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FACULDADE FAMETA BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA LEILA MARIA CAZUZA E SILVA GALINA GRAVIDEZ E EXERCÍCIO FÍSICO Rio Branco 2017/2 FACULDADE META BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA GRAVIDEZ E EXERCÍCIO FÍSICO Leila Maria Cazuza e Silva Galina Trabalho acadêmico apresentado à disciplina Grupos Especiais, sobre: Gravidez e Exercício. Profa. Conceição Fiesca de Lima – 4º semestre Rio Branco 2017/2 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 03 2. TRANSFORMAÇÕES NA GESTANTE 04 3. EXERCÍCIO FÍSICO E GRAVIDEZ 05 4. RISCOS PARA O FETO 06 5. PRESCRIÇÃO DOS EXERCÍCIOS 06 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 08 REFERÊNCIAS 09 3 1 – INTRODUÇÃO Durante a gravidez o corpo da mulher passa por várias transformações (fisiológicas e psicológicas) que alteram seu funcionamento. O exercício físico ajuda em determinadas mudanças de forma positiva. Algumas partes devem ser trabalhadas, a fim de criar fortalecimento da musculatura e melhor resistência cardiorrespiratória. Isso requer um cuidado maior na seleção das atividades, pois alguns exercícios de alto impacto podem acarretar complicações tanto para a mãe como para o feto. Mas quando bem selecionados, e com a liberação médica, que é indispensável, os exercícios físicos trazem benefícios para ambos. O trabalho transcreverá em poucas linhas as vantagens de uma gestante em praticar exercícios físicos durante o período da gravidez e possíveis riscos. 4 02 – TRANSFORMAÇÕES NA GESTANTE Quando grávidas, as mulheres exibem aumento de dores lombar, pois a alteração do centro de gravidade e a rotação da pelve proporcionam estes sintomas. A mulher sedentária tem um declínio do condicionamento físico durante a gravidez e a falta de atividade física regular a torna suscetível a doenças durante e após a gestação. Fig. 1 - Imagem representando o início de um novo ciclo na vida para uma gestante. Como já citado anteriormente a mulher passa por diferentes modificações, sendo algumas aparentes, e outras não. As transformações fisiológicas são as mais visíveis (as de posição dos órgãos não são tão perceptíveis) e as mudanças psicológicas (emocional) são propícias na gestação. O coração também sofre mudança de posição, decorrente do aumento do útero que pressiona o diafragma, sofrendo algumas alterações, como refere Hanlon, 1999, p. 08: O coração também é um órgão que com a pressão do diafragma é movido um pouco para cima. “O volume de sangue aumenta de 30% a 50% e a frequência cardíaca de repouso pode aumentar até 20%. O débito cardíaco (...) aumenta de 40% a 50% para atender as necessidades do seu útero e do bebe que estão crescendo. No entanto a reserva cardíaca (...) diminui. Isso significa que você se cansa com mais facilidade, porque aumenta a necessidade de oxigênio pra você e para seu bebê. 5 03 - EXERCICIO FÍSICO E GRAVIDEZ Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a atividade física pode ser analisada como qualquer tipo de movimentação corporal apropriada para gerar aumento do gasto metabólico energético. Já o exercício se expressa como um tipo de atividade física esquematizada, estruturada e preparada com desígnio de manutenção, ou melhor, condicionamento físico (MORENO,1997). Os exercícios auxiliam a aguentar melhor o peso da barriga, combatem o inchaço e ainda promovem o nascimento através do parto normal, além de diminuir o risco de incontinência urinária na gravidez e também no pós-parto. Os principais benefícios são: combate a dor e o desconforto nas costas; maior domínio sobre o peso; melhor condicionamento físico; melhora a respiração; melhora a circulação sanguínea e maior oxigenação do bebê. Fig. 2 – Trabalhando equilíbrio e fortalecimento da musculatura. Com a musculatura mais forte e firme, a gestante tende a sentir menos dores nas costas, move-se com maior facilidade e tem mais disposição para concretizar atividades cotidianas. Entretanto, é importante que os exercícios sejam voltados para a grávida porque é imprescindível fortalecer das costas e os músculos pélvicos que ficam naturalmente enfraquecidos na gestação. 6 04 – RISCOS PARA O FETO Alguns fatores podem ocasionar estresse, limitação do desenvolvimento intrauterino e prematuridade do bebê. A execução de exercícios ocasiona riscos possíveis em ocasiões em que a intensidade seja elevada, designando um estado de hipóxia (diminuição do aporte de oxigênio ou baixa concentração de oxigênio nos tecidos) para o embrião, e em situações que houver ameaça de lesão abdominal e em episódios de hipertermia (aumento da temperatura normal corporal) da gestante. Na opinião de Lima e Oliveira 2005, existem algumas contra indicações de exercícios durante a gravidez para as mulheres com as seguintes complicações: Contraindicações absolutas Doença miocárdica descompensada; Insuficiência cardíaca congestiva; Tromboflebite; Embolia pulmonar recente; Doença infecciosa aguda; Risco de parto prematuro; Sangramento uterino; Isoimunização grave; Doença hipertensiva descompensada; Suspeita de estresse fetal; Paciente sem acompanhamento pré-natal. Contraindicações relativas Hipertensão essencial; Anemia; Doenças tireoidianas; Diabetes mellitus descompensado; Obesidade mórbida; Histórico de sedentarismo extremo. 05 – PRESCRIÇÃO DOS EXERCÍCIOS Para os autores as gestantes que não exibem contraindicações precisam ser estimuladas a concretizar atividades aeróbias, de resistência muscular e alongamento. As atividades escolhidas precisam apresentar o mínimo de risco de perda de estabilização e de traumatismos. Os exercícios devem ser em clima agradável (nem muito quente, nem frio), e manter a hidratação apropriada, para não depreciar a temperatura da nova mamãe. Lima e Oliveira (2005) descreve uma pesquisa que o Sports Medicine Australia elaborou com as seguintes recomendações: • em grávidas já ativas, manter os exercícios aeróbios em intensidade moderada durante a gravidez; • evitar treinos em frequência cardíaca acima de 140 bpm. Exercitar-se três a quatro vezes por semana por 20 a 30 minutos. Em atletas é possível exercitar-se em intensidade mais alta com segurança; • os exercícios resistidos também devem ser moderados. Evitar as contrações isométricas máximas: • evitar exercícios na posição supina; • evitar exercícios em ambientes quentes e piscinas muito aquecidas; • desde que se consuma uma quantidade adequada de calorias, exercício e amamentação são compatíveis; • interromper imediatamente a prática esportiva se surgirem sintomas como dor abdominal, cólicas, sangramento vaginal, tontura, náusea ou vômito, palpitações e distúrbios visuais; • não existe nenhum tipo específico de exercício que deva ser recomendado durante a gravidez. A grávida que já se exercita deve manter a prática da mesma atividade física que executava antes da gravidez, desde que os cuidados acima sejam respeitados. 7 Com a autorização médica a futura mamãe pode iniciar um programa regular de exercícios físicos, trazendo múltiplas vantagens para sua saúde. Os exercícios mais indicados são: alongamento, caminhada e bicicleta, ginástica ou musculação, hidroginástica, natação e pilates. Fig. 3 – Exercícios de pilates de solo para gestante. Matsudo e Matsudo (2000,p. 05), diz que benefícios biológicos do treinamento durante a gravidez, são: • Menor ganho de peso e adiposidade materna; • Diminuição do risco de diabetes; • Diminuição de complicações obstétricas; • Ausência de diferenças significativas em idade gestacional, duração do parto, peso ao nascimento, tipo de parto, valores de APGAR e complicações maternas e fetais; • Menor risco de parto prematuro; • Menor duração da fase ativa do parto; • Menor hospitalização; • Diminuição na incidência de cesárea; • Melhora na capacidade física. O treinamento trará benefícios no período da gravidez e posteriormente ao nascimento do bebê, mas para obter o resultado deve-se praticar o mínimo aconselhado, sendo três vezes por semana, fazendo a combinação de exercícios aeróbios com os anaeróbios. 8 06 – CONSIDERAÇÕES FINAIS Pode-se findar que a prática de exercício físico moderado durante a gestação colabora para melhorias no bem-estar da mãe e do feto, tanto na parte biológica como na psicológica, adotando alguns cuidados para não extrapolar os limites do corpo, com a liberação de um médico e acompanhamento de um profissional de educação física qualificado, torna-se uma excelente alternativa para melhorar a qualidade de vida e alivia dores durante da gestante. 9 REFERÊNCIAS GUEDES, D. P.; GUEDES, J. E. R. P. Controle do peso corporal. Ed. Midiograf. Londrina, 1998. HANLON, Thomas W. Ginástica para Gestantes: O Guia Oficial da YMCA para Exercícios Pré-Natais. São Paulo: Ed. Manole Ltda, 1999, p. 03-35. LIMA, Fernanda R.; OLIVEIRA, Natália. Gravidez e Exercício. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 45, n. 3, p. 188-90, mai./jun., 2005. Trabalho realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Recebido em 15/02/2005. Aprovado, após revisão, em 29/04/2005. MATSUDO, V. K. R.; MATSUDO, S. M. M. Atividade Física e Esportiva na Gravidez. Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul – CELAFISCS. Publicado no livro: A Grávida. TEDESCO JJ (Editor), São Paulo: Atheneu, 2000. p. 59-81 MIRANDA, Sérgio A.; ABRANTES, Fernanda. Ginástica para Gestante. Rio de Janeiro: Ed. Sprint Ltda, 1998, p. 01-03. MORENO, B .; LOPEZ, M, MORENO, S. Obesidade, conceito e classificação. Obesidade presente e futuro. 1997. <https://mdemulher.abril.com.br/dieta/exercicio-fisico-para-gestante-tire-suas- duvidas/>. Exercício físico para gestante: tire suas dúvidas! Publicado em 14 de abril 2011, 22h00. Acesso em 14/11/2017, às 15h29min. <https://brasil.babycenter.com/a1500618/guia-de-exerc%C3%ADcios-para- gestantes>. Guia de exercícios para gestantes. Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil. Acesso em 15/11/2017, às 18h04min.