A CÉLULA VEGETAL
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A CÉLULA VEGETAL


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A CÉLULA VEGETAL
Célula, Unidade Estrutural e funcional elementar do organismo vegetal, apresenta as seguintes características fundamentais:
Possui uma parede celular, não protoplasmática, produto da atividade secretora do protoplasma.
Seu citoplasma, forma membranas plasmáticas, películas superficiais nas áreas de contato com os demais componentes protoplasmáticos. Denomina-se ectoplasto à membrana plasmática que forma o limite periférico do citoplasma, junto à parede celular. O tonoplasto ou membrana vacuolar forma o limite entre o vacuoma e o citoplasma.
Plastídios (formando o plastidoma), vacúolos (formando o vacuoma) e mitocôndrios estão presentes na maioria dos vegetais.
O núcleo está presente em todos os vegetais; nas bactérias na forma granulosa ou dispersa e nas algas azuis (cianofícias), na forma dispersa ou reticular.
O tamanho das células vegetais é variável. As bactérias medem, aproximadamente, 1 mícron de diâmetro; as fibras do algodão podem alcançar 5 cm de centímetros de comprimento; fibras esclerenquimáticas podem alcançar dezenas de centímetros de comprimento.
A forma da célula vegetal é igualmente muito variável. Quando isolada, como nos gametas e esporos, tende para as formas esféricas. Nos tecidos, tem forma poliédrica e, em geral, isodiamétricas. Nos tecidos de crescimento (meristemas) predomina a forma cúbica; nos parênquimas e nos demais tecidos diferenciados, aumenta o número de faces, surgindo as formas prismáticas não isodiamétricas.
PAREDE CELULAR
A presença de uma parede celular não protoplasmática, porosa, relativamente rígida, é uma das mais importantes características da célula vegetal.
Sendo o resultado da atividade secretora do protoplasma e formada por materiais ergásticos, deve ser definida como componente não vivo da célula vegetal.
A parede celular ocorre na grande maioria dos vegetais, faltando apenas nos esporos móveis de muitas algas e fundos e nas células reprodutivas sexuadas dos vegetais inferiores. Nos vegetais superiores as células sexuais também são nuas, contando, porém, para a sua proteção com a parede das células que as formaram.
A parede celular pode ser constituída por três camadas, dotadas cada uma, de estrutura e de propriedade distintas:
Lamela média
Parede primária
Parede secundária
A lamela média central constitui a primeira parede de separação na conclusão da atividade celular.
É estruturalmente amorfa e oticamente inativa (isotrópica). É formada por substância pécticas, que são complexos hidratos de carbono, de alto peso molecular e que contêm o ácido acético e arabinose. Protopectina, ácido péctico e pectina são os principais integrantes do grupo.
A pectina é formada por longas cadeias do ácido galacturônico COOH. (COOH)4 CHO. Em presença de ácidos e açúcar, a pectina forma a base das geléias de uso doméstico. O ácido péctico resulta da ação da enzima coagulante pectase sobre a pectina, com o auxílio do cálcio, bário ou estrôncio. A protopectina é a precursora da pectina e do ácido péctico, quando tratada com o cloreto de zinco iodado, cora-se de amarelo-pardo. As substâncias pécticas apresentam uma reação ácida, fixando, consequentemente, os corantes básicos, como o marrom de Bismarck, o azul de metileno e a safranina.
A lamela central pode sofrer lignificações nos tecidos lenhosos.
A parede primária é o primeiro resultado da atividade secretora do protoplasma depois da divisão pela lamela central, podendo constituir, em muitos casos, a parede definitiva.
	É constituída por compostos pécticos e por 8 a 14% de celulose. Hemicelulose ou outros polissacarídeos não celulósicos poderão integrar a parede primária.
	É anisotrópica e pode sofrer liginificação.
	Pertencendo a células vivas, pode sofrer transformações estruturais e funcionais. Acompanha o crescimento da célula pela intercalação de novas moléculas de celulose e pela dilatação resultante do aumento de turgescência celular.
A parede secundária deposita-se sobre a parede primária, ocasionando, em geral, acentuado aumento da espessura dos envoltórios celulares.
É formada por hemicelulose, polissacarídeos não celulósicos e celulose.
A celulose deposita-se em camadas lamelares, ora espessas, ora delgadas. Esta estratificação característica é apontada como sendo a causa da forte anisotropia da parede secundária. Pode sofrer modificação característica é apontada como sendo a causa do forte anisotropia da parede secundária. Pode sofrer modificação secundária pela aposição da lignina ou de outras substâncias. Não apresenta crescimento superficial, porque se forma, apenas, quando a célula já encerrou a sua fase de crescimento.
Os espessamentos podem ser centrípetos, como nas traquéias, ou centrífugos, como nos grãos-de-pólen. Nos espessamentos centrípetos os materiais depositados vão reduzindo progressivamente o lúmen celular. Nos espessamentos centrífugos o depósito é feito na superfície externa da célula, pelas paredes de cavidades especiais.
Em alguns tecidos podemos distinguir paredes secundárias estratificadas em três camadas estrutural e funcionalmente distintas.
Pontuações
As partes da parede celular que não são atingidas pelo espessamento são chamadas pontuações.
As pontuações têm pó objetivo assegurar a continuidade do intercâmbio metabólico entre as células ou vasos condutores contíguos.
Nas células meristemáticas e nas células que não formam paredes secundárias, encontramos os campos de pontuações primárias. Nos condutores parenquimatosos, por exemplo, as células são limitadas por paredes oclusivas perfuradas por pontuações primárias.
	Plasmodesmos, Que também ocorrem em pontuações isoladas, são delgados filamentosos citoplasmáticos, que atravessam os campos pontuados (pontes citoplasmáticas), ligando o citoplasma de células contíguas.
	Nas células com parede secundárias surgem as pontuações secundárias ou pontuações, propriamente ditas. Trata-se de cavidades ou depressões, de estrutura e função variável.
Nas pontuações aureoladas (ou areoladas), por exemplo, a parede secundária arqueia-se sobre a cavidade da pontuação, reduzindo o poro de acesso. Nas coníferas (pinheiros e ciprestes), pode formar-se sobre a lamela central, pelo espessamento primário, um toro. Quando a pressão aumentar em uma das células, como, por exemplo, em conseqüência da invasão dos tecidos lenhosos pelo ar, o toro é deslocado com a lamela ou ostíolo. A oclusão circunstancial da pontuação aureolada define o seu funcionamento como o de uma verdadeira válvula.
As pontuações secundárias simples ocorrem, por exemplo, em certas células parenquimatosas e nas fibras esclerenquimáticas. São pouco profundas nas paredes delgadas, mas apresentam-se longas ou ramificadas nas células com paredes muito espessas (células pétreas do esclerênquima).
Meatos
Tratam-se de espaços intercelulares (ou extracelulares) que se formam na área do contorno entre duas ou mais células. O surgimento e a ampliação dos meatos é um dos mais flagrantes sinais da diferenciação histológica a partir dos tecidos meristemáticos.
Os meatos esquizógenos resultam da dissolução da lamela central pectósica e do conseqüente afastamento das paredes primárias. Forma um sistema auxiliar de condução, extracelular, importante para o transporte dos gases da respiração. As lacunas do parênquima lacunoso (ou esponjoso) do mesófilo da folha são de origem esquizógena.
Os meatos lisígenos são a conseqüência da dissolução de células inteiras ou inclusive, de grupos de células. Formam os amplos espaços assim como as cavidades secretoras de muitas dicotiledôneas. As bolsas de secreção, oleífera e aromática das rutáceas (laranja, limão, etc), por exemplo, são de origem lisígena.
Celulose
A celulose (C6H10O5)n é o principal constituinte da parede celular primária e secundária. Em alguns casos a celulose constitui sozinha a parede da célula. A celulose está presente