Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CAMPUS FLAMBOYANT 
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
“Estudo de caso usinagem: DEC Brasil” 
 
Por 
C2557E0 - AYRES JUNIOR RODRIGUES SILVA 
T817013 - CAIO ANDRADE DE MEDEIROS 
C307AJ3 - EDIMARA DE OLIVEIRA SILVA 
C2047H0 - ERNANI GODOY BORGES ÁVILA 
C262II0 - JAIRO AUGUSTO SILVA CASTRO 
C2070J5 - LUCAS DA COSTA MENDES 
C01IJE0 - LUCIANO NERES AZEVEDO 
C0946J0 - MATHEUS FAQUIM DOS REIS 
C184DD1 - RAFAEL ARAÚJO DE ALENCAR 
C32FCI1 - VICENTE RAFHAEL SOUSA FREITAS 
 
 
 
 
Goiânia 
2018 
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA 
 
AYRES JUNIOR RODRIGUES SILVA 
CAIO ANDRADE DE MEDEIROS 
EDIMARA DE OLIVEIRA SILVA 
ERNANI GODOY BORGES ÁVILA 
JAIRO AUGUSTO SILVA CASTRO 
LUCAS DA COSTA MENDES 
LUCIANO NERES AZEVEDO 
MATHEUS FAQUIM DOS REIS 
RAFAEL ARAÚJO DE ALENCAR 
VICENTE RAFHAEL SOUSA FREITAS 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
“Estudo de caso usinagem: DEC Brasil” 
 
 
Trabalho dissertativo de curso 
apresentado a Universidade Paulista 
Campus Flamboyant como exigência 
parcial para aprovação na disciplina 
Atividades Práticas Supervisionadas, 8º/9º 
semestre do Curso de Engenharia 
Mecânica. 
 
Professor Orientador: Adriane Faria de 
Almeida 
 
 
 
 
 
 
 
Goiânia 
2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
 
 
 
 Azevedo, Luciano Neres; Freitas, Vicente Raphael Sousa, 2018. 
 Estudo de caso do processo de usinagem: DEC Brasil Goiás / Luciano 
Neres Azevedo, Vicente Raphael Sousa Freitas. 
 Goiânia – Goiás, 2018. 
 
 
 
 Orientador: Adriane 
 Relatório de Aula (Graduação) - Universidade Paulista 
 Campus Flanboyant – UNIP. 
 Inclui biografia. 
 
 1. Usinagem. 2. Processo produtivo. 3. Estudo de caso. 
 
 
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA 
 
AYRES JUNIOR RODRIGUES SILVA 
CAIO ANDRADE DE MEDEIROS 
EDIMARA DE OLIVEIRA SILVA 
ERNANI GODOY BORGES ÁVILA 
JAIRO AUGUSTO SILVA CASTRO 
LUCAS DA COSTA MENDES 
LUCIANO NERES AZEVEDO 
MATHEUS FAQUIM DOS REIS 
RAFAEL ARAÚJO DE ALENCAR 
VICENTE RAFHAEL SOUSA FREITAS 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
“Estudo de caso usinagem: DEC Brasil” 
 
 
Trabalho dissertativo de curso 
apresentado a Universidade Paulista 
Campus Flamboyant como exigência 
parcial para aprovação na disciplina 
Atividades Práticas Supervisionadas, 8º/9º 
semestre do Curso de Engenharia 
Mecânica. 
Professor Orientador: Adriane Faria de 
Almeida 
 
 
Aprovado em __/__/__ 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
__________________________________ 
Prof. Ma. Adriane Faria de Almeida 
Coordenadora Auxiliar dos cursos de Engenharia Mecânica e Mecatrônica
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Não vamos colocar meta, vamos deixar a 
meta aberta, mas, quando atingirmos a 
meta, nós vamos dobrar a meta.” 
 
(Dilma Vana Rousseff) 
 
RESUMO 
 
O presente trabalho tem como predominante proposta a visita de uma empresa do 
ramo de usinagem de materiais metálicos no intuito de avaliar a organização do 
processo produtivo, levantando confrontamentos entre os padrões técnicos 
propostos pelas normas de padronização de produtos industriais e a realidade 
vivenciada pela organização acompanhada, além de sugerir melhorias de caráter 
técnico e econômico para a otimização dos métodos de fabricação. O referido 
documento apresenta em forma de síntese a descrição do processo produtivo de 
usinagem da DEC Brasil, empresa atuante no ramo de metalurgia especializada na 
transformação do aço inoxidável. Neste documento será apresentada breve revisão 
sobre os conceitos de usinagem aplicáveis, apresentação da empresa, avaliação do 
processo produtivo e análise econômica em concordância com o edital 
disponibilizado pela coordenação do curso de engenharia da Universidade Paulista 
Campus Flamboyant. 
 
Palavras Chaves: Usinagem, DEC Brasil, UNIP. 
 
 
 
LISTA DE IMAGENS 
 
Figura 1: Usinagem 10 
Figura 2: Usinagem 11 
Figura 3:Torno Mecânico Universal 13 
Figura 4: Partes do torno 14 
Figura 5: Fresadora universal 15 
Figura 6: Fresadora vertical 16 
Figura 7: Fresadora universal 17 
Figura 8: Fresamento tangencial 17 
Figura 9: Fresadora Frontal 18 
Figura 10: Fresamento discordante 18 
Figura 11: Fresamento concordante 19 
Figura 12: Sede Atual - Rodovia GO 070. Goiânia. GO. Brasil 22 
Figura 13: Equipamentos do setor de Agropecuária & Laticínios 23 
Figura 14: Equipamentos da produção rural 24 
Figura 15:Equipamentos da indústria e construção civil. 24 
Figura 16: Equipamentos da indústria farmoquímica e cosméticos 25 
Figura 17: Equipamentos da indústria Alimentícia. 26 
Figura 18: Planta baixa geral Dec Brasil. 27 
Figura 19: Planta baixa do corpo fabril Dec Brasil. 27 
Figura 20: Logística interna do setor de usinagem. 28 
Figura 21: Torno ROMI Tormax 20 A 29 
Figura 22: Torno ROMI Tormax 35 29 
Figura 23: Moto esmeril 30 
Figura 24: Torno de repuxo 30 
Figura 25: Furadeira Sanches blanes S/A – Mod. FF20. 31 
Figura 26: Furadeira radial MAS - VRGA 31 
Figura 27: Fresa ROMI U-30 32 
Figura 28: Caçamba de acumulo de recicláveis 37 
Figura 30: Bucha do Fuso Nivelador 40 
Figura 31: Classificação das ferramentas de corte para metal duro 41 
Figura 32: BEDAME – ISCAR GRIP 4004 IC908 43 
Figura 33: TNMG 160408 -TF IC907- ISCAR 44 
Figura 34: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RL-22AC01F050E 1020 45 
Figura 35: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG-22AC01F040E 1020 46 
Figura 36: Conjunto fabricado 46 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1: Velocidade de corte das ferramentas utilizadas ........................................ 42 
Tabela 2: Parâmetros de usinagem 1 ....................................................................... 44 
Tabela 3: Parâmetros de usinagem 2 ....................................................................... 44 
Tabela 4: Parâmetros de usinagem 3 ....................................................................... 45 
Tabela 5: Parâmetros de usinagem 4 ....................................................................... 46 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------------------- 9 
2 OBJETIVO ---------------------------------------------------------------------------------------------- 9 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA ----------------------------------------------------------------- 10 
3.1 Usinagem ------------------------------------------------------------------------------------------ 10 
3.2 Torneamento -------------------------------------------------------------------------------------- 11 
3.2.1 Torno mecânico ------------------------------------------------------------------------------ 13 
3.3 Fresamento ---------------------------------------------------------------------------------------- 14 
3.3.1. Fresadora horizontal ----------------------------------------------------------------------- 15 
3.3.2. Fresadora vertical --------------------------------------------------------------------------- 15 
3.3.3. Fresadora universal ------------------------------------------------------------------------ 16 
3.3.4 Classificação do tipo de usinagem ------------------------------------------------------ 17 
3.3.5 Métodos de fresagem ---------------------------------------------------------------------- 18 
3.5 Ajustagem -----------------------------------------------------------------------------------------19 
3.5.1 Limagem de superfícies planas ---------------------------------------------------------- 20 
3.5.2 Execução de furos --------------------------------------------------------------------------- 20 
3.5.3 Serragem manual ---------------------------------------------------------------------------- 21 
4 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ------------------------------------------------------------- 21 
4.1. Introdução à Dec Brasil Ltda. -------------------------------------------------------------- 21 
4.2. Segmentação de mercado atuante ------------------------------------------------------- 23 
4.2.1. Agropecuária & Laticínios ---------------------------------------------------------------- 23 
4.2.2. Produtor Rural ------------------------------------------------------------------------------- 23 
4.2.3. Indústria e construção civil --------------------------------------------------------------- 24 
4.2.4. Farmoquímica e cosméticos ------------------------------------------------------------- 25 
4.2.5 Alimentícia ------------------------------------------------------------------------------------- 25 
4.4. Logística geral do processo produtivo da Dec Brasil ----------------------------- 26 
4.5. Planta baixa geral da Dec Brasil ---------------------------------------------------------- 27 
5 A USINAGEM NA DEC BRASIL ---------------------------------------------------------------- 28 
5.1. Logística Interna do processo de usinagem ------------------------------------------ 28 
5.2. Maquinário de usinagem --------------------------------------------------------------------- 28 
5.2. Peças comumente usinadas ---------------------------------------------------------------- 32 
 
5.3. Características e Usinabilidade dos Aços inoxidáveis---------------------------- 32 
5.3.1. Características dos aços inoxidáveis -------------------------------------------------- 32 
5.3.2. Usinabilidade dos aços inoxidáveis ---------------------------------------------------- 34 
5.4. Velocidade de corte empregada ---------------------------------------------------------- 35 
5.5. O Destino do fluido de corte ---------------------------------------------------------------- 36 
5.6. Reciclagem dos cavacos e das sobras de matéria prima ------------------------ 36 
5.7. Problemas Crônicos observados pelo os Operários ------------------------------ 37 
5.8. Compra de matéria ferramentas de usinagem --------------------------------------- 38 
6 ANALISE TÉCNICA E ECONÔMICA --------------------------------------------------------- 39 
6.1. Objetivo da análise----------------------------------------------------------------------------- 39 
6.2. Dimensões e Características da peça analisada ------------------------------------ 39 
6.3. Descrição da usinagem ---------------------------------------------------------------------- 41 
7 CONCLUSÃO ---------------------------------------------------------------------------------------- 47 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ------------------------------------------------------------- 48 
 
 
9 
1 INTRODUÇÃO 
 
O dicionário Michaelis de Língua Portuguesa conceitua o processo de usinar 
como “submeter um material em bruto à ação de uma máquina-ferramenta”. 
Entretanto, o estudo dos processos de fabricação entende usinagem como ato de 
retirada de material por cisalhamento, ampliando de forma significativa o nosso 
elemento de estudo. 
Em um contexto histórico, estima-se que já a partir de 700 anos antes de 
Cristo, o homem trabalhava os materiais brutos, onde praticamente todas as 
ferramentas eram fabricadas em ferro. E a partir do século XVII surgiram novas 
formas de melhorar o processo de fabricação do ferro e na siderurgia do aço, 
segundo Nehring. 
Dentre tantas operações que se enquadram como usinagem, algumas, 
pertinentes ao processo produtivo DEC Brasil, serão discutidas no decorrer deste 
escopo com o intuito de avaliar-se a organização fabril, técnica e econômica da 
empresa visitada. 
De modo a discorrer e apresentar de forma concreta as pautas já 
mencionadas, além de expor um pouco das competências desenvolvidas em sala de 
aula, este relatório apresenta de forma simplória breve revisão sobre os conceitos de 
usinagem aplicáveis, apresentação da empresa, avaliação do processo produtivo e 
análise econômica em concordância com o edital disponibilizado pela coordenação 
do curso de engenharia da Universidade Paulista Campus Flamboyant. 
 
2 OBJETIVO 
 
Conforme edital disponibilizado pela própria Universidade Paulista, este trabalho 
tem como escopo a visitação, avaliação do processo produtivo organizacional e 
análise técnica e econômica de uma empresa com atuação vinculado à fabricação de 
peças metálicas, principalmente por usinagem, situada dentro da região metropolitana 
de Goiânia. 
Deverão ser descritos os produtos inerentes a atividade fabril, os parâmetros 
e materiais utilizados no processo produtivo, as etapas construtivas, o descarte de 
sobras e análise teórica dos métodos de produção. Além disso, é de obrigatoriedade 
 
10 
nesta pauta a apresentação da empresa visitada e os seguimentos de mercado por 
ela atendida. 
Os critérios para avaliação englobam a fundamentação teórica, detalhamento 
da descrição do processo produtivo, sugestão de sistema de manufatura adequado, 
adequação quanto aos materiais e ferramentas, avaliação econômica da usinagem, 
avaliação do layout da fábrica e apresentação do trabalho. 
 
3 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA 
 
Diante da variedade de métodos de fabricação que podem ser enquadrados 
dentro dos conceitos de usinagem, serão apresentados os principais processos 
constituintes do corpo fabril da DEC Brasil, ao qual podemos destacar as operações 
de tornearia, fresagem e ajustagem. Apesar de serem atividades conhecidas no 
âmbito da produção mecânica, é extremamente importante se estabelecer alguns 
conceitos básicos para facilitar o entendimento e a imersão no assunto abordado. 
 
3.1 Usinagem 
 
Usinagem pode ser conceituada como o processo de fabricação que 
promove a retirada de material da peça por cisalhamento, sendo essa porção de 
material retirada chamado de cavaco. Seus objetivos atendem a obtenção de 
peculiaridades, acabamento superficial e fabricação seriada de peças e 
componentes a partir de um bloco de material metálico. 
 
Figura 1: Usinagem 
 
Fonte:< https://goo.gl/83v0Pv> 
 
 
 
11 
As operações de usinagem podem ser classificadas em: torneamento, 
fresagem, aplainamento, furação, mandrilamento, serramento, brochamento e 
roscamento, entre outros. 
 
3.2 Torneamento 
 
Torneamento é o processo de usinagem usado para fabricar peças 
cilíndricas, no qual a ferramenta desenvolve um deslocamento linear, enquanto a 
peça exerce um movimento rotacional. Normalmente executado por um Torno, o 
torneamento usina o diâmetro da peça até certa dimensão especificada dando-lhe 
um suave acabamento. 
 
Figura 2: Usinagem 
 
Fonte: < https://goo.gl/jxR26N > 
 
Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos 
entre a peça e a ferramenta. Eles são: 
 
1. Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o 
material. O movimento é rotativo e realizado pela peça. 
 
2. Movimento de avanço: é o movimento que desloca a ferramenta ao 
longo da superfície da peça. 
 
3. Movimento de penetração: é o movimento que determina a 
 
12 
profundidade de corte ao empurrar a ferramenta em direção ao 
interior da peça e assim regular a profundidade do passe e a 
espessura do cavaco. 
 
As principais operações executáveis através de torneamento são o 
torneamento cilíndrico, facemento, sangria, torneamento cônico broqueamentoe 
recartilhamento. Confira o descritivo de cada uma delas a seguir. 
 
• Torneamento Cilíndrico: Operação obtida pelo deslocamento 
da ferramenta paralelamente ao eixo da peça. O torneamento 
cilíndrico pode ser externo ou interno. 
• Faceamento: É a operação que se obtém quando se desloca a 
ferramenta no sentido normal ao eixo de rotação da peça. Tal 
qual o torneamento cilíndrico, o faceamento pode ser externo e 
o interno. 
• Sangria: É a operação que consiste em cortar uma peça, no 
torno, com uma ferramenta especial chamada bedame. O 
sangramento pode ser radial ou axial. 
• Torneamento Cônico: É a operação obtida pelo deslocamento 
da ferramenta obliquamente ao eixo da peça. O torneamento 
cônico também pode ser externo ou interno. 
 
• Broqueamento: Fazer uma superfície cilíndrica interna, 
passante ou não, pela ação de uma ferramenta deslocada 
paralelamente ao eixo do torno. Essa operação é conhecida 
também como broqueamento. Com ela, obtêm-se furos 
cilíndricos com diâmetros exatos em buchas, polias, 
engrenagens e outras peças. 
 
• Recartilhamento: Operação obtida quando se desejam tornar 
uma superfície áspera, como cabos de ferramentas, usando-se 
uma ferramenta que possa imprimir na superfície a forma 
desejada. 
 
13 
3.2.1 Torno mecânico 
 
O torno mecânico é uma máquina operatriz extremamente versátil utilizada na 
confecção ou acabamento em peças utilizando-se do processo de usinagem 
conhecido como torneamento (2.2). É uma máquina muito versátil porque, além das 
operações de torneamento, pode executar operações que normalmente são feitas 
por outras máquinas como a furadeira, a fresadora e a retificadora, com adaptações 
relativamente simples. 
 
Figura 3:Torno Mecânico Universal 
 
Fonte: < https://goo.gl/i4a9KT > 
 
 
O torno mais simples que existe é o torno universal. Estudando o seu 
funcionamento, é possível entender o funcionamento de todos os outros, por mais 
sofisticados que sejam. Esse torno possui eixo e barramento horizontais e tem a 
capacidade de realizar todas as operações já citadas. Assim, basicamente, todos os 
tornos, são compostos das seguintes partes: 
 
14 
 
Figura 4: Partes do torno 
 
Fonte: < https://goo.gl/0xEgso > 
 
3.3 Fresamento 
 
O fresamento é um processo de usinagem que remove material de um corpo 
bruto de maneira progressiva através do avanço de uma ferramenta rotativa e da 
movimentação o corpo. A ferramenta, denominada fresa, possui múltiplas arestas 
(dentes) cortantes que removem, a cada passo de rotação, uma pequena 
quantidade de material na forma de cavacos. Pelo fato de ferramenta e peça se 
movimentarem em mais de uma direção ao mesmo tempo podem ser obtidas formas 
mais complexas. 
O movimento de avanço é, geralmente, feito pela própria peça que está sendo 
usinada. Porém, nas modernas fresadoras ou centros de usinagem, a ferramenta de 
corte pode ser dotada de movimento de avanço. No passado as fresadoras eram 
utilizadas para geração de superfícies prismáticas (rasgos de chaveta, rebaixos, 
rasgos em “T”, rasgos tipo “rabo de andorinha”, etc), confecção de dentes de 
engrenagens (retos, helicoidais, engrenagens cônicas) e diversas outras operações 
hoje consideradas simples. Atualmente, modernas fresadoras ou centros de 
usinagem equipadas com CNC são capazes de usinar as mais complexas 
superfícies. Com a inovação do centro de usinagem com eixos, um novo mundo se 
abre para os processos de usinagem. 
As máquinas fresadoras possuem modelos diferentes de acordo com o seu 
modelo de posicionamento do eixo arvore da máquina ferramenta. O fresamento 
 
15 
pode ser qualificado em fresamento horizontal, fresamento vertical e fresamento 
inclinado. 
 
3.3.1. Fresadora horizontal 
 
A fresadora horizontal utiliza a fresa montada sobre em eixo horizontal sendo 
utilizada para trabalhos de faceamento na horizontal e abertura de ranhuras e perfis 
retilíneos. A ferramenta mais empregada é a fresa cilíndrica. 
 
Figura 5: Fresadora universal 
 
Fonte: < https://goo.gl/5iCLT5 > 
 
 
3.3.2. Fresadora vertical 
 
A fresadora vertical dispõe somente do eixo árvore vertical. São máquinas 
muito robustas e empregadas em serviços com necessidade de grandes potenciais 
em virtude da grande rigidez permitida pela forma da coluna e pela disposição da 
 
16 
cadeia cinemática (engrenagens, eixos e rolamentos). Servem para facear e efetuar 
ranhuras e perfilados retilíneos ou circulares 
 
Figura 6: Fresadora vertical 
 
Fonte: < https://goo.gl/xAHV8v> 
 
 
3.3.3. Fresadora universal 
 
A fresadora universal é uma derivada da fresadora horizontal. Pode utilizar as 
fresas tanto em árvores horizontais como em verticais, podendo inclinar 
horizontalmente a mesa. Além dos serviços normais da fresadora horizontal, 
também pode efetuar ranhuras helicoidais sobre superfícies cilíndricas e setores 
circulares perfilados. 
 
 
 
 
 
17 
Figura 7: Fresadora universal 
 
Fonte: < https://goo.gl/t8wshw> 
 
3.3.4 Classificação do tipo de usinagem 
 
Segundo a disposição dos dentes ativos da fresa, classifica-se a operação 
nos seguintes métodos de fresamento: o fresamento tangencial ou periférico e o 
fresamento frontal. 
No fresamento tangencial ou periférico, a superfície é usinada por dentes e 
gumes localizados na periferia do corpo da ferramenta encontra-se, de modo geral, 
num plano paralelo ao eixo da fresa, sendo usualmente realizado em fresadoras 
com eixo árvore na posição horizontal. 
 
Figura 8: Fresamento tangencial 
 
Fonte: <https://goo.gl/NXnqZt> 
 
 
18 
O fresamento frontal é uma operação na qual os dentes ativos da fresa estão 
na superfície frontal da ferramenta, o eixo da fresa é perpendicular à superfície 
gerada. Neste caso, as fresas são chamadas de frontais ou de topo. 
 
Figura 9: Fresadora Frontal 
 
Fonte: <https://goo.gl/VA9jEQ> 
 
3.3.5 Métodos de fresagem 
 
Os métodos de fresagem se referem ao movimento relativo entre a peça e a 
ferramenta, podem ser concordantes, discordantes ou combinados. 
Discordante é aquele onde o sentido do movimento de avanço é contrário ao 
sentido do movimento de giro da fresa. No fresamento discordante, o corte do 
cavaco se inicia com espessura mínima (zero). Neste caso são geradas forças que 
tendem a levantar a peça da mesa da máquina, o que exige um bom sistema de 
fixação da peça. 
 
Figura 10: Fresamento discordante 
 
Fonte: <https://goo.gl/L6iTgG> 
 
 
19 
O fresamento discordante costuma desgastar um pouco mais a ferramenta de 
corte devido à dificuldade encontrada pela mesma em penetrar na peça. Uma 
grande vantagem deste método de fresamento é que não há influência da folga 
entre porca/parafuso, fazendo com que o movimento da mesa seja mais uniforme, 
gerando melhor acabamento. Este método é mais usado em situações onde ocorre 
folga entre o fuso e a castanha de comando do avanço da mesa da fresadora. 
Concordante é aquele onde o sentido do movimento de avanço é o mesmo do 
movimento de giro da fresa. 
 
Figura 11: Fresamento concordante 
 
Fonte: <https://goo.gl/KY3d3F > 
 
No fresamento concordante, o corte inicia-se com a espessura máxima do 
cavaco e são geradas forças que tendem a pressionar a peça contra a mesa da 
máquina. A grande desvantagem deste método de fresamento é que a força de 
avanço ocorre no mesmo sentido do deslocamento e desta forma a folga existente 
entre porca/parafuso do sistema de movimentação da mesa é empurrada pelo 
esforço de corte, fazendo com que a mesa execute movimentos irregulares que 
podem prejudicaro acabamento da peça ou até mesmo quebrar os dentes da fresa. 
Este problema pode ser corrigido através de manutenção a fim de tirar folgas da 
máquina e do uso de fusos de esferas, onde não existe folga. 
 
3.5 Ajustagem 
 
O termo ajustagem mecânica refere-se à reunião de procedimentos - quase 
sempre manuais - que visa o ajuste e a revisão de conjuntos mecânicos, garantindo 
 
20 
a manutenção e o bom funcionamento dos mesmos. Podemos listar os principais 
procedimentos de ajustagem nos seguintes tópicos: limagem de superfícies planas, 
execução de furos e serragem manual. 
 
3.5.1 Limagem de superfícies planas 
 
Este processo de ajustagem, como o próprio nome indica, dá-se na remoção 
de sobremetal excedente em uma peça ou conjunto utilizando uma ferramenta 
chamada de lima. As limas são ferramenta de aço temperado em cujas faces 
existem dentes cortantes, obtidos por fresamento ou por conformação, possuindo 
diversos tamanhos e formatos de acordo com a finalidade do processo e/ou 
acabamento desejado. 
 
3.5.2 Execução de furos 
 
O processo de execução de furos é frequentemente requisitado no campo da 
ajustagem e principalmente nos processos de fabricação. Existem diversas maneiras 
de efetuar esta operação, entretanto, as mais comuns são: 
 
• Furação com auxílio da furadeira de Bancada: A atividade se dá na 
execução de furos com o auxílio de uma furadeira fixa que possui uma 
bancada ajustável onde se encontra uma morsa para a fixação do 
material a ser usinado. 
 
• Furação com furadeira manual: Ao contrário da furadeira de bancada, a 
furadeira manual pode ser transportada para qualquer local 
possibilitando a execução de furos em componentes, máquinas e/ou 
conjuntos que não podem ser retirados do seu campo de atuação. 
 
• Furação com o auxílio da Fresadora: Bem como na furadeira de 
bancada, furar com a o auxílio da fresadora necessita que a peça 
esteja fixada na morsa de sua mesa. Entretanto, a execução de furos 
na fresadora confere mais precisão e agilidade tendo em vista que a 
 
21 
posição do furo se dará com o auxílio da escala de graduação dos 
seus cursores. 
 
3.5.3 Serragem manual 
 
A serragem manual é processo pelo qual o ajustador corta dada peça ou 
material com o auxílio de uma serra manual comumente chamado de arco de serra. 
A serra manual conta com um arco onde se fixa uma lâmina com dentes serrilhados 
nos quais são necessários movimentos lineares para a execução do corte. 
Hoje é possível encontrar diversas máquinas que executam o processo de 
serragem de materiais conferindo a operação mais agilidade e conforto ao operador. 
Porém, em algumas ocasiões se faz necessário à utilização desta técnica, sobretudo 
em locais de difícil acesso ou quanto se trata de materiais com dimensões 
pequenas. 
 
4 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA 
 
O objeto de estudo desta pauta acadêmica é a análise técnica e econômica 
de uma empresa que atua na área de usinagem de materiais metálicos e esteja 
situada na região metropolitana de Goiânia. Deste modo, aqui serão frisados os 
aspectos inerentes as etapas produtivas dos diversos modelos de equipamentos 
comercializados pela DEC Brasil, bem como apresentação da empresa, atuação no 
mercado produtivo, descrição das características de usinagem no tocante do 
processo produtivo, logística operacional e análise técnica e econômica de sua linha 
de produção. 
 
4.1. Introdução à Dec Brasil Ltda. 
 
A DEC Brasil Ltda. foi a primeira unidade fabril da América Latina de uma 
empresa que tem liderado o mercado mundial de resfriamento de leite desde 1947. 
 
 
 
 
22 
Figura 12: Sede Atual - Rodovia GO 070. Goiânia. GO. Brasil 
 
Fonte: <https://goo.gl/ALdBxP> 
 
Em janeiro de 2003, a DEC Brasil tornou-se uma empresa brasileira, 
ampliando seu portfólio. Além da fabricação de tanques de resfriamento de leite e 
equipamentos para Indústria de Laticínios, empregamos tecnologia de 
transformação do aço inoxidável e a nossa capacidade de produção disponível para 
outros mercados, como Alimentícia, Bebidas, Químicas e Farmacêuticas e 
equipamentos diversos. 
Toda a Tecnologia e know-how adquiridos fazem da DEC Brasil uma empresa 
que oferece ao mercado confiabilidade, qualidade e diversidade nas soluções em 
equipamentos, máquinas e acessórios em aço inoxidável. As possibilidades de usos 
e aplicações dos produtos fabricados em inoxidável são tão abrangentes que só 
uma empresa como a DEC Brasil pode proporcionar o suporte necessário para o 
desenvolvimento de projetos técnicos de acordo com as suas necessidades. 
A adoção de um sistema de gestão da qualidade foi uma decisão estratégica 
da organização, com a finalidade de manter e aprimorar a qualidade dos serviços e 
produtos de forma a garantir a satisfação dos clientes e o comprometimento de 
todos os colaboradores com os objetivos da empresa, alcançando 
consequentemente uma maior competitividade e destaque no mercado. Tal sistema 
da qualidade foi implantado de forma evolutiva segundo os critérios pré-
estabelecidos na NBR ISO 9001:2008 - Sistema de Gestão da Qualidade e 
Requisitos. 
 
23 
4.2. Segmentação de mercado atuante 
 
4.2.1. Agropecuária & Laticínios 
 
A DEC Brasil tem um rico histórico no segmento leiteiro e quando ampliamos 
nossa linha de produtos, a Indústria Agropecuária e de Laticínios ganhou força com 
o know-how já conhecidos pelo mercado. 
Orientados a projetar as melhores soluções para armazenamento e 
tratamento do leite e de grãos, aprimoramos os projetos específicos para o suporte 
destes segmentos sob medida como desnatadeiras, iorguteiras, misturadores, 
reatores, silos de armazenamento de grãos e de leite. 
 
Figura 13: Equipamentos do setor de Agropecuária & Laticínios 
Fonte: < https://goo.gl/CBuuQJ> 
 
4.2.2. Produtor Rural 
 
O histórico da DEC Brasil no segmento leiteiro garante a confiabilidade e 
qualidade que o produtor rural precisa para ficar tranquilo quanto a sua produção, 
além de dispor de assistência técnica em todos as regiões, peças e acessórios para 
reposição, orientação para planejamento de produção leiteira e tira dúvidas para o 
produtor rural. Para este segmento são comumente comercializados tanques 
resfriadores de leite, tanques rodoviários de leite e tanques sobre encomenda. 
 
 
24 
Figura 14: Equipamentos da produção rural 
 
Fonte: < https://goo.gl/cLqphml > 
 
 
4.2.3. Indústria e construção civil 
 
Nas áreas de indústria e construção civil a DEC Brasil oferece soluções de 
fabricação nos mais diversos equipamentos empregados nas mais diversas áreas e 
atendendo a necessidade da empresa de engenharia de forma totalmente segura. 
Alguns equipamentos são: autoclaves, carrinhos, ciclones, extratores, esteiras, 
estações de tratamentos completas, evaporadores, filtros, misturadores, peneiras, 
ring dryer, silos, skids, tanques diversos, tinas, trocadores de calor e etc. 
 
Figura 15:Equipamentos da indústria e construção civil. 
 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
25 
4.2.4. Farmoquímica e cosméticos 
 
De todas as tecnologias que a DEC busca acrescentar em seus 
equipamentos, a Indústria Farmoquímica & Cosméticos é o segmento que mais 
exige e se beneficia com este diferencial. 
O cuidado com a saúde norteia a realização dos projetos e da fabricação, 
fazendo da DEC Brasil o parceiro ideal para a solução na fabricação de 
equipamentos que atendam as normas rigorosas da indústria farmoquímica e 
cosméticos. São fabricados carrinhos, esteiras, misturadores, reatores para 
cosméticos, silos, tanque para homogeneização e tanques para estocagem de 
cosméticos.Figura 16: Equipamentos da indústria farmoquímica e cosméticos 
 
 
Fonte: < https://goo.gl/ZrLmmd> 
 
4.2.5 Alimentícia 
 
O Aço inoxidável prioriza o cuidado e sanitização. Assim sendo a DEC Brasil 
decidiu expandir o mercado e atender o mercado alimentício, uma vez que o aço 
inoxidável é sua principal matéria-prima para a fabricação de equipamentos que vão 
desde autoclave de linha para desidratação de condimentos, carrinhos, ciclones, 
extratores, esteiras e evaporadores, até trocadores de calor, filtros, misturadores, 
peneiras, ring dryer, silos, skids e etc. 
 
 
26 
Figura 17: Equipamentos da indústria Alimentícia. 
 
Fonte: < https://goo.gl/rNHtGi> 
 
4.4. Logística geral do processo produtivo da Dec Brasil 
 
Todo o processo de fabricação da DEC Brasil se inicia com o orçamento do 
projeto, onde é levantado em consideração todo o custo de fabricação (material, 
acessórios, mão de obra, logística, testes de segurança e qualidade), além de ser 
apresentado um descritivo completo com as informações do equipamento projetado. 
Nesta fase, é comum a ocorrência de várias revisões com o intuito de alinhar os 
parâmetros técnicos e comerciais, sempre buscando o acordo mútuo entre 
contratante e contratada. 
Após a consolidação do orçamento, o croqui do equipamento segue para o 
departamento de projetos e alí são detalhadas as formas construtivas, os acessórios 
e as peculiaridades solicitadas pelo cliente, que por sua vez recebe o projeto 
finalizado para certificação e aprovação do equipamento a ser construído. 
Com a aprovação do projeto, é gerado uma lista de compra de matéria prima 
para que seja realizada a compra do material necessário para a fabricação do 
equipamento solicitado. Após a disponibilização dos materiais na fábrica, os 
desenhos com o detalhamento de cada equipamento são enviados para o suporte 
técnico de fabricação que os distribui aos setores de fabricação correspondentes, 
aos quais podem ser corte e dobra, soldagem, usinagem, polimento, testes e etc. 
Cada área de atuação se dirige com a ordem de produção até o almoxarifado para a 
retirada dos materiais pertinentes à construção do projeto. 
 
27 
Estas áreas são interligadas entre si e, conforme o equipamento a ser 
confeccionado, o momento de atuação no projeto é alterado em virtude das 
peculiaridades exigidas. Em outras palavras, pode-se afirmar que elas são 
codependentes no tocante do fluxo fabril. 
 
4.5. Planta baixa geral da Dec Brasil 
 
Figura 18: Planta baixa geral Dec Brasil. 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
Figura 19: Planta baixa do corpo fabril Dec Brasil. 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
28 
5 A USINAGEM NA DEC BRASIL 
 
5.1. Logística Interna do processo de usinagem 
 
Como descrito anteriormente, todos os setores de produção possuem 
diferentes atividades e participação no decorrer da execução do projeto solicitado. 
As tarefas de usinagem variam conforme está participação e tem seu início, muitas 
vezes, na própria retirada de material no almoxarifado através de operações como 
corte e serragem 
 
Figura 20: Logística interna do setor de usinagem. 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
5.2. Maquinário de usinagem 
 
O setor propriamente dito de usinagem na DEC Brasil é relativamente 
pequeno quando comparado a outras empresas com capital industrial parecido, 
 
29 
possuindo em suas instalações apenas três tornos mecânicos manuais, duas 
furadeiras de bancada e uma fresadora radial manual. Estas máquinas, por sua vez, 
não atendem toda a gama de equipamentos fabricados pela a DEC em virtude de 
seu limite de capacidade máxima produtiva, ocasionando muitas vezes a 
terceirização de alguns processos de fabricação. 
 
Figura 21: Torno ROMI Tormax 20 A 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
Figura 22: Torno ROMI Tormax 35 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
30 
Figura 23: Moto esmeril 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
Figura 244: Torno de repuxo 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
31 
Figura 255: Furadeira Sanches blanes S/A – Mod. FF20. 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
Figura 266: Furadeira radial MAS - VRGA 
 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
32 
Figura 27: Fresa ROMI U-30 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
5.2. Peças comumente usinadas 
 
Para cada equipamento projetado e fabricado pela DEC, há uma gama de 
acessórios a serem confeccionados no setor de usinagem, tais como flanges, pés 
niveladores, castelos (suporte do sistema de agitação em tanques), furações, 
manoplas, cubo dos eixos dos impelidores, eixos, prensa gaxetas, poço de 
termômetro, tomadas NPT e etc. 
 
5.3. Características e Usinabilidade dos Aços inoxidáveis 
 
5.3.1. Características dos aços inoxidáveis 
 
Os aços inoxidáveis possuem diversas classes baseados em sua 
microestrutura que apresentam nas condições comuns de serviço a temperatura 
ambiente. Tendo assim então as seguintes classificações aços inoxidáveis 
martensíticos, aços inoxidáveis ferríticos e aços inoxidáveis austeníticos. Porem 
 
33 
oque torna os aços inoxidáveis é o acréscimo principalmente do cromo e do níquel 
nas ligas metálicas, e outros elementos em uma porcentagem menor como cobre, 
silício, molibdênio e o alumínio. O cromo e de fato o mais importante pois é o mais 
eficiente entre todos os materiais resistente a corrosão, uma liga metálica e 
qualificado como inoxidável a partir do momento em que a ela apresenta em sua 
composição uma taxa de 12% de cromo em sua liga, pois quanto maior a 
porcentagem de cromo presente na liga mais resistente a corrosão fica. 
 
Gráfico 1: Gráfico do teor de cromo nas ligas metálicas 
 
Fonte : <Tecnologia Mecânica - Vicente Chiaverine - Vol 3> 
 
Para uma elevada temperatura, a mesma característica ocorre, porem o teor 
de cromo necessita ser mais elevado na liga metálica, para que o material adquira 
uma combinação de resistência ao calor e a oxidação e necessário que haja uma 
concentração de cromo superior a 20%. Como indicado no gráfico abaixo. 
 
 
 
 
 
34 
Gráfico 2: Gráfico do teor de cromo nas ligas metálicas resistente ao calor 
 
Fonte : <Tecnologia Mecânica - Vicente Chiaverine - Vol 3> 
 
A maior parte dos equipamentos fabricados pela Dec brasil são fabricados 
com os aços inoxidáveis austeníticos como o aço inox AISI 304 e o aço inox AISI 
316L. 
São Ligas a base de (Fe-Cr-Ni), Cromo (16-30%) e níquel (8-35%), as ligas 
mais conhecidas e populares são os 18-8, que possuem em média 18% de teor 
médio de cromo e 8% de níquel, outros elementos que presentes nos aços 
inoxidável austeníticos são o silício de 1,0 a 1,5% de concentração, manganês ate 
2%, eventualmente fosforo, enxofre ou selênio, em torno de 0,07% para melhorar a 
usinabilidade do material, molibdênio de 3 a 4% para melhorar a resistência a 
corrosão química. 
As principais utilizações desta categoria de aço inoxidável são para a indústria 
alimentícia, farmacêutica, naval, utensílios domésticos, peças decorativas etc. 
 
5.3.2. Usinabilidade dos aços inoxidáveis 
 
Os aços inoxidáveis, em geral, são requeridos por possuírem boas 
propriedades de resistência mecânica e, principalmente, resistência à corrosão. 
Entretanto, esses materiais compreendem várias famílias de ligas com suas próprias 
 
35 
características de microestrutura, elementos de liga e faixa de propriedades (Metals 
Handbook, 1989). Apesar dessa diversidade, em geral, os aços inoxidáveis 
apresentam baixa usinabilidade com forte aderência na ferramenta levando, em 
alguns casos, a quebras e lascamento da aresta (Trent, 1989). 
A baixa usinabilidadeé ocasionada pela composição química necessária para 
que o material apresente propriedades elevadas a resistências mecânicas e à 
corrosão, especialmente para os aços inoxidáveis austeníticos cujo possuem as 
melhores propriedades e, consequentemente, maior demanda. A presença de 
elementos como cromo, níquel e molibdênio causa altas deformações plásticas, 
determinando elevadas forças de atrito e de corte com prejuízos para a vida útil da 
ferramenta que está sendo empregada. 
 
5.4. Velocidade de corte empregada 
 
De acordo com a entrevista realizada com os encarregados da usinagem os 
técnicos mecânicos Gilmar e Luiz a rotação e a velocidade de corte utilizada na peça 
a ser usinada variam de acordo com processo que está sendo realizado, se é uma 
usinagem esta em uma etapa de desbaste, acabamento, se está sendo usinado uma 
rosca, furos, rasgos, etc. Para cada processo empregado muda consideravelmente 
as configurações no processo de usinagem. 
Outros fatores relatados pelo o Gilmar que influencia na consideração da 
velocidade de corte aplicada no torno durante a usinagem seria a dimensão da peça 
a ser usinada, a qualidade da pastilha de corte e das condições de trabalho do torno 
mecânico, a somatória destes fatores também contribuem na interferência para a 
usinabilidade do material usinado, se estes parâmetros não estiverem nas devidas 
condições de usinagem pode ocasionar em falhas repentinas durante a usinagem. 
Como fora apresentado um exemplo prático durante a entrevista, o Técnico 
Gilmar mostrou que dependendo do torno em que se está operando não se pode 
ultrapassar certa rotação, que no caso era uma rotação de 1300 rotações por minuto 
(rpm), pois corre o risco de aparecer vibrações durante usinagem, e essas vibrações 
podem comprometer a precisão, a qualidade da usinagem e poderia chegar a causar 
um desgaste prematuro na ferramenta de corte. 
De acordo com o relato técnico do operador as rotações de usinagem 
costumam variar de 315 a 1200 rotações por minuto (rpm), devido as limitações do 
 
36 
torno, das características dos materiais inoxidáveis e ao uso de uma pastilha de 
corte de baixa qualidade. 
 
5.5. O Destino do fluido de corte 
 
O fluido de corte utilizado durante a usinagem e reaproveitado através de um 
sistema de refiltrarem do fluido e de um sistema de recirculação do mesmo, e a 
medida que o fluido de corte vai evaporando ao entrar em contato com a superfície 
superaquecida da peça usinada cria-se baixa no reservatório do fluido de corte, 
aonde posteriormente ele completado pelo o operador. 
 
5.6. Reciclagem dos cavacos e das sobras de matéria prima 
 
O aço inoxidável é considerado o material mais reciclável do mundo, podendo 
ser 100% reciclado e totalmente reaproveitado. Por ser reciclado quimicamente 
próximo dos materiais de seu ciclo comum, ele consome menos energia e provoca 
menor impacto ambiental. 
Dentre os materiais mais reciclados estão latas de aço, entulho de construção 
civil e embalagens de aço inoxidável no geral e quando a sucata do aço passa pelo 
processo de reciclagem é possível fazer sua reutilização infinitas vezes, garantindo 
que ele seja transformando em um novo aço sem qualquer perda de qualidade. As 
sobras de matéria prima em geral como pedaços de chapas, tubos, tarugos etc, são 
armazenados em caçambas para possíveis utilizações futuras. 
Os cavacos gerados pela usinagem são agrupados em uma caçamba assim 
como as sobras de matéria prima dos outros processos da DEC Brasil, porem esta é 
uma caçamba de descarte que fica localizada no lado externo do galpão de 
produção, e quando acumulado uma quantidade considerável de cavaco, este é 
vendido para empresas de reciclagem. 
 
 
 
 
 
 
37 
Figura 28: Caçamba de acumulo de recicláveis 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
Como a Ipiranga reciclagem cujo é uma empresa goiana que atua neste ramo 
a mais de vinte e um anos, buscando ser uma empresa que busca nos valores 
humanos, éticos e tecnológicos. Instalada estrategicamente no bairro Ipiranga, 
próxima às principais rodovias que dão acesso fácil à todas as regiões do país. 
Possuindo uma doze mil metros quadrados, a Ipiranga Reciclagem armazena 
resíduos de metais coletados de diversos lugares, tais como o 
ferro, alumínio, inox, baterias, latinhas e outros. Ela possui uma capacidade para 
atender constantemente as regiões de GO, MT, TO, PA e DF, e periodicamente 
qualquer outro estado do território nacional quando solicitado. 
O material reciclável comprado pela Ipiranga é separado e vendido como 
mátria prima para empresas de fundição para a fabricação de novos materiais. 
 
5.7. Problemas Crônicos observados pelo os Operários 
 
Devido a baixa qualidade da pastilha utilizada para desbaste de material bruto 
(ISCAR - TNMG 160408 - TF IC907) foi observado uma série de fatores que são 
 
38 
graves para o desenvolvimento das peças usinadas e que por sua vez acarretam um 
atraso considerável na linha de produção, tais problemas são estes: 
 Um grande aumento nas horas de fabricação: Como a pastilha de corte não 
possui uma boa qualidade não é conseguido desbastar grandes espessuras de 
materiais sem que a ferramenta de corte estrague, e devido isso um processo que 
deveria der realizado em quatro passos, por exemplo, é realizado em doze passos 
de desbaste, fazendo com o que as horas de fabricação aumentem 
consideravelmente, relata o técnico Gilmar. 
 Paradas repentinas devido à quebra destas pastilhas de corte: Devido a 
constante falha dessas ferramentas de corte cria-se uma defasagem no estoque 
proporcionando paradas prolongadas devido à falta de ferramentas de corte no setor 
de usinagem, podendo atrasar principalmente o fluxo de produção da fábrica. Para 
tentar atender os prazos de entrega os encarregados acabam que utilizando 
pastilhas de corte que já fora antes condenada para o uso de fabricação de peças 
novas, reduzindo por sua vez a qualidade do processo de usinagem. 
Além da defasagem do estoque, essas pastilhas de baixa qualidade também 
geram um custo mais elevado para a produção, pois para atender a demanda e 
necessário realizar mais compras de ferramentas de usinagem de baixa qualidade, 
criando-se um ciclo muito oneroso para a produção. 
Uma solução apresentada para este problema seria a compra de ferramentas 
de corte com uma maior qualidade, para então se aumentar o rendimento do 
processo de usinagem, pois essa troca de ferramenta iria diminuir o custo em longo 
prazo na compra das ferramentas de corte, e consequentemente iria diminuir o 
tempo de fabricação em alguns processos de usinagem outro fator que iria ser 
evitado seriam as paradas repentinas do torno por falta de ferramenta. 
 
5.8. Compra de matéria ferramentas de usinagem 
 
Os principais fornecedores de ferramentas de corte e fluido de corte para a 
DEC Brasil são a Gyn tools e a Imperial parafusos, ambas as impressas fornecem 
brocas, pastilhas, macho para fresas, Óleos, fluido de corte 
 
Com alguns conceitos básicos já estabelecidos, podemos iniciar o descritivo 
da operação de usinagem por meio de torneamento mecânico de uma peça ou 
 
39 
componente padrão. Para fins didáticos, esse modelo englobará algumas das 
operações mais utilizadas na tornearia ao mesmo que terá suas operações descritas 
de forma simplória. 
 
6 ANALISE TÉCNICA E ECONÔMICA 
 
6.1. Objetivo da análise 
 
De acordo com o pedido no escopo de orientação apresentado aos alunos 
devemos descrever o processo de usinagem de uma peça, e analisar os parâmetros 
utilizados pelo o torneiro mecânico, e avaliar os seguintes pontos, se a ferramenta é 
ou não adequada aoprocesso, se as velocidades de corte e rotação do eixo arvore 
estão de acordo com o que o fabricante da pastilha recomenda e estimar um valor 
aproximado para a fabricação desta peça. 
 
6.2. Dimensões e Características da peça analisada 
 
Como não existe a possiblidade de descrever todos os modelos de peças 
fabricadas pelo o setor de usinagem da DEC Brasil, nós escolhemos uma única 
peça para realizar a análise técnica e econômica do processo, tal peça é conjunto do 
pé nivelador, cujo possui a função de regular a altura do equipamento em que são 
empregados. 
Esse modelo de que acessório é instalados nos mais variados equipamentos 
da DEC brasi, pois possibilita que o equipamento dela instalado em lugares com 
desníveis. O modelo da peça escolhida para a análise foi usinado em aço inoxidável 
AISI 304. 
O conjunto do pé nivelador e composto por duas peças o Fuso nivelador e a 
Bucha que é instalada junto aos pés dos equipamentos. Para a fabricação do fuso 
nivelador usa-se uma barra redonda de ∅1” x 110mm de comprimento e para a 
fabricação da bucha irá ser utilizado uma barra redonda ∅1.1/2”x 40mm. 
 
(Composição química: C 0,024%; Sl 0,36%; Mn 1,63%; Cr 18,31%; Ni 8,05%; N 
0,092%; P 0,043% e S 0,02%; Limite de escoamento 0,2% 343 Mpa; Resistência 
 
40 
a tração 647 Mpa Dureza HRC: 203 BHN). 
 
Figura 29: Fuso nivelador 
 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
Figura 29: Bucha do Fuso Nivelador 
 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
41 
 
6.3. Descrição da usinagem 
 
Com os parâmetros dimensionais estabelecidos, podemos dar início ao 
processo da fabricação através de torneamento mecânico. Devemos antes de iniciar 
qualquer tipo de usinagem conhecer as especificações de usinagem pelo os 
fornecedores das ferramentas e corte, tais como classe da ferramenta, velocidade 
de corte e rotação adequada para a peça a ser usinada, pois, para cara material 
usinado as características empregadas no processo mudam, devido às propriedades 
do material usinado. 
De acordo com o catalogo do fabricante a classe da ideal para a usinagem 
dos aços inoxidáveis são ferramentas que estão no grupo ISSO M conforme 
ilustrado na figura 31. A velocidade de corte analisada para o desbaste dos aços 
inoxidáveis austeníticos variam entre 55 a 280 m/mm no geral de acordo com alguns 
catálogos dos fabricantes. 
 
Figura 30: Classificação das ferramentas de corte para metal duro 
 
Fonte: <https://goo.gl/oaaRns > 
 
 
42 
Com as velocidades de corte determinadas pelo os fabricante das 
ferramentas de usinagem, podemos então partir para uma análise técnica através de 
uma média dos valores calculados para a frequência de trabalho ideal para a 
usinagem de cada processo realizado da fabricação da peça em estudo, como em 
campo não foi possível pegar dados precisos para realizar essa análise de uma 
forma mais precisa nós iremos utilizar as informações passadas durante a entrevista 
realizada com os torneiros mecânicos para realizar a comparação com o a situação 
ideal. Portando assim encontraremos a frequência de rotação media ideal para cada 
processo de usinagem por meio da seguinte equação: 
𝑉𝑐 = 𝜋. 𝑑. 𝑛 (Eq. 1) 
Onde: 
𝑉𝑐 = velocidade de corte (m/mim) 
d = diâmetro maior do material (m) 
n = frequência (rpm) 
 
Todas estas ferramentas foram fabricadas pelas as seguintes empresas, a 
multinacional israelense referência no segmento de ferramentas de corte ISCAR e a 
ARWI REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA. Veja na tabela a seguir os dados 
técnicos para esses modelos de partilhas usados na usinagem do aço inoxidável 
AISI 304: 
Tabela 1: Velocidade de corte das ferramentas utilizadas 
 
Modelo Tipo Vel. de Corte Link Catálogo 
TNMG 160408 
-TF IC907 
Triangular 100 - 280 m/min 
http://www.iscar.com/eCatalog/Grade.aspx?gr
ade=IC907&item=5504912&fnum=448&mapp
=IS&app=28 
GRIP 4004 
IC908 
Bedame 55 - 140 m/min 
https://www.iscar.com/eCatalog/Grade.aspx?g
rade=IC908&item=6291277&fnum=228& 
mapp=TG&app=0 
Past Inter -
266RL -
22AC01F050E 
1020 
 
Triangular 
110 m/min 
https://www.arwi.com.br/Produto/266RL-
22AC01F050E---1020 
Past Inter - 
266RG-
22AC01F040E 
1020 
Triangular 110 m/min 
https://www.arwi.com.br/Produto/266RG-
22AC01F040E---1020 
 
43 
No processo de fabricação do Fuso Nivelador seguirá as seguintes etapas no 
processo de usinagem: 
Primeiramente ser feita a fixação do tarugo na placa universal do torno, o 
tarugo deve ser fixo de uma maneira que atribua a maior fixação e com o maior 
balanceamento possível para evitar falhas durante o cisalhamento da matéria prima 
com a ferramenta evitando assim possíveis acidentes. 
Segundo passo seria a fixação da ferramenta na porta ferramentas e alinhar a 
ferramenta de corte com o contraponto do torno. Realizado essa parte inicia o 
processo de remoção de material (desbaste). 
Utilizando o bedame é feita o faceamento de uma das extremidades 
irregulares do tarugo, após o termino do faceamento é realizado o canal de saída de 
cavaco da rosca, que está á 100mm da ponta arredondada da peça. De acordo com 
os parâmetros analisados neste ponto do processo não houve avarias entre 
máquina e ferramenta, pois a ferramenta utilizada nesta manobra foi a ISCAR GRIP 
4004 IC908 – BEDAME, da classe M, (figura 32) cujo possui uma velocidade de 
corte indicada pelo fabricante de 55 a 140 m/min e de acordo com o relatado pelo os 
torneiros em campo estavam utilizando -se uma rotação foi de 800rpm durante este 
processo de usinagem. 
 
Figura 31: BEDAME – ISCAR GRIP 4004 IC908 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
44 
Tabela 2: Parâmetros de usinagem 1 
 
Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 ultilizado 
Bedade 1221,89 rpm 800 rpm 
 
Após ter sido feito o faceamento e o canal a ferramenta e trocada, e agora 
utilizando a pastilha de desbaste, é realizada a usinagem da semicircunferência na 
extremidade do fuso nivelador. A ferramenta utilizada para este passo da usinagem 
foi a pastilha de desbaste TNMG 160408 -TF IC907- ISCAR, da classe M, (Figura 
33) cujo possui uma velocidade de corte especificada pelo fabricante que varia de 
100 a 280 m/mint, portanto nesse ponto do processo tudo estava de acordo com o 
especificado e utilizando uma rotação inferior a rotação máxima calculada 1100 rpm. 
 
Figura 32: TNMG 160408 -TF IC907- ISCAR 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
Tabela 3: Parâmetros de usinagem 2 
 
Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 utilizado 
TNMG 160408 2381,12 rpm 1100 rpm 
 
Após a abertura da saída de cavaco e da usinagem na ponta do eixo, o torno 
e parado para inverter a posição do tarugo para que seja feita a usinagem da rosca 
externa que possui um passo de cinco fios por polegada. A ferramenta utilizada 
nesse ponto da usinagem foi a PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RL-
 
45 
22AC01F050E 1020, da classe M, (Figura 34) segundo a fabricante ARWI a 
velocidade de corte especificada para a realização deste trabalho e de 110 m/mim. 
De acordo com os parâmetros analisados neste ponto do processo não houve 
avarias entre máquina e ferramenta, pois a ferramenta estava devidamente 
especificada trabalhando em condições abaixo da máxima calculada. 
 
Figura 33: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RL-22AC01F050E 1020 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
Tabela 4: Parâmetros de usinagem 3 
 
Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 utilizado 
PASTILHA 
INTERCAMBIAVEL- 
266RL 
1630 rpm 600 rpm 
 
A segunda parte o pé nivelador e a bucha do fuso nivelador, ela segue praticamenteo mesmo processo e as mesmas condições de usinagem pelo qual o fuso nivelador 
passou, contudo diferenciando-se pela a usinagem da rosca interna, cujo se usa a 
PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG-22AC01F040E 1020, da classe M, (Figura 
35), os parâmetros empregados para a usinagem da rosca interna foram 
basicamente as mesmas empregada na usinagem externa segundo a fabricante 
ARWI. 
 
 
46 
Figura 34: PASTILHA INTERCAMBIAVEL - 266RG-22AC01F040E 1020 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
Tabela 5: Parâmetros de usinagem 4 
 
Tipo de Ferramenta 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 calculado 𝑛𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 utilizado 
PASTILHA 
INTERCAMBIAVEL - 
266RG 
1630 rpm 600 rpm 
 
Ao final destes processos nos temos a peça finalmente pronta para seguir na 
linha de fabricação da fábrica. 
 
Figura 35: Conjunto fabricado 
 
Fonte: <Acervo pessoal> 
 
 
 
47 
7 CONCLUSÃO 
 
Em tese, a ação de usinar é algo relativamente simples e de natureza que se 
confunde com a existência do homem, sendo tão natural quanto o nosso próprio 
respirar. Entretanto, o estudo acerca do assunto pode tornar-se denso e complexo 
através olhares mais aprofundados e minuciosos, ao qual faz parte do escopo da 
engenharia apresentar tamanha atenção. 
A tornearia, processo de remoção de partículas executado na máquina 
ferramenta torno, é um dos trabalhos mais comuns presentes na indústria e que 
possui destaque por sua ampla aplicação, variando desde procedimentos 
convencionais com uso de tornos universais, à usinagem de alto padrão com os 
CNCs (comando numérico computadorizado), HSM (high speed machining) e as 
mais atuais os centros de usinagem com cinco eixos. Cabe ao engenheiro identificar 
e aplicar da melhor maneira possível a tecnologia disponível. 
É preciso ressaltar a relevância dos processos de usinagem para o 
desenvolvimento de sociedade que conhecemos e estamos desenvolvendo. É de 
grande valia para os estudantes e para os amantes de mecânica conhecer ainda 
que o básico a respeito do assunto, tendo em vista que estes processos são 
prelúdios para a criação, manutenção e melhoria contínua de todo o universo a 
nossa volta. 
Com essa dissertação sobre o setor de usinagem da DEC Brasil nos 
proporcionou ter a experiencia de ver de perto como funciona e de como este setor e 
encaixado em uma linha produção, avaliando e analisando cada ponto do processo 
produtivo nos permitiu ter um conhecimento geral de como funciona uma empresa 
de grande porte, desde a solicitação de um equipamento até a fabricação dos seus 
equipamentos e componentes neles empregados, neste caso especificamente se 
referindo aos componentes que fazem parte do setor de usinagem da DEC brasil. 
Com ética, é preciso expor que além de nos dar esta visão de uma maneira 
abrangente, todo este escopo nos colocou de frente com algumas adversidades 
enfrentadas constantemente pelo os operários é de pensar em possíveis soluções 
para elas, como foi mencionado neste documento. Esta foi uma experiencia de suma 
importância para a nossa formação como engenheiros mecânicos. 
 
 
48 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
CHIAVERINI, Vicente. Tecnologia Mecânica Vol. 3: Materiais de construção 
mecânica. 2º edição. São Paulo: McGraw-Hill, 1986. 
 
DINIZ, Anselmo Eduardo. Tecnologia da usinagem dos materiais. 9º 
edição. São Paulo: Artliber, 2014. 
 
MICHAELIS, Dicionário Online – Usinagem. Página web, 2018. Brasil, 2018. 
Disponível em <https://goo.gl/ADzwtN>. Acesso em 05 de maio de 2018. 
 
PENTEADO, Fernando. Conceitos Usinagem. Universidade de São Paulo, 
2017. São Paulo, 2017. Disponível em <https://goo.gl/Vil6ds>. Acesso em 05 de 
maio de 2018. 
 
CIMM, Centro de Informação Metal Mecânica. Definição – O que é 
usinagem? Página web, 2017. Brasil, 2017. Disponível em <https://goo.gl/oV2bn4>. 
Acesso em 05 de maio de 2018 
 
WIKIPÉDIA, A Enciclopédia Livre. Usinagem. Página web, 2017. Brasil, 2017. 
Disponível em <https://goo.gl/rQsUaE>. Acesso em 05 de maio de 2018 
 
NEHRING, José Eduardo. Usinagem Completa. Escola de Engenharia de 
Piracicaba, 2017. São Paulo, 2017. Disponível em <https://goo.gl/hqwB28>. Acesso 
em 05 de maio de 2018 
 
TECMECÂNICO, O Blog do Técnico. Histórico do Torno Mecânico. Página 
web, 2013. Brasil, 2013. Disponível em <https://goo.gl/WLytWr>. Acesso em 05 de 
maio de 2018 
 
CIMM, Centro de Informação Metal Mecânica. Torno: A Mais Antiga das 
Máquinas-Ferramenta. Página web, 2017. Brasil, 2017. Disponível em 
<https://goo.gl/ctbZ9Y>. Acesso em 05 de maio de 2018 
 
 
49 
CIMM, Centro de Informação Metal Mecânica. Torneamento - O Processo. 
Página web, 2017. Brasil, 2017. Disponível em < https://goo.gl/7zLGWj>. Acesso em 
05 de maio de 2018 
 
AZEVEDO, Luciano Neres. Relatório de Estágio. SENAI, 2013. Goiás, 2013. 
Disponível em <https://goo.gl/nZhQ1F>. Acesso em 05 de maio de 2018 
 
SANDVIK. Torneamento de aços inoxidáveis. Página web, 2017. Brasil, 
2018. Disponível em < https://goo.gl/FxSCxu>. Acesso em 10 de maio de 2018. 
 
IONIX. Reciclagem do aço inoxidável. Pagina web, 2018. Brasil, 2018. 
Disponível em < https://goo.gl/ToQ5Ku>. Acesso em 15 de maio de 2018.

Mais conteúdos dessa disciplina