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���� � PAGE \* MERGEFORMAT �2� INTRODUÇÃO À PESQUISA Jailda Souza Soares, Maria Bernadeth e Pricila Gonçalves Lourenço Nunes Rhubia Bertolini Garcia RESUMO O presente trabalho objetiva refletir qual a importância do atendimento diferenciado ao aluno com necessidades especiais (PNES) no âmbito educacional e social. Ao longo da história, pode-se perceber que a Educação Especial tem sofrido modificações. Inicialmente, com a proposta de abraçar o lado educacional do PNES a Educação Especial abrange, hoje, muito mais provisão de serviços a está população. Os diversos segmentos da sociedade já tratam com seriedade a necessidade destas pessoas, uma vez que entendem que, independente das condições da pessoa, exercem o mesmo direito e tem os mesmos deveres de uma pessoa dita normal. Ainda que uma grande parcela da sociedade não aceite a inserção de PNES no mercado de trabalho, nas escolas, entre outros, hoje fica evidenciado que, diferente de 10 anos, assiste-se uma melhoria nas condições de sobrevivência do PNES, mas, pode-se fazer ainda mais para facilitar que o PNES tenha mais condições semelhantes de sobrevivência ao cidadão dito normal. Palavras-chave: Atendimento especializado, conscientização, inclusão, portadores de necessidades especiais. 1. INTRODUÇÃO A Educação Especial precisa ser entendida como um dos caminhos – extremamente importante – que permite que os alunos com necessidades educacionais especiais tenham acesso ao saber de forma significativa e pertinente. A evolução da história e, conseqüentemente, dos indivíduos traz em seu bojo uma nova realidade na qual a educação precisa se incluir para cumprir seu papel primordial. Essa modalidade de ensino segue uma direção que desembocará na construção de um processo educativo mais coerente, a partir da idéia de que a educação é elemento fundamental no desenvolvimento de uma nova cultura com novos parâmetros estabelecidos e buscados. Parâmetros esses que, percebem a necessidade e entendem a importância de um atendimento especializado e um acompanhamento diário para aqueles alunos que demandam uma atenção um pouco mais cuidadosa. A professora Renata Vilella, ao escrever um pequeno relato autobiográfico sobre a existência e superação de preconceitos, termina seu texto com a seguinte mensagem que pode ser refletida neste trabalho. 2. DEFICIÊNCIAS "Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui. "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce. "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus. (VILELLA, 1990). Essas palavras trazem o peso daqueles que lutam diariamente contra qualquer tipo de preconceito para usufruírem de seus direitos naturais e adquiridos. É nesse contexto que emerge a educação especial, como ferramenta que dá munição eficaz para essa batalha. E essa construção é cotidiana, no alinhavo da prática diária, nas descobertas de pequeno porte para uns, mas de extrema significação para outros. É assim que a educação especial se realiza e se redescobre no processo ensino-aprendizagem. Pensando em tudo isso, o foco deste trabalho está no atendimento especializado para alunos com necessidades educacionais especiais e sua importância no desenvolvimento dos mesmos, além de sua inclusão no ambiente escolar de forma a garantir-lhes crescimento e autonomia não apenas de conhecimento, mas de vida principalmente. Fonseca se coloca muito bem, quando argumenta que esse atendimento especializado é seguramente uma questão de justiça e não um privilégio. É perceber que as diferenças não são e nem devem ser elemento de exclusão, e sim de aprendizado para todos – incluindo os que não são portadores de necessidades educacionais especiais. À medida que a educação vai entendo isso, o processo ensino-aprendizagem se fortalece e a escola ganha novos conceitos e perspectivas. Pretende-se neste trabalho, refletir a respeito disso: a importância desse atendimento especializado a alunos com necessidades educacionais especiais. Mas também promover uma discussão sobre a precisão de que haja um esforço coletivo – escola, família, sociedade, governo, instituições em geral – com uma co-responsabilidade nessa caminhada de aprender a aprender. Enfim, o que se quer afinal é que os alunos com necessidades educacionais especiais percebam a escola e o mundo como uma grande oportunidade de se descobrir, de encontrar o outro e de, ao mesmo tempo, se colocar com suas limitações, mas com perspectivas ilimitadas. Isso sempre será possível, desde que cada um e todos assumam para si o compromisso dessa construção, que precisa ser coletiva e solidária. O homem não nasce dotado das aquisições históricas da humanidade. Resultando estas do desenvolvimento das gerações humanas, não são incorporadas nem nele, nem nas suas disposições naturais, mas no mundo que o rodeia, nas grandes obras da cultura humana. Só apropriando-se delas no decurso da sua vida ele adquire propriedades e faculdades humanas (LEONTIEV, 2004, p. 310). 3. UM BREVE HISTÓRICO SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL O início da educação especial no Brasil deu-se no final dos anos 50. Em 1854 Dom Pedro II funda o “Imperial Instituto dos meninos cegos” no Rio de Janeiro, no entanto, não existia preocupação com a aprendizagem. Em 1857, foi fundado o “Instituto Nacional de Educação dos surdos”, voltado para o ensino profissionalizante, porém atendia uma parcela muito escassa da população surda. A partir de 1950 houve um aumento na publicação de livros em braile com a instalação da imprensa braile na Fundação para o livro do cego, hoje denominada Fundação Dorina Nowill, o que possibilitou melhores condições de estudo para cegos. No período de 1957 a 1993 o atendimento educacional aos excepcionais foi assumido a nível nacional pelo governo federal. Em 1961, com a homologação da Lei de Diretrizes e Bases 4024/61, a educação da pessoa com deficiência passou a ser integrada ao sistema regular de ensino. Na verdade essa integração não ocorreu, pois o atendimento educacional ficava sob a responsabilidade de outras instituições particulares subvencionadas pelo governo. Em 1990, a ECA responsabiliza os pais pela matrícula e freqüência dos filhos na rede regular de ensino. Em 94, a Declaração de Salamanca define políticas, princípios e práticas da educação especial. Em 96, a LDB muda, responsabilizando às redes o dever de assegurar currículo, métodos, recursos e organização para atender as necessidades dos alunos. Em 2001 com a criminalização da recusa em matricular crianças com deficiências, cresce o número delas na escola. Em 2002, a Resolução CNE/CP 1 define que as universidades devem formar professores para atender alunos com necessidades especiais; a Língua Brasileira de Sinais é reconhecida com meio de comunicação e o braile é aprovado para ser utilizado em todas as modalidades de educação. No período de 2003 a 2006, o governo trabalha para ampliar e divulgar a educação inclusiva criando o Programa de Educação Inclusiva; reafirmando o direito à escolarização de alunos com e sem deficiência. Em 2008, a Política Nacional de Educação Especial define: todos devem estudar na escola comum.Apesar dos avanços, é importante destacar que a Educação inclusiva no Brasil é muito falha quanto à oferta de serviços e recursos disponibilizados para essa educação. Até hoje nenhuma ação do estado conseguiu atender a demanda de deficientes visuais existentes. No Brasil, a deficiência mental não era considerada como uma ameaça social nem como uma degeneração da espécie. Ela era atribuída aos infortúnios ambientais, apesar da crença numa concepção organicista e patológica (MENDES, 1995). A família teve um importante papel no histórico desta educação, observa-se a criação de algumas instituições criadas por eles, como as APAES (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e a Associação Pestalozzi). 4. EDUCAÇÃO ESPECIAL: UM OLHAR SÓCIO – HISTÓRICO O movimento de inclusão das pessoas com deficiência é algo recente. Historicamente, a existência discriminatória da escola e de toda sociedade limita-se à escolarização de um grupo seleto e homogêneo de pessoas. Os que não pertenciam a esse grupo ficavam excluídos dessa sociedade, marcada e caracterizada pela rejeição do individuo deficiente. O grande fenômeno da Inclusão tem vindo a ser reforçado por políticas governamentais e legislação pertinente que permite uma igualdade de todos acederem a uma escola pública, obrigatória e gratuita capaz de proporcionar não só o acesso de todos à escola, mas, sobretudo, criar condições de sucesso, de bem-estar e desenvolvimento global da criança, seja ela deficiente ou não, através de adaptações curriculares, condições especiais de avaliação, adaptações materiais, etc. Na verdade, a fase tardia da inclusão vem-nos mostrar de forma clara, os limites da construção dos ideais democráticos, quer na escola, quer na própria sociedade. Para Correia (1997) a inclusão escolar, significa a inserção do aluno na classe regular onde, sempre que possível, deve receber todos os serviços educativos adequados, contando-se, para esse fim, com o apoio apropriado (e.g. outros técnicos, pais,…) às suas características e necessidades. Estes deverão ser complementados com tarefas que possibilitem o desenvolvimento de aptidões inerentes ao quotidiano (ajustamento social, independência social, etc.) com participação comunitária. Para Wilson (2000) a inclusão contém os seguintes elementos: é situada na comunidade vista como aberta, positiva e aberta; é livre de barreiras físicas, curriculares, de sistemas de apoio e métodos de comunicação; promove a colaboração em lugar da competição e propõe a igualdade e ideais democráticos. Segundo Ainscow (1998), as escolas que procuram oferecer contextos mais inclusivos devem assumir como ponto de partida, as práticas e conhecimentos existentes; ver as diferenças como oportunidades para a aprendizagem; inventariar as barreiras à participação; usar os recursos disponíveis para apoiar a aprendizagem; desenvolver uma linguagem ligada à prática e por fim, criar condições que incentivem aceitar riscos. Assim, o conceito de inclusão tanto no domínio educativo como no social, ampliou significativamente o modo de entender o lugar das crianças com deficiência implicando uma profunda alteração de perspectiva no que concerne às mudanças contextuais necessárias, tornando-se necessário para tal, a utilização de serviços diferenciados, ambientes variados onde a criança possa ser inserida. Inicialmente esta idéia remete-nos logo para os espaços e contextos educativos em que o mais desejável é desde logo, a colocação da criança na sala do grupo de crianças do regular. Assim, esta iniciativa pressupõe adaptações, dos espaços, dos programas, do clima efetivo, dos métodos pedagógicos e da avaliação, bem como serviços especializados que possam compensar as suas limitações, sejam elas de caráter físico, mental, auditivo, etc. o individuo que poderia ter sido facilmente recebido na relação social cotidiana possui um traço que se pode impor à atenção e afastar aqueles que ele encontra, destruindo a possibilidade de atenção para outros atributos seus. Ele possui um estigma, uma característica diferente da que havia previsto. Segundo Goffman (1982, pág. 14) 5. O ESPAÇO ESCOLAR COMO ELEMENTO DE INCLUSÃO SOCIAL. Uma visão tecnicista, ou que apenas pretenda simplificar o currículo, nunca poderá explicar a realidade dos fenômenos curriculares e dificilmente pode contribuir para mudá-los, porque ignora que o valor real do mesmo depende dos contextos nos quais se desenvolve e ganha significado. Trata-se de um fenômeno escolar que expressa determinações não estritamente escolares, algo que se situa entre as experiências pessoais e culturais dos sujeitos, por um lado, prévias e paralelas às escolares, realizando-se num campo escolar, mas sobre o qual incidem, por outro lado, subsistemas exteriores muito importantes que obedecem a determinações variadas. (2000, p.23). Enfim, propondo visões sobre o currículo, faz-se necessário afastar-se um pouco da visão tradicional, que é pautada em procedimentos, técnicas e métodos preocupados com a transmissão de “conhecimentos sistematizados” e com a sua fixação por meio de atividades meramente mecânicas por parte do professor e do aluno. Os conteúdos são selecionados de forma acrítica, sem uma contextualização com a realidade e, na maioria das vezes, desprovidos de sentido para os alunos, concebidos como meros receptores do conhecimento. Neste o conteúdo está submetido ao método, reduzido a técnicas, recursos e procedimentos didáticos. Portanto, o que se espera para o currículo na Educação Especial é uma visão crítica onde o currículo é compreendido na sua amplitude cultural e histórica, em que alunos e professores são sujeitos interativos, orientados por princípios e metas, intencionalmente voltados para a dialética do saber. SALA, 2010, afirma que: [...] A questão que se impõe não é propriamente a da forma de transmissão do conhecimento: se essa é mais ou menos autoritária, se ela respeita ou não a estrutura do conhecimento que busca transmitir, questões que certamente apresentam grande importância para a prática escolar. Não é o processo que aqui entra em questão, mas o próprio conteúdo. De maneira geral, o problema que nos colocamos é de que uma sociedade que permanece fundamentalmente contraditória em sua estrutura não pode ser totalmente integrada nos conhecimentos que formula. (2010, p. 85). Então, é preciso pensar sobre o que se quer ensinar, sua pertinência e aplicabilidade na prática de vida dos alunos. Entretanto, apenas um currículo bem pensado não é suficiente para dar conta completamente do processo educativo, especial ou não. É preciso repensar a metodologia, a maneira, os caminhos possíveis na construção do saber, pois, se a prática não sofre alteração, as ferramentas tornam-se obsoletas. O entrelaçado que precisa ser construído entre teoria e prática é o que dá sustentação eficaz no processo educativo. A escola não pode perder esse foco, pois a formação docente é o que faz o link ente currículo, metodologia e os recursos disponíveis na construção de uma educação inclusiva e de qualidade. Todos esses aspectos são fundamentais e precisam ser trabalhados simultaneamente, pois é exatamente essa rede que se forma que trará novos olhares, mais perspicazes, para uma escola inclusiva. Não que seja uma fórmula mágica ou uma receita de bolo infalível, é apenas considerar que se o sujeito aprendiz é múltiplo em seus aspectos, a escola precisa vivenciar essa multiplicidade em sua maneira de receber e entender seus alunos e, neste caso em especial, aqueles portadores de necessidades educacionais especiais. Enfim, todos os direitos dispensados a esses alunos não significará absolutamente nada, se não houver um esforço coletivo e realmente interessado no sentido de entender e praticar literalmente o que significa a palavra inclusão. 6. O PAPAEL DO PROFESSOR FRENTE AOS DESAFIOS EDUCACIONAIS AOS ALUNOS COM NESCESSSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS. Atualmente, vive-se o surgimentode uma nova cultura onde a tecnologia tem, por muitas vezes, substituído o trabalho humano. Entretanto, quando se fala em educação especial – que é o foco neste trabalho – a presença do professor é fundamental no processo ensino-aprendizagem para alunos com necessidades educacionais especiais. O relacionamento diário, as vivências em conjunto, as estratégias pedagógicas são elementos essenciais para que o aprendizado se efetive de forma concreta e substancial. E aqui, podem-se ressaltar dois pontos relevantes para que essa construção seja bem sucedida: a afetividade entre aluno e professor e a formação especializada e continuada do docente. Falando da afetividade, ela é tão importante porque a educação existe para o ser humano e todas as suas demandas, principalmente as relações afetivas e não é diferente no processo da educação especial. Pelo contrário, é por meio dessa que os maiores avanços se concretizam nesta. Arendt sobre isso trata assim: “[...] a educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele (...). A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las os seus próprios recursos”. (ARENDT, 2000, p.247). Responsabilidade com e pelo outro como ser humano de direitos, isso é o que a afetividade traz em seu bojo para a educação e que faz toda a diferença no atendimento ao aluno com necessidades educacionais especiais. Chalita diz com propriedade: [...] E os alunos precisam de afeto. E só há educação onde há afeto, onde experiências são trocadas, enriquecidas, vividas. O professor que apenas transmite informação não consegue perceber a dimensão do afeto na aprendizagem do aluno. O aluno precisa de afeto, de atenção. (CHALITA, 2004, p.245). Ressalta-se neste ponto a importância também da família que, na verdade, é o primeiro núcleo de aprendizagem de todo indivíduo, especial ou não, é onde a afetividade deve se efetivar de forma mais latente. Por isso, são fundamentais que a escola, o professor especializado e a família sejam parceiros cotidianos voltados para um bem comum, que é o aprendizado do aluno portador de necessidades educacionais especiais. Para que essa parceria realmente aconteça. Existe um movimento pela sociedade inclusiva é internacional e o Brasil está envolvido o nele; é certo que esteja, pois temos cerca de 15 milhões de Portadores de Necessidades Educativas Especiais, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e quase a totalidade está, provavelmente, aguardando a oportunidade de participar plenamente da vida em sociedade, como tem direito. 7. CONCLUSÕES Ao final dessa pesquisa bibliográfica, foi interessante perceber como a educação especial se propõe a formar redes de conhecimento com a escola convencional em favor do aluno portador de necessidades educacionais especiais, e descobrir que o atendimento especializado é sua maior ferramenta nesse processo educativo tão singular. A escola, a família, as associações, todas coletivamente são as cordas que se amarram na “costura” de saberes fundamentais para que a educação especial se efetive como elemento agregador de valores e conhecimento para o aluno com necessidades educacionais especiais. Gadotti falando a respeito de Paulo Freire diz: Paulo Freire sonhava com uma nova sociedade, um mundo onde todos coubessem. Não um mundo feito apenas para alguns. A educação pode dar um passo na direção deste outro mundo possível se ensinar as pessoas com um novo paradigma do conhecimento, com uma visão do mundo onde todas as formas de conhecimento tenham lugar, se dotar os seres humanos de generosidade epistemológica, um pluralismo de ideias e concepção que se constitui na grande riqueza de saberes e conhecimentos da humanidade. (GADOTTI, 2007, p.66). Apesar de parecer um tanto distante, esse sonho pode transformar-se numa prática cotidiana e acabar por ser bastante natural, à medida que os laços afetivos e cognitivos se encontrarem e se estreitarem no processo ensino-aprendizagem na educação especial. O atendimento especializado tem aí a responsabilidade de aproximar e sistematizar todas as possibilidades que possam agir em favor do aluno com necessidades educacionais especiais, porque é por meio dele que o dia-a-dia na escola faz sentido para esse aluno. Finalmente, é preciso dizer que, assim como a educação convencional, a educação especial tem como seu objeto principal o próprio ser com suas transformações cotidianas, o que demanda que a própria educação se revista do novo todos os dias e ande lado a lado com as necessidades do discente, porque este espera daquela uma oportunidade de ser completo e de aprender a construir sua própria felicidade advinda do saber. As palavras de Gabriel Chalita denotam esse sentimento: O ser humano está sempre a buscar felicidade. Em todos os tempos, em todas as culturas sempre se almejou a felicidade. Na sua busca, alguns não conseguiram outros a confundiram com os prazeres efêmeros e se entregaram à submissão. Ser feliz é um objetivo ao mesmo tempo simples e complexo. Simples porque depende de mera decisão (embora decidir seja angustiante - depende do querer). É também complexo porque o ser humano é único, é genial, é especial e aprende e ensina e evolui e cresce e é. (CHALITA, 2001, p.12). REFERÊNCIAS "http://planetasustentavel.abril.com.br/pops/a_inclusao_que_ensina-Pop1.shtml"_http://planetasustentavel.abril.com.br/pops/a_inclusao_que_ensina-Pop1.shtml_. "http://www.floramarela.com.br/secao.12,sm.11.aspx"_http://www.floramarela.com.br/secao.12,sm.11.aspx_. MAZZOTTA, Marcos José da Silva. 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