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Crime Doenca ou Remedio? Analise do discurso de reportagens sobre o uso da maconha no Jornal Nacional e no Fantástico

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA 
CENTRO DE ARTES, HUMANIDADES E LETRAS 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL 
 
 
 
 
ALANNA OLIVEIRA SANTOS 
 
 
 
 
CRIME, DOENÇA OU REMÉDIO? 
ANÁLISE DO DISCURSO DE REPORTAGENS SOBRE O USO DA 
MACONHA NO JORNAL NACIONAL E NO FANTÁSTICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cachoeira – BA 
2011 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA 
CENTRO DE ARTES, HUMANIDADES E LETRAS 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL 
 
 
 
 
ALANNA OLIVEIRA SANTOS 
 
 
 
 
CRIME, DOENÇA OU REMÉDIO ? 
ANÁLISE DO DISCURSO DE REPORTAGENS SOBRE O USO DA 
MACONHA NO JORNAL NACIONAL E NO FANTÁSTICO 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como pré-requisito 
parcial para obtenção do título de Bacharel em Comunicação 
Social habilitado em Jornalismo pela Universidade Federal do 
Recôncavo da Bahia 
 
 
 
ORIENTADOR: Prof.ª Dr. Gilmar Hermes 
 
 
 
 
Cachoeira – BA 
2011 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao 
passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo 
que veio antes e depois.” 
Walter Benjamim 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho as primeiras turmas do Centro de Arte, Humanidades e Letras, 
por encarar com coragem a missão de construir uma universidade. Foi essa coragem que 
me motivou a dar prosseguimento a esta pesquisa, ciente de que para alterar ou construir 
uma realidade é preciso agir sobre ela. 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço primeiramente aos meus pais, Helena e Jonas, por me possibilitarem a 
vivência e o aprendizado que a universidade oferece e por sempre aceitarem minhas escolhas, 
por mais estranhas que essas possam lhes parecer. Devo também muito a minha irmã, 
Arianne, que durante este tempo em que aqui estive foi para mim uma mãe, cuidando de mim 
e estando do meu lado, representando minha família. Ao meu orientador, Gilmar, agradeço 
mil vezes pela paciência, pela ajuda e pelas observações que muito contribuíram para o meu 
trabalho. 
Durante esses quatro anos e meio que passei nesta universidade pude vivenciar 
experiências maravilhosas, em contato com pessoas de diversos lugares, com visões de 
mundo diferentes e isso enriqueceu muito o meu aprendizado na universidade, que não 
aconteceu só na sala de aula ou através dos livros, mas também no contato direto com pessoas 
e ideias e que muito me transformou. No Cortiço Universitário constitui outra família, uma 
nova maneira de me relacionar com as pessoas, uma nova maneira de viver o mundo. 
Agradeço então aos integrantes desta comunidade alternativa, todos, dos moradores aos 
agregados, que me acompanharam durante esta jornada. São eles: Sarah, May, Thalita, 
Rodrigo, Larissa, Gustavo, Diego, Flávio, Mateus, Astrude, Zaine e, mais uma vez, minha 
irmã e seu marido, George. Além do C.U., sou grata a carruagem de Térpis e ao Coletivo 
Escritório, movimentos revolucionários do CAHL que muito me acrescentaram nos 
questionamentos sobre nossos valores, condutas e comportamentos. 
Meus agradecimentos também a todos os professores com quem tive aula. Quando 
cheguei aqui não tínhamos biblioteca, nem laboratórios. A nossa principal fonte de 
conhecimento foram vocês, que mesmo com a falta de estrutura da universidade realizaram 
um excelente trabalho. Nesses professores incluo os que ainda estão aqui e os muitos que 
foram embora, mas que, mesmo de passagem, deixaram suas marcas, um pouco de seu 
conhecimento, entre nós. Com tantos bons professores que tive acho uma lastima que, muitos 
deles, não vivenciem a realidade cotidiana das cidades de Cachoeira e São Félix. Duas belas 
cidades para as quais os conhecimentos desses professores podem propiciar grandes melhorias 
na educação e na qualidade de vida de quem é daqui. Agradeço então a essas cidades e a seu 
povo que aqui me acolheu. 
 
Agradeço também a toda minha turma, 2007.1, que muitas vezes confiou em mim e 
me apoiou como sua representante e que apesar das grandes diferenças de pontos de vista e de 
personalidade sempre me aceitou bem, percebendo o que há em mim atrás das aparências e 
estereótipos. Além de agradecer, peço também desculpa a vocês se nem sempre corresponder 
a vossas expectativas, mas as vezes a emoção e razão se confundem em mim de tal forma que 
não consigo fazer o que devo em detrimento do que acredito. 
Por ultimo, agradeço a todos que me incentivaram neste polêmico trabalho, vocês são 
responsáveis por eu levar esta ideia adiante. E aos que riram desta pesquisa também, por 
incentivar a superação, por provocar o meu desejo de provar que é possível e por me 
confirmar a necessidade e importância deste trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
Esta pesquisa tem como objetivo analisar os discursos sobre o uso da maconha 
presente nas matérias do Jornal Nacional e do Fantástico exibidas entre 2009 e 2011. E, 
através disso, perceber como a sociedade e a cultura dos jornalistas vão influenciar os 
discursos produzidos na notícia. É feita a ligação entre as relações históricas, sociais e os 
discursos produzidos, considerando o lugar de enunciação que a Rede Globo ocupa como 
importante meio de comunicação. Ao fazer a análise de produtos informativos, considero a 
relevância dos meios de comunicação na manutenção e transformação das relações sociais, 
procurando observar esse papel da imprensa nos casos analisados. 
 
Palavras chaves: Análise do Discurso, Telejornalismo, Maconha, Rede Globo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
FIGURA 1 – Comissão Latino Americana reunida, matéria de 20/02/2009, da 
matéria, 10‟‟ 67 
FIGURA 2 – Líderes da Comissão Latino Americana na reunião. 20/02/2009, 52‟‟ 67 
FIGURA 3 – Passagem do repórter André Luiz Azevedo na matéria de 20/02/2009, 
 22‟‟ 67 
FIGURA 4 – Mão segurando um cigarro de maconha, 38‟‟, matéria de 20/02/2009, 
 38‟‟ 68 
FIGURA 5 – Grande quantidade de maconha. matéria de 20/02/2009, 42‟‟ 68 
FIGURA 6 – Grande quantidade de cocaína. matéria de 20/02/2009, 43‟‟ 68 
FIGURA 7 – Plantação de maconha. matéria de 20/02/2009, 44‟‟ 68 
FIGURA 8 – Imagem de cocaína e caracteres ressaltando a fala do repórter. 
Matéria de 20/02/2009, 1‟38‟‟ 69 
FIGURA 9 – Policiais em ação. matéria de 20/02/2009, 1‟42‟‟ 69 
FIGURA 10 – Cigarro de maconha sendo preparado. matéria de 20/02/2009, 
1‟47‟‟ 69 
FIGURA 11– Ex usuária de maconha e cocaína. matéria de 20/02/2009, 2‟10‟‟ 71 
FIGURA 12 – Ex usuário de maconha. Matéria de 15/10/2009, 22‟‟ 72 
FIGURA 13 – Arte gráfica sobre os efeitos da maconha. Matéria de 15/10/2009, 
54‟‟ 73 
FIGURA 14 – Arte gráfica sobre a abstinência da maconha. Matéria de 15/10/2009, 
1‟10‟‟ 73 
FIGURA 15– Han Gotlib, paciente que sofre dor crônica e faz uso da maconha 
como medicamento. Matéria de 06/12/2009, 18‟‟ 77 
FIGURA 16 – cigarros de maconha entregues pelo médico ao paciente. 
Matéria de 06/12/2009, 32‟‟ 77 
FIGURA 17 – Paciente fumando maconha como medicamento. Matéria de 
06/12/2009, 41‟‟ 77 
FIGURA 18 – Primeira passagem do

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