Trabalho Civil II Simulação e Fraude
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Trabalho Civil II Simulação e Fraude

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Trabalho Civil II
Nome: Cleiton Rodrigues

Vícios Sociais
Simulação e Fraude contra Credores

A simulação e a fraude contra credores determinam os Vícios Sociais ao comprometerem a ordem jurídica pela afronta, lisura, honestidade e a boa fé.
O negócio jurídico simulado não corresponde à verdade representada por uma declaração falsa, enganosa da vontade visando aparentar negócio diverso do efetivamente desejado com o objetivo de enganar terceiros ou burlar a lei.
A simulação do negócio jurídico é caracterizada pela intencionalidade da divergência entre a vontade interna e a declarada, intuito de enganar e o conluio entre os contratantes (acordo simulatório).
 As espécies da simulação nos negócios jurídicos são dividas pela simulação absoluta, acontece onde as partes, na verdade, não realizam nenhum negócio, apenas fingem. Por exemplo, marido que, quer se separar, finge dever amigo, emitindo nota fiscal a seu favor a fim de subtrair o valor da partilha dos bens. E, simulação relativa, ocorre quando as partes pretendem realizar determinado negócio jurídico prejudicial a terceiros em fraude à lei e, para escondê-lo, realizam outro negócio. Por exemplo, negócio realizado por “testa de ferro”.
As hipóteses legais da Simulação contidas no artigo 167/CC admitem provas por indícios e presunções, ou seja, aceita a nulidade do negócio jurídico, desde que, subsista o que se dissimulou quando válido na substância e na forma ressalvando-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.
Os efeitos da Simulação no negócio jurídico implicam na nulidade do ato pela ação declaratória por ofender os interesses públicos e violar as normas do ordenamento jurídico e, às vezes, aplica-se, também, a reparação por perdas e danos.
Da fraude contra credores pode-se definir como todo ato suscetível de diminuir ou onerar seu patrimônio, reduzindo ou eliminando a garantia que este representa para o pagamento de suas dívidas, praticado pelo devedor insolvente ou por ele reduzido à insolvência. Segundo Carlos Roberto Gonçalves, por si só, a fraude contra credores não conduz a um descompasso entre o íntimo querer do agente e sua declaração. A vontade manifestada corresponde exatamente ao seu desejo. Mas é exteriorizada com a intenção de prejudicar terceiros, ou seja, os credores. Por esta razão é considerada vício social.
A Fraude Contra Credores é fundamentada pelo princípio da responsabilidade patrimonial, por entender que, o patrimônio do devedor é o locus onde está domiciliada a garantia do crédito. Esse instituto é identificado pelo artifício malicioso empregado pelo devedor com o ficto de impor prejuízo ao credor impossibilitando-o de receber o crédito pela diminuição ou esvaziamento do patrimônio daquele. Assim, exige-se que o passivo do devedor tenha se tornado superior ao ativo por conta dos atos praticados pelo titular com o propósito de lesar o seu credor.
Os requisitos para a configuração da fraude contra credores denominados eventuais de efetivo prejuízo podem ser elencados pelos eventuais domni que são os elementos objetivos menos o efetivo dano causado aos credores do agente em razão de sua insolvência e os consillum frauds representa os elementos subjetivos da fraude menos o concluio fraudulento entre alienante/devedor e o adquirente do bem. Por exemplo, a ação pauliana anula a fraude, sendo assim, a venda a preço vil de todo mobiliário pouco antes da constituição da dívida com posterior retorno ao patrimônio do vendedor caracteriza a fraude contra credores.
As hipóteses dos negócios jurídicos passíveis de fraudes contra credores são representados pelos atos de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívidas (Art. 158/CC); atos de transmissão onerosa (Art. 159/CC); nos pagamentos antecipado de dívidas, ou seja, se o devedor paga débitos vincendos, comporta-se de maneira anormal (Art. 162/CC) e pelos atos de concessões fraudulentas de garantias (Art. 163/CC). Diante de um negócio jurídico fraudulento, o procedimento a ser adotado será a provocação à anulação do negócio jurídico e, consequentemente, o retorno dos bens alienados fraudulentamente ao patrimônio do devedor.
A Ação Pauliana ou revocatória é a ação que visa anular o negócio jurídico praticado em fraude contra credores. Ou seja, a fraude contra credores provoca a anulação do negócio jurídico, trazendo como consequência, o retorno dos bens alienados fraudulentamente ao patrimônio do devedor, em proveito do acervo sobre o que se tenha de efetuar o concurso dos credores.
A ação Pauliana tem natureza descontitutiva do negócio jurídico, para isso, compete ao autor da ação (credor) provar o concluío fraudulento. Contudo, a alienação fraudulenta dos bens é composta pela fraude contra credores que é o defeito do negócio jurídico definido pelo vício social, disciplinada nos artigos 158 a 165 do código civil; pela fraude de execução incidente do processo que pressupõe a demanda em andamento regulada no artigo 593 do CPC e na alienação de bens penhorados. Na ação pauliana, a legitimidade ativa fica por conta dos credores quirográficos, ou seja,, somente aqueles que não possuem qualquer garantia para o recebimento de seu crédito se não o patrimônio do devedor (diferente daqueles credores que possuem como garantia como, por exemplo, a hipoteca), ou aos credores que, embora possuam garantia, essa tenha se tornado insuficiente para cobrir o crédito do devedor. Como já notado, a Ação Paulina é a responsável por desfazer os atos fraudulentos praticados pelos devedores, desde que ocorridos os pressupostos que caracterizem a fraude contra credores.

Referencial teórico:

Apostila Civil II: Unidade III – Dos defeitos dos Negócios jurídicos

Consulta Internet:
https://ribergontea.jusbrasil.com.br/artigos/340236771/da-fraude-contra credores
Disponível em: 09/11/17