Gestao de Pessoas na pratica 1
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Gestao de Pessoas na pratica 1


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ROTINAS DE PESSOAL
NA PRÁTICA
ETAPA 1
ASPECTOS TEÓRICOS DA ROTINA DE PESSOAL 
E ADMISSÃO
CENTRO UNIVERSITÁRIO
LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, nº 1.040, Bairro Benedito
89130-000 - INDAIAL/SC
www.uniasselvi.com.br
Curso de Rotinas de Pessoal na Prática
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Organização
Daniele de Lourdes Curto da Costa Martins
Autora
Estelamaris Reif
Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância
Prof.ª Francieli Stano Torres
Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância
Prof. Hermínio Kloch
Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco
Revisão
Aline Fernanda Guse
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ROTINAS DE PESSOAL NA PRÁTICA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir desta etapa, você será capaz de:
\u2022	 entender os conceitos principais da rotina de pessoal;
\u2022	 aprender quais são os documentos necessários para admissão, preenchendo de fato 
a ficha registro de um funcionário e sua CTPS; 
\u2022	 estudar sobre os contratos de trabalho permitidos pela legislação; 
\u2022	 aprender sobre as jornadas de trabalho existentes, como se deve preencher a folha 
ponto e posteriormente calculá-la para lançá-la na folha.
PLANO DE ESTUDOS
Caro acadêmico! Esta unidade de estudos encontra-se dividida em quatro 
tópicos de conteúdos. Ao longo de cada um deles você encontrará sugestões e dicas 
que visam potencializar os temas abordados, e ao final de cada um estão disponíveis 
resumos e autoatividades que visam fixar os temas estudados.
TÓPICO 1 - CONCEITOS PRINCIPAIS DE ROTINAS DE PESSOAL
TÓPICO 2 - PROCEDIMENTOS ADMISSIONAIS
TÓPICO 3 - CONTRATO DE TRABALHO
TÓPICO 4 - JORNADA DE TRABALHO
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TÓPICO 1
CONCEITOS PRINCIPAIS DE ROTINAS DE PESSOAL
1 INTRODUÇÃO
Caro acadêmico, começo parabenizando você pela ousadia de buscar se 
aperfeiçoar nos seus estudos. Estamos em um mundo em que parar não é uma opção, 
e sim uma desvantagem, principalmente quando tratamos de rotinas de pessoal.
Para trabalhar nessa área e ser um profissional reconhecido, você vai precisar 
entender muito mais do que apenas matemática, vai precisar gostar de ler e estar em 
constante aperfeiçoamento. Ler, porque nesta área a legislação trabalhista está ligada 
diretamente a assuntos de rotina de pessoal; e o constante aperfeiçoamento, porque as 
leis mudam com frequência e você deve estar atento a isto.
Tire o máximo de proveito deste curso e, ao final de cada etapa, pratique os 
exercícios quantas vezes for necessário, até que você não tenha mais dúvidas, pois quanto 
maior for o seu conhecimento, com certeza, maior será seu sucesso! Bons estudos!
2 CONCEITOS PRINCIPAIS DE ROTINAS DE PESSOAL
Primeiro vamos entender alguns conceitos primordiais que são utilizados no 
meio empresarial:
EMPREGADOR:
O art. 2º da CLT (BRASIL, 1943) define como empregador a empresa, individual 
ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige 
a prestação pessoal de serviço.
Nos seus parágrafos 1º e 2º, a CLT (BRASIL, 1943) aborda que se assemelham ao 
empregador, para fins de relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições 
de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitam trabalhadores como empregados. E que, sempre que uma ou mais empresas, 
embora tenham personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou 
administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra 
atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente 
responsáveis à empresa principal e cada uma das subordinadas.
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EMPREGADO
O art. 3º da CLT (BRASIL, 1943) define como empregado toda pessoa física que 
prestar serviços de natureza não eventual ao empregador, sob a dependência deste e 
mediante salário.
Em seu parágrafo único, escreve que não haverá distinções relativas à espécie de 
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
Para a caracterização do vínculo empregatício são necessários os seguintes 
requisitos (MACHADO; SANTOS, 2016, p. 26):
a) prestação de serviço de forma não eventual, ou seja, habitual;
b) subordinação \u2013 o empregador estabelece as regras/ordens ao empregado;
c) pessoalidade \u2013 somente o empregado pode prestar o serviço;
d) pagamento de salário \u2013 todo trabalho deve ser remunerado.
AUTÔNOMO
Trabalhador autônomo é quem exerce atividade por conta própria, com 
independência e sem subordinação. Podendo o trabalhador autônomo adotar livremente 
procedimentos disponíveis na execução do seu trabalho. Pode ser substituído por outro 
trabalhador na execução dos seus serviços (MACHADO; SANTOS, 2016).
Vejamos como funciona esta hierarquia dentro de uma organização.
FIGURA 1 \u2013 HIERARQUIA EMPREGADOR X EMPREGADO X AUTÔNOMO
FONTE: A autora
Observa-se na Figura 1 que o empregador está ao lado do autônomo, ou seja, ele 
contrata os serviços de um terceiro, porém não cabe a ele ficar dando ordens e instruções 
de como fazer o serviço. Em seguida, temos o empregado, que responde diretamente 
ao empregador devido à subordinação.
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Entender este tripé e a questão do vínculo empregatício é de extrema importância, 
pois muitos gestores ainda não compreendem esta diferenciação e por isso acabam 
recebendo tantas ações trabalhistas. Neste sentido, cabe ao setor pessoal orientar o gestor 
sobre a legislação trabalhista e minimizar os riscos para futuros problemas.
TÓPICO 2
PROCEDIMENTOS ADMISSIONAIS
1 INTRODUÇÃO
Admitir um funcionário não está no simples fato de coletar documentos e 
preparar todos os formulários e requerimentos que a legislação exige. Procedimentos 
admissionais envolvem, além de organização, outras características, como pontualidade, 
comprometimento e, muitas vezes, rigidez. Você deve estar se perguntando, por quê?
Bem, pelo simples fato de que ainda vivemos em uma cultura em que a 
maioria das pessoas não possui seus documentos em dia, muda-se muito de lugar e 
acaba extraviando os documentos, ou até mesmo não está acostumada a organizar a 
documentação antes mesmo de começar a trabalhar.
Vivemos em uma era digital, hoje a legislação exige que, antes mesmo do 
funcionário começar a trabalhar, ele possua todos os seus documentos na empresa e 
esteja devidamente registrado. Este cenário ainda não está 100% concluído, mas com 
a vinda do E-Social muita coisa vai mudar, e você, como futuro colaborador do setor 
pessoal, precisa estar preparado mais do que nunca.
UNI
E-Social \u2013 Escrituração Fiscal Digital Social
É a unifi cação por meio eletrônico do envio de informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias 
e fi scais. O E-Social registrará a vida laboral de todos os contribuintes, inclusive o doméstico 
(OLIVEIRA, 2015).
2 PROCEDIMENTOS ADMISSIONAIS
Para a admissão do empregado, é necessário que ele apresente a seguinte 
documentação obrigatória, conforme normas do Ministério do Trabalho (Art.13 da CLT, 
Portaria 41/2007, Norma Regulamentadora NR-7):
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\u2022 CTPS \u2013 Carteira do Trabalho e Previdência Social.
\u2022 Atestado médico admissional (expedido por médico do trabalho).
\u2022 No mínimo uma foto 3x4 (que será anexada no livro ou ficha de registro de 
empregados).
\u2022 Comprovante de residência \u2013 para fi ns de recebimento de vale-transporte.
\u2022 Identidade.
\u2022 CPF \u2013 Cadastro de Pessoa Física.
\u2022 Cartão ou número do PIS.
\u2022 Certidão de nascimento