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Aula 08 Direito Tributario AFRFB Resposabilidade PT1 V3

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Curso: Direito Tributário p/ AFRFB 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Pablo Rodrigues - Aula 08 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 08 – parte 01 
Curso: Direito Tributário p/ Auditor da Receita Federal 
Professor: Pablo Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso: Direito Tributário p/ AFRFB 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Pablo Rodrigues - Aula 08 
 
 
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Assunto Página 
1- Responsabilidade 3 
1.1 – Modalidades de Responsabilidade 3 
1.2 – Responsabilidade por transferência 5 
1.2.1 – Responsabilidade por transferência: sucessão 5 
1.2.1.1 – Responsabilidade por sucessão: 
imóveis 
5 
1.2.1.2 – Responsabilidade por sucessão: 
Causa Mortis 
7 
1.2.1.3 – Responsabilidade por sucessão: 
Empresas 
8 
1.2.2 – Responsabilidade por transferência: terceiros 14 
1.2.2.1 – Responsabilidade de terceiros: 
atuação regular 
15 
1.2.2.2 – Responsabilidade de terceiros: 
atuação irregular 
17 
1.3 – Responsabilidade por Substituição 19 
1.4 – Responsabilidade por Infrações 22 
2- Questões comentadas 26 
3- Lista de exercícios 41 
4- Gabarito 50 
 
Continuamos no conteúdo do Livro Segundo do CTN, agora para 
aprendermos os assuntos: Responsabilidade e Crédito Tributário. 
Se você abrir o CTN no Capítulo V (art. 128 em diante), irá se deparar 
com longos dispositivos, com parágrafos e alíneas. Mas não se preocupe, 
porque a lógica é tranquila, você vai ver. 
Mais uma vez é necessário quebrar o assunto da aula 08 em duas 
partes, pois a quantidade de páginas é um pouco maior que o nosso padrão. 
Portanto, na parte 01 veremos a Responsabilidade, ficando para a 02 o 
estudo do Crédito Tributário. 
Vamos em frente? 
 
Aula 08 – Responsabilidade e Crédito Tributário 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Como vimos na aula passada, o sujeito passivo da relação tributária 
poderá ser contribuinte ou responsável, sim? Se ele tiver relação direta e 
pessoal com o fato gerador, então será contribuinte. Eu havia citado a 
frase “O contribuinte faz acontecer o fato gerador”. Se não tiver essa relação, 
se ele não fizer acontecer, porém for estabelecido em lei como sujeito 
passivo, ele será chamado de responsável. E poderá ser invocada qualquer 
pessoa como responsável? Não! É necessário haver vinculação com o fato 
gerador, é o que nos traz o artigo 128 do CTN, o primeiro dessa aula: 
“Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de 
modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a 
terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva 
obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou 
atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou 
parcial da referida obrigação.” 
Pela lógica, o responsável não fará acontecer o FG, mas terá vínculo 
com ele. Contudo, qualquer vínculo que você possa estabelecer por raciocínio 
lógico não é suficiente, requer-se disposição legal para figurar no polo 
passivo como responsável. Existe vínculo do mero transportador de 
mercadorias com o FG do IPI, você concorda? Contudo, ele somente será 
responsável se previsto em lei. Não adianta usar o seu infalível raciocínio 
lógico e dedutível pra encontrar algum responsável em toda a obrigação, ok? 
Então, vamos aprender os tipos de responsabilidade que nos traz o CTN. 
 
 
No momento que se define por lei um responsável, a doutrina cria uma 
separação, de modo que a responsabilidade poderá se dar por substituição 
ou por transferência. Separou-se a responsabilidade de acordo com o 
momento em que ela ocorre, no mundo real. Reforço que essa é uma divisão 
doutrinária, no CTN não há tal classificação. 
 Utilizando a doutrina de Ricardo Alexandre, de maneira bastante sucinta 
(veremos os tipos em detalhes a seguir), temos que a responsabilidade por 
substituição acontece junto com o fato gerador. A intenção da lei é 
concentrar em um só sujeito passivo mais de uma obrigação (daqui alguns 
parágrafos eu explico melhor). Já na responsabilidade por transferência 
existe inicialmente uma pessoa no polo passivo, porém posteriormente 
acontece a transferência da obrigação para outro indivíduo. Veja no esquema 
a subdivisão da responsabilidade por transferência. 
1- Responsabilidade 
 
1.1 – Modalidades de Responsabilidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Antes de seguir em frente eu quero relembrar com você o artigo 124 do 
CTN, que não está no Capítulo V: 
Art. 124. São solidariamente obrigadas: 
I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que 
constitua o fato gerador da obrigação principal; (Solidariedade 
de fato) 
II - as pessoas expressamente designadas por lei. 
(Solidariedade de direito) 
 
Caso você tenha reparado, dentro do esquema que acabei de colocar há 
a palavra solidariedade. Eu preciso explicar pra que você não tenha 
dificuldade aqui. O CTN escreve a solidariedade fora do Capítulo da 
Responsabilidade (Capítulo V), porém a doutrina a considera como uma das 
subdivisões da responsabilidade por transferência. Deixa eu relembrar o 
exemplo dos irmãos: 3 irmãos são donos do mesmo apartamento. Os 3 
possuem relação direta e pessoal com o fato gerador do IPTU? Sim! Então eles 
são contribuinte solidários, é solidariedade de fato. Visto que não há 
benefício de ordem, quando 1 deles for chamado a cumprir com a totalidade 
da obrigação, ele pagará 100% do valor, mesmo que seja dono de apenas 
10% do imóvel. Nesse caso, pagará 10% na qualidade de contribuinte, e 
outros 90% qualidade de responsável solidário. 
Atente bem! Inicialmente os 3 irmãos eram na realidade contribuintes: 
fizeram acontecer o FG. Contudo, em casos como o mencionado acima, eles 
poderão ser considerados responsáveis, quando existir a transferência da 
qualidade de contribuinte dos sujeitos que não pagam. Tivemos somente 1 
pagamento pelos 3. Percebeu? Não tem mistério! Se ficou confuso, então me 
procure no fórum! É uma ideia bem simples que você não pode deixar 
complicada só porque o CTN não estruturou o tema como seria melhor. 
“Pera aí, você tinha dito que o responsável sempre será estabelecido em 
lei! Cade a lei no exemplo do apartamento dos irmãos?” É o CTN! Ele mesmo 
prevê a responsabilidade solidária e a solidariedade ;) 
Responsabilidade 
por Substituição
por Transferência
por Sucessão
por Solidariedade
de Terceiros
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Então a subdivisão “por solidariedade” da responsabilidade por 
transferência nós já vimos. Agora vamos em frente para as outras. 
 
 
 
Como sucessão entende-se a transferência, por algum evento 
ocorrido após o FG, da obrigação de um sujeito passivo para outro. Temos 
que o responsável sucede o contribuinte como sujeito passivo do tributo. 
Temos no artigo 129 a responsabilidade por sucessão, mas ele tem a 
redação um pouco confusa. O artigo quer falar que a sucessão ocorrerá 
quando se verificarem situações previstas, importando a data do 
surgimento da obrigação, e não importando se já está