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ESTENOSE DO CANAL MEDULAR E MIELOPATIA

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decorrente da artrite degenerativa
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ESTENOSE VERTEBRAL
TRATAMENTO CIRÚRGICO 
FATORES DE PROGNÓSTICO BOM:
Compressão por Hernia discal
Monorradiculopatia
Estenose 1 nivel
Idade < 65 anos
Fraqueza menor do que 6 semanas
CANAL COM DIAMETRO <6MM
FATORES DE PROGNÓSTICO RUIM:
Depressão
Doença psiquiátrica
Doença cardiovascular
Diabetes Mellitus
Cirurgia Prévia
IMC alto
Escoliose
Fratura previa da coluna Vertebral
Desordem afetando deambulação (artrote do quadril ou joelho)
ESTENOSE VERTEBRAL
CIRURGIA: PRINCÍPIOS
Descompressão (tratamento de escolha)
Laminectomia – idosos + estenose grave +vários níveis
Fenestração (laminotomias bilaterais e facetectomias parciais)–
Preservam estruturas da linha média
jovens + discos intactos – 
Laminotomias bilaterais geram menos instabilidade
Laminotomias unilaterais – resultados iguais às laminotomias bilaterais - beneficios de menor perda sanguínea e menor tempo cirúrgico
ESTENOSE VERTEBRAL
INDICAÇÃO DE ARTRODESE (INSTABILIDADE)
Excisões > 1 nível
Espondilolistese pré-operatória
Facetectomia total ou >50% bilateral
Escoliose degenerativa grande
Instabilidade vertebral prévia 
Hérnia discal ou estenose pós descompressão
Degeneração do segmento adjacente após artrodese prévia (Sd transicional) 
Ocorre em 35 a 45% das vezes
Causa desconhecida – provavelmente pela hipolordose ´pós-operatoria e rigidez do segmento fundido. 
30% necessita artrodese complementar
ESTENOSE VERTEBRAL
COMPLICAÇÕES PÓS-CIRURGICAS:
Instabilidade
Lesão da dura máter
Fibrose epidural
Pseudoartrose (mais comum em L4-L5)
Aracnoidite
Trombose venosa profunda- profilaxia com bombas pneumaticas e deambulação precoce
Tromboembolia pulmonar - rara
Infecção
Lesão de raiz
mielopatia
MIELOPATIA
CONCEITO
Termo usado para descrever qualquer déficit relacionado a medula óssea
CAUSAS
Compressão mecânica ao canal medular
Herniação de disco
Trauma 
Degeneração (Osteófitos)
Tumorações (benignas e malignas, cistos)
Infecções
Deficiencias vasculares
Deficiencias nutricionais
Causas idiopáticas
O termo mielopatia é usado para descrever qualquer déficit relacionado à medula óssea (1). Freqüentemente, a mielopatia é devida à compressão da medula óssea por osteófito ou material de disco extruído na coluna cervical. Esporão osteofítico e herniação de disco podem, também, produzir mielopatia localizada na coluna torácica, embora esta seja menos comum. As próximas fontes mais comuns de mielopatia são as compressões da medula óssea devido a massas extradurais causadas por carcinoma metastático ósseo e trauma fechado ou penetrante. Muitas enfermidades primárias neoplásicas, infecciosas, inflamatórias, neurodegenerativas, vasculares, nutricionais e idiopáticas podem também resultar em mielopatia, embora essas sejam muito menos comuns que a doença discogênica, metástases e traumas. Uma variedade de cistos e neoplasias benignas pode, também, comprimir a medula; estas tendem a surgir intraduralmente. As mais comuns destas variedades são os meningiomas, tumores de bainha do nervo, cistos epidermóides e cistos aracnóides 
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CLASSIFICAÇÃO
Quanto ao tempo
Aguda – 0 a 14 dias
Sub-aguda – 15 -30 dias
Cronica - > 30 dias
Quanto a localização
Lesões extradurais
Intradurais
Intramedulares
MIELOPATIA 
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DIAGNÓSTICO
Diagnóstico - Clinico + Imagem
Exame Clinico
Avaliaçao da localização neurologica do achado na medula ossea
Vai ser influenciado pela: ausência ou presença
Trauma significante
Dor e caráter de instalação da mesma
Presença prévia de tumor ou infecção
MIELOPATIA
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QUADRO CLÍNICO
A mielopatia pode se apresentar de várias formas
Parestesias das mãos ou diminuição do controle motor fino (fasciculações em MMSS);
Fraqueza de extremidades ou instabilidade da marcha (Espasticidade); 
Alterações sensoriais no tronco ou extremidades; 
Alterações no intestino, bexiga (urgências urinárias), ou função sexual – mau prognóstico
MIELOPATIA
MIELOPATIA 
CERVICAL
Clônus na extremidade inferior
Sinal de Babinski – 
Extensão lenta do Hálux – Presente
Presença do sinal de Babinski indica lesão do trato corticoespinhal
Hiperreflexia
Sinal de Hoffman- 
Pinçamento da falange distal do dedo 3 QRD, exercendo pressão sobre a unha. Positivo se houver flexão da falange distal do polegar
Positivo – Lesão do neuronio motor superior
EXAMES DE IMAGEM
Radiografia 
Capaz de retrar o estreitamento por osteófitos
Tomografia
Melhor definição de imagem em relaçao ao RX
Boa detecção da Invasão ossea
Demonstra a compressao sobre estruturas neuras por disco
Tomografia + mielografia
Complementa a visualização das estruturas neurais 
Auxilia no planejamento cirúrgico
Ressonância Nuclear Magnética
Padrão ouro
Melhor resolução de partes moles
MIELOPATIA
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TRAUMA
Diagnóstico
Rx simples 
TC – útil na avaliação de lesões ligamentares e especificação das lesões ósseas
RNM – é o exame de escolha:
Se paralisia incompleta
Necessidade de visualização direta de estruturas neurais ou ligamentares
Avaliação da Hérnia de disco ou Hematoma
Tratamento	
Prioridade – estabilização mecanica da lesao
Remoção de fragmentos ósseos
MIELOPATIA 
TUMORES E INFECÇÕES
Podem gerar mielopatia dolorosa
Diagnóstico Diferencial 
Doença Desmielinizante
Siringomielia
MIELOPATIA 
VASCULARES
Progressão lenta ou ataque súbito
Causas
Malformações vasculares
Infarto da medula óssea
Hematoma epidural
Exame
RNM realçada por gadolínio
Angioressonancia
Mielografia
MIELOPATIA 
MIELOPATIAS DE EVOLUÇÃO RÁPIDA
Vasculares
Infecciosas
Inflamatórias
Parasitárias
MIELOPATIAS DE EVOLUÇÃO LENTA
Lesões expansivas
Doenças Hereditárias
Doenças Degeneratias
Doenças carenciais
MIELOPATIA 
TRATAMENTO
Excluir causas compressivas – descompressão
Outras Causas – Punção lombar, exames laboratoriaise e de imagem – tratar a causa
Vasculares , 
Metabolicas, 
Doenças demielinizantes, 
Denças neoplasicas, etc.
MIELOPATIA 
fim