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193 8 REGRESSÃO E CORRELAÇÃO Até então se tem estudado as medidas de variabilidade de dados somente com uma variável. Far-se-á agora um estudo de tais medidas envolvendo simultaneamente duas variáveis. Este estudo é realizado através da regressão e correlação. A regressão consiste na estimação de uma variável dependente a partir de outra variável independente. Por outro lado, a correlação determina o grau de relação entre as variáveis, ou seja, procura determinar quão bem uma equação linear, ou de outra espécie, descreve ou explica a relação entre as variáveis. O estudo de regressão exerce papel relevante dentro do campo da Experimentação Agrícola, devido a sua larga aplicação na interpretação de resultados experimentais, e têm por objetivo determinar a relação existente entre uma característica qualquer de interesse experimental, dependente, e outra característica independente, tomadas juntas. O pesquisador, geralmente, escolhe os valores da variável independente e depois estabelece a relação existente entre os valores das duas variáveis. Tal relação é expressa por uma função matemática (equação de regressão), onde se diz que a variável dependente (Y) é uma função da variável independente (X). Veja-se, como exemplo, um experimento para determinar o efeito de doses crescentes de nitrogênio (X) na produção de uma forrageira (Y). Parcelas 1 2 3 4 5 Doses de Nitrogênio (kg/ha) – (X) 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 Produção de Forragem (kg/ha) – (Y) 1.828,8 2.438,4 2.844,8 3.149,6 3.403,6 Observa-se que quando aumenta a dose de nitrogênio, aumenta a produção de forragem. Verifica-se que a relação entre as duas variáveis é aproximadamente linear, e pode ser representada por uma linha reta (curva de regressão), passando entre os pontos de um diagrama de dispersão, conforme apresentado na FIGURA 8.1. Porém nem sempre é assim, pois a regressão pode não ser linear, mas polinomial, tornando mais complexo o seu estudo. FIGURA 8.1 – DIAGRAMA DE DISPERSÃO ENTRE DOSES DE NITROGÊNIO E A PRODUÇÃO DE FORRAGEM 194 Para a maioria dos casos, tem-se uma regressão linear pelo menos para os valores de X adotados em pesquisa agropecuária, cuja equação de regressão é: Ŷ = a + bX onde: Ŷ = estimativa da variável dependente; a = intercepção no eixo dos Y, ou seja, o valor de Y quando X = 0; b = coeficiente angular da reta, isto é, b = tg (o ângulo formado pela reta ao cortar o eixo dos X) que determina a declividade da mesma e expressa o valor de Y para X = 0; X = variável independente. As estimativas dos parâmetros a e b são obtidos pelas fórmulas: XbYâ N X X N YX XY b 2 2 )( ))(( ˆ onde: Y = média de Y; X = média de X; N = número de observações. Considerando os dados do exemplo citado anteriormente, tem-se a seguinte equação de regressão: X = 0,0 + 50,0 + ... + 200,0 = 500,0 Y = 1.828,8 + 2.438,4 + ... + 3.403,6 = 13.665,2 N = 5 X2 = (0,0)2 + (50,0)2 + ... + (200,0)2 = 0,0 + 2.500,0 + ... + 40.000,0 = 75.000,0 XY = (0,0 x 1.828,8) + (50,0 x 2.438,4) + ... + (200,0 x 3.403,6) = 0,0 + 121.920,0 + ... + 680.720,0 = 1.559.560,0 bˆ = N X X N YX XY 2 2 )( ))(( = 5 )0,500( 0,000.75 5 )2,665.13)(0,500( 0,560.559.1 2 195 = 5 0,000.250 0,500.75 5 0,600.832.6 0,560.559.1 = 0,000.500,500.75 0,520.366.10,560.559.1 = 0,500.25 0,040.193 = 7,570196 N Y Y = 5 2,665.13 = 2.733,04 N X X = 5 0,500 = 100,0 XbYâ = 0,100570196,704,733.2 x = 2.733,04 – 757,0196 = 1.976,0204 Ŷ = a + bX = 1.976,0204 + 7,570196 X É preciso ressaltar que a determinação da equação de regressão deve ser precedida de uma análise de variância, a fim de comprovar estatisticamente se os dados apresentam a suposta relação linear entre as variáveis X e Y. Quando duas variáveis não podem ser consideradas uma independente e outra dependente, em função de ambas estarem sujeitas e erros experimentais ponderáveis, como por exemplo, comprimento e largura de folhas de plantas, teor de potássio do solo e aumento de produção de cana-de-açúcar, brotamento e capacidade de armazenamento de bulbos de cebola, altura de planta e produção de grãos de milho, etc., o emprego da regressão não é satisfatório e far-se-á uso, para esses casos, da correlação. 8.1 Coeficiente de Correlação Em casos como o que foi mencionado anteriormente, há interesse em determinar o grau de relação entre as duas vaiáveis. Essa relação pode ser medida pelo coeficiente de correlação, cuja estimativa é obtida através da fórmula: N Y Y N X X N YX XY r 2 2 2 2 )()( ))(( O valor de r pode variar de – 1 a + 1. Os valores – 1 e + 1 indicam o máximo de correlação; o sinal (+ ou –) indica o sentido da correlação; o valor 0 significa independência das variáveis, isto é, não existe correlação. Um problema a resolver é o de provar o valor de r obtido, a fim de verificar se difere de zero, valor que deveria assumir, teoricamente, na ausência de correlação. Há vários métodos para isso. Um deles consiste em calcular t através da fórmula: 2 1 2 N r r t 196 onde: t = valor calculado do teste t com N – 2 graus de liberdade; r = estimativa do coeficiente de correlação; N = número de observações. Exemplo 1: A partir dos dados da TABELA 8.1, pede-se: a) Obter a estimativa do coeficiente de correlação; b) Aplicar o teste “t” e verificar se o valor de r é significativo. TABELA 8.1 – COMPORTAMENTO DE CULTIVARES DE CEBOLA (Allium cepa L.) EM RELAÇÃO AO CARÁTER BROTAMENTO E AO CARÁTER CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO Cultivares Caráter brotamento (em dias) Caráter Capacidade de Armazenamento (em %) BAIA DO CEDO SMJ-III 76,1 30,0 BAIA DO CEDO SMP-V BAIA PERIFORME 68,1 104,8 65,0 50,0 BAIA SETE VOLTAS 71,5 60,0 BAIA TRIUNFO SMJ-II 87,3 70,0 BARREIRO ROXA SMP-IV 73,8 35,0 BARREIRO SMJ-II 60,2 25,0 BARREIRO SMP-III 65,4 15,0 CIGANINHA 39,9 0,0 COJUMATLAN L. 2691 25,6 30,0 CREOLA 80,5 90,0 CREOLA CATARINENSE 97,5 80,0 EXCEL BERMUDAS 986 38,2 15,0 IPA-2 72,0 55,0 PIRA COUTO 61,2 50,0 PIRA GRANA 75,5 50,0 PIRA LOPES A/C 49,4 40,0 PIRA LOPES A/R 53,0 20,0 PIRA OURO A/R 73,1 25,0 PIRA PERA A/C 58,4 10,0 PIRA TROPICAL 50,0 20,0 ROXA CHATA SMP-IV 30,5 15,0 TEXAS GRANO 50,0 30,0 TUBARÃO 80,4 40,0 WHITE CREOLE 44,835,0 FONTE: FERREIRA (1982). 197 Resolução: a) Estimativa do Coeficiente de Correlação: X = caráter brotamento (em dias); Y = caráter capacidade de armazenamento (em %); X = 76,1 + 68,1 + ... + 44,8 = 1.587,2 Y = 30,0 + 65,0 + ... + 35,0 = 955,0 X2 = (76,1)2 + (68,1)2 + ... + (44,8)2 = 5.791,21 + 4.637,61 + ... + 2.007,04 = 110.220,82 Y2 = (30,0)2 + (65,0)2 + ... + (35,0)2 = 900,0 + 4.225,0 + ... + 1.225,0 = 48.925,0 XY = (79,1 x 30,0) + (68,1 x 65,0) + ... + (44,8 x 35,0) = 2.373,0 + 4.426,5 + ... + 1.568,0 = 67.789,5 N = 25 N Y Y N X X N YX XY r 2 2 2 2 )()( ))(( = 25 )0,955( 0,925.48 25 )2,1587( 82,220.110 25 )0,955)(2,587.1( 5,789.67 22 = 25 0,025.912 0,925.48 25 8,203.519.2 82,220.110 25 0,776.515.1 5,789.67 = 0,481.360,925.4815,768.11082,220.110 04,631.605,789.67 = 0,444.1267,452.9 46,158.7 = 0,000.620.117 46,158.7 692,845.10 46,158.7 0,66 b) Teste “t”: 198 t 2 1 2 N r r = 266,01 22566,0 = 4356,01 2366,0 = 5644,0 7958315,466,0 x = 7512656,0 1652488,3 4,21 t Tabelado (1%) = 2,81 t Tabelado (5%) = 2,07 O valor de r (0,66**) foi significativo no nível de 1% de probabilidade pelo teste “t”, indicando que existe uma correlação positiva entre os caracteres brotamento e capacidade de armazenamento, ou seja, quanto maior o período de brotamento de bulbos de cebola, maior será a capacidade de armazenamento dos mesmos. Podem-se representar graficamente os coeficientes de correlação, bastando apenas colocar os dados sobre dois eixos (diagrama de dispersão). A seguir, apresentar- se-ão, através da FIGURA 8.2, diversos tipos de diagramas de dispersão com seus coeficientes de correlação associados, os quais servirão de modelo para a interpretação gráfica de tais coeficientes. FIGURA 8.2 – DIVERSOS TIPOS DE DIAGRAMAS DE DISPERSÃO COM SEUS COEFICIENTES DE CORRELAÇÃO ASSOCIADOS 199 9.2 Coeficiente de Determinação O coeficiente de determinação ( 2R ) é uma medida estatística que representa a porcentagem de variação em Y (variável dependente) que está sendo explicada pela equação de regressão. No caso de dados com repetições, a estimativa do coeficiente de determinação é obtida através da fórmula: sTratamentoSQ xgressãoSQ R 100Re2 onde: SQ Regressão = soma das SQ Regressão até a regressão de maior grau que apresentou significância estatística pelo teste F na análise de variância; SQ Tratamentos = soma de quadrados de tratamentos da análise de variância. No caso de dados sem repetições, a sua estimativa é obtida através da fórmula: TotalSQ xgressãoSQ R 100Re2 onde: SQ Regressão = soma das SQ Regressão até a regressão de maior grau que apresentou significância estatística pelo teste F na análise de variância; SQ Total = soma de quadrados total da análise de variância. O 2R assume valores entre 0 e 1. Se 2R = 1, a equação de regressão explica 100% da variação de Y (variável dependente) em função da variação de X (variável independente). Se 2R = 0,5, a equação de regressão explica somente 50% da variação de Y em função da variação de X, os outros 50% da variação não é explicado por essa relação. Se 2R = 0, não há uma relação entre as variáveis X e Y. No caso de regressão linear simples, o coeficiente de determinação poderá ser calculado através do quadrado do coeficiente de correlação (r), ou seja, 22 Rr . Considerando os dados do Exemplo 1, tem-se: 22 rR = 266,0 = 0,4356 O valor de 2R (0,4356) explica apenas 43,56% da relação positiva entre o período de brotamento de bulbos de cebola e a sua capacidade de armazenamento, enquanto que o restante da variação (56,44%) não é explicado por essa relação. 8.3 Análise de Regressão Através de Polinômios Ortogonais Já foi visto anteriormente, no Capítulo 3, que a análise de variância só tem validade se o pesquisador atender as suas suposições. Uma delas é que os erros de observação devem ser independentes, consequentemente não correlacionados. Quando esta hipótese não se verifica, a análise de variância deve refletir a dependência entre os 200 erros de observação, sob pena de não ser válida. Assim acontece no caso em que os tratamentos são quantitativos (doses crescentes de um fertilizante ou de um fungicida, ou datas de semeadura, por exemplo) com mais de dois níveis, e se justifica a existência de uma correspondência funcional, chamada equação de regressão, que ligue os valores dos tratamentos (X) aos dados analisados (Y). O procedimento de análise de variância é o seguinte: a) Analisam-se os dados experimentais da variável Y de acordo com o delineamento estatístico utilizado; b) Calculam-se as Somas de Quadrados de Regressão através das seguintes fórmulas: SQ Regressão Linear 1 2 1 )( rK TC SQ Regressão Quadrática 2 2 2 )( rK TC SQ Regressão Cúbica 3 2 3 )( rK TC SQ Regressão de 4º Grau 4 2 4 )( rK TC onde: C = coeficiente para interpolação de polinômios ortogonais, obtido em tabelas (TABELA A-14); T = totais de tratamentos; K = soma de quadrados dos coeficientes, obtido em tabelas (TABELA A-14); r = número de repetições do experimento, para o caso dos experimentos simples, e número de repetições do experimento (r) multiplicado pelo número de tratamentos do outro grupo (tN), para o caso dos experimentos complexos (fatorial, parcelas subdivididas, etc.); c) Como, geralmente, na pesquisa agropecuária ocorre efeito significativo até a Regressão de 4º Grau e quando existem Graus de Liberdade disponíveis, calcula-se a Soma de Quadrados de Desvios de Regressão pela diferença entre a Soma de Quadrados de Tratamentos e as Somas de Quadrados de Regressão; d) Obtêm-se os Graus de Liberdade das Regressões e de Desvios de Regressão da seguinte maneira: Regressão Linear = 1 GL Regressão Quadrática = 1 GL Regressão Cúbica = 1 GL 201 Regressão de 4º Grau = 1 GL Desvios de Regressão = GL Tratamentos – (GL Regressão Linear + GL Regressão Quadrática + GL Regressão Cúbica + GL Regressão de 4º Grau) e) Calculam-se os Quadrados Médios de Regressão e de Desvios de Regressão dividindo-se suas Somas de Quadrados pelos seus respectivos Graus de Liberdade; f) A significância estatística das Regressões e de Desvios de Regressão é dada pelo teste F, sendo que os valores dos F’s calculados são obtidos dividindo-se seus respectivos Quadrados Médios pelo Quadrado Médio do Resíduo; g) Calcula-se a equação de regressão a partir da regressão de maior grau que apresentou significância estatística pelo teste F. Por exemplo, se fosse a Regressão de 4º Grau que apresentasse significância estatística, a equação de regressão ficaria assim constituída: Y – Y = B1M1P1 + B2M2P2 + B3M3P3 + B4M4P4 onde:Y = estimativa da variável dependente; Y = estimativa da média observada da variável dependente; B = coeficiente angular, obtido através da fórmula: rK CT B onde: C = coeficiente para interpolação de polinômios ortogonais, obtido em tabelas (TABELA A-14); T = totais de tratamentos; K = soma de quadrados dos coeficientes, obtido em tabelas (TABELA A-14); r = número de repetições do experimento, para o caso dos experimentos simples, e número de repetições multiplicado pelo número de tratamentos do outro grupo que não está em evidência, para o caso dos experimentos complexos (fatorial, parcelas subdivididas, etc.); M = constantes, obtidas em tabela (TABELA A-14); P1 = polinômios ortogonais do 1º grau, obtidos através da fórmula: P1 = x sendo q XX x onde: X = variável independente; 202 X = média da variável independente; q = diferença entre dois níveis sucessivos de X; P2 = polinômios ortogonais do 2º grau, obtidos através da fórmula: 12 122 2 n xP onde: n = número de níveis de X; P3 = polinômios ortogonais do 3º grau, obtidos através da fórmula: x n xP 20 73 23 3 P4 = polinômios ortogonais do 4º grau, obtidos através da fórmula: 560 )9)(1(3 14 133 222 2 4 4 nn x n xP h) Com a equação de regressão obtêm-se os valores médios esperados de tratamentos. Com tais valores médios esperados e com as médias observadas de tratamentos podem-se calcular os desvios, cuja soma algébrica deve ser nula. É preciso ressaltar que este procedimento só é válido quando os níveis de tratamentos são igualmente espaçados. Exemplo 2: A partir dos dados das TABELAS 8.2 e 8.3, pede-se: a) Fazer a análise da variância levando-se em conta a regressão, através da utilização do método dos polinômios ortogonais; b) Obter a equação de regressão, acompanhada de tabela de médias e de gráfico; c) Obter o coeficiente de determinação. TABELA 8.2 – DADOS DE PRODUÇÃO (em kg/parcela) DE MILHO (Zea mays L.) EM RELAÇÃO AOS NÍVEIS DE ADUBAÇÃO FOSFATADA Tratamentos I II III IV Totais de Tratamentos 0 * 3,38 5,77 4,90 4,54 18,59 25 7,15 9,78 9,99 10,10 37,02 50 10,07 9,73 7,92 9,48 37,20 75 9,55 8,95 10,24 8,66 37,40 100 9,14 10,17 9,75 9,50 38,56 Totais de Blocos 39,29 44,40 42,80 42,28 168,77 FONTE: GOMES (1985). NOTA: (*): kg de P2 O5/ha. 203 TABELA 8.3 – ANÁLISE DA VARIÂNCIA E COEFICIENTE DE VARIAÇÃO DO EFEITO DE NÍVEIS DE ADUBAÇÃO FOSFATADA NA PRODUÇÃO DE MILHO (Zea mays L.) Causa de Variação GL SQ QM F Adubação Fosfatada 4 72,22 18,055 19,84** Blocos 3 2,73 - - Resíduo 12 10,92 0,910 Total 19 85,87 Coeficiente de Variação: % 11,30 FONTE: GOMES (1985). NOTA: (**) Significativo no nível de 1% de probabilidade. Resolução: a) Análise da Variância com Regressão: GL Regressão Linear = 1 GL Regressão Quadrática = 1 GL Regressão Cúbica = 1 GL Regressão de 4º Grau = 1 r = 4 K1 = 10 K2 = 14 K3 = 10 K4 = 70 Totais de Tratamentos (T) Coeficientes C1 C2 C3 C4 18,59 – 2 + 2 – 1 + 1 37,02 – 1 – 1 + 2 – 4 37,20 0 – 2 0 + 6 37,40 + 1 – 1 – 2 – 4 38,56 + 2 + 2 + 1 + 1 204 1 2 1 )( Re rK TC LineargressãoSQ = 104 )56,382()40,371()20,370()02,371()59,182( 2 x xxxxx = 40 )12,77()40,37()00,0()02,37()18,37( 2 = 40 )32,40( 2 = 40 7024,625.1 = 40,64256 2 2 2 )( Re rK TC QuadráticagressãoSQ = 144 )56,382()40,371()20,372()02,371()59,182( 2 x xxxxx = 56 )12,77()40,37()40,74()02,37()18,37( 2 = 56 )52,34( 2 = 56 6304,191.1 = 21,279114 3 2 3 )( Re rK TC CúbicagressãoSQ = 104 )56,381()40,372()20,370()02,372()59,181( 2 x xxxxx = 40 )56,38()80,74()00,0()04,74()59,18( 2 = 40 )21,19( 2 = 40 0241,369 = 9,225603 4 2 4 )( º4Re rK TC GraudegressãoSQ = 704 )56,381()40,374()20,376()02,374()59,181( 2 x xxxxx = 280 )56,38()60,149()20,223()08,148()59,18( 2 = 280 )33,17( 2 205 = 280 3289,300 = 1,072603 LineargressãoGL LineargressãoSQ LineargressãoQM Re Re Re = 1 64256,40 = 40,64256 QuadráticagressãoGL QuadráticagressãoSQ QuadráticagressãoQM Re Re Re = 1 279114,21 = 21,279114 CúbicagressãoGL CúbicagressãoSQ CúbicagressãoQM Re Re Re = 1 225603,9 = 9,225603 GraudegressãoGL GraudegressãoSQ GraudegressãoQM º4Re º4Re º4Re = 1 072603,1 = 1,072603 F Calculado para Regressão Linear = síduoQM LineargressãoQM Re Re = 910,0 64256,40 44,66 F Calculado para Regressão Quadrática = síduoQM QuadráticagressãoQM Re Re = 910,0 279114,21 23,38 F Calculado para a Regressão Cúbica = síduoQM CúbicagressãoQM Re Re = 910,0 225603,9 10,14 F Calculado para Regressão de 4º Grau = síduoQM GraudegressãoQM Re º4Re = 910,0 072603,1 1,18 F Tabelado (1%) para as Regressões = 9,33 F Tabelado (5%) para as Regressões = 4,75 Agora, a TABELA 8.3 fica da seguinte maneira: 206 TABELA 8.3 – ANÁLISE DA VARIÂNCIA E COEFICIENTE DE VARIAÇÃO DO EFEITO DE NÍVEIS DE ADUBAÇÃO FOSFATADA NA PRODUÇÃO DE MILHO (Zea mays L.). PIRACICABA-SP, 1985 Causa de Variação GL SQ QM F (Adubação Fosfatada) (4) (72,220000) - - Regressão Linear 1 40,642560 40,642560 44,66 ** Regressão Quadrática 1 21,279114 21,279114 23,38 ** Regressão Cúbica Regressão de 4º Grau 1 1 9,225603 1,072603 9,225603 1,072603 10,14 ** 1,18 ns Blocos 3 2,730000 - - Resíduo 12 10,920000 0,910000 Total 19 85,870000 Coeficiente de Variação (%) 11,30 NOTAS: (ns) Não significativo no nível de 5% de probabilidade.(**) Significativo no nível de 1% de probabilidade. De acordo com o teste F, tem-se: Houve diferença significativa, no nível de 1% de probabilidade, para as Regressões Linear, Quadrática e Cúbica, indicando que a equação de 3º grau explica o aumento da produção de milho em função dos níveis de adubação fosfatada. Não houve diferença significativa, no nível de 5% de probabilidade, para a Regressão de 4º Grau, indicando que a relação entre níveis de adubação fosfatada e produção de milho é determinada apenas pela equação de 3º grau. b) Equação de Regressão Acompanhada de Tabela de Médias e de Gráfico: N Y Y = 20 77,168 = 8,4385 1 1 1 rK TC B = 104 )56,382()40,371()20,370()02,371()59,182( x xxxxx = 40 )12,77()40,37()00,0()02,37()18,37( = 40 32,40 = 1,008 2 2 2 rK TC B = 144 )56,382()40,371()20,372()02,371()59,182( x xxxxx = 56 )12,77()40,37()40,74()02,37()18,37( = 56 52,34 = – 0,616428571 207 3 3 3 rK TC B = 104 )56,381()40,372()20,370()02,372()59,181( x xxxxx = 40 )56,38()80,74()00,0()04,74()59,18( = 40 21,19 = 0,48025 M1 = 1 M2 = 1 M3 = 6 5 = 0,833333333 P1 = x 12 122 2 n xP = 12 1)5( 22 x = 12 1252 x = 12 242 x = x 2 – 2 x n xP 20 73 23 3 = xx 20 7)5(3 23 = xx 20 7)25(33 = xx 20 7753 = xx 20 68 3 = x 3 – 3,4 x Y = Y + B1M1P1 + B2M2P2 + B3M3P3 + B4M4P4 = 8,4385 + [1,008 x 1 (x)] + [– 0,616428571 x 1 (x2 – 2)] + [0,48025 x 0,833333333 (x 3 – 3,4 x) ] = 8,4385 + 1,008 x – 0,616428571 x2 + 1,232857142 + 0,400208333 x 3 – 1,360708333 x = 9,671357142 – 0,352708333 x – 0,616428571 x2 + 0,400208333 x3 A variável auxiliar x é dada pela equação: q XX x onde, neste caso, tem-se: N X X = 20 )40,100()40,75()40,50()40,25()40,0( xxxxx 208 = 20 0,4000,3000,2000,1000,0 = 20 0,000.1 = 50,0 q = 25 q XX x = 25 0,50X = 0,04 X – 2 Substituindo a variável auxiliar x na equação de regressão, tem-se: Y = 9,671357142 – 0,352708333 (0,04 X – 2) – 0,616428571 (0,04 X – 2 )2 + 0,400208333 (0,04 X – 2 )3 = 9,671357142 – 0,014108333 X + 0,705416666 – 0,616428571 (0,0016 X 2 – 0,16 X + 4) + 0,400208333 (0,000064 X 3 – 0,0096 X2 + 0,48 X – 8) = 9,671357142 – 0,014108333 X + 0,705416666 – 0,000986285 X2 + 0,098628571 X – 2,465714284 + 0,000025613 X3 – 0,003841999 X 2 + 0,192099999 X – 3,201666664 = 4,70939286 + 0,276620237 X – 0,004828284 X2 + 0,000025613 X3 Médias Esperadas: 0mˆ = 4,70939286 + 0,276620237 (0,0) – 0,004828284 (0,0)2 + 0,000025613 (0,0)3 = 4,70939286 + 0,0 – 0,0 + 0,0 4,7094 25mˆ = 4,70939286 + 0,276620237 (25,0) – 0,004828284 (25,0)2 + 0,000025613 (25,0)3 = 4,70939286 + 6,915505925 – 0,004828284 (625) + 0,000025613 (15.625) = 4,70939286 + 6,915505925 – 3,0176775 + 0,400203125 9,0074 50mˆ = 4,70939286 + 0,276620237 (50,0) – 0,004828284 (50,0)2 + 0,000025613 (50,0)3 = 4,70939286 + 13,83101185 – 0,004828284 (2.500) + 0,000025613 (125.000) = 4,70939286 + 13,83101185 – 12,07071 + 3,201625 9,6713 75mˆ = 4,70939286 + 0,276620237 (75,0) – 0,004828284 (75,0)2 + 0,000025613 (75,0)3 209 = 4,70939286 + 20,74651778 – 0,004828284 (5.625) + 0,000025613 (421.875) = 4,70939286 + 20,74651778 – 27,1590975 + 10,80548438 9,1023 100mˆ = 4,70939286 + 0,276620237 (100,0) – 0,004828284 (100,0)2 + 0,000025613 (100,0)3 = 4,70939286 + 27,6620237 – 0,004828284 (10.000) + 0,000025613 (1.000.000) = 4,70939286 + 27,6620237 – 48,28284 + 25,613 9,7016 Médias Observadas: r Y m 0 0 ˆ = 4 59,18 4,6475 r Y m 25 25 ˆ = 4 02,37 9,2550 r Y m 50 50 ˆ = 4 20,37 9,3000 r Y m 75 75 ˆ = 4 40,37 9,3500 r Y m 100 100 ˆ = 4 56,38 = 9,6400 TABELA 8.4 – EFEITO DE NÍVEIS DE ADUBAÇÃO FOSFATADA NA PRODUÇÃO DE MILHO (Zea mays L.). PIRACICABA – SP, 1985 Níveis de Adubação Fosfatada Médias (kg/parcela) Esperada (A) Observada (B) Desvios de Regressão (A – B) O kg de P2 O5/ha 4,7094 4,6475 0,0619 25 kg de P2 O5/ha 9,0074 9,2550 – 0,2476 50 kg de P2 O5/ha 9,6713 9,3000 0,3713 75 kg de P2 O5/ha 9,1023 9,3500 – 0,2477 100 kg de P2 O5/ha 9,7016 9,6400 0,0616 210 FIGURA 8.3 – EFEITO DE NÍVEIS DE ADUBAÇÃO FOSFATADA NA PRODUÇÃO DE MILHO (Zea mays L.). PIRACICABA – SP, 1985 Recomenda-se o nível de 50 kg de P2 O5/ha como o mais indicado para se ter uma produção de milho economicamente viável, conforme TABELA 8.4 e FIGURA 8.3. c) Coeficiente de determinação: sTratamentoSQ xgressãoSQ R 100Re2 = 2200,72 100147277,71 x = 2200,72 7277,114.7 98,51% O valor de 2R explica 98,51% do incremento na produção de milho em função do aumento do nível de adubação fosfatada determinado pela equação de 3º grau.