SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA MENTAL: UM ESTUDO SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO SEXUAL DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL FRENTE AOS PRECONCEITOS DA SOCIEDADE
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SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA MENTAL: UM ESTUDO SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO SEXUAL DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL FRENTE AOS PRECONCEITOS DA SOCIEDADE


DisciplinaPsicologia, Diversidade e Inclusão Social6 materiais81 seguidores
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\ufffdFACULDADE EFICAZ 
SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA MENTAL: UM ESTUDO SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO SEXUAL DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL FRENTE AOS PRECONCEITOS DA SOCIEDADE\ufffd
 PAREJA, Anizia Rette\ufffd
 
RESUMO: A sexualidade é uma dimensão nuclear do ser humano. O deficiente mental, assim como qualquer ser humano, tem necessidade de expressão da sua sexualidade, porém seu desejo é barrado pela família e sociedade pela maneira como ele a expressa, muitas vezes de forma inadequada e inoportuna. Essa forma de expressão acaba por produzir certo grau de constrangimento social e familiar que acaba produzindo uma repressão ao desejo exposto pelo portador, na tentativa de dessexualizar o mesmo. Ela repressão pode alterar o equilíbrio do deficiente, diminuindo as possibilidades de que ele tenha um desenvolvimento melhor e ainda pode acarretar angústia e agressividade. Quando orientada e encaminhada de forma coerente à sexualidade melhora o desenvolvimento afetivo e ainda contribui para o relacionamento interpessoal do indivíduo, aumentando sua autoestima e adequação à sociedade. Essa pesquisa procura contribuir para melhor compreensão da sexualidade do deficiente mental, colaborando assim com a família, escola e profissionais de saúde no sentido de transformar as manifestações de desejo sexual dos mesmos num evento menos repressor, mas precursor de uma melhoria na integração social desse indivíduo.
PALAVRAS-CHAVE: Deficiência Mental. Sexualidade. Desejo. Integração social 
RESUMEN: La sexualidad es una dimensión nuclear del ser humano y mentales, así como cualquier ser humano tiene la necesidad de expresión de su sexualidad, pero por cómo expresó su deseo es prohibido por la familia y la sociedada menudo indebidamente y inadecuado. Esta forma de expresión finalmente producir cierto grado de social y familiar verguenza que acaba de producir un deseo reprimido expuestos por el transportista, en un intento de dessexualizar el mismo. Esa represión podría cambiar el equilibrio de deficiente, reduciendo las posibilidades que tiene un mejor desarrollo y puede conducir a la ansiedad y la agresividad. Cuando orientada y reenvía coherentemente sexualidad mejora el desarrollo afectivo y todavía contribuye a la relación interpersonal del individuo, aumentando su autoestima y encaja en la sociedad. Esta investigación pretende contribuir a una mejor comprensión de la sexualidad de problemas mentales, colaborando con las familia, escuela y salud profesionales para transformar el deseo sexual de los menos represor de precursores, pero una mejora en la integración social del individuo.
PALABRAS-CLAVE: Mental deficiencia. Sexualidad. Espero. Integración social
INTRODUÇÃO
Este artigo tem por objetivo discutir a questão da sexualidade da pessoa com deficiência mental e suas implicações na relação com familiares, profissionais da saúde e educadores esclarecendo aos mesmos aspectos relacionados ao desejo sexual, mitos e preconceitos que permeiam o imaginário da sociedade e a necessidade de uma formação adequada daqueles que estarão em contato com esse indivíduo, já que os mesmos são vítimas de preconceito quanto a sua manifestação sexual. Dessa forma, espera-se que esses possam desfrutar de uma vida sexual e afetiva que lhes tragam benefícios e que, apesar de algumas limitações, ocorra uma socialização e realização que lhes permitam uma vida satisfatória.
Por entender-se que a sexualidade é uma dimensão nuclear de todo ser humano, e que a mesma está vinculada à intimidade, a afetividade, a uma maneira de sentir e exprimir-se, manifestando-se dessa forma em todas as relações afetivo-sexuais, verifica-se a importância de um estudo mais detalhado em busca de proporcionar informações que possam colaborar aos envolvidos com os portadores de deficiência mental alguns subsídios que possam colaborar para que os mesmos tenham uma vivência sexual mais adequada, sem repressões, podendo exercer com dignidade seus direitos de livre expressão da afetividade e sexualidade.
 	Segundo Girolamo (2002), a influência da sexualidade está presente em todos os aspectos da vida humana desde a concepção até a morte, manifestando-se em todas as fases da vida desde a infância, adolescência, fase adulta até a terceira idade não havendo distinção de raça cor, sexo e nem tampouco deficiência. A sexualidade não se refere apenas aos aspectos genitais, sendo essa dimensão apenas uma de suas formas de expressão, porém não a única.
O autor destaca que pelo fato da sexualidade não ser expressa apenas fisicamente, os deficientes mentais acabam encontrando muitas dificuldades e enfrentam muitos preconceitos, já que exercer a sexualidade demanda aspectos ligados à cognição e a tomada de decisões. Porém, a pessoa portadora de deficiência mental é um ser bio-psico-social em constante evolução, que como qualquer ser humano tem necessidade de expressar seus sentimentos de um modo particular e intransferível.
É comum depararmos com discursos equivocados sobre a sexualidade das pessoas portadoras de deficiência mental. Ideias tais como: que o comportamento inadequado das mesmas é resultado de uma educação errada, que a sexualidade deve ser tratada como um \u201cproblema\u201d, e ainda que os portadores sejam pessoas assexuadas, permeiam o imaginário da sociedade, destaca o autor.
Dessa forma estamos diante de um quadro polêmico que exige um estudo mais aprofundado para que haja uma compreensão sobre os fatores que envolvem tal situação.
 Se tanto a sexualidade quanto a deficiência mental são assuntos extremamente polêmicos e difíceis de tratar, o que diríamos da junção sexualidade e deficiência mental?
Para tal entendimento, necessário se faz que família, educadores e instituições responsáveis por pessoas portadoras deficiência mental, compreendam que é necessário um estudo que envolva todos os aspectos concernentes à sexualidade, frisando que ela não acontece somente em um plano biológico, mas também psicológico sociocultural e histórico desse sujeito.
Maia (2006) destaca que tanto pessoas com deficiência mental ou não, crescem numa sociedade que pouco prioriza a educação sexual e quando essa existe, é de forma precária e inadequada, com mitos e preconceitos permeando essas informações. Ao se tratar de portadores de deficiência mental o quadro se acentua, porque as relações familiares e sociais são caracterizadas pelo isolamento e segregação, grande controle comportamental, aumentando a dependência e insegurança, o que limita o progresso social e crescimento pessoal.
A autora assegura que atualmente muito se tem discutido sobre inclusão dos portadores de deficiências em todas vertentes da sociedade, por isso aspectos ligados à sexualidade, amor e relacionamentos pessoais tem feito parte desse discurso, levando a sociedade a uma reflexão sobre a questão da repressão ao desejo e manifestação sexual dos mesmos. Enfatiza ainda que a falta de informação da família e educadores a respeito da vida sexual dos portadores de deficiência mental, faz com que erros sejam cometidos, estimulando o preconceito, aumentando a restrição à atividade sexual. Muitos indivíduos acatam de tal forma essa repressão, que se acreditam rejeitados, não se permitindo vivenciar relações afetivo-sexuais, introjetando preconceitos advindos de uma sociedade desprovida e deficiente de informação.
	Maia (2006 apud PINEL, 1999) acentua que a maioria das pessoas com deficiências, acredita ter um corpo fragmentado e degradante, o que as tornam mais vulneráveis a ataques violentos e abusos. Por isso, não é estranho que sejam pessoas com grande carência afetiva, dependência emocional, dificuldades em lutar por seus direitos sociais e vivenciarem positivamente sua vida afetiva e sexual. Quando se trata de deficiência mental, o quadro se agrava, já que segundo Assumpção