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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CAMPUS FLAMBOYANT CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS “Estudo de caso usinagem: DEC Brasil” Por C2557E0 - AYRES JUNIOR RODRIGUES SILVA T817013 - CAIO ANDRADE DE MEDEIROS C307AJ3 - EDIMARA DE OLIVEIRA SILVA C2047H0 - ERNANI GODOY BORGES ÁVILA C262II0 - JAIRO AUGUSTO SILVA CASTRO C2070J5 - LUCAS DA COSTA MENDES C01IJE0 - LUCIANO NERES AZEVEDO C0946J0 - MATHEUS FAQUIM DOS REIS C184DD1 - RAFAEL ARAÚJO DE ALENCAR C32FCI1 - VICENTE RAFHAEL SOUSA FREITAS Goiânia 2018 CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA AYRES JUNIOR RODRIGUES SILVA CAIO ANDRADE DE MEDEIROS EDIMARA DE OLIVEIRA SILVA ERNANI GODOY BORGES ÁVILA JAIRO AUGUSTO SILVA CASTRO LUCAS DA COSTA MENDES LUCIANO NERES AZEVEDO MATHEUS FAQUIM DOS REIS RAFAEL ARAÚJO DE ALENCAR VICENTE RAFHAEL SOUSA FREITAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS “Estudo de caso usinagem: DEC Brasil” Trabalho dissertativo de curso apresentado a Universidade Paulista Campus Flamboyant como exigência parcial para aprovação na disciplina Atividades Práticas Supervisionadas, 8º/9º semestre do Curso de Engenharia Mecânica. Professor Orientador: Adriane Faria de Almeida Goiânia 2018 FICHA CATALOGRÁFICA Azevedo, Luciano Neres; Freitas, Vicente Raphael Sousa, 2018. Estudo de caso do processo de usinagem: DEC Brasil Goiás / Luciano Neres Azevedo, Vicente Raphael Sousa Freitas. Goiânia – Goiás, 2018. Orientador: Adriane Relatório de Aula (Graduação) - Universidade Paulista Campus Flanboyant – UNIP. Inclui biografia. 1. Usinagem. 2. Processo produtivo. 3. Estudo de caso. CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA AYRES JUNIOR RODRIGUES SILVA CAIO ANDRADE DE MEDEIROS EDIMARA DE OLIVEIRA SILVA ERNANI GODOY BORGES ÁVILA JAIRO AUGUSTO SILVA CASTRO LUCAS DA COSTA MENDES LUCIANO NERES AZEVEDO MATHEUS FAQUIM DOS REIS RAFAEL ARAÚJO DE ALENCAR VICENTE RAFHAEL SOUSA FREITAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS “Estudo de caso usinagem: DEC Brasil” Trabalho dissertativo de curso apresentado a Universidade Paulista Campus Flamboyant como exigência parcial para aprovação na disciplina Atividades Práticas Supervisionadas, 8º/9º semestre do Curso de Engenharia Mecânica. Professor Orientador: Adriane Faria de Almeida Aprovado em __/__/__ BANCA EXAMINADORA __________________________________ Prof. Ma. Adriane Faria de Almeida Coordenadora Auxiliar dos cursos de Engenharia Mecânica e Mecatrônica “Não vamos colocar meta, vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, nós vamos dobrar a meta.” (Dilma Vana Rousseff) RESUMO O presente trabalho tem como predominante proposta a visita de uma empresa do ramo de usinagem de materiais metálicos no intuito de avaliar a organização do processo produtivo, levantando confrontamentos entre os padrões técnicos propostos pelas normas de padronização de produtos industriais e a realidade vivenciada pela organização acompanhada, além de sugerir melhorias de caráter técnico e econômico para a otimização dos métodos de fabricação. O referido documento apresenta em forma de síntese a descrição do processo produtivo de usinagem da DEC Brasil, empresa atuante no ramo de metalurgia especializada na transformação do aço inoxidável. Neste documento será apresentada breve revisão sobre os conceitos de usinagem aplicáveis, apresentação da empresa, avaliação do processo produtivo e análise econômica em concordância com o edital disponibilizado pela coordenação do curso de engenharia da Universidade Paulista Campus Flamboyant. Palavras Chaves: Usinagem, DEC Brasil, UNIP. LISTA DE IMAGENS Figura 1: Usinagem 10 Figura 2: Usinagem 11 Figura 3:Torno Mecânico Universal 13 Figura 4: Partes do torno 14 Figura 5: Fresadora universal 15 Figura 6: Fresadora vertical 16 Figura 7: Fresadora universal 17 Figura 8: Fresamento tangencial 17 Figura 9: Fresadora Frontal 18 Figura 10: Fresamento discordante 18 Figura 11: Fresamento concordante 19 Figura 12: Sede Atual - Rodovia GO 070. Goiânia. GO. Brasil 22 Figura 13: Equipamentos do setor de Agropecuária & Laticínios 23 Figura 14: Equipamentos da produção rural 24 Figura 15:Equipamentos da indústria e construção civil. 24 Figura 16: Equipamentos da indústria farmoquímica e cosméticos 25 Figura 17: Equipamentos da indústria Alimentícia. 26 Figura 18: Planta baixa geral Dec Brasil. 27 Figura 19: Planta baixa do corpo fabril Dec Brasil. 27 Figura 20: Logística interna do setor de usinagem. 28 Figura 21: Torno ROMI Tormax 20 A 29 Figura 22: Torno ROMI Tormax 35 29 Figura 23: Moto esmeril 30 Figura 24: Torno de repuxo 30 Figura 25: Furadeira Sanches blanes S/A – Mod. FF20. 31 Figura 26: Furadeira radial MAS - VRGA 31 Figura 27: Fresa ROMI U-30 32 Figura 28: Caçamba de acumulo de recicláveis 37 Figura 30: Bucha do Fuso Nivelador 40 Figura 31: Classificação das ferramentas de corte para metal duro 41 Figura 32: BEDAME – ISCAR GRIP 4004 IC908 43 Figura 33: TNMG 160408 -TF IC907- ISCAR 44 Figura 34: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RL-22AC01F050E 1020 45 Figura 35: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG-22AC01F040E 1020 46 Figura 36: Conjunto fabricado 46 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Velocidade de corte das ferramentas utilizadas ........................................ 42 Tabela 2: Parâmetros de usinagem 1 ....................................................................... 44 Tabela 3: Parâmetros de usinagem 2 ....................................................................... 44 Tabela 4: Parâmetros de usinagem 3 ....................................................................... 45 Tabela 5: Parâmetros de usinagem 4 ....................................................................... 46 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------------------- 9 2 OBJETIVO ---------------------------------------------------------------------------------------------- 9 3 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA ----------------------------------------------------------------- 10 3.1 Usinagem ------------------------------------------------------------------------------------------ 10 3.2 Torneamento -------------------------------------------------------------------------------------- 11 3.2.1 Torno mecânico ------------------------------------------------------------------------------ 13 3.3 Fresamento ---------------------------------------------------------------------------------------- 14 3.3.1. Fresadora horizontal ----------------------------------------------------------------------- 15 3.3.2. Fresadora vertical --------------------------------------------------------------------------- 15 3.3.3. Fresadora universal ------------------------------------------------------------------------ 16 3.3.4 Classificação do tipo de usinagem ------------------------------------------------------ 17 3.3.5 Métodos de fresagem ---------------------------------------------------------------------- 18 3.5 Ajustagem -----------------------------------------------------------------------------------------19 3.5.1 Limagem de superfícies planas ---------------------------------------------------------- 20 3.5.2 Execução de furos --------------------------------------------------------------------------- 20 3.5.3 Serragem manual ---------------------------------------------------------------------------- 21 4 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ------------------------------------------------------------- 21 4.1. Introdução à Dec Brasil Ltda. -------------------------------------------------------------- 21 4.2. Segmentação de mercado atuante ------------------------------------------------------- 23 4.2.1. Agropecuária & Laticínios ---------------------------------------------------------------- 23 4.2.2. Produtor Rural ------------------------------------------------------------------------------- 23 4.2.3. Indústria e construção civil --------------------------------------------------------------- 24 4.2.4. Farmoquímica e cosméticos ------------------------------------------------------------- 25 4.2.5 Alimentícia ------------------------------------------------------------------------------------- 25 4.4. Logística geral do processo produtivo da Dec Brasil ----------------------------- 26 4.5. Planta baixa geral da Dec Brasil ---------------------------------------------------------- 27 5 A USINAGEM NA DEC BRASIL ---------------------------------------------------------------- 28 5.1. Logística Interna do processo de usinagem ------------------------------------------ 28 5.2. Maquinário de usinagem --------------------------------------------------------------------- 28 5.2. Peças comumente usinadas ---------------------------------------------------------------- 32 5.3. Características e Usinabilidade dos Aços inoxidáveis---------------------------- 32 5.3.1. Características dos aços inoxidáveis -------------------------------------------------- 32 5.3.2. Usinabilidade dos aços inoxidáveis ---------------------------------------------------- 34 5.4. Velocidade de corte empregada ---------------------------------------------------------- 35 5.5. O Destino do fluido de corte ---------------------------------------------------------------- 36 5.6. Reciclagem dos cavacos e das sobras de matéria prima ------------------------ 36 5.7. Problemas Crônicos observados pelo os Operários ------------------------------ 37 5.8. Compra de matéria ferramentas de usinagem --------------------------------------- 38 6 ANALISE TÉCNICA E ECONÔMICA --------------------------------------------------------- 39 6.1. Objetivo da análise----------------------------------------------------------------------------- 39 6.2. Dimensões e Características da peça analisada ------------------------------------ 39 6.3. Descrição da usinagem ---------------------------------------------------------------------- 41 7 CONCLUSÃO ---------------------------------------------------------------------------------------- 47 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ------------------------------------------------------------- 48 9 1 INTRODUÇÃO O dicionário Michaelis de Língua Portuguesa conceitua o processo de usinar como “submeter um material em bruto à ação de uma máquina-ferramenta”. Entretanto, o estudo dos processos de fabricação entende usinagem como ato de retirada de material por cisalhamento, ampliando de forma significativa o nosso elemento de estudo. Em um contexto histórico, estima-se que já a partir de 700 anos antes de Cristo, o homem trabalhava os materiais brutos, onde praticamente todas as ferramentas eram fabricadas em ferro. E a partir do século XVII surgiram novas formas de melhorar o processo de fabricação do ferro e na siderurgia do aço, segundo Nehring. Dentre tantas operações que se enquadram como usinagem, algumas, pertinentes ao processo produtivo DEC Brasil, serão discutidas no decorrer deste escopo com o intuito de avaliar-se a organização fabril, técnica e econômica da empresa visitada. De modo a discorrer e apresentar de forma concreta as pautas já mencionadas, além de expor um pouco das competências desenvolvidas em sala de aula, este relatório apresenta de forma simplória breve revisão sobre os conceitos de usinagem aplicáveis, apresentação da empresa, avaliação do processo produtivo e análise econômica em concordância com o edital disponibilizado pela coordenação do curso de engenharia da Universidade Paulista Campus Flamboyant. 2 OBJETIVO Conforme edital disponibilizado pela própria Universidade Paulista, este trabalho tem como escopo a visitação, avaliação do processo produtivo organizacional e análise técnica e econômica de uma empresa com atuação vinculado à fabricação de peças metálicas, principalmente por usinagem, situada dentro da região metropolitana de Goiânia. Deverão ser descritos os produtos inerentes a atividade fabril, os parâmetros e materiais utilizados no processo produtivo, as etapas construtivas, o descarte de sobras e análise teórica dos métodos de produção. Além disso, é de obrigatoriedade 10 nesta pauta a apresentação da empresa visitada e os seguimentos de mercado por ela atendida. Os critérios para avaliação englobam a fundamentação teórica, detalhamento da descrição do processo produtivo, sugestão de sistema de manufatura adequado, adequação quanto aos materiais e ferramentas, avaliação econômica da usinagem, avaliação do layout da fábrica e apresentação do trabalho. 3 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA Diante da variedade de métodos de fabricação que podem ser enquadrados dentro dos conceitos de usinagem, serão apresentados os principais processos constituintes do corpo fabril da DEC Brasil, ao qual podemos destacar as operações de tornearia, fresagem e ajustagem. Apesar de serem atividades conhecidas no âmbito da produção mecânica, é extremamente importante se estabelecer alguns conceitos básicos para facilitar o entendimento e a imersão no assunto abordado. 3.1 Usinagem Usinagem pode ser conceituada como o processo de fabricação que promove a retirada de material da peça por cisalhamento, sendo essa porção de material retirada chamado de cavaco. Seus objetivos atendem a obtenção de peculiaridades, acabamento superficial e fabricação seriada de peças e componentes a partir de um bloco de material metálico. Figura 1: Usinagem Fonte:< https://goo.gl/83v0Pv> 11 As operações de usinagem podem ser classificadas em: torneamento, fresagem, aplainamento, furação, mandrilamento, serramento, brochamento e roscamento, entre outros. 3.2 Torneamento Torneamento é o processo de usinagem usado para fabricar peças cilíndricas, no qual a ferramenta desenvolve um deslocamento linear, enquanto a peça exerce um movimento rotacional. Normalmente executado por um Torno, o torneamento usina o diâmetro da peça até certa dimensão especificada dando-lhe um suave acabamento. Figura 2: Usinagem Fonte: < https://goo.gl/jxR26N > Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta. Eles são: 1. Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o material. O movimento é rotativo e realizado pela peça. 2. Movimento de avanço: é o movimento que desloca a ferramenta ao longo da superfície da peça. 3. Movimento de penetração: é o movimento que determina a 12 profundidade de corte ao empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça e assim regular a profundidade do passe e a espessura do cavaco. As principais operações executáveis através de torneamento são o torneamento cilíndrico, facemento, sangria, torneamento cônico broqueamentoe recartilhamento. Confira o descritivo de cada uma delas a seguir. • Torneamento Cilíndrico: Operação obtida pelo deslocamento da ferramenta paralelamente ao eixo da peça. O torneamento cilíndrico pode ser externo ou interno. • Faceamento: É a operação que se obtém quando se desloca a ferramenta no sentido normal ao eixo de rotação da peça. Tal qual o torneamento cilíndrico, o faceamento pode ser externo e o interno. • Sangria: É a operação que consiste em cortar uma peça, no torno, com uma ferramenta especial chamada bedame. O sangramento pode ser radial ou axial. • Torneamento Cônico: É a operação obtida pelo deslocamento da ferramenta obliquamente ao eixo da peça. O torneamento cônico também pode ser externo ou interno. • Broqueamento: Fazer uma superfície cilíndrica interna, passante ou não, pela ação de uma ferramenta deslocada paralelamente ao eixo do torno. Essa operação é conhecida também como broqueamento. Com ela, obtêm-se furos cilíndricos com diâmetros exatos em buchas, polias, engrenagens e outras peças. • Recartilhamento: Operação obtida quando se desejam tornar uma superfície áspera, como cabos de ferramentas, usando-se uma ferramenta que possa imprimir na superfície a forma desejada. 13 3.2.1 Torno mecânico O torno mecânico é uma máquina operatriz extremamente versátil utilizada na confecção ou acabamento em peças utilizando-se do processo de usinagem conhecido como torneamento (2.2). É uma máquina muito versátil porque, além das operações de torneamento, pode executar operações que normalmente são feitas por outras máquinas como a furadeira, a fresadora e a retificadora, com adaptações relativamente simples. Figura 3:Torno Mecânico Universal Fonte: < https://goo.gl/i4a9KT > O torno mais simples que existe é o torno universal. Estudando o seu funcionamento, é possível entender o funcionamento de todos os outros, por mais sofisticados que sejam. Esse torno possui eixo e barramento horizontais e tem a capacidade de realizar todas as operações já citadas. Assim, basicamente, todos os tornos, são compostos das seguintes partes: 14 Figura 4: Partes do torno Fonte: < https://goo.gl/0xEgso > 3.3 Fresamento O fresamento é um processo de usinagem que remove material de um corpo bruto de maneira progressiva através do avanço de uma ferramenta rotativa e da movimentação o corpo. A ferramenta, denominada fresa, possui múltiplas arestas (dentes) cortantes que removem, a cada passo de rotação, uma pequena quantidade de material na forma de cavacos. Pelo fato de ferramenta e peça se movimentarem em mais de uma direção ao mesmo tempo podem ser obtidas formas mais complexas. O movimento de avanço é, geralmente, feito pela própria peça que está sendo usinada. Porém, nas modernas fresadoras ou centros de usinagem, a ferramenta de corte pode ser dotada de movimento de avanço. No passado as fresadoras eram utilizadas para geração de superfícies prismáticas (rasgos de chaveta, rebaixos, rasgos em “T”, rasgos tipo “rabo de andorinha”, etc), confecção de dentes de engrenagens (retos, helicoidais, engrenagens cônicas) e diversas outras operações hoje consideradas simples. Atualmente, modernas fresadoras ou centros de usinagem equipadas com CNC são capazes de usinar as mais complexas superfícies. Com a inovação do centro de usinagem com eixos, um novo mundo se abre para os processos de usinagem. As máquinas fresadoras possuem modelos diferentes de acordo com o seu modelo de posicionamento do eixo arvore da máquina ferramenta. O fresamento 15 pode ser qualificado em fresamento horizontal, fresamento vertical e fresamento inclinado. 3.3.1. Fresadora horizontal A fresadora horizontal utiliza a fresa montada sobre em eixo horizontal sendo utilizada para trabalhos de faceamento na horizontal e abertura de ranhuras e perfis retilíneos. A ferramenta mais empregada é a fresa cilíndrica. Figura 5: Fresadora universal Fonte: < https://goo.gl/5iCLT5 > 3.3.2. Fresadora vertical A fresadora vertical dispõe somente do eixo árvore vertical. São máquinas muito robustas e empregadas em serviços com necessidade de grandes potenciais em virtude da grande rigidez permitida pela forma da coluna e pela disposição da 16 cadeia cinemática (engrenagens, eixos e rolamentos). Servem para facear e efetuar ranhuras e perfilados retilíneos ou circulares Figura 6: Fresadora vertical Fonte: < https://goo.gl/xAHV8v> 3.3.3. Fresadora universal A fresadora universal é uma derivada da fresadora horizontal. Pode utilizar as fresas tanto em árvores horizontais como em verticais, podendo inclinar horizontalmente a mesa. Além dos serviços normais da fresadora horizontal, também pode efetuar ranhuras helicoidais sobre superfícies cilíndricas e setores circulares perfilados. 17 Figura 7: Fresadora universal Fonte: < https://goo.gl/t8wshw> 3.3.4 Classificação do tipo de usinagem Segundo a disposição dos dentes ativos da fresa, classifica-se a operação nos seguintes métodos de fresamento: o fresamento tangencial ou periférico e o fresamento frontal. No fresamento tangencial ou periférico, a superfície é usinada por dentes e gumes localizados na periferia do corpo da ferramenta encontra-se, de modo geral, num plano paralelo ao eixo da fresa, sendo usualmente realizado em fresadoras com eixo árvore na posição horizontal. Figura 8: Fresamento tangencial Fonte: <https://goo.gl/NXnqZt> 18 O fresamento frontal é uma operação na qual os dentes ativos da fresa estão na superfície frontal da ferramenta, o eixo da fresa é perpendicular à superfície gerada. Neste caso, as fresas são chamadas de frontais ou de topo. Figura 9: Fresadora Frontal Fonte: <https://goo.gl/VA9jEQ> 3.3.5 Métodos de fresagem Os métodos de fresagem se referem ao movimento relativo entre a peça e a ferramenta, podem ser concordantes, discordantes ou combinados. Discordante é aquele onde o sentido do movimento de avanço é contrário ao sentido do movimento de giro da fresa. No fresamento discordante, o corte do cavaco se inicia com espessura mínima (zero). Neste caso são geradas forças que tendem a levantar a peça da mesa da máquina, o que exige um bom sistema de fixação da peça. Figura 10: Fresamento discordante Fonte: <https://goo.gl/L6iTgG> 19 O fresamento discordante costuma desgastar um pouco mais a ferramenta de corte devido à dificuldade encontrada pela mesma em penetrar na peça. Uma grande vantagem deste método de fresamento é que não há influência da folga entre porca/parafuso, fazendo com que o movimento da mesa seja mais uniforme, gerando melhor acabamento. Este método é mais usado em situações onde ocorre folga entre o fuso e a castanha de comando do avanço da mesa da fresadora. Concordante é aquele onde o sentido do movimento de avanço é o mesmo do movimento de giro da fresa. Figura 11: Fresamento concordante Fonte: <https://goo.gl/KY3d3F > No fresamento concordante, o corte inicia-se com a espessura máxima do cavaco e são geradas forças que tendem a pressionar a peça contra a mesa da máquina. A grande desvantagem deste método de fresamento é que a força de avanço ocorre no mesmo sentido do deslocamento e desta forma a folga existente entre porca/parafuso do sistema de movimentação da mesa é empurrada pelo esforço de corte, fazendo com que a mesa execute movimentos irregulares que podem prejudicaro acabamento da peça ou até mesmo quebrar os dentes da fresa. Este problema pode ser corrigido através de manutenção a fim de tirar folgas da máquina e do uso de fusos de esferas, onde não existe folga. 3.5 Ajustagem O termo ajustagem mecânica refere-se à reunião de procedimentos - quase sempre manuais - que visa o ajuste e a revisão de conjuntos mecânicos, garantindo 20 a manutenção e o bom funcionamento dos mesmos. Podemos listar os principais procedimentos de ajustagem nos seguintes tópicos: limagem de superfícies planas, execução de furos e serragem manual. 3.5.1 Limagem de superfícies planas Este processo de ajustagem, como o próprio nome indica, dá-se na remoção de sobremetal excedente em uma peça ou conjunto utilizando uma ferramenta chamada de lima. As limas são ferramenta de aço temperado em cujas faces existem dentes cortantes, obtidos por fresamento ou por conformação, possuindo diversos tamanhos e formatos de acordo com a finalidade do processo e/ou acabamento desejado. 3.5.2 Execução de furos O processo de execução de furos é frequentemente requisitado no campo da ajustagem e principalmente nos processos de fabricação. Existem diversas maneiras de efetuar esta operação, entretanto, as mais comuns são: • Furação com auxílio da furadeira de Bancada: A atividade se dá na execução de furos com o auxílio de uma furadeira fixa que possui uma bancada ajustável onde se encontra uma morsa para a fixação do material a ser usinado. • Furação com furadeira manual: Ao contrário da furadeira de bancada, a furadeira manual pode ser transportada para qualquer local possibilitando a execução de furos em componentes, máquinas e/ou conjuntos que não podem ser retirados do seu campo de atuação. • Furação com o auxílio da Fresadora: Bem como na furadeira de bancada, furar com a o auxílio da fresadora necessita que a peça esteja fixada na morsa de sua mesa. Entretanto, a execução de furos na fresadora confere mais precisão e agilidade tendo em vista que a 21 posição do furo se dará com o auxílio da escala de graduação dos seus cursores. 3.5.3 Serragem manual A serragem manual é processo pelo qual o ajustador corta dada peça ou material com o auxílio de uma serra manual comumente chamado de arco de serra. A serra manual conta com um arco onde se fixa uma lâmina com dentes serrilhados nos quais são necessários movimentos lineares para a execução do corte. Hoje é possível encontrar diversas máquinas que executam o processo de serragem de materiais conferindo a operação mais agilidade e conforto ao operador. Porém, em algumas ocasiões se faz necessário à utilização desta técnica, sobretudo em locais de difícil acesso ou quanto se trata de materiais com dimensões pequenas. 4 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA O objeto de estudo desta pauta acadêmica é a análise técnica e econômica de uma empresa que atua na área de usinagem de materiais metálicos e esteja situada na região metropolitana de Goiânia. Deste modo, aqui serão frisados os aspectos inerentes as etapas produtivas dos diversos modelos de equipamentos comercializados pela DEC Brasil, bem como apresentação da empresa, atuação no mercado produtivo, descrição das características de usinagem no tocante do processo produtivo, logística operacional e análise técnica e econômica de sua linha de produção. 4.1. Introdução à Dec Brasil Ltda. A DEC Brasil Ltda. foi a primeira unidade fabril da América Latina de uma empresa que tem liderado o mercado mundial de resfriamento de leite desde 1947. 22 Figura 12: Sede Atual - Rodovia GO 070. Goiânia. GO. Brasil Fonte: <https://goo.gl/ALdBxP> Em janeiro de 2003, a DEC Brasil tornou-se uma empresa brasileira, ampliando seu portfólio. Além da fabricação de tanques de resfriamento de leite e equipamentos para Indústria de Laticínios, empregamos tecnologia de transformação do aço inoxidável e a nossa capacidade de produção disponível para outros mercados, como Alimentícia, Bebidas, Químicas e Farmacêuticas e equipamentos diversos. Toda a Tecnologia e know-how adquiridos fazem da DEC Brasil uma empresa que oferece ao mercado confiabilidade, qualidade e diversidade nas soluções em equipamentos, máquinas e acessórios em aço inoxidável. As possibilidades de usos e aplicações dos produtos fabricados em inoxidável são tão abrangentes que só uma empresa como a DEC Brasil pode proporcionar o suporte necessário para o desenvolvimento de projetos técnicos de acordo com as suas necessidades. A adoção de um sistema de gestão da qualidade foi uma decisão estratégica da organização, com a finalidade de manter e aprimorar a qualidade dos serviços e produtos de forma a garantir a satisfação dos clientes e o comprometimento de todos os colaboradores com os objetivos da empresa, alcançando consequentemente uma maior competitividade e destaque no mercado. Tal sistema da qualidade foi implantado de forma evolutiva segundo os critérios pré- estabelecidos na NBR ISO 9001:2008 - Sistema de Gestão da Qualidade e Requisitos. 23 4.2. Segmentação de mercado atuante 4.2.1. Agropecuária & Laticínios A DEC Brasil tem um rico histórico no segmento leiteiro e quando ampliamos nossa linha de produtos, a Indústria Agropecuária e de Laticínios ganhou força com o know-how já conhecidos pelo mercado. Orientados a projetar as melhores soluções para armazenamento e tratamento do leite e de grãos, aprimoramos os projetos específicos para o suporte destes segmentos sob medida como desnatadeiras, iorguteiras, misturadores, reatores, silos de armazenamento de grãos e de leite. Figura 13: Equipamentos do setor de Agropecuária & Laticínios Fonte: < https://goo.gl/CBuuQJ> 4.2.2. Produtor Rural O histórico da DEC Brasil no segmento leiteiro garante a confiabilidade e qualidade que o produtor rural precisa para ficar tranquilo quanto a sua produção, além de dispor de assistência técnica em todos as regiões, peças e acessórios para reposição, orientação para planejamento de produção leiteira e tira dúvidas para o produtor rural. Para este segmento são comumente comercializados tanques resfriadores de leite, tanques rodoviários de leite e tanques sobre encomenda. 24 Figura 14: Equipamentos da produção rural Fonte: < https://goo.gl/cLqphml > 4.2.3. Indústria e construção civil Nas áreas de indústria e construção civil a DEC Brasil oferece soluções de fabricação nos mais diversos equipamentos empregados nas mais diversas áreas e atendendo a necessidade da empresa de engenharia de forma totalmente segura. Alguns equipamentos são: autoclaves, carrinhos, ciclones, extratores, esteiras, estações de tratamentos completas, evaporadores, filtros, misturadores, peneiras, ring dryer, silos, skids, tanques diversos, tinas, trocadores de calor e etc. Figura 15:Equipamentos da indústria e construção civil. Fonte: <Acervo pessoal> 25 4.2.4. Farmoquímica e cosméticos De todas as tecnologias que a DEC busca acrescentar em seus equipamentos, a Indústria Farmoquímica & Cosméticos é o segmento que mais exige e se beneficia com este diferencial. O cuidado com a saúde norteia a realização dos projetos e da fabricação, fazendo da DEC Brasil o parceiro ideal para a solução na fabricação de equipamentos que atendam as normas rigorosas da indústria farmoquímica e cosméticos. São fabricados carrinhos, esteiras, misturadores, reatores para cosméticos, silos, tanque para homogeneização e tanques para estocagem de cosméticos.Figura 16: Equipamentos da indústria farmoquímica e cosméticos Fonte: < https://goo.gl/ZrLmmd> 4.2.5 Alimentícia O Aço inoxidável prioriza o cuidado e sanitização. Assim sendo a DEC Brasil decidiu expandir o mercado e atender o mercado alimentício, uma vez que o aço inoxidável é sua principal matéria-prima para a fabricação de equipamentos que vão desde autoclave de linha para desidratação de condimentos, carrinhos, ciclones, extratores, esteiras e evaporadores, até trocadores de calor, filtros, misturadores, peneiras, ring dryer, silos, skids e etc. 26 Figura 17: Equipamentos da indústria Alimentícia. Fonte: < https://goo.gl/rNHtGi> 4.4. Logística geral do processo produtivo da Dec Brasil Todo o processo de fabricação da DEC Brasil se inicia com o orçamento do projeto, onde é levantado em consideração todo o custo de fabricação (material, acessórios, mão de obra, logística, testes de segurança e qualidade), além de ser apresentado um descritivo completo com as informações do equipamento projetado. Nesta fase, é comum a ocorrência de várias revisões com o intuito de alinhar os parâmetros técnicos e comerciais, sempre buscando o acordo mútuo entre contratante e contratada. Após a consolidação do orçamento, o croqui do equipamento segue para o departamento de projetos e alí são detalhadas as formas construtivas, os acessórios e as peculiaridades solicitadas pelo cliente, que por sua vez recebe o projeto finalizado para certificação e aprovação do equipamento a ser construído. Com a aprovação do projeto, é gerado uma lista de compra de matéria prima para que seja realizada a compra do material necessário para a fabricação do equipamento solicitado. Após a disponibilização dos materiais na fábrica, os desenhos com o detalhamento de cada equipamento são enviados para o suporte técnico de fabricação que os distribui aos setores de fabricação correspondentes, aos quais podem ser corte e dobra, soldagem, usinagem, polimento, testes e etc. Cada área de atuação se dirige com a ordem de produção até o almoxarifado para a retirada dos materiais pertinentes à construção do projeto. 27 Estas áreas são interligadas entre si e, conforme o equipamento a ser confeccionado, o momento de atuação no projeto é alterado em virtude das peculiaridades exigidas. Em outras palavras, pode-se afirmar que elas são codependentes no tocante do fluxo fabril. 4.5. Planta baixa geral da Dec Brasil Figura 18: Planta baixa geral Dec Brasil. Fonte: <Acervo pessoal> Figura 19: Planta baixa do corpo fabril Dec Brasil. Fonte: <Acervo pessoal> 28 5 A USINAGEM NA DEC BRASIL 5.1. Logística Interna do processo de usinagem Como descrito anteriormente, todos os setores de produção possuem diferentes atividades e participação no decorrer da execução do projeto solicitado. As tarefas de usinagem variam conforme está participação e tem seu início, muitas vezes, na própria retirada de material no almoxarifado através de operações como corte e serragem Figura 20: Logística interna do setor de usinagem. Fonte: <Acervo pessoal> 5.2. Maquinário de usinagem O setor propriamente dito de usinagem na DEC Brasil é relativamente pequeno quando comparado a outras empresas com capital industrial parecido, 29 possuindo em suas instalações apenas três tornos mecânicos manuais, duas furadeiras de bancada e uma fresadora radial manual. Estas máquinas, por sua vez, não atendem toda a gama de equipamentos fabricados pela a DEC em virtude de seu limite de capacidade máxima produtiva, ocasionando muitas vezes a terceirização de alguns processos de fabricação. Figura 21: Torno ROMI Tormax 20 A Fonte: <Acervo pessoal> Figura 22: Torno ROMI Tormax 35 Fonte: <Acervo pessoal> 30 Figura 23: Moto esmeril Fonte: <Acervo pessoal> Figura 244: Torno de repuxo Fonte: <Acervo pessoal> 31 Figura 255: Furadeira Sanches blanes S/A – Mod. FF20. Fonte: <Acervo pessoal> Figura 266: Furadeira radial MAS - VRGA Fonte: <Acervo pessoal> 32 Figura 27: Fresa ROMI U-30 Fonte: <Acervo pessoal> 5.2. Peças comumente usinadas Para cada equipamento projetado e fabricado pela DEC, há uma gama de acessórios a serem confeccionados no setor de usinagem, tais como flanges, pés niveladores, castelos (suporte do sistema de agitação em tanques), furações, manoplas, cubo dos eixos dos impelidores, eixos, prensa gaxetas, poço de termômetro, tomadas NPT e etc. 5.3. Características e Usinabilidade dos Aços inoxidáveis 5.3.1. Características dos aços inoxidáveis Os aços inoxidáveis possuem diversas classes baseados em sua microestrutura que apresentam nas condições comuns de serviço a temperatura ambiente. Tendo assim então as seguintes classificações aços inoxidáveis martensíticos, aços inoxidáveis ferríticos e aços inoxidáveis austeníticos. Porem 33 oque torna os aços inoxidáveis é o acréscimo principalmente do cromo e do níquel nas ligas metálicas, e outros elementos em uma porcentagem menor como cobre, silício, molibdênio e o alumínio. O cromo e de fato o mais importante pois é o mais eficiente entre todos os materiais resistente a corrosão, uma liga metálica e qualificado como inoxidável a partir do momento em que a ela apresenta em sua composição uma taxa de 12% de cromo em sua liga, pois quanto maior a porcentagem de cromo presente na liga mais resistente a corrosão fica. Gráfico 1: Gráfico do teor de cromo nas ligas metálicas Fonte : <Tecnologia Mecânica - Vicente Chiaverine - Vol 3> Para uma elevada temperatura, a mesma característica ocorre, porem o teor de cromo necessita ser mais elevado na liga metálica, para que o material adquira uma combinação de resistência ao calor e a oxidação e necessário que haja uma concentração de cromo superior a 20%. Como indicado no gráfico abaixo. 34 Gráfico 2: Gráfico do teor de cromo nas ligas metálicas resistente ao calor Fonte : <Tecnologia Mecânica - Vicente Chiaverine - Vol 3> A maior parte dos equipamentos fabricados pela Dec brasil são fabricados com os aços inoxidáveis austeníticos como o aço inox AISI 304 e o aço inox AISI 316L. São Ligas a base de (Fe-Cr-Ni), Cromo (16-30%) e níquel (8-35%), as ligas mais conhecidas e populares são os 18-8, que possuem em média 18% de teor médio de cromo e 8% de níquel, outros elementos que presentes nos aços inoxidável austeníticos são o silício de 1,0 a 1,5% de concentração, manganês ate 2%, eventualmente fosforo, enxofre ou selênio, em torno de 0,07% para melhorar a usinabilidade do material, molibdênio de 3 a 4% para melhorar a resistência a corrosão química. As principais utilizações desta categoria de aço inoxidável são para a indústria alimentícia, farmacêutica, naval, utensílios domésticos, peças decorativas etc. 5.3.2. Usinabilidade dos aços inoxidáveis Os aços inoxidáveis, em geral, são requeridos por possuírem boas propriedades de resistência mecânica e, principalmente, resistência à corrosão. Entretanto, esses materiais compreendem várias famílias de ligas com suas próprias 35 características de microestrutura, elementos de liga e faixa de propriedades (Metals Handbook, 1989). Apesar dessa diversidade, em geral, os aços inoxidáveis apresentam baixa usinabilidade com forte aderência na ferramenta levando, em alguns casos, a quebras e lascamento da aresta (Trent, 1989). A baixa usinabilidadeé ocasionada pela composição química necessária para que o material apresente propriedades elevadas a resistências mecânicas e à corrosão, especialmente para os aços inoxidáveis austeníticos cujo possuem as melhores propriedades e, consequentemente, maior demanda. A presença de elementos como cromo, níquel e molibdênio causa altas deformações plásticas, determinando elevadas forças de atrito e de corte com prejuízos para a vida útil da ferramenta que está sendo empregada. 5.4. Velocidade de corte empregada De acordo com a entrevista realizada com os encarregados da usinagem os técnicos mecânicos Gilmar e Luiz a rotação e a velocidade de corte utilizada na peça a ser usinada variam de acordo com processo que está sendo realizado, se é uma usinagem esta em uma etapa de desbaste, acabamento, se está sendo usinado uma rosca, furos, rasgos, etc. Para cada processo empregado muda consideravelmente as configurações no processo de usinagem. Outros fatores relatados pelo o Gilmar que influencia na consideração da velocidade de corte aplicada no torno durante a usinagem seria a dimensão da peça a ser usinada, a qualidade da pastilha de corte e das condições de trabalho do torno mecânico, a somatória destes fatores também contribuem na interferência para a usinabilidade do material usinado, se estes parâmetros não estiverem nas devidas condições de usinagem pode ocasionar em falhas repentinas durante a usinagem. Como fora apresentado um exemplo prático durante a entrevista, o Técnico Gilmar mostrou que dependendo do torno em que se está operando não se pode ultrapassar certa rotação, que no caso era uma rotação de 1300 rotações por minuto (rpm), pois corre o risco de aparecer vibrações durante usinagem, e essas vibrações podem comprometer a precisão, a qualidade da usinagem e poderia chegar a causar um desgaste prematuro na ferramenta de corte. De acordo com o relato técnico do operador as rotações de usinagem costumam variar de 315 a 1200 rotações por minuto (rpm), devido as limitações do 36 torno, das características dos materiais inoxidáveis e ao uso de uma pastilha de corte de baixa qualidade. 5.5. O Destino do fluido de corte O fluido de corte utilizado durante a usinagem e reaproveitado através de um sistema de refiltrarem do fluido e de um sistema de recirculação do mesmo, e a medida que o fluido de corte vai evaporando ao entrar em contato com a superfície superaquecida da peça usinada cria-se baixa no reservatório do fluido de corte, aonde posteriormente ele completado pelo o operador. 5.6. Reciclagem dos cavacos e das sobras de matéria prima O aço inoxidável é considerado o material mais reciclável do mundo, podendo ser 100% reciclado e totalmente reaproveitado. Por ser reciclado quimicamente próximo dos materiais de seu ciclo comum, ele consome menos energia e provoca menor impacto ambiental. Dentre os materiais mais reciclados estão latas de aço, entulho de construção civil e embalagens de aço inoxidável no geral e quando a sucata do aço passa pelo processo de reciclagem é possível fazer sua reutilização infinitas vezes, garantindo que ele seja transformando em um novo aço sem qualquer perda de qualidade. As sobras de matéria prima em geral como pedaços de chapas, tubos, tarugos etc, são armazenados em caçambas para possíveis utilizações futuras. Os cavacos gerados pela usinagem são agrupados em uma caçamba assim como as sobras de matéria prima dos outros processos da DEC Brasil, porem esta é uma caçamba de descarte que fica localizada no lado externo do galpão de produção, e quando acumulado uma quantidade considerável de cavaco, este é vendido para empresas de reciclagem. 37 Figura 28: Caçamba de acumulo de recicláveis Fonte: <Acervo pessoal> Como a Ipiranga reciclagem cujo é uma empresa goiana que atua neste ramo a mais de vinte e um anos, buscando ser uma empresa que busca nos valores humanos, éticos e tecnológicos. Instalada estrategicamente no bairro Ipiranga, próxima às principais rodovias que dão acesso fácil à todas as regiões do país. Possuindo uma doze mil metros quadrados, a Ipiranga Reciclagem armazena resíduos de metais coletados de diversos lugares, tais como o ferro, alumínio, inox, baterias, latinhas e outros. Ela possui uma capacidade para atender constantemente as regiões de GO, MT, TO, PA e DF, e periodicamente qualquer outro estado do território nacional quando solicitado. O material reciclável comprado pela Ipiranga é separado e vendido como mátria prima para empresas de fundição para a fabricação de novos materiais. 5.7. Problemas Crônicos observados pelo os Operários Devido a baixa qualidade da pastilha utilizada para desbaste de material bruto (ISCAR - TNMG 160408 - TF IC907) foi observado uma série de fatores que são 38 graves para o desenvolvimento das peças usinadas e que por sua vez acarretam um atraso considerável na linha de produção, tais problemas são estes: Um grande aumento nas horas de fabricação: Como a pastilha de corte não possui uma boa qualidade não é conseguido desbastar grandes espessuras de materiais sem que a ferramenta de corte estrague, e devido isso um processo que deveria der realizado em quatro passos, por exemplo, é realizado em doze passos de desbaste, fazendo com o que as horas de fabricação aumentem consideravelmente, relata o técnico Gilmar. Paradas repentinas devido à quebra destas pastilhas de corte: Devido a constante falha dessas ferramentas de corte cria-se uma defasagem no estoque proporcionando paradas prolongadas devido à falta de ferramentas de corte no setor de usinagem, podendo atrasar principalmente o fluxo de produção da fábrica. Para tentar atender os prazos de entrega os encarregados acabam que utilizando pastilhas de corte que já fora antes condenada para o uso de fabricação de peças novas, reduzindo por sua vez a qualidade do processo de usinagem. Além da defasagem do estoque, essas pastilhas de baixa qualidade também geram um custo mais elevado para a produção, pois para atender a demanda e necessário realizar mais compras de ferramentas de usinagem de baixa qualidade, criando-se um ciclo muito oneroso para a produção. Uma solução apresentada para este problema seria a compra de ferramentas de corte com uma maior qualidade, para então se aumentar o rendimento do processo de usinagem, pois essa troca de ferramenta iria diminuir o custo em longo prazo na compra das ferramentas de corte, e consequentemente iria diminuir o tempo de fabricação em alguns processos de usinagem outro fator que iria ser evitado seriam as paradas repentinas do torno por falta de ferramenta. 5.8. Compra de matéria ferramentas de usinagem Os principais fornecedores de ferramentas de corte e fluido de corte para a DEC Brasil são a Gyn tools e a Imperial parafusos, ambas as impressas fornecem brocas, pastilhas, macho para fresas, Óleos, fluido de corte Com alguns conceitos básicos já estabelecidos, podemos iniciar o descritivo da operação de usinagem por meio de torneamento mecânico de uma peça ou 39 componente padrão. Para fins didáticos, esse modelo englobará algumas das operações mais utilizadas na tornearia ao mesmo que terá suas operações descritas de forma simplória. 6 ANALISE TÉCNICA E ECONÔMICA 6.1. Objetivo da análise De acordo com o pedido no escopo de orientação apresentado aos alunos devemos descrever o processo de usinagem de uma peça, e analisar os parâmetros utilizados pelo o torneiro mecânico, e avaliar os seguintes pontos, se a ferramenta é ou não adequada aoprocesso, se as velocidades de corte e rotação do eixo arvore estão de acordo com o que o fabricante da pastilha recomenda e estimar um valor aproximado para a fabricação desta peça. 6.2. Dimensões e Características da peça analisada Como não existe a possiblidade de descrever todos os modelos de peças fabricadas pelo o setor de usinagem da DEC Brasil, nós escolhemos uma única peça para realizar a análise técnica e econômica do processo, tal peça é conjunto do pé nivelador, cujo possui a função de regular a altura do equipamento em que são empregados. Esse modelo de que acessório é instalados nos mais variados equipamentos da DEC brasi, pois possibilita que o equipamento dela instalado em lugares com desníveis. O modelo da peça escolhida para a análise foi usinado em aço inoxidável AISI 304. O conjunto do pé nivelador e composto por duas peças o Fuso nivelador e a Bucha que é instalada junto aos pés dos equipamentos. Para a fabricação do fuso nivelador usa-se uma barra redonda de ∅1” x 110mm de comprimento e para a fabricação da bucha irá ser utilizado uma barra redonda ∅1.1/2”x 40mm. (Composição química: C 0,024%; Sl 0,36%; Mn 1,63%; Cr 18,31%; Ni 8,05%; N 0,092%; P 0,043% e S 0,02%; Limite de escoamento 0,2% 343 Mpa; Resistência 40 a tração 647 Mpa Dureza HRC: 203 BHN). Figura 29: Fuso nivelador Fonte: <Acervo pessoal> Figura 29: Bucha do Fuso Nivelador Fonte: <Acervo pessoal> 41 6.3. Descrição da usinagem Com os parâmetros dimensionais estabelecidos, podemos dar início ao processo da fabricação através de torneamento mecânico. Devemos antes de iniciar qualquer tipo de usinagem conhecer as especificações de usinagem pelo os fornecedores das ferramentas e corte, tais como classe da ferramenta, velocidade de corte e rotação adequada para a peça a ser usinada, pois, para cara material usinado as características empregadas no processo mudam, devido às propriedades do material usinado. De acordo com o catalogo do fabricante a classe da ideal para a usinagem dos aços inoxidáveis são ferramentas que estão no grupo ISSO M conforme ilustrado na figura 31. A velocidade de corte analisada para o desbaste dos aços inoxidáveis austeníticos variam entre 55 a 280 m/mm no geral de acordo com alguns catálogos dos fabricantes. Figura 30: Classificação das ferramentas de corte para metal duro Fonte: <https://goo.gl/oaaRns > 42 Com as velocidades de corte determinadas pelo os fabricante das ferramentas de usinagem, podemos então partir para uma análise técnica através de uma média dos valores calculados para a frequência de trabalho ideal para a usinagem de cada processo realizado da fabricação da peça em estudo, como em campo não foi possível pegar dados precisos para realizar essa análise de uma forma mais precisa nós iremos utilizar as informações passadas durante a entrevista realizada com os torneiros mecânicos para realizar a comparação com o a situação ideal. Portando assim encontraremos a frequência de rotação media ideal para cada processo de usinagem por meio da seguinte equação: 𝑉𝑐 = 𝜋. 𝑑. 𝑛 (Eq. 1) Onde: 𝑉𝑐 = velocidade de corte (m/mim) d = diâmetro maior do material (m) n = frequência (rpm) Todas estas ferramentas foram fabricadas pelas as seguintes empresas, a multinacional israelense referência no segmento de ferramentas de corte ISCAR e a ARWI REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA. Veja na tabela a seguir os dados técnicos para esses modelos de partilhas usados na usinagem do aço inoxidável AISI 304: Tabela 1: Velocidade de corte das ferramentas utilizadas Modelo Tipo Vel. de Corte Link Catálogo TNMG 160408 -TF IC907 Triangular 100 - 280 m/min http://www.iscar.com/eCatalog/Grade.aspx?gr ade=IC907&item=5504912&fnum=448&mapp =IS&app=28 GRIP 4004 IC908 Bedame 55 - 140 m/min https://www.iscar.com/eCatalog/Grade.aspx?g rade=IC908&item=6291277&fnum=228& mapp=TG&app=0 Past Inter - 266RL - 22AC01F050E 1020 Triangular 110 m/min https://www.arwi.com.br/Produto/266RL- 22AC01F050E---1020 Past Inter - 266RG- 22AC01F040E 1020 Triangular 110 m/min https://www.arwi.com.br/Produto/266RG- 22AC01F040E---1020 43 No processo de fabricação do Fuso Nivelador seguirá as seguintes etapas no processo de usinagem: Primeiramente ser feita a fixação do tarugo na placa universal do torno, o tarugo deve ser fixo de uma maneira que atribua a maior fixação e com o maior balanceamento possível para evitar falhas durante o cisalhamento da matéria prima com a ferramenta evitando assim possíveis acidentes. Segundo passo seria a fixação da ferramenta na porta ferramentas e alinhar a ferramenta de corte com o contraponto do torno. Realizado essa parte inicia o processo de remoção de material (desbaste). Utilizando o bedame é feita o faceamento de uma das extremidades irregulares do tarugo, após o termino do faceamento é realizado o canal de saída de cavaco da rosca, que está á 100mm da ponta arredondada da peça. De acordo com os parâmetros analisados neste ponto do processo não houve avarias entre máquina e ferramenta, pois a ferramenta utilizada nesta manobra foi a ISCAR GRIP 4004 IC908 – BEDAME, da classe M, (figura 32) cujo possui uma velocidade de corte indicada pelo fabricante de 55 a 140 m/min e de acordo com o relatado pelo os torneiros em campo estavam utilizando -se uma rotação foi de 800rpm durante este processo de usinagem. Figura 31: BEDAME – ISCAR GRIP 4004 IC908 Fonte: <Acervo pessoal> 44 Tabela 2: Parâmetros de usinagem 1 Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 ultilizado Bedade 1221,89 rpm 800 rpm Após ter sido feito o faceamento e o canal a ferramenta e trocada, e agora utilizando a pastilha de desbaste, é realizada a usinagem da semicircunferência na extremidade do fuso nivelador. A ferramenta utilizada para este passo da usinagem foi a pastilha de desbaste TNMG 160408 -TF IC907- ISCAR, da classe M, (Figura 33) cujo possui uma velocidade de corte especificada pelo fabricante que varia de 100 a 280 m/mint, portanto nesse ponto do processo tudo estava de acordo com o especificado e utilizando uma rotação inferior a rotação máxima calculada 1100 rpm. Figura 32: TNMG 160408 -TF IC907- ISCAR Fonte: <Acervo pessoal> Tabela 3: Parâmetros de usinagem 2 Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 utilizado TNMG 160408 2381,12 rpm 1100 rpm Após a abertura da saída de cavaco e da usinagem na ponta do eixo, o torno e parado para inverter a posição do tarugo para que seja feita a usinagem da rosca externa que possui um passo de cinco fios por polegada. A ferramenta utilizada nesse ponto da usinagem foi a PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RL- 45 22AC01F050E 1020, da classe M, (Figura 34) segundo a fabricante ARWI a velocidade de corte especificada para a realização deste trabalho e de 110 m/mim. De acordo com os parâmetros analisados neste ponto do processo não houve avarias entre máquina e ferramenta, pois a ferramenta estava devidamente especificada trabalhando em condições abaixo da máxima calculada. Figura 33: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RL-22AC01F050E 1020 Fonte: <Acervo pessoal> Tabela 4: Parâmetros de usinagem 3 Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 utilizado PASTILHA INTERCAMBIAVEL- 266RL 1630 rpm 600 rpm A segunda parte o pé nivelador e a bucha do fuso nivelador, ela segue praticamenteo mesmo processo e as mesmas condições de usinagem pelo qual o fuso nivelador passou, contudo diferenciando-se pela a usinagem da rosca interna, cujo se usa a PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG-22AC01F040E 1020, da classe M, (Figura 35), os parâmetros empregados para a usinagem da rosca interna foram basicamente as mesmas empregada na usinagem externa segundo a fabricante ARWI. 46 Figura 34: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG-22AC01F040E 1020 Fonte: <Acervo pessoal> Tabela 5: Parâmetros de usinagem 4 Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 utilizado PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG 1630 rpm 600 rpm Ao final destes processos nos temos a peça finalmente pronta para seguir na linha de fabricação da fábrica. Figura 35: Conjunto fabricado Fonte: <Acervo pessoal> 47 7 CONCLUSÃO Em tese, a ação de usinar é algo relativamente simples e de natureza que se confunde com a existência do homem, sendo tão natural quanto o nosso próprio respirar. Entretanto, o estudo acerca do assunto pode tornar-se denso e complexo através olhares mais aprofundados e minuciosos, ao qual faz parte do escopo da engenharia apresentar tamanha atenção. A tornearia, processo de remoção de partículas executado na máquina ferramenta torno, é um dos trabalhos mais comuns presentes na indústria e que possui destaque por sua ampla aplicação, variando desde procedimentos convencionais com uso de tornos universais, à usinagem de alto padrão com os CNCs (comando numérico computadorizado), HSM (high speed machining) e as mais atuais os centros de usinagem com cinco eixos. Cabe ao engenheiro identificar e aplicar da melhor maneira possível a tecnologia disponível. É preciso ressaltar a relevância dos processos de usinagem para o desenvolvimento de sociedade que conhecemos e estamos desenvolvendo. É de grande valia para os estudantes e para os amantes de mecânica conhecer ainda que o básico a respeito do assunto, tendo em vista que estes processos são prelúdios para a criação, manutenção e melhoria contínua de todo o universo a nossa volta. Com essa dissertação sobre o setor de usinagem da DEC Brasil nos proporcionou ter a experiencia de ver de perto como funciona e de como este setor e encaixado em uma linha produção, avaliando e analisando cada ponto do processo produtivo nos permitiu ter um conhecimento geral de como funciona uma empresa de grande porte, desde a solicitação de um equipamento até a fabricação dos seus equipamentos e componentes neles empregados, neste caso especificamente se referindo aos componentes que fazem parte do setor de usinagem da DEC brasil. Com ética, é preciso expor que além de nos dar esta visão de uma maneira abrangente, todo este escopo nos colocou de frente com algumas adversidades enfrentadas constantemente pelo os operários é de pensar em possíveis soluções para elas, como foi mencionado neste documento. Esta foi uma experiencia de suma importância para a nossa formação como engenheiros mecânicos. 48 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIAVERINI, Vicente. Tecnologia Mecânica Vol. 3: Materiais de construção mecânica. 2º edição. São Paulo: McGraw-Hill, 1986. DINIZ, Anselmo Eduardo. Tecnologia da usinagem dos materiais. 9º edição. São Paulo: Artliber, 2014. MICHAELIS, Dicionário Online – Usinagem. Página web, 2018. Brasil, 2018. Disponível em <https://goo.gl/ADzwtN>. Acesso em 05 de maio de 2018. PENTEADO, Fernando. Conceitos Usinagem. Universidade de São Paulo, 2017. São Paulo, 2017. Disponível em <https://goo.gl/Vil6ds>. Acesso em 05 de maio de 2018. CIMM, Centro de Informação Metal Mecânica. Definição – O que é usinagem? 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