O plano da existência - Resumo
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Processo Civil - Resumo
REQUISITOS PROCESSUAIS
NECESSÁRIOS PARA A ADMIS SIBILIDADE
DO PROCESSO
Os requisitos são: a legitimidade ad causam e o interesse processual. Ambos
possuem um tratamento sem elhante e podem ser c onhecidos de ofício ant es do
trânsito em julgado.
a) Interesse proce ssual ou de ag ir: é relacionado com a necessidade ou utilid ade da
prestação j urisdicional solicitada em cada cas o, a qual dever á ser adequad a e
necessária. O int eresse d o autor da ação pode variar co nforme as circunst âncias do
caso concret o, podendo ser, p or exemplo, a bu sca da declar ação de exis tência de um
direito ou a falsidade d e um docum ento.
Possui interesse de agir quem demonstra a necessid ade da tutela juri sdicional e
que o proced imento inst aurado é adequ ado para ob ter o resu ltado prete ndido.
Além do int eresse da p arte autora, é necessári o que a açã o seja adeq uada para
tanto. Por exem plo, se houver n ecessidade de intervençã o do judiciá rio para afastar
uma lesão de direito, o Mandado de Segurança s omente será cabível se o auto foi
cometido por autoridade ou pessoa equi parada.
b) Legitimidade para a causa ad causam”: é a legitimid ade das par tes na relaç ão
jurídica. Sã o partes le gitimas par a propor a ção os titul ares da re lação jurídi ca
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deduzida. Excepcionalm ente, pode um tercei ro pleitear em nome própri o, direito
alheio (legit imidade ex traordinári a).
Há duas te orias para análise d a legitim idade: a t eoria da e xposição e a da
asserção. A p rimeira afirma q ue as partes serã o legitimas quando co mprovarem sua
pertinência com o dire ito materi al. Enquanto que, par a a teori a da ass erção, não é
exigido a pe rtinência co m o direito material, b astando a m era afirmaç ão.
A ilegitimi dade pode se r tanto do p olo ativo quanto d o polo pass ivo (fat os não
envolvem o sujeito que i ntegra o pol o passivo; é um est ranho na relaç ão).
Em síntese, o que im porta para a verificaç ão da leg itimidade é o direit o
invocado e a a firmação do autor, de u m modo que o magist rado possa est abelecer
um nexo ent re a narrati va e a concl usão.
A regra geral é que os q ue afirmam ser tit ulares da relaç ão jurídica dedu zida
na inicial são p artes legít imas para propo r a ação (legit imidade ordiná ria). Porém,
casos excepcionais p revistos na lei que autorizam qu e um terceiro pl eiteie o di reito
de alguém em nom e próprio. O sind icato pode a tuar na defes a dos interes ses dos seus
associados, por exemplo. S ão os casos de leg itimação ext raordinári a, que pode ser
subordinada ou autônoma.
A legitimação extraor dinária su bordinada ocorre qua ndo o legit imado
ordinário d eve se fazer presente para q ue a rel ação proces sual seja reg ular, sendo
que, o legiti mado extra ordinário p articipará d o processo como um as sistente.
A legitimação au tônoma oco rre quando o l egitimado extra ordinário é
autorizado a conduzir t oda ação ind ependente da part icipação do le gitimad o
ordinário. A inda, se di vide em excl usiva e conco rrente.
A exclusiva se dá quando apen as o legitimad o extraordi nário pode ir a ju ízo.
Enquanto na co ncorrent e, ambos le gitimados (ord inário e extraordiná rio) podem ir a
juízo de for ma isolada ou em liti sconsórcio facultativo (ação de investig ação de
paternidad e autor é ord inário e M P extraordinári o).
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O legitimado extraordinário, que atua como assistente ou substituto, age em
nome próprio na qualid ade de part e processu al. Diferent emente oco rre na
representaç ão em que o re presentant e atua em nom e do rep resentado.
Com o adv ento dos di reitos de te rceira ge ração, houve u ma ampli ação das
entidades com legitimi dade para agir em juízo na defesa d esses direitos (defens oria
pública, procon, autarquias, empresas públicas, fundações, etc.).