos passarem por 
avaliação regulatória.” 
 
Crise de saúde pública grave 
Existem 38 países e territórios com circulação do vírus da 
zika. Ainda não é possível saber, segundo Chan, se o padrão de 
aumento de casos de microcefalia e outros problemas 
neurológicos que foi observado no Brasil após a chegada do vírus 
irá se repetir em outros locais. 
"Se esse padrão for confirmado para além da América Latina 
e o Caribe, o mundo enfrentará uma grave crise de saúde 
pública", disse Chan. 
A diretora-geral da OMS afirmou ainda que a transmissão 
sexual do vírus da zika é, agora, um fato confirmado, constatado 
34
 22/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/cientistas-
ja-trabalham-em-23-projetos-de-vacina-contra-zika-diz-oms.html 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 53 
 
por episódios de infecção de pessoas que tiveram relação sexual 
com parceiros que estiveram em áreas com circulação do vírus. 
"Em menos de um ano, o status do zika mudou de uma 
curiosidade médica branda para uma doença com implicações 
graves em saúde pública", afirmou. 
 
Dengue já é quase 50% maior que em mesmo 
período de 2015, ano recorde
35
 
 
O Brasil já registrou 495.266 casos de dengue em 2016 até o 
início de março, o que representa um aumento de quase 50% em 
relação ao número de casos registrados no mesmo período de 
2015, ano que teve a maior epidemia de dengue da história. 
O dado foi anunciado nesta sexta-feira (18/03) pelo diretor 
do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do 
Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, durante evento no 
Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo. 
Maierovitch manifestou preocupação com a frequência de 
grandes epidemias observada nos últimos anos. "No ano passado, 
tivemos a maior epidemia de dengue da nossa história. Nós 
tínhamos tido, antes desta, a maior epidemia em 2013. Temos 
ficado espantados com o aumento da frequência das grandes 
epidemias." 
Ele acrescentou que, ao longo dos 30 anos em que a dengue 
é endêmica no Brasil, uma grande epidemia era, em geral, 
seguida por um período de maior tranquilidade, o que não vem 
acontecendo nesta década. 
Segundo o especialista, Minas Gerais é o estado com maior 
número de casos de dengue este ano, seguido por São Paulo. 
"Minas Gerais é o estado que, aparentemente, vai dar muito 
trabalho este ano em relação à dengue." 
O boletim epidemiológico mais recente divulgado 
pelo Ministério da Saúde no início de março falava em 
170.103 casos até 6 de fevereiro. Ou seja: foram 325.163 novas 
notificações em um período de cerca de um mês. 
 
Chikungunya 
Maierovitch também falou sobre o número de notificações de 
chikungunya: em 2016, já foram 6.353 notificações, das quais 
550 foram confirmadas por exames. Em todo o ano passado, 
foram 28.699 casos. 
"Neste ano, já temos visto chikungunya em uma quantidade 
de lugares muito maior, atingindo municípios grandes, 
levantando o temor de que aquilo que imaginávamos que iria 
acontecer há dois anos atrás -- que foi o que aconteceu na 
América Central e no Caribe, uma epidemia explosiva de 
chikungunya -- venha a acontecer este ano no Brasil." 
Sobre o vírus da zika, o Ministério da Saúde não tem 
divulgado, até o momento, o número total de notificações no país 
em seus boletins. Segundo um boletim da Organização Pan-
Americana da Saúde (Opas-OMS), o Brasil tem 72.062 casos 
suspeitos de zika registrados, dos quais 534 tiveram confirmação 
laboratorial. 
De acordo com o Ministério da Saúde, 23 unidades da 
federação já tem circulação do vírus: Goiás, Minas Gerais, Distrito 
Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, 
Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, 
Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, 
Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. 
 
 
 
35
 18/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/dengue-ja-
e-quase-50-maior-que-em-mesmo-periodo-de-2015-ano-recorde.html 
36
 16/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/casos-
confirmados-de-microcefalia-chegam-863-segundo-ministerio.html 
Casos confirmados de microcefalia chegam a 863, 
segundo ministério
36
 
 
O número de casos confirmados de microcefalia no Brasil 
chegou a 863, segundo novo boletim divulgado nesta quarta-feira 
(16/03) pelo Ministério da Saúde. Ao todo, foram 6.480 
notificações desde o início das investigações, em 22 de outubro, 
até 12 de março. Segundo a pasta, 1.349 casos foram descartados 
e outros 4.268 casos ainda estão sendo investigados. 
Dos casos confirmados de microcefalia, 97 tiveram teste 
positivo para o vírus da zika. Em uma semana, desde a divulgação 
do último boletim, foram 322 novas notificações, 118 novos casos 
confirmados e 167 novos casos descartados. 
O Nordeste concentra 79,5% das notificações e os casos 
confirmados se distribuem em 327 municípios de 19 unidades da 
federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, 
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, 
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Distrito Federal, 
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. 
Os estados com maior número de casos confirmados de 
microcefalia são Pernambuco, seguido por Bahia, Paraíba, Rio de 
Janeiro e Rio Grande do Norte. 
 
Mortes 
Desde 22 e outubro, houve 182 notificações de óbitos por 
microcefalia ou outras alterações no sistema nervoso central 
durante a gestação ou após o parto. Deste total, 40 foram 
confirmados para microcefalia e alterações do sistema nervoso 
central, 18 foram descartados e 124 continuam sob investigação. 
 
Desigualdade em infraestrutura é catalisadora do 
surto de zika no Brasil
37
 
 
O mosquito, diz um ditado, é democrático – pica ricos e 
pobres. Mas o atual surto do vírus da zika no Brasilrevelou uma 
profunda desigualdade quando se trata de quem arca com a 
maior parte do fardo de viver entre os insetos. 
 "Você vê nuvens de mosquitos ao redor das pilhas de lixo aqui 
no meu bairro", disse Gleyse da Silva, que mora em uma das 
regiões mais pobres de Recife, que está no epicentro da epidemia 
de Zika. 
Gleyse contraiu o vírus transmitido por mosquito na gravidez 
e em outubro deu à luz Maria – uma das mais de 700 crianças 
nascidas no Brasil com microcefalia, uma malformação cerebral, 
desde que o surto de zika foi detectado no ano passado. 
A doença, altamente suspeita de ter relação com o vírus, 
retarda o crescimento da cabeça e do cérebro, levando a 
problemas de desenvolvimento. 
A vizinhança superpovoada de Ibura, onde Gleyse mora, não 
fica longe dos arranha-céus à beira-mar de Recife, mas as 
condições de vida estão a um mundo de distância. 
 As ruas do bairro, que abrigam 50 mil pessoas, estão repletas 
de lixo, e só 10% das casas têm esgoto ou água encanada, o que 
as torna um terreno fértil para a proliferação dos mosquitos. 
 "Às vezes a cidade vem coletar o lixo, mas a maior parte do 
tempo ele simplesmente se acumula", contou a jovem de 27 anos 
à Reuters. 
O Brasil fez avanços significativos no combate à desigualdade 
na última década, retirando cerca de 40 milhões de pessoas da 
pobreza. Mas o surto de zika, detectado pela primeira vez nas 
Américas em 2015, e a pior recessão em décadas expuseram as 
limitações do despertar brasileiro já em decadência. 
37
 16/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/desigualdade-em-
infraestrutura-e-catalisadora-do-surto-de-zika-no-brasil.html - Adaptado 
 
 54 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Décadas de urbanização rápida e caótica no país de 205 
milhões de habitantes deixaram muitas áreas pobres sem 
saneamento básico, expondo os pobres a um risco maior de 
contrair zika e outros vírus transmitidos por mosquitos. 
Cerca de 35 milhões de brasileiros não têm água encanada, 
mais de 100 milhões não têm acesso a esgoto e mais de 8 milhões 
de habitantes de cidades vivem em áreas sem coleta de lixo 
regular, de acordo com o censo mais recente, de 2010. 
 
Microcefalia ocorre em 1% dos casos de grávidas 
com zika, segundo estudo
38
 
 
Nos casos de infecção pelo vírus da zika no primeiro trimestre 
da gravidez, o risco da ocorrência de microcefalia é de 
aproximadamente 1%, segundo um novo estudo publicado nesta 
terça-feira (15/03) na revista médica "The Lancet". A conclusão 
resultou da análise de dados do surto de zika que atingiu a 
Polinésia Francesa entre 2013 e 2014. 
"Estimamos que o risco de microcefalia foi de 1 a cada 100 
mulheres infectadas com o vírus da zika durante o pimeiro 
trimestre da gravidez. Os achados são da epidemia de 2013 e 
2014 na Polinésia Francesa e ainda será preciso observar se 
nossas descobertas se aplicam da mesma forma a outros países", 
disse Simon Cauchemez, pesquisador do Instituto Pasteur de 
Paris e um dos autores do estudo. 
Para chegar ao resultado, sua equipe usou modelos 
matemáticos para estimar o risco estatístico de uma grávida que 
tenha sido infectada pelo vírus ter um bebê com microcefalia. 
Para isso, os pesquisadores tomaram como base o número de 
nascimentos durante o surto, o número de bebês diagnosticados 
com microcefalia, o número de testes positivos para o vírus da 
zika e o número de casos suspeitos da infecção. 
O surto de microcefalia da Polinésia Francesa --território 
francês que fica que fica no Pacífico Sul-- começou em outubro 
de 2013 e terminou em abril de 2014. Ao todo, mais de 31 mil 
pessoas tiveram casos suspeitos de zika e houve oito diagnósticos 
de microcefalia, dos quais cinco bebês sofreram abortos e três 
nasceram. 
"As informações da Polinésia Francesa são particularmente 
importantes, já que o surto já acabou. Isso nos dá um conjunto 
de dados pequeno, mas muito mais completo do que aquele 
disponível em uma epidemia em curso. Muitas outras pesquisas 
são necessárias para entender como o vírus da zika pode causar 
microcefalia. Nossos achados apoiam as recomendações da OMS 
para mulheres grávidas se protegerem das picadas dos 
mosquitos", disse Arnaud Fontanet, professor do Instituto Pasteur 
de Paris que também participou do estudo. 
 
Risco menor em comparação a outras infecções 
De acordo com os resultados obtidos, o risco de microcefalia 
associada ao vírus da zika é menor do que o risco de 
malformações associadas a outras infecções. A infecção da 
grávida por citomegalovírus, por exemplo, resulta em 13% de 
risco de malformações no bebê. A síndrome da rubéola congênita 
afeta de 38% a 100% dos bebês cujas mães foram infectadas pelo 
vírus durante o primeiro trimestre da gravidez. 
A diferença é que o vírus da zika tem um potencial muito 
maior de se propagar durante um surto do que outros vírus 
capazes de levar a malformações de bebês, por isso seu impacto 
fio muito maior do que outras infecções. 
"Nossa análise apoia fortemente a hipótese de que a infecção 
pelo vírus da zika no primeiro trimestre da gravidez está 
 
38
 15/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/microcefalia-ocorre-
em-1-dos-casos-de-gravidas-com-zika-segundo-estudo.html 
39
 15/03/2016 
associada com um risco aumentado de microcefalia", diz 
Cauchemez. 
Em um comentário sobre o estudo divulgado pela "The 
Lancet", a pesquisadora brasileira Laura Rodrigues, da London 
School of Hygiene and Tropical Medicine, no Reino Unido, afirma 
que mais pesquisas são necessárias para se chegar a uma 
conclusão sobre a relação entre microcefalia e o vírus da zika. 
"Mais dados estarão disponíveis em breve de Pernambuco, 
Colômbia, Rio de Janeiro e talvez outros locais. A produção 
rápida de conhecimento durante essa epidemia é uma 
oportunidade de observar a ciência em desenvolvimento: da 
formulação de novas hipóteses e produção de novos resultados 
que trarão confirmações e contradições até o refinamento de 
métodos e a construção gradual de um consenso", afirma Laura, 
que não participou do estudo. 
Governo libera R$ 10,9 milhões para acelerar 
diagnóstico de microcefalia
39
 
 
O Ministério da Saúde e o de Desenvolvimento Social e 
Combate à Fome anunciaram nesta terça-feira (15/03) que vão 
liberar R$ 10,9 milhões para acelerar o diagnóstico de 
microcefalia no país. Segundo o governo, o objetivo da medida é 
diagnosticar 4.976 crianças com suspeita da malformação e 
garantir que as famílias envolvidas recebam assistência 
necessária. 
Serão repassados aos estados R$ 2,2 mil (em duas parcelas de 
R$ 1,1 mil) por caso suspeito notificado para busca das crianças, 
transporte, hospedagem e exames. De acordo com a portaria 
assinada nesta terça, as secretarias estaduais deverão buscar 
todos os casos em investigação ou confirmados e encaminhar aos 
serviços de reabilitação até dia 31 de maio. 
Pelo acordo, os estados terão de mandar semanalmente 
planilhas para serem monitoradas pelo ministério. “Há previsão 
de acréscimo de recursos aos estados em que houver a notificação 
de casos em investigação”, informou a pasta. Os estados que não 
conseguirem realizar o diagnóstico e encaminhamento para os 
serviços de reabilitação dos casos notificados terão os valores 
pagos antecipadamente descontados. 
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com 
o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é 
diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor doque 31,9 cm para meninos e 31,5 cm para meninas – o esperado 
é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo 
menos 34 cm. 
 
Acompanhamento de crianças 
Em janeiro, o Ministério da Saúde informou que passaria a 
capacitar pais de crianças com suspeita de microcefalia e 7.525 
profissionais para aprender a lidar com a malformação. Segundo 
a pasta, crianças que podem ter microcefalia também passaram a 
receber estímulos sensoriais até os 3 anos de idade, sendo 
atendidas em 1.543 centros de serviço de reabilitação. 
 
Confirmada primeira morte por chikungunya em 
Pernambuco
40
 
 
A Secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou na terça-
feira (08/03) a primeira morte causada por febre chikungunya 
no Estado. A vítima é uma mulher de 88 anos que estava 
internada em um hospital particular do Recife. O óbito, de 
acordo com o boletim epidemiológico, ocorreu em 21 de fevereiro 
deste ano. 
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/governo-
libera-r-109-milhoes-para-acelerar-diagnostico-de-microcefalia.html 
40
 09/03/2016 
Fonte: 
http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2016/03/confirmada-
primeira-morte-por-chikungunya-em-pernambuco.html 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 55 
 
Outro dado assustador está no boletim divulgado pelo Estado: 
Hoje, 84 das 184 cidades estão correndo risco de surto de 
arboviroses por causa do alto índice de infestação predial por 
Aedes aegypti. E 63 delas já ligaram o alerta. Ou seja, o problema 
é grave em 80% dos municípios. 
Entre os dias 3 de janeiro e 5 de março de 
2016, Pernambuco notificou 9.160 casos suspeitos de 
chikungunya, dos quais 226 foram confirmados. Em 2015, 
ocorreram 2.605 notificações e 450 confirmações. Os dados 
correspondem a registros em 151 dos 184 municípios 
pernambucanos. 
Este ano, o Estado também notificou 31.481 casos de dengue 
em 179 cidades e confirmou 4.210 deles. O aumento de 
notificações foi de 131,7%, em relação ao mesmo período de 
2015, quando houve 13.587. 
Entretanto, houve uma redução no número de confirmações, 
que, no ano passado, chegou a 6.989. Os municípios com mais 
incidência de dengue no Estado são: Itambé, Poção, Camutanga, 
Goiana e Sanharó. 
Pernambuco também notificou 4.849 casos suspeitos do vírus 
da zika, mas ainda não há confirmações em 2016. 
 
MEIO AMBIENTE 
 
Pela primeira vez, mamífero é extinto por mudança 
climática, sugere estudo
41
 
 
Especialistas consideram que um pequeno roedor australiano 
é o primeiro mamífero do planeta a ser extinto por causa da 
mudança climática. 
O animal, de nome científico Melomys rubicola, vivia em 
Bramble, uma pequena ilha que fica a apenas três metros acima 
do nível do mar no estreito de Torres, que separa Austrália e 
Papua Nova Guiné. 
A existência desse roedor, considerado o único mamífero 
endêmico da Grande Barreira de Corais, foi registrada por 
europeus em Bramble, em 1845. No entanto, uma expedição 
descobriu em 1978 uma redução do número de animais para 
apenas algumas centenas, até que, em 2009, a espécie foi vista 
pela última vez. 
"Provavelmente, isso representa a primeira extinção de um 
mamífero causada pela mudança climática antropogênica 
(provocada pelo homem)", indica um relatório elaborado por 
especialistas e publicado pelo governo do estado australiano de 
Queensland. 
Há dois anos uma equipe da Secretaria do Ambiente e 
Proteção do Patrimônio de Queensland e da Universidade de 
Queensland realizou uma pesquisa na busca de alguns roedores, 
mas não os encontraram. 
Aumento do nível das águas 
Natalie Waller e Luke Leung, autores do relatório, 
recomendam ao governo que declare o roedor extinto. E 
indicaram que a "raiz da causa" do desaparecimento é o aumento 
no nível das águas que inundam a ilhota, exterminando toda a 
população do animal e destruindo seu habitat, segundo a edição 
australiana do jornal "The Guardian". 
Para ilhas de baixa altitude, como o caso de Bramble, os 
efeitos destrutivos provocados por eventos meteorológicos se 
agravam "pelo impacto do crescimento das águas devido à 
mudança climática provocada pelo homem", afirma o relatório. 
 
41
 14/06/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/06/pela-primeira-
vez-mamifero-e-extinto-por-mudanca-climatica-sugere-estudo.html 
42
 16/05/2016 
Fonte: http://radios.ebc.com.br/tarde-nacional/edicao/2016-05/para-
mpf-pec-65-poe-fim-ao-licenciamento-ambiental 
43
 26/04/2016 
Com apenas 40 mil metros quadrados, Bramble é um 
importante local de reprodução para as tartarugas verdes e várias 
aves marinhas do estreito de Torres, além de ter um grande valor 
cultural para os indígenas que vivem na região. 
 
Ministério Público Federal teme fim de licença 
ambiental
42
 
 
Na segunda-feira (09/05/2016), o Tarde Nacional falou 
sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de número 65, 
de 2012, em tramitação no Senado Federal, que pretende 
acrescentar o § 7º ao art. 225 da Constituição, para assegurar a 
continuidade de obras públicas após a concessão da licença 
ambiental. 
Para os parlamentares que defendem a proposta, a mudança 
vai combater o desperdício público com obras inacabadas. Mas 
o Ministério Público Federal tanto discorda desse 
argumento que chegou a divulgar uma nota técnica contrária 
à PEC 65. 
Quem falou sobre o assunto ao Tarde Nacional foi a 
Coordenadora da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio 
Cultural, subprocuradora-geral da República, Sandra Cureau. 
Sandra falou sobre os motivos que levam o Ministério Público 
a acreditar que a PEC 65 põe fim ao processo de licenciamento 
ambiental. “Da forma que a PEC está redigida, o poder judiciário 
não poderia conceder uma liminar por pior que fosse o estudo de 
impacto ambiental, por mais nocivo que fosse ao meio ambiente 
e às populações tradicionais”, disse a subprocuradora-geral. 
Ela também comentou os argumentos apresentados por 
parlamentares favoráveis à proposta ouvidos em reportagem da 
Rádio Senado. 
 
Cientistas descobrem grande recife de coral na foz 
do Rio Amazonas
43
 
 
Cientistas descobriram um grande recife de coral sob a pluma 
do Rio Amazonas, onde o rio deságua no Atlântico e sua água se 
mistura com a água salgada do oceano entre a Guiana Francesa 
e o estado do Maranhão. 
A descoberta foi liderada por pesquisadores da Universidade 
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do 
Norte Fluminense (UENF) e publicada na semana passada na 
revista "Science Advances". 
Os pesquisadores já desconfiavam da possibilidade de haver 
recifes de coral nessa região por causa da coleta de peixes típicos 
de regiões de coral. 
Em 2014, uma expedição organizada pelos pesquisadores 
brasileiros foi capaz de coletar exemplares e descrever a 
descoberta de um grande recife de coral de cerca de 9,5 mil km². 
O achado foi uma surpresa, já que se considerava que as 
condições da região não eram propícias para o desenvolvimento 
de corais. A pluma do rio faz com que uma grande área do norte 
do Oceano Atlântico seja afetada em termos de salinidade, pH, 
penetração de luz e sedimentação, criando um hiato nos recifes 
do Atlântico. 
 
EUA e China assinarão em abril acordo de Paris 
para dar exemplo ao mundo
44
 
 
Estados Unidos e China anunciaram nesta quinta-
feira(31/03/2016) que assinarão o pacto global sobre mudança 
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/04/cientistas-
descobrem-grande-recife-de-coral-na-foz-do-rio-amazonas.html44
 31/03/2016 
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/eua-e-china-assinarao-
em-abril-acordo-de-paris-para-dar-exemplo-ao-
mundo,0ef0b0b7ada6c03c3d0760c4df10135131fuite6.html 
 
 56 
 
Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
climática alcançado em dezembro em Paris em 22 de abril, 
primeiro dia para isso, com o objetivo de dar exemplo a outros 
países e acelerar sua entrada em vigor. 
Os dois países mais poluentes do mundo também se 
comprometeram a tomar medidas para se unir formalmente ao 
acordo "o mais rápido possível neste ano", segundo anunciou a 
Casa Branca pouco antes do presidente americano, Barack 
Obama, se reunir em Washington com seu colega chinês, Xi 
Jinping. 
O primeiro pacto universal de luta contra a mudança 
climática, alcançado na Cúpula sobre Clima (COP21) em Paris, 
não entrará em vigor até que tenha sido ratificado por pelo menos 
55 países que somem no total 55% das emissões globais. 
"Este compromisso ajudará a mobilizar outros países para que 
o acordo entre em vigor o mais rápido possível. Acreditamos que 
outros países também o assinarão no mesmo dia ou pouco 
depois", disse o principal assessor de Obama sobre mudança 
climática, Brian Deese, em entrevista coletiva telefônica. 
O presidente da França, François Hollande, e o secretário-
geral da ONU, Ban Ki-moon, pediram neste mês a outros países 
que participem da cerimônia oficial de ratificação do pacto 
climático, que será realizada em 22 de abril em Nova York. 
Em comunicado conjunto emitido antes da reunião entre 
Obama e Xi, os dois líderes se comprometeram a "promover a 
implementação completa do acordo de Paris". 
O objetivo desse pacto é manter a temperatura média "muito 
abaixo" de dois graus centígrados com relação aos níveis pré-
industriais e os países se comprometerem a realizar "todos os 
esforços necessários" para que não ultrapasse 1,5 grau. 
Os Estados Unidos fixaram para 2025 diminuir suas emissões 
entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005, enquanto a 
China prometeu impedir o crescimento de suas emissões 
poluentes a partir de 2030. 
O acordo não requer a ratificação do Congresso dos EUA, 
embora vários senadores da oposição republicana insistem que o 
Legislativo deveria ter uma voz e ameaçaram torpedear sua 
implementação ao negar fundos a algumas iniciativas sobre 
clima. 
Além disso, a Suprema Corte dos EUA mantém bloqueada 
uma peça fundamental do plano de Obama contra a mudança 
climática, a destinada a reduzir as emissões de carbono das 
centrais termoelétricas. 
No entanto, o assessor de Obama se mostrou hoje otimista 
sobre o resultado desse litígio, ao assegurar que o plano "tem uma 
base legal sólida" e que sua entrada em vigor não estava prevista 
até 2022, data para a qual esperam que o caso esteja resolvido. 
Em qualquer caso, ao não ser um tratado, o presidente que 
substituir Obama no poder em janeiro de 2017 pode decidir não 
respeitar os compromissos adquiridos no acordo de Paris, o que 
explica o interesse da Casa Branca por assentar neste ano a 
infraestrutura nacional para a implementação do pacto. 
Obama e Xi, que fizeram da luta contra a mudança climática 
uma pedra fundamental de sua relação nos últimos anos, 
alcançaram hoje outros dois compromissos sobre a matéria. 
Em primeiro lugar, acordaram que trabalharão com outros 
países para emendar o protocolo para proteger a camada de 
ozônio aprovado em Montreal em 1987 a fim de incluir mais 
medidas contra os Hidrofluorcarbonos (HFC), um gás de efeito 
estufa que é usado comumente nos frigoríficos e nos ares 
condicionados. 
Também impulsionarão uma "medida global baseada no 
mercado que lide com as emissões de efeito estufa da aviação 
internacional" na Assembleia da Organização Internacional de 
Aviação Civil (ICAO, em inglês). 
 
45
 15/03/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/03/ambiente-
insalubre-esta-por-tras-de-23-das-mortes-no-mundo-diz-oms.html 
Ambiente insalubre está por trás de 23% das 
mortes no mundo, diz OMS
45
 
 
Quase um quarto das mortes registradas no mundo têm 
causas relacionadas a fatores ambientais como poluição do ar, 
água e solo, exposição a químicos, mudanças climáticas e 
radiação ultravioleta segundo a Organização Mundial da Saúde 
(OMS). 
Um relatório da OMS, publicado nesta terça-feira 
(15/03/2016), estima que em 2012 12,6 milhões de mortes se 
deveram a esses fatores de risco, que provocam uma centena de 
doenças ou traumas nos humanos. 
A OMS, que havia elaborado um primeiro quadro do impacto 
ambiental em sentido amplo em 2002, estabelece uma lista das 
dez primeiras patologias vinculadas ao ambiente. 
 
Poluição 
A organização afirma que 8,2 milhões de mortes por doenças 
não-transmissíveis podem ser atribuídas à poluição do ar. 
Tratam-se, sobretudo, dos acidentes vasculares cerebrais 
(AVC), doenças cardíacas, câncer e doenças respiratórias. 
 
Acidentes 
Os traumas não-intencionais, como os acidentes de trânsito, 
também são classificados pela OMS entre as patologias 
relacionadas ao meio ambiente e representam 1,7 milhão de 
mortes em 2012. 
A OMS considera que os acidentes de circulação também 
estão relacionados ao meio ambiente porque com frequência são 
causados pelo mau estado das estradas. 
Falta de saneamento 
A OMS também acredita que a diarreia, que ocupa o sexto 
lugar no grupo das dez doenças listadas pela OMS, é provocada 
com frequência por uma rede sanitária fraca, provocando 846 mil 
mortes anuais. 
Os "traumatismos voluntários", que incluem os suicídios, são 
a décima causa das mortes relacionadas ao meio ambiente. Para 
a OMS, certos suicídios são provocados por um acesso a produtos 
tóxicos, como os pesticidas, e portanto relacionados ao ambiente. 
Para a organização internacional, "uma melhor gestão do 
meio ambiente permitiria salvar todos os anos" 1,7 milhão de 
crianças com menos de 5 anos e 4,9 milhões de idosos. 
"Em 2002, tínhamos mais ou menos 25% das mortes mundiais 
causadas pelo meio ambiente, hoje são 23%, um pouco menos, 
mas como a população aumentou em dez anos a quantidade final 
continua sendo alta", comentou a médica María Neira, diretora 
do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente. 
Na Ásia do sudeste é onde é registrado o maior número de 
mortes vinculadas ao meio ambiente, um total de 3,8 milhões. 
Em segundo lugar figura a região do Pacífico (3,5 milhões), 
seguida da África (2,2 milhões), Europa (1,4 milhão), Oriente 
Médio (854.000) e América (847.000). 
Para resolver a situação, a OMS propõe receitas simples: 
reduzir as emissões de carbono, desenvolver os transportes 
coletivos, melhorar a rede sanitária, combater os modos de 
consumo para utilizar menos produtos químicos, se proteger do 
sol e impor proibições de fumar. 
 
POLÍTICA 
 
Rodrigo Maia: conheça o perfil do novo presidente 
da Câmara
46
 
 
46
 14/07/2016 
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-
07/rodrigo-maia-conheca-o-perfil-do-novo-presidente-da-camara 
Realidade, Étnica, social, Histórica, Geográfica, Cultural, Política e Econômica do Estado de Goiás e do 
Brasil 
 
 57 
 
O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), 46 anos, foi 
eleito na madrugada de quinta-feira (14/07/2016), com 285 
votos, presidente da Câmara dos Deputados. Maia venceu em 
segundo turno o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que até 
então era apontado como candidato favorito do Palácio do 
Planalto para o cargo. Rosso somou 170 votos. Outros cinco 
parlamentaresvotaram em branco. 
 
Mandato tampão 
Rodrigo Maia ficará à frente da Câmara até fevereiro de 2017. 
Em discurso no plenário da Casa, o deputado vencedor destacou 
sua biografia e se disse pronto para assumir o comando. “Ofereço 
a dimensão da experiência que acumulei em quase 20 anos aqui 
dentro e a correção pela qual pautei minha vida pública”, 
pontuou Maia. 
Citando a crise econômica que atinge o país e o conturbado 
momento político pelo qual passa o Congresso, o deputado 
afirmou que as repúblicas "nunca se consolidam sem a força dos 
parlamentos". “Quando a Câmara é atacada ou mal defendida, é 
a cada um dos nossos mandatos que atacam”, disse Maia. “Sei 
que estou pronto para navegar nessas tormenta, que passará. A 
Câmara, o Congresso e o Brasil são maiores que qualquer crise”, 
finalizou. 
Trajetória política 
Formado em economia, Rodrigo Maia é deputado federal pelo 
Rio de Janeiro há cinco legislaturas. Foi eleito para o primeiro 
mandato em 1998. Tentou se eleger prefeito do Rio em 2012, 
tendo Clarissa Garotinho (PR-RJ) como vice. 
 
Maia também ocupou o cargo de secretário de Governo do 
Rio de Janeiro (1997-1998) e de secretário de Governo do 
Município do Rio de Janeiro (1996). Antes de chegar ao 
Democratas (DEM), o parlamentar foi filiado ao PFL e ao PTB. 
Maia assumiu a presidência nacional do DEM, partido que ajudou 
a criar, em 2007. 
Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), 
Rodrigo Maia integra um bloco informal dos chamados 
governistas independentes. Além do DEM, compõem o grupo o 
PSDB, o PSB e o PPS. 
 
Histórico na Casa 
No primeiro turno da votação para presidência da Câmara, 
Rodrigo Maia (DEM-RJ) conquistou os apoios do PSDB, DEM, 
PPS e PSB. 
Na Casa, o representante do Democratas votou a favor da 
admissibilidade do processo de impeachment da presidenta, agora 
afastada, Dilma Rousseff. O deputado também votou a favor da 
proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa mudar a 
maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves. 
Em 2015, foi presidente e relator da proposta de reforma 
política. É presidente da Comissão Especial da DRU 
(Desvinculação das Receitas da União). Atualmente, é membro 
efetivo das comissões de Finanças e Tributação. 
 
Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela 
cassação de Cunha
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O Conselho de Ética aprovou nesta quarta-feira 
(14/06/2016), por 11 a 9, parecer do deputado Marcos Rogério 
(DEM-RO) pela cassação do mandato do presidente afastado da 
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão ocorre uma 
semana após ser divulgada notícia de que o procurador-geral da 
 
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 14/06/2016 
Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/06/em-votacao-
apertada-conselho-de-etica-aprova-cassar-eduardo-cunha.html 
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 12/05/2016 
República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal 
(STF) a prisão de Cunha. 
O peemedebista é acusado, no processo por quebra de decoro 
parlamentar, de manter contas secretas no exterior e de ter 
mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da 
Petrobras no ano passado. Ele nega e afirma ser o beneficiário de 
fundos geridos por trustes (entidades jurídicas formadas para 
administrar bens e recursos). 
 
Ministério de Temer tem 6 partidos que 
governaram com Dilma
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O ministério do governo de Michel Temer, anunciado nesta 
quinta-feira (12/05/2016), tem seis partidos que fizeram parte 
da chapa anunciada pela presidente Dilma Rousseff na reforma 
ministerial de outubro de 2015, antes do desembarque de 
partidos como o PMDB e o PP. São eles: PMDB, PP, PR, PRB, PSD 
e PTB. 
Temer foi notificado às 11h25 da decisão do Senado 
Federal, que aprovou nesta manhã a abertura de 
processo de impeachment e o afastamento por até 180 dias 
de Dilma da Presidência da República. Em seguida, anunciou por 
meio de sua assessoria os nomes dos ministros que 
integrarão o novo governo. 
Entre os 24 nomes anunciados, alguns já haviam sido 
divulgados informalmente por interlocutores de Temer ao longo 
das últimas semanas, como Henrique Meirelles (Fazenda), 
Romero Jucá (Planejamento), Eliseu Padilha (Casa Civil) e 
Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). 
Dos ministros anunciados por Temer, quatro assumiram 
pastas do governo Dilma na reforma ministerial de outubro. São 
eles: Eliseu Padilha (PMDB), que era da Aviação Civil no governo 
da petista e passa a assumir a Casa Civil de Temer; Gilberto 
Kassab (PSD), que, da pasta de Cidades, passa a assumir 
Comunicações; Henrique Eduardo Alves (PMDB), que se mantém 
no Ministério do Turismo; e Helder Barbalho (PMDB), que passou 
de Portos para Integração Nacional. 
 
Comparação partidária 
Em outubro do ano passado, Dilma anunciou uma reforma 
com redução de 39 para 31 ministérios. Faziam parte do 
ministério do governo 9 partidos, sendo que o PT era a sigla com 
mais pastas (9). Ele era seguido de perto pelo PMDB, que tinha 
7. Os demais (PTB, PR, PSD, PDT, PCdoB, PRB e PP) tinham 1 
pasta cada um. Oito ministros não eram filiados a partidos. 
Já no novo governo Temer, são 24 ministérios com 11 
partidos. A sigla que lidera é o PMDB, com 7 pastas, seguido do 
PSDB (3) e do PP (2). PR, PRB, PSD, PTB, DEM, PPS, PV e PSB 
têm 1 ministério cada um. Quatro ministros não são filiados a 
partidos. 
Além da manutenção dos seis partidos já citados, o governo 
Temer se destaca por ter pastas lideradas por partidos da 
oposição - DEM, PSDB, PPS e PV. 
Entre as pastas que foram extintas, estão Aviação Civil, 
Comunicação Social, Portos e a Controladoria Geral da União. 
Outras ainda passaram por fusões, como as pastas de Educação e 
de Cultura, que se uniram para formar o ministério de Educação 
e Cultura, e os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do 
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que viraram o 
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. 
Além disso, duas pastas foram criadas: a de Fiscalização, 
Transparência e Controle e a Secretaria de Segurança 
Institucional. 
Fonte: http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-
dilma/noticia/2016/05/ministerio-de-temer-tem-6-partidos-que-
governaram-com-dilma.html 
 
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Realidade, Étnica, Social, Histórica, Geográfica, cultural, Política e Econômica do Estado de 
Goiás e do Brasil 
Senado cassa mandato de Delcídio por 74 votos a 
favor e nenhum contra
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Por 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção, o 
plenário do Senado cassou nesta terça-feira (10/05/2012) o 
mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) por 
quebra de decoro parlamentar. 
A única abstenção foi do senador João Alberto (PMDB-MA), 
presidente do Conselho de Ética do Senado. Dos 81 senadores, 
cinco não compareceram à sessão: o próprio Delcídio do Amaral; 
Eduardo Braga (PMDB-AM); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); 
Rose de Freitas (PMDB-ES); e Jader Barbalho (PMDB-PA). 
O mandato de Delcidio se encerraria em 2018. Com a decisão 
do Senado, ele fica inelegível por oito anos a partir do fim do 
mandato, ou seja, não poderá concorrer a cargos eletivos nos 
próximos 11 anos. Segundo a Secretaria Geral do Senado, 
Delcídio é o terceiro senador cassado na história da instituição – 
os outros dois foram Demóstenes Torres e Luiz Estevão. 
Após a sessão, o senador Telmário Mota (PDT-RR) comentou 
que o placar quase unânime foi um sinal para a sociedade de que 
o Senado "não passa a mão na cabeça de ninguém”. 
“Eu acho que foi uma via sacra porque não foi fácil chegar até 
aqui. Foi uma votação dramática porque esse não é o propósito 
do Senado. Agora, também não podemos conviver

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