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AS TICS APLICADAS NO ENSINO SUPERIOR 1

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A utilização da ferramenta e da metodologia, sem uma proposta coerente, não 
garante a eficácia na construção do conhecimento. O professor estará apenas 
reproduzindo os modelos tradicionais. O avanço tecnológico consiste na relação 
estabelecida entre o professor e o uso da ferramenta. 
Para a construção do conhecimento do aluno atual, o professor assume o papel 
do mediador e orientador, que pode ser designado não somente ao professor, como 
também a outro sujeito com maior conhecimento sobre o assunto desenvolvido. 
O professor, com o uso das novas tecnologias em sala de aula, pode se tornar 
um orientador do processo de aprendizagem, trabalhando de maneira equilibrada a 
orientação intelectual, a emocional e a gerencial. (Moran, J., 2000). 
Os professores, muitas vezes, procuram acompanhar as mudanças 
pedagógicas que vêm ocorrendo. Porém, não conseguem exercer o seu papel no 
 
 
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processo educativo. É imprescindível a reconstrução desse papel de reprodutor para 
transformador. 
O professor tem a finalidade de equilibrar a participação dos alunos nos 
aspectos qualitativos (nível de colocações e concepções trazidas à cerca do tema 
proposto) e quantitativo (não controlador, mas de observador sobre as causas da não 
participação). O professor então assume um papel de mediador da interação entre os 
sujeitos, tencionando o processo de construção do conhecimento desses sujeitos. 
Neste processo os alunos se conscientizam dos diferentes tempos e espaços da 
construção do seu conhecimento, através da autonomia. 
Mesmo que o processo educativo esteja atrelado ao professor, este precisa ter 
claro que a sua proposta deve estar voltada à aprendizagem do aluno e ao seu 
desenvolvimento. Através de ações conjuntas direcionadas para a aprendizagem 
levando em conta incertezas, dúvidas, erros, numa relação de respeito e confiança. 
As intervenções do mediador precisam estar coerentes com as necessidades e /ou 
dificuldades dos alunos. 
O professor que trabalha na educação com a informática há que desenvolver 
na relação aluno-computador uma mediação pedagógica que se explicite em 
atitudes que intervenham para promover o pensamento do aluno, 
implementar seus projetos, compartilhar problemas sem apresentar soluções, 
ajudando assim o aprendiz a entender, analisar, testar e corrigir erros”. 
(MASETTO, M., P. 171, 2000). 
Os alunos provenientes de uma Prática Pedagógica Tradicional não 
vivenciaram situações de autonomia na construção do seu conhecimento, importante 
na proposta de ensino. Desta forma há o fortalecimento do papel do mediador no 
sentido de estar atento e envolvido com a construção. 
O professor é a autoridade do espaço designado para a construção do 
conhecimento, é a pessoa que possui maior conhecimento, estruturou os objetivos e 
estabeleceu uma metodologia para atingi-los. Porém, não é apropriado ao professor 
exercer sua autoridade com autoritarismo. 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
8 REFERENCIAIS 
LEITURA COLL, Cesar S. Aprendizagem escolar e construção do 
conhecimento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 
DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 
1998. 
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365p. 
DERTOUZOS, Michael. O que será. Como o novo mundo da informação 
transformará nossas vidas. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática 
educativa. 7ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998. 159p. 
GARDNER, Howard. Estruturas da Mente. A teoria das inteligências múltiplas. 
Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 
GATES, Bill. A estrada do futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 
GILDER, George. Vida após a televisão; vencendo na revolução digital. Rio de 
Janeiro: Ediouro, 1996. 
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era 
da informática. Rio de Janeiro: Ed 34, 1993. ___________. A inteligência coletiva; 
por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 1998. 
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Fontes, 1977. 
 
MASETTO, Marcos (org.) Docência na Universidade. Campinas: Papirus, 
1998. 
MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos T., BEHRENS, Marilda A. Novas 
tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000. 133p. 
MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com 
tecnologias. Artigo disponível online http://www.eca.usp.br/prof/moran Consultado 
em 06/02/2001. 
MORAN, José Manuel. Mudanças na comunicação pessoal. São Paulo: 
Paulinas, 1998. ___________________. Aprendendo a viver. São Paulo: Paulinas, 
 
 
29 
 
1999. __________________. Como ver televisão; leitura crítica dos meios de 
comunicação. São Paulo: Paulinas, 1991. ___________________ . Internet no 
ensino. Comunicação & Educação. V (14): janeiro/abril 1999, p. 17-26. 
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da 
informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 
POSTMANN, Neil. Tecnopolio. São Paulo: Nobel, 1994. 
ROGERS, Carl. Liberdade para aprender. Belo Horizonte: Inter livros, 1971.. 
Um jeito de ser. São Paulo: EPU, 1992. 
SEABRA, Carlos. Usos da telemática na educação. In Acesso; Revista de 
Educação e Informática. São Paulo, v.5, n.10, p.4-11, julho, 1995. 
SETZER, Valdemar W. Uma revisão de argumentos em favor do uso de 
computadores na educação elementar. Artigo disponível online 
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer consultado em 30/10/2000. 
 
SHAFF, Adam. A Sociedade Informática. São Paulo: Brasiliense-
UNESP,1992. 
 
 
 
30 
 
9 COMPLEMENTAR 
Nome do autor: Luiz Miguel Picelli SanchesI; Rodrigo JensenII; Maria Inês 
MonteiroIII; Maria Helena Baena de Moraes LopesIV 
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-116920110006000 
15 &s cript=sci_arttext&tlng=pt 
Data do acesso:18.05.16 
 
9.1 ENSINO DA INFORMÁTICA NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DE 
INSTITUIÇÕES PÚBLICAS BRASILEIRAS 
RESUMO 
 Este estudo descritivo objetivou verificar a inserção de disciplinas relacionadas 
à informática nos cursos de graduação em Enfermagem, de instituições de ensino 
superior federais e estaduais brasileiras. Os cursos de graduação foram localizados 
pelo sistema e-MEC. A busca da grade curricular dos campi que ofereciam o curso de 
Enfermagem foi realizada pela internet, identificando-se disciplinas relacionadas à 
informática. Foram localizadas 81 instituições de ensino superior e 123 campus. 
Apenas 100 campi disponibilizavam a grade curricular na internet e, desses, 35 campi 
ofereciam a disciplina. A maior proporção ocorreu na Região Nordeste (46,1%) e, a 
menor, na Região Norte (8,6%). A disciplina é oferecida em maior frequência como 
eletiva (57%), no primeiro e segundo ano do curso (80%) e com carga horária média 
de 47 horas-aula. A baixa oferta da disciplina na graduação contraria as tendências 
do mercado de trabalho e das Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de 
graduação em Enfermagem. 
Descritores: Informática em Enfermagem; Educação Superior; Currículo. 
 
 
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9.2 Introdução 
O crescimento da tecnologia de informação em saúde gerou, em âmbito 
mundial, a necessidade da criação de cursos de formação profissional para 
desenvolver, implementar e avaliar sistemas para a saúde. Os programas para 
formação de profissionais especializados em informática biomédica ou em saúde vêm 
sendo incentivados desde as duas últimas décadas. 
 O ensino sobre informática tem sido integrado na graduação de profissionais

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