Prévia do material em texto
* POSIÇÃO DO PACIENTE LÍVIA MARA * Posicionamento do paciente na Mesa cirúrgica O posicionamento do paciente para a cirurgia é um fator-chave para um procedimento seguro e eficiente. * POSIÇÃO DO PACIENTE Pacientes vulneráveis ao rompimento da integridade da pele: geriátricos, pediátricos desnutridos, anêmicos, obesos, paraplégicos, diabéticos e portadores de próteses, pacientes com edema, infecção , câncer... * METAS DO POSICIONAMENTO Proporcionar exposição e acesso ao sítio cirúrgico; Manter alinhamento corporal; Manter adequadas as funções respiratória e circulatória; Proteger a integridade neuromuscular e cutâneaa; Possibilitar acesso venoso; Facilitar a indução anestésica. * MESAS CIRÚRGICAS * Posicionamento do paciente na Mesa cirúrgica DECÚBITO DORSAL OU SUPINA. Pernas esticadas e os braços estendidos ao longo do corpo. Área de pressão: occiptal, escapular, sacral, coccígea, calcâneos. Maioria das cirurgias Abdominais, torácicas, vasculares etc. * POSIÇÃO DO PACIENTE POSIÇÃO DORSAL MODIFICADA: TRENDELEMBURG PROCLIVE * Posicionamento do paciente na Mesa cirúrgica TRENDELEMBURG Decúbito dorsal, parte superior do dorso abaixada e pés elevados. Permite a vizualização dos órgãos pélvicos e abdome inferior. TRENDELEMBURG REVERSO Cabeceira elevada e pés abaixados Oferece melhor acesso às cirurgias de cabeça e pescoço. * * Pernas elevadas e colocadas nas perneiras e fixados com correias para expor a região perineal. Permanecer mais de 2 horas nesta posição exige a utilização de bandagens ou meias anti-embolíticas. Utilizada em cirurgias ginecológicas (vaginais) e proctológicas, urologicas POSIÇÃO LITOTÔMICA * DECÚBITO LATERAL É colocado sobre um dos lados, tendo a perna inferior fletida e a superior em extensão, separadas por um coxim ou travesseiro. Coloca-se um coxim sob a linha da cintura e fixa-se o paciente transversalmente à mesa cirúrgica com uma faixa larga de esparadrapo, passando sobre o quadril. Mais utilizada para cirurgias renais. * * DECÚBITO VENTRAL É a posição que o paciente fica com o abdome para baixo, a cabeça virada para um dos lados, as pernas estiradas, os braços ligeiramente flexionados e apoiados em suportes. Exige colocação de coxins sob os ombros, para facilitar a expansão pulmonar, sob a região infra-umbilical e sob a face anterior dos pés, para evitar a distensão muscular. * DECÚBITO VENTRAL É indicada para as cirurgias da região dorsal, lombar, sacrococcígea e occipital. Occipital ----- apoio na região frontal-----suporte acolchoado. * * RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA O POSICIONAMENTO DO PACIENTE * CUIDADOS COM O PACIENTE APÓS O PROCEDIMENTO * * FATORES DE RISCO CIRÚRGICO É toda possibilidade de perigo ou dano que ocorre com um paciente, candidato à cirurgia, em decorrência de diferentes fatores que possam afetá-lo no pré, trans e/ou no pós-operatório. * Oferecem subsídios--- indicar ou não o tratamento cirúrgico, sabendo que cada um reage de uma forma individual. * Fatores de risco cirúrgico ASPÉCTOS BÁSICOS: Ao paciente À equipe cirúrgica; Á anestesia; À equipe de enfermagem; À instituição hospitalar. * Fatores de risco cirúrgicos atribuídos ao paciente: *IDADE- não é um bom parâmetro para avaliar. Ex: pessoa idosa melhor que uma jovem. *REGRA GERAL – indivíduos dos extremos tem um risco cirúrgico maior. *antes 6 meses de vida a função renal e o ap. circulatório não estão desenvolvidos de maneira suficiente para o ato cirúrgico. * IDOSO- limitação cardiocirculatória prejudica a circulação sanguineas; Reservas energéticas diminuídas, Hidratação e o estado nutricional deficientes, São mais sensíveis aos medicamentos, Podem reagir mal ao sedativos e aos anestésicos. * Do ponto de vista físico --- o adolescente e o adulto estão sujeitos a risco cirúrgico menor. Esse risco está na dependência do tipo de afecção que são portadores. * *SEXO – masculino, do ponto de vista emocional, se abate muito ao adoecer. No entanto, consegue se controlar mais facilmente risco cirúrgico menor. “ a mulher é mais sensível ao sofrimento, descontrola-se com facilidade --agrava o risco cirúrgico.” * A mulher grávida apresenta risco muito maior --- alterações hormonais, emocionais e físicas. * ESTADO FÍSICO: AFECÇÃO RESPONSÁVEL PELA INDICAÇÃO CIRÚRGICA – a própria afecção é responsável pelo aumento do risco cirúrgico, devido ao comprometimento de estruturas vizinhas envolvidas no procedimento cirúrgico; alterações funcionais consequentes--complicações graves. * ESTADO FÍSICO: ESTADO NUTRICIONAL: Paciente nutrido- organismo com elementos básicos e necessários à cicatrização dos tecidos e ao combate às infecções. Carência nutricional grande risco cirúrgico. Obeso – bastante vulnerável a complicações---- PQ??? * ESTADO FÍSICO: AFECÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS: Anemia Desidratação Portadores de cardiopatia e doenças vasculares, Afecção respiratória, renal, endócrina, metabólica, traumatismo crânio-encefálico, estão sujeitos a grande risco cirúrgico. * Devem ser: avaliados por especialistas de forma criteriosa e compensados do pontop de vista clínico. O uso de medicamentos como: anticoagulantes, cardiotônicos, hipoglicemiantes, etc. - podem ser causa de efeitos adversos no trans e no pós-operatório. * ALERGIAS A MEDICAMENTOS: No pré-operatório deve ser perguntado: alergias medicamentosas, Contrastes iodados, Fios de sutura, Drogas anestésicas, Substâncias anti-sépticas OBS: se fizer uso de algum que tenha alergia - fazer uso de dessensibilizantes com orientação do especialista. * CONDIÇÕES EMOCIONAIS Reação emocional frente à indicação do TTO cirúrgico: nível cultural Xmaneira como foi informado. Quanto mais humilde e desprovido de cultura colaborador, suporta o sofrimento, determinado risco cirúrgico menor. Melhor nível cultural pouco colaboradores, interferi na conduta médica e da equipe gera descontentamento geral. * O adolescente é bastante instável. Preocupa-se com aspecto físico, cicatrizes e o que pode causar na sua auto-imagem. O paciente ANSIOSO não deve ser levado a uma cirurgia pela extensão do risco a que será exposto. * O anestesista deve conhecer: As condições físicas e emocionais O tipo de cirurgia proposto Para planejar as drogas anestésicas a serem administradas. A avaliação das condições clínicas do paciente é feita na visita pré-anestésica. FATORES DE RISCO CIRÚRGICO ATRIBUÍDOS À ANESTESIA: * Devem ser observados pelo anestesista: Pressão arterial, Ventilação pulmonar, saturação de oxígênio, Realizar aspiração de secreções tráqueo-brônquica, Fluxo urinário, Perdas sanguineas * FATORES CIRÚRGICOS ATRIBUÍDOS À ENFERMAGEM Treinamento pessoal para exercer atividades específicas na SO como CRPA. Manter o estoque de materiais, Manter os equipamentos em boas condições, Manter as condições de desinfecção e limpeza do ambiente. A equipe deve colaborar com o cirurgião e o anestesista - cirurgia segura para o paciente * CRPA A equipe deve estar alerta para as possíveis complicações que podem acontecer com o paciente até que haja estabilização hemodinâmica. Responsável também com o transporte do CRPA até a unidade de origem. * FATORES DE RISCO CIRÚRGICO ATRIBUÍDOS À INSTITUIÇÃO HOSPITALAR Falha no acionamento do sistema de luz de emergência - falta de luz Problema no fornecimento de gases, Manutenção inadequada dos aparelhos e equipamentos, “vigilância nesses aspectos deve ser rigorosa e contínua evitar dano ao paciente submetido ao tto cirúrgico.” * “ O enfermeiro deve se preocupar com o preparo físico e emocional do paciente, capacitando-o, o melhor possível, para o ato cirúrgico.” * CLASSIFICAÇÃO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO MOMENTOOPERATÓRIO -EMERGÊNCIA- intervenção cirúrgica imediata, gravidade do paciente. Ex: hemorragias, perfuração de víceras por trauma, arma branca ou fogo, etc. -URGÊNCIA – a intervenção cirúrgica é mediata. Podendo aguardar algumas horas. Paciente observado e aguardando exames laboratoriais, imagem. Ex: abdome agudo inflamatório. -ELETIVA – é realizado com data marcada ou em ocasião mais propícia ou conveniente ao cliente. Ex: plástica, varizes MMII, etc. * FINALIDADE: DEPENDE DA FINALIDADE A QUE SE DESTINA PALIATIVO – Visa compensar os distúrbios para melhorar as condições do paciente e/ou aliviar a sua dor, contribuindo para a sua qualidade de vida. Ex: gastrojejunoanastomose sem a remoção do tumor do estômago. * RADICAL- é feita a remoção parcial ou total de um órgão ou segmento corporal. EX: gastrectomia parcial, apendicectomia, colecistectomia, etc. PLÁSTICO – É realizado com finalidade estética ou corretiva. DIAGNÓSTICO- extração de fragmentos de tecidos para exame microscópio com fins diagnósticos. * POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO SEGUNDO PORTARIA nº2.616/98, DE 12/05/98 DO Ministério da Saúde. 1. LIMPAS:Tecidos estéreis ou de fácil descontaminação. Na ausência de processo infeccioso e inflamatórios; Cirurgias eletivas atraumáticas, sem drenagens Ausência penetração gástrica e intestinal,respiratório e urinário. * 2. POTENCIALMENTE CONTAMINADAS: Realizadas em tecidos de difícil descontaminação, flora microbiana pouco numerosa. Ausência de processo infeccioso e inflamatório. Cirurgias limpas com drenagem. Ocorre penetração gástrica, intestinal, respiratório e urinário. Ex: cirurgia intestino delgado(eletiva), ferida traumática limpa até 10h após o trauma. * 3. CONTAMINADAS: Realizados em tecidos recentemente traumatizados e abertos com processo de inflamação mas sem supuração. -Tecidos traumatizados recentemente e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante. Presença de inflamação na incisão e cicatrização de segunda intenção. ex: obstrução urinária ou biliar, cirurgias cólons, cirurgia bucal e dental, intranasal, feridas expostas com tratamento após 10h. * 4. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com supuração local, tecido necrótico, feridas sujas, corpos estranhos. Ex: cirurgia reto, ânus, nefrectomia com infecção, cirurgia abdominal com presença de pus e conteúdo de cólon.