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Corporações 
e 
Contexto Empreendedor 
 
 
Aula 4 
 
 
 
 
 
 
Professor Ademir Bueno 
 
Introdução 
 
 
Olá, seja bem-vindo(a) à mais uma aula da disciplina Corporações e Contexto 
Empreendedor. 
O tema inovação está presente na vida do homem desde seus primórdios, 
inicialmente, ele sempre criou e inovou para poder sobreviver, e 
posteriormente, para alcançar mais conforto, mais proteção para si e para os 
seus. 
E assim, desde que foi explorando novos ambientes e enfrentando desafios 
pôs-se a estar atento ao que podia ser inventado, criado ou melhorado para 
que sua existência na terra fosse mais longa e confortável. 
A inovação que é fruto apenas da ação humana, ainda que usando de outros 
meios para alcançar um fim, continuou presente na convivência entre os seres 
humanos e isso se aplicou também ao trabalho que este exerceu sobre a 
natureza para produzir sua subsistência. 
Mais tarde, com o advento das empresas/indústrias isso se tornou sine quo no 
para que conseguisse aumentar a produtividade, reduzir a necessidade da 
força humana para produzir bens e serviços e posteriormente para levar as 
empresas a se tornarem mais competitivas no mercado em que atuavam. 
Desta forma, com o surgimento do sistema capitalista inovar passou a ser 
primordial para que a produção fosse aumentada e a rentabilidade das 
empresas fossem melhoradas. 
O empreendedor ou intraempreendor tem a responsabilidade por inovar ou 
liderar equipes para que sejam inovadoras e com isso ganhem destaque no 
mercado, o qual se torna cada dia mais competitivo. 
A presente Rota tem em seu início um questionamento se o leitor se considera 
ou não uma pessoa criativa e apresenta as causas para a maioria responder 
que não. 
A seguir, são apresentados e diferenciados os conceitos de criatividade e 
inovação para na sequência apresentar as etapas do processo criativo e da 
inovação. 
Posteriormente, apresentamos quais itens fazem parte do processo da 
inovação e o que é a gestão da inovação e os pontos que sustentam esse 
processo. 
Para finalizar descrevemos quais fatores estão ligados diretamente ao 
processo de inovação e uma síntese da Rota. E claro, há muito mais, são 
indicados artigos, vídeo, case e exercícios que propiciem melhor fixação do 
conteúdo aqui descrito. Bom estudo. 
Conceitos e diferenças 
Descrição e contextualização 
Vamos começar lhe fazendo um questionamento: 
Você se considera um profissional criativo e inovador? 
Com toda certeza, sem medo de errar, a grande maioria responderá que não. 
As pessoas de forma geral não se percebem, não se enxergam, não se 
definem como criativas e inovadoras. 
Mas por quê? A seguir apresentamos algumas hipóteses para justificar nossa 
afirmação: 
 Educação familiar: qual é a primeira palavra que uma criança aprende? Os 
mais entusiasmados, e geralmente, esses são os pais, responderão: mamãe. 
Será? Para a tristeza deles não é essa a primeira palavra que os pequenos 
aprendem e sim a palavra NÃO. E de tanto ouvir que não pode, não deve, é 
proibido, tem que tomar cuidado, aquilo não é coisa de criança, etc, etc, etc 
muitos pequenos veem no mundo mais proibições do que permissões, e com 
isso, ao se tornarem jovens e posteriormente adultos poderão limitar-se a 
realizar o que de fato está convencionado como permitido, não sendo ousado 
ou se lançando a pensar além das possibilidades que se apresentam e com 
isso não sendo criativos e inovadores. 
 Educação formal: esta é outra fonte para o desenvolvimento das 
potencialidades da criança, porém, a grande maioria fica sujeita a uma 
educação de baixa qualidade, com profissionais mal capacitados, por vezes, 
 
 
mal remunerados, condições de trabalho limitadas, metodologias de ensino 
ultrapassadas, tudo isso não permite que se desenvolva o potencial dos 
pequenos, o que comprometerá a utilização de sua capacidade criativa e 
inovadora em seus ambientes familiar e posteriormente profissional. 
 Autoconfiança: se não acreditamos que somos capazes de inovar, quem 
acreditará? Dificilmente alguém dará crédito a uma pessoa que não consegue 
ver em si mesma uma capacidade de realizar algo além do comum, algo 
inesperado, que produza resultados excepcionais. E a falta de autoconfiança 
tem várias causas, educação, ambiente e percepção do mundo que a cerca. 
 Falta de oportunidade: o indivíduo nasce e seu ambiente familiar não é o 
mais estimulante para desenvolver seu potencial criativo e inovador, depois vai 
para a escolha que não apresenta nada diferente do que teve em casa e por 
fim, esse indivíduo arruma um trabalho que em lugar de explorar seu potencial 
o tolhe ainda mais. Mas dele se exige feitos extraordinários que não lhe foram 
dando condições para ser realizados. 
 Percepção equivocada: as pessoas de forma geral se equivocam ao 
pensar que ser criativo é descobrir o fogo ou inventar a roda, não é. Isso foi 
verdade na época em que ocorreu, mas ser criativo e inovador é somente estar 
atento ao que pode ser transformado levando a pessoa ou sua empresa a obter 
ganhos: de produtividade, de rentabilidade, de tempo, de melhoria em 
processos, no atendimento aos clientes e assim por diante. 
 Baixa qualificação técnica/comportamental: não se pode esperar que um 
engenheiro seja criativo em sua área de desenvolvimento de produtos se não 
tem acesso a novos materiais e insumos necessários à itens inovadores. Não 
se pode esperar de um assistente comercial que inove no atendimento ao 
cliente se nunca se submeteu a um treinamento que lhe possibilitasse uma 
ampliação da visão sobre informações que deem suporte à sua atuação. Logo, 
a qualificação é um fator decisivo para que os profissionais possam ser mais 
criativos e inovadores. Elas não são pré-requisitos, mas influenciam de forma 
sempre positiva para que algo de novo possa ocorrer na atuação profissional. 
Compreendido que todos podem ser criativos e inovadores, basta para tanto 
estar disposto a usar nosso potencial na busca de melhorias, vamos a seguir 
conceituar esses dois termos e apresentar suas características. 
Criatividade e Inovação são a mesma coisa? 
Não são, porém, são complementares. A primeira está relacionada a atitude, 
ao instante em que se tem a ideia diferente para resolver certo problema ou 
pensar algo novo ou revolucionário. A inovação é a aplicação daquela ideia, 
tornando-a realizável e viável economicamente, proporcionando resultados 
positivos para a empresa ou sociedade. 
Para Chiavenato (2003) “A criatividade provém da inconsistência e permite 
descobrir novas combinações de fenômenos até então separados”. E ainda, 
“Criatividade é o desenvolvimento de respostas novas e únicas a problemas ou 
oportunidades do momento”. (p. 245 e 407) 
Segundo o site Significados, “Criatividade é o substantivo feminino com origem 
no latim creare, que indica a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas 
novas”. Desta maneira, o ato de pensar em algo inusitado, que não está ligado 
a algo fenomenal, mas sim novo, está vinculado ao conceito de criatividade. 
É criar, é deixar a mente livre para fazer associações inesperadas, com isto 
teremos algo diferente do que os outros haviam pensado até então. 
Em seu artigo Modelos Inovadores Como Diferencial Competitivo de Negócios 
(2014), seus autores afirmam que: 
Criatividade é pensar coisas novas, inovação é fazer coisas novas e valiosas. 
Nesse sentido, inovar é implementar um novo ou significativamente melhorado 
produto (bem ou serviço), processo de trabalho, ou prática de relacionamento 
entre pessoas, grupos ou organizações. Quanto a criatividade é ter a 
habilidade de gerar ideias originaise úteis, e solucionar os problemas do dia a 
dia. (...)podemos entender que a criatividade é uma peça-chave na inovação. 
(Alves, Freitas e Rolon, p. 80-81) 
 
 
 
Assim, a primeira, Criatividade é o pensar, o estalo mental que permite ao seu 
autor vislumbrar novas possibilidades, enquanto a inovação vai além, é a 
colocação em prática da ideia tida, de forma que seja rentável produzindo 
resultados financeiros. 
Um exemplo da valorização e estimulação da Criatividade em seus 
colaboradores é a empresa 3M: 
Para melhorar a competitividade, a 3M também investiu pesadamente em 
tecnologia. As mudanças na empresa se somam a outras estratégias que a 3M 
mundial mantém para continuar sendo a mais inovadora possível. Como forma 
de estimular a criatividade, todos os funcionários têm 15% de seu tempo de 
trabalho livre para fazer o que quiserem, sem precisar apresentar resultados. 
Mundialmente, a empresa aplica cerca de 6,5% de sua renda total (US$15 
bilhões) em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. (Chiavenato, 
2003, p. 224) 
 
Já para Dolabela, numa visão mais inspirada em relação ao termo criatividade, 
afirma que, “A criatividade está presente em quem se dedica com abandono a 
um tema, algo alcançável somente pelos apaixonados. Apenas o sonhador que 
busca a realização do seu sonho é protagonista e autor de sua vida”. (2006, p. 
3) 
E para Girardi, Azevedo e Franklin “As fases da produção de ideias inovadoras 
começam com a pesquisa do que inovar. Absorvidas as diversas informações 
pertinentes, exploram-se, através da criatividade, as formas de chegar a algo 
de interesse coletivo”. (2001, p. 59) 
E Inovação do que se trata? Como podemos conceituá-la? Quais aspectos 
devem ser lembrados ao se pensar neste termo? 
Podemos defini-la como o ato, ação, busca por novas formas de fazer as 
coisas. Isso pode resultar em novos produtos, serviços, processos, 
relacionamento entre empresa e clientes, empresa e fornecedores, formas de 
gestão. Porém, o que definirá se realmente é uma inovação ou apenas uma 
invenção é se dará ou não resultado financeiro, lucro à empresa. 
Vejamos alguns exemplos de Inovações que ocorreram 
Item Descrição 
Penicilina 
A penicilina é um antibiótico natural derivado 
do bolor produzido pelo fungo Penicillium. Um cientista 
descobriu isso por acaso e daí surgiu o medicamento 
que mudou a história da medicina.1 
MC’Donalds 
Lanches feitos de forma rápida/Express possibilitou o 
sucesso da loja, que virou rede e posteriormente 
franquia. 
Processo – Esteira 
Rolante 
Ford construiu a esteira rolante e com isso os 
trabalhadores passaram a ficar parados e o serviço 
chegava até ele, com isso diminuiu o tempo de 
realização das atividades e aumentou a produtividade. 
 
Item Descrição 
Empresa/Cliente 
Para aumentar a fidelização do cliente com a marca 
muitas lojas oferecem premiação para aqueles que 
compram sempre com eles, que são fiéis. Tipo: a cada 
10 pizzas, troque os selos por outra. 
Empresa/Fornecedor 
O processo de Just in Time na indústria, onde as 
empresas passaram a receber na hora certa, a 
quantidade adequada de matéria prima necessária à sua 
produção, com isso diminuíram estoques, pessoal e 
aumentaram sua rentabilidade. 
Formas de Gestão 
Desenvolvimento de softwares como SAP que integram 
todas as áreas da empresa, não sendo mais necessário 
excesso de sistemas, papéis ou controles diversos. Tudo 
 
 
 
 
está centralizado em um único sistema. 
 
Drucker ao aproximar o conceito de inovação ao empreendedor afirma que: 
“Todavia, os empreendedores querem mais. Não se contentam em 
simplesmente melhorar o que já existe, ou em modificá-lo. Eles procuram criar 
valores novos e diferentes, e satisfações novas e diferentes, convertendo um 
‘material’ em um ‘recurso’, ou combinar recursos existentes em uma nova e 
mais produtiva configuração”. (2008, p. 45) 
Desta forma, para ser considerado inovação a novidade deve produzir 
resultados, novos recursos aos seus criadores ou empresas das quais façam 
parte. Afirma Drucker, “É a mudança o que sempre proporciona a oportunidade 
para o novo e diferente”. (p. 45) 
Essa busca por mudanças de forma constante e consciente por parte da 
organização, seus dirigentes e colaboradores se dá o nome de inovação 
sistemática, a qual como qualquer sistema está ligada a fatores internos e 
externos. Para Drucker (2008, p. 46) são eles: 
Externos 
Mudanças demográficas (mudanças populacionais) 
Mudanças em percepção, disposição e significado. 
Conhecimento novo, tanto científico como não-científico. 
Internos 
O inesperado – o sucesso inesperado, o fracasso inesperado, o evento externo 
inesperado. 
A incongruência – entre a realidade como ela é de fato, e a realidade como se 
presume ser ou como ‘deveria ser’. 
Inovação baseada na necessidade de processo. 
Mudanças na estrutura do setor industrial ou na estrutura do mercado que 
apanham a todos desprevenidos. 
Para Alves, Freitas e Rolon (2014, p. 78) “inovação envolve muito mais 
processos do que a geração de ideias. Ou melhor, a inovação é o resultado de 
um processo criativo e sua aplicação prática. ” 
E acrescentaria que, só pode ser inovação se de fato possibilitar ganhos 
econômicos à empresa, aumentar em sua rentabilidade, diminuir custos, 
melhor o tempo de fabricação, proporcionar maior integração e motivação de 
colaboradores, e acima de tudo que os clientes percebam a mudança como 
algo positivo. 
Por exemplo, diminuir a quantidade de metros de papel nos rolos de papel 
higiênico não é considerada pela maioria dos consumidores como inovação, 
pois não lhe possibilita ganho nenhum, pelo contrário, na maior parte das vezes 
está mascarando aumento de preços. 
Para os autores acima citados “Muitas inovações provêm de impulsos de 
genialidade. Porém, a grande maioria delas é o resultado da procura 
consciente e intencional de oportunidades de inovação.” (p. 79). 
Isso é altamente relevante, pois a grande maioria dos empreendedores 
tradicionais ou intraempreendedores não se julgam, não se classificam como 
inovadores por meio da criatividade, pois acham que só seria considerado algo 
inovador se inventassem algo totalmente diferente do que já existe, isso é 
verdadeiro também, mas não é uma verdade absoluta, pois ele pode ter 
pensando em algo novo a partir de coisas já existentes, só pensou em nova 
utilidade, só imaginou outra maneira de fazer e utilizar produtos, serviços, 
equipamentos e/ou ferramentas. 
A inovação é fruto da genialidade humana, tanto para coisas altamente 
significativas, importantes e rentáveis, como para algo que leve a empresa a 
utilizar de forma diferente algo que já existe, lhe propiciando ganhos 
financeiros. 
 
 
E quais são as etapas do processo criativo? Qual é a sequência que está 
presente em atos criativos? São essas respostas que pretendemos apresentar 
na sequência. 
Etapas do processo criativo e da inovação 
Sendo a criatividade uma atitude, ou seja, uma pré-disposição para algo, uma 
intenção para pensar no novo, no original, no exclusivo, no inédito, ela não 
ocorre de forma mágica e fantástica, embora, algumas criações podem sim se 
dar desta forma, mas são raras. A criatividade é um processo, com início, meio 
e fim. 
A seguir, descrevemos o pré-requisito e fases presentes no processo criativo 
(Preparação, Incubação, Iluminação e Verificação), para tanto, nos 
nortearemos pelos escritos de Kneller, autor da obra Arte e Ciência da 
Criatividade (1978). 
O pré-requisito que está presente no processo criativo é a apreensão, 
denominada pelo autor como o primeiroinsight, o estalo inicial de que algo 
precisa de solução, de mudança, de alteração, de novidade, de acréscimos ou 
retiradas, para que continue oferecendo resultados positivos. 
É aquele momento em que ainda que sem muita razão ou racionalidade o 
indivíduo se dá conta de que algo pode ser diferente do que se apresenta em 
sua realidade. A seguir, vem a primeira fase, a preparação. 
Neste momento/fase, a preparação é o momento em que o indivíduo irá se 
concentrar em obter dados, informações e com isso chegar a novos 
conhecimentos que lhe possibilitem resolver o problema diagnosticado ou 
detectado que necessita de resolução. Para tanto, irá investigar, pesquisar tudo 
o que for necessário para não tomar nenhuma decisão ou fazer escolhas que 
não sejam as melhores disponíveis. 
Esta primeira fase, é o momento de gastar energia se preparando, é quando 
ocorre a transpiração por investir tempo na busca de subsídios que lhe 
permitirá fazer as melhores escolhas. 
O criador lê, anota, discute, indaga, coleciona e explora. Pondera as forças e 
fraquezas de cada opção disponível, de cada caminho a seguir, de cada 
possibilidade, e com tudo isso a ideia original pode sofrer alterações para 
atender da melhor forma possível a necessidade detectada. 
Uma vez munido de informações vem a segunda fase, a incubação, quando 
ocorre uma certa pausa de ação para que tudo o que foi buscado e pesquisado 
possa encontrar seu lugar, fazer os devidos arranjos, sejam conscientes ou 
não. 
Essa fase é atemporal, ou seja, não tem vínculo com dia, horário ou data 
marcada para ser finalizada, pode durar 6 minutos, 6 dias ou 6 meses, porém, 
para que o processo se efetive, ainda que demore essa fase, a criação só está 
repousando, não será esquecida, está presente na mente do criador, mas não 
necessariamente de forma consciente em todos os momentos. 
Cada criador e para cada criação pode ter a necessidade de um tempo 
objetivo. Tem uns que já partem para a próxima fase, outros que levam um 
tempo maior. Quem trabalha nesta etapa é o inconsciente realizando conexões 
inesperadas. 
O próximo momento é designado pelo autor como iluminação, imagine para 
tanto aquele toque, aquela sensação, aquele súbito pensar inédito, onde tudo 
parece se encaixar, onde as peças caminham sozinhas para se encaixarem, se 
agruparem de forma não pensada racionalmente, onde há uma percepção de 
algo quase sobrenatural, somente quase. 
Nesta fase, a iluminação, o criador percebe, toma consciência da solução para 
aquele problema, tem a sensação de que encontrou a solução, que resolveu o 
que lhe incomodava, que conseguiu chegar ao momento de finalização daquela 
situação que lhe apresentava desafio. 
A inspiração neste momento é sublime, é algo que toma conta do criador, é o 
momento em que ele se sente leve e possuidor de uma força criadora maior 
que suas próprias capacidades conscientes. 
 
 
A criação pode ocorrer em lugares inusitados, ambientes não profissionais, em 
períodos específicos do dia, de noite ou mesmo madrugada. Cada criador 
geralmente tem locais que se desvincula de seus pensamentos diários e 
corriqueiros para dar espaço a inusitado, ao novo, resolvendo os problemas 
que esteja envolvido. 
O criador pode estar ouvindo música, praticando esporte, fumando, 
descansando, dirigindo, meditando, isolado ou no meio da multidão e de 
repente, não mais que de repente, surge uma luz, vem a ideia que irá fechar, 
unir, congregar dados e informações que lhe possibilitem apresentar a solução 
a algo que vinha buscando uma saída. Vencida esta etapa vem a próxima 
denominada por Kneller como a verificação. 
Nesta fase é o momento de deixar o inconsciente de lado e utilizar a razão, a 
fim de que se possa analisar, estudar, entender, perceber qual é o problema, 
qual é a solução e como elas melhor se encaixam, como se pode 
operacionalizar a solução, como colocá-la em prática de forma rápida, segura e 
que propicie inovação, ou seja, produza resultados positivos à empresa. 
Para que seja executada a ideia tida durante a iluminação pode ser revista, 
repensada, reelaborada para que se encontre o melhor e mais rápido meio de 
vê-la colocada em prática. 
Às vezes se faz necessário autorização de outras áreas ou departamentos, 
aprovação de superiores hierárquicos, da colaboração de outras pessoas para 
que a solução seja implementada, seja executada. Aí entra a habilidade de 
comunicação e negociação do criador. Se não possuir essa característica 
desenvolvida pode comprometer todo o processo. 
E para finalizar sobre o processo criativo, apresentamos a seguir, as 
condições necessárias para que a criatividade ocorra, para tanto, 
descremos o que está presente em Kneller (1978, p. 73): 
Receptividade: o criador deve estar aberto à sua capacidade criativa. 
Dicas: dê tempo e espaço para sua criatividade aflorar. Anote suas ideias, 
todas. 
Imersão: Aprofundar o estudo da área escolhida de atuação consiste num 
fator decisivo para o quantum criativo. Dicas: estude mais, corra atrás. 
Dedicação/desprendimento: A imersão implica em dedicação. Desprenda-
se do detalhe para ver a vida em seu conjunto. Dica: Seja mais aberto. 
Imaginação: Na criação também deve existir paixão (imaginação). Dicas: 
deixe seu pensamento voar, coloque suas melhores energias à disposição 
da sua criatividade. 
Interrogação: Para pensar criativamente, havemos de olhar de maneira 
nova o que normalmente consideramos assentado. Dicas: questione, 
interrogue. 
Uso de erros: Os erros podem ser o início de uma nova etapa, nova 
abordagem. Dicas: Aprenda com seus erros, vejam para onde eles estão 
querendo te conduzir. 
Submissão à obra: O criador precisa saber quando cessa de dirigir sua 
obra e permite que ela o dirija. Deve saber, em suma, quando é provável 
que sua obra seja mais sábia que ele. Dica: deixe-se conduzir pela sua 
criação. 
Agora que já apresentamos as fases da Criatividade, a seguir discutiremos 
como se dá o processo da inovação, seus princípios, etapas e aspectos 
correlacionados. Existem vários autores que tratam deste tópico. Optamos em 
apresentar inicialmente, os princípios sugeridos por Drucker (2008) para ele: 
A inovação sistemática resultante da análise, sistema e trabalho árduo é tudo 
que pode ser discutido e apresentado como a prática da inovação. Mas isso é 
tudo que precisa ser apresentado, pois cobre pelo menos 90 por cento de 
todas as inovações eficazes. (p. 189) 
A seguir descrevemos os princípios da inovação: 
Análise das oportunidades: é o olhar dos profissionais para sua realidade, 
para o mundo que o cerca, assim mudanças demográficas podem e devem ser 
consideradas para pensar no que pode ser alterado para atender à realidade 
observada, bem como, suas novas características. Para Drucker “(...) todas as 
fontes de oportunidade inovadora devem ser sistematicamente analisadas e 
sistematicamente estudadas”. (2008, p. 190) 
 
 
Análise de dados e fatos: a criatividade é importante no caso das inovações, 
porém, isso não deve ter por base apenas a intuição ou insights, mas sim o 
estudo organizado de dados presentes em pesquisas, associações, entidades 
governamentais ou outras fontes que permitam ao profissional ter noção clara 
para onde o seu segmento, concorrentes e clientes estão indo. Assim, eles “(...) 
saem a campo e olham os clientes, os usuários, para saber quais são suas 
expectativas, seus valores, suas necessidades”. (p. 190) 
A inovação deve ser simples: quanto mais simples for, maior a probabilidade 
de sucesso, o usuário ou consumidor deve se identificar prontamente com o 
que lhe é apresentado como inovação, se achar complexo e difícil de uso 
provavelmentenão fará dela um objeto de desejo e naturalmente de consumo. 
Pois, o que se deve buscar é: “Na verdade, o maior elogio que uma inovação 
pode receber é haver quem diga: ‘Isto é óbvio. Por que não pensei nisso?’”. (p. 
191) 
As inovações eficazes começam pequenas: elas surgem para determinado 
fim e cumpre eficazmente sua missão, de responder ao que se espera dela. É 
quando o menos se expressa como mais, o simples que resolve situações 
complexas, que atuam de forma a dar respostas efetivas. Pois, “é melhor que 
as inovações comecem pequenas, exigindo inicialmente pouco dinheiro, pouca 
gente, e semente um mercado pequeno e limitado”. (p. 191) 
Uma inovação bem-sucedida visa à liderança: a inovação só permanecerá 
no mercado, só dará resultado se for pensada e executada para proporcionar 
ganhos a quem a inventou e mais que isso que tiver potencial para chegar a 
liderança no mercado em que está. Para Drucker, “se uma inovação não visar 
a liderança desde o início, dificilmente ela será suficientemente inovadora, e, 
portanto, dificilmente terá condições de se estabelecer”. (p. 191) 
Ainda para Drucker (2008) existem aspectos que ele denomina de “não faça” 
em relação as inovações: 
 Não seja engenhoso demais, complementando ao que foi descrito 
anteriormente como a inovação deve ser simples. 
 Seja específico o suficiente para atender uma determinada demanda, 
não se disperse ou diversifique desnecessariamente. 
 Faça para hoje, inove para o presente, não vislumbre possibilidades 
muito longínquas de sua época ou necessidades do mercado. 
 
Para Quadros em seu artigo Aprendendo a Inovar (2008, p. 12-13) apresenta 
processos e etapas críticas do gerenciamento da inovação tecnológica, que 
relacionamos a seguir: 
Mapeamento/prospecção de oportunidades e ameaças, olhar para o futuro, 
compreendendo ferramentas de identificação de oportunidades de mercado, 
riscos e oportunidades tecnológicas e monitoramento do ambiente competitivo 
e regulatório, com o intuito de criar uma inteligência que oriente a geração de 
novos projetos de inovação. Ferramentas típicas variam desde a assinatura de 
serviços de informação tecnológica e mercadológica, até a elaboração de 
cenários futuros com dimensões tecnológicas e mercadológicas. 
Ideação corresponde à transformação da inteligência competitiva em 
ideias/insights/pré-projetos que possam efetivamente levar ao aproveitamento 
das oportunidades identificadas. É uma fase crítica para a iniciação de projetos 
de novos produtos e serviços. Ferramentas compreendem desde a 
sistematização de informações de campo colhidas junto a fornecedores e 
clientes, ou ainda junto a consumidores, até a organização de bancos de ideias 
alimentados pelos próprios profissionais da empresa. 
Seleção estratégica das oportunidades, compreendendo ferramentas de 
gerenciamento do portfólio de projetos de novos produtos, processos, serviços 
e tecnologias, de forma alinhada aos objetivos e metas estratégicos da 
empresa. Essa é a etapa em que as grandes linhas ou programas do portfólio 
de projetos são definidos, à luz das prioridades estratégicas da empresa. 
Mobilização de fontes internas e externas corresponde ao processo 
decisório que leva ao outsourcing ou à internalização da P&D e atividades 
tecnológicas complementares; compreende ferramentas de apoio à decisão 
 
 
como o mapeamento de competências externas e internas, a negociação de 
contratos e a avaliação da localização da P&D. Nas condições competitivas 
atuais, o bom gerenciamento de fontes e parcerias externas para a inovação é 
um significativo diferencial para alavancar a capacidade de inovação. 
Implementação dos projetos de inovação refere-se aos processos decisórios 
que garantem a implementação efetiva dos projetos de inovação; compreende 
ferramentas decisórias de gerenciamento de risco comercial e tecnológico, 
como os funis de inovação, que têm sido ampliados para incorporar não 
apenas inovações de produto/processo, mas também em modelos de negócio; 
a implementação dos projetos (internos ou externos) é apoiada pela utilização 
de mecanismos de apoio financeiro e incentivos fiscais, bem como pelo 
gerenciamento da propriedade intelectual. 
Avaliação do processo de gestão da inovação, compreendendo o 
desenvolvimento e aplicação de métricas de resultados, de qualidade dos 
processos e de impacto da inovação na organização, nos consumidores e no 
ambiente. 
Gestão da inovação e seus tipos 
Quando tratamos do termo Gestão estamos nos referindo a todas as políticas, 
procedimentos, normas, regras, técnicas, tecnologias e programas que estão 
disponíveis na organização que tem por função fazer uma área ou 
departamento funcionarem para atender aos objetivos da empresa. 
A gestão da inovação refere-se a todas as ações da empresa que visam 
acompanhamento das rotinas para que o processo de inovação exista, se 
efetive e mais que isso, proporcione resultados. 
São vários aspectos que estão envolvidos nesta gestão: 
 Estratégia: ela é responsável pela visão geral da organização sobre a 
inovação, se não constar nos objetivos estratégicos que a inovação é um fator 
primordial, a mesma não ocorrerá como se precisa e espera. 
 Liderança: se quem comanda a empresa não tem claro qual é o seu papel 
quanto ao tema inovação isso afetará sua atuação no sentido de não estimular 
os liderados a trabalharem pensando sempre no que pode ser criado e 
inovado. 
 Cultura Organizacional: os valores de uma empresa são tudo aquilo a que 
se dá importância, que devem servir de parâmetro para as pessoas agirem 
conforme os cargos que ocupam. Se na cultura da empresa não estiver 
solidificado o valor da inovação, ele não trará resultados à empresa. 
 Pessoas: pouco adianta os melhores equipamentos e tecnologias se as 
pessoas não estão aptas para utilizá-los em sua plenitude, para extrair dos 
mesmos todo seu potencial, se não se sentem encorajados e motivados a 
propiciarem inovação à sua área e a empresa como um todo. A área de gestão 
de pessoas tem a missão de recrutar, selecionar e treinar pessoas para que 
sejam inovadoras. 
 Estrutura: as estruturas física e tecnológica são importantes para que a 
gestão da inovação possa ocorrer e mais que isso tem de dar suporte para que 
as pessoas possam colocar em prática suas ideias. 
 Processos: eles devem estar organizados de forma que possam oferecer 
subsídio para que a inovações possam ser concretizadas e colocadas em 
prática. 
A seguir uma figura que representa adequadamente os grupos de inovação 
que podem ocorrer no interior de uma empresa e para cada uma delas deve 
haver formas de gestão adequadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os programas de melhoria contínua 
Estes programas consistem em uma parte da gestão da inovação, estão 
estruturados para que os trabalhadores ofereçam ideias de melhoria a 
produtos, processos ou tecnologias utilizadas no interior da empresa, visam 
que o trabalhador compartilhe seus conhecimentos com a ela. Podem receber 
vários nomes, mas tem em comum a busca da participação dos profissionais 
com vistas a contribuírem para mudanças no interior da empresa que levem a 
inovação. 
A maior parte dos programas possuem incentivos para a participação dos 
trabalhadores, esses incentivos podem ser desde placa de reconhecimento, 
passando por ingressos para entrada em cinemas, chegando até a valores em 
reais como bonificação pelas ideias oferecidas e implementadas. 
Claro que as recompensas em sua maioria não correspondem a nada muito 
significativo se comparados ao que a inovação proposta pode proporcionar à 
empresa, mas é uma forma de estímulo e motivaçãopara maior participação. 
Esses programas são denominados de Kaizen, termo em japonês que significa 
melhoria contínua e vem sendo implementado por empresas japonesas desde 
a década de 1960, a partir da produção enxuta colocada em prática pela 
Toyota por meio de seus engenheiros. 
A figura a seguir, demonstra o ciclo da melhoria contínua: 
 
 
 
 
 
 
Fatores que influenciam a inovação 
Um questionamento: 
As empresas inovam por meio do que? Da tecnologia, de equipamentos 
ou essencialmente por meio das PESSOAS? 
Não há dúvidas que por meio das pessoas, mas o que um ambiente interno de 
uma organização precisa ter para que as pessoas possam envolver-se, 
motivar-se para inovar? 
Confira a seguir os Fatores que levam à Inovação ... 
Item Descrição 
Tecnologia Não é possível inovação se não há tecnologia 
disponível para que as pessoas as usem como 
suporte em processos de inovação. Elas não 
precisam ser de ponta, mas atualizadas o 
bastante para que possam servir de apoio às 
inovações desejadas. 
Trabalho em equipe Raramente uma inovação ocorre por meio apenas 
de um indivíduo, mas sim de uma equipe. Cabe à 
empresa capacitar as pessoas para trabalharem 
de forma coletiva, respeitando-se e estando 
dispostas a colaborarem constantemente. Neste 
sentido, a área de gestão de pessoas tem papel 
fundamental. Pois, deve promover o espírito de 
equipe na cultura organizacional. 
 
Recursos financeiros Tudo tem um custo, sendo que no caso da 
inovação deve ser visto como investimento. E a 
empresa deve deixar claro a todos quanto de seu 
orçamento anual está disponível para projetos 
 
 
inovadores, bem como a forma de acessá-los. 
Lideranças 
Comprometidas com a 
Inovação 
A cultura da inovação deve vir das lideranças, 
sejam essas, dos níveis mais altos até os que 
estão comandando o pessoal da área operacional. 
Como se diz: a palavra comove, mas o exemplo 
arrasta, se os colaboradores percebem que seus 
líderes estão comprometidos com a inovação, eles 
se motivam para estar alinhados com essa 
filosofia/cultura. 
Programas de Motivação 
à Inovação 
As empresas, sejam de qual porte forem, deve 
criar e manter programas que permitam motivar os 
colaboradores a dar ideias excepcionais, com 
vistas a propiciarem inovação à sua área de 
atuação. Esses programas devem ser 
amplamente divulgados e estar claros para todos. 
Programas de 
recompensas 
Diferentemente do descrito anteriormente, esses 
devem apresentar como serão recompensados 
seus colaboradores inovadores. E para tanto, 
deve haver uma relação muito próxima entre 
contribuição oferecida e recompensa a ser ganha. 
Porém, oferecer ingresso para o cinema como 
forma de retribuir a uma grande contribuição, 
funcionará como fator desmotivador e não o 
contrário. 
Canais de divulgação As companhias devem estruturar e manter em 
funcionamento canais/meios que sirvam para a 
divulgação dos projetos inovadores de sucesso. 
Assim, além de se trabalhar com publicitação dos 
grandes feitos, das inovações que possibilitaram 
ganhos expressivos, o seu autor também ganhará 
notoriedade dentro da empresa fora dela. 
 
Permanente melhoria Todos os projetos que regulam e incentivam a 
inovação organizacional devem sofrer contínuas 
melhorias a fim de que possam ser aperfeiçoados 
e continuar motivando os colaboradores a 
oferecerem suas contribuições. 
 
 
Saiba Mais 
Confira a seguir alguns vídeos bem interessantes sobre criatividade: 
http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/10-videos-incriveis-sobre-
processo-criativo-e-execucao-de-ideias#.VYQb1vlVikp 
Você sabe quais são as empresas mais inovadoras do mundo: 
Veja aqui quais são: 
http://corporate.canaltech.com.br/noticia/empresas-tech/Forbes-divulga-lista-
das-100-empresas-mais-inovadoras-do-mundo/ 
Agora uma dica: conheça a ferramenta PDCA, que é muito útil para 
processos de inovação. 
http://www.blogdaqualidade.com.br/o-que-e-pdca/ 
 
Problematização 
Algo que é bem comum é constatar que empresas das quais se comprava 
produtos ou utilizava serviços deixaram de existir, ou seja, fecharam suas 
portas, encerraram suas atividades. Isso em momentos de crise econômica 
tem por si só uma justificativa, mas quando a economia não está recessiva, 
quando há produção e consumo de bens e serviços, ou seja, quando há 
crescimento, quais são as causas destes fechamentos? Segundo o site 
 
 
www.g1.com.br, pesquisa realizada pelo SEBRAE de São Paulo apontou as 
principais causas de fechamentos das empresas: 
Confira alguns erros dos novos empresários que levaram a seu fechamento: 
1. 46% dos empreendedores iniciaram o negócio sem conhecer 
hábitos de consumo dos clientes e o número de consumidores que 
teriam; 
2. 39% ignoravam qual o capital de giro necessário para abrir a 
empresa; 
3. 38% não sabiam quantos concorrentes enfrentariam. 
Diante do exposto podemos afirmar que: 
I – Quase um 1/3 dos entrevistados não realizaram pesquisas para conhecer 
hábitos de consumo de seus futuros clientes. 
II – 46% dos entrevistados não devem ou não viram nas pesquisas uma fonte 
de busca de dados para transformar em informações que lhe permitissem 
tomar decisões mais acertadas. 
III – Não conhecer o conceito de capital de giro e qual é o montante necessário 
para os meses iniciais da empresa levaram pouco mais de 1/3 dos 
entrevistados a cometerem erros que culminaram no fechamento de suas 
empresas. 
IV – Acreditar que seu produto, serviço ou atendimento continha alguma 
inovação e que isso bastaria para superar os concorrentes e talvez por isso 
não tenham se preocupado em conhecê-los em termos de números/quantidade 
e suas formas de atuação. 
V – Os fatores descritos como erros, dão conta de explicar totalmente as 
causas de fechamento das empresas. 
Assinale a alternativa que contenha as opções corretas: 
a) I, III e V 
b) IV e V apenas 
c) II, III, IV e V 
d) II, III e IV 
e) Todas as alternativas estão corretas 
Síntese da Aula 
Nesta Rota foram apresentados conceitos de criatividade, inovação e a 
diferença entre ambos. Criatividade estando ligado ao ato de criar algo novo, 
inédito, mas não necessariamente rentável. Já inovação está vinculada 
estritamente a possibilidade de dar resultado financeiro à empresa. 
Depois optou-se por descrever as etapas do processo criativo e da inovação. 
A seguir apresentamos os princípios da inovação e como é composto o 
processo. 
Para finalizar discutimos os fatores que influenciam a inovação em uma 
organização. 
Esperamos que ao concluir essa Rota você possa ter ampliado seus 
conhecimentos sobre Criatividade e Inovação. 
Agora realize as atividades complementares sugeridas a fim de que possa 
melhorar e ampliar seus conhecimentos sobre os temas aqui trabalhados. 
Referências 
Alves, E. B; Freitas, R. F; Rolon, V. E. K; Modelos Inovadores como Diferencial 
Competitivo de Negócios, in Revista Organização Sistêmica, vol. 5, n. 3, 
Jan/Jun/2014. 
Chiavenato, I, Teoria Geral da Administração, 7 ed. Atualizada e revisada, 
São Paulo, Campus, 2003. 
Dolabela, F; O segredo de Luisa: uma paixão e um plano de negócios: como 
nasce o empreendedor e se cria uma empresa, 12 ed. São Paulo, Cultura, 
2006 
Girardi, B. A; Azevedo, L. T; Franlin, T. P; Empreendedorismo e a pequena 
empresa: riscos e estratégias, in Cobenge, p. 57-63, 2001. 
KNELLER, G. F; Arte e Ciência da Criatividade, SP: IBRASA, 1978. 
QUADROS, R; ASSOCIADO, D. P. C. T. Aprendendo a inovar: padrões de 
 
 
gestão da inovação tecnológica em empresas industriais brasileiras. Semináriode Doutorado do Departamento de Política Científica e Tecnológica, 2008.

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