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UNIÃO EDUCACIONAL DO NORTE- UNINORTE 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA- I 
1. Introdução 
 A avaliação do esfregaço sanguíneo faz parte da rotina da contagem global de células 
do sangue periférico. Quando os esfregaços são preparados e devidamente corados, os 
elementos figurados- os eritrócitos ou hemácias, as plaquetas (fragmentos do citoplasma dos 
megacariócitos da medula óssea) e diversos tipos de leucócitos ou glóbulos brancos- podem 
ser examinados, identificados e avaliados utilizando o microscópio óptico, permitindo assim 
analisar os componentes celulares do sangue, bem como a morfologia ou estrutura dos 
componentes celulares. 
 Os esfregaços sanguíneos são corados com misturas especiais de corantes que 
contém eosina (corante ácido) e azul de metileno (corante básico). Com essas misturas de 
corantes, as estruturas das células que reagem com corantes básicos são as que contém ácido 
na sua composição (ácidos nucleicos). Já os corantes ácidos, coram principalmente os 
componentes básicos das células (mitocôndrias, grânulos de secreção). 
 Os leucócitos são classificados em dois grupos: granulócitos e agranulócitos. Os 
granulocíticos possuem núcleo de forma irregular e no citoplasma contém grânulos 
específicos que, de acordo com o conteúdo dos grânulos, podem ser de três tipos: 
neutrófilos, eosinófilos e basófilos. 
 O núcleo dos agranulócitos possui forma mais regular e o citoplasma não possui 
granulações específicas: os linfócitos e os monócitos. 
 
2. Objetivo 
 A aula ministrada, no dia 09 outubro de 2015, teve como objetivo expor aos alunos a 
prática de confecção de esfregaços sanguíneos para posterior leitura das lâminas. Assim, foi 
possível verificar as características morfológicas e tintoriais das células do sangue 
periférico, em especial os leucócitos granulocíticos e agranulócitos. 
3. Materiais e Equipamentos 
 
 Luvas descartáveis; 
 Algodão; 
 Álcool; 
 Lâminas; 
 Conjunto de corantes para coloração diferencial rápida em hematologia-
Panótico; 
 Microscópio. 
 
3. Procedimento 
 A professora fez uma prévia explicação sobre como manusear o microscópio, assim 
como explicou as principais partes e funções e qual a melhor objetiva para encontrar o foco 
e visualizar as células do sangue periférico. 
Foi demostrado aos alunos como se faz a técnica de esfregaço sanguíneo: 
a) Deixar os materiais que irá utilizar na bancada, identificar a lâmina na 
extremidade com as iniciais do paciente (no caso, aluno); 
b) Calçar as luvas descartáveis; 
c) Fazer a assepsia do dedo que será perfurado; 
d) Após perfurar o dedo anelar (de preferência pelo seu menor uso) na porção distal 
e lateral com a lanceta descartável, depositar uma pequena gota próximo à 
extremidade fosca, onde é feita a identificação. 
e) A borda de uma segunda lâmina distensora é posicionada na frente da gota de 
sangue, onde a mesma será recuada até tocar a gota de sangue, e rebaixada em 
aproximadamente 45º, de forma que o sangue seja concentrado ao longo da 
borda. 
f) Empurrar a distensora no sentido contrário ao local de identificação, com um 
movimento rápido e uniforme. 
g) Esperar a lâmina secar e seguir a sequência dos corantes panótico, que é uma 
combinação policromática que utiliza primeiro o metanol (fixador), em seguida a 
eosina (corante ácido) e por fim o azul de metileno (corante básico). 
h) Por fim, as lâminas, ao secarem, devem ser analisadas no microscópio óptico que 
contêm os esfregaços sanguíneos. 
 
4. Resultados e Discussão 
 Inicialmente visualizou-se na objetiva de menor aumento (10x) para se encontrar o 
foco. Logo após, mudou-se a objetiva utilizando uma que possui um maior aumento, afim de 
observar melhor as células e poder diferenciá-las. Para melhor visualizar as características 
individuais das células sanguíneas, é necessário utilizar a objetiva de maior aumento (100x). 
 As células sanguíneas observadas foram: 
 Hemácias: células anucleadas, de coloração avermelhada cujo interior contém 
hemoglobina. Aparentemente as hemácias observadas apresentavam morfologia normal. 
 Neutrófilos: Os neutrófilos é um tipo de leucócito, encontrado no sangue periférico. 
É classificado como uma célula granulocítica devido a presença de grânulos no seu 
citoplasma e polimorfonuclear devido a morfologia do núcleo que apresenta-se segmentado 
com três a cinco lóbulos nucleares. 
 Eosinófilos: É um tipo de leucócito que é encontrado no sangue periférico; seu 
citoplasma contém grânulos que são corados com eosina, e o núcleo contém de dois a três 
segmentos. 
 Basófilos: não foi visualizado no esfregaço sanguíneo. São leucócitos encontrados 
em pouca porcentagem nas células sanguíneas, dentre os leucócitos do sangue periférico são 
os mais raros de serem encontrados. Possuem características peculiares: o núcleo pode 
apresentar-se segmentado sendo obscuros devido a presença de pequenos grãos azuis e 
púrpuras. 
 Linfócitos: Foram visualizados linfócitos no esfregaço sanguíneo, podendo ser 
observado suas principais características: mononuclear, ausência de núcleo segmentado, 
ausência de granulações específicas (agranulócitos). São células pequenas, um pouco 
maiores que as hemácias, com núcleo esférico e citoplasma levemente basófilo. 
 Monócitos: Foram visualizados monócitos no esfregaço sanguíneo, com suas 
morfologias características: é uma célula grande, mononuclear que apresenta núcleo com 
cromatina frouxa e excêntrico. 
5. Conclusão 
 Logo, as lâminas sanguíneas que foram preparadas e visualizadas pelos alunos no 
microscópio continham todas as células do sangue periférico, exceto o basófilo que não foi 
encontrado. Aparentemente continham morfologias e colorações característicos de células 
normais. 
 Nos esfregaços sanguíneos foram observados uma maior quantidade de neutrófilos 
seguidos de linfócitos, monócitos e eosinófilos. Condizente com a literatura, visto que a 
faixa etária dos voluntários encontra-se na idade adulta, é evidente que esse perfil é de 
pacientes fisiologicamente normais. 
 
6. Referências 
 ESTRIDGE, BH; REYNOLDS, AP. Técnicas Básicas de Laboratório Clínico. 5° edição. 
Guanabara Koogan.Rio de Janeiro. AIRES, MM. Fisiologia. 4° edição. Guanabara 
Koogan.Rio de Janeiro. 
 AIRES, MM. Fisiologia. 4° edição. Guanabara Koogan.Rio de Janeiro. 
 
UNIÃO EDUCACIONAL DO NORTE- UNINORTE 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA- I 
1. Introdução 
 A avaliação do esfregaço sanguíneo faz parte da rotina da contagem global de células 
do sangue periférico. Quando os esfregaços são preparados e devidamente corados, os 
elementos figurados- os eritrócitos ou hemácias, as plaquetas (fragmentos do citoplasma dos 
megacariócitos da medula óssea) e diversos tipos de leucócitos ou glóbulos brancos- podem 
ser examinados, identificados e avaliados utilizando o microscópio óptico, permitindo assim 
analisar os componentes celulares do sangue, bem como a morfologia ou estrutura dos 
componentes celulares. 
 Os esfregaços sanguíneos são corados com misturas especiais de corantes que 
contém eosina (corante ácido) e azul de metileno (corante básico). Com essas misturas de 
corantes, as estruturas das células que reagem com corantes básicos são as que contém ácido 
na sua composição (ácidos nucleicos). Já os corantes ácidos, coram principalmente os 
componentes básicos das células (mitocôndrias, grânulos de secreção). 
 Os leucócitos são classificados em dois grupos: granulócitos e agranulócitos. Os 
granulocíticos possuem núcleo de forma irregular e no citoplasma contém grânulos 
específicos que, de acordo com o conteúdo dos grânulos, podem ser de três tipos: 
neutrófilos, eosinófilose basófilos. 
 O núcleo dos agranulócitos possui forma mais regular e o citoplasma não possui 
granulações específicas: os linfócitos e os monócitos. 
 
2. Objetivo 
 A aula ministrada, no dia 09 outubro de 2015, teve como objetivo expor aos alunos a 
prática de confecção de esfregaços sanguíneos para posterior leitura das lâminas. Assim, foi 
possível verificar as características morfológicas e tintoriais das células do sangue 
periférico, em especial os leucócitos granulocíticos e agranulócitos. 
3. Materiais e Equipamentos 
 
 Luvas descartáveis; 
 Algodão; 
 Álcool; 
 Lâminas; 
 Conjunto de corantes para coloração diferencial rápida em hematologia-
Panótico; 
 Microscópio. 
 
3. Procedimento 
 A professora fez uma prévia explicação sobre como manusear o microscópio, assim 
como explicou as principais partes e funções e qual a melhor objetiva para encontrar o foco 
e visualizar as células do sangue periférico. 
Foi demostrado aos alunos como se faz a técnica de esfregaço sanguíneo: 
a) Deixar os materiais que irá utilizar na bancada, identificar a lâmina na 
extremidade com as iniciais do paciente (no caso, aluno); 
b) Calçar as luvas descartáveis; 
c) Fazer a assepsia do dedo que será perfurado; 
d) Após perfurar o dedo anelar (de preferência pelo seu menor uso) na porção distal 
e lateral com a lanceta descartável, depositar uma pequena gota próximo à 
extremidade fosca, onde é feita a identificação. 
e) A borda de uma segunda lâmina distensora é posicionada na frente da gota de 
sangue, onde a mesma será recuada até tocar a gota de sangue, e rebaixada em 
aproximadamente 45º, de forma que o sangue seja concentrado ao longo da 
borda. 
f) Empurrar a distensora no sentido contrário ao local de identificação, com um 
movimento rápido e uniforme. 
g) Esperar a lâmina secar e seguir a sequência dos corantes panótico, que é uma 
combinação policromática que utiliza primeiro o metanol (fixador), em seguida a 
eosina (corante ácido) e por fim o azul de metileno (corante básico). 
h) Por fim, as lâminas, ao secarem, devem ser analisadas no microscópio óptico que 
contêm os esfregaços sanguíneos. 
 
4. Resultados e Discussão 
 Inicialmente visualizou-se na objetiva de menor aumento (10x) para se encontrar o 
foco. Logo após, mudou-se a objetiva utilizando uma que possui um maior aumento, afim de 
observar melhor as células e poder diferenciá-las. Para melhor visualizar as características 
individuais das células sanguíneas, é necessário utilizar a objetiva de maior aumento (100x). 
 As células sanguíneas observadas foram: 
 Hemácias: células anucleadas, de coloração avermelhada cujo interior contém 
hemoglobina. Aparentemente as hemácias observadas apresentavam morfologia normal. 
 Neutrófilos: Os neutrófilos é um tipo de leucócito, encontrado no sangue periférico. 
É classificado como uma célula granulocítica devido a presença de grânulos no seu 
citoplasma e polimorfonuclear devido a morfologia do núcleo que apresenta-se segmentado 
com três a cinco lóbulos nucleares. 
 Eosinófilos: É um tipo de leucócito que é encontrado no sangue periférico; seu 
citoplasma contém grânulos que são corados com eosina, e o núcleo contém de dois a três 
segmentos. 
 Basófilos: não foi visualizado no esfregaço sanguíneo. São leucócitos encontrados 
em pouca porcentagem nas células sanguíneas, dentre os leucócitos do sangue periférico são 
os mais raros de serem encontrados. Possuem características peculiares: o núcleo pode 
apresentar-se segmentado sendo obscuros devido a presença de pequenos grãos azuis e 
púrpuras. 
 Linfócitos: Foram visualizados linfócitos no esfregaço sanguíneo, podendo ser 
observado suas principais características: mononuclear, ausência de núcleo segmentado, 
ausência de granulações específicas (agranulócitos). São células pequenas, um pouco 
maiores que as hemácias, com núcleo esférico e citoplasma levemente basófilo. 
 Monócitos: Foram visualizados monócitos no esfregaço sanguíneo, com suas 
morfologias características: é uma célula grande, mononuclear que apresenta núcleo com 
cromatina frouxa e excêntrico. 
5. Conclusão 
 Logo, as lâminas sanguíneas que foram preparadas e visualizadas pelos alunos no 
microscópio continham todas as células do sangue periférico, exceto o basófilo que não foi 
encontrado. Aparentemente continham morfologias e colorações característicos de células 
normais. 
 Nos esfregaços sanguíneos foram observados uma maior quantidade de neutrófilos 
seguidos de linfócitos, monócitos e eosinófilos. Condizente com a literatura, visto que a 
faixa etária dos voluntários encontra-se na idade adulta, é evidente que esse perfil é de 
pacientes fisiologicamente normais. 
 
6. Referências 
 ESTRIDGE, BH; REYNOLDS, AP. Técnicas Básicas de Laboratório Clínico. 5° edição. 
Guanabara Koogan.Rio de Janeiro. AIRES, MM. Fisiologia. 4° edição. Guanabara 
Koogan.Rio de Janeiro. 
 AIRES, MM. Fisiologia. 4° edição. Guanabara Koogan.Rio de Janeiro.

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